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RELATÓRIO DE ATIVIDADES RESIDENTE – MÓDULO I Dados do residente Nome: Rannylle Alves Senhor Curso: Licenciatura em Letras E-mail: rannylle.alves08@aluno.ifce.edu.br Módulo: I Período: 15/05/2023 a 17/08/2023 Dados do docente orientador Nome: Jaiane Oliveira de Araújo; Rita de Cássia Kramer Wanderley Escola-campo: E.E.M.T.I Eurico Gaspar Dutra Dados do preceptor (a) Nome: Maria Valdeci Azevedo de Ponte Escola-campo: E.E.M.T.I Eurico Gaspar Dutra 1. Formação da equipe O Programa Residência Pedagógica deu início dia 15 de Maio, durante uma Live online, onde estavam presentes, os alunos que fazem o PIBID, e também os residentes do Residência Pedagógica, a coordenadora Lurdes Neta fez o lançamento das novas bolsas do PIBID e do Residência Pedagógica. Então dois dias depois, no dia 17 de maio ocorreu outra reunião online de evento inaugural mas dessa vez só com os residentes do PRP, e teve como assunto o novo ensino médio. No dia seguinte, 18 de Maio as orientadoras Jaiane e Rita ministraram a reunião presencial de apresentação do programa, com todos os residentes e preceptores, onde nos foram apresentados aos preceptores e logo em seguida ocorreu a divisão dos grupos e as escolas- campo que cada grupo iria ficar durante os 3 meses e 10 dias. Nós dias 22 e 29 de Maio, respectivamente ocorreu reunião presencial de apresentação dos objetivos do programa da previsão do calendário e também, ocorreu apresentação do diário de bordo e o alinhamento com os preceptores. mailto:rannylle.alves08@aluno.ifce.edu.br Dado início ao primeiro módulo na escola-campo, eu e mais quatro residentes, sendo eles Bruno Rafael, Luís Gustavo, Maria Cristiane e Maryelle, juntamente com a preceptora Maria Valdeci, demos inicio ao dia de ambientação na escola-campo no dia 30 de Maio. Durante a ambientação podemos conhecer um pouco mais sobre a escola, foi nos apresentado como era a escola e o funcionamento da mesma. A escola Eurico Gaspar Dutra, foi construída dentro das exigências modernas do ensino. Fica localizada no início da rua Eduardo Albuquerque, 240 é órgão da Secretária de Educação Básica e foi construída na gestão do governador César Cals, que teve início em 1974 pela construtora ENCOL, sob a administração do Engenheiro Dr. Napoleão Soares Neto, tendo sido escolhido para auxiliá-lo, o Sr. Francisco Sampaio, que com muito amor a este bairro, dedicou-se a este serviço, para que esta escola fosse construída o quanto antes para assim oferecer assistência educacional às crianças deste bairro. Foi inaugurada dia 15 de Março de 1975 pelo Governador Adauto Bezerra. A partir do ano de 2019, a escola Gaspar Dutra passou a funcionar como escola de tempo integral, de início somente com as salas de primeiro ano integral, as salas de segundo e terceiro ano seria de ensino regular. A escola também faz uso do ensino EJA. A escola possui ao total 147 alunos, tem um espaço bastante amplo, possui quadra, pátio, refeitório, biblioteca, laboratório de informática, e para uso de aula é utilizado 5 salas, 2 primeiros anos, 2 segundos anos e 1 terceiro ano. A Escola não possui muitos equipamentos tecnológicos, então para o uso durante as aulas devem ser feitas marcações na agenda, que fica disponível na sala dos professores. A escola dispõem de rede de esgoto e água tratada, é um ambiente bastante calmo e sem barulho. Durante ambientação, vimos que a biblioteca tem diversos livros de autores bastante conhecidos e renomados, como Machado de Assis, Eça de Queiroz e Graciliano Ramos. Em relação, ao perfil socioeconômico dos alunos, são todos de renda baixa a média, pois a maioria dos alunos moram no próprio bairro onde se localiza a escola, que é um bairro periférico. Esse bairro em que está localizada a escola, é um bairro com diversidades de problemas sociais, é distante do centro, não oferta transporte coletivo, somente sistema de moto táxi. As drogas, prostituição, problemas familiares, mesmo não sendo essa a função da escola já foram encaminhados alguns alunos e familiares para o Conselho Tutelar, CRAS, e foram-se trabalhados essas famílias para que elas mantenham os alunos na escola. Uma das potencialidades que foi percebido, é que os alunos gostam bastante de participar de projetos. A escola faz parte de um projeto que se chama alunos que inspiram e a escola Gaspar Dutra conseguiu se classificar para a fase Estadual em três modalidades, fotografia- PCD, cordel e a banda autoral. Projetos, dinâmicas, aulas diferentes, é algo que prende os muito alunos desta escola-campo, eles amam participar, competir, foi algo que me chamou bastante atenção, eles interagem mais quando você traz algo novo para a sala de aula. 2. Planejamento O planejamento desempenha um papel fundamental em todas as esferas da vida, seja no âmbito pessoal, profissional ou educacional. Sua importância reside na capacidade de fornecer direção, organização e eficiência na consecução de objetivos e metas. O planejamento nos permite ter alinhamento de objetivos permitindo que os indivíduos e as organizações definam claramente seus objetivos e metas. Isso garante que todos trabalhem na mesma direção, evitando a dispersão de esforços e recursos. Outro ponto importante, a Economia de Tempo e Recursos, ao antecipar e mapear atividades, o planejamento ajuda a evitar desperdícios de tempo e recursos. Isso resulta em maior eficiência e produtividade, pois as ações são executadas de forma mais coordenada e eficaz. O nosso primeiro dia de planejamento ocorreu dia 06 de Junho, a reunião foi mediada pela coordenadora com os professores de linguagem, em seguida, foi entregue uma folha com todas as pautas que iriam ser trabalhadas naquele dia. Mas adiante, depois que passou esse momento a preceptora Valdeci, teve um momento só conosco residentes, dando início ao nosso planejamento, onde ela nos apresentou alguns documentos como a Base Nacional Comum Curricular- BNCC, Documento Curricular Referencial do Ceará, Matriz de Conhecimento Básico, Formação para a Implementação do Novo Ensino Médio e a Matriz Sereada. Logo após, ela abriu um arquivo no seu notebook, que continha como se encontrava a situação de cada aluno se estava no crítico, ou muito crítico ou intermediário e por fim o regular. O nosso primeiro planejamento foi basicamente isso, mas uma apresentação sobre documentos e a situação dos alunos. No dia 13 de Junho ocorreu o nosso segundo planejamento, que também ocorreu na escola Gaspar Dutra, onde eu e os outros residentes nos organizamos, em relação aos conteúdos que iríamos ministrar durante as aulas. A preceptora Valdeci, nos apresentou a possibilidade de trabalhar com os descritores do Spaece na sala de terceiro ano, visto que, a escola Gaspar Dutra é bastante voltada para as provas externas como ENEM, Spaece, UECE. E nós apresentou cada conteúdo que nós poderíamos trabalhar, durante as aulas no terceiro ano, de acordo com as provas externas. Em um primeiro momento ficou acordado que ministraríamos aulas apenas no terceiro ano, mas depois foi mudado e daríamos aulas também no primeiro e segundo. Os conteúdo trabalhado nesses anos respectivamente, seria os mesmo conteúdos que a preceptora Valdeci iria trabalhar com eles na sala de aula, sendo eles Arcadismo, tipos de sujeito e o mordenismo também no terceiro ano. Contudo, pode ser adquirir como experiência todos os esses duas de planejamento, de ver na prática como funciona e entender que, professores que planejam adequadamente têm maior probabilidade de alcançar resultados de aprendizado significativos. Ao todo foram realizadas 14 horas de planejamento na escola Gaspar Dutra e na biblioteca do IFCE. Portanto, o planejamento é uma ferramenta essencial para alcançar sucesso e eficiência em várias áreas da vida. Ele não apenas define metas edireciona ações, mas também proporciona uma estrutura sólida para enfrentar desafios, tomar decisões informadas e alcançar resultados desejados. Independentemente do contexto, o planejamento é uma habilidade valiosa que pode impulsionar o progresso e o crescimento. 3. Regências Segundo Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção." Então, na perspectiva do Programa Residência Pedagógica (PRP) do Ministério da Educação (MEC) do Brasil, a "regência" refere-se ao período durante o qual os estudantes de licenciatura, também chamados de residentes, assumem a responsabilidade pela condução de atividades de ensino em sala de aula, sob a supervisão de um professor da escola parceira e a orientação de um professor da universidade. Em outras palavras, a "regência" no contexto do PRP é o momento em que os estudantes de licenciatura têm a oportunidade de aplicar na prática o que aprenderam em sua formação teórica. Durante essa fase, Nós planejamos, ministramos aulas, interagimos com os alunos, avaliamos o aprendizado e enfrentamos os desafios da sala de aula, tudo isso sob a orientação e o acompanhamento de profissionais experientes. Demos inicio a nossa regência no dia 02 de Agosto, onde eu e a outra residente Maryelle, fomos ministrar nossa aula sobre os níveis de linguagem na sala do terceiro ano. Em comunhão com os demais residentes decidimos ministrar aula também no Anexo da escola Gaspar Dutra que oferta o ensino médio no turno da noite e pela manhã oferta os ensinos fundamentais I e II chamada de Escola Francisco Carlos de Pinho. Chegando a escola, a coordenadora da área de Linguagens nos informou que durante aquele dia estaria ocorrendo a aplicação de duas redações e que a gente poderia aplicar, então fomos direcionados a sala de aula do terceiro ano, e ao adentramos na sala, nos apresentamos, falamos um pouco sobre o PRP e demos inicio a proposta repassada para a gente. Começamos lendo as propostas das redações, em seguida lemos os textos motivadores e demos um tempo para que cada aluno pudesse fazer o seu texto. A coordenadora da área de linguagens pediu para que fizessemos a aplicação das redações pois os meninos teriam uma data específica para a entrega da mesma. A priori, Escola Francisco Carlos de Pinho também possui baixa frequência, e nesse dia na sala de terceiro ano, só havia três alunos, estes informaram que o principal motivo era a falta de transporte escolar, o que impossibilita o aluno estar em sala de aula. No dia 03 de Agosto, eu e a outra residente Cristiane, fomos reger pela manhã na sala de terceiro ano. Utilizamos para dar aula o Saber 23 que seria Identificar os níveis de linguagem e as marcas linguísticas no locutor e interlocutor. Nos demos inicio a aulas as 07:00 e iria até as 07:50 visto que, a preceptora só tinha uma aula neste dia. Nós iniciamos falando sobre os níveis de linguagem explicando, fizemos uma mapa mental no quadro para explicação ficar bem claro e para melhor entendimento dos alunos. Neste dia, a turma estava bastante participativa e foi conseguido repassar uma boa aula, com bastante interação. Dia 04 de Agosto ainda na sala de terceiro ano, Gustavo e eu demos continuidade a aula do saber 23, explicando no dia anterior sobre os níveis de linguagem, entregamos uma atividade impressa sobre tal conteúdo já visto, para que os alunos fizessem e nos regentes pudéssemos ver se eles conseguiram absorver e entender o conteúdo dado no dia anterior. Feito a atividade partimos para a correção, pedíamos para os alunos lerem as questões e depois íamos debater o porque de tal alternativa está correta e a outra incorreta, o que gerou bastante participação dos alunos durante o processo. Logo após começamos a ver sobre o conteúdo variação linguística mais focado nos tipos de linguagem, com ênfase na variação regional, depois de explicado cada um dos tipos de variação, eu e o meu parceiro, trouxemos o filme Aí que vida! Para que os alunos pudessem perceber como o linguagem muda de uma determinada região para outra, foi muito bom, foi muito proveitoso e divertido assistir esse filme. Ao decorrer do filme os alunos escreveram no caderno algumas das palavras utilizadas pelos personagens para depois debatermos, muitos disseram que nunca tinham ouvido determinadas expressões, outro já tinham visto alguém falar. Dia 08 de Agosto, estávamos em sala eu, Maryelle e o Gustavo. Neste dia trabalhamos com o terceiro ano as Competências 1 e 2 da redação. A aula foi expositiva com explicação sobre as competências 1 e 2 da redação do Enem. Depois de explicada as competências, entregamos alguns textos impressos de redação nota 1000 para que eles fizessem a leirura e depois fazeriamos a discussão de acordo com cada competência explicada no inicio da aula. Logo após, como atividade pedimos que cada um fizesse um texto dissertativo-argumentativo, e o tema ficava a escolha do aluno. Dia 10 de Agosto, a coordenadora nos pediu que trabalhassemos nas salas de primeiro e segundo ano, o soletrando. O soletrando é um projeto da escola, em um dia se reúnem todos os alunos da escola e é feita uma competição, onde os alunos irão soletrar algumas palavras. Alguns dias antes são entregue aos alunos para que eles possam ler, treinar e se aprofundar mais em casa. Visando isso resolvemos fazer uma dinâmica, nestas salas. A dinâmica era o seguinte, foi escolhido dois alunos, para ir ate a frente e os nós regentes iríamos dizer quais palavras eles deviam soletrar e a partir dos acertos ganhariam pontos. No começo, alguns não queriam participar, mas a gente foi ganhando eles e deu tudo certo no final, todos participaram da dinâmica. Dia 11 de Agosto foi feita uma revisão sobre os saberes 23 e 11, sobre os níveis de linguagem, elementos da comunicação e variação linguística. No primeiro tempo foi trabalhado uma dinâmica, onde a sala seria dividida em equipe, e cada uma escolheria um número, após a escolha foi feito perguntas em relação aos conteúdos passados em sala de aula e a equipe que marcasse mais pontos seria a equipe vencedora e ganharia uma caixa de chocolate. No segundo tempo, depois do intervalo, foi exibido o filme “MARIGUELLA”, para contribuir com o repertório sociocultural dos alunos para a escrita das redações. Dia 15 de Agosto iniciamos a uma na sala do segundo ano, e trabalhamos com ele os tipos de sujeito, trouxemos exemplos, frases para que eles pudessem identificar melhor cada sujeito. A sala do segundo ano tanto o A como o B, são bastante participativos, interagem com o professor, fazem perguntas, o que deixar a aula bastante interessante. No segundo tempo , fomos para a sala do terceiro ano vimos o conteúdo de Literatura Modernismo. Apresentamos slide, e focamos principalmente na escritora Clarice Lispector, trazendo suas principais obras. E uma delas que demos ênfase foi no livro a hora da estrela. Dia 16 de Agosto, depois de ter falado um pouco sobre a obra a hora da estrela de Clarice Lispector, decidimos levar o filme para que todos pudessem assistir e entender um pouco sobre do que falava a obra, sobre quais as críticas. Já que na biblioteca não havia livro suficiente para todos. Depois de assistido o filme, pedimos pra que os alunos fizessem uma resenha crítica à respeito da obra, do filme assistido. Dia 17 de Agosto, iniciei a aula nas salas de segundo ano B, expliquei sobre os tipos de sujeito, e logo após, entreguei uma atividade impressa para que fosse feita ainda em sala. Na terceira aula, fui reger na sala do segundo A, onde usei da mesma metodologia do segundo ano B, como a gente já tinha visto na aula passada sobre os tipos de sujeito, fiz uma breve retomada com eles e entreguei a atividade impressa para eles e dei um tempo para que todosconseguissem responder. Na quinta aula, fui Lara a sala do primeiro ano B, lá iniciei o conteúdo de Arcadismo, apresentei slide e trouxe um pequeno vídeo que continha as principais características do arcadismo. A noite a escola Gaspar Dutra ofertou uma oficina de redação ministradas por nós, regentes. Por ser a noite a frequência foi muito baixa, pouquíssimos alunos vinheram, mas foi bastante proveitoso, lá conseguimos tirar dúvidas sobre como iniciar o seu texto, sobre com o criar uma tese, o que escrever nos desenvolvimentos I e II, e sobre como fazer uma conclusão bem detalhada. a conclusão da regência no Gaspar Dutra foi acompanhada de sentimentos mistos, já que nos residentes sentiremos saudades da interação diária com os alunos e da atmosfera da sala de aula daquela escola. No entanto, essa conclusão marca o início de uma nova etapa na nossa formação e nos prepara para enfrentar os desafios e as oportunidades que aguardam durante o módulo II. Foi um momento de orgulho, conquista e otimismo em relação ao futuro da educação 4. Avaliação da Aprendizagem No final do primeiro módulo, olho para trás com gratidão pela oportunidade de aprendizado que o PRP proporcionou. A avaliação da minha aprendizagem não foi apenas um processo de verificação de desempenho, mas sim um caminho para o crescimento profissional e pessoal. Estou ansioso para os próximos módulos do programa, sabendo que a avaliação continuará a ser uma ferramenta valiosa para minha evolução como educador.urante o primeiro módulo do Programa Residência Pedagógica (PRP), minha jornada de aprendizado foi intensa e repleta de descobertas enriquecedoras. Como observadora, eu pude perceber que a preceptora utiliza como forma de avaliação dos alunos exercícios impressos, alguns muito extenso, com 34 questões e de múltiplas escolhas. O que gerou um pequeno falatório dentro da sala de aulas, pois alguns alunos reclamaram da quantidade de questão. Ao final, o aluno que respondesse todas as 3 questões iria ganhar dois pontos na prova bimestral. Com isso, muitos alunos passaram a utilizar o celular para responder tais questões, mas não com o fito de aprendizagem do conteúdo e sim para adquirirem os pontos. Então ao perceber, o uso do celular para resolução das questões a preceptora passou a perguntar o porque que o aluno tinha escolhido aquela alternativa. Com isso, ao meu ver, considerei essa metodologia negativa, pela a quantidade de questões e pelo o aviso dos dois pontos ditos antecipadamente, pois isso gerou um desinteresse em relação ao conteúdo, deixando os alunos voltado apenas para os dois pontos que iriam ganhar. Em quase todas aulas, a metodologia da professora era a mesma, sua avaliação era feita por meio de exercícios impressos para serem feitos dentro da sala de aula. Assim como o 1° A o 1° B também é uma sala bastante numerosa, então a preceptora Valdeci usou da mesma metodologia nas duas salas, que seria a escrita dos textos. Cada dupla iria fazer a leitura de seu texto ao final da escrita para toda a sala. As turmas de 2° ano já tem uma frequência mais baixa em relação às turmas de primeiro, no segundo ano A encontravam-se apenas 11 alunos, então a preceptora Deci deu início a sua aula retomando o conteúdo da aula passada em que ela falava sobre conjunções e palavras invariáveis. Em seguida, depois de toda a retomada, ela entregou uma atividade impressa sobre o conteúdo visto, e que tinha como intuito responder o maior número de questões possíveis para ganhar um ponto na prova bimestral. Essa turma era bastante calma e tranquila. No segundo ano B foi usado a mesma metodologia passada na outra sala, eles também possui uma baixa frequência em sala de aula, com apenas 17 alunos. Porém, essa turma mesmo com um número baixo é bastante esforçada, e realmente tentam fazer as atividades propostas. A sala de terceiro ano é uma sala de alunos, um pouco agitados e eufóricos, em alguns momentos a professoras Valdeci teve que intervir para dar a sua aula. Então ela fez a devolutivo dos chamados projetos de texto de cada aluno. Esse projeto de texto, é para ajudar na escrita em relação a redação do ENEM. Então ela começou a chamar cada aluno individualmente na sua mesa, pra mostrar em quais pontos da escrita esse aluno precisaria melhorar e aqueles que não tinham feito o seu projeto de texto iria fazer durante a aula. Percebe-se que a sala do terceiro ano tem bastante enfoque nas provas externas como o ENEM. A avaliação da minha aprendizagem como professor em formação, nesse período desempenhou um papel fundamental em minha formação como futuro professor. No início do programa, eu estava ansioso e cheio de expectativas, mas também ciente dos desafios que enfrentaria ao entrar em sala de aula como responsável pelo ensino. A avaliação começou desde o primeiro dia, quando comecei a planejar minhas aulas e interagir com os alunos da escola parceira.A observação das aulas foi uma parte essencial da avaliação. Saber que professores experientes estavam observando meu desempenho era, inicialmente, um pouco intimidante, mas rapidamente percebi que era uma oportunidade valiosa para receber feedback direto e específico. Os supervisores e professores universitários me forneceram orientações construtivas que me ajudaram a melhorar minha prática pedagógica. Minhas interações com os alunos também foram objeto de avaliação. Aprender a estabelecer um vínculo com eles, a responder às suas perguntas e a lidar com desafios comportamentais foi uma parte importante do meu crescimento como professor em formação. A avaliação dessas interações me ajudou a aprimorar minha habilidade de comunicação e meu relacionamento com os estudantes. Além disso, minha capacidade de autoavaliação cresceu ao longo do primeiro módulo do PRP. Aprendi a refletir sobre meu próprio desempenho, identificar áreas que precisavam de aprimoramento e definir metas de desenvolvimento pessoal. Essa autorreflexão tornou-se uma parte fundamental do meu processo de aprendizado contínuo. No final do primeiro módulo, olho para trás com gratidão pela oportunidade de aprendizado que o PRP proporcionou. A avaliação da minha aprendizagem não foi apenas um processo de verificação de desempenho, mas sim um caminho para o crescimento profissional e pessoal. Estou ansioso para os próximos módulos do programa, sabendo que a avaliação continuará a ser uma ferramenta valiosa para minha evolução como educador. 5) Conclusão (Culminância do módulo) No dia 05 de Setembro deu-se inicio a Culminância de encerramento do módulo I, onde nos residentes, das escolas-campo, Gonzaga Mota, IFCE e Gaspar Dutra, fizemos apresentações em forma de seminários pontuando alguns tópicos importantes de cada escola-campo como, Ambientação, planejamento, observação, regência e avaliação. Cada grupo falou de suas experiências tanto coletivamente, como sendo individualmente. Tivemos a presença do Diretor do Campus IFCE Crateús e de alguns professores que também são orientadores do PRP da Geografia e Matemática. Contamos com a presença também da preceptora Berenice da escola-campo Gonzaga Mota, e da Coordenadora da área de linguagens, a nova preceptora da escola- campo Lions também esteve presente. As apresentações deram início às 14 horas e se estenderam até as 17:00. Depois disso, as 19:00 houve uma palestra de Letramento Racial: Construindo uma escola antirracista. Com a Historiadora e pedagoga Silvia Maria Vieira dos Santos, iniciado as 19 horas do também dia 05 de Setembro se estendendo até as 21:00. No dia seguinte, 06 de Setembro, participamos de uma oficina ainda com a professora Silvia, também sobre Letramento Racial que foi de 08 horas até as 11:30 e por fim para encerramento da Culminância a tarde, mas precisamente às 14 horas,nos residentes participamos de uma Live de formação docente no IFCE: Experiência no Programa Residência Pedagógica. Esses dias de Culminância foram muito importantes, pois, podemos compartilhar com os nossos colegas como foi cada experiência nas escolas-campo daquele módulo, e ver que todos nós enfrentamos desafios, mas também tivemos momentos de muito aprendizado. E que agora vamos seguir rumo ao Módulo II, para adquirir novas experiências, novos aprendizados e enfrentar novos desafios.