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DIREITO CIVIL III - CONTRATOS Contrato é o acordo de vontades que tem por fim criar, modificar ou extinguir direitos. Constitui fonte de obrigação e o mais expressivo modelo de negócio jurídico bilateral. Os contratos estão dentro do Direito Obrigacional. Hoje as relações existenciais estão limitando as relações patrimoniais. ex: contrato de namoro (visa negar a união estável afastando a possibilidade de partilha de bens), contrato de parentalidade. CONCEITO: Para Maria Helena Diniz, “contrato é o acordo de duas ou mais vontades, na conformidade da ordem jurídica, destinado a estabelecer uma regulamentação de interesses entre as partes, com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial” · Visão eminentemente patrimonial Para Paulo Nalin, “é a relação jurídica subjetiva, nucleada pela solidariedade constitucional, destinada à produção de efeitos jurídicos existenciais e patrimoniais, não só entre os titulares subjetivos da relação como também perante terceiros”. · Conceito pós moderno · Possibilidade de se discutir o direito existencial no patrimonial · Ideia do princípio da função social dos contratos DISTINÇÃO ENTRE PACTO E CONTRATO PACTO: cláusula incluída em certos contratos para que estes tenham um feitio especial; ex: pacto de retrovenda, pacto comissório, pacto adjeto de hipoteca. Funcionam como contratos acessórios ao principal. ELEMENTOS DO CONTRATO · MARIA HELENA DINIZ: 1) ELEMENTO ESTRUTURAL: também chamado de alteridade (consentimento recíproco entre as partes contratantes; duas ou mais vontades) 2) ELEMENTO FUNCIONAL: consiste na composição de interesses contrapostos O CONTRATO CONSIGO MESMO ou AUTOCONTRATAÇÃO: “Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. Parágrafo único. Para esse efeito, tem-se como celebrado pelo representante o negócio realizado por aquele em que os poderes houverem sido substabelecidos.” · É possível desde que que a lei ou o representado autorizem sua realização. Sem a observância dessa condição, o negócio é anulável. · Configura-se o denominado “contrato consigo mesmo”: a) quando ambas as partes se manifestam por meio do mesmo representante (dupla representação); e b) quando o representante é a outra parte no negócio celebrado, exercendo dois papéis distintos, como ocorre no mandato em causa própria. A CRISE DOS CONTRATOS: