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DISCUSSÃO COM A REALIDADE Dentro do contexto educacional que subsidie em correlação com a formação da criança e do adolecente, é notório que existem as fases dentro desse contexto de desenvolvimento. Uma das fases que um adolecente passa é a sustentação concreta de sua autonomia, o que transforma o olhar e o comportamento, uma vez que o adolecente busca sua própria independência. Dito isso, foi realizado um estudo prático para melhor observação do nível em que dois adolescentes de dezesseis anos se encontram. Nessa pesquisa, foi criado um questionário com três perguntas que foram feitas aos adolescentes. A primeira pergunta foi: “Como você se vê daqui a 10 anos?” A resposta do adolecente N°1 foi a seguinte: “Eu me vejo sendo um homem adulto que tenha concluído a faculdade, passado em um concurso, recebendo meu salário tranquilamente, morando sozinho e fazendo o que eu bem quiser. Um dos meus maiores sonhos é ter a minha estabilidade financeira própria e parar de ficar dependendo dos meus pais, tenho outros sonhos, como me formar em medicina veterinária.” E a do adolecente N°2 foi a seguinte: “Eu não sei ao certo, mas espero que eu faça alguma faculdade. Não sei qual eu vou querer ainda, mas meus pais querem que eu faça medicina, só que eu não quero; eu acho que eu não tenho nem inteligência para isso. Eu gosto muito de assistir a filmes, talvez eu faça um curta metragem e faça sucesso assim.” Podemos observar que há uma grande diferença entre os dois adolescentes em relação aos seus níveis de autonomia. O adolecente N°1 demonstra ser mais centrado, com um objetivo de vida e uma visão para o futuro. Sendo assim, podemos analisar que esse adolecente já se encontra com sua autonomia comportamental, emocional e cognitiva em conceitos diferenciados que o segundo, que observa a vida com inúmeras incertezas e grandes dependências do meio em que se encontra. A segunda pergunta é uma continuação da primeira, que é: “O que você está fazendo hoje para alcançar os seus objetivos?” A resposta do adolecente N°1 foi a seguinte: “Assim, eu não tenho muito o que fazer nesse momento, né? Eu apenas estudo. Sou muito dedicado? Não, mas pretendo um dia ser.” E a do adolecente N°2 foi a seguinte: “Mano, eu jogo vôlei. Eu não gosto muito de estudar, tenho preguiça, mas um dia vai dar certo. Talvez eu case com uma velha rica e algo possa acontecer.” A forma com que ambos se expressam transparece comodidade, no sentido de que não estão se movimentando para que suas conquistas possam ser realizadas. Contudo, é notório que o adolecente N°1 entende que o estudo é o caminho para que siga com prosperidade, mas o adolecente N°2 resolve apostar na sorte para ver o que vai acontecer com ele no seu futuro de incertezas. A terceira pergunta conta com a seguinte interrogação: “O que mais te atrapalha para você começar a se dedicar?” O adolecente N°1 respondeu o seguinte: “Meu celular. Eu procrastino muito nas redes sociais. Quando eu entro no tiktok eu foco é tempo mesmo. Isso também atrapalha muito meu sono a noite, porque eu só durmo quando não aguento mais estar no celular ou quando ele descarrega.” E a do adolecente N°2 foi a seguinte: “A preguiça, a falta de interesse mesmo. Eu não sei o que acontece comigo, sério mesmo. Meus pais vivem pegando no meu pé por isso. Isso é muito chato, mano, eu não aguento as vezes, por isso vou jogar vôlei, para desestressar de casa.” Aqui observamos o contexto cultural se apresentando fortemente na influência cognitiva e de desenvoltura da autonomia. O adolecente N°1 é levado pela influência dos meios tecnológicos que propagam eventos culturais distintos de toda região global, sendo ele se acusando de dependência do aparelho tecnológico durante o período da noite. Já o adolecente N°2 acusa-se de preguiça e falta de interesse. Pode-se ter em mente que para que haja desenvoltura na construção da autonomia, deve haver harmonia do adolecente com o meio em que vive. Uma vez tendo esse pensamento como base, é compreendido que o adolecente N°2 ainda retarda o seu desenvolvimento com o embate que tem com os pais por divergências de comportamentos almejados por ambas as partes.