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Parasitologia Blastocystis sp Introdução Parasito mais frequente em estudos com amostras fecais humanos Ampla distribuição mundial Causa Blastocistose Protista entérico- anaeróbico estrito Infecta humanos e grande diversidade de animais- potencial zoonótico Indivíduos assintomáticos e sintomáticos Taxonomia Domínio Eukaryota Reino Chromista Filo Stramenopiles Subfilo Opalinata Subdomínio Chromobiota Classe Blastocystea Gênero Blastocystis (17 subtipos; ST3 e ST9 infectam humanos) Formas evolutivas Parasito polimórfico- papel funcional de cada uma permanece incerto Forma vacuolar o Esférica o Variação de tamanho (2 a 200 Mm) o 1 grande vacúolo central- corpo central o Citoplasma e organelas- periféricas o Sensível a temperatura, potencial osmótico o Mais encontrada nas fezes Forma granular o Esférica o Variação de tamanho (15-80 Mm de diâmetro) o Grande vacúolo central com presença de grânulos o Citoplasma e organelas- periféricas o Encontrada principalmente em culturas antigas Forma ameboide o Irregular Expansões similares a pseudópodes o Raramente encontrada o Fezes diarreicas e cultura o Tamanho 10 a 15 Mm o Associada a patogenia- adesão do parasito Forma cística o Esférica ou ovoide o Tamanho 2 a 5 Mm o Multinucleado- 1 a 4 núcleos o Parede cística espessa com várias camadas o Fezes frescas o Não encontrada em cultura o Única forma considera infectante Forma avacuolar e forma multivacuolar o Raramente encontradas o Fezes frescas e cultura o Tamanho 5 a 8 Mm o Avacuolar- sem vacúolo central o Multivacuolar- vários pequenos vacúolos Transmissão Passivo oral- cistos parede espessa Direta: Contato humano-humano Contato humano- animais Indireta: Água contaminada- cistos Alimentos contaminados- cistos Mãos contaminadas- cistos Relação sexual oro-anal Ciclo Biológico Monoxeno Mecanismo de infecção: passivo oral Forma infectante: cisto Habitat: Intestino grosso (ceco e cólon) Multiplicação: divisão binária Patogenia e Sintomatologia Discutível Fatores associados a capacidade patogênica/ não patogênica o Genótipo do hospedeiro o Habitat do parasito o Processos co-evolutivos- microbioma o Coinfecção Relação subtipos X virulência (ST3, ST1 e ST2) Não invade tecido do hospedeiro Blastocystis sp: - apoptose celular - alterações no citoesqueleto das células intestinais - alteração da permeabilidade intestinal Atividade de cisteíno-proteases do parasito Liberação de enzimas (cisteíno-proteases) o Desorganização da barreira o Apoptose celular o Evasão sistema imune Manifestações clínicas Assintomático ou Sintomático Sintomatologia: INTESTINAL- Dor abdominal Flatulência Inchaço Diarreia Inflamação intestinal Síndrome do intestino irritável EXTRA-INTESTINAL- Urticaria aguda ou crônica Angioedema crônico Anemia por depleção de ferro Diagnóstico Clínico Confirmação Parasitológica: o Formas evolutivas em amostras fecais o Técnicas parasitológicas microscópicas Direto- solução fisiológica e Lugol Esfregaço de fezes- hematoxilina férrica, tricrômio Técnica concentração Ritchie modificado (concentração formol-acetato de etila) Lutz o Cultura- padrão ouro Imunológico o Pesquisa de anticorpos o Imunofluorescência indireta o ELISA o Não está disponível para aplicação clínica Molecular o Reação em cadeia da Polimerase (PCR) o Diretamente das fezes ou cultura o Subtipos de Blastocystis sp Cuidados no diagnóstico o Perícia do profissional o Qualidade técnica do microscópio o Qualidade dos corantes o Preservação da amostra fecal- rompimento das formas vacuolares em contato com água o Amostras múltiplas o Laudo: Blastocystis sp Epidemiologia Parasito mais frequente encontrado no trato gastrointestinal de humanos Fatores que aumentam a taxa de prevalência: Giardia duodenalis, Entamoeba histolytica Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas estejam infectadas pelo parasito Ampla distribuição geográfica Maior prevalência em países em desenvolvimento Crianças, idosos, imunocomprometidos- maior frequência Baixa qualidade higiênico sanitária Isolado de ampla variedade de animais Transmissão oral-fecal-cisto Fatores de risco: - consumo de água não tratada - manipulação de animais possivelmente infectados - viagem a áreas tropicais Cistos: - 1 mês a temperatura 25º C - 2 meses a 4º C - 19 dias em água a temperatura ambiente - Sensível a desinfetante comum e a temperaturas extremas Profilaxia Educação em saúde Saneamento básico Uso das instalações sanitárias adequadas Tratamento de água Dar destino adequado a fezes de origem humana e animal Tratamento Proposto: Paciente com diarreia persistente Nenhum outro patógeno associado aos sinais e sintomas clínicos Carga parasitária for alta no exame de fezes, mesmo com ausência De sintomas Medicamentos: - Metronidazol (primeira escolha) - Trimetropim + sulfametazol - Nitazoxanida - Albendazol