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RELATÓRIO DE ATIVIDADES RESIDENTE – MÓDULO I 
 
Dados do residente 
Nome: Rannylle Alves Senhor 
Curso: Licenciatura em Letras E-mail: 
rannylle.alves08@aluno.ifce.edu.br 
Módulo: I Período: 15/05/2023 a 17/08/2023 
Dados do docente orientador 
Nome: Jaiane Oliveira de Araújo; Rita de Cássia Kramer Wanderley 
Escola-campo: E.E.M.T.I Eurico Gaspar Dutra 
Dados do preceptor (a) 
Nome: Maria Valdeci Azevedo de Ponte 
Escola-campo: E.E.M.T.I Eurico Gaspar Dutra 
 
1. Formação da equipe 
O Programa Residência Pedagógica deu início dia 15 de Maio, durante uma 
Live online, onde estavam presentes, os alunos que fazem o PIBID, e também 
os residentes do Residência Pedagógica, a coordenadora Lurdes Neta fez o 
lançamento das novas bolsas do PIBID e do Residência Pedagógica. Então 
dois dias depois, no dia 17 de maio ocorreu outra reunião online de evento 
inaugural mas dessa vez só com os residentes do PRP, e teve como assunto 
o novo ensino médio. No dia seguinte, 18 de Maio as orientadoras Jaiane e 
Rita ministraram a reunião presencial de apresentação do programa, com 
todos os residentes e preceptores, onde nos foram apresentados aos 
preceptores e logo em seguida ocorreu a divisão dos grupos e as escolas-
campo que cada grupo iria ficar durante os 3 meses e 10 dias. Nós dias 22 e 
29 de Maio, respectivamente ocorreu reunião presencial de apresentação dos 
objetivos do programa da previsão do calendário e também, ocorreu 
apresentação do diário de bordo e o alinhamento com os preceptores. 
mailto:rannylle.alves08@aluno.ifce.edu.br
 
 
 
 
Dado início ao primeiro módulo na escola-campo, eu e mais quatro residentes, 
sendo eles Bruno Rafael, Luís Gustavo, Maria Cristiane e Maryelle, juntamente com 
a preceptora Maria Valdeci, demos inicio ao dia de ambientação na escola-campo 
no dia 30 de Maio. Durante a ambientação podemos conhecer um pouco mais sobre 
a escola, foi nos apresentado como era a escola e o funcionamento da mesma. A 
escola Eurico Gaspar Dutra, foi construída dentro das exigências modernas 
do ensino. Fica localizada no início da rua Eduardo Albuquerque, 240 é 
órgão da Secretária de Educação Básica e foi construída na gestão do 
governador César Cals, que teve início em 1974 pela construtora ENCOL, 
sob a administração do Engenheiro Dr. Napoleão Soares Neto, tendo sido 
escolhido para auxiliá-lo, o Sr. Francisco Sampaio, que com muito amor a 
este bairro, dedicou-se a este serviço, para que esta escola fosse construída 
o quanto antes para assim oferecer assistência educacional às crianças 
deste bairro. Foi inaugurada dia 15 de Março de 1975 pelo Governador 
Adauto Bezerra. A partir do ano de 2019, a escola Gaspar Dutra passou a 
funcionar como escola de tempo integral, de início somente com as salas de 
primeiro ano integral, as salas de segundo e terceiro ano seria de ensino 
regular. A escola também faz uso do ensino EJA. A escola possui ao total 
147 alunos, tem um espaço bastante amplo, possui quadra, pátio, refeitório, 
biblioteca, laboratório de informática, e para uso de aula é utilizado 5 salas, 2 
primeiros anos, 2 segundos anos e 1 terceiro ano. A Escola não possui 
muitos equipamentos tecnológicos, então para o uso durante as aulas devem 
ser feitas marcações na agenda, que fica disponível na sala dos professores. 
A escola dispõem de rede de esgoto e água tratada, é um ambiente bastante 
calmo e sem barulho. Durante ambientação, vimos que a biblioteca tem 
diversos livros de autores bastante conhecidos e renomados, como Machado 
de Assis, Eça de Queiroz e Graciliano Ramos. Em relação, ao perfil 
socioeconômico dos alunos, são todos de renda baixa a média, pois a 
maioria dos alunos moram no próprio bairro onde se localiza a escola, que é 
um bairro periférico. Esse bairro em que está localizada a escola, é um bairro 
com diversidades de problemas sociais, é distante do centro, não oferta 
 
 
 
 
transporte coletivo, somente sistema de moto táxi. As drogas, prostituição, 
problemas familiares, mesmo não sendo essa a função da escola já foram 
encaminhados alguns alunos e familiares para o Conselho Tutelar, CRAS, e 
foram-se trabalhados essas famílias para que elas mantenham os alunos na 
escola. 
Uma das potencialidades que foi percebido, é que os alunos gostam bastante 
de participar de projetos. A escola faz parte de um projeto que se chama 
alunos que inspiram e a escola Gaspar Dutra conseguiu se classificar para a 
fase Estadual em três modalidades, fotografia- PCD, cordel e a banda 
autoral. Projetos, dinâmicas, aulas diferentes, é algo que prende os muito 
alunos desta escola-campo, eles amam participar, competir, foi algo que me 
chamou bastante atenção, eles interagem mais quando você traz algo novo 
para a sala de aula. 
2. Planejamento 
O planejamento desempenha um papel fundamental em todas as esferas da 
vida, seja no âmbito pessoal, profissional ou educacional. Sua importância 
reside na capacidade de fornecer direção, organização e eficiência na 
consecução de objetivos e metas. O planejamento nos permite ter 
alinhamento de objetivos permitindo que os indivíduos e as organizações 
definam claramente seus objetivos e metas. Isso garante que todos 
trabalhem na mesma direção, evitando a dispersão de esforços e recursos. 
Outro ponto importante, a Economia de Tempo e Recursos, ao antecipar e 
mapear atividades, o planejamento ajuda a evitar desperdícios de tempo e 
recursos. Isso resulta em maior eficiência e produtividade, pois as ações são 
executadas de forma mais coordenada e eficaz. 
O nosso primeiro dia de planejamento ocorreu dia 06 de Junho, a reunião foi 
mediada pela coordenadora com os professores de linguagem, em seguida, 
foi entregue uma folha com todas as pautas que iriam ser trabalhadas 
naquele dia. Mas adiante, depois que passou esse momento a preceptora 
 
 
 
 
Valdeci, teve um momento só conosco residentes, dando início ao nosso 
planejamento, onde ela nos apresentou alguns documentos como a Base 
Nacional Comum Curricular- BNCC, Documento Curricular Referencial do 
Ceará, Matriz de Conhecimento Básico, Formação para a Implementação do 
Novo Ensino Médio e a Matriz Sereada. Logo após, ela abriu um arquivo no 
seu notebook, que continha como se encontrava a situação de cada aluno se 
estava no crítico, ou muito crítico ou intermediário e por fim o regular. O 
nosso primeiro planejamento foi basicamente isso, mas uma apresentação 
sobre documentos e a situação dos alunos. 
No dia 13 de Junho ocorreu o nosso segundo planejamento, que também 
ocorreu na escola Gaspar Dutra, onde eu e os outros residentes nos 
organizamos, em relação aos conteúdos que iríamos ministrar durante as 
aulas. A preceptora Valdeci, nos apresentou a possibilidade de trabalhar com 
os descritores do Spaece na sala de terceiro ano, visto que, a escola Gaspar 
Dutra é bastante voltada para as provas externas como ENEM, Spaece, 
UECE. E nós apresentou cada conteúdo que nós poderíamos trabalhar, 
durante as aulas no terceiro ano, de acordo com as provas externas. 
Em um primeiro momento ficou acordado que ministraríamos aulas apenas 
no terceiro ano, mas depois foi mudado e daríamos aulas também no 
primeiro e segundo. Os conteúdo trabalhado nesses anos respectivamente, 
seria os mesmo conteúdos que a preceptora Valdeci iria trabalhar com eles 
na sala de aula, sendo eles Arcadismo, tipos de sujeito e o mordenismo 
também no terceiro ano. Contudo, pode ser adquirir como experiência todos 
os esses duas de planejamento, de ver na prática como funciona e entender 
que, professores que planejam adequadamente têm maior probabilidade de 
alcançar resultados de aprendizado significativos. Ao todo foram realizadas 
14 horas de planejamento na escola Gaspar Dutra e na biblioteca do IFCE. 
Portanto, o planejamento é uma ferramenta essencial para alcançar sucesso 
e eficiência em várias áreas da vida. Ele não apenas define metas edireciona ações, mas também proporciona uma estrutura sólida para 
enfrentar desafios, tomar decisões informadas e alcançar resultados 
desejados. Independentemente do contexto, o planejamento é uma 
habilidade valiosa que pode impulsionar o progresso e o crescimento. 
3. Regências 
Segundo Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as 
possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção." Então, na 
perspectiva do Programa Residência Pedagógica (PRP) do Ministério da 
Educação (MEC) do Brasil, a "regência" refere-se ao período durante o qual 
os estudantes de licenciatura, também chamados de residentes, assumem a 
responsabilidade pela condução de atividades de ensino em sala de aula, 
sob a supervisão de um professor da escola parceira e a orientação de um 
professor da universidade. Em outras palavras, a "regência" no contexto do 
PRP é o momento em que os estudantes de licenciatura têm a oportunidade 
de aplicar na prática o que aprenderam em sua formação teórica. Durante 
essa fase, Nós planejamos, ministramos aulas, interagimos com os alunos, 
avaliamos o aprendizado e enfrentamos os desafios da sala de aula, tudo 
isso sob a orientação e o acompanhamento de profissionais experientes. 
Demos inicio a nossa regência no dia 02 de Agosto, onde eu e a outra 
residente Maryelle, fomos ministrar nossa aula sobre os níveis de linguagem 
na sala do terceiro ano. Em comunhão com os demais residentes decidimos 
ministrar aula também no Anexo da escola Gaspar Dutra que oferta o ensino 
médio no turno da noite e pela manhã oferta os ensinos fundamentais I e II 
chamada de Escola Francisco Carlos de Pinho. Chegando a escola, a 
coordenadora da área de Linguagens nos informou que durante aquele dia 
estaria ocorrendo a aplicação de duas redações e que a gente poderia 
aplicar, então fomos direcionados a sala de aula do terceiro ano, e ao 
adentramos na sala, nos apresentamos, falamos um pouco sobre o PRP e 
demos inicio a proposta repassada para a gente. Começamos lendo as 
 
 
 
 
propostas das redações, em seguida lemos os textos motivadores e demos 
um tempo para que cada aluno pudesse fazer o seu texto. A coordenadora 
da área de linguagens pediu para que fizessemos a aplicação das redações 
pois os meninos teriam uma data específica para a entrega da mesma. A 
priori, Escola Francisco Carlos de Pinho também possui baixa frequência, e 
nesse dia na sala de terceiro ano, só havia três alunos, estes informaram que 
o principal motivo era a falta de transporte escolar, o que impossibilita o 
aluno estar em sala de aula. 
No dia 03 de Agosto, eu e a outra residente Cristiane, fomos reger pela 
manhã na sala de terceiro ano. Utilizamos para dar aula o Saber 23 que seria 
Identificar os níveis de linguagem e as marcas linguísticas no locutor e 
interlocutor. Nos demos inicio a aulas as 07:00 e iria até as 07:50 visto que, a 
preceptora só tinha uma aula neste dia. Nós iniciamos falando sobre os 
níveis de linguagem explicando, fizemos uma mapa mental no quadro para 
explicação ficar bem claro e para melhor entendimento dos alunos. Neste 
dia, a turma estava bastante participativa e foi conseguido repassar uma boa 
aula, com bastante interação. 
Dia 04 de Agosto ainda na sala de terceiro ano, Gustavo e eu demos 
continuidade a aula do saber 23, explicando no dia anterior sobre os níveis 
de linguagem, entregamos uma atividade impressa sobre tal conteúdo já 
visto, para que os alunos fizessem e nos regentes pudéssemos ver se eles 
conseguiram absorver e entender o conteúdo dado no dia anterior. Feito a 
atividade partimos para a correção, pedíamos para os alunos lerem as 
questões e depois íamos debater o porque de tal alternativa está correta e a 
outra incorreta, o que gerou bastante participação dos alunos durante o 
processo. Logo após começamos a ver sobre o conteúdo variação linguística 
mais focado nos tipos de linguagem, com ênfase na variação regional, depois 
de explicado cada um dos tipos de variação, eu e o meu parceiro, trouxemos 
o filme Aí que vida! Para que os alunos pudessem perceber como o 
 
 
 
 
linguagem muda de uma determinada região para outra, foi muito bom, foi 
muito proveitoso e divertido assistir esse filme. Ao decorrer do filme os 
alunos escreveram no caderno algumas das palavras utilizadas pelos 
personagens para depois debatermos, muitos disseram que nunca tinham 
ouvido determinadas expressões, outro já tinham visto alguém falar. 
Dia 08 de Agosto, estávamos em sala eu, Maryelle e o Gustavo. Neste dia 
trabalhamos com o terceiro ano as Competências 1 e 2 da redação. A aula 
foi expositiva com explicação sobre as competências 1 e 2 da redação do 
Enem. Depois de explicada as competências, entregamos alguns textos 
impressos de redação nota 1000 para que eles fizessem a leirura e depois 
fazeriamos a discussão de acordo com cada competência explicada no inicio 
da aula. Logo após, como atividade pedimos que cada um fizesse um texto 
dissertativo-argumentativo, e o tema ficava a escolha do aluno. 
Dia 10 de Agosto, a coordenadora nos pediu que trabalhassemos nas salas 
de primeiro e segundo ano, o soletrando. O soletrando é um projeto da 
escola, em um dia se reúnem todos os alunos da escola e é feita uma 
competição, onde os alunos irão soletrar algumas palavras. Alguns dias 
antes são entregue aos alunos para que eles possam ler, treinar e se 
aprofundar mais em casa. Visando isso resolvemos fazer uma dinâmica, 
nestas salas. A dinâmica era o seguinte, foi escolhido dois alunos, para ir ate 
a frente e os nós regentes iríamos dizer quais palavras eles deviam soletrar e 
a partir dos acertos ganhariam pontos. No começo, alguns não queriam 
participar, mas a gente foi ganhando eles e deu tudo certo no final, todos 
participaram da dinâmica. 
Dia 11 de Agosto foi feita uma revisão sobre os saberes 23 e 11, sobre os 
níveis de linguagem, elementos da comunicação e variação linguística. No 
primeiro tempo foi trabalhado uma dinâmica, onde a sala seria dividida em 
equipe, e cada uma escolheria um número, após a escolha foi feito perguntas 
em relação aos conteúdos passados em sala de aula e a equipe que 
 
 
 
 
marcasse mais pontos seria a equipe vencedora e ganharia uma caixa de 
chocolate. No segundo tempo, depois do intervalo, foi exibido o filme 
“MARIGUELLA”, para contribuir com o repertório sociocultural dos alunos 
para a escrita das redações. 
Dia 15 de Agosto iniciamos a uma na sala do segundo ano, e trabalhamos 
com ele os tipos de sujeito, trouxemos exemplos, frases para que eles 
pudessem identificar melhor cada sujeito. A sala do segundo ano tanto o A 
como o B, são bastante participativos, interagem com o professor, fazem 
perguntas, o que deixar a aula bastante interessante. No segundo tempo , 
fomos para a sala do terceiro ano vimos o conteúdo de Literatura 
Modernismo. Apresentamos slide, e focamos principalmente na escritora 
Clarice Lispector, trazendo suas principais obras. E uma delas que demos 
ênfase foi no livro a hora da estrela. 
Dia 16 de Agosto, depois de ter falado um pouco sobre a obra a hora da 
estrela de Clarice Lispector, decidimos levar o filme para que todos 
pudessem assistir e entender um pouco sobre do que falava a obra, sobre 
quais as críticas. Já que na biblioteca não havia livro suficiente para todos. 
Depois de assistido o filme, pedimos pra que os alunos fizessem uma 
resenha crítica à respeito da obra, do filme assistido. 
Dia 17 de Agosto, iniciei a aula nas salas de segundo ano B, expliquei sobre 
os tipos de sujeito, e logo após, entreguei uma atividade impressa para que 
fosse feita ainda em sala. Na terceira aula, fui reger na sala do segundo A, 
onde usei da mesma metodologia do segundo ano B, como a gente já tinha 
visto na aula passada sobre os tipos de sujeito, fiz uma breve retomada com 
eles e entreguei a atividade impressa para eles e dei um tempo para que 
todosconseguissem responder. Na quinta aula, fui Lara a sala do primeiro 
ano B, lá iniciei o conteúdo de Arcadismo, apresentei slide e trouxe um 
pequeno vídeo que continha as principais características do arcadismo. A 
noite a escola Gaspar Dutra ofertou uma oficina de redação ministradas por 
 
 
 
 
nós, regentes. Por ser a noite a frequência foi muito baixa, pouquíssimos 
alunos vinheram, mas foi bastante proveitoso, lá conseguimos tirar dúvidas 
sobre como iniciar o seu texto, sobre com o criar uma tese, o que escrever 
nos desenvolvimentos I e II, e sobre como fazer uma conclusão bem 
detalhada. 
a conclusão da regência no Gaspar Dutra foi acompanhada de sentimentos 
mistos, já que nos residentes sentiremos saudades da interação diária com os 
alunos e da atmosfera da sala de aula daquela escola. No entanto, essa 
conclusão marca o início de uma nova etapa na nossa formação e nos prepara 
para enfrentar os desafios e as oportunidades que aguardam durante o módulo 
II. Foi um momento de orgulho, conquista e otimismo em relação ao futuro da 
educação 
 
 
 
 
 
4. Avaliação da Aprendizagem 
 No final do primeiro módulo, olho para trás com gratidão pela 
oportunidade de aprendizado que o PRP proporcionou. A avaliação da minha 
aprendizagem não foi apenas um processo de verificação de desempenho, 
mas sim um caminho para o crescimento profissional e pessoal. Estou 
ansioso para os próximos módulos do programa, sabendo que a avaliação 
continuará a ser uma ferramenta valiosa para minha evolução como 
educador.urante o primeiro módulo do Programa Residência Pedagógica 
(PRP), minha jornada de aprendizado foi intensa e repleta de descobertas 
enriquecedoras. Como observadora, eu pude perceber que a preceptora 
utiliza como forma de avaliação dos alunos exercícios impressos, alguns 
muito extenso, com 34 questões e de múltiplas escolhas. O que gerou um 
pequeno falatório dentro da sala de aulas, pois alguns alunos reclamaram da 
quantidade de questão. Ao final, o aluno que respondesse todas as 3 
 
 
 
 
questões iria ganhar dois pontos na prova bimestral. Com isso, muitos alunos 
passaram a utilizar o celular para responder tais questões, mas não com o 
fito de aprendizagem do conteúdo e sim para adquirirem os pontos. Então ao 
perceber, o uso do celular para resolução das questões a preceptora passou 
a perguntar o porque que o aluno tinha escolhido aquela alternativa. Com 
isso, ao meu ver, considerei essa metodologia negativa, pela a quantidade 
de questões e pelo o aviso dos dois pontos ditos antecipadamente, pois isso 
gerou um desinteresse em relação ao conteúdo, deixando os alunos voltado 
apenas para os dois pontos que iriam ganhar. Em quase todas aulas, a 
metodologia da professora era a mesma, sua avaliação era feita por meio de 
exercícios impressos para serem feitos dentro da sala de aula. Assim como o 
1° A o 1° B também é uma sala bastante numerosa, então a preceptora 
Valdeci usou da mesma metodologia nas duas salas, que seria a escrita dos 
textos. Cada dupla iria fazer a leitura de seu texto ao final da escrita para 
toda a sala. As turmas de 2° ano já tem uma frequência mais baixa em 
relação às turmas de primeiro, no segundo ano A encontravam-se apenas 11 
alunos, então a preceptora Deci deu início a sua aula retomando o conteúdo 
da aula passada em que ela falava sobre conjunções e palavras invariáveis. 
Em seguida, depois de toda a retomada, ela entregou uma atividade 
impressa sobre o conteúdo visto, e que tinha como intuito responder o maior 
número de questões possíveis para ganhar um ponto na prova bimestral. 
Essa turma era bastante calma e tranquila. No segundo ano B foi usado a 
mesma metodologia passada na outra sala, eles também possui uma baixa 
frequência em sala de aula, com apenas 17 alunos. Porém, essa turma 
mesmo com um número baixo é bastante esforçada, e realmente tentam 
fazer as atividades propostas. A sala de terceiro ano é uma sala de alunos, 
um pouco agitados e eufóricos, em alguns momentos a professoras Valdeci 
teve que intervir para dar a sua aula. Então ela fez a devolutivo dos 
chamados projetos de texto de cada aluno. Esse projeto de texto, é para 
ajudar na escrita em relação a redação do ENEM. Então ela começou a 
 
 
 
 
chamar cada aluno individualmente na sua mesa, pra mostrar em quais 
pontos da escrita esse aluno precisaria melhorar e aqueles que não tinham 
feito o seu projeto de texto iria fazer durante a aula. Percebe-se que a sala 
do terceiro ano tem bastante enfoque nas provas externas como o ENEM. 
 A avaliação da minha aprendizagem como professor em formação, nesse 
período desempenhou um papel fundamental em minha formação como 
futuro professor. No início do programa, eu estava ansioso e cheio de 
expectativas, mas também ciente dos desafios que enfrentaria ao entrar em 
sala de aula como responsável pelo ensino. A avaliação começou desde o 
primeiro dia, quando comecei a planejar minhas aulas e interagir com os 
alunos da escola parceira.A observação das aulas foi uma parte essencial da 
avaliação. Saber que professores experientes estavam observando meu 
desempenho era, inicialmente, um pouco intimidante, mas rapidamente 
percebi que era uma oportunidade valiosa para receber feedback direto e 
específico. Os supervisores e professores universitários me forneceram 
orientações construtivas que me ajudaram a melhorar minha prática 
pedagógica. Minhas interações com os alunos também foram objeto de 
avaliação. Aprender a estabelecer um vínculo com eles, a responder às suas 
perguntas e a lidar com desafios comportamentais foi uma parte importante 
do meu crescimento como professor em formação. A avaliação dessas 
interações me ajudou a aprimorar minha habilidade de comunicação e meu 
relacionamento com os estudantes. Além disso, minha capacidade de 
autoavaliação cresceu ao longo do primeiro módulo do PRP. Aprendi a 
refletir sobre meu próprio desempenho, identificar áreas que precisavam de 
aprimoramento e definir metas de desenvolvimento pessoal. Essa 
autorreflexão tornou-se uma parte fundamental do meu processo de 
aprendizado contínuo. No final do primeiro módulo, olho para trás com 
gratidão pela oportunidade de aprendizado que o PRP proporcionou. A 
avaliação da minha aprendizagem não foi apenas um processo de 
verificação de desempenho, mas sim um caminho para o crescimento 
 
 
 
 
profissional e pessoal. Estou ansioso para os próximos módulos do 
programa, sabendo que a avaliação continuará a ser uma ferramenta valiosa 
para minha evolução como educador. 
 
5) Conclusão (Culminância do módulo) 
No dia 05 de Setembro deu-se inicio a Culminância de encerramento do 
módulo I, onde nos residentes, das escolas-campo, Gonzaga Mota, IFCE e 
Gaspar Dutra, fizemos apresentações em forma de seminários pontuando 
alguns tópicos importantes de cada escola-campo como, Ambientação, 
planejamento, observação, regência e avaliação. Cada grupo falou de suas 
experiências tanto coletivamente, como sendo individualmente. Tivemos a 
presença do Diretor do Campus IFCE Crateús e de alguns professores que 
também são orientadores do PRP da Geografia e Matemática. Contamos com 
a presença também da preceptora Berenice da escola-campo Gonzaga Mota, 
e da Coordenadora da área de linguagens, a nova preceptora da escola-
campo Lions também esteve presente. As apresentações deram início às 14 
horas e se estenderam até as 17:00. Depois disso, as 19:00 houve uma 
palestra de Letramento Racial: Construindo uma escola antirracista. Com a 
Historiadora e pedagoga Silvia Maria Vieira dos Santos, iniciado as 19 horas 
do também dia 05 de Setembro se estendendo até as 21:00. No dia seguinte, 
06 de Setembro, participamos de uma oficina ainda com a professora Silvia, 
também sobre Letramento Racial que foi de 08 horas até as 11:30 e por fim 
para encerramento da Culminância a tarde, mas precisamente às 14 horas,nos residentes participamos de uma Live de formação docente no IFCE: 
Experiência no Programa Residência Pedagógica. Esses dias de Culminância 
foram muito importantes, pois, podemos compartilhar com os nossos colegas 
como foi cada experiência nas escolas-campo daquele módulo, e ver que 
todos nós enfrentamos desafios, mas também tivemos momentos de muito 
aprendizado. E que agora vamos seguir rumo ao Módulo II, para adquirir novas 
experiências, novos aprendizados e enfrentar novos desafios.

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