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EADPLUS 2018 © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS EADPLUS 2020 © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS QUALIDADE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO PACIENTE Adriana Sousa Giovannetti • MBA Gestão em Saúde pela USP; • Especialista em Qualidade e Segurança do Paciente pela Universidade de Lisboa em parceria com FIOCRUZ; • Especialista Enfermagem em Emergência pela UNIFESP; • Graduada em Enfermagem - Faculdades Santa Marcelina (FASM); • Consultora em Gestão de Saúde na empresa ASG; • Consultoria em Gestão de Saúde, atuo como Especialista em Gestão Hospitalar no PROADI-SUS com o projeto Apoio à Retomada Pós Covid-19, no Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libanês; • Atuei como Gestora da Qualidade no Hospital Santa Marcelina apoiando a instituição no processo de acreditação na metodologia ONA e fui responsável pela reestruturação do Núcleo de Segurança do Paciente. VAMOS PENSAR... O que é QUALIDADE? Qualidade é um conceito complexo e dinâmico que se altera constantemente, no tempo e espaço. VAMOS PENSAR... QUALIDADE Quando você vai comprar um carro: QUALIDADE “No relatório realizado pela Organização Mundial de Saúde: “A background for national quality policies in health systems” Não existe consenso mundial na definição de qualidade e nem como deve ser medida. Diferentes culturas, valores, significado do que é bom, expectativas, prioridades, para alguns significa equidade e compaixão, para outros significa resultados clínicos ideais. QUALIDADE “Qualidade é tudo aquilo que melhora o produto do ponto de vista do cliente". Deming, 1993 “Satisfazer ao cliente, interno ou externo, atendendo ou excedendo suas expectativas, através da melhoria contínua do processo” Ishikawa, 1985 QUALIDADE “Cuidado de alta qualidade: Maximizar o bem estar do paciente, após considerar o balanço entre os ganhos (benefícios) e perdas(dano) esperados em todas as etapas do processo de cuidado” Donabedian, 1986 “Qualidade na assistência: É o grau em que as organizações de saúde para indivíduos e populações aumentam a probabilidade de resultados desejados e são consistentes em conhecimento profissional corrente” IOM, 2001 DIMENSÕES DA QUALIDADE 1. Pontualidade Redução no tempo de espera e de atrasos potencialmente danosos tanto para quem recebe como para quem presta o cuidado. Agendamento DIMENSÕES DA QUALIDADE 2. Segurança Evitar lesões e danos nos pacientes decorrentes do cuidado que tem como objetivo ajudá-los. DIMENSÕES DA QUALIDADE 3. Efetividade Cuidado baseado no conhecimento científico para todos que dele possam se beneficiar, evitando seu uso por aqueles que provavelmente não se beneficiarão (evita subutilização e sobreutilização, respectivamente). Dimensionamento DIMENSÕES DA QUALIDADE 4. Eficiência Cuidado sem desperdício, incluindo o desperdício associado ao uso de equipamentos, suprimentos, ideias e energia. O2 / hora DIMENSÕES DA QUALIDADE 5. Cuidado centrado no paciente Cuidado respeitoso e responsivo às preferências, necessidades e valores individuais dos pacientes, assegurando que os valores do paciente orientem todas as decisões clínicas. DIMENSÕES DA QUALIDADE 6. Equidade Qualidade do cuidado que não varia em decorrência de características pessoais, como gênero, etnia, localização geográfica e condição socioeconômica. Valores Gestão da Qualidade Uma forma de gerenciamento que busca, melhoria contínua do desempenho organizacional. GESTÃO DA QUALIDADE Como podemos saber que uma mudança é uma melhoria? “Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia”. Deming, 1993 MELHORIA CONTÍNUA Liderança comprometida Envolvimento das Pessoas Abordagem Sistêmica Abordagem por Processos Foco no Cliente Responsabilidad e ética e social Melhoria Contínua Parceria com Fornecedores Abordagem Factual para Tomada de Decisão Princípios IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE GESTÃO Diagnóstico organizacional Capacitação Conscientização Implementação e treinamento Sistematização e documentação do sistema de gestão A acreditação é um sistema de verificação externa para determinar a conformidade com um conjunto de padrões, consistindo, assim, em um processo de avaliação dos recursos institucionais. O processo de acreditação inclui a exigência de que os serviços de saúde atuem em conformidade com os requisitos técnicos e legais e tenha seu licenciamento revalidado pela vigilância sanitária. Anvisa, 2013 ACREDITAÇÃO ACREDITAÇÃO ACREDITAÇÃO CERTIFICAÇÃO POR DISTINÇÃO DOCUMENTOS PROCESSOS GESTÃO DA SEGURANÇA AUDITORIAS COMUNICAÇÃO E CAPACITAÇÃO PLANO DE TRABALHO PLANEJAMENTO DE TRABALHO ▪ Definição de documentação padrão ▪ Fluxos; ▪ Protocolos e Diretrizes; ▪ Mapeamento dos processos e perigos; ▪ Interação entre Processos; ▪ Planos de Contingência. 1. Ferramenta para engajar os profissionais, fazendo-os compreender como as diferentes etapas se encaixam, quais etapas acrescentam valor ao processo e em que pontos pode haver desperdícios ou atrasos. 1. O mapeamento dos itinerários de pacientes que envolvem diversos prestadores de cuidado de saúde também é fundamental para identificar problemas de qualidade nas interfaces entre equipes e organizações. 1. Para que um processo possa ser melhorado, é preciso compreender detalhadamente a variação e a relação entre demanda, capacidade e fluxo. Objetivo GESTÃO POR PROCESSOS TRANSFORMADA PROCESSOS SÃO... ▪ Definir o processo ou etapa que vai ser analisada; ▪ Definir a metodologia e os responsáveis pelo mapeamento; ▪ Identificar e detalhar as ações na entrada (variáveis de entrada), no processamento (variáveis de processamento) e na saída do processo (variáveis de saída); ▪ Identificar aspectos operacionais e administrativos relativos a cada etapa. Etapas para construção GESTÃO POR PROCESSOS Conhecer e Mapear o Processo S I P O C Suppliers Fornecedor Inputs Process Outputs Customers Entradas Processo Saídas Clientes GESTÃO POR PROCESSOS 1. É uma representação gráfica das tarefas que devem ser desenvolvidas no processo. Objetivo FLUXOGRAMA Relacionamento Cliente Fornecedor Resultado esperado Entrega Produto Objetivo INTERAÇÃO DE PROCESSO Objetivo Aplicação sistêmica e contínua de políticas, procedimentos, condutas e recursos na identificação, análise, avaliação, comunicação e controle de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, a saúde humana, a integridade profissional, o meio ambiente e a imagem institucional. GERENCIAMENTO DE RISCO CIRCUNSTÂNCIA DE RISCO Perigo Risco GERENCIAMENTO DE RISCO 1.Tomadas desprotegidas na Pediatria; 2.Ausência de método identificação do paciente; 3.Bomba de infusão; 4.Uso de materiais com esterilidade vencida; 5.Não cumprimento do Plano de Radioproteção. 1.Risco de Choque elétrico; 2.Procedimento realizado em paciente errado; 3.Erro de medicação; 4.Infecção; 5.Radiação. Perigos (agente/ação/circunstância de risco) Riscos Incidente Circunstância notificável Near miss Incidente sem dano Incidente com dano Houve potencial significativo para o dano, mas o incidente não ocorreu Incidente que não atingiu o paciente Incidente que atingiu o paciente, mas não causou dano Incidente que resulta em dano ao paciente (Evento Adverso) ICPS EVENTO ADVERSO ▪ Dano leve: ▪ Causa um desconforto, mas não interfere com as atividades habituais do paciente (manter observação clínica); ▪ Dano moderado: ▪ Desconforto causado pelo evento adverso é suficiente para interferir com as atividades habituais do paciente (Necessitou de exames complementares, aumentou o tempo de internação); ▪ Dano grave; ▪ Há comprometimento significativo das atividades habituais do paciente ou mesmo incapacitação total. ▪ Óbito NATUREZA DOS RISCOS ▪ Erro de diagnóstico; ▪ Erro terapêutico.▪ Erro de análise; ▪ Falta de qualificação; ▪ Falta de prudência; ▪ Negligência. Riscos clínicos Riscos Biológicos Riscos Humanos Riscos Físicos ▪ Eletrocussão; ▪ Radiação; ▪ Explosão; ▪ Queimadura; ▪ Incêndio ▪ Contaminação; ▪ Intoxicação. ETAPAS PARA GERENCIAMENTO DO RISCO FONTE: NBR ISO 31.000/2009 Metas Nacionais de Segurança do Paciente META 01 META 02 Meta 03 META 04 META 05 META 06 “Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento.” Érico Veríssimo REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ▪ Donabedian A. The definition of quality and approaches to its assessment. In: A. Donabedian, Explorations in quality assessment and monitoring. volume I. Ann Arbor, Michigan: Health Administration Press; 1980. ▪ Donabedian A. An Introduction to Quality Assurance in Health Care. New York: Oxford University Press; 2003. ▪ Ministerio da Saude. (s.d.). Departamento de Atenção Básica/Ministério da Saúde. [Internet]. Rio de Janeiro. Disponível em http://dab.saude.gov.br/sistemas/pmaq/ ▪ Paim J, Travassos C, Almeida C, Bahia L, Macinko J. O sistema de saúde brasileiro. In: Victora C, Leal M, ▪ Proqualis/Icict/Fiocruz. (s.d.). Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente [Internet]. Rio de Janeiro. Disponivel em: http://poqualis.net ▪ Caderno 5 - Investigação de Eventos Adversos em Serviços de Saúde. Disponível em: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/item/caderno-6 http://dab.saude.gov.br/sistemas/pmaq/ http://poqualis.net/ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ▪ Caderno 7- Gestão de Riscos e Investigação de Eventos Adversos Relacionados à Assistência à Saúde. Disponível em: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/item/caderno-7-gestao-de-riscos-e-investigacao- de-eventos-adversos-relacionados-a-assistencia-a-saude?category_id=194 – ▪ Caderno 6 - Implantação do Núcleo de Segurança do Paciente. Disponível em: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/item/caderno-6-implantacao-do-nucleo-de- seguranca-do-paciente ▪ RDC 36. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0036_25_07_2013.html ▪ Portaria n° 529, de 1 de abril de 2013 – Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). ▪ Programas de certificação da qualidade do Colégio Brasileiro de Radiologia – http://cbr.org.br/programade- qualidade/qualidade-cbr/ ▪ RDC nº 02/2010 – Dispõe sobre o gerenciamento de tecnologias em saúde em estabelecimentos de Saúde. ▪ RDC nº 222/2018 – Dispõe sobre o Regulamento Técnico para Boas Práticas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde ▪ Manual do Programa de Acreditação para Laboratórios Clínicos da SBPC – PALC, versão 2013. https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/item/caderno-6-implantacao-do-nucleo-de-seguranca-do-paciente http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0036_25_07_2013.html REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ▪ Manual ONA (Organização Nacional de Acreditação) para as organizações prestadoras de serviços de saúde, versão 2014. ▪ Manual para regularização para equipamentos médicos na Anvisa, Gerência de Tecnologia em Equipamentos Médicos – GQUIP, junho 2010, versão 06. ▪ NN 3.05 – Requisitos de segurança e proteção radiológica para serviços de medicina nuclear (Resolução CNEN 159/13). ▪ NN 7.01 – Certificação da Qualificação de Supervisores de Proteção Radiológica (Resolução CNEN 146/13). ▪ RDC nº 222/2018 – Dispõe sobre o Regulamento Técnico para Boas Práticas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde ▪ Manual do Programa de Acreditação para Laboratórios Clínicos da SBPC – PALC, versão 2013. ▪ Manual ONA (Organização Nacional de Acreditação) para as organizações prestadoras de serviços de saúde, versão 2014. ▪ Manual para regularização para equipamentos médicos na Anvisa, Gerência de Tecnologia em Equipamentos Médicos – GQUIP, junho 2010, versão 06. EADPLUS 2020 © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Obrigada! @asgconsultoriasaude adrianasgiovannetti@hotmail.com 11 99284-7083 https://www.eadplus.com.br/ mailto:adrianasgiovannetti@hotmail.com