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Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam 
o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertu-
ra comercial e passam a defender seus mercados contra os 
estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas 
comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsí-
dios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem 
a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às 
compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas 
protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do 
mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em compara-
ção com as 54 no período anterior.
Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC 
concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos 
fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o 
isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A des-
globalização se torna um cenário assustador e cada vez mais 
plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as con-
sequências para o mundo?
CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D. Revista Época. São Paulo: 
Abril. n. 697, 26 set. 2011. p. 64-70. Adaptado.
No Texto I, o termo destacado em “Nas últimas décadas, os 
advogados do livre-comércio pareciam em vantagem apre-
senta hífen de acordo com as regras ortográficas da Língua 
Portuguesa.
É necessário o emprego do hífen ao combinarmos os seguintes 
elementos:
a) aero + espacial
b) auto + defesa
c) extra + conjugal
d) lugar + comum
e) micro + cirurgia
 Æ CONJUGAÇÃO. RECONHECIMENTO E EMPREGO 
DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS
51. (CESGRANRIO – 2012) A respeito da ocorrência da forma ver-
bal em destaque na frase do Texto I “Veio a crise, e os dois lados 
acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a 
discussão do ponto em que haviam parado.” , considere as afir-
mações abaixo.
I. O verbo vir pode ser considerado um verbo irregular por-
que apresenta alterações na flexão e no radical.
II. O verbo vir serve de modelo para a conjugação de outros 
verbos, como intervir e convir.
III. O verbo vir, nesse trecho do Texto I, está flexionado na 3ª 
pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo.
É correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
52. (CESGRANRIO – 2018) 
O ano da esperança
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos 
desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás do 
outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. 
Como afirmou Shakespeare, perde-se o dinheiro e o amigo. 
Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência de que 
era uma doação. A situação foi piorando. Os argumentos tam-
bém. No início era para pagar a escola do filho. Depois vieram 
as mães e avós doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser 
generoso. 
Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente. Mas 
que sofreu um acidente e não tinha como pagar a fisiotera-
pia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas internações, 
remédios. A situação piorando, eu já estava encomendando 
missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico, no Rio de 
Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamente. Surpresa! O 
doente não aparecia para a consulta. Até que o coloquei contra 
a parede. Ou se consultava ou eu não ajudava mais.
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita 
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca conheci 
o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído na história. 
Só que esse rapaz havia perdido o emprego após o suposto 
acidente. Foi por isso que me deixei enganar. Mas, ao perder 
salário, muita gente perde também a vergonha. Pior ainda. A 
violência aumenta. As pessoas buscam vagas nos mercados 
em expansão. Se a indústria automobilística vai bem, é lá que 
vão trabalhar.
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos 
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir. 
Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de velhos? 
Todos pedem que a gente tenha uma nova consciência para 
votar. Como? Num mundo em que as notícias são plantadas 
pela internet, em que muitos sites servem a qualquer mentira. 
Digo por mim. Já contaram cada história a meu respeito que 
nem sei o que dizer. Já inventaram casos de amor, tramas nas 
novelas que escrevo. Pior. Depois todo mundo me pergunta 
por que isso ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a 
trama. Respondo:
— Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet. Duvi-
dam. Acham que estou mentindo.
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. 2017, p.97. Adaptado.
Considere o trecho “Depois vieram as mães e avós doentes.” A 
frase em que se emprega uma flexão do verbo destacado, de 
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é:
a) Não sei o que fazer depois que vinherem as mães e avós 
doentes.
b) Depois que as mães e avós doentes virem, faremos alguma 
coisa.
c) Depois que eu vim, as mães e avós doentes ficaram curadas.
d) Depois, as mães e avós doentes tiveram vindo até aqui.
e) Talvez seja melhor ir depois de vierem as mães e avós 
doentes.
53. (CESGRANRIO – 2011) 
Sob Medida
Chico Buarque
Se você crê em Deus
Erga as mãos para os céus e agradeça
Quando me cobiçou
Sem querer acertou na cabeça
No fragmento acima, passando as formas verbais destacadas 
para a segunda pessoa do singular, a sequência correta é
a) crês, ergues, agradecei, cobiçais, acertais.
b) crês, ergue, agradece, cobiçaste, acertaste.
c) credes, ergueis, agradeceis, cobiçaste, acertaste.
d) credes, ergas, agradeças, cobiçais, acertais.
e) creis, ergues, agradeces, cobiçaste, acertaste.
54. (CESGRANRIO – 2011) Considere as frases abaixo.
I. A candidata___________a possibilidade de ingresso na 
empresa, quando soube do resultado do concurso.
II. Conquanto ele se________________a confirmar o fato, sua 
posição foi rejeitada pela equipe.
As formas verbais que, na sequência, completam corretamente 
as frases acima são:

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