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Higiene 
do Trabalho
Professor Me. Renan Gonçalves da Silva
Reitor 
Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino
Prof. Ms. Daniel de Lima
Diretor Financeiro
Prof. Eduardo Luiz
Campano Santini
Diretor Administrativo
Prof. Ms. Renato Valença Correia
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Coord. de Ensino, Pesquisa e
Extensão - CONPEX
Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
Coordenação Adjunta de Ensino
Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman 
de Araújo
Coordenação Adjunta de Pesquisa
Prof. Dr. Flávio Ricardo Guilherme
Coordenação Adjunta de Extensão
Prof. Esp. Heider Jeferson Gonçalves
Coordenador NEAD - Núcleo de 
Educação à Distância
Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
Web Designer
Thiago Azenha
Revisão Textual
Beatriz Longen Rohling
Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
Kauê Berto
Projeto Gráfico, Design e
Diagramação
André Dudatt
2021 by Editora Edufatecie
Copyright do Texto C 2021 Os autores
Copyright C Edição 2021 Editora Edufatecie
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correçao e confiabilidade são de responsabilidade 
exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permi-
tidoo download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem 
a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP 
 
S586h Silva, Renan Gonçalves da 
 Higiene do trabalho / Renan Gonçalves da Silva. 
 Paranavaí: EduFatecie, 2021. 
 
 106 p. : il. Color. 
 
 
 
1. Segurança do trabalho. 2. Higiene do trabalho. 3. 
 Ergonomia. 4. Educação para segurança do trabalho 
 I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a 
 Distância. III. Título. 
 
 CDD : 23 ed. 363.116 
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 
 
UNIFATECIE Unidade 1 
Rua Getúlio Vargas, 333
Centro, Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 2 
Rua Cândido Bertier 
Fortes, 2178, Centro, 
Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 3 
Rodovia BR - 376, KM 
102, nº 1000 - Chácara 
Jaraguá , Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
www.unifatecie.edu.br/site
As imagens utilizadas neste
livro foram obtidas a partir 
do site Shutterstock.
AUTOR
Professor Me. Renan Gonçalves da Silva 
● Mestre em Agroecologia (Universidade Estadual de Maringá – UEM)
● Bacharel em Engenharia Ambiental (Universidade Estadual de Mato
Grosso do Sul – UEMS)
● Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho (UNINGÁ)
● Especialista em auditoria, perícia e educação ambiental (UNIFATECIE)
● Licenciado em Geografia (UNIJALES)
● Professor do Curso de Engenharia Civil (UNIFATECIE)
● Consultor Ambiental
● Consultor de Segurança do Trabalho
Possui ampla experiência como professor lecionando as disciplinas de Saneamento 
Ambiental, Licenciamento Ambiental, Sistemas de Informações Geográficas, 
Recuperação de Áreas Degradadas, Avaliação de Impactos Ambientais e Análise de 
Investimentos Ambientais, Gestão de Resíduos, Química Aplicada ao Meio Ambiente entre 
outras. Coordenador da especialização pós-técnica em gestão de resíduos ofertado pela 
Secretaria de Estado de Educação (SEED). E ainda com consultoria ambiental para 
empresas e prefeituras. 
Lattes: http://lattes.cnpq.br/6149238437676530
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Seja muito bem-vindo (a)!
Prezado (a) aluno (a), é com muito prazer que estarei junto com você durante 
a disciplina de higiene do trabalho. Assim, quero que você reflita sobre a relação do 
homem e o seu trabalho. E como suas atividades laborais podem refletir sobre sua 
saúde, meio ambiente e sobre a coletividade. 
Na unidade I, quero lhe apresentar um breve histórico sobre a segurança do trabalho 
e a higiene ocupacional, mencionado como foi o seu surgimento. No tocante, irei apresentar 
os conceitos e definições sobre a higiene do trabalho, você saberá o que significa higiene 
do trabalho e quais são os seus objetivos. Apresentarei também nesta unidade de forma 
breve as principais legislações aplicadas na área de segurança do trabalho. 
Já na unidade II, você conhecerá qual é a diferença entre risco e perigo, este 
estudo é fundamental para definir as medidas de controle de riscos ocupacionais. Ainda 
nesta unidade, será abordado as definições de um trabalho seguro e como ocorre a 
organização da CIPA e também do SESMT. 
Adiante, na unidade III você conhecerá o que são riscos químicos e físicos. Na 
oportunidade será explanado como estes riscos influenciam na saúde do trabalhador. E 
quais são as medidas de controle adotadas para estes riscos com a finalidade de mitigar 
a ação dos agentes de riscos e, se possível, eliminá-los. 
Por fim, na unidade IV será apresentado os riscos biológicos e ergonômicos. 
Neste momento, você conhecerá também como estes agentes causam danos para a saúde 
do trabalhador e como devem ser as medidas de controle. Ainda nesta unidade será 
apresentado o mapa de risco que é um elemento fundamental para o controle de riscos 
ocupacionais.
Espero que você aproveite este material que preparei com muito carinho para que 
você possa obter mais conhecimento. Desejo que você tenha bons estudos e muito 
sucesso na sua carreira profissional. 
Muito obrigado e bom estudo!
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 3
Introdução à Higiene Ocupacional
UNIDADE II ................................................................................................... 27
Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
UNIDADE III .................................................................................................. 51
Riscos Químicos e Físicos
UNIDADE IV .................................................................................................. 79
Riscos Biológicos e Ergonômicos
3
Plano de Estudo:
● Breve histórico sobre a segurança do trabalho e higiene ocupacional;
● Conceitos e definições sobre higiene do trabalho;
● Objetivos da higiene do trabalho;
● Legislação aplicada à segurança do trabalho.
Objetivos da Aprendizagem:
● Entender o histórico da segurança do trabalho e higiene ocupacional.
● Compreender os conceitos sobre higiene ocupacional e segurança do trabalho.
● Saber sobre os objetivos da higiene do trabalho.
● Compreender a Legislação aplicada à segurança do trabalho.
UNIDADE I
Introdução à Higiene Ocupacional
Professor Me. Renan Gonçalves da Silva
4UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
INTRODUÇÃO
Caro (a) aluno (a), você já parou para observar como seria o desenvolvimento 
do trabalho sem as devidas regulamentações que conhecemos na atualidade? 
Certamente os números de doenças e acidentes de trabalho seriam ainda muito maiores. 
As preocupações com um ambiente seguro para o desenvolvimento do trabalho não é 
uma questão que em toda a história da humanidade foi levada em consideração. 
Assim, imagine, quando o trabalhador adoece ou é acidentado em decorrência 
do desenvolvimento de suas atividades, todos perdem. O próprio funcionário que 
poderá ter sua vida ceifada ou ficará afastado temporariamente ou definitivamente de 
suas funções. A empresa contratante, que terá de arcar com indenizações. O próprio 
governo que será pressionado com o pagamento de benefícios. E não se deve descartar 
a possibilidade de perda de produtividade, visto que é possível que o restante da equipe se 
sinta amedrontada em desenvolver a atividade que causou danos ao trabalhador afetado. 
Desta forma, quando se fala em higiene, logo vem em mente a ideia de limpeza 
e higiene do trabalho, traz a conotação de um “trabalho limpo”, no sentido de que ao 
desenvolver suas funções, o trabalhador não será afetado de forma negativa perdendoFonte: SNC (2021). 
39UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 39UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
3. TRABALHO SEGURO
Você observou ainda na Unidade I, que os trabalhadores em geral passaram 
por situações difíceis, como jornada de trabalho exacerbada, local para o 
desenvolvimento do trabalho inadequado colocando-os em situação de risco. E que 
em muitos casos, estes sofriam com diversas enfermidades. Foi então, através dos 
movimentos sociais, introduzidas as legislações vislumbrando que este trabalhador 
tivesse um trabalho seguro. Já nesta unidade, você verificou que é necessário fazer o 
reconhecimento, a avaliação, o tratamento e o monitoramento dos riscos no ambiente de 
trabalho justamente para promover o trabalho seguro. Mas o que seria o trabalho seguro 
que tanto é buscado? 
O trabalho seguro é aquele que proporciona ao trabalhador um ambiente em que 
sua saúde física e psicológica é protegida durante a execução de suas funções. Neste 
ambiente, é necessário que os riscos ambientais (aqueles advindos de agentes químicos, 
físicos e biológicos) sejam erradicados ou controlados de modo a não provocar 
doenças para estes trabalhadores. Para isso, pode-se adotar alterações físicas no 
próprio layout do empreendimento, ou adoção de novas tecnologias. Quando estas 
medidas não forem suficientes, pode-se adotar também o uso de EPI (Equipamento de 
Proteção Individual) ou EPC (Equipamento de Proteção Coletiva). 
Para a obtenção de um ambiente onde se desenvolve um trabalho seguro e saudável, 
além dos riscos dos agentes químicos, físicos e biológicos, deve-se proteger o 
trabalhador contra os riscos ergonômicos, que acabam colocando em risco tanto a 
saúdefísica como a saúde psicológica do trabalhador. Para isso, de forma geral, a equipe
40UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 40UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
SESMT deve levar em consideração os esforços físicos e a questão postural 
desprendidas por este trabalhador durante a sua jornada de trabalho, bem como a 
pressão psicológica e as condições de stress no qual o trabalho está submetido. 
Por fim, para a obtenção de um trabalho seguro, é necessário que o ambiente 
de trabalho seja limpo e organizado, fornecendo uma condição agradável para que este 
trabalhador desenvolva suas atividades laborais. Este local deve prezar pela boa 
iluminação, arranjo físico que facilite o desenvolvimento das atividades, prezar pela 
preservação dos instrumentos e ferramentas de trabalho, fiações elétricas e hidráulicas 
adequadas, entre outras situações que podem colocar em risco a saúde e o bem-estar do 
trabalhador.
Prezado (a) aluno (a), para que se obtenha um trabalho seguro é fundamental 
ter em mente a dignidade da pessoa humana, o trabalhador desenvolve suas funções 
para levar o seu sustento e o de sua família, ele está ali para ter uma melhor condição de 
vida. O trabalhador não é uma peça inanimada de toda a engrenagem, ele é acima de 
tudo, um ser humano, que possui sentimentos, sente cansaço, dor, frio. Ali está uma mãe, 
um pai, um filho ou um amigo. Logo, a empresa tem a responsabilidade de garantir a 
segurança deste trabalhador, conforto e dignidade. Esta mentalidade é fundamental para 
que não ocorram fatos como ocorreram no início da revolução industrial. Somente com 
o pensamento humanista será possível construir um ambiente de trabalho seguro. 
41UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 41UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
4. ORGANIZAÇÃO DA CIPA E SESMT
Buscando o trabalho seguro com base na redução dos riscos para o trabalhador, 
existem dois institutos de grande relevância que é a CIPA (Comissão Interna de Prevenção 
de Acidentes) e o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em 
Medicina do Trabalho). 
4.1 CIPA 
O objetivo da CIPA é a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, 
de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a 
promoção da saúde do trabalhador (NR 5, 1978). Sua regulamentação é fornecida na NR 
5. A CIPA vislumbra garantir a representação dos trabalhadores em todas as questões de 
melhoria e saúde ocupacional, observando e comunicando condições de risco no ambiente 
de trabalho, devendo ainda propor ao empregador medidas que possam prevenir, reduzir e 
até eliminar as possíveis causas de acidentes e doenças ocupacionais no ambiente de 
trabalho, esta comissão também deve orientar os trabalhadores sobre estas medidas (NR 
5, 1978).
Em termos práticos e de forma generalista, a CIPA tem por objetivo apresentar as 
demandas dos trabalhadores, analisar riscos do trabalho, investigar e prevenir acidentes. 
A CIPA é formada por representantes dos trabalhadores que são eleitos e também por 
representantes dos patrões que são designados para a função. 
O Quadro I da NR 5 determina que as empresas que possuem a partir de 20 
empregados necessitam ter CIPA, onde o número de representantes (que são chamados 
Cipeiros) irá variar de acordo com o número total de trabalhadores, ramo de atividade. 
42UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 42UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
Vamos a um exemplo: 
Imagine que você necessita dimensionar a quantidade de membros para formar a 
CIPA de uma indústria de processamento, preservação e produção de conservas de frutas 
que possui 200 funcionários. 
1° Passo – Identi icar o Grupo 
Para a veri icação do grupo você deverá analisar a NR 5, Quadro III (relação 
da classi icação nacional de atividades econômicas – CNAE, com correspondente 
agrupamento para dimensionamento da CIPA)
FIGURA 5 - QUADRO III DA NR 5 
Fonte: NR 5 (1978).
No caso do exemplo, o grupo é o C-2, conforme demarcado em preto. 
2° Passo – Relacionar o grupo e quantidade de funcionários 
No segundo passo, você deverá observar o Quadro I da NR5, e relacionar o grupo 
encontrado anteriormente com o número de funcionários. Veja: 
FIGURA 6 - QUADRO I DA NR 5 
Fonte: NR 5 (1978).
43UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 43UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
Observe que anteriormente encontramos o grupo C-2, e a quantidade de emprega-
dos é de 200 (dado no exemplo). Veja na tabela acima a relação em amarelo. Nela 
consta-tamos que serão necessários 4 efetivos e 4 suplentes representando os 
empregados. Os representantes da empresa também serão de 4 efetivos e 4 suplentes. Ao 
todo, teremos um grupo de 16 pessoas integrantes da CIPA onde 8 serão efetivos e 8 
suplentes. 
É importante salientar que todas as empresas precisam cumprir os objetivos da 
CIPA.
Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa 
designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, 
podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, 
através de negociação coletiva (NR5, 1978).
Isto quer dizer que, mesmo que a empresa não tenha uma comissão propriamente 
formada nos termos do Quadro I da NR 5, por não conter o número mínimo de empregados que 
é de 20, a empresa deverá indicar um empregado para realizar os trabalhos atribuídos à CIPA. 
A CIPA deverá realizar suas reuniões ordinárias mensais durante o expediente 
de trabalho normal em local apropriado, sendo lavrada a ata assinada pelos 
integrantes ficando à disposição dos Agentes de Inspeção do Trabalho. 
Já as reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando ocorrer: 
a. houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine
aplicação de medidas corretivas de emergência;
b. ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal;
c. houver solicitação expressa de uma das representações (NR5, 1978).
Outro ponto importante é que deverá ocorrer um treinamento no prazo máximo de 
trinta dias depois da posse dos cipeiros, com a carga horária de 20 horas distribuídas 
em, no máximo, 8 horas diárias e deverá ocorrer durante o expediente normal da 
empresa. 
O treinamentopara a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os seguintes 
itens:
a. estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos
originados do processo produtivo;
b. metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho;
c. noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição
aos riscos existentes na empresa;
d. noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS, e
medidas de prevenção;
e. noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à
segurança e saúde no trabalho;
f. princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos
riscos;
g. organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das
atribuições da Comissão. (NR5, 1978).
44UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 44UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
4.2 SESMT
O SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina 
do Trabalho) é outro instituto fundamental para a promoção da higiene do trabalho. Sua 
regulamentação é fornecida na NR 4. O seu objetivo principal é garantir de forma técnica 
a prevenção de acidentes e doenças do trabalho, atuando também na prestação de 
assistência em trabalhadores acidentados ou que têm sintomas de doenças do trabalho. 
O SESMT é formado por uma equipe multidisciplinar composta por engenheiro de 
segurança do trabalho, médico do trabalho, enfermeiro do trabalho, técnico de segurança 
do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. A atribuição de cada profissional é 
determinada na NR 4. 
Para fazer o dimensionamento do SESMT você deverá observar a NR 4. 
Vamos utilizar o exemplo anterior, em que dimensionamos CIPA para uma indústria de 
processamento, preservação e produção de conservas de frutas que possui 200 
funcionários.
1° Passo – Identi icar o grau de risco
Para identificar o grau de risco observe o Quadro I da NR 4 que relaciona o 
ramo de atividade ao grau de risco do empreendimento. Veja de forma aplicada: 
FIGURA 7 - QUADRO I DA NR 4 
Fonte: NR 4 (1978).
Observando o quadro em grifo amarelo, observa-se que a empresa possui o grau 3. 
45UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 45UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
2° Passo – Relacionar o grau de risco com a quantidade de funcionários 
FIGURA 8 - QUADRO II DA NR 4 
Fonte: NR 4 (1978).
Observe que anteriormente encontramos o grau de risco 3, e a quantidade de 
empregados é de 200 (dado no exemplo). Veja na tabela acima a relação em amarelo. 
Observa-se que será necessário somente 1 técnico de segurança do trabalho. 
Assim, tanto dentro de suas particularidades, tanto o SESMT quanto a CIPA são 
institutos que têm por objetivo a prevenção de acidentes de trabalho. A manutenção destes 
institutos nos empreendimentos traz vantagens para a empresa que acaba tendo menos 
custos em decorrência dos acidentes do trabalho, e traz maior segurança para o empregado 
que pode desenvolver suas funções em um ambiente mais seguro. 
46UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 46UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
SAIBA MAIS
Objetivo do PGR
O PGR (Programa de Gerenciamento de Risco) tem como principal objetivo evitar, 
ou seja, prevenir que acidentes ambientais ocorram, que possam vir prejudicar a 
vida de colaboradores, a propriedade privada e também o meio ambiente, isto é, o 
programa visa acima do gerenciamento utilizar técnicas eficazes que não permita a 
possibilidade de um acidente. Quando se há a existência de um ou mais riscos em 
um ambiente laboral, o processo a ser seguido em primeiro lugar é, identificar esse 
risco, apontar, saber exatamente qual o risco que se trata; segundo, realizar uma 
avaliação criteriosa a respeito do mesmo, para assim poder ser tomada as atitudes 
corretas em relação ao risco e; terceiro, se não for possível eliminá-lo, é necessário 
realizar o controle desse risco, ou seja, em momento algum, o risco existente torna-se 
uma ameaça sem controle ou monitoramento.
Fonte: SEGMED, 2021.
REFLITA 
Segurança no trabalho é a arte de preservar a vida. 
Fonte: Almeida, (2014). 
47UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 47UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro (a) aluno (a), como você sabe, o desenvolvimento do trabalho pode 
colocar em risco a saúde do trabalhador. É muito comum observar nos noticiários 
casos de acidentes em plantas industriais onde o trabalhador sofre esmagaduras, se 
contamina com agente patógenos, ou é exposto a algum elemento químico que leva 
este trabalhador ao adoecimento ou até mesmo a morte. Outra situação recorrente é 
observar trabalhadores adoecendo em função de uma condição ergonômica de trabalho 
inadequada. Afinal, quem já não ouviu algum caso em que uma pessoa adquiriu uma 
doença em decorrência do desenvolvimento do trabalho? 
É fato de que todos necessitamos trabalhar para garantir condições dignas de vida, 
mas não é necessário adoecer ou morrer em decorrência da execução de suas funções 
laborais. Para que isso não ocorra você verificou ao longo desta unidade que é importante 
criar estratégias para reduzir os riscos ocupacionais. Aliás o perigo sempre será uma 
constante, mas o risco pode ser reduzido. 
Nesta unidade você verificou também que a CIPA é formada por representantes 
dos trabalhadores e representantes da empresa. Esta comissão é fundamental para o 
reconhecimento, avaliação, tratamento e o monitoramento dos riscos no ambiente de 
trabalho. Através da CIPA é possível criar um canal direto entre o empregado e o 
empregador na busca por soluções viáveis para a redução dos riscos de acidentes de 
trabalho, em um cenário onde todos devem estar focados na busca por um trabalho em 
uma condição segura. 
Outro instituto de grande relevância na prevenção dos riscos ocupacionais é 
sem dúvidas o SESMT, formado por profissionais especializados na área de segurança 
do trabalho. Desta forma, somente com o envolvimento e a colaboração de todos os 
atores institucionais será possível alçar um ambiente seguro e saudável para o 
desenvolvimento das atividades laborais. 
48UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 48UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
LEITURA COMPLEMENTAR
HOME OFFICE NÃO TIRA RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR 
EM CASO DE ACIDENTES OU DOENÇAS OCUPACIONAIS
Em meio aos desafios do universo trabalhista pós-pandemia, o home office parece 
consolidado como opção para empregadores e empregados. O fato de o local de trabalho 
ser o lar do empregado não desobriga o empregador de zelar pela saúde dos 
trabalhadores. O advogado e especialista em Direito e Processo do Trabalho, Otavio Calvet 
– também Juiz do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) – tira 
algumas das dúvidas inerentes a essa nova realidade.
Já temos uma definição legal para o trabalho em home office? Há diferença 
entre ele, o trabalho remoto e o teletrabalho?
 Otavio Calvet: Trabalho remoto é aquele realizado fora das dependências do 
empregador, podendo ocorrer na residência do empregado ou em qualquer outro lugar. 
Já o teletrabalho, que possui definição em lei (art. 75-B da CLT), é uma das espécies de 
trabalho remoto, caracterizado pelo fato de o trabalhador prestar sua atividade 
preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de 
tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituem 
como trabalho externo. Já o home office é uma modalidade de trabalho remoto – 
geralmente também teletrabalho –, mas realizado na residência do empregado.
Como se poderia definir um acidente de trabalho em home office?
 Otavio Calvet: O acidente de trabalho típico, aquele que acontece no 
estabelecimento do empregador – como uma queda, por exemplo – é de difícil definição 
fora daquele espaço, já que é da essência do teletrabalho em home office a liberdade 
de horários; o empregado é quemdetermina quais os seus momentos de trabalho e 
de lazer. Agora, doenças desencadeadas pela forma de trabalhar, ou pelas condições 
oferecidas pelo empregador na estrutura do home office, podem ser mais facilmente 
configuradas como tendo nexo com o trabalho e, portanto, consideradas como acidente 
de trabalho. A legislação permite o reconhecimento do nexo causal [vínculo fático que 
liga o efeito à causa] e, ainda, da responsabilidade civil/trabalhista do empregador em 
caso de culpa no evento.
49UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 49UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
Quais os direitos do empregado após um acidente de trabalho em home office?
 Otavio Calvet: Os mesmos de um empregado que trabalha no estabelecimento 
do empregador. Se o acidente provocar incapacidade para o trabalho, o empregado 
deve apresentar atestado médico para licença remunerada dos primeiros 15 dias e, 
persistindo a incapacidade, o empregador deve emitir a CAT [Comunicação de Acidente 
de Trabalho], encaminhando o empregado ao INSS para receber o auxílio-doença 
acidentário. Em caso positivo, quando da futura alta, o empregado gozará de no mínimo 12 
meses de estabilidade no emprego. Além disso, deve-se verificar se o acidente ocorreu 
por culpa do empregador, pois neste caso pode haver a responsabilização por danos 
patrimoniais e morais.
Qual o dever do empregador para garantir a saúde do empregado que 
trabalha em home office? 
Otavio Calvet: O empregador precisa compreender que colocar o empregado em home 
office não retira sua responsabilidade: ele deve agir com as cautelas necessárias para 
que o novo ambiente de trabalho, o escritório na própria residência do trabalhador, seja 
adequado, tanto em relação aos equipamentos quanto a forma de trabalhar. Cabe ao 
empregador instruir os empregados, de maneira expressa e ostensiva, quanto às 
precauções a tomar, a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho. O empregado 
deverá assinar termo de responsabilidade, comprometendo-se a seguir as instruções 
fornecidas pelo empregador, conforme o artigo 75-E da CLT [Consolidação das Leis do 
Trabalho]. Além disso, o empregador deve fiscalizar o ambiente de trabalho, combinando 
com o empregado visitas para verificação do cumprimento das instruções passadas.
Fonte: CALVET, Otávio. Home office não tira responsabilidade do empregador em 
caso de acidentes ou doenças ocupacionais. Jornal Jurid, 2021. Disponível em: https://
www.jornaljurid.com.br/noticias/home-office-nao-tira-responsabilidade-do-empregador-
em--caso-de-acidentes-ou-doencas-ocupacionais. Acesso em: 30 ago 2021.
50UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 50UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Manual de segurança do trabalho 
Autor: Ariadne da Silva Fonseca e Marcelo Ricardo Andrade Sartori 
Editora: São Camilo 
Sinopse:Introdução à Administração Aplicada à Segurança do 
Trabalho - Segurança e Medicina do Trabalho - Riscos 
Ocupacionais - Informática e Estatística: Aplicação nos Serviços 
de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - 
Legislação e Normas Regulamentadoras em Segurança no 
Trabalho - Ergonomia - Prevenção e Combate a Incêndio - 
Gestão Ambiental - Segurança na Construção Civil - Segurança 
em Instalações e Serviços em Eletricidade - Segurança nas 
Atividades de Trans-porte - Segurança Rural - Contratação de 
terceiros: exigências legais - Principais Equipamentos de 
Proteção para Segurança do Trabalho - Prevenção e Combate a 
Sinistros - Noções Básicas de Primeiros Socorros.
FILME/VÍDEO 
Título: Challenger - um vôo sem retorno
Ano:1990
Sinopse: Filme que mostra o treinamento e as emoções daqueles 
que constituíam a tripulação e as dúvidas dos engenheiros quanto 
a da espaçonave que explodiu pouco depois de seu lançamento, 
em janeiro de 1986.
51
Plano de Estudo:
● Conceituação sobre agentes de riscos químicos;
● Os riscos dos agentes químicos para a saúde do trabalhador;
● Tipos de riscos químicos;
● Medidas de controle;
● Conceituação sobre agentes de riscos físicos;
● Riscos para a saúde do trabalhador;
● Medidas de controle;
Objetivos da Aprendizagem:
● Estabelecer a importância do Front Office perante ao cliente;
● Compreender o fluxo de entrada do hóspede e a relação com
os setores da Hospedagem;
● Contextualizar as funções inerentes dos cargos da Hospedagem
e relevância para fidelização de clientela.
UNIDADE III
Riscos Químicos e Físicos
Professor Me. Renan Gonçalves da Silva
52UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
INTRODUÇÃO
Caro (a) aluno (a), ao longo desta disciplina você tem observado que o risco 
está presente nos mais variados ambientes de trabalho. No entanto, existem alguns 
ambientes em que os riscos são mais elevados e que podem comprometer de forma 
grave a saúde humana. Os riscos abordados nesta unidade são os riscos químicos e 
físicos. 
Por sua vez, os riscos químicos poderão estar presentes em indústrias de vários 
segmentos, laboratórios, clínicas, farmácias, hospitais, mineradoras, trabalhos 
agrícolas, entre outros. Os riscos físicos também são encontrados em variados 
postos de trabalho como construção civil, indústrias, setores da área da saúde e 
ambientes encharcados. Além destes, os riscos físicos também estão presentes em 
trabalhos que demandam submersão em água em altas profundidades como é o caso de 
mergulhadores e também em trabalhos em altitudes elevadas. 
Todos estes trabalhos representam graves riscos para a saúde humana e 
necessitam ser mitigados pelo higienista do trabalho. É importante ter em mente 
que as normas regulamentadoras determinam quais são os limites de exposição para 
cada tipo de agente, seja ele químico ou físico, e que quando estes limites são 
extrapolados caberá ao empregador “pagar” por estar submetendo o trabalhador a 
estes riscos. Na área de segurança do trabalho este pagamento é chamado de adicional 
de insalubridade. 
Antes de instaurar o adicional de insalubridade é necessário realizar as avaliações 
para saber se o funcionário terá direito ou não ao adicional de insalubridade, para isso 
deve ser consultado a NR-15 que determina os limites de exposição para cada tipo de 
agente de risco. Após essa verificação é necessário também verificar se é possível adotar 
medidas coletivas e individuais de prevenção ao risco. 
Sendo assim, nesta unidade você irá verificar a conceituação dos riscos químicos 
e físicos, os riscos para a saúde do trabalhador, os tipos de riscos químicos e físicos, 
e verificará também as medidas de controle para cada tipo de risco. 
53UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
1. CONCEITUAÇÃO SOBRE AGENTES DE RISCOS QUÍMICOS
Os riscos químicos podem estar presentes em variados setores da indústria, 
sendo muito comum que o trabalhador esteja exposto a estes tipos de riscos. Os riscos de 
origem química podem estar presentes na indústria da construção civil, alimentícia, têxtil, 
extrativa, de transformação, entre outros. Além da indústria, os riscos químicos são 
encontrados em hospitais, clínicas, laboratórios, entre vários outros setores. Na atualidade, já 
não é possível pensar em uma civilização sem a utilização de agentes químicos, cabe então 
ao higienista prevenir os riscos relacionados a estes agentes com a finalidade de promover o 
trabalho seguro. 
Desta forma, a NR 9 define que os agentes químicos são as substâncias, 
compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas 
formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza 
da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo 
através da pele ou por ingestão (BRASIL, 1978). Essas substâncias interagem com o 
organismo do indivíduo podendo causar danos à sua saúde, por meio do contato ou pelas 
vias aéreas. 
Assim, o risco químico está relacionado com a probabilidade do trabalhador 
sofrer um dano no momento que ele seexpõe ao agente químico podendo lhe trazer 
prejuízos para a saúde (UNIFAL, 2021). Além disso, os agentes químicos quando 
manejados de forma indevida podem trazer riscos para o meio ambiente através da 
contaminação, ou perdas materiais quando estes causam acidentes. 
54UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
Os agentes de riscos químicos podem se apresentar de diversas formas no 
ambiente de trabalho e durante os processos podem sofrer mudanças, sendo que a 
possibilidade da substância química interagir com o organismo está associada ao seu 
estado físico (UNIFAL, 2021).
FIGURA 1 - ESTADO DO AGENTE DE RISCO E A INTERAÇÃO COM O ORGANISMO 
Fonte: UNIFAL, (2021).
Na Figura 1, é possível observar que o agente químico pode interagir com o 
organismo de diversas formas, seja ele no estado gasoso, líquido ou sólido. Sendo que 
os gases interagem pelas vias respiratórias. Já os líquidos e sólidos entram no organismo 
por meio da pele ou ingestão, quando transformados em vapores ou partículas de 
pequenos diâmetros também podem entrar por meio da respiração. 
É importante relembrar que o agente químico em si só já representa uma fonte 
de perigo, cabendo ao higienista adotar alternativas para que a exposição ao risco seja 
minimizada. 
55UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
2. OS RISCOS DOS AGENTES QUÍMICOS PARA A SAÚDE DO TRABALHADOR
Os agentes químicos podem causar uma série de doenças para o trabalhador como 
você tem observado. Além disso, estes agentes podem causar impactos para a 
população em geral em casos de acidentes, e ainda, impactos sobre o meio ambiente 
quando dispersos de forma inadequada. Para o ser humano existem três vias principais 
de exposição que é através da absorção por inalação chegando aos pulmões, através da 
pele (absorção dérmica), absorção pelo trato digestivo (através da ingestão) (JANAÍNA 
FONSECA; MARCHI; FONSECA JASSYARA, 2008). 
FIGURA 2: PRINCIPAIS VIAS DE ACESSO DOS AGENTES QUÍMICOS 
Fonte: Fonseca Janaína; Marchi; Fonseca Jassyara, (2008, p. 27).
56UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
Quando uma substância química é inalada, ela entra pelo nariz chegando 
aos pulmões, podendo provocar irritações no nariz e garganta, e pressão no peito 
(FREITAS, 2000). Segundo o autor supracitado, quando as substâncias chegam ao 
pulmão podem causar problemas no local onde elas ficam alojadas, como é o caso da 
sílica e do amianto que provocam a silicose e a asbestose que são doenças pulmonares 
graves. É interessante observar que o tecido pulmonar não representa uma barreira 
protetora contra a exposição a substâncias químicas, sendo que sua principal função é 
transportar oxigênio do ar para o sangue e dióxido de carbono no sentido inverso 
(JANAÍNA FONSECA; MAR-CHI; FONSECA JASSYARA, 2008). Como o tecido dos 
pulmões é muito fino, permite a passagem de outras substâncias para o sangue, 
criando um efeito sistêmico causando diversas consequências negativas para o corpo 
(JANAÍNA FONSECA; MARCHI; FONSE-CA JASSYARA, 2008). 
Uma das formas mais frequentes de contaminação com agentes químicos é 
através da pele. Quando este agente entra em contato com a pele, ele age de duas 
formas. Na forma direta se a substância for corrosiva, provoca a queimadura direto na 
pele, podendo provocar também reações alérgicas, ferimentos e inchaços (FREITAS, 
2000). Algumas substâncias químicas também possuem o poder de penetração na 
pele, entrando na corrente sanguínea e sendo conduzida para outras partes do corpo 
(FREITAS, 2000). As substâncias químicas quando entram em contato com a pele 
necessitam ultrapassar um grande número de camadas de células da pele até atingir 
a circulação, quando encontrada, é carregada por todo o corpo, sendo que a 
capacidade de uma substância em penetrar na pele depende de sua lipossolubilidade, ou 
seja, de seu potencial em se dissolver na gordura (JANAÍNA FONSECA; MARCHI; 
FONSECA JASSYARA, 2008). Algumas substâncias como benzeno, provoca dano na 
produção do sangue, outras provocam problemas nos rins, fígado, coração, ou outra parte 
do corpo (FREITAS, 2000).
E por fim, outra forma que os agentes químicos causam doenças para o 
trabalhador é através da ingestão acidental. No ambiente de trabalho estes episódios 
podem ocorrer quando o trabalhador possui o hábito de comer, beber ou fumar no 
ambiente de trabalho, ou devido a formas inadequadas de trabalho, como a prática que 
ainda se vê em alguns laboratórios onde o trabalhador faz transferência de líquidos 
sifonando-os (chupando-os) com a boca (FREITAS, 2000). As substâncias químicas 
quando ingeridas entram no organismo por absorção no trato gastrintestinal, quando não 
são absorvidos, não causam danos sistêmicos, a absorção das substâncias pode ocorrer 
em qualquer ponto do trato digestivo, da boca ao reto, mas o maior sítio de absorção é o 
intestino delgado, por sua função fisiológica na absorção de nutrientes (JANAÍNA 
FONSECA; MARCHI; FONSECA JASSYARA, 2008).
57UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
FIGURA 3: CAMINHOS PELOS QUAIS AS SUBSTÂNCIAS 
QUÍMICAS PODEM INTERAGIR COM O HOMEM 
Fonte: Fonseca Janaína; Marchi; Fonseca Jassyara, (2008, p. 27.
Conforme ilustrado na Figura 3, as substâncias químicas também podem causar 
doenças para o homem de diversas formas. Uma das formas é pelo contato direto conforme 
discutimos ao longo deste tópico. Mas essas substâncias podem interagir com o homem 
causando danos à saúde de outras formas. Observe na ilustração que as substâncias 
químicas entram em contato com o meio ambiente atingindo o solo, água e ar. Logo 
após, essas substâncias podem entrar em contato com o homem. Um exemplo é 
quando existe a água contaminada com algum elemento químico causador de doenças 
e o ser humano faz a ingestão desta água contaminada. 
Outro processo interessante de ser observado é que as substâncias químicas 
podem contaminar os animais e em seguida contaminar o ser humano que ingere estes 
animais na forma de alimento. Este processo é conhecido como biomagnificação. 
Bioacumulação é o termo geral que descreve um processo pelo qual 
substâncias (ou compostos químicos) são absorvidas pelos organismos. O 
processo pode ocorrer de forma direta, quando as substâncias são 
assimiladas a partir do meio ambiente (solo, sedimento, água) ou de forma 
indireta pela ingestão de alimentos que contém essas substâncias. Esses 
processos frequentemente ocorrem de forma simultânea, em especial em 
ambientes aquáticos.
Biomagnificação (ou magnificação trófica) é um fenômeno que ocorre quando há 
acúmulo progressivo de substâncias de um nível trófico para outro ao longo da teia 
alimentar. Assim, os predadores de topo têm maiores concentrações dessas substâncias 
do que suas presas. (MONTONE, 2021, np). 
58UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
SAIBA MAIS
Embora o termo “bioacumulação”, possa ser confundido ou usado como sinônimo 
de “biomagnificação” ou mesmo “bioconcentração”, existe uma distinção importante 
entre esses termos. Bioacumulação ocorre num nível trófico e representa o aumento 
da concentração de uma substância nos tecidos ou órgãos dos organismos. A 
Bioconcentração ocorre quando as substâncias são absorvidas pelos organismos em 
concentrações mais elevadas do que o ambiente circundante. Assim, a 
bioconcentração e a bioacumulação ocorrem dentro de um organismo, enquanto que 
a biomagnificação ocorre entre os diferentes níveis da cadeia alimentar (níveis 
tróficos). Outra definição considera a bioacumulação como a soma dos dois 
processos. De certa forma, a bioconcentração e a biomagnificação resultam em 
bioacumulação de substâncias geralmente tóxicas para os organismos.
Para que esses processos ocorram, as substâncias devem ser lipossolúveis, ou 
seja, podem ser dissolvidas em gorduras, e dessa maneira fixar-se nos tecidos dos 
seres vivos. As substâncias bioacumuladas geralmente não são biodegradáveis ou 
não são metabolizadas pelos organismos, de maneira que a sua taxa deabsorção e 
armazenamento é maior que a de excreção.
As classes de compostos com maior capacidade de bioacumulação são compostos 
cíclicos, aromáticos e clorados com moléculas grandes, ou seja, pesos moleculares 
maiores do que 236g/mol. Um exemplo muito conhecido é o pesticida DDT, que já foi 
banido ou restrito, mas continua presente no ambiente porque não é facilmente 
destruído. A biomagnificação do DDT ocorre porque esse composto é metabolizado e 
excretado mais lentamente do que os nutrientes que são transferidos de um nível 
trófico para o próximo. Assim, as aves e mamíferos por ocuparem um nível mais 
elevado na cadeia alimentar podem apresentar uma quantidade de DDT mais de um 
milhão de vezes maior do que a quantidade encontrada na água do mar.
Fonte: (MONTONE, 2021, np).
59UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
3. TIPOS DE RISCOS QUÍMICOS
Os riscos químicos necessitam ser controlados ou eliminados do ambiente 
de trabalho para que haja um trabalho salubre. Neste sentido, é necessário que o 
higienista do trabalho faça a identificação de qual risco químico ele está atuando. Em 
geral, os aerodispersóides se apresentam na forma de poeiras, fumos, névoas, neblinas, 
fumaça e fibras. 
3.1 Poeiras 
A poeira pode ser definida como uma partícula sólida gerada por um rompimento 
mecânico de sólidos, por meio de processos de moagem, atrito, impacto, entre outras, 
elas são categorizadas em poeiras minerais, alcalinas, vegetais e metálicas (NEMOURS, 
2019). As poeiras podem surgir quando os materiais sólidos sofrem golpeamento, ruptura, 
moagem, peneiramento, lixamento, trituração ou ainda, na manipulação de grãos 
vegetais, gerando partículas sólidas que flutuam no ar até se depositarem por gravidade 
(PEIXOTO E FERREIRA, 2013). Segundo Carneiro (2017), normalmente o tamanho da 
partícula varia de 0,1 μm a 25 μm (1 μm significa 1 micrômetro e é igual a 0,001 mm).
De acordo com NEMOURS (2019), as poeiras podem ser categorizadas em: 
a) Poeira mineral: este material é produzido, sobretudo, por ações de 
perfurações para a extração mineral, sendo que este tipo de poeira pode causar 
8% dos acidentes fatais de trabalho.
60UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
b) Poeira alcalina: É originária, principalmente, do calcário e é responsável por 
doenças pulmonares crônicas, como enfisema pulmonar.
c) Poeira vegetal: é originária das atividades de campo como plantações de grãos 
e vegetais que liberam poeiras durante a atividade.
d) Poeiras metálicas: São provenientes de atividades que envolvam metais, como 
lixamento de peças, por exemplo. Essas partículas oferecem ao trabalhador 
doenças do sistema respiratório e, também, febre e calafrios.
3.2 Fumos 
Os fumos são partículas muito pequenas que se formam quando algum material 
sólido se vaporiza ou sublima com o calor e logo se esfriam bruscamente e condensam. 
Frequentemente, os fumos são encontrados nas atividades de soldagem, fundição 
quando estes materiais são aerotransportados podendo causar danos para a saúde do 
trabalhador (FLORES, 2020; PEIXOTO E FERREIRA, 2013). As partículas existentes 
nos fumos são extremamente pequenas, geralmente abaixo de 1 μm (CARNEIRO, 2017). 
3.3 Névoas 
As névoas também necessitam de atenção especial do higienista do trabalho que 
dependendo da sua composição pode ser nociva para a saúde do trabalhador. As névoas 
configuram-se como partículas líquidas geradas pela ruptura mecânica de um líquido. 
Exemplos: nebulização de agrotóxicos e pintura tipo spray (PEIXOTO E FERREIRA, 
2013). As névoas são gotículas que variam entre 0,01 μm e 10 μm, sendo geradas por 
condensação de um estado gasoso ou pela desintegração de um estado líquido, por 
atomização, ebulição e outros processos (CARNEIRO, 2017).
3.4 Neblinas 
A neblina é a suspensão de partículas líquidas formadas pela condensação do 
vapor de uma substância que é líquida na temperatura normal (FLORES, 2018). A 
geração de neblina de um agente químico é considerada rara, pois a condensação do 
vapor no ar só pode ocorrer se existe a saturação pelo vapor de um líquido, seguindo-se 
da diminuição da temperatura do ar, provocado a condensação do excesso de vapor 
presente. (TORLONI, 2003 apud CARNEIRO, 2017, p. 20). Assim, a neblina se configura 
como partículas líquidas entre 2 μm a 60 μm (CARNEIRO, 2017).
61UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
3.5 Fumaça 
As fumaças são misturas de gases, vapores e aerodispersóides provenientes 
da combustão incompleta de materiais (PEIXOTO E FERREIRA, 2013).
3.6 Fibras
As fibras são partículas sólidas produzidas por rompimento mecânico com 
característica física de um formato alongado. Exemplo: amianto (PEIXOTO E FERREIRA, 
2013).
A figura 4 retrata a classificação dos aerodispersóides que foram discutidos acima, veja: 
FIGURA 4 - CLASSIFICAÇÃO DOS AERODISPERSÓIDES 
Fonte: SABER SST, (2018) apud FLORES (2020, n.p) – Adaptado 
Os riscos químicos também podem ser encontrados no ambiente de trabalhos na 
forma de aerodispersóides como foi verificado anteriormente e também pode se apresentar 
nas fases gasosas e em forma de vapor. Segundo Flores (2020), se um contaminante, 
em condições normais, já estaria no estado gasoso, o higienista está diante de um gás, 
se o contaminante é um líquido em condições normais, sua fase é definida como vapor. 
Sendo que de acordo com suas propriedades químicas, os gases e vapores podem ser 
classificados como orgânicos, ácidos, alcalinos e inertes. 
62UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
Na Figura 5 é possível verificar a classificação química dos gases e vapores. 
FIGURA 5 - CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA DOS GASES E VAPORES 
Fonte: SABER SST, (2018) apud FLORES (2020, n.p) – Adaptado 
63UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
4. MEDIDAS DE CONTROLE DE RISCOS QUÍMICOS
Antes de propor as medidas de controle para os riscos químicos é importante 
observar os níveis de tolerâncias para o agente causador de riscos. Para isso, deve ser 
utilizado a NR 15. Esta norma regulamentadora trata sobre as atividades e operações 
insalubres. É importante salientar que quando um trabalhador se expõe a uma 
insalubridade, o desenvolvimento de doenças do trabalho é desenvolvida no médio e 
longo prazo. Assim, quando a empresa não consegue adotar medidas para conter a 
exposição do trabalhador aos agentes de risco além dos limites de tolerância também 
tratados na NR 15, esta deverá adotar o adicional de insalubridade. 
Assim, a BRASIL (1978b), determina que o exercício de trabalho em condições 
insalubres acima dos limites de tolerâncias, assegura ao trabalhador a percepção de 
adicional, incidente sobre o salário mínimo da região equivalente a: 
● 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;
● 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;
● 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;
É importante salientar que no caso de incidência de mais de um fator de 
insalubridade, será apenas considerado o de grau mais elevado para efeito de acréscimo 
salarial, sendo vedada a percepção cumulativa, e que a eliminação ou neutralização da 
insalubridade cessará o pagamento do adicional ( BRASIL, 1978b).
64UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer com a adoção 
de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de 
tolerância, ou ainda com a utilização de equipamento de proteção individual (BRASIL, 
1978b).
Desta maneira, quando verificado que um agente de risco químico está acima 
dos limites de tolerância que são verificados nos anexos XI, XII, XIII da NR15, devem 
ser adotadas medidas de controle com a finalidade de mitigar ou eliminar a 
insalubridade. Caso contrário, caberá ao empregador adotar o adicional de insalubridade 
de acordo com o grau de exposição.
Como verificado, a norma estabelece que o risco poderá ser controlado pela 
utilização de medidas de proteção coletiva que consisteem: 
● Eliminação dos riscos: poderá haver a substituição das substâncias em uso;
● Neutralização do risco: que pode correr com a proteção contra os riscos, 
isolamento, e enclausuramento dos ricos
● Sinalização e bloqueio do risco: A sinalização do risco é um recurso que se 
usa quando não há alternativas que se apliquem à eliminação e neutralização 
do risco (INBRAEP, 2021).
Segundo a Promatel (2021), os principais EPIs utilizados contra os riscos químicos são: 
● Respiradores
● Óculos de Proteção
● Luvas de Segurança
● Botas de PVC
● Cremes de Proteção
● Avental de PVC
65UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
5. TIPO DE RISCOS FÍSICOS
No ambiente é comum haver várias situações em que o trabalhador acaba 
sendo exposto a riscos físicos. Estes riscos podem comprometer a saúde do trabalhador 
causando-lhe lesões, doenças e até mesmo a morte. Segundo Onsafety (2021), os 
riscos físicos necessitam do ar como meio de condução para se propagar, diferentemente 
dos biológicos e químicos, que dependem do contato direto do trabalhador, e os riscos 
físicos são por si só os agentes causadores de danos à saúde do trabalhador. 
Neste sentido, estes riscos se manifestam em ruído, calor, radiação 
ionizante, trabalho em condições hiperbáricas, radiação não ionizante, vibrações, frio e 
umidade. Os riscos físicos podem ser encontrados nos mais variados segmentos, como 
restaurantes, frigoríficos, indústria de mineração, construção civil, hospitais, entre outros. 
No Quadro 1 é possível observar mais alguns exemplos de situações em que 
o trabalhador pode ser exposto aos riscos físicos. 
66UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
QUADRO 1 - EXEMPLOS DE AGENTES FÍSICOS QUE PODEM OFERECER RISCOS 
PARA A SAÚDE DE TRABALHADOR 
AGENTE FÍSICO SITUAÇÃO DE EXPOSIÇÃO
Ruído Caldeiras, prensas, serras, rebitagem, utilização de 
martelos pneumáticos, fiação e tecelagem, aeroportos, 
construção civil, etc.
Vibrações Utilização de marteletes pneumáticos, tratores, 
construção civil, etc.
Calor Fundição, forjas, fábricas de vidro, fornalhas, construção 
civil, etc.
Pressão atmosférica 
anormal 
Trabalhos em tubulões de ar comprimido, altitude, 
mergulhos, etc.
Radiações ionizantes Serviços de saúde, utilização de raio-x industrial.
Radiações não-ionizantes Solda elétrica, trabalhos ao sol, radares, construção civil, 
etc.
Frio Serviços em camarás frias, frigoríficos etc.
Umidade Locais alagados e encharcados etc. \
Fonte: Brasil (2001c) – adaptado. 
67UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
6. RISCOS PARA A SAÚDE DO TRABALHADOR
Durante a exposição aos riscos físicos, o trabalhador poderá sofrer um uma série 
de doenças das quais você irá conhecer um pouco mais ao longo deste tópico. 
Uma das formas mais comuns de geração de doenças causadas pelos riscos 
físicos para o trabalhador é quando ele se expõe ao ruído. Esta forma de exposição 
poderá causar a perda auditiva conhecida pela sigla PAIR, esta doença se dá quando o 
trabalhador se expõe a elevadas pressões sonoras, mais de 85 dB por mais de 8 horas, 
além de causar lesões nas vias auditivas desde a membrana timpânica até regiões do 
sistema nervoso central (AVANCINI, 2021). Além dos problemas da PAIR, o ruído 
elevado afeta a saúde em geral, causando problemas gástricos, cardíacos, dor de cabeça, 
insônia, estresse, irritabilidade, diminuição da concentração, zumbido, entre outros 
(AVANCINI, 2021). 
Outro fator causador de doenças é o calor excessivo que pode provocar 
desde cãibras musculares e exaustão por calor à internação (que é uma emergência 
com risco de vida), estas doenças podem ser fatais (TANEN, 2019). Pacientes com 
exaustão por calor mantêm a capacidade de dissipar o calor e função normal do sistema 
nervoso central, intermação, os mecanismos compensatórios de dissipação do calor 
falham (embora ainda possa haver sudorese) e a função do sistema nervoso central é 
comprometida, esta doença poderá causar alteração do estado mental ou outra disfunção 
do sistema nervoso central, independentemente da sudorese (TANEN, 2019).
68UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
Observa-se também que os efeitos da radiação ionizante no corpo humano também 
podem gerar uma série de doenças como: queimaduras, câncer, alterações menstruais, 
danos graves ao cérebro, alterações gastrointestinais, infertilidade e doenças 
congênitas (doenças que surgem na formação do feto na gestação). Já as radiações 
não ionizantes podem causar o envelhecimento precoce da pele, câncer de pele, 
lesões na pele e nos olhos (BRASIL, 2021d). 
O trabalho em condições hiperbáricas também pode comprometer a saúde do 
trabalhador, as principais causas de comprometimento da saúde podem ser dividias em 
duas categorias, as não descompressivas, que compreendem os barotraumas, 
apagamentos e afogamentos; e as descompressivas, que podem se manifestar na 
hiperdistensão pulmonar e a embolia arterial gasosa (AMPLUS, 2020). 
Observa-se também que as vibrações podem ser a causadora de diversas 
doenças. Uma das doenças causadas pela vibração é a síndrome de Raynaud (FRy), ela 
caracteriza-se por episódios reversíveis de vasoespasmos de extremidades, associados à 
alterações de coloração típicas que ocorrem após exposição ao frio ou em situações de 
estresse, em geral ocorre em mãos e pés, em casos mais graves pode também acometer 
o nariz, orelhas ou língua, estas alterações de coloração são classicamente descritas em 
três fases sucessivas: palidez (fase isquêmica), cianose (causada por venostase e 
desoxigenação) e rubor (hiperemia reativa/reperfusão), Dor e/ou parestesias podem 
também estar associadas aos ataques, causando desconforto ao indivíduo (KAYSER; 
CORRÊA; ANDRADE, 2009). 
Outra situação que é muito comum a depender do ambiente de trabalho é a 
exposição do colaborador ao frio, podendo gerar várias doenças como: urticária, úlcera, 
congelamento de mãos, pés e face, frostbite (formação de cristais de gelo na epiderme), 
perniose (frieiras) e a hipotermia (SAFE, 2019). 
E por fim, dentro do rol de fatores de riscos físicos pode-se elencar a umidade 
como uma causadora de doenças. A exposição do trabalhador à umidade pode acarretar 
doenças do aparelho respiratório, quedas, doenças de pele, doenças circulatórias, entre 
outras (FIOCRUZ, 2021, n.p).
69UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
7. MEDIDAS DE CONTROLE DE RISCOS FÍSICOS
As medidas de controle para evitar que os trabalhadores adoeçam em decorrência 
da exposição a riscos físicos deve ser adotada mediante a avaliação dos riscos. É 
importante que o higienista observe a NR – 15 que traz o rol de limites de tolerância 
para os riscos, sobretudo o anexo III. 
Desta maneira, as principais medidas de controle adotadas na atualidade 
para atenuar os riscos físicos são divididas em medidas de proteção coletivas e 
medidas de proteção individual através da utilização de EPIs. 
7.1 Ruído 
No Brasil, o limite de tolerância para ruídos é de 85 dB(A) por 8 horas 
diárias (BRASIL, 1978b). Segundo a NR-9 as ações de prevenção para ruídos devem-se 
iniciar a partir de 80 dB (A) (NR9). 
Para atender as normatizações como medidas de proteção coletivas Santos et 
al (2020), propõe as seguintes medidas: 
● Utilização de materiais que consigam reduzir a reverberação (reflexão do som 
em paredes);
● Instalar dispositivos absorventes (que conseguem atenuar até 15 decibéis) nas 
superfícies, para minorar a reflexão (mais eficaz no campo reverberante que no 
campo direto, ou seja, na fonte de ruído); geralmente são eficazes desde que a 
fonte do ruído não esteja muito próxima do trabalhador;
70UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
● Utilizar materiais como lã de vidro e lã de rocha (que dissipam a energia por 
difusão através da espessura), nas paredes ou por suspensão nos tetos;
● Colocar divisórias de formato e material que proporcionem isolamento acústico/
insonorização, na proximidade do trabalhador;
● Diminuição do ruído transmitido pela estrutura (redutoresde ruído/ isoladores);
● Construção de abrigo com isolamento acústico;
● Isolar equipamento ruidosos em área fechadas;
● Situar equipamentos ruidosos mais afastados do trabalhador;
● Utilização de controlos remotos para trabalhar à distância, se possível;
● Afastar dos cantos e paredes do edifício os instrumentos que emitem mais 
decibéis;
● Desenhar portas e janelas com considerações acústicas;
● Escolher o material de isolamento adequado;
● Colocação de barreiras acústicas o mais próximo possível do trabalhador, com 
altura mínima adequada (geralmente o dobro da altura do ouvido) e com 
largura geralmente dupla à altura, com superfície revestida por material 
absorvente, de forma a atenuar pelo menos 20 decibéis (se o local tiver 
propriedades reverberantes, a atenuação pode ser menor, nomeadamente 
apenas 5 decibéis, por exemplo);
● Manutenção dos equipamentos de trabalho;
● Reparação e/ou substituição dos equipamentos mais barulhentos;
● Informação/formação aos trabalhadores;
● Medidas organizacionais do trabalho (diminuir o tempo e a intensidade da 
exposição; pausas adequadas; diminuir o tempo de trabalho dedicado a tarefas 
mais ruidosas; rotatividade entre os trabalhadores para as tarefas mais 
ruidosas);
Com relação aos EPIs o mais utilizado contra o ruído são os protetores auriculares. 
Neste sentido, os principais protetores no mercado são o protetor de inserção moldável, o 
pré-moldado, os abafadores e o de inserção parcial (DELTAPLUS, 2021).
71UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
FIGURA 6 - TIPOS DE PROTETORES AURICULARES - (A) INSERÇÃO MOLDÁVEL 
(B) PRÉ-MOLDADO (C) ABAFADORES
(A) (B)
(C)
Fonte: Deltaplus, (2021, n.p). 
7.2 Vibrações 
Segundo Mendes (2013), não existe EPI antivibração que seja capaz de proteger 
os trabalhadores e reduzir os níveis de exposição abaixo dos valores-limite estabelecidos 
pela legislação, assim nos casos em que o limite é excedido durante um curto período de 
tempo, a redução dos riscos na origem é a única medida a ser tomada, a fim de diminuir os 
valores de exposição abaixo do que estabelecido a legislação. 
Assim uma das medidas a serem adotadas para promover a redução das vibrações 
é a substituição de ferramentas de trabalho que tenham menores taxas vibrativas durante a 
jornada de trabalho. Caso não seja possível a realização desta substituição, Mendes (2013) 
propõe algumas medidas, observe: 
● Escolher outros métodos de trabalho que permitam reduzir a exposição à 
vibrações mecânicas
● Escolha do equipamento apropriado concebido em conformidade com os 
princípios de ergonomia e de produção, tendo em conta o trabalho a ser feito, 
produzindo o mínimo de vibrações possível;
● Fornecimento de equipamento que reduz o risco de lesões causadas por 
vibrações, por exemplo assentos que efetivamente reduzam a vibração de corpo 
inteiro.
● Implementar programas adequados de manutenção do equipamento de 
trabalho, do local de trabalho e sistemas de trabalhos;
● Prover a concepção e disposição dos locais e de trabalho (layout);
72UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
● Informar e treinar os trabalhadores para que usem corretamente e com 
segurança os equipamentos de trabalho para minimizar a exposição à 
vibrações mecânicas;
● Limitação da duração e intensidade da exposição;
● Adequar os horários de trabalho com períodos de repouso adequados;
7.3 Calor 
Para a redução do calor destaca-se como medidas de proteção coletiva a redução 
da taxa de metabolismo, movimentação do ar no ambiente e utilização de barreiras que 
protejam contra o calor. De acordo com Moreira (2021), a redução do metabolismo 
consiste em proporcionar ao trabalhador um menor esforço físico, para isso pode-se 
adotar mecanismos com a finalidade de auxiliá-lo na movimentação de cargas, como 
pontes rolantes, esteiras e até mesmo completa automatização do processo. Ainda de 
acordo com o autor supracitado, é importante providenciar a movimentação do ar no 
ambiente, através da abertura de janelas, instalação de aparelhos de ar condicionado, 
climatizadores e ventiladores. Ainda como medida de proteção coletiva para a redução 
do calor destaca-se a utilização de barreiras para refletir ou absorver os raios 
infravermelhos como a utilização de alumínio polido, aço inoxidável e ferro, além de 
promover a instalação de películas em portas e janelas para minimizar a incidência de 
calor radiante (MOREIRA, 2018).
Como medidas de proteção individual pode ser adotado EPIs. Na atualidade, 
os mais utilizados para a proteção do trabalhador contra o calor são: 
● Luvas
● Aventais
● Mangotes
● Capuzes
Segundo Moreira (2021), os óculos de segurança com lentes especiais são 
necessários sempre que houver fontes de calor radiante, as lentes especiais devem 
reter mais que 90% da radiação infravermelho para ser considerada eficiente.
7.4 Pressão atmosférica anormal 
O anexo 6 da NR 15 determina quais medidas deverão ser adotadas nos trabalhos 
sob pressão atmosférica anormal. Vale ressaltar que, estes trabalhos são desenvolvidos 
por profissionais que atuam em profundidades ou altitudes elevadas. São exemplos destes 
profissionais: mergulhadores, mineradores, alpinistas entre outros. 
73UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
Para este tipo de trabalho é importante que você consulte diretamente o anexo III 
da NR -15 que trata especificamente sobre este assunto e demonstra maiores detalhes 
sobre as medidas de controle que devem ser adotadas. 
Em geral, este anexo tratará sobre trabalho sobre ar comprimido, determinando 
como deve ser a compressão e descompressão para cada caso específico. E ainda tratará 
sobre os trabalhos submersos. 
7.5 Radiações ionizantes e não-ionizantes
Para promover a proteção do trabalhador contra as radiações ionizantes e 
não ionizantes é necessário adotar medidas de proteção coletiva como o isolamento das 
fontes, que normalmente acontece com a instalação de biombo protetor, e 
enclausuramento das fontes de radiação, como exemplo pode-se verificar a adoção de 
pisos e paredes revestidas de chumbo em salas de raio-X (UNESP, 2021). 
Já as medidas de proteção individual configuram-se no uso de avental, luvas, 
perneiras, mangotes para soldas e óculos (UNESP, 2021).
7.6 Frio 
Para conter o frio, as medidas de proteção coletiva mais utilizadas é a 
providência de um sistema de aquecimento para as mãos quando há exigência de 
trabalhos manuais dentro de frigoríficos, que junto das luvas vai servir para aquecer as 
mãos dos trabalhadores (LOUZA, 2021). De acordo com o autor supracitado, existe 
uma gama de EPIs dais quais pode-se observar: 
● Meias de acetato e proteção contra umidade para usar por baixo do calçado;
● Calçado impermeável com sola antiderrapante forrado em lã;
● Japona térmica com capuz, de preferência com gorro por baixo;
● Calças térmicas com forro;
● Luvas de nylon, algodão ou lã, dependendo da atividade a ser praticada.
7.7 Umidade 
Para mitigar os problemas que a umidade poderá ocasionar para a saúde do 
trabalhador, as medidas de proteção coletivas consistem na providência de estudo de 
modificações no processo do trabalho, colocação de estrados de madeira e ralos para 
escoamento. Já as medidas de proteção coletiva podem elencar o uso de luvas, botas e 
aventais (Moreira, 2018). 
74UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
REFLITA 
Não haverá dinheiro no mundo capaz de pagar uma só vida, então é dever de 
todos reduzir riscos no ambiente de trabalho para salvar vidas. 
Fonte: o autor.
75UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro (a) aluno (a), você observou nesta disciplina que os riscos químicos e 
físicos são inerentes ao processo de trabalho de vários setores laborais. E que são as 
normas regulamentadoras que determinam quais são os limites de tolerância para cada 
agente de riscos. É importante frisar que o cumprimento das normas é fundamental 
principalmente para proteger a saúde e a integridadefísica do trabalhador. 
Assim, você verificou que o agente de risco químico pode comprometer a saúde 
do trabalhador pela inalação, ingestão e absorção dérmica. E que ele pode comprometer 
não só a saúde do trabalhador como da população em geral que se expõe ao agente 
químico. Este fenômeno de contaminação é possível a partir do processo de 
bioacumulação e biomagnificação. Logo, é essencial que os empreendimentos que 
trabalham com agentes químicos desenvolvam seus processos produtivos com 
responsabilidade. 
As medidas de controle para os riscos químicos são fundamentais para a garantia 
do trabalho seguro. Em geral, as medidas de controle para os agentes químicos 
constituem-se na substituição de substâncias causadoras do risco, neutralização do risco 
através de enclausuramento das fontes, sinalização e bloqueio dos riscos. Geralmente os 
EPIs utilizados são: respiradores, óculos de proteção, luvas de segurança, botas de PVC, 
cremes de proteção e avental de PVC. 
Nesta unidade, você observou ainda que os riscos físicos são constituídos por 
ruído, vibrações, calor, pressão atmosférica anormal, radiação ionizantes e não ionizantes, 
frio e umidade. Estes riscos podem ser severos para a saúde do trabalhador podendo 
tornar-lhe inválido para o desenvolvimento de suas funções e causar até mesmo a morte 
do trabalhador. Por esse motivo é fundamental garantir que no desenvolvimento destes 
trabalhos, caso não seja possível eliminar o agente de risco ou mitigá-lo a níveis tolerantes, 
fazer a correta utilização dos equipamentos de proteção individual.
Por fim, quero ressaltar que durante o exercício da sua profissão é fundamental 
consultar as normas regulamentares em vigência, pois é através das normas 
regulamentadoras que são determinados os limites de tolerância para cada agente de 
risco. 
76UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
LEITURA COMPLEMENTAR 
Governo faz nova revisão de normas de segurança no trabalho
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (7), em cerimônia no Palácio do 
Planalto, uma nova rodada de revisões de normas regulamentadoras (NRs) de segurança 
e saúde no trabalho. 
Foram alteradas quatro NRs: 5, 17, 19 e 30. As portarias com a nova redação ainda 
serão publicadas no Diário Oficial da União. Desde o início do atual governo, foram feitas 
duas revisões de uma série de NRs. O objetivo, segundo o governo, é desburocratizar e 
modernizar a legislação.
“As NRs tratam de toda a atividade econômica do país, de máquinas e 
equipamentos à construção civil. Da agricultura à plataformas de petróleo. Da atividade 
portuária aos frigoríficos. O objetivo da revisão dessas normas é tirar da frente o que é 
burocrático e focar no que realmente importa”, afirmou o secretário executivo do Ministério 
do Trabalho e Previdência, Bruno Dalcomo.
Segundo Dalcomo, as mudanças contaram com amplo consenso entre 
empresas e trabalhadores. “Em números, foram 22 consultas públicas, com mais de 20 
mil contribuições, entre centenas de reuniões com bancadas de trabalhadores e 
empregadores de todos os setores, nesse processo de revisão, que possuem em torno de 
95% de consenso.”
Uma das NRs revistas é a nº 5, que estabelece parâmetros e requisitos da 
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Ela [a NR] trabalha em relação às 
Cipas, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), simplificando, facilitando, 
desburocratizando, fazendo a prevenção da acidentalidade dentro das empresas, 
com mais economia, e o que é mais importante, separando a grande da pequena 
empresa”, disse o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni.
O objetivo da NR 30 é simplificar requerimentos no transporte aquaviário, para 
diferenciar pequenas embarcações dos grandes navios. A NR 19 trata da saúde e 
segurança na indústria e comércio de explosivos, fogos de artifício e outros artefatos 
pirotécnicos e visa fazer adequações com os normativos das Forças Armadas, explica o 
ministério.
Já a NR 17, que lida com aspectos de ergonomia em todos os setores 
produtivos da economia, foi alterada para simplificar as exigências.
77UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
“Todas passam a conferir tratamento diferenciado a micro e pequenas empresas, a 
separar empresas pelo seu efetivo grau de risco, a reconhecer certificações internacionais, 
e a usar a tecnologia para reduzir os deslocamentos desnecessários de trabalhadores e 
permitir que empresas e seus colaboradores foquem na melhoria contínua da produtividade 
e da competitividade do país”, enfatizou Bruno Dalcomo.
Para o ministro Onyx Lorenzoni, a fiscalização do trabalho não deve ser apenas punitiva, 
mas também atuar como orientadora de empresas e funcionários. “A fiscalização do trabalho é 
importante, sim, porque precisamos preservar o trabalhador e as suas funções. Agora, é muito 
importante que a fiscalização também saiba ser alguém que aconselha, alguém que orienta, 
alguém que está ali para ajudar o empregador a dar a melhor condição de desempenho e 
trabalho para o seu funcionário. E esta é a linha que nós temos trabalhado aqui.”
Reformulação
 Desde fevereiro de 2019, o governo vem reformulando normas 
regulamentadoras de segurança do trabalho. Além das NRs 1, 7 e 9, foram totalmente 
revisadas a NR 3, sobre embargo e interdição; a NR 12, de segurança do trabalho em 
máquinas e equipamentos; a NR 18, que trata das condições e meio ambiente de trabalho 
na indústria da construção; a NR 20, sobre inflamáveis e combustíveis; a NR 24, que 
trata das condições de higiene e conforto nos locais de trabalho; e a NR 28, de 
fiscalização e penalidades. A NR 2, sobre inspeção prévia, foi revogada. Houve ainda 
revisão do anexo sobre calor da NR 15 e do item sobre periculosidade do combustível para 
consumo próprio da NR 16.
Fonte: BRASIL, Agência Brasil, Governo faz nova revisão de normas de segurança no 
trabalho. Brasília, 2021. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-10/governo-
faz-nova-re-visao-de-normas-de-seguranca-no-trabalho. Acesso em 31 out 2021. 
78UNIDADE III Riscos Químicos e Físicos
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Manual prático de avaliação e controle de calor: PPRA
Autor: Tuffi Messias Saliba
Editora: LTR
Sinopse: O Manual Prático de Avaliação e Controle de Calor 
aborda, de maneira prática, o reconhecimento, a avaliação e o 
controle da exposição ocupacional ao calor e, em especial, os 
procedimentos de avaliação.
FILME / VÍDEO
Título: indústria americana 
Ano: 2019
Sinopse: Mais um filme baseado em uma história real. 
Indústria Americana conta a história de como um bilionário 
chinês aproveitou a estrutura de uma antiga fábrica falida da 
General Motors para criar uma indústria do vidro.
O documentário é uma coprodução da Netflix e leva a uma reflexão 
sobre as relações de trabalho e a necessidade de medidas 
preventivas, principalmente no momento atual em que os 
governos por todo o mundo discutem afrouxar leis trabalhistas 
como forma de combate ao desemprego.
79
Plano de Estudo:
● Conceitos gerais sobre riscos biológicos;
● Riscos para saúde do trabalhador;
● Medidas de controle de riscos biológicos;
● Conceitos gerais sobre riscos ergonômicos;
● Medidas de controle de riscos ergonômicos;
● Mapa de risco.
Objetivos da Aprendizagem:
● Entender os conceitos gerais sobre riscos biológicos;
● Saber sobre a importância dos riscos biológicos para saúde do trabalhador;
● Compreender como ocorre as medidas de controle de riscos biológicos;
● Conceituar riscos ergonômicos;
● Conhecer as medidas de controle de riscos ergonômicos;
● Conhecer o que é um mapa de risco.
relevância para fidelização de clientela.
UNIDADE IV
Riscos Biológicos
e Ergonômicos
Professor Me. Renan Gonçalves da Silva
80UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
INTRODUÇÃO
Prezado (a) aluno (a), nesta unidade serão abordados dois assuntos de 
grande relevância para a higiene do trabalho, que são os riscos biológicos e também 
os riscosergonômicos. Por sua vez, os riscos biológicos estão presentes em vários 
setores de trabalho como hospitais, clínicas médicas e veterinárias, laboratórios, serviços 
de saneamento básico, variadas indústrias, entre outros. Estes agentes podem colocar 
em risco a saúde e o bem-estar do trabalhador. Os agentes biológicos são 
causadores de doenças que podem até mesmo levar o trabalhador ao óbito. É 
importante que os empreendimentos que trabalham com riscos biológicos venham 
adotar medidas para controle destes riscos vislumbrando a promoção do trabalho 
seguro.
Para isso, é importante que o higienista conheça os riscos associados aos 
agentes biológicos com a finalidade de traçar ações para a mitigação dos 
riscos. Assim, neste momento serão apresentadas algumas estratégias 
baseadas nas normas regulamentadoras para a redução dos riscos inerentes 
ao trabalho em ambientes que contenham agentes de riscos biológicos. 
Ainda nesta unidade, será apresentado também os riscos ergonômicos. Estes 
riscos muitas vezes são ignorados tanto pelo trabalhador como pelo empregador. No 
entanto, eles podem comprometer de forma grave a saúde do trabalhador. Assim, será 
apresentado sob a luz das normas regulamentadoras formas para reduzir os riscos 
ergonômicos. 
Por fim, nesta unidade será apresentado também o mapa de risco. Vale ressaltar 
que a elaboração de um mapa de risco é uma ferramenta muito importante para 
que o trabalhador venha conhecer os riscos inerentes ao processo de trabalho. No 
mapa de risco existe a reunião dos riscos químicos, biológicos, físicos, ergonômicos e 
de acidentes que você já estudou nas unidades anteriores. 
81UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
1. CONCEITOS GERAIS SOBRE RISCOS BIOLÓGICOS
A NR-32 estabelece as diretrizes para a implementação das medidas de proteção à 
saúde dos trabalhadores da área da saúde, esta norma estabelece que são considerados 
riscos biológicos a probabilidade da exposição ocupacional à agentes biológicos (BRASIL, 
2005a). Desta maneira, compreende-se como agentes biológicos os microrganismos, 
geneticamente modificados ou não, as culturas de células, os parasitas, as toxinas, príons, 
vírus, fungos, clamídias, riquétsias, micoplasmas, parasitos entre outros (BRASIL, 2005a; 
BRASIL, 2006b). 
Segundo Vilela (2008), os agentes de riscos biológicos podem ser subdivididos em: 
● Microrganismos: formas de vida de dimensões microscópicas, visíveis 
individualmente apenas ao microscópio - entre aqueles que causam dano à 
saúde humana, incluem-se bactérias, fungos, alguns parasitas (protozoários) e 
vírus;
● Microrganismos geneticamente modi icados: são organismos que tiveram 
seu material genético alterado por meio de técnicas de biologia molecular;
● Culturas de células de organismos multicelulares: estes organismos 
possuem o crescimento in vitro de células derivadas de tecidos ou órgãos de 
organismos multicelulares em meio nutriente e em condições de esterilidade -
podem causar danos à saúde humana quando contiverem agentes biológicos 
patogênicos;
82UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
● Parasitas: organismos que sobrevivem e se desenvolvem às expensas de um 
hospedeiro, unicelulares ou multicelulares - as parasitoses são causadas por 
protozoários, helmintos (vermes) e artrópodes (piolhos e pulgas);
● Toxinas: são substâncias secretadas (exotoxinas) ou liberadas (endotoxinas) 
por alguns microrganismos e que causam danos à saúde humana, podendo 
até provocar a morte - como exemplo de exotoxina, temos a secretada pelo 
Clostridium tetani, responsável pelo tétano e, endotoxinas, as liberadas por 
Meningococcus ou Salmonella;
● Príons: compreende estruturas proteicas alteradas relacionadas como agentes 
etiológicos das diversas formas de encefalite espongiforme - exemplo: a forma 
bovina, vulgarmente conhecida por “mal da vaca louca”, que atualmente não é 
considerada de risco relevante para os trabalhadores dos serviços de saúde.
É importante frisar que os organizamos supracitados são causadores de 
enfermidades para aqueles que se expõe a estes riscos e que é necessário adotar 
medidas preventivas para a promoção do trabalho seguro nestes ambientes laborais. Em 
geral, estes organismos podem ser encontrados em variados setores como hospitais, 
clínicas médicas e veterinárias, laboratório, industriais em diversos segmentos, coleta e 
tratamento de resíduos, tratamento de efluentes, entre outros (FIOCRUZ, 2021). 
A NR-32 em seu anexo I, determina a classificação dos riscos biológicos e os 
classifica de 1 a 4, onde 1 representa os riscos mais leves e o 4 os mais severos. A norma 
considera o risco individual ao qual o trabalhador é exposto, os riscos de disseminação 
para a coletividade, se existe profilaxia (medidas preventivas de saúde da população) e 
tratamento das enfermidades geradas pelos agentes biológicos. Esta classificação pode 
ser observada no Quadro 1. 
83UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
QUADRO 1 - CLASSIFICAÇÃO DO RISCO DE AGENTES BIOLÓGICOS 
CLASSE DE 
RISCO 
GRAU DE RISCO 
1
baixo risco individual para o trabalhador e para a coletividade, 
com baixa probabilidade de causar doença ao ser humano.
2
risco individual moderado para o trabalhador e com baixa 
probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem 
causar doenças ao ser humano, para as quais existem meios 
eficazes de profilaxia ou tratamento.
3
risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade 
de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças 
e infecções graves ao ser humano, para as quais nem sempre 
existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.
4
risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade 
elevada de disseminação para a coletividade. Apresenta 
grande poder de transmissibilidade de um indivíduo a outro. 
Podem causar doenças graves ao ser humano, para as quais 
não exis-tem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.
Fonte: Brasil (2005a)
É importante frisar que o anexo II da NR – 32 apresenta uma tabela de agentes 
biológicos, classificados nas classes de risco 2, 3 e 4, de acordo com os critérios citados no 
Anexo I. Prezado aluno (a), é importante que você venha acessar o anexo supracitado para 
conhecer a lista dos agentes biológicos elencados que causam doenças para os 
trabalhadores.
84UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
2. RISCOS PARA SAÚDE DO TRABALHADOR
Os agentes de riscos biológicos são capazes de provocar dano à saúde humana, 
podendo causar infecções, efeitos tóxicos, efeitos alergênicos, doenças autoimunes e a 
formação de neoplasias e malformações (VILELA, 2008). 
Desta maneira, os vírus, bactérias e protozoários quando entram no 
organismo humano podem causar doenças infectocontagiosas. Algumas dessas 
doenças podem ser observadas como as ISTs que são as infecções sexualmente 
transmissíveis como o HIV/Aids, sífilis, cancro mole, gonorreia e infecção por clamídia, 
herpes genital, infecção pelo HTLV, linfogranuloma venéreo, tricomoníase entre outras). E 
ainda, a tuberculose, dermatites, malária, leishmaniose, hepatites, poliomielite, sarampo, 
difteria, tétano, coqueluche, rubéola; caxumba meningite, cólera, tétano, amebíase, entre 
outras (SES, 2021; FHEMIG, 2021). No contexto contemporâneo, não se pode deixar de 
comentar o risco do contágio pela COVID-19. 
Já os fungos e bacilos podem provocar infecções variadas externas como 
as dermatites e, quando internas podem se manifestar na forma de doenças 
pulmonares (FHEMIG, 2021). Os parasitas, podem provocar infecções cutâneas ou 
sistêmicas podendo causar contágio (FHEMIG, 2021). 
É importante que o higienista conheça as fontes de transmissão feitas pelo 
agente biológico. Segundo Vilela (2008), a transmissão pode ocorrer de duas formas: 
● Direta: quando ocorre a transmissão do agente biológico sem a intermediação 
de veículos ou vetores. Exemplos: transmissão aérea por bioaerossóis, 
transmissão por gotículase contato com a mucosa dos olhos;
85UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
● Indireta: quando a transmissão do agente biológico ocorre por meio de 
veículos ou vetores. Exemplos: transmissão por meio de mãos, 
perfurocortantes, luvas, roupas, instrumentos, vetores, água, alimentos e 
superfícies.
Já as vias de entrada podem ocorrer por via cutânea que é através do contato direto 
com a pele, de forma parental, quando ocorre a inoculação intravenosa, intramuscular ou 
subcutânea (VILELA, 2008). E ainda, segundo o autor referenciado, a contaminação 
pode ocorrer também com contato direto com as mucosas, por inalação ou por via oral. 
O conhecimento das formas como o agente biológico contamina o organismo 
humano é fundamental para adotar as medidas preventivas com a finalidade de evitar que 
o trabalhador venha se contaminar com o agente causador de doenças. 
86UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
3. MEDIDAS DE CONTROLE DE RISCOS BIOLÓGICOS
Antes de entrar propriamente nas medidas de controle de riscos biológicos, é 
fundamental que você tenha em mente que é necessário elaborar e executar os 
programas relacionados à saúde, meio ambiente e segurança do trabalho. Assim, 
observe o quadro a seguir que demonstra as principais normas regulamentadoras e os 
programas que versam sobre os riscos biológicos. 
QUADRO 2 - PRINCIPAIS NORMAS QUE SE RELACIONAM AOS RISCOS BIOLÓGICOS 
NORMA REGULAMEN-
TADORA
TÍTULO
NR – 6 Equipamento de proteção individual - EPI
NR – 7 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - 
PCMSO
NR – 9 Avaliação e controle das exposições ocupacionais a 
agentes físicos, químicos e biológicos - PPRA
NR – 15 Atividades e operações insalubres 
NR – 25 Resíduos industriais
NR – 31 Segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária 
silvicultura, exploração florestal e aquicultura
NR – 32 segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde
NR – 36 segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e 
processamento de carnes e derivados
Fonte: o autor.
87UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
Conforme pode ser observado no Quadro 2, a norma regulamentadora 6 
versa sobre os equipamentos de proteção individual que são fundamentais como 
medidas de controle sobre os riscos biológicos. Na sequência, verifica-se a NR – 7 que 
determina a obrigatoriedade da elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional – PCMSO e determina que os agentes biológicos deverão ser avaliados com 
a finalidade de evitar a contaminação dos trabalhadores. A NR – 7, determina que 
deverá ser realizada a avaliação dos riscos biológicos no PPRA – Programa de 
Prevenção de Riscos Ambientais. 
Ainda observado o Quadro 2, a NR-15 estabelece os limites de tolerância para 
que os trabalhadores que se expõem aos riscos biológicos bem como o adicional de 
insalubridade a depender do grau de exposição. Vale a pena observar o Anexo XIV da 
NR-15 que demonstra a relação das atividades que envolvem agentes biológicos, cuja 
insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. Insalubridade de grau máximo 
Trabalho ou operações, em contato permanente com:
- pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas, bem como 
objetos de seu uso, não previamente esterilizados;
- carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pelos e dejeções de 
animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose, brucelose, 
tuberculose);
- esgotos (galerias e tanques); e
- lixo urbano (coleta e industrialização).
Insalubridade de grau médio Trabalhos e operações em contato permanente 
com pacientes, animais ou com material infectocontagiante, em:
- hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de 
vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde 
humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os 
pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, 
não previamente esterilizados);
- hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos 
destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao 
pessoal que tenha contato com tais animais);
- contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, 
vacinas e outros produtos;
- laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão só ao pessoal 
técnico);
- gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se 
somente ao pessoal técnico);
- cemitérios (exumação de corpos);
- estábulos e cavalariças; e
- resíduos de animais deteriorados. (BRASIL, 1978c).
Conforme o Quadro 2, a NR-25 versa sobre os resíduos industriais e determina 
que os resíduos biológicos devem ser manipulados de forma adequada com a finalidade 
de promover a saúde do trabalhador e a segurança ambiental. Já a NR-31, também faz 
menção aos riscos biológicos de forma breve. 
88UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
Na sequência, verifica-se que a NR-32 que versa sobre a segurança e saúde no 
trabalho em serviços de saúde. É interessante analisar o anexo III da referida norma, que 
estabelece a obrigatoriedade dos estabelecimentos de saúde criar e implementar o plano 
de prevenção de riscos de acidentes com materiais perfurocortantes. Entre as medidas da 
norma estabelece que deverá ser constituída uma comissão gestora multidisciplinar que 
tem como objetivo reduzir os riscos com os perfurocortantes. 
Assim a comissão deverá ser formada por: 
a) o empregador, seu representante legal ou representante da direção do
serviço de saúde;
b) representante do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho - SESMT, conforme a Norma Regulamentadora nº 4;
c) vice-presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA ou
o designado responsável pelo cumprimento dos objetivos da Norma 
Regulamentadora nº 5, nos casos em que não é obrigatória a constituição 
de CIPA;
d) representante da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar;
e) direção de enfermagem;
f) direção clínica;
g) responsável pela elaboração e implementação do PGRSS - Plano de 
Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde;
h) representante da Central de Material e Esterilização;
i) representante do setor de compras; e
j) representante do setor de padronização de material (BRASIL, 2005a).
Neste sentido, a norma determina também que a comissão gestora deverá analisar 
as informações existentes no PPRA e no PCMSO, bem como os acidentes 
ocasionados com os materiais perfuro cortantes, não devendo restringir informações 
previamente existentes no serviço de saúde. Esta comissão deverá implantar 
procedimentos de registro e investigação de acidentes e situações de risco envolvendo 
materiais perfurocortantes. Segundo a NR- 32, a partir da análise das situações de risco e 
dos acidentes de trabalho ocorridos com materiais perfuro cortantes, estabelecendo as 
prioridades observando: 
a) situações de risco e acidentes com materiais perfurocortantes que 
possuem maior probabilidade de transmissão de agentes biológicos 
veiculados pelo sangue;
b) frequência de ocorrência de acidentes em procedimentos com utilização 
de um material perfuro cortante específico;
c) procedimentos de limpeza, descontaminação ou descarte que contribuem 
para uma elevada ocorrência de acidentes; e
d) número de trabalhadores expostos às situações de risco de acidentes com 
materiais perfurocortantes (BRASIL, 2005a).
A NR – 32 também estabelece que as medidas de controle para a promoção 
da prevenção dos acidentes com perfurocortantes deve seguir a seguinte hierarquia: 
a) substituir o uso de agulhas e outros perfurocortantes quando for 
tecnicamente possível;
b) adotar controles de engenharia no ambiente (por exemplo, coletores de 
descarte);
c) adotar o uso de material perfuro cortante com dispositivo de segurança, 
quando existente, disponível e tecnicamente possível; e
d) mudanças na organização e nas práticas de trabalho.
6. Seleção dos materiais perfurocortantes com dispositivo de segurança:
89UNIDADE IVsua saúde física ou mental. No sentido estrito, a higiene do trabalho configura-se como 
uma ciência que tem por objetivo reconhecer estes riscos de forma sistêmica, propondo 
medidas para reduzi-los, transformando o ambiente de trabalho em um local seguro. 
 Para isso, foram desenvolvidas uma série de legislações e normas que são 
importantes conquistas sociais das quais você conhecerá um pouco mais nas próximas 
páginas. De antemão, apresentarei um breve histórico sobre a higiene do trabalho, seus 
conceitos e objetivos observando suas etapas. E ainda apresentarei, não no sentido de 
esgotar, mas de instigar suas buscas, as principais legislações aplicadas nessa área.
5UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
1. BREVE HISTÓRICO SOBRE A SEGURANÇA DO TRABALHO E HIGIENE
OCUPACIONAL
Dentro do histórico da civilização até a revolução industrial existem poucos registros 
sobre a promoção da saúde do trabalhador e do controle do ambiente de trabalho como 
conhecemos hoje (FUNDACENTRO, 2014). Observa-se então que a saúde do trabalhador, 
bem como o ambiente de trabalho, por muito tempo foi praticamente ignorada e não havia 
a clara percepção do adoecimento em função do desenvolvimento do trabalho e/ou do 
ambiente laboral. No entanto, existem alguns fatos históricos importantes a serem 
observados sobre a promoção da saúde do trabalhador, revelando que esta é uma 
preocupação antiga. Um destes fatos é demonstrado na própria Bíblia Sagrada, no livro de 
Deuteronômio que contém as Leis do povo hebreu, entre elas observa-se a Lei Civil que 
determina que: “quando algum de vocês construir uma casa nova, faça um parapeito em 
torno do terraço, para que não traga sobre a casa a culpa pelo derramamento de sangue 
inocente, caso alguém caia do terraço” (BÍBLIA, Dt. 8). O código de Hamurabi na Babilônia 
também fazia menções a questões de segurança e trazia uma série de punições como 
exemplo, “se um arquiteto constrói para alguém e não o faz solidamente, e a casa que ele 
construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto” (2200 a.C.) ou 
ainda que se um trabalhador tivesse um membro inferior (pé) esmagado e por tal fato 
tivesse que ser amputado, o encarregado também teria seu pé cortado, equiparando as 
perdas (BRISTOT, 2019).
6UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
No decorrer do período do desenvolvimento histórico observa-se que os trabalhos 
manuais eram basicamente desenvolvidos por escravos na civilização egípcia 
(FUNDACENTRO, 2014). Como se sabe, dentro do regime de escravidão obviamente o ser 
humano passa a ser tratado como um objeto de trabalho e consequentemente 
despersonificado. Este fato é grave, pois existe um desrespeito com relação ao respeito à 
dignidade da pessoa humana, e consequentemente as condições do desenvolvimento do 
trabalho acabam sendo precárias.
No tocante, no século IV a.C., ocorreu outro fato relevante para este estudo, que foi 
a associação da toxidade do chumbo na indústria mineradora registrada pelo médico 
Hipócrates, 500 anos depois Plínio, um sábio Romano, relatou sobre os perigos do manejo do 
zinco, chumbo, mercúrio, enxofre e poeiras recomendando uso de máscaras 
(FUNDACENTRO, 2014).
Mais tarde, Bernardino Ramazzini publicou na Itália em 1700 o livro De morbis 
artiicum diatribe que descrevia com clareza e perfeição 54 doenças relacionadas ao 
trabalho (BAGATIN e KITAMURA, 2005). Ramazzini, na atualidade, é conhecido como o pai 
da medicina do trabalho. Ele descobriu que o ambiente de trabalho poderia afetar a saúde 
do trabalhador e em suas consultas sempre perguntava qual era a ocupação que o 
trabalhador exercia na linguagem da época “Qual arte exerce?” (FUNDACENTRO, 2014). 
O médico introduziu na anamnese clínica (que é uma espécie de entrevista para descobrir 
as causas das doenças) esta simples pergunta que revolucionaria a área da medicina, 
inaugurando então a medicina do trabalho. É notório que Ramazzini foi um médico que tinha 
uma observação sistêmica. Ou seja, ele observava o paciente por inteiro, não somente a sua 
patologia de forma pontual, mas sim todo o contexto que ele estava inserido e 
principalmente qual era a causa da doença. Para a área da segurança do trabalho as 
observações de Ramazzini foram revolucionárias. Iniciava então uma nova era para a 
saúde do trabalhador. A partir dos estudos de Ramazzini outras doenças ocupacionais 
puderam ser reconhecidas e detectadas. 
FIGURA 01: FOTOGRAFIA DE BERNARDINI RAMAZZINI PAI DA MEDICINA DO 
TRABALHO 
Fonte: Anamt , 2017. 
7UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
Com o avanço do processo de industrialização advindo da revolução 
industrial (século XVIII), foi notório o crescente número de trabalhadores nestes 
ambientes, consequentemente houve aumento no desenvolvimento de doenças 
ocupacionais. As doenças do trabalho neste período ocorreram em decorrência do 
processo produtivo acelerado, condições desumanas e ainda a submissão de crianças, 
idosos e mulheres no processo produtivo, fator que culminou em um número de mortes 
em níveis nunca antes observados, gerando verdadeiras epidemias nos países onde a 
industrialização era mais acelerada (FUNDACENTRO, 2014). É importante observar que 
este foi um período de grande crescimento econômico a partir das instalações dos 
complexos industriais. Assim, com a introdução expoente do sistema capitalista o ser 
humano passou a ser tratado apenas como uma das engrenagens para manter a 
produtividade. 
De acordo com Martins (2008), neste período os trabalhadores eram submetidos 
a regras rigorosas como jornadas excessivas de trabalho de 12 horas, castigos 
físicos, agressões, humilhações, pagamento de multas, entre outros. Ainda de acordo com 
a autora supracitada, o novo sistema industrial arrasou a saúde dos trabalhadores 
submetendo-os a deformações físicas, tuberculose, anemia, asma, envenenamentos, 
além dos riscos de explosões. Todos estes fatores foram a causa da redução da 
qualidade e expectativa de vida dos trabalhadores. 
Para atenuar esta problemática foi necessário a organização dos trabalhadores em 
movimentos sociais com a finalidade de pressionar a classe política para a criação de leis 
específicas para garantir condições mínimas no ambiente de trabalho. Assim, em 
decorrência dos movimentos de humanização do trabalho em 1833, o parlamento 
britânico editou a “Lei das Fabricas” que pela primeira vez regulamentou o trabalho infantil, 
na pratica baniu o trabalho noturno de menores de 18 anos e determinou que as crianças 
poderiam trabalhar a partir dos 13 anos de idade (FUNDACENTRO, 2014). Esta 
legislação também trouxe importantes avanços como a limitação do trabalho para 48 
horas semanais melhorando também as condições do ambiente de trabalho. 
Assim, com os avanços na criação de políticas públicas e o desenvolvimento da 
ciência, foi possível reduzir os acidentes de trabalho e consequentemente os danos à 
saúde do trabalhador. Um fato histórico de grande relevância na área da segurança do 
trabalho foi a criação da OIT (Organização Internacional do Trabalho) em 1919. Assim, a 
OIT exerceu um papel muito relevante na definição de legislações trabalhistas e na 
formulação de políticas econômicas, sociais e trabalhistas durante boa parte do século 
XX. 
8UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
Em 1938, um grupo de higienistas industriais organizaram a Conferência Americana 
de Higienistas Industriais do Governo, com o objetivo de trocar ideias, promover técnicas e 
padrões na área de saúde ocupacional. Esse mesmo grupo, em 1948 estabeleceu limites 
de tolerância para contaminantes atmosféricos. Com o avanço dos estudos, na década de 
90 foi incorporada a ideia de gerenciamento de riscos com caráter preventivo com relação 
aos acidentes de trabalho (FUNDACENTRO, 2014). A ideia de gerenciamento de risco por 
sua vez deu origem aos inúmeros programas de segurança, saúde e meio ambiente que 
conhecemosRiscos Biológicos e Ergonômicos
6.1 Esta seleção deve ser conduzida pela Comissão Gestora 
Multidisciplinar, atendendo as seguintes etapas:
a) definição dos materiais perfuro cortantes prioritários para substituição a 
partir da análise das situações de risco e dos acidentes de trabalho ocorridos;
b) definição de critérios para a seleção dos materiais perfurocortantes com 
dispositivo de segurança e obtenção de produtos para a avaliação;
c) planejamento dos testes para substituição em áreas selecionadas no 
serviço de saúde, decorrente da análise das situações de risco e dos 
acidentes de trabalho ocorridos; e
d) análise do desempenho da substituição do produto a partir das 
perspectivas da saúde do trabalhador, dos cuidados ao paciente e da 
efetividade, para posterior decisão de qual material adotar (BRASIL, 2005a).
por fim, observando ainda o Quadro 2, verifica-se que a NR-36 dispõe sobre a 
segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e 
derivados, também faz uma breve menção sobre a necessidade de considerar os riscos 
biológicos na prevenção de riscos relacionados a segurança do trabalho. 
Com base nas NRs apresentadas, como você verificou nos capítulos anteriores 
é necessário adoras as medidas administrativas, medidas coletivas e caso ainda assim 
o trabalhador esteja exposto aos agentes de riscos é necessário em último caso 
implementar a utilização dos EPIs. 
Para a prevenção de riscos com os agentes biológicos é necessário levar em 
consideração os preceitos da biossegurança. Vale salientar que a biossegurança é a 
condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, 
controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a 
saúde humana, animal e vegetal e o ambiente (BRASIL, 2006b). Assim, as ações para 
o controle de riscos biológicos devem ser de forma sistêmica e associada devendo ser 
implementadas tanto as medidas administrativas, como as medidas de proteção coletiva 
quando as medidas de proteção individual.
Em geral, as medidas coletivas adotadas segundo Cofen (2020), consiste 
na utilização de meios seguros para a recolha, armazenamento e evacuação de 
resíduos, incluindo recipientes seguros e identificados e o seu tratamento prévio, 
sinalização adequadamente os locais (perigo biológico, proibição de fumar etc.), e 
estabelecimento de planos de emergência para fazer face à libertação acidental de 
agentes biológicos, especialmente no caso dos grupos 3 e 4.
Segundo Vilela (2008, p. 29), as medidas administrativas e de proteção 
coletiva devem ser no sentido controlar os riscos na fonte de modo a mitigá-lo e se 
possível eliminá-lo por meio da: 
90UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
● “redução do contato dos trabalhadores do serviço de saúde, bem 
como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à 
saúde com pacientes-fonte (potencialmente portadores de agentes 
biológicos), evitando procedimentos desnecessários;
● afastamento temporário dos trabalhadores do serviço de saúde, bem 
como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à 
saúde com possibilidade de transmitir agentes biológicos;
● eliminação de plantas presentes nos ambientes de trabalho;
● eliminação de outras fontes e reservatórios, não permitindo o 
acúmulo de resíduos e higienização, substituição ou descarte de 
equipamentos, instrumentos, ferramentas e materiais contaminados;
● restrição do acesso de visitantes e terceiros que possam representar 
fonte de exposição;
● manutenção do agente restrito à fonte de exposição ou ao seu 
ambiente imediato, por meio do uso de sistemas fechados e 
recipientes fechados, enclausuramento, ventilação local exaustora, 
cabines de segurança biológica, segregação de materiais e resíduos, 
dispositivos de segurança em perfurocortantes e recipientes 
adequados para descarte destes perfurocortantes.
● planejamento e implantação dos processos e procedimentos de 
recepção, manipulação e transporte de materiais, visando a redução 
da exposição aos agentes;
● planejamento do fluxo de pessoas de forma a reduzir a possibilidade 
de exposição;
● redução da concentração do agente no ambiente: isolamento de 
pacientes, definição de enfermarias para pacientes com a mesma 
doença, concepção de ambientes com pressão negativa, instalação 
de ventilação geral diluidora;
● realização de procedimentos de higienização e desinfecção do 
ambiente, dos materiais e dos equipamentos;
● realização de procedimentos de higienização e desinfecção das 
vestimentas;
● implantação do gerenciamento de resíduos e do controle integrado de 
pragas e vetores”.
Em geral, o Cofen (2020) descreve que os equipamentos de proteção individual 
para a prevenção dos riscos biológicos consistem na utilização de luvas, máscaras, gorros, 
óculos de proteção, capotes (aventais) e botas. Para Vilela (2008), as medidas de proteção 
individual devem promover a proteção das vias de entrada (respiratória, pele, mucosas) 
por meio do uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs. O autor também 
descreve que em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem 
afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho – 
CAT.
91UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
4. CONCEITOS GERAIS SOBRE RISCOS ERGONÔMICOS
Muitas vezes existe a falsa percepção que os riscos de trabalho estão 
associados somente em ambientes onde tem ação de agentes químicos, físicos e 
biológicos. No entanto, os riscos ergonômicos estão presentes nos mais variados e 
simples postos de trabalho. Antes de entrar no conceito de riscos ergonômicos é 
necessário conceituar o que é ergonomia. Neste sentido, Hermosilla (2008, p. 1) “define 
que a ergonomia objetiva modificar os sistemas de trabalho para adequar a atividade nele 
existente às características, habilidades e limitações das pessoas com vistas ao seu 
desempenho eficiente, confortável e seguro”. É importante analisar nesta definição que o 
próprio ser humano possui limitações e que essas limitações devem ser respeitadas no 
momento do desenvolvimento do trabalho. 
Vidal (2021), explica que o ser humano interage com diversos componentes 
do sistema de trabalho como equipamentos, instrumentos, mobiliários, formando 
interfaces sensoriais, energéticas e posturais, com a organização e o ambiente 
formando interfaces ambientais, cognitivas e organizacionais. O autor supracitado, em 
seus estudos relata também que a interação humana ocorre de maneira sistêmica 
envolvendo seu organismo, sua mente e sua psique, cabendo à Ergonomia modelar 
essas interações e buscar formas de adequação para o desempenho confortável, 
eficiente e seguro face às capacidades, limitações e demais características da pessoa no 
desenvolvimento de suas funções.
92UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
A interdisciplinaridade da ergonomia pode ser observada na Figura 1, que 
demonstra que a ergonomia se relaciona com as ciências da vida que são as ciências 
relacionadas com a área da saúde, ciências técnicas que se relaciona a área de 
engenharia e tecnologia, ciências sociais eu está relacionado com as relações humanas e 
as ciências humanas. 
FIGURA 1 - INTERDISCIPLINARIDADE DA ERGONOMIA 
Fonte: Hubault (1992) apud Vidal (2021, p. 5).
Quando os fatores apresentados na Figura 1 não são planejados e 
manejados de forma adequada surgem os riscos ergonômicos. Por sua vez os riscos 
ergonômicos se manifestam no esforço físico, levantamento de peso, postura 
inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em período 
noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e repetitividade, imposição de rotina 
intensa (FIOCRUZ, 2008). 
Observe a ilustração na Figura 2 como em um simples posto de trabalho 
poderá haver riscos ergonômicos envolvidos que poderão causar doenças para o 
trabalhador. Observe que a coluna do trabalhador está desalinhada,ombros tensos e 
torcidos, tela do computador em altura inadequada o que prejudica a visão, altura da 
cadeira inadequada. 
93UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
FIGURA 2 - POSTO DE TRABALHO INADEQUADO 
Fonte: Laboral (2021). 
94UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
5. MEDIDAS DE CONTROLE PARA OS RISCOS ERGONÔMICOS
Com a finalidade de evitar que o trabalhador venha adoecer em decorrência da 
exposição aos riscos ergonômicos a NR 17 (1978d), estabelece as normativas para o 
desenvolvimento do trabalho de forma adequada. 
5.1 Cargas 
Assim NR 17 (1978d), determina que para transporte de cargas devem ser seguidas 
as seguintes recomendações: 
● Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um 
trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua 
segurança.
● Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que 
não as leves, deve receber treinamento ou instruções satisfatórias quanto aos 
métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde 
e prevenir acidentes.
● Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser 
usados meios técnicos apropriados.
● Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte 
manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior 
àquele admitido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou a sua 
segurança.
95UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
● O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes 
sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão ser 
executados de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja 
compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua 
segurança.
● O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de 
ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico realizado pelo 
trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a 
sua saúde ou a sua segurança (BRASIL, 1978d).
Isto posto, no Quadro 3 é possível observar a capacidade individual e os limites 
de peso que podem ser levantados pelos trabalhadores sem que ocorra danos para a sua 
saúde, veja: 
QUADRO 3 - LIMITAÇÕES PARA LEVANTAMENTO DE PESO COM RELAÇÃO A GÊNERO E IDADE 
Pessoas x limitações Homens (Kg) Mulheres (Kg)
Adultos (18 a 35 anos) 40 20
16 a 18 anos 16 8
Menor de 16 anos Proibido
Fonte: (BRASIL, 1978d).
Segundo Ferreira (2001), é recomendado que as mulheres levantem 50% dos 
valores máximos levantados para os homens, porque em geral as mulheres possuem 
menor tolerância ao trabalho físico pesado, menor massa muscular e menor peso, o que 
faz com que o peso do corpo sobre o centro de gravidade seja menor. O autor também 
destaca que para não prejudicar a formação do esqueleto recomenda-se aos jovens, de 
16 a 18 anos, que executem, ocasionalmente, o levantamento de, no máximo, 40% 
do peso destinado aos adultos, e que o levantamento de peso para pessoas idosas deve 
ser evitado, pois seus ossos tendem a ser mais frágeis.
Conforme estudos de Ferreira et al. (2001), para que o levantamento de peso ocorra 
sem prejuízo à saúde é necessário observar algumas posturas, veja: 
● Posicionar-se junto ao objeto, mantendo os pés afastados, com um pé mais à 
frente que o outro, para aumentar sua base de sustentação;
● Abaixar-se, dobrando os joelhos e mantendo a cabeça e as costas em linha reta;
● Segurar firmemente o objeto, usando a palma das mãos e todos os dedos;
96UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
● Levantar-se, usando somente o esforço das pernas e mantendo os braços 
estendidos;
● Aproximar bem o objeto do corpo;
● Manter o objeto centralizado em relação às pernas durante o percurso
5.2 Mobiliário dos postos de trabalho 
Sobre o mobiliário dos postos de trabalho, a NR – 17 determina que para 
trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, 
escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa 
postura, visualização, operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:
ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, 
com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;
ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;
ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação 
adequados dos segmentos corporais.
Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, os pedais e 
demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões 
que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do 
corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser 
executado.
Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes 
requisitos mínimos de conforto: altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da 
função exercida; características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; 
borda frontal arredondada; encosto com forma levemente adaptada ao corpo para 
proteção da região lombar (BRASIL, 1978d).
Observe na Figura 3 como seria a postura adequada para o trabalho em 
um computador, veja:
97UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
FIGURA 3 - POSTURA ADEQUADA PARA O TRABALHO EM COMPUTADOR
Fonte: Laboral (2021). 
5.3 Condições do ambiente e organização do trabalho 
A NR 17 também estabelece medidas sobre as condições ambientais de trabalho, 
onde determina que níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma 
brasileira registrada no INMETRO, onde o índice de temperatura efetiva entre 20oC (vinte) 
e 23oC (vinte e três graus centígrados) e que velocidade do ar não seja superior a 0,75m/s. 
E ainda que umidade relativa do ar não seja inferior a 40 (quarenta) por cento. Em 
todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral 
ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. A NR-17 também determina que a 
organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos 
trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado (BRASIL, 1978d).
98UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
7. MAPA DE RISCO
O mapa de risco é um recurso didático fundamental para a garantia do trabalho 
seguro. Entre os objetivos da elaboração do mapa de risco destaca-se a reunião de 
informações suficientes para o estabelecimento de um diagnóstico da situação de 
segurança e saúde do trabalho do estabelecimento, além de possibilitar a troca e 
divulgação das informações entre os trabalhadores e estimulá-los nas atividades de 
prevenção (SEGPLAN, 2021). 
Por definição, o mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de 
fatores presentes nos locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos para a saúde dos 
trabalhadores, como os acidentes e as doenças de trabalho, sendo que estes fatores têm 
origem nos diversos elementos do processo de trabalho (materiais, equipamentos, 
instalações, suprimentos e espaços de trabalho) e a forma de organização do trabalho 
(arranjo físico, ritmo de trabalho, método de trabalho, postura de trabalho, jornada de 
trabalho, turnos de trabalho, treinamento, entre outros.) (PUC, 2021). 
Para elaborar o mapa de risco é necessário conhecer o processo de trabalho 
no local analisado, identificar os riscos existentes no local, identificar as medidas 
preventivas e sua eficácia, analisar os indicadores de saúde, conhecer os levantamentos 
ambientais já realizados no local e, por fim, elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout do 
órgão, indicando através de círculos (SEGPLAN, 2021).
Assim, para a elaboração do mapa de risco deve-se considerar as cores e os 
agentes causadores de risco, observe: 
99UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
FIGURA 4: CLASSIFICAÇÃOE DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS 
OCUPACIONAIS EM GRUPOS, DE ACORDO COM SUA NATUREZA E PADRONIZAÇÃO 
DAS CORES CORRESPONDENTES
Fonte: (PUC, 2021).
Outro fator a ser considerado é o tamanho das esferas onde é considerado a 
proporção do risco. Se ele é grande, médio ou pequeno. Observa a Figura 5:
FIGURA 5 - PROPORÇÃO DO TAMANHO DO RISCO 
Fonte: (SEGPLAN, 2021).
Veja um exemplo de um mapa de risco: 
100UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
FIGURA 6 - MAPA DE RISCO DA HABIB’S LANCHES 
Fonte: Rodrigues (2021, n.p).
Observe que o higienista criou uma planta do empreendimento elencando cada 
risco inerente às condições ambientais e de trabalho da lanchonete. Foram adotadas as 
cores para cada tipo de risco, a proporção de cada risco através do tamanho das esferas e 
a localização de cada um deles. 
101UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
SAIBA MAIS
A Análise Ergonômica do Trabalho, conhecida pela sigla AET, visa analisar todos os 
riscos ergonômicos da empresa e estipular soluções para reduzi-los ou eliminá-los.
Por meio dela, as organizações podem ter uma melhor compreensão sobre suas 
atividades internas e das adversidades inerentes à elas, sendo capaz de criar um 
ambiente mais favoráveis aos seus funcionários e parâmetros mais seguros para as 
suas tarefas. Sem a AET não é possível saber quais são os riscos reais a que as 
pessoas estão sujeitas, e isso significa que ela é indispensável para garantir medidas 
ergonômicas realmente eficientes. Muitas são as ações que podem ser estipuladas a 
partir das análises, como o investimento em postos de trabalho com melhor 
adequação postural, em EPIs mais eficientes e até em programas de exercícios 
laborais.
Fonte: Atec, Blog. Os 4 riscos ergonômicos mais comuns no ambiente de trabalho. São Paulo: Atec, 
2021. Disponível em: https://www.atec.com.br/blog/ergonomia/riscos-ergonomicos-mais-comuns-no-
ambiente--de-trabalho/ Acesso em 09 nov 2021.
REFLITA 
Considerar os riscos do trabalho é responsabilidade com a vida. 
Fonte: o autor.
102UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro (a) aluno (a), nesta unidade você conheceu um pouco mais sobre os riscos 
químicos e ergonômicos. Você pode verificar que a NR-32 estabelece as medidas de 
proteção para a saúde dos trabalhadores na área da saúde. Este grupo de trabalhadores 
merece atenção especial quando se aborda o tema riscos biológicos, pois faz parte da 
sua rotina profissional a exposição a estes riscos. 
É importante lembrar que a NR-32 classifica os riscos biológicos em 4 categorias 
entre baixo risco, moderado, elevado, e elevado com grande poder de transmissibilidade. 
Assim, o trabalhador pode ser acometido por doenças de forma direta quando entra em 
contato direto sem a intermediação com um veículo transmissor, ou ainda de forma indireta 
quando existe a transmissão por vetores. Estas definições são importantes para traçar as 
estratégias com a finalidade de reduzir os riscos biológicos. 
Sendo assim, na atualidade existe uma série de normas regulamentadoras que 
versam sobre os riscos biológicos e que as estratégias de redução dos riscos devem 
ser definidas dentro dos programas de segurança, saúde e meio ambiente. Em geral, é 
recomendado que se faça a utilização de medidas de proteção coletiva e medidas de 
proteção individual para a promoção do trabalho seguro nestes ambientes. 
Ainda nesta unidade, você também observou como ocorrem os riscos 
ergonômicos. Estes riscos estão associados ao modo com que o trabalhador executa a 
sua atividade. Os riscos estão associados a postura inadequada, levantamento de peso, 
trabalho noturno, situações de estresse entre outros fatores. Embora os riscos 
ergonômicos muitas vezes sejam ignorados, eles poderão trazer sérios prejuízos para a 
saúde do trabalhador. E caso as empresas não adotem as medidas de controle de 
riscos, esta poderá sofrer com ações trabalhistas. 
Por fim, foi apresentado também o mapa de risco que reúne as informações de 
forma visual sobre os agentes de riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de 
acidentes. Este mapa serve para que o trabalhador possa visualizar os riscos e o 
seu potencial, e sobretudo ter maior atenção na execução do trabalho quando este 
apresentar maior potencial de risco. 
103UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
LEITURA COMPLEMENTAR
Trabalho híbrido e remoto: o que pode (e o que não pode) de acordo com a lei
O processo de readaptação ao trabalho no escritório está exigindo mudanças de 
atitudes e novos cuidados por parte de empregadores e de funcionários. Uma pesquisa 
recente feita pelo Great Place to Work com 2000 pessoas, mostrou que 77,7% deles 
passaram a trabalhar em regime híbrido, 12,7% ficaram totalmente remotos e 9,6% está 
em vias de voltar a frequentar a empresa diariamente. A legislação para os novos 
arranjos entre empresas e empregados não cobre todos os aspectos dessa nova vida 
corporativa. Quem banca os móveis ergonômicos do home office, se o valor do vale-
transporte poderá ser usado para outros gastos e se é legal a empresa monitorar o 
trabalho à distância de alguma forma, são questões que começam a aparecer. “Na 
legislação não fica claro o limite exato de tempo fora da empresa que constitui 
teletrabalho. Esse cálculo é relativo. Se você fica fora três dias na semana, já é 
considerado”, diz Bruno Mendes Lopes, sócio da Bosísio Advogados, firma especializada 
em direito trabalhista.
A Bosísio criou um programa em conjunto com a Câmara Americana de Comércio 
(Amcham), para orientar as empresas nesse momento de transição. Uma das 
questões diz respeito a colaboradores que mudaram de cidade durante o isolamento 
social. “Pela lei, quando se muda o contrato de tele para presencial, o empregado tem 
15 dias para se adaptar, mas na prática sabemos que isso não é tão simples, então a 
recomendação é que as empresas analisem o que é possível e ouçam também os 
funcionários”, diz Lopes. Se no contrato consta que o trabalho é presencial, no entanto, a 
regra cai. Ainda assim, o melhor caminho para ajustar é ponderar. “Primeiro pensamos 
no que é melhor para os clientes, depois para a operação e vemos se é viável 
financeiramente. Alguns sócios preferiram ficar remotos e tudo bem, vamos analisando.” 
Boticário dá kit ergonômico
Outro ponto importante são os cuidados com a saúde dos funcionários. 
Legalmente, costuma ser da empresa a obrigatoriedade de estabelecer um ambiente de 
trabalho onde os empregados não corram riscos de adquirir lesões pela falta de 
equipamentos adequados. Por isso, muitas companhias transformaram o valor investido 
no vale-transporte ou em outros benefícios que não vinham sendo usados durante a 
pandemia em uma ajuda de custo para compra de mobiliário de escritório, um dos 
arranjos mais comuns no momento.
104UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
O grupo Boticário, que optou por trabalho 100% remoto para parte de seus 
funcionários, pagou R $1800 para que cada um investisse no que mais precisasse, de 
uma cadeira ergonômica à internet de alta velocidade. No ano passado, quando todos 
estavam em casa, entregaram um kit suporte para pé e computador, além de promover 
sessões de ginástica laboral online e consulta com fisioterapeutas. “A empresa pode – e 
deve – pedir um monitoramento, que pode ser feito por vídeo, para avaliar se as 
condições de trabalho são saudáveis para não correr riscos futuros. Mas nem todos os 
funcionários aceitam bem essa avaliação”, diz Lopes. No início do regime remoto, houve 
gestores que consideraram a possibilidade de um monitoramento em tempo real do 
colaborador via câmera, por exemplo, para checar se todos estavam de fato cumprindo 
seu expediente. “Eu não recomendaria a nenhum cliente esse tipo de vigilância, mesmo 
porque a maior parte de nós fica quase que dia todo em frente à tela do computador. É da 
natureza do trabalho.
Fonte: CORRÊA, Fabiana. Trabalhohíbrido e remoto: o que pode (e o que não pode) de 
acordo com a lei. Forbes, 2021. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2021/11/trabalho-hibrido-e-re-
moto-o-que-pode-e-que-nao-pode-de-acordo-com-a-lei/. Acesso em: 05 nov 2021. 
105UNIDADE IV Riscos Biológicos e Ergonômicos
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Ergonomia prática
Autor: Jan Dul e Bernard Weerdmeester
Editora: Blucher
Sinopse: Este livro é um dos maiores sucessos mundiais em 
ergonomia, fornecendo referência rápida e segura sobre sistemas 
de trabalho, postos de trabalho e antropométrica. Esta terceira 
edição fez atualização nos seguintes aspectos: * Completa revisão 
do capítulo sobre informação e operação * Acréscimo de tópicos 
sobre projeto de sites, interação móvel e realidade virtual * Nova 
tabela antropométrica para projeto de produtos e locais de trabalho 
* Novas indicações bibliográficas classificados por temas * Lista de 
171 normas ISO para aplicações em ergonomia.
FILME/VÍDEO 
Título: Horizonte Profundo: Desastre no Golfo (2016)
Ano: 2016
Sinopse: Este filme retrata o acidente em uma plataforma de 
petróleo de uma companhia Britânica em 2010, que foi o 
responsável pelo maior vazamento de petróleo da história dos 
Estados Unidos, o desastre da Deepwater Horizon no Golfo do 
México, ainda causou a morte de 11 funcionários e um incêndio 
de 2 dias. O filme é estrelado pelo ator Mark Wahlberg, que dá 
vida ao chefe eletricista Mike Williams, a produção não hesita em 
apontar a responsabilidade da companhia, e é construída sobre a 
perspectiva dos sobreviventes, dando destaque as perdas 
humanas ocorridas no acidente, porém ele peca em não abordar 
de fato os danos ambientais causados pelo desastre.
106
CONCLUSÃO GERAL
Prezado (a) aluno (a),
Neste material, você pôde observar vários aspectos sobre a higiene do 
trabalho. Procurei dotá-lo de conhecimentos teóricos e práticos que tenho certeza que te 
dará maior segurança no momento em que for propor ações na área de segurança do 
trabalho.
Assim, você conheceu que desde os tempos da bíblia sagrada e o código de 
Hamurabi já existiam algumas ações voltadas para a segurança do trabalho. No 
desenrolar histórico, você observou que as doenças provenientes dos processos 
laborais se exacerbaram sobretudo com o advento da revolução industrial, que passou 
a exigir trabalhos considerados desumanos, incluindo mulheres e crianças, em que 
as condições eram extremamente favoráveis ao desenvolvimento de doenças que 
ceifaram milhares de vidas.
O próprio movimento dos trabalhadores pressionou os governantes mundo 
afora para a criação de legislações voltadas para a proteção do trabalhador. Surgiram 
assim, as normas regulamentadoras que são fundamentais para a área de higiene do 
trabalho, que tem por objetivo identificar os riscos e fornecer mecanismos para que o 
acidente ou a doença não venha ocorrer.
Neste material, você também observou que existe a classificação de riscos 
inerente ao processo de desenvolvimento de trabalho. Estes riscos são classificados em 
riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Vale ressaltar que os 
riscos, independente da classificação, sempre estarão presentes nos mais vastos 
ambientes laborais, cabendo ao higienista propor as medidas de controle. Assim, as 
medidas são compreendidas como administrativas, coletivas e individuais.
Por fim, neste material você observou também que existe uma ferramenta 
didaticamente muito importante no gerenciamento de riscos, que é o mapa de riscos. 
Essa ferramenta demonstra os riscos que estão presentes no ambiente e o seu 
potencial para causar danos e funciona como um grande resumo das informações 
levantadas em uma análise de risco.
A partir de agora acredito que você obteve uma formação de excelência e 
está preparado para ser um agente de proteção da saúde do trabalhador e do meio 
ambiente, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida da população e com o 
desenvolvimento do trabalho seguro. Desejo que tenha muito sucesso na sua carreira 
profissional. 
Muito Obrigado!
+55 (44) 3045 9898
Rua Getúlio Vargas, 333 - Centro
CEP 87.702-200 - Paranavaí - PR
www.unifatecie.edu.brna atualidade. 
9UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
2. CONCEITOS E DEFINIÇÕES SOBRE HIGIENE DO TRABALHO
Como pode ser observado anteriormente, ao longo da história da 
humanidade desenvolveu-se uma certa consciência coletiva sobre a necessidade de 
promover medidas para a proteção da saúde do trabalhador. Essas medidas além de 
garantir a dignidade da pessoa humana, fornecem também mecanismos para a proteção 
do meio ambiente. Assim, a higiene ocupacional pode ser definida “a ciência e arte 
dedicada ao reconhecimento, avaliação e controle daqueles fatores ou tensões 
ambientais, que surgem do trabalho e que podem causar doenças, prejuízos à saúde ou 
bem-estar, ou significativos entre trabalhadores ou entre cidadãos da 
comunidade” (BREVIGLIERO et al., 2011, p. 10).
A higiene do trabalho não só identifica os riscos no ambiente de trabalho, indo 
além, fornecendo mecanismos para reduzir as chances de o acidente ocorrer. 
Desta maneira, esta é uma das áreas mais abrangentes da segurança do trabalho 
tendo como foco reconhecer os fatores que possam causar algum efeito maléfico à 
saúde do trabalhador e realizar as avaliações quantitativas e qualitativas promovendo 
ainda as medidas saneadoras (GOELZER, 2020). 
Na relação a seguir, é possível observar que a higiene do trabalho agrupa todas 
as demais áreas relacionadas, onde todas as demais áreas se relacionam e existem 
influências entre si. Assim, é possível observar que a higiene do trabalho se sustenta em 
8 pilares sendo eles: saneamento e meio ambiente, psicologia e sociologia, medicina do 
trabalho, toxologia, segurança do trabalho, direito, engenharia e ergonomia. Todos estes 
10UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
pilares, funcionam também como engrenagem para o desenvolvimento de um trabalho 
seguro, quando uma destas engrenagens está com “defeito”, pode-se dizer que a higiene 
do trabalho está afetada. E consequentemente, todas as outras áreas poderão sofrer 
alguma consequência. É por isso, que é fundamental que o higienista tenha a visão 
sistêmica, observando todas as partes em suas particularidades sem se esquecer que ela 
afetará todo o sistema. 
FIGURA 01 - PILARES DA HIGIENE DO TRABALHO 
Fonte: NRs do trabalho, 2020 – Adaptado pelo autor.
11UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
3. OBJETIVOS DA HIGIENE DO TRABALHO
Em geral, os objetivos da higiene do trabalho fundamentam-se na antecipação, 
reconhecimento, avaliação e controle de riscos ambientais. Na Tabela 01 é possível 
verificar as etapas da higiene do trabalho e as principais ações a serem desenvolvidas. 
TABELA 01 - ETAPAS DA HIGIENE OCUPACIONAL 
Antecipação Reconhecimento Avaliação Controle de riscos 
ambientais 
● Estudo do projeto;
● Seleção de 
tecnologias limpas;
● Inclusão de 
medidas de 
controle de forma 
antecipada;
● Estudo do
processo;
● Visitas
preliminares;
● Entrevista com
trabalhadores;
● Avaliações
preliminares;
● Estratégia;
● Metodologia;
● Amostragem;
● Análise;
● Interpretação;
● Fonte;
● Percurso;
● Trabalhador
Fonte: (CASTRO et al., 2014; GOELZER, 2020).
12UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
3.1 Antecipação 
A fase de antecipação é uma fase muito importante na higiene ocupacional, pois 
essa é uma fase onde as plantas ainda estão sendo projetadas. Nesta etapa é 
fundamental pensar na construção do layout com vistas a segurança do trabalho. Esta 
etapa tem por objetivo prever os riscos potenciais para a saúde do trabalhador 
implementando as medidas cabíveis para preveni-los (GOELZER, 2020). Um exemplo 
seria implementar alterações na planta de uma indústria (ainda no projeto) visando reduzir 
ruídos que causem danos à saúde do trabalhador. 
3.2 Reconhecimento 
A fase de reconhecimento é quando a construção já é existente e o higienista faz 
visita in loco com a finalidade de conhecer os processos, os trabalhadores e as 
estruturas físicas com a fim de verificar os riscos existentes naquele local. Esta etapa 
direcionará para uma avaliação eficaz das causas de doenças e medidas adotadas 
para a adequação do ambiente de trabalho, trazendo diversos benefícios para o 
empregador, prevenindo doenças, economizando tempo e custos, além de trazer 
menor risco para a saúde do trabalhador (CASTRO et al., 2014). 
3.3 Avaliação 
A etapa de avaliação vislumbra verificar a presença e a magnitude dos riscos 
existentes no ambiente de trabalho (GOELZER, 2020). É importante a adoção de 
estratégias e metodologias de avaliação de riscos e doenças nesta etapa, o higienista 
necessita ter em mente que se houver alguma falha, o trabalhador correrá riscos de 
estar desenvolvendo suas atividades em ambiente insalubre (CASTRO et al., 2014). As 
avaliações podem ser qualitativas ou quantitativas veja as definições: 
As avaliações qualitativas são baseadas em observação, experiências 
anteriores ou modelos. As avaliações quantitativas são baseadas, em 
geral, na comparação de resultados de medições com valores limites de 
exposição ocupacional recomendados e/ou legalmente adotados. Se tais 
valores não tiverem sido estabelecidos, o higienista ocupacional deve ter 
a capacidade de estabelecer seus próprios critérios de avaliação. 
Inclusive, quando riscos sérios para a saúde são óbvios e evidentes, a 
recomendação de medidas preventivas deve ser imediata, mesmo antes de 
ser feita uma avaliação quantitativa de risco. (GOELZER, 2016).
13UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
3.4 Controle de riscos ambientais 
Na fase de controle de riscos ambientais, o higienista irá determinar as mudanças 
que devem ocorrer no ambiente de trabalho. Estas mudanças podem ser no rearranjo das 
estruturas físicas existentes, uso de equipamentos de proteção ou melhorias dos processos 
objetivando reduzir os riscos para o trabalhador e para o meio ambiente. Esta etapa tem 
por objetivo recomendar, projetar, implementar e verificar medidas de prevenção e controle 
de riscos, que devem ser integradas em programas de SSMA (Saúde, Segurança e Meio 
Ambiente) (CASTRO et al., 2014). 
14UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
4. LEGISLAÇÃO APLICADA À SEGURANÇA DO TRABALHO
Caro (a) aluno (a), este tópico tem por objetivo demonstrar de forma breve as 
principais legislações aplicáveis à segurança do trabalho, você deve ter em mente que o rol 
de legislações pertinentes a este assunto é muito vasto e não será esgotado neste 
momento. Então você deverá buscar mais conhecimentos sobre este assunto para 
aprimorar seus estudos.
4.1 Constituição Federal 
Isto posto, é de conhecimento comum que a Constituição Federal (CF) é a 
carta magna, ou seja, a carta maior da nação brasileira, e é fundamentado nela que 
emergem as leis, decretos, portarias e regulamentos. A figura a seguir exemplifica a 
hierarquia da legislação brasileira demonstrando que a constituição está na ponta da 
pirâmide, ou seja, ela possui a maior força se comparada com os demais dispositivos. 
FIGURA 02 - HIERARQUIA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
Fonte: (LEITE, 2017)
15UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
Diante disso, será observado agora alguns pontos relevantes da CF para o estudo da 
higiene do trabalho. Vale ressaltar, que verificando o histórico da segurança do trabalho estes 
dispositivos constitucionais são importantes conquistas sociais que visam a proteção da saúde 
do trabalhador. Assim, o Art. 7° determina os diretos dos trabalhadores urbanos e rurais onde 
nos artigos XIII, XIV e XV determina as jornadas de trabalho onde determina-se que a: 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta 
e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da 
jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos 
de revezamento, salvo negociação coletiva. 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos. 
(BRASIL, 1998).
Estas medidas colaboram para que não ocorraa exaustão do trabalhador como 
acontecia no passado, onde estes trabalhadores eram submetidos ao trabalho em condições 
desumanas ou análogas à escravidão. Assim, este mecanismo favorece os trabalhadores 
para que estes desfrutem de melhor qualidade de vida e consequentemente maior 
segurança no desenvolvimento de suas atividades. Outro ponto relevante determinado na 
C.F. é a determinação dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, 
higiene e segurança observados no inciso XXII (BRASIL, 1998). Além disso, o XXIII 
determina que ocorra o adicional de remuneração para as atividades penosas, 
insalubres ou perigosas, na forma da lei (BRASIL, 1998). Já o XXVIII determina que 
seja realizado seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir 
a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa (BRASIL, 
1998). 
4.2 Consolidação das leis do trabalho 
Outro marco importante na legislação trabalhista, é a Consolidação das Leis do 
Trabalho (CLT) pelo decreto lei n° 5.452 de 1943, que complementam o texto constitucional 
no que se refere a proteção do trabalhador, trazendo de forma detalhada como deverá ser 
a relação entre empregado e empregador, e ainda várias medidas que devem ser 
adotadas vislumbrando o trabalho em condição segura. Assim a CLT determina os 
direitos e obrigações dos empregados e empregadores, incumbindo-lhes de suas 
responsabilidades. Para a higiene do trabalho um dos pontos importantes sem dúvidas é o 
Art. 158 que determina que:
Art. 157 - Cabe às empresas: 
I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; 
II - instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às 
precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças 
ocupacionais;
III - adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional 
competente; 
IV - facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente” (BRASIL, 
1943).
16UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
Neste dispositivo, fica claro que as empresas deverão adotar medidas para garantir 
a condição do trabalho seguro evitando acidentes e o adoecimento do trabalhador. 
Art. 158 - Cabe aos empregados:
I - observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as 
instruções de que trata o item II do artigo anterior;
Il - colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste Capítulo. 
Parágrafo único - Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: 
a) à observância das instruções expedidas pelo empregador na forma do item 
II do artigo anterior;
b) ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela 
empresa. (BRASIL, 1943).
Assim, verifica-se também que o empregado deverá cumprir as medidas para a 
sua própria segurança, atendendo as determinações da empresa que deverá por meio de 
programas relacionados a SSMA.
A CLT também determina que as empresas deverão criar e manter os serviços 
especializados em segurança e em medicina do trabalho. Estes serviços configuram-se 
como uma importante ferramenta para que as empresas consigam implementar os 
programas relacionados à segurança do trabalho. A partir da sanção da CLT ficou 
estabelecido que as empresas deverão ser classificadas segundo o número e a 
natureza do risco de suas ativadas, onde o número de profissionais exigidos para cada 
empresa é de acordo com sua classificação (BRASIL, 1943).
Entre os pontos de destaque para o estudo da higiene do trabalho vale ressaltar a 
obrigatoriedade do fornecimento do Equipamento de Proteção Individual (EPI) pela empresa. 
Art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, 
equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado 
de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral 
não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à 
saúde dos empregados (BRASIL, 1943).
O fornecimento de forma gratuita do EPI também é uma conquista social muito 
importante. Além de tornar o trabalho mais seguro, garante ao empregador maior 
tranquilidade na execução do trabalho evitando gastos com indenizações em casos de 
acidentes.
Outro ponto de destaque para o estudo da higiene ocupacional é o Art. 168 da 
CLT, que determina que o empregador deverá exigir que o empregado faça exames 
médicos. Vale lembrar que as custas dos exames são por conta do empregador. Em 
geral, são três tipos de exames, na admissão antes mesmo do trabalhador iniciar as 
suas atividades. Os exames periódicos, que são realizados no decorrer das atividades, 
são repetidos de forma periódica de acordo com o risco ocupacional de cada empresa. 
E ainda, o exame demissional, que é realizado quando o empregado é desligado da 
empresa. A princípio, estes exames são importantes para o trabalhador verificar se está 
17UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
com sua saúde apta para desenvolver determinada função. O trabalhador também 
saberá se a atividade executada está ou não prejudicando a saúde ao longo do tempo. 
Estes exames acabam sendo tanto de interesse do trabalhador quanto do empregador, 
pois são provas fundamentais para auxiliar na resolução de litígios que porventura 
possam ser ajuizados.
Mais um aspecto relevante para o estudo da higiene do trabalho, são as 
definições de atividades insalubres ou perigosas também definidas na CLT. Observe: 
Art. 189 - Serão consideradas atividades ou operações insalubres 
aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, 
exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de 
tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do 
tempo de exposição aos seus efeitos (BRASIL, 1943). 
Fica estabelecido também que o próprio Ministério do Trabalho fixará quais são 
as atividades e operações consideradas insalubres, bem como os critérios que deverão 
ser adotados para a caracterização, os níveis de tolerância, os meio de proteção e o 
tempo máximo que um trabalhador poderá ficar exposto a estes agentes (BRASIL, 
1943). Ainda de acordo com a CLT, a insalubridade poderá ser eliminada com a 
adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de 
tolerância, ou ainda com a utilização dos equipamentos de proteção individual.
Desta forma, imagine que uma determinada máquina emite ruídos que ultrapassem 
os limites estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, sendo a atividade nestas 
condições considerada insalubre. A empresa então para reverter esta caracterização 
poderá adotar as medidas de isolamento acústico para as máquinas. Caso não tenha 
sido solucionado o problema, poderá adotar protetores auriculares para os empregados.
A CLT determina ainda que caso a atividade seja desenvolvida no ambiente 
insalubre, o empregado deverá receber um adicional de insalubridade, veja: 
Art. 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos 
limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a 
percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 
20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região, 
segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo (BRASIL, 
1943). 
O Art. 193 da CLT, considera atividade ou operação perigosa aquelas que, por 
sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição 
permanente do trabalhador a inflamáveis, explosivos ou energia elétrica, roubos ou outras 
espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou 
patrimonial mínimo (BRASIL, 1943). A CLT também determina que as atividades de 
trabalhador em motocicletas são consideradas perigosas. Estas atividades, asseguram 
ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os 
acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa.
18UNIDADE I Introdução à Higiene OcupacionalA conceituação da insalubridade bem como de trabalho perigoso na CLT é de 
grande valia para o estudo da higiene do trabalho. É através destas definições e 
caracterizações que são adotadas as medidas de proteção para a saúde do trabalhador. 
Além disso, como trabalhador exposto ao ambiente insalubre ou ambiente perigoso tem 
direitos de aumento salarial, essas regras acabam sendo um forte estímulo para o 
empregador adotar as medidas de proteção, vislumbrando eliminá-las ou reduzi-las.
Para o profissional que trabalha na área de segurança do trabalho, ou desenvolve 
alguma atividade que a ela se relaciona é fundamental conhecer a CLT em sua íntegra. 
Nela são contidas as normativas das relações trabalhistas como mencionado, e ainda 
como deverão ocorrer o desenvolvimento dos trabalhos por áreas, as sanções legais e 
penalidades para quem descumprir as determinações e outras providências. Todas estas 
medidas visam proteger principalmente o ente mais fraco da relação, que é o trabalhador.
Além da Constituição Federal e da CLT existem outras leis, decretos, medidas 
provisórias, portarias, instruções normativas, resoluções, ordens de serviços, convenções, 
acordos coletivos entre outros que devem ser observados para que o empregador não 
incorra em multas e outras penalidades. No entanto, para o nosso estudo quero chamar 
a atenção para a portaria n° 3.214 de 8 de julho de 1978, que aprova as normas 
regulamentadoras relativas à segurança e medicina do trabalho. 
4.3 Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho 
A Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST) foi instituída 
pelo decreto n° 7.602 de 7 de novembro de 2011, esta lei tem por objetivo promover a 
saúde, melhora da qualidade de vida do trabalhador e a prevenção de acidentes e de 
danos à saúde advindos, relacionados ao trabalho ou que ocorram no curso dele, por meio 
da eliminação ou redução dos riscos nos ambientes de trabalho (BRASIL, 2011). Os 
princípios da PNSST são a universalidade da saúde e segurança do trabalho, a 
prevenção de acidades, promoção da assistência, reabilitação, reparação de danos 
relacionados a doenças e acidentes de trabalho, bem como a promoção do diálogo social 
e a integridade dentro das relações (BRASIL, 2011).
A PNSST a partir da Criação da Comissão Tripartite de Saúde e Segurança no 
Tra-balho criou o Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, a comissão foi 
formada com representantes de governo, trabalhadores e empregadores, esta vem 
atuando no sentido de definir diretrizes para uma atuação coerente e sistemática do 
Estado na promoção do trabalho seguro e saudável e na prevenção dos acidentes e 
doenças relacionados ao trabalho (BRASIL, 2012). Assim, a comissão elaborou as 
estratégias para alcançar os objetivos da PNSST determinando as ações que na 
atualidade estão sendo implementadas, os responsáveis pelas ações propostas e ainda 
os prazos a serem cumpridos. 
19UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
Observe as diretrizes que fundamentam o plano: 
a) inclusão de todos trabalhadores brasileiros no sistema nacional de promoção e 
proteção da saúde;
b) harmonização da legislação e a articulação das ações de promoção, proteção, 
prevenção, assistência, reabilitação e reparação da saúde do trabalhador;
c) adoção de medidas especiais para atividades laborais de alto risco;
d) estruturação de rede integrada de informações em saúde do trabalhador;
e) promoção da implantação de sistemas e programas de gestão da segurança e 
saúde nos locais de trabalho;
f) reestruturação da formação em saúde do trabalhador e em segurança no 
trabalho e o estímulo à capacitação e à educação continuada de trabalhadores;
g) promoção de agenda integrada de estudos e pesquisas em segurança e saúde 
no trabalho (BRASIL, 2011).
Neste sentido, observa-se que esta política qualifica o trabalho como um 
determinante social de saúde da população, sendo que a saúde do trabalhador é 
colocada como uma responsabilidade ampla e coletiva no sentido de garantir o direito 
pleno do trabalhador, sendo configurada como uma uma política universal e inclusiva 
(ANDRADE; MARTINS; MACHADO, 2012).
A existência de um plano nacional é uma medida de extrema relevância no 
sentido de orquestrar as ações a nível nacional para garantir que os trabalhadores 
possam desenvolver suas funções de forma segura. Este plano foi construído de forma 
participativa entre os atores envolvidos (governo, trabalhadores e empregadores), 
configurando-se como um marco de muita relevância para a higiene do trabalho, pois, 
a partir dele na atualidade existe um norte que deve ser seguido por todos os 
envolvidos. 
4.4 Normas regulamentadores 
As normas regulamentadoras, conhecidas como NRs possuem um papel 
fundamental na prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, sendo 
detentora do cumprimento de um grande impacto social (AABIC, 2010). Ainda de acordo 
com a associação supracitada, na atualidade existem inúmeros acidentes de trabalho 
que levam a mortes, invalidez temporária ou permanente, sendo que o cumprimento às 
normas podem resultar na economia para as empresas e para a previdência social. 
Quando um trabalhador é acometido por morte ou doenças ocupacionais toda a 
sociedade acaba perdendo, a empresa que necessita pagar indenizações e o próprio 
governo que necessitará fornecer aposentadoria ou pensão antecipada para este 
trabalhador ou sua família, fator que acaba pressionando todo o sistema financeiro do 
país.
Desta forma, observe agora o quadro contendo a relação das normas 
regulamentadores em vigência: 
20UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
QUADRO 01 - RELAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS 
NR Título
1 Disposições Gerais
2 Inspeção Prévia
3 Embargo e Interdição
4 Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT
5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA
6 Equipamento de Proteção Individual - EPI
7 Exames Médicos
8 Edificações
9 Riscos Ambientais
10 Instalações e Serviços de Eletricidade
11 Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais
12 Máquinas e Equipamentos
13 Vasos Sob Pressão
14 Fornos
15 Atividades e Operações Insalubre
16 Atividades e Operações Perigosas
17 Ergonomia
18 Obras de Construção, Demolição, e Reparos
19 Explosivos
20 Combustíveis Líquidos e Inflamáveis
21 Trabalhos a Céu Aberto
22 Trabalhos Subterrâneos
23 Proteção Contra Incêndios
24 Condições Sanitárias dos Locais de Trabalho
25 Resíduos Industriais
26 Sinalização de Segurança
27 Registro de Profissionais
28 Fiscalização e Penalidades
29 Segurança e Saúde no trabalho portuário
30 Segurança no trabalho aquaviário 
31 Segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, 
explorações florestais e aquicultura
32 Segurança e saúde no trabalho e em serviços de saúde
33 Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados
34 Condições e meio ambiente de trabalho na indústria de Construção e 
Reparação Naval
35 Trabalho em Altura
36 Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento 
de Carnes e Derivados.
Fonte: o autor 
21UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
Sendo assim, as NRs possuem papel fundamental para a higiene do trabalho, pois 
estas normas irão determinar de forma prática como ocorrerão as fases de antecipação, 
reconhecimento, avaliação e controle de riscos ambientais, vislumbrando o 
desenvolvimento do trabalho seguro. 
SAIBA MAIS
A Carteira Profissional, que originou a atual Carteira de Trabalho e Previdência Social 
(CtPs), foi criada no governo Getúlio Vargas, em março de 1932. Trata-se de um 
documento que registra o histórico profissional e garante direitos como salário, 
férias, 13º salário, seguro-desemprego, aposentadoria, FGTS etc. É por isso que, 
há 80 anos, tanta gente busca ter a “carteira assinada” trabalhando numa empresa 
que registre os funcionários e garanta os benefícios. Antes da CtPs, só havia a 
“carteira de trabalhador agrícola” e os empregadores mantinham registros dos 
empregadosapenas para fins contábeis. Desde 2011, o documento é impresso em 
papel-moeda, com inscrições timbradas na capa e informações digitalizadas em 
código de barras. O objetivo é evitar fraudes no preenchimento e facilitar o acesso 
do trabalhador a números atualizados sobre tempo de serviço e benefícios, além de 
integrar esses dados numa base nacional. 
Fonte: MENEGHETTI, Diego. Quem inventou a carteira de trabalho? Superinteressante. São Paulo: 
Edi-tora Abril, 2020. Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-inventou-a-
carteira-de--trabalho/. Acesso em: 20 ago 2021.
REFLITA 
“O trabalho deve ser para dignificar o ser humano e não para degradá-lo”
Fonte: o autor.
22UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro (a) aluno (a), ainda na introdução desta unidade fiz a seguinte 
indagação: você já parou para observar como seria o desenvolvimento do trabalho sem 
as devidas regulamentações que conhecemos na atualidade? Ao longo desta unidade 
você obteve algumas respostas. No decorrer da história da humanidade, o trabalho 
humano sofreu graves períodos de exploração. Como você observou, a ganância 
humana pela geração de capital, transformou o ser humano em apenas uma peça da 
engrenagem. Por isso, ao longo da história verifica-se períodos terríveis, seja no 
próprio sistema escravista ou ainda como ocorreu no início da revolução industrial, em 
que homens, mulheres e crianças eram submetidos ao trabalho forçado em condições que 
certamente seriam acometidos por graves doenças físicas e psicológicas. 
As revoluções sociais que pretendiam criar um ambiente de trabalho seguro, foram 
importantíssimas para a construção da legislação e das regulamentações que existem 
na atualidade. Essas leis funcionam como freios para a ganância humana, e colocam 
importantes limites na geração de capital a todo custo. Por outro lado, o próprio 
desenvolvimento científico, onde vale destaque para o médico Bernardino Ramazzini, 
foram cruciais para o desenvolvimento da ciência da higiene do trabalho. 
Por sua vez, a higiene do trabalho é uma ciência que opera de forma 
interdisciplinar, vislumbrando a prevenção dos riscos ambientais de forma sistêmica, 
pautadas na antecipação, reconhecimento, avaliação e controle de riscos ambientais. 
Assim, quando as etapas de higiene do trabalho são realizadas de forma adequada, 
atentando para as legislações e normas vigentes, o trabalhador acaba encontrando um 
ambiente de trabalho mais seguro. Assim, todos os entes envolvidos acabam obtendo 
benefícios, pois o trabalhador acaba obtendo proteção e melhor qualidade de vida, o 
governo evita gastos previdenciários e o empresário acaba melhorando sua 
produtividade, e consequentemente ocorre um aumento em suas margens lucrativas. 
23UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
LEITURA COMPLEMENTAR 
O Direito do Trabalho e a revolução industrial 4.0
A Revolução Industrial foi um processo de transformação ocorrido entre a segunda 
metade do século XVIII e o início do século XIX, com o surgimento de máquinas a vapor, 
substituindo a manufatura pela maquinofatura, implicando em uma exploração exacerbada 
da mão de obra e representando o início da consolidação do capitalismo.
Esse avanço tecnológico provocou grandes transformações na sociedade da 
época, acelerando o processo produtivo, aumentando a exploração e a degradação do 
meio ambiente, além de ter causado grande impacto nas relações de trabalho.
Com o surgimento de máquinas capazes de produzir mais e em menos tempo 
que um ser humano, os operários se viram obrigados a lidar com salários muito baixos e 
jornadas de trabalho elastecidas, que chegavam a até 16 horas por dia
A acelerada exploração e o malbaratamento da mão de obra desencadearam uma 
série de mobilizações da classe trabalhadora, exigindo uma intervenção estatal, a fim de 
equilibrar a relação desigual que existia entre o empregado e o empregador. Por isso, boa 
parte da doutrina aponta o século XIX como marco do surgimento do Direito do Trabalho.
Atualmente vivemos uma grande revolução tecnológica, que tem despertado 
o surgimento de novas formas de trabalho, além de provocar significativa alteração nas 
modalidades já existentes. Este momento é chamado por alguns de Revolução Industrial 
4.0.
Na lavoura os trabalhadores já foram substituídos por máquinas que plantam e 
colhem com mais eficiência; as montadoras de automóveis têm um processo quase que 
completamente robotizado e até os escritórios de advocacia usam robôs para redigir 
petições e promoverem consultas processuais.
Entretanto, os casos que mais chamam a atenção são dos aplicativos de transporte 
e entrega, como Uber, 99 táxi, Uber Eats, Ifood, dentre outros, onde a pessoa se 
cadastra e trabalha sem qualquer vínculo de emprego formal, são os chamados 
“parceiros”.
A ausência de implementação de políticas públicas eficientes e capazes de gerar 
postos de trabalho formal, tem levado milhões de brasileiros a se submeterem a 
jornadas de trabalho extenuantes em condições sub-humanas, em favor de plataformas 
digitais.
Em estudo recente, foi divulgado que no Brasil, atualmente, existem mais de 38 
(trinta e oito) milhões de pessoas trabalhando informalmente, sem carteira assinada, o 
que representa 41% do total da população economicamente ativa. Em alguns estados da 
Federação, a informalidade passou de 62%, como é o caso do Pará.
24UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
A situação demanda uma forte intervenção do estado, a fim de regular as novas 
formas de trabalho e garantir a existência de direitos sociais mínimos aos trabalhadores 
ligados a essas relações de trabalho.
Contudo, no Brasil, caminha-se em sentido oposto ao que se seguiu no 
século XIX, adotando uma postura neoliberal, privilegiando-se o capital em detrimento 
dos trabalhadores, isto é, permitindo que milhões de pessoas trabalhem na informalidade, 
sem qualquer proteção social.
Não se pode tratar como “empreendedor” ou empresário o sujeito que se ativa 
entre 12h e 14h por dia, sete dias por semana, por intermédio de um aplicativo, seja 
dirigindo ou pedalando, em troca de uma remuneração ínfima, incapaz de satisfazer as 
suas necessidades mais básicas.
A consequência social disto é nefasta, traduzindo-se num quadro preocupante em 
que quase metade da população com ocupação financeira carece de proteção, trabalha 
sem jornada definida, sem direito à folga, sem férias e, principalmente, sem direito à 
remuneração em caso de doença ou acidente.
O Direito do Trabalho surgiu da concepção de que era necessário garantir, aos 
trabalhadores, o mínimo existencial, mas parece que, mesmo depois de dois séculos, ainda 
há muito o que se estudar sobre a matéria, tendo em vista que, até mesmo no meio jurídico, 
alguns enxergam o Direito do Trabalho como um obstáculo ao crescimento econômico.
Enquanto países da Europa, como Espanha e França, têm reconhecido os 
trabalhadores desses aplicativos como empregados, no Brasil, o TST decidiu que o motorista 
de Uber não possui vínculo de emprego com a empresa, atuando unicamente em regime de 
parceria.
Aqui tramita tardiamente o PL 391/20, que visa obrigar que as empresas de 
entrega por aplicativo contratem seguro de acidentes pessoais em favor de seus 
“parceiros”, que abranja o pagamento de despesas médicas, hospitalares, 
odontológicas, invalidez permanente total ou parcial e morte acidental.
Trata-se de medida importante, mas muito tímida, tendo em vista a necessidade 
de regulamentar, de forma mais detalhada, essas profissões, estabelecendo valores 
mínimos de remuneração e jornada máxima de trabalho.
O Direito a um trabalho digno foi objeto de regulamentação na Declaração 
Universal dos Direitos Humanos publicada pela ONU em 1948, além de ser um dos 
fundamentos do Estado Democrático de Direito brasileiro (art.1º, inciso IV, da CRFB/88).
Além disso, os direitos à previdência e à assistência social, foraminseridos no 
ordenamento jurídico brasileiro pela Constituição Federal de 1988, que impõe ao Estado o 
dever de garantir a todos a assistência necessária para a manutenção de uma vida digna. 
O Brasil de hoje tem sonegado esses direitos.
25UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
A excessiva desregulamentação estatal em matéria trabalhista é preocupante, pois 
além de impactar de forma negativa a vida de milhões de trabalhadores brasileiros, tem 
construído uma péssima imagem do Brasil perante autoridades estrangeiras, levando a 
OIT a incluir o Estado Brasileiro na lista de países denunciados por violação das normas 
internacionais do trabalho.
É difícil saber a dimensão dos problemas sociais causados pela excessiva 
informalidade, mas é certo dizer que, se não houver uma forte intervenção estatal a fim de 
regular as novas formas de trabalho, daqui a três ou quatro décadas teremos um país com 
a maior parte da população ocupando postos de trabalho informais, trabalhando até o fim 
da vida sem direito à aposentadoria. Com isso, estaremos retornando ao século XVIII.
Fonte: VIANA, Renan de Oliveira. O Direito do Trabalho e a revolução industrial 4.0. Migalhas de 
peso, 2020. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/321468/o-direito-do-trabalho-e-a-revolucao-
-industrial-4-0. Acesso em: 20 ago 2021
26UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Higiene e segurança no trabalho• Autor: Eduardo Moraes 
Araújo 
Editora: Contentus
Sinopse: Este livro aborda aspectos introdutórios sobre 
segurança do trabalho, o histórico das principais normas, 
mapeamento de riscos e ergonomia. Retrata definições, 
procedimentos e a legislação referente a acidentes de trabalho, 
aspectos sobre a CIPA e os conceitos de insalubridade e 
periculosidade. De modo a estimular sua prevenção, a obra 
ainda descreve as doenças ocupacionais mais comuns.
FILME/VÍDEO 
Título: Indústria Americana 
Ano: 2019.
Sinopse: O longa mostra, em detalhes, a entrada de uma 
indústria chinesa fabricante de vidros automotivos em território 
americano especificamente em Dayton, no estado de Ohio. No 
local, antes, havia uma fábrica da General Motors (GM) que fechou 
as portas no auge da crise que abalou os Estados Unidos em 
2008, deixando mais de 1000 pessoas sem emprego naquela 
região. Durante o filme, vários são os momentos em que o tema 
Segurança do Trabalho é abordado, tendo em vista a diferença de 
comportamento, regras e métodos de trabalho que fazem parte 
da rotina de americanos e chineses que atuam agora em 
“conjunto” em território norte-americano. Um aspecto importante a 
ser considerado ainda, é a questão da formação e presença dos 
sindicatos que vem perdendo sua força nos Estados Unidos e 
em boa parte do mundo, mas cuja importância é retratada em 
diversos momentos. Os sindicatos acabam se tornando uma 
esperança na luta contra os “abusos” cometidos com aval da 
cúpula da indústria chinesa principalmente no que diz respeito à 
mão de obra norte-americana, considerada “fraca” e “ineficiente” se 
comparada aos padrões chineses.
Link: https://www.netflix.com/br/title/81090071
27
Plano de Estudo:
● Conceitos e Definições de risco e perigo;
● Campos de estudo dos riscos ocupacionais;
● Definições de trabalho seguro;
● Organização da CIPA e SESMT.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar risco e perigo;
● Compreender os tipos de riscos ocupacionais;
● Estabelecer a importância do trabalho seguro;
● Entender a organização da CIPA e SESMT.
UNIDADE II
Institutos Para a Previsão
de Riscos Ocupacionais
Professor Me. Renan Gonçalves da Silva
28UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 28UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
INTRODUÇÃO
Caro (a) aluno (a), em muitas ocasiões na execução de um trabalho eu e você 
nos expomos a riscos de adoecimento ou de acidentes. Estes riscos se não forem bem 
geridos podem colocar em risco a saúde e o bem-estar do trabalhador, e em muitos 
casos levá-lo até mesmo à morte. Os riscos no ambiente do trabalho vão desde os locais 
mais complexos, como as plantas industriais, onde os trabalhadores podem ser 
expostos a inúmeras fontes de perigo, ou em lugares que tem uma organização e rotina 
mais simples, como um escritório. Não importa o lugar, sempre na execução de um 
trabalho poderá haver riscos ocupacionais que precisam de gerenciamento adequado. 
Assim, nesta unidade, você conhecerá a diferença de risco e perigo. São dois 
conceitos que muitas vezes são utilizados como sinônimos. No entanto, existem diferenças 
cruciais entre eles, e o entendimento destes conceitos são fundamentais para uma análise 
de riscos. Vale ressaltar, que uma análise de risco bem feita é fundamental para adotar as 
medidas mitigadoras dos riscos no ambiente de trabalho, garantindo a execução de um 
trabalho seguro. 
Com toda certeza, o grande objetivo das legislações, normas regulamentares, 
portarias, entre outros, que versam sobre segurança do trabalho é alcançar uma 
condição de trabalho segura. Mas e você sabe o que é um trabalho seguro? Nesta unidade 
você também conhecerá um pouco mais das condições para o desenvolvimento do 
trabalho seguro. 
No tocante, quero lhe apresentar dois institutos fundamentais para a prevenção 
dos riscos ocupacionais, que é a CIPA (Comissão interna de Prevenção de Acidentes) e o 
SES-MT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do 
Trabalho). Você verá como esse instituto é formado. Sempre tenha em mente que o 
grande objetivo da formação da CIPA e o SESMT é promover o trabalho seguro através 
da prevenção dos riscos ocupacionais. 
29UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 29UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DE RISCO E PERIGO
1.1 Conceituação 
Antes de conhecer alguns institutos importantes para a prevenção dos riscos 
ambientais e consequentemente promover a higiene do trabalho, é fundamental 
compreender alguns conceitos básicos para a área de segurança do trabalho. Neste 
sentido, embora muitas vezes sejam utilizados como sinônimos, risco e perigo não devem 
ser confundidos, a fim de promover a adequada gestão da segurança e saúde no trabalho. 
Assim, para este estudo adota-se o conceito de perigo como sendo: “fonte ou 
situação potencialmente capaz de causar perdas em termos de saúde, prejuízo à 
propriedade, prejuízos ao ambiente do local de trabalho ou de uma combinação entre 
eles’’ (OHSAS, 1999). Para Maynard (2015), esta fonte possui conjunto de 
características e propriedades intrínsecas capazes de causar dano ou prejuízo. Ou 
seja, o perigo é uma característica própria do elemento em questão. Ele por si só é fonte 
de dano. 
Já o risco, configura-se como o conjunto de características e propriedades 
intrínsecas capazes de causar dano ou prejuízo. Na mesma perspectiva, Maynard 
(2015), avalia que o risco ocorre quando existe a probabilidade real de ocorrência desse 
dano ou prejuízo. Ou seja, o risco está relacionado com a exposição ao perigo. A ISO 
45001 conceitua risco como sendo: a “combinação da probabilidade de ocorrência de 
eventos ou exposições perigosas relacionadas aos trabalhos e da gravidade das lesões e 
problemas de saúde que podem ser causados pelo (s) evento (s) ou exposição (ões)” (ISO 
45001, 2018).
30UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 30UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
Segundo Santos (2021, o risco ocupacional é definido pela frequência com a 
qual uma pessoa pode sofrer danos causados por fonte de perigo, ou seja, quanto maior 
a frequência de exposição ao fator de risco maior será a probabilidade de ocorrer 
consequências negativas. 
Desta forma, algo que é perigoso tem o potencial de causar danos, e algo que 
é arriscado tem a probabilidade de causar danos, o perigo não muda, mas o risco pode 
mudar a depender da exposição ao perigo (MAYNARD, 2015). 
Veja alguns exemplosclássicos: 
FIGURA 1 - TUBARÃO RISCO E PERIGO 
Fonte: EFSA apud URRIOLA, (2020, n.p). 
Na figura 1, observa-se que o tubarão por si só já possui potencial para causar 
danos. Ele tem presas que podem matar uma pessoa, possui muita agilidade em seu 
ataque. O banhista que está na areia não será atacado pelo tubarão, pois por motivos 
óbvios o tubarão não consegue caminhar sobre a areia para atacá-lo. Já no segundo 
Quadrante da figura, observa-se que o banhista entra ao mar, neste momento o banhista 
criou uma situação de risco, pois ali agora existe a probabilidade do dano ocorrer. Ou 
seja, o risco será a soma do perigo mais a exposição ao agente causador de danos. 
31UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 31UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
RISCO = PERIGO + EXPOSIÇÃO
Veja alguns exemplos de situações que o trabalhador está exposto diariamente 
que podem levá-lo a uma situação de risco: 
Fonte: Adaptado de Facini (2021). 
No fluxograma apresentado, existe uma relação onde existe a fonte de perigo e o 
risco. Como exemplo, pode-se tomar o trabalhador da construção civil, que muitas vezes 
se submete ao trabalho em alturas, e acaba correndo o risco de sofrer quedas. Já no 
segundo quadro, pode ser exemplificado como o cozinheiro, que trabalha com chapas, a 
superfície quente representa uma fonte de perigo, a queimadura é o risco. E por fim, as 
bombas de combustível representam uma fonte de perigo para os frentistas que podem ser 
surpreendidos com o risco de explosões. 
32UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 32UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
1.2 Gerenciamento de riscos 
O grande objetivo de estabelecer as diferenciações entre risco e perigo é sem 
dúvidas promover a gestão de riscos sempre vislumbrando a proteção da saúde do 
trabalhador e a proteção ambiental. O gerenciamento de riscos se constitui na 
implantação de uma metodologia que tem por função dentro de uma organização prever, 
priorizar e superar obstáculos para obter o cumprimento de metas, ao mesmo tempo 
que atua na proteção dos recursos humanos, materiais e financeiros de uma 
determinada organização, preocupando-se com eventos aleatórios que possam reduzir a 
rentabilidade, sob forma de danos físicos, financeiros ou responsabilidades para com 
terceiros (RUPPENTHAL, 2013). Ainda de acordo com a autora supracitada, o 
gerenciamento de riscos também pode ser definido como o processo formal em que as 
incertezas são identificadas, analisadas, estimadas categorizadas e tratadas, 
vislumbrando administrar e eliminar possíveis falhas dentro de um processo produtivo. 
Dentro de uma organização, para que ocorra o gerenciamento de riscos é 
necessário desenvolver um processo de identificação de riscos, análise, avaliação, 
tratamento e monitoramento. Desta maneira, será possível conviver com o perigo sem que 
estes possam de forma potencial causar danos para a saúde humana ou para o meio 
ambiente. 
Neste sentido, o modelo de gerenciamento de riscos deverá seguir, no 
mínimo, as seguintes etapas: 
● Identificação dos perigos – esta etapa consiste em verificar as fontes capazes 
de causar danos à saúde das pessoas e meio ambiente.
● Identificação dos riscos – nesta etapa deve ser identificada a probabilidade dos 
perigos virem a se concretizar, ou seja, se há trabalhadores expostos aos 
perigos.
● Avaliação dos riscos – os riscos identificados devem ser avaliados qualitativa e 
quantitativamente, a fim de estimar, classificar e dimensionar a exposição dos 
trabalhadores aos agentes e fatores ocupacionais de risco. É importante 
ressaltar que quando forem identificados riscos aparentemente graves na fase 
anterior, estes devem ser tratados antes de mesmo de serem avaliados.
● Controle e Prevenção dos riscos – Após avaliados os riscos, devem ser 
aplicadas medidas de controle e prevenção aos riscos considerados 
inaceitáveis. Os riscos que estejam sob controle, devem ser monitorados 
frequentemente para garantir que os trabalhadores não tenham sua saúde 
afetada.
● Monitoramento, auditoria e reavaliação – todas as medidas de controle e 
prevenção aplicadas devem ser monitoradas, auditadas e avaliadas quanto à 
sua eficácia. Este é o processo cíclico que deve ser realizado periodicamente 
(SANTOS, 2021, n.p).
33UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 33UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
Assim, imagine a situação hipotética em que existe um posto de combustíveis 
e que o proprietário decide abrir uma conveniência. Nesta conveniência, serão servidos 
lanches com hambúrgueres produzidos em uma churrasqueira a carvão. Ao analisar o 
fato, o higienista ocupacional verifica que existe o perigo, que é justamente a própria 
natureza do combustível por ser altamente inflamável. Na sequência existe a identificação 
do risco que é a probabilidade de uma explosão acontecer. Em seguida, é realizada a 
avaliação de risco, onde se verifica de forma qualitativa e/ou quantitativa a probabilidade 
de ocorrer uma explosão. Posteriormente, deve ser realizado o controle e prevenção de 
riscos, neste caso, poderá ser adotada outras tecnologias, por exemplo, a substituição da 
chapa a carvão por uma chapa de indução, e ainda o isolamento físico da cozinha 
estabelecendo distâncias seguras para o desenvolvimento das atividades de forma 
concomitante. Em seguida, o risco deverá ser sempre monitorado para que as medidas 
sejam adotadas de forma a evitar acidentes. 
Existem duas matrizes que podem auxiliar na avaliação de risco. A matriz de 
risco qualitativa é construída atribuindo classes de risco à combinações entre a 
probabilidade de ocorrência de um evento associado com a sua consequência potencial, 
e também a matriz semi-quantitativas que são construídas atribuindo pesos às classes de 
probabilidade e de consequência e definindo as classes de risco à partir da combinação 
da classe de probabilidade com a de consequência, atribuindo valores a estas 
combinações.
A seguir veja as duas matrizes:
FIGURA 2 - MATRIZ DE RISCOS QUALITATIVA 
Fonte: Riskex (2021). 
34UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 34UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
Em uma análise qualitativa verifica-se a probabilidade do risco ocorrer em que se 
faz uma análise com caráter subjetivo, um exemplo é quando se colhe depoimento dos 
trabalhadores não demonstrando números de forma concreta. Marca-se então a coluna da 
probabilidade do risco ocorrer em uma escala que vai de raro até quase certo em que se 
relaciona com a gravidade das consequências que vai de desprezível até extrema. A paleta 
de cores auxilia na identificação do risco variando de azul onde a situação é mais amena 
até o vermelho, em que se tem um risco drástico. 
FIGURA 3 - MATRIZ DE RICO SEMI-QUANTITATIVA
Fonte: Riskex (2021). 
Outra maneira de fazer uma análise de risco é através de uma análise 
quantitativa. A organização da tabela é semelhante à matriz quantitativa em termos de 
organização. O que difere é que em uma análise quantitativa os parâmetros utilizados são 
numéricos. 
Tanto a matriz quantitativa como a matriz qualitativa têm como objetivo analisar 
a severidade e a probabilidade do risco de fato ocorrer. Essa análise é importante para 
adotar as medidas de controle, prevenção e monitoramento de riscos. 
Em geral a análise de risco é realizada no PGR – Programa de Gerenciamento 
de Riscos contanto com as seguintes etapas: 
a) antecipação e identificação de fatores de risco, levando-se em conta, 
inclusive, as informações do Mapa de Risco elaborado pela CIPAMIN, quando 
houver;
b) avaliação dos fatores de risco e da exposição dos trabalhadores;
c) estabelecimento de prioridades, metas e cronograma;
d) acompanhamento das medidas de controle implementadas;
e) monitorização da exposição aos fatores de riscos;
f) registro e manutenção dos dados por, no mínimo, vinte anos e
g) avaliação periódica do programa. (NR 22, 1978).
35UNIDADEI Introdução à Higiene Ocupacional 35UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
2. CAMPOS DE ESTUDO DOS RISCOS OCUPACIONAIS
2.1 O que são riscos ocupacionais 
Como você verificou no tópico anterior, os riscos ocupacionais devem ser 
identificados, avaliados, controlados e monitorados. Por definição, os riscos ocupacionais 
são todos e quaisquer perigos que existam na nossa área de atuação, aos quais 
estejamos expostos no exercício de nossas funções, independente de sua magnitude 
(TEODORO, 2021). Os riscos ocupacionais também podem ser definidos como os 
riscos de acidentes aos quais os trabalhadores estão sujeitos em seu ambiente de 
trabalho, os riscos estão associados a ruídos, vibrações, gases, vapores, iluminação 
inadequada, presença de máquinas, calor, entre outras (FERSILTEC, 2021). 
Diariamente os trabalhadores são expostos a variados tipos de riscos em seu 
ambiente de trabalho. Imagine, por exemplo, o grau de exposição a riscos que um 
trabalhador de um hospital tem diariamente. Dependendo de sua função, este 
trabalhador poderá ser exposto a vírus, bactérias, radiações, além de riscos ergonômicos, 
entre outros. Muitas vezes é comum imaginar que somente em ambientes industriais ou 
hospitalares os trabalhadores estão expostos a riscos. No entanto, os trabalhadores de 
um escritório, por exemplo, por menores que sejam o grau de impacto também estão 
sujeitos a adoecerem pela exposição dos riscos ocupacionais. Estes trabalhadores 
geralmente se expõem a riscos ergonômicos.
36UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 36UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
Na atualidade está muito em alta o desenvolvimento dos trabalhos em home 
office, embora muitas vezes negligenciado, o trabalho desenvolvido em casa também 
poderá ser fonte de riscos ocupacionais. Estudos de Silva (2020), revelam que os 
trabalhadores em home office podem estar expostos a riscos ergonômicos, entre os 
fatores de riscos elencados, verifica-se que a postura inadequada pode acarretar diversas 
doenças como alterações na coluna vertebral, problemas cervicais, torácicos,lombares e 
pélvicos, que acarretam dores e desconforto nos trabalhadores. Ainda de acordo com o 
autor supracitado, os trabalhadores poderão sofrer com iluminação inadequada que 
poderá causar problemas oculares, fadiga, estresse, e ainda, dependendo do local de 
exercício da atividade, poderá sofrer com o ruído excessivo no ambiente de trabalho 
causando perda auditiva, problemas circulatórios, respiratórios, gastrointestinais, 
neurológicos, psíquicos e de comunicação. 
Estes exemplos mostram que os riscos ocupacionais podem estar presentes 
desde as mais complexas funções de trabalho até as mais simples. Desta forma, a 
prevenção dos riscos ocupacionais merece atenção especial dentro dos estudos de 
higiene do trabalho. 
2.2 Fatores de riscos 
Como você pode observar, o perigo sempre existirá de uma forma constante, 
no entanto o risco poderá ser variável. Neste sentido, os riscos poderão ocorrer em três 
grandes esferas, podendo ser as esferas do risco operacional, riscos comportamentais e 
riscos ambientais. O risco operacional é geralmente definido como o risco de perda 
resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos, ou de 
eventos externos (VALIÑO, 2021). As 7 categorias dos riscos ocupacionais são: 
● Fraude interna: práticas de corrupção, comunicação falsa, roubo entre 
outras;
● Fraude externa: roubo, falsificação, hacking, etc. 
● Praticas em matéria de emprego e segurança no local de trabalho: 
violação das regras de segurança dos colaboradores, discriminação, 
assédio entre outros.
● Clientes, produtos e práticas comerciais: uso indevido de 
informações privilegiadas de clientes, lavagem de dinheiro e venda de 
produtos não autorizados;
● Danos ocasionados e ativos físicos: terrorismos, vandalismos, 
terremotos, fogos, inundações etc.
● Perturbação das atividades comerciais e falhas do sistema: 
problemas de telecomunicações entre outros.
● Execução, entrega e gestão de processos: falhas na introdução de 
dados, documentação legal incompleta, etc (MATOS, 2007, n.p).
 Dentre as 7 categorias de riscos operacionais elencadas, para a área de higiene 
do trabalho, as que merecem destaque são as: práticas em matéria de emprego e 
segurança no local de trabalho e danos ocasionados e ativos físicos, que podem trazer 
prejuízo para a saúde do trabalhador. 
Os riscos comportamentais estão relacionados com as ações e atitudes que cada 
trabalhador possui em seu ambiente de trabalho, isto significa, que é um comportamento 
de risco individual que varia de pessoa para pessoa e depende dos atos de cada um, mas 
que pode influenciar a todos (RISKEX, 2021). De acordo com o autor supracitado, cabe a 
37UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 37UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), profissionais da segurança do 
trabalho, profissionais responsáveis pela gestão da empresa fazer a identificação e 
conscientização das equipes sobre os perigos e riscos decorrentes de certos 
comportamentos. 
Já os riscos ambientais, são os riscos advindo dos agentes químicos, físicos 
e biológicos existentes no ambiente de trabalho. Este ponto merece atenção, pois 
são estes os riscos que terão enfoque na elaboração dos programas da área de 
segurança do trabalho como previstos na NR 9 que trata sobre o PPRA – Programa de 
Prevenção de Riscos Ambientais. 
2.2 Classificação dos riscos 
De acordo com a NR 9, os riscos ocupacionais são agrupados em cinco 
categorias, sendo elas: os riscos físicos, químicos, biológicos ergonômicos e de 
acidentes. Os riscos são agrupados de acordo com a natureza de suas características 
constituintes. 
Observe a seguinte a tabela:
TABELA 01 - CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS, 
DE ACORDO COM A SUA NATUREZA 
FÍSICOS QUÍMICOS BIOLÓGICOS ERGONÔMICOS ACIDENTES 
Ruídos Poeiras Vírus Esforço físico 
intenso
Arranjo físico 
inadequado
Vibrações Fumos Bactérias Levantamento 
e transporte 
manual de peso
Máquinas e 
equipamentos 
sem proteção
Radiações 
ionizantes
Névoas Protozoários Exigência 
de postura 
inadequada
Ferramentas 
inadequadas ou 
defeituosas
Radiações não 
ionizantes
Neblinas Fungos Controle rígido de 
produtividade
Iluminação 
inadequada
Frio Gases Parasitas Imposição de 
ritmos excessivos
Eletricidade
Calor Vapores Bacilos Trabalho em 
turno e noturno
Probabilidade 
de incêndio ou 
explosão
Pressões 
anormais
Substâncias, 
compostas 
ou produtos 
químicos em 
geral
Jornadas 
de trabalho 
prolongadas
Armazenamento 
inadequado
Umidade Monotonia e 
repetitividade
Animais 
peçonhentos
Outras situações 
causadoras de 
stress físico e/ou 
psíquico
Outras 
situações 
de risco que 
poderão 
contribuir para 
a ocorrência de 
acidentes
Fonte: Portaria SSST Nº 25 DE 29/12/1994
38UNIDADE I Introdução à Higiene Ocupacional 38UNIDADE II Institutos Para a Previsão de Riscos Ocupacionais
A Tabela 1 demonstra os grupos de riscos ocupacionais a que os trabalhadores 
poderão estar sujeitos. Em termos práticos esta tabela facilita para fazer a classificação 
dos riscos para a construção da análise de risco. E consequentemente, para realizar as 
medidas de controle necessárias para atenuar esses riscos. 
A Portaria SSST N° 25 também estabelece as cores de classificação destes 
riscos, sendo que a cor verde representa os riscos físicos; vermelho, químicos; marrom, 
os biológicos; amarelo, ergonômicos; e azul os riscos de acidades (BRASIL, 1994). 
Esta classificação por cores torna o processo de reconhecimento de riscos mais 
dinâmico, e serve para tornar o processo de alerta mais didático na hora da 
implementação dos programas de prevenção de riscos ocupacionais dentro dos 
empreendimentos. 
Na Figura 4, você pode observar as cores da classificação de riscos. 
FIGURA 4 - RISCOS OCUPACIONAIS CLASSIFICADO POR CORES

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