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Apostila do Módulo I do Estágio Setorial de Fiscalização de Contratos (EAD). Apresenta objetivos do curso e de aprendizagem; legislação sobre contratos (Lei 14.133/2021) e órgãos responsáveis (SEGES/PDG/ME, SEF, AGU/CJU, TCU, controle interno); planejamento e elementos contratuais.

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ESFC Módulo I 
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ESTÁGIO SETORIAL 
DE FISCALIZAÇÃO 
DE CONTRATO 
 
 
 
Módulo I – LEGISLAÇÃO E CONCEITOS 
2025 
 
 
10º Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do 
Exército 
 
ESFC Módulo I 
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Atualizações 
 
Autor Data (dd mmm) Item alterado 
Breve descrição da 
alteração 
 
 
 
 
 
 
(Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo 
legal, tratando-se apenas de um material didático de apoio 
para estudo e eventuais consultas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESFC Módulo I 
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Sumário 
 
1. APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................. 4 
1.1. Objetivos do Curso ...................................................................................................................... 4 
1.2 Objetivos de Aprendizagem ........................................................................................................... 4 
2. CONTRATO ADMINISTRATIVO ..........................................................................................................5 
2.1. LEGISLAÇÃO ................................................................................................................................ 8 
2.2. PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO ..................................................................................... 9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESFC Módulo I 
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1. APRESENTAÇÃO 
 
Prezado instruendo, 
Esta apostila foi estruturada para servir de guia para o Estágio Setorial 
Fiscalização de Contratos, que será coordenado pelo 10º Centro de Gestão, 
Contabilidade e Finanças do Exército e ministrado na modalidade de Ensino a Distância 
(EAD). 
.... 
1.1. Objetivos do Curso 
 
De maneira geral, contribuir com o Instituto de Economia e Finanças do Exército 
(IEFEx) nas atividades de ensino de interesse da Secretaria de Economia e Finanças, 
desenvolvidas na modalidade de Ensino a Distância (EaD) e, principalmente 
disponibilizar, aos Agentes da Administração das Unidades Gestoras do Exército, um 
material didático de fácil entendimento e mais direcionado as nossas atividades. 
Oferecer aos Agentes da Administração das Organizações Militares, responsáveis 
pela fiscalização de contratos, a oportunidade de refletirem sobre a importância dos 
mesmos na fiscalização dos contratos de aquisição ou contratação de serviços, e sobre o 
quanto a fiscalização contratual adequada são cruciais para o sucesso do processo 
licitatório. 
1.2 Objetivos de Aprendizagem 
 
Ao final do Modulo, o instruindo será capaz de: 
• indicar a legislação relacionada aos tipos de contratos administrativos; 
• reconhecer e onde encontrar legislação que trata do assunto; 
• identificar os principais elementos de como é feito planejamento da contratação; 
• identificar os elementos de um parecer jurídico, da publicação, das cláusulas 
necessárias e os regimes de execução; 
 
 
 
ESFC Módulo I 
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2. CONTRATO ADMINISTRATIVO 
 
a. Instrumentos legais e órgãos responsáveis 
A Lei que trata de contratos Administrativos é a 14.133/2021, Lei de Licitações e 
Contratos Administrativos. 
Tendo em vista a necessidade de resguardar a segurança jurídica e a 
irretroatividade da lei de forma a não prejudicar o ato jurídico - um contrato firmado com 
base na lei 8.666/1993, em vigor, na data da sua celebração constitui um ato jurídico 
perfeito – a Lei 14.133/21 estabelece no art. 190 que: “O contrato cujo instrumento tenha 
sido assinado antes da entrada em vigor desta Lei continuará a ser regido de acordo com 
as regras previstas na legislação revogada. 
O órgão normatizador de contratos dentro do Poder Executivo Federal é a 
SEGES/PDG/ME. 
No Comando do Exército, o órgão normatizador de Licitações e Contratos é a SEF, 
por ser o Órgão de Direção Setorial responsável pela execução orçamentária, conforme 
art. 16 do Decreto 5.751/2006. 
O órgão com o encargo de dar pareceres jurídicos sobre o assunto é a AGU/CJU, 
de acordo com a LC 73/1993. 
O TCU, como órgão de controle externo, tem a função de fiscalização contábil, 
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial das unidades dos Poderes da União e 
avaliar os resultados da gestão quanto a eficiência e eficácia. Como Tribunal 
administrativo, também tem poderes de julgar contas e aplicar sanções a servidores. 
Também tem a competência de decidir sobre consultas de autoridades competentes, 
conforme art. 1º da Lei 8.443/1992. 
Os órgãos do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal são órgãos 
de assessoramento e têm a finalidade de avaliar os resultados da gestão dos 
administradores públicos, conforme o art. 19 da Lei 10.180/2001. 
Contrato administrativo consta do Titulo III, da Lei 14.133/2021, no caput do Art. 
89, onde diz que os contratos tratados por essa lei regular-se-ão pelas suas cláusulas e 
pelos preceitos de direito público, e a eles serão aplicados, supletivamente, os princípios 
da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado. 
ESFC Módulo I 
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Os contratos e seus aditamentos terão forma escrita e serão juntados ao processo 
que tiver dado origem à contratação, divulgados e mantidos à disposição do público em 
sítio eletrônico oficial (art. 91). 
O instrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes hipóteses, em que a 
Administração poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, como carta-contrato, nota 
de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço (art. 
95): 
I - dispensa de licitação em razão de valor; 
II - compras com entrega imediata e integral dos bens adquiridos e dos quais não 
resultem obrigações futuras, inclusive quanto à assistência técnica, independentemente 
de seu valor. 
§ 1º Às hipóteses de substituição do instrumento de contrato, aplica-se, no que 
couber, o disposto no art. 92 desta Lei. 
§ 2º É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de 
pequenas compras ou o de prestação de serviços de pronto pagamento, assim 
entendidos aqueles de valor não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais). 
 
CLÁUSULAS NECESSÁRIAS 
São necessárias em todo contrato cláusulas que estabeleçam: 
I - o objeto e seus elementos característicos; 
II - a vinculação ao edital de licitação e à proposta do licitante vencedor ou ao ato 
que tiver autorizado a contratação direta e à respectiva proposta; 
III - a legislação aplicável à execução do contrato, inclusive quanto aos casos 
omissos; 
IV - o regime de execução ou a forma de fornecimento; 
V - o preço e as condições de pagamento, os critérios, a data-base e a 
periodicidade do reajustamento de preços e os critérios de atualização monetária entre a 
data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento; 
VI - os critérios e a periodicidade da medição, quando for o caso, e o prazo para 
liquidação e para pagamento; 
VII - os prazos de início das etapas de execução, conclusão, entrega, observação 
e recebimento definitivo, quando for o caso; 
ESFC Módulo I 
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VIII - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação 
funcional programática e da categoria econômica; 
IX - a matriz de risco, quando for o caso; 
X - o prazo para resposta ao pedido de repactuação de preços, quando for o caso; 
XI - o prazo para resposta ao pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico-
financeiro, quando for o caso; 
XII - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas, 
inclusive as que forem oferecidas pelo contratado no caso de antecipação de valores a 
título de pagamento; 
XIII - o prazo de garantia mínima do objeto, observados os prazos mínimos 
estabelecidosLei. 
§ 4º Os emitentes das garantias previstas no art. 96 desta Lei deverão ser 
notificados pelo contratante quanto ao início de processo administrativo para apuração de 
descumprimento de cláusulas contratuais. 
Art. 138. A extinção do contrato poderá ser: 
I – determinada por ato unilateral e escrito da Administração, exceto no caso 
de descumprimento decorrente de sua própria conduta; 
II – consensual, por acordo entre as partes, por conciliação, por mediação ou 
por comitê de resolução de disputas, desde que haja interesse da Administração; 
III – determinada por decisão arbitral, em decorrência de cláusula 
compromissória ou compromisso arbitral, ou por decisão judicial. 
§ 1º A extinção determinada por ato unilateral da Administração e a extinção 
consensual deverão ser precedidas de autorização escrita e fundamentada da autoridade 
competente e reduzidas a termo no respectivo processo. 
§ 2º Quando a extinção decorrer de culpa exclusiva da Administração, o contratado 
será ressarcido pelos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido e terá 
direito a: 
I – devolução da garantia; 
II – pagamentos devidos pela execução do contrato até a data de extinção; 
III – pagamento do custo da desmobilização. 
Art. 139. A extinção determinada por ato unilateral da Administração poderá 
acarretar, sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei, as seguintes consequências: 
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I – assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se 
encontrar, por ato próprio da Administração; 
II – ocupação e utilização do local, das instalações, dos equipamentos, do 
material e do pessoal empregados na execução do contrato e necessários à sua 
continuidade; 
III – execução da garantia contratual para: 
a) ressarcimento da Administração Pública por prejuízos decorrentes da não 
execução; 
b) pagamento de verbas trabalhistas, fundiárias e previdenciárias, quando 
cabível; 
c) pagamento das multas devidas à Administração Pública; 
d) exigência da assunção da execução e da conclusão do objeto do contrato 
pela seguradora, quando cabível; 
IV – retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos 
causados à Administração Pública e das multas aplicadas. 
§ 1º A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II do caput deste artigo 
ficará a critério da Administração, que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por 
execução direta ou indireta. 
§ 2º Na hipótese do inciso II do caput deste artigo, o ato deverá ser precedido de 
autorização expressa do ministro de Estado, do secretário estadual ou do secretário 
municipal competente, conforme o caso. 
Lei 9.784/1999 
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício 
de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos. 
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que 
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data 
em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. 
§ 1º No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á 
da percepção do primeiro pagamento. 
§ 2º Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade 
administrativa que importe impugnação à validade do ato. 
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8. SANÇÕES 
As sanções são uma das características dos contratos administrativos que 
caracterizam a supremacia de poder. 
Para aplicação de sanções a UG deve elaborar um processo administrativo, 
conforme a Lei 9.784/1999, de forma a permitir o contraditório e ampla defesa. A UG deve 
observar a dosimetria da pena, que deve estar prevista no edital, de forma a evitar a 
aplicação de critérios subjetivos e desproporcionais. 
Sobre infrações e sanções administrativas, passam a valer as seguintes premissas 
conforme a Lei nº 14.133/2021: 
Art. 155. O licitante ou o contratado será responsabilizado administrativamente 
pelas seguintes infrações: 
I – dar causa à inexecução parcial do contrato; 
II – dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à 
Administração, ao funcionamento dos serviços públicos ou ao interesse coletivo; 
III – dar causa à inexecução total do contrato; 
IV – deixar de entregar a documentação exigida para o certame; 
V – não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente 
devidamente justificado; 
VI – não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para a 
contratação, quando convocado dentro do prazo de validade de sua proposta; 
VII – ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação 
sem motivo justificado; 
VIII – apresentar declaração ou documentação falsa exigida para o certame ou 
prestar declaração falsa durante a licitação ou a execução do contrato; 
IX – fraudar a licitação ou praticar ato fraudulento na execução do contrato; 
X – comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de qualquer natureza; 
XI – praticar atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação; 
XII – praticar ato lesivo previsto no art. 5º da Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 
2013. 
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Art. 156. Serão aplicadas ao responsável pelas infrações administrativas previstas 
nesta Lei as seguintes sanções: 
I – advertência; 
II – multa; 
III – impedimento de licitar e contratar; 
IV – declaração de inidoneidade para licitar ou contratar. 
§ 1º Na aplicação das sanções serão considerados: 
I – a natureza e a gravidade da infração cometida; 
II – as peculiaridades do caso concreto; 
III – as circunstâncias agravantes ou atenuantes; 
IV – os danos que dela provierem para a Administração Pública; 
V – a implantação ou o aperfeiçoamento de programa de integridade, 
conforme normas e orientações dos órgãos de controle. 
§ 2º A sanção prevista no inciso I do caput deste artigo será aplicada 
exclusivamente pela infração administrativa prevista no inciso I do caput do art. 155 desta 
Lei, quando não se justificar a imposição de penalidade mais grave. 
§ 3º A sanção prevista no inciso II do caput deste artigo, calculada na forma do 
edital ou do contrato, não poderá ser inferior a 0,5% (cinco décimos por cento) nem 
superior a 30% (trinta por cento) do valor do contrato licitado ou celebrado com 
contratação direta e será aplicada ao responsável por qualquer das infrações 
administrativas previstas no art. 155 desta Lei. 
§ 4º A sanção prevista no inciso III do caput deste artigo será aplicada ao 
responsável pelas infrações administrativas previstas nos incisos II, III, IV, V, VI e VII do 
caput do art. 155 desta Lei, quando não se justificar a imposição de penalidade mais 
grave, e impedirá o responsável de licitar ou contratar no âmbito da Administração Pública 
direta e indireta do ente federativo que tiver aplicado a sanção, pelo prazo máximo de 3 
(três) anos. 
§ 5º A sanção prevista no inciso IV do caput deste artigo será aplicada ao 
responsável pelas infrações administrativas previstas nos incisos VIII, IX, X, XI e XII do 
caput do art. 155 desta Lei, bem como pelas infrações administrativas previstas nos 
ESFC Módulo II 
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incisos II, III, IV, V, VI e VII do caput do referido artigo que justifiquem a imposição de 
penalidade mais grave que a sanção referida no § 4º deste artigo, e impedirá o 
responsável de licitar ou contratar no âmbito da Administração Pública direta e indireta de 
todos os entes federativos, pelo prazo mínimo de 3 (três) anos e máximo de 6 (seis) anos. 
§ 6º A sanção estabelecida no inciso IV do caput deste artigoserá precedida de 
análise jurídica e observará as seguintes regras: 
I – quando aplicada por órgão do Poder Executivo, será de competência 
exclusiva de ministro de Estado, de secretário estadual ou de secretário municipal e, 
quando aplicada por autarquia ou fundação, será de competência exclusiva da autoridade 
máxima da entidade; 
II – quando aplicada por órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, pelo 
Ministério Público e pela Defensoria Pública no desempenho da função administrativa, 
será de competência exclusiva de autoridade de nível hierárquico equivalente às 
autoridades referidas no inciso I deste parágrafo, na forma de regulamento. 
§ 7º As sanções previstas nos incisos I, III e IV do caput deste artigo poderão ser 
aplicadas cumulativamente com a prevista no inciso II do caput deste artigo. 
§ 8º Se a multa aplicada e as indenizações cabíveis forem superiores ao valor de 
pagamento eventualmente devido pela Administração ao contratado, além da perda 
desse valor, a diferença será descontada da garantia prestada ou será cobrada 
judicialmente. 
§ 9º A aplicação das sanções previstas no caput deste artigo não exclui, em 
hipótese alguma, a obrigação de reparação integral do dano causado à Administração 
Pública. 
Art. 157. Na aplicação da sanção prevista no inciso II do caput do art. 156 desta 
Lei, será facultada a defesa do interessado no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da 
data de sua intimação. 
Art. 158. A aplicação das sanções previstas nos incisos III e IV do caput do art. 156 
desta Lei requererá a instauração de processo de responsabilização, a ser conduzido por 
comissão composta de 2 (dois) ou mais servidores estáveis, que avaliará fatos e 
circunstâncias conhecidos e intimará o licitante ou o contratado para, no prazo de 15 
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(quinze) dias úteis, contado da data de intimação, apresentar defesa escrita e especificar 
as provas que pretenda produzir. 
§ 1º Em órgão ou entidade da Administração Pública cujo quadro funcional não 
seja formado de servidores estatutários, a comissão a que se refere o caput deste artigo 
será composta de 2 (dois) ou mais empregados públicos pertencentes aos seus quadros 
permanentes, preferencialmente com, no mínimo, 3 (três) anos de tempo de serviço no 
órgão ou entidade. 
§ 2º Na hipótese de deferimento de pedido de produção de novas provas ou de 
juntada de provas julgadas indispensáveis pela comissão, o licitante ou o contratado 
poderá apresentar alegações finais no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da data da 
intimação. 
§ 3º Serão indeferidas pela comissão, mediante decisão fundamentada, provas 
ilícitas, impertinentes, desnecessárias, protelatórias ou intempestivas. 
§ 4º A prescrição ocorrerá em 5 (cinco) anos, contados da ciência da infração pela 
Administração, e será: 
I– interrompida pela instauração do processo de responsabilização a que se refere 
o caput deste artigo; 
II– suspensa pela celebração de acordo de leniência previsto na Lei nº 12.846, de 
1º de agosto de 2013; 
 
III– suspensa por decisão judicial que inviabilize a conclusão da apuração 
administrativa 
 
Art. 159. Os atos previstos como infrações administrativas nesta Lei ou em outras 
leis de licitações e contratos da Administração Pública que também sejam tipificados 
como atos lesivos na Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013, serão apurados e julgados 
conjuntamente, nos mesmos autos, observados o rito procedimental e a autoridade 
competente definidos na referida Lei. 
Art. 160. A personalidade jurídica poderá ser desconsiderada sempre que utilizada 
com abuso do direito para facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos atos ilícitos 
ESFC Módulo II 
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previstos nesta Lei ou para provocar confusão patrimonial, e, nesse caso, todos os efeitos 
das sanções aplicadas à pessoa jurídica serão estendidos aos seus administradores e 
sócios com poderes de administração, a pessoa jurídica sucessora ou a empresa do 
mesmo ramo com relação de coligação ou controle, de fato ou de direito, com o 
sancionado, observados, em todos os casos, o contraditório, a ampla defesa e a 
obrigatoriedade de análise jurídica prévia. 
Art. 161. Os órgãos e entidades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de 
todos os entes federativos deverão, no prazo máximo 15 (quinze) dias úteis, contado da 
data de aplicação da sanção, informar e manter atualizados os dados relativos às 
sanções por eles aplicadas, para fins de publicidade no Cadastro Nacional de Empresas 
Inidôneas e Suspensas (Ceis) e no Cadastro Nacional de Empresas Punidas (Cnep), 
instituídos no âmbito do Poder Executivo federal. 
Parágrafo único. Para fins de aplicação das sanções previstas nos incisos I, II, III e 
IV do caput do art. 156 desta Lei, o Poder Executivo regulamentará a forma de cômputo e 
as consequências da soma de diversas sanções aplicadas a uma mesma empresa e 
derivadas de contratos distintos. 
Art. 162. O atraso injustificado na execução do contrato sujeitará o contratado a 
multa de mora, na forma prevista em edital ou em contrato. 
Parágrafo único. A aplicação de multa de mora não impedirá que a Administração 
a converta em compensatória e promova a extinção unilateral do contrato com a 
aplicação cumulada de outras sanções previstas nesta Lei. 
Art. 163. É admitida a reabilitação do licitante ou contratado perante a própria 
autoridade que aplicou a penalidade, exigidos, cumulativamente: 
I – reparação integral do dano causado à Administração Pública; 
II – pagamento da multa; 
III – transcurso do prazo mínimo de 1 (um) ano da aplicação da penalidade, no 
caso de impedimento de licitar e contratar, ou de 3 (três) anos da aplicação da 
penalidade, no caso de declaração de inidoneidade; 
IV – cumprimento das condições de reabilitação definidas no ato punitivo; 
V – análise jurídica prévia, com posicionamento conclusivo quanto ao 
cumprimento dos requisitos definidos neste artigo. 
ESFC Módulo II 
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Parágrafo único. A sanção pelas infrações previstas nos incisos VIII e XII do caput 
do art. 155 desta Lei exigirá, como condição de reabilitação do licitante ou contratado, a 
implantação ou aperfeiçoamento de programa de integridade pelo responsável. 
 
Lei 9.784/1999 
Art. 2º 
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e 
sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do 
interesse público; 
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e 
dos fundamentos jurídicos, quando: 
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; 
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
O impedimento aplicado por um órgão da União só impede a contratação com a 
União. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESFC Módulo II 
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ESFC Módulo III 
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ESTÁGIO SETORIAL 
DE FISCALIZAÇÃO 
DE CONTRATO 
 
 
 
Módulo III – OBRIGAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS 
E TRABALHISTAS 
2025 
 
 
10º Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do 
Exército 
 
ESFC Módulo III 
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Atualizações 
 
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(Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo 
legal, tratando-se apenas de um material didático de apoio 
para estudo e eventuais consultas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESFC Módulo III 
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Sumário 
 
1. APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................................... 4 
1.1. Objetivos do Curso .............................................................................................................................4 
1.2 Objetivos de Aprendizagem do Modulo ............................................................................................ 4 
2.OBRIGAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS E TRABALHISTAS ...................................................................... 5 
2.1 Responsabilidade da Administração ................................................................................................. 6 
2.2 Normas tributárias ................................................................................................................................ 9 
3. PLANILHA DE CUSTOS ............................................................................................................................ 9 
3.1 Modelos de Planilha .......................................................................................................................... 13 
3.2. Diretrizes ou tipos de Fiscalização Administrativa ....................................................................... 15 
3.3 Finalidade das Planilhas de Custos ................................................................................................ 17 
4. CONTA DEPÓSITO VINCULADA .......................................................................................................... 19 
5.GARANTIAS ................................................................................................................................................ 20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESFC Módulo III 
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1. APRESENTAÇÃO 
 
Prezado instruendo, 
Esta apostila foi estruturada para servir de guia para o Estágio Setorial de 
Fiscalização de Contratos, que será coordenado pelo 10º Centro de Gestão, Contabilidade 
e Finanças do Exército e ministrado na modalidade de Ensino a Distância (EAD). 
1.1. Objetivos do Curso 
 
De maneira geral, contribuir com o Instituto de Economia e Finanças do Exército 
(IEFEx) nas atividades de ensino de interesse da Secretaria de Economia e Finanças, 
desenvolvidas na modalidade de Ensino a Distância (EaD) e, principalmente 
disponibilizar, aos Agentes da Administração das Unidades Gestoras do Exército, um 
material didático de fácil entendimento e mais direcionado as nossas atividades. 
Oferecer aos Agentes da Administração das Organizações Militares, responsáveis 
pela fiscalização de contratos, a oportunidade de refletirem sobre a importância dos 
mesmos na fiscalização dos contratos de aquisição ou contratação de serviços, e sobre o 
quanto a fiscalização contratual adequada são cruciais para o sucesso do processo 
licitatório. 
1.2 Objetivos de Aprendizagem do Modulo 
 
Ao final do Modulo, o instruindo será capaz de: 
Reconhecer as principais atividades pelo Gestor de Contrato e seus assessores, 
os Fiscais de contratos. 
 
 
 
 
 
 
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2.OBRIGAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS E TRABALHISTAS 
 
Conforme a IN 5/2017-SEGES: 
Art. 39. As atividades de gestão e fiscalização da execução contratual são o 
conjunto de ações que tem por objetivo aferir o cumprimento dos resultados previstos 
pela Administração para os serviços contratados, verificar a regularidade das obrigações 
previdenciárias, fiscais e trabalhistas, bem como prestar apoio à instrução processual e o 
encaminhamento da documentação pertinente ao setor de contratos para a formalização 
dos procedimentos relativos a repactuação, alteração, reequilíbrio, prorrogação, 
pagamento, eventual aplicação de sanções, extinção dos contratos, dentre outras, com 
vista a assegurar o cumprimento das cláusulas avençadas e a solução de problemas 
relativos ao objeto. 
(...) 
Art. 40. O conjunto de atividades de que trata o artigo anterior compete ao gestor 
da execução dos contratos, auxiliado pela fiscalização técnica, administrativa, setorial e 
pelo público usuário, conforme o caso, de acordo com as seguintes disposições: 
(...) 
III - Fiscalização Administrativa: é o acompanhamento dos aspectos administrativos 
da execução dos serviços nos contratos com regime de dedicação exclusiva de mão de 
obra quanto às obrigações previdenciárias, fiscais e trabalhistas, bem como quanto às 
providências tempestivas nos casos de inadimplemento; 
 
As atividades da Fiscalização administrativa estão previstas no Anexo VIII-B da IN 
5/2017-SEGES que trata de todas as fases da contratação, de onde destacamos as 
atividades mensais: 
10.2. Fiscalização mensal (a ser feita antes do pagamento da fatura) 
ESFC Módulo III 
6/23 
 
a) Deve ser feita a retenção da contribuição previdenciária no valor de 11% (onze 
por cento) sobre o valor da fatura e dos impostos incidentes sobre a prestação do serviço. 
b) Deve ser consultada a situação da empresa junto ao SICAF. 
c) Serão exigidos a Certidão Negativa de Débito (CND) relativa a Créditos 
Tributários Federais e à Dívida Ativa da União, o Certificado de Regularidade do FGTS 
(CRF) e a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT), caso esses documentos 
não estejam regularizados no Sicaf. 
d) Exigir, quando couber, comprovação de que a empresa mantém reserva de 
cargos para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social, conforme 
disposto no art. 66-A da Lei nº 8.666, de 1993 inciso XVII do Art 92 da Lei 14.133/21. 
 
 
2.1 Responsabilidade da Administração 
É importante identificar as responsabilidades subsidiárias e solidárias da 
Administração Pública. 
A responsabilidade da Administração pode gerar processos para apurar se agentes 
públicos que deram causa e aplicar penalidades nesses agentes. 
Culpa in vigilando e culpa in elegendo 
No processo de terceirização, a empresa tomadora do serviço assume o risco de 
responder pelos danos causados ao trabalhador, no caso de inadimplência da prestadora. 
No entanto, quando a tomadora for integrante da Administração Pública Direta ou 
Indireta, a responsabilidade pelas obrigações trabalhistas só será transferida quando 
ficarem demonstradas, além da inadimplência do empregador direto, a culpa in 
vigilando (falta de fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas) ou/e a culpa 
in eligendo (má escolha da prestadora de serviços) da entidade. 
(texto extraído da página do TST) 
a. Lei 14.133/21 
ESFC Módulo III 
7/23 
 
Art. 121. Somente o contratado será responsável pelos encargos trabalhistas, 
previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. 
§ 1º A inadimplência do contratado em relação aos encargos trabalhistas, fiscais e 
comerciais não transferirá à Administração a responsabilidade pelo seu pagamento e não 
poderá onerar o objeto do contrato nem restringir a regularização e o uso das obras e das 
edificações, inclusive perante o registro de imóveis, ressalvada a hipótese prevista no § 2º 
deste artigo. 
§ 2º Exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação 
exclusiva de mão de obra, a Administração responderá solidariamente pelos encargos 
previdenciários e subsidiariamente pelos encargos trabalhistas se comprovada falha na 
fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado. 
§ 3º Nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão 
de obra, para assegurar o cumprimento de obrigações trabalhistas pelo contratado, a 
Administração, mediante disposição em edital ou em contrato, poderá, entre outras 
medidas: 
I - exigir caução, fiança bancária ou contratação de seguro-garantia com cobertura para 
verbas rescisórias inadimplidas; 
II - condicionar o pagamento à comprovação de quitação das obrigações trabalhistas 
vencidas relativas ao contrato; 
III - efetuar o depósito de valores em conta vinculada; 
IV - em caso de inadimplemento, efetuar diretamente o pagamento das verbas 
trabalhistas,que serão deduzidas do pagamento devido ao contratado; 
V - estabelecer que os valores destinados a férias, a décimo terceiro salário, a ausências 
legais e a verbas rescisórias dos empregados do contratado que participarem da 
execução dos serviços contratados serão pagos pelo contratante ao contratado somente 
na ocorrência do fato gerador. 
ESFC Módulo III 
8/23 
 
 
§ 4º Os valores depositados na conta vinculada a que se refere o inciso III do § 3º deste 
artigo são absolutamente impenhoráveis. 
§ 5º O recolhimento das contribuições previdenciárias observará o disposto no art. 31 da 
Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. 
b.Súmula 331 – TST (Tribunal Superior do Trabalho) 
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE (nova redação do 
item IV e inseridos os itens V e VI à redação) - Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 
e 31.05.2011. 
I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o 
vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário 
(Lei nº 6.019, de 03.01.1974). 
II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo 
de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 
37, II, da CF/1988). 
III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de 
vigilância (Lei nº 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de 
serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a 
pessoalidade e a subordinação direta. 
IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica 
a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, 
desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo 
judicial. 
V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem 
subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta 
culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993 14.133/21, 
especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da 
ESFC Módulo III 
9/23 
 
prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de 
mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente 
contratada. 
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas 
decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. 
 
2.2 Normas tributárias 
 
a. IN 1.234/2012 - Dispõe sobre a retenção de tributos nos pagamentos efetuados 
pelos órgãos da administração pública federal direta, autarquias e fundações federais, 
empresas públicas, sociedades de economia mista e demais pessoas jurídicas que 
menciona a outras pessoas jurídicas pelo fornecimento de bens e serviços. 
b. IN 971/2009 - Dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e de 
arrecadação das contribuições sociais destinadas à Previdência Social e as destinadas a 
outras entidades ou fundos, administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil 
(RFB). 
c. LC 116/2003 - Dispõe sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de 
competência dos Municípios e do Distrito Federal, e dá outras providências. 
 
 
3. PLANILHA DE CUSTOS 
 
Conforme o Acórdão 2.215/2012-TCU-P, a planilha tem caráter demonstrativo dos 
custos que permite estabelecer parâmetros de comparação da proposta. A proposta 
formulada na licitação vincula o contratado, mas quanto aos aspectos relacionados à 
própria contratante, tais como os preços que serão cobrados da Administração, as 
especificações dos materiais que serão empregados, as características dos serviços que 
ESFC Módulo III 
10/23 
 
serão prestados, as técnicas empregadas, o ritmo de execução etc. Não quanto ao preço 
de insumos a serem adquiridos de terceiros. 
A planilha de custos servirá de base análise do preço oferecido, para 
reajustes a alterações contratuais. 
 
Lei 14.133/21 
Art. 56º § 5º Nas licitações de obras ou serviços de engenharia, após o julgamento, 
o licitante vencedor deverá reelaborar e apresentar à Administração, por meio eletrônico, 
as planilhas com indicação dos quantitativos e dos custos unitários, bem como com 
detalhamento das Bonificações e Despesas Indiretas (BDI) e dos Encargos Sociais (ES), 
com os respectivos valores adequados ao valor final da proposta vencedora, admitida a 
utilização dos preços unitários, no caso de empreitada por preço global, empreitada 
integral, contratação semi-integrada e contratação integrada, exclusivamente para 
eventuais adequações indispensáveis no cronograma físico-financeiro e para balizar 
excepcional aditamento posterior do contrato. 
Decreto 10.024/2019 
Art. 3º. (...) 
XI - termo de referência - documento elaborado com base nos estudos técnicos 
preliminares, que deverá conter: 
a) os elementos que embasam a avaliação do custo pela administração pública, a 
partir dos padrões de desempenho e qualidade estabelecidos e das condições de entrega 
do objeto, com as seguintes informações: 
1. a definição do objeto contratual e dos métodos para a sua execução, vedadas 
especificações excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, que limitem ou frustrem a 
competição ou a realização do certame; 
2. o valor estimado do objeto da licitação demonstrado em planilhas, de acordo 
com o preço de mercado; e 
3. o cronograma físico-financeiro, se necessário; 
ESFC Módulo III 
11/23 
 
b) o critério de aceitação do objeto; 
c) os deveres do contratado e do contratante; 
d) a relação dos documentos essenciais à verificação da qualificação técnica e 
econômico-financeira, se necessária; 
e) os procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato ou da ata de 
registro de preços; 
f) o prazo para execução do contrato; e 
g) as sanções previstas de forma objetiva, suficiente e clara. 
§ 1º A classificação de bens e serviços como comuns depende de exame 
predominantemente fático e de natureza técnica. 
§ 2º Os bens e serviços que envolverem o desenvolvimento de soluções 
específicas de natureza intelectual, científica e técnica, caso possam ser definidos nos 
termos do disposto no inciso II do caput, serão licitados por pregão, na forma eletrônica. 
 
Decreto 7.983/2013 
Art. 1o Este Decreto estabelece regras e critérios a serem seguidos por órgãos e 
entidades da administração pública federal para a elaboração do orçamento de referência 
de obras e serviços de engenharia, contratados e executados com recursos dos 
orçamentos da União. 
Art. 2o Para os fins deste Decreto, considera-se: 
I - custo unitário de referência - valor unitário para execução de uma unidade de 
medida do serviço previsto no orçamento de referência e obtido com base nos sistemas 
de referência de custos ou pesquisa de mercado; 
II - composição de custo unitário - detalhamento do custo unitário do serviço que 
expresse a descrição, quantidades, produtividades e custos unitários dos materiais, mão 
de obra e equipamentos necessários à execução de uma unidade de medida; 
ESFC Módulo III 
12/23 
 
 - custo total de referência do serviço - valor resultante da multiplicação do 
quantitativo do serviço previsto no orçamento de referência por seu custo unitário de 
referência; 
IV - custo global de referência - valor resultante do somatório dos custos totais de 
referência de todos os serviços necessários à plena execução da obra ou serviço de 
engenharia; 
V - benefícios e despesas indiretas - BDI - valor percentual que incide sobre o 
custo global de referênciapara realização da obra ou serviço de engenharia; 
VI - preço global de referência - valor do custo global de referência acrescido do 
percentual correspondente ao BDI; 
VII - valor global do contrato - valor total da remuneração a ser paga pela 
administração pública ao contratado e previsto no ato de celebração do contrato para 
realização de obra ou serviço de engenharia; 
VIII - orçamento de referência - detalhamento do preço global de referência que 
expressa a descrição, quantidades e custos unitários de todos os serviços, incluídas as 
respectivas composições de custos unitários, necessários à execução da obra e 
compatíveis com o projeto que integra o edital de licitação; 
 
IN 05/2017-SEGES/PDG/MinEcon 
 
O anexo VII da IN estabelece as diretrizes para elaboração do instrumento 
convocatório e no anexo VII-D está previsto o modelo de planilha de custos. 
7.6. A análise da exequibilidade da proposta de preços nos serviços continuados 
com dedicação exclusiva da mão de obra deverá ser realizada com o auxílio da planilha 
de custos e formação de preços, a ser preenchida pelo licitante em relação à sua 
proposta final; 
7.7. O modelo de planilha de custos e formação de preços previsto no Anexo VII-D 
desta Instrução Normativa deverá ser adaptado às especificidades do serviço e às 
ESFC Módulo III 
13/23 
 
necessidades do órgão ou entidade contratante, de modo a permitir a identificação de 
todos os custos envolvidos na execução do serviço, e constituirá anexo do ato 
convocatório a ser preenchido pelos proponentes; 
7.8. Quando a modalidade de licitação for pregão, realizado na forma eletrônica, a 
planilha de custos e formação de preços deverá ser entregue e analisada no momento da 
aceitação do lance vencedor; 
7.9. Erros no preenchimento da planilha não são motivos suficientes para a 
desclassificação da proposta, quando a planilha puder ser ajustada sem a necessidade 
de majoração do preço ofertado, e desde que se comprove que este é o bastante para 
arcar com todos os custos da contratação; 
 
Súmula 254/TCU 
O IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica – e a CSLL – Contribuição Social 
sobre o Lucro Líquido – não se consubstanciam em despesa indireta passível de inclusão 
na taxa de Bonificações e Despesas Indiretas ‘ BDI do orçamento-base da licitação, haja 
vista a natureza direta e personalística desses tributos, que oneram pessoalmente o 
contratado. 
 
3.1 Modelos de Planilha 
Conforme o anexo VII-D da IN 5/2017-SEGES 
QUADRO-RESUMO DO CUSTO POR EMPREGADO 
 
 Mão de obra vinculada à execução contratual 
(valor por empregado) 
Valor (R$) 
A Módulo 1 - Composição da Remuneração 
B Módulo 2 - Encargos e Benefícios Anuais, Mensais e Diários 
C Módulo 3 - Provisão para Rescisão 
ESFC Módulo III 
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D Módulo 4 - Custo de Reposição do Profissional Ausente 
E Módulo 5 - Insumos Diversos 
Subtotal (A + B +C+ D+E) 
F Módulo 6 - Custos Indiretos, Tributos e Lucro 
Valor Total por Empregado 
 
QUADRO DEMONSTRATIVO DO VALOR GLOBAL DA PROPOSTA 
 
 VALOR GLOBAL DA PROPOSTA 
 DESCRIÇÃO VALOR 
(R$) 
A Valor proposto por unidade de medida * 
B Valor mensal do serviço 
C Valor global da proposta 
(Valor mensal do serviço multiplicado pelo número de meses 
do contrato). 
 
 
 
COMPLEMENTO DOS SERVIÇOS DE LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 
PREÇO MENSAL UNITÁRIO POR M² (metro quadrado) 
 
ÁREA INTERNA - (Fórmulas exemplificativas de cálculo para área interna - alíneas “a” e 
“b” do subitem 3.1. do Anexo VI-B; para as demais alíneas, deverão ser incluídos novos campos 
na planilha com a metragem adequada). 
 
MÃO DE OBRA 
(1) 
PRODUTIVIDADE 
(1/M²) 
(2) 
PREÇO HOMEM-MÊS 
(R$) 
(1x2) 
SUBTOTAL 
(R$/M²) 
ENCARREGADO _____1______ 
ESFC Módulo III 
15/23 
 
(30** x P*) 
SERVENTE __1__ 
P* 
 
TOTAL 
P = produtividade de referência do trabalhador prevista no subitem 3.1. 
PRODUTIVIDADE: capacidade de realização de determinado volume de tarefas, em função de 
uma determinada rotina de execução de serviços, considerando-se os recursos humanos, 
materiais e tecnológicos disponibilizados, o nível de qualidade exigido e as condições do local de 
prestação do serviço. 
Vejamos os valores de produtividade previstas para áreas internas 
3. Nas condições usuais serão adotados índices de produtividade por servente em jornada de oito 
horas diárias, de acordo com os seguintes parâmetros: 
3.1. Áreas Internas: 
a) Pisos acarpetados: 800 m2 a 1200 m2; 
b) Pisos frios: 800 m² a 1200 m2; 
c) Laboratórios: 360 m² a 450 m2; 
d) Almoxarifados/galpões: 1500 m² a 2500 m2; 
e) Oficinas: 1200 m² a 1800 m2; 
f) Áreas com espaços livres - saguão, hall e salão: 1000 m² a 1500 m2; e 
g) Banheiros: 200 m² a 300 m². 
 
* Caso as produtividades mínimas adotadas sejam diferentes, estes valores das planilhas, bem 
como os coeficientes deles decorrentes (Ki e Ke), deverão ser adequados à nova situação. 
** Caso a relação entre serventes e encarregados sejam diferentes, os valores das planilhas, bem 
como os coeficientes deles decorrentes (Ki e Ke), deverão ser adequados à nova situação. 
 
3.2. Diretrizes ou tipos de Fiscalização Administrativa 
1) Fiscalização inicial (no momento em que a prestação de serviços é iniciada); 
2) Fiscalização mensal (a ser feita antes do pagamento da fatura); 
ESFC Módulo III 
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3) Fiscalização diária (verificações e inspeções); 
4) Fiscalização procedimental (Férias, reajustes salarias etc.); 
5) Fiscalização por amostragem (contracheques, extratos de FGTS e INSS); 
 
 PLANILHA-RESUMO 
Conforme a IN 5/2017-SEGES, no momento em que a prestação de serviços é 
iniciada, deve ser elaborada planilha-resumo de todo o contrato administrativo, pelo Fiscal 
Administrativo. Ela conterá informações sobre todos os empregados terceirizados que 
prestam serviços no órgão ou entidade, divididos por contrato, com os seguintes dados: 
nome completo, número de inscrição no CPF, função exercida, salário, adicionais, 
gratificações, benefícios recebidos, sua especificação e quantidade (vale-transporte, 
auxílio-alimentação), horário de trabalho, férias, licenças, faltas, ocorrências e horas 
extras trabalhadas. 
De acordo com a Portaria 37/2020-SEF, art. 18/IIao Fiscal Administrativo do 
Contrato incumbe elaborar a planilha-resumo do contrato, contendo as informações sobre 
todos os empregados terceirizados que prestam serviços na unidade, com os seguintes 
dados: nome completo, número de inscrição no CPF, função exercida, salário, adicionais, 
gratificações, benefícios recebidos, sua especificação e quantidade (vale-transporte, 
auxílio-alimentação), horário de trabalho, férias, licenças, faltas, ocorrências e horas 
extras trabalhadas. 
No art. 21/VIII Compete à Administração da UA (por meio da Fiscalização 
Administrativa/Divisão Administrativa ou seção equivalente), entre outras 
responsabilidades, elaborar planilha-resumo dos contratos administrativos, evidenciando 
o acompanhamento dos estágios da despesa, a qual deverá ser anexada ao Relatório de 
Prestação de Contas Mensal. 
 
ESFC Módulo III 
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3.3 Finalidade das Planilhas de Custos 
ACÓRDÃO 2.215/2012-TCU-PLENÁRIO 
14.8. Acata-se o entendimento expresso pelo MP/TCU no referido parecer, cujos 
principais fundamentos podem ser assim sintetizados (o que não dispensa, contudo, a 
consideração, na íntegra, do citado estudo, pela inter-relação das teses desenvolvidas): 
a) a composição de custos apresentada na licitação é demonstrativa do preço a ser 
cobrado da Administração pelos bens e serviços contratados, mas não dos custos que 
serão incorridos pelo contratado para cumprir o objeto; 
b) a apresentação da planilha é necessária como meio de viabilizar acomparação 
objetiva das propostas em disputa, a análise da compatibilidade dos preços ofertados na 
licitação com os praticados no mercado e o exame de futuros pleitos de reajustes 
contratuais. Não, porém, para vincular o contratado quanto aos custos unitários, sujeitos a 
oscilações próprias da dinâmica do mercado; 
c) o contrato por empreitada é celebrado por preço fixo; a retribuição do contratado 
se dá mediante o preço avençado, e não por uma margem de lucro. Se, de um lado, o 
empreiteiro assume os riscos de eventuais variações de preço dos materiais e da mão de 
obra, de outro tem a garantia de receber remuneração prévia e precisamente definida; 
d) fixado o preço do contrato, variações normais do custo dos insumos constituem 
riscos do negócio, a serem suportados pelas partes. Assim como variações que elevem o 
preço devem ser assumidas pelo contratado, a Administração, por outro lado, não poderá 
reivindicar ganhos oriundos de reduções havidas dentro da dinâmica normal dos preços. 
Essas oscilações ordinárias motivam, tão somente, a aplicação de reajustes anuais, 
segundo índices setoriais ou globais, conforme disponha o edital da licitação e o contrato; 
e) a proposta formulada na licitação vincula o contratado, mas quanto aos aspectos 
relacionados à própria contratante, tais como os preços que serão cobrados da 
Administração, as especificações dos materiais que serão empregados, as características 
dos serviços que serão prestados, as técnicas empregadas, o ritmo de execução etc. Não 
quanto ao preço de insumos a serem adquiridos de terceiros. Caso contrário, estar-se-ia 
ESFC Módulo III 
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ajustando estipulações em favor de terceiros (os fornecedores dos insumos) e de difícil 
conformação: "se a empresa contratada, ao ser citada, proceder ao pagamento da 
diferença apurada pelo TCU aos seus funcionários [ou a outros fornecedores, conforme o 
caso], ainda assim poder-se-ia falar em descumprimento da cláusula contratual e em 
dano à Administração?"; 
f) uma vez que tenha obtido o menor preço oferecido na licitação e que este seja 
compatível com o mercado, a Administração não atende ao interesse público ao 
expropriar o contratado de vantagens conseguidas como resultado de seu esforço e de 
seus méritos; 
g) em resumo, as planilhas de custos servem à avaliação de exequibilidade das 
propostas oferecidas na licitação, à comparação com os preços de mercado e como 
parâmetro para aferição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato se este for 
alcançado por eventos imprevisíveis, não representando um compromisso do contratado 
sobre o quanto ele vai gastar na aquisição dos insumos necessários, incluída aí a mão de 
obra; 
h) fosse o caso de o Poder Público firmar contrato que não corresponda a essa 
regra geral, estabelecendo fórmula específica de retribuição do contratado, isso deveria 
ser objeto de explícita disposição do edital, e não de mera dedução a partir da 
composição de custos oferecidas pelo licitante; 
i) por tudo isso, a referência do sobrepreço deve ser preferencialmente o valor de 
mercado, e não eventuais diferenças, a menor, entre o valor dos insumos cotados e 
aqueles efetivamente adquiridos, e que se situem dentro de margens de oscilação 
naturais do mercado. 
14.9. Por essas razões, opina-se pelo provimento do presente recurso, com a 
consequente exclusão dos subitens 9.1.1.3, 9.1.2, 9.1.3 e subitens, 9.1.4 e 9.1.5 do 
acórdão recorrido. 
Acórdão TCU Plenário 2.438/2013 
O referido acórdão prevê em seu item 9.2. conhecer dos pedidos de reexame, 
para, no mérito, dar-lhes provimento, de modo a tornar insubsistentes os itens 9.2.1, 
9.2.1.1, 9.2.2.1, 9.2.2.2, 9.2.3.2 e 9.3 do Acórdão 1233/2008-Plenário. 
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4. CONTA DEPÓSITO VINCULADA 
As provisões realizadas pela Administração contratante para o pagamento dos 
encargos trabalhistas, em relação à mão de obra das empresas contratadas para prestar 
serviços de forma contínua, por meio de dedicação exclusiva de mão de obra, serão 
destacadas do valor mensal do contrato e depositadas pela Administração em Conta-
Depósito Vinculada ― bloqueada para movimentação, aberta em nome do prestador de 
serviço. 
A utilização da Conta-Depósito Vinculada está prevista no anexo XII da IN 
05/2017-PDG/MinEcon, Conta-Depósito Vinculada bloqueada para movimentação. 
No gerenciamento de riscos, art. 18/§1º da IN 5/2017-SEGES, está previsto o risco 
de descumprimento das obrigações trabalhistas, previdenciárias e com FGTS da 
contratada, para isso foram previstas as seguintes medidas: 
I - Conta-Depósito Vinculada ― bloqueada para movimentação, conforme disposto 
em Caderno de Logística, elaborado pela SEGES/PDG/MinEcon; ou 
II - Pagamento pelo Fato Gerador, conforme disposto em Caderno de Logística, 
elaborado pela SEGES/PDG/MinEcon. 
Na página do comprasnet estão disponíveis no Caderno de logística: 
- caderno sobre Conta Vinculada; 
- caderno sobre Fato Gerador. 
Quais provisões devem ser retidas quando do pagamento e depositadas na conta 
vinculada? 
a. 13º (décimo terceiro) salário; 
b. férias e 1/3 (um terço) constitucional de férias; 
c) multa sobre o FGTS e contribuição social para as rescisões sem justa causa; e 
d) encargos sobre férias e 13o (décimo terceiro) salário. 
 
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5.GARANTIAS 
 
 
De acordo com a Lei 14.133/21: 
MODALIDADES DE GARANTIA 
Caução em dinheiro 
Caução em títulos da dívida pública 
Seguro-garantia 
Fiança bancária 
Art. 96. A critério da autoridade competente, em cada caso, poderá ser exigida, 
mediante previsão no edital, prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e 
fornecimentos. 
§ 1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: 
I - caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos sob a forma 
escritural, mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia 
autorizado pelo Banco Central do Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, 
conforme definido pelo Ministério da Economia; 
II - seguro-garantia; 
III - fiança bancária emitida por banco ou instituição financeira devidamente 
autorizada a operar no País pelo Banco Central do Brasil. 
§ 2º Na hipótese de suspensão do contrato por ordem ou inadimplemento da 
Administração, o contratado ficará desobrigado de renovar a garantia ou de endossar a 
apólice de seguro até a ordem de reinício da execução ou o adimplemento pela 
Administração. 
 
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§ 3º O edital fixará prazo mínimo de 1 (um) mês, contado da data de homologação 
da licitação e anterior à assinatura do contrato, para a prestação da garantia pelo 
contratado quando optar pela modalidade prevista no inciso II do § 1º deste artigo. 
Art. 97. O seguro-garantia tem por objetivo garantir o fiel cumprimento das 
obrigações assumidas pelo contratado perante à Administração, inclusive as multas, os 
prejuízos e as indenizações decorrentes de inadimplemento, observadas as seguintes 
regras nas contratações regidas por esta Lei: 
I - o prazo de vigência da apólice será igual ou superior ao prazo estabelecido no 
contrato principal e deverá acompanhar as modificações referentes à vigência deste 
mediante a emissão do respectivo endosso pela seguradora; 
II - o seguro-garantia continuará em vigor mesmo se o contratado não tiver pago o 
prêmio nas datas convencionadas. 
Parágrafo único. Nos contratos de execução continuada ou de fornecimento 
contínuo de bens e serviços, será permitida a substituição da apólice de seguro-garantia 
na data de renovação ou de aniversário, desde que mantidas as mesmas condições e 
coberturas da apólicevigente e desde que nenhum período fique descoberto, ressalvado 
o disposto no § 2º do art. 96 desta Lei. 
Art. 98. Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser 
de até 5% (cinco por cento) do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse 
percentual para até 10% (dez por cento), desde que justificada mediante análise da 
complexidade técnica e dos riscos envolvidos. 
Parágrafo único. Nas contratações de serviços e fornecimentos contínuos com 
vigência superior a 1 (um) ano, assim como nas subsequentes prorrogações, será 
utilizado o valor anual do contrato para definição e aplicação dos percentuais previstos no 
caput deste artigo. 
Art. 99. Nas contratações de obras e serviços de engenharia de grande vulto, 
poderá ser exigida a prestação de garantia, na modalidade seguro-garantia, com cláusula 
ESFC Módulo III 
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de retomada prevista no art. 102 desta Lei, em percentual equivalente a até 30% (trinta 
por cento) do valor inicial do contrato. 
Art. 100. A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a fiel 
execução do contrato ou após a sua extinção por culpa exclusiva da Administração e, 
quando em dinheiro, atualizada monetariamente. 
Art. 101. Nos casos de contratos que impliquem a entrega de bens pela 
Administração, dos quais o contratado ficará depositário, o valor desses bens deverá ser 
acrescido ao valor da garantia. 
Art. 102. Na contratação de obras e serviços de engenharia, o edital poderá exigir a 
prestação da garantia na modalidade seguro-garantia e prever a obrigação de a 
seguradora, em caso de inadimplemento pelo contratado, assumir a execução e concluir 
o objeto do contrato, hipótese em que: 
I - a seguradora deverá firmar o contrato, inclusive os aditivos, como interveniente 
anuente e poderá: 
a) ter livre acesso às instalações em que for executado o contrato principal; 
b) acompanhar a execução do contrato principal; 
c) ter acesso a auditoria técnica e contábil; 
d) requerer esclarecimentos ao responsável técnico pela obra ou pelo fornecimento; 
II - a emissão de empenho em nome da seguradora, ou a quem ela indicar para a 
conclusão do contrato, será autorizada desde que demonstrada sua regularidade fiscal; 
III - a seguradora poderá subcontratar a conclusão do contrato, total ou 
parcialmente. 
Parágrafo único. Na hipótese de inadimplemento do contratado, serão observadas 
as seguintes disposições: 
ESFC Módulo III 
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I - caso a seguradora execute e conclua o objeto do contrato, estará isenta da 
obrigação de pagar a importância segurada indicada na apólice; 
II - caso a seguradora não assuma a execução do contrato, pagará a integralidade 
da importância segurada indicada na apólice. 
Conforme o item 5 da Revista 114/TCU 
RECEBIMENTO DO OBJETO COMO ETAPA FINAL DA LIQUIDAÇÃO DA 
DESPESA 
Somente após o recebimento definitivo deverá ser providenciado o pagamento do 
saldo existente em relação ao valor contratual e liberada a garantia. A vigência dessa 
garantia, portanto, no caso de utilização da modalidade seguro-garantia, deverá estender-
se até o recebimento definitivo da obra. 
- Conforme a IN 5/2017 – SEGES 
Art. 65. Até que a contratada comprove o disposto no artigo anterior, o órgão ou 
entidade contratante deverá reter: 
I - a garantia contratual, conforme, prestada com cobertura para os casos de 
descumprimento das obrigações de natureza trabalhista e previdenciária pela contratada, 
que será executada para reembolso dos prejuízos sofridos pela Administração, nos 
termos da legislação que rege a matéria; e 
II - os valores das Notas fiscais ou Faturas correspondentes em valor proporcional 
ao inadimplemento, até que a situação seja regularizada. 
Parágrafo único. Na hipótese prevista no inciso II do caput, não havendo quitação 
das obrigações por parte da contratada no prazo de quinze dias, a contratante poderá 
efetuar o pagamento das obrigações diretamente aos empregados da contratada que 
tenham participado da execução dos serviços objeto do contrato. 
 
Módulo IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ESFC 
2025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTÁGIO SETORIAL 
DE FISCALIZAÇÃO 
DE CONTRATO 
 
 
 
Módulo IV – REGISTROS NO COMPRASNET 
CONTRATOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10º Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do 
Exército 
ESFC Módulo IV 
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Atualizações 
 
 
 
Autor 
 
Data (dd mmm) 
 
Item alterado 
Breve descrição da 
alteração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo 
legal, tratando-se apenas de um material didático de apoio 
para estudo e eventuais consultas) 
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Sumário 
1. APRESENTAÇÃO ............................................................................................................... 4 
 Objetivos do Curso ........................................................................................................ 4 
1.2 Objetivos de Aprendizagem do Modulo........................................................................... 4 
2. CONTRATOS.GOV ............................................................................................................... 5 
 Cdastrando novo contrato .............................................................................................. 5 
 Contratos.gov – Fiscalização de contratos .................................................................... 13 
 Cadastrando Instrumento de cobrança (fatura) ............................................................. 15 
 Cadastrando ocorrências .............................................................................................. 18 
3. EMPENHO .......................................................................................................................... 19 
4. CONTRATOS...................................................................................................................... 19 
5. GARANTIAS ....................................................................................................................... 28 
6. RECONHECIMENTO DE PASSIVO .................................................................................. 34 
7. ATUALIZAÇÃO FINANCEIRA ............................................................................................. 42 
8. DESPESA SEM COBERTURA CONTRATUAL................................................................... 47 
9. RESCISÃO, CONCLUSÃO E EXTINÇÃO ........................................................................... 48 
ESFC Módulo IV 
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1. APRESENTAÇÃO 
 
Prezado instruendo, 
Esta apostila foi estruturada para servir de guia para o Curso de Termo de 
Referência e Projeto Básico, que será coordenado pela 10º Centro de Gestão, 
Contabilidade e Finanças do Exército e ministrado na modalidade de Ensino a Distância 
(EAD). 
.... 
 
 Objetivos do Curso 
 
De maneira geral, contribuir com o Instituto de Economia e Finanças do Exército 
(IEFEx) nas atividades de ensino de interesse da Secretaria de Economia e Finanças, 
desenvolvidas na modalidade de Ensino a Distância (EaD) e, principalmente 
disponibilizar, aos Agentes da Administração das Unidades Gestoras do Exército, um 
material didático de fácil entendimento e mais direcionado as nossas atividades. 
Oferecer aos Agentes da Administração das Organizações Militares, responsáveis 
pela fiscalização de contratos, a oportunidade de refletirem sobre a importância dos 
mesmos na fiscalização dos contratos de aquisição ou contratação de serviços, e sobre o 
quanto a fiscalização contratualadequada são cruciais para o sucesso do processo 
licitatório. 
 
1.2 Objetivos de Aprendizagem do Modulo 
 
Ao final do Modulo, o instruindo será capaz de: 
Conhecer procedimentos de registro e fazer acompanhamento dos dados relativos a 
contratos. 
ESFC Módulo IV 
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2. CONTRATOS.GOV 
 
 
 CADASTRANDO NOVO CONTRATO 
 
 
 
 
Preencha os campos indicados na aba “Dados do contrato”: 
 
• “Fornecedor”: preencha com o fornecedor contratado; 
 
• “Minutas de Empenho”: após preenchido o fornecedor, serão exibidas as minutas de 
empenho emitidas para aquele fornecedor na unidade. Caso tenha sido emitida minuta de 
empenho para a compra que originou o contrato que está sendo cadastrado, esta minuta 
poderá ser selecionada e várias informações como Unidade Compra, Modalidade, 
Amparo Legal, Número da Compra e Itens do contrato serão preenchidas 
automaticamente; 
• Fornecedor(es) subcontratado(s): possíveis fornecedores subcontratados no contrato. 
Se o fornecedor não for encontrado, poderá ser cadastrado; 
• “Data da Assinatura”: data de assinatura do contrato; 
• “Data da Publicação”: caso preenchida com data posterior à data atual será criada 
publicação do contrato. Caso contrário, não será criada publicação; 
• “Autoridades Signatárias”: caso haja autoridades cadastradas na unidade, estas 
poderão ser selecionadas para signatárias do contrato (verificar o item 6.4 deste Manual). 
Apenas uma autoridade pode ser selecionada por contrato; 
• “Objeto”; 
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• “Informações Complementares”; 
• “Modalidade Compra”;• “Amparo Legal”; 
• “Número Compra”; 
• “Unidade Compra”: preencha com a unidade que realizou a licitação (Unidade 
Gerenciadora da Compra) ou a compra direta; 
• “Unidade Beneficiária”: preencha se você estiver consumindo o saldo da compra de uma 
UASG polo ou subordinada à UASG do usuário. 
 
 
Preencha os campos indicados na aba “Características do contrato”: 
• “Receita/Despesa”; 
• “Tipo”: selecione o tipo de instrumento que está sendo celebrado; 
• “Deseja gerar cronograma automático para o Contrato?”: Quando marcada a opção 
“Sim” será gerado o cronograma considerando as informações a serem preenchidas na 
aba Vigência/Valores”. Quando marcada opção “Não”, será necessário incluir em 
Contratos > Mais (Engrenagem) > Cronograma > + Adicionar Cronograma Contrato, para 
que a informação do valor acumulado do contrato fique correta. 
• “Subtipo”; 
• “Categoria”: selecione a categoria do contrato; 
• “Subcategoria”: caso haja subcategorias cadastradas para o Órgão, estas serão 
exibidas; 
• “Contrato”: informe um número de contrato que não esteja sendo utilizado; 
• “Número Processo”; 
• “Unidade Gestora Origem do Contrato”: unidade que formalizou o contrato inicialmente. 
ESFC Módulo IV 
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Esta opção vem bloqueada para edição para o primeiro registro do Contrato com a 
unidade do usuário que está cadastrando-o; 
•“Unidade Gestora Atual”: sendo o primeiro registro do contrato, deverá ser preenchida 
com a mesma unidade gestora origem do contrato. Após uma sub-rogação, esta unidade 
passa a ser para quem o contrato foi sub-rogado e é responsável por ele; 
• “Unidades Requisitantes”: unidades que são atendidas pelo contrato; 
 
• “Prorrogável”: indicar se o contrato é continuado (marcar a opção Sim) ou de escopo 
(marcar a opção Não); 
• “Prazo Indeterminado?”; 
 
• “Situação” – indica a situação do contrato e determina que algumas funcionalidades não 
possam mais ser exercidas. Após a inserção de um termo de encerramento, o status do 
contrato será alterado automaticamente para encerrado o que impossibilita a inserção de 
Instrumentos de cobrança, outros termos e emissão de empenhos, por 
exemplo. 
ESFC Módulo IV 
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Caso tenha sido vinculada Minuta de Empenho na aba Dados do Contrato, os itens já 
estarão cadastrados automaticamente. Lembrando que tais itens são os mesmos 
emitidos na Minuta de Empenho selecionada. 
 
O campo Tipo de Material virá selecionado como Consumo ou Permanente dependendo 
do subelemento da Minuta de empenho. Os campos em que será possível edição são: 
 
• “Quantidade”: quantidade contratada; 
• “Qtd. parcelas": campo criado para adequação do valor total do contrato em ajuste na 
importação das informações do sistema Compras para o sistema Contratos. Não 
confundir com o campo “Núm. Parcelas” previsto na próxima aba “Vigência/Valores”, onde 
deverá ser preenchida a quantidade de meses em que o contrato será pago. 
• “Data Início”: data de início do item no contrato; 
• “Ações”: permite excluir o item. 
 
 
 
 
Caso não tenha sido vinculada Minuta de Empenho, é possível “Inserir Item” ou “Buscar 
Itens da Compra”. 
 
Para a opção “Inserir Item”, preencha os campos indicados na aba “Itens do Contrato”: 
• “Tipo Item”: selecione o tipo do item Material ou Serviço; 
• “Tipo do Material”: opção bloqueada para itens de Serviço e obrigatória para itens de 
Material, devendo ser escolhida entre Consumo ou Permanente; 
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• “Item”: preencha o CATMAT ou CATSER; 
• “Número Item Compra”; 
• “Quantidade”: quantidade contratada; 
• “Valor unitário”: valor unitário homologado do item; 
• “Data Início”: data de início do item no contrato. Deve ser igual ou posterior à data início 
da vigência do contrato. 
 
 
Para a opção “Buscar Itens da Compra”, precisam estar preenchidos os dados 
“Fornecedor”, “Modalidade Compra”; “Amparo Legal”; “Número Compra” e “Unidade 
Compra” na aba “Dados do Contrato”. Serão listados todos os itens da compra para 
seleção, podendo ser escolhido todos ou algum específico 
ESFC Módulo IV 
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Serão apresentados o(s) item(ns) selecionado(s). Preencha os campos indicados na aba 
“Itens do Contrato”: 
• “Tipo do Material”: opção bloqueada para itens de Serviço e obrigatória para itens de 
Material, devendo ser escolhida entre Consumo ou Permanente; 
• “Quantidade”: quantidade contratada; 
• “Data Início”: data de início do item no contrato. Deve ser igual ou posterior à data início 
da vigência do contrato. 
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Preencha os campos indicados na aba “Vigência/Valores”: 
• “Data da proposta”: data-base da proposta na seleção do fornecedor que será utilizada 
para reajustamento do contrato; 
• “Data de início da vigência”: data de início da vigência do contrato. Deve ser igual ou 
posterior à data de assinatura do contrato; 
• “Data do término da vigência”: data de término da vigência do contrato; 
• “Valor Global”: valor global do contrato; 
• “Núm. Parcelas”: número de parcelas do contrato. Recomenda-se que o número de 
parcelas seja preenchido com o número de meses de vigência do contrato mesmo não 
sendo contrato continuado; 
• “Valor Parcela”: o valor da parcela é obtido através da divisão do valor global pelo 
número de parcelas. 
Após preenchido todos os campos, clique em “Salvar e voltar”. 
Se os dados estiverem corretos, será exibida a tela de Publicações com a publicação do 
contrato cadastro, caso tenha sido inserida data posterior à atual. 
Se houver algum erro, o sistema emitirá alerta acerca de quais campos deverão ser 
corrigidos. 
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É apresentada tela com “Publicações” relativas ao contrato. A formatação do texto da 
publicação NÃO deverá ser alterada! 
 
Caso algum dado esteja incorreto, altere os dados do contrato que a minuta da 
publicação será retificada. 
 
A “Data Publicação” será a data informada quando do cadastro do contrato. Se não for 
informada uma data futura, não será criada uma minuta de publicação. 
 
A “Situação Publicação” estará com status “A PUBLICAR”. 
A “Situação Imprensa” estará com status “PENDENTE”. 
A publicação não mais é enviada automaticamente, logo o usuário precisa enviar 
manualmente, clicando no ícone “ ”. 
A “Situação Publicação” ficará com status “TRANSFERIDO PARA IMPRENSA” e a 
“Situação Imprensa” ficará com status “EM EDITORACAO”. 
Após a publicação, os status serão alterados para “PUBLICADO” e “PUBLICADA”, 
respectivamente. 
ESFC Módulo IV 
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 CONTRATOS.GOV - FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS 
 
 
 
As ferramentas disponíveis para a fiscalização contratual estão disponíveis através do 
módulo Meus Contratos. 
O módulo está disponível para o perfil Responsável por Contrato, voltado aos usuários 
que realizam a fiscalização e o acompanhamento da execução contratual. 
Para consultar seus contratos, clique no menu “Gestão Contratual” -> “Meus Contratos”: 
 
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Serão exibidos todos os contratos aos quais o usuário está atribuído, independentemente 
da UASG gerenciadora do contrato, inclusive sendo possível realizar as Ações em cada 
um deles. 
 
Em “Ações”, também é possível acessar a divulgação do contrato no Portal Nacional de 
Contratações Públicas (PNCP), para contratos decorrentes da Lei nº 14.133, de 2021. 
O usuário terá acesso às seguintes ações: 
• “Arquivos” 
 
• “Conta-Depósito Vinculada” 
 
• “Empenhos” 
 
• “Instrumentos de Cobrança” 
 
• “Ocorrências” 
 
• “Terceirizados 
 
 
 
ESFC Módulo IV 
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Para adicionar arquivos ao contrato, selecione o contrato desejado,independentemente 
da UASG gerenciadora do contrato, clique no ícone de configuração e em Arquivos”. 
 
 
 
 
 
 
 CADASTRO DE INSTRUMENTOS DE COBRANÇA (FATURAS) 
 
Para cadastrar um instrumento de cobrança, clique em “Instrumentos de Cobrança” e 
“Adicionar Instrumento de Cobrança do Contrato” 
 
ESFC Módulo IV 
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Preencha os Campos da aba “Dados Instrumento de Cobrança”: 
• Consultar situação Fornecedor SICAF: Verificação automática da situação do fornecedor 
no SICAF; 
• “Tipo Lista”: qual tipo do instrumento de cobrança; 
• “Número”: número do instrumento de cobrança; 
• “Chave NFe”: O número da chave, se preenchida, será validado. Se a chave for válida, o 
campo ficará com um contorno na cor verde; 
• “Tipo de Instrumento de Cobrança”: Selecionar entre as opções disponíveis; 
• “Arquivo do Instrumento de Cobrança”: Escolher arquivo 
• “Dt. Emissão”; 
 
Preencha os Campos da aba “Itens faturados”: 
• Os campos “Juros”, “Multa” e “Glosa” são de preenchimento opcional e devem ser 
preenchidos somente quando houver essas incidências. 
• O “Valor Líquido”, calculado automaticamente, é a soma do valor faturado, juros e multa, 
subtraídos do valor da glosa. O valor faturado é definido pela soma dos valores dos itens 
incluídos; 
• O “Valor Total Faturado”, calculado conforme informações incluídas; 
• Itens: Cadastramento dos itens que compõem o instrumento de cobrança. 
 
É possível incluir um mesmo item mais de uma vez. Também é possível incluir itens de 
históricos diferentes, isto é, o mesmo item pode compor a lista de itens faturados com 
valores do instrumento inicial e de um termo de apostilamento ou aditivo. 
a. Para incluir um novo item, clique em “Novo Item”; 
b. Escolha o Histórico (Instrumento Inicial, Termo Aditivo ou Termo de Apostilamento); 
c. Escolha o item. É possível escolher todos de uma só vez clicando em “Todos”; 
d. Clique em “Incluir”; 
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e. Informe a “Quantidade Faturada” e “Valor Unitário Faturado”; 
f. País de fabricação: campo obrigatório para material e não aplicável para itens de 
serviço. Deve-se selecionar o país de fabricação do produto. 
Não sendo possível identificar, existe a opção “Desconhecida” para seleção. 
 
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 CADASTRO DE OCORRÊNCIAS 
 
Para cadastrar uma Ocorrência, clique em “Ocorrências” e “Adicionar Ocorrência do 
Contrato 
 
 
Preencha os Campos da Ocorrência: 
• “Situação”: qual situação da ocorrência; 
• “Ocorrência Concluída”: se a ocorrência que está sendo incluída está concluindo alguma 
outra ocorrência já cadastrada”; 
• “Nova Situação”: nova situação da ocorrência que está sendo atualizada; 
• “Data”: data da ocorrência; 
• “Ocorrência”: descrição de nova ocorrência ou da conclusão de ocorrência já 
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cadastrada; 
• “Notifica Preposto”: se selecionado SIM, informar o e-mail do preposto e um 
e-mail será disparado com a descrição da ocorrência; 
• “Arquivos”: caso queira anexar arquivo à ocorrência. 
Após preenchidos todos os dados, clique em “Salvar e voltar”. 
Se todos os dados estiverem preenchidos corretamente, será retornado a tela anterior 
com a lista de todas as ocorrências cadastradas. 
 
 
 
3. EMPENHO 
O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o 
Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. (art. 
58 da Lei 4.320). 
A minuta de empenho será gerada no Comprasnet Contratos, com base na licitação, 
dispensa ou inexigibilidade, e será enviada para o SIAFI como Registro 
Orçamentário. 
No dia seguinte a emissão, os empenhos poderão ser consultados no Portal da 
Transparência. 
Os empenhos poderão ser consultados no SIAFI através da transação >CONRO ou 
no SIAFI Gerencial. 
Para verificar o saldo e movimentação da conta de empenhos a liquidar, consultar 
conta 6.2.2.9.2.01.01. 
No caso de Restos a Pagar não processados a conta será 6.3.1.1.00.00 – RP não 
processados a liquidar. 
Observar que segundo o art. 167 da Constituição: 
Art. 167. São vedados: 
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; 
II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os 
créditos orçamentários ou adicionais; 
(...) 
§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em 
que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 
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quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, 
serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. 
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4. CONTRATO 
 
Da formalização de contratos, na Lei 14.133/2021 temos: 
Art. 89. Os contratos de que trata esta Lei regular-se-ão pelas suas cláusulas e 
pelos preceitos de direito público, e a eles serão aplicados, supletivamente, os 
princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado. 
§ 1º Todo contrato deverá mencionar os nomes das partes e os de seus 
representantes, a finalidade, o ato que autorizou sua lavratura, o número do 
processo da licitação ou da contratação direta e a sujeição dos contratantes às 
normas desta Lei e às cláusulas contratuais. 
§ 2º Os contratos deverão estabelecer com clareza e precisão as condições para 
sua execução, expressas em cláusulas que definam os direitos, as obrigações e as 
responsabilidades das partes, em conformidade com os termos do edital de licitação 
e os da proposta vencedora ou com os termos do ato que autorizou a contratação 
direta e os da respectiva proposta. 
Art. 90. A Administração convocará regularmente o licitante vencedor para assinar o 
termo de contrato ou para aceitar ou retirar o instrumento equivalente, dentro do 
prazo e nas condições estabelecidas no edital de licitação, sob pena de decair o 
direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei. 
§ 1º O prazo de convocação poderá ser prorrogado 1 (uma) vez, por igual período, 
mediante solicitação da parte durante seu transcurso, devidamente justificada, e 
desde que o motivo apresentado seja aceito pela Administração. 
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§ 2º Será facultado à Administração, quando o convocado não assinar o termo de 
contrato ou não aceitarou não retirar o instrumento equivalente no prazo e nas 
condições estabelecidas, convocar os licitantes remanescentes, na ordem de 
classificação, para a celebração do contrato nas condições propostas pelo licitante 
vencedor. 
§ 3º Decorrido o prazo de validade da proposta indicado no edital sem convocação 
para a contratação, ficarão os licitantes liberados dos compromissos assumidos. 
§ 4º Na hipótese de nenhum dos licitantes aceitar a contratação nos termos do § 2º 
deste artigo, a Administração, observados o valor estimado e sua eventual 
atualização nos termos do edital, poderá: 
I - convocar os licitantes remanescentes para negociação, na ordem de 
classificação, com vistas à obtenção de preço melhor, mesmo que acima do preço 
do adjudicatário; 
II - adjudicar e celebrar o contrato nas condições ofertadas pelos licitantes 
remanescentes, atendida a ordem classificatória, quando frustrada a negociação de 
melhor condição. 
§ 5º A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato ou em aceitar ou 
retirar o instrumento equivalente no prazo estabelecido pela Administração 
caracterizará o descumprimento total da obrigação assumida e o sujeitará às 
penalidades legalmente estabelecidas e à imediata perda da garantia de proposta 
em favor do órgão ou entidade licitante. 
§ 6º A regra do § 5º não se aplicará aos licitantes remanescentes convocados na 
forma do inciso I do § 4º deste artigo. 
§ 7º Será facultada à Administração a convocação dos demais licitantes 
classificados para a contratação de remanescente de obra, de serviço ou de 
fornecimento em consequência de rescisão contratual, observados os mesmos 
critérios estabelecidos nos §§ 2º e 4º deste artigo. 
Art. 91. Os contratos e seus aditamentos terão forma escrita e serão juntados ao 
processo que tiver dado origem à contratação, divulgados e mantidos à disposição 
do público em sítio eletrônico oficial. 
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§ 1º Será admitida a manutenção em sigilo de contratos e de termos aditivos quando 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, nos termos da legislação que 
regula o acesso à informação. 
§ 2º Contratos relativos a direitos reais sobre imóveis serão formalizados por 
escritura pública lavrada em notas de tabelião, cujo teor deverá ser divulgado e 
mantido à disposição do público em sítio eletrônico oficial. 
§ 3º Será admitida a forma eletrônica na celebração de contratos e de termos 
aditivos, atendidas as exigências previstas em regulamento. 
§ 4º Antes de formalizar ou prorrogar o prazo de vigência do contrato, a 
Administração deverá verificar a regularidade fiscal do contratado, consultar o 
Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis) e o Cadastro 
Nacional de Empresas Punidas (Cnep), emitir as certidões negativas de 
inidoneidade, de impedimento e de débitos trabalhistas e juntá-las ao respectivo 
processo. 
Art. 92. São necessárias em todo contrato cláusulas que estabeleçam: 
I - o objeto e seus elementos característicos; 
II - a vinculação ao edital de licitação e à proposta do licitante vencedor ou ao ato 
que tiver autorizado a contratação direta e à respectiva proposta; 
III - a legislação aplicável à execução do contrato, inclusive quanto aos casos 
omissos; 
IV - o regime de execução ou a forma de fornecimento; 
V - o preço e as condições de pagamento, os critérios, a data-base e a periodicidade 
do reajustamento de preços e os critérios de atualização monetária entre a data do 
adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento; 
VI - os critérios e a periodicidade da medição, quando for o caso, e o prazo para 
liquidação e para pagamento; 
VII - os prazos de início das etapas de execução, conclusão, entrega, observação e 
recebimento definitivo, quando for o caso; 
VIII - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação 
funcional programática e da categoria econômica; 
IX - a matriz de risco, quando for o caso; 
X - o prazo para resposta ao pedido de repactuação de preços, quando for o caso; 
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XI - o prazo para resposta ao pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico- 
financeiro, quando for o caso; 
XII - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas, 
inclusive as que forem oferecidas pelo contratado no caso de antecipação de 
valores a título de pagamento; 
XIII - o prazo de garantia mínima do objeto, observados os prazos mínimos 
estabelecidos nesta Lei e nas normas técnicas aplicáveis, e as condições de 
manutenção e assistência técnica, quando for o caso; 
XIV - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os 
valores das multas e suas bases de cálculo; 
XV - as condições de importação e a data e a taxa de câmbio para conversão, 
quando for o caso; 
XVI - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato, em 
compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as condições exigidas 
para a habilitação na licitação, ou para a qualificação, na contratação direta; 
XVII - a obrigação de o contratado cumprir as exigências de reserva de cargos 
prevista em lei, bem como em outras normas específicas, para pessoa com 
deficiência, para reabilitado da Previdência Social e para aprendiz; 
XVIII - o modelo de gestão do contrato, observados os requisitos definidos em 
regulamento; 
XIX - os casos de extinção. 
§ 1º Os contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou 
jurídicas, inclusive as domiciliadas no exterior, deverão conter cláusula que declare 
competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão 
contratual, ressalvadas as seguintes hipóteses: 
I - licitação internacional para a aquisição de bens e serviços cujo pagamento seja 
feito com o produto de financiamento concedido por organismo financeiro 
internacional de que o Brasil faça parte ou por agência estrangeira de cooperação; 
II - contratação com empresa estrangeira para a compra de equipamentos 
fabricados e entregues no exterior precedida de autorização do Chefe do Poder 
Executivo; 
ESFC Módulo IV 
25/48 
 
 
 
 
III - aquisição de bens e serviços realizada por unidades administrativas com sede 
no exterior. 
§ 2º De acordo com as peculiaridades de seu objeto e de seu regime de execução, o 
contrato conterá cláusula que preveja período antecedente à expedição da ordem de 
serviço para verificação de pendências, liberação de áreas ou adoção de outras 
providências cabíveis para a regularidade do início de sua execução. 
§ 3º Independentemente do prazo de duração, o contrato deverá conter cláusula que 
estabeleça o índice de reajustamento de preço, com data-base vinculada à data do 
orçamento estimado, e poderá ser estabelecido mais de um índice específico ou 
setorial, em conformidade com a realidade de mercado dos respectivos insumos. 
§ 4º Nos contratos de serviços contínuos, observado o interregno mínimo de 1 (um) 
ano, o critério de reajustamento de preços será por: 
I - reajustamento em sentido estrito, quando não houver regime de dedicação 
exclusiva de mão de obra ou predominância de mão de obra, mediante previsão de 
índices específicos ou setoriais; 
II - repactuação, quando houver regime de dedicação exclusiva de mão de obra ou 
predominância de mão de obra, mediante demonstração analítica da variação dos 
custos. 
§ 5º Nos contratos de obras e serviços de engenharia, sempre que compatível com 
o regime de execução, a medição será mensal. 
§ 6º Nos contratos para serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de 
mão de obra ou com predominância de mão de obra, o prazo para respostanesta Lei e nas normas técnicas aplicáveis, e as condições de manutenção 
e assistência técnica, quando for o caso; 
XIV - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os 
valores das multas e suas bases de cálculo; 
XV - as condições de importação e a data e a taxa de câmbio para conversão, 
quando for o caso; 
XVI - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato, 
em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as condições exigidas 
para a habilitação na licitação, ou para a qualificação, na contratação direta; 
XVII - a obrigação de o contratado cumprir as exigências de reserva de cargos 
prevista em lei, bem como em outras normas específicas, para pessoa com deficiência, 
para reabilitado da Previdência Social e para aprendiz; 
XVIII - o modelo de gestão do contrato, observados os requisitos definidos em 
regulamento; e 
XIX - os casos de extinção. 
 
DECRETO 6.170/2007 
Regulamenta os convênios, contratos de repasse e termos de execução 
descentralizada celebrados pelos órgãos e entidades da administração pública federal 
com órgãos ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, para a execução de 
programas, projetos e atividades que envolvam a transferência de recursos ou a 
descentralização de créditos oriundos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da 
ESFC Módulo I 
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União. Esses instrumentos quando celebrados entre órgãos da Administração Pública não 
se enquadram na definição lato sensu de contratos administrativos. 
 
I - convênio - acordo, ajuste ou qualquer outro instrumento que discipline a 
transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e 
da Seguridade Social da União e tenha como partícipe, de um lado, órgão ou entidade da 
administração pública federal, direta ou indireta, e, de outro lado, órgão ou entidade da 
administração pública estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, ou ainda, 
entidades privadas sem fins lucrativos, visando a execução de programa de governo, 
envolvendo a realização de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de 
interesse recíproco, em regime de mútua cooperação; 
II - contrato de repasse - instrumento administrativo, de interesse recíproco, por 
meio do qual a transferência dos recursos financeiros se processa por intermédio de 
instituição ou agente financeiro público federal, que atua como mandatário da União. 
III - termo de execução descentralizada - instrumento por meio do qual é 
ajustada a descentralização de crédito entre órgãos e/ou entidades integrantes dos 
Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, para execução de ações de 
interesse da unidade orçamentária descentralizadora e consecução do objeto previsto no 
programa de trabalho, respeitada fielmente a classificação funcional programática. 
 
2.1. LEGISLAÇÃO 
A legislação que trata do assunto é muito vasta, pois para cada tipo de contratação 
possui regras específicas. Aqui serão apresentadas normas gerais e algumas orientações 
e manuais. 
- Lei 14.133/2021- Lei de Licitações e Contratos Administrativos 
- Lei 10.192/2001 – Reajuste de contratos; 
- Lei 9.784/1999 – Lei de Processos Administrativos - LPA; 
- Decreto 11.246 - Atuação dos gestores e fiscais de contratos; 
- Decreto 7.983/2013 – Orçamento de Referência – Obras e Sv de Eng; 
- Decreto 7.892/2013 – Sistema de Registro de Preços; 
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- Decreto nº 7.174/2010 - Bens e Serviços de Informática e Automação - IN 
05/2017-SEGES/PDG/Min Econ; 
- Portaria 37/2020 – SEF (Fiscal de Contrato) - Em atualização; 
- Portaria 38/2014 – SEF (Conta vinculada); 
- Manuais de uso do Comprasnet Contratos; 
 
2.2. PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO 
 
A fase do planejamento da licitação está prevista nos art. 20 a 32 da IN 5/2017-
PDG/MinEcon. 
O Planejamento consiste das seguintes etapas: 
I. Estudos Preliminares; 
II. Gerenciamento de Riscos; e 
III. Termo de Referência - TR para pregão ou Projeto Básico - PB(para as demais 
modalidades de licitação, dispensa ou inexigibilidade para contratação de serviços ou 
obras). 
 
PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO 
Nos casos de dispensa ou inexigibilidade da licitação é exigido o cumprimento das 
etapas do Planejamento da Contratação, no que couber, salvo o Gerenciamento de 
Riscos relacionado à fase de Gestão do Contrato, as etapas de Estudos preliminares e 
Gerenciamento de Riscos. 
Nas contratações de serviços prestados de forma contínua, nas prorrogações da 
vigência ficam dispensadas as etapas de planejamento, salvo o Gerenciamento de Riscos 
da fase de Gestão do Contrato. 
Os procedimentos iniciais do Planejamento da Contratação consistem nas 
seguintes atividades: 
a. elaboração do Documento para Formalização da Demanda - DFD pelo setor 
requisitante do serviço, cujo modelo está previsto no Anexo II da IN 5/2017-
PDG/MinEcon, que deve conter: 
1) a justificativa da necessidade da contratação explicitando a opção pela 
terceirização dos serviços e considerando o Planejamento Estratégico, se for o caso; 
2) a quantidade de serviço a ser contratada; 
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3) a previsão de data em que deve ser iniciada a prestação dos serviços; e 
4) a indicação do servidor ou servidores para compor a equipe que irá elaborar os 
Estudos Preliminares e o Gerenciamento de Risco e, se necessário, daquele a quem será 
confiada a fiscalização dos serviços, o qual poderá participar de todas as etapas do 
planejamento da contratação. 
b. designação formal da equipe de Planejamento da Contratação pela autoridade 
competente do setor de licitações. 
 
I - Estudos Preliminares 
Com base no DFD, a Equipe de Planejamento da Contratação deve realizar os 
Estudos Preliminares, conforme as diretrizes previstas no Anexo III da IN 5/2017-
PDG/MinEcon. 
O documento que materializa os Estudos Preliminares deve conter, quando 
couber, o seguinte conteúdo: 
a. necessidade da contratação; 
b. referência a outros instrumentos de planejamento do órgão ou entidade, se 
houver; 
c. requisitos da contratação; 
d. estimativa das quantidades, acompanhadas das memórias de cálculo e dos 
documentos que lhe dão suporte; 
e. levantamento de mercado e justificativa da escolha do tipo de solução a 
contratar ; 
f. estimativas de preços ou preços referenciais; 
g. descrição da solução como um todo; 
h. justificativas para o parcelamento ou não da solução, quando necessária para 
individualização do objeto; 
i. demonstrativo dos resultados pretendidos em termos de economicidade e de 
melhor aproveitamento dos recursos humanos, materiais ou financeiros disponíveis; 
j. providências para adequação do ambiente do órgão; 
k. contratações correlatas e/ou interdependentes; e 
l. declaração da viabilidade ou não da contratação. 
 
II - Gerenciamento de Riscos 
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O Gerenciamento de Riscos é um processo que está previsto no art. 25 da IN 
05/2017-PDG/MinEcon, sendo de responsabilidade da Equipe de Planejamento da 
Contratação, que consiste nas seguintes atividades: 
a. identificação dos principais riscos que possam comprometer a efetividade do 
Planejamento da Contratação, da Seleção do Fornecedor e da Gestão Contratual ou que 
impeçam o alcance dos resultados que atendam às necessidades da contratação; 
b. avaliação dos riscos identificados, consistindo da mensuração da probabilidade 
de ocorrência e do impacto de cada risco; 
c. tratamento dos riscos considerados inaceitáveis por meio da definição das ações 
para reduzir a probabilidade de ocorrência dos eventos ou suas consequências; 
d. para os riscos que persistiremao 
pedido de repactuação de preços será preferencialmente de 1 (um) mês, contado da 
data do fornecimento da documentação prevista no § 6º do art. 135 desta Lei. 
Art. 93. Nas contratações de projetos ou de serviços técnicos especializados, 
inclusive daqueles que contemplem o desenvolvimento de programas e aplicações 
de internet para computadores, máquinas, equipamentos e dispositivos de 
tratamento e de comunicação da informação (software) - e a respectiva 
documentação técnica associada -, o autor deverá ceder todos os direitos 
patrimoniais a eles relativos para a Administração Pública, hipótese em que poderão 
ser livremente utilizados e alterados por ela em outras ocasiões, sem necessidade 
de nova autorização de seu autor. 
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§ 1º Quando o projeto se referir a obra imaterial de caráter tecnológico, insuscetível 
de privilégio, a cessão dos direitos a que se refere o caput deste artigo incluirá o 
fornecimento de todos os dados, documentos e elementos de informação 
pertinentes à tecnologia de concepção, desenvolvimento, fixação em suporte físico 
de qualquer natureza e aplicação da obra. 
§ 2º É facultado à Administração Pública deixar de exigir a cessão de direitos a que 
se refere o caput deste artigo quando o objeto da contratação envolver atividade de 
pesquisa e desenvolvimento de caráter científico, tecnológico ou de inovação, 
considerados os princípios e os mecanismos instituídos pela Lei nº 10.973, de 2 de 
dezembro de 2004. 
§ 3º Na hipótese de posterior alteração do projeto pela Administração Pública, o 
autor deverá ser comunicado, e os registros serão promovidos nos órgãos ou 
entidades competentes. 
Art. 94. A divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) é 
condição indispensável para a eficácia do contrato e de seus aditamentos e deverá 
ocorrer nos seguintes prazos, contados da data de sua assinatura: 
I - 20 (vinte) dias úteis, no caso de licitação; 
II - 10 (dez) dias úteis, no caso de contratação direta. 
§ 1º Os contratos celebrados em caso de urgência terão eficácia a partir de sua 
assinatura e deverão ser publicados nos prazos previstos nos incisos I e II 
do caput deste artigo, sob pena de nulidade. 
§ 2º A divulgação de que trata o caput deste artigo, quando referente à contratação 
de profissional do setor artístico por inexigibilidade, deverá identificar os custos do 
cachê do artista, dos músicos ou da banda, quando houver, do transporte, da 
hospedagem, da infraestrutura, da logística do evento e das demais despesas 
específicas. 
§ 3º No caso de obras, a Administração divulgará em sítio eletrônico oficial, em até 
25 (vinte e cinco) dias úteis após a assinatura do contrato, os quantitativos e os 
preços unitários e totais que contratar e, em até 45 (quarenta e cinco) dias úteis 
após a conclusão do contrato, os quantitativos executados e os preços praticados. 
§ 4º (VETADO). 
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§ 5º (VETADO). 
Art. 95. O instrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes hipóteses, em 
que a Administração poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, como carta- 
contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de 
execução de serviço: 
I - dispensa de licitação em razão de valor; 
II - compras com entrega imediata e integral dos bens adquiridos e dos quais não 
resultem obrigações futuras, inclusive quanto a assistência técnica, 
independentemente de seu valor. 
§ 1º Às hipóteses de substituição do instrumento de contrato, aplica-se, no que 
couber, o disposto no art. 92 desta Lei. 
§ 2º É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de 
pequenas compras ou o de prestação de serviços de pronto pagamento, assim 
entendidos aqueles de valor não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais). 
 
 
5.GARANTIAS 
A UG deverá observar o previsto no Manual SIAFI 02.11.26 – Depósitos em 
Garantia, que tem por objetivo disciplinar a contabilização dessas garantias, desde a 
sua apresentação pelo contratado até a realização de eventuais receitas oriundas da 
execução dessas garantias. 
No caso de caução em dinheiro utilizar a situação CRD130 - APROP. NUMERÁRIO 
EM OUTROS BANCOS CONTRA DEPÓS. DE TERCEIROS E CAUÇÕES CP/LP 
que movimentará as contas 11111.19.03 – Demais Contas – Caixa Econômica 
Federal 
e 2X881.04.02 – Depósitos e Cauções Recebidos. 
Também deverão ser movimentadas as contas de controle (começam com 8) de 
garantias através da utilização de situações LDV previstas no referido manual, 
como: 
81111.01.10 – Seguros-Garantia a Executar 
81111.01.11 – Seguros-Garantia Em Execução 
81111.01.12 – Seguros-Garantia Executados 
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81111.01.04 – Fianças a Executar 
81111.01.05 – Fianças Em Execução 
81111.01.06 – Fianças Executadas 
No caso de seguro-garantia, as situações utilizadas são LDV053, LDV054 e 
LDV062. 
 
 
Após a licitação, a emissão do empenho, a assinatura do termo de contrato ou outro 
instrumento hábil de contratação e executado o contrato ou parcela do mesmo, é 
iniciado o recebimento provisório, se for o caso, o recebimento definitivo e o ateste. 
Conforme o art. 50 da IN 5/2017-SEGES 
Art. 50. Exceto nos casos previstos no art. 74 da Lei n.º 8.666, de 1993, ao realizar o 
recebimento dos serviços, o órgão ou entidade deve observar o princípio da 
segregação das funções e orientar-se pelas seguintes diretrizes: 
I - o recebimento provisório será realizado pelo fiscal técnico, fiscal administrativo, 
fiscal setorial ou equipe de fiscalização, nos seguintes termos: 
a) elaborar relatório circunstanciado, em consonância com as suas atribuições, 
contendo o registro, a análise e a conclusão acerca das ocorrências na execução do 
contrato e demais documentos que julgarem necessários, devendo encaminhá-los 
ao gestor do contrato para recebimento definitivo; e 
b) quando a fiscalização for exercida por um único servidor, o relatório 
circunstanciado deverá conter o registro, a análise e a conclusão acerca das 
ocorrências na execução do contrato, em relação à fiscalização técnica e 
administrativa e demais documentos que julgar necessários, devendo encaminhá-los 
ao gestor do contrato para recebimento definitivo; 
 
Em Liquidação, O PCASP incluiu a fase da execução da despesa – “em liquidação”, 
que busca o registro contábil no patrimônio de acordo com a ocorrência do fato 
gerador, não do empenho. Essa regra possibilita a separação entre os empenhos 
não liquidados que possuem fato gerador dos que não possuem, evitando assim a 
dupla contagem para fins de apuração do passivo financeiro. Quanto aos demais 
lançamentos no sistema orçamentário e de controle, permanecem conforme a Lei nº 
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4.320/1964. O passivo financeiro é calculado a partir das contas crédito empenhado 
a liquidar e contas do passivo que representem obrigações independentes de 
autorização orçamentária para serem realizadas. Ao se iniciar o processo de 
execução da despesa orçamentária, caso se tenha ciência da ocorrência do fato 
gerador, a conta crédito empenhado a liquidar deve ser debitada em contrapartida 
da conta crédito empenhado em liquidação no montante correspondente à obrigação 
já existente no passivo. Item 4.4.2.2. do MCASP 2020, Parte I. 
Esse procedimento caracteriza a fase em liquidação no SIAFI, por isso nesse 
momento deverá ser registrado um documento hábil do tipo NP, se pessoa jurídica, 
com situação DSPXXX, DSP001 para serviços em geral, não campo liquidado 
responder “Não”. Não preencher o campo ateste na aba dadosbásicos e não 
registrar as retenções tributárias na aba deduções. 
No caso da UG não possuir crédito orçamentário suficiente, em vez do procedimento 
acima, a UG deverá ser registrar o reconhecimento de passivos, conforme o Manual 
SIAFI 02.11.40, através da LPA303 para despesas ocorridas no exercício. Quando 
do recebimento do crédito orçamentário, emitir NE com passivo anterior, informando 
os sados registrados com a situação LPA303. Depois registrar a situação DSPXXX. 
Em ambos os casos acima na opção possui contrato, deverá ser respondido “Sim”, 
lembrando que quando da assinatura, aditivos e apostilamentos deverá ser 
registrado o valor contratual através de hábil RC com situação LDV011, conforme 
Manual SIAFI 02.12.05. 
 
Na fase “em liquidação” será solicitado o centro de custos na aba custos, por essa 
razão a EGFC deve obter junto ao Gerente de Custos (Fiscal Administrativo da OM) 
qual(is) centros de custos e respectivas UG Beneficiadas com o custo para informar 
ao agente responsável pelo lançamento no SIAFI. 
Conforme o DIEx 52/6ªSeção/DCont, de 3 de junho de 2015: 
“6. Após o estudo técnico realizado por esta Diretoria, com base na legislação 
apresentada, foi firmado o entendimento de que cabe aos Gestores de Depósitos ou 
Encarregado de Material da OM e seus auxiliares o registro da situação “em 
liquidação”. Estes servidores são os responsáveis diretos pela compra ou 
contratação do serviço e mantém contato direto com os fornecedores, sendo 
ESFC Módulo IV 
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responsáveis por verificar, “in loco”, se o material entregue ou o serviço contratado 
correspondem ao que consta na documentação comprobatória da despesa 
realizada, a ser apresentada no Setor Financeiro para pagamento. 
7. A tempestividade no processo possibilita o reconhecimento de passivo no 
momento anterior à fase da liquidação, distinguindo os empenhos não liquidados 
que se constituem obrigação presente daqueles que não se constituem obrigação 
presente”. 
 
Por esse entendimento da Diretoria de Contabilidade, cabe ao Fiscal de Contrato 
registrar a fase “em liquidação” e no caso de material providenciar o registro 
imediato no Sistema de Controle Patrimonial, atualmente o SISCOFIS, pois quando 
registra em liquidação no SIAFI, o material entra, geralmente, de forma automática 
na conta de estoque do ativo. 
De acordo com o Manual SIAFI 02.03.17 – Restos a Pagar 
- Entre o estágio do empenho e da liquidação há uma fase intermediária na qual o 
fato gerador da despesa já ocorreu, porém, o processo de liquidação ainda não foi 
concluído. Esta fase é denominada “em liquidação”. 
- De forma mais objetiva, a fase “em liquidação” é toda despesa orçamentária em 
que o credor, de posse do empenho correspondente, a) forneceu o material, parcial 
ou totalmente; b) prestou o serviço, parcial ou totalmente; ou c) executou a obra; 
contudo a entrega do bem, do serviço ou da obra, se encontra em fase de análise e 
conferência. 
– A fase “em liquidação” permite diferenciar as despesas empenhadas que já têm um 
passivo patrimonial correlato, cujos fatos geradores já ocorreram (empenhos em 
liquidação), daquelas despesas empenhadas cujos fatos geradores ainda não 
ocorreram (empenhos a liquidar). 
(...) 
2.2.3.1 - Quando o pagamento deixa de ser efetuado no próprio exercício, procede- 
se, então, à inscrição em Restos a Pagar. Na inscrição, os Restos a Pagar (RP) são 
classificados em: RP Processados, RP Não Processados em liquidação e RP Não 
Processados a liquidar. 
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Na Lei 14.133/2021, das garantias, dispões que: 
Art. 96. A critério da autoridade competente, em cada caso, poderá ser exigida, 
mediante previsão no edital, prestação de garantia nas contratações de obras, 
serviços e fornecimentos. 
§ 1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: 
I - caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos sob a forma 
escritural, mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia 
autorizado pelo Banco Central do Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, 
conforme definido pelo Ministério da Economia; 
II - seguro-garantia; 
III - fiança bancária emitida por banco ou instituição financeira devidamente 
autorizada a operar no País pelo Banco Central do Brasil. 
§ 2º Na hipótese de suspensão do contrato por ordem ou inadimplemento da 
Administração, o contratado ficará desobrigado de renovar a garantia ou de 
endossar a apólice de seguro até a ordem de reinício da execução ou o adimplemento pela 
Administração. 
§ 3º O edital fixará prazo mínimo de 1 (um) mês, contado da data de homologação 
da licitação e anterior à assinatura do contrato, para a prestação da garantia pelo 
contratado quando optar pela modalidade prevista no inciso II do § 1º deste artigo. 
Art. 97. O seguro-garantia tem por objetivo garantir o fiel cumprimento das 
obrigações assumidas pelo contratado perante à Administração, inclusive as multas, 
os prejuízos e as indenizações decorrentes de inadimplemento, observadas as 
seguintes regras nas contratações regidas por esta Lei: 
I - o prazo de vigência da apólice será igual ou superior ao prazo estabelecido no 
contrato principal e deverá acompanhar as modificações referentes à vigência deste 
mediante a emissão do respectivo endosso pela seguradora; 
II - o seguro-garantia continuará em vigor mesmo se o contratado não tiver pago o 
prêmio nas datas convencionadas. 
Parágrafo único. Nos contratos de execução continuada ou de fornecimento 
contínuo de bens e serviços, será permitida a substituição da apólice de seguro- 
garantia na data de renovação ou de aniversário, desde que mantidas as mesmas 
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condições e coberturas da apólice vigente e desde que nenhum período fique 
descoberto, ressalvado o disposto no § 2º do art. 96 desta Lei. 
Art. 98. Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser 
de até 5% (cinco por cento) do valor inicial do contrato, autorizada a majoração 
desse percentual para até 10% (dez por cento), desde que justificada mediante 
análise da complexidade técnica e dos riscos envolvidos. 
Parágrafo único. Nas contratações de serviços e fornecimentos contínuos com 
vigência superior a 1 (um) ano, assim como nas subsequentes prorrogações, será 
utilizado o valor anual do contrato para definição e aplicação dos percentuais 
previstos no caput deste artigo. 
Art. 99. Nas contratações de obras e serviços de engenharia de grande vulto, 
poderá ser exigida a prestação de garantia, na modalidade seguro-garantia, com 
cláusula de retomada prevista no art. 102 desta Lei , em percentual equivalente a até 
30% (trinta por cento) do valor inicial do contrato. 
Art. 100. A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a fiel 
execução do contrato ou após a sua extinção por culpa exclusiva da Administração 
e, quando em dinheiro, atualizada monetariamente. 
Art. 101. Nos casos de contratos que impliquem a entrega de bens pela 
Administração, dos quais o contratado ficará depositário, o valor desses bens deverá 
ser acrescido ao valor da garantia. 
Art. 102. Na contratação de obras e serviços de engenharia, o edital poderá exigir a 
prestação da garantia na modalidade seguro-garantia e prever a obrigação de a 
seguradora, em caso de inadimplemento pelo contratado, assumir a execução e 
concluir o objeto do contrato, hipótese em que: 
I - a seguradora deverá firmar o contrato, inclusive os aditivos, como interveniente 
anuente e poderá: 
a) ter livre acesso às instalações em que for executado o contrato principal; 
b) acompanhara execução do contrato principal; 
c) ter acesso a auditoria técnica e contábil; 
d) requerer esclarecimentos ao responsável técnico pela obra ou pelo fornecimento; 
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II - a emissão de empenho em nome da seguradora, ou a quem ela indicar para a 
conclusão do contrato, será autorizada desde que demonstrada sua regularidade 
fiscal; 
III - a seguradora poderá subcontratar a conclusão do contrato, total ou 
parcialmente. 
Parágrafo único. Na hipótese de inadimplemento do contratado, serão observadas 
as seguintes disposições: 
I - caso a seguradora execute e conclua o objeto do contrato, estará isenta da 
obrigação de pagar a importância segurada indicada na apólice; 
II - caso a seguradora não assuma a execução do contrato, pagará a integralidade 
da importância segurada indicada na apólice. 
 
 
6. RECONHECIMENTO DE PASSIVO 
Quando o executa um serviço ou entrega o material e a UG não dispõe de empenho 
com saldo suficiente para atender a despesa deverá proceder conforme o Manual 
SIAFI 02.11.40 – Reconhecimento de Passivos que descreve os procedimentos 
contábeis para o reconhecimento de obrigações no momento do fato gerador, sem a 
correspondente execução orçamentária. 
O procedimento consiste em registrar a situação LPA303 informando o CNPJ do 
fornecedor, a conta de passivo correspondente (geralmente 2.1.3.1.1.04.00) e o 
valor devido. (fig 15 e 16) 
Quando a UG receber crédito para atender a despesa, ao emitir a NE, no campo 
“Passivo Anterior”, responder SIM, e informar o conta registrada na LPA303. 
Após, fazer a liquidação normal, sem passar pela fase “em liquidação” e depois 
efetuar o pagamento. 
Caso a UG receba crédito para pagamento de Despesas de Exercícios Anteriores – 
DEA (ND 339092) e não tiver registrado o procedimento acima (LPA303), o SIAFI 
vai obrigar a reconhecer o passivo anterior através da situação LPA330 para depois 
emitir a NE diretamente no SIAFI, com modalidade de licitação “8-Não Aplicável” e 
no campo “passivo anterior” informar Sim e registrar a conta de passivo cadastrada 
na LPA303 ou LPA330. 
ESFC Módulo IV 
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As contas de passivo (ex: 213110400) diferenciam as obrigações a pagar 
orçamentárias das referentes a reconhecimento de passivos, através da conta 
corrente. 
F+FR+CNPJ (ex: F010000000012345678000199) – execução orçamentária 
reconhecida no momento de “em liquidação”. 
P+CNPJ (Ex: P12345678000199) – Reconhecimento de Passivo a empenhar com 
passivo anterior) 
 
No Portal da Transparência, utilizando-se a fase da despesa 2 – Liquidação e filtro 
CNPJ do favorecido poderão ser consultadas as NS (Notas de Sistemas) de 
liquidação e os documentos a que fazem referência. 
- Conforme o art. 50/II da IN 5/2017-SEGES: 
II - o recebimento definitivo pelo gestor do contrato, ato que concretiza o ateste da 
execução dos serviços, obedecerá às seguintes diretrizes: 
a) realizar a análise dos relatórios e de toda a documentação apresentada pela 
fiscalização técnica e administrativa e, caso haja irregularidades que impeçam a 
liquidação e o pagamento da despesa, indicar as cláusulas contratuais pertinentes, 
solicitando à contratada, por escrito, as respectivas correções; 
b) emitir termo circunstanciado para efeito de recebimento definitivo dos serviços 
prestados, com base nos relatórios e documentação apresentados; e 
c) comunicar a empresa para que emita a Nota Fiscal ou Fatura com o valor exato 
dimensionado pela fiscalização com base no Instrumento de Medição de Resultado 
(IMR), observado o Anexo VIII-A ou instrumento substituto, se for o caso. 
De acordo com a Lei 4.320/1964: 
Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo 
credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. 
§ 1° Essa verificação tem por fim apurar: 
I - a origem e o objeto do que se deve pagar; 
II - a importância exata a pagar; 
III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. 
§ 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por 
base: 
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I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo; 
II - a nota de empenho; 
III - os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço. 
Após o recebimento da nota fiscal do contratado, o ateste do Gestor do Contrato e o 
reconhecimento do direito do credor pela autoridade competente, se a UG possuir 
crédito orçamentário, devidamente empenhado, deverá ser liquidada a despesas no 
SIAFI. 
Em alguns órgãos, o setor responsável pela liquidação é a Contabilidade que 
verifica a documentação de recebimento, já no Exército, o recebimento é aprovado 
pelo Agente Diretor, conforme art. 67/§3º do RAE. 
Para isso a UG deverá alterar o documento hábil, registrando a data do ateste e 
alterando a opção para liquidado “Sim”. No caso de reconhecimento de passivo a 
UG deverá registrar a situação DSPXXX com data de ateste e opção liquidado 
“Sim”. 
Após a liquidação, quando da disponibilidade de recursos financeiros, a UG deverá 
efetuar o pagamento, atentando para a data prevista para pagamento estabelecida 
no contrato. 
 
Poderá ser consultado no Portal da Transparência os pagamentos feitos a qualquer 
fornecedor utilizando na consulta a fase da despes 3 – Pagamento, poderá ser 
utilizado como filtro o CNPJ do favorecido. 
A UG não pode reter pagamentos de fornecedores quando os serviços forem 
prestados ou fornecimentos feitos, por ser caracterizado como enriquecimento sem 
causa. 
Pode ser feita apenas retenções de obrigações trabalhistas e previdenciárias, pois 
nesses casos a UG responde solidariamente pelas obrigações, vide § 2º, art 121 da 
Lei 14.133/2021. 
IN 3/2018-SEGES (SICAF) 
Art. 30. Previamente à emissão de nota de empenho, à contratação e a cada 
pagamento, a Administração deverá realizar consulta ao Sicaf para identificar 
possível suspensão temporária de participação em licitação, no âmbito do órgão ou 
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entidade, proibição de contratar com o Poder Público, bem como ocorrências 
impeditivas indiretas, observado o disposto no art. 29. 
Parágrafo único. Nos casos em que houver necessidade de assinatura do 
instrumento de contrato, e o fornecedor não estiver inscrito no Sicaf, este deverá 
proceder ao seu cadastramento, sem ônus, antes da contratação. 
Art. 31. A cada pagamento ao fornecedor a Administração realizará consulta ao 
Sicaf para verificar a manutenção das condições de habilitação, observadas as 
seguintes condições: 
I - constatando-se, junto ao Sicaf, a situação de irregularidade do fornecedor 
contratado, deve-se providenciar a sua advertência, por escrito, para que, no prazo 
de 5 (cinco) dias úteis, o fornecedor regularize sua situação ou, no mesmo prazo, 
apresente sua defesa; 
II - o prazo do inciso anterior poderá ser prorrogado uma vez por igual período, a 
critério da Administração; 
III - não havendo regularização ou sendo a defesa considerada improcedente, a 
Administração deverá comunicar aos órgãos responsáveis pela fiscalização da 
regularidade fiscal quanto à inadimplência do fornecedor, bem como quanto à 
existência de pagamento a ser efetuado pela Administração, para que sejam 
acionados os meios pertinentes e necessários para garantir o recebimento de seus 
créditos; 
IV - persistindo a irregularidade, a Administração deverá adotar as medidas 
necessárias à rescisão dos contratos em execução, nos autos dos processos 
administrativos correspondentes, assegurada à contratada a ampla defesa; 
V - havendo a efetiva prestação deserviços ou o fornecimento dos bens, os 
pagamentos serão realizados normalmente, até que se decida pela rescisão 
contratual, caso o fornecedor não regularize sua situação junto ao Sicaf; e 
VI - somente por motivo de economicidade, segurança nacional ou outro interesse 
público de alta relevância, devidamente justificado, em qualquer caso, pela máxima 
autoridade do órgão ou entidade contratante, não será rescindido o contrato em 
execução com empresa ou profissional que estiver irregular no Sicaf. 
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Obs.: A autoridade máxima do órgão ou entidade contratante é o Cmt/Ch/Dir da UG 
que assinou o contrato. 
IN 05/2017-SEGES/MPOG 
2. A Nota Fiscal ou Fatura deverá ser obrigatoriamente acompanhada da 
comprovação da regularidade fiscal, constatada por meio de consulta on-line ao 
Sicaf ou, na impossibilidade de acesso ao referido Sistema, mediante consulta aos 
sítios eletrônicos oficiais ou à documentação mencionada no art. 68 da Lei nº 
14.133/21 
Constatando-se, junto ao Sicaf, a situação de irregularidade do fornecedor 
contratado, deverão ser tomadas as providências previstas no § 4º do art. 3º da 
Instrução Normativa nº 2, de 11 de outubro de 2010. 
Considera-se ocorrido o recebimento da Nota Fiscal ou Fatura no momento em que 
o órgão contratante atestar a execução do objeto do contrato. 
 
Observado o disposto na alínea “c” do inciso II do art. 50 desta Instrução Normativa, 
quando houver glosa parcial dos serviços, a contratante deverá comunicar a 
empresa para que emita a nota fiscal ou fatura com o valor exato dimensionado, 
evitando, assim, efeitos tributários sobre valor glosado pela Administração. 
5. Na inexistência de outra regra contratual, quando da ocorrência de eventuais 
atrasos de pagamento provocados exclusivamente pela Administração, o valor 
devido deverá ser acrescido de atualização financeira, e sua apuração se fará desde 
a data de seu vencimento até a data do efetivo pagamento, em que os juros de mora 
serão calculados à taxa de 0,5% (meio por cento) ao mês, ou 6% (seis por cento) ao 
ano, 
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SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Segunda Turma. Agravo Regimental na 
Medida Cautelar n.º 16257. Relator: Ministro Mauro Campbell Marques. Decisão 
unânime. 
13. Daí porque não há que se falar na ilegalidade da retenção efetuada, 
especialmente porque, embora o art. 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93 art 121, da Lei 
14.133/21 afaste a responsabilidade da administração por encargos trabalhistas 
(cujo pagamento estão na base da controvérsia que se submete ao Judiciário nestes 
autos), o Tribunal Superior do Trabalho - TST reiteradamente atribui 
responsabilidade subsidiária do tomador do serviço (aí inclusas as sociedades de 
economia mista, como a requerida) pelo inadimplemento das obrigações 
trabalhistas (Súmula n. 331, item IV). 
14. Sem desatentar para o fato de que o Supremo Tribunal Federal vem avaliando a 
correção do posicionamento do TST quando em confronto com a Súmula vinculante 
n. 10 (AgRg na Rcl. 7.517/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, com julgamento 
suspenso por pedido de vista da Min. Ellen Gracie), se a Administração pode arcar 
com as obrigações trabalhistas tidas como não cumpridas (mesmo que 
subsidiariamente), é legítimo pensar que ela adote medidas acauteladoras do erário, 
retendo o pagamento de verbas devidas a particular que, a priori, teria dado causa 
ao sangramento de dinheiro público”. (STJ, 2009, grifado)Brasília, 03.12.09, DJ 
16.12.09. 
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LEI 14.133/2021 
Art. 121. Somente o contratado será responsável pelos encargos trabalhistas, 
previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. 
§ 1º A inadimplência do contratado em relação aos encargos trabalhistas, fiscais e 
comerciais não transferirá à Administração a responsabilidade pelo seu pagamento 
e não poderá onerar o objeto do contrato nem restringir a regularização e o uso das 
obras e das edificações, inclusive perante o registro de imóveis, ressalvada a 
hipótese prevista no § 2º deste artigo. 
§ 2º Exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de 
dedicação exclusiva de mão de obra, a Administração responderá solidariamente 
pelos encargos previdenciários e subsidiariamente pelos encargos trabalhistas se 
comprovada falha na fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado. 
§ 3º Nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de 
mão de obra, para assegurar o cumprimento de obrigações trabalhistas pelo 
contratado, a Administração, mediante disposição em edital ou em contrato, poderá, 
entre outras medidas: 
I - exigir caução, fiança bancária ou contratação de seguro-garantia com cobertura 
para verbas rescisórias inadimplidas; 
II - condicionar o pagamento à comprovação de quitação das obrigações trabalhistas 
vencidas relativas ao contrato; 
III - efetuar o depósito de valores em conta vinculada; 
IV - em caso de inadimplemento, efetuar diretamente o pagamento das verbas 
trabalhistas, que serão deduzidas do pagamento devido ao contratado; 
V - estabelecer que os valores destinados a férias, a décimo terceiro salário, a 
ausências legais e a verbas rescisórias dos empregados do contratado que 
participarem da execução dos serviços contratados serão pagos pelo contratante ao 
contratado somente na ocorrência do fato gerador. 
§ 4º Os valores depositados na conta vinculada a que se refere o inciso III do § 3º 
deste artigo são absolutamente impenhoráveis. 
§ 5º O recolhimento das contribuições previdenciárias observará o disposto no art. 
31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. 
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DEDUÇÕES 
 
 
Quando do registro da liquidação, o Setor Financeiro deverá registrar as retenções 
tributárias e outras retenções na aba DEDUÇÃO do documento hábil 
correspondente. 
Essas retenções já devem constar na NF ou já deve ter sido comunicado ao 
fornecedor pela EGFC para evitar problemas de pagamentos a maior ou menor. 
As deduções abatem do valor bruto a ser pago. 
As retenções mais comuns são: 
DOB035 – retenção de depósitos sobre fornecedores, são retenções diversas 
inclusive a retenção para conta-depósito vinculada bloqueadapara movimentação; 
DDR001 – retenções de ISS para recolhimentos via DAR para municípios 
conveniados; 
DOB001 – retenções ISS, recolhimentos via OB para municípios não conveniados; 
DDF001 – retenções diversas para o governo federal referente a IN 1.234/2012- 
RFB; 
DGP001 – Retenções INSS, referente IN 971/2009-RFB; 
PDF001 - PAGAMENTO DE TRIBUTOS RECOLHÍVEIS POR DARF INSCRITOS 
EM RPP; 
PDF011 - RETENÇÃO DE TRIBUTO EM EMPENHO INSCRITO EM RPP, 
RECOLHIMENTO POR DARF; 
PDR001 - PAGAMENTO DE TRIBUTOS RECOLHÍVEIS POR DAR INSCRITOS EM 
RPP; 
PDR011 - RETENÇÃO. DE TRIBUTO SOBRE EMPENHO INSCRITO EM RPP, 
RECOLHÍVEL POR DAR; 
PGP001 - PAGAMENTO DE INSS INSCRITO EM RPP; 
PGP011 - RETENÇÃO DE INSS SOBRE EMPENHO INSCRITO EM RPP 
POB001 - PAGAMENTO DE RETENÇÕES POR OB INSCRITAS EM RPP - FONTE 
0177 OU 0190 
POB011 - RETENÇÕES SOBRE EMPENHO INSCRITO EM RPP, RECOLHÍVEL 
POR OB 
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Os encargos são obrigações da UG 
No caso de contratações de pessoas físicas como pipeiros ou PSA (Profissionais de 
Saúde Autônomos), de acordo com a IN 971/2009-RFB a UG deverá pagar 20% do 
valor do serviço para o INSS. 
Diferente das deduções, os encargos são pagamentos a mais e não abatem do valor 
a pagar ao fornecedor. 
A situação mais utilizada é ENC024 - ENCARGOS PATRONAIS SOBRE 
SERVIÇOS DE TERCEIROS - INSS. 
 
 
7. ATUALIZAÇÃO FINANCEIRA 
A atualização financeiraé devida quando o pagamento não ocorre na data prevista. 
Multa é um tipo de sanção e juros é remuneração do capital, por isso não são 
considerados atualização financeira. 
Na Lei 14.133/2021, do sistema de registro de preço, dispões que: 
Art. 82. O edital de licitação para registro de preços observará as regras gerais desta 
Lei e deverá dispor sobre: 
I - as especificidades da licitação e de seu objeto, inclusive a quantidade máxima de 
cada item que poderá ser adquirida; 
II - a quantidade mínima a ser cotada de unidades de bens ou, no caso de serviços, 
de unidades de medida; 
III - a possibilidade de prever preços diferentes: 
a) quando o objeto for realizado ou entregue em locais diferentes; 
b) em razão da forma e do local de acondicionamento; 
c) quando admitida cotação variável em razão do tamanho do lote; 
d) por outros motivos justificados no processo; 
IV - a possibilidade de o licitante oferecer ou não proposta em quantitativo inferior ao 
máximo previsto no edital, obrigando-se nos limites dela; 
V - o critério de julgamento da licitação, que será o de menor preço ou o de maior 
desconto sobre tabela de preços praticada no mercado; 
VI - as condições para alteração de preços registrados; 
VII - o registro de mais de um fornecedor ou prestador de serviço, desde que 
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aceitem cotar o objeto em preço igual ao do licitante vencedor, assegurada a 
preferência de contratação de acordo com a ordem de classificação; 
VIII - a vedação à participação do órgão ou entidade em mais de uma ata de registro 
de preços com o mesmo objeto no prazo de validade daquela de que já tiver 
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participado, salvo na ocorrência de ata que tenha registrado quantitativo inferior ao 
máximo previsto no edital; 
IX - as hipóteses de cancelamento da ata de registro de preços e suas 
consequências. 
§ 1º O critério de julgamento de menor preço por grupo de itens somente poderá ser 
adotado quando for demonstrada a inviabilidade de se promover a adjudicação por 
item e for evidenciada a sua vantagem técnica e econômica, e o critério de 
aceitabilidade de preços unitários máximos deverá ser indicado no edital. 
§ 2º Na hipótese de que trata o § 1º deste artigo, observados os parâmetros 
estabelecidos nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 23 desta Lei , a contratação posterior de item 
específico constante de grupo de itens exigirá prévia pesquisa de mercado e 
demonstração de sua vantagem para o órgão ou entidade. 
§ 3º É permitido registro de preços com indicação limitada a unidades de 
contratação, sem indicação do total a ser adquirido, apenas nas seguintes situações: 
I - quando for a primeira licitação para o objeto e o órgão ou entidade não tiver 
registro de demandas anteriores; 
II - no caso de alimento perecível; 
III - no caso em que o serviço estiver integrado ao fornecimento de bens. 
§ 4º Nas situações referidas no § 3º deste artigo, é obrigatória a indicação do valor 
máximo da despesa e é vedada a participação de outro órgão ou entidade na ata. 
§ 5º O sistema de registro de preços poderá ser usado para a contratação de bens e 
serviços, inclusive de obras e serviços de engenharia, observadas as seguintes 
condições: 
I - realização prévia de ampla pesquisa de mercado; 
II - seleção de acordo com os procedimentos previstos em regulamento; 
III - desenvolvimento obrigatório de rotina de controle; 
IV - atualização periódica dos preços registrados; 
V - definição do período de validade do registro de preços; 
VI - inclusão, em ata de registro de preços, do licitante que aceitar cotar os bens ou 
serviços em preços iguais aos do licitante vencedor na sequência de classificação 
da licitação e inclusão do licitante que mantiver sua proposta original. 
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§ 6º O sistema de registro de preços poderá, na forma de regulamento, ser utilizado 
nas hipóteses de inexigibilidade e de dispensa de licitação para a aquisição de bens 
ou para a contratação de serviços por mais de um órgão ou entidade. 
Art. 83. A existência de preços registrados implicará compromisso de fornecimento 
nas condições estabelecidas, mas não obrigará a Administração a contratar, 
facultada a realização de licitação específica para a aquisição pretendida, desde que 
devidamente motivada. 
Art. 84. O prazo de vigência da ata de registro de preços será de 1 (um) ano e 
poderá ser prorrogado, por igual período, desde que comprovado o preço vantajoso. 
Parágrafo único. O contrato decorrente da ata de registro de preços terá sua 
vigência estabelecida em conformidade com as disposições nela contidas. 
Art. 85. A Administração poderá contratar a execução de obras e serviços de 
engenharia pelo sistema de registro de preços, desde que atendidos os seguintes 
requisitos: 
I - existência de projeto padronizado, sem complexidade técnica e operacional; 
II - necessidade permanente ou frequente de obra ou serviço a ser contratado. 
Art. 86. O órgão ou entidade gerenciadora deverá, na fase preparatória do processo 
licitatório, para fins de registro de preços, realizar procedimento público de intenção 
de registro de preços para, nos termos de regulamento, possibilitar, pelo prazo 
mínimo de 8 (oito) dias úteis, a participação de outros órgãos ou entidades na 
respectiva ata e determinar a estimativa total de quantidades da contratação. 
§ 1º O procedimento previsto no caput deste artigo será dispensável quando o órgão 
ou entidade gerenciadora for o único contratante. 
§ 2º Se não participarem do procedimento previsto no caput deste artigo, os órgãos 
e entidades poderão aderir à ata de registro de preços na condição de não 
participantes, observados os seguintes requisitos: 
I - apresentação de justificativa da vantagem da adesão, inclusive em situações de 
provável desabastecimento ou descontinuidade de serviço público; 
II - demonstração de que os valores registrados estão compatíveis com os valores 
praticados pelo mercado na forma do art. 23 desta Lei; 
III - prévias consulta e aceitação do órgão ou entidade gerenciadora e do 
fornecedor. 
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§ 3º A faculdade conferida pelo § 2º deste artigo estará limitada a órgãos e 
entidades da Administração Pública federal, estadual, distrital e municipal que, na 
condição de não participantes, desejarem aderir à ata de registro de preços de 
órgão ou entidade gerenciadora federal, estadual ou distrital. 
§ 4º As aquisições ou as contratações adicionais a que se refere o § 2º deste artigo 
não poderão exceder, por órgão ou entidade, a 50% (cinquenta por cento) dos 
quantitativos dos itens do instrumento convocatório registrados na ata de registro de preços 
para o órgão gerenciador e para os órgãos participantes. 
§ 5º O quantitativo decorrente das adesões à ata de registro de preços a que se 
refere o § 2º deste artigo não poderá exceder, na totalidade, ao dobro do 
quantitativo de cada item registrado na ata de registro de preços para o órgão 
gerenciador e órgãos participantes, independentemente do número de órgãos não 
participantes que aderirem. 
§ 6º A adesão à ata de registro de preços de órgão ou entidade gerenciadora do 
Poder Executivo federal por órgãos e entidades da Administração Pública estadual, 
distrital e municipal poderá ser exigida para fins de transferências voluntárias, não 
ficando sujeita ao limite de que trata o § 5º deste artigo se destinada à execução 
descentralizada de programa ou projeto federal e comprovada a compatibilidade dos 
preços registrados com os valores praticados no mercado na forma do art. 23 desta 
Lei. 
§ 7º Para aquisição emergencial de medicamentose material de consumo médico- 
hospitalar por órgãos e entidades da Administração Pública federal, estadual, 
distrital e municipal, a adesão à ata de registro de preços gerenciada pelo Ministério 
da Saúde não estará sujeita ao limite de que trata o § 5º deste artigo. 
§ 8º Será vedada aos órgãos e entidades da Administração Pública federal a adesão 
à ata de registro de preços gerenciada por órgão ou entidade estadual, distrital ou 
municipal. 
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8. DESPESA SEM COBERTURA CONTRATUAL 
Há situações em que despesas são realizadas sem cobertura contratual, nesses 
casos as obrigações devem ser registradas no passivo da UG, como despesas sem 
suporte orçamentário e quando da disponibilidade de crédito e aprovação do gestor, 
devem ser pagas emitindo-se NE com modalidade de licitação não aplicável. 
 
Na lei 14.133/2021, a respeito da nulidade do contrato, dispões que: 
Art. 148. A declaração de nulidade do contrato administrativo requererá análise 
prévia do interesse público envolvido, na forma do art. 147 desta Lei, e operará 
retroativamente, impedindo os efeitos jurídicos que o contrato deveria produzir 
ordinariamente e desconstituindo os já produzidos. 
§ 1º Caso não seja possível o retorno à situação fática anterior, a nulidade será 
resolvida pela indenização por perdas e danos, sem prejuízo da apuração de 
responsabilidade e aplicação das penalidades cabíveis. 
§ 2º Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da 
atividade administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento 
futuro, suficiente para efetuar nova contratação, por prazo de até 6 (seis) meses, 
prorrogável uma única vez. 
Art. 149. A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o 
contratado pelo que houver executado até a data em que for declarada ou tornada 
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eficaz, bem como por outros prejuízos regularmente comprovados, desde que não 
lhe seja imputável, e será promovida a responsabilização de quem lhe tenha dado 
causa. 
Art. 150. Nenhuma contratação será feita sem a caracterização adequada de seu 
objeto e sem a indicação dos créditos orçamentários para pagamento das parcelas 
contratuais vincendas no exercício em que for realizada a contratação, sob pena de 
nulidade do ato e de responsabilização de quem lhe tiver dado causa. 
 
 
9. RESCISÃO, CONCLUSÃO E EXTINÇÃO 
1. Os contratos “stricto sensu” deverão ser 
registrados no Comprasnet contrato. 
2. O contrato, após expirada sua vigência, são considerados extintos não podendo 
mais serem prorrogados, de acordo com a ON 3/2009-AGU 
Na análise dos processos relativos à prorrogação de prazo, cumpre aos órgãos 
jurídicos verificar se não há extrapolação do atual prazo de vigência, bem como 
eventual ocorrência de solução de continuidade nos aditivos precedentes, hipóteses 
que configuram a extinção do ajuste, impedindo a sua prorrogação 
3. A conclusão ocorre pela execução normal do contrato, ocorre que em alguns 
casos permanece saldo na conta de controle 8.1.2.3.1.XX.01 devido a glosas ou 
estimativas feitas maior. Nesse caso deverá ser registra a baixa do saldo no SIAFI 
através da situação LDV015. 
4. No caso de rescisão, o saldo da conta de contratos no SIAFI (8.1.2.3.1.XX.01) 
deverá ser baixado com a situação LPA015. 
5. Também deverá ser providenciada a baixa das garantias, se for o caso, 
observando o previsto no Manual SIAFI 02.11.26 – Depósitos em Garantia. 
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	Página 45
	Página 46
	Página 47inaceitáveis após o tratamento, definição das 
ações de contingência para o caso de os eventos correspondentes aos riscos se 
concretizarem; e 
e. definição dos responsáveis pelas ações de tratamento dos riscos e das ações de 
contingência. 
 O Mapa de Riscos, cujo modelo é previsto no anexo IV da IN 05/2017-
PDG/MinEcon é o documento produzido para o Gerenciamento de Riscos e deverá ser 
atualizado e juntado ao processo todas as vezes que houver alteração, pelo menos: 
1) ao final da elaboração dos Estudos Preliminares; 
2) ao final da elaboração do Termo de Referência ou Projeto Básico; 
3) após a fase de Seleção do Fornecedor; e 
4) após eventos relevantes, durante a gestão do contrato pelos servidores 
responsáveis pela fiscalização. 
 
DIVULGAÇÃO DO EDITAL DE LICITAÇÃO 
 
Ao final da fase preparatória, o processo licitatório seguirá para o órgão de 
assessoramento jurídico da Administração, que realizará controle prévio de legalidade 
mediante análise jurídica da contratação. 
- Na elaboração do parecer jurídico, o órgão de assessoramento jurídico da 
Administração deverá: 
I - apreciar o processo licitatório conforme critérios objetivos prévios de atribuição 
de prioridade; 
ESFC Módulo I 
12/13 
 
II - redigir sua manifestação em linguagem simples e compreensível e de forma 
clara e objetiva, com apreciação de todos os elementos indispensáveis à contratação e 
com exposição dos pressupostos de fato e de direito levados em consideração na análise 
jurídica; 
Encerrada a instrução do processo sob os aspectos técnico e jurídico, a autoridade 
determinará a divulgação do edital de licitação. 
O órgão de assessoramento jurídico da Administração também realizará controle 
prévio de legalidade de contratações diretas, acordos, termos de cooperação, convênios, 
ajustes, adesões a atas de registro de preços, outros instrumentos congêneres e de seus 
termos aditivos. 
É dispensável a análise jurídica nas hipóteses previamente definidas em ato da 
autoridade jurídica máxima competente, que deverá considerar o baixo valor, a baixa 
complexidade da contratação, a entrega imediata do bem ou a utilização de minutas de 
editais e instrumentos de contrato, convênio ou outros ajustes previamente padronizados 
pelo órgão de assessoramento jurídico. 
 A publicidade do edital de licitação será realizada mediante divulgação e 
manutenção do inteiro teor do ato convocatório e de seus anexos no Portal Nacional de 
Contratações Públicas (PNCP). 
 É obrigatória a publicação de extrato do edital no Diário Oficial da União, do 
Estado, do Distrito Federal ou do Município, ou, no caso de consórcio público, do ente de 
maior nível entre eles, bem como em jornal diário de grande circulação. 
É facultada a divulgação adicional e a manutenção do inteiro teor do edital e de 
seus anexos em sítio eletrônico oficial do ente federativo do órgão ou entidade 
responsável pela licitação ou, no caso de consórcio público, do ente de maior nível entre 
eles, admitida, ainda, a divulgação direta a interessados devidamente cadastrados para 
esse fim. 
 Após a homologação do processo licitatório, serão disponibilizados no Portal 
Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e, se o órgão ou entidade responsável pela 
licitação entender cabível, os documentos elaborados na fase preparatória que porventura 
não tenham integrado o edital e seus anexos. 
 
DIVULGAÇÃO DO CONTRATO 
 
ESFC Módulo I 
13/13 
 
A divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) é condição 
indispensável para a eficácia do contrato e de seus aditamentos e deverá ocorrer nos 
seguintes prazos, contados da data de sua assinatura: 
I - 20 (vinte) dias úteis, no caso de licitação; 
II - 10 (dez) dias úteis, no caso de contratação direta. 
Os contratos celebrados em caso de urgência terão eficácia a partir de sua 
assinatura e deverão ser publicados nos prazos previstos nos incisos I e II do caput deste 
artigo, sob pena de nulidade. 
A divulgação quando referente à contratação de profissional do setor artístico por 
inexigibilidade, deverá identificar os custos do cachê do artista, dos músicos ou da banda, 
quando houver, do transporte, da hospedagem, da infraestrutura, da logística do evento e 
das demais despesas específicas. 
No caso de obras, a Administração divulgará em sítio eletrônico oficial, em até 25 
(vinte e cinco) dias úteis após a assinatura do contrato, os quantitativos e os preços 
unitários e totais que contratar e, em até 45 (quarenta e cinco) dias úteis após a 
conclusão do contrato, os quantitativos executados e os preços praticados. 
 
7. REGIMES DE EXECUÇÃO 
 
A Lei 14.133/2021, na subseção II, trata de das Obras e Serviços de Engenharia. 
- Execução direta - a que é feita pelos órgãos e entidades da Administração, pelos 
próprios meios; 
- Execução indireta - a que o órgão ou entidade contrata com terceiros sob 
qualquer dos seguintes regimes: 
 
I - empreitada por preço unitário; 
II - empreitada por preço global; 
III - empreitada integral; 
IV - contratação por tarefa; 
V - contratação integrada; 
VI - contratação semi-integrada; 
VII - fornecimento e prestação de serviço associado. 
ESFC Módulo II 
1/34 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTÁGIO SETORIAL 
DE FISCALIZAÇÃO 
DE CONTRATO 
 
 
 
Módulo II – ATIVIDADE DO GESTOR DE 
CONTRATO E FISCAIS 
2025 
 
 
10º Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do 
Exército 
 
ESFC Módulo II 
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Atualizações 
 
Autor Data (dd mmm) Item alterado 
Breve descrição da 
alteração 
 
 
 
 
 
 
(Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo 
legal, tratando-se apenas de um material didático de apoio 
para estudo e eventuais consultas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESFC Módulo II 
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Sumário 
 
1. APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................... 3 
1.1. Objetivos do Curso ............................................................................................................ 4 
1.2 Objetivos de Aprendizagem do Modulo ............................................................................ 4 
2.GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTATO ............................................................................... 4 
2.1.Designação e Documentos Essenciais...............................................................................5 
2.2. Gestor e Fiscais de Contratos............................................................................................6 
3.REAJUSTE DE PREÇOS ........................................................................................................ 100 
3.1. Repactuação de preços.....................................................................................................11 
4. ALTERAÇÃO CONTRATUAL ................................................................................................ 134 
4.1. Acréscimos ou supressões..............................................................................................16 
5. VIGÊNCIA DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS ............................................................... 18 
6.PROCESSO ADMINISTRATIVO ............................................................................................... 22 
7.ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO, RESCISÃO OU CONCLUSÃO ................................................... 24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. APRESENTAÇÃO 
 
Prezado instruendo, 
ESFC Módulo II 
4/34 
 
Esta apostila foi estruturada para servir de guia para o Estágio Setorial de 
Fiscalização de Contratos, que será coordenado pelo 10º Centro de Gestão, Contabilidade 
e Finanças do Exército e ministrado na modalidade de Ensino a Distância(EAD). 
1.1. Objetivos do Curso 
 
De maneira geral, contribuir com o Instituto de Economia e Finanças do Exército 
(IEFEx) nas atividades de ensino de interesse da Secretaria de Economia e Finanças, 
desenvolvidas na modalidade de Ensino a Distância (EaD) e, principalmente 
disponibilizar, aos Agentes da Administração das Unidades Gestoras do Exército, um 
material didático de fácil entendimento e mais direcionado as nossas atividades. 
Oferecer aos Agentes da Administração das Organizações Militares, responsáveis 
pela fiscalização de contratos, a oportunidade de refletirem sobre a importância dos 
mesmos na fiscalização dos contratos de aquisição ou contratação de serviços, e sobre o 
quanto a fiscalização contratual adequada são cruciais para o sucesso do processo 
licitatório. 
De uma maneira intuitiva, foram acrescentados logo abaixo de cada tema da 
presente apostila, de forma esquematizada, os artigos da Lei 14.133/2021, a Nova Lei de 
Licitações e Contratos, que trazem as atualizações sobre cada assunto, permitindo que o 
leitor possa identificar as alterações, bem como as inovações sobre cada tema desse 
módulo. 
1.2 Objetivos de Aprendizagem do Módulo 
 
Ao final do Modulo, o instruendo será capaz de: 
Reconhecer as principais atividades pelo Gestor de Contrato e seus assessores, 
os Fiscais de contratos. 
 
 
2. GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTATO 
 
As atividades de gestão e fiscalização da execução contratual estão previstas no 
Art. 67 da LLC e Art. 39 a 50 da IN 05/2017-PDG/MinEcon. Por definição, são o conjunto 
de ações que tem por objetivo aferir o cumprimento dos resultados previstos pela 
ESFC Módulo II 
5/34 
 
Administração para os serviços contratados, verificar a regularidade das obrigações 
previdenciárias, fiscais e trabalhistas, bem como prestar apoio à instrução processual e o 
encaminhamento da documentação pertinente ao setor de contratos para a formalização 
dos procedimentos relativos à repactuação, alteração, reequilíbrio, prorrogação, 
pagamento, eventual aplicação de sanções, extinção dos contratos, dentre outras, com 
vista a assegurar o cumprimento das cláusulas avençadas e a solução de problemas 
relativos ao objeto. 
 
2.1.Designação e Documentos Essenciais 
Port. 37/2020-SEF/EB90-N-08.004, art. 14 
(...) 
§ 5º A Administração da Unidade cientificará formalmente o gestor e o fiscal de 
contratos sobre a sua designação antes de efetivamente designá-lo, o que pode ocorrer, 
dependendo do tipo de contratação, já no início da fase de planejamento. 
§ 6º A publicação da designação dos membros da Equipe de Gestão e 
Fiscalização Contratual (EGFC), bem como de seus substitutos, deve contemplar todas 
as atribuições inerentes a cada função, de maneira a não deixar dúvidas quanto às ações 
a adotar. 
Art. 21. Compete à Administração da UA (por meio da Fiscalização 
Administrativa/Divisão Administrativa ou seção equivalente), entre outras 
responsabilidades: 
(...) 
III - o fornecimento e abertura de livro para registro de ocorrências pelo fiscal 
técnico do contrato, que poderá ser substituído por documento impresso ou por registro 
em meio eletrônico; 
 
 
IN/05/2017-SEGES, art. 42 
(...) 
§ 4º Para o exercício da função, os fiscais deverão receber cópias dos documentos 
essenciais da contratação pelo setor de contratos, a exemplo dos Estudos Preliminares, 
ESFC Módulo II 
6/34 
 
do ato convocatório e seus anexos, do contrato, da proposta da contratada, da garantia, 
quando houver, e demais documentos indispensáveis à fiscalização. 
2.2. Gestor e Fiscais de Contratos 
IN 05/2017- SEGES/PDG/MinEcon 
Art. 40. O conjunto de atividades de que trata o artigo anterior compete ao gestor 
da execução dos contratos, auxiliado pela fiscalização técnica, administrativa, setorial e 
pelo público usuário, conforme o caso, de acordo com as seguintes disposições: 
I - Gestão da Execução do Contrato: é a coordenação das atividades relacionadas 
à fiscalização técnica, administrativa, setorial e pelo público usuário, bem como dos atos 
preparatórios à instrução processual e ao encaminhamento da documentação pertinente 
ao setor de contratos para formalização dos procedimentos quanto aos aspectos que 
envolvam a prorrogação, alteração, reequilíbrio, pagamento, eventual aplicação de 
sanções, extinção dos contratos, dentre outros; 
 II - Fiscalização Técnica: é o acompanhamento com o objetivo de avaliar a 
execução do objeto nos moldes contratados e, se for o caso, aferir se a quantidade, 
qualidade, tempo e modo da prestação dos serviços estão compatíveis com os 
indicadores de níveis mínimos de desempenho estipulados no ato convocatório, para 
efeito de pagamento conforme o resultado, podendo ser auxiliado pela fiscalização de que 
trata o inciso V deste artigo; e 
III - Fiscalização Administrativa: é o acompanhamento dos aspectos administrativos 
da execução dos serviços nos contratos com regime de dedicação exclusiva de mão de 
obra quanto às obrigações previdenciárias, fiscais e trabalhistas, bem como quanto às 
providências tempestivas nos casos de inadimplemento; 
Portaria 37/2020 - SEF 
Art. 16. Ao Fiscal Técnico do Contrato incumbe: 
I - comparecer ao local da prestação do serviço, da realização da obra ou da 
entrega do material, confrontando a execução com as condições avençadas, como, por 
exemplo, especificação do objeto, forma de execução dos serviços e prazos; 
II - ler minuciosamente o contrato, conhecer o objeto e todos os serviços descritos 
no Projeto Básico/Termo de Referência e seus apensos; 
III - comunicar formalmente ao Gestor do Contrato as ocorrências, faltas ou 
defeitos observados, sugerindo, de forma clara e objetiva, as medidas necessárias para o 
fiel cumprimento do objeto; 
ESFC Módulo II 
7/34 
 
IV - conferir, nos aspectos quantitativo e qualitativo, o objeto contratual, avaliando o 
atendimento dos seguintes aspectos, quando for o caso: 
a. os resultados alcançados em relação ao contratado, com a verificação dos 
prazos de execução e da qualidade demandada; 
b. os materiais empregados; 
c. a adequação dos serviços prestados à rotina de execução estabelecida; 
d. o cumprimento das demais obrigações executivas decorrentes do contrato; e 
e. a satisfação do público usuário. 
V - rejeitar bens e serviços que estejam em desacordo com as especificações do 
objeto, conforme constante do contrato e do Projeto Básico/Termo de Referência, 
devendo atentar, também, para os prazos contratuais estabelecidos; 
VI - conferir a relação de materiais, máquinas e equipamentos, conforme previsto 
em contrato; 
VII - atestar, quando do recebimento provisório, as faturas/notas fiscais 
correspondentes às etapas executadas do contrato, após a verificação da conformidade 
dos serviços/obras, em coordenação, quando for o caso, com a Comissão de 
Recebimento e Exame, instituída conforme o disposto no Regulamento de Administração 
do Exército (RAE); 
VIII - confeccionar o Termo de Recebimento Provisório, quando da entrega do 
objeto, resultante de cada Ordem de Serviço ou de Fornecimento de Bens; 
IX - certificar-se se o número de empregados alocados ao serviço pela empresa 
contratada, para cada função em particular, está de acordo com o contrato firmado, 
mantendo sempre atualizada a respectiva relação nominal; 
X - manter, em formulário próprio (diário de obras/livro de fiscalização ou 
instrumento equivalente), o registro de todas as ocorrências relacionadas à execução 
contratual; 
XI - verificar se o contratado respeita as normas de segurança do trabalho, quando 
for o caso; e 
XII - Receber, ao término do contrato, o termo de quitação do contrato, assinadopela contratada, encaminhando-o ao Fiscal Administrativo, para posterior autuação nos 
autos do processo licitatório. 
Portaria 37/2020 - SEF: 
Art. 18. Ao Fiscal Administrativo do Contrato incumbe: 
ESFC Módulo II 
8/34 
 
I - para os contratos com dedicação exclusiva de mão de obra, exigir do contratado 
os comprovantes de pagamento dos salários, vale-transporte e auxílio-alimentação dos 
empregados, bem como prova do recolhimento dos encargos trabalhistas, previdenciários 
e tributários; 
II - elaborar a planilha-resumo do contrato, contendo as informações sobre todos 
os empregados terceirizados que prestam serviços na unidade, com os seguintes dados: 
nome completo, número de inscrição no CPF, função exercida, salário, adicionais, 
gratificações, benefícios recebidos, sua especificação e quantidade (vale-transporte, 
auxílio-alimentação), horário de trabalho, férias, licenças, faltas, ocorrências e horas 
extras trabalhadas; 
III - verificar a planilha de frequência dos empregados da contratada e o 
recolhimento dos encargos trabalhistas, previdenciários e tributários, além das 
respectivas obrigações acessórias, nos casos dos contratos de prestação de serviços de 
execução indireta, na forma do Decreto nº 9507/2018, devendo atentar para eventual 
subcontratação não autorizada; 
IV - propor, quando necessário, notificações ao contratado e acompanhar os 
prazos de cumprimento daquelas, a fim de subsidiar, se for o caso, os processos de 
aplicação de sanções administrativas por inexecução parcial ou total do contrato; 
V - registrar no Sistema de Cadastro Unificado de Fornecedores do Governo 
Federal (SICAF) eventuais sanções administrativas aplicadas ao contratado; 
VI - verificar a manutenção das condições de habilitação do contratado a cada 
pagamento a ser realizado em seu favor; e 
VII - juntar ao processo de pagamento as certidões negativas do Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de débitos tributários, fiscais e trabalhistas, 
conforme os critérios exigidos na fase de habilitação do certame originário da contratação. 
IV - Fiscalização Setorial: é o acompanhamento da execução do contrato nos 
aspectos técnicos ou administrativos quando a prestação dos serviços ocorrer 
concomitantemente em setores distintos ou em unidades desconcentradas de um mesmo 
órgão ou entidade; e 
V - Fiscalização pelo Público Usuário: é o acompanhamento da execução 
contratual por pesquisa de satisfação junto ao usuário, com o objetivo de aferir os 
resultados da prestação dos serviços, os recursos materiais e os procedimentos utilizados 
pela contratada, quando for o caso, ou outro fator determinante para a avaliação dos 
aspectos qualitativos do objeto. 
ESFC Módulo II 
9/34 
 
(...) 
Observar o previsto no art. 14 da Portaria 37/2020 -SEF: 
VII - atestar, quando do recebimento provisório, as faturas/notas fiscais 
correspondentes às etapas executadas do contrato, após a verificação da conformidade 
dos serviços/obras, em coordenação, quando for o caso, com a Comissão de 
Recebimento e Exame, instituída conforme o disposto no Regulamento de Administração 
do Exército (RAE); 
II - o recebimento definitivo pelo gestor do contrato, ato que concretiza o ateste da 
execução dos serviços, obedecerá às seguintes diretrizes: 
a) realizar a análise dos relatórios e de toda a documentação apresentada pela 
fiscalização técnica e administrativa e, caso haja irregularidades que impeçam a 
liquidação e o pagamento da despesa, indicar as cláusulas contratuais pertinentes, 
solicitando à contratada, por escrito, as respectivas correções; 
b) emitir termo circunstanciado para efeito de recebimento definitivo dos serviços 
prestados, com base nos relatórios e documentação apresentados; e 
c) comunicar a empresa para que emita a Nota Fiscal ou Fatura com o valor exato 
dimensionado pela fiscalização com base no Instrumento de Medição de Resultado (IMR), 
observado o Anexo VIII-A ou instrumento substituto, se for o caso. 
 
Lei 14.133/21 
Art. 117. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por 1 
(um) ou mais fiscais do contrato, representantes da Administração especialmente 
designados conforme requisitos estabelecidos no art. 7º desta Lei, ou pelos respectivos 
substitutos, permitida a contratação de terceiros para assisti-los e subsidiá-los com 
informações pertinentes a essa atribuição. 
§ 1º O fiscal do contrato anotará em registro próprio todas as ocorrências 
relacionadas à execução do contrato, determinando o que for necessário para a 
regularização das faltas ou dos defeitos observados. 
§ 2º O fiscal do contrato informará a seus superiores, em tempo hábil para a 
adoção das medidas convenientes, a situação que demandar decisão ou providência que 
ultrapasse sua competência. 
ESFC Módulo II 
10/34 
 
 
3. REAJUSTE DE PREÇOS 
Reajuste de preços não caracteriza alteração contratual por estar previsto no 
contrato, podendo ser feito por apostilamento. A repactuação é um tipo de reajuste para 
os contratos de cessão de mão de obra, previsto na IN 05/2017-SEGES/PDG/MinEcon 
onde o reajuste é feito pelo salário da categoria. 
Algumas vezes vemos a expressão realinhamento de preços, porém esse termo 
não é utilizado na nossa legislação, por isso gera a dúvida quando utilizado, pois não fica 
claro se é um tipo de reajuste, reequilíbrio ou atualização financeira. 
Lei 10.192/2001 
 Art. 2o É admitida estipulação de correção monetária ou de reajuste por índices de 
preços gerais, setoriais ou que reflitam a variação dos custos de produção ou dos 
insumos utilizados nos contratos de prazo de duração igual ou superior a um ano. 
 § 1o É nula de pleno direito qualquer estipulação de reajuste ou correção monetária 
de periodicidade inferior a um ano. 
 § 2o Em caso de revisão contratual, o termo inicial do período de correção 
monetária ou reajuste, ou de nova revisão, será a data em que a anterior revisão tiver 
ocorrido. 
 
 
 
Lei 14.133/21 
Art. 25. O edital deverá conter o objeto da licitação e as regras relativas à 
convocação, ao julgamento, à habilitação, aos recursos e às penalidades da licitação, à 
fiscalização e à gestão do contrato, à entrega do objeto e às condições de pagamento. 
§ 8º Nas licitações de serviços contínuos, observado o interregno mínimo de 1 (um) 
ano, o critério de reajustamento será por: 
I - reajustamento em sentido estrito, quando não houver regime de dedicação 
exclusiva de mão de obra ou predominância de mão de obra, mediante previsão de 
índices específicos ou setoriais; 
II - repactuação, quando houver regime de dedicação exclusiva de mão de obra ou 
predominância de mão de obra, mediante demonstração analítica da variação dos custos. 
Art. 65 
ESFC Módulo II 
11/34 
 
Art. 136. Registros que não caracterizam alteração do contrato podem ser 
realizados por simples apostila, dispensada a celebração de termo aditivo, como nas 
seguintes situações: 
I - variação do valor contratual para fazer face ao reajuste ou à repactuação de 
preços previstos no próprio contrato; 
II - atualizações, compensações ou penalizações financeiras decorrentes das 
condições de pagamento previstas no contrato; 
III - alterações na razão ou na denominação social do contratado; 
IV - empenho de dotações orçamentárias. 
 
3.1. Repactuação de preços 
IN 05/2017-SEGES/MDG 
Art. 53. O ato convocatório e o contrato de serviço continuado deverão indicar o 
critério de reajustamento de preços, que deverá ser sob a forma de reajuste em sentido 
estrito, com a previsão de índices específicos ou setoriais,ou por repactuação, pela 
demonstração analítica da variação dos componentes dos custos. 
Art. 54. A repactuação de preços como espécie de reajuste contratual, deverá ser 
utilizada nas contratações de serviços continuados com regime de dedicação exclusiva de 
mão de obra, desde que seja observado o interregno mínimo de um ano das datas dos 
orçamentos aos quais a proposta se referir. 
§ 1º A repactuação para fazer face à elevação dos custos da contratação, 
respeitada a anualidade disposta no caput, e que vier a ocorrer durante a vigência do 
contrato, é direito do contratado e não poderá alterar o equilíbrio econômico e financeiro 
dos contratos, conforme estabelece o inciso XXI do art. 37 da Constituição da República 
Federativa do Brasil, sendo assegurado ao prestador receber pagamento mantidas as 
condições efetivas da proposta. 
§ 2º A repactuação poderá ser dividida em tantas parcelas quanto forem 
necessárias, em respeito ao princípio da anualidade do reajuste dos preços da 
contratação, podendo ser realizada em momentos distintos para discutir a variação de 
custos que tenham sua anualidade resultante em datas diferenciadas, tais como os 
custos decorrentes da mão de obra e os custos decorrentes dos insumos necessários à 
execução do serviço. 
ESFC Módulo II 
12/34 
 
§ 3º Quando a contratação envolver mais de uma categoria profissional, com 
datas-bases diferenciadas, a repactuação deverá ser dividida em tantos quanto forem os 
Acordos, Convenções ou Dissídios Coletivos de Trabalho das categorias envolvidas na 
contratação. 
 § 4º A repactuação para reajuste do contrato em razão de novo Acordo, 
Convenção ou Dissídio Coletivo de Trabalho deve repassar integralmente o aumento de 
custos da mão de obra decorrente desses instrumentos. 
Art. 55. O interregno mínimo de um ano para a primeira repactuação será contado 
a partir: 
I – da data limite para apresentação das propostas constante do ato convocatório, 
em relação aos custos com a execução do serviço decorrentes do mercado, tais como o 
custo dos materiais e equipamentos necessários à execução do serviço; ou 
II - da data do Acordo, Convenção, Dissídio Coletivo de Trabalho ou equivalente 
vigente à época da apresentação da proposta quando a variação dos custos for 
decorrente da mão de obra e estiver vinculada às datas-bases destes instrumentos. 
Art. 56. Nas repactuações subsequentes à primeira, a anualidade será contada a 
partir da data do fato gerador que deu ensejo à última repactuação. 
Art. 57. As repactuações serão precedidas de solicitação da contratada, 
acompanhada de demonstração analítica da alteração dos custos, por meio de 
apresentação da planilha de custos e formação de preços ou do novo Acordo, Convenção 
ou Dissídio Coletivo de Trabalho que fundamenta a repactuação, conforme for a variação 
de custos objeto da repactuação. 
§ 1º É vedada a inclusão, por ocasião da repactuação, de benefícios não previstos 
na proposta inicial, exceto quando se tornarem obrigatórios por força de instrumento legal, 
Acordo, Convenção ou Dissídio Coletivo de Trabalho, observado o disposto no art. 6º 
desta Instrução Normativa. 
§ 2º A variação de custos decorrente do mercado somente será concedida 
mediante a comprovação pelo contratado do aumento dos custos, considerando-se: 
I - os preços praticados no mercado ou em outros contratos da Administração; 
II - as particularidades do contrato em vigência; 
III - a nova planilha com variação dos custos apresentada; 
IV - indicadores setoriais, tabelas de fabricantes, valores oficiais de referência, 
tarifas públicas ou outros equivalentes; e 
V - a disponibilidade orçamentária do órgão ou entidade contratante. 
ESFC Módulo II 
13/34 
 
§ 3º A decisão sobre o pedido de repactuação deve ser feita no prazo máximo de 
sessenta dias, contados a partir da solicitação e da entrega dos comprovantes de 
variação dos custos. 
§ 4º As repactuações, como espécie de reajuste, serão formalizadas por meio de 
apostilamento, exceto quando coincidirem com a prorrogação contratual, em que deverão 
ser formalizadas por aditamento. 
 § 5º O prazo referido no § 3º deste artigo ficará suspenso enquanto a contratada 
não cumprir os atos ou apresentar a documentação solicitada pela contratante para a 
comprovação da variação dos custos. 
§ 6º O órgão ou entidade contratante poderá realizar diligências para conferir a 
variação de custos alegada pela contratada. 
 § 7º As repactuações a que o contratado fizer jus e que não forem solicitadas 
durante a vigência do contrato serão objeto de preclusão com a assinatura da 
prorrogação contratual ou com o encerramento do contrato. 
 Art. 58. Os novos valores contratuais decorrentes das repactuações terão suas 
vigências iniciadas da seguinte forma: 
 I - a partir da ocorrência do fato gerador que deu causa à repactuação, como regra 
geral; 
 II - em data futura, desde que acordada entre as partes, sem prejuízo da 
contagem de periodicidade e para concessão das próximas repactuações futuras; ou 
III - em data anterior à ocorrência do fato gerador, exclusivamente quando a 
repactuação envolver revisão do custo de mão de obra em que o próprio fato gerador, na 
forma de Acordo, Convenção ou Dissídio Coletivo de Trabalho, contemplar data de 
vigência retroativa, podendo esta ser considerada para efeito de compensação do 
pagamento devido, assim como para a contagem da anualidade em repactuações futuras. 
Parágrafo único. Os efeitos financeiros da repactuação deverão ocorrer 
exclusivamente para os itens que a motivaram e apenas em relação à diferença 
porventura existente. 
 
4. ALTERAÇÃO CONTRATUAL 
Nos contratos administrativos existem as tais cláusulas exorbitantes, que 
estabelecem poderes diferenciados para a Administração em relação ao contratado, 
destacam-se: 
ESFC Módulo II 
14/34 
 
a. alteração unilateral; 
b. rescisão unilateral; 
c. fiscalização; 
d. aplicação de penalidades; 
e. anulação; 
f. retomada do objeto; 
g. restrições ao uso do princípio da exceptio non adimpleti contractus (exceção do 
contrato não cumprido), ou seja, a Administração pode exigir que o outro contratante 
cumpra a sua parte no contrato sem que ela própria tenha cumprido a sua. 
No art. 58 verificamos algumas dessas cláusulas: 
Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei 
confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de: 
I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de 
interesse público, respeitado os direitos do contratado; 
II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79 
desta Lei; 
III - fiscalizar-lhes a execução; 
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste; 
V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, 
imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade 
de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na 
hipótese de rescisão do contrato administrativo. 
§1º As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos 
não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. 
§ 2º Na hipótese do inciso I deste artigo, as cláusulas econômico-financeiras do 
contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. 
As alterações contratuais estão previstas no art. 124 da Lei 14.133/21. Os 
reajustes não são considerados alterações por estarem previstos no contrato. 
Art. 124. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas 
justificativas, nos seguintes casos: 
I - unilateralmentepela Administração: 
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor 
adequação técnica a seus objetivos; 
ESFC Módulo II 
15/34 
 
b) quando for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de 
acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei; 
II - por acordo entre as partes: 
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução; 
b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou do serviço, 
bem como do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade 
dos termos contratuais originários; 
c) quando necessária a modificação da forma de pagamento por imposição de 
circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial atualizado e vedada a antecipação 
do pagamento em relação ao cronograma financeiro fixado sem a correspondente 
contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço; 
d) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso 
de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis 
ou previsíveis de consequências incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal 
como pactuado, respeitada, em qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida 
no contrato. 
§ 1º Se forem decorrentes de falhas de projeto, as alterações de contratos de 
obras e serviços de engenharia ensejarão apuração de responsabilidade do responsável 
técnico e adoção das providências necessárias para o ressarcimento dos danos causados 
à Administração. 
§ 2º Será aplicado o disposto na alínea “d” do inciso II do caput deste artigo às 
contratações de obras e serviços de engenharia, quando a execução for obstada pelo 
atraso na conclusão de procedimentos de desapropriação, desocupação, servidão 
administrativa ou licenciamento ambiental, por circunstâncias alheias ao contratado. 
Art. 126. As alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 
desta Lei não poderão transfigurar o objeto da contratação. 
 
Orientação Normativa nº 22/AGU, DE 01ABR2009 
O reequilíbrio econômico-financeiro pode ser concedido a qualquer tempo, 
independentemente de previsão contratual, desde que verificadas as circunstâncias 
elencadas na letra "d" do inc. II do art. 65, da lei no 8.666, de 1993 "d" do inc. II do art. 
124, da lei no 14.133, de 2021. 
 
4.2. Acréscimos ou supressões 
ESFC Módulo II 
16/34 
 
Lei 14.133/21, art. 125 
Quanto aos limites de acréscimos e supressões, o Art 125 da Lei 14.133/21 
estabelece o seguinte: 
Art. 125. Nas alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 
desta Lei, o contratado será obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, 
acréscimos ou supressões de até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado 
do contrato que se fizerem nas obras, nos serviços ou nas compras, e, no caso de 
reforma de edifício ou de equipamento, o limite para os acréscimos será de 50% 
(cinquenta por cento). 
Importante ressaltar que as alterações que tratam o Art 125 são aplicadas sobre o 
valor inicial atualizado do contrato. 
 
4.3. Validade da ata 
Art. 84. O prazo de vigência da ata de registro de preços será de 1 (um) ano e 
poderá ser prorrogado, por igual período, desde que comprovado o preço vantajoso. 
Parágrafo único. O contrato decorrente da ata de registro de preços terá sua 
vigência estabelecida em conformidade com as disposições nela contidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5. VIGÊNCIA DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
Quanto à vigência dos contratos devem ser considerados os prazos para execução 
do objeto e pagamento, muitas vezes é colocado como vigência apenas o prazo de 
execução em função de conceitos orçamentários. 
Essa falha conceitual leva o agente a cometer erros, pois após a execução existe 
um prazo de medição, pagamento. 
Para a vigência dos contratos pode ser considerado a validade do empenho, 
considerando a possibilidade de inscrição em restos, até 30 de junho do segundo ano 
subsequente, conforme o art. 68 do Decreto 93.872/1986. 
Os contratos enquadrados nos incisos do art. 105 da Lei 14.133/21 podem ser 
prorrogados até os limites previstos. 
Art. 105. A duração dos contratos regidos por esta Lei será a prevista em edital, e 
deverão ser observadas, no momento da contratação e a cada exercício financeiro, a 
disponibilidade de créditos orçamentários, bem como a previsão no plano plurianual, 
quando ultrapassar 1 (um) exercício financeiro. 
Art. 106. A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 5 (cinco) 
anos nas hipóteses de serviços e fornecimentos contínuos, observadas as seguintes 
diretrizes: 
I - a autoridade competente do órgão ou entidade contratante deverá atestar a 
maior vantagem econômica vislumbrada em razão da contratação plurianual; 
II - a Administração deverá atestar, no início da contratação e de cada exercício, a 
existência de créditos orçamentários vinculados à contratação e a vantagem em sua 
manutenção; 
III - a Administração terá a opção de extinguir o contrato, sem ônus, quando não 
dispuser de créditos orçamentários para sua continuidade ou quando entender que o 
contrato não mais lhe oferece vantagem. 
ESFC Módulo II 
18/34 
 
§ 1º A extinção mencionada no inciso III do caput deste artigo ocorrerá apenas na 
próxima data de aniversário do contrato e não poderá ocorrer em prazo inferior a 2 (dois) 
meses, contado da referida data. 
§ 2º Aplica-se o disposto neste artigo ao aluguel de equipamentos e à utilização de 
programas de informática. 
 
Art. 107. Os contratos de serviços e fornecimentos contínuos poderão ser 
prorrogados sucessivamente, respeitada a vigência máxima decenal, desde que haja 
previsão em edital e que a autoridade competente ateste que as condições e os preços 
permanecem vantajosos para a Administração, permitida a negociação com o contratado 
ou a extinção contratual sem ônus para qualquer das partes. 
Art. 108. A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 10 (dez) 
anos nas hipóteses previstas nas alíneas “f” e “g” do inciso IV e nos incisos V, VI, XII e 
XVI do caput do art. 75 desta Lei. 
Art. 109. A Administração poderá estabelecer a vigência por prazo indeterminado 
nos contratos em que seja usuária de serviço público oferecido em regime de monopólio, 
desde que comprovada, a cada exercício financeiro, a existência de créditos 
orçamentários vinculados à contratação. 
Art. 110. Na contratação que gere receita e no contrato de eficiência que gere 
economia para a Administração, os prazos serão de: 
I - até 10 (dez) anos, nos contratos sem investimento; 
II - até 35 (trinta e cinco) anos, nos contratos com investimento, assim 
considerados aqueles que impliquem a elaboração de benfeitorias permanentes, 
realizadas exclusivamente a expensas do contratado, que serão revertidas ao patrimônio 
da Administração Pública ao término do contrato. 
Art. 111. Na contratação que previr a conclusão de escopo predefinido, o prazo de 
vigência será automaticamente prorrogado quando seu objeto não for concluído no 
período firmado no contrato. 
Parágrafo único. Quando a não conclusão decorrer de culpa do contratado: 
I - o contratado será constituído em mora, aplicáveis a ele as respectivas sanções 
administrativas; 
II - a Administração poderá optar pela extinção do contrato e, nesse caso, adotará 
as medidas admitidas em lei para a continuidade da execução contratual. 
ESFC Módulo II 
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Art. 112. Osprazos contratuais previstos nesta Lei não excluem nem revogam os 
prazos contratuais previstos em lei especial. 
Art. 113. O contrato firmado sob o regime de fornecimento e prestação de serviço 
associado terá sua vigência máxima definida pela soma do prazo relativo ao fornecimento 
inicial ou à entrega da obra com o prazo relativo ao serviço de operação e manutenção, 
este limitado a 5 (cinco) anos contados da data de recebimento do objeto inicial, 
autorizada a prorrogação na forma do art. 107 desta Lei. 
Art. 114. O contrato que previr a operação continuada de sistemas estruturantes de 
tecnologia da informação poderá ter vigência máxima de 15 (quinze) anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Decreto 7.892/2013 
Art. 12. 
(...) 
Comentários: 
 A duração dos contratos: 
• será prevista no edital; 
• deve observar a disponibilidade de créditos orçamentários (na contratação e em cada exercício 
financeiro); 
• exige previsão no plano plurianual (se ultrapassar um exercício). 
Nos contratos de serviços e fornecimentos contínuos, devemos observar o seguinte: 
 O prazo de celebração poderá ser de até cinco anos (este pode ser o prazo “inicial” do 
contrato): 
 Mesmo assim, a administração deverá atestar, no início da contratação e de cada exercício: 
• existência de créditos orçamentários vinculados à contratação; e 
• vantagem em sua manutenção. 
 Se não houver crédito ou vantagem para a administração, o contrato poderá ser extinto, nas seguintes 
condições: 
• sem ônus para a administração; 
• apenas na próxima data de aniversário do contrato e não poderá ocorrer em prazo inferior 
a 2 (dois) meses, contado da referida data (no meu ponto de vista, este dispositivo não ficou 
muito claro – por isso, para fins de prova, sugiro apenas que você “memorize” a regra). No futuro, 
a doutrina e a jurisprudência poderão esclarecer melhor esse tema. 
 Os contratos de serviços e fornecimentos contínuos poderão ser prorrogados sucessivamente, até o 
prazo de 10 anos. 
 
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§ 2º A vigência dos contratos decorrentes do Sistema de Registro de Preços será 
definida nos instrumentos convocatórios, observado o disposto no art. 57 da Lei nº 8.666, 
de 1993. art. 105 da Lei nº 14.133/21. 
 
CF/1988 
Art. 167. São vedados: 
II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os 
créditos orçamentários ou adicionais; 
(...) 
§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro 
em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 
quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, 
serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. 
Na interpretação do art. 167/§2º da Constituição, observar: 
Lei 4.320/1964 
Art. 36. 
(...) 
Parágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência 
plurianual, que não tenham sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar 
no último ano de vigência do crédito. 
Orientação Normativa nº 38/AGU, DE 13DEZ2011 
Nos contratos de prestação de serviços de natureza continuada deve-se observar 
que: 
a) o prazo de vigência originário, de regra, é de até 12 meses; 
b) excepcionalmente, este prazo poderá ser fixado por período superior a 12 
meses nos casos em que, diante da peculiaridade e/ou complexidade do objeto, fique 
tecnicamente demonstrado o benefício advindo para a administração; e 
c) é juridicamente possível a prorrogação do contrato por prazo diverso do 
contratado originariamente. 
Orientação Normativa nº 36/AGU, DE 13DEZ2011 
A Administração pode estabelecer a vigência por prazo indeterminado nos 
contratos em que seja usuária de serviços públicos essenciais de energia elétrica, água e 
ESFC Módulo II 
21/34 
 
esgoto, serviços postais monopolizados pela ECT (Empresa Brasileira de Correios e 
Telégrafos) e ajustes firmados com a imprensa nacional, desde que no processo da 
contratação estejam explicitados os motivos que justificam a adoção do prazo 
indeterminado e comprovadas, a cada exercício financeiro, a estimativa de consumo e a 
existência de previsão de recursos orçamentários. 
Orientação Normativa nº 9/AGU, DE 01ABR2009 
A comprovação da regularidade fiscal na celebração do contrato ou no pagamento 
de serviços já prestados, no caso de empresas que detenham o monopólio de serviço 
público, pode ser dispensada em caráter excepcional, desde que previamente autorizada 
pela autoridade maior do órgão contratante e concomitantemente, a situação de 
irregularidade seja comunicada ao agente arrecadador e à agência reguladora. 
 
6. PROCESSO ADMINISTRATIVO 
A Lei 9.784/1999 é a Lei do Processo Administrativo – LPA e seus princípios 
devem ser observados em todas as decisões administrativas: 
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla 
defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
A composição dos processos de licitação está prevista apartir do art. 18 da Lei 
14.133/21: 
Art. 18. A fase preparatória do processo licitatório é caracterizada pelo 
planejamento e deve compatibilizar-se com o plano de contratações anual de que trata o 
inciso VII do caput do art. 12 desta Lei, sempre que elaborado, e com as leis 
orçamentárias, bem como abordar todas as considerações técnicas, mercadológicas e de 
gestão que podem interferir na contratação, compreendidos: 
I - a descrição da necessidade da contratação fundamentada em estudo técnico 
preliminar que caracterize o interesse público envolvido; 
II - a definição do objeto para o atendimento da necessidade, por meio de termo de 
referência, anteprojeto, projeto básico ou projeto executivo, conforme o caso; 
III - a definição das condições de execução e pagamento, das garantias exigidas e 
ofertadas e das condições de recebimento; 
ESFC Módulo II 
22/34 
 
IV - o orçamento estimado, com as composições dos preços utilizados para sua 
formação; 
V - a elaboração do edital de licitação; 
VI - a elaboração de minuta de contrato, quando necessária, que constará 
obrigatoriamente como anexo do edital de licitação; 
VII - o regime de fornecimento de bens, de prestação de serviços ou de execução 
de obras e serviços de engenharia, observados os potenciais de economia de escala; 
VIII - a modalidade de licitação, o critério de julgamento, o modo de disputa e a 
adequação e eficiência da forma de combinação desses parâmetros, para os fins de 
seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso para a 
Administração Pública, considerado todo o ciclo de vida do objeto; 
IX - a motivação circunstanciada das condições do edital, tais como justificativa de 
exigências de qualificação técnica, mediante indicação das parcelas de maior relevância 
técnica ou valor significativo do objeto, e de qualificação econômico-financeira, 
justificativa dos critérios de pontuação e julgamento das propostas técnicas, nas licitações 
com julgamento por melhor técnica ou técnica e preço, e justificativa das regras 
pertinentes à participação de empresas em consórcio; 
X - a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da licitação e a boa 
execução contratual; 
XI - a motivação sobre o momento da divulgação do orçamento da licitação, 
observado o art. 24 desta Lei. 
§ 1º O estudo técnico preliminar a que se refere o inciso I do caput deste artigo 
deverá evidenciar o problema a ser resolvido e a sua melhor solução, de modo a permitir 
a avaliação da viabilidade técnica e econômica da contratação, e conterá os seguinteselementos: 
I - descrição da necessidade da contratação, considerado o problema a ser 
resolvido sob a perspectiva do interesse público; 
II - demonstração da previsão da contratação no plano de contratações anual, 
sempre que elaborado, de modo a indicar o seu alinhamento com o planejamento da 
Administração; 
ESFC Módulo II 
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III - requisitos da contratação; 
IV - estimativas das quantidades para a contratação, acompanhadas das memórias 
de cálculo e dos documentos que lhes dão suporte, que considerem interdependências 
com outras contratações, de modo a possibilitar economia de escala; 
V - levantamento de mercado, que consiste na análise das alternativas possíveis, e 
justificativa técnica e econômica da escolha do tipo de solução a contratar; 
VI - estimativa do valor da contratação, acompanhada dos preços unitários 
referenciais, das memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão suporte, que 
poderão constar de anexo classificado, se a Administração optar por preservar o seu 
sigilo até a conclusão da licitação; 
VII - descrição da solução como um todo, inclusive das exigências relacionadas à 
manutenção e à assistência técnica, quando for o caso; 
VIII - justificativas para o parcelamento ou não da contratação; 
IX - demonstrativo dos resultados pretendidos em termos de economicidade e de 
melhor aproveitamento dos recursos humanos, materiais e financeiros disponíveis; 
X - providências a serem adotadas pela Administração previamente à celebração 
do contrato, inclusive quanto à capacitação de servidores ou de empregados para 
fiscalização e gestão contratual; 
XI - contratações correlatas e/ou interdependentes; 
XII - descrição de possíveis impactos ambientais e respectivas medidas 
mitigadoras, incluídos requisitos de baixo consumo de energia e de outros recursos, bem 
como logística reversa para desfazimento e reciclagem de bens e refugos, quando 
aplicável; 
XIII - posicionamento conclusivo sobre a adequação da contratação para o 
atendimento da necessidade a que se destina. 
§ 2º O estudo técnico preliminar deverá conter ao menos os elementos previstos 
nos incisos I, IV, VI, VIII e XIII do § 1º deste artigo e, quando não contemplar os demais 
elementos previstos no referido parágrafo, apresentar as devidas justificativas. 
§ 3º Em se tratando de estudo técnico preliminar para contratação de obras e 
serviços comuns de engenharia, se demonstrada a inexistência de prejuízo para a 
ESFC Módulo II 
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aferição dos padrões de desempenho e qualidade almejados, a especificação do objeto 
poderá ser realizada apenas em termo de referência ou em projeto básico, dispensada a 
elaboração de projetos. 
Orientação Normativa nº 2/AGU, DE 01ABR2009 
Os instrumentos dos contratos, convênios e demais ajustes, bem como os 
respectivos aditivos, devem integrar um único processo administrativo, devidamente 
autuado em sequência cronológica, numerado, rubricado, contendo cada volume os 
respectivos termos de abertura e encerramento. 
Instrução Normativa nº 06/2007-STN 
Art. 15 Os processos e documentos relativos a licitações, dispensa, inexigibilidade, 
contratos, suprimento de fundos, convênios e/ou similares serão arquivados em ordem 
cronológica nas respectivas Unidades Gestoras Executoras, separadamente, por 
modalidade de licitação, conforme registro contábil. 
§ 1º Os processos e documentos resultantes de aditamentos a instrumentos 
formalizados, quer sejam contratos, convênios e/ou similares, deverão ser apensados aos 
processos originais e mantidos em arquivos, nas respectivas unidades gestoras 
executoras, na mesma ordem cronológica. 
 
7. ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO, RESCISÃO OU CONCLUSÃO 
 
Para a anulação de um ato deve ser dada a mesma publicidade do próprio ato. Os 
eventos de anulação e revogação devem ser registrados no processo licitatório e os 
eventos de rescisão e retificação devem ser registrados no Comprasnet Contratos. 
Todo o contrato deve ter um final, que pode ser uma rescisão ou conclusão. 
As hipóteses de extinção do contrato passam a ter as seguintes premissas em 
relação à Lei nº 14.133/2021: 
Art. 137. Constituirão motivos para extinção do contrato, a qual deverá ser 
formalmente motivada nos autos do processo, assegurados o contraditório e a ampla 
defesa, as seguintes situações: 
I – não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de 
cláusulas contratuais, de especificações, de projetos ou de prazos; 
ESFC Módulo II 
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II – desatendimento das determinações regulares emitidas pela autoridade 
designada para acompanhar e fiscalizar sua execução ou por autoridade superior; 
III – alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura da empresa 
que restrinja sua capacidade de concluir o contrato; 
IV – decretação de falência ou de insolvência civil, dissolução da sociedade ou 
falecimento do contratado; 
V – caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da 
execução do contrato; 
VI – atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou 
alteração substancial do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto; 
VII – atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação 
ou a servidão administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas; 
VIII – razões de interesse público, justificadas pela autoridade máxima do órgão 
ou da entidade contratante; 
IX – não cumprimento das obrigações relativas à reserva de cargos prevista 
em lei, bem como em outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para 
reabilitado da Previdência Social ou para aprendiz. 
§ 1º Regulamento poderá especificar procedimentos e critérios para verificação da 
ocorrência dos motivos previstos no caput deste artigo. 
§ 2º O contratado terá direito à extinção do contrato nas seguintes hipóteses: 
I – supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras 
que acarrete modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no art. 125 
desta Lei; 
II – suspensão de execução do contrato, por ordem escrita da Administração, 
por prazo superior a 3 (três) meses; 
III – repetidas suspensões que totalizem 90 (noventa) dias úteis, 
independentemente do pagamento obrigatório de indenização pelas sucessivas e 
contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras previstas; 
IV – atraso superior a 2 (dois) meses, contado da emissão da nota fiscal, dos 
pagamentos ou de parcelas de pagamentos devidos pela Administração por despesas de 
obras, serviços ou fornecimentos; 
V – não liberação pela Administração, nos prazos contratuais, de área, local 
ou objeto, para execução de obra, serviço ou fornecimento, e de fontes de materiais 
naturais especificadas no projeto, inclusive devido a atraso ou descumprimento das 
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obrigações atribuídas pelo contrato à Administração relacionadas a desapropriação, a 
desocupação de áreas públicas ou a licenciamento ambiental. 
§ 3º As hipóteses de extinção a que se referem os incisos II, III e IV do § 2º deste 
artigo observarão as seguintes disposições: 
I – não serão admitidas em caso de calamidade pública, de grave 
perturbação da ordem interna ou de guerra, bem como quando decorrerem de ato ou fato 
que o contratado tenha praticado, do qual tenha participado ou para o qual tenha 
contribuído; 
II – assegurarão ao contratado o direito de optar pela suspensão do 
cumprimento das obrigações assumidas até a normalização da situação, admitido o 
restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, na forma da alínea “d” 
do inciso II do caput do art. 124 desta

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