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PROVA DE PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA SKINNER E BEHAVIORISMO RADICAL: Comportamento humano: comportamentos visíveis e internos (como pensamentos, sentimentos, sonhos); Comportamento operante: Respostas relacionadas às consequências; O estado de motivação do indivíduo; As condições ambientais no momento em que o comportamento ocorre; Qualidades biológicas inatas ao nascer; No começo, ele usa o condicionamento respondente, que são reflexos naturais presentes desde o nascimento; Além desses reflexos, o ser humano também desenvolve condicionamentos operantes, ou seja, aprende a agir no ambiente por meio de interações voluntárias com o mundo; Reforçamento positivo: Fortalece o comportamento que veio antes dele e ajuda a manter o comportamento; Reforçamento negativo: Fortalece a resposta de remover o comportamento anterior e ajuda a eliminar o comportamento; Reforçadores: aumentam a chance de o comportamento acontecer (positivo) ou ser removido (negativo); Punição: Tem como objetivo eliminar comportamentos indesejados e não ensina um novo comportamento desejável, deixando a pessoa sem alternativas para desenvolver novos comportamentos; A genética e as experiências ambientais às quais o indivíduo é exposto influenciam o que ele vai perceber e como vai se comportar; PIAGET E A EPISTEMOLOGIA GENÉTICA: Une biologia e epistemologia para entender o conhecimento humano. O conhecimento é visto como parte da adaptação do organismo ao ambiente. Tanto Piaget quanto Skinner são representantes das ciências naturais. Objetivo: Compreender a origem e evolução do conhecimento humano. Identificar como a criança aprende sobre o mundo. Diferença entre crianças e adultos: Crianças têm uma lógica mais simples; adultos, uma lógica mais complexa. O conhecimento se complexifica ao longo do tempo. Equilibração: O organismo precisa estar em equilíbrio com o ambiente. Desafios e conflitos no ambiente geram desequilíbrios que impulsionam o desenvolvimento. Assimilação: O organismo tenta entender algo novo com base em experiências anteriores. Acomodação: O organismo se adapta para restaurar o equilíbrio com o ambiente. Quatro estágios do desenvolvimento (sempre na mesma sequência): Estágio Sensório-motor (0 a 2 anos): A criança explora o mundo através dos sentidos e movimentos. Aprende que os objetos continuam a existir mesmo quando não estão visíveis (permanência do objeto). Desenvolve habilidades motoras básicas e começa a ter noção de causa e efeito. Estágio Pré-operatório (2 a 7 anos): A criança começa a usar a linguagem e a imaginação. Ainda não entende o ponto de vista dos outros, sendo mais egocêntrica. Usa pensamento simbólico, mas tem dificuldade em entender conceitos abstratos ou lógicos. Estágio das Operações Concretas (7 a 11 ou 12 anos): A criança começa a pensar de forma mais lógica e organizada, mas apenas sobre coisas concretas (objetos e situações reais). Desenvolve a capacidade de entender conceitos como conservação (quantidade de um objeto não muda mesmo que a forma mude). Entende o ponto de vista dos outros com mais facilidade. Estágio das Operações Formais (11 ou 12 anos em diante): A criança é capaz de pensar de forma abstrata e hipotética. Pode planejar soluções para problemas complexos e pensar sobre conceitos abstratos como moralidade, justiça e futuro. O pensamento se torna mais flexível e capaz de lidar com várias ideias ao mesmo tempo. VYGOTSKI E A HISTORICIDADE: Foca na origem histórico-social do pensamento humano. Um conceito importante é a historicidade, que significa que o desenvolvimento psicológico está ligado ao contexto histórico vivido por cada pessoa. Tempo histórico: Não é apenas a passagem do tempo (como "duração"), mas o tempo vivido por cada indivíduo durante sua vida. O desenvolvimento psicológico não acontece naturalmente com o tempo, mas é influenciado pelas experiências históricas e sociais. Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP): Refere-se ao nível de desenvolvimento atual de uma pessoa, que é resultado das aprendizagens já consolidadas. A ZDP mostra as potencialidades de uma pessoa, ou seja, as habilidades psicológicas que ainda estão em desenvolvimento. Esse desenvolvimento ocorre por meio das interações de aprendizagem no contexto histórico e cultural da pessoa. WALLON E A MOTRICIDADE: A obra de Wallon busca criar uma sociedade onde o ser humano possa se desenvolver plenamente. Educação é vista como um elemento essencial nesse desenvolvimento. Motricidade é um ponto central para entender o desenvolvimento humano. Para Wallon, "motor" é o mesmo que "psicomotor", ou seja, o movimento humano tem um significado psicológico. O desenvolvimento da motricidade começa com o meio social, antes de se relacionar com o meio físico. O contato com o meio físico é sempre mediado pelo social, incluindo as relações interpessoais e a cultura. Fases do desenvolvimento para Wallon: 1. Estágio Impulsivo-Emocional (0 a 1 ano): o O bebê se comunica principalmente por emoções e movimentos reflexos. o As primeiras interações são emocionais, ligadas ao contato com outras pessoas. o A afetividade é o principal meio de ligação com o mundo. 2. Estágio Sensório-Motor e Projetivo (1 a 3 anos): o A criança começa a explorar o mundo através dos sentidos e movimentos. o Desenvolve maior controle motor e começa a realizar ações com objetivos. o A imitação e o início da representação (capacidade de simbolizar) aparecem. 3. Estágio Personalista (3 a 6 anos): o A criança passa a se ver como um indivíduo separado dos outros, formando sua identidade. o Surge a fase do "não" e a necessidade de afirmar sua vontade. o Desenvolve autoconsciência e autonomia, interagindo mais diretamente com o meio social. 4. Estágio Categorial (6 a 11 anos): o A criança começa a desenvolver o pensamento lógico e a capacidade de classificar e organizar informações. o A aprendizagem escolar se intensifica e ela começa a lidar com problemas mais complexos. o A atenção e a memória se tornam mais estáveis. 5. Estágio da Puberdade e Adolescência (a partir de 11 anos): o O adolescente enfrenta grandes mudanças emocionais e físicas. o A busca por uma identidade pessoal e a construção de valores são centrais. o Surge a necessidade de formar relacionamentos mais profundos e de compreender questões mais abstratas. FREUD E DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL INFANTIL: Sigmund Freud criou a psicanálise e revolucionou o estudo da mente humana, focando no inconsciente. Dividiu a mente em três partes: o Id: busca prazer imediato e representa impulsos e desejos. o Ego: é a consciência que lida com a realidade e equilibra os desejos do Id e as regras do Superego. o Superego: representa a moral e busca a perfeição, julgando as ações do Ego. Id, Ego e Superego: Id: fonte de energia e desejos inconscientes, especialmente a pulsão sexual. Ego: desenvolvido pela experiência, media as necessidades do Id e as regras do Superego. Superego: formado pela influência dos pais e da sociedade, busca a perfeição moral e gera sentimentos de culpa quando o Ego falha. Fases do Desenvolvimento Psicossexual: 1. Fase Oral (0-2 anos): o Foco na boca (sucção e morder). o Amamentação e atividades orais ajudam a desenvolver confiança e independência. o Traumas podem causar dependência, pessimismo ou compulsões (comer, fumar). 2. Fase Anal (2-4anos): o Fase de controle dos esfíncteres e aprendizado sobre o uso do banheiro. (defecação). o Desenvolvimento de autonomia e controle, influenciando a personalidade futura. o A forma como os pais lidam com isso pode influenciar traços como avareza ou descontrole. 3. Fase Fálica (4-6 anos): o Foco nos órgãos genitais. o Surgimento do Complexo de Édipo, onde a criança tem desejo pelo genitor do sexo oposto e rivalidade com o do mesmo sexo. o Interesse nas diferenças entre meninos e meninas. o Traumas podem causar problemas em relacionamentos e identidade sexual. 4. Fase de Latência (7-12 anos): o Pulsões sexuais são acalmadas. o A energia é direcionada para atividades sociais e escolares, favorecendo o desenvolvimento de habilidades sociais. 5. Fase Genital (a partir dos 12 anos): o Surgem os impulsos sexuais adultos. o Os problemas das fases anteriores podem influenciar o comportamento na adolescência e vida adulta. o A energia sexual se volta para fora da família. o Busca por relacionamentos amorosos e sexuais maduros, baseados no sucesso das fases anteriores. Conceitos Centrais: Repressão: pensamentos e desejos inconscientes são suprimidos. Complexo de Édipo: fase crucial para a identidade sexual e social. Fixações: traumas não resolvidos em fases anteriores podem causar problemas na vida adulta. Complexo de Édipo: 1. Desejo pelo genitor do sexo oposto: A criança sente apego e desejo pelo pai ou mãe do sexo oposto. 2. Rivalidade com o genitor do mesmo sexo: A criança compete com o pai ou mãe do mesmo sexo pelo afeto do outro genitor. 3. Ansiedade de castração: Nos meninos, medo inconsciente de ser punido pelo pai devido aos seus sentimentos pela mãe. 4. Identificação com o genitor do mesmo sexo: A criança começa a imitar o pai ou mãe do mesmo sexo, internalizando normas sociais. 5. Formação do superego: A resolução do complexo de Édipo é importante para o desenvolvimento da moralidade. 6. Repressão dos desejos: Os sentimentos são reprimidos e guardados no inconsciente, sendo importante para o equilíbrio emocional. Crises do Narcisismo Humano (segundo Freud): 1. Cosmológica: a Terra não é o centro do universo (Copérnico). 2. Biológica: o homem é produto da evolução animal (Darwin). 3. Psicológica: o homem é influenciado por desejos inconscientes (Freud). WINNICOTT, W.D. E O DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL PRIMITIVO Desenvolvimento Emocional Primitivo: o As 3 condições básicas precisam ser estabelecidas desde o princípio da vida: o Sem essas condições estabelecidas —> psicose o Todo ser humano vem ao mundo dotado de um potencial genético para o desenvolvimento das condições básicas para a vida psíquica, se tivermos um ambiente facilitador; 1º condição básica: Integração o Integrar = tornar algo inteiro o a experiência psíquica é fragmentada durante o início da vida; o Só dá pra ocorrer a integração (se perceber como uma pessoa inteira no espaço) se o ambiente for capaz de oferecer continência para o bebê (ou seja, alguém que “contenha” o bebê: a mãe) o A dissociação ocorre quando essa integração é mal executada (crise de identidade) 2º condição básica: personalização o O senso de ter identidade com o próprio corpo; o Saber que está no próprio corpo que enxerga no espelho; o Como o ambiente facilitador atua? Quando a mãe oferece os cuidados corporais (banho, toque, fala etc.) para o bebê; 3º condição básica: realização o a experiência de que existe um mundo externo, além de si, existindo independentemente da existência do bebê; o o bebê vive em uma ilusão de onipotência, pois suas necessidades são saciadas sempre pela mãe; o Esse reconhecimento do mundo externo ocorre gradativamente, à medida que ocorre a frustração (quando a mãe demora a dar o leite, desmame etc) o objeto subjetivo, objeto transicional e uso do objeto As 3 funções maternas para Winnicott: o A mãe deve se adaptar às necessidades do bebê para a construção do ambiente satisfatório; o As funções ocorrem de modo simultâneo, não uma depois da outra; Apresentação do objeto o a mãe se mostra substituível, através da apresentação de outros objetos (início das relações objetais) —> objeto transicional Holding (sustentação) o conjunto de cuidados dos pais com o bebê: físico e emocional; o ato de segurar como forma de integração no espaço e no tempo (quando a mãe segura o bebê no colo); o a função é física e emocional ao mesmo tempo, determina a formação do verdadeiro ou falso self; Handling (manejo) o Cuidado com o bebê (banho, troca de roupa etc) o Processo de personalização (união da vida psíquica e o corpo do bebê) Falso e verdadeiro self: o Todos nascemos com uma tendência natural para experimentar a vida de forma expontânea, criativa e expansiva; o Se o ambiente para o desenvolvimento não for favorável, a “vivacidade inicial” (verdadeiro self) se recolhe; o Quando o ambiente é ameaçador, é criado um “novo self” para substituir àquele que foi obrigado a ser oculto, o falso self (amadurecimento precoce etc); o Falso self: trás angústia, pois as vivências passam a ser artificiais;