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FUNDAMENTOS DA DIETOTERAPIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO DIETOTERAPIA I Profª Pamela Lins INTRODUÇÃO A alimentação do indivíduo deve ser adequada ao seu estado nutricional, quer seja para manter ou para recuperar sua condição nutricional ou ainda, como coadjuvante para retirada de um estado patológico. O organismo enfermo, possui mecanismos adaptativos limitados e, caso não receba os nutrientes adequados, ocorrerão consequências que se aliarão ao seu estado patológico, agravando ainda mais sua situação. Dieta ou regime alimentar: Conjunto sistematizado de normas de alimentação de um indivíduo saudável ou enfermo → PADRÃO ALIMENTAR. Dietoterapia: Tratamento de indivíduos portadores de determinada patologia através da alimentação adequada → MEDIDA TERAPÊUTICA. CONCEITOS BÁSICOS FINALIDADE DA DIETOTERAPIA Ofertar ao organismo debilitado NUTRIENTES ADEQUADOS, de forma que melhor se adapte ao TIPO DE DOENÇA e condições FÍSICAS, NUTRICIONAIS e BIOLÓGICAS do paciente para MANUTENÇÃO ou RECUPERAÇÃO do ESTADO NUTRICIONAL do indivíduo. XDIETA NORMAL X DIETA ESPECIAL A ALIMENTAÇÃO NORMAL é aquela balanceada em nutrientes, de fácil preparação, de apresentação agradável, adequada a indivíduos sadios e àqueles doentes que não necessitam de nenhum tipo de modificação na sua dieta em virtude da patologia. A ALIMENTAÇÃO ESPECIAL, apresenta modificações em suas características organolépticas, físicas e químicas para melhor atender as necessidades do indivíduo enfermo. PRESCRIÇÃOÇÃO DA DIETA Princípios básicos: Hábitos alimentares; Cultura; Nível sócio-econômico; Histórico clínico da patologia em questão; Estado anatômico do Trato gastrointestinal (TGI); Fornecimento de todos os nutrientes essenciais; Evolução sinérgica entre o plano alimentar e estado clínico. PRESCRIÇÃOÇÃO DA DIETA Etapas: Conhecer a patologia; Detectar deficiências nutricionais → anamnese alimentar, antropometria, exames clínicos e laboratoriais; Determinar as necessidades calóricas e distribuição de macronutrientes; Identificar a necessidade de restrição de nutrientes (ex: sódio, proteínas, CH simples e outros); Elaborar o plano alimentar → alimentos distribuídos por refeição, quantidade, consistência e via de administração; Esclarecimento dos processos da terapia ao paciente. CARACTERÍSTICAS DA DIETA Distribuição das refeições: Desjejum → Lanche→ Almoço → Lanche → Jantar → Colação. Critérios de modificação das dietas: Sabor; Temperatura; Volume; Consistência; Equilíbrio dos nutrientes. MODIFICAÇÕES DA DIETA SABOR: doce, salgado, misto, suave ou moderado, intenso ou excitante. TEMPERATURA: quente, fria, gelada ou temperatura ambiente. Alimentos quentes têm um maior potencial de saciedade. VOLUME: Depende da capacidade gástrica do paciente e pode ser normal, aumentado ou diminuído. Para evitar a distensão gástrica, deve-se aumentar a frequência das refeições e diminuir seu volume. CONSISTÊNCIA: Normal, Branda, Pastosa, Líquida-pastosa, Líquida completa, Líquida restrita e Líquida de prova. DIETA NORMAL, LIVRE OU GERAL Objetivo: Fornecer calorias e nutrientes em quantidades diárias recomendadas para manter a saúde do indivíduo. Indicação para uso: pacientes cuja condição clínica não exige modificações dietoterápicas, por não interferir no sistema digestivo e na tolerância normal do paciente aos alimentos e por não causar alterações metabólicas que exijam tais modificações. Características: É um tipo de dieta elaborada com todos os alimentos normalmente acessíveis ao indivíduo e segundo sua preferência. É, portanto, uma dieta suficiente, completa, harmônica e adequada, sem nenhuma restrição. Grupo Alimentar Alimentos Recomendados Alimentos Evitados Pães, Cereais, Arroz e Massas Grãos e seus produtos integrais e pobres em gordura. Ricos em gordura e açúcar (ex: croissant, bolos recheados, folhados, etc). Hortaliças Frescas. Frituras; enlatadas com sal e/ou óleo. Frutas Frescas, e a fruta em vez de seu suco. Conservas com calda de açúcar. Leite, iogurte e queijo Com pouca gordura e sal. Ricos em gordura e sal. Carnes, aves, peixes e ovos Magros, sem pele e gordura. Ricos em gordura e sal, como os frios em geral. Gorduras, óleos e açúcares Todos com moderação. Nenhum. DIETA NORMAL RECOMENDAÇÕES Evitar frituras; Utilizar hortaliças frescas ou congeladas; Preferir o cozimento rápido das hortaliças ( perda de nutrientes); Usar molhos de salada pobres ou sem gorduras; Preferir frutas frescas e com casca; Contar como uma porção de frutas somente os sucos 100% puros; Retirar as gorduras visíveis das carnes; Limitar a quantidade de gorduras e açúcares adicionados aos alimentos no momento do preparo; Dispor as preparações de forma harmoniosa. DIETA NORMAL EM PEDAÇOS Objetivo: Fornecer uma nutrição adequada a pacientes com dificuldade na utilização de talheres. Indicações para uso: Pacientes adultos e idosos que apresentem dificuldade na utilização de talheres (deficiências ou limitações motoras em braço e mão) e que não necessitem de dietas modificadas em nutrientes. Ex: pós- acidente vascular cerebral, traumatismos ósseos e deficientes físicos. Características: Alimentos de preparo simples, macios, picados ou cortados em pequenos pedaços, proporcionando facilidade de manuseio com as mãos. DIETA BRANDA Objetivo: Facilitar e diminuir o tempo da digestão, fornecendo o mínimo possível de fibras que não foram abrandadas pela cocção, e uma quantidade moderada de resíduos, de fácil digestão. Características: Seu teor calórico não se difere significativamente da dieta normal, porém todos os ingredientes são modificados pela cocção (para abrandar as fibras, conferindo-lhes uma consistência menos sólida), o mesmo ocorre com a carne em relação ao seu tecido conectivo. DIETA BRANDA Indicação para uso: Algumas afecções gastrintestinais, em que a motilidade gástrica e a ação química do trato digestivo está debilitada ( gastrites, úlceras, diarreias...); Dificuldades na mastigação ou deglutição; Alguns pós operatórios; Enfermidades do esôfago; Transição entre uma dieta pastosa e uma normal. Grupo Alimentar Alimentos Recomendados Alimentos Evitados Pães, Cereais, Arroz e Massas Pães moles de forma, bolinhos cozidos ou assados moles, biscoitos sem recheio e gordura, panquecas, torradas, cereais cozidos, arroz, massas em geral. Pães duros ou com sementes, biscoitos amanteigados, pastelarias. Hortaliças Todas cozidas, exceto as flatulentas. Hortaliças folhosas cruas, brócolis, abóbora, couve-flor, pepino, pimentão e outras formadoras de gases. Frutas Todas cozidas. Todas as cruas e as cítricas. Leite, iogurte e queijo Com pouco sal e gordura. Queijo prato, mussarela, cottage, ricota. Queijos muito gordurosos (ex: provolone). Carnes, aves, peixes e ovos Carnes sem gordura, cozidas, moídas, desfiadas, purê, ensopadas ao molho, grelhadas ou assadas. Ovos mexidos, moles ou pochê. Carnes duras, crocantes, empanadas. Ovos fritos. Gorduras, óleos e açúcares Todos, sem excesso. Nenhum. DIETA BRANDA Evitar irritantes gástricos: café, álcool, condimentos, pimenta, catchup, maionese, mostarda, refrigerantes, água com gás, sucos artificiais, etc. Embora condimentos devam ser excluídos, alguns, tais como sálvia, o tomilho e a páprica são permitidos. O baixo teor de fibras pode resultar em obstipação intestinal suco de ameixa, chás laxativos. As fibras podem ser incluídas gradativamente à dieta, de acordo com a tolerância do paciente. RECOMENDAÇÕES Objetivo: fornecer uma dieta que possa ser mastigada e deglutida com pouco ou nenhum esforço, proporcionando certo repouso digestivo. Características: O seu valor nutritivo, deve se aproximar do normal e conter todos os nutrientes. Os alimentos estão na forma de purê ou amassados, exceto se naturalmente macios. DIETA PASTOSA Indicação para uso: Pacientes com acometimento de fases mecânicas do processo digestivo (dificuldades na mastigação ou deglutição e ou falta de dentes); Danos neurológicos; Distúrbios neuromotores; Doença esofágica; Alterações anatômicas da boca ou esôfago; Fases críticas de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e respiratória. DIETA PASTOSA DIETA PASTOSA Grupo Alimentar Alimentos Recomendados Alimentos Evitados Pães, Cereais, Arroz e Massas Todos que possam ser transformados de amido de milho, aveia, creme de arroz e outros. Pães duros ou com sementes, biscoitos amanteigados, pastelarias. Cereais secos, contendo passas, nozes ou sementes. Hortaliças Purê de batata, batata-doce, cenoura. Suco de frutas. Hortaliças folhosas cruas. Hortaliças com sementes e/ou casca. Frutas Todas na forma de purê, sem pele. Suco de frutas. Frutas com polpas que são difíceis de transformar em purê (laranja, uva, abacaxi). Leite, iogurte e queijo Leite, milkshake, iogurte, achocolatados, pudim, manjar. Queijos cottage ou ricota amassados. Iogurte com pedaços de frutas. Carnes, aves, peixes e ovos Na forma de purê, sem pele. Ovos mesidos moles ou pochê, na forma de purê. Carnes duras, crocantes, empanadas. Ovos fritos. Gorduras, óleos e açúcares Gelatina, sorvetes, geléia, mel, açúcar, xaropes. Margarina, manteiga, creme de leite, chantilly, nata. Bacon, azeitona, coco. É mais atraente e melhor tolerado quando os alimentos são transformados na consistência pastosa em itens separados, em vez de todos misturados juntos. Os líquidos podem necessitar de espessamento com uso de espessantes industrializados. O leite, os molhos, a margarina, manteiga, mel ou açúcar podem ser adicionados aos alimentos sólidos e líquidos, para aumentar o aporte calórico. O baixo teor de fibras pode resultar em obstipação intestinal suco de ameixa, chás laxativos. As fibras podem ser incluídas gradativamente à dieta, de acordo com a tolerância do paciente. RECOMENDAÇÕES DIETA SEMILÍQUIDA Objetivo: Propiciar repouso digestivo ou atender as necessidades do paciente quando alimentos sólidos não são bem tolerados. Indicação para uso: Transição da dieta líquida; Preparo de cirurgias, exames; Alguns pós-operatórios. DIETA SEMILÍQUIDA Características: Preparos de consistência espessada e constitui-se de alimentos líquidos e semi-sólidos, cujas partículas encontram-se em emulsão ou suspensão. Evita a mastigação e possui pouco resíduo, o que, por consequência, torna o teor calórico diminuído. Alimentos sólidos são adicionados às bases líquidas para espessar e enriquecer calórica e nutritivamente as preparações. Podem ser incorporados: Mono e dissacarídeos (sacarose, maltose e lactose)...........até 20% Dextrinas....................................................................................10% Farinhas......................................................................................15% Pectina, fécula de amido e batata...............................................5% Além de clara e gema de ovos, hidrolisados protéicos comerciais (caseinato, proteína hidrolisada de soja, de lactoalbumina,etc.), óleo vegetal, creme de leite e outros. DIETA SEMILÍQUIDA Preparações indicadas: Água e infusos (chá, mate, café); Purê de vegetais; Frutas em papa ou liquidificadas; Sucos(de carne, verduras e frutas) coados; Caldos de carne e vegetais (desengordurados); Sopas espessadas, liquidificadas e sopas- creme; Leite ou coalhada, creme, queijos cremosos e margarina; Sobremesas: sorvetes, gelatinas, pudins, cremes e farinhas. Objetivo: Fornecer nutrientes de uma forma que exija um mínimo de esforço nos processos digestivos e absortivos, bem como fornecer uma dieta oral que seja bem tolerada para os pacientes impossibilitados de ingerir alimentos sólidos. Características: É totalmente composta por preparações líquidas à temperatura corporal, ás quais são adicionadas substâncias que permaneçam dissolvidas; É nutricionalmente inadequada, por isso a evolução para dieta semilíquida deve ser feito o mais breve o possível ou fazer suplementação quando a evolução não for possível; Propicia pouca saciedade, por isso deve ser administrada de duas em duas horas com quantidade de açúcar mantida no mínimo para não provocar fermentação e flatulência; Se a dieta for administrada em situações em que não seja necessária a restrição hídrica, o paciente pode ser alimentado mesmo durante a noite, caso sinta fome, ou para complementação de suas necessidades nutricionais. DIETA LÍQUIDA COMPLETA Características: As necessidades hídricas dos indivíduos giram em torno de 1.000 a 1.500ml; nos casos em que administra-se a dieta totalmente líquida, a oferta pode ser aumentada. A dieta líquida completa é fundamentalmente à base de leite, que é a maior fonte protéica líquida, e de bebidas à base de leite; é pobre em resíduo, porém é mais rica neste do que a dieta líquida restrita. Em casos de intolerância à lactose, provavelmente será mais difícil alcançar as necessidades calóricas e nutritivas do paciente, podendo então ser utilizados produtos isentos de lactose, tais como leites de soja ou preparações protéicas que não sejam à base de leite, com o mingau de frango. DIETA LÍQUIDA COMPLETA Indicação para uso: Após cirurgias, em especial, de cabeça e pescoço; Doenças agudas; Transtornos gastrointestinais; Pacientes incapazes de tolerar alimentos sólidos ou com dificuldade de mastigação e deglutição. DIETA LÍQUIDA COMPLETA Deve haver precaução naqueles com risco de broncoaspiração. É, preferencialmente, uma dieta de transição, e a progressão para alimentos sólidos deve ser completada tão rápido quanto possível Grupo Alimentar Alimentos Recomendados Alimentos Evitados Pães, Cereais, Arroz e Massas Cereais refinados e cozidos, farinha de aveia, creme de arroz, milho e trigo. Alimentos integrais, farelos, sementes. Hortaliças Caldos e sucos, sopas liquidificadas. Hortaliças cruas e inteiras. Frutas Sucos coados. Frutas inteiras. Leite, iogurte e queijo Leite integral e desnatado, bebidas lácteas iogurte líquido, suplementos comerciais à base de leite, queijo cottage, tofu, requeijão cremoso e outros queijos macios, pudim, flan, manjar. Queijos ricos em gordura. Carnes, aves, peixes e ovos Acrescidas a sopas liquidificadas. Carnes ricas em gordura. Embutidos. Gorduras, óleos e açúcares Todos sem excesso. Nenhum DIETA LÍQUIDA COMPLETA No caso de não haver condições de progressão, os suplementos, fórmulas completas ou módulos devem ser utilizados para melhorar a adequação nutricional. Os pacientes com a mandíbula imobilizada podem necessitar de uso de seringa ou canudo para facilitar a alimentação. Os alimentos liquidificados devem ser utilizados imediatamente, mas podem ser mantidos sob refrigeração até 24h, ou congelados logo após o preparo. RECOMENDAÇÕES DIETA LÍQUIDA RESTRITA Objetivo: Fornecer líquidos e eletrólitos via oral para prevenir a desidratação, minimizar o trabalho do TGI e a presença de resíduos no cólon. Características: Dieta altamente restritiva e inadequada em todos os nutrientes; Não deve ser utilizada por mais de três dias, pois fornece quantidade limitada de quilocalorias, provenientes principalmente de CHO; Inclui alimentos translúcidos, com baixa quantidade de resíduos e que são ou se transformam em líquidos à temperatura corporal. DIETA LÍQUIDA RESTRITA Indicações para uso: Preparo e pós-operatório de cirurgias do TGI; Após período de alimentação por via intravenosa; Durante infecções graves e diarreia aguda; Antes ou depois de procedimentos de diagnóstico. Precaução na disfagia com risco de broncoaspiração. É indicada a progressão para uma dieta mais adequada logo que tolerada pelo paciente. Grupo Alimentar Alimentos Recomendados Alimentos Evitados Pães, Cereais, Arroz e Massas Nenhum. Todos. Hortaliças Caldos e sucos coados. Nenhum, exceto as leguminosas.Frutas Sucos coados. Não produzam sucos claros. Leite, iogurte e queijo Nenhum. Todos. Carnes, aves, peixes e ovos Caldo de frango ou de carne de gado sem gordura. Ovos. Açúcares Todos sem excesso. Nenhum. DIETA LÍQUIDA RESTRITA DIETA LÍQUIDA RESTRITA Preparações indicadas: Água e infusos adocicados com açúcar e dextrosol (glicose de milho) e bebidas carbonatadas; Sucos de frutas coados; Caldo de carne e de legumes coados; Sobremesas: geléia de mocotó,gelatina,sorvetes ou picolés à base de suco de frutas coadas, sem leite. Alimentos com altas concentrações de açúcares simples, eletrólitos e aa são hiperosmolares diarreia cautela. No caso de não haver condições de progressão da dieta suplementos com baixa quantidade de resíduos melhorar o aporte nutricional. A ingestão de líquidos deve ser monitorada para evitar a desidratação. RECOMENDAÇÕES MODIFICAÇÕES DA DIETA EQUILÍBRIO DE NUTRIENTES: Hipo/normo/hiper → calorias e macronutrientes; Hipossódica; Hipo ou hipercalêmica; Laxante; Constipante; Restrita em líquidos; Hipoalergênica; Isenta de glúten; Isenta de lactose. Hipertensão Diabetes Obesidade Dislipidemias Pneumopatias Nefropatias... DIETAS ESPECIAIS PLANEJAMENTO ALIMENTAR ELABORADO COM ÊNFASE EM DETERMINADAS PATOLOGIAS VIA DE ADMINISTRAÇÃO DA DIETA ORAL ENTERAL PARENTERAL Vias de Acesso: DIETA ENTERAL “Alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, de forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral, industrializada ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas” Resolução RCD nº 63, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, de 06/07/00 Pacientes que... Não querem comer Não podem comer Não devem comer Comem mas não absorvem Não comem o suficiente Adultos: Geralmente são relativas ou temporárias DIETA ENTERAL Classificação: Quanto à forma de preparo • Artesanais ou caseiras • Industrializadas: - Líquida - Módulos (pó) Quanto à complexidade dos nutrientes: - Poliméricas - Oligoméricas - Elementar Quanto à indicação: • Padrão • Especializada Métodos de administração: - Contínua - Intermitente Gravitacional ou bolos Dieta Enteral Industrializada NE que requer manipulação prévia à sua administração, para uso imediato ou atendendo a orientação do fabricante NE que requer manipulação prévia à sua administração, para uso imediato ou atendendo a orientação do fabricante NE industrializada, estéril, acondicionada em recipiente hermeticamente fechado e apropriado para conexão ao equipo de administração NE industrializada, estéril, acondicionada em recipiente hermeticamente fechado e apropriado para conexão ao equipo de administração Sistema aberto Sistema fechado DIETA PARENTERAL TIPOS: • Periférica • Total COMPOSIÇÃO: • Mistura 2:1 (aa e glicose) • Mistura 3:1 (aa, glicose e emulsão lipídica) Nutrição Parenteral • Solução ou emulsão, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos, lipídios, vitaminas e minerais, estéril e apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas. PLANEJAMENTO DA TERAPIA NUTRICIONAL Dieta hospitalar comum TN desnecessária 1. Avaliação Nutricional 2. Cálculo das necessidades 3. Seleção da rota de administração TN necessária Não pode comerPode comer Dieta especial ou complementação Enteral Parenteral Trato digestivo funcionante Trato digestivo não funcionante 5. Modificação da ingestão e/ou rota de administração (s/n) 6. Monitorização dos efeitos da Terapia 4. Monitorização da ingestão ou infusão “Se o trato gastrointestinal funciona, mesmo que parcialmente, use-o” REFERÊNCIA AUGUSTO, A.L.P.; ALVES, D.C.; MANNARINO, I.C.; GERUDE, M. Terapia Nutricional. Manole, 2005.