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CÁLCULOS NUTRICIONAIS
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO
Profª PAMELA R. MARTINS LINS 
Plano dietoterápico
◻ Determinar o Estado nutricional;
◻ Determinar os objetivos da terapia nutricional;
◻ Cálculo das necessidades energéticas;
◻ Elaborar uma dieta adequada para cada condição 
clínica. 
Necessidades energéticas 
◻ Energia necessária para manter as atividades diárias de 
um indivíduo. 
Oxidação dos nutrientes presentes nos 
alimentos ingeridos diariamente
Taxa Metabólica Basal (TMB) – 60 a 70% 
Termogênese por atividade – 15 a 30% 
Efeito térmico do alimento – 10%
Calorimetria direta Calorimetria indireta
Equações 
FAO/OMS, 1995
Harris Benedict, 1919
IOM/DRIS, 2002
Fórmulas de bolso
Escolha do método/fórmula
❖ FAO/OMS, 1985 → indivíduos SADIOS ou em 
acompanhamento ambulatorial;
❖ Harris Benedict, 1919 → pacientes INTERNADOS ou em 
acompanhamento ambulatorial de DOENÇAS CRÔNICAS;
❖ IOM/DRIS, 2002 → indivíduos SADIOS ou com DOENÇAS 
LEVES;
❖ Fórmulas de bolso (método prático), 2000 → Agilidade na 
determinação nas necessidades → varia de acordo com o 
objetivo e/ou patologia.
FAO/OMS, 1985 
◻ Taxa Metabólica Basal (TMB) – peso, sexo e idade
IDADE MASCULINO FEMININO
0 a 3 anos 60,9 x P - 54 61,0 x P - 51
3 a 10 anos 22,7 x P + 495 22,5 x P + 499 
10 a 18 anos 17,5 x P + 651 12,2 x P + 746
18 a 30 anos 15,3 x P + 679 14,7 x P + 496
30 a 60 anos 11,6 x P + 879 8,7 x P + 829
A partir de 60 anos 13,5 x P + 487 10,5 x P + 596
Onde, P= peso teórico em Kg
FAO/OMS, 1985 
◻ Taxa Metabólica Basal (TMB) – peso, sexo, idade e 
altura
IDADE MASCULINO FEMININO
10 a 18 anos (16,6 x P) + (77 x E) + 
572
(7,4 x P) + (482 x E) + 
217
18 a 30 anos (15,4 x P) - (27 x E) + 
717
(13,3 x P) + (334 x E) + 
35
30 a 60 anos (11,3 x P) + (16 x E) + 
901
(8,7 x P) - (25 x E) + 865
A partir de 60 (8,8 x P) + (1128 x E) - 
1071
(9,2 x P) + (637 x E) - 
302
Onde, P= peso teórico em Kg e E = estatura em metros
Pontos de corte – IMC 
IMC (Kg/m²) Classificação
 40 Obesidade grau III
OMS, 1995 e 1997
21,7kg/m²
PESO TEÓRICO
FAO/OMS, 1985 
GET = TMB x FA
FATOR ATIVIDADE
IDADE ATIVIDADE OCUPACIONAL M F
18,1 - 30 anos LEVE 1,55 1,56
MODERADA 1,80 1,65
INTENSA 2,10 1,80
30,1 - 65 anos LEVE 1,55 1,56
MODERADA 1,80 1,65
INTENSA 2,10 1,80
65,1 ou mais LEVE 1,40 1,40
MODERADA 1,60 1,60
INTENSA 1,90 1,80
IOM/DRIS, 2002
◻ EER (Necessidade Estimada de Energia)
▪ Crianças e adolescentes;
▪ Adultos;
▪ Sobrepeso e obesidade;
▪ Gestação e lactação. 
Valor médio de ingestão de energia proveniente da 
alimentação para a manutenção do balanço energético 
para pessoas saudáveis, de acordo com idade, sexo, 
peso, altura e atividade física
IOM/DRIS
IDADE GÊNERO ESTIMATIVA DA NECESSIDADE ENERGÉTICA
KCAL/DIA (NEE)
> 19 anos
Masculino 662 – (9,53 x I) + FA x [15,91 x P (kg)] + [539,6 x A (m)] 
Feminino 354 – (6,91 x I) + FA x [9,36 x P (kg)] + [726 x A (m)]
A escolha do peso depende do objetivo da Terapia 
Nutricional
Ganho/perda de peso = 
Peso ideal 
Manutenção de peso = 
Peso atual
IOM/DRIS
◻ Nível de Atividade Física 
ATIVIDADE CLASSIFICAÇÃO
3hs/semana Leve
>2hs/dia Moderada
>6hs/dia Intensa 
IDADE GÊNERO
CLASSIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA
(FATOR ATIVIDADE – FA)
Sedentária Leve Moderada Intensa
10 anos 
ou mais
Masculino 1,00 1,11 1,25 1,48
Feminino 1,00 1,12 1,27 1,45
IOM/DRIS, 2002
◻ Atividades físicas relacionadas a cada nível de 
atividade
Nível de Atividade Física
(NAF)
Atividade física
Sedentário Trabalhos domésticos de esforço leve a moderado, 
caminhadas para atividades relacionadas com o cotidiano, 
ficar sentado por várias horas.
Leve Caminhadas, além das atividades relacionadas ao NAF 
sedentário
Moderado Ginástica aeróbica, corrida, natação, jogar tênis, além das 
atividades relacionadas ao NAF sedentário
Intenso Ciclismo de intensidade moderada, corrida, pular corda, 
além das atividades relacionadas ao NAF sedentário
IOM; FNB (2002)
DRIs, 2023
DRIs, 2023
Harris Benedict, 1919
TAXA METABÓLICA BASAL
Homens: TMB = 66 + (13.7 x P) + (5.0 x A) – (6.8 x I)
Mulheres: TMB = 655 + (9.6 x P) + (1.8 x A) – (4.7 x I)
P = peso em Kg A= altura em cm I= idade em anos
A escolha do peso depende do objetivo da Terapia Nutricional
Ganho/perda de peso = 
Peso ideal
Manutenção de peso = 
Peso atual
Peso ajustado = perda de peso em obesos
Peso ajustado = (P ideal – P atual) x 0,25 + P atual
Harris Benedict, 1919
GET = TMB x FA x FT x FI
FATOR ATIVIDADE
Paciente confinado ao leito = 1,2
Paciente acamado, porém móvel = 1,25
Paciente que deambula = 1,3
TEMPERATURA 
CORPORAL 
Sem febre 38⁰ C 39⁰ C 40⁰ C 41⁰ C
FATOR TÉRMICO (FT) 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4
Harris Benedict, 1919
FATOR INJÚRIA (FI)
Fórmulas de bolso 
◻ Necessidade Energética Total (NET)
▪ Estimada por recomendação de energia por Kg 
de peso corporal, segundo o objetivo da 
intervenção nutricional;
▪ PESO ATUAL 🡪 evitar restrições calóricas muito 
significativas
NET = (Kcal/dia) = Kcal X Peso (Kg)
Fórmulas de bolso 
OBJETIVO RECOMENDAÇÃO
Para perda de peso 20-25 Kcal/kg peso/dia
Para manutenção do peso 25-30 Kcal/kg peso /dia
Para ganho de peso 30-35 Kcal/kg peso /dia
NET para indivíduos CATABÓLICOS
OBJETIVO RECOMENDAÇÃO
Para manutenção do peso 30-35 Kcal/kg peso /dia
Para ganho de peso 35-40 Kcal/kg peso /dia
Fórmulas de bolso 
NET para indivíduos OBESOS MÓRBIDOS
OBJETIVO RECOMENDAÇÃO
Restrição energética moderada 15-20 Kcal/kg peso atual /dia
* Nunca inferior a TMB.
Distribuição de macronutrientes
NUTRIENTES SBAN 
(1990)
DRI (2002) OMS 
(2003)
PROTEÍNAS (%) 10 a 12% 10 a 35% 10 a 15%
PROTEÍNA 
g/Kg/dia
1,0 0,8 0,75
CARBOIDRATOS 60 a 70% 45 a 65% 55 a 75%
LIPÍDEO 20 a 25% 20 a 35% 15 a 30%
INDIVÍDUOS SAUDÁVEIS
Praticando ...
◻ Calcule as necessidades energéticas do indivíduo a 
seguir com base na equação de Harris-Benedict: 
▪ Homem de 32 anos de idade
▪ Peso: 54 Kg
▪ Altura: 1,6 m
▪ Paciente afebril, não complicado, deambula
▪ Fez uma pequena cirurgia 
Praticando ...
◻ IMC = 21,09 Kg/m² (EUTROFIA)
◻ Objetivo da terapia nutricional – manutenção do 
peso 🡪 PESO ATUAL
◻ Cálculo da TMB.: 
TMB = 66 + (13.7 x P) + (5.0 x A) – (6.8 x I)
TMB = 66 + (13,7x54) + (5x160) – (6,8x32)
TMB = 1388,2 Kcal 
GET = 1388,2 x FI (1,2) x FT (1) x FA (1,3)
GET = 2165 Kcal
SISTEMA DE EQUIVALENTES
BREVE HISTÓRICO
❖ Cálculo de dietas → tabelas de composição de alimentos;
❖ Na década de 40, nutricionistas e médicos perceberam que as 
tabelas de composição de alimentos usadas para o cálculo de dietas 
terapêuticas, especialmente as destinadas a diabéticos, eram de difícil 
manejo, consumiam um tempo enorme e careciam de precisão;
❖ Em 1950 foi a ADA e colaboradores elaboraram um sistema 
simplificado para cálculo de dietas → Sistema de equivalentes;
❖ Em 1976, esse Sistema foi atualizado para proporcionar reduções de 
gordura e colesterol. Passados dez anos, ele foi mais uma vez 
modificado para enfatizar a redução de sódio e aumento de fibra. 
SISTEMA DE EQUIVALENTES
❖ Em 1982, professores do Mestrado em Nutrição e Saúde Pública do 
Instituto de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco 
ministraram aulas sobre Sistemas de Equivalentes e, em 1983, 
professores do Departamento de Promoção da Saúde – Graduação 
em Nutrição, implantaram o Serviço Ambulatorial no Hospital 
Universitário de João Pessoa, utilizando como instrumento para 
orientação dietoterápica o Sistema de Equivalentes modificado, no 
qual foram incluídos alimentos da região;
❖ Para cálculos dos nutrientes visando satisfazer as necessidades do 
pacientes na rotina diária, a utilização das tabelas de composição 
dos alimentos para análise alimento por alimento é, sem dúvida,o 
método mais exato, mesmo considerando-se as vantagens e 
desvantagens delas. Porém, seu uso é quase impraticável pelo 
profissional e pelo paciente devido à dificuldade de manejo. 
SISTEMA DE EQUIVALENTES
❖ O uso do sistema de Equivalentes incluindo alimentos de uso 
regional e/ou nacional e o emprego de fichas específicas para o 
cálculo dos nutrientes é, no momento, a melhor ferramenta para o 
profissional e o paciente, pela sua praticidade, mesmo 
considerando-se as diferenças quantitativas quando comparadas ao 
método anterior.;
❖ Com esta tabela é possível o cálculo rápida da ingestão alimentar 
de um paciente, o que era impraticável. A informação rápida sobre 
a ingestão alimentar contribui para que o plano de tratamento de 
um paciente possa ser modificado rapidamente. A atuação conjuntas 
dos profissionais médicos e paramédicos e a formação cada vez 
maior de equipes multidisciplinares exige do nutricionista destreza, 
precisão e rapidez.
SISTEMA DE EQUIVALENTES
População saudável ou com de 3 fatores 
de risco para DCV
Equivalente 1500 Kcal 2000 Kcal 2500 Kcal
Leite 1,5 2 2,5
Vegetais 3 4 5
Frutas 5,5 7 8,5
* Excluir o açúcar para todos os indivíduos e se 
diabético, reduzir a porção de frutas em 2 equivalentes.
Maria José Carvalho Costa, 
CCS/UFPB.
GRUPO ALIMENTAR 1600 
Kcal/dia
2000 
Kcal/dia
2600 
Kcal/dia
3100 
Kcal/dia
Cereais integrais 6 7-8 10-11 12-13
Vegetais 3-4 4-5 5-6 6
Frutas e sucos 4 4-5 5-6 6
Leite, desnatado e 
semidesnatado
2-3 2-3 3 3-4
Carne magra, frango e 
peixe
1-2 2 ou 
menos
6 2-3
Oleaginosas, sementes e 
leguminosas
3 x por
semana
½ - 1 1 1
Gorduras e óleos 2 2-3 3 4
Doces 0 5 x por 
semana
˂ 2 2
DIETA DASH
Caso Clínico
J.M.S, mulher de 40 anos de idade, vai a consulta no ambulatório de nutrição devido à 
presença de Hipertensão arterial recém diagnosticada. O peso aferido no momento da 
consulta foi de 80 Kg e a altura de 1,65m. Demais medidas antropométricas : CB = 
34cm, DCT = 25mm e CC = 94. Foram feitos exames bioquímicos de rotina, com os 
seguintes resultados (Hb 12g/dl, Leucócitos 4200, %linfócitos 29, albumina 4,2mg/dL. 
Ao ser questionada sobre dieta e hábitos alimentares, J.M.S relatou realizar de 3 a 4 
refeições por dia, baixo consumo de frutas e excesso no consumo de alimentos 
industrializados pré-prontos (macarrão instantâneo, sucos artificiais e embutidos como 
salsicha). Nega alergias alimentares e não ingere café. Com relação à pratica de 
atividade física, a paciente afirmou realizar apenas atividades domésticas. Considere 
os dados acima, avalie o estado nutricional e elabore um plano dietoterápico para esta 
paciente utilizando o sistema de equivalentes. Para o cálculo das necessidades 
energéticas utilize FAO/OMS, Harris – Benedict e método prático.

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