Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Estratégias para combater a evasão escolar
Evasão escolar é quando o estudante deixa de frequentar as aulas, ou seja, abandonar o ensino em decorrência de qualquer motivo. Infelizmente esse ato é comum no Brasil, e com a pandemia da Covid-19, essa preocupante realidade se intensificou.
‍
De acordo com o estudo "Enfrentamento da cultura do fracasso escolar", feito e publicado pela UNICEF - Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para Infância, em 2020, foram cerca de 5,5 milhões de crianças e adolescentes sem acesso à educação.
   
A quantidade de alunos, com idades entre 6 e 17 anos, que abandonaram os estudos foi de 1,38 milhão, o que representa 3,8% dos estudantes. Essa taxa é superior à média nacional de 2019, que ficou em 2%, segundo levantamento de dados da PNAD Contínua - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
‍
Somado a isso esta é a situação de 4,12 milhões de alunos, cerca de 11,2%, que, apesar de matriculados e sem estar em período de férias, não receberam nenhuma atividade escolar, resultado do ensino pautado pelas aulas on-line.
‍
Além disso, o Banco Mundial publicou recentemente um relatório que apresenta uma situação trágica a respeito da educação brasileira, devido ao fechamento prolongado das escolas durante a pandemia da Covid-19. O estudo aponta que o Brasil pode ter 70% das crianças do ensino fundamental sem a habilidade de conseguir ler e compreender um texto simples.
‍
Diante dessa situação, preparamos este artigo para abordar esse assunto de extrema importância. Afinal, além de causar prejuízos ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, a evasão escolar colabora com a perda de matrículas e problemas financeiros nas escolas particulares, o que pode trazer diversas dificuldades à gestão escolar eficiente.
‍
Saiba mais sobre as causas da evasão escolar e o que você pode fazer para combatê-la em sua instituição de ensino! Boa leitura.
Quais são as causas da evasão escolar?
Existem diversos motivos que causam a evasão escolar, por isso, listamos a seguir algumas das principais razões. Confira.
Dificuldades financeiras
Esse é um dos principais fatores que causam a evasão escolar. O desemprego, aumento das despesas, redução do salário, contas inesperadas etc, são motivos que levam muitas pessoas a abandonarem o ensino privado.
Ausência de engajamento das famílias
É essencial manter a proximidade com os responsáveis para superar a crise e se destacar no mercado educacional. Em relação à evasão escolar, esse é um recurso de extrema relevância também. Afinal, a falta de participação das famílias é um indicador preocupante de que a comunicação possa estar com falhas e ruídos.
‍
Sendo assim, se o relacionamento está enfraquecido, os responsáveis podem questionar as propostas da instituição, principalmente durante as aulas híbridas e remotas, deixar de comunicar seus desejos e insatisfações e, ainda, procurar construir laços com instituições de ensino concorrentes.
‍
Fortalecer o relacionamento com a família é um excelente recurso para combater a evasão escolar e uma forma assertiva de colocar tudo isso em prática, é investindo em uma ferramenta que garanta uma comunicação de qualidade com a comunidade escolar, como o ClassApp.
Casos de violência, agressão e discriminação
Situações que envolvam atos de violência, agressão física ou verbal e de discriminação transformam o ambiente escolar em um local desagradável para qualquer pessoa, ainda mais para um aluno que está enfrentando tantas fases e processos.
‍
Dessa forma, os estudantes tendem a solicitar para suas famílias e responsáveis a troca de escola.
‍
Vale destacar, que além da evasão escolar, esse é dos maiores problemas que lutamos contra na nossa sociedade e que merece muita atenção, pois esses atos de violência são inaceitáveis em qualquer lugar e com qualquer pessoa. 
‍
Atente-se ao que acontece na sua escola, e promova ações para prevenir e combater esse tipo de atitude. 
‍
Falta de investimento da escola
Não investir tempo e recursos financeiros também pode ser um fator determinante para a evasão escolar. É necessário acompanhar o bem-estar do corpo docente, fazer melhorias na infraestrutura, ter um planejamento estratégico para o desenvolvimento, pensar constantemente no plano pedagógico, se manter atualizado de acordo com as novidades do setor e demais ações que sejam benéficas para a escola. 
‍
Assim, sua IE evita que os alunos e suas famílias fiquem desengajados e procurem outra opção que melhor atenda às suas expectativas e necessidades.
‍
Como combater a evasão escolar?
Detectar o problema é o primeiro passo para buscar formas de resolvê-lo. É fundamental que o gestor escolar e os professores se reúnam e avaliem os alunos, buscando detectar se há algum propenso à situação de abandono dos estudos.
‍
Ao encontrar o problema e analisar seus motivos, é hora de pensar em como agir, planejando estratégias para o combate. Veja algumas ações que você pode usar para prevenir a evasão escolar.
‍1. Identifique pontos a melhorar em sua escola
Analise e identifique possíveis falhas que devem ser melhoradas na sua escola. Por exemplo, caso perceba que os casos de evasão escolar estão relacionados à falta de engajamento das famílias, é essencial dar ênfase a esse ponto em reuniões de turma ou até mesmo particulares. Reveja a forma como está se comunicando e se relacionando com os alunos e seus responsáveis.
‍
Além disso, é importante identificar as demandas que ainda não são atendidas e que geram desinteresse da comunidade, a ponto de levar as famílias a procurarem outra instituição de ensino.
‍
Você pode realizar uma pesquisa de satisfação para entender o nível de satisfação de todos. Com isso, já será possível ter uma noção dos indicadores para aplicar em melhorias e aperfeiçoamentos.
‍
2. Faça um planejamento estratégico eficiente
No dia a dia, esteja sempre atento a todos os pilares essenciais para uma gestão educacional de sucesso.
‍
A partir deles, planeje atividades que despertem o interesse, ouça de maneira frequente as demandas do seu público, avalie a sua comunicação com os alunos e famílias, faça a gestão de recursos humanos e não se esqueça de acompanhar o orçamento da instituição, afinal, a gestão financeira da sua escola te permite investir em melhorias e se destacar em relação à concorrência.
‍
3. Aperfeiçoe o relacionamento escolar com os alunos e suas famílias
Criar um ambiente agradável a toda a comunidade escolar, mesmo em tempos de distanciamento social, é essencial para evitar a evasão. Dessa forma, para uma boa gestão, realize mais do que reuniões formais para tratar de assuntos burocráticos e difíceis, como questões financeiras.
‍
Promova encontros e palestras para fortalecer os laços e entender melhor as expectativas, desejos e preocupações de cada um. Quando a instituição de ensino deixa de fazer isto, acaba prejudicando a visão que os responsáveis possuem, afetando também no desempenho do aluno, já que o ato de educar é uma tarefa conjunta entre escola e lar.
‍
Portanto, a comunicação deve estar entre suas prioridades em todos os cenários!
‍
4. Invista no plano pedagógico
Uma pesquisa realizada pela FGV - Fundação Getúlio Vargas apontou que 4 a cada 10 alunos que abandonaram a escola alegavam o desinteresse como principal razão para não voltar aos estudos, pois não viam mais sentido nas matérias ensinadas e afirmavam que os conteúdos não os estimulavam.
‍
Sendo assim, pare para avaliar de maneira crítica se o plano pedagógico aplicado aos alunos está contribuindo ou não para o seu interesse. É fundamental que o currículo ofereça atividades que tragam prazer à experiência escolar do estudante e que ofereçam contato com as disciplinas por meio de atividades motivadoras e interativas, principalmente no modelo de aulas remoto.
‍
5. Faça parte do futuro da gestão escolar
Manter-se em constante atualização também é um diferencial importante, para que a comunidade escolar esteja satisfeita e não tenha o interesse de buscar por outra escola.
‍
Não fique no passado, faça parte do futuroda gestão escolar com o isaac. Tornamos a sua gestão incrivelmente simples, te deixando bem longe dos processos burocráticos e proporcionando mais tempo livre para se reinventar. 
‍
Além disso, garantimos a receita mensal da sua escola, para que você não precise mais se preocupar com a inadimplência e tenha segurança financeira para investir em sua instituição de ensino sempre que precisar.
Evasão escolar: da efetividade de políticas públicas ao fazer dos professores
A evasão escolar é um problema social que afeta todas as etapas da escolaridade, mas que atinge auges ainda mais preocupantes na adolescência e na juventude. Considerando essas faixas etárias, o afastamento das atividades escolares é ainda mais recorrente quando se trata de estudantes negros, pobres, meninas, moradores de regiões periféricas e rurais matriculados em classes de EJA (Ensino de Jovens e Adultos) e no Ensino Médio, etapa final da educação básica.
Problemas sociais associados à descrença no estudo como um fator modificador da realidade na qual se encontram fazem com que os jovens cedam às necessidades imediatas e engrossem as estatísticas da infrequência escolar e do abandono dos estudos. Como consequência disso, a evasão alimenta um ciclo de vulnerabilidade, ajudando na perpetuação das desigualdades. 
Em 2013 foi instituído o Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852) significando um marco na defesa de direitos dos jovens à educação de qualidade, com foco na garantia de educação básica, obrigatória e gratuita, inclusive para os que a ela não tiveram acesso na idade adequada. Ainda assim, o Brasil conseguiu fomentar políticas públicas de permanência que desse aos muitos jovens brasileiros as condições de concluir o Ensino Médio.
Antes do Estatuto da criança e do adolescente, em 2008, o país amargava índices superiores a 1 milhão de estudantes da rede pública fora da escola, conforme dados do Censo Escolar, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
Em 2016, três anos depois da existência do Estatuto do Adolescente, houve uma redução do índice de evasão. Nesse ano, 515 mil estudantes deixaram de estudar, número muito alto, mas que em comparação com 2008, teve uma redução de 49,2%, um fato que certamente deve ser comemorado. Apesar disso, os indicadores de abandono e de evasão escolar continuaram altos, e o que já era grave antes da pandemia, tornou-se alarmante durante e após o período de aulas remotas. É notório que a evasão não se inaugurou na pandemia, mas teve nela seu auge.
 
Identificar processos e fatores que impulsionaram e impulsionam o abandono e a evasão escolar dos jovens envolve a complexidade de se entender as raízes políticas históricas, socioeconômicas e até culturais envolvidas na questão. Enquanto as causas são complexas e envolvem inúmeros fatores, as consequências do afastamento precoce da escola comprometem toda a trajetória de vida de um cidadão ou cidadã, e o desenvolvimento do próprio país. Esse afastamento envolve situações em que, por exemplo, o jovem busca um trabalho para a resolução imediata de um problema grave e urgente como a insegurança alimentar; mas ao resolver esse problema de ordem imediata, retroalimenta a perpetuação de um ciclo de pobreza e vulnerabilidade.
 
Diversas situações são consideradas decisivas no momento de ficar ou sair da escola: a falta sonhos, de sentido e significado dos estudos, de perspectivas de futuro; as necessidades básicas do presente como alimentação, acesso a saúde e moradia. Soma-se a isso um sistema escolar pouco atraente, que muitas vezes castram os sonhos em vez de ensinar a sonhar. Tais causas vem tendo eco na opinião partilhada por estudantes e professores.
Nessa partilha de porquês fica visível que o fator socioeconômico é preponderante e influencia fortemente outros fatores que levam ao abandono escolar. Mas a dissociação do que é ensinado na escola com o contexto vivenciado por estudantes não os possibilita uma visão clara de quebra dos ciclos de dificuldades que os estudos podem proporcionar. Assim, muitos deixam a escola para ajudar os pais no custeio da família, outros são incentivados pelos próprios pais a deixarem de estudar. Isso porque a maioria dos adultos do contexto no qual os adolescentes estão inseridos não veem ou não conhecem alguém que tenha vencido na vida por conta da educação. Outros pais até mesmo chegam a proibir os filhos de continuarem os estudos para que sigam em busca de autonomia financeira. Trabalhar, ajudar no sustento, talvez seja o maior motivo para a evasão, ou seja, a dureza da realidade presente tem roubado as perspectivas de futuro. Mas além da garantia do sustento existem outros aspectos sociais pesando, e muito, na decisão de seguir ou parar de estudar. A dificuldade para chegar à escola por morar distante, evidente nas zonas rurais, também tem levado muitos à desistência dos estudos. 
Há solução para a evasão escolar? 
Apesar da complexidade que envolve o tema, é preciso imprimir esforços para acabar com a evasão. Esforços esses que vão da criação e efetividade de políticas públicas ao fazer dos professores. Políticas que garantam transporte escolar, merenda de qualidade, formação de professores e renda mínima para famílias carentes têm se mostrado eficazes. Na outra ponta, como o docente é a mão mais próxima dos jovens e adolescentes estudantes, é preciso que assuma o papel de avaliar e detectar aqueles que estão propensos a abandonar a escola, que por sua vez, tem potencial e oportunidade de buscar formas de solucionar o problema através da ajuda da comunidade escolar.
No entanto, os motivos da evasão estão também fortemente arraigados fora do espaço escolar. Detectados os problemas, é preciso avaliar a forma de agir: recorrer à família e conscientizá-la para buscar uma solução conjunta. A constância desses esforços a longo prazo, caso não resolva de todo, com certeza amenizará a evasão e o abandono dos estudos. No entanto, em cada escola é possível dar passos importantes, para isso, gestores escolares devem ficar atentos, isso por que a evasão:
– Em cada escola é diferente. Em cada uma há motivos e contextos específicos. Em algumas, por exemplo, a questão de gênero;
– Em muitas redes os índices mais altos estão centrados nos meninos, que acabam evadindo mais que as meninas; 
– Muitos alunos não veem exemplos na família de quem venceu pela educação, conhecer, ver e conviver com esses exemplos na escola pode fazer toda diferença;
 
– Ela pode estar sendo “incentivada” pela comunidade, que não costuma incentivar os jovens aos estudos. Abrir a escola e se aproximar do seu entorno pode ser a chave para a redução de índices;
– Tem sua origem muitas vezes na não garantia de direitos constitucionais, aí muito estudantes se veem na necessidade da escolha entre comer e estudar.
É preciso também organizar uma rede de apoio. As escolas enfrentam ainda o desafio de acompanhamento com alunos que retornam da evasão, pois eles precisam de uma dinâmica de estudo específica. Há professores que encaram tal situação como retrabalho e não raro lidar com tais estudantes com frases como “nem sabia que você tinha voltado…”. Esse tipo de postura aumenta o abismo do aluno com a escola, pois não se sente bem recebido, sem monitoramento ou acolhimento. É preciso lembrar que a volta para a escola não anula o problema original da evasão. O aluno que evade uma vez, se a causa não for identificada e tratada corretamente, pode evadir novamente.
 
Não podemos esquecer que entre os muitos motivos, estudantes que evadem sentem medo de voltar para escola por não saberem como serão recepcionados, temem sofrer bullying, principalmente em casos de gravidez ou abandono por trabalho. No documentário Prova Escrita, é possível reconhecer típicos estudantes brasileiros em seis  histórias marcadas pela evasão que tiveram um final feliz  como a observação e a escuta podem contribuir no combate à evasão escolar. Isso por que muitas vezes a escola/professores precisamse adaptar à realidade do estudante que deseja concluir os estudos, mas que possui uma rotina conturbada por causa da família ou trabalho.
 Além disso é preciso considerar que a evasão no Fundamental I é de responsabilidade dos pais, no Fundamental II e Médio é compartilhada com os estudantes. Com isso, qualquer ação com estudantes precisa checar abordagem e linguagem. É preciso também dar suporte aos professores: instruir como acolher, não ser culpabilizado, não deixá-lo desamparado, auxiliar a planejar o retorno, orientar a identificar a evasão.
Temas como: trabalho x estudo, acolhimento/pertencimento com escola, minorias: negros, garotas, rural e relação professor e aluno são oportunos para pautas formativas organizadas pelos gestores escolares na relação com uma comunidade escolar que deseja planejar e implementar ações de erradicação da evasão escolar.

Mais conteúdos dessa disciplina