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Esse resumo é do material:

livro nutrição clinica
16 pág.

Dietoterapia Universidade Norte do ParanáUniversidade Norte do Paraná

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## Resumo sobre Patologia da Nutrição e Dietoterapia nas Enfermidades do Aparelho DigestórioO texto aborda de forma detalhada a fisiologia, as principais doenças e os cuidados nutricionais relacionados ao aparelho digestório, enfatizando a importância da nutrição clínica para o manejo dessas enfermidades. Inicialmente, destaca-se que a manutenção da vida humana depende do fornecimento constante de energia, obtida por meio da digestão e absorção dos alimentos. O aparelho digestório é um sistema complexo formado por um tubo contínuo que vai da boca ao ânus, incluindo órgãos acessórios como fígado, pâncreas e vesícula biliar. Cada segmento do trato digestivo possui funções específicas, mas de forma geral, o sistema realiza três funções primordiais: ingestão, digestão e absorção dos nutrientes, que são essenciais para o crescimento, desenvolvimento e manutenção da vida.Anatomicamente, o trato digestório é revestido por quatro camadas principais: mucosa, submucosa, muscular e serosa. A mucosa, em contato direto com o conteúdo gastrointestinal, é responsável pela secreção de muco, enzimas e sucos digestivos, além de aumentar a área de absorção por meio de pregas e vilosidades. A submucosa contém vasos sanguíneos e linfáticos que facilitam a absorção dos nutrientes, enquanto a camada muscular, composta por fibras circulares e longitudinais, promove o movimento involuntário do alimento pelo trato. A camada serosa reveste externamente o sistema, permitindo o deslizamento entre órgãos. A secreção diária de sucos digestivos, que totaliza cerca de nove litros, varia conforme o órgão: saliva na boca, suco gástrico ácido no estômago, bile e sucos pancreáticos no intestino, todos essenciais para a digestão química e física dos alimentos. A digestão inicia-se na boca com a ação da lipase lingual e amilase salivar, segue no estômago com a pepsina e culmina no intestino delgado, onde enzimas pancreáticas e da borda em escova finalizam a quebra dos macronutrientes em unidades absorvíveis.O texto também explora as principais doenças do aparelho digestório, que abrangem desde condições agudas e crônicas até distúrbios funcionais sem alterações estruturais evidentes, como a síndrome do intestino irritável e a dispepsia funcional. Destaca-se a importância dos critérios de Roma para o diagnóstico dessas doenças funcionais. Entre as enfermidades mais graves estão os cânceres gastrintestinais, que apresentam alta mortalidade e severas implicações nutricionais, como a caquexia-anorexia, caracterizada pela perda de peso e aumento do gasto energético devido à atividade tumoral e inflamação. As doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, têm incidência crescente, associada a fatores ambientais e estilo de vida ocidental, e demandam atenção especial da comunidade científica.Diversos fatores de risco comuns às doenças do aparelho digestório são destacados, incluindo tabagismo, que aumenta a incidência de inflamações e cânceres, principalmente na porção superior do trato digestivo, e o consumo excessivo de álcool, que prejudica a absorção de nutrientes e causa lesões na mucosa intestinal. A dieta também exerce papel crucial, pois a ingestão inadequada de frutas, verduras e fibras, além da exposição a aditivos e agrotóxicos, pode desencadear ou agravar doenças digestivas. Além disso, fatores psicológicos como estresse, ansiedade e depressão influenciam o curso das doenças digestivas, agravando sintomas e alterando a microbiota intestinal, o que reforça a necessidade de abordagens multidisciplinares no tratamento.No que tange aos cuidados nutricionais, a dietoterapia é apresentada como ferramenta fundamental para o controle dos sintomas, manutenção do estado nutricional e promoção da remissão das doenças digestivas. A modulação da dieta deve considerar as particularidades de cada patologia e a tolerância individual do paciente. Nutrientes como fibras alimentares são destacados por seus efeitos benéficos: as fibras solúveis, presentes em frutas, leguminosas e aveia, são fermentadas no cólon, produzindo ácidos graxos de cadeia curta que promovem a saúde intestinal, enquanto as fibras insolúveis, encontradas em cereais integrais e hortaliças, aumentam o volume fecal e estimulam o peristaltismo, sendo indicadas para constipação. O uso de probióticos, prebióticos e simbióticos é recomendado para restaurar e equilibrar a microbiota intestinal, especialmente em doenças que causam desequilíbrio microbiano, com benefícios que incluem aumento da resistência a patógenos, melhora da digestão da lactose e absorção de minerais.Outro aspecto importante é a restrição de carboidratos fermentáveis de cadeia curta, conhecidos como FODMAPs, que podem agravar sintomas como diarreia, distensão e cólicas em pacientes com doenças intestinais. A redução desses carboidratos na dieta tem demonstrado eficácia significativa na melhora dos sintomas. Além disso, alimentos irritantes, como aqueles muito quentes ou frios, condimentados, ricos em cafeína, frutas cítricas e produtos industrializados com corantes e conservantes, devem ser evitados para prevenir irritação da mucosa gastrointestinal. O manejo nutricional dos sintomas comuns, como náuseas, vômitos, diarreia, flatulência e constipação, é detalhado com orientações específicas para cada quadro, visando conforto e melhora da qualidade de vida do paciente.### Destaques- O aparelho digestório realiza as funções de ingestão, digestão e absorção, sendo revestido por quatro camadas que garantem sua funcionalidade e proteção.- Doenças do aparelho digestório incluem desde distúrbios funcionais até cânceres e doenças inflamatórias, com fatores de risco como tabagismo, álcool, dieta inadequada e estresse.- A dietoterapia é essencial para o manejo das doenças digestivas, com atenção especial a fibras alimentares, probióticos, prebióticos, simbióticos e restrição de FODMAPs.- Fatores psicológicos influenciam o curso das doenças digestivas, reforçando a necessidade de abordagem multidisciplinar.- O manejo nutricional dos sintomas gastrintestinais deve ser individualizado, visando reduzir desconfortos e preservar o estado nutricional do paciente.

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