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Transtornos 
Psicopatológicos 
Helington Costa
Mestre em Neuroengenharia
Neuropsicólogo com formação em EMDR
Esp. Em Psicopedagogia Clínica e Institucional 
Especialista em Transtornos Alimentares, Obesidade e 
Cirurgia Bariátrica
Aula 11; 12 e 13
• Transtornos de Personalidade
Objetivos
• 1 - Analisar as características dos 
Transtornos da Personalidade, a partir 
da revisão dos critérios diagnósticos, 
para identificar os especificadores de 
gravidade, comorbidade e diagnóstico 
diferenciados mesmos.
Os Transtornos de 
Personalidade
Conceitos
O que fala este capitulo do 
DSM
• Este capítulo inicia-se com uma definição geral de 
transtorno da personalidade que se aplica a cada um dos 
10 transtornos da personalidade específicos. Um transtorno 
da personalidade é um padrão persistente de experiência 
interna e comportamento que se desvia acentuadamente 
das expectativas da cultura do indivíduo, é difuso e 
inflexível, começa na adolescência ou no início da fase 
adulta, é estável ao longo do tempo e leva a sofrimento ou 
prejuízo.
Os transtornos inclusos – Grupo A
Transtorno da personalidade 
paranoide é um padrão de 
desconfiança e de suspeita 
tamanhas que as 
motivações dos outros são 
interpretadas como 
malévolas.
01
Transtorno da personalidade 
esquizoide é um padrão de 
distanciamento das relações 
sociais e uma faixa restrita 
de expressão emocional.
02
Transtorno da personalidade 
esquizotípica é um padrão 
de desconforto agudo nas 
relações íntimas, distorções 
cognitivas ou perceptivas e 
excentricidades do 
comportamento.
03
Os transtornos inclusos – Grupo B
Transtorno da personalidade 
antissocial é um padrão de 
desrespeito e violação dos 
direitos dos outros.
Transtorno da personalidade 
borderline é um padrão de 
instabilidade nas relações 
interpessoais, na autoimagem 
e nos afetos, com 
impulsividade acentuada.
Transtorno da personalidade 
histriônica é um padrão de 
emocionalidade e busca de 
atenção em excesso.
Transtorno da personalidade 
narcisista é um padrão de 
grandiosidade, necessidade de 
admiração e falta de empatia.
Os transtornos inclusos – Grupo C
Transtorno da personalidade evitativa é um padrão de inibição social, sentimentos de inadequação e 
hipersensibilidade a avaliação negativa.
Transtorno da personalidade dependente é um padrão de comportamento submisso e apegado relacionado a uma 
necessidade excessiva de ser cuidado.
Transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva é um padrão de preocupação com ordem, perfeccionismo e 
controle.
Mudança de personalidade devido a outra condição médica é uma perturbação persistente da personalidade 
entendida como decorrente dos efeitos fisiológicos diretos de uma condição médica (p. ex., lesão no lobo frontal).
Outro transtorno da personalidade especificado e transtorno da personalidade não especificado
Características 
em comum –
Não validado
• Os transtornos da personalidade estão reunidos em 
três grupos, com base em semelhanças descritivas. 
O Grupo A inclui os transtornos da personalidade 
paranoide, esquizoide e esquizotípica. Indivíduos 
com esses transtornos frequentemente parecem 
esquisitos ou excêntricos. O Grupo B inclui os 
transtornos da personalidade antissocial, borderline, 
histriônica e narcisista. Indivíduos com esses 
transtornos costumam parecem dramáticos, 
emotivos ou erráticos. O Grupo C inclui os 
transtornos da personalidade evitativa, dependente 
e obsessivo-compulsiva. Indivíduos com esses 
transtornos com frequência parecem ansiosos ou 
medrosos.
Estimativas...
Desenvolvimento e Curso 
• As características de um transtorno da personalidade 
costumam se tornar reconhecíveis durante a 
adolescência ou no começo da vida adulta. Por 
definição, um transtorno da personalidade é um 
padrão persistente de pensamento, sentimento e 
comportamento que é relativamente estável ao longo 
do tempo. Alguns tipos de transtorno da 
personalidade (notadamente os transtornos da 
personalidade antissocial e borderline) tendem a ficar 
menos evidentes ou a desaparecer com o 
envelhecimento, o que parece não valer para alguns 
outros tipos (p. ex., transtornos da personalidade 
obsessivo-compulsiva e esquizotípica).
Desenvolvimento e Curso 
• Para que um transtorno da personalidade seja 
diagnosticado em um indivíduo com menos de 18 anos de 
idade, as características precisam ter estado presentes por 
pelo menos um ano. A única exceção é o transtorno da 
personalidade antissocial, que não pode ser diagnosticado 
em indivíduos com menos de 18 anos. Embora, por 
definição, um transtorno da personalidade exija um 
surgimento até o começo da vida adulta, as pessoas podem 
não buscar atendimento clínico até um período 
relativamente tardio na vida. 
Transtornos de 
Personalidade
Grupo A 
Transtorno de 
Personalidade 
Paranoide 
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com transtorno da personalidade 
paranoide são geralmente de difícil convivência e 
apresentam frequentes problemas nos 
relacionamentos íntimos. Sua desconfiança e 
hostilidade excessivas podem se expressar sob a 
forma de argumentações ostensivas, queixas 
recorrentes ou, ainda, indiferença calma e 
aparentemente hostil. Como são hipervigilantes
em relação a ameaças potenciais, podem agir de 
maneira discreta, secreta ou indireta e parecer 
“frios” e sem sentimentos afetivos.
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• Visto que indivíduos com o transtorno carecem de 
confiança nos outros, apresentam necessidade excessiva 
de autossuficiência e forte senso de autonomia. 
Precisam, ainda, de elevado grau de controle sobre as 
pessoas ao seu redor. Frequentemente são rígidos, 
críticos em relação aos outros e incapazes de trabalhar 
em conjunto, embora eles mesmos tenham grande 
dificuldade de aceitar críticas. Podem culpar os outros 
por suas próprias deficiências. Devido à rapidez no 
contra-ataque em resposta às ameaças que percebem 
ao seu redor, podem ser beligerantes e frequentemente 
se envolver em disputas judiciais.
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com esse transtorno buscam confirmar 
suas ideias negativas preconcebidas em relação às 
pessoas e às situações com as quais se deparam, 
atribuindo motivações malévolas aos outros, as 
quais são projeções dos próprios medos. Podem 
apresentar fantasias irreais e pouco disfarçadas de 
grandeza, estão frequentemente ligados a 
questões de poder e posição e tendem a 
desenvolver estereótipos negativos dos outros, em 
especial aqueles de grupos populacionais 
diferentes do seu.
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• Especialmente em resposta ao estresse, indivíduos com 
esse transtorno podem apresentar episódios psicóticos 
breves (durando de minutos a horas). Em certos casos, o 
transtorno da personalidade paranoide pode surgir como o 
antecedente pré-mórbido de transtorno delirante ou 
esquizofrenia. Podem desenvolver transtorno depressivo 
maior e podem estar sob risco aumentado de agorafobia e 
transtorno obsessivo-compulsivo. Transtornos por uso de 
álcool e outras substâncias ocorrem com frequência. Os 
transtornos da personalidade concomitantes mais comuns 
parecem ser: esquizotípica, esquizoide, narcisista, evitativa
e borderline.
Desenvolvimento e 
Curso 
• O transtorno da personalidade paranoide pode 
aparecer pela primeira vez na infância e 
adolescência por meio de solidão, relacionamento 
ruim com os colegas, ansiedade social, baixo 
rendimento escolar, hipersensibilidade, 
pensamentos e linguagem peculiares e fantasias 
idiossincrásicas. Essas crianças podem parecer 
“estranhas” ou “excêntricas” e atrair provocações. 
Em amostras clínicas, esse transtorno parece ser 
mais comumente diagnosticado no sexo masculino.
Fatores de Risco e 
Prognóstico
• Genéticos e fisiológicos. Existem algumas 
evidências de prevalência aumentada de 
transtorno da personalidade paranoide emparentes de probandos com esquizofrenia, além de 
evidências de uma relação familiar mais específica 
com transtorno delirante do tipo persecutório.
Transtorno de 
Personalidade 
Esquizoide
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com transtorno da personalidade esquizoide 
podem ter uma dificuldade particular para expressar raiva, 
mesmo em resposta a provocação direta, o que contribui 
para a impressão de que carecem de emoção. Suas vidas 
parecem por vezes sem rumo, e eles podem aparentar 
estar “à deriva” em relação a seus objetivos. Tais indivíduos 
frequentemente reagem de forma passiva a circunstâncias 
adversas e apresentam dificuldade em reagir 
adequadamente a acontecimentos importantes da vida.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Devido à falta de habilidades sociais e à ausência de desejo 
de experiências sexuais, indivíduos com esse transtorno 
têm poucos amigos, raramente namoram e costumam não 
casar. O funcionamento profissional pode estar 
prejudicado, em especial quando há necessidade de 
envolvimento interpessoal; podem, entretanto, ser bem-
sucedidos quando trabalham em condições de isolamento 
social. Particularmente em resposta a estresse, indivíduos 
com esse transtorno podem ter vários episódios psicóticos 
muito breves (com duração de minutos a horas).
Prevalência 
Fatores de Risco e 
Prognóstico
• Genéticos e fisiológicos. O transtorno da 
personalidade esquizoide pode ter prevalência 
aumentada entre familiares de indivíduos com 
esquizofrenia ou transtorno da personalidade 
esquizotípica.
Transtorno de 
Personalidade 
Esquizotípica 
Características Associadas que Apoiam o 
Diagnóstico
• Indivíduos com transtorno da personalidade 
esquizotípica costumam buscar tratamento mais para 
os sintomas associados de ansiedade ou depressão do 
que para as características do transtorno da 
personalidade em si. Particularmente em resposta a 
estresse, indivíduos com o transtorno podem 
apresentar episódios psicóticos transitórios (com 
duração de minutos a horas), embora eles geralmente 
tenham duração insuficiente para indicar um 
diagnóstico adicional, como transtorno psicótico breve 
ou transtorno esquizofreniforme.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Em alguns casos, podem surgir sintomas psicóticos 
clinicamente significativos que atendam aos critérios de 
transtorno psicótico breve, transtorno esquizofreniforme, 
transtorno delirante ou esquizofrenia. Mais de metade dos 
indivíduos com o transtorno da personalidade esquizotípica 
pode ter história de pelo menos um episódio depressivo 
maior. De 30 a 50% dos indivíduos diagnosticados com esse 
transtorno têm um diagnóstico simultâneo de transtorno 
depressivo maior quando avaliados em um contexto clínico. 
Existe considerável concomitância de transtornos da 
personalidade esquizoide, paranoide, evitativa e borderline.
Prevalência 
• Em estudos de comunidades do 
transtorno da personalidade 
esquizotípica, as taxas informadas 
variam de 0,6% em amostras 
norueguesas a 4,6% em uma amostra 
norte-americana. A prevalência do 
transtorno em populações clínicas 
parece ser baixa (0 a 1,9%), com uma 
prevalência estimada mais alta na 
população em geral (3,9%) encontrada 
no National Epidemiologic Survey on
Alcohol and Related Conditions.
Desenvolvimento e 
Curso 
• O transtorno da personalidade esquizotípica apresenta 
curso relativamente estável, com apenas uma pequena 
parte dos indivíduos vindo a desenvolver esquizofrenia 
ou outro transtorno psicótico. O transtorno pode se 
manifestar primeiramente na infância e adolescência 
por meio de solidão, relacionamento ruim com os 
colegas, ansiedade social, baixo rendimento escolar, 
hipersensibilidade, pensamentos e linguagem peculiares 
e fantasias bizarras. Essas crianças podem parecer 
“estranhas” ou “excêntricas” e atrair provocação.
Fatores de Risco e 
Prognóstico 
• Genéticos e fisiológicos. O transtorno da 
personalidade esquizotípica parece ser 
familiarmente agregado, sendo mais prevalente 
entre familiares biológicos de primeiro grau de 
indivíduos com esquizofrenia em comparação com 
a população em geral. Pode haver também um 
aumento pequeno de esquizofrenia e de outros 
transtornos psicóticos em familiares de probandos 
com transtorno da personalidade esquizotípica.
Transtornos de 
Personalidade
Grupo B
Transtorno de Personalidade antissocial 
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com transtorno da personalidade antissocial 
frequentemente carecem de empatia e tendem a ser 
insensíveis, cínicos e desdenhosos em relação aos 
sentimentos, direitos e sofrimentos dos outros. Podem ter 
autoconceito inflado e arrogante (p. ex., sentem que o 
trabalho comum cotidiano está abaixo deles ou carecem de 
uma preocupação real a respeito dos seus problemas do 
momento ou a respeito de seu futuro) e podem ser 
excessivamente opiniáticos, autoconfiantes ou 
convencidos.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Podem exibir um charme desinibido e superficial e podem 
ser muito volúveis e verbalmente fluentes (p. ex., usar 
termos técnicos ou jargão que podem impressionar uma 
pessoa que desconhece o assunto). Falta de empatia, 
autoapreciação inflada e charme superficial são aspectos 
que têm sido comumente incluídos em concepções 
tradicionais da psicopatia e que podem ser particularmente 
característicos do transtorno e mais preditivos de recidiva 
em prisões ou ambientes forenses, onde atos criminosos, 
delinquentes ou agressivos tendem a ser inespecíficos. 
Esses indivíduos podem, ainda, ser irresponsáveis e 
exploradores nos seus relacionamentos sexuais.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Como pais, podem ser irresponsáveis, conforme 
evidenciado por desnutrição de um filho, doença de um 
filho resultante de falta de higiene mínima, dependência de 
vizinhos ou outros familiares para abrigo ou alimento de 
um filho, fracasso em encontrar um cuidador para um filho 
pequeno quando está fora de casa ou, ainda, desperdício 
recorrente do dinheiro necessário para a manutenção 
doméstica.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Esses indivíduos podem ser dispensados do exército de 
forma desonrosa, fracassar em prover o próprio sustento, 
empobrecer ou até ficar sem teto ou, ainda, passar muitos 
anos em institutos penais. São mais propensos a morrer 
prematuramente de formas violentas (p. ex., suicídio, 
acidentes, homicídios) do que a população em geral.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Podem ter transtornos de ansiedade, transtornos 
depressivos, transtornos por uso de substância, transtorno 
de sintomas somáticos, transtorno do jogo e outros 
transtornos do controle de impulsos associados. Também 
apresentam com frequência outros transtornos da 
personalidade, em particular borderline, histriônica e 
narcisista. 
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• A probabilidade de desenvolvimento de transtorno da 
personalidade antissocial na idade adulta aumenta se o 
transtorno da conduta do indivíduo teve início na infância 
(antes dos 10 anos) e se houve também déficit de 
atenção/hiperatividade associado. Abuso ou negligência 
infantil, paternidade/maternidade instável ou errática ou 
disciplina parental inconsistente podem aumentar a 
probabilidade de o transtorno da conduta evoluir para 
transtorno da personalidade antissocial.
Prevalência 
• Taxas de prevalência de 12 meses de transtorno da 
personalidade antissocial, utilizando critérios de DSMs
anteriores, situam-se entre 0,2 e 3,3%. A mais alta (maior 
do que 70%) está entre as amostras mais graves de 
indivíduos do sexo masculino com transtorno por uso de 
álcool em clínicas especializadas em abuso de substância, 
prisões ou outros ambientes forenses. A prevalência é 
maior em amostras afetadas por fatores socioeconômicos 
(i.e.,pobreza) ou socioculturais (migração) adversos.
Desenvolvimento e Curso
• O transtorno da personalidade antissocial tem um curso 
crônico, mas pode se tornar menos evidente ou apresentar 
remissão conforme o indivíduo envelhece, em particular 
por volta da quarta década de vida. Embora essa remissão 
tenda a ser especialmente evidente quanto a envolvimento 
em comportamento criminoso, é possível que haja 
diminuição no espectro total de comportamentos 
antissociais e uso de substância. Por definição, a 
personalidade antissocial não pode ser diagnosticada antes 
dos 18 anos de idade.
Fatores de risco e prognóstico
• Transtorno da personalidade antissocial é mais comum 
entre familiares biológicos de primeiro grau daqueles que 
têm o transtorno em comparação com a população em 
geral. O risco para familiares biológicos de mulheres com o 
transtorno tende a ser maior do que aquele para familiares 
biológicos de homens com o transtorno. Familiares 
biológicos de indivíduos com a doença têm ainda risco 
aumentado de transtorno de sintomas somáticos e por uso 
de substância.
Desafio: 
Sendo o fator genético fortemente associado ao transtorno; crianças 
que conviveram com pais biológicos e depois foram adotadas, ficariam 
livres deste tipo de patologia? 
O fator genético...
• Tanto filhos adotivos quanto biológicos de pais com o 
transtorno têm risco aumentado de desenvolver transtorno 
da personalidade antissocial, transtorno de sintomas 
somáticos e transtornos por uso de substância. Crianças 
que conviveram algum tempo com os pais biológicos e 
depois foram encaminhadas para adoção assemelham-se 
mais aos pais biológicos do que aos adotivos, embora o 
ambiente da família adotiva influencie o risco de 
desenvolvimento de um transtorno da personalidade e 
psicopatologia relacionada.
Transtorno de 
Personalidade
Borderline
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com transtorno da personalidade borderline 
podem ter um padrão de sabotagem pessoal no momento 
em que uma meta está para ser atingida (p. ex., abandono 
da escola logo antes da formatura; regressão grave após 
conversa sobre os bons rumos da terapia; destruição de um 
relacionamento bom exatamente quando está claro que ele 
pode durar). Alguns indivíduos desenvolvem sintomas 
semelhantes à psicose (p. ex., alucinações, distorções da 
imagem corporal, ideias de referência, fenômenos 
hipnagógicos) em momentos de estresse.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com esse transtorno podem se sentir mais 
protegidos junto a objetos transicionais (i.e., animal de 
estimação ou objeto inanimado) do que em 
relacionamentos interpessoais. Pode ocorrer morte 
prematura por suicídio em indivíduos com o transtorno, 
especialmente naqueles em que há ocorrência simultânea 
de transtornos depressivos ou transtornos por uso de 
substância. Deficiências físicas podem resultar de 
comportamentos de abuso autoinfligidos ou de tentativas 
fracassadas de suicídio.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Perdas de emprego recorrentes, interrupção da educação e 
separação ou divórcio são comuns. Abuso físico e sexual, 
negligência, conflito hostil e perda parental prematura são 
mais comuns em histórias de infância daqueles com o 
transtorno da personalidade borderline. Transtornos 
comuns de se observar concomitantemente incluem 
transtornos depressivo e bipolar, transtornos por uso de 
substância, transtornos alimentares (sobretudo bulimia 
nervosa), transtorno de estresse pós-traumático e 
transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. O 
transtorno da personalidade borderline também ocorre 
frequentemente com outros transtornos da personalidade.
Prevalência 
• A prevalência média do transtorno da 
personalidade borderline na população 
é estimada em 1,6%, embora possa 
chegar a 5,9%. Essa prevalência é de 
aproximadamente 6% em contextos de 
atenção primária, de cerca de 10% 
entre pacientes de ambulatórios de 
saúde mental e de por volta de 20% 
entre pacientes psiquiátricos 
internados. A prevalência do transtorno 
pode diminuir nas faixas etárias mais 
altas.
Desenvolvimento e Curso 
• Há considerável variação no curso do transtorno da 
personalidade borderline. O padrão mais comum é o de 
instabilidade crônica no início da vida adulta, com episódios 
graves de descontrole afetivo e impulsivo e níveis altos de 
uso dos recursos de saúde e saúde mental. O prejuízo 
decorrente do transtorno e o risco de suicídio são maiores 
entre os adultos jovens e desaparecem gradualmente com 
o avançar da idade. Embora a tendência para emoções 
intensas, impulsividade e intensidade nos relacionamentos 
costume perdurar a vida toda, indivíduos que se engajam 
em intervenções terapêuticas frequentemente 
demonstram melhoras que iniciam em algum momento 
durante o primeiro ano.
Desenvolvimento e Curso 
• Dos 30 aos 50 anos, a maioria dos indivíduos com o 
transtorno alcança estabilidade maior nos seus 
relacionamentos e no seu funcionamento profissional. 
Estudos de seguimento de indivíduos identificados por 
meio de ambulatórios de saúde mental indicam que, após 
cerca de 10 anos, até metade deles não mais apresenta um 
padrão de comportamento que atenda aos critérios para o 
transtorno da personalidade borderline.
Fatores de risco e prognóstico 
• Genéticos e fisiológicos. O transtorno da personalidade 
borderline é cerca de cinco vezes mais comum em parentes 
biológicos de primeiro grau de pessoas com o transtorno do 
que na população em geral. Também há aumento do risco 
familiar para transtornos por uso de substância, transtorno 
da personalidade antissocial e transtorno depressivo ou 
bipolar.
Transtorno de Personalidade Histriônico 
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com transtorno da personalidade histriônica 
podem ter dificuldades em alcançar intimidade emocional 
em relacionamentos românticos ou sexuais. Sem se dar 
conta disso, costumam desempenhar um papel (p. ex., 
“vítima” ou “princesa”) em suas relações com os outros. 
Podem buscar controlar seu parceiro por meio de 
manipulação emocional ou sedução em um nível, ao 
mesmo tempo que mostram dependência acentuada deles 
em outro nível. Indivíduos com esse transtorno geralmente 
têm relacionamentos difíceis com amigos do mesmo sexo, 
pois seu estilo interpessoal sexualmente provocativo pode 
parecer uma ameaça aos relacionamentos afetivos destes.
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• Esses indivíduos podem também afastar 
os amigos com exigências de atenção 
constante. Com frequência ficam 
deprimidos e aborrecidos quando não 
são o centro das atenções. Podem 
buscar obstinadamente novidades, 
estímulos e excitação e ter tendência a 
entediar-se com a rotina. Não 
costumam tolerar ou se sentem 
frustrados por situações envolvendo 
atraso de gratificação, sendo suas ações 
costumeiramente voltadas à obtenção 
de satisfação imediata.
Prevalência 
• Dados do National Epidemiologic
Survey on Alcohol and Related
Conditions de 2001-2002 sugerem uma 
prevalência de personalidade 
histriônica de 1,84%.
Transtorno de Personalidade Narcísica 
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• A vulnerabilidade na autoestima torna os indivíduos com 
transtorno da personalidade narcisista muito sensíveis a 
“feridas” resultantes de crítica ou derrota. Embora possam 
não evidenciar isso de forma direta, a crítica pode assustá-
los, deixando neles sentimentos de humilhação, 
degradação, vácuo e vazio. Podem reagir com desdém, 
fúria ou contra-ataque desafiador. Tais vivências 
geralmente levam a retraimento social ou a uma aparência 
de humildade que pode mascarar e proteger a 
grandiosidade. 
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• Relações interpessoais costumam ser afetadas devido a 
problemas resultantes da crença no merecimento de 
privilégios, da necessidadede admiração e da relativa 
desconsideração das sensibilidades dos outros. Embora 
ambição e confiança desmedidas possam levar a grandes 
conquistas, o desempenho pode ser comprometido pela 
intolerância a críticas ou derrotas. O desempenho no 
trabalho às vezes pode ser muito baixo, refletindo falta de 
disposição de se arriscar em situações competitivas ou em 
outras em que há possibilidade de derrota. 
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• Sentimentos persistentes de vergonha ou humilhação e a 
autocrítica acompanhante podem estar associados a 
retraimento social, humor deprimido e transtorno 
depressivo persistente (distimia) ou transtorno depressivo 
maior. Por sua vez, períodos sustentados de grandiosidade 
podem estar associados a humor hipomaníaco. O 
transtorno da personalidade narcisista está ainda associado 
a anorexia nervosa e transtornos por uso de substância 
(especialmente relacionados a cocaína). Transtornos da 
personalidade histriônica, borderline, antissocial e 
paranoide podem estar associados ao transtorno da 
personalidade narcisista.
Prevalência 
• As estimativas de prevalência do 
transtorno da personalidade narcisista, 
com base nas definições do DSM-IV, 
variam de 0 a 6,2% em amostras de 
comunidades.
Desenvolvimento e Curso
• Traços narcisistas podem ser particularmente comuns em 
adolescentes e não necessariamente indicam que a pessoa 
vai desenvolver o transtorno da personalidade narcisista. 
Indivíduos com esse transtorno podem ter dificuldades 
especiais de adaptação ao surgimento de limitações físicas 
e profissionais inerentes ao processo de envelhecimento.
• Entre aqueles diagnosticados com transtorno da 
personalidade narcisista, 50 a 75% são do sexo masculino.
Transtornos de 
Personalidade
Grupo C
Transtorno de 
Personalidade 
Evitativa
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com transtorno da personalidade evitativa
costumam avaliar vigilantemente os movimentos e as 
expressões daqueles com quem têm contato. Sua conduta 
temerosa e tensa pode provocar o ridículo e o deboche dos 
outros, o que, em contrapartida, confirma suas dúvidas 
pessoais. Esses indivíduos se sentem muito ansiosos diante 
da possibilidade de reagirem à crítica com rubor ou choro. 
São descritos pelas outras pessoas como “envergonhados”, 
“tímidos”, “solitários” e “isolados”. Os maiores problemas 
associados a esse transtorno ocorrem no funcionamento 
social e profissional.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• A baixa autoestima e a hipersensibilidade à rejeição estão 
associadas a contatos interpessoais restritos. Esses 
indivíduos podem ficar relativamente isolados e em geral 
não apresentam uma rede grande de apoio social capaz de 
auxiliá-los a espantar crises. Desejam afeição e aceitação e 
podem fantasiar relacionamentos idealizados com os 
outros. Os comportamentos de evitação podem também 
afetar adversamente o funcionamento profissional, pois 
esses indivíduos tentam evitar os tipos de situações sociais 
que podem ser importantes para o atendimento das 
demandas básicas do trabalho ou para avanços na 
profissão.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Outros transtornos comumente diagnosticados com o 
transtorno da personalidade evitativa incluem transtornos 
depressivo, bipolar e de ansiedade, em especial o 
transtorno de ansiedade social (fobia social). O transtorno 
da personalidade evitativa é frequentemente diagnosticado 
junto ao transtorno da personalidade dependente, visto 
que as pessoas com o transtorno da personalidade evitativa
ficam muito apegadas e dependentes em relação àquelas 
poucas pessoas de quem são amigas. O transtorno da 
personalidade evitativa também tende a ser diagnosticado 
com o transtorno da personalidade borderline e com os 
transtornos da personalidade do Grupo A (i.e., paranoide, 
esquizoide ou esquizotípica).
Prevalência 
• Dados do National Epidemiologic Survey on Alcohol and
Related Conditions de 2001-2002 sugerem prevalência de 
2,4% para o transtorno da personalidade evitativa.
Desenvolvimento e Curso
• O comportamento evitativo costuma iniciar na infância pré-
verbal ou verbal por meio de timidez, isolamento e medo 
de estranhos e de novas situações. Embora a timidez em 
crianças seja um precursor comum do transtorno da 
personalidade evitativa, na maior parte dos indivíduos ela 
tende a desaparecer lentamente com o passar dos anos.
Desenvolvimento e Curso
• De forma contrastante, indivíduos que desenvolvem o 
transtorno da personalidade evitativa podem ficar cada vez 
mais tímidos e evitativos na adolescência e no início da vida 
adulta, quando os relacionamentos sociais com novas 
pessoas se tornam especialmente importantes. Existem 
algumas evidências de que, nos adultos, o transtorno tende 
a ficar menos evidente ou a sofrer remissão com o 
envelhecimento. Esse diagnóstico deve ser usado com 
muita cautela em crianças e adolescentes, para os quais 
timidez e evitação podem ser adequadas do ponto de vista 
do desenvolvimento.
Transtorno de Personalidade Dependente 
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• Indivíduos com transtorno da personalidade dependente 
com frequência são caracterizados por pessimismo e 
autoquestionamentos, tendem a subestimar suas 
capacidades e seus aspectos positivos e podem 
constantemente referir a si mesmos como “estúpidos”. 
Encaram críticas e desaprovação como prova de sua 
desvalia e perdem a fé em si mesmos. Podem buscar 
superproteção e dominação por parte dos outros. 
Características Associadas 
que Apoiam o Diagnóstico
• O funcionamento profissional pode ser prejudicado diante 
da necessidade de iniciativas independentes. Podem evitar 
cargos de responsabilidade e ficar ansiosos diante de 
decisões. As relações sociais tendem a ser limitadas 
àquelas poucas pessoas de quem o indivíduo é 
dependente. Pode haver risco aumentado de transtornos 
depressivos, de ansiedade e de adaptação.
Características 
Associadas que Apoiam 
o Diagnóstico
• O transtorno da personalidade 
dependente costuma ser 
concomitante com outros 
transtornos da personalidade, 
especialmente borderline, 
evitativa e histriônica. Doença 
física crônica ou transtorno de 
ansiedade de separação na 
infância ou adolescência podem 
predispor o indivíduo ao 
desenvolvimento desse 
transtorno.
Prevalência 
• Dados do National Epidemiologic Survey on Alcohol and
Related Conditions de 2001-2002 produziram uma 
estimativa da prevalência de transtorno da personalidade 
dependente de 0,49%. Com base em uma subamostra de 
probabilidades da Parte II do National Comorbidity Survey
Replication, a prevalência da personalidade dependente foi 
estimada em 0,6%.
Desenvolvimento e Curso 
• Esse diagnóstico deve ser usado com muita cautela, ou até 
não ser usado, em crianças e adolescentes, para os quais 
um comportamento dependente pode ser apropriado do 
ponto de vista do desenvolvimento.
Transtorno de Personalidade Obsessivo Compulsivo 
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Quando regras e procedimentos estabelecidos não ditam a 
resposta correta, tomar uma decisão pode se tornar um 
processo demorado e desgastante. Indivíduos com 
transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva podem 
ter tanta dificuldade para decidir as tarefas às quais dar 
prioridade ou qual a melhor maneira de fazer alguma tarefa 
específica que podem jamais começar o que quer que seja. 
Têm propensão ao aborrecimento ou à raiva em situações 
nas quais não conseguem manter controle do seu ambiente 
físico ou interpessoal, embora a raiva não costume ser 
manifestada de forma direta.
Características Associadas que 
Apoiam o Diagnóstico
• Por exemplo, o indivíduo pode ficar irritado diante de um 
serviço insatisfatório em um restaurante, mas, em vez de 
queixar-se ao gerente, fica ruminando sobre quanto dar de 
gorjeta. Em outras ocasiões, a raivapode ser expressa por 
meio de indignação em relação a um assunto 
aparentemente insignificante. Indivíduos com esse 
transtorno podem dar atenção especial a seu estado 
relativo nas relações de domínio-submissão e podem exibir 
deferência excessiva a uma autoridade que respeitam e 
resistência excessiva a uma que não respeitam.
Características Associadas que Apoiam o 
Diagnóstico
• Indivíduos com esse transtorno geralmente manifestam 
afeto de forma altamente controlada ou artificial e 
podem sentir grande desconforto na presença de 
outros que se expressam com emoção. As relações 
cotidianas são sérias e formais, e eles podem parecer 
sisudos em situações em que outros sorririam e 
ficariam alegres (p. ex., saudar um namorado no 
aeroporto). Eles se contêm cuidadosamente até 
estarem certos de que o que dirão será perfeito.
Características Associadas que Apoiam o 
Diagnóstico
• Indivíduos com transtornos de ansiedade, inclusive 
transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de 
ansiedade social (fobia social) e fobias específicas, bem 
como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), têm 
probabilidade aumentada de apresentar uma 
perturbação da personalidade que atenda aos critérios 
do transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva. 
Mesmo assim, parece que a maioria das pessoas com 
TOC não apresenta um padrão de comportamento que 
atenda aos critérios para esse transtorno da 
personalidade.
Prevalência 
• O transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva é um 
dos transtornos da personalidade mais prevalentes na 
população em geral, com prevalência estimada entre 2,1 e 
7,9%.
Características Associadas que Apoiam o 
Diagnóstico
• Várias condições neurológicas e outras condições médicas podem causar 
mudanças de personalidade, inclusive neoplasias do sistema nervoso central, 
traumatismo craniencefálico, doença cerebrovascular, doença de Huntington, 
epilepsia, doenças infecciosas com envolvimento do sistema nervoso central (p. 
ex., HIV), doenças endócrinas (p. ex., hipotireoidismo, hipo e 
hiperadrenocorticismo) e doenças autoimunes com envolvimento do sistema 
nervoso central (p. ex., lúpus eritematoso sistêmico). Os achados associados do 
exame físico, dos exames laboratoriais e os padrões de prevalência e início 
refletem aqueles da condição neurológica ou da outra condição médica 
envolvida.
Dúvidas ?

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