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Didática do Ensino Superior
INE – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO 
HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA 
WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 2533 0500 
 
 
 
 
CONTEÚDO DO LIVRO 
 
DEFINIÇÃO 
 
A didática é a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino, 
destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica. A didática estuda os 
diferentes processos de ensino e aprendizagem. 
• Os elementos da ação didática são: 
• o professor 
• o aluno 
• a disciplina (matéria ou conteúdo) 
• o contexto da aprendizagem 
• as estratégias metodológicas 
 
 
https://slideplayer.com.br/slide/357999/ 
 
 
HISTÓRIA 
 
Entre os anos 20 e 50 
 
Nesse período, a didática praticada era a da Escola Nova, que buscou superar os 
postulados da escola tradicional, trazendo assim uma reforma interna no ensino. O 
movimento da escola nova defendia a necessidade de partir dos interesses das crianças, 
abandonando a visão delas como "adultos em miniatura" e passando a considerá-las 
capazes de se adaptar a cada fase de seu desenvolvimento. Foi a fase do "aprender 
fazendo", momento em que os jogos educativos passaram a ter um papel importante no 
dia-a-dia das escolas. 
http://www.institutoine.com.br/
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HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA 
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Entre os anos 60 e 80 
 
Nesse período, a didática assumiu o enfoque teórico numa dimensão denominada 
tecnicista, e deixou o enfoque humanista centrado no processo interpessoal, para uma 
dimensão técnica do processo ensino-aprendizagem. 
Dos anos 90 até a atualidade 
 
A didática tornou-se um instrumento para a cooperação entre docente ediscente, 
para que realmente ocorresse a evolução dos processos de ensino e aprendizagem. Para 
isso é importante o comprometimento, o esforço e o exercíciode suas técnicas em ambos 
os lados, para que o conhecimento realmente seja transmitido do professor para o aluno. 
DIDÁTICA E CURRÍCULO 
 
A princípio, didática e currículo se desenvolveram de forma paralela, sem a 
interferência de uma no campo da outra, referindo-se cada uma a conteúdos, sujeitos e 
finalidades diferentes. Somente a partir dos anos 60 o currículo começoua formar parte do 
campo da didática, alternando-se sua incumbência segundo predominava uma forma ou 
outra de entender a educação e a didática. 
A tendência atual considera imprescindível uma integração entre currículo e 
didática, esta favorecendo o trabalho de aula. Os estudos curriculares tendem a aspectos 
mais globais, expondo como se realiza a seleção e organização do conhecimento, e como 
esse processo de seleção não é neutro, favorecendo a certos grupos frente a outros. 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=XFkJfIgAvC0 
 
 
http://www.institutoine.com.br/
http://www.youtube.com/watch?v=XFkJfIgAvC0
http://www.youtube.com/watch?v=XFkJfIgAvC0
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COMÊNIUS- PAI DA DIDÁTICA MODERNA 
 
O nome Comênio é o aportuguesamento da assinatura latina (Comenius) de Jan Amos 
Komensky, nascido em 1592 em Nivnice, Morávia (então domínio dos Habsburgos, hoje 
República Tcheca). O pensador Comênio foi filho único de um casal de membros do grupo 
protestante Irmãos Boêmios. Na Universidade de Heidelberg (Alemanha), se entusiasmou 
com as idéias de filósofos que criavam uma concepção de ciência baseada no empirismo. 
Seguiu carreira religiosa e tevede fugir para a Polônia quando, no início da Guerra dos 30 
Anos, em 1618, o rei Ferdinando II decidiu reimpor o catolicismo na Boêmia. Sua revolta 
com a situaçãoo levou a escrever obras filosóficas e pedagógicas satirizando a ordem 
vigente e propondo mudanças radicais. Essas idéias seduziram pensadores da Inglaterra, 
que o convidaram a trabalhar no país, mas o projeto foi abortado pela eclosão da Guerra 
Civil Inglesa, em 1642. 
Tentativas de reforma escolar a pedido dos governos da Suécia e da Hungriaacabaram 
fracassando em parte por causa da insistência do pensador em divulgarsua "pansofia", sem 
sucesso e ele voltou para a Polônia. Comênio teve novamentede fugir de uma guerra civil e 
estabeleceu-se em Amsterdã, onde permaneceu até morrer, em 1670. Por essa época, seus 
livros de texto ilustrados para o aprendizadode línguas e ciências tinham se tornado uma 
bem-sucedida novidade nas escolas da Europa. 
 
https://www.slideshare.net/LilianeMachado1/a-escola-materna/7?smtNoRedir= 
 
 
 
http://www.institutoine.com.br/
http://www.slideshare.net/LilianeMachado1/a-escola-materna/7?smtNoRedir
http://www.slideshare.net/LilianeMachado1/a-escola-materna/7?smtNoRedir
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Pedagogia de Comênio 
 
Defendia sua pedagogia com a máxima: "Ensinar tudo a todos" que sintetizaria os 
princípios e fundamentos que permitiriam ao homem colocar-se no mundo como autor. 
Objetivando a aproximação do homem a Deus, seu 
objetivo central era tornar os homens bons cristãos - sábios no pensamento, dotadosde 
fé, capazes de praticar ações virtuosas estendendo-se a todos: ricos, 
pobres, mulheres, portadores de deficiências. 
 
A didática é, ao mesmo tempo, processo e tratado: é tanto o ato de ensinar quanto a arte 
de ensinar. Salientava a importância da educação formal de crianças pequenas epreconizou a 
criação de escolas maternais, pois teriam, desde cedo, a oportunidade de adquirir as noções 
elementares do que deveriam aprofundar mais tarde. A educação deveria começar pelos sentidos, 
pois as experiências sensoriais obtidas pormeio dos objetos seriam internalizadas e, mais tarde, 
interpretadas pela razão. 
Compreensão, retenção e práticas consistiam a base de seu método didático e, poreles 
se chegaria às três qualidades: erudição, virtude e religião, correspondendo àstrês faculdades 
necessárias - intelecto, vontade e memória. 
 
 
https://novaescola.org.br/conteudo/184/pai-didatica-moderna-filosofo- 
tcheco-comenio 
 
Fundamentos naturais do método de Comenius: 
 
O método tem como preceitos: - tudo o que se deve saber deve ser ensinado; 
qualquer coisa que se ensine deverá ser ensinada em sua aplicação prática, uso definido; - 
deve ensinar-se de maneira direta e clara; - ensinar a verdadeira natureza das coisas, 
partindo de suas causas; - explicar primeiro os princípios gerais; - ensinar as coisas em seu 
devido tempo. 
Já a Didática Magna apresenta as características fundamentais da escola moderna: - a 
http://www.institutoine.com.br/
https://novaescola.org.br/conteudo/184/pai-didatica-moderna-filosofo-tcheco-
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construção da infância moderna como forma de pedagogização dessainfância por meio da 
escolaridade formal (até então, as crianças eram tratadas como pequenos adultos); - uma 
aliança entre a família e a escola, por meio da quala criança vai se soltando da influência da 
órbita familiar para a órbita escolar; - umaforma de organização da transmissão dos saberes, 
baseada no método de instrução simultânea, agrupando-se os alunos; e - a construção de um 
lugar de educador, de mestre, reservado aos adultos portadores de saberes legítimos. 
Deixou mais de 200 obras entre as quais: 
Labirinto do Mundo (1623) 
 
FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS 
A Teoria Pedagógica é o local do ponto de encontro e de construção da unidade 
metodológica entre as áreas do conhecimento e campos de saberes que são referencias para 
as disciplinas escolares. É aqui que se estabelece a base paraumpossível diálogo entre teorias 
e que faz sentido refletirmos sobre as questões gerais colocadas para o campo educacional, 
considerando agora a especificidade,em termos epistemológicos, dos campos de saber, das 
áreas de conhecimento, oudas disciplinas científicas. É neste momento que é possível refletir 
sobre asrespostas de outras teorias e de outras áreas de conhecimento. Sabe-se que a matriz 
teórica e o projeto Histórico possibilitam reconhecer problemáticas significativas que somente 
poderão ser tratadas em um esforço conjunto integrado,dentro de uma dada unidade teórico- 
metodológica estabelecida pelos pontos de referencia básicos para o dialogo, ou melhor o 
plano de entendimento. Este plano de entendimento tem como fundamento a prática concreta 
para transformar a realidade social. (TAFARREL & BARROSO0 
A elaboração da teoria pedagógica é matéria de pesquisa e, segundoFREITAS (1987, p. 
138), implica interação intensa com a prática pedagógica. A prática não é o conhecimento em 
si, mas fornece, indiscutivelmente, a base para aconstrução deste conhecimento. A questão 
que se coloca ainda segundo Freitas é"qual seria o elemento basilar na pesquisa da teoria 
pedagógica? 
https://www.youtube.com/watch?v=lDtwqEN6BCY 
 
Freitas (1987, p. 138) propõe ainda, "vivenciar a prática pedagógica com umprojeto 
histórico claro, sem aprisionar a prática com a imposição de esquemas estruturantes; buscar 
apoio interdisciplinar; gerar problemas significativos de pesquisa que permitam extrair 
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http://www.youtube.com/watch?v=lDtwqEN6BCY
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conceitos em direção ao abstrato para empreender o regresso ao concreto‖, levantando como 
hipótese de elementos basilares da teoria pedagógica a organização do trabalho no trato com 
o conhecimento, nos objetivos – avaliação. 
Contudo, a simples análise e reconstrução da lógica que articula os elementos 
constitutivos do programa, texto, aula/projeto não é suficiente para compreender oprocesso 
de produção científica. É necessário, ainda, situar o caráter histórico da construção científica. 
E, por isso, Tafarrel & Dourado (1997) recorrem a MARX quando expõe suas teses acerca da 
formação social da consciência humana e do hegemônico.Diz MARX: 
 
"Será preciso grande perspicácia para compreender que as ideias, as noções, e as 
concepções, numa palavra, que a consciência do homem se modifica com toda mudança 
sobrevinda em suas condições de vida, em suas relações sociais, em sua existência social? 
Escola Herbartiana 
 
As obras pedagógicas mais importantes de Herbart são: Relatórios de um Preceptor, 
Pedagogia Geral deduzida do fim da Educação, Esboço para um curso de Pedagogia, Lições 
Preliminares sobre Pedagogia e Idéia de Pestalozzi de um ABC da instrução. 
O sistema da Pedagogia. 
 
Com Herbart a história da educação tocou a figura mais importante do século XIXe uma 
das quatro cabeças diretoras (junto com Comênio, Rousseau e Pestalozzi) da Pedagogia clássica 
dos Tempos Modernos. Não é sem razão que suas idéias pedagógicas se propagaram, com êxito 
envolvente, durante toda a metade do século XIX e, ainda que detidas, de um lado pela doutrina 
neokantiana de Paulo Natorp e a neo-begeliana de Gentile, e, de outro, pela Pedagogia de 
Dewey e a atividade de Kerschensteiner, ainda contam, depois de formadas, com talentosos e 
brilhantes defensores. 
Herbart não apenas empreendeu o estabelecimento e resolução de alguns problemas. 
Seu plano de trabalho foi um estudo abrangente e sistemático da vidaeducativa: desde os 
temas da Didática especial, na qual se revelou um talento criador, até as questões dos 
objetivos filosóficos e das relações da educação coma vida e a cultura, tudo tem ajuste 
pertinente na doutrina. 
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https://pt.scribd.com/presentation/183319941/Apresentacao-Herbart 
 
 
 
A Ética: fundamentação da finalidade educacional. 
 
Herbart enfatizou, no Problema moral, a importância decisiva do assentamento 
prazeroso na decisão da vontade. O homem, como já o havia demonstrado Schiller,deve realizar 
o bem com íntima e fecunda alegria, com prazer estético. As apreciações e valorizações por 
íntima e prazenteira inclinação (em sua linguagem,"representações estéticas") incluem, ao 
mesmo tempo, "o digno, o belo, o moral, o justo; numa palavra: o que agrada em seu estado 
perfeito, depois de uma contemplação perfeita". Em conjunto, cinco idéias definem, com rigor, 
este carátermoral que tem em vista a formação humana: 
1. A liberdade interior, vale dizer, a liberdade resoluta e cheia de gozo paradesejar o 
bem. 
2. A plenitude de valores, que propende para a realização de 
objetivos nobres, cada vez em maior número. 
3. A benevolência, ou seja, querer o bem do próximo. 
4. A justiça, isto é, dar a cada um o que é seu. 
5. A equidade, recompensa e reparação adequadas. 
 
A Psicologia: supostos da Metodologia. 
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Herbart não reconheceu a liberdade da vontade no sentido de Kant. As massas mais 
fortes de representações determinam nosso agir, e, como a instruçãopode criar tais massas de 
representações, vê-se, aqui, também a possibilidade da formação do caráter 
Em última instância, esta luta das representações se explica metafisicamente, 
recorrendo a certo numero de elementos subjacentes na consciência chamados reais. Além 
disso, são suscetíveis de medir-se matematicamente os diversosestados psíquicos (Psicologia 
matemática). 
Em suma: a Psicologia de Herbart pode ser caracterizada como metafísica 
intelectualista, associacionista, mecanicista e matemática. 
Instrução educativa. - Assentadas estas bases, Herbart fixou os termos do problema 
teórico da Pedagogia: o caráter moral, finalidade da educação, alcança- se pela instrução, pela 
disciplina e pelo governo. 
 
Assim, só é educativa a instrução que modifica os grupos de idéias que o espírito possui, 
impulsionando este a formar uma nova unidade de representações ou uma série harmônica de 
unidades, que, por sua vez, determinam o comportamento. Uma volição não é mais do que uma 
idéia que se desenvolveu cabalmente, realizando umcírculo completo, que começa com o interesse 
e termina com a ação. Esta instrução educativa, que forma a vontade ou o querer e modela o caráter, 
é a verdadeira tarefa 
da escola. O meio de conseguir. esta instrução educativa é produzir, no espírito da 
criança, um interesse multíplice. 
 
Pedagogia do interesse 
 
Com efeito, a primeira condição para que o ensino seja fecundo é que exciteo interesse 
do educando. "O interesse é a grande palavra, a palavra mágica da Pedagogia." Interessar a 
criança é depositar em sua consciência o gosto e íntimo atrativo da verdade, da beleza e do 
bem; não é um mero distrair ou divertir, mas a fonte da atividade intelectual. O interesse exclui 
a violência, suaviza o esforço até quase suprimi-lo. Tudo está perdido se, desde o princípio, se 
converte o estudo numa espécie de miséria e tormento. 
 
Para Herbart existem seis classes de interesses: três que provocam o 
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conhecimento e três que provêm das relações sociais. 
 
Os interesses que dão margem às relações humanas são: 
• o interesse simpático, que impulsiona o homem a participar na alegriae na dor 
do próximo; 
• o interesse social, que faz sentir o destino da classe social a quepertence, 
dopovo, da Humanidade; 
• o interesse religioso, que o guia ao sentimento de dependência arespeito 
de Deus. 
• Nenhuma das seis formas de interesse deve ser descuidada ou 
sacrificada. 
• O interesse deve ser multíplice e equilibrado. 
 
A obra pedagógica de Herbart teve enorme influência em todo o mundo ocidental (e 
também no Japão) na segunda metade do século 19. Por se basear no princípiode que a mente 
humana apenas apreende novos conhecimentos e só participa do aprendizado passivamente, 
o herbartianismo resultou num ensino que hoje qualificamos de tradicional. As escolas 
herbartianas transmitiam um ensino totalmente receptivo, sem diálogo entre professor e 
aluno e com aulas que obedeciam a esquemas rígidos e preestabelecido . Herbart previa cinco 
etapas para o ato de ensinar. 
• A primeira, preparação, é o processo de relacionar o novo 
conteúdo a conhecimentos ou lembranças que o aluno já possua, 
para que ele adquira interesse na matéria. 
• Em seguida vem a apresentação ou demonstração do conteúdo. 
• A terceira fase é a associação, na qual a assimilação doassunto se 
completa por meio de comparações minuciosas com conteúdos 
prévios. 
• A generalização, quarto passo do processo, parte do conteúdo 
recém- aprendido para a formulação de regras globais; é 
especialmente importante para desenvolver a mente além da 
percepção imediata. 
• A quinta etapa é a da aplicação, que tem como objetivo mostrar 
utilidade para o que se aprendeu. 
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A Escola Skinneriana 
 
Na escola Skinneriana, o ensino acontece de acordo com técnicas e/ou experiências que 
analisam o comportamento. O aluno aprende ou adquire novas formas de comportamentos 
que facilitam aprendizado, ou melhor, o ensino acontece na seqüência de estímulos e 
respostas. A característica básica dessa proposta se relaciona com a avaliação que deve ser 
contínua e sistemática, a fim de que se detecte o caminho a ser percorrido, seja pelo aluno, seja 
pelo professor.A análise imediata dos resultados se configura em necessidade básica da 
proposta, com a finalidade de alimentar e/ou refazer a programação. 
 
 
https://pgl.gal/o-modelo-didatico-do-ensino-programado-segundo-b-f-skinner/ 
Escola Rogeriana 
Carl Ransom Rogers (8 de janeiro de 1902, Oak Park, Illinois, EUA - 4 de fevereiro de 1987, 
La Jolla, Califórnia, EUA), Psicólogo estadunidense. Importantepensador americano, foi um 
precursor da psicologia humanista e criador da linha teórica conhecida como Abordagem 
Centrada na Pessoa (ACP). 
Carl Rogers ficou famoso por desenvolver um método psicoterapêutico centrado no 
próprio paciente. O terapeuta tem que desenvolver uma relação de confiança com o paciente 
para poder fazer com que ele encontre sozinho sua própria cura. 
Principais ideias 
 
A partir dessa concepção primária, o processo psicoterapêutico consiste em um trabalho 
de cooperação entre psicólogo e cliente, cujo objetivo é a liberação desse potencial de 
crescimento, tendo como resultado a pessoa aberta à experiência,vivendo de maneira 
existencial,tornando-se ele mesmo. 
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Há três condições básicas e simultâneas defendidas por Rogers como facilitadoras,no 
relacionamento entre psicoterapeuta e cliente, para que ocorra a atualização desse núcleo 
essencialmente positivo existente em cada um de nós. São elas: 
• a consideração positiva incondicional; 
• a empatia e 
• a congruência. 
 
Outro ponto a considerar é que após longos estudos, Rogers chegou à conclusão de que 
as três condições são eficazes como instrumento de aperfeiçoamento da condição humana em 
qualquer tipo de relacionamento, tais como: na educação entre professor e aluno, no trabalho, 
na família,nas relações interpessoais em geral. 
Rogers se opôs à teoria de B.F.Skinner de que a personalidade do homem seria moldada 
pelo meio por meio de condicionamentos operantes. Para Rogers todos os homens são bons 
na sua essência, e que todo o aprendizado deveria serorganizado no sentido do indivíduo para 
o meio, e não o contrário Neste sentido, ele nos diz: 
- A Questão é saber se podemos permitir que o conhecimento se organize no e 
 
pelo indivíduo, em vez de ser organizado para o indivíduo. 
 
 
 
https://psicologadrumond.wordpress.com/2013/08/15/carl-rogers-e-a-acp- 
abordagem- 
centrada-na-pessoa/ 
 
Influências no Brasil 
 
Acusado de "romântico" durante a ditadura militar no Brasil, Rogers chegou aacreditar 
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que a democracia brasileira seria viável caso os governos militares - instalados no poder 
nacional de então - se submetessem aos Grupos de Encontro e à Psicoterapia. Esse 
pensamento obviamente impunha, no mínimo, ao psicólogobrasileiro, uma questão ética: 
Tratar ou não daqueles que eram torturadores? 
O ENSINO UNIVERSITÁRIO NUMA ÓTICA ROGERIANA 
 
Teixeira (2005) escreveu um texto sobre o O ensino universitário numa ótica Rogeriana 
e, aqui abordaremos este texto. 
O autor inicia suas reflexões através do assunto sobre o ingresso em um cursosuperior, 
que além de representar uma aspiração imposta aos jovens pela sociedade, é uma ruptura 
bastante grande a nível educacional. Há uma ótica diferente em relação ao saber. 
Deste modo, Teixeira (2005) verfica que, ao analisar os método de ensino utilizados pelas 
universidades, constata-se que há relativo progresso na vida do estudante universitário em 
relação a estágios inferiores da educação. Entretanto, esses métodos, ainda que menos 
alienantes, são prolongamentos de surradas técnicas educacionais empregadas no ensino 
médio. 
Na universidade, os métodos são similares. Exige-se do aluno, entretanto, descuida-se 
do preparo não obtido em escolas do ensino médio e, muito menos, nos preparatórios aos 
vestibulares que se preocupam exclusivamente em descobrirtécnicas que permitam aos seus 
alunos grandes chances de aprovação nos exames de ingresso às 
Escolas superiores. 
 
Teixeira (2005) ainda enfoca sobre a política educacional de um país que poderetirar de 
seus estudantes todas as possibilidades de auto realização, não oferecendo condições para o 
aprimoramento de suas condições intelectuais e a organização das escolas superiores optam 
por metodologias impróprias ao crescimento individual, fazendo de suas atividades uma 
obrigação, criam-se campos propícios ao descontentamento e desconfiança. Tal qual o 
trabalhador emuma sociedade capitalista, o estudante aliena-se de seus afazeres discentes. 
Morales, citando Hildebrand, delineou o perfil do bom professor, obtido através de 
pesquisa que "destruiu o mito de que se desconhece a natureza do bom ensinoou de que esta 
é demasiado sutil para ser compreendida". Os resultados apontam que os bons professores: 
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1. Conhecem a matéria; 
2. se comunicam facilmente com os estudantes; 
3. estabelecem relação de cordialidade com a classe, sãohábeis para 
organizar a participação do grupo e permitir a mútua interação; 
4. respondem de forma pessoal a cada estudante... 
 
 
https://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?o-tornar-se-pessoa-na- 
otica-rogeriana-os-desafios-de-constituir-se-aprendiz-na-educacao-didática e 
pedagogiasuperior&codigo=TL0433&area=d 
Fritz, citado no artigo "Em torno de uma melhora da comunicação professor- 
aluno‖, enumera cinco condições para que haja relação satisfatória à promoção do 
aprendizado: 
 
• Comunicação aberta, que devetrazer um clima amistoso às 
dependências onde se dá o aprendizado; 
• Considerações e respeito ao sentimento dos alunos,isto é, as 
pessoas devem ser vistas dentro de suas individualidades e, como 
tal, respeitadas; 
• Processos democráticos de decisão, que retira do professor a 
figura de mero agente do saber; 
• Comunicação livre de toda a autoridade, que não eximeas partes 
de responsabilidade e respeito e: 
• Apreço mútuo, ou seja, respeito às individualidades na solução 
das controvérsias que surgem em todos os momentos do 
relacionamento humano. 
Conclui-se portanto, que o professor, na visão humanística, deve ter consciência de seu 
trabalho de comunicação interpessoal, de interação com seus alunos em busca do crescimento 
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https://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?o-tornar-se-pessoa-na-otica-rogeriana-os-desafios-de-constituir-se-aprendiz-na-educacao-didática
https://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?o-tornar-se-pessoa-na-otica-rogeriana-os-desafios-de-constituir-se-aprendiz-na-educacao-didática
https://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?o-tornar-se-pessoa-na-otica-rogeriana-os-desafios-de-constituir-se-aprendiz-na-educacao-didática
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individual respeitando as características depersonalidade de cada um. 
 
Pedagogia de Paulo Freire 
 
 
 
https://pt.slideshare.net/LucasBernardo/a-pedagogia-de-paulo-freire-parte-1 
 
 
Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da 
classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infânciadurante a depressão de 
1929, uma experiência que o levaria a se preocupar comos mais pobres e o ajudaria a 
construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais 
pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente 
na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no 
Brasil (1964- 1985), sendo preso e forçado ao exílio. 
O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento 
filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética 
hegeliana e o materialismo histórico. 
Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo 
público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre 
ligados a partidos de esquerda. 
A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando 
ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método 
inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto 
educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart. 
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http://pt.wikipedia.org/wiki/19_de_setembro
http://pt.wikipedia.org/wiki/1921
http://pt.wikipedia.org/wiki/Recife
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fome
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o
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http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Paulo_Freire
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http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regime_militar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Goulart
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DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR NOS DIAS DE HOJE 
Para Lindino & Dourado (2008), discutir qualidade na educação superior não é uma tarefa 
recente e nem por isso tornamos mais fácil ou menos interessante. Todavia, observam que o 
ambiente universitário é marcado pelas críticas e pelas divergências e, como se pode antever, 
esta situação ocorre, sobretudo, quando setrata de uma discussão tão profunda e polêmica 
como este assunto. 
Os estudantes têm também um leque de expectativas e de crenças sobre o curso e a 
instituição na qual ingressam. A experiência vivida diariamente no curso, o contato com 
profissionais, o confronto de suas expectativas com a realidade experimentada contribuem 
para o conceito do curso, bem como preparar o acadêmico para atuar como profissional no 
mercado de trabalho. Entretanto, as iniciativas tomadas pelas administrações superiores de 
ensino, nem sempre têm alcançado os efeitos pretendidos, em geral porque não incidem no 
conjunto de ,fatores que determinam, de forma direta ou indireta, a qualidade do ensino e 
conseqüentemente das aprendizagens. 
Atualmente o mercado de trabalho em geral sempre questiona a necessidadede um 
profissional completo, e não aquele especializado em apenas uma única área. Neste momento, 
cabe ressaltar que como a formação do conhecimento profissional coletivo exige que se 
aperfeiçoem as capacidades reflexivas coletivas sobre a própria prática docente, o professor 
universitário precisa aprender a interpretar e compreender tanto a educação quanto a 
sociedade de forma comunitária. Hoje, quando se pensa na formação permanente, não 
podemosconceituá-la "[...] apenas como uma forma deconhecimento científico, pedagógico e 
cultural do professor, devemos acrescentar como sendo uma descoberta da teoria para 
organizá-la, fundamentá-la, revisá-la e combatê-la, se preciso" (IMBERNÓN, 2000, p. 69). 
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