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LÍ N G U A P O RT U G U ES A 155 Num cenário em que a crise e os países asiáticos mudam o jogo, as nações esquecem as negociações sobre abertu- ra comercial e passam a defender seus mercados contra os estrangeiros. Como resultado, todos perdem. Nas batalhas comerciais, usa-se, hoje, um arsenal variado, que inclui subsí- dios diretos a empresas selecionadas; barreiras que atendem a supostos padrões ambientais mais elevados; e restrições às compras que os governos podem fazer. Ao todo, 122 medidas protecionistas foram adotadas pelos 20 maiores países do mundo entre outubro de 2010 e abril passado, em compara- ção com as 54 no período anterior. Em um relatório publicado no primeiro semestre, a OMC concluiu que o alto desemprego nos países desenvolvidos fortalecerá os que defendem o fechamento dos mercados e o isolamento de produtos e trabalhadores estrangeiros. A des- globalização se torna um cenário assustador e cada vez mais plausível. Se estivermos mesmo nesse caminho, quais as con- sequências para o mundo? CORONATO, M.; CÂNDIDO, K.; CORNACHIONE, D. Revista Época. São Paulo: Abril. n. 697, 26 set. 2011. p. 64-70. Adaptado. No Texto I, o termo destacado em “Nas últimas décadas, os advogados do livre-comércio pareciam em vantagem apre- senta hífen de acordo com as regras ortográficas da Língua Portuguesa. É necessário o emprego do hífen ao combinarmos os seguintes elementos: a) aero + espacial b) auto + defesa c) extra + conjugal d) lugar + comum e) micro + cirurgia Æ CONJUGAÇÃO. RECONHECIMENTO E EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS 51. (CESGRANRIO – 2012) A respeito da ocorrência da forma ver- bal em destaque na frase do Texto I “Veio a crise, e os dois lados acreditavam que, assim que ela fosse embora, retomariam a discussão do ponto em que haviam parado.” , considere as afir- mações abaixo. I. O verbo vir pode ser considerado um verbo irregular por- que apresenta alterações na flexão e no radical. II. O verbo vir serve de modelo para a conjugação de outros verbos, como intervir e convir. III. O verbo vir, nesse trecho do Texto I, está flexionado na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo. É correto o que se afirma em a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 52. (CESGRANRIO – 2018) O ano da esperança O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o dinheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência de que era uma doação. A situação foi piorando. Os argumentos tam- bém. No início era para pagar a escola do filho. Depois vieram as mães e avós doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente. Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a fisiotera- pia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas internações, remédios. A situação piorando, eu já estava encomendando missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia para a consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se consultava ou eu não ajudava mais. Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído na história. Só que esse rapaz havia perdido o emprego após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei enganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas buscam vagas nos mercados em expansão. Se a indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar. Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir. Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova consciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada história a meu respeito que nem sei o que dizer. Já inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por que isso ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo: — Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet. Duvi- dam. Acham que estou mentindo. CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. 2017, p.97. Adaptado. Considere o trecho “Depois vieram as mães e avós doentes.” A frase em que se emprega uma flexão do verbo destacado, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é: a) Não sei o que fazer depois que vinherem as mães e avós doentes. b) Depois que as mães e avós doentes virem, faremos alguma coisa. c) Depois que eu vim, as mães e avós doentes ficaram curadas. d) Depois, as mães e avós doentes tiveram vindo até aqui. e) Talvez seja melhor ir depois de vierem as mães e avós doentes. 53. (CESGRANRIO – 2011) Sob Medida Chico Buarque Se você crê em Deus Erga as mãos para os céus e agradeça Quando me cobiçou Sem querer acertou na cabeça No fragmento acima, passando as formas verbais destacadas para a segunda pessoa do singular, a sequência correta é a) crês, ergues, agradecei, cobiçais, acertais. b) crês, ergue, agradece, cobiçaste, acertaste. c) credes, ergueis, agradeceis, cobiçaste, acertaste. d) credes, ergas, agradeças, cobiçais, acertais. e) creis, ergues, agradeces, cobiçaste, acertaste. 54. (CESGRANRIO – 2011) Considere as frases abaixo. I. A candidata___________a possibilidade de ingresso na empresa, quando soube do resultado do concurso. II. Conquanto ele se________________a confirmar o fato, sua posição foi rejeitada pela equipe. As formas verbais que, na sequência, completam corretamente as frases acima são: