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P Didática do Ensino Superior INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 CONTEÚDO DO LIVRO DEFINIÇÃO A didática é a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino, destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica. A didática estuda os diferentes processos de ensino e aprendizagem. • Os elementos da ação didática são: • o professor • o aluno • a disciplina (matéria ou conteúdo) • o contexto da aprendizagem • as estratégias metodológicas https://slideplayer.com.br/slide/357999/ HISTÓRIA Entre os anos 20 e 50 Nesse período, a didática praticada era a da Escola Nova, que buscou superar os postulados da escola tradicional, trazendo assim uma reforma interna no ensino. O movimento da escola nova defendia a necessidade de partir dos interesses das crianças, abandonando a visão delas como "adultos em miniatura" e passando a considerá-las capazes de se adaptar a cada fase de seu desenvolvimento. Foi a fase do "aprender fazendo", momento em que os jogos educativos passaram a ter um papel importante no dia-a-dia das escolas. http://www.institutoine.com.br/ INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 Entre os anos 60 e 80 Nesse período, a didática assumiu o enfoque teórico numa dimensão denominada tecnicista, e deixou o enfoque humanista centrado no processo interpessoal, para uma dimensão técnica do processo ensino-aprendizagem. Dos anos 90 até a atualidade A didática tornou-se um instrumento para a cooperação entre docente ediscente, para que realmente ocorresse a evolução dos processos de ensino e aprendizagem. Para isso é importante o comprometimento, o esforço e o exercíciode suas técnicas em ambos os lados, para que o conhecimento realmente seja transmitido do professor para o aluno. DIDÁTICA E CURRÍCULO A princípio, didática e currículo se desenvolveram de forma paralela, sem a interferência de uma no campo da outra, referindo-se cada uma a conteúdos, sujeitos e finalidades diferentes. Somente a partir dos anos 60 o currículo começoua formar parte do campo da didática, alternando-se sua incumbência segundo predominava uma forma ou outra de entender a educação e a didática. A tendência atual considera imprescindível uma integração entre currículo e didática, esta favorecendo o trabalho de aula. Os estudos curriculares tendem a aspectos mais globais, expondo como se realiza a seleção e organização do conhecimento, e como esse processo de seleção não é neutro, favorecendo a certos grupos frente a outros. https://www.youtube.com/watch?v=XFkJfIgAvC0 http://www.institutoine.com.br/ http://www.youtube.com/watch?v=XFkJfIgAvC0 http://www.youtube.com/watch?v=XFkJfIgAvC0 INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 COMÊNIUS- PAI DA DIDÁTICA MODERNA O nome Comênio é o aportuguesamento da assinatura latina (Comenius) de Jan Amos Komensky, nascido em 1592 em Nivnice, Morávia (então domínio dos Habsburgos, hoje República Tcheca). O pensador Comênio foi filho único de um casal de membros do grupo protestante Irmãos Boêmios. Na Universidade de Heidelberg (Alemanha), se entusiasmou com as idéias de filósofos que criavam uma concepção de ciência baseada no empirismo. Seguiu carreira religiosa e tevede fugir para a Polônia quando, no início da Guerra dos 30 Anos, em 1618, o rei Ferdinando II decidiu reimpor o catolicismo na Boêmia. Sua revolta com a situaçãoo levou a escrever obras filosóficas e pedagógicas satirizando a ordem vigente e propondo mudanças radicais. Essas idéias seduziram pensadores da Inglaterra, que o convidaram a trabalhar no país, mas o projeto foi abortado pela eclosão da Guerra Civil Inglesa, em 1642. Tentativas de reforma escolar a pedido dos governos da Suécia e da Hungriaacabaram fracassando em parte por causa da insistência do pensador em divulgarsua "pansofia", sem sucesso e ele voltou para a Polônia. Comênio teve novamentede fugir de uma guerra civil e estabeleceu-se em Amsterdã, onde permaneceu até morrer, em 1670. Por essa época, seus livros de texto ilustrados para o aprendizadode línguas e ciências tinham se tornado uma bem-sucedida novidade nas escolas da Europa. https://www.slideshare.net/LilianeMachado1/a-escola-materna/7?smtNoRedir= http://www.institutoine.com.br/ http://www.slideshare.net/LilianeMachado1/a-escola-materna/7?smtNoRedir http://www.slideshare.net/LilianeMachado1/a-escola-materna/7?smtNoRedir http://www.slideshare.net/LilianeMachado1/a-escola-materna/7?smtNoRedir http://www.slideshare.net/LilianeMachado1/a-escola-materna/7?smtNoRedir INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 Pedagogia de Comênio Defendia sua pedagogia com a máxima: "Ensinar tudo a todos" que sintetizaria os princípios e fundamentos que permitiriam ao homem colocar-se no mundo como autor. Objetivando a aproximação do homem a Deus, seu objetivo central era tornar os homens bons cristãos - sábios no pensamento, dotadosde fé, capazes de praticar ações virtuosas estendendo-se a todos: ricos, pobres, mulheres, portadores de deficiências. A didática é, ao mesmo tempo, processo e tratado: é tanto o ato de ensinar quanto a arte de ensinar. Salientava a importância da educação formal de crianças pequenas epreconizou a criação de escolas maternais, pois teriam, desde cedo, a oportunidade de adquirir as noções elementares do que deveriam aprofundar mais tarde. A educação deveria começar pelos sentidos, pois as experiências sensoriais obtidas pormeio dos objetos seriam internalizadas e, mais tarde, interpretadas pela razão. Compreensão, retenção e práticas consistiam a base de seu método didático e, poreles se chegaria às três qualidades: erudição, virtude e religião, correspondendo àstrês faculdades necessárias - intelecto, vontade e memória. https://novaescola.org.br/conteudo/184/pai-didatica-moderna-filosofo- tcheco-comenio Fundamentos naturais do método de Comenius: O método tem como preceitos: - tudo o que se deve saber deve ser ensinado; qualquer coisa que se ensine deverá ser ensinada em sua aplicação prática, uso definido; - deve ensinar-se de maneira direta e clara; - ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas; - explicar primeiro os princípios gerais; - ensinar as coisas em seu devido tempo. Já a Didática Magna apresenta as características fundamentais da escola moderna: - a http://www.institutoine.com.br/ https://novaescola.org.br/conteudo/184/pai-didatica-moderna-filosofo-tcheco- https://novaescola.org.br/conteudo/184/pai-didatica-moderna-filosofo-tcheco- INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 construção da infância moderna como forma de pedagogização dessainfância por meio da escolaridade formal (até então, as crianças eram tratadas como pequenos adultos); - uma aliança entre a família e a escola, por meio da quala criança vai se soltando da influência da órbita familiar para a órbita escolar; - umaforma de organização da transmissão dos saberes, baseada no método de instrução simultânea, agrupando-se os alunos; e - a construção de um lugar de educador, de mestre, reservado aos adultos portadores de saberes legítimos. Deixou mais de 200 obras entre as quais: Labirinto do Mundo (1623) FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS A Teoria Pedagógica é o local do ponto de encontro e de construção da unidade metodológica entre as áreas do conhecimento e campos de saberes que são referencias para as disciplinas escolares. É aqui que se estabelece a base paraumpossível diálogo entre teorias e que faz sentido refletirmos sobre as questões gerais colocadas para o campo educacional, considerando agora a especificidade,em termos epistemológicos, dos campos de saber, das áreas de conhecimento, oudas disciplinas científicas. É neste momento que é possível refletir sobre asrespostas de outras teorias e de outras áreas de conhecimento. Sabe-se que a matriz teórica e o projeto Histórico possibilitam reconhecer problemáticas significativas que somente poderão ser tratadas em um esforço conjunto integrado,dentro de uma dada unidade teórico- metodológica estabelecida pelos pontos de referencia básicos para o dialogo, ou melhor o plano de entendimento. Este plano de entendimento tem como fundamento a prática concreta para transformar a realidade social. (TAFARREL & BARROSO0 A elaboração da teoria pedagógica é matéria de pesquisa e, segundoFREITAS (1987, p. 138), implica interação intensa com a prática pedagógica. A prática não é o conhecimento em si, mas fornece, indiscutivelmente, a base para aconstrução deste conhecimento. A questão que se coloca ainda segundo Freitas é"qual seria o elemento basilar na pesquisa da teoria pedagógica? https://www.youtube.com/watch?v=lDtwqEN6BCY Freitas (1987, p. 138) propõe ainda, "vivenciar a prática pedagógica com umprojeto histórico claro, sem aprisionar a prática com a imposição de esquemas estruturantes; buscar apoio interdisciplinar; gerar problemas significativos de pesquisa que permitam extrair http://www.institutoine.com.br/ http://www.youtube.com/watch?v=lDtwqEN6BCY INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 conceitos em direção ao abstrato para empreender o regresso ao concreto‖, levantando como hipótese de elementos basilares da teoria pedagógica a organização do trabalho no trato com o conhecimento, nos objetivos – avaliação. Contudo, a simples análise e reconstrução da lógica que articula os elementos constitutivos do programa, texto, aula/projeto não é suficiente para compreender oprocesso de produção científica. É necessário, ainda, situar o caráter histórico da construção científica. E, por isso, Tafarrel & Dourado (1997) recorrem a MARX quando expõe suas teses acerca da formação social da consciência humana e do hegemônico.Diz MARX: "Será preciso grande perspicácia para compreender que as ideias, as noções, e as concepções, numa palavra, que a consciência do homem se modifica com toda mudança sobrevinda em suas condições de vida, em suas relações sociais, em sua existência social? Escola Herbartiana As obras pedagógicas mais importantes de Herbart são: Relatórios de um Preceptor, Pedagogia Geral deduzida do fim da Educação, Esboço para um curso de Pedagogia, Lições Preliminares sobre Pedagogia e Idéia de Pestalozzi de um ABC da instrução. O sistema da Pedagogia. Com Herbart a história da educação tocou a figura mais importante do século XIXe uma das quatro cabeças diretoras (junto com Comênio, Rousseau e Pestalozzi) da Pedagogia clássica dos Tempos Modernos. Não é sem razão que suas idéias pedagógicas se propagaram, com êxito envolvente, durante toda a metade do século XIX e, ainda que detidas, de um lado pela doutrina neokantiana de Paulo Natorp e a neo-begeliana de Gentile, e, de outro, pela Pedagogia de Dewey e a atividade de Kerschensteiner, ainda contam, depois de formadas, com talentosos e brilhantes defensores. Herbart não apenas empreendeu o estabelecimento e resolução de alguns problemas. Seu plano de trabalho foi um estudo abrangente e sistemático da vidaeducativa: desde os temas da Didática especial, na qual se revelou um talento criador, até as questões dos objetivos filosóficos e das relações da educação coma vida e a cultura, tudo tem ajuste pertinente na doutrina. http://www.institutoine.com.br/ INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 https://pt.scribd.com/presentation/183319941/Apresentacao-Herbart A Ética: fundamentação da finalidade educacional. Herbart enfatizou, no Problema moral, a importância decisiva do assentamento prazeroso na decisão da vontade. O homem, como já o havia demonstrado Schiller,deve realizar o bem com íntima e fecunda alegria, com prazer estético. As apreciações e valorizações por íntima e prazenteira inclinação (em sua linguagem,"representações estéticas") incluem, ao mesmo tempo, "o digno, o belo, o moral, o justo; numa palavra: o que agrada em seu estado perfeito, depois de uma contemplação perfeita". Em conjunto, cinco idéias definem, com rigor, este carátermoral que tem em vista a formação humana: 1. A liberdade interior, vale dizer, a liberdade resoluta e cheia de gozo paradesejar o bem. 2. A plenitude de valores, que propende para a realização de objetivos nobres, cada vez em maior número. 3. A benevolência, ou seja, querer o bem do próximo. 4. A justiça, isto é, dar a cada um o que é seu. 5. A equidade, recompensa e reparação adequadas. A Psicologia: supostos da Metodologia. http://www.institutoine.com.br/ https://pt.scribd.com/presentation/183319941/Apresentacao-Herbart INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 Herbart não reconheceu a liberdade da vontade no sentido de Kant. As massas mais fortes de representações determinam nosso agir, e, como a instruçãopode criar tais massas de representações, vê-se, aqui, também a possibilidade da formação do caráter Em última instância, esta luta das representações se explica metafisicamente, recorrendo a certo numero de elementos subjacentes na consciência chamados reais. Além disso, são suscetíveis de medir-se matematicamente os diversosestados psíquicos (Psicologia matemática). Em suma: a Psicologia de Herbart pode ser caracterizada como metafísica intelectualista, associacionista, mecanicista e matemática. Instrução educativa. - Assentadas estas bases, Herbart fixou os termos do problema teórico da Pedagogia: o caráter moral, finalidade da educação, alcança- se pela instrução, pela disciplina e pelo governo. Assim, só é educativa a instrução que modifica os grupos de idéias que o espírito possui, impulsionando este a formar uma nova unidade de representações ou uma série harmônica de unidades, que, por sua vez, determinam o comportamento. Uma volição não é mais do que uma idéia que se desenvolveu cabalmente, realizando umcírculo completo, que começa com o interesse e termina com a ação. Esta instrução educativa, que forma a vontade ou o querer e modela o caráter, é a verdadeira tarefa da escola. O meio de conseguir. esta instrução educativa é produzir, no espírito da criança, um interesse multíplice. Pedagogia do interesse Com efeito, a primeira condição para que o ensino seja fecundo é que exciteo interesse do educando. "O interesse é a grande palavra, a palavra mágica da Pedagogia." Interessar a criança é depositar em sua consciência o gosto e íntimo atrativo da verdade, da beleza e do bem; não é um mero distrair ou divertir, mas a fonte da atividade intelectual. O interesse exclui a violência, suaviza o esforço até quase suprimi-lo. Tudo está perdido se, desde o princípio, se converte o estudo numa espécie de miséria e tormento. Para Herbart existem seis classes de interesses: três que provocam o http://www.institutoine.com.br/ INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 conhecimento e três que provêm das relações sociais. Os interesses que dão margem às relações humanas são: • o interesse simpático, que impulsiona o homem a participar na alegriae na dor do próximo; • o interesse social, que faz sentir o destino da classe social a quepertence, dopovo, da Humanidade; • o interesse religioso, que o guia ao sentimento de dependência arespeito de Deus. • Nenhuma das seis formas de interesse deve ser descuidada ou sacrificada. • O interesse deve ser multíplice e equilibrado. A obra pedagógica de Herbart teve enorme influência em todo o mundo ocidental (e também no Japão) na segunda metade do século 19. Por se basear no princípiode que a mente humana apenas apreende novos conhecimentos e só participa do aprendizado passivamente, o herbartianismo resultou num ensino que hoje qualificamos de tradicional. As escolas herbartianas transmitiam um ensino totalmente receptivo, sem diálogo entre professor e aluno e com aulas que obedeciam a esquemas rígidos e preestabelecido . Herbart previa cinco etapas para o ato de ensinar. • A primeira, preparação, é o processo de relacionar o novo conteúdo a conhecimentos ou lembranças que o aluno já possua, para que ele adquira interesse na matéria. • Em seguida vem a apresentação ou demonstração do conteúdo. • A terceira fase é a associação, na qual a assimilação doassunto se completa por meio de comparações minuciosas com conteúdos prévios. • A generalização, quarto passo do processo, parte do conteúdo recém- aprendido para a formulação de regras globais; é especialmente importante para desenvolver a mente além da percepção imediata. • A quinta etapa é a da aplicação, que tem como objetivo mostrar utilidade para o que se aprendeu. http://www.institutoine.com.br/ INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 A Escola Skinneriana Na escola Skinneriana, o ensino acontece de acordo com técnicas e/ou experiências que analisam o comportamento. O aluno aprende ou adquire novas formas de comportamentos que facilitam aprendizado, ou melhor, o ensino acontece na seqüência de estímulos e respostas. A característica básica dessa proposta se relaciona com a avaliação que deve ser contínua e sistemática, a fim de que se detecte o caminho a ser percorrido, seja pelo aluno, seja pelo professor.A análise imediata dos resultados se configura em necessidade básica da proposta, com a finalidade de alimentar e/ou refazer a programação. https://pgl.gal/o-modelo-didatico-do-ensino-programado-segundo-b-f-skinner/ Escola Rogeriana Carl Ransom Rogers (8 de janeiro de 1902, Oak Park, Illinois, EUA - 4 de fevereiro de 1987, La Jolla, Califórnia, EUA), Psicólogo estadunidense. Importantepensador americano, foi um precursor da psicologia humanista e criador da linha teórica conhecida como Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Carl Rogers ficou famoso por desenvolver um método psicoterapêutico centrado no próprio paciente. O terapeuta tem que desenvolver uma relação de confiança com o paciente para poder fazer com que ele encontre sozinho sua própria cura. Principais ideias A partir dessa concepção primária, o processo psicoterapêutico consiste em um trabalho de cooperação entre psicólogo e cliente, cujo objetivo é a liberação desse potencial de crescimento, tendo como resultado a pessoa aberta à experiência,vivendo de maneira existencial,tornando-se ele mesmo. http://www.institutoine.com.br/ INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 Há três condições básicas e simultâneas defendidas por Rogers como facilitadoras,no relacionamento entre psicoterapeuta e cliente, para que ocorra a atualização desse núcleo essencialmente positivo existente em cada um de nós. São elas: • a consideração positiva incondicional; • a empatia e • a congruência. Outro ponto a considerar é que após longos estudos, Rogers chegou à conclusão de que as três condições são eficazes como instrumento de aperfeiçoamento da condição humana em qualquer tipo de relacionamento, tais como: na educação entre professor e aluno, no trabalho, na família,nas relações interpessoais em geral. Rogers se opôs à teoria de B.F.Skinner de que a personalidade do homem seria moldada pelo meio por meio de condicionamentos operantes. Para Rogers todos os homens são bons na sua essência, e que todo o aprendizado deveria serorganizado no sentido do indivíduo para o meio, e não o contrário Neste sentido, ele nos diz: - A Questão é saber se podemos permitir que o conhecimento se organize no e pelo indivíduo, em vez de ser organizado para o indivíduo. https://psicologadrumond.wordpress.com/2013/08/15/carl-rogers-e-a-acp- abordagem- centrada-na-pessoa/ Influências no Brasil Acusado de "romântico" durante a ditadura militar no Brasil, Rogers chegou aacreditar http://www.institutoine.com.br/ INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 que a democracia brasileira seria viável caso os governos militares - instalados no poder nacional de então - se submetessem aos Grupos de Encontro e à Psicoterapia. Esse pensamento obviamente impunha, no mínimo, ao psicólogobrasileiro, uma questão ética: Tratar ou não daqueles que eram torturadores? O ENSINO UNIVERSITÁRIO NUMA ÓTICA ROGERIANA Teixeira (2005) escreveu um texto sobre o O ensino universitário numa ótica Rogeriana e, aqui abordaremos este texto. O autor inicia suas reflexões através do assunto sobre o ingresso em um cursosuperior, que além de representar uma aspiração imposta aos jovens pela sociedade, é uma ruptura bastante grande a nível educacional. Há uma ótica diferente em relação ao saber. Deste modo, Teixeira (2005) verfica que, ao analisar os método de ensino utilizados pelas universidades, constata-se que há relativo progresso na vida do estudante universitário em relação a estágios inferiores da educação. Entretanto, esses métodos, ainda que menos alienantes, são prolongamentos de surradas técnicas educacionais empregadas no ensino médio. Na universidade, os métodos são similares. Exige-se do aluno, entretanto, descuida-se do preparo não obtido em escolas do ensino médio e, muito menos, nos preparatórios aos vestibulares que se preocupam exclusivamente em descobrirtécnicas que permitam aos seus alunos grandes chances de aprovação nos exames de ingresso às Escolas superiores. Teixeira (2005) ainda enfoca sobre a política educacional de um país que poderetirar de seus estudantes todas as possibilidades de auto realização, não oferecendo condições para o aprimoramento de suas condições intelectuais e a organização das escolas superiores optam por metodologias impróprias ao crescimento individual, fazendo de suas atividades uma obrigação, criam-se campos propícios ao descontentamento e desconfiança. Tal qual o trabalhador emuma sociedade capitalista, o estudante aliena-se de seus afazeres discentes. Morales, citando Hildebrand, delineou o perfil do bom professor, obtido através de pesquisa que "destruiu o mito de que se desconhece a natureza do bom ensinoou de que esta é demasiado sutil para ser compreendida". Os resultados apontam que os bons professores: http://www.institutoine.com.br/ INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 1. Conhecem a matéria; 2. se comunicam facilmente com os estudantes; 3. estabelecem relação de cordialidade com a classe, sãohábeis para organizar a participação do grupo e permitir a mútua interação; 4. respondem de forma pessoal a cada estudante... https://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?o-tornar-se-pessoa-na- otica-rogeriana-os-desafios-de-constituir-se-aprendiz-na-educacao-didática e pedagogiasuperior&codigo=TL0433&area=d Fritz, citado no artigo "Em torno de uma melhora da comunicação professor- aluno‖, enumera cinco condições para que haja relação satisfatória à promoção do aprendizado: • Comunicação aberta, que devetrazer um clima amistoso às dependências onde se dá o aprendizado; • Considerações e respeito ao sentimento dos alunos,isto é, as pessoas devem ser vistas dentro de suas individualidades e, como tal, respeitadas; • Processos democráticos de decisão, que retira do professor a figura de mero agente do saber; • Comunicação livre de toda a autoridade, que não eximeas partes de responsabilidade e respeito e: • Apreço mútuo, ou seja, respeito às individualidades na solução das controvérsias que surgem em todos os momentos do relacionamento humano. Conclui-se portanto, que o professor, na visão humanística, deve ter consciência de seu trabalho de comunicação interpessoal, de interação com seus alunos em busca do crescimento http://www.institutoine.com.br/ https://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?o-tornar-se-pessoa-na-otica-rogeriana-os-desafios-de-constituir-se-aprendiz-na-educacao-didática https://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?o-tornar-se-pessoa-na-otica-rogeriana-os-desafios-de-constituir-se-aprendiz-na-educacao-didática https://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?o-tornar-se-pessoa-na-otica-rogeriana-os-desafios-de-constituir-se-aprendiz-na-educacao-didática INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 individual respeitando as características depersonalidade de cada um. Pedagogia de Paulo Freire https://pt.slideshare.net/LucasBernardo/a-pedagogia-de-paulo-freire-parte-1 Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infânciadurante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar comos mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964- 1985), sendo preso e forçado ao exílio. O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda. A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart. http://www.institutoine.com.br/ http://pt.wikipedia.org/wiki/19_de_setembro http://pt.wikipedia.org/wiki/1921 http://pt.wikipedia.org/wiki/Recife http://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza http://pt.wikipedia.org/wiki/Fome http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Paulo_Freire http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Paulo_Freire http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica http://pt.wikipedia.org/wiki/Regime_militar http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Goulart INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR NOS DIAS DE HOJE Para Lindino & Dourado (2008), discutir qualidade na educação superior não é uma tarefa recente e nem por isso tornamos mais fácil ou menos interessante. Todavia, observam que o ambiente universitário é marcado pelas críticas e pelas divergências e, como se pode antever, esta situação ocorre, sobretudo, quando setrata de uma discussão tão profunda e polêmica como este assunto. Os estudantes têm também um leque de expectativas e de crenças sobre o curso e a instituição na qual ingressam. A experiência vivida diariamente no curso, o contato com profissionais, o confronto de suas expectativas com a realidade experimentada contribuem para o conceito do curso, bem como preparar o acadêmico para atuar como profissional no mercado de trabalho. Entretanto, as iniciativas tomadas pelas administrações superiores de ensino, nem sempre têm alcançado os efeitos pretendidos, em geral porque não incidem no conjunto de ,fatores que determinam, de forma direta ou indireta, a qualidade do ensino e conseqüentemente das aprendizagens. Atualmente o mercado de trabalho em geral sempre questiona a necessidadede um profissional completo, e não aquele especializado em apenas uma única área. Neste momento, cabe ressaltar que como a formação do conhecimento profissional coletivo exige que se aperfeiçoem as capacidades reflexivas coletivas sobre a própria prática docente, o professor universitário precisa aprender a interpretar e compreender tanto a educação quanto a sociedade de forma comunitária. Hoje, quando se pensa na formação permanente, não podemosconceituá-la "[...] apenas como uma forma deconhecimento científico, pedagógico e cultural do professor, devemos acrescentar como sendo uma descoberta da teoria para organizá-la, fundamentá-la, revisá-la e combatê-la, se preciso" (IMBERNÓN, 2000, p. 69). http://www.institutoine.com.br/ INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 BIBLIOGRAFIA BARTELS, Klaus. La dimensión personal en la clase. 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