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Fato jurídico / ato administrativo / ato juridico FATO JURÍDICO · Acontecimento que gera consequencias juridicas · Independe vontade humanda · Ex nascimento/morte ATO JURIDICO · Ato de vontade humanada ( volitivo) · Resultado juridico ( finalidade) · Ex compra e venda ATO ADMINISTRATIVO · Ato volitivo da adm publica · Regime juridico dto publico · Ex nomeação / exoneração ATOS ADMINISTRATIVOS · Devem ser praticados por um agente da administração pública; · Finalidade pública; · Predomínio do direito público. *** Sujeitam-se à lei e são empre passíveis de controle judicial. *** Nem todos os atos da administração que produzem efeitos jurídicos são atos administrativos, mas somente aqueles regidos pelo direito público. *** Sujeitam-se à lei e são empre passíveis de controle judicial. ATOS DA ADMINISTRAÇÃO · Não se revestem de regime jurídico administrativo, ou seja, são atos de direito privado; · Igualdade entre as partes; *** Abrangem toda tividade desempenhada pela administraçãopública, ou seja, os atos da administração são gêneros que abrangem: atos administrativos, atos de direito privado, atos políticos, atos normativos, atos materiais (fatos administrativos). *** A locação de um bem pela Administração Pública, além de consistir em um contrato, é exemplo de atuação regida essencialmente pelo direito privado. Portanto, poderia ser enquadrada como “ato da administração”, mas não como “ato administrativo”. FATO ADMINISTRATIVO · Fatos administrativos · Materiais > materializam por atos administrativos, que decorrem de atos administrativos; e os que ocorrem de condutas administrativas. · Naturais > Decorrem de fenômenos da natureza. Características comuns dos fatos administrativos · Não possuem como finalidade a produção de efeitos jurídicos; · Não há manifestação ou declaração de vontade; · Não há que se falar em “presunção de legitimidade”; · Não existe revogação ou anulação; · Não há que se falar em fatos discricionários e vinculados. SILÊNCIO ADMINISTRATIVO O silêncio não revela prática de um ato administrativo, eis que não existe manifestação formal de vontade; não há, pois, qualquer declaração do agente sobre a conduta. Ocorre, isto sim, um fato administrativo. O silêncio quando não há previsão legal de suas consequências, não produz efeitos jurídicos, sendo necessário recorrer a outras instâncias. Requisitos do Ato administrativo -- CO.FI.FO.M.OB -- Competência: Poder legal conferido ao agente para o desempenho de suas atribuições; Finalidade: O ato administrativo deve se destinar ao interesse público e ao objetivo diretamente previsto na lei. Forma: É a exteriorização do ato. Motivo: Situação de fato e de direito que gera vontade do agente que pratica o ato. Objeto: É aquilo que o ato determina, é a alteração no mundo jurídico que o ato se propõe a processar, ou seja, o efeito jurídico do ato. Competência O poder-dever legal conferido aos agentes públicos para o desempenho de suas atribuições. · Elemento vinculado; · Irrenunciáveis; · Intransferíveis (inderrogável); · Imodificáveis; ATOS ADMINISTRATIVOS · Delegável (mas somente o exercício); · Imprescritíveis; · Improrrogável; ADMITE CONVALIDAÇÃO Delegação · Hierarquia: Ato unilateral, efetivando-se independente da anuência do órgão ou autoridade delegada; · Sem hierarquia: Dependerá de concordância, ou seja, ocorrerá por ato bilateral – normalmente por convênio. Não podem ser objetos de delegação Bizu: ´´CENORA`` · Competência Exclusiva; · Atos Normativos · Recursos Administrativos **Inexistindo norma regulamentadora que proíba a delegação, é possível a delegação. Formalidades da delegação · Publicados em meio oficial; · Especificar as matérias e poderes transferidos; · Limites de atuação; · Duração; · Objetivos da delegação; · Recurso cabível; Avocação Somente é possível se existir hierarquia (subordinado), e ainda, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. Não é possível avocar competência exclusiva do subordinado. Como regra, no Brasil somente se admite a avocação que ocorre dentro de uma mesma linha hierárquica, chamada de avocação vertical Vícios · Incompetência: o Usurpação de função; o Função de fato; o Excesso de poder. · Admite convalidação. · Incapacidade: · Impedimento; · Suspeição. Finalidade Objetivo de atingir o interesse público. · Ato vinculado. Enquanto a finalidade geral é comum a todos os atos administrativos, a finalidade específica difere-se para cada ato. O elemento “finalidade” será sempre vinculado, mesmo nos atos discricionários. A prática de um ato administrativo deverá sempre visar ao interesse público, ainda que este seja coincidente com o do particular. Desvio de finalidade Pratica o ato visando fim diverso daquele previsto. A análise do desvio de finalidade deve ocorrer em conjunto com a competência. Por consequência, o ato sofre de vício insanável. NÃO ADMITE CONVALIDAÇÃO · Finalidade distinta do interesse público; · Finalidade específica diferente da prevista em lei. Forma Revestimento exteriorizador do ato administrativo. · Ato vinculado, podendo, no entanto, ser discricionária. · Formal; · Forma predominante é sempre a Escrita; · Sentido estrito: A forma como o ato se exterioriza. · Sentido amplo: Todas as formalidades que devem ser observadas durante o processo de formação de vontade da administração. Motivação Exposição dos motivos. · Prévia ou concomitante; · Em regra, todos os atos devem ser motivados; o Exceção: cargo em comissão. Vício de forma · Vicio sanável: Passível de convalidação – forma não essencial; · Vício insanável: Gerando a nulidade do ato – forma essencial. Motivo Situação de fato e de direito que gerou a prática do ato administrativo. · Vinculado; · Discricionário. NÃO ADMITE CONVALIDAÇÃO Objeto É o conteúdo do ato administrativo. É o que efetivamente cria, extingue, modifica ou declara, isto é, o efeito jurídico que o ato produz. · Vinculado; · Discricionário. NÃO ADMITE CONVALIDAÇÃO PRA BIZURAR (CONVALIDAÇÕES) FOCO NA CONVALIDAÇÃO · Forma (não essencial); · Competência (desde que não seja exclusiva). Não pode convalidar O FIM · Objeto; · FInalidade; · Motivo. Atributos/características dos atos administrativos -- P.A.T.I -- · Presunção de legitimidade ou veracidade; · Autoexecutoriedade · Tipicidade · Imperatividade; Presunção de legitimidade ou veracidade · Presente em todos os atos da administração; · Enquanto não for decretada a invalidade, os atos produzirão os seus efeitos e devem ser, portanto, cumpridos. A exceção é que permite que um servidor deixe de cumprir uma ordem manifestamente ilegal. · Inversão do ônus da prova: Admite-se prova em contrário. Porém, cabe ao administrado provar a ilegalidade do ato. · A nulidade só poderá ser decretada pelo poder judiciário quando este for provocado. Imperatividade/Poder extroverso Impõem obrigações a terceiros, independentemente de concordância. Não está presente em todos os atos administrativos, mas tão somente naqueles que imponham obrigações aos administrados. Não há que se falar em Imperatividade em atos enunciativos e atos que concedem direitos. Autoexecutoriedade Possiblidade de que certos atos ensejam a imediata e direta execução pela administração, sem necessidade de recorrer ao judicial. Esta medida só poderá ser utilizada quando expressamente prevista em lei ou quando se tratar de medida de urgência. · Exigibilidade: Meios indiretos de coação. · Executoriedade: Por seus próprios meios, compele o administrado. Tipicidade: Todos os atos da administração O ato administrativo deve corresponder a figuras previamente definidas em lei. Relaciona-se com o princípio da legalidade. PRA BIZURAR -O PT está presente em todos os atos- Presunção de legitimidade de veracidade Tipicidade Classificação dos Atos administrativo Atos gerais: Não possuem destinatários determinados. Também são chamados de atos normativos. · Não podem ser impugnados, na via judicial, diretamente pela pessoa lesada (somente pessoas legitimadas no art. 103CF/88); · Prevalência hierárquica sobre o ato individual; · Sempre revogável; · Não pode ser impugnado, administrativamente, por meio de recursos administrativos. Atos individuais / especiais: Destinatários certos. · Série de limitações para revogação; · Admitem recursos administrativos. Atos internos: Produzem efeitos no interior da administração pública. · Não geram direitos adquiridos; · Revogáveis a qualquer tempo; · Não dependem de publicação oficial; Ex: Portarias, expedição de ordem de serviço, etc. Atos externos: Alcançam os administrados, os contratantes ou, em alguns casos, os próprios servidores. · Devem ser publicados oficialmente. Atos de império: Praticados com prerrogativas e privilégios de autoridade e impostos de maneira unilateral e coercitivamente ao particular, independentemente de autorização judicial. Atos de gestão: Situação de igualdade com os particulares. Atos de expediente: Atos internos da administração se caracterizam por dar andamento aos processos e papéis que se realizam no interior das repartições. Ausência de conteúdo decisório, trâmite rotineiro de atividades realizadas. Atos vinculados: Sem margem de liberdade. Atos discricionários: Com margem de liberdade. Ato simples: Manifestação de vontade de um único órgão. Vontade unitária. Ato s1mples – 1 único órgão. Ato complexo: Conjugação de dois ou mais diferentes órgãos ou autoridades. Apesar da conjugação de vontades, trata-se de um ato único. Ato cOmplexO – 2 Órgãos e l ato JÁ CAIU EM PROVA: ´´A nomeação dos ministros de tribunais superiores no Brasil é um ato administrativo complexo`` GABARITO: CORRETO ***Foi dada como correta, de acordo com a doutrina de Carvalho Filho. Diferentemente do que defende Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o autor entende são casos de atos complexos a nomeação de autoridades que dependam de aprovação legislativa prévia Ato composto: Manifestação de apenas um órgão da administração, mas que depende de outro ato. Ato válido: Observância de todos os requisitos legais. Ato nulo: Sofre de vício insanável, não sendo possível, portanto, a sua correção. Ato anulável: Apresenta algum vício sanável, que é passível de convalidação. Ato inexistente: Possui apenas aparência de manifestação de vontade da administração. Espécies de atos administrativos Atos negociais Manifestação de vontade da administração coincide com o interesse particular, são atos que não se faz presente a imperatividade ou autoexecutoriedade. Ex: Licença (vinculado), permissão (discricionário), autorização (discricionário). Se NEGOCIASSE na hora H DAVA PALSE NEGOCIASSE = PARA LEMBRAR QUE É NEGOCIAL H = Homologação D = Dispensa A = Aprovação V = Visto A = Admissão P = Permissão A = Autorização L = Licença Atos enunciativos Administração profere uma opinião, sem que tal, por si só, produza consequências jurídicas. Ex: Certidão, atestado, parecer, apostilas. Atos punitivos Aplica sanções aos seus agentes em decorrências de ilícitos administrativos. Atos normativos · Atos gerais: destinatários indeterminados; · Atos abstratos: situação hipotética. Atos ordinários Atos administrativos internos, destinados a estabelecer condutas para os agentes públicos. Decorrem do poder hierárquico. Ex: Portarias, instruções, avisos, ordens de serviços. Extinção dos atos administrativos Anulação/Invalidação: Desfazimento em virtude da ilegalidade. Como a ilegalidade atinge desde a origem do ato, a sua invalidação possui efeitos retroativos (ex tunc). Convalidação: Possiblidade de “corrigir” ou “regularizar” um ato administrativo, possuindo efeitos retroativos (ex tunc) · Não acarrete lesão ao interesse público; · Não cause prejuízo a terceiros; · Que os defeitos dos atos sejam sanáveis; · Decisão discricionária. CUIDADO AQUI! · Apenas a administração que praticou o ato pode convalidar. Parte da doutrina considera que há 03 espécies de convalidação: · Ratificação: hipóteses em que há vício de competência; · Reforma: admite que outro ato suprima parte invalida de um ato anterior; · Conversão: converte um ato inválido em um ato de outra categoria. Vícios sanáveis · Vício decorrente de competência (desde que não se trate de competência exclusiva); · Vício decorrente de forma (desde que não se trata de forma essencial). *** A convalidação pode abranger atos discricionários e vinculados, pois não se trata de controle de mérito, mas tão somente da legalidade. Revogação: Supressão de um ato administrativo válido e discricionário por motivo de interesse público superveniente, que tornou inconveniente e inoportuno. Efeitos irretroativos (ex nunc) · Ab-rogação: revogação total; o Extingue apenas os efeitos próprios. · Derrogação: revogação parcial. PRA BIZURAR Anula (TUNC) Revoga (NUNC) Não são passíveis de revogação · Atos vinculados; · Atos que exauriram seus efeitos; · Quando já exauriu a competência relativamente ao objeto do ato; · Meros atos administrativos; · Atos declaratórios/enunciativos; · Atos que integram um procedimento; · Atos que geram direito adquirido. Cassação: Desfazimento de um ato válido em virtude de descumprimento de condições que o beneficiário deveria manter. Ex: Carteira de habilitação. Caducidade: Extinção de ato administrativo em decorrência de invalidade ou ilegalidade superveniente. Ex: Quando uma legislação nova – ou seja, que surgiu após a prática do ato · torna-o inválido. Decadência administrativa: Hipótese de convalidação que não é propriamente um “ato”, mas sim uma omissão da administração que impede, após um lapso temporal, a invalidação do ato administrativo. · Após 05 anos, decai o direito da administração para anular os atos da administração para anular os atos administrativos que decorram efeitos favoráveis para os destinatários, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. Caiu essa questão! ´´A discricionariedade para a prática de determinado ato administrativo pode decorrer de disposição expressa ou de omissão de norma legal.`` Considerada como CORRETA! A questão cobrou lições de Maria Sylvia Zanella Di Pietro, para quem a discricionariedade também pode decorrer da omissão legislativa, seja quando a (i) lei for omissa, não lhe sendo possível prever todas as situações supervenientes à sua publicação (caso em que o administrador terá que decidir com base nos princípios) ou quando (ii) a lei até prevê a competência da autoridade, mas não estabelece a conduta a ser seguida.