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Licitações e Contratos

Notas de aula sobre Licitações Públicas (Lei 14.133/2021) abordando âmbito de aplicação, princípios e agentes, modalidades de licitação (pregão, concorrência, concurso, leilão, diálogo competitivo), critérios de julgamento (melhor técnica, maior retorno econômico) e contratação direta (inexigibilidade/dispensa; art.72).

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• LICITAÇÕES PÚBLICAS - Lei 14.133/2021 >> substitui a antiga Lei 8.666/93. 
 
 
Atualmente existem duas normas gerais de licitações: 
a) a Lei 14.133/2021, aplicável às administrações públicas diretas, autárquicas e 
fundacionais; 
b) a Lei 13.303/2016, aplicável às empresas estatais. Ou seja, as empresas estatais não 
usam a Lei de Licitações, mas realizam SIM licitação, através da Lei 13.303/16. 
 
A Lei de Licitações se aplica: 
a) às administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais (direito público ou privado); 
b) a todos os entes da Federação (União, estados, Distrito Federal e municípios). 
Em relação às fundações públicas, a Lei de Licitações se aplica para as de direito público 
e de direito privado. Portanto, uma pegadinha em prova pode dizer que a Lei 14.133/2021 se aplica 
somente às entidades de direito público. Isso seria falso, pois as fundações públicas de direito 
privado também seguem esta Norma. 
 
- Princípios: 
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Repartições públicas sediadas no exterior obedecerão às peculiaridades locais. 
 
OBJETOS DA LEI DE LICITAÇÕES 
 
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- Objetivos da Licitação: 
 
 
 
 
 
 
- Agentes Públicos da Licitação: 
No conceito da Lei de Licitações, agente público é aquele que exerce a função pública em 
pessoa jurídica integrante da administração pública. 
 
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> MODALIDADES DE LICITAÇÃO: 
 
O Estatuto de Licitações veda a criação de outras modalidades de licitação ou, ainda, a combinação das 
modalidades existentes. 
 
a) pregão; (menor preço ou maior desconto) 
b) concorrência; (menor preço; melhor técnica ou conteúdo artístico; técnica e preço; maior retorno 
econômico; maior desconto) 
c) concurso; (melhor técnica ou conteúdo artístico) 
d) leilão; (maior lance) 
e) diálogo competitivo. 
 
Melhor técnica: deverão ser avaliadas e ponderadas as propostas técnicas e, em seguida, as propostas de 
preço apresentadas pelos licitantes, na proporção máxima de 70% (setenta por cento) de valoração 
para a proposta técnica. 
 
Maior retorno econômico: será utilizado exclusivamente para a celebração de contrato de eficiência, a 
melhor proposta é aquela que gerar a maior economia para a administração. 
Os licitantes apresentarão: 
(i) proposta de trabalho: (a) farei essas obras; (b) vou gerar R$ 200 mil de economia por mês; 
(ii) proposta de preço: vou cobrar 30% dessa economia como remuneração (ou seja, R$ 60 mil por mês). 
No exemplo acima, a economia para a administração seria de R$ 140 mil por mês (200 mil – 60 mil). A 
proposta que gerar a maior economia, dentro desse contexto, será a vencedora. 
Nos casos em que não for gerada a economia prevista no contrato de eficiência: 
a) a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida será descontada da remuneração 
do contratado; 
b) se a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida for superior ao limite máximo 
estabelecido no contrato, o contratado sujeitar-se-á, ainda, a outras sanções cabíveis. 
Exemplo: a economia prometida foi de R$ 200 mil. Se ela ficar em apenas R$ 170 mil, a administração 
descontará essa diferença da remuneração do contratado. Assim, ao invés de pagar R$ 60 mil, a 
administração vai pagar R$ 30 mil ao contratado. Porém, o edital terá um “limite”. Caso esse limite seja 
superado, a contratada sofrerá as sanções cabíveis. 
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e) diálogo competitivo 
Somente poderá ser adotada em casos muito específicos, trata-se de forma excepcional de licitação 
para: Contratação de obras, serviços e compras. O objetivo do diálogo competitivo é desenvolver 
métodos inovadores para resolver os problemas da administração. 
 
 
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Aula 07 
• CONTRATAÇÃO DIRETA: não será realizada licitação. 
>> Inexigibilidade de licitar e Dispensa de licitação. 
 
As questões sempre tentam confundir os casos que se tratam de inexigibilidade e os casos que tratam 
de dispensa. 
 
Art. 72. O processo de contratação direta, que compreende os casos de inexigibilidade e 
de dispensa de licitação, deverá ser instruído com os seguintes documentos: 
I - documento de formalização de demanda e, se for o caso, estudo técnico preliminar, 
análise de riscos, termo de referência, projeto básico ou projeto executivo; 
II - estimativa de despesa; 
III - parecer jurídico e pareceres técnicos, se for o caso, que demonstrem o atendimento 
dos requisitos exigidos; 
IV - demonstração da compatibilidade da previsão de recursos orçamentários com o 
compromisso a ser assumido; 
V - comprovação de que o contratado preenche os requisitos de habilitação e qualificação 
mínima necessária; 
VI - razão da escolha do contratado; 
VII - justificativa de preço; 
VIII - autorização da autoridade competente. 
Parágrafo único. O ato que autoriza a contratação direta ou o extrato decorrente do contrato 
deverá ser divulgado e mantido à disposição do público em sítio eletrônico oficial. 
 
Art. 73. Na hipótese de contratação direta indevida ocorrida com dolo, fraude ou erro 
grosseiro, o contratado e o agente público responsável responderão solidariamente pelo 
dano causado ao erário, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A) INEXIGIBILIDADE 
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B) DISPENSA DE LICITAÇÃO (licitação dispensável e licitação dispensada) 
Rol taxativo. 
 
(i) LICITAÇÃO DISPENSÁVEL: 
 
 
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(ii) LICITAÇÃO DISPENSADA: quando a administração não poderá licitar, trata-se de decisão 
vinculada. 
Todos os casos de licitação dispensada versam sobre alienação de bens móveis ou imóveis 
Em regra, somente o leilão é modalidade de licitação para a alienação de bens. 
 
>> Licitação dispensada para a alienação de bens imóveis (art. 76, I) 
 
a) dação em pagamento: A dação em pagamento é um método alternativo para quitar dívidas. Nesse 
caso, ao invés de pagar em dinheiro, o devedor paga com um bem. Logo, se o Estado estiver em dívida 
com terceiro, será possível quitar essa dívida mediante dação em pagamento. 
 
 
Página 11 de 41 
 
b) doação, permitida exclusivamente para outro 
órgão ou entidade da Administração Pública, de 
qualquer esfera de governo, ressalvado o disposto 
nas alíneas f, g e h deste inciso; 
c) permuta por outros imóveis que atenda aos 
requisitos relacionados às finalidades precípuas da 
Administração, desde que a diferença apurada não 
ultrapasse a metade do valor do imóvel que será 
ofertado pela União, segundo avaliação prévia, e 
ocorra a torna de valores, sempre que for o caso; 
d) investidura; 
e) venda a outro órgão ou entidade da 
Administração Pública de qualquer esfera de 
governo; 
f) alienação gratuita ou onerosa, concessão de 
direito real de uso, locação e permissão de uso de 
bens imóveis residenciais construídos, destinados 
ou efetivamente usados em programas de habitação 
e de bens imóveis comerciais de âmbito local, com 
área de até 250 m² destinado a programas de 
regularização fundiária de interesse social 
desenvolvidos por órgão ou entidade da 
Administração Pública; 
h) alienação e concessão de direito real de uso, 
gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da 
União e do Incra, para fins de regularização 
fundiária, atendidos os requisitos legais; 
j) legitimação fundiária e a legitimação de posse; 
 
>> LICITAÇÃO DISPENSADA PARA A 
ALIENAÇÃO DE BENS MÓVEIS (art. 76, II) 
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso 
de interesse social, após avaliação de oportunidade 
e conveniência socioeconômica em relação à 
escolha de outra forma de alienação; 
b) permuta, permitida exclusivamente entre 
órgãos ou entidades da administração pública; 
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em 
bolsa, observada a legislação específica; 
d) venda de títulos, observada a legislação 
pertinente; 
Esses títulos funcionam como “cheques” e 
tratamde meios de a administração obter recursos 
para financiar determinados investimentos ou 
outras ações estatais. Por exemplo, a União pode 
lançar títulos da dívida pública para obter recursos 
para realizar uma obra. 
 
e) venda de bens produzidos ou comercializados 
por entidades da administração pública, em virtude 
de suas finalidades; 
f) venda de materiais e equipamentos sem 
utilização previsível por quem deles dispõe para 
outros órgãos ou entidades da administração 
pública. 
 
 
 
 
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FASES DA LICITAÇÃO 
A fase de habilitação, entretanto, poderá ocorrer antes das fases de apresentação das propostas e 
lances e de julgamento. Nesse caso, o ato que decidir pela inversão das fases terá que ser motivado 
com explicitação dos benefícios decorrentes. Ademais, essa inversão deverá constar expressamente 
no edital de licitação. 
 
 
 
>> Preparação 
>> Divulgação do edital de licitação: 
 
 
Após a homologação do processo licitatório, também serão divulgados no Portal Nacional de 
Contratações Públicas (PNCP) os documentos elaborados na fase preparatória que porventura não 
tenham integrado o edital e seus anexos. 
 
>> Prazo para apresentação de propostas e lances: 
Os prazos mínimos para apresentação de propostas e lances, contados a partir da data de divulgação 
do edital de licitação: 
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Eventuais modificações no edital implicarão em nova divulgação na mesma forma de sua divulgação 
inicial, além do cumprimento dos mesmos prazos dos atos e procedimentos originais, exceto quando 
a alteração não comprometer a formulação das propostas. 
Além disso, mediante decisão fundamentada, os prazos poderão ser reduzidos até a metade nas 
licitações realizadas pelo Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa 
redução, teoricamente, não se aplica ao diálogo competitivo, já que os prazos dessa modalidade 
constam em artigo específico da Lei de Licitações. 
 
>> Modos de disputa: 
 
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>> Fase de julgamento 
• Desclassificação de propostas 
 
 
 
 
• Negociação de condições mais vantajosas 
 
A administração poderá negociar condições mais vantajosas com o primeiro colocado (art. 61, caput). 
Porém, é possível negociar com os demais licitantes, segundo a ordem de classificação inicialmente 
estabelecida. 
Tome cuidado com uma pegadinha. O primeiro colocado pode não aceitar negociar, já que ele venceu 
a licitação com base na sua proposta. Assim, se não houver sucesso na negociação, não significa que o 
primeiro colocado será desclassificado. Porém, se a proposta dele ficar acima do preço máximo 
admitido, mesmo após a negociação, ele será desclassificado, admitindo-se a negociação com os demais 
licitantes, na ordem de classificação. 
 
 
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>> Fase de habilitação 
 
a) Habilitação jurídica: demonstrar a capacidade de o licitante exercer direitos e assumir obrigações, 
comprovação da existência jurídica da pessoa. 
b) Habilitação técnica 
c) Habilitação fiscal, social e trabalhista 
d) Habilitação econômico-financeira 
 
A exigência da apresentação dos documentos de habilitação ocorrerá em relação ao licitante vencedor, exceto 
quando a fase de habilitação anteceder a de julgamento (art. 63, II). Assim, em regra, a habilitação destina-se ao 
licitante vencedor, mas envolverá todos os licitantes quando houver a inversão das fases (habilitação antes do 
julgamento). 
 
Entretanto, mesmo nos casos em que houver a inversão das fases, os documentos de regularidade fiscal, somente 
serão exigidos em momento posterior ao julgamento das propostas e apenas do licitante mais bem classificado 
(art. 63, III). Logo, em qualquer caso, a regularidade fiscal será demonstrada após o julgamento e envolvendo 
apenas o primeiro colocado da licitação. (?) 
 
>> Fase recursal 
 
 
 
>> adjudicar o objeto e homologar a licitação. 
 
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• INSTRUMENTOS AUXILIARES 
 
1) credenciamento: é um procedimento auxiliar da licitação, que consiste em um processo 
administrativo de chamamento público em que a administração pública convoca interessados em 
prestar serviços ou fornecer bens para que, preenchidos os requisitos necessários, eles se credenciem 
no órgão ou na entidade para executar o objeto quando convocados. 
 
2) Pré-qualificação: é o procedimento técnico-administrativo para selecionar previamente (art. 80): 
a) licitantes que reúnam condições de habilitação para participar de futura licitação ou de 
licitação vinculada a programas de obras ou de serviços objetivamente definidos; 
b) bens que atendam às exigências técnicas ou de qualidade estabelecidas pela 
administração. 
 
 
Quanto ao prazo, a pré-qualificação terá validade: 
a) de um ano, no máximo, e poderá ser atualizada a qualquer tempo; 
b) não superior ao prazo de validade dos documentos apresentados pelos interessados. 
 
 
 
 
 
 
 
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3) Procedimento de manifestação de interesse (PMI): 
 
Objetivo de solicitar, à iniciativa privada, a propositura e a realização de estudos, 
investigações, levantamentos e projetos de soluções inovadoras que contribuam com questões 
de relevância pública (art. 81, caput). O procedimento será iniciado com a publicação de edital de 
chamamento público. 
 
Os estudos, investigações, levantamentos e projetos vinculados à contratação e de utilidade para 
a licitação, realizados pela administração ou com a sua autorização, estarão à disposição dos 
interessados, e o vencedor da licitação deverá ressarcir os dispêndios correspondentes, 
conforme especificado no edital (art. 81, § 1º). 
 
Nessa linha, a realização pela iniciativa privada de estudos, investigações, levantamentos e 
projetos em decorrência do procedimento de manifestação de interesse (art. 81, § 2º): 
(i) não atribuirá ao realizador direito de preferência no processo licitatório; 
(ii) não obrigará o poder público a realizar licitação; 
(iii) não implicará, por si só, direito a ressarcimento de valores envolvidos em sua elaboração; 
(iv) será remunerada somente pelo vencedor da licitação, vedada, em qualquer hipótese, 
a cobrança de valores do poder público. 
 
 
4) Sistema de registro de preços - SRP (Ata de Registro de Preços - ARP): 
 
Art. 6º, XLV – sistema de registro de preços: conjunto de procedimentos para realização, 
mediante contratação direta ou licitação nas modalidades pregão ou concorrência, de 
registro formal de preços relativos a prestação de serviços, a obras e a aquisição e locação de 
bens para contratações futuras; 
 
O Registro de Preços é uma modalidade de cotação em que existe a possibilidade de se gerar uma 
contratação posteriormente. Isto porque o fornecimento não tem necessidade de ser imediato, 
podendo até mesmo ser parcelado, desde que respeitada a validade da ata do SRP. 
 
O SRP tem como objetivo tornar possíveis contratações simultâneas ou sucessivas, sem a necessidade 
da realização de procedimentos individuais para cada item. Isto é especialmente importante no caso 
de itens perecíveis e com prazos de validade curtos. É uma forma de trazer mais agilidade para a 
contratação e evitar a formação de estoque, prática danosa para a administração pública. 
 
Nesse caso, a administração faz uma única licitação e firma uma ata de registro de preços. Neste 
documento, ficarão registrados os preços e os respectivos fornecedores. Assim, a administração 
poderá firmar diversas contratações, conforme a sua necessidade. Logo, realiza-se uma única licitação, 
que vai permitir a realização de contratações fracionadas, conforme a necessidade. 
 
O prazo de vigência da ata de registro de preços será de um ano e poderá ser prorrogado, por igual 
período, desde que comprovado o preço vantajoso (art. 84). Assim, a ata poderá ter uma vigência total 
de até dois anos (um ano, prorrogável por mais um). 
 
Não confunda, entretanto, o prazo de vigência da ata de registro de preços com o prazode vigência dos 
respectivos contratos. Isso porque o contrato decorrente da ata de registro de preços terá sua vigência 
estabelecida em conformidade com as disposições contidas na própria ata. 
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>> Licitação para registro de preços: 
 
 
 
XLVII – órgão ou entidade gerenciadora: órgão ou entidade da Administração Pública 
responsável pela condução do conjunto de procedimentos para registro de preços e pelo 
gerenciamento da ata de registro de preços dele decorrente; 
conduz todo o procedimento para registro de preços (elabora o edital, faz a licitação, 
etc.), e se encarrega de gerenciar a ata de registro de preços (por exemplo: controla os 
quantitativos, o cumprimento das obrigações, aplica sanções, etc.). 
 
XLVIII – órgão ou entidade participante: órgão ou entidade da Administração Pública que 
participa dos procedimentos iniciais da contratação para registro de preços e integra a ata de 
registro de preços; 
participam dos procedimentos iniciais para o registro de preços e integram a ata. Por 
exemplo, o IBGE (no exemplo acima) apresentaria as suas sugestões ao INSS, indicaria as suas 
necessidades (quantitativos) e condições para fins de fornecimento. Logo, ele teria participado 
dos “procedimentos iniciais”. Após a licitação, haveria, na ata de registro de preços, um 
quantitativo direcionado ao IBGE, ou seja, esta função “integraria” a ata. 
 
XLIX – órgão ou entidade não participante: órgão ou entidade da Administração Pública que 
não participa dos procedimentos iniciais da licitação para registro de preços e não integra a ata 
de registro de preços; 
a Anatel (autarquia federal sob regime especial) precisava dos mesmos 
modelos de computadores que o INSS e o IBGE. Porém, na época da licitação, ainda não existia 
essa necessidade e, por isso, a Anatel não integrou a ata como entidade participante. Porém, 
para aderir à ata na condição de não participante deve-se demonstrar: 
(i) apresentação de justificativa da vantagem da adesão; 
(ii) demonstração de que os valores registrados estão compatíveis com os valores 
praticados pelo mercado na forma prevista na Lei de Licitações; 
(iii) prévias consulta e aceitação do órgão ou entidade gerenciadora e do fornecedor. 
 
 
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Exemplo: INSS (gerenciador), IBGE (participante) e Anatel (não participante). Vamos supor 
que houve o registro de 1.000 computadores para o órgão gerenciador e para o órgão 
participante. Nesse caso, a Anatel poderá fazer a adesão de até 500 computadores, pois este é 
o limite individual. Vamos imaginar ainda que outros órgãos ou entidades também desejassem 
aderir à ata de registro de preços. O limite total, independentemente de quantos órgãos ou 
entidades fizerem a adesão, será de 2.000 unidades, já que este é o dobro dos quantitativos 
registrados. 
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Todavia, existem dois casos em que não haverá a aplicação do limite total: 
(i) Aquisição emergencial de medicamentos e material de consumo médico-hospitalar 
por órgãos e entidades da administração pública federal, estadual, distrital e municipal, 
quando a adesão à ata de registro de preços gerenciada pelo Ministério da Saúde. 
(ii) Ata de registro de preços gerenciada por órgão ou entidade do Poder Executivo 
federal, para adesão de órgãos e entidades da administração pública estadual, distrital e 
municipal para fins de transferências voluntárias. 
EXEMPLO: a União firma um convênio (o convênio é uma forma de transferência 
voluntária de recursos) com um município para a execução de um programa de inclusão digital 
nas escolas. No programa, fica combinada a aquisição de computadores e tablets, sendo que o 
convênio tem uma cláusula de que essa aquisição deverá decorrer de uma ata gerenciada por 
um órgão federal. Nessa situação, não haverá o limite total, tendo em vista se tratar de 
transferência voluntária e a aquisição destinar-se à execução descentralizada de programa ou 
projeto federal. 
 
5) Registro cadastral. 
Os órgãos e entidades da administração pública deverão utilizar o sistema de registro cadastral 
unificado disponível no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), para efeito de cadastro 
unificado de licitantes (art. 87) para fins de habilitação. 
Ele também serve para manter o registro do cumprimento de obrigações assumidas e 
avaliação do desempenho na execução contratual, baseado em indicadores objetivamente definidos e 
aferidos, e a eventuais penalidades aplicadas. O desempenho em contratações anteriores poderá ser 
utilizado como critério de desempate em licitações (art. 60, II). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Página 21 de 41 
 
Aula 08 
• CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
Os contratos são acordos de vontades. Genericamente falando, todo contrato em que a 
administração seja parte será denominado contrato da administração. 
 
Os contratos da administração em duas espécies: 
 
 
(i) Lei 14.133/2021: para a administração direta, autárquica e fundacional; 
(ii) Lei 13.303/2016: para as empresas estatais. 
 
 
Características dos contratos administrativos: 
>> Noções gerais: 
a) a administração como parte; 
b) finalidade pública; 
c) obediência à forma prescrita em lei (em regra, são formais - FORMALIDADE); 
d) seguem procedimento legal, como a prévia licitação (em regra); 
e) mutabilidade; 
f) natureza de contrato de adesão; 
g) natureza intuitu personae (PERSONALÍSSIMO); 
h) presença das cláusulas exorbitantes. 
 
> Natureza de contrato de adesão: A administração estabelece previamente todas as cláusulas 
do contrato, de forma unilateral. Ainda assim, será um contrato, uma relação bilateral, pois as 
empresas têm a opção de contratar com a administração ou não. 
 
> Natureza intuitu personae: os contratos são firmados com uma pessoa específica e devem ser 
executados por esta pessoa, escolhida por meio de licitação ou de contratação direta. 
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- Solenidades dos contratos 
>> Formalismo: 
 
 
 
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>> Publicidade: 
A regra é a publicidade dos contratos, mas o sigilo é admitido, quando imprescindível para a 
segurança da sociedade e do Estado. 
A divulgação do contrato e de seus aditamentos no PNCP deverá ocorrer nos seguintes prazos, 
contados da data de sua assinatura: 
(i) 20 (vinte) dias úteis, no caso de licitação; 
(ii) 10 (dez) dias úteis, no caso de contratação direta. 
 
Todavia, os contratos celebrados em caso de urgência terão eficácia a partir de sua assinatura 
e deverão ser publicados nos prazos indicados acima, sob pena de nulidade. 
 
>> Formalização dos contratos: 
Deverá ser realizado em conformidade com os termos do edital de licitação e os da proposta 
vencedora ou com os termos do ato que autorizou a contratação direta e os termos da respectiva 
proposta. 
 
>> Cláusulas necessárias: 
Devem constar em todo contrato, quando cabível. Estão dispostas no art. 92: 
a) o objeto e seus elementos característicos; 
b) o regime de execução ou a forma de fornecimento; 
c) o preço e as condições de pagamento, a data-base e a periodicidade do reajustamento de preços e 
os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo 
pagamento; 
d) os prazos de início das etapas de execução, conclusão, entrega, observação e recebimento definitivo, 
quando for o caso; 
e) o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional programática e da 
categoria econômica; 
f) a matriz de risco, quando for o caso; 
g) as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas; 
h) os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os valores das multas e suas 
bases de cálculo; 
i) os casos de extinção. 
 
Existem outras ao longo do artigo. 
 
>> Convocação do contratado: 
Em regra, a contratação é precedida de licitação. Isso nos leva à seguinte conclusão: após o 
encerramento da licitação pública, a administração precisaconvocar o licitante vencedor para assinar 
o termo de contrato. 
Nessa linha, a NLLC dispõe que a administração convocará regularmente o licitante vencedor 
para assinar o termo de contrato ou para aceitar ou retirar o instrumento equivalente, dentro do 
prazo e nas condições estabelecidas no edital de licitação, sob pena de decair o direito à 
contratação, sem prejuízo das sanções previstas na Lei de Licitações (art. 90, caput). 
 
>> Sanções: 
A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato ou em aceitar ou retirar o 
instrumento equivalente no prazo estabelecido pela administração caracteriza o descumprimento 
total da obrigação assumida e o sujeitará às penalidades legalmente estabelecidas e à imediata perda 
da garantia de proposta em favor do órgão ou entidade licitante (art. 90, § 5º). 
 
Página 24 de 41 
 
 
Se o licitante vencedor não assinar o contrato, será facultado à administração convocar os 
licitantes remanescentes, na ordem de classificação (art. 90, § 2º), do seguinte modo: 
(i) a administração convoca os demais licitantes, na ordem de classificação, para seguir a 
proposta do vencedor; 
(ii) se nenhum licitante concordar, a administração convoca os licitantes, na ordem de 
classificação, para negociar melhores condições. Assim, a administração buscará uma 
oferta“intermediária”, que será “pior” do que a proposta do vencedor, mas melhor do que a oferta 
efetiva do licitante; 
(iii) se não houver acordo na negociação, a administração convoca os licitantes, na ordem de 
classificação, para cumprir as propostas nas condições de cada um. Caso o licitante seja convocado nas 
condições de sua proposta e não compareça para assinar o contrato, ele estará sujeito às penalidades 
legais (art. 90, § 4o, II; art. 155, V). Entretanto, se decorrido o prazo de validade da proposta indicado 
no edital sem convocação para a contratação, ficarão os licitantes liberados dos compromissos 
assumidos. Assim, até seria possível a administração convocá-los após o prazo de validade das 
propostas, mas nesse caso os licitantes poderiam se recusar, sem sofrer sanções. 
 
 
 
 
 
 
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- Cláusulas exorbitantes: 
São cláusulas de direito público que colocam a administração em posição de verticalidade 
perante o particular. Logo, tais cláusulas não seriam admitidas em contratos entre particulares. 
Assim, as cláusulas exorbitantes permitem as seguintes prerrogativas nos contratos 
administrativos: 
a) modificá-los, unilateralmente; 
b) extingui-los, unilateralmente; 
c) fiscalizar sua execução; 
d) aplicar sanções; 
e) ocupar provisoriamente bens móveis e imóveis e utilizar pessoal e serviços 
vinculados ao objeto do contrato nas hipóteses de (art. 104, V): 
(i) risco à prestação de serviços essenciais; 
(ii) necessidade de acautelar a apuração administrativa de faltas contratuais pelo 
contratado, inclusive após extinção do contrato. 
 
Note ainda que a prerrogativa de ocupar provisoriamente incide sobre: 
(i) bens (móveis ou imóveis): como as instalações e equipamentos; 
(ii) pessoal: como os profissionais qualificados para operar os equipamentos; 
(iii) serviços vinculados: como um serviço de manutenção dos equipamentos. 
 
f) exigir garantia contratual (arts. 96 a 103); 
 
 
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g) restringir a oposição da exceção do contrato não cumprido (art. 137, IV); 
Nos contratos firmados entre particulares, é facultado às partes suspender 
imediatamente o cumprimento de suas obrigações quando a outra ficar inadimplente. 
Essa suspensão realizada pela parte prejudicada é denominada oposição da exceção do 
contrato não cumprido (excepctio non adimpleti contractus). 
Porém, nos contratos administrativos essa oposição não poderá ser imediata. Nesse 
contexto, a NLLC prevê que o contratado terá direito à extinção do contrato ou à suspensão do 
cumprimento de suas obrigações quando houver atraso superior a dois meses, contado da 
emissão da nota fiscal, dos pagamentos ou de parcelas de pagamentos devidos pela 
administração por despesas de obras, serviços ou fornecimentos (art. 137, § 2º, IV). 
O fundamento desse dispositivo é a continuidade do serviço público. Assim, flexibiliza- 
se a regra do cumprimento das obrigações em prol da população. 
Entretanto, o contratado não poderá exigir a extinção ou suspensão do contrato em 
casos de: 
(i) calamidade pública, de grave perturbação da ordem interna ou de guerra; 
(ii) ato ou fato que o contratado tenha praticado, do qual tenha participado ou para o 
qual tenha contribuído. 
 
h) exigir medidas de compensação (art. 26, § 6º). 
 
 
>> Duração dos contratos: 
 
- Noções gerais: 
De acordo com a Lei 14.133/2021, a duração dos contratos será a prevista em edital, devendo 
observar, no momento da contratação e a cada exercício financeiro, a disponibilidade de créditos 
orçamentários, bem como a previsão no plano plurianual - PPA, quando ultrapassar um exercício 
financeiro (art. 105). 
Apesar de a lei não mencionar diretamente, se for o caso de contratação direta, a duração 
deverá constar no termo que autorizar esta contratação. 
 
Os créditos orçamentários constituem a autorização, prevista na lei orçamentária anual, para 
a realização de despesas públicas. Como os contratos administrativos geram despesas públicas, 
consequentemente eles deverão ser suportados pelos respectivos créditos orçamentários. 
Assim, podemos resumir estas disposições iniciais sobre a duração dos contratos: 
a) constará no edital da licitação; 
b) considerará a disponibilidade dos créditos orçamentários, na: 
i) contratação; e 
ii) a cada exercício financeiro; 
c) se ultrapassar um exercício financeiro, deverá constar no PPA. 
 
Ademais, é importante destacar que os prazos de duração dos contratos, previstos na Lei 
14.133/2021, são de aplicação subsidiária. Isso significa que, se houver prazo previsto em leis 
especiais, estes serão aplicados. 
 
 
 
 
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- Prazos de vigência: 
- 
- Contratos de serviços e fornecimentos contínuos: 
a) Casos especiais: 
Poderão ter prazo de vigência de até dez anos, os contratos que versam sobre: 
(i) alta complexidade tecnológica e defesa nacional; 
(ii) materiais de uso das Forças Armadas, para fins de padronização (com exceções); 
(iii) inovação e pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo; 
(iv) comprometimento da segurança nacional; 
(v) transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS; 
(vi) insumos estratégicos para a saúde. 
 
 
b) Administração como usuária de serviços públicos: 
Exemplo: prestação do serviço de distribuição de energia elétrica utilizada para os prédios e 
sedes da administração pública. Assim, segundo a Lei de Licitações e Contratos, a administração 
poderá estabelecer a vigência por prazo indeterminado nos contratos desde que o serviço seja 
prestado em regime de monopólio (art. 109). 
Porém, mesmo assim, deverá ser comprovada a existência de créditos orçamentários 
vinculados à contratação, a cada exercício financeiro. 
c) Contrato que gere receita e contrato de eficiência que gere economia: 
Os prazos serão de (art. 110): 
(i) até 10 (dez) anos, nos contratos sem investimento; 
(ii) até 35 (trinta e cinco) anos, nos contratos com investimento. 
 
Exemplo de contrato que gera receita são os contratos de concessão de uso de bem público. 
Nesse tipo de contrato, a administração receberá um valor pelo uso do bem, como se fosse um 
“aluguel”. Logo, o contrato gera receita (um pagamento) para a administração. 
 
Exemplo de contrato de eficiência seria a prestação de um serviço para diminuir os gastos da 
administração no armazenamento, transporte e preparação de merenda escolar. A empresa se 
encarrega de prestar o serviço de logística, prometendo reduzir os gastos da administração em 45%. 
Nesse caso, a empresa será remunerada em percentual sobre esta economia. 
 
 
 
As benfeitorias devem: 
(i) ser custeadas pelacontratada (o contrato não pode prever o pagamento da obra); 
(ii) ao final do contrato, a benfeitoria será revertida ao patrimônio da administração pública, 
ou seja, será da administração. 
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d) Contrato por escopo: 
Nos contratos por escopo o prazo será um instrumento moratório, ou seja, definirá o tempo 
em que o contratante deseja que o contratado conclua o objeto. Caso o contratado não termine no 
prazo, por sua culpa, estará em “mora”, ou seja, estará atrasado. Entretanto, o contrato continuará 
vigente, pois o que interessa é a conclusão do objeto do contrato. A administração poderá, 
alternativamente, constituir a empresa em mora, o que poderá ensejar a aplicação das sanções 
contratuais, ou poderá extinguir o contrato em virtude dessa inadimplência. 
Em resumo, o contrato por escopo não tem um “prazo” máximo fixado em lei, pois depende 
da conclusão do objeto. 
 
e) Regime de fornecimento e prestação de serviço associado: Entenda por “fornecimento” 
a entrega de um bem ou a realização de uma obra. 
Por exemplo: a administração contrata uma empresa para fornecer um equipamento para a 
realização de tomografia computadorizada. O contrato prevê duas etapas: (i) o fornecimento e a 
instalação do equipamento (incluindo as obras necessárias); (ii) a manutenção durante cinco anos 
(serviço). 
 
Os contratos realizados pelo regime de fornecimento e prestação de serviço associado terão o 
prazo de vigência decorrente da soma dos períodos de: (i) fornecimento ou obra; (ii) do serviço 
(manutenção), limitado este último ao prazo de cinco anos, prorrogável até o período máximo de dez 
anos. 
f) Contratos de operação continuada de sistemas estruturantes de tecnologia da 
informação 
 
Vigência máxima de 15 (quinze) anos (art. 114). 
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>> Responsabilidades pela execução e pelos encargos do contrato: 
 
>> Extinção dos contratos: 
 
- Hipóteses de extinção: 
 
a) Quando não há culpa da Administração: o contrato poderá ser extinto, exigindo-se a 
motivação e o contraditório e ampla defesa (art. 137, caput), nos seguintes casos: 
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I – não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de 
cláusulas contratuais, de especificações, de projetos ou de prazos; 
II – desatendimento das determinações regulares emitidas pela autoridade 
designada para acompanhar e fiscalizar sua execução ou por autoridade superior; 
III – alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura da empresa que 
restrinja sua capacidade de concluir o contrato; 
IV – decretação de falência ou de insolvência civil, dissolução da sociedade ou 
falecimento do contratado; 
V – caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da 
execução do contrato; (quando ensejar aumento do ônus das partes, mas sem inviabilizar a 
execução do contrato, será possível realizar a revisão do contrato) 
VI – atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou 
alteração substancial do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto; 
(poderá haver alguma responsabilidade da administração) 
VII – atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação ou a 
servidão administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas; (poderá haver alguma 
responsabilidade da administração) 
VIII – razões de interesse público, justificadas pela autoridade máxima do órgão ou 
da entidade contratante; 
IX – não cumprimento das obrigações relativas à reserva de cargos prevista em lei, 
bem como em outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para reabilitado da 
Previdência Social ou para aprendiz. 
 
b) Quando não há culpa do Contratado: 
(o limite das supressões é de até 25%); 
- 
- 
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- 
- Formas de extinção do contrato: 
 
 
 
- Consequências da extinção do contrato: 
 
a) com culpa exclusiva da administração, o contratado terá direito a (art. 138, § 
2º): 
(i) ressarcimento pelos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido 
(custos com demissão de funcionários, materiais adquiridos, etc); 
(ii) devolução da garantia; 
(iii) pagamentos devidos pela execução do contrato até a data de extinção (a fim de 
também evitar o enriquecimento sem causa da administração); 
(iv) pagamento do custo da desmobilização (custos para retirar dos canteiros das obras 
os equipamentos, materiais e instalações provisórias utilizadas na execução do 
empreendimento). 
 
b) sem culpa da administração (por meio de ato unilateral), teremos as seguintes 
consequências: 
(i) assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se encontrar, por 
ato próprio da administração; 
(ii) ocupação e utilização do local, das instalações, dos equipamentos, do material e do 
pessoal empregados na execução do contrato e necessários à sua continuidade; 
(iii) execução da garantia contratual para: 
>> ressarcimento da administração pública por prejuízos decorrentes da não 
execução; 
>> pagamento de verbas trabalhistas, fundiárias e previdenciárias, quando 
cabível; 
>> pagamento das multas devidas à Administração Pública; 
>> exigência da assunção da execução e da conclusão do objeto do contrato pela 
seguradora, quando cabível. 
 
 
 
 
(iv) retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados 
à administração pública e das multas aplicadas. 
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>>Nulidades 
 
 
 
Com vistas à continuidade da atividade administrativa, a Administração poderá decidir que 
a nulidade só tenha eficácia em momento futuro, suficiente para efetuar nova contratação, por 
prazo de até seis meses, prorrogável uma única vez. 
 
 
 
 
 
No caso de nulidade, será promovida a responsabilização de quem lhe tenha dado causa. 
Se quem deu causa à nulidade foi a Administração, ela terá o dever de indenizar o contratado 
(art. 149) pelo que houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz e por outros 
prejuízos regularmente comprovados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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>> Alteração dos contratos, alocação de riscos e equilíbrio econômico-financeiro 
 
- Formas de alteração dos contratos: 
a) Alteração unilateral: 
Trata-se de uma cláusula exorbitante e poderá ocorrer quando: 
(i) houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação 
técnica a seus objetivos; (alteração qualitativa) 
(ii) for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou 
diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei; 
 
 
As alterações unilaterais não poderão transfigurar o objeto da contratação (art. 126). Por 
exemplo: não pode a administração realizar a licitação para construir uma escola e modificar o projeto 
para a construção de um aeroporto. 
As alterações unilaterais também não podem alcançar as cláusulas econômico-financeiras e 
monetárias. Assim, caso a administração aumente os quantitativos, deverá aumentar 
proporcionalmente o valor; se diminuir, deverá diminuir proporcionalmente o valor. 
 
b) Alteração por acordo das partes (consensual): 
 
Não se trata de cláusula exorbitante. Será possível quando: 
 
(i) for conveniente a substituição da garantia de execução; 
(ii) for necessária a modificação do regime de execução da obra ou do serviço, bem 
como do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos 
termos contratuais originários; 
(iii) quando necessária a modificação da forma de pagamento por imposição de 
circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial atualizado e vedada a antecipação 
do pagamento em relação ao cronograma financeiro fixado sem a correspondente 
contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço; 
(iv) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso 
de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe ou em decorrência de fatosimprevisíveis 
ou previsíveis de consequências incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal 
como pactuado, respeitada, em qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida 
no contrato. 
O restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro será aplicado também 
às contratações de obras e serviços de engenharia, quando a execução for obstada pelo 
atraso na conclusão de procedimentos de desapropriação, desocupação, servidão 
administrativa ou licenciamento ambiental, por circunstâncias alheias ao 
contratado (art. 124, § 2º). 
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- Equilíbrio econômico-financeiro: 
 
(exemplo: se é definido novo piso salarial a uma categoria, os contratos sofrerão os impactos dessa 
atualização e, portanto, terão uma repactuação) 
 
b) Revisão: alteração do contrato realizada com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio 
econômico-financeiro do contrato, que deve ser firmada por intermédio de aditamento 
do contrato, em virtude de: 
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(i) alteração unilateral das cláusulas de execução, que venham a afetar a equação 
econômico-financeira inicial; (exemplo: aumento de quantitativo em um contrato. 
Inicialmente contratou aquisição de x computadores, se a administração aumentar 
esse quantitativo em 25%, o valor também aumentará 25%). 
 
(ii) eventos imprevisíveis e extraordinários, que causem impacto na relação 
econômico-financeira inicial; (eventos da natureza (ex.: terremoto); eventos de 
terceiros (ex.: greve de caminhoneiros); alteração de tributos; atraso na liberação dos 
locais da obra, entre outros). 
 
 
>> Inexecução sem culpa e a Teoria da Imprevisão 
 
(iii) como fundamento para a alteração excepcional dos contratos firmados sob 
regime de contratação integrada ou semi-integrada: “nas hipóteses em que for 
adotada a contratação integrada ou semi-integrada, é vedada a alteração dos valores 
contratuais, exceto nos seguintes casos: I - para restabelecimento do equilíbrio 
econômico-financeiro decorrente de caso fortuito ou força maior; [...]”. 
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Exemplo: 
(i) o aumento da carga tributária não se direciona especificamente ao contrato, mas pode atingi- 
lo de maneira reflexa (FATO PRÍNCIPE). 
 
(ii) Agora se a administração pública não liberar um bem que estava previsto no contrato para 
viabilizar a sua execução (ATO DA ADMINISTRAÇÃO). 
 
 
>> Meios alternativos de resolução de controvérsias 
 
 
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>> Irregularidades nos processos de licitação 
 
- Infrações administrativas 
 
Segundo a Lei 14.133/2021, o licitante ou o contratado será responsabilizado 
administrativamente pelas seguintes infrações: 
 
 
 
 
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A aplicação das sanções não exclui, em hipótese alguma, a obrigação de reparação integral do dano 
causado à administração pública (art. 156, § 9º). Isso porque o ressarcimento não é uma penalidade, 
mas a recomposição do patrimônio público, em virtude do dano causado. Logo, não se esqueça: a 
aplicação de penalidades não afasta o dever de reparar o dano causado ao erário. 
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- Reabilitação do licitante ou contratado 
 
 
 
>> Impugnações e pedidos de esclarecimento 
 
 
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