Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Volumetria de Precipitação
Profa. Carla Bastos Vidal
Volumetria de Precipitação
➢Baseada na formação de um composto 
pouco solúvel
Analito
Agente precipitante
M + X  MX(s)
Constante de formação do precipitado 
deve ser elevada!
➢Usada na determinação de haletos e alguns íons metálicos
➢Reação:
➢Rápida
➢Estequiometria bem definida
➢Composto formado deve ser suficientemente insolúvel
➢Disponibilidade de indicador
Volumetria de Precipitação
Volumetria de Precipitação
Poucos agentes precipitantes podem ser usados na 
volumetria de precipitação 
Baixa velocidade de formação da maioria dos 
precipitados
➢Métodos argentométricos: AgNO3 como agente 
precipitante.
- AgNO3 é o agente precipitante mais usado
- Determinação de haletos, ânions semelhantes aos 
haletos (SCN-, CN-, CNO-), mercaptanas, ácidos 
graxos e ânions inorgânicos bivalentes e trivalentes.
Analito
Agente precipitante
(AgNO3)
Volumetria de Precipitação
Curva de titulação para A, 50,00 mL de NaCl 0,0500 mol L–1 com AgNO3 0,1000 mol L–1, e B, 50,00 mL de NaCl 
0,00500 mol L–1 com AgNO3 0,0100 mol L–1.
➢Curvas de titulação: 
- Avaliar se uma titulação é viável
- Avaliar o erro cometido pelo uso de um determinado indicador
AgNO3
0,1000 M
NaCl
0,05000 M
50 mL
Kps(AgCl) = 1,82 x 10-10
a) VAgNO3 = 10,00 mL
Volumetria de Precipitação
➢Curvas de titulação: 
- Avaliar se uma titulação é viável
- Avaliar o erro cometido pelo uso de um 
determinado indicador
AgNO3
0,1000 M
NaCl
0,05000 M
50 mL
Kps(AgCl) = 1,82 x 10-10
a) VAgNO3 = 10,00 mL
Volumetria de Precipitação
AgNO3
0,1000 M
NaCl
0,05000 M
50 mL
b) VAgNO3 = 25,00 mL
Volumetria de Precipitação
AgNO3
0,1000 M
NaCl
0,05000 M
50 mL
b) VAgNO3 = 25,00 mL
Volumetria de Precipitação
AgNO3
0,1000 M
NaCl
0,05000 M
50 mL
c) VAgNO3 = 26,00 mL
Volumetria de Precipitação
AgNO3
0,1000 M
NaCl
0,05000 M
50 mL
b) VAgNO3 = 26,00 mL
Volumetria de Precipitação
Formas das curvas de titulação
➢As formas das curvas dependem de 3 fatores:
 
➢Estequiometria da reação → simetria da curva
➢Concentração do Analito/titulante
➢Kps do sal formado
Formas das curvas de titulação
Titulação de uma mistura
✓ É possível separar uma mistura de ânions em solução?
SIM!! Precipitação fracionada
✓ É possível titular uma mistura de ânions em solução?
COMO ?
Titulação de uma mistura
AgNO3
0,1000M
I- 0,0500 M
Cl- 0,0800M
50 mL
QUAL ÂNION PRECIPITA 
PRIMEIRO ?
Titulação de uma mistura
AgNO3
0,1000M
I- 0,0500 M
Cl- 0,0800M
50 mL
Precipita primeiro o íon que forma 
a espécie menos solúvel. 
No caso das espécies possuírem a 
mesma estequiometria, precipita 
primeiro o sal que tiver o menor Kps.
Titulação de uma mistura
✓Quando a diferença entre os valores de Kps das 
espécies sejam suficientes, a precipitação da 
primeira espécie será praticamente completa antes 
que se inicie a precipitação da segunda espécie.
* mais de 3 unidades logaritmas para 
compostos de estequiometria de 1:1 e a 
mesma concentração
Titulação de uma mistura
AgNO3
0,1000M
I- 0,0500 M
Cl- 0,0800M
50 mL
A) Calcular o 1PE
B) Qual % de iodo que permanece em solução 
após o 1PE?
C) % iodo que não precipita?
D) Qual a conc de Ag no 1PE?
E) Calcular o volume do 2PE
F) Concentração de Ag antes do 2PE (v = 30 mL)
G) Concentração de Ag no 2PE 
H) Concentração de Ag após o 2PE (v = 70 mL)
AgNO3
0,1000M
I- 0,0500 M
Cl- 0,0800M
Titulação de uma mistura
➢Curvas de titulação para mistura de ânions
AgNO3
0,1000M
I- 0,0500 M
Cl- 0,0800M
Titulação de uma mistura
➢Curvas de titulação para mistura de ânions
AgNO3
0,1000M
I- 0,0500 M
Cl- 0,0800M
Titulação de uma mistura
• Indicadores para as titulações argentométricos
• Requisitos: 
(1) A variação da cor deve ocorrer numa faixa limitada da função p do 
reagente ou do analito.
(2) A alteração de cor deve ocorrer dentro da parte de variação abrupta da 
curva de titulação do analito.
Detecção do Ponto Final
A
R
G
E
N
T
IM
E
T
R
IA
Aplicações: 
Métodos diretos: Mohr, Volhard e Fajans
Método indireto (Retorno): Volhard 
Formas de localização do ponto 
final
Detecção do Ponto Final
MÉTODO DE MOHR (DIRETO)
 Método de Mohr  Determinação de Cloreto (Cl–) ou Brometo (Br–)
Metodologia: Solução neutra de haleto (X) é titulada com solução de AgNO3 
padrão na presença de íons cromato (CrO4
2–) como indicador
 Reação de titulação: Ag+ + X– AgX(s) 
 Ponto final da titulação: CrO4
2– + 2Ag+ Ag2CrO4(s) 
Precipitação 
fracionada
O método de Mohr foi desenvolvido em 1855 por 
Kal Friedrich Mohr
Exemplo: Na separação de cloreto (Cl−) e cromato (CrO4
2−) 
por precipitação com prata (Ag+), quem precipita 
primeiro??
𝑨𝒈𝟐𝑪𝒓𝑶𝟒(𝒔) 𝟐𝑨𝒈(𝒂𝒒.)
+ + 𝑪𝒓𝑶𝟒(𝒂𝒒.)
𝟐−
𝑲𝒑𝒔 = 𝟏, 𝟐𝒙𝟏𝟎−𝟏𝟐𝑲𝒑𝒔 = 𝟏, 𝟖𝒙𝟏𝟎−𝟏𝟎
IMPORTANTE: O 𝑲𝒑𝒔 não ajuda a prever a ordem de precipitação quando 
os sais pouco solúveis têm estequiometrias diferentes.
𝑨𝒈𝑪𝒍(𝒔)  𝑨𝒈(𝒂𝒒.)
+ + 𝑪𝒍(𝒂𝒒.)
−
Exemplo2: Qual a concentração de cromato (CrO4
2−) 
requerida para iniciar a formação de Ag2CrO4 ??
Ag+ + Cl-  AgCl(s)
 branco
2Ag+ + CrO4
2-  Ag2CrO4(s)
 vermelho-tijolo
 
Exemplo2: Qual a concentração de cromato (CrO4
2−) 
requerida para iniciar a formação de Ag2CrO4 ??
Ag+ + Cl-  AgCl(s)
 branco
2Ag+ + CrO4
2-  Ag2CrO4(s)
 vermelho-tijolo
 
Cloreto (analito)
Cromato (Indicador) 
AgCl + 
Ag2CrO4
(cor do 
indicador)
AgCl
Limitações do método: 
1)pH do meio de ser neutro 
pH 9,0  Ag+ + OH – AgOH 
2)Necessita de uma análise em branco 
Análise em branco: simula-se tudo o 
que tem na amostra, exceto o analito.
(Usa-se, no lugar da amostra, o mesmo volume 
de água deionizada, que é livre de cloreto e a 
mesma
quantidade de indicador.) 
Exemplo método de Mohr: análise de cloreto em água
OBS.: A concentração do indicador 
 interfere na análise!!!
MÉTODO DE VOLHARD (DIRETO)
 Metodologia: Solução contendo íons Ag+ é titulada com solução 
padrão de KSCN na presença de íons Fe3+ como indicador. A titulação é 
realizada em meio ácido para que o indicador não precipite na forma de 
Fe(OH)3.
 
Reação de titulação: Ag+
 + SCN– AgSCN(s)
Ponto final: SCN– + Fe3+ → [FeSCN]2+
Ponto final:
Laranja-avermelhado
✓ Desenvolvido em 1874 por Jacob Volhard
MÉTODO DE VOLHARD (INDIRETO OU RETORNO)
 determinação de X = Cl–, Br-, I–
 Metodologia: excesso conhecido de íons Ag+ é adicionado à solução 
contendo os haletos (X) para total precipitação dos sais, AgX. O excesso de 
Ag+ que não reagiu é então titulado com SCN-, na presença de íons Fe3+ 
como indicador.
 
 Reação com o analito: Ag+ + X– AgX(s) ; 
 Reação de titulação: Ag+
(excesso) + SCN– AgSCN(s)
 
 Reação de ponto final: SCN– + Fe3+ [FeSCN]2+
MÉTODO DE VOLHARD (INDIRETO OU RETORNO)
 determinação de X = Cl–, Br-, I–
 
 Reação com o analito: Ag+ + X– AgX(s) ; 
 Reação de titulação: Ag+
(excesso) + SCN– AgSCN(s)
 Reação de ponto final: SCN– + Fe3+ [FeSCN]2+
OBS.: Se AgX for mais solúvel que AgSCN ele 
deverá ser removido 
da solução, antes da titulação!
Kps (AgSCN) = 
1,1x10−12
Kps (AgI) = 8,3x10−17
Kps (AgBr) = 1,1x10−13
Kps (AgCl) = 1,8x10−10
Vantagens do método: 
➢ Meio fortemente ácido elimina interferentes como: carbonatos, oxalatos e sulfetos 
 pois seus sais de prata são solúveis em meio ácido.
➢ Não tem interferência de alguns cátios como Cu(II), Zn(II), etc., a não ser os que são 
 coloridos que dificultam a visualização do ponto final
 Método de Fajans: criado em 1923 por Kasimir Fajans
 determinação de Cl–, Br–, I–, SCN–e Fe(CN)6
4–
 
 Metodologia: solução de haleto é titulada com solução padrão 
de Ag+ na presença de um indicador de adsorção (pH depende do 
indicador utilizado). 
 Ponto final: mudança de cor do indicador de adsorção.
MÉTODO DE FAJANS (DIRETO)
Indicador adsorvido (cor B) 
Mudança da carga superficial do precipitado muda a cor do indicador
Indicador livre (cor A) 
MÉTODO DE FAJANS (DIRETO)
AÇÃO DOS INDICADORES DE ADSORÇÃO 
 Condições para o uso dos indicadores de adsorção: 
➢ o pH da solução deve favorecer a ionização do indicador;
➢ o precipitado deve permanecer no estado coloidal;
➢ o indicador deve ter carga oposta ao íon do precipitante. 
Exemplos: Fluoresceína, diclorofluoresceína, eosina. 
Exemplo: Fluoresceína
Titulação realizada em pH 8 para que o indicador esteja na forma iônica: 
pKa = 8 Verde-amarelado
Método Titulação Titulante Indicador Funcionamento 
do indicador
pH de 
trabalho
Mohr Direta AgNO3 CrO4
2- Precipitação
6,5 – 9,0
Fajans Direta AgNO3
Ac/bases 
org. Fracos 
Adsorção
Depende do 
pka do 
indicador 
(1,5 a 8,0)
Volhard Retorno KSCN Fe3+ Complexação
≈ 0,0
DIFERENÇAS ENTRE OS PRINCIPAIS MÉTODOS DA VOLUMETRIA DE 
PRECIPITAÇÃO
07/01/2025 14:42:39
CONDIÇÕES DE USO:
Este material pode ser utilizado apenas para fins didáticos.
O uso para fins comerciais é proibido.
Os direitos autorais são protegidos nos termos da lei.
07/01/2025 14:42:39
	Slide 1: Volumetria de Precipitação 
	Slide 2: Volumetria de Precipitação
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40

Mais conteúdos dessa disciplina