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FARMACOLOGIA AULA 2

Resumo de farmacologia sobre farmacocinética e farmacodinâmica: absorção (área, tempo, glicoproteína‑P, massa molecular), biodisponibilidade, vias de administração, pró‑fármacos (ex.: codeína) e fatores que alteram metabolismo (genéticos, fisiológicos, farmacocinéticos/dinâmicos, ambientais).

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FARMACOLOGIA
FARMACOLOGIA:
 
TRATA DAS AÇÕES DAS SUBSTÂNCIAS  EM 
SITUAÇÕES FISIOLÓGICAS, PRINCIPALMENTE 
DEVIDO ÀS SITUAÇÕES PATOLÓGICAS, 
OU  SEJA, SITUAÇÕES FISIOLÓGICAS COM 
VALOR BIOLÓGICO NEGATIVO. 
 Etapas farmacocinéticas envolvidas na administração de medicamentos
BIODISPONIBILIDADE
BIODISPONIBILIDADE
BIODISPONIBILIDADE
BIODISPONIBILIDADE
BIODISPONIBILIDADE
BIODISPONIBILIDADE
BIODISPONIBILIDADE - ELIMINAÇÃO
BIODISPONIBILIDADE - ELIMINAÇÃO GÁSTRICA
BIODISPONIBILIDADE - ELIMINAÇÃO RENAL
BIODISPONIBILIDADE - ELIMINAÇÃO
É aquele que interage com outras moléculas por dipolo permanente ou ligações de hidrogênio e apresenta 
tendência de dissolver-se
 Etapas farmacocinéticas envolvidas na 
administração de medicamentos
Os fármacos administrados por Via Oral (VO) são absorvidos pelo trato gastrintestinal e 
liberados no fígado pela veia porta. Essa via possibilita ao fígado metabolizá-los antes de 
alcançarem a circulação sistêmica.
 
Fármacos administrados por Via Intravenosa (IV), transdérmica ou subcutânea caem 
diretamente na circulação sistêmica e podem atingir os seus órgãos-alvo antes de sofrer 
modificação hepática.
Pró-fármacos
Pró-fármacos são aqueles fármacos administrados sob a forma inativa e ativados por 
meio de uma reação química. 
 
Normalmente, essa forma de fármacos é útil para melhorar a absorção ou a ação do ativo, 
ou para possibilitar a administração de produtos instáveis em sua forma ativa.
a codeína, derivado da morfina isolado no século XIX, é um pró-fármaco, que, no 
organismo, se converte em morfina para então promover seus efeitos
Interferências na metabolização de fármacos
Fatores genéticos: mudanças enzimáticas podem interferir no metabolismo de fármacos, 
como, por exemplo, a população japonesa tem maior susceptibilidade ao etanol pela 
diferença na enzima álcool desidrogenase;
Interferências na metabolização de fármacos
Fatores fisiológicos: há diferença no metabolismo de neonatos e idosos e, por isso, deve-
se ajustar a dose para essas populações;
Interferências na metabolização de fármacos
Fatores farmacocinéticos e farmacodinâmicos: dose, posologia, via de administração, 
depósito tecidual, ligação a proteínas plasmáticas tem influência na expressão das 
enzimas, podendo alterar a metabolização de fármacos;
Interferências na metabolização de fármacos
 Fatores ambientais: competição metabólica entre fármacos e xenobióticos.
Xenobióticos são compostos químicos estranhos a um organismo ou sistema biológico.
Reações de Fase 1
As reações de Fase 1 convertem moléculas lipofílicas em moléculas mais 
polares (hidrofílicas), introduzindo ou desmascarando um grupo funcional polar, como 
hidroxila (–OH) ou amônio (–NH2). 
 
 
 
Veja o quadro ao lado:
Exemplos de Reações de Fase 1
Reações 
Reações de Fase 2
Esta fase consiste em reações de conjugação. Se o metabólito resultante da Fase 1 
é suficientemente polar, ele pode ser excretado pelos rins. 
 
Reação de conjugação é a ligação do fármaco com um substrato endógeno, como ácido 
glicurônico, ácido sulfúrico, ácido acético ou aminoácidos, produzindo um composto 
polar em geral mais hidrossolúvel e terapeuticamente inativo. 
 
Veja o quadro ao lado: 
que se origina no interior do organismo
Exemplos de Reações de Fase 2
Reações - excreção
Os fármacos conjugados que continuam com características apolares e que não 
apresentam características para serem eliminados pelos rins, podem, então, ser 
excretados por outras vias como as fezes, liberados junto com a bile para a luz do trato 
gastrointestinal.
Doenças que Afetam o Metabolismo dos Fármacos
Hepatite, cirrose, câncer, hemocromatose e esteatose hepática podem comprometer as 
enzimas do citocromo P450 e outras enzimas hepáticas cruciais para o metabolismo dos 
fármacos. 
 
O hormônio tireoidiano regula o metabolismo basal do corpo, que, por sua vez, afeta o 
metabolismo dos fármacos. 
Interações Medicamentosas
A polifarmácia, em que há a administração de 4 ou mais medicamentos, aumenta o risco 
de interações medicamentosas;
 
As interações medicamentosas podem ser do tipo medicamento-alimento, 
medicamento-doença, medicamento-exame laboratorial, medicamento-substância 
química e medicamento-medicamento. Também pode haver interação medicamentosa 
com a gravidez e com a lactação. 
Interações Medicamentosas
Além disso, as interações medicamentosas podem ser classificadas em físico-químicas
(antes da administração), farmacocinéticas e farmacodinâmicas (após administração). 
Farmacodinâmica
Farmacodinâmica pode ser definida como o termo usado para descrever e explicar 
os efeitos de um fármaco no indivíduo, sendo eles o resultado de integrações 
moleculares entre agentes farmacológicos e estruturas orgânicas. 
 
 Descreve os efeitos de um fármaco em termos quantitativos, para estabelecer faixas de 
doses apropriadas para gerar efeitos terapêuticos (desejáveis) e evitar os tóxicos 
(indesejáveis), bem como para comparar potência, eficácia e segurança de um fármaco 
em relação a outro. 
Receptores
Os receptores podem ser definidos como qualquer molécula biológica à qual um
 fármaco se fixa e produz uma resposta mensurável. Assim, enzimas, ácidos nucleicos 
e proteínas estruturais podem ser considerados receptores farmacológicos. 
 
Esses receptores são divididos em 4 famílias:
Receptores
Canais iônicos disparados por ligantes: são responsáveis pela regulação do fluxo
de íons através das membranas celulares. A resposta a esses receptores é muito rápida, 
durando poucos milissegundos. Esses receptores fazem a intermediação entre diversas 
funções, incluindo neurotransmissão, condução cardíaca e contração muscular. 
https://www.youtube.com/watch?v=MfKSscb89cc&ab_channel=MonitoriaemFisiologiaeBiof%C3%ADsicaICB-UFMG
https://www.youtube.com/watch?v=MfKSscb89cc&ab_channel=MonitoriaemFisiologiaeBiof%C3%ADsicaICB-UFMG
Receptores
Receptores acoplados à proteína G: são constituídos de peptídeos com regiões que se 
estendem através da membrana com parte extracelular com a área de fixação do ligante e 
São ligados à proteína G.
 
Os receptores acoplados à proteína G são o tipo de receptores abundante, e sua ativação é 
responsável pela ação da maioria dos agentes terapêuticos. 
https://www.youtube.com/watch?
v=vO7BmPeJNDQ&ab_channel=Josu%C3%A9DantasBelarmino
Receptores
Receptores ligados a enzimas: consiste em uma proteína que atravessa a membrana 
uma única vez e pode formar vários dímeros ou complexos de subunidades. 
 
 A união de um ligante a um domínio extracelular ativa ou inibe a atividade dessa enzima 
citosólica. 
Receptores
Receptores intracelulares: o receptor é totalmente intracelular e, portanto, o
 ligante precisa difundir-se para o interior da célula para interagir com ele. 
 
Interação Fármaco-Receptor
Os receptores de fármacos podem estar no seu estado ativo ou inativo. 
 
Um fármaco que, após sua ligação ao receptor, favorece a conformação ativa desse 
receptor é denominado agonista e um fármaco que impede a ativação do receptor pelo 
agonista é denominado antagonista.
Agonistas e Antagonistas
Nível 1 – Tipos de efeitos 
 
Antagonismo superável: a inibição realizada pelo antagonista é superada quando se 
aumenta suficientemente a concentração do agonista;
 
Antagonismo não superável: a inibição exercida pelo antagonista não é vencida mesmo 
com o aumento suficiente da concentração do agonista.
Agonistas e Antagonistas
Nível 2 – Mecanismos moleculares 
 
Em relação aos possíveis mecanismos moleculares geradores de antagonismo superável, 
podemos dividir em dois grandes mecanismos: antagonismo competitivo reversível e 
antagonismo alostérico.
Agonistas e Antagonistas
• Antagonismo competitivo reversível: nesta situação, a molécula que atua 
como antagonista compete com o agonista para o mesmo sítio de ligação, e sua ligação é 
reversível.
Agonistas e Antagonistas
Antagonismo alostérico: o antagonista se ligaa um sítio alostérico do receptor, tendo efeito 
(diminuição), somente, sobre a afinidade do agonista.
dois sítios topograficamente distintos de uma mesma enzima
Agonistas e Antagonistas
Antagonismo competitivo irreversível: o antagonista compete com o agonista para o mesmo 
sítio de ligação e se fixa.
Agonistas e Antagonistas
Antagonismo indireto: este é um caso particular de antagonismo funcional, quando o 
antagonista bloqueia a cadeia de eventos entre ocupação dos receptores e produção do 
efeito.
Mecanismo de ação
Interação bioquímica entre um fármaco e os sistemas fisiológicos que culminam com um 
efeito biológico. Dois tipos: específico ou não específico.
 
O mecanismo de ação específico pode ser definido como a interação com o fármaco com 
macromoléculas específicas, como proteínas transportadoras ou enzimas.
 
O mecanismo de ação inespecífico é caracterizado por interagir com moléculas
simples ou íons e podem alterar a pressão osmótica e tensão superficial.
Dessensibilização e Hipersensibilização
 
A dessensibilização ocorre quando o fármaco interage com o receptor, mas não há resposta 
ao sinal nem modificação química, fazendo com que não haja atividade intrínseca e 
impedindo o efeito biológico. Ex: uso prolongado de corticoides requer cada vez maiores 
doses, pelo efeito de dessensibilização. 
 
A hipersensibilização ocorre quando há uma resposta exagerada, tendo como resposta 
um efeito mais potente e intenso.
Interações Medicamentosas
Farmacodinâmicas 
As interações medicamentosas farmacodinâmicas podem ser de ação e de efeito. As 
interações de ação resultam da ação dos fármacos envolvidos no mesmo receptor ou enzima.
 
Há pelo menos três possíveis resultados das interações de ação e de efeito:
Interações Medicamentosas
Farmacodinâmicas 
Dois fármacos desempenham papéis contrários, anulando ou diminuindo os efeitos
resultantes esperados para cada um individualmente. 
Interações Medicamentosas
Farmacodinâmicas 
Dois fármacos que desempenham papéis semelhantes, em que um reforça
a ação ou o efeito do outro.
Interações Medicamentosas
Farmacodinâmicas 
Outra forma de sinergia consiste na atuação em diferentes pontos de uma mesma
rota metabólica.
ENCERRAMOS 
POR HOJE!

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