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Flávia Furtado Rainha Silveira Rossato
RELACIONAMENTO INTERPESSOAL E ÉTICA
 Relação dos Ícones
Atividades
Você sabia?
Vamos refletir
Hora de Praticar
Fique Ligado
Glossário
2
Sumário
Unidade 1: Relacionamento Inter E Intrapessoal ………………………….… 4
Unidade 2: Inteligência Emocional ………………………………………….……… 20
Unidade 3: Gestão De Conflitos …………………………………………………..… 37
Unidade 4: Comunicação Não Violenta ……….…………….……………….…. 55
Unidade 5: Liderança …………………………………………………………..…………. 74
Unidade 6: Motivação ………………….……………………………………..…………... 91
Unidade 7: Ética no Trabalho ………………….………………………..…………... 116
Referências ………………………………………………………………………………..……. 132
3
Unidade 1: Relacionamento Inter E Intrapessoal
O que vamos aprender nessa unidade?
- Identificar a importância dos relacionamentos interpessoais;
- Reconhecer os 5 pilares dos relacionamentos interpessoais;
- Identificar técnicas para o aprimoramento das competências 
relacionais no trabalho;
- Identificar o conceito de relacionamento intrapessoal;
- Indicar a dimensão Psicológica e o Perfil Comportamental;
4
Relacionamento interpessoal
Olá! Que bom estarmos juntos no curso 
Relacionamento Interpessoal e Ética!
Sabemos que em nossa jornada profissional não 
estamos sozinhos. Na verdade, “nenhum homem é 
uma ilha”, afirmou o poeta e religioso inglês John 
Donne. Pensando bem, foi essa capacidade de estar 
em grupo que permitiu que a gente evoluísse 
enquanto espécie.
Já imaginou o quanto os homens da caverna 
seriam frágeis se eles não vivessem em grupo?
5
No livro Sapiens – Uma breve história da humanidade, Yuval Harari relata a 
importância dos grupos para a sobrevivência da nossa espécie. Apesar de não termos sido 
os animais mais fortes, fomos e somos aqueles que mais souberam se organizar 
coletivamente, seja para nos alimentar, seja para nos proteger, possibilitando a 
sobrevivência (HARARI, 2011).
Somos seres gregários (que vivem em grupo) por natureza e precisamos dos outros 
até para entender quem somos. Formamos a nossa personalidade (o conjunto das nossas 
características), em parte, por meio da nossa bagagem biológica, hereditária.
Mas, os outros 50% da nossa personalidade está relacionada às nossas interações 
sociais, por meio do convívio com as pessoas que convivemos nos diversos grupos que 
participamos: a nossa família, os nossos amigos, os colegas da escola, do futebol, da igreja, 
do trabalho...
Por isso, saber relacionar conosco e com o próximo é muito importante e é sobre isso 
que conversaremos.
6
As Habilidades Do Profissional Do Século XXI
Já parou para pensar sobre quais são as habilidades mais desejadas pelas empresas 
em uma seleção de colaboradores? Para te ajudar a responder a este questionamento, veja 
só esse gráfico:
7
Observe que de acordo com a pesquisa realizada pela Great Place to Work, no ano de 
2022, com 2654 respondentes, as competências comportamentais estão em alta quando 
falamos das competências desejadas pelas empresas (GPTW, 2022).
8
Competências comportamentais, também chamadas de soft skills, são os 
conhecimentos, as habilidades e as atitudes que expressam o nosso jeito de ser e de nos 
relacionarmos com as pessoas. Em outras palavras, é a forma como agimos e reagimos 
diante das diversas situações do nosso cotidiano.
Quer exemplos de Competências comportamentais? Liderança, criatividade, 
motivação, inteligência emocional, boa comunicação, entre outras.
Essas competências são muito importantes em todos os aspectos da vida, e, em 
especial, no trabalho.
Outras pesquisas também apontam as competências inter e intrapessoais como 
muito necessárias nos dias atuais.
Veja na imagem abaixo que o relatório do Fórum Econômico Mundial de 2020, destacou as 
10 habilidades necessárias para os profissionais do futuro:
Atributos e competências pessoais 
que permitem ao indivíduo melhorar 
suas interações com os outros e com 
o mundo ao redor. 
9
Você considera que os seus relacionamentos interpessoais são de qualidade? E no 
trabalho, como estão os seus relacionamentos interpessoais? É importante considerarmos que 
as relações interpessoais saudáveis auxiliam na criação de um clima organizacional positivo, 
pois a partir desta habilidade, conseguimos gerenciar melhor os conflitos e lidar com pessoas 
de os mais variados estilos de personalidade.
Observe que quando a nossa capacidade de nos relacionarmos com os outros é 
prejudicada, temos mais dificuldade de criar conexões e desenvolver vínculos que geram 
bem-estar e boa convivência.
10
Relacionamento interpessoal é um termo que se refere à relação, ou seja, a 
ligação entre duas ou mais pessoas que pode acontecer nos contextos pessoal, 
profissional (de modo presencial ou a distância). Há estudiosos que entendem 
que a habilidade de nos relacionarmos bem com as pessoas com as quais 
convivemos é, inclusive, um tipo de inteligência, a inteligência interpessoal.
Podemos observar o quanto saber se relacionar é uma habilidade importante para os 
profissionais do século XXI.
Mas, o que quer dizer relacionamento interpessoal?
Constatamos, assim, que as organizações querem contar com pessoas que, além do 
conhecimento técnico, apresentam, também, competência para lidar com pessoas, 
gerenciar conflitos, ser resiliente, criativo, ter inteligência emocional e se reinventar em 
cenários de crise.
Claro! O mundo está passando por rápidas mudanças e cada vez mais as 
competências para se relacionar com os outros se tornam essenciais. Mas, para bem 
relacionarmos com o próximo é preciso nos conhecermos, saber dos nossos pontos fortes e 
fracos, não é mesmo?
Convivemos com diferentes pessoas a 
todo tempo e todas elas são diferentes. Se, 
por um lado, a diversidade é inerente à vida e 
a deixa mais interessante, por outro lado, os 
relacionamentos se tornam desafiadores.
11
Sabemos que não é fácil conviver com pessoas com 
diferentes estilos de personalidade, temperamento, desejos, 
principalmente quando falamos do ambiente de trabalho. Mas, 
a convivência saudável nos ajuda a nos engajarmos mais nas 
nossas atividades, a termos um Clima Organizacional 
saudável e colaborativo.
Basta imaginar o quanto é mais prazeroso dividir o 
mesmo espaço e experiências com colegas empáticos, que 
conseguem gerenciar as suas emoções e se comunicarem de 
forma assertiva e conectiva, não é mesmo?
E quando não conseguirmos ser empáticos, o que 
acontece? Veja um exemplo ao lado:
12
Para você refletir:
Você se lembra desse caso? O que aconteceu? Na sua 
opinião, quais competências deveriam ter sido 
desenvolvidas para que isso não acontecesse?
Quem nos dá a resposta é o próprio presidente global do Carrefour, após outra 
tragédia acontecida em um dos seus supermercados:
13
Viu? É muito importante destacarmos que saber se relacionar de modo saudável não 
é algo natural! Devemos nos esforçar para desenvolver qualidades que nos conectem com 
os outros, por meio de uma linguagem compassiva e comportamentos que fomentem 
relacionamentos saudáveis. 
Para desenvolvermos relacionamentos interpessoais saudáveis, precisamos estar 
atentos a estes 4 pilares:
1- Autoconhecimento: capacidade de se conhecer, de entender os seus limites, seus 
gostos, seus valores e o que te irrita.
2- Empatia: é a competência em que saímos da visão míope e infantil de somente 
enxergamos a nós e passamos a respeitar o lugar, o jeito de ser e as necessidades dos 
outros.
3- Assertividade: trata-se da capacidade de nos comunicarmos de forma objetiva, 
clara e empática, escutando de modo ativo e compreendendo a sua mensagem. É saber se 
posicionar e se comunicar em diferentes situações.
4- Ética: diz respeito a fazer aquilo que é moralmente correto, auto responsabilizando 
pelas suas ações.
14
Um livro muito importante 
para melhorar os nossos 
relacionamentos interpessoais 
foi escrito por Dale Carnegie. 
Ele dá algumas dicas muito 
importantes. Veja só:
15
Dicas do livro:
1. Seja empático (coloque-se no lugar do outro) e 
respeite o seu modo deReconhecimento, promoções, 
responsabilidade por resultados, 
comprometimento, etc
Bom clima, respeito, aceitação, interação 
com os colegas, superiores e clientes, etc.
Segurança no trabalho e pessoal, amparo 
legal, estabilidade, etc
Alimentação, moradia, conforto físico, 
sexo, descanso, lazer, etc 
Pense em um motoboy fazendo diversas entregas a jato pelas ruas da cidade, 
ultrapassando sinais, andando pelo corredor dos carros para garantir um número de 
viagens que dê para a subsistência da sua família. Essa correria toda pode ser porque ele 
ganha um valor muito pequeno por cada viagem, o que o obriga a fazer várias corridas. 
Como o que está em jogo é a compra de alimentos, é difícil para ele colocar a segurança 
em primeiro lugar. Desta forma, uma necessidade superior somente aparece se as 
inferiores tiverem sido satisfeitas
103
Agora que vimos a Teoria da Hierarquia de Maslow, pense nas suas 
necessidades. Sabemos que são elas que ativam a motivação. Reflita 
quais são as suas necessidades de acordo com os níveis da pirâmide de 
Maslow:
1. Fisiológicas;
2. Segurança;
3. Sociais;
4. Autoestima;
5. Autorrealização.
A Teoria da hierarquia das necessidades de Maslow foi muito questionada, 
principalmente porque alguns estudiosos não acreditam na hierarquia das necessidades, 
onde uma necessidade superior apenas seria manifesta se a outra imediatamente inferior 
fosse contemplada.
Assim, atualmente, entendemos que a motivação está ligada não à uma hierarquia 
das necessidades, mas à expectativa que se tem de receber alguma recompensa positiva 
após ter desempenhado um comportamento.
Sabe quando fazemos um trabalho e acreditamos que seremos reconhecidos pelo 
chefe? Ou que teremos um aumento salarial? Pois bem!
Então, essa teoria é chamada de Teoria da Expectância, e se apoia em 3 elementos: 
1. Expectativa: tem a ver com a crença que o aumento do esforço aumentará os 
resultados que apresentamos;
2. Instrumentalidade: tem a ver com a crença de que o esforço levará a uma 
recompensa positiva, ou seja, a algo benéfico, como, por exemplo, o aumento do salário, 
um elogio, etc; 
104
3. Valência: está relacionado ao valor que aquela recompensa tem para quem a 
recebe. Isso quer dizer que o que se ganha deve ser algo desejado (ROBBINS, 2008).
Em outras palavras, a partir do prisma dessa teoria, 
sabemos que para se aumentar a motivação dos 
trabalhadores é preciso que a organização avalie e 
reconheça os seus esforços. Tal reconhecimento deve se dar 
não por meio de premiações genéricas, mas, por meio de 
recompensas atraentes para o trabalhador.
Então, quer dizer que o dinheiro motiva? Ahhh, você 
pode dizer que ele é o que mais nos motiva a trabalhar! 
Mas, eu te digo que há outros aspectos mais importantes 
que o dinheiro, segundo as pesquisas. Mas, não é possível, 
você diria!
105
Mas, eu te digo que há outros aspectos mais importantes que o dinheiro, segundo as 
pesquisas. Mas, não é possível, você diria!
De acordo com uma pesquisa com 1.500 trabalhadores, o que motiva é (em ordem 
de importância):
1. Uma atividade em que se possa aprender alguma coisa e escolher suas 
atribuições.
2. Horário de trabalho flexível e mais tempo livre.
3. Elogios.
4. Mais autonomia e autoridade em seu trabalho.
5. Mais tempo com os chefes.
6. Dinheiro (ROBBINS, 2005).
Viu só? É claro que é preciso que o salário recebido seja suficiente para custear a 
alimentação, a saúde e a segurança. Mas, as pesquisas apontam que depois que ele cobre 
aquelas necessidades primárias que estão na pirâmide de Maslow, o que se ganha a mais 
já não aumenta os níveis de motivação
106
A equação não é assim: aumenta o salário e consequentemente aumenta os níveis 
de motivação, sabe? Isto foi constatado pelo psicólogo ganhador do prêmio Nobel de 
economia, Daniel Kahneman e seu colega Deaton.
Isto também vale para o bem estar e a felicidade. Deaton e Kahneman afirmaram 
que mais dinheiro não, necessariamente, traz mais felicidade, mas ter menos dinheiro, com 
certeza, está associado à infelicidade (DEATON; KAHNEMAN, 2010).
Difícil de entender? Não, não! Já vou te explicar!
O dinheiro aumenta a sensação de bem-estar até certo ponto. Na pesquisa dos 
autores americanos citados acima, a quantia seria 75.000 dólares anuais, o que daria cerca 
de R$30.000,00 por mês no Brasil. Acima disso, qualquer quantia não faria a pessoa mais 
feliz.
Você pode dizer: mas, eu nem me imagino ganhando tudo isso! Bem, esse valor é 
muito mais do que ganha a maioria dos brasileiros. Mas, o que queremos dizer é que caso 
o que você ganha permite que você tenha uma vida digna e satisfaça, ter o salário 
aumentado não irá fazer com que você se motive mais.
107
Aliás, as pesquisas apontam que o bem-estar é fomentado mais por experiências 
como: viagens, momentos com a família e com as pessoas que amamos, pelos atos de 
generosidade e, também, por nosso propósito de vida, que deve ser maior que nós 
mesmos, que por elementos externos, como aumento salarial ou compra de um bem.
Sem contar que a motivação e a 
satisfação causadas pelo aumento salarial 
passa depois de um tempo. Você sabia? É 
que a gente se acostuma com o valor a mais 
e depois de um tempo volta a ficar 
desanimado. Isso se chama felicidade 
hedônica, ou seja, o bem estar e o prazer 
que vem das coisas externas e tem tempo 
de validade.
Tanto é que Brickman, Coates e Janoff-Bulman (1978), fizeram um estudo 
comparando os níveis de bem-estar entre os ganhadores de loteria e as pessoas 
paraplégicas que haviam ficado assim depois de um acidente.
108
 Sabia que depois de um tempo, os paraplégicos se 
sentiam cada dia mais felizes com as suas conquistas diária e 
os milionários, nem tanto?
Ou seja, ganhar na loteria garante o bem-estar por um 
tempo. Mas, a longo prazo, a pessoa volta ao estado 
emocional anterior ao prêmio. 
109
 Outro autor, Pick (2017), defende que a motivação extrínseca (devido a aumento de 
salário, compra de uma casa, etc) é uma recompensa de efeito de curto prazo, com duração 
média de 3 a 6 meses.
Percebeu? O dinheiro traz bem-estar, satisfação, motivação, por um tempo. Mas, ele 
não garante o “foram felizes para sempre”.
Pense na organização que você trabalha. Para estar motivado você deve ter motivos 
para estar ali. Mas, a relação com os colegas e com a chefia, os elogios que recebe, o 
reconhecimento pelo trabalho que realiza, o salário que você recebe pode reforçar os 
motivos internos que você tem para trabalhar, não é?
Sim, todos esses elementos podem atender às necessidades 
de estima, de ser reconhecido, de estar em grupo, de ter segurança 
e o sustento da sua família. Tudo isso age como um gatilho para 
acionar a motivação que está dentro de cada pessoa.
Mas, vocês podem se perguntar:
Ah, mas se a motivação é algo que está dentro de nós, então, 
não há nada que se possa fazer para aumentar os níveis de 
motivação dos trabalhadores de uma organização? A motivação é 
realmente interna, porque nasce de uma necessidade.
Mas, ela pode ser ativada por algo que acontece 
externamente.
110
A Administração e Seus Vários 
Aspectos 
(admcefetmg.blogspot.com)
http://admcefetmg.blogspot.com/2008/11/mo-tivao-interna-ou-externa-em-qual.html
http://admcefetmg.blogspot.com/2008/11/mo-tivao-interna-ou-externa-em-qual.html
http://admcefetmg.blogspot.com/2008/11/mo-tivao-interna-ou-externa-em-qual.html
Então, há algo que eu possa fazer para potencializar a minha motivação? Com certeza 
que sim!
1- Visualize uma meta: onde você está e onde quer chegar? Quem não sabe para 
onde ir, qualquer caminho serve, já dizia o gato do filme: Alice no país das maravilhas. 
Visualize-se alcançando aquela meta. Sinta a sensação boa de atingi-la.
2- Seja realista/otimista: encare a vida com positividade. Você já ouviu falar que 
devemos ver o copo meio cheio ao invés de meio vazio, não é? Siga em frente. O 
primeiro-ministro da Inglaterra, Winston Churchill, que foi muito importante para a vitória 
contra os nazistas, certa vez falou: “Sevocê está atravessando o inferno, não pare”. Isto é: 
continue a andar para sair dele.
3- Premie-se: divida as suas metas em pequenas vitórias e não se esqueça de 
celebrar o alcance delas. Essa celebração pode não ser algo grandioso, inclusive, pode ser 
algo que você goste e que te faça bem mas que não demande nenhum dinheiro. Mas, que 
sinalize para o seu cérebro que aquilo é mérito seu
111
Mas, como nem tudo são flores, alguns fatores podem atrapalhar a motivação dos 
colaboradores. Vamos a eles?
1. Trabalho monótono, sem desafios e pouco aderente às competências do 
trabalhador;
2. Falta de clareza nos critérios utilizados nas avaliações, quando não se tem retorno 
sobre como está o seu desempenho podem minar a motivação no trabalho;
3. Relacionamento com a chefia e os colegas de trabalho;
4. Falta de perspetiva de desenvolvimento e crescimento 
profissional;
5. A falta de valorização e de reconhecimento por parte da 
organização.
O mais importante, quando falamos sobre motivação é nos 
auto responsabilizamos por ela. Não podemos terceirizar a 
responsabilidade pela nossa motivação!
112
Para se sentir mais motivado, é muito importante que encontre o seu propósito 
(aquilo que dá sentido à sua vida).
Pessoas com propósito mais motivadas e mais satisfeitas, têm menos depressão
113
Veja só uma frase de Victor Frankl (1905- 1997), que sofreu bastante em 4 campos 
de concentração nazista, na Segundo Guerra Mundial, falou sobre buscar um sentido para a 
vida:
“Nós que vivemos nos campos de concentração podemos 
lembrar de homens que andavam pelos alojamentos 
confortando os outros, dando o seu último pedaço de pão. Eles 
devem ter sido poucos em número, mas ofereceram prova 
suficiente que tudo pode ser tirado do homem, menos uma 
coisa: a última das liberdades humanas - escolher sua atitude 
em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.” 
(VIKTOR FRANKL, 1991)
Devemos entender o que nos move, o valor que está no que fazemos e a nossa 
essência.
Para Frankl (1991), devemos responder ao chamado que a vida nos faz e não negar 
a nossa capacidade de ser para os outros, ou seja servir, ajudar o próximo. Esse chamado é 
o que nos motiva.
SEJAMOS COMO A FLOR DE LÓTUS, QUE 
ENCONTROU A SUA MISSÃO EM MEIO AO LODO. 
ISSO A MOTIVA A SAIR DO LAMAÇAL E A 
FLORESCER TODOS OS DIAS.
A flor de lótus possui a semente com maior 
longevidade e resistência: pode aguentar até 30 
séculos. Emerge e se nutre de barro e quando floresce 
se eleva sobre o lodo, deixando um cheiro hipnotizante. 
De noite, as pétalas da flor se fecham e ela mergulha 
sob a água. Ao amanhecer, se levanta novamente 
sobre a água suja, intacta e sem restos de impureza.
114
115
“As pessoas mais belas com 
as quais tive a oportunidade 
de me encontrar são aquelas 
que conheceram a derrota, 
conheceram o sofrimento, 
conheceram a luta, 
conheceram a perda e 
encontraram o seu jeito de 
sair das profundezas.” 
-Elisabeth Kübler-Ross
Unidade 7: Ética no Trabalho
Após o estudo desta unidade, você será capaz de:
- Reconhecer o conceito básico de ética;
- Definir os conceitos relativos à ética profissional;
- Identificar as atitudes e comportamentos éticos necessários ao 
ambiente de trabalho;
- Identificar os principais problemas éticos relativos à atividade.
116
Ética no Trabalho
Você já ouviu dizer que nem tudo que eu quero eu posso, nem tudo que eu 
posso eu devo e nem tudo que eu devo eu quero? Sabe por quê? Segundo o filósofo 
Mário Sérgio Cortella, é porque algumas vezes queremos algo que não é ético. E, 
então, se você se envergonha de algo que pretende fazer, esse é o sinal de que isso 
não é ético.
Eu quero? Eu devo? Eu posso? Essas são as 3 questões que movem o estudo 
da ética. A ética é a ciência que estuda os princípios que norteiam o comportamento 
humano, determinando o que é bom e como devemos agir. A própria origem da 
palavra ética, que vem de ethos, quer dizer caráter. Aí você já ligou as coisas, não é? 
A ética busca a reflexão de qual é o melhor jeito de agir para que a vida em 
sociedade seja melhor.
117
E então você, com certeza, já está bastante entusiasmado com essa aula, pois, sabe o 
quanto é importante que as nossas ações sejam éticas, não é mesmo?
Se a ética define como o homem deve comportar-se ao longo da sua vida, é muito 
importante que os profissionais reflitam sobre esse assunto.
Vamos a um exemplo? Maria Alice é 
recepcionista da Clínica Humanas, credenciada 
pelo Detran para realizar os exames médicos e 
psicológicos, requisitos para a habilitação. 
Maria Alice recebeu uma proposta de contribuir 
para um esquema de vendas de carteiras de 
motorista. Caso ela aceite, ela terá agido com 
ética? Claro que não! 
Ser ético no trabalho é agir guiado pelos princípios éticos de fazer o bem e nunca 
prejudicar o próximo. Alguns desses princípios são universais, ou seja, para todas as 
pessoas.
118
No caso de Maria Alice aceitar fazer parte deste esquema de vendas de carteiras, ela 
estaria infringindo alguns princípios que fazem com que a vida em grupo seja possível e 
boa. Pense em quantos motoristas sem a competência para dirigir estariam nas ruas 
colocando a vida das pessoas em risco.
Outra coisa, sabemos que o que não desejamos para nós, não devemos desejar para 
os outros, já dizia um filósofo antigo chamado Confúcio,(551-479 a.C.). Caso tivéssemos 
uma clínica, gostaríamos que nossos colaboradores fizessem esquemas de corrupção.
O que o escritor Oscar Wilde (1854-1900) quis dizer com 
essa frase?
Para realizar a nossa reflexão sobre a frase, vamos 
começar analisando a diferença entre a ética e a moral.
119
Ética e Moral
A ética é a reflexão sobre a moral, que, por sua vez, é aquilo que uma determinada 
cultura acredita ser bom, mau, certo, errado, adequado e inadequado. Esses princípios 
morais formam o código moral de cada povo.
Em sociedade, aprendemos os códigos morais (o que é aceitável e o que não é 
aceitável naquela sociedade), e isso vai modelando o nosso caráter, que é o conjunto de 
características que influenciam na forma de agir e reagir de uma pessoa. É aquilo que 
chamamos de “consciência”. O caráter determina as diferenças individuais e as escolhas 
éticas que fazemos.
Observe que a ética diz respeito aos princípios gerais que independem da região e do 
contexto. Já a moral refere-se aos códigos de conduta, que podem variar de acordo com a 
sociedade. 
120
Veja só este vídeo. Ele nos ajuda a compreender melhor essa diferença
121
Ética x Moral: Como diferenciar?? || Conceitos, definições 
|| 
https://www.youtube.com/watch?v=FEASxRw2Gb0&ab_channel=MundodaAdministra%C3%A7%C3%A3o%2F%2FTudosobreADMest%C3%A1aqui
https://www.youtube.com/watch?v=FEASxRw2Gb0&ab_channel=MundodaAdministra%C3%A7%C3%A3o%2F%2FTudosobreADMest%C3%A1aqui
Agimos com ética quando deixamos nos guiar por alguns valores (princípios) como:
122
Perceberam que nesta discussão já começamos a falar a respeito de ética no 
trabalho?
Ela diz respeito aos princípios que regem o comportamento de um colaborador no 
trabalho. Por exemplo: Como João Paulo, engenheiro, deve agir no seu trabalho? Com 
respeito, lealdade à organização, responsabilidade…
Esses princípios éticos estão reunidos em um documento chamado Código de Ética 
Profissional.
O Código de Ética Profissional é o 
conjunto de normas éticas que orienta como 
se deve agir no trabalho. Este código é 
elaborado pelos Conselhos, como o 
Conselho Federal/Regional de Psicologia, 
de Medicina e de outras profissões, que 
representam e fiscalizam o exercício da 
profissão.
123
Apesar de haver códigos de ética de cada profissão, há princípios que são comuns a 
qualquer área, independente de estar escrito em um código de ética.
Seja na profissão, seja na vida pessoal, agir com ética faz com que os nossos 
relacionamentos intra e interpessoais sejam melhores, com mais qualidades e mais 
duradouros.
Para ilustrar, vamos trazer uma situação cotidiana que acontece nas organizações. 
Digamos que o próximoferiado cairá em uma 
quinta-feira e você gostaria de viajar para visitar a sua família 
no interior. Você fica receoso de pedir ao seu chefe que o 
libere de trabalhar na sexta-feira.
O que você faz, então?
a) Reconhece que não poderá viajar?
b) Conversa com o seu chefe e pede autorização para 
emendar o feriado?
c) Pega um atestado falso e apresenta na organização?
124
Se você optou pela terceira opção, então, vamos supor que você vá ao médico e 
simule uma doença. Porém, ao olhar as suas redes sociais, o seu chefe descobre, por fotos, 
que você gozava de perfeita saúde na cidade dos seus pais. Não deu bom, não é?
Com certeza o seu chefe terá dificuldades para confiar novamente em você. Ao fazer 
isso, você pode perder a confiança dos seus superiores e ainda manchar a sua imagem 
perante os seus colegas de trabalho.
Já pensou como será ruim?
Por outro lado, quando cumprimos prazos, quando somos honestos em relação ao 
que realmente somos capazes de fazer, executamos o serviço com qualidade, entregamos o 
que prometemos, não levamos nada da organização para casa ou não utilizamos as coisas 
do trabalho como fosse nossa, estamos sendo éticos. Muitas são as possibilidades de 
sermos éticos no trabalho.
E você: tem tido atitudes éticas no trabalho?
125
Para ajudá-lo nessa reflexão, vamos ler os 10 mandamentos da ética no trabalho?
1. Seja honesto, honrado e digno em qualquer 
situação;
2. Nunca faça algo que você não possa assumir 
perante sua equipe, seus superiores, seus subordinados 
ou o público;
3. Seja humilde, tolerante, flexível e disposto a 
ouvir críticas e sugestões;
4. Críticas e repreensões devem ser feitas primeiro à pessoa a quem se referem, 
cara a cara. Se houver o dever de levá-los a mais alguém, que não seja pelas costas;
5. A privacidade do colega, do cliente e de todos os demais é inviolável. 
Independentemente de questões de propriedade corporativa, mexer na mesa, gaveta, 
informações ou documentos alheios exige autorização (de norma ou da pessoa envolvida) 
em qualquer circunstância;
126
Conheça os 10 mandamentos básicos 
da ética profissional - Capacitação - 
Mapa da Obra
https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/conheca-os-10-mandamentos-basicos-da-etica-profissional/
https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/conheca-os-10-mandamentos-basicos-da-etica-profissional/
https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/conheca-os-10-mandamentos-basicos-da-etica-profissional/
6. Em ações e discussões internas, assuma sempre seus valores e princípios e as 
consequências dos atos a que eles conduzirem, mesmo que isso signifique ficar contra a 
maioria – mas jamais procure obstruir o direito de expressão e voto no posicionamento 
alheio;
7. Fique longe de fofocas e comentários maldosos, mesmo que pareçam fazer 
parte da cultura do grupo. Muitas vezes, o simples fato de dar ouvido a elas pode ser 
suficiente para identificá-lo como o rótulo de fofoqueiro;
8. A relação hierárquica e de equipe não deve considerar amizades nem antipatias. 
O subordinado amigo deve ao seu chefe o mesmo tratamento que os demais, e o chefe 
amigo precisa cuidar para jamais privilegiar o subordinado que lhe é próximo. Da mesma 
forma, antipatias pessoais não têm espaço no ambiente profissional. Reserve-as para seu 
íntimo e procure oportunidades para superá-la.
9. Sempre dê crédito a quem merece, sem jamais aceitar elogios ou recompensas 
pelo mérito alheio;
10. Ao errar, reconheça, sem exageros. A atitude esperada é “não foi um erro 
intencional, vou providenciar para que não ocorra de novo e vou remediar o acontecido”.
127
Mas, você deve estar se perguntando: por que é importante agirmos com ética no 
trabalho?
Agir eticamente melhora o “clima” do 
ambiente, tornando-o mais saudável e 
fazendo com as relações sejam mais 
respeitosas, principalmente em relação às 
diferenças e a diversidade humana. Assim, os 
colaboradores terão mais satisfação em 
relação ao trabalho que realizam.
128
Um ambiente ético é importante porque estimula a cooperação e fomenta o orgulho 
que os profissionais têm da organização. Isso tudo faz com que as pessoas tenham mais 
vínculos com o trabalho e tenham menos desejo de sair para trabalhar em outro lugar.
Como se vê, há muitas vantagens em ser ético no trabalho, não é?
Você quer ser um profissional brilhante? Seja um profissional digno, ético, respeitoso 
consigo, com os colegas, com os clientes e leal à sua organização.
“Crescer como profissional, significa ir localizando-se no tempo e nas circunstâncias 
em que vivemos, para chegarmos a ser um ser verdadeiramente capaz de criar e 
transformar a realidade em conjunto com os nossos semelhantes para o alcance de nossos 
objetivos como profissionais da Educação” (FREIRE, 2001).
129
 E então, será que nós temos sido profissionais éticos?
Deixo aqui essa reflexão para que ela o acompanhe durante toda a vida. Ela coroa o 
fechamento desta aula sobre ética profissional, mas, é importante que tenhamos em mente 
que mais que teoria, a ética se faz na prática, a cada dia, com as nossas atitudes.
Estaremos sendo éticos todas as vezes que nos perguntamos: é bom para mim e para 
o meu próximo? Eu devo? Eu faria isso se estivesse na frente de todos? Eu me orgulharia de 
lembrar disso daqui a um ou dez anos?
Para bem vivermos precisamos estar atentos aos nossos comportamentos, pois eles 
interferem nos nossos relacionamentos interpessoais.
A nossa reflexão não se encerra por aqui. Tenho certeza que o que discutimos nas 7 
unidades ressoam ainda mais algum tempo. Alguns, talvez, se lembrarão das reflexões 
geradas nesse curso durante toda a sua vida!
E isso é muito bom! Esperamos que tudo o que abordamos sobre relacionamentos 
intra e interpessoais o ajude a ser um profissional que enquanto enfrenta as lutas diárias 
do seu dia a dia possa encontrar o verdadeiro sentido de servir e encontrar nesse propósito 
a chave da felicidade. 
130
Faça por merecer, como muito bem pontuou Mário Sérgio Cortella, na análise do 
final do filme O resgate Ryan. Viva como se alguém tivesse agarrado na gola da sua 
camisa em algum dia da sua vida e tivesse dito: Faça por merecer! Viva para ser feliz e 
para fazer as pessoas ao seu redor melhor do que quando você os encontrou. Isso é ser 
ético!
131
BERG, Ernesto Artur. Administração de conflitos: abordagens práticas para o dia a dia. 1. ed. 
Curitiba: Juruá, 2012.
BRADBERRY, T. ; GREAVES, J. Inteligência Emocional 2.0. Gráfica 99, Ltda, 2017.
DRUCKER, P.F. Administrando para o futuro: os anos 90 e a virada do século. 5ª ed. São 
Paulo: Pioneira, 1996.
FREIRE, Paulo. A pedagogia da libertação em Paulo Freire. São Paulo: Editora UNESP, 2001. 
GOLEMAN, D. Inteligência Emocional. 82. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995
HARARI, Yuval Noah. Sapiens – Uma Breve História da Humanidade. 29a. Edição. Editora 
Harper, 2011.
HUNTER, J. C. O monge e o Executivo. Tradução: Maria da Conceição Fornos de Magalhães – 
Rio de Janeiro: Sextante, 2004.
Referências
132
Jornal de BRASÍLIA. Presidente global do Carrefour pede revisão do treinamento de 
funcionários. Disponível em: 
https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/presidente-global-do-carrefour-pede-revisao-do-
treinamento-de-funcionarios/. Acesso em: 14/07/2022.
METRÓPOLE. De terno, advogado pede emprego no sinal e consegue marcar entrevistas. 
Disponível em: 
https://www.metropoles.com/distrito-federal/de-terno-advogado-pede-emprego-no-sinal-e-c
onsegue-marcar-entrevistas, 2019. Acesso em: 14/07/2022.
ONU. Manual de resolução de conflitos, 2001. 
PICK, D. H. Drive. Alfragide: Lua De Papel, 2017.
ROBBINS, Stephen P. Comportamento Organizacional. São Paulo : Pearson Prentice Hall, 
2005.
ROBBINS, S. P. Comportamento organizacional. 11.ed. São Paulo: 2008
Referências
133
https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/presidente-global-do-carrefour-pede-revisao-do-treinamento-de-funcionarios/
https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/presidente-global-do-carrefour-pede-revisao-do-treinamento-de-funcionarios/https://www.metropoles.com/distrito-federal/de-terno-advogado-pede-emprego-no-sinal-e-consegue-marcar-entrevistas
https://www.metropoles.com/distrito-federal/de-terno-advogado-pede-emprego-no-sinal-e-consegue-marcar-entrevistas
ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar 
relacionamentos pessoais e profissionais. Tradução Mário Vilela. São Paulo: Ágora, 2006.
World Economic Forum. The Future of Jobs Report. 2020. Disponível em: 
https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2020. Acesso em: 14/07/2022.
Referências
134
https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2020.
Ficha Técnica
Instituto Federal de Brasília
Reitora
Luciana Massukado
Pró-Reitora de Ensino - PREN
Veruska Ribeiro Machado
Diretora de Educação a Distância - DEaD
Jennifer de Carvalho Medeiros
Equipe de Produção
Coordenadora Geral do Projeto EJA Integrada 
Jennifer de Carvalho Medeiros
Coordenadora do Curso 
Juliana Cunha Passos
Autora do Curso 
Flávia Furtado Rainha Silveira
Coordenadora de Produção de Conteúdos 
para EaD
Marina Fontes Borges
135
Orientador Educacional de 
Aprendizagem
Priscila Campos Pereira
Designer instrucional
Priscila Campos Pereira
Produtora Multimídia
Erika Ventura Gross
Revisão de Texto
Elaine Cavalcante Menezes
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - 
Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacionalser;
2. Seja um bom ouvinte e se interesse pelos outros;
3. Seja gentil e educado com as pessoas. Atraímos as 
pessoas pela nossa amabilidade;
4. Não tente impor nada. Evite discussões 
desnecessárias;
5. Tenha disposição para colaborar com os outros;
6. Fuja das fofocas;
7. Desenvolva o controle das suas emoções;
8. Esteja aberto para o novo e a beleza que traz a 
diversidade;
9. Evite julgamentos
(CARNEGIE, 2012)
Desafiador, não é?
Mas, podemos dar um passo de cada vez. Que tal começar pelo autoconhecimento? É 
justamente sobre isto que conversaremos a seguir.
Saber se relacionar com os outros é muito importante. Mas, antes disso, precisamos 
nos conhecer. Para nos ajudar nessa jornada, vamos ouvir a música da Legião Urbana 
chamada “Quase sem querer”? Acesse o link: https://youtu.be/7YDcS_F8nL8
Que tal ouvi-la novamente? Preste muita atenção na letra. 
16
https://youtu.be/7YDcS_F8nL8
Percebeu como a letra da música fala de como a pessoa se percebe? Ele diz que está 
“impaciente e indeciso’’. “E ainda estou confuso. Só que agora é diferente. Estou tão 
tranquilo. E tão contente”.
Viu como essa pessoa fala de como está se sentindo e como ela se vê? Para 
crescermos e evoluirmos, precisamos nos conhecer. É necessário que a gente tenha 
consciência de quem somos, por mais que isso seja dolorido.
Para nos conhecermos é preciso respondermos a algumas perguntas:
Quem sou eu? O que me deixa feliz? O que me deixa triste? O que me irrita? Quais 
são os meus sonhos? Como eu me sinto agora? Eu dou atenção a todos os pilares da minha 
vida (família, profissão, sociedade e Eu ou Deus)? Qual é o meu propósito de vida?
17
Mas, por que devo me conhecer?
“As pessoas que possuem um profundo entendimento de suas forças e necessidades 
estão em uma posição muito melhor que aquelas com autoconhecimento limitado ou 
distorcido.” GARDNER, 2009)
O autoconhecimento nos ajuda a nos relacionarmos melhor e com os outros. A partir 
da consciência de quem somos, do que sentimos e do que nos motiva temos mais 
ferramentas para melhorarmos a nossa comunicação e estabelecermos relações mais 
saudáveis, pois assim saberemos dos nossos limites, conseguimos potencializar as nossas 
qualidade e conseguimos nos conectar melhor com os outros.
O autoconhecimento nos ajuda, também, a tomarmos melhores decisões.
Porém, não adianta apenas olhar no espelho e achar que se autoconhece. É 
necessário que a imagem de si mesmo seja verdadeira e corresponda com a realidade. Mas, 
como fazer isso?
18
Olhe para o espelho: o que você vê?
Veja algumas dicas:
1. Tente identificar quais são as emoções mais frequentes (raiva, tristeza, alegria, nojo, 
ansiedade, excitação, tédio, empatia, encantamento, satisfação, surpresa, 
encantamento pelo belo, etc);
2. Olhe para si e se pergunte: O que faço de melhor? O que faço de pior? Como as 
pessoas me veem?
3. Defina os seus objetivos;
4. Saiba o que você valoriza, o que é mais importante na sua vida;
5. Identifique como você tem reagido ao que as pessoas fazem com você.
Bom, após as nossas primeiras discussões sobre Relacionamento Interpessoal e 
Intrapessoal, finalizamos a nossa aula com essa reflexão do neurocientista Pedro Calabrez:
19
“Mesmo estando sozinho, você sempre
terá a si mesmo. Essa é a primeira e
principal relação que devemos nutrir.
Se você não estiver seguro e firme ao
lado de si mesmo, ninguém desejará sua
companhia - nem mesmo você”.
(Pedro Calabrez)
Unidade 2: Inteligência Emocional
Após o estudo desta unidade, você será capaz de:
 -Definir o termo "Inteligência Emocional";
- Reconhecer a importância das emoções;
- Identificar os 5 pilares da Inteligência Emocional;
- Diferenciar as estratégias para o desenvolvimento da Inteligência 
Emocional.
20
Inteligência Emocional
Seguimos a nossa segunda Unidade. O tema de hoje é Inteligência Emocional.
No nosso dia a dia profissional é comum ouvirmos os gestores de pessoas, 
(aqueles que contratam, treinam e avaliam os colaboradores) que, geralmente, se 
contrata pelo currículo e se demite pela falta de competências ligadas ao 
relacionamento interpessoal. Isso significa dizer que somente as competências 
técnicas (o conhecimento e as habilidades relacionadas à área de estudo, como, por 
exemplo, saber digitar, fazer uma planilha ou um relatório) não são suficientes.
É preciso algo a mais. E sabe do que eles falam? Daquelas competências 
subjetivas que têm a ver com o seu relacionamento e com o outro.
Uma dessas competências é a Inteligência Emocional, considerada a mais 
importante do século XX!
21
22
Observe que a Inteligência Emocional é a 
capacidade de identificar, lidar e 
expressar as próprias emoções e as dos 
outros indivíduos, além de ter controle 
sobre os impulsos e ser capaz de se 
automotivar, mesmo quando o contexto 
está desfavorável (GOLEMAN, 1995).
Foi Daniel Goleman que popularizou o termo Inteligência Emocional. Em 1995, ele 
publicou um livro muito conhecido. Fica a dica de leitura!
Para o “pai da Inteligência Emocional”, o QI (Quociente Intelectual) representa apenas 
20% da explicação do sucesso de uma pessoa. E os outros 80%? Ficam a cargo da 
Inteligência Emocional, ou seja, o QE (Quociente Emocional).
Já de acordo com a Consultoria TalentSmart, 58% do desempenho de qualquer 
profissional Relacionamento Interpessoal e Ética 15 advém da Inteligência Emocional 
(BRADBERRY; GREAVES, 2017).
Assim, fica claro que a Inteligência Emocional nos ajuda a superar as nossas 
limitações, permitindo que aproveitemos todo nosso potencial. A Inteligência Emocional 
está alicerçada em 5 pilares, sendo eles: 
23
Fonte: https://blog.aaainovacao.com.br/inteligencia-emocional/
https://blog.aaainovacao.com.br/inteligencia-emocional/
Acerca do primeiro pilar, basta lembrar que discutimos muito a respeito de 
Autoconhecimento na Unidade 1, lembra-se?
Autoconhecimento
Autoconhecimento diz respeito à capacidade
de reconhecer os seus pontos fortes, os seus pontos
fracos, as suas emoções e os seus pensamentos. Isso
irá auxiliá-lo a ter comportamentos mais conscientes.
25
Autorregulação
O pilar da está ligado à saber expressar as suas emoções e saber controlá-la. 
Essa gestão emocional é um sinal de maturidade emocional.
Com certeza, você já deve ter vivenciado momentos em 
que não conseguiu se expressar de maneira objetiva, 
calma e de forma racional. Depois que tudo passou, 
você teve a impressão que foi ‘atropelado’ pelas suas 
emoções . Mas, espere! Isto não tem nada a ver com 
“engolir sapo”. Você pode e deve falar o que te 
incomoda, mas, cuidado para que você não seja refém 
das próprias emoções. Lembre-se: você deve estar no 
controle das emoções e não o contrário!
Na verdade, não temos controle sobre o que o outro diz, mas, somos totalmente 
responsáveis pelas minhas reações diante do que o outro me falou.
26
As emoções são reações físicas e 
emocionais provocadas por um 
estímulo.
Imagine, por exemplo, que você está 
em uma praia e percebe que está 
vindo em sua direção um tubarão. 
Como você reage?
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https://br.pinterest.com/pin/444800900679414748/
https://br.pinterest.com/pin/444800900679414748/
Com certeza o seu coração acelera, a 
sua respiração fica acelerada, as suas 
pupilas dilatam, a sua boca seca. Além 
disso, o sangue se concentra em algumas 
áreas e deixa de lado o sistema digestório, 
o que faz com que o seu intestino dê 
aqueles sinais de que algo vem por aí.
Estas respostas físicas que o seu corpo vivenciou ao ver um tubarão são chamadas de 
emoções. Não existem emoções negativas. Todas elas são importantes e necessárias para a 
nossa sobrevivência. Por exemplo: o que seria de nós se não tivéssemos a emoção do nojo? 
Provavelmente comeríamos coisas estragadas, o que nos faria muito mal. E a tristeza? Se não 
for exagerada e por um tempo prolongado, pode nos ajudar a refletir sobre a nossa vida. Já o 
medo nos ajuda a nos livrar do perigo. A raiva, de forma moderada e controlada, nos ajuda a 
reparar as injustiças. Entendeu?28
Você já assistiu ao filme DivertidaMente?
Essa animação traz a história dos personagens que representam as emoções básicas, são elas: 
a raiva, o nojo, a tristeza, a surpresa, a alegria e o medo (Temos 5 personagens, mas a Alegria 
e a surpresa são representadas por um só personagem).
Assista ao vídeo “Já nascemos com as emoções”. Pense sobre a importância das emoções em 
nossa vida.
29
Todos Nós Já Nascemos Com Emoções!
https://youtu.be/wmLnPulXlNw
Voltemos aos 5 pilares.
Motivação Interna
A Motivação interna está relacionada à 
habilidade que temos de manter o foco e 
perseguir os nossos objetivos. É ser otimista 
como nos falou Mário Sérgio Cortella.
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https://www.mensagens10.com.br/mensagem/16110
Mario Sergio Cortella - Otimismo e 
esperança #SHORTS - YouTube 
Após ver o vídeo, reflita: você tem 
conseguido florescer e fazer o melhor 
com as condições que tem? Este é um 
aspecto importante da Inteligência 
Emocional.
https://www.mensagens10.com.br/mensagem/16110
https://www.youtube.com/shorts/hLklHVF9Acs
https://www.youtube.com/shorts/hLklHVF9Acs
Empatia
Agora, chegou a vez da Empatia! Você já 
ouviu a expressão: “antes de julgar a minha vida, 
calce os meus sapatos”? 
Calçar os sapatos de alguém é o que 
podemos chamar de empatia, que é a 
capacidade de se colocar no lugar de outras 
pessoas e sentir como elas, provavelmente, 
estão sentindo. Isso nos possibilita tentar 
entender seu ponto de vista e os seus motivos.
Assim, conseguimos nos conectar melhor com as pessoas, criando laços e 
entendendo melhor as suas necessidades, o que pode gerar um Clima Organizacional 
mais favorável.
31
Relacionamentos Interpessoais
Por fim, o quinto pilar refere-se a 
construir Relacionamentos Interpessoais 
saudáveis, que quer dizer criar redes de 
apoio e de amizades.
Mas isso não tem a ver, 
necessariamente, em ter grande número de 
amigos, mas, ter amizades verdadeiras nos 
ajuda a permanecermos mais saudáveis e 
mais felizes. Você sabia disso?
Em um estudo realizado durante 76 anos, por pesquisadores da Universidade de 
Harvard nos Estados Unidos, acompanhando, inicialmente, mais de 700 jovens durante 
toda a vida, monitorando seu estado mental, físico e emocional, constatou que as 
pessoas que têm uma rede de amigos de qualidade não somente vivem mais, mas, 
vivem melhor.
32
Quer saber mais sobre esse estudo? Assista ao TED do atual diretor da pesquisa, 
Robert Waldinger, chamado: “O que torna uma vida boa? Lições do estudo mais longo 
sobre a felicidade”.
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Robert Waldinger: O que torna uma vida boa? Lições do 
estudo mais longo sobre a felicidade | TED Talk 
https://www.ted.com/talks/robert_waldinger_what_makes_a_good_life_lessons_from_the_longest_study_on_happiness?language=pt
https://www.ted.com/talks/robert_waldinger_what_makes_a_good_life_lessons_from_the_longest_study_on_happiness?language=pt
Mas, como desenvolver a Inteligência Emocional? Vamos às algumas dicas:
1- Autoconsciência: ter uma visão realista dos seus pontos fortes e fracos, do que te 
tira do sério, de quais são os gatilhos que te deixam nervoso e/ou feliz. Como fazer: Peça 3 
pessoas da sua confiança e que lhe querem bem para lhe dizer como ela te vê. Leia livros 
de desenvolvimento, se possível, faça terapia, participe de grupos de apoio. 
2- Tirar o foco de si e conseguir enxergar o outro: interessar-se por conhecer as 
motivações, os valores e a história dos outros. Tentar ser mais empático. Como fazer? Tente 
se perguntar: Como ele está se sentindo? Qual ou quais necessidades não estão sendo 
atendidas que o levou a agir assim? Como eu me sentiria se estivesse no lugar dele?
3- Evite explosões emocionais: conheça o que te irrita e não seja tão reativo. 
Lembre-se: ser sincero não quer dizer ser mal educado. Como fazer? Afastar-se um pouco 
do problema para “oxigenar” a mente e tentar se acalmar e pensar em outras soluções, 
fazer exercícios físicos, reconhecer as emoções (quais reações físicas - frio na barriga, rosto 
queimando, enjoo, entre outras).
34
4- Escute ativamente: ouça com atenção e procure se colocar disponível para 
compreender e não para responder a pessoa. Evite julgamentos e não interrompa a fala do 
outro.
5- Desenvolva resiliência: resiliência é a capacidade de se reerguer após as crises. 
Para ser resiliente é preciso entender o seu propósito, que representa os seus objetivos. Por 
exemplo: Para que você estuda? Para poder dar uma vida melhor para a minha família, para 
ter um diploma. Assim, conseguimos ter força para enfrentar os desafios diários. Sobre o 
propósito, Nietzsche já dizia: “quem tem um porquê enfrenta qualquer como”. Precisamos, 
também, assumir as rédeas da nossa própria vida, ou seja, nos responsabilizamos por 
chegar lá, sem nos vitimizarmos. 
6- Seja grato: a Psicologia Positiva já constatou que agradecer pelo que se tem, 
focando no que deu certo, faz com que as pessoas experimentem emoções positivas. Isto 
porque: “quem não é grato pelo que tem vive como se nada tivesse”. Pense sobre isso!
7- Pratique a generosidade: a generosidade está ligada à compaixão, gentileza e 
colaboração com o próximo. São atos de bondade e altruísmo que, de acordo com a 
Psicologia Positiva, trazem benefícios para quem recebe e para quem os pratica. A pessoa 
generosa é mais feliz, mais engajada e a sua vida tem mais significado. Como fazer? Esteja 
atento e não perca a oportunidade de praticar pequenos gestos que podem colaborar com 
o próximo. Sinta a sensação de bem estar que eles geram
35
Viktor Frankl (1905 - 1997), um 
psiquiatra austríaco, foi prisioneiro em 3 
campos de concentração nazista na 
Segunda Guerra Mundial, simplesmente 
por ser judeu. Sua esposa grávida e alguns 
dos seus familiares foram mortos em 
outros campos. Ele nos ensinou muito 
sobre como devemos reagir nos momentos 
difíceis.
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Fonte: https://www.pensador.com/frase/MjM1ODM1OA/ 
https://blogs.opovo.com.br/artesanatodamente/2018/06/29/a-sabedoria-pratica-de-viktor-frankl/
Ele dizia que para sobreviver ao 
sofrimento dos Campos de Concentração, 
ele se imaginava, no futuro, fazendo o que 
ele mais gostava e se encontrando com as 
pessoas que ele mais amava. Ele percebia 
que as pessoas que morriam ali eram 
justamente aquelas que não tinham um 
propósito (uma meta para o futuro). Mas, 
isso, sem perder de vista o presente. Veja 
só o que ele dizia:
https://www.pensador.com/frase/MjM1ODM1OA/
https://blogs.opovo.com.br/artesanatodamente/2018/06/29/a-sabedoria-pratica-de-viktor-frankl/
Viu como o propósito é algo que nos mantém vivos e motivados? Se temos uma 
missão mais importante que nós mesmos, conseguimos superar os obstáculos da vida. 
Mas, se não sabemos para quê estamos vivendo aquilo, logo sucumbiremos. E você, tem 
motivos para quê lutar?
Qual o motivo de estar aqui, fazendo este curso? Por que (ou, por quem) você acorda 
cedo todos os dias?
37
Propósito
O motivo mais forte que te mantém de pé e te impede 
de desistir.
Para concluir, sabemos que a Inteligência Emocional é 
caracterizada pela forma como nos adaptamos ao mundo e a 
como reagimos ao que nos acontece. Essa competência nos 
ajuda a superar os momentos difíceis, lidar de maneira 
madura e sábia com os problemas e os conflitos, e, ainda, a 
construir relacionamentos saudáveis.
Unidade 3: Gestão De Conflitos
Após o estudo desta unidade, você será capaz de:
 -Reconhecer as naturezas dos conflitos;
- Diferenciar os conflitos funcionais X disfuncionais; e
- Indicar as principais estratégias para a gestão de conflitos.
38
Gestão de Conflitos
Todos nós já nos envolvemos em um conflito, não é mesmo?
O conflito é próprio da convivência humana, pois as pessoas têm diferentes 
ideias, valores, interesses e motivações. Mas, mesmo ele sendo inerente à vida 
humana, será que podemos tirar proveito dos conflitos? Será possível gerenciar os 
conflitos, de modo que eles não sejam momentos de explosões de raiva, ofensas e 
rupturas? Eu te digo que sim! Segundo Berg (2012, p.18), “compreender o conflito,e 
saber lidar com ele, é fundamental para o seu sucesso pessoal e profissional”.
Diante da importância dos conflitos e da sua gestão para o nosso 
desenvolvimento e das relações as quais fazemos parte, a nossa missão nesta 
unidade, é:
39
1 Compreender as naturezas dos 
conflitos;
2
Diferenciar os conflitos funcionais x 
disfuncionais e as diferentes visões de 
conflito;
3 Conhecer as principais estratégias 
para a gestão de conflitos.
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Conflito caracteriza-se por um impasse ou tensão que nasce quando uma das partes 
percebe que a outra parte afeta ou está próximo de afetar algo que ela tem interesse ou 
considera importante (ROBBINS, 2008). Percebeu? O conflito é a oposição que nasce de 
um desacordo entre as pessoas.
É comum quando falamos em conflito 
pensemos em brigas e agressões. Mas, o 
conflito tem diversas maneiras de se 
manifestar. Cada pessoa reage de uma forma 
e tem seu jeito de lidar com ele.
Os conflitos podem ser de vários tipos. 
Em relação ao conteúdo do conflito, Robbins (2008), classificou os 3 tipos que 
podem surgir no ambiente de trabalho. 
Veja quais são eles:
1- Conflito de Tarefa: são aqueles conflitos que surgem de situações concretas do 
trabalho, como, por exemplo, quem fará o quê, quem trabalhará no domingo na escala 
dessa semana, entre outros.
2- Conflito de Relacionamento: diz respeito às discordâncias que surgem nas 
relações interpessoais, visto que cada pessoa tem um jeito de ser; 
3- Conflito de Processo: quando a discordância se dá devido a desacordos quanto à 
forma de fazer algo.
41
Quanto ao nível de abrangência, ou seja, quem ele atinge, os conflitos podem ser:
1- Conflito intrapessoal: envolve apenas uma pessoa e acontece internamente no 
indivíduo. Pode ocorrer porque uma pessoa passa por problemas físicos ou psicológicos e 
começa a ter conflitos internos. Para isso, é muito importante que a pessoa procure terapia 
e ajuda especializada.
Ainda, esse tipo de conflito pode ocorrer porque algo externo, como uma situação, 
por exemplo, entra em desacordo com os valores e princípios de alguém.
Por exemplo: uma pessoa valoriza muito a 
honestidade, mas, pensa em não denunciar um colega 
corrupto porque tem medo de retaliações. Por isso, ele 
entra em conflito consigo: contar ou não contar para o 
chefe? Ou, outra pessoa é bastante engajada com 
questões relacionadas à inclusão. Mas, como não tinha 
outras vagas disponíveis, estacionou na vaga reservada 
para pessoas com deficiências. Isto pode gerar conflitos 
internos pela divergência entre os seus valores e o seu 
comportamento.
42
https://www.storyboardthat.com/pt/les
son-plans/gest%C3%A3o-de-conflitos
-e-resolu%C3%A7%C3%A3o/tipos-d
e-conflitos 
https://www.storyboardthat.com/pt/lesson-plans/gest%C3%A3o-de-conflitos-e-resolu%C3%A7%C3%A3o/tipos-de-conflitos
https://www.storyboardthat.com/pt/lesson-plans/gest%C3%A3o-de-conflitos-e-resolu%C3%A7%C3%A3o/tipos-de-conflitos
https://www.storyboardthat.com/pt/lesson-plans/gest%C3%A3o-de-conflitos-e-resolu%C3%A7%C3%A3o/tipos-de-conflitos
https://www.storyboardthat.com/pt/lesson-plans/gest%C3%A3o-de-conflitos-e-resolu%C3%A7%C3%A3o/tipos-de-conflitos
2- Conflito interpessoal: ocorre entre duas pessoas por divergência de valores, 
diferenças de personalidades ( jeito de ser e características de cada um), bem como 
diferenças de informações e de percepções.
3- Conflito Intergrupal: pode acontecer entre grupos distintos de pessoas porque os 
recursos são escassos e limitados, fazendo com que grupos e pessoas entrem em 
conflitos. Para exemplificar este tipo de conflito, podemos trazer o exemplo da guerra 
entre Ucrânia e Rússia, que disputam território. O recurso territorial é limitado, não é 
mesmo? Apenas um país pode ter as terras que eles desejam. Então, eles entram em 
disputa. No trabalho também é a mesma coisa. Digamos que há um cargo de coordenação 
de operações muito desejado por todos, pois a remuneração é alta. Cinco colaboradores 
disputam o mesmo cargo e entram em conflito para ocupá-lo
Nós sabemos que temos valores, motivações, interesses e opiniões diferentes. Na 
verdade, vemos o mundo com as nossas lentes, que são formadas pela nossa 
personalidade (as nossas características biológicas e sociais). Isto faz com que tenhamos 
percepções diferentes sobre a realidade. Ao mesmo tempo que essas lentes nos ajudam a 
compreender o mundo e a tomar decisões, elas podem gerar desvios perceptivos, como, 
por exemplo, o preconceito e os estereótipos.
43
Quer um exemplo? Eu nasci em Minas Gerais e já ouvi muitas piadas sobre o fato do 
mineiro ser “pão duro”. Você já ouviu isso também? Mas, será que todos os mineiros são 
assim? Podemos estereotipar um grupo por uma característica apenas? Os preconceitos e 
os estereótipos causam problemas muito sérios que podem levar até mesmo a violências e 
genocídios, como aconteceu com os judeus na Segunda Guerra Mundial.
Por isso, a Organização das Nações Unidas - ONU, em seu Manual de resolução de 
conflitos, alerta que precisamos estar atentos aos nossos preconceitos e à forma como 
percebemos o mundo. Ainda, precisamos entender que cada um tem crenças e jeito de ser 
diferente. Ademais, para gerenciar as nossas percepções e os conflitos que daí surgirem, é 
preciso estar aberto à diversidade e, também, estar dispostos a considerar as 
peculiaridades das pessoas com respeito e empatia. Isto é um exercício diário, mas que nos 
ajuda a sermos seres humanos melhores e a melhorar as nossas relações interpessoais 
(ONU, 2001).
44
Fonte: 
https://www.psicomotricidadepositiva.com.br/
percepcao-como-percebemos-o-mundo/ 
https://www.psicomotricidadepositiva.com.br/percepcao-como-percebemos-o-mundo/
https://www.psicomotricidadepositiva.com.br/percepcao-como-percebemos-o-mundo/
Mas, peraí! Temos a ideia de que os conflitos 
são sempre negativos. Esse tipo de pensamento 
representa uma visão antiga sobre os conflitos. No 
passado, os estudiosos acreditavam que os conflitos 
deveriam ser evitados e que eles sempre geram 
problemas.
45
Atualmente, acredita-se que os conflitos são 
naturais e próprios da convivência humana. Aliás, o 
mais importante é saber que na visão atual, os 
conflitos podem ser positivos e, até necessários, pois 
podem gerar mudanças para melhor e estimulam a 
criatividade e a criação de novas ideias.
Nesse caso, os conflitos são considerados como funcionais, ou seja, auxiliam na 
expressão de desejos e dificuldades, no alcance dos objetivos e constroem mudanças 
positivas. Podemos entender melhor este tipo de conflito com um exemplo.
Vamos pensar em uma situação onde você e o seu colega de trabalho entraram em 
conflito porque cada um queria que a sua ideia fosse implementada a fim de aumentar as 
vendas. Digamos que isso tenha gerado novos processos de marketing e de propaganda, 
baseado nos resultados daquelas discussões que vocês tiveram e isso tenha aumentando 
e muito as vendas.
Viu só como um conflito pode ser funcional e levar a mudanças positivas?
46
Mas, claro, os conflitos não são sempre positivos. Situações de conflito podem ser 
negativas quando não há um efetivo gerenciamento e toda aquela situação atrapalha o 
bom relacionamento entre as pessoas e as equipes, resultando em desmotivação e 
problemas de comunicação e convivência. Neste caso, esses conflitos são disfuncionais, 
pois não geram resultados positivos.
47
Fonte: 
https://www.cnmp.mp.br/portal/images/stories/Comissoes/CSCCEAP/Di
%C3%A1logos_e_Media%C3%A7%C3%A3o_de_Conflitos_nas_Escola
s_-_Guia_Pr%C3%A1tico_para_Educadores.pdf 
Então, observe que a gestão de 
conflitos não objetiva acabar com 
os conflitos, mas, resolvê-los de 
modo funcional, de tal forma a 
tomá-lo uma oportunidade de 
crescimento e de aprendizagem.
https://www.cnmp.mp.br/portal/images/stories/Comissoes/CSCCEAP/Di%C3%A1logos_e_Media%C3%A7%C3%A3o_de_Conflitos_nas_Escolas_-_Guia_Pr%C3%A1tico_para_Educadores.pdf
https://www.cnmp.mp.br/portal/images/stories/Comissoes/CSCCEAP/Di%C3%A1logos_e_Media%C3%A7%C3%A3o_de_Conflitos_nas_Escolas_-_Guia_Pr%C3%A1tico_para_Educadores.pdfhttps://www.cnmp.mp.br/portal/images/stories/Comissoes/CSCCEAP/Di%C3%A1logos_e_Media%C3%A7%C3%A3o_de_Conflitos_nas_Escolas_-_Guia_Pr%C3%A1tico_para_Educadores.pdf
E como podemos gerenciar os conflitos? Podemos adotar uma estratégia de acordo 
com a situação. Assim, podemos nos retirar da situação conflituosa, quando, por exemplo, 
os ânimos estiverem exaltados ou notamos que não temos chances de ganhar a disputa.
Ou, podemos suavizar a situação conflituosa, buscando harmonia, se o que for mais 
importante é o bom clima organizacional, a manutenção do relacionamento ou se o que 
está gerando conflito não for tão importante, isto porque estaremos renunciando aos 
nossos interesses.
Podemos, ainda, fazer concessões quando é melhor cedermos em algum ponto para 
manter o relacionamento ou ambas as partes precisam de alguma vitória.
Podemos, também, agir de modo colaborativo, em um encontro face a face, ou, 
ainda, podemos impor a nossa opinião, de maneira coercitiva, de modo não cooperativo, 
onde um irá ganhar e o outro irá perder. Isto acontece principalmente quando não temos a 
expectativa de voltar a conviver com aquela pessoa.
48
Não há uma estratégia que seja melhor que a outra. Tudo irá depender da situação e 
do padrão de relacionamento das partes, além de onde e o que se quer.
O fato é que devemos observar a situação e tentar compreender quais as 
necessidades, as visões e as percepções das pessoas que estão envolvidas. Devemos, 
ainda, tentar compreender as partes do conflitos que são manifestas e as que estão 
latentes, ou seja, aquilo que não foi dito.
49
Então, vamos a alguns pontos para gerenciar os conflitos no trabalho?
1- Focar no presente: não traga assuntos mal resolvidos do passado que podem 
tirar o foco no que realmente importa. Foque na solução do momento presente.
2- Cuidado com a comunicação: a forma de nos expressarmos pode gerar conflitos 
pois, entre o que uma pessoa fala e como ela é entendida pode haver uma grande abismo. 
Há alguns fatores que dificultam muito esse entendimento. Por exemplo, o uso de 
palavras de uma área específica, ou seja, os famosos jargões. Já percebeu quantas siglas 
são usadas na área da gestão? Top of mind, networking” são alguns desses jargões. 
Devemos buscar nos comunicar de maneira clara e objetiva. Para ter certeza que a outra 
pessoa entendeu, você pode perguntar a ela o que ele compreendeu sobre aquilo que foi 
falado.
3- Evite fofocas: falar de alguém para outra não resolverá o problema. Você sabia 
que o nosso cérebro gosta de fofocas? A fofoca estimula o nosso sistema de recompensa 
do nosso cérebro. As pesquisas apontam que o cérebro libera os hormônios do prazer 
quando se depara com uma fofoca. Acredita? Mas, não é porque o nosso sistema de 
recompensa é ativado e sentimos prazer até mesmo quando estão falando do nosso 
melhor amigo que iremos fofocar. 
50
A fofoca faz muito mal para o seu autor e para a 
reputação de quem estamos falando. Além disso, o 
clima no trabalho fica muito ruim. Aliás, algo muito 
importante a ser realçado é que a fofoca revela muito 
mais sobre quem fala do que de quem se fala. 
Veja só o que Freud, o famoso psiquiatra austríaco, 
pai da Psicanálise, nos fala sobre a fofoca:
51
https://pics.me.me/o-homem-edono-do-que-cala-e
-escravo-do-que-10364318.png 
https://pics.me.me/o-homem-edono-do-que-cala-e-escravo-do-que-10364318.png
https://pics.me.me/o-homem-edono-do-que-cala-e-escravo-do-que-10364318.png
4- Foque na solução e não no problema: evite ficar remoendo o problema, o que 
aconteceu, apontando culpados e realçando os “defeitos” e as características das pessoas. 
Direcione a sua atenção para formas de solucionar aquele problema. Compartilhe essa 
disposição em buscar soluções resolutivas.
5- Escute ativamente: ouça com atenção e evite julgamentos. Não interrompa a fala 
do outro. A interrupção, além de irritar o outro, mostra para ele que aquilo que ele está 
dizendo não é importante. Algumas vezes, escutamos tentando formular em nossa mente 
a resposta. Mas, para gerenciar os conflitos, precisamos escutar para compreender e não 
para responder.
6- Análise da situação: procure compreender as necessidades por trás daquele 
conflito e o que realmente está em jogo. Foque no presente e não se esqueça: nunca 
permita que haja acusações e violências. Se os ânimos estiverem esquentando, é melhor 
suspender as discussões
7- Procure gerenciar as suas emoções: na unidade 2, conversamos bastante a 
respeito da importância de controlar as nossas emoções e não deixar que elas nos 
controlem. Evite que as discussões sejam levadas para o lado pessoal
52
8- Se for preciso, marque conversas individuais: deixe claro, em conversas 
individuais, que as pontuações não são pessoais, mas, são direcionadas ao comportamento 
e expresse as desvantagens para todos.
9- Tenha resiliência: resiliência é a capacidade de se reerguer após as crises. Não se 
lamente ou leve para o lado pessoal. O seu lado adulto deve entender que os conflitos são 
Relacionamento Interpessoal e Ética 31 parte da vida e que são oportunidades de 
melhorias. Precisamos, também, assumir as rédeas dos nossos comportamentos e nos 
responsabilizamos pela parte que nos cabe, sem nos vitimizarmos.
10- Estimule o diálogo: promova e facilite a troca respeitosa de informações, 
visando levantar os prós e os contra, os pontos e os contrapontos, focando sempre na 
resolução do problema e não nas pessoas.
11- Atente-se à sua postura: muitas vezes, o nosso jeito de posicionar o nosso 
corpo, os nossos gestos e o nosso tom de voz demonstram agressividade, desdém e 
julgamentos e o pior, nós não percebemos. Peça a um amigo de confiança para fazer uma 
análise da postura que você tem adotado diante de momentos conflituosos. Após esse 
diagnóstico, mude o que for preciso.
53
12- Aceite que as pessoas têm visões de mundo diferentes: como vimos, cada um 
enxerga o mundo com as suas lentes e nas empresas se encontram pessoas das mais 
variadas regiões, estilos de vida, valores familiares. Então, devemos desenvolver a 
empatia, colocando-nos no lugar dos outros, o que o levará a uma melhor compreensão 
dos problemas.dotado diante de momentos conflituosos. Após esse diagnóstico, mude o 
que for preciso.
54
Fonte: Brainly.com.br
Então, vamos ser 
o exemplo de 
gestão de 
conflitos que as 
pessoas 
precisam seguir? 
https://brainly.com.br/tarefa/17563283
Unidade 4: Comunicação Não Violenta 
Após o estudo desta unidade, você será capaz de:
- Reconhecer a relação entre a comunicação e a qualidade dos 
relacionamentos;
- Reconhecer os julgamentos como elemento da comunicação 
alienante;
- Identificar os princípios da Comunicação não violenta;
- Identificar os 4 pilares da Comunicação não violenta;
- identificar as características de uma linguagem empática e que gere 
conexão.
55
Comunicação
Você já teve a sensação de falar e 
não ser entendido pelo outro? Isso 
pode acontecer porque, muitas vezes, a 
forma como nos comunicamos soa, 
para o outro, como arrogante ou 
agressivo, o que acaba gerando muitos 
problemas nos relacionamentos. Mas, a 
abordagem da Comunicação não 
violenta pode nos ajudar a nos 
comunicar de forma mais eficaz.
Você já ouviu falar no Poeta 
Gentileza?
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https://www.colombo.com.br/blog/estilo-de-vida/gentileza-ge
ra-gentileza-a-historia/ 
https://www.colombo.com.br/blog/estilo-de-vida/gentileza-gera-gentileza-a-historia/
https://www.colombo.com.br/blog/estilo-de-vida/gentileza-gera-gentileza-a-historia/
A sua missão de vida, dizia ele desde os 13 anos, era espalhar a mensagem de amor 
por onde passava. Ele começou a cumprir o seu legado em dezembro de 1961, após o 
incêndio no Gran Circus Norte-Americano, na cidade de Niterói no Rio de Janeiro, (que 
culminou na morte de 500 pessoas). Na ocasião, ele se mudou para o terreno onde antes 
era o circo, plantou jardim e horta sobre as cinzas. Foi um consolador voluntário, que 
confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade.Nos anos 
seguintes, Gentileza passou a andar pelas ruas do Rio de Janeiro espalhando a sua 
mensagem de amor e respeito ao próximo. É dele a frase que foi estampada em muitos 
muros e viadutos do Rio: Gentileza gera gentileza.
Não sei se você sabe, mas, Marisa Monte escreveu uma linda música sobre o Poeta 
Gentileza. Aprecie a letra sem moderação:
57
Marisa Monte - Gentileza (Videoclip) 
https://youtu.be/mpDHQVhyUrY
A comunicação não violenta se apoia justamente nesta ideia de que somos 
naturalmente bons e compassivos, mas, ao longo da nossa vida, desenvolvemos uma 
linguagem, alienante, repleta de julgamentos, comparações e busca por culpados, que 
muito machucam e ofendem. Mas, é importante destacar aqui que a Comunicação não 
violenta não defende que devemos negligenciar o nosso bem estar e “engolir sapos”. Pelo 
contrário, devemos estar atentos, também, com as nossas necessidades e sentimentos e 
assim, podemos, inclusive, discordar sem brigar. 
Para entender melhor o que é a Comunicação não violenta, vamos começar 
explicitando o seu conceito?
58
Para refletir:
Você concorda com o poeta Gentileza? Você acredita que 
se utilizarmos uma linguagem que gera conexão, ao invés 
de julgamentos, podemos vivenciar relacionamentos 
melhores? 
Para Rosenberg (2006), a Comunicação não violenta é uma abordagem de 
comunicação que se fundamenta em desenvolver habilidades que fortalecem a conexão e 
a compaixão entre as pessoas, mesmo em condições difíceis. Por meio dessa abordagem, 
aprendemos a nos comunicar com empatia e respeito, de modo a compreender as 
necessidades que se encontram por trás de todo o conflito.
Para Marshall Rosenberg, a chave para a resolução de muitos conflitos pode estar na 
forma como falamos, ouvimos e compreendemos as necessidades por trás dos atos dos 
outros. Para ele, todo ato violento é uma expressão trágica de uma necessidade não 
atendida. Observe que todos temos necessidades, e, na verdade, há algumas delas que 
são universais, como a necessidade de ser amado, de ser compreendido, de se saciar-se, 
de ter segurança, entre outras.
Nesta perspectiva, assumimos a responsabilidade pelos nossos sentimentos, pois, 
como vimos, eles são frutos das nossas interpretações e visões de mundo. Assim, 
entendemos que todas as pessoas têm necessidades e sentimentos. Comunicar, então, é 
nos conectar aos nossos sentimentos e necessidades e estabelecer uma ponte com as 
necessidades e sentimentos dos outros.
59
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Comunicação não violenta, capítulo 10: expressando a raiva plenamente - O Espaço - Comunicação não-violenta 
(oespaco.net)
https://oespaco.net/2018/11/comunicacao-nao-violenta-expressando-raiva.html
https://oespaco.net/2018/11/comunicacao-nao-violenta-expressando-raiva.html
Veja que utilizar a abordagem da Comunicação não violenta é também cuidar de nós, 
das nossas necessidades, evitando auto julgamento e culpabilização, pois isso nos 
distancia das nossas reais necessidades. O chacal, nessa imagem, faz o jogo da culpa. Ele 
é aquele chicote que usamos contra nós mesmos, pois, muitas vezes somos o nosso 
próprio carrasco, onde nós mesmos nos culpamos e nos depreciamos. Isto é uma violência 
que praticamos contra a nossa pessoa!
A girafa é o símbolo da Comunicação não violenta. Esta foi uma forma de Rosenberg 
(2006), o pai da Comunicação não violenta, representar o tipo de linguagem compassiva, 
que gera conexão, ao invés de violência, julgamentos e ofensas. Sabe por que ele escolheu 
a girafa?
Ela é o mamífero que tem o maior coração e por isso, pode representar a 
compassividade, o amor, a bondade e o respeito. É, também, o animal com o maior 
pescoço, para observar a situação sem julgamentos, por cima. Já as grandes orelhas 
representam a necessidade de ouvirmos com empatia. 
61
Observe neste desenho o quanto a girafa representa os princípios da Comunicação 
não violenta:
62Comunicação Não-Violenta :: www.novocontexto.com.br
https://www.novocontexto.com.br/cnv/
Já a linguagem do chacal é a expressão da comunicação 
alienante, violenta, que procura sempre culpados, que busca 
acusar e depreciar o outro e a si. A linguagem do tipo chacal 
ativa sempre o desejo de revidar e nos defender e, por isso, 
quase sempre acaba mal.
A linguagem do chacal quer mudar o outro, controlar, 
punir e ser dona da verdade. É uma linguagem de acusação, 
leva tudo para o pessoal, sempre encontra um culpado que, 
adivinhem, é o outro.
63
Comunicação não violenta: uma linguagem de paz num 
mundo de conflitos - Missionárias SSpS Brasil
https://blog.ssps.org.br/comunicacao-nao-violenta--uma-linguagem-de-paz-num-mundo-de-conflitos
https://blog.ssps.org.br/comunicacao-nao-violenta--uma-linguagem-de-paz-num-mundo-de-conflitos
De acordo com Marshall, devemos estar por 
inteiro quando nos comunicamos com as pessoas, 
desenvolvendo a escuta ativa, procurando 
identificar as necessidades não atendidas de ambas 
as partes, buscando compreender e ser 
compreendido (ROSENBERG, 2006).
Não se busca mudar ou influenciar as 
pessoas com a Comunicação não violenta, mas, 
gerar compreensão e acolhimento por meio da 
compaixão, empatia e autenticidade. Para tanto, 
vale a pergunta ao lado:
64
https://www.facebook.com/cendidesenvolvimentohumano/ph
otos/se-voc%C3%AA-pudesse-comer-suas-palavras-voc%C
3%AA--seria-nutrido-ou-envenenado-alguns-dize/20210023
54843889/
https://www.facebook.com/cendidesenvolvimentohumano/photos/se-voc%C3%AA-pudesse-comer-suas-palavras-voc%C3%AA--seria-nutrido-ou-envenenado-alguns-dize/2021002354843889/
https://www.facebook.com/cendidesenvolvimentohumano/photos/se-voc%C3%AA-pudesse-comer-suas-palavras-voc%C3%AA--seria-nutrido-ou-envenenado-alguns-dize/2021002354843889/
https://www.facebook.com/cendidesenvolvimentohumano/photos/se-voc%C3%AA-pudesse-comer-suas-palavras-voc%C3%AA--seria-nutrido-ou-envenenado-alguns-dize/2021002354843889/
https://www.facebook.com/cendidesenvolvimentohumano/photos/se-voc%C3%AA-pudesse-comer-suas-palavras-voc%C3%AA--seria-nutrido-ou-envenenado-alguns-dize/2021002354843889/
Você deve estar se perguntando: Como desenvolver uma comunicação não violenta?
Marshall nos apresenta 4 etapas para isso. Quer saber quais são elas?
1- Observação: nesta primeira etapa, é necessário observar a situação. Mas, essa 
observação deve se ater às ações concretas e não à sua interpretação. Quando 
interpretamos abrimos espaço para julgamentos.
2- Sentimento: em seguida, é necessário identificar qual sentimento foi despertado 
pela situação. Como você se sente? Está alegre, assustado, grato, magoado, enciumado, 
ofendido?
3- Necessidades: a maioria dos conflitos surgem de necessidades não atendidas. 
Mas, quais necessidades são essas? Bem, elas podem ser muitas: segurança, 
consideração, harmonia, paz, aceitação, conforto, reconhecimento, descanso, higiene, entre 
outras. Essas necessidades representam as nossas motivações, ou seja, o por que agimos 
assim. Assim, é muito importante que você identifique as suas necessidades e as dos 
outros
65
4- Pedido: transforme as suas necessidades em pedidos claros. Enfoque o que você 
deseja que a outra pessoa faça, mas faça isso de forma compassiva. Use sempre uma 
linguagem positiva ao invés de uma que utilize a palavra não. Exemplo: Peço que coloque 
a toalha molhada no varal. Ao invés de: Não jogue a toalha molhada em cima da cama. 
Mas, atenção! Cuidado para não transformar pedidos em exigências
66
Para ilustrar os quatro passos da Comunicação não violenta, veja este exemplo, de 
acordo com Rosenberg (2006): 
67
Você já deve ter observado que, quando nos baseamos nessa abordagem, 
praticamos a empatia como forma de nos conectar ao que o outro diz. Mas, há frases e 
atitudes que minam a escuta empática. Por isso, devemos ter muito cuidado para não:
1- Dar conselhos: Quando alguém nos conta um problema e logo queremos dar um 
conselho, sem a pessoa pedir.
2- Fazer julgamentos moralizantes: Lembre-se que os nossos valores são nossos e 
as outras pessoas têm os seus próprios valores.Por isso, não devemos querer submeter os 
outros aos nossos valores, pois a crítica é um julgamento com base naquilo que 
acreditamos ser certo. Mas, essa é a sua régua, entendeu? Julgar o outro apenas faz com 
que ele se afaste ou se defenda, pois elas geram sentimentos como culpa e vergonha. 
Devemos observar sem julgar.
3- Fazer comparações: As comparações são julgamentos porque usamos como 
parâmetro o que acreditamos ser correto. Mas, já pensou que o que acredita ser o certo 
tem a ver com as suas lentes, ou seja, tem a ver com a sua história de vida e pode não 
corresponder, necessariamente, com a realidade? As comparações geram muita ansiedade 
e frustração, dificultando a conexão com o sofrimento do outro. 
68
Por exemplo, quando, na tentativa de ajudar, alguém nos conta que está em um 
impasse porque fez algo. E logo falamos: Nossa, mas como você foi capaz de fazer isso? A 
pessoa se sente péssima, não é mesmo?
4- Disputar qual o sofrimento é maior: Muitas 
vezes, em situações de dor, tudo o que não precisamos é 
que o outro conte uma outra situação que lhe aconteceu, 
disputando qual foi o sofrimento maior, dizendo: isso não 
foi nada, no meu caso foi muito pior!
5- Consolar: Outra atitude que não colabora para a 
conexão é o outro nos consolar, nos colocando na posição 
de coitadinho. Na verdade, quando alguém nos procura 
para conversar sobre algo que lhe aconteceu, devemos 
acolhê-lo, ficar do lado, escutar de forma ativa, estando ali 
por inteiro. Evitando estas atitudes que descrevemos 
anteriormente. Veja o que descreve Rosenberg (2006), no 
livro “Comunicação não-violenta Técnicas para aprimorar 
relacionamentos pessoais e profissionais” sobre a 
consolação:
69
“No livro, quando coisas ruins acontecem com pessoas boas, o rabino Harold 
Kushner descreve quanto foi doloroso para ele, quando seu filho estava morrendo, ouvir as 
palavras que as pessoas ofereciam no intuito de fazê-lo sentir-se melhor. Ainda mais 
dolorosa foi a constatação de que durante vinte anos ele estivera dizendo as mesmas 
coisas a outras pessoas em situação semelhante!”
Nas situações de dor somos impelidos a dizer alguma coisa. - “Foi melhor para ele!” - 
“Assim ele não sofre mais”. - “A família estava sofrendo muito!” Mas, isso acaba fazendo o 
outro se sentir pior, pois impede que estejamos presentes.
6- Não se responsabilizar pela culpa: A abordagem da Comunicação não violenta 
nos convida a não terceirizar a responsabilidade pelo que sentimentos. Na verdade, o que 
as outras pessoas dizem e fazem pode ser o estímulo, mas nunca a causa dos nossos 
sentimentos.
7- Encerrar o assunto: Esse é outro comportamento que impacta a escuta empática. 
Pense como é ruim quando você procura alguém para desabafar e ele logo diz: Vai passar! 
E acaba ali a conversa
70
Quer exemplos de frases que bloqueiam a escuta empática da qual falamos 
anteriormente?
71
Depois de já refletirmos bastante sobre os princípios da Comunicação não violenta, 
que tal praticarmos um pouquinho? 
Veja essas duas falas. A primeira não usa os princípios da Comunicação não violenta. 
A segunda já utiliza os princípios dessa abordagem:
72
E você, topa assumir o 
compromisso de praticar a comunicação 
empática e compassiva?
73
Num mundo em que você pode ser o que quiser, seja gentil. - 
Simplesmente Sereníssima (serenissimabh.blogspot.com)
Terminamos por aqui refletindo 
sobre essa frase de Marshall Rosenberg. 
Você concorda com ela?
Toda violência é o resultado das... Marshall B. Rosenberg - Pensador
http://serenissimabh.blogspot.com/2019/10/num-mundo-em-que-voce-pode-ser-o-que.html
http://serenissimabh.blogspot.com/2019/10/num-mundo-em-que-voce-pode-ser-o-que.html
https://www.pensador.com/frase/MjM0MjM0Mw/
Unidade 5: Liderança 
Após o estudo desta unidade, você será capaz de:
- Reconhecer a relação entre a comunicação e a qualidade dos 
relacionamentos;
- Reconhecer os julgamentos como elemento da comunicação 
alienante;
- Identificar os princípios da Comunicação não violenta;
- Identificar os 4 pilares da Comunicação não violenta;
- Identificar as características de uma linguagem empática e que gere 
conexão.
74
Liderança
Provavelmente, ao longo da sua vida você já conviveu com pessoas que 
influenciavam o comportamento das outras pessoas. Pode ser que essa pessoa não 
ocupasse um cargo, mas, ela inspirava e motivava os outros. Pode ser que você 
mesmo seja essa pessoa. Essa habilidade da qual falamos tem um nome: Liderança.
Mas, nem sempre esta competência foi considerada a chave do sucesso de 
uma organização como é entendida nos tempos atuais. Era mais comum do que hoje, 
víamos chefes sisudos, distantes dos seus subordinados. Na verdade, se acreditava 
que quanto menos se envolvesse com o lado humano dos membros da equipe, 
melhor. Mas, atualmente, sabe-se que os líderes que obtêm maior sucesso são 
aqueles que demonstram abertura para com seus liderados.
Pensando na importância que o líder tem para a condução das pessoas na 
direção do atingimento dos objetivos da organização, conversaremos bastante a 
respeito de liderança nesta unidade.
75
Já que estamos falando de inspiração, apresentamos a vocês um trecho do filme: O 
resgate do soldado Ryan. Trata-se de um filme emocionante, dirigido por Steven Spielberg 
e estrelado por Tom Hanks que retrata uma missão dada ao capitão John Miller, que é 
interpretado por Tom Hanks, na Segunda Guerra Mundial. Ele e os seus soldados têm que 
resgatar com vida o soldado James Ryan, que é o caçula de 4 irmãos, sendo que os outros 
já haviam morrido nos combates da guerra. O capitão, então, consegue influenciar os seus 
soldados em prol dessa missão. Veja só
76
Exemplo de Comportamento da Liderança 
https://www.youtube.com/watch?v=_iyr-vQjIv0&ab_channel=consultoriatriunfo
Unidade 5: Liderança 
Após o estudo desta unidade, você será capaz de:
- Reconhecer a relação entre a comunicação e a qualidade dos 
relacionamentos;
- Reconhecer os julgamentos como elemento da comunicação 
alienante;
- Identificar os princípios da Comunicação não violenta;
- Identificar os 4 pilares da Comunicação não violenta;
- Identificar as características de uma linguagem empática e que gere 
conexão.
77
Liderança
Provavelmente, ao longo da sua vida você já conviveu com pessoas que 
influenciavam o comportamento das outras pessoas. Pode ser que essa pessoa não 
ocupasse um cargo, mas, ela inspirava e motivava os outros. Pode ser que você 
mesmo seja essa pessoa. Essa habilidade da qual falamos tem um nome: Liderança.
Mas, nem sempre esta competência foi considerada a chave do sucesso de 
uma organização como é entendida nos tempos atuais. Era mais comum do que hoje, 
víamos chefes sisudos, distantes dos seus subordinados. Na verdade, se acreditava 
que quanto menos se envolvesse com o lado humano dos membros da equipe, 
melhor. Mas, atualmente, sabe-se que os líderes que obtêm maior sucesso são 
aqueles que demonstram abertura para com seus liderados.
Pensando na importância que o líder tem para a condução das pessoas na 
direção do atingimento dos objetivos da organização, conversaremos bastante a 
respeito de liderança nesta unidade.
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Já que estamos falando de inspiração, apresentamos a vocês um trecho do filme: O 
resgate do soldado Ryan. Trata-se de um filme emocionante, dirigido por Steven Spielberg 
e estrelado por Tom Hanks que retrata uma missão dada ao capitão John Miller, que é 
interpretado por Tom Hanks, na Segunda Guerra Mundial. Ele e os seus soldados têm que 
resgatar com vida o soldado James Ryan, que é o caçula de 4 irmãos, sendo que os outros 
já haviam morrido nos combates da guerra. O capitão, então, consegue influenciar os seus 
soldados em prol dessa missão. Veja só
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Exemplo de Comportamento da Liderança 
https://www.youtube.com/watch?v=_iyr-vQjIv0&ab_channel=consultoriatriunfo
Você consegue identificar alguns traços de liderança do capitão John Miller? O estilo 
do capitão vai ao encontro do que descreveu Peter Druck, sobre olíder: 
“A única definição de líder é alguém que possui seguidores. Popularidade não é 
liderança. Resultados sim. Os líderes são bastantes visíveis. Portanto, servem de exemplo. 
Liderança não quer dizer posição, privilégios, títulos ou dinheiro. Significa 
Responsabilidade”
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liderança. Pinguim - Ética&Negócios 
(eticaenegocios.com)
https://eticaenegocios.com/sample-page/lideranca-pinguim/
https://eticaenegocios.com/sample-page/lideranca-pinguim/
Assim, a Liderança pode ser conceituada como:
Liderança é a influência que conduz as pessoas a seguirem em um determinado 
objetivo. Pode-se dizer, em outras palavras, que é a habilidade de conduzir as pessoas a 
fazerem o que é necessário ser feito.
“Liderança é a habilidade de influenciar as pessoas para trabalharem com 
entusiasmo a fim de atingir as metas para o bem comum, com um caráter que inspira 
confiança”. James Hunter
O líder é alguém que tem habilidades que 
podem ser aprendidas ao longo do tempo. Por 
muitos anos, acreditava-se que a pessoa já nascia 
líder ou que ela tinha traços especiais que a 
distinguiam das outras pessoas. Era como aquela 
música da personagem Gabriela, de Jorge Amado:
“Eu nasci assim, eu cresci assim. Gabriela…” 
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Mas, as pesquisas atuais entendem que a liderança é uma habilidade que pode ser 
aprendida ao longo do tempo. O que será o diferencial é a vontade para aprender, para 
encontrar o seu propósito e a disposição para desenvolver-se intelectualmente e 
emocionalmente.
“Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quererem te seguir, e ninguém 
quer seguir alguém que não sabe onde está indo”
Joe Namath - ex-jogador de futebol americano que atuou nas décadas 1960 e 1970 
- tornou-se um ícone da American Football League jogando pelo New York Jets na maior 
parte de sua carreira. Eleito para o Hall da fama em 1985
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Quando nos referimos à liderança, logo pensamos naqueles que têm cargos e que 
ocupam posição de proa nas empresas. Mas, será que somente essas pessoas exercem a 
liderança?
Não! Aqueles que influenciam as pessoas a atingirem determinados objetivos podem 
não ocupar nenhum cargo, isso porque temos dois tipos de liderança:
1- Líder formal: É aquele investido em cargo de hierarquia superior e que lhe dá 
poder e autoridade sobre os demais colaboradores. Sua autoridade foi atribuída pelo cargo 
que ocupa.
2- Liderança informal: O líder informal não tem um cargo formal, mas, mesmo 
assim, exerce influência sob os demais membros da equipe. Sabe aquele colega que nunca 
foi um diretor ou coordenador, mas, os seus colegas o procuram para aconselhar-se com 
ele ou para pedir opinião? Este é o líder informal.
Esta distinção é muito importante porque, como vimos, não é necessário ocupar um 
cargo ou posições de destaque para ser um líder. Na verdade, nem todo aquele que ocupa 
um cargo é líder
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Isto pode acontecer porque um coordenador ou um diretor pode ser um chefe e não 
um líder. Veja só a diferença:
Aposto que você já teve um chefe assim, não é? Aliás, precisamos conversar sobre 
uma coisa muito importante: nas empresas, é necessário investir na formação de todos, 
pois, mesmo nos cargos operacionais, as competências ligadas à liderança são muito 
importantes e contribuem para o sucesso da organização.
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Essas são algumas características de um líder:
● O discurso é coerente com a prática;
● Buscam resultados;
● Tem metas claras e as comunica;
● Inspira confiança, pois é íntegro com os seus valores;
● Mostra à equipe a vantagem de se alcançar as metas;
● Corre riscos calculados;
● Tem autoconfiança, mas, atenção! Isso não significa ser não arrogante e saber tudo. É 
saber como pode contribuir com as outras pessoas para atingir os objetivos;
● Age de forma realista mas com positividade, buscando alcançar os objetivos. Sabe 
aquela pessoa que consegue encher as oportunidades por trás dos problemas? Este 
é o líder!
● Valoriza soluções criativas
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● Inteligência emocional - conseguem gerenciar as emoções e analisar as situações 
com objetividade;
● É o exemplo - Hoje em dia não há espaço para aquelas pessoas que falam discursos 
bonitos, mas, na prática, ele mesmo não faz nada daquilo.
● Comunicam-se de forma clara;
● Sabem dar e receber feedbacks;
● Motiva a sua equipe;
● Auto-motivam e se autodesenvolver;
● São resilientes (sabem se reerguer após uma crise);
● São bons solucionadores de conflitos
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Já sabemos que o líder não nasce líder. A liderança não é algo inato, visto que ela 
pode ser desenvolvida por pessoas que, inicialmente, não apresentam essa característica. 
Mas, atualmente, como a ciência explica a liderança?
Muitas teorias, ao longo do tempo, tentaram explicar a liderança. Já tivemos 
estudiosos que tentaram definir os estilos dos líderes, como a Teoria Situacional: o estilo 
de liderança se adequa ao contexto.
1. Capacidade de interpretar o ambiente: a escuta ativa, o conhecimento das 
atividades.
2. Utiliza o estilo que funciona naquele determinado ambiente e momento.
3. Utiliza-se de diversas formas de liderar, adaptando-a de acordo com o perfil de 
cada profissional
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Muitas teorias, ao longo do tempo, tentaram explicar a liderança. Já tivemos 
estudiosos que tentaram definir os estilos dos líderes. Essas teorias são chamadas 
comportamentais. Entre essas, há uma teoria conhecida como Três estilos de liderança, 
que definiu que os líderes adotavam um desses estilos. Vamos saber quais são?
1. Autocrático: quando o líder centraliza em si as decisões;
2. Liberal: quando o líder interfere pouco, deixando o poder de decisão a 
cada indivíduo;
3. Democrático: quando o líder organiza os liderados de forma que as 
decisões sejam feitas em conjunto.
1- Autocrático: O líder adepto a este estilo fixa as diretrizes e determina as tarefas 
sem qualquer participação do grupo. Ele é dominador, é pessoal nos elogios e nas críticas 
ao trabalho de cada subordinado. Quando está na sua presença, o grupo fica bastante 
tenso. O foco aqui é totalmente nos resultados e nada no bem estar das pessoas.
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2- Democrático: O líder, neste estilo, desenvolve bom relacionamento interpessoal 
com os seus subordinados. Ele não exerce autoridade, mas é um dos membros do grupo. O 
papel do líder é o de assistir e estimular e não o de impor. É o grupo que define as técnicas 
para atingir os objetivos. Neste caso, o líder é um apoio. As tarefas são importantes, mas, 
procura-se atingi-las a partir das decisões dos membros do grupo, aliando o atingimento 
das metas e o bem estar dos participantes.
3- Liberal: O líder, neste estilo, 
desenvolve bom relacionamento interpessoal 
com os seus subordinados. Ele não exerce 
autoridade, mas é um dos membros do grupo. 
O papel do líder é o de assistir e estimular e 
não o de impor. É o grupo que define as 
técnicas para atingir os objetivos. Neste caso, 
o líder é um apoio. O foco não é nas tarefas, 
mas no bem estar dos membros do grupo.
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Você, provavelmente, deve estar se perguntando: Qual o estilo de liderança mais 
adequado?
Eu te respondo: Não há um estilo mais adequado. Ah, professora, mas, o estilo 
democrático é tão humano de democrático!
Mas, vamos pensar juntos. Digamos que o Instituto Federal de Brasília esteja 
pegando fogo e a diretora resolva convocar uma assembleia para definir os planos de 
evacuação do prédio. Ela envia um e-mail a todos e aguarda o tempo necessário para 
todos tomarem a melhor decisão. 
Qual o risco disso dar ruim? Muito alto, não é mesmo? Nesse caso, ela precisará ser 
autocrática, tomando decisões sozinha, dando ordens, impondo e comandando. É preciso 
evacuar logo o local! Assim é no dia a dia das organizações. Cada situação e cada estilo de 
subordinado exige um estilo de liderança. Por vezes, será preciso adotar um estilo mais 
liberal, visto que a equipe já está esgotada. Por outras, deverá ser mais diretivo, focando 
na tarefa a ser realizada. Entendeu?
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É isto que diz a teoria situacional de liderança, muito aceita nos dias atuais.
A partirdesse enfoque, sabe-se que o líder deve ter a capacidade de interpretar o 
ambiente, por meio da observação e da escuta ativa.
Assim, ele utiliza o estilo que funciona naquele determinado ambiente e momento. A 
ordem do dia é flexibilidade de adaptar o seu estilo de liderança ao contexto.
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Fácil não é! Mas, vale a pena se 
desafiar a desenvolver a liderança.
O mundo está precisando de 
líderes fortes e ao mesmo tempo 
empático e compassivo. É por isso 
que as grandes universidades do 
mundo têm desenvolvido essas 
competências. Quer dar o primeiro 
passo?
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Saiba: desenvolver competências de liderança significa investir em empatia, 
resiliência, escuta ativa, flexibilidade, coerência entre o que se fala e o que se 
faz, automotivação, gestão das emoções… Enfim, tenho certeza que ao se 
educação para ser um líder não somente a organização sairá ganhando, mas, 
você também.
Para finalizar as discussões da 
unidade, leia a reportagem acessando 
o link: G1 - Jovens usam a internet para ensinar redação, inglês 
e matemática - notícias em Educação (globo.com). 
Por fim, ressalto a seguinte 
reflexão extraída da reportagem:
“As universidades daqui sempre 
dizem que estão procurando não só os 
melhores alunos, mas as melhores 
pessoas. Eles querem gente ativa e 
apaixonada, que vai fazer a diferença 
no campus da universidade e no 
mundo depois que se formar”.
- Larissa Maranhão, aprovada na 
Harvard University.
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G1 - Jovens usam a internet para ensinar redação, inglês e 
matemática - notícias em Educação (globo.com)
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/01/jovens-usam-internet-para-ensinar-redacao-ingles-e-matematica.html
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/01/jovens-usam-internet-para-ensinar-redacao-ingles-e-matematica.html
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/01/jovens-usam-internet-para-ensinar-redacao-ingles-e-matematica.html
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/01/jovens-usam-internet-para-ensinar-redacao-ingles-e-matematica.html
Unidade 6: Motivação
Após o estudo desta unidade, você será capaz de:
- Conceituar o termo motivação e diferenciar do termo 
satisfação.
- Reconhecer as características da Teoria da Hierarquia das 
Necessidades de Maslow;
- Identificar meios de fomento para alcançar a motivação.
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Motivação
Para esquentarmos os motores, que tal conhecermos duas histórias incríveis de 
garra, superação e persistência?
“De terno, advogado pede emprego nas ruas de Brasília”.
Em razão do desemprego desde o início do ano, ele recorreu à busca por 
trabalho no semáforo da W3 Norte. Desde esta terça-feira, 4, já recebeu algumas 
ligações e conseguiu marcar entrevistas” (METRÓPOLES, 2019).
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Agora, veja uma outra história tão interessante quanto essa.
A incrível história do Panyee Futebol Clube
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Esta é a história real do Panyee Futebol Clube, que fica em uma ilha na Tailândia, 
chamada Koh Panyee. Antes deles, os esportes mais populares eram o campeonato de 
barcos e o maior peixe pescado. Com muita luta e persistência, são hoje um dos melhores 
times do sul da Tailândia. 
A incrível história do Panyee F.C. 
https://www.youtube.com/watch?v=zvtz4uVxOnk&ab_channel=VPAUrbanismo
O que esses dois casos têm em comum? Vou te responder já! Eles retratam duas 
histórias reais de pessoas que estavam muito motivadas. Sim! A motivação é o que faz 
com que os indivíduos dêem o melhor de si e façam o possível para conquistar o que 
desejam. Quer saber mais sobre isso?
Certamente, em seu dia a dia, você já ouviu falar muito sobre motivação. Muitas 
pessoas dizem: não estou motivada a ir trabalhar! Aquela empresa não motiva ninguém! 
Será que é possível motivar alguém? O que será mesmo motivação?
Mas, tenho que te falar uma coisa: 
muita gente utiliza a palavra motivação de 
maneira equivocada, até mesmo 
confundindo-a com estar satisfeito ou 
interessado em algo. Então, para 
esclarecermos de vez, vamos compreender 
o que é motivação
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Inspiração e motivação, qual a diferença? (perolainstituto.com.br)
https://perolainstituto.com.br/2022/02/25/inpiracao-e-motivacao/
A palavra motivação significa a força que leva alguém a agir de determinada 
maneira = força impulsionadora. É o motivo que uma pessoa tem para fazer algo.
Robbins (2005), disserta que a motivação é o processo responsável pela a 
intensidade, a direção e a persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar uma 
determinada meta.
Então, podemos supor que a motivação são as forças internas que mobilizam o 
indivíduo para atingir determinado objetivo. A motivação surge como resposta a um estado 
de necessidade interna.
Veja só! No caso dos meninos do Panyee F. C., não podemos duvidar que eles 
estavam muito motivados, ou seja, eles tinham motivos claros que os levavam a se 
esforçarem para jogar futebol. Por isso, construíram uma quadra cujos pregos 
machucavam os seus pés, jogavam descalços, mesmo diante das chacotas dos moradores. 
O que os fazia seguir em frente, com garra, mesmo diante das dificuldades, era a vontade 
de jogar futebol e depois, de serem campeões
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Então, vamos utilizar esse exemplo para lhe explicar que a motivação tem 3 
elementos:
1. INTENSIDADE – É o esforço que os meninos empenharam para treinar e ganhar o 
campeonato. Eles jogavam muito para atingirem os seus objetivos.
2. DIREÇÃO – É a meta que eles estabeleceram, como, por exemplo, ganhar o 
campeonato de futebol.
3. PERSISTÊNCIA – Percebeu que os meninos do Panyee F. C não se deixavam 
abater? Nem quando estavam perdendo o jogo eles desistiram e deixaram de lutar. Foram 
muito persistentes e continuaram realizando a atividade até conseguir alcançar seu 
objetivo. Bem, mas, precisamos esclarecer que satisfação é algo diferente de motivação! 
Satisfação é o estado emocional positivo ou de prazer, por exemplo, quando você fala: no 
meu trabalho sinto-me satisfeito com meus colegas. Mas, a motivação tem a ver com os 
motivos que me levam a ir trabalhar todos os dias.
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O que você faz de maneira intensa, que tem um motivo claro para ser realizado e que 
você persiste porque aquela meta é importante para você?
Viu? Estas são ações que você faz com motivação!
Algumas vezes, pensamos que a motivação é externa. Mas, ela é interna, algo da 
pessoa, que nasce de uma necessidade. Por exemplo, quando acordamos cedo para ir 
trabalhar fazemos isto porque temos várias motivações, como ganhar dinheiro, viajar, ter 
uma vida melhor, não é mesmo?
Então, no máximo, os estímulos externos podem ser gatilhos, mas, a motivação 
nasce de necessidades internas. 
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Para reflexão: O que você faz que te deixa motivado?
Depois que discutimos a respeito da 
motivação interna e externa, vamos seguir 
adiante com a teoria de Abraham Harold 
Maslow (1908- 1970). Você já ouviu falar 
nele? Ele foi um psicólogo americano que 
descobriu em suas pesquisas que a nossa 
motivação tem a ver com a satisfação das 
nossas necessidades.
E essas necessidades estão dispostas 
das mais básicas para as mais complexas. À 
medida que o homem satisfaz suas 
necessidades básicas como: comer, beber, por 
exemplo, outras mais elevadas predominam 
(ROBBINS, 2005).
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https://www.facebook.com/saoleopoldomandic/photos/a.255
457467816431/4315286108500193/?type=3
https://www.facebook.com/saoleopoldomandic/photos/a.255457467816431/4315286108500193/?type=3
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Essa teoria é chamada de Teoria da hierarquia das necessidades de Maslow.
Viu que as necessidades que estão na base da pirâmide são aquelas mais 
básicas e estão ligadas com nossas necessidades fisiológicas e de segurança? Se essas 
necessidades não estão satisfeitas, você não tem motivação para aquelas mais 
superiores, como ter reconhecimento do chefe, ter autonomia e aceitação dos colegas.
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N
ec
es
si
da
de
s 
bá
si
ca
s
N
ec
es
si
da
de
s 
de
 
cr
es
ci
m
en
to
Desafios mais complexos, trabalho mais 
criativo, autonomia, participação nas 
decisões

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