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Definição 
Monitorando e Controlando o desempenho do projeto: As atualizações do cronograma do 
projeto. Técnicas e ferramentas para o controle do cronograma. Gerenciamento de Valor 
Agregado. 
Propósito 
Compreender a importância de monitorar e controlar não só o cronograma do projeto, 
mas todo o projeto e como fazer os ajustes necessários, conhecer com mais detalhes 
algumas ferramentas e técnicas que poderão apoiar no controle do cronograma e 
entender como aplicar o gerenciamento do valor agregado não só no controle do 
cronograma, como também no controle dos custos e os seus benefícios. 
 
Objetivos 
Módulo 1 
Monitorando e controlando o desempenho do projeto. 
Módulo 2 
As atualizações do cronograma do projeto. 
Módulo 3 
Técnicas e ferramenta para o controle do cronograma. 
Módulo 4 
Gerenciamento de Valor Agregado. 
 
Introdução 
O planejamento de um projeto é fundamental, mas isso não é o suficiente para que o seu 
projeto alcance o sucesso esperado. É primordial que seja realizado o monitoramento e 
controle de tudo o que foi planejado. Precisamos garantir que o que foi planejado está 
realmente sendo realizado. 
O gerenciamento de cronograma, que também é referenciado como gerenciamento de 
prazos ou gerenciamento de tempo é um domínio que exige um monitoramento e controle 
constante. Após a criação do cronograma do projeto, com a sua linha de base 
devidamente aprovada pelo patrocinador, é o momento de acompanhar frequentemente 
tudo que está previsto, com uma atenção maior para o caminho crítico do projeto. 
A partir deste momento exigirá do gerente de projetos e da sua equipe, dedicação, 
conhecimento e experiência para superar todos os desafios, encontrar soluções, tomar 
decisões, definir ações para resolver os problemas, as questões que, certamente, 
surgirão. 
Vamos conhecer e entender o que se deve fazer para evitar desvios na linha de base do 
cronograma aprovada. Precisamos garantir que o realizado esteja de acordo com o 
aprovado e que o projeto termine no prazo. Mas não é só isso, certo? É importante 
também que termine dentro do orçamento previsto, que todas as entregas atendam os 
requisitos, as restrições, as necessidades, expectativas das principais parte interessadas 
e, que por fim, agregue valor ao negócio. 
Os projetos serão sempre com emoção e exigem uma constante atenção sobre tudo que 
está acontecendo. 
 
Módulo 1 
MONITORANDO E CONTROLANDO O 
DESEMPENHO DO PROJETO 
INTRODUÇÃO 
Independente da abordagem ou do desenvolvimento do produto do projeto, monitorar e 
controlar o desempenho do projeto sempre será importante. Precisamos olhar para o que 
está acontecendo no projeto como um todo e comparar com o que planejamos. Este 
monitoramento e controle envolve vários domínios ou áreas de conhecimento, dentre 
eles, escopo, cronograma, orçamento e qualidade. 
Antes de mergulharmos especificamente no monitoramento e controle do cronograma do 
projeto, vamos conhecer tudo que envolve o processo de monitorar e controlar o 
desempenho do projeto. 
MONITORAMENTO VERSUS CONTROLE 
Primeiramente, vamos entender qual a diferença entre monitorar e controlar, que apesar 
de envolver atividades diferente, então interligadas. 
Monitoramento: Faz parte do monitoramento as coletas, medições, avaliações das 
medições e quais as tendências. Ele deve ser contínuo de forma a permitir a identificação 
de pontos ou áreas do projeto que estão necessitando de uma atenção especial. Deve 
fornecer uma visão clara da situação do projeto, de forma transparente e realista. 
Controle: O controle inclui a definição das ações corretivas, das ações preventivas e da 
necessidade de replanejamento. Faz parte também do controle realizar o 
acompanhamento das ações implementadas para verificar se realmente elas resolveram 
os problemas de desempenho do projeto. 
Para assegurar um bom desempenho de um projeto, precisamos monitorar e controlar 
todo o trabalho do projeto. Vamos conhecer algumas atividades que envolvem esse 
processo: 
 
Comparar o desempenho real do projeto com o que foi planejado. 
 
Avaliar o desempenho do projeto, verificando a necessidade de planejar e implementar 
ações corretivas e/ou preventivas. 
 
Garantir que as ações foram realmente implementadas e que foram efetivas. 
 
Gerenciar os riscos, verificando o status de cada um dos riscos identificados. 
 
Monitorar a implementação de todas as mudanças solicitadas. 
 
Assegurar que o projeto continua alinhado às estratégias da organização, que atenderá 
as necessidades das partes interessadas e agregará valor ao negócio. 
 
Fornecer informações para o relatório de desempenho do projeto. 
CONHECENDO AS LINHAS DE BASE DE UM PROJETO 
Considerando um projeto preditivo ou híbrido, quando se trata do monitoramento e 
controle do desempenho de um projeto, temos que ficar atentos com relação às três 
linhas de base: escopo, cronograma e custos, que foram criadas durante o planejamento 
e aprovadas: 
Linha de base do escopo: Composta por um descritivo detalhado do escopo do projeto, 
conhecido também como especificação do escopo do projeto. Este descritivo deve conter 
o que faz parte do escopo do produto, o que não faz parte do escopo do projeto, as 
entregas, critérios de aceitação, restrições e premissas. Faz parte também da linha de 
base do escopo a Estrutura Analítica do Projeto (EAP), que é a base para elaboração do 
cronograma, com visão de todos os componentes e entregas do projeto. Para apoiar a 
EAP, um dicionário da EAP poderá conter algumas informações para melhor 
entendimento de cada componente da EAP, incluindo uma descrição do trabalho que 
deve ser realizado, critérios de aceitação e outras informações sobre cada pacote de 
trabalho. 
Linha de base de custo: É a versão aprovada do orçamento do projeto que servirá de 
base para comparar os custos reais com os custos planejados. 
Linha de base do cronograma: Resultado da etapa de desenvolvimento do cronograma 
do projeto usada como base para comparar o planejado com o realizado de cada 
atividade que compõe o cronograma. 
 
 
Para fazer o acompanhamento do desempenho do projeto, vamos precisar dessas três 
linhas de base, que integradas são conhecidas como linha de base da medição do 
desempenho, usada para gerenciar, medir e controlar a execução do projeto. 
 
Portanto, uma parte importante no monitoramento e controle do desempenho do projeto é 
assegurar que as linhas de base sejam alcançadas. Isto significa que o projeto será 
concluído conforme planejado. Esse é o desafio, mas não podemos esquecer que o 
planejamento tem que ser realista. 
 
MUDANÇAS EM PROJETO 
Um outro aspecto importante no monitoramento e controle do desempenho de um projeto 
são as mudanças que podem ocorrer ao longo do projeto. Elas podem afetar as linhas de 
base do projeto. Dificilmente um projeto, mesmo aqueles que foram muito bem 
planejados, não sofrerá alguma mudança. As solicitações de mudança podem ter 
diferentes focos e normalmente são identificadas durante a execução do projeto, como 
parte do monitoramento 
Normalmente a necessidade de realizar alguma mudança no projeto é identificada 
durante a execução do projeto, quando ao monitorar e controlar o projeto identificamos 
alguma variação no seu desempenho. Quando isso acontece, precisamos avaliar se a 
variação é aceitável ou não, consideramos o que foi definido no limite de controle no 
plano de gerenciamento do cronograma e de custos. Se o valor estiver acima do 
estabelecido no limite de controle, a variação não é aceitável. Neste caso, temos que 
identificar a causa-raiz e definir ações para alinhar o desempenho esperado, de acordo 
com a linha de base de medição de desempenho. Essas ações são classificas em três 
categorias: corretivas, preventivas e reparo de defeitos. Vamos entender cada uma delas: 
Ações corretivas: 
Quaisquer ações que precisam ser implementadas para alinhar o desempenho futuro 
esperado com a linha de base de medição de desempenhodo projeto, mas sem mudar a 
linha de base. Todas as ações corretivas devem ser revisadas, aprovadas, rejeitadas ou 
adiadas de acordo com os procedimentos definidos para o controle de mudanças, que faz 
parte do plano de gerenciamento de mudanças de um projeto. 
Na prática: O gerente de projeto deve identificar as variações e quais as áreas realmente 
necessitam de alguma ação corretiva. Ele deve ficar atento para tudo que está 
acontecendo no projeto, procurando identificar algum problema, seja através de medição 
ou através de observações e/ou escuta. É preciso encontrar a causa-raiz da variação e 
determinar se há necessidade de recomendar alguma ação corretiva e de implementá-la. 
Ações preventivas: 
As ações preventivas estão relacionadas com desvios previstos da linha de base da 
medição do desempenho. Essas ações não mudam a linha de base do projeto. Definir 
ações preventivas é mais complicado que ações corretivas, porque nós temos que olhar 
para as tendências no futuro. Não basta fazer cálculo é preciso também experiência e 
conhecimento para assumir algumas premissas. 
Todas as ações preventivas devem ser revisadas, aprovadas, rejeitadas ou adiadas de 
acordo com os procedimentos definidos para o controle de mudanças, que faz parte do 
plano de gerenciamento de mudanças de um projeto. 
Reparo de defeitos: 
Um reparo de defeito deve ser solicitado quando algum componente ou entrega do projeto 
não satisfaz as especificações. Da mesma forma que as ações corretivas e preventivas, 
devem ser revisados, aprovados, rejeitados ou adiados de acordo com os procedimentos 
definidos para o controle de mudanças, que faz parte do plano de gerenciamento de 
mudanças de um projeto. 
 
 
Atenção 
Ao iniciarmos o planejamento de um projeto é importante que 
também seja criado um plano de gerenciamento de mudanças, 
onde deverá ser definido os procedimentos e regras para 
solicitação e aprovação de uma mudança. 
 
ANALISANDO O DESEMPENHO DO PROJETO 
Algumas fontes de dados e informações são fundamentais para o monitoramento e 
controle do desempenho do projeto: 
 
1 
Previsões de custo: 
As previsões são calculadas com base no desempenho passado do projeto. São 
importantes para verificar se o projeto está dentro do intervalo de tolerância definidos para 
o projeto. 
 
2 
Previsões do cronograma: 
São previsões obtidas também com base no desempenho passado do projeto. Do mesmo 
que as previsões de custo, determinam se o cronograma está dentro dos intervalos de 
tolerância definidos para o cronograma do projeto. 
 
3 
Relatório de qualidade: 
Este relatório é produzido durante a execução do projeto. Deve fornecer, quando 
necessário, recomendações de melhorias do projeto e do produto e, recomendações de 
ações corretivas em função da existência de retrabalho, defeitos ou erros que precisam 
ser reparados, necessidade de inspeção 100%, dentre outros. Este relatório deve 
encerrar com uma conclusão sobre o processo de controlar a qualidade do projeto. 
Na prática: Com base no projeto de desenvolvimento de curso online veja um relatório de 
marcos extraído do Microsoft Project. 
 
Fonte: Elaborado por Sueli Marquet usando Microsoft Project. 
 
4 
Lista de marcos: 
Se os marcos foram definidos, não podemos deixar de verificar se as datas previstas para 
marcos específicos foram cumpridas ou se serão cumpridas. Temos que olhar também 
para o futuro. 
 
5 
Base das estimativas: 
As bases das estimativas, tanto de custo quanto de cronograma, que descrevem como as 
estimativas foram definidas, quais os critérios utilizados. Elas podem ser importantes para 
identificação e definição das ações em caso de variações. 
 
6 
Registro das premissas: 
Contém informações tanto das premissas assumidas no planejamento e as restrições que 
podem existir para o projeto. 
Na prática: Um exemplo do registro de premissas do projeto desenvolvimento de um 
curso online: 
 
Fonte: Elaborado por Sueli Marquet. 
 
7 
Registro das questões: 
Neste documento pode ter informações sobre as questões ou problemas que ainda não 
foram solucionadas. Fique atento. 
 
8 
Registro das lições aprendidas: 
O registro das lições aprendidas pode ter informações sobre as ações corretivas e 
preventivas que foram eficazes para algum tipo de variação. Estes registros devem 
sempre estar disponíveis para toda a equipe do projeto. 
 
9 
Registro de Riscos: 
Fornece informações sobre os riscos positivos (oportunidades) e riscos negativos 
(ameaças) que aconteceram durante o projeto e que podem ajudar na identificação de 
causas de variações. Um outro documento associado aos riscos é o relatório de riscos 
que também podem ter informações importantes para o monitoramento e controle do 
despenho do projeto. 
 
10 
Informações sobre o desempenho do trabalho: 
Durante a execução do trabalho dados são coletados e utilizados no processo de 
monitoramento e controle do projeto. Normalmente, as métricas de desempenho do 
trabalho específico do escopo, cronograma, orçamento e qualidade são estabelecidas no 
início do projeto. 
 
11 
Fatores ambientais da empresa: 
Existem vários fatores do ambiente externo do projeto e/ou externo à organização, que 
podem influenciar o monitoramento e controle do trabalho do projeto, dentre eles 
destacamos: sistemas de informações de gerenciamento de projetos, indicadores de 
desempenho, infraestrutura, expectativa das partes interessadas, limites dos riscos, 
regulamentações, padrões de mercado, padrões governamentais, padrões de qualidade e 
de mão de obra. 
 
12 
Ativos de processos organizacionais: 
São fatores internos à organização que também podem afetar o monitoramento e controle 
do trabalho do projeto, dentre eles: política, processos e procedimentos organizacionais, 
controles financeiros, produção de relatórios, procedimentos de gerenciamento de 
questões, procedimentos de gerenciamento de defeitos que definem como será realizado 
a identificação e controle dos defeitos, controle das ações e base de conhecimento com 
as medições de processos e os registros das lições aprendidas. 
 
Com base nos dados e informações coletadas sobre o desempenho do trabalho que está 
sendo executado, algumas técnicas poderão ajudar. Vamos conhecer algumas delas: 
Especialista ou opinião especializada: 
Indivíduo ou grupo com conhecimento e experiência na análise de valor agregado, nas 
técnicas para estimar duração das atividades e custos e na interpretação e análise dos 
dados coletados. É uma boa prática contar com este recurso no projeto. Pode ser um 
profissional da própria organização executora ou contratado. 
Análise de valor agregado: 
Fornece uma visão integrada sobre o escopo, cronograma e custos. Esta técnica é uma 
forma efetiva de monitorar o progresso do projeto. 
Análise de causa-raiz: 
Pode ser utilizada na identificação das razões que levaram o projeto apresentar uma 
variação. Essa técnica é também muito usada para identificar as causas-raiz de um 
problema e solucioná-las. Quando isto acontece significa que o problema não voltará a 
ocorrer. 
Análise de variação: 
Avalia as variações existente entre o planejado e o realizado. Algumas variações ou 
desvios podem ser identificados ao longo do projeto, tais como: duração, custos, 
recursos, desempenho técnico, entre outras. 
Análise de tendências: 
Uma técnica utilizada para a previsão do desempenho futuro do projeto, com base nos 
últimos resultados. É uma técnica que facilita a identificação da necessidade de ações 
preventivas de forma a permitir que a equipe do projeto possa corrigir possíveis variações 
ou desvios no futuro. 
Tomada de decisão: 
São várias técnicas ou métodos que podem ser utilizados em diversas situações de um 
projeto. É muito importante que todos os envolvidos entendam perfeitamente as regras 
estabelecidas. 
Vamos conhecer algumas técnicas que poderão ajudar na tomada de decisão: 
Votação: Técnica usada para tomada de decisão quando envolve várias pessoase várias 
alternativas: 
• Unanimidade: todos concordam com uma única ação. 
• Maioria: Apoio de mais de 50% dos participantes. 
• Pluralidade: Usada quando temos mais de duas alternativas. Neste caso uma 
decisão é tomada pelo maior bloco do grupo, mesmo que não seja a maioria. 
Autocrática: Quando alguém assume a responsabilidade para tomar a decisão pelas 
pessoas ou grupo envolvido. 
Reuniões: 
Como já vimos, as reuniões são técnicas muito utilizadas durante todo o projeto. O 
importante é que os participantes realmente estejam envolvidos em alguma etapa do 
projeto. 
 
Durante o monitoramento e controle do desempenho do projeto esses são alguns dos 
resultados: 
Relatórios de desempenho do trabalho: 
Este relatório deve ser distribuído (meio físico ou eletrônico) conforme definido no plano 
de gerenciamento de comunicação de um projeto. Tem como objetivo conscientizar e 
gerar decisões ou ações com relação ao desempenho do trabalho do projeto. Este tipo de 
relatório é muito importante em um projeto, fornecendo aos interessados uma visão real 
da situação do projeto. Podem conter gráficos, valor agregado, previsões de tendências, 
histogramas de defeitos, dentre outras informações. Podem ser apresentados, por 
exemplo, como painéis ou gráficos de semáforo. O importante que no plano de 
comunicação seja discutido e definido o formato, a frequência de emissão, quem vai 
emitir, quem deve receber, o meio para distribuição, dentre outras informações que 
podem contribuir para o objetivo deste relatório. 
Solicitação de Mudança: 
Pode ser necessária em função da comparação do planejado versus o realizado, quando 
existe uma variação acima dos limites de controle estabelecidos. Como já vimos 
anteriormente, as mudanças, além das mudanças de escopo, podem ser ações 
preventivas ou ações corretivas ou reparo de defeitos. 
Atualizações de outros documentos ou informações do projeto: 
Além do plano de gerenciamento do projeto, as previsões de custos, registro de questões, 
registro das lições aprendidas, registro dos riscos e as previsões do cronograma podem 
ser atualizados como resultado do monitoramento e controle do desempenho do projeto. 
Agora que temos uma visão de como acontece o monitoramento e controle do 
desempenho de um projeto, vamos entender como podemos monitorar e controlar o 
cronograma do projeto para atendermos as expectativas das partes interessadas. 
Vídeo 
Acesse o material digital para assistir ao vídeo. 
 
Verificando o aprendizado 
1) Durante a validação do escopo do projeto, o cliente detectou que uma entrega não 
estava de acordo com as especificações definidas. Quando isto acontece, qual é a 
categoria de solicitação de mudança deve ser realizada? 
a) Preventiva. 
b) Criativa. 
c) Corretiva. 
d) Reparo de defeito. 
e) Prioritária. 
 
2) Durante a execução do projeto, o gerente do projeto identificou uma variação acima do 
limite de controle definido no plano de gerenciamento do cronograma. Qual é a técnica 
que ele poderia utilizar para ajudar na identificação das razões que levaram o projeto 
apresentar uma variação? 
a) Análise de tendências. 
b) Tomada de decisão. 
c) Análise de Causa-raiz. 
d) Ação preventiva. 
e) Retrabalho. 
 
3) Identifique se as frases abaixo são verdadeiras ou falsas. Marque a resposta correta: 
I – A linha de base da medição do desempenho, usada para gerenciar, medir e controlar a 
execução do projeto através da integração das duas principais linhas de base de um 
projeto: custos e escopo. 
II - As ações corretivas são aquelas que precisam ser implementadas para alinhar o 
desempenho futuro esperado com a linha de base de medição de desempenho do 
projeto. 
III – A decisão autocrática é aquela que o grupo decide qual a melhor alternativa. 
a) V, V, F. 
b) F, V, F. 
c) V, V, V. 
d) F, F, F. 
e) V, F, V. 
 
Módulo 2 
ATUALIZAÇÕES DO CRONOGRAMA DO 
PROJETO 
INTRODUÇÃO 
Como já vimos, o monitoramento e controle do desempenho do projeto é bem amplo, mas 
agora o nosso foco será as atualizações do cronograma do projeto. 
O plano do projeto foi aprovado, normalmente é realizado uma reunião de lançamento do 
projeto, também conhecida como reunião de “kick-off meeting”. Nesta reunião, que é um 
evento de comunicação importante, o projeto é apresentado para as principais partes 
interessadas. Após está reunião, inicia-se a execução do projeto. Neste exato momento 
começa também o desafio de atender os prazos que foram acordados e devidamente 
aprovados. Afinal, as partes interessadas esperam que o projeto tenha um cronograma 
realista e que todas as previsões acontecerão como planejado. 
A LINHA DE BASE DO CRONOGRAMA 
Considerando um projeto preditivo ou híbrido, a linha de base do cronograma é resultante 
da etapa de desenvolvimento do cronograma do projeto importante para comparar o 
planejado com o realizado de cada atividade que compõe o cronograma. A linha de base 
tem que ser aprovada pelo patrocinador e/ou pelo cliente. É uma visão “congelada” do 
cronograma em um determinado instante. 
Portanto, uma parte importante na atualização e controle do cronograma do projeto é 
assegurar que a linha de base seja alcançada. 
SOLICITAÇÕES DE MUDANÇA 
Como já vimos anteriormente, um outro aspecto importante no monitoramento e controle 
do desempenho de um projeto são as mudanças que podem ocorrer ao longo do projeto. 
Elas podem afetar as linhas de base do projeto. 
As solicitações de mudança no cronograma do projeto podem ter diferentes focos e 
normalmente são identificadas durante a execução do projeto, como parte do 
monitoramento e controle. Após a identificação e análise de uma variação no cronograma 
do projeto, se ela não é uma variação aceitável, temos que identificar a causa-raiz e 
definir ações para alinhar o desempenho esperado, de acordo com a linha de base do 
cronograma. As ações poderão ser do tipo corretiva ou preventiva e precisam ser 
documentadas através de uma solicitação de mudanças. 
 
 
 
Mas o cronograma do projeto não é afetado somente pelas ações corretivas e 
preventivas. Ele pode ser afetado por vários fatores, dentre eles, por solicitação de 
mudança do escopo, pela necessidade de adicionar recursos, pela definição de uma 
resposta ao risco (por exemplo, a necessidade da criação de uma nova atividade no 
cronograma para atender a estratégia de resposta ao risco que será adotada). 
 
O gerente de projetos deve ficar atento para todas as solicitações de mudanças do 
projeto. Alguns consideram que as mudanças são ruins, mas as vezes são realmente 
necessárias. Quanto mais cedo identificarmos as mudanças necessárias, menos impacto 
o projeto terá, consequentemente, menos impacto no cronograma. O ideal seria um 
projeto sem nenhum tipo de mudança, mas isto não é o que acontece. Na verdade, as 
mudanças são inevitáveis. Se são inevitáveis é extremamente importante que, quando 
surgir uma mudança, o gerente de projetos deve primeiro verificar se ela realmente é 
necessária. Qual é a melhor forma para faze isso? Uma delas é, sempre que possível, 
identificar a causa-raiz da mudança. A causa-raiz pode ser um planejamento realizado de 
forma inadequada, um planejamento sem o envolvimento das principais partes 
interessadas, sem tempo suficiente para fazer um bom planejamento, requisitos que não 
foram devidamente identificados, até mesmo, as ações de gerenciamento do projeto que 
não foram realizadas. 
 
Atenção 
Todas as mudanças no projeto devem ser planejadas, 
gerenciadas e controladas. 
 
 
CONTROLANDO O CRONOGRAMA DO PROJETO 
Controlar o cronograma do projeto tem como objetivo registrar o andamento das tarefas 
do projeto e monitorar a real situação do cronograma através da comparação do realizado 
com a linha de base do cronograma. O que se espera é que o projeto esteja com um bom 
desempenho conforme planejado e que as variações ou desvios estejam dentro dos 
limites de controle aceitáveis (definido no plano de gerenciamento do cronograma). O 
processo de controlaro cronograma do projeto tem também como objetivo garantir que 
um processo formal de mudança no cronograma esteja sendo seguido. Controlar o 
cronograma também significa identificar tudo aquilo que poderá provocar ou influenciar 
uma mudança. 
Temos que compreender tudo o que está envolvido neste processo, sempre pensando 
como evitar ao máximo o desgaste das pessoas envolvidas no trabalho que está sendo 
executado. Precisamos agir de forma a garantir que o que está sendo realizado ocorra o 
mais próximo possível do que planejamos. 
 
Mais próximo possível do que planejamos 
É importante entendermos que um cronograma deve ser atualizado frequentemente. Para 
evitar falhas e conflitos não podemos deixar de definir algumas regras. Normalmente 
essas regras e procedimentos devem ficar documentadas no plano de gerenciamento do 
cronograma. As atividades devem ser atualizadas com os dados do trabalho realizado. A 
frequência de atualização e quem poderá fazer a atualização deve ser acordada com as 
principais partes interessadas. A atualização poderá ser realizada apenas por uma 
pessoa designada para tal função e que tenha domínio da ferramenta definida para 
criação e manutenção do cronograma. Uma outra opção é permitir que cada responsável 
atualize o cronograma. Está opção poderá agilizar a atualização, mas dependerá de 
alguns fatores, tais como, as regras para atualização devem estar bem claras, a equipe 
ter acesso e domínio no uso da ferramenta. De qualquer forma o responsável pelo 
controle do cronograma deverá validar e aprovar as atualizações e as evidências (quando 
necessário). Considerando que a atualização do cronograma será feita apenas por uma 
pessoa, uma boa prática é entrar em contato com cada responsável pela atividade que 
precisa ser atualizada para identificar o avanço da atividade, problemas identificados, 
riscos e as evidências (quando possível) do avanço informado. 
 
Considerando que controlar o cronograma do projeto é muito mais que manter o 
cronograma atualizado, para um projeto preditivo, algumas atividades são importantes e 
que poderão auxiliar no controle do cronograma: 
 
Acessar a ferramenta onde o cronograma está definido e revisar os dados de 
desempenho atuais e comparar com os dados reais. 
 
Se necessário, revise e faça uma nova estimativa para os componentes da EAP que 
ainda não foram finalizados. 
 
Conduzir as sessões de revisão do andamento do projeto para entender o que está 
acontecendo. 
 
Analisar todas as variações para garantir que estão dentro do limite de controle. 
 
Analisar o(s) caminho(s) crítico(s) do projeto e verificar se as atividades que fazem parte 
estão dentro da linha de base do cronograma. Caso não estejam, verificar se é possível 
fazer algum ajuste aproveitando alguma folga que possa estar disponível. 
 
Verificar a necessidade fazer algum tipo de ajuste nos recursos designados para as 
atividades para melhor o desempenho. 
 
Verificar as métricas existentes estão fornecendo as informações necessárias, caso 
contrário, definir novas métricas. 
 
Identificar as necessidades de mudanças, incluindo as ações preventivas e as ações 
corretivas. 
 
Acompanhar de perto todas as solicitações de mudanças. 
 
Atenção 
Quando o projeto estiver usando uma abordagem adaptativa ou 
ágil, ou seja, orientada a mudanças, algumas outras ações são 
necessárias, tais como: 
• Utilizar o gráfico de burndown para comparar o trabalho 
realizado com o que foi previsto em cada iteração ou 
sprint; 
• Realizar as cerimônias de retrospectivas para identificar 
as lições aprendidas, principalmente as melhorias que 
podem ser implementadas nas próximas iterações; 
• Rever a priorização do backlog do produto; 
• Identificar e gerenciar as mudanças. 
 
O principal objetivo de controlar o cronograma do projeto é monitorar a situação do 
projeto, com base nessas informações, atualizar o cronograma e gerenciar todas as 
mudanças que possam afetar a linha de base do cronograma que foi devidamente 
aprovada ao final do planejamento. Este monitoramento e controle deve ocorrer durante 
do projeto. 
 
 
 
Na prática: Não podemos esquecer que qualquer mudança precisa ser avaliada se 
realmente é necessária, se for necessária, qual é o impacto no projeto e qual é o 
procedimento necessário para obter a aprovação de uma nova linha de base. 
O procedimento e as regras para alterar a linha de base de um cronograma e obter a sua 
aprovação devem estar descritos em um plano de gerenciamento de mudanças. Este é 
um plano que não podemos deixar de definir. 
 
Vamos identificar algumas informações (entradas) que são necessárias para realizarmos 
este processo. Destacamos algumas delas: 
Plano de gerenciamento do cronograma: 
Neste documento deve estar descrito qual a frequência que o cronograma será 
atualizado, quem será o responsável pela atualização, quais as regras para atualização, 
como a reserva de gerenciamento e de contingência serão utilizadas, como o cronograma 
será controlado ao longo do projeto. Não podemos esquecer do limite de controle, que é o 
limite de variação utilizado no monitoramento e controle do cronograma para indicar o 
percentual máximo de variação que será aceitável para o projeto. 
Linhas de base de cronograma e do escopo: 
A linha de base do cronograma será utilizada para comparar a situação real com o 
previsto, com isso determinar se será necessária alguma ação corretiva ou preventiva 
para colocar o projeto no trilho. A linha de base do escopo, que é documentada pela 
especificação do escopo, pela EAP, onde estão definidas quais as entregas do projeto e 
pelo dicionário da EAP, precisam ser consideradas durante o monitoramento e controle da 
linha de base do cronograma. 
Linha de base da medição do desempenho: 
Se estiver usando a análise de valor agregado, esta linha de base será utilizada para 
comparar os resultados reais do projeto, identificando a necessidade de ações corretivas 
ou preventivas. 
Registro das lições aprendidas: 
As lições aprendidas devem ser registradas ao longo do projeto e aquelas que já foram 
devidamente documentadas devem ser disponibilizadas para toda a equipe do projeto e 
podem ser aplicadas para, inclusive, melhora a forma de controlar o cronograma, dentre 
outras melhorias. 
Na prática: Um exemplo de um registro de lições aprendidas. 
 
Fonte: Elaborado por Sueli Marquet. 
Dados de desempenho do trabalho: 
São os dados sobre a situação atual ou status do projeto, tais como: quais as atividades 
iniciadas, qual o progresso dessas atividades, por exemplo, duração real, o que ainda 
falta para concluir, o percentual de avanço físico e quais as atividades concluídas. 
Ativos de processos organizacionais: 
Como sempre, são as políticas, procedimentos e diretrizes existentes relacionadas ao 
controle de cronograma, ferramentas de controle de cronograma disponíveis na 
organização e método de monitoramento e controle, modelos de relatórios utilizados. 
 
Algumas ferramentas e técnicas que podem ser utilizadas para controlar o cronograma do 
projeto Lembramos sempre dá importância de estarmos familiarizados com o uso de 
qualquer umas das ferramentas e técnicas. 
Análise de valor agregado: 
Variações de prazos (VPR) e índice de desempenho de prazos (IDP) são usadas para 
avaliar a variação do cronograma em relação à linha de base. 
Gráfico de evolução regressiva: 
Variações de prazos (VPR) e índice de desempenho de prazos (IDP) são usadas para 
avaliar a variação do cronograma em relação à linha de base. 
Análise de desempenho: 
Comparam a linha de base do cronograma (datas reais de início e de término, percentual 
de completude e duração restante das atividades em andamento. 
Análise de tendências: 
Verifica o desempenho do projeto ao longo do tempo para determinar se o desempenho 
está melhor ou pior. 
Análise de variação: 
Permite determinar a causa e o grau de variação relativos à linha de base do cronograma, 
os impactos no futuroe se será necessário ações corretivas ou preventivas. Se uma 
variação estiver em alguma atividade do caminho crítico pode exigir uma ação imediata, 
ao passo que uma variação em alguma atividade fora do caminho crítico pode ter pouco 
impacto no cronograma geral do projeto. 
Análise de cenário “E-Se”: 
Usada para avaliar vários cenários orientados pelo gerenciamento de riscos. 
Método do caminho crítico: 
Avaliar o progresso no caminho crítico e nos caminhos quase críticos pode identificar 
riscos no cronograma. Portanto, não podemos deixar de identificar qual ou quais os 
caminhos críticos de um projeto. 
Software de gerenciamento de projetos: 
Ferramenta útil para gerenciar um projeto e deve fornecer condições para o controle das 
datas planejadas, datas reais, identificar as variações e o progresso em relação à linha de 
base do cronograma, bem como prever os impactos de mudanças no cronograma do 
projeto. 
Otimização de recursos: 
Leva em consideração a disponibilidade dos recursos e o prazo do projeto. 
Antecipações e esperas: 
Usada para ajustar as atividades que estão com atraso em relação à linha de base do 
cronograma. Não podemos esquecer de identificar qual a determinação da dependência 
(obrigatória, arbitrada, interna e externa) para verificar se podemos fazer uso dessa 
técnica para ajustar determinadas atividades. 
Compressão do cronograma: 
Através do paralelismo ou compressão do cronograma, também podem ser utilizadas 
para ajustar atividades em relação à linha de base, considerando também a determinação 
da dependência. 
 
Na prática: Uma ferramenta é técnica muito utilizada em projetos ágeis é o gráfico de 
burndown ou gráfico de evolução regressiva de iteração. Este gráfico é usado para 
analisar a variação em relação a uma evolução regressiva ideal com base no trabalho 
comprometido para a iteração. 
 
Após aplicarmos as ferramentas e técnicas para controlar o cronograma, podemos ter os 
seguintes resultados: 
Informações sobre o desempenho do trabalho: Resultado de como está o 
desempenho do projeto em comparação à linha de base do cronograma. Uma boa prática 
de apresentar os resultados é por pacote de trabalho documentados no relatório de 
desempenho do trabalho. 
Previsões do cronograma: São as previsões de estimativas e condições futuras 
esperadas para o projeto. Estas informações levam em consideração o desempenho 
passado e o desempenho esperado no futuro. Podem incluir indicadores de desempenho 
de valor agregado, além de informações de reservas de cronograma que poderão 
impactar o projeto no futuro. 
Solicitações de Mudanças: Como já vimos anteriormente, a análise de variação de 
desempenho, modificações no escopo ou no cronograma do projeto poderão resultar em 
uma ou mais solicitação de mudança da linha de base do cronograma, do escopo e/ou em 
outros componentes do plano de gerenciamento do projeto. 
 
Para que o gerenciamento de prazo seja realmente efetivo, não basta apenas fazer um 
bom planejamento, é preciso monitorar e controlar todo o desempenho do projeto. Afinal, 
o prazo de um projeto é afetado pelos riscos, recursos humanos, custos, escopo e 
qualidade. 
Vídeo 
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Verificando o aprendizado 
1) Identifique se as frases abaixo são verdadeiras ou falsas. Marque a resposta correta: 
I - As solicitações de mudança no cronograma do projeto podem ter diferentes focos e 
normalmente são identificadas durante a execução do projeto, como parte do 
monitoramento e controle. 
II – Controlar o cronograma do projeto tem como objetivo registrar o andamento das 
tarefas do projeto e monitorar a real situação do cronograma através da comparação do 
realizado com a linha de base do cronograma. 
III - O cronograma de um projeto é afetado somente pelas ações corretivas e preventivas. 
a) V, V, F. 
b) F, V, F. 
c) V, V, V. 
d) F, F, F. 
e) V, F, V. 
 
2) O resultado de como está o desempenho do projeto em comparação à linha de base do 
cronograma é identificado como: 
a) Evolução regressiva. 
b) Antecipações e esperas. 
c) Solicitações de Mudanças 
d) Informações sobre o desempenho do trabalho. 
e) Previsões do cronograma. 
 
3) Você acabou de assumir a gestão de um projeto, que já está em andamento alguns 
meses e com atraso no cronograma de 3 semanas. No seu primeiro dia como gerente do 
projeto, o principal cliente entre em contato e diz que acabou de enviar uma solicitação de 
mudanças e que ela é muito importante. Qual deve ser sua primeira ação? 
a) Informar para o cliente que não é mais possível implementar nenhuma mudança no 
projeto. 
b) Não dizer nada para o cliente e deixar a solicitação de mudança na “gaveta”. 
c) Informar para o cliente que vai providenciar a implementação da mudança. 
d) Aceitar a solicitação e verificar se realmente ela é necessária. 
e) Aceitar a solicitação e fazer uma análise de impacto. 
 
Módulo 3 
TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA O 
CONTROLE DO CRONOGRAMA 
INTRODUÇÃO 
Nos processos de desenvolver o cronograma e controlar o cronograma do projeto 
identificamos várias ferramentas e técnicas que podem ser utilizadas para facilitar a 
execução deles. Vamos agora conhecer com mais detalhe algumas delas. 
MÉTODO DO CAMINHO CRÍTICO 
Como já vimos anteriormente, o método do caminho crítico é uma técnica utilizada na 
elaboração do cronograma (processo desenvolver o cronograma) quanto no controle do 
cronograma (processo controlar o cronograma). Ela é usada para estimar a duração 
mínima do projeto e determinar o grau de flexibilidade que possam existir nos caminhos 
lógicos da rede. 
O caminho crítico é o caminho mais longo e que tem a menor folga total, geralmente zero. 
 
Na prática: Quando estamos usando algum software de gerenciamento de projetos, 
como por exemplo, Microsoft Project, a ferramenta já identifica o caminho crítico do 
projeto, não necessitando fazer nenhum cálculo manual. 
 
Mas, como nem sempre temos um software disponível, vamos entender como calcular o 
caminho crítico de forma manual. Para isso é preciso calcular para cada atividade na rede 
do cronograma: início mais cedo, término mais cedo, início mais tarde e término mais 
tarde. Abaixo segue um modelo do nó para ser utilizado no diagrama de rede para facilitar 
o cálculo do caminho crítico. 
 
 
Vamos ver um exemplo usando uma convenção de início do projeto como no dia zero. 
Mas, existem outras convenções que podem ser utilizadas. No exemplo abaixo o caminho 
crítico é envolve as atividades A, E e G. Podemos observar que em todas as atividades 
que estão no caminho crítico a folga é 0. 
 
Fonte: Elaborado por Sueli Marquet 
Para montar este diagrama, primeiro vamos fazer o caminho de ida, partindo do ponto 
“início!”, preenchendo a parte de cima do nó (atividade). Quando temos uma atividade 
relacionada com mais de uma atividade (ponto de convergência) devemos usar o maior 
valor do início mais tarde para preencher o início mais cedo da atividade sucessora. Após 
o preenchimento da última atividade, vamos agora fazer o caminho de volta, partindo do 
ponto de “fim”. Agora vamos preencher a parte de baixo nó. No caminho de volta, quando 
existir mais de um relacionamento, vamos utilizar o menor valor do início mais tarde para 
preencher o valor do início mais tarde da atividade seguinte na rede. 
Ao terminarmos de preencher cada nó vamos ter a visibilidade do caminho crítico do 
projeto. No caminho crítico podemos identificar os seguintes tipos de folga ou flexibilidade 
do cronograma: 
Folga total: Quantidade de tempo que uma atividade pode atrasar sem atrasar a data de 
término do projeto. Este é o principal tipo de folga de um projeto. 
Folga livre: Quantidade de tempo que uma atividade do cronograma pode ser atrasada 
sem atrasar a data de início mais cedo de qualquer atividade sucessora ou violar uma 
restrição do cronograma. 
Folga do projeto: Quanto tempo um projeto pode ser atrasado sem atrasar a data 
imposta de término do projeto. 
 
Na prática:É muito importante conhecermos as folgas para podermos usá-las para 
organizar e gerenciar o projeto. Quando atividades do caminho crítico atrasam ou tiverem 
datas de conclusão impostas pode ocorrer folga negativa. Precisamos identificar isso 
antes de obter a aprovação da linha de base do cronograma e ajustarmos o cronograma 
para assegurar que ele seja realista. 
 
 
 
Atenção 
O gerente de projeto deve acompanhar o andamento de todas 
as atividades que estão no cronograma, mas com uma atenção 
especial para aquelas que estão no caminho crítico ou no 
caminho quase crítico. Lembrando que essas atividades não têm 
folga, portanto, qualquer atraso impactará em atraso no projeto. 
 
FERRAMENTA PARA ELABORAR O CRONOGRAMA DO 
PROJETO 
Para elaborar um cronograma o ideal é utilizarmos um software de gerenciamento de 
projetos. Existem várias ferramentas que podem ser utilizadas, como por exemplo: 
Microsoft Project: 
É a mais conhecida no mercado, possuindo versões online e stand-alone (licença única). 
Pode ser utilizada em qualquer tipo de projeto, desde pequenos e até mesmo em grandes 
projetos. Possui inúmeros recursos, por isso requer um treinamento antes de utilizá-la. 
Project Builder: 
É um software online integrado de gerenciamento de projetos desenvolvido no Brasil. 
Pode ser utilizado em qualquer tipo de projeto. Possui inúmeros recursos e requer um 
treinamento antes de utilizá-lo. A ferramenta está sempre em constante evolução e 
melhorias. 
OpenProject: 
É um software gratuito e de código aberto para gerenciamento de projetos e colaboração 
em equipe. É muito semelhante ao Microsoft Project. 
Primavera: 
É um software utilizado em projetos grandes. Possui inúmeros recursos, mas também 
requer um treinamento e experiência antes de começar a utilizá-lo. 
É preciso muito cuidado ao escolher a ferramenta que será utilizada em um projeto. O 
ideal que envolva a equipe que inicialmente irá usá-la em uma prova de conceito, 
utilizando um projeto piloto. 
Se existir na empresa um escritório de projetos (PMO), geralmente esta área é que será 
responsável pela seleção da ferramenta. 
GRÁFICO DE GANTT 
Um cronograma com todas as informações que fazem parte dele normalmente não é uma 
ferramenta que podemos utilizar para apresentar o andamento do projeto para as 
principais partes interessadas, como também inserir em um relatório de progresso do 
projeto. Existem algumas formas de apresentarmos o cronograma do projeto, uma delas é 
o Gráfico de Gantt. 
O gráfico de Gantt é um diagrama que representa as atividades em barras horizontais, 
onde o comprimento dessas barras representa o tempo de duração da atividade. Neste 
tipo de gráfico podemos também identificar a relação de precedência entre as atividades 
(interdependência). Este é um tipo de gráfico muito utilizado em um relatório de progresso 
do projeto. 
 
Fonte: Elaborado por Sueli Marquet 
CRONOGRAMA DE MARCOS 
1 
O cronograma de marcos ou milestones permite o controle gerencial do projeto através da 
definição de pontos de controle. Este tipo de cronograma mostra somente os eventos 
relevantes para o projeto. As atividades definidas como marco não têm duração e nem 
recursos alocados. Este tipo de gráfico é de fácil visualização e por isso são muito 
utilizados em relatórios para a alta administração, que não necessitam de informações 
detalhadas sobre o andamento do projeto. 
 
2 
O cronograma de marco é utilizado em conjunto com o gráfico de Gantt. Em alguns 
softwares de gerenciamento de projetos atividades definidas como marco são exibidas no 
formato de um losango ou triângulo. 
 
3 
Os marcos ajudam no controle dos prazos, na identificação das datas importantes para o 
projeto e até mesmo na identificação de gargalos ou impedimentos. Devemos sempre que 
possível identificarmos os marcos em nossos projetos. 
 
4 
Não existe um limite de quantidade de marcos em um projeto, mas é importante identificar 
realmente eventos cruciais que precisam ser realizados em um determinado momento, 
que podem colocar em risco o projeto ou a conclusão de uma parte fundamental do 
trabalho que seja importante para dar início a uma outra etapa do projeto. 
 
ANÁLISE DE MONTE CARLO 
A análise de Monte Carlo é uma técnica de simulação onde os riscos são usados para 
calcular os possíveis resultados de um cronograma para todo o projeto, fornecendo a 
probabilidade de completar o projeto em um determinado prazo ou em um determinado 
custo. 
 
Técnica de simulação 
Normalmente esta simulação é executada através de algum software, com base em 
estimativa de três pontos (otimista, pessimista e mais provável) para cada atividade, 
simulando a execução do projeto várias vezes com isso obtendo uma distribuição 
estatística dos resultados. 
Com base nos resultados podemos identificar qual a probabilidade de o projeto terminar 
em uma determinada data, a probabilidade de alguma atividade estar no caminho crítico, 
indicação do risco geral do projeto. Pode ser utilizada também para calcular a 
probabilidade de o projeto terminar em um determinado custo. Esta ferramenta também 
pode ser usada no gerenciamento de riscos, para analisar quantitativamente os riscos do 
projeto. 
 
Existem alguns softwares no mercado que fazem a simulação de Monte Carlos, tais como 
@Risk 7.6 (Palisade), software Primavera (módulo de Riscos), ModelRisk (Vose 
Software), Microsoft Project Online (Microsof), dentre outros. 
 
Vejamos um exemplo aplicando a análise de Monte Carlo. 
Após finalizarmos o cronograma do projeto, verificamos que, se tudo correr bem, 
conforme planejamos, o projeto terá uma duração de 24 meses, com data prevista para 
27.08.2022. Ao realizarmos a Análise de Monte Carlo, vamos obter qual a data provável 
do projeto encerrar, além de um gráfico. Exemplo: 
Probabilidade Data 
5% 27/08/2022 
10% 28/08/2022 
15% 29/08/2022 
20% 04/09/2022 
25% 05/09/2022 
30% 06/09/2022 
35% 07/09/2022 
40% 08/09/2022 
45% 09/09/2022 
50% 10/09/2022 
55% 20/09/2022 
60% 21/09/2022 
65% 22/09/2022 
70% 10/10/2022 
75% 11/10/2022 
80% 12/10/2022 
85% 13/10/2022 
90% 14/10/2022 
95% 15/10/2022 
100% 16/10/2022 
Com base nos riscos, considerando as 3 estimativas (otimista, mais provável e 
pessimista), a probabilidade de terminar no prazo estimado é muito baixa e a maior 
probabilidade é terminar com quase 2 meses de atraso. Este é um cenário que as partes 
interessadas podem não concordar. O que fazer? Com base nessas informações 
podemos ter uma visão mais clara do cronograma do projeto e fazer uma revisão de cada 
atividade do caminho crítico para verificar se é possível fazermos alguns ajustes. Após a 
revisão e os ajustes possíveis, devemos executar novamente a simulação e avaliarmos os 
resultados. A simulação deverá ser executada sempre após ajustes no cronograma. 
Seguem algumas orientações sobre o uso desta técnica: 
 
Cada atividade do cronograma deve ter uma duração otimista, o mais provável e o 
pessimista, que deverá ser fornecida pelo(s) responsável(eis) pela realização da 
atividade. 
 
É preciso muito cuidado na inserção dessas informações. Dados errados, resultados 
errados. 
 
A simulação deve ser realizada para o projeto como um todo e não para atividades 
individuais. Sendo assim, somente após a finalização do cronograma é que faz sentido 
executar a simulação. 
Essa técnica, que é na verdade de gerenciamento de riscos, ajuda na avaliação do 
cronograma e custos do projeto. Inclusive, ajuda no alinhamento das expectativas das 
principais partes interessadas. Na verdade, temos dados mais objetivos para tomada de 
decisão. 
PARALELISMO E COMPRESSÃO 
Um dos problemas mais comuns em projetos é a elaboração de um cronograma com 
prazos não realista ou não atendendo a determinadas restrições do projeto. Quando isto 
acontece, precisamos fazer ajustes no cronograma para alinhar o projeto às necessidades 
das partes interessadas. Ajustes no cronograma podem ocorrer, durante do o projeto,principalmente: 
 
Durante o planejamento, quando o patrocinador ou cliente solicita uma data de término de 
uma determinada entrega que não pode ser cumprida. 
 
Durante a execução do projeto, quando ocorre alguma solicitação de mudança e 
precisamos fazer alteração no cronograma para incluir outras atividades ou fazer ajuste 
na duração, sequenciamento ou recursos de atividade. 
 
Durante o monitoramento e controle quando detectamos alguma variação e ação corretiva 
ou preventiva deve ser implementada. 
As alterações poderão implicar em uma nova linha de base. Antes de solicitarmos a 
autorização para salvarmos uma nova linha de base, é importante fazer uma revisão no 
caminho crítico do cronograma, verificando se é possível aplicar as técnicas de 
paralelismo e/ou compressão em alguma das atividades do caminho crítico para que não 
seja necessário alterar a data fim do projeto. 
Compressão: 
Esta técnica envolve adicionar ou ajustar recursos com o objetivo de comprimir o 
cronograma, mantendo o escopo original do projeto. Por exemplo: uma atividade que está 
no caminho crítico reduzirmos o seu tempo de duração aumentando a quantidade de 
recursos para executá-la (quando isso é possível) ou substituindo um membro da equipe 
júnior por um sênior. 
Por definição, o uso dessa técnica implicará em aumento de custos, como também pode 
aumentar o risco. 
Paralelismo: 
Esta técnica envolve analisar as atividades que estão no caminho crítico e que serão 
realizadas sequencialmente, verificar se a determinação da dependência permite que 
sejam realizadas em paralelo durante toda a sua execução ou em apenas parte dela. 
Abaixo um exemplo de uma parte de um diagrama de rede ao aplicarmos a técnica: 
• Situação antes da técnica do paralelismo: 
 
• Situação após da técnica do paralelismo: 
 
Fonte: Elaborado por Sueli Marquet 
Essas são algumas das ferramentas e técnicas que podemos utilizar no gerenciamento de 
prazo de um projeto. No entanto, existem várias, como já vimos em cada etapa do 
gerenciamento. Antes de utilizar algumas das técnicas e ferramentas sugeridas, é muito 
importante conhecer cada uma delas, se possível, fazer um treinamento. Elas podem ser 
bastantes úteis, mas se forem bem aplicadas. 
 
Vídeo 
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Verificando o aprendizado 
1) Um gerente de projetos precisa urgente preparar uma apresentação para a Diretoria 
Executiva da empresa sobre o andamento. O Patrocinador solicitou uma apresentação 
das principais entregas do projeto. Neste caso, o que seria mais adequado incluir na 
apresentação? 
Cronograma completo. 
a) Gráfico Burndown 
b) Cronograma de marcos. 
c) Gráfico de Gantt. 
d) Resultado da Análise de Monte Carlo. 
 
2) Um gerente de projetos ao fazer uma revisão no cronograma do projeto ele identificou 
a necessidade de incluir mais 2 recursos para executar uma atividade que está no 
caminho crítico do projeto, para recuperar um atraso previsto no cronograma do projeto. 
Esta técnica é conhecida como: 
a) Paralelismo. 
b) Compressão. 
c) Estimativa de três pontos. 
d) Simulação. 
e) Folga do projeto. 
 
3) Identifique se as frases abaixo são verdadeiras ou falsas. Marque a resposta correta: 
I - O caminho crítico é o caminho mais longo e que tem a menor folga total, geralmente 
zero. 
II – A quantidade de tempo que uma atividade pode atrasar sem atrasar a data de término 
do projeto é denominada de folga total. 
III - Quando atividades do caminho crítico atrasam ou tiverem datas de conclusão 
impostas pode ocorrer folga negativa. 
a) V, V, F. 
b) F, V, F. 
c) V, V, V. 
d) F, F, F. 
e) V, F, V. 
 
Módulo 4 
GERENCIAMENTO DE VALOR 
AGREGADO 
INTRODUÇÃO 
No gerenciamento de prazos no podemos deixar de conhecer com mais aprofunidade a 
técnica de gerenciamento de valor agregado (GVA) ou Earned Value Management (EVM). 
O uso desta técnica ou metodologia de gerenciamento de valor agregado permite 
visualizar o desempenho real do projeto em um determinado momento no tempo. Desta 
forma, vamos deixar as adivinhações e os “chutes” de lado, que podem resultar em 
retrabalho, horas extras, estresse da equipe na tentativa de realizar o trabalho dentro do 
prazo previsto. 
A análise de valor agregado é uma técnica aplicada no processo controlar o cronograma. 
É utilizada nas revisões para medir o desempenho do cronograma em relação a linha de 
base do cronograma e em um determinado momento no tempo. No entanto o valor 
agregado é muito utilizado no gerenciamento de custos do projeto. Mas, como ajustes no 
orçamento do projeto significará revisão também do cronograma e/ou no escopo do 
projeto, é importante também conhecermos como podemos usá-la para garantir que o 
projeto termine dentro do prazo, custo e escopo planejados. 
 
Atenção 
É importante ressaltar que essa técnica utiliza a combinação das 
três linhas de base (escopo, cronograma e custo) conhecida 
como linha de base de medição do desempenho. Desta forma, 
essa análise permitirá uma visão não só do prazo, como também 
do custo e do trabalho que precisa ser feito (escopo). Ela 
também permite a prever o desempenho futuro. 
 
AS DIMENSÕES-CHAVE DA ANÁLISE DO VALOR 
AGREGADO 
São três dimensões-chave utilizadas no gerenciamento do valor agregado: 
Valor planejado (VP): É o orçamento que foi devidamente autorizado para o trabalho 
físico previsto para cada atividade do projeto ou para um componente da EAP. 
Valor agregado (VA): É o orçamento associado ao trabalho efetivamente executado para 
uma atividade. O VA medido não pode ser maior que o VP orçado para uma atividade ou 
componente. 
Custo real (CR): É o custo incorrido do trabalho executado de uma atividade, durante um 
determinado período, ou seja, tudo o que foi gasto para atingir o VA (valor agregado) 
medido. 
Esses três parâmetros aplicados de uma forma gráfica, através da curva “S”, permitem 
visualizarmos o desempenho do projeto em relação ao cronograma e ao orçamento. 
Na prática: Veja abaixo um exemplo de um projeto onde é apresentada a análise dos 
dados na semana 5: 
 
Fonte: Elaborado por Sueli Marquet. 
 
Neste exemplo, o gráfico indica que na semana 5 o projeto está acima do orçamento com 
tendências a gastar ainda mais que o valor planejado (VP) e que o valor agregado (VA) 
está abaixo também do esperado. Isto significa que o projeto precisa de ações corretivas 
e preventivas, mas antes é importante entender o que vem acontecendo desde o início do 
projeto, pois ele começou a apresentar desvio desde a sua primeira semana. O gerente 
de projetos tem que estar atento, acompanhando de perto a situação real do projeto. 
 
 
COMO APLICAR O VALOR AGREGADO 
São várias fórmulas que podem ser utilizadas na avaliação do desempenho atual e as 
previsões para o futuro. 
Lembrando que esta técnica é importante tanto para controlar o cronograma, como 
controlar o custo do projeto. 
 
Atenção 
Não deixe de documentar o resultado dessas análises no 
registro de lições aprendidas. Elas serão muito úteis para os 
próximos projetos e para as próximas etapas do projeto. 
 
Vamos entender primeiro os indicadores para controlar o cronograma: 
Variação de prazos (VPR): 
É uma medida de desempenho do cronograma que pode indicar se o projeto está 
adiantado, atrasado ou dentro do prazo previsto na linha de base do cronograma. 
VPR = VA - VP 
VA = Valor Agregado 
VP = Valor Planejado 
Se o valor resultante for: 
• VPR = negativo: Não é um bom sinal. Significa que o projeto está atrasado em 
relação à linha de base do cronograma. 
• VPR = positivo: O projeto está adiantado em relação ao cronograma. 
• VPR = zero: Perfeito! Significa que no momento estamos exatamente dentro do 
prazo planejado. 
Com base no valor do resultado temos que analisar os dados e entender os motivos da 
variação negativa e da positiva. Com relação à variação negativa temos que analisar e 
definir ações corretivas para colocar o projeto no “trilho”. Se a variação foi positiva,é 
importante entender se estamos adiantados porque as durações foram superestimadas 
ou os recursos envolvidos tiveram um ótimo desempenho ou alguma atividade foi excluída 
por não ser mais necessária. Podemos identificar outros motivos, mas o importante é 
entender o que aconteceu. 
Índice de desempenho de prazos (IDP): 
Mede o grau de eficiência com que a equipe está realizando o trabalho. 
IDP = VA / VP 
VA = Valor Agregado 
VP = Valor Planejado 
Se o valor resultante for: 
• IDP = Maior que 1. Bom sinal! Transformando em percentual, identifica que o 
projeto está progredindo __% do planejado. 
• IDP = Menor que 1. Ruim. Significa que estamos abaixo do planejado. 
Analisar o resultado, verificando primeiro se a variação está dentro de um limite de 
controle aceitável (definido no plano de gerenciamento do cronograma). Em seguida, 
analisar as atividades que provocaram esse atraso. Identificar a causa-raiz do atraso e 
definir ações corretivas. Verificar se é possível ajustar o cronograma sem afetar a data de 
algum marco importante, a data final do projeto ou data com restrição. Aplicar, se 
possível, nas atividades que estão no caminho crítico, as técnicas de compressão e/ou 
paralelismo e/ou antecipação e/ou revisando alguma espera (se existir). 
Vamos agora conhecer os indicadores de custos. Os resultados podem indicar a 
necessidade de fazermos ajuste no cronograma, como por exemplo, substituindo um 
recurso que tem um custo mais alto por um outro recurso com custo menor (pode afetar a 
duração da atividade) ou reduzindo a duração de uma atividade ou verificando o motivo 
da atividade não ter sido executada. Portanto, é importante entendermos também esses 
indicadores, pois podem resultar em ajuste no cronograma. 
Variação de custo (VC): 
Indica se o projeto até o momento está 
VC = VA - CR 
VA = Valor Agregado 
CR = Custo Real 
Se o valor resultante for: 
• VC = negativo: Isto não é um bom sinal. O projeto está acima do orçamento. No 
momento, estamos gastando mais que o previsto. 
• VC = positivo: O projeto está abaixo do orçamento previsto. No momento, 
estamos gastando menos que o previsto. 
• VC = zero: Perfeito! Significa que no momento estamos exatamente dentro do 
orçamento planejado. Nem mais e nem menos. 
Com base no resultado temos que analisar os dados e entender os motivos tanto da 
variação negativa quanto da positiva. Com relação à variação positiva, parece estranho 
porque temos que nos preocupar, afinal estamos gastando menos. No entanto é preciso 
entender se estamos gastando menos porque superestimamos os custos de algumas 
atividades ou porque deixamos de realizá-las. Ações corretivas deverão identificadas e 
implementadas. 
Índice de desempenho de custos (IDC): 
IDC = VA / CR 
VA = Valor Agregado 
CR = Custo Real 
Se o valor resultante for: 
• IDC = Maior que 1. Bom sinal! Significa que para cada valor investido (R$1,00 ou 
UD$1,00 ou outra moeda que está sendo aplicada no projeto) ele está sendo 
usado com eficiência. 
• IDC = Menor que 1. Ruim. Significa que estamos abaixo do valor orçado. 
É importante verificar se a variação está dentro de um limite de controle aceitável, definido 
no plano de gerenciamento de custos. Em seguida, analisar a causa-raiz do atraso e 
definir ações corretivas. 
Uma informação importante que podemos obter quando utilizamos o valor agregado é a 
previsão para o futuro, com foco no custo, calculando a estimativa no término (ENT). 
Existem várias fórmulas que podem ser aplicadas para fazer o cálculo da estimativa do 
término de um projeto, mas elas dependem diretamente das premissas adotadas e com 
base no desempenho anterior do projeto. 
Fórmula Quando deve ser usada? 
ENT = CR + EPT 
bottom-up 
Quando identificamos que a estimativa original não estava correta. 
ENT = ONT / 
IDCc* 
Quando não ocorre nenhuma variação do orçamento no término 
(ONT) ou se a premissa é que continuaremos com a mesma taxa de 
gastos. 
* IDCc - IDC cumulativo 
ENT = CR + (ONT-
VA) 
Quando as variações atuais são consideradas atípicas para o futuro. 
Ou seja, assumimos como premissa que o que provocou as 
variações não acontecerá no futuro. 
ENT = CR + (ONT-
VA) / IDCc x 
IDPc)* 
Quando as variações atuais são consideradas podem ocorrer 
também no futuro e quando as restrições do cronograma do projeto 
influenciarão o término do esforço restante. 
* IDCc - IDC cumulativo 
IDPc - IDP cumulativo 
Desempenho para término (IDPT): 
IDPT = (ONT – VA) / (ONT – CR) 
ONT = Orçamento no Término 
VA = Valor Agregado 
CR = Custo Real 
O resultado desta fórmula indicará qual é a taxa que devemos cumprir para o trabalho que 
ainda falta ser realizado. 
Se o valor resultante for: 
• IDPT = Maior que 1. Ruim. 
• IDPT = Menor que 1. Bom sinal. 
Estimativa para Terminar (EPT): 
Este indicador tem como objetivo responder a seguinte pergunta: Quanto que o projeto 
realmente custará? 
Podemos obter o valor, aplicando a fórmula abaixo, que calcula o custo total do projeto 
até o momento da análise menos o custo real, também até o momento da análise. 
EPT = ENT - CR 
ENT = Estimativa no Término 
CR = Custo Real 
Uma outra forma de obtermos o valor previsto para o projeto terminar é reestimando todo 
o trabalho que ainda precisa ser feito, analisando cada atividade prevista no cronograma 
e revendo as estimativas. 
Variação no Término (VNT): 
Já esta fórmula responderá: Ao terminar, quanto o projeto estará abaixo ou acima do 
orçamento? 
VNT = ONT - ENT 
ONT = Orçamento no Término 
ENT = Estimativa para Terminar 
Na prática: Para ilustrar a utilização desses indicadores, você é gerente de um projeto de 
construção de um muro ao retor de uma residência. Ficou acordado com o cliente que 
seria construído um lado por dia, ou seja, duração de 4 dias. Durante o planejamento 
você e sua equipe fizeram o orçamento e estimaram o custo de R$1.000,00 para construir 
cada lado do muro. A obra foi iniciada e no segundo dia de trabalho, após verificação com 
a equipe sobre o andamento do projeto, você ficou preocupado – apenas 1 lado do muro 
estava construído totalmente, o segundo lado apenas 50% e foram gastos R$2.200,00. 
Qual é a situação atual do projeto? Vamos aplicar a técnica do valor agregado para ajudar 
na avaliação: 
Situação no segundo dia de trabalho: 
Orçamento no término (ONT) = R$4.000,00 (R$1.000,00 cada lado do muro) 
Valor Planejado (VP) = R$2.000,00 (segundo dia = 2 lados do muro) 
Valor Agregado (VA) = R$1.500,00 (1 lado = R$1.000,00 + 50% R$500,00) 
Curso Real (CR) = R$2.200,00 
Calculando: 
VPR = VA – VP = R$1.500,00 – R$2.000,00 | VPR = - R$500,00 (1 lado incompleto) 
IDP = VA / VP = R$1.500,00 / R$2.000,00 | IDP = 0,75% (progresso de 75% até a data da 
situação) 
VC = VA – CR = R1.500,00 – R$2.200,00 = - R$700,00 (gastos R$700,00 a mais que o 
previsto) 
IDC = VA / CR = R$1.500,00 / R$2.200,00 = 0,68 (a cada R$1,00l gasto, o projeto está 
agregando valor de apenas R$0,68. 
Situação: Pelo resultado, verificamos que o projeto está gastando mais e agregando 
menos valor. 
Vamos agora olhar para o futuro, assumindo que a variação que ocorreu até o momento 
continuará ocorrendo ao longo do projeto, ou seja, com a mesma taxa de gastos. 
ENT = ONT / IDC | ENT = R$4.000,00 / 0,68 | ENT = R$5.882,00 
VNT = ONT – ENT = R$4.000,00 – R$5.882,00 | VNT = - R$1.882,00 acima do orçamento 
previsto. Se este valor está acima do limite de controle, ações corretivas e preventivas 
deveram ser planejadas e realizadas para colocar novamente o projeto no trilho. 
 
O valor agregado permite que o gerente de projetos e a equipe do projeto tenham 
informações suficientes para identificar e analisar a situação real do projeto, analisar 
tendência no futuro com relação ao desempenho de custos. Com base nessas 
informações tomar as medidas necessárias para o controlar o projeto. Esta análise poderá 
resultar em mudanças no cronograma do projeto, na linha de base de medição do 
desempenho (englobando as 3 linhasde base), ações preventivas, ações corretivas e 
atualizações em diversos documentos do projeto. 
O importante que o gerente de projetos compartilhe o progresso do projeto com todas as 
informações com as principais partes interessadas. 
Vídeo 
Acesse o material digital para assistir ao vídeo. 
 
Verificando o aprendizado 
1) Qual é a variação de prazo de um projeto onde: 
• Valor agregado (VA) = 200 
• Valor planejado (VP) = 220 
• Curso real (CR) = 360 
a) 20 (negativo). 
b) 160 (negativo). 
c) 220 (positivo). 
d) 140 (positivo). 
e) 20 (positivo). 
 
2) Qual é o indicador utilizado para medir o grau de eficiência com que a equipe está 
realizando o trabalho? 
a) Índice de desempenho para término. 
b) Variação de custo. 
c) Índice de desempenho de custos. 
d) Variação de prazo. 
e) Valor agregado. 
 
3) Você está utilizando valor agregado no seu projeto e verificou na data de hoje que o 
resultado do IDP foi 0,85. Qual deve ser a sua primeira ação? 
a) Analisar as atividades que provocaram o atraso no cronograma. 
b) Identificar a causa-raiz do atraso e definir ação corretiva. 
c) Verificar se é possível ajustar o cronograma sem alterar a linha de base. 
d) Definir ações corretivas e preventivas. 
e) Verificar se a variação está dentro do limite controle aceitável do cronograma. 
 
Conclusão 
Considerações finais 
A avaliação de desempenho do projeto deve acontecer durante todo o projeto. O Gerente 
de projetos deve acompanhar todas as atividades, identificando o que foi concluído, se os 
testes de aceitação obtiveram sucesso, se as datas dos marcos foram atingidas, a 
quantidade de horas realmente trabalhadas para cada atividade, quantos recursos 
realmente foram utilizados. Se for necessário, ele deve tomar atitudes (ações corretivas 
ou preventivas) o mais rápido possível para trazer o desempenho do projeto conforme foi 
planejado. 
Para que o gerenciamento de prazo seja realmente efetivo, não basta apenas fazer um 
bom planejamento, é preciso monitorar e controlar todo o desempenho do projeto. Afinal, 
o prazo de um projeto é afetado pelos riscos, recursos humanos, custos, escopo e 
qualidade 
Considerando que controlar o cronograma do projeto é muito mais que manter o 
cronograma atualizado, precisamos acompanhar de perto todas as atividades que estão 
no caminho crítico do projeto e as atividades que estão no caminho quase crítico. 
Qualquer atraso nas atividades que estão no caminho crítico implicará em atraso do 
projeto, pois essas atividades não têm folga. 
Existem várias ferramentas e técnicas que poderão auxiliar o gerente de projetos e a 
equipe do projeto no monitoramento e controle do cronograma. Mas é preciso saber 
escolher quais serão utilizadas. Não devemos utilizar uma ferramenta ou uma técnica sem 
conhecimento ou até mesmo experiência. 
Por fim, compreender a importância da aplicação da técnica Análise de Valor Agregado e 
como utilizá-la para medir o desempenho do cronograma em relação a linha de base do 
cronograma e em um determinado momento no tempo. No entanto o valor agregado é 
muito utilizado no gerenciamento de custos do projeto. Mas, como ajustes no orçamento 
do projeto significará revisão também do cronograma e/ou no escopo do projeto, é 
importante também aplica-la para garantir que o projeto termine dentro do prazo, custo e 
escopo planejados. 
Bibliografia 
Almeida, N. O. Gerenciamento de tempo em projetos. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 
2014. 
Angelo, A. S.; Lukosevicius, A. P. PRINCE2®: O método de gerenciamento de 
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Acesso em 25 set. 2021. 
Cruz, F. PMO Ágil: escritório ágil de gerenciamento de projetos. 1. ed. Rio de Janeiro: 
Brasport, 2016. 
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Daychoum, M. 40+20 ferramentas e técnicas de gerenciamento. 7. ed. Rio de janeiro: 
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Massari, V. L. Gerenciamento ágil de projetos: uma visão preparatória para a 
certificação ágil do PMI. 1.ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2014. 
Mulcahy, R. Preparatório para o Exame PMP. 9. ed. Minnesota: RMC Publications. 
2018. 
Project Management Institute Um guia do conhecimento em gerenciamento de 
projetos (Guia PMBOK). 6. ed. Pensilvânia: Project Management Institute, Inc, 2017. 
Stackpole, C. Guia de templates para gerenciamento de projetos. Tradução: Edson 
Furmankiewcz. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
 
Explore + 
Para conhecer a ferramenta Microsoft Project acesse o link https://www.microsoft.com/pt-
br/microsoft-365/project/project-management-software. 
Para conhecer um pouco mais sobre caminho crítico acesse: 
• www.projectbuilder.com.br › blog › caminho-crítico 
• support.microsoft.com › pt-br › office 
• escritoriodeprojetos.com.br › metodo-do-caminho 
Para conhecer o software de gerenciamento de projetos Project Builder, acesse o link 
www.projectbuilder.com.br 
 
Conteudista 
Sueli Moreira Marquet Silva 
Engenheira com pós-graduação em Gestão Corporativa e Análise de Sistemas, com mais 
de 25 anos de experiência em análise de negócios, mapeamento de processos, 
desenvolvimento de metodologia de gerenciamento de projetos, soluções de TI, 
implementação e coordenação de PMOs nas áreas de Tecnologia de Informação, 
construção naval, saúde, financeira e Petróleo & Gás. 
Certificada PMP (Project Management Professional), PMI-SP (Project Scheduling 
Professional), ITIL, PMO-CP e SFC (Scrum Fundamental Certified). Consultora e 
instrutora da P-LAB desde 2007 e docente da Universidade Estácio de Sá desde 2005. 
Autora do capítulo de Gerenciamento de Escopo do livro Guia profissional de 
Gerenciamento de Projetos e revisora técnica do livro MSProject 2003. 
 
https://www.microsoft.com/pt-br/microsoft-365/project/project-management-software
https://www.microsoft.com/pt-br/microsoft-365/project/project-management-software
https://www.projectbuilder.com.br/
https://support.microsoft.com/
https://escritoriodeprojetos.com.br/
https://www.projectbuilder.com.br/

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