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6
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Sumário
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA	2
1. ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DO ESTADO	3
2. ÓRGÃOS PÚBLICOS	4
3. ADMINISTRAÇÃO DIRETA	5
4. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA	5
5. ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR	10
6. REFORMA E EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA	11
7. GESTÃO DE QUALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA	13
8. ACCOUNTABILITY	16
9. GOVERNABILIDADE E GOVERNANÇA	20
10. GOVERNO ELETRÔNICO (e-Gov)	24
11. #TABELANDO	25
12. DISPOSITIVOS PARA CICLOS DE LEGISLAÇÃO	30
13. BIBLIOGRAFIA UTILIZADA	31
ATUALIZADO EM 28/10/2024[footnoteRef:1] [1: As FUCS são constantemente atualizadas e aperfeiçoadas pela nossa equipe. Por isso, mantemos um canal aberto de diálogo (setordematerialciclos@gmail.com) com os alunos da #famíliaciclos, onde críticas, sugestões e equívocos, porventura identificados no material, são muito bem-vindos. Obs1. Solicitamos que o e-mail enviado contenha o título do material e o número da página para melhor identificação do assunto tratado. Obs2. O canal não se destina a tirar dúvidas jurídicas acerca do conteúdo abordado nos materiais, mas tão somente para que o aluno reporte à equipe quaisquer dos eventos anteriormente citados. ] 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Olá, cicleiro! Dentro desse tema temos alguns assuntos a serem vistos ao longo desse CARD:
-> Organização e estrutura do Estado;
-> Reformas e Evolução da Adm. Pública;
-> Gestão da Qualidade na Adm. Pública;
-> Governança, Governabilidade e Accountability;
-> Estratégica em Organizações Públicas;
-> Governo Eletrônico e Transparência;
1. ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DO ESTADO
· (DES)CONCENTRAÇÃO X (DES)CENTRALIZAÇÃO #APOSTACICLOS 
São expressões que se referem à reunião de competências ou repartição de competências entre órgãos de uma mesma pessoa. O Estado é pessoa jurídica de direito público dotada de autonomia política, que exerce funções essenciais à coletividade e ao próprio Estado, assim, ao exercer a função administrativa (uma das funções estatais), ele pode escolher se reparte as competências administrativas entre muitos órgãos administrativos internos ou se reúne as competências em poucos órgãos.
#APOSTACICLOS
	CONCENTRAÇÃO
	É a reunião das competências administrativas em um ou alguns órgãos (exemplo: dois ministérios – um é extinto e um deles reúne a competência dos dois)
	DESCONCENTRAÇÃO
	É a diluição de competência no âmbito de uma mesma pessoa jurídica, por meio da criação de órgãos públicos. (#MACETINHO: descOncentração = Órgão)
ATENÇÃO: Tanto para concentrar quanto para desconcentrar, há necessidade de lei específica, isso porque órgão se cria e se extingue por lei. Pode ocorrer no âmbito da administração direta, quanto indireta.
	CENTRALIZAÇÃO
	O Estado exerce diretamente a função administrativa por meio de órgãos internos, ou seja, cada um dos entes estatais exerce, dentro de sua competência e por meio dos órgãos internos, a atividade administrativa.
	DESCENTRALIZAÇÃO
	O Estado transfere para outra pessoa jurídica o encargo de exercer a função administrativa (há pluralidade de pessoas jurídicas).
A descentralização pode ser:
· Política: é aquela que existe numa Federação, onde há uma repartição originária de competências.
· Administrativa ou derivada – se divide em três espécies:
	TERRITORIAL
	É a transferência de competência a um território (Território federal tem natureza autárquica)
	POR SERVIÇOS OU OUTORGA #APOSTACICLOS
	Ocorre quando o Estado CRIA uma entidade (pessoa jurídica) e a ela transfere determinado serviço público = é o que ocorre na criação das entidades da administração indireta, onde o Estado descentraliza a prestação dos serviços, outorgando-os a outras pessoas jurídicas (autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas).
ATENÇÃO: A outorga pressupõe obrigatoriamente a edição de uma LEI que institua a entidade, ou autorize a sua criação. Somente por LEI é criada ou autorizada a criação de um ente da adm. indireta.
	POR COLABORAÇÃO OU DELEGAÇÃO #APOSTACICLOS
	É a transferência somente da execução (NÃO DA TITULARIDADE) de um serviço público a uma outra pessoa jurídica ou física (normalmente um particular), que se concretiza por meio de um negócio jurídico (contrato de concessão ou permissão), por ato unilateral (autorização de serviços públicos) ou também por lei.
2. ÓRGÃOS PÚBLICOS
Conceito de Órgãos Públicos: órgão corresponde a um centro especializado de competências que existe dentro de uma pessoa, é um plexo de competências.
Teoria do órgão (Otto Gierke): assevera que o Estado declara sua vontade através de órgãos internos, cujas atribuições são definidas pela lei, mas executadas por agentes públicos, de modo que o ato do agente é imputado ao órgão que integra a pessoa jurídica (princípio da imputação volitiva). #APOSTASCICLOS
A principal característica do órgão público é que ele nunca possui personalidade jurídica. Quem tem personalidade jurídica é a pessoa jurídica, a qual é sujeito de direitos e de obrigações.
A criação de órgãos públicos, assim como a extinção, se dá por lei.
CLASSIFICAÇÃO DOS ORGÃOS PÚBLICOS:
	QUANTO À POSIÇÃO ESTATAL
	Independentes: são aqueles previstos diretamente no texto constitucional e , por essa razão, não sofrem qualquer relação de subordinação (ex.: Presidência da República, Governadorias, Prefeituras, Congresso Nacional, Câmaras, todos os Tribunais).
	
	Autônomos: localizam-se na cúpula da administração pública, num grau hierárquico abaixo dos órgãos independentes, e são subordinados diretamente à chefia destes. Desfrutam de ampla autonomia administrativa, financeira e técnica – 4 atribuições principais: supervisão, planejamento, coordenação e controle (ex.: Secretarias e Ministérios.
	
	Superiores: são órgãos que possuem atribuições de direção, controle e decisão, mas que sempre estão sujeitos ao controle hierárquico de uma chefia mais alta. Não têm autonomia administrativa, mas possuem autonomia técnica. Sujeição hierárquica ao órgão público autônomo. Atribuição precípua de decisão. Ex.: Gabinetes e procuradorias.
	
	Subalternos: são meros órgãos de execução, com reduzido poder decisório. Não possui qualquer autonomia, limita-se a executar ordens. Ex.: Zeladoria (cuida dos bens públicos), almoxarifado, sessão de recursos humanos.
	QUANTO À ESTRUTURA
	Simples ou unitários: são constituídos por um só centro de competências e não possuem subdivisões (outros órgãos em seu interior) – ex.: Gabinetes.
	
	Compostos: reúnem em sua estrutura diversos órgãos (ex:. Ministérios e secretarias estaduais).
	QUANTO À ATUAÇÃO FUNCIONAL
	Singular ou unipessoal: só há um agente (ex.: Prefeitura, Presidência da República).
	
	Colegiado: também são denominados de pluripessoais (vários agentes), pois a tomada de decisão é feita de forma coletiva (ex.: Congresso Nacional, STF).
3. ADMINISTRAÇÃO DIRETA
O conjunto formado pela somatória de todos os órgãos públicos integrantes da estrutura de cada entidade federativa recebe o nome de Administração Pública Direta ou Centralizada. Assim, pertencem à Administração Direta, além das próprias entidades federativas, ou seja, União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, também os Ministérios, Secretarias, Delegacias, Tribunais, Casas Legislativas, Prefeituras, Ministério Público, Defensorias, Tribunais de Contas etc. 
4. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA
CARACTERISTÍCAS COMUNS ÀS ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 
- Têm personalidade jurídica própria – a implicação é que elas respondem por seus atos. Além disso têm patrimônio e receita próprios.
- A criação e extinção das PJ’s depende de lei. O art. 37 da CF dispõe: (#COLANARETINA)
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;  
- Cada PJ tem uma finalidade prevista em lei (princípio da especialidade);
- NÃO têm fins lucrativos;
- A Administração Direta tem relação de controle com a Administração Indireta.
	AUTARQUIAS
	Pessoa jurídica de direitopúblico interno criada por lei específica, a fim de prestar um serviço público específico. Tem autonomia administrativa, mas se subordina a um controle finalístico.
Possuem as prerrogativas do ente federativo que as criou:
· Imunidade tributária
· Impenhorabilidade, inalienabilidade e imprescritibilidade dos bens
· Precatórios
· Execução fiscal
· Prescrição quinquenal de seus débitos
	FUNDAÇÕES PÚBLICAS
	Pessoa jurídica criada por lei a partir de um patrimônio. Pode ter personalidade jurídica de direito público ou privado, a depender do que for definido na lei que a instituir. Se de direito público, goza das mesmas prerrogativas das autarquias. Criada para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes.
	EMPRESAS ESTATAIS
	Com criação autorizada por lei, tem por finalidade a prestação de um serviço público específico ou a exploração de uma atividade econômica. Em regra, se submetem ao regime jurídico do direito privado, porém com algumas limitações e prerrogativas:
· Concurso Público
· Licitação para atividades meio.
· Dirigentes nomeados pelo Poder Executivo
· Não se sujeitam a lei de falência.
Há dois tipos de empresa estatal:
· Empresa Pública: formada por capital exclusivamente público, mas não necessariamente do mesmo ente. Pode adotar qualquer forma societária.
· Sociedade de Economia Mista: formada por capital público e privado, porém o controle é exercido pelo ente público, pois detém a maioria do capital votante. Só pode ser constituída como sociedade anônima.
	AGÊNCIAS REGULADORAS
	São autarquias em regime especial (possuem regime jurídico distinto daquele dispensado às demais autarquias) e que foram criadas para exercer a regulação de atividades econômicas em sentido amplo.
· A expressão “autarquia de regime especial” surge com as universidades federais;
· Não há obrigatoriedade de adoção do regime especial (embora as diversas leis instituidoras de agências reguladoras, pelo menos na esfera federal, até hoje adotaram, para todas, a forma de autarquia sob regime especial). As agências reguladoras poderiam, simplesmente, ser órgãos (despersonalizados) especializados integrantes da estrutura da própria administração direta.
· No Brasil, as Agências Reguladoras surgem num contexto de transformar o Estado de patrimonialista para gerencial (administração gerencial).
· A função regulatória não surge com as agências reguladoras e nem é exclusiva delas. Vale destacar que, muito antes das agências reguladoras, já existiam entidades integrantes da administração indireta com competências regulatórias específicas como, por exemplo, o Banco do Brasil e o CADE.
· Não se confundem com agências executivas, pois estas são autarquias ou fundações que se qualificam como agência executiva por terem celebrado um contrato de gestão com a Administração e por terem um plano de reestruturação, de acordo com ato discricionário privativo do Presidente da República (art. 51, Lei 9.649/98).
AGÊNCIAS REGULADORAS
As agências reguladoras são autarquias com regime especial, possuindo todas as características jurídicas das autarquias comuns mas delas se diferenciando pela presença de duas peculiaridades em seu regime jurídico: 
a) dirigentes estáveis: ao contrário das autarquias comuns, em que os dirigentes ocupam cargos em comissão exoneráveis livremente pelo Poder Executivo, nas agências reguladoras os dirigentes são protegidos contra o desligamento imotivado. 
b) mandatos fixos: diferentemente do que ocorre com as demais autarquias, nas agências reguladoras os dirigentes permanecem na função por prazo determinado, sendo desligados automaticamente após o encerramento do mandato.
As agências brasileiras caracterizam-se também por um alto grau de especialização técnica no setor regulado.
Alguns autores consideram que o regime especial das agências seria composto ainda de uma terceira característica jurídica diferencial: a quarentena. Quarentena é o período de 6 meses, contado da exoneração ou do término do mandato, durante o qual o ex-dirigente fica impedido para o exercício de atividades ou de prestar qualquer serviço no setor regulado pela respectiva agência (art. 8º da Lei n. 9.986/2000, com redação dada pela Lei n. 13.848, de 25-6-2019), sob pena de incorrer na prática do crime de advocacia administrativa.
Durante o período de quarentena, o ex-dirigente ficará vinculado à agência, fazendo jus à remuneração compensatória equivalente à do cargo de direção que exerceu e aos benefícios a ele inerentes (art. 8º, § 2º, da Lei n. 9.986/2000).
#ATENÇÃO!
As agências reguladoras são legalmente dotadas de competência para estabelecer regras disciplinando os respectivos setores de atuação. É o denominado poder normativo das agências. Tal poder normativo tem sua legitimidade condicionada ao cumprimento do princípio da legalidade, na medida em que os atos normativos expedidos pelas agências ocupam posição de inferioridade em relação à lei dentro da estrutura do ordenamento jurídico. Além disso, convém frisar que não se trata tecnicamente de competência regulamentar porque a edição de regulamentos é privativa do chefe do Poder Executivo (art. 84, IV, da CF). Por isso, os atos normativos expedidos pelas agências reguladoras nunca podem conter determinações, simultaneamente, gerais e abstratas, sob pena de violação da privatividade da competência regulamentar.
Portanto, é fundamental não perder de vista dois limites ao exercício do poder normativo decorrentes do caráter infralegal dessa atribuição: 
a) os atos normativos não podem contrariar regras fixadas na legislação ou tratar de temas que não foram objeto de lei anterior; 
b) é vedada a edição, pelas agências, de atos administrativos gerais e abstratos.
#JÁCAIU Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: INPI Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - INPI - Analista De Planejamento, Gestão E Infraestrutura Em Propriedade Industrial – Área: A2 – Gestão E Suporte – Formação: Direito
No que tange ao direito econômico, julgue o item seguinte. 
A lei que cria a agência reguladora pode legitimamente conferir-lhe competência para efetuar busca e apreensão no setor regulado, haja vista o poder de polícia atribuído à agência.
GABARITO: Errado
AGÊNCIAS EXECUTIVAS
Previstas no art. 37, § 8º, da Constituição Federal, com redação dada pela Emenda Constitucional n. 19/98, agência executiva é um título atribuído pelo governo federal a autarquias, fundações públicas e órgãos que celebrem contrato de desempenho para ampliação de sua autonomia mediante a fixação de metas de desempenho. Assim, as agências executivas não são uma nova espécie de pessoa jurídica da Administração Pública, mas uma qualificação obtida por entidades e órgãos públicos.
As características fundamentais das agências executivas são as seguintes: 
a) são autarquias, fundações e órgãos que recebem a qualificação por decreto do Presidente da República ou portaria expedida por Ministro de Estado; 
b) celebram contrato de desempenho com o Ministério supervisor para ampliação da autonomia; 
c) possuem um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional, voltado para a melhoria da qualidade da gestão e para a redução de custos.
FUNDAÇÃO #APOSTACICLOS #NÃOCONFUNDA
As fundações podem ser de direito público ou privado.
Fundações públicas: -Pessoas jurídicas de direito público; - Pertencem à Administração Pública Indireta; - Criadas por lei específica; - A personalidade jurídica surge com a entrada em vigor da lei instituidora; - São extintas por lei específica; - Espécie do gênero autarquia; - Titularizam serviços públicos.
Fundações governamentais de direito privado: - Pessoas jurídicas de direito privado; - Pertencem à Administração Pública Indireta; - Criadas por autorização legislativa; - A personalidade jurídica surge com o registro dos atos constitutivos em cartório, após publicação de lei autorizandoe do decreto regulamentando a instituição; - São extintas com a baixa em cartório;- Categoria autônoma; - Não podem titularizar serviços públicos.
EMPRESA PÚBLICA E SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA
#ATENÇÃOREDOBRADA com a Lei nº 13.303/2016 que dispõe sobre o Estatuto Jurídico da Empresa Pública, Sociedade de Economia Mista e de suas Subsidiárias.
Dá-se o nome de empresas estatais às pessoas jurídicas de direito privado não fundacionais pertencentes à Administração Pública Indireta, a saber: empresas públicas, sociedades de economia mista e subsidiárias. 
#OLHAOGANCHO Ao contrário das autarquias criadas por lei, a personalidade jurídica das empresas públicas não surgem com a simples promulgação do diploma legislativo, mas com o registro de sua constituição no cartório competente. É o que determina o art. 45 do Código Civil: “começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo”. Trata-se de forma de criação imposta pela natureza privada das empresas públicas. 
EMPRESAS PÚBLICAS: são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legislativa, com totalidade de capital público e regime organizacional livre. Exemplos: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, Caixa Econômica Federal – CEF, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa e Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero. 
SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA: são pessoas jurídicas de direito privado, criadas mediante autorização legislativa, com maioria de capital público e organizadas obrigatoriamente como sociedades anônimas. Exemplos: Petrobras, Banco do Brasil, Telebras, Eletrobras e Furnas.
#SAIBADIFERENCIAR #APOSTACICLOS #NÃOCONFUNDA
	EMPRESAS PÚBLICAS
	SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA
	Pessoa Jurídica de Direito Privado.
	Pessoa Jurídica de Direito Privado.
	Totalidade de capital público.
	Maioria de capital votante é público.
	Forma organizacional livre.
	Forma obrigatória de S.A.
5. ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR
	SERVIÇO SOCIAL AUTÔNOMO
	Pessoas jurídicas de direito privado, cuja criação é autorizada por lei para ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais, sem fins lucrativos, sendo mantidos por dotações orçamentárias ou por contribuições parafiscais. Não estão sujeitos à Lei de Licitações, podendo utilizar os seus próprios regramentos, mas deverão observar os princípios gerais da administração pública, por conta da destinação de recursos públicos.
	ENTIDADES DE APOIO
	São entidades (cooperativas, associações ou fundações) instituídas por particulares que atuam ao lado de hospitais e universidades no fomento da pesquisa e da extensão universitária. Não são criadas por lei nem precisam de autorização legal para sua criação. Não são mantidas mediante repasses orçamentários regulares pelo Poder Público, mas podem receber valores decorrentes das atividades realizadas nos termos previstos em contrato ou termo de colaboração ou fomento (convênio)
	ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
	Trata-se de uma qualificação, de um título jurídico, outorgada pelo poder público às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que atendam aos requisitos legais. Firmam um contrato de gestão com o poder público e, a partir daí, em regime de parceria, passam a prestar serviços sociais não exclusivos do Estado, nas áreas de: ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde. Essas áreas de atuação formam um rol taxativo, não comportando ampliações.
	ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO
	Entidade de direito privado que por preencher certos requisitos legais, recebe a qualificação de OSCIP pelo Poder Público, realizando um termo de parceria, a fim de cooperarem no desenvolvimento de serviços sociais não exclusivos do Estado. É mais ampla do que a das organizações sociais, porque abrange, além de todo o campo de atuação destas últimas, diversas outras áreas previstas no art. 3.º da Lei 9.790/1999.
	ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL
	Parcerias voluntárias, envolvendo ou não transferências de recursos financeiros, entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, em regime de mútua cooperação, para a consecução de finalidades de interesse público. Não há necessidade de obtenção de qualquer qualificação ou título específico, basta que a instituição não tenha finalidade lucrativa, preveja nos seus estatutos objetivos voltados à promoção de atividades e finalidades de relevância pública. Não é obrigada a licitar para contratar com terceiros. A parceria é firmada através de:
· Termo de colaboração: proposta pela AP com transferência de recurso
· Termo de fomento: proposta pela sociedade civil com a transferência de recursos.
· Acordo de cooperação: sem transferência de recursos.
6. REFORMA E EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
A evolução e reforma da administração pública no Brasil é um tema de grande relevância, especialmente em contextos de concursos públicos. A seguir, veremos a evolução dos modelos de administração pública e as principais reformas administrativas.
· EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
A administração pública brasileira passou por diversas fases ao longo de sua história, refletindo mudanças sociais, políticas e econômicas. Os principais modelos de administração pública incluem:
1. Modelo Patrimonialista: Predominante até o início do século XX, caracterizado pela confusão entre o patrimônio público e privado, onde os cargos públicos eram vistos como propriedades pessoais.
2. Modelo Burocrático: Iniciado com a criação do Departamento de Administração do Serviço Público (DASP) em 1936, durante o governo de Getúlio Vargas. Este modelo buscou profissionalizar o serviço público, introduzindo o concurso público e a meritocracia, além de racionalizar processos administrativos.
3. Modelo Gerencial: Introduzido a partir da década de 1990, o modelo gerencial buscou aplicar práticas do setor privado na administração pública, focando na eficiência e na eficácia dos serviços prestados. O Programa de Desburocratização e Modernização da Administração Pública (PDRAE) foi um marco nesse contexto.
4. Modelo de Governança Pública: A partir dos anos 2000, a administração pública começou a adotar práticas de governança, enfatizando a transparência, a participação social e a accountability. Este modelo é caracterizado pela utilização de tecnologias digitais para melhorar a interação entre o governo e os cidadãos.
5. Governança da Era Digital: O atual modelo busca integrar a tecnologia na administração pública, promovendo a automação de serviços e a melhoria na prestação de contas.
· PRINCIPAIS REFORMAS ADMINISTRATIVAS
As reformas administrativas no Brasil visam adaptar a administração pública às novas demandas sociais e políticas. As principais reformas incluem:
1. Primeira Reforma Administrativa (1936)
· Contexto: Implementada durante o governo Vargas.
· Objetivos: Combater o patrimonialismo, promover a meritocracia e racionalizar a administração pública.
· Ações: Criação do DASP, controle de gastos, e profissionalização do serviço público.
2. Segunda Reforma Administrativa (1967)
· Contexto: Durante o regime militar.
· Objetivos: Introduzir o modelo gerencial e descentralizar a administração pública.
· Ações: Publicação do Decreto-Lei 200/67, que dividiu a administração federal em direta e indireta, criando novas estruturas ministeriais.
3. Terceira Reforma Administrativa (1985)
· Contexto: Transição para a democracia.
· Objetivos: Racionalizar a administração pública e melhorar a eficiência dos serviços.
· Ações: Criação de comissões para avaliar e propor mudanças na administração federal.
4. Quarta Reforma Administrativa (2020) #APOSTACICLOS
· Contexto: Propostade Emenda à Constituição (PEC) nº 32/2020.
· Objetivos: Modernizar a administração pública e introduzir elementos da governança digital.
· Ações: A proposta visa flexibilizar a contratação de servidores e promover a eficiência, mas enfrenta críticas por possíveis retrocessos na proteção dos direitos dos servidores.
#TABELANDO #APOSTACICLOS 
	REFORMA ADMINISTRATIVA
	ANO
	CONTEXTO
	OBJETIVOS PRINCIPAIS
	AÇÕES REALIZADAS
	PRIMEIRA
	1936
	Governo Vargas
	Combater patrimonialismo, promover meritocracia
	Criação do DASP, controle de gastos
	SEGUNDA
	1967
	Regime Militar
	Introduzir modelo gerencial, descentralização
	Decreto-Lei 200/67, novas estruturas ministeriais
	TERCEIRA
	1985
	Transição para democracia
	Racionalizar administração pública
	Criação de comissões para avaliação e propostas de mudança
	QUARTA
	2020
	Governo Bolsonaro
	Modernizar administração, introduzir governança digital
	Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32/2020
· EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
7. GESTÃO DE QUALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
A gestão da qualidade na administração pública é um tema crucial para garantir a eficiência e a eficácia na prestação de serviços à população. 
· CONCEITO DE GESTÃO DA QUALIDADE
A gestão da qualidade refere-se ao conjunto de práticas e processos que visam assegurar que os serviços públicos atendam às expectativas dos cidadãos, promovendo a eficiência e a transparência nas ações governamentais. A qualidade na administração pública é entendida como um direito do cidadão, que espera serviços eficazes, eficientes e com boa relação custo-benefício.
· IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DA QUALIDADE
A gestão da qualidade na administração pública é fundamental por diversas razões:
· Melhoria da Prestação de Serviços: A qualidade nos serviços públicos reflete diretamente na satisfação do cidadão e na confiança nas instituições.
· Eficiência na Utilização de Recursos: A gestão da qualidade busca otimizar o uso dos recursos públicos, evitando desperdícios e promovendo a sustentabilidade.
· Desenvolvimento Socioeconômico: Um serviço público de qualidade contribui para o desenvolvimento social e econômico, melhorando a qualidade de vida da população.
· Transparência e Prestação de Contas: A gestão da qualidade implica em maior transparência nas ações governamentais, permitindo que os cidadãos acompanhem e avaliem os serviços prestados.
· PRÁTICAS PARA GARANTIR A QUALIDADE
Diversas práticas podem ser adotadas para assegurar a qualidade na administração pública:
1. Foco no Cidadão: A administração deve priorizar o atendimento às necessidades e expectativas dos cidadãos, utilizando tecnologias para melhorar a experiência do usuário.
2. Transparência: Implementar mecanismos de transparência e prestação de contas, utilizando tecnologias da informação para facilitar o acesso à informação pública.
3. Capacitação de Servidores: Investir na formação e capacitação dos servidores públicos para garantir que eles estejam preparados para atender às demandas da população.
4. Avaliação de Serviços: Realizar avaliações periódicas dos serviços prestados, utilizando indicadores de desempenho e satisfação do usuário.
5. Inovação e Tecnologia: Incorporar inovações tecnológicas que possam melhorar a eficiência e a qualidade dos serviços públicos.
· DESAFIOS DA GESTÃO DA QUALIDADE
A implementação da gestão da qualidade na administração pública enfrenta diversos desafios:
· Burocracia: A estrutura burocrática do setor público pode dificultar a implementação de mudanças e inovações.
· Resistência à Mudança: Mudanças na cultura organizacional e nos processos de trabalho podem encontrar resistência por parte dos servidores.
· Limitações Orçamentárias: A falta de recursos financeiros pode limitar a capacidade de investimento em qualidade e inovação.
· Complexidade dos Serviços: A diversidade e a complexidade dos serviços públicos exigem abordagens específicas para cada área.
RESUMO DOS BENEFÍCIOS DA GESTÃO DA QUALIDADE
	BENEFÍCIOS DA GESTÃO DA QUALIDADE
	DESCRIÇÃO
	Melhoria da Prestação de Serviços
	Aumento da satisfação do cidadão e confiança nas instituições.
	Eficiência na Utilização de Recursos
	Redução de desperdícios e otimização de processos.
	Desenvolvimento Socioeconômico
	Melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento da população.
	Transparência e Prestação de Contas
	Acesso à informação e maior controle social.
A gestão da qualidade na administração pública é um elemento essencial para a construção de um Estado eficiente e responsivo às necessidades dos cidadãos. A adoção de práticas de qualidade não apenas melhora a prestação de serviços, mas também fortalece a confiança nas instituições públicas. 
· MÉTODOS DE GESTÃO DA QUALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
1. GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL (TQM)
A Gestão pela Qualidade Total (TQM) é um método que busca a melhoria contínua dos processos, produtos e serviços, com foco na satisfação do cliente. No contexto da administração pública, isso significa atender às necessidades dos cidadãos de maneira eficiente e eficaz. A TQM envolve:
· Participação de Todos: Todos os servidores públicos são incentivados a contribuir para a melhoria da qualidade.
· Foco no Cliente: As necessidades e expectativas dos cidadãos são priorizadas nas decisões administrativas.
· Melhoria Contínua: Processos são constantemente avaliados e aprimorados.
2. CERTIFICAÇÃO ISO 9001
A certificação ISO 9001 é um padrão internacional que estabelece requisitos para um sistema de gestão da qualidade. Na administração pública, a adoção da ISO 9001 pode:
· Padronizar Processos: Criar procedimentos claros e documentados para a prestação de serviços.
· Aumentar a Transparência: Facilitar a prestação de contas e a transparência nas ações governamentais.
· Melhorar a Satisfação do Cidadão: Garantir que os serviços atendam às expectativas dos usuários.
3. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Avaliar o desempenho dos serviços públicos é fundamental para a gestão da qualidade. Métodos como o Balanced Scorecard (BSC) e a Gestão por Resultados (GPR) são utilizados para:
· Definir Indicadores de Desempenho: Estabelecer métricas que permitam avaliar a eficiência e a eficácia dos serviços prestados.
· Monitorar Resultados: Acompanhar o desempenho ao longo do tempo e identificar áreas que necessitam de melhorias.
· Tomar Decisões Baseadas em Dados: Utilizar informações quantitativas e qualitativas para embasar decisões administrativas.
4. FERRAMENTAS DE QUALIDADE
Diversas ferramentas são utilizadas para implementar a gestão da qualidade na administração pública, como:
· Diagrama de Ishikawa: Ajuda a identificar as causas de problemas e a desenvolver soluções.
· Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act): Um método de gestão que promove a melhoria contínua através de um ciclo de planejamento, execução, verificação e ação.
· Análise SWOT: Avalia as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças de um serviço público, auxiliando na formulação de estratégias.
5. PARTICIPAÇÃO SOCIAL
A gestão da qualidade na administração pública também envolve a participação ativa dos cidadãos. Métodos como:
· Audiências Públicas: Permitem que a sociedade participe das decisões administrativas.
· Pesquisas de Satisfação: Coletam feedback dos cidadãos sobre os serviços prestados, contribuindo para a melhoria contínua.
· Plataformas Digitais: Facilitam a interação entre cidadãos e governo, promovendo a transparência e a participação.
#VAMOSRESUMIR
	MÉTODO
	DESCRIÇÃO
	Gestão pela Qualidade Total
	Foco na melhoria contínua e satisfação do cidadão.
	Certificação ISO 9001
	Padronização de processos e aumento da transparência.
	Avaliação de Desempenho
	Uso de indicadores para monitorar e melhorar serviços públicos.
	Ferramentas de Qualidade
	Ferramentas como PDCA e Diagrama de Ishikawa para resolver problemas.
	Participação Social
	Envolvimento da sociedade nas decisões e avaliação dos serviços.
A gestão da qualidade na administração pública é essencial para garantir que os serviços prestados atendam às expectativas dos cidadãos. A adoçãode métodos como a Gestão pela Qualidade Total, a certificação ISO 9001 e a participação social contribui para a eficiência e a eficácia do setor público. Compreender esses métodos é fundamental pois refletem a necessidade de uma administração pública moderna e orientada para resultados.
8. ACCOUNTABILITY
O conceito de Accountability é um conjunto de mecanismos que permitem que os gestores de uma organização prestem contas e sejam responsabilizados pelo resultado de suas ações. É um termo inglês que não tem uma tradução específica para o português, mas pode ser relacionado com conceitos como responsabilização, fiscalização e controle social.
Accountability é fundamental em organizações públicas e privadas, pois garante que as decisões e ações sejam transparentes e justificadas. Isso contribui para uma gestão democrática e exige que os gestores sejam transparentes com a sociedade em relação aos seus atos.
No contexto brasileiro, a Accountability é uma norma jurídica de observação obrigatória, prevista na Constituição Federal e na Lei de Acesso à Informação (LAI), que permite que os cidadãos solicitem informações sobre as ações dos órgãos públicos.
A Accountability é composta por diferentes dimensões, incluindo a responsabilização dos gestores, a transparência e a prestação de contas. Ela é essencial para garantir que as organizações sejam responsáveis e transparentes em suas ações e decisões.
Em resumo, Accountability é um conceito que implica a responsabilização dos gestores por suas ações e decisões, garantindo transparência e justificativa para as escolhas feitas.
· ACCOUNTABILITY E TRANSPARÊNCIA
Accountability e transparência são conceitos fundamentais para garantir a confiança e a credibilidade em organizações, governos e instituições. Aqui estão 90 linhas que explicam esses conceitos e sua importância:
Accountability
Accountability é o processo de responsabilizar indivíduos ou organizações por suas ações e decisões. É a capacidade de justificar e explicar as escolhas feitas e os resultados obtidos. Isso implica que os responsáveis devem ser capazes de demonstrar que suas ações foram baseadas em critérios claros e transparentes.
Importância da Accountability
1. Garante a responsabilidade: Accountability é fundamental para garantir que indivíduos e organizações sejam responsáveis por seus atos e decisões.
2. Fomenta a ética: A accountability promove a ética e a integridade, pois os indivíduos e organizações são motivados a agir de forma honesta e transparente.
3. Melhora a gestão: A accountability ajuda a melhorar a gestão, pois os responsáveis são forçados a justificar suas escolhas e resultados.
4. Fortalece a confiança: A accountability fortalece a confiança entre os indivíduos e as organizações, pois as pessoas sabem que os responsáveis são transparentes e responsáveis.
Transparência
Transparência é a capacidade de fornecer informações claras e precisas sobre as ações e decisões. Isso inclui a disponibilização de dados, relatórios e informações sobre a gestão e os resultados.
Importância da Transparência
1. Fomenta a confiança: A transparência fomenta a confiança, pois as pessoas sabem que as informações são precisas e honestas.
2. Melhora a governança: A transparência melhora a governança, pois as decisões são baseadas em informações claras e precisas.
3. Reduz a corrupção: A transparência reduz a corrupção, pois as transações são transparentes e não há oportunidades para abusos.
4. Fortalece a accountability: A transparência fortalece a accountability, pois as informações são disponibilizadas para que os responsáveis sejam avaliados e responsabilizados.
Relação entre Accountability e Transparência
1. A accountability é baseada na transparência: A accountability é baseada na transparência, pois os responsáveis devem fornecer informações claras e precisas sobre suas ações e decisões.
2. A transparência é fundamental para a accountability: A transparência é fundamental para a accountability, pois as informações precisas são necessárias para avaliar e responsabilizar os responsáveis.
3. Ambas são essenciais: Ambas a accountability e a transparência são essenciais para garantir a confiança e a credibilidade em organizações, governos e instituições.
Em resumo, accountability e transparência são conceitos interdependentes que são fundamentais para garantir a confiança e a credibilidade em organizações, governos e instituições. A accountability é o processo de responsabilizar indivíduos ou organizações por suas ações e decisões, enquanto a transparência é a capacidade de fornecer informações claras e precisas sobre as ações e decisões. Ambas são essenciais para garantir que as organizações sejam responsáveis e transparentes em suas ações e decisões.
· TIPOS DE ACCOUNTABILITY - Os três principais tipos de accountability são:
ACCOUNTABILITY VERTICAL
A accountability vertical se refere à responsabilização dos agentes públicos e governos perante a população. Nesse tipo, a sociedade civil exerce um papel de fiscalização e controle sobre as ações dos governos e órgãos públicos. Alguns exemplos incluem:
· O voto da população nas eleições, que permite a responsabilização dos governantes
· A liberdade de imprensa e manifestação, que permitem que a sociedade monitore e critique as ações governamentais
· Mecanismos como denúncias, ações judiciais e protestos, utilizados pela sociedade para responsabilizar os agentes públicos
A accountability vertical é fundamental para fortalecer a democracia, pois permite que a população participe ativamente do processo de tomada de decisão e acompanhamento das políticas públicas.
ACCOUNTABILITY HORIZONTAL
A accountability horizontal se refere ao controle exercido entre órgãos e instituições do Estado, em um mesmo nível hierárquico. Nesse tipo, um poder, agência ou órgão público fiscaliza e responsabiliza o outro. Alguns exemplos incluem:
· O Poder Legislativo fiscalizando o Poder Executivo
· Órgãos de controle, como Tribunais de Contas e Ministério Público, responsabilizando a administração pública
· Agências reguladoras controlando as atividades de empresas privadas
A accountability horizontal é essencial para garantir o equilíbrio entre os poderes e evitar abusos e desvios de conduta.
ACCOUNTABILITY SOCIETAL
A accountability societal se refere à responsabilização dos agentes públicos e governos perante a sociedade civil organizada, representada por organizações não-governamentais (ONGs), sindicatos, associações, entre outros. Nesse tipo, a sociedade civil exerce um papel de fiscalização e controle sobre as ações governamentais. Alguns exemplos incluem:
· Organizações da sociedade civil atuando como "watchdogs" (cães de guarda) da administração pública
· Utilização de mecanismos como denúncias, manifestações e ações judiciais para responsabilizar os governos
· Fortalecimento da transparência e do acesso à informação pública
A accountability societal é fundamental para complementar a accountability vertical (entre cidadãos e Estado) e horizontal (entre órgãos públicos), permitindo uma maior participação e controle da sociedade civil sobre as ações governamentais. 
Em resumo, os três tipos de accountability - vertical, horizontal e societal - são essenciais para garantir a responsabilização, transparência e controle sobre as ações de governos e instituições públicas, fortalecendo a democracia e a confiança da sociedade.
#OLHAOGANCHO instrumentos e condições para que o modelo de accountability democrática se desenvolva:
	FORMAS DE ACCOUNTABILITY
	INSTRUMENTOS
	CONDIÇÕES
	PROCESSO ELEITORAL
	 - Sistema eleitoral e partidário
 - Debates e formas de disseminação da informação
- Regras de financiamento de campanhas
- Justiça Eleitoral
	- Direitos políticos básicos de associação, de votar e ser votado
- Pluralismo de ideias (crenças ideológicas e religiosas)
- Imprensa livre e possibilidade de se obter diversidade de informações
	CONTROLE INSTITUCIONAL DURANTE
O MANDATO
	- Controle Parlamentar (controles
mútuos entre os Poderes, CPI, arguição e aprovação de altos dirigentespúblicos, fiscalização orçamentária e de desempenho das agências governamentais, audiências públicas etc.)
- Controle Judicial (controle da constitucionalidade, ações civis públicas, garantia dos direitos fundamentais etc.)
- Controle Administrativo Procedimental (Tribunal de Contas e/ou Auditoria Financeira)
- Controle do Desempenho dos Programas Governamentais
- Controle Social (Conselho de usuários dos serviços públicos, plebiscito, orçamento participativo etc.)
	- Independência e controle mútuo
entre os Poderes
- Transparência e fidedignidade das informações públicas
- Burocracia regida pelo princípio do mérito (meritocracia)
- Predomínio do império da lei
- Existência de mecanismos institucionalizados que garantam a participação e o controle da sociedade sobre o Poder Público
- Criação de instâncias que busquem o maior compartilhamento possível das decisões (consensualismo)
	REGRAS ESTATAIS INTERTEMPORAIS
	- Garantias de direitos básicos pela Constituição (cláusulas pétreas)
- Segurança contratual individual e coletiva
- Limitação legal do poder dos administradores públicos
- Acesso prioritário aos cargos administrativos por concursos ou equivalentes
- Mecanismos de restrição orçamentária
- Defesa de direitos intergeracionais
	- Predomínio do império da lei
- Eficácia dos mecanismos judiciais
- Definição de assuntos e regras que valham para o Estado, independentemente dos governos de ocasião
9. GOVERNABILIDADE E GOVERNANÇA
A governabilidade e a governança são conceitos fundamentais para a compreensão da administração pública e do exercício do poder. Embora sejam frequentemente confundidos, esses termos têm significados específicos e interdependentes.
· GOVERNABILIDADE
A governabilidade se refere à capacidade política do Estado de governar e decidir, originada da sua legitimidade democrática e política perante a sociedade. É a capacidade de equilibrar as demandas sociais e transformá-las em políticas públicas que cumpram com os objetivos institucionais. A governabilidade é essencial para a manutenção da ordem e da paz dentro de um país, garantindo a estabilidade política e a efetividade institucional.
A governabilidade é composta por vários elementos, incluindo a estabilidade política, a efetividade institucional e a capacidade de identificar necessidades e anseios da sociedade. É a capacidade de um governo de governar de maneira eficiente, evitando crises políticas e sociais que possam prejudicar a sociedade.
· GOVERNANÇA
A governança, por outro lado, se refere à estrutura de tomada de decisões e à gestão de uma organização, seja pública ou privada. Na administração pública, a governança envolve a definição de políticas, o estabelecimento de diretrizes e a supervisão das atividades do governo. A governança é fundamental para a promoção de um governo eficaz e responsável, garantindo a transparência, a responsabilidade e a participação dos cidadãos.
A governança é composta por princípios como a transparência, a prestação de contas e o consenso político. Esses princípios garantem que as ações e decisões do governo sejam visíveis e compreensíveis para os cidadãos, promovendo a confiança na administração pública.
#OLHAOGANCHO #TABELANDO
	PRINCÍPIOS BÁSICOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA
	TRANSPARÊNCIA (DISCLOSURE)
	consiste no desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à preservação e à otimização do valor da organização.
	EQUIDADE (FAIRNESS)
	caracteriza-se pelo tratamento justo e isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders), levando em consideração seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas.
	PRESTAÇÃO DE CONTAS (ACCOUNTABILITY)
	os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões e atuando com diligência e responsabilidade no âmbito dos seus papéis.
	RESPONSABILIDADE CORPORATIVA (COMPLIANCE)
	os agentes de governança devem zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas de seus negócios e suas operações e aumentar as positivas, levando em consideração, no seu modelo de negócios, os diversos capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental, reputacional etc.) no curto, médio e longo prazos.
· DIFERENÇAS ENTRE GOVERNABILIDADE E GOVERNANÇA
A governabilidade e a governança são conceitos interdependentes, mas diferentes. A governabilidade se refere à capacidade política do Estado de governar e decidir, enquanto a governança se refere à estrutura de tomada de decisões e à gestão de uma organização. A governabilidade é mais ampla, abrangendo a capacidade de governar e decidir, enquanto a governança é mais específica, se referindo à forma como o governo é gerenciado.
· IMPORTÂNCIA DA GOVERNABILIDADE E GOVERNANÇA
A governabilidade e a governança são fundamentais para a manutenção da ordem e da paz dentro de um país. A governabilidade é essencial para garantir a estabilidade política e a efetividade institucional, enquanto a governança é fundamental para a promoção de um governo eficaz e responsável. Ambos os conceitos são interdependentes e complementares, e sua compreensão é essencial para a promoção de um governo que atenda às necessidades da sociedade.
Em resumo, a governabilidade se refere à capacidade política do Estado de governar e decidir, originada da sua legitimidade democrática e política perante a sociedade. A governança se refere à estrutura de tomada de decisões e à gestão de uma organização, garantindo a transparência, a responsabilidade e a participação dos cidadãos. Ambos os conceitos são interdependentes e fundamentais para a manutenção da ordem e da paz dentro de um país.
· CRISE DE GOVERNABILIDADE
A crise de governabilidade é um conceito que abrange três crises interligadas: crise de sobrecarga, crise político-institucional ou agenciamento e crise democrático-representativa. Essas crises são causadas por fatores como desigualdades sociais e econômicas, crise econômica, corrupção e falta de transparência, entre outros.
CRISE DE SOBRECARGA
A crise de sobrecarga se refere à capacidade do Estado de atender às demandas sociais e econômicas crescentes. Isso pode ocorrer devido à falta de recursos financeiros e humanos para atender às necessidades da sociedade. Essa crise pode levar a uma sobrecarga nos serviços públicos, como saúde e educação, e a uma perda de confiança nos governos.
CRISE POLÍTICO-INSTITUCIONAL OU AGENCIAMENTO
A crise político-institucional ou agenciamento se refere à incapacidade dos governos de tomar decisões eficazes e implementá-las de forma eficiente. Isso pode ocorrer devido à falta de capacidade de liderança, à corrupção e à falta de transparência. Essa crise pode levar a uma perda de confiança nos governos e a uma crise de governabilidade.
CRISE DEMOCRÁTICO-REPRESENTATIVA
A crise democrático-representativa se refere à incapacidade dos governos de representar adequadamente os interesses da sociedade. Isso pode ocorrer devido à falta de participação cidadã, à corrupção e à falta de transparência. Essa crise pode levar a uma perda de confiança nos governos e a uma crise de governabilidade.
CONSEQUÊNCIAS DA CRISE DE GOVERNABILIDADE
As consequências da crise de governabilidade podem ser graves, incluindo:
· Perda de confiança nos governos
· Crise econômica
· Desestabilização política
· Perda de legitimidade do Estado
· Aumento da corrupção
· Perda de capacidade de resposta às necessidades sociais
SOLUÇÕES PARA A CRISE DE GOVERNABILIDADE
Para superar a crise de governabilidade, é necessário adotar medidas que visem fortalecer a efetividade, a estabilidade e a legitimidade do governo. Isso pode incluir:
· Implementação de umsistema judiciário independente
· Execução de controles efetivos sobre o governo
· Promoção da transparência e da participação cidadã
· Combate à corrupção
· Fortalecimento das instituições políticas
· Implementação de políticas públicas eficazes e transparentes
Em resumo, a crise de governabilidade é um conceito que abrange três crises interligadas: crise de sobrecarga, crise político-institucional ou agenciamento e crise democrático-representativa. Essas crises são causadas por fatores como desigualdades sociais e econômicas, crise econômica, corrupção e falta de transparência. Para superar a crise de governabilidade, é necessário adotar medidas que visem fortalecer a efetividade, a estabilidade e a legitimidade do governo.
10. GOVERNO ELETRÔNICO (e-Gov)
O Governo Eletrônico (e-Gov) é um conceito que se refere à aplicação de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no setor público, visando melhorar a eficiência, a transparência e a participação cidadã nos processos governamentais. Essa abordagem busca transformar a forma como os governos trabalham, tornando-os mais eficazes, transparentes e responsivos às necessidades da sociedade.
CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO ELETRÔNICO
· Automatização de Processos: O e-Gov envolve a automatização de processos preexistentes no papel e em escritórios, permitindo novas maneiras de debater e decidir estratégias, fazer transações, escutar demandas e organizar informações de interesse público.
· Transparência e Responsividade: O objetivo do e-Gov é fortalecer as relações entre os governos e os governados, aumentando a transparência, a responsividade e a administração de recursos.
· Participação Cidadã: O e-Gov visa criar uma esfera de diálogo entre os governos e os cidadãos, permitindo que os governados participem mais ativamente nos processos governamentais.
· Interoperabilidade: O e-Gov busca construir uma arquitetura interoperável para fornecer acesso à informação e serviços aos cidadãos.
FUNDAMENTOS DO GOVERNO ELETRÔNICO
· Necessidade de Aperfeiçoamento: O e-Gov surgiu como uma resposta à necessidade de aperfeiçoar os sistemas de arrecadação e gestão de recursos para que os governos possam atuar de forma mais eficiente e transparente.
· Transformações Econômicas e Sociais: As crises fiscais, as transformações econômico-sociais e políticas no Brasil exigiram um processo de modernização do governo, que incluiu a adoção do e-Gov.
· Desenvolvimento de Tecnologias: O avanço das TICs permitiu o desenvolvimento de ferramentas e soluções para melhorar a gestão pública, tornando o e-Gov uma ferramenta essencial para a modernização do governo.
CRÍTICAS E LIMITAÇÕES
· Dificuldades de Implementação: A implementação do e-Gov enfrenta desafios, como a falta de recursos, a resistência à mudança e a necessidade de treinamento para os funcionários.
· Limitações de Acesso: O e-Gov pode ser limitado por falta de acesso a tecnologias e infraestruturas em áreas rurais ou de baixa renda.
· Riscos de Segurança: O e-Gov também enfrenta riscos de segurança, como a proteção de dados e a prevenção de ataques cibernéticos.
IMPORTÂNCIA DO GOVERNO ELETRÔNICO
· Melhoria da Eficiência: O e-Gov pode melhorar a eficiência dos processos governamentais, reduzindo custos e aumentando a produtividade.
· Aumento da Transparência: O e-Gov pode aumentar a transparência nos processos governamentais, permitindo que os cidadãos tenham acesso a informações e serviços de forma mais fácil e rápida.
· Fortalecimento da Democracia: O e-Gov pode fortalecer a democracia ao permitir que os cidadãos participem mais ativamente nos processos governamentais e tenham acesso a informações e serviços de forma mais eficiente.
Em resumo, o Governo Eletrônico é um conceito que busca melhorar a eficiência, a transparência e a participação cidadã nos processos governamentais, utilizando tecnologias da informação e comunicação. Ele é fundamental para a modernização do governo e para a melhoria da gestão pública.
11. #TABELANDO
Chegou a hora da nossa revisão através do #TABELANDO! Logo abaixo você vai encontrar uma série de tabelas para revisar e memorizar o assunto:
	CULTURA ORGANIZACIONAL
	Cultura organizacional é um conjunto de elementos (crenças, valores e normas) que influenciam o clima de uma empresa. Essa cultura empresarial é importante para as organizações por guiar e alinhar os comportamentos dos funcionários no trabalho.
A cultura organizacional de uma empresa precisa ser pensada a partir de pontos essenciais comuns. Esses pontos são importantes para concretizar a cultura empresarial. Além disso, é um método eficiente para encontrar a missão, os valores e os objetivos da empresa.
Os principais pontos a serem considerados são:
crenças da empresa: são definidas a partir da convivência das pessoas em grupo;
valores organizacionais: considerando-se o peso que cada coisa tem dentro da organização;
costumes a serem exercidos: considerando que eles são a materialização dos valores e crenças;
ritos e atividades: são desenvolvidas com frequência visando o aperfeiçoamento;
cerimônias realizadas: formal e informalmente, pelos membros da empresa.
	Subcultura: A cultura não é uniforme por toda a organização.
A cultura dominante são Valores essenciais compartilhados pela maioria dos membros.
 As subculturas são Valores compartilhados por grupos específicos
#TABELANDO
	TEORIAS ADMINISTRATIVAS
	TEORIA
	ÊNFASE
	ABORDAGEM
	CARACTERÍSTICAS
	ESTRUTURALISTA
	Estrutura e ambiente
	Organização formal e informal
	- Sociedades de organizações e abordagem múltipla
- Homem Organizacional 
- Indivíduo como ser social que vive dentro de organizações
- Incentivos Mistos (sociais e materiais)
	COMPORTAMENTAL
	Pessoas e ambientes
	Organização formal e informal
	- Ciência comportamental aplicada
- Homem administrativo
Ser racional, tomador de decisões quanto à participação nas organizações
- Incentivos Mistos (sociais e materiais)
	SISTEMAS
	Ambiente
	Organização como um sistema
	- Abordagem sistêmica
-Homem funcional
- Desempenho de papéis
- Incentivos Mistos (sociais e materiais)
	CLÁSSICA
	Estrutura
	Organização formal
	- engenharia humana/ de produção
- Homem econômico
- Ser isolado: reage como indivíduo
	ADM CIENTÍFICA
	Tarefas
	Organização formal
	- engenharia humana/ de produção
- Homem econômico
- Ser isolado: reage como indivíduo
	RELAÇÕES HUMANAS
	Pessoas
	Organização informal
	- Ciência social aplicada
- Homem social
- Ser social: reage como membro de um grupo social
	NEOCLÁSSICA
	ecleticismo (tarefas, pessoas e estruturas)
	Organização formal e informal
	- Técnica social básica e administração por objetivos
- Homem organizacional e administrativo
- Ser racional e social focado no alcance de objetivos individuais e organizacionais
	BUROCRACIA
	estrutura
	Organização
	- Sociologia da burocracia
- Homem organizacional
- Ser isolado: reage como ocupante de um cargo
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	CRITÉRIO
	CONCEITO
	LEGALISTA
	Disciplina jurídica responsável pelo estudo das normas administrativas.
	PODER EXECUTIVO
	Disciplina jurídica das atividades do Poder executivo
	SERVIÇO PÚBLICO
	Tem por objeto disciplinar o serviço público. 
Serviço público em sentido AMPLO: abrange todas as funções do estado, sem distinguir o regime jurídico a que se sujeita. 
Serviço público em sentido ESTRITO: abrange a atividade material exercida pelo estado para satisfação das necessidades coletivas, sob regime de direito público.
	RELAÇÕES JURÍDICAS
	Conjunto de normas que regem as relações jurídicas entre a administração e os administrados
	TELEOLÓGICO (FINALÍSTICO)
	Conjunto de normas que disciplinam a atuação concreta do estado para a consecução de seus fins.
	NEGATIVO (RESIDUAL)
	Tem por objeto as normas que disciplinam atividades desenvolvidas para a consecução dos fins públicos, excluídas a atividade legislativa e a jurisdicional, além das atividades patrimoniais, regidas pelo direito privado.
	ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
	Conjunto de princípios e normas que regem a administração pública.
	DISTINÇÃO ENTRE ATIVIDADE JURÍDICA ESOCIAL DO ESTADO
	Conjunto dos princípios que regulam a atividade jurídica não contenciosa do estado e a constituição dos órgãos e meios de sua ação em geral.
	DISTINÇÃO ENTRE ATIVIDADES DE AUTORIDADE E ATIVIDADES DE GESTÃO
	Tem por objeto disciplinar as atividades de autoridade, ou seja, aquelas em que o estado utiliza prerrogativas próprias de autoridade, agindo com supremacia sobre o particular.
	CONCEITO DADO PELA DOUTRINA
	Direito administrativo é o conjunto de normas e princípios que, norteados pela busca da consecução de interesse público, estabelece a disciplina jurídica do exercício da função administrativa pelos agentes, órgãos e entidades do estado ou de quem lhe faça as vezes. (Ricardo Alexandre e João de Deus)
	REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO
	CONCEITO
	O regime jurídico administrativo tem sentido restrito, servindo para designar o conjunto de normas de direito público que peculiarizam o direito administrativo, estabelecendo prerrogativas que colocam a administração pública numa posição privilegiada nas suas relações com as particulares e também restrições que buscam evitar que ela se afaste da perseguição incessante da consecução do bem comum.
	INTERESSE PÚBLICO PRIMÁRIO
	É aquele relacionado à satisfação das necessidades coletivas, perseguido pelo exercício das atividades-fim do poder público. 
Exemplos: saúde, educação, assistência social...
	INTERESSE PÚBLICO SECUNDÁRIO
	Corresponde ao interesse individual do próprio estado, estando relacionado à manutenção das receitas públicas e à defesa do patrimônio público, operacionalizadas mediante exercício de atividades-meio do poder público. 
Exemplo: defesa da posse de um bem que pertence ao Estado.
	ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
	Centralização
	Consiste na execução da atividade administrativa pelas próprias pessoas políticas, quais sejam, a União, os estados, DF e municípios.
	Descentralização
	O Estado transfere a execução das atividades administrativas a particulares ou a outras pessoas jurídicas, de direito público ou privado. Não existe relação hierárquica entre a pessoa que transfere e a que recebe as atribuições.
	Desconcentração
	É a distribuição interna de competências no âmbito da MESMA pessoa jurídica. Ela pode ocorrer tanto na administração direta quanto na indireta, de todos os entes federativos. Aqui, há uma subordinação hierárquica.
	Concentração
	Consiste na ausência completa de distribuição de tarefas entre as repartições internas.
	Administração Indireta
	- Possuem personalidade jurídica própria
- O regime jurídico tanto pode ser de direito público tanto de direito privado
- É uma manifestação da descentralização por serviço, funcional ou técnica (outorga)
- Dependem de lei em sentido estrito para serem criadas
- Possuem capacidade de autoadministração, mas não têm autonomia política para legislar
Possuem patrimônio próprio
- Estão vinculadas a órgãos da administração direta do respectivo entre político instituidor, sofrendo controle em sua atuação por parte destes. Não se fala em subordinação.
	ÓRGÃOS PÚBLICOS
	CONCEITO
	Adotando a teoria objetiva, Hely Lopes Meirelles define órgãos públicos como “centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais, por meio de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica que pertencem”.
	CARACTERÍSTICAS
	Não se confundem com uma pessoa jurídica, as quais são parcelas integrantes do todo.
Especialização das funções estatais
Existe tanto na estrutura das pessoas políticas quanto na estrutura das entidades da administração indireta.
A criação e a extinção de órgãos dependem de lei. Porém, a mera disciplina da organização e funcionamento podem ser veiculados em decreto do chefe do Poder executivo, desde que não impliquem em aumento de despesa. 
Não possuem personalidade jurídica. 
A atuação dos órgãos é imputada à pessoa jurídica que integram. 
Em regra, os órgãos públicos não possuem capacidade processual, mas, excepcionalmente, é reconhecida a capacidade processual, personalidade judiciária, de órgãos de natureza constitucional quando se tratar da defesa de suas competências ou prerrogativas funcionais, violadas por ato de outro órgão. Nesse sentido, súmula 525, STJ: A Câmara dos vereadores não possui personalidade jurídica, apenas personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para defesa de seus interesses institucionais.
	NATUREZA JURÍDICA
	Teoria subjetiva: Os órgãos seriam os próprios agentes públicos.
Teoria objetiva: O órgão seria um conjunto de atribuições que não se confundem com os agentes públicos que as exercem
Teoria eclética: Congrega as duas anteriores, no sentido de que o órgão seria formado por dois elementos indissociáveis: o agente e o plexo de atribuições.
	CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS
	Quanto à posição estatal
	a)Órgãos independentes: também chamados de órgãos primários do estado, são aqueles previstos na Constituição e representativos dos poderes do Estado. Não sofrem qualquer tipo de subordinação hierárquica ou funcional, sujeitando-se apenas aos controles constitucionais de um poder pelo outro. Nesta categoria incluem-se o congresso, Câmara de Vereadores, presidência da república, tribunais e juízos singulares, MP, defensorias públicas e Tribunais de contas. 
b)Órgãos autônomos: Estão localizados na cúpula da administração, imediatamente abaixo dos órgãos independentes e diretamente subordinados a seus chefes. Possui ampla autonomia administrativa, financeira e técnica. Exemplos: ministérios, secretarias estaduais e advocacia geral da União. 
c)Órgãos superiores: são aqueles que têm poder de direção, controle e decisão, mas estão sujeitos a subordinação e ao controle hierárquico. Não possuem autonomia administrativa e financeira. As procuradorias podem servir de exemplo. 
d)Órgãos subalternos: são aqueles que possuem baixo o poder decisório e cujas atribuições são de mera execução, a exemplo das sessões de expediente.
	Quanto à estrutura
	a)Órgãos simples/unitários: são aqueles constituídos por um único centro de competência, ou seja, sem subdivisões internas. 
b)Órgãos compostos: são aqueles que reúnem em sua estrutura uma série de outros órgãos menores
	Quanto à atuação funcional
	a)Órgãos singulares/unipessoais: atuam e decidem por meio de um único agente, o qual reúne as qualidades de chefe e representante. 
b)Colegiados/pluripessoais: atuam e decidem pela maioria da vontade de seus membros.
Modelo Patrimonialista
Modelo Burocrático
Modelo Gerencial
Governança Pública
Governança da Era Digital
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