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ÁREAS DE ATUAÇÃO DA 2015-1 7° SEMESTRE PAC-PET

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for compensatório é necessário explicar sobre a Receita com Equivalência Patrimonial sobre investimentos que são obrigatórios para empresa de Lucro Real.
O art. 67 do Decreto-Lei nº 1.598/77, o art. 248 da Lei nº 6.404/76 e o Parecer Normativo CST nº 78/78 demonstram que no encerramento de cada período as empresas que tenham investimento avaliado pelo patrimônio líquido em coligada ou controlada deverão avaliá-los pelo método da equivalência patrimonial, se relevantes. Essas legislações não esclareceram se tal avaliação é somente para as sociedades por ações ou se é extensiva às demais sociedades.
Apenas com a publicação do Decreto-Lei nº 1.648/78, ficou esclarecido que todas as pessoas que optarem pela tributação com base no Lucro Real estão obrigadas a avaliar seus investimentos, se relevantes, em função do seu patrimônio líquido em coligadas e controladas.
Importa ressaltar que a Lei nº 11.638/07 e a Lei nº 11.941/09 introduziram alterações no conceito de coligada e no alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente.
A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio líquido da sociedade investida, e no reconhecimento dos seus efeitos na demonstração do resultado do exercício.
O valor do investimento, portanto, será determinado mediante a aplicação da porcentagem de participação no capital social, sobre o patrimônio líquido de cada sociedade coligada ou controlada.
Formas de Avaliação do Investimento
Existem duas formas de avaliação de investimento:
Avaliação pelo Método de Custo de Aquisição que é determinada em razão do valor do patrimônio líquido na época da aquisição do investimento, seja em quotas ou ações;
Avaliação pelo Método da Equivalência Patrimonial, que deverá observar o seguinte: no balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas (art. 248 da Lei nº 6.404/76 com a redação dada pela Lei nº 11.941/09):
b.1) O valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância dessas normas, na mesma data, ou até 60 dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas;
b.2) O valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número I, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada;
b.3) A diferença entre o valor do investimento, de acordo com “b.2”, e o custo de aquisição corrigido monetariamente, somente será registrada como resultado do exercício:
b.3.1) Se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada;
b.3.2) Se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos;
b.3.3) No caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.
Apuração do valor do investimento
O valor do investimento será apurado mediante a aplicação da porcentagem de participação da sociedade investidora no capital social da sociedade investida, sobre o valor do patrimônio líquido desta, diminuído dos resultados não realizados, observando-se o seguinte (art. 387 do RIR/99):
O patrimônio líquido da sociedade investida será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado na mesma data do balanço do contribuinte ou até dois meses, no máximo, antes dessa data com observância da lei comercial, inclusive quanto à dedução das participações nos resultados e da provisão para o Imposto de Renda;
Se os critérios contábeis adotados pela investida (coligada e controlada) e pela investidora não forem uniformes, o contribuinte deverá fazer no balanço ou balancete da coligada ou controlada os ajustes necessários para eliminar as diferenças relevantes decorrentes da diversidade de critérios;
O balanço ou balancete da investida (coligada ou controlada) levantado em data anterior à do balanço da investida deverá ser ajustado para registrar os efeitos relevantes de fatos extraordinários ocorridos no período.
O prazo de dois meses, mencionado acima, aplica-se aos balanços ou balancetes de verificação das sociedades de que a coligada ou controlada participe, direta ou indiretamente, com investimentos relevantes que devam ser avaliados pelo valor de patrimônio líquido para registrar os efeitos relevantes de fatos extraordinários ocorridos no período;
O valor do investimento do contribuinte será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido ajustado de acordo com os procedimentos acima, da percentagem da participação do contribuinte no capital da coligada ou controlada.
ANALISE DO DRE
A Lei 6.404/1976 obrigava as empresas à separarem, na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) os resultados operacionais dos resultados não operacionais, com a chegada da Medida Provisória nº 449/2008 (convertida na Lei nº 11.941/2009) esta regra mudou. Segundo o Comitê de Pronunciamentos Contábeis, conforme publicado na Orientação OCPC 02, passamos a seguir uma regra já existentes nas normas internacionais: a não segregação dos resultados em operacionais e não operacionais
Sendo assim, as entidades “deverão apresentar as Outras Receitas/Despesas no grupo Operacional e não após a linha do Resultado Operacional
Portanto os lançamentos realizados pela empresa estão fora das novas normas de contabilidade e devem ser corrigidos, sendo apurados na conta Outras Receitas/Despesas dentro do Grupo de contas Operacional.
CONCLUSÃO
Portanto, no atual cenário econômico que vivemos encontramos uma alta competitividade entre as empresas. Em contrapartida a isso, a carga tributária encontra-se elevada, e os tributos evidenciam uma boa parte dos custos empresariais. Por essa situação, as empresas necessitam de um planejamento tributário eficaz, isso faz com que os empresários busquem a solução em seus contadores, e esses tentam buscar a alternativa por meio de análises nas demonstrações contábeis.
Atualmente, devido ao grande número de impostos existentes no Brasil, as empresas vem sentindo a necessidade e a importância de elaborar um planejamento tributário, de maneira que traga economia para a empresa, respeitando a legislação. Procurou-se com a presente pesquisa contribuir com a economia tributária da empresa, buscando a melhor opção entre os critérios existentes, para definir a tributação do IRPJ e por consequência CSLL, PIS e COFINS.
Os objetivos específicos foram todos respondidos através da fundamentação teórica e do estudo de caso especifico.
Os objetivos específicos foram todos respondidos através da fundamentação teórica e do estudo de caso especifico. Deve-se salientar que os dados apresentados no estudo de caso são do exercício social de 2015, sendo dados reais os referentes ao período de janeiro a agosto de 2015 e projetado (através da meda aritmética de outros anos) de setembro a dezembro de 2015.
Cabe destacar que as análises efetuadas devem continuar sendo realizadas a cada exercício social, pois mudanças na economia, no mercado e na legislação tributária podem determinar que, em dado momento, que o Lucro Presumido ou o Lucro Real, venha a ser a opção mais vantajosa para a empresa estudada.
Desse Modo, o Planejamento Tributário usando a ferramenta Elisão Fiscal é a melhor consultoria tributaria que a empresa pode optar e se faz necessário um acompanhamento a cada exercício.
REFERÊNCIAS
Cruz, Vilma Aparecida Gimenes da. Metodologia Científica. 01. São Paulo: Pearson, 2013.

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