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300 03. Resposta D A falta de ingestão de iodo está associada ao desenvolvimento de um tipo de disfunção da tireói- de, conhecido como bócio simples ou endêmico quando atinge mais de 5% da população. O bócio simples é um estado patológico caracterizado pelo aumento da glândula tireóide, cujo desenvol- vimento se deve à ingestão inadequada de iodo. A deficiência pode ser absoluta, especialmente nas áreas de baixa ingestão de iodo, ou relativa, subseqüente a demandas variadas do organis- mo, que aumenta a necessidade da secreção da tireóide, como na mulher durante a adolescência, gestação e lactação. O aumento do tamanho da tireóide reflete um estado metabólico compensa- tório, visando uma maior retenção de iodo (na forma de iodeto) e conseqüente aumento na produ- ção hormonal em condições de ineficiência relativa ou total de síntese de hormônios. Os estados carenciais das vitaminas B6 e B12 levam à ocorrência de diversas alterações metabó- licas, em que se destacam as anemias e as alterações nas funções neuronais. De modo seme- lhante, a diminuição no teor de hemoglobina acarreta anemia hipocrômica, com diversas implica- ções clínicas. A falta de flúor na água favorece ao aparecimento de cáries. 04. Resposta D O ser humano adulto contém aproximadamente 20 a 28g de magnésio. Cerca de 60% é encontra- do nos ossos, 26% nos músculos e o restante nos tecidos moles e líquidos corporais. O rim desempenha importante papel regulador nas concentrações de magnésio a partir da excre- ção do magnésio absorvido que não é utilizado na formação de tecidos e na manutenção do turn- over. A reabsorção renal tende a variar inversamente com o cálcio. 05. Resposta D A xeroftalmia constitui um dos sintomas clínicos oftalmológicos da carência de vitamina A, que se caracteriza pelo ressecamento' e enrugamento da conjuntiva, ocasionando ulcerações associadas ao desenvolvimento de placas de epitélio ceratinizado sobre as regiões citadas. A continuidade deste estado carencial pode levar à atrofia das glândulas perioculares e ao agravamento das ulce- rações com conseqüente destruição, ruptura da córnea ou queratomalácia e cegueira permanen- te. A carência de vitamina A está freqüentemente associada à má absorção, à baixa oferta de ali- mentos fontes de vitamina A e de seus precursores, à caquexia crônica e à perda de peso decor- rente de doenças debilitantes, tal como o câncer. A ocorrência de carências das vitaminas C e D, edatiamina acarreta o desenvolvimento das se- guintes doenças: escorbuto, raquitismo e beribéri, respectivamente. A hemorragia geralmente é decorrente de uma grande perde de sangue. 06. Resposta B Apesar de não ser comum, a deficiência de ácido ascórbico (vitamina C) ocorre provavelmente em pessoas que consomem uma dieta desproyjda de frutas e vegetais, alcoólatras, pessoas idosas com dietas restritas, doentes graves em estresse crônico e bebês alimentados exclusivamente com leite de vaca. A deficiência grave de ácido ascórbico causa o escorbuto, que se caracteriza pelo decréscimo da excreção urinária de ácido ascórbico, associado à sua baixa concentração no plasma, nos tecidos e nos leucócitos. Outros sintomas incluem fraqueza, perda de apetite e do crescimento, anemia, maior sensibilidade no tato, edema e inflamação nas gengivas com episó- dios hemorrágicos e perda de dentes, edema nas juntas do pulso e tornozelo, encurtamento da respiração, hemorragias, petequiais das vênulas, fratura das bordas das costelas nas junções condrocostais, hemorragias subcutâneas e subperiostais múltiplas, com dor à movimentação do corpo. Diminuição significativa na capacidade de cicatrização de ferimentos associada ao aumen- to nas infecções secundárias nas áreas de sangramento, relacionadas à importância da vitamina C na biossíntese do colágeno. Seu envolvimento em algumas vias da cascata de coagulação es- tabelece o mecanismo pelo qual sua deficiência leva a estados de anormalidades hemorrágicas.