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See discussions, stats, and author profiles for this publication at: https://www.researchgate.net/publication/380070273
AULA RENATA PEIXINHO ENSINO DE HISTÓRIA AFRO-INDÍGENA
Presentation · April 2024
DOI: 10.13140/RG.2.2.14355.69922
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86
1 author:
Marcela Gonçalves de Oliveira Pinto
Universidade Federal Fluminense
42 PUBLICATIONS   0 CITATIONS   
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All content following this page was uploaded by Marcela Gonçalves de Oliveira Pinto on 25 April 2024.
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https://www.researchgate.net/publication/380070273_AULA_RENATA_PEIXINHO_ENSINO_DE_HISTORIA_AFRO-INDIGENA?enrichId=rgreq-23aac4ac91d097c2dea002076c29d506-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4MDA3MDI3MztBUzoxMTQzMTI4MTIzODYzNzM4MEAxNzE0MDA5NTUxNjU2&el=1_x_2&_esc=publicationCoverPdf
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https://www.researchgate.net/profile/Marcela-Goncalves-De-Oliveira-Pinto?enrichId=rgreq-23aac4ac91d097c2dea002076c29d506-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4MDA3MDI3MztBUzoxMTQzMTI4MTIzODYzNzM4MEAxNzE0MDA5NTUxNjU2&el=1_x_5&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/institution/Universidade_Federal_Fluminense?enrichId=rgreq-23aac4ac91d097c2dea002076c29d506-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4MDA3MDI3MztBUzoxMTQzMTI4MTIzODYzNzM4MEAxNzE0MDA5NTUxNjU2&el=1_x_6&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Marcela-Goncalves-De-Oliveira-Pinto?enrichId=rgreq-23aac4ac91d097c2dea002076c29d506-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4MDA3MDI3MztBUzoxMTQzMTI4MTIzODYzNzM4MEAxNzE0MDA5NTUxNjU2&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Marcela-Goncalves-De-Oliveira-Pinto?enrichId=rgreq-23aac4ac91d097c2dea002076c29d506-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzM4MDA3MDI3MztBUzoxMTQzMTI4MTIzODYzNzM4MEAxNzE0MDA5NTUxNjU2&el=1_x_10&_esc=publicationCoverPdf
O ensino da História e Cultura 
Afro-Brasileira e Indígena
PROFESSORA RENATA PEIXINHO
MARICÁ, 24 de Abril de 2024
A aula de hoje irá:
● Refletir sobre os marcos legais que 
tornaram obrigatório o ensino da 
História e da Cultura Afro-Brasileira e 
Indígena, em todas as disciplinas, 
modalidades de ensino e currículo, ao 
longo do ano letivo e em todo território 
nacional;
● Destacar a importância do ensino 
da História e Cultura Afro-Brasileira 
e Indígena especificamente, no 
município de Maricá; 
● Analisar como essa temática é 
apresentada pela Coseac, para os 
cargos de docente I e II.
Antes de analisarmos a legislação 
brasileira sobre o tema, devemos refletir 
como esses textos, apesar de suas 
limitações conjunturais, de produção e 
aplicabilidade, representam – ao longo da 
história do nosso país – as lutas e as 
reivindicações de indivíduos, movimentos 
sociais, entidades civis e partidárias 
sensíveis ao tema afro-indígena. 
Marcos legais: 
Integrantes da Convenção Nacional o 
Negro e a Constituinte: Maria Luiza 
Júnior, Carlos Moura, Hélio Santos, 
Milton Barbosa e Januário Garcia 
(Foto: Acervo pessoal/Maria Luiza 
Junior). Disponível em: Acesso em: 20 abr. 2024. 
A 8ª edição da marcha 
encerrou em frente à 
biblioteca Municipal Mário 
de Andrade – onde 
escritoras negras foram 
homenageadas. Disponível 
em: Acesso em: 20 abr.2024.
https://www.geledes.org.br/o-movimento-negro-e-a-constituicao-de-1988-uma-revolucao-em-andamento/?gad_source=1&gclid=CjwKCAjw26KxBhBDEiwAu6KXt00z8gX4_IfqiDDjhI6_Ga-EZTRsyjzI5radeHFSREMfZhrlm-DOcRoCr3QQAvD_BwE
https://www.geledes.org.br/o-movimento-negro-e-a-constituicao-de-1988-uma-revolucao-em-andamento/?gad_source=1&gclid=CjwKCAjw26KxBhBDEiwAu6KXt00z8gX4_IfqiDDjhI6_Ga-EZTRsyjzI5radeHFSREMfZhrlm-DOcRoCr3QQAvD_BwE
https://www.geledes.org.br/o-movimento-negro-e-a-constituicao-de-1988-uma-revolucao-em-andamento/?gad_source=1&gclid=CjwKCAjw26KxBhBDEiwAu6KXt00z8gX4_IfqiDDjhI6_Ga-EZTRsyjzI5radeHFSREMfZhrlm-DOcRoCr3QQAvD_BwE
https://www.geledes.org.br/o-movimento-negro-e-a-constituicao-de-1988-uma-revolucao-em-andamento/?gad_source=1&gclid=CjwKCAjw26KxBhBDEiwAu6KXt00z8gX4_IfqiDDjhI6_Ga-EZTRsyjzI5radeHFSREMfZhrlm-DOcRoCr3QQAvD_BwE
https://www.geledes.org.br/o-movimento-negro-e-a-constituicao-de-1988-uma-revolucao-em-andamento/?gad_source=1&gclid=CjwKCAjw26KxBhBDEiwAu6KXt00z8gX4_IfqiDDjhI6_Ga-EZTRsyjzI5radeHFSREMfZhrlm-DOcRoCr3QQAvD_BwE
https://www.geledes.org.br/o-movimento-negro-e-a-constituicao-de-1988-uma-revolucao-em-andamento/?gad_source=1&gclid=CjwKCAjw26KxBhBDEiwAu6KXt00z8gX4_IfqiDDjhI6_Ga-EZTRsyjzI5radeHFSREMfZhrlm-DOcRoCr3QQAvD_BwE
https://www.geledes.org.br/o-movimento-negro-e-a-constituicao-de-1988-uma-revolucao-em-andamento/?gad_source=1&gclid=CjwKCAjw26KxBhBDEiwAu6KXt00z8gX4_IfqiDDjhI6_Ga-EZTRsyjzI5radeHFSREMfZhrlm-DOcRoCr3QQAvD_BwE
https://apublica.org/ensaio/2023/07/marielle-presente-na-marcha-das-mulheres-negras-em-sao-paulo/
https://apublica.org/ensaio/2023/07/marielle-presente-na-marcha-das-mulheres-negras-em-sao-paulo/
https://apublica.org/ensaio/2023/07/marielle-presente-na-marcha-das-mulheres-negras-em-sao-paulo/
https://apublica.org/ensaio/2023/07/marielle-presente-na-marcha-das-mulheres-negras-em-sao-paulo/
II Marcha Nacional das Mulheres Indígenas, realizada em 10 de setembro de 2021, em 
Brasília. Foto: Marina Oliveira. Disponível em: 
Acesso em: 20 abr.2024. 
Indí genas ocuparam 
liderança do PMDB na 
Câmara, em 1988, durante 
discussão do capí tulo dos 
Índios na Constituinte|Beto 
Ricardo-ISA. Disponível 
em: Acesso em: 20 abr.2024. 
https://site-antigo.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/fhc-lula-e-marina-defendem-a-continuidade-da-demarcacao-de-terras-indigenas
https://site-antigo.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/fhc-lula-e-marina-defendem-a-continuidade-da-demarcacao-de-terras-indigenas
https://site-antigo.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/fhc-lula-e-marina-defendem-a-continuidade-da-demarcacao-de-terras-indigenas
https://site-antigo.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/fhc-lula-e-marina-defendem-a-continuidade-da-demarcacao-de-terras-indigenas
https://site-antigo.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/fhc-lula-e-marina-defendem-a-continuidade-da-demarcacao-de-terras-indigenas
https://site-antigo.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/fhc-lula-e-marina-defendem-a-continuidade-da-demarcacao-de-terras-indigenas
● Cita os afro-brasileiros e os indígenas, ao longo de sua 
redação. Na parte que trata especificamente da 
educação e da cultura, defende que:
“Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o 
ensino fundamental, de maneira a assegurar formação 
básica comum e respeito aos valores culturais e 
artísticos, nacionais e regionais.
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em 
língua portuguesa, assegurada às comunidades 
indígenastambém a utilização de suas línguas 
maternas e processos próprios de aprendizagem
Constituição Federal de 1988
● Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno 
exercício dos direitos culturais e acesso às 
fontes da cultura nacional, e apoiará e 
incentivará a valorização e a difusão das 
manifestações culturais.
§ 1º O Estado protegerá as manifestações das 
culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, 
e das de outros grupos participantes do 
processo civilizatório nacional.
 Art. 26-A.LDB - História e cultura afro-brasileira e indígena
Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino 
médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o 
estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.  
§ 1º  O conteúdo programático a que se refere este artigo 
incluirá diversos aspectos da história e da cultura que 
caracterizam a formação da população brasileira, a partir 
desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da 
história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos 
povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena 
brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade 
nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas 
social, econômica e política, pertinentes à história do 
Brasil.                 
Lei nº 9.394/1996 – Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional
§ 2º  Os conteúdos referentes à história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados 
no âmbito de TODO o currículo escolar, em especial nas 
áreas de educação artística e de literatura e história 
brasileiras.
 Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração 
das agências federais de fomento à cultura e de assistência 
aos índios, desenvolverá programas integrados de ensino e 
pesquisa, para oferta de educação escolar bilingüe e 
intercultural aos povos indígenas, com os seguintes 
objetivos:
I - proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a 
recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de 
suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e 
ciências;
Art. 79. A A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de 
ensino no provimento da educação intercultural às comunidades 
indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e 
pesquisa.
§ 1º Os programas serão planejados com audiência das 
comunidades indígenas.
§ 2º Os programas a que se refere este artigo, incluídos nos Planos 
Nacionais de Educação, terão os seguintes objetivos:
I - fortalecer as práticas sócioculturais e a língua materna de cada 
comunidade indígena;
II - manter programas de formação de pessoal especializado, 
destinado à educação escolar nas comunidades indígenas;
III - desenvolver currículos e programas específicos, neles incluindo 
os conteúdos culturais correspondentes às respectivas 
comunidades;
IV - elaborar e publicar sistematicamente material didático 
específico e diferenciado.
§ 3º No que se refere à educação superior, sem prejuízo de outras 
ações, o atendimento aos povos indígenas efetivar-se-á, nas 
universidades públicas e privadas, mediante a oferta de ensino e de 
assistência estudantil, assim como de estímulo à pesquisa e 
desenvolvimento de programas especiais
II - garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso 
às informações, conhecimentos técnicos e científicos da 
sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-
índias.
Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de 
novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’. 
Art. 1º da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes 
arts. 26-A, 79-A e 79-B:
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, 
torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1º O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da 
História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o 
negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas 
áreas social, econômica e política pertinentes a  História do Brasil.
§ 2º Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito 
de todo o currí culo escolar, em especial nas áreas de Educação Artí stica e de Literatura e 
História Brasileiras.
"Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como “Dia Nacional da 
Consciência Negra.”
Lei nº 10.639/2003 Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 
1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, 
para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade 
da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras 
providências. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art26a
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-
Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana/
2004
● Trata-se de uma colaboração entre o 
Ministério da Educação (MEC) e a 
Secretaria Especial de Polí ticas de 
Promoção da Igualdade Racial; 
● Apresenta os marcos legais das 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação das Relações Étnico-Raciais e 
para o Ensino da História e Cultura Afro- 
Brasileira e Africana, de acordo com a 
homologação, em 18 de maio de 2004, 
do Parecer 03/2004, de 10 de março, do 
Conselho Pleno do CNE aprovando o 
projeto de resolução dessas diretrizes;
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversa
s/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares
_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_et
nico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_c
ultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
 
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
  A Educação do Campo, tratada como educação rural na legislação 
brasileira, incorpora os espaços da floresta, da pecuária, das minas 
e da agricultura e se estende, também, aos espaços pesqueiros, 
caiçaras, ribeirinhos e extrativistas. 
 A Educação Escolar Indígena e a Educação Escolar Quilombola são, 
respectivamente, oferecidas em unidades educacionais inscritas 
em suas terras e culturas e, para essas populações, estão 
assegurados direitos específicos na Constituição Federal que lhes 
permitem valorizar e preservar as suas culturas e reafirmar o seu 
pertencimento étnico.
 O atendimento escolar às populações do campo, povos indígenas 
e quilombolas requer respeito às suas peculiares condições de vida 
e a utilização de pedagogias condizentes com as suas formas 
próprias de produzir conhecimentos, observadas as Diretrizes 
Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Parecer 
CNE/CEB nº 7/2010 e Resolução CNE/CEB nº 4/2010)
DCNS - Educação do Campo, Educação Escolar 
Indígena e Educação Escolar Quilombola
Lei n° 11645/08. Inclusão no currículo oficial da 
rede de ensino a obrigatoriedade da temática 
"História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena"
Art. 1o  O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, 
passa a vigorarcom a seguinte redação:
“Art. 26-A.  Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino 
médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história 
e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1o  O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá 
diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a 
formação da população brasileira, a partir desses dois grupos 
étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a 
luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e 
indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade 
nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, 
econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
§ 2o  Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e 
dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de 
todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação 
artística e de literatura e história brasileiras.” (NR)
● Como vimos na legislação, abordar a temática étnico-racial é 
um dever institucional e de todos os profissionais que atuam 
nas Unidades Escolares. Seu cumprimento assegura que os 
estudantes recebam uma educação multicultural, diversa e 
antirracista;
● Maricá possui 197.273 habitantes, ocupando a 15ª posição no 
Estado do Rio de Janeiro (Censo de 2022/IBGE). Desses, 
112.197 se autodeclararam: pretos (25.281), pardos (86.566) 
e indígenas (350) = 56,87% da população maricaense.
 
A importância do ensino da História e Cultura 
Afro-Brasileira e Indígena no município de Maricá
Autodeclaração Maricá. Disponível em: Acesso em: 20 abr.2024.
https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/indicadores.html?localidade=BR
 
Análise raça/cor: algumas reflexões
Disponível em: Acesso em: 20 abr.2024.
Disponív
el em: 
Acesso 
em: 20 
abr.2024.
https://odia.ig.com.br/marica/2022/11/6526318-marica-celebra-o-dia-da-consciencia-negra-com-festival-zumbi-dos-palmares.html
https://odia.ig.com.br/marica/2022/11/6526318-marica-celebra-o-dia-da-consciencia-negra-com-festival-zumbi-dos-palmares.html
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E.M Indígena Guarani Kyringue Aranduá, localizada na Aldeia Teokioa Ara Hovy (Céu Azul), em Itaipuaçu. 
Disponível em: Acesso em: 20 abr.2024.
https://odia.ig.com.br/marica/2022/08/6461843-dia-internacional-dos-povos-indigenas-e-comemorado-em-marica.html
https://odia.ig.com.br/marica/2022/08/6461843-dia-internacional-dos-povos-indigenas-e-comemorado-em-marica.html
Entrada da Escola Municipal 
Indígena Bilíngue Guarani Para 
Poty Nhe Já, na Aldeia Mata 
Verde Bonita (Tekoa Ka Aguy 
Ovy Porã), no bairro de São 
José do Imbassaí/Maricá. 
Disponível em: Acesso em: 20 abr. 2024.
Disponível em: 
Acesso em: 20 abr. 2024.
http://tyba.com.br/br/resultado/?busca=Escola%20Municipal%20Ind%C3%ADgena%20Guarani%20Para%20Poty%20Nhe%20J%C3%A1&pag=0#registro-cd396_001.JPG
http://tyba.com.br/br/resultado/?busca=Escola%20Municipal%20Ind%C3%ADgena%20Guarani%20Para%20Poty%20Nhe%20J%C3%A1&pag=0#registro-cd396_001.JPG
http://tyba.com.br/br/resultado/?busca=Escola%20Municipal%20Ind%C3%ADgena%20Guarani%20Para%20Poty%20Nhe%20J%C3%A1&pag=0#registro-cd396_001.JPG
http://tyba.com.br/br/resultado/?busca=Escola%20Municipal%20Ind%C3%ADgena%20Guarani%20Para%20Poty%20Nhe%20J%C3%A1&pag=0#registro-cd396_001.JPG
http://tyba.com.br/br/resultado/?busca=Escola%20Municipal%20Ind%C3%ADgena%20Guarani%20Para%20Poty%20Nhe%20J%C3%A1&pag=0#registro-cd396_001.JPG
http://tyba.com.br/br/resultado/?busca=Escola%20Municipal%20Ind%C3%ADgena%20Guarani%20Para%20Poty%20Nhe%20J%C3%A1&pag=0#registro-cd396_001.JPG
https://tinyurl.com/educacaoindigena-marica-rj
VAMOS PRATICAR?
1- (COSEAC) O Dia Nacional de Denúncia Contra 
o Racismo, tratado como o dia de denúncia das 
repercussões das políticas de eliminação física 
e simbólica da população afro-brasileira no 
pós-abolição, é comemorado em: 
(A) 21 de março. 
(B) 13 de maio. 
(C) 23 de julho. 
(D) 20 de novembro. 
(E) 20 de dezembro
2- VAMOS PRATICAR?
(COSEAC) Nilma Lino Gomes aponta novos paradigmas no 
horizonte pedagógico mediante a inserção cada vez maior 
do trato da diversidade cultural e étnico-racial nos currículos 
escolares. Para a autora, descolonizar o currículo implica 
(A) promover uma postura de conformismo entre os 
estudantes. 
(B) circundar os limites de construção de um currículo cultural. 
(C) garantir lugar à igualdade nos discursos e práticas 
curriculares. 
(D) superar a perspectiva eurocêntrica do conhecimento e do 
mundo. 
(E) estabilizar os modelos epistemológicos dominantes. 
VAMOS PRATICAR?
3- (COSEAC) Há vinte anos, em março de 2003, o governo 
federal sancionou a Lei nº 10.639/2003, alterando 
significativamente a LDB (Lei Diretrizes e Bases), a partir 
da(o) 
(A) obrigatoriedade da temática História e Cultura Indígena no 
currículo oficial. 
(B) obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-
Brasileira no currículo oficial. 
(C) estabelecimento das Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional. 
(D) definição dos crimes resultantes de preconceito de raça ou 
de cor. 
(E) possibilidade da temática História e Cultura Afro-brasileira 
no currículo oficial
VAMOS PRATICAR?
4- (COSEAC) “Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam 
histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que 
aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas 
interessantes no mundo, somos parte do todo.” A frase acima é de Ailton 
Krenak, defensor dos direitos dos povos indígenas. Seu pensamento 
permite estabelecer conexões com a matriz curricular da Rede Municipal 
de Niterói, do ensino de História do 2º ciclo, no que diz respeito 
(A) ao reconhecimento das diversas culturas e religiões para os povos 
antigos, a partir da experiência do presente. 
(B) ao estudo das mudanças e permanências ao longo do tempo, como o 
nomadismo e o sedentarismo. 
(C) ao fortalecimento do exercício da cidadania no cotidiano, considerando-
se a igualdade em todos os âmbitos.
(D) à compreensão de que o processo de cidadania não é uma conquista 
histórica. 
(E) à valorização da cultura nacional. 
GABARITO
1. B
2. D
3. B
4. A
Referências 
Publicação Original [Constituição da República Federativa do Brasil] [Diário Oficial da União 
de 05/10/1988]https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988 
LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.Estabelece as diretrizes e bases da educação 
nacional.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm 
LEI Nº 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, 
que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial 
da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá 
outras providências.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm 
Lei n° 11645/08. Inclusão no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da 
temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena".Brasília, DF, 2008.
Parecer no 03/2004. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação dasRelações Étnico-
Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, DF. 
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curric
ulares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_histori
a_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
 
https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf
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Material preparado pela 
professora Marcela de 
Oliveira e Renata Peixinho
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