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Construtivismo e Epistemologia Genética Aula 4 Psicologias da Educação e Teorias da Aprendizagem Como e porque o indivíduo se comporta de determinada forma, em determinada situação e em determinado momento. Teorias do desenvolvimento Hereditariedade Crescimento orgânico Maturação neurofisiológica Meio Fatores que influenciam o desenvolvimento Aspecto físico-motor; Aspecto intelectual; Aspecto afetivo-emocional; Aspecto social. Aspectos do Desenvolvimento Humano Dentro da Epistemologia Genética piagetiana, como uma teoria sobre a gênese e o desenvolvimento do conhecimento. Construtivismo Biólogo Foi considerado sinônimo da Pedagogia do estudo das concepções infantis de tempo, espaço, causalidade física, movimento e velocidade, Piaget criou um campo de investigação que denominou epistemologia genética; Teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança. Piaget A relação de interdependência entre o homem e o objeto do conhecimento caráter inovador quando introduz uma 'terceira visão' representada pela linha interacionista que constitui uma tentativa de integrar as posições dicotômicas de duas tendências teóricas que permeiam a Psicologia: o objetivismo e o subjetivismo Piaget Piaget formula o conceito de epigênese, argumentando que "o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas" Piaget Aula 4 - Construtivismo e Epistemologia Genética Continuando Partiu da ideia que os atos biológicos são atos de adaptação ao meio físico e organizações do meio ambiente, sempre procurando manter um equilíbrio.. Piaget entende que o desenvolvimento intelectual age do mesmo modo que o desenvolvimento biológico. A construção do conhecimento A adaptação é a essência do funcionamento intelectual. A outra tendência é a organização. Que constitui a habilidade de integrar as estruturas físicas e psicológicas em sistemas coerentes. Adaptação e Organização A adaptação acontece através da organização, e assim, o organismo discrimina entre a miríade de estímulos e sensações com os quais é bombardeado e as organiza em alguma forma de estrutura. Esse processo de adaptação é então realizado sob duas operações, a assimilação e a acomodação. Assimilação e acomodação estruturas mentais, ou cognitivas, pelas quais os indivíduos intelectualmente se adaptam e organizam o meio. Assim sendo, os esquemas são tratados, não como objetos reais, mas como conjuntos de processos dentro do sistema nervoso. Esquemas A assimilação é o processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra (classifica) um novo dado perceptual, motor ou conceitual às estruturas cognitivas prévias. A Assimilação O próprio Piaget define a assimilação como (PIAGET, 1996, p. 13) : ... uma integração à estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis ou são mais ou menos modificadas por esta própria integração, mas sem descontinuidade com o estado precedente, isto é, sem serem destruídas, mas simplesmente acomodando-se à nova situação. A Assimilação Chamaremos acomodação toda modificação dos esquemas de assimilação sob a influência de situações exteriores (meio) ao quais se aplicam. A acomodação acontece quando a criança não consegue assimilar um novo estímulo, ou seja, não existe uma estrutura cognitiva que assimile a nova informação em função das particularidades desse novo estímulo Acomodação Ponto de equilíbrio entre a assimilação e a acomodação mecanismo de organização de estruturas cognitivas em um sistema coerente que visa a levar o indivíduo a construção de uma forma de adaptação à realidade. Equilibração Aula 4 - Construtivismo e Epistemologia Genética Agora é a sua vez Questão1 - Como se constrói o conhecimento no sujeito de acordo com a Epistemologia genética? R: O conhecimento é construído pelo processo de equilibração, o qual é um processo biológico que visa abusca de estruturas estáveis e reversíveis. Desta forma, o conhecimento é tido como uma adaptação do sujeito ao meio. Atividade em Sala Atividade em Sala R: Nessa interação ocorrem os processos de assimilação, ou seja, uma classificação e incorporação de elementos aos esquemas/estruturas existentes e de acomodação, que é uma modificação ou criação de esquemas/estruturas para assimilar objetos/estímulos Atividade em Sala Estágios do desenvolvimento Para Piaget, o processo de desenvolvimento cognitivo é universal, ou seja, realiza-se em qualquer ser humano e tem um caráter sequencial, isto é, segue uma série de estágios, sendo que uma estrutura é sequencialmente mais complexa e mais abrangente que a anterior. Atividade em Sala Estágios, estádios ou períodos: Sensório-motor (0 a 2 anos) Pré-operatório (2 a 7 anos) Operações concretas (7 a 11 ou 12 anos) Operações formais (11 ou 12 anos em diante Atividade em Sala Período Sensório-motor (0 a 2 anos): "a passagem do caos ao cosmo" o universo que circunda a criança é conquistado mediante a percepção e os movimentos (como a sucção, o movimento dos olhos, por exemplo). Atividade em Sala Período Sensório-motor (0 a 2 anos): a criança vai aperfeiçoando tais movimentos reflexos e adquirindo habilidades e chega ao final do período sensório- motor já se concebendo dentro de um cosmo Atividade em Sala Período pré-operatório (2 a 7 anos): Para Piaget, o que marca a passagem do período sensório- motor para o pré-operatório é o aparecimento da função simbólica ou semiótica, ou seja, é a emergência da linguagem. a linguagem é considerada como uma condição necessária mas não suficiente ao desenvolvimento, pois existe um trabalho de reorganização da ação cognitiva que não é dado pela linguagem Atividade em Sala Período das operações concretas (7 a 11, 12 anos): o egocentrismo intelectual e social (incapacidade de se colocar no ponto de vista de outros) que caracteriza a fase anterior dá lugar à emergência da capacidade da criança de estabelecer relações e coordenar pontos de vista diferentes Atividade em Sala Período das operações concretas (7 a 11, 12 anos): Aparecimento da capacidade da criança de interiorizar as ações, ou seja, ela começa a realizar operações mentalmente e não mais apenas através de ações físicas típicas da inteligência sensório-motor Atividade em Sala Personalidade De acordo com Piaget, a personalidade começa a se formar no final da infância, entre 8 e 12 anos, com a organização autônoma das regras, dos valores, a afirmação da vontade. Atividade em Sala Período das operações formais (12 anos em diante) Consegue raciocinar sobre hipóteses na medida em que ela é capaz de formar esquemas conceituais abstratos e através deles executar operações mentais dentro de princípios da lógica formal. A criança adquire "capacidade de criticar os sistemas sociais e propor novos códigos de conduta: discute valores morais de seus pais e constrói os seus próprios (adquirindo, portanto, autonomia)" Atividade em Sala O indivíduo adquire a sua forma final de equilíbrio, ou seja, ele consegue alcançar o padrão intelectual que persistirá durante a idade adulta. Aula 4 - Construtivismo e Epistemologia Genética Finalizando Desenvolvimento da moral Em etapas TRÊS FASES: anomia (crianças até 5 anos) heteronomia (crianças até 9, 10 anos de idade) autonomia Anomia (crianças até 5 anos), em que a moral não se coloca, ou seja, as regras são seguidas, porém o indivíduo ainda não está mobilizado pelas relações bem x mal e sim pelo sentido de hábito, de dever; O bebê é motivado por seus impulsos e desejos imediatos. O mundo para ele é apenas a continuação de seu próprio corpo. O estágio cognitivo do bebê é denominado sensório-motor e conforme suas características, quaisquer limites ou regras estabelecidossão estritamente temporários. Um bebê não é capaz de obedecer a regras, pois não reconhece causa e efeito. Um estágio em que não é capaz de perceber a existência da moral e não tem a capacidade para fazer julgamentos. Heteronomia (crianças até 9, 10 anos de idade), em que a moral é = a autoridade, ou seja, as regras não correspondem a um acordo mútuo firmado entre os jogadores, mas sim como algo imposto pela tradição e, portanto, imutável; A partir de dois anos a criança pode perceber o mundo como algo distinto de si mesma, pois passa do estágio sensório-motor para o simbólico (também denominado pré-operatório) e se torna capaz de estabelecer relações, mas sua percepção do mundo externo ainda tem apenas a si como referencial. A criança que entra no simbólico passa a perceber a existência das regras, mas a obrigação de atendê-las nada tem a ver com seu conteúdo, restringindo-se a obrigação ao fato de que emanaram de seus pais. Para essa criança os pais são os detentores da verdade universal. c) autonomia, corresponde ao último estágio do desenvolvimento da moral, em que há a legitimação das regras e a criança pensa a moral pela reciprocidade, quer seja o respeito a regras é entendido como decorrente de acordos mútuos entre os jogadores, sendo que cada um deles consegue conceber a si próprio como possível 'legislador' em regime de cooperação entre todos os membros do grupo. A partir dos 12 anos a criança passa por um conjunto amplo de transformações e passa a ser denominada de adolescente. É o período em que deve chegar ao estágio cognitivo denominado operatório-formal, no qual se torna apta a alcança o estágio do raciocínio moral denominado autonomia.