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FASUPI 
FACULDADE SUL PAULISTA DE ITANHAÉM 
 
 
 
 
 
 
GABRIELA VASQUEZ – RA 0400350 
 
 
 
 
 
Psicoleitura “A interpretação dos sonhos”: Resumo crítico do texto “A 
Regressão” de Sigmund Freud 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Itanhaém, 
2024 
 
GABRIELA VASQUEZ ARROIO 
 
 
 
 
Psicoleitura “A interpretação dos sonhos”: Resumo crítico do capítulo “A 
Regressão” de Sigmund Freud 
 
 
 
 
 
 
Trabalho avaliativo apresentado ao curso de 
Psicologia da Faculdade Sul Paulista de 
Itanhaém, como parte dos requisitos para 
obtenção de horas da Atividade de Psicoleitura. 
 
Professor: Fernando A. Figueira do Nascimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Itanhaém, 
2024
3 
 
1. RESUMO 
 
No capítulo VII da obra A Interpretação dos Sonhos, Freud aprofunda a análise 
da estrutura e do funcionamento dos sonhos, introduzindo o conceito de "regressão". 
O termo refere-se à tendência do processo psíquico de retroceder de um estágio mais 
avançado para um estágio mais primitivo. Para Freud, a regressão é um mecanismo 
essencial para entender como os sonhos se formam, uma vez que o conteúdo latente 
(os desejos inconscientes) é transformado em conteúdo manifesto (o sonho que 
lembramos ao acordar). Freud argumenta que, no estado de vigilância, nossos 
pensamentos seguem um caminho progressivo, movendo-se da ideia até a expressão 
verbal e a ação. No entanto, nos sonhos, o processo é invertido. O que acontece é 
uma regressão que leva os pensamentos de volta à sua forma original, sensorial e 
visual, antes de atingir o nível consciente. A razão pela qual essa regressão ocorre 
nos sonhos está relacionada à suspensão da censura mental durante o sono. Quando 
a mente consciente está relaxada, os desejos reprimidos, especialmente os infantis, 
emergem na forma de imagens simbólicas que representam desejos inconscientes. 
Essa regressão permite que desejos que não poderiam ser aceitos pela mente 
consciente sejam satisfeitos simbolicamente, sem que o sonhador precise enfrentá-
los diretamente. 
 
2. ANÁLISE CRÍTICA 
 
Freud introduziu a ideia de que o sonho não é um aspecto caótico ou sem 
sentido, mas uma realização de desejos reprimidos. A regressão é fundamental para 
essa interpretação, pois explica como o inconsciente, que funciona de maneira 
atemporal e por meio de imagens, consegue encontrar uma forma de expressão no 
sonho. No entanto, ainda hoje, existem críticas sobre o conceito de regressão, 
apontando- a como uma abordagem determinista da mente, onde o passado, 
sobretudo a infância, molda os processos psíquicos presentes. De acordo com isso, 
o conceito pode ser visto como uma simplificação, já que outras influências, como o 
ambiente social e cultural, também desempenham um papel crucial. Outro ponto de 
crítica é a suposta ênfase de Freud aos aspectos intrapsíquicos da personalidade, 
desprezando as questões históricas e sociais. 
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Porém, durantes as aulas de Psicologia Freudiana, com o Professor Fernando, 
foram apresentados e discutidos diversos textos de Freud, incluindo Psicologia das 
massas e análise do eu (1921), o qual aborda temáticas culturais, de forma a 
compreender como a cultura afetava o psiquismo e vice-versa, e que o mesmo se 
forma a partir das relações afetivas que o ser humano estabelece com o outro, como 
podemos ver no trecho a seguir: 
A oposição entre psicologia individual e psicologia social ou das massas, que 
à primeira vista pode parecer muito significativa, perde boa parte de sua 
agudeza se a examinarmos mais detidamente. É certo que a psicologia 
individual se dirige ao ser humano particular, investigando os caminhos pelos 
quais ele busca obter a satisfação de seus impulsos instintuais, mas ela 
raramente, apenas em condições excepcionais, pode abstrair das relações 
deste ser particular com os outros indivíduos. Na vida psíquica do ser 
individual, o Outro é via de regra considerado enquanto modelo, objeto, 
auxiliador e adversário, e, portanto, a psicologia individual é também, desde 
o início, psicologia social, num sentido ampliado, mas inteiramente justificado 
(Freud, 1921/2011, p. 14). 
Ainda assim, a ideia freudiana de que os sonhos são uma via para acessar o 
inconsciente foi revolucionário e influenciou profundamente não apenas a psicologia, 
mas também a literatura, a arte e a filosofia do século XX. 
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3. CONCLUSÃO 
 
No capítulo "A Regressão", Freud articula como os sonhos servem como um 
espaço privilegiado onde o inconsciente pode se manifestar de maneira disfarçada. 
O conceito de regressão ajuda a entender essa dinâmica ao mostrar que o 
processo onírico reverte os padrões racionais do pensamento diurno, abrindo 
caminho para a satisfação de desejos reprimidos por meio de representações 
simbólicas. Apesar das críticas contemporâneas, essa visão freudiana continua a 
ser um pilar para o estudo da psicanálise, evidenciando a complexidade dos 
processos psíquicos humanos. Freud, ao desenvolver essa teoria, desafia a noção 
de que a mente é um sistema linear e controlado pela razão, revelando o quanto 
somos influenciados por impulsos inconscientes e lembranças infantis que 
permanecem adornados em nosso interior. 
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4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 
 
FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos. Tradução de James Strachey. Rio de 
Janeiro: Editora Zahar, 2014. 576 p. Capítulo: A psicologia dos processos oníricos (p. 
220-225). 
 
FREUD, S. (1921/2011). Psicologia das massas e análise do eu. In. Psicologia das 
massas e análise do eu e outros textos. Obras completas, volume 15. São Paulo: 
Companhia das Letras.

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