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Definição 
Gerenciamento de prazos e sua importância para o sucesso do projeto: Desafios do 
gerenciamento de prazos. Abordagens e os impactos. Competências e habilidades. A 
principais etapas para um bom gerenciamento de prazos. 
Propósito 
Compreender a importância de realizar um bom gerenciamento de prazo dos projetos e 
os impactos quando isto não acontece. 
 
Objetivos 
Módulo 1 
Compreender os desafios para gerenciar os prazos de um projeto. 
Módulo 2 
Identificar as diversas abordagens para a condução de projetos. 
Módulo 3 
Entender as competências e habilidades de um profissional de projetos e os papéis 
responsabilidades em algumas abordagens. 
Módulo 4 
Analisar as principais etapas para gerenciar o prazo de um projeto. 
 
 
Introdução 
O tempo sempre estará presente no nosso dia a dia, seja em projetos, no trabalho 
operacional ou na nossa vida pessoal. Tudo envolve tempo, desde ao acordarmos, 
levantarmos, executarmos as nossas atividades rotineiras e até a hora de dormir. Toda a 
nossa vida é controlada pelo tempo. Se não organizarmos e gerenciarmos o nosso tempo 
adequadamente, com certeza, teremos alguns impactos. A mesma coisa acontece com os 
projetos. E como resolver isso? 
Uma boa prática é a criação de um cronograma, que vai permitir o controle de tudo aquilo 
que está previsto para que o projeto seja concluído com sucesso. No entanto, precisamos 
criar um cronograma que seja realista e realizável. 
 
Criação de um cronograma 
 
A criação de um cronograma realista é um dos grandes desafios de um profissional de 
projetos. Primeiro, porque envolve pessoas e segundo, porque é um documento “vivo” e 
que precisa ser acompanhado e atualizado constantemente. Dependendo da 
complexidade do projeto, muitas vezes é necessário de uma equipe dedicada para manter 
o cronograma atualizado. 
É muito comum encontrarmos projetos que o próprio gerente do projeto elaborou sozinho 
o cronograma. Quando isto acontece, a chance deste cronograma não ser realista e 
realizável é muito grande. Um cronograma deve ser elaborado em conjunto com a equipe 
que realmente vai realizar o trabalho para atingir os objetivos do projeto. Essa é uma boa 
prática essencial para aumentar a chance do seu projeto ser bem-sucedido. 
 
Os desafios enfrentados pelos profissionais de projetos no gerenciamento de prazos são 
vários. Muitas barreiras, muitas pedras que precisam ser vencidas ao longo do projeto. 
São vários os fatores que podem afetar o desempenho do projeto e que precisamos estar 
atentos, tais como, gerenciamento do escopo, gerenciamento dos recursos (humanos, 
equipamentos e materiais), gerenciamentos dos riscos, gerenciamento das aquisições, 
qualidade, dentre outros. 
Vamos conhecer os principais desafios e descobrir quais as boas práticas que podemos 
aplicar para que o projeto termine dentro do prazo previsto. 
 
Módulo 1 
OS DESAFIOS PARA GERENCIAR OS 
PRAZOS DO PROJETO 
INTRODUÇÃO 
Antes de mergulharmos sobre como realizar um bom gerenciamento de prazos e os seus 
desafios, vamos alinhar alguns conceitos. 
ALINHANDO OS PRINCIPAIS CONCEITOS DA GESTÃO 
DE PRAZOS 
De acordo com o PMI®, o gerenciamento de projetos é a aplicação de conhecimentos, 
habilidades, ferramentas e técnicas às atividades de projetos com o objetivo de cumprir 
todos os seus requisitos. 
Os projetos que não são bem gerenciados ou não são realmente gerenciados, são 
“tocados”, podem resultar em retrabalho, produto de má qualidade, custo maior que o 
orçamento previsto, entregas fora do prazo, clientes insatisfeitos, conflitos, perda de 
reputação para a empresa responsável, dentre outros problemas. Quando um projeto é 
gerenciado de uma forma eficaz, certamente aumentará suas chances de sucesso. 
Em um projeto existem várias áreas de conhecimento ou domínios que são relevantes e 
que precisam ser bem gerenciadas para que o projeto alcance o resultado esperado e 
uma delas é o gerenciamento de prazos. O Guia PMBOK® chama de gerenciamento de 
cronograma e faz parte de um conjunto de conhecimento ou domínios que compõe este 
guia. O gerenciamento do cronograma do projeto inclui os processos necessários para 
gerenciar o término pontual do projeto. 
 
Projetos 
Os projetos são meios para criar valor de negócio e gerar benefícios nas organizações. 
Neste mundo onde a concorrência está cada dia mais acirrada e desafiadora, onde o 
ambiente de negócio é dinâmico, com muitas mudanças acontecendo a toda instante, 
as empresas precisam sobreviver e se destacarem no seu mercado. Para isso é 
fundamental que sejam capazes de gerenciar os seus orçamentos cada vez mais 
restritos, gerenciar os prazos para garantir agilidade e assertividade, gerenciar os seus 
recursos e até mesmo a tecnologia que muda constantemente. É desta forma que o 
gerenciamento de projetos contribuirá para que as organizações consigam se 
manterem mais competitivas, entregando valor para o negócio de uma forma 
consistente e pontual. 
 
 
 
O cronograma representa um plano detalhado de como e quando o projeto vai entregar os 
produtos, serviços e resultados definido no seu escopo. É uma ferramenta que permite 
organizar, planejar e controlar todo o trabalho necessário para ser realizado em um 
determinado prazo. Todo é qualquer projeto, independentemente ser de baixa, média ou 
alta complexidade, deve ter um cronograma, mesmo que seja apenas com os marcos do 
projeto. 
 
 
Marcos 
Os marcos são eventos ou pontos importantes do projeto, que estão normalmente 
relacionados a uma finalização de uma entrega do projeto. É uma boa prática que todo 
projeto tenha seus marcos definidos. Um marco tem duração 0 e não tem recursos 
associados. Exemplos de marcos: 
• Levantamento dos requisitos concluído; 
• Testes finalizados; 
• Relatório final entregue; 
• Sistema implantado em produção. 
 
O cronograma é também uma ótima ferramenta de comunicação, auxiliando no 
gerenciamento das expectativas das partes interessadas. Fornece informações sobre o 
progresso do projeto, que podem ser divulgadas através de um relatório de desempenho. 
Um cronograma de projeto deve ser realista, realizável e pode ser ajustado ao longo do 
projeto, mas seguindo regras e procedimentos definidos e acordados por todos os 
envolvidos. 
 
OS CENÁRIOS DO GERENCIAMENTO DE PROJETOS 
No mundo dos negócios não existem somente projetos, mas também podem existir 
programa e/ou portfólio. De acordo com as boas práticas do PMI divulgadas no Guia 
PMBOK®, um projeto pode ser gerenciado em três cenários distintos: como um projeto 
autônomo, dentro de um programa ou dentro de um portfólio. Vamos conhecer esses 
cenários e as diferenças que existem entre eles, principalmente com relação ao 
gerenciamento do prazo. 
Quando um projeto é gerenciado de uma forma autônoma, ele tem os seus objetivos, sua 
estrutura e pode ou não estar alinhado aos objetivos estratégicos do negócio. 
Quando um projeto pertence a um programa ou a um portfólio é um pouco diferente. 
Vamos entender qual a diferença entre eles. 
Programa: 
Um programa é definido com um conjunto de projetos, programas subordinados e 
atividades de programa relacionados, que deve ser gerenciado de uma forma coordenada 
para poder obter os benefícios previstos. A forma de gerenciar um programa é diferente 
do gerenciamento individual de um projeto principalmente com relação ao ciclo de vida, 
das atividades, dos objetivos definidos e dos benefícios que devem ser alcançados. 
Portfólio: 
Um portfólio é definido como projetos, programas, sub portfólios e outras operações que 
são gerenciadas em conjunto, em grupo, para que determinados objetivos estratégicos da 
organização sejam alcançados. Este agrupamento ajuda a organização ser mais eficaz na 
governança e na gestão, permitindo concretizar as suas estratégias, metas e prioridades 
organizacionais. 
Com base nesses três cenários o gerenciamento é conduzido de formas distintas: 
Projetos autônomos 
É um projeto individual, onde os gerentesde projetos gerenciam a equipe do projeto para 
cumprir os objetivos para o qual o projeto foi criado; 
 
Programas 
Os gerentes de programa monitoram o progresso de todos os projetos, programas 
subordinados e atividades relacionadas ao programa para garantir os objetivos gerais, os 
prazos, o orçamento e os benefícios previstos serão realmente alcançados. 
 
Portfólio 
Os gerentes de portfólio monitoram as mudanças na estratégia da organização, os 
resultados de desempenho e risco envolvendo os componentes do portfólio. 
COMO SURGEM OS PROJETOS 
1 
De uma forma geral, tudo começa com uma ideia ou proposta de projeto. Essa ideia ou 
proposta é submetida, ainda de uma forma pouco detalhada, aos procedimentos internos 
da organização para aprovação. A proposta de um projeto pode surgir por vários motivos, 
tais como: necessidade de mercado, requisito legal, novo processo organizacional, 
melhoria em processo existente, solicitação do cliente, dentre outras. 
 
 
2 
Após aprovação da proposta pelo responsável para tal, o ideal que seja elaborado um 
business case ou um estudo de viabilidade. Que é um estudo envolvendo, principalmente, 
a viabilidade econômica que será importante para avaliar se os benefícios esperados de 
um projeto ou programa justificam o investimento necessário para a sua realização. É 
importante lembrar que os benefícios esperados, definidos no business case, podem ser 
obtidos ao longo de algum tempo, após o projeto ter sido encerrado. 
 
 
3 
A partir do momento que o business case é aprovado, um projeto deverá ser iniciado, 
considerando o prazo previsto para a sua realização e formalizado de acordo com os 
procedimentos internos da organização. Uma boa prática é criar um documento formal 
onde deverá conter informações de alto nível, tais como: justificativa do projeto, objetivos, 
benefícios esperados, as principais partes interessadas, orçamento, prazo previsto, 
designação do gerente de projetos, dentre outras informações. 
 
OS DESAFIOS PARA CUMPRIR OS PRAZOS 
ACORDADOS 
O projeto foi formalizado e, portanto, iniciado. No documento que formaliza o projeto é 
usual que o prazo para início e término do projeto seja apresentado. Dificilmente um 
patrocinador autorizará o início de um projeto se um prazo para a sua execução não 
esteja definido. Neste instante começa o grande desafio do gerente do projeto. Garantir 
que os prazos acordados no termo de abertura do projeto sejam realmente cumpridos. 
Muitas vezes a data de término de um projeto é definida pelo patrocinador. O gerente do 
projeto ou líder do projeto tem apenas duas alternativas: recusa ou aceita o desafio. Para 
aceitar o desafio é importante que você tenha conhecimento, habilidades e saiba aplicar 
as boas práticas para elaborar um cronograma com prazos que possam ser realmente 
cumpridos. 
 
Prazo 
O prazo é quase sempre uma restrição em projetos. Os patrocinadores, os clientes e os 
usuários normalmente definem a data que desejam que o produto, serviço ou resultado 
do projeto seja entregue. Normalmente é a primeira pergunta que todos fazem no início 
de um projeto – quando tempo ele vai levar? Dependendo da complexidade e do 
conhecimento que temos de projetos semelhantes, a resposta dificilmente será 
assertiva. 
 
 
 
 
 
Atenção 
Um cronograma deve ser realista e realizável. 
 
O gerenciamento do prazo envolve uma parte técnica, mas também envolve diretamente 
as pessoas que estão ou que estarão realizando as atividades no projeto. Está é a parte 
mais complicada. Garantir que as atividades planejadas no cronograma do projeto sejam 
realizadas dentro do prazo definido e com a qualidade requerida. 
O ambiente onde os projetos estão inseridos apresenta muitas situações para que o 
gerente de projetos e a sua equipe fiquem em apuros. Muitas barreiras podem surgir, e 
uma delas é com relação às estimativas de prazos. Muitos projetos não conseguem 
terminar no prazo acordado. Por que será? 
Problemas com relação ao atraso no prazo dos projetos existem há muitos anos, ou 
melhor, há muitos séculos. Grandes obras levaram centenas de anos para serem 
construídas. Isto acontece porque existem diversos fatores internos e externos que 
podem afetar o cronograma de um projeto. Muitos fatores as vezes estão fora do controle 
do gerente de projetos. De qualquer forma, existem alguns que são clássicos, tais como: 
 
O escopo do produto, serviço ou resultado do projeto não foi bem definido. 
 
As informações históricas e as lições aprendidas não são consideradas ou não existem. 
 
 
A equipe não tem experiência na área de aplicação do projeto. 
 
As premissas não foram documentadas e não foram consideradas. 
 
 
Os riscos foram ignorados, ou não foram tratados superficialmente. 
 
Falta de um bom planejamento. 
 
 
Falta de engajamento das principais partes interessadas. 
 
Cronogramas irrealistas. 
 
 
Outras atividades prioritárias concorrentes com o projeto. 
 
 
Resultados e expectativas confusas. 
 
 
Falta de uma boa comunicação. 
 
Ausência de um facilitador e integrador. 
 
 
Liderança inexperiente. 
 
Falta de procedimentos e regras para organizar o projeto. 
 
 
Baixa maturidade da organização em gerenciamento de projetos. 
Quando alguma dessas situações acontece, mudanças serão frequentes, retrabalho, 
aumento de custo e impacto no prazo do projeto. Como consequência, desgaste 
emocional da equipe, gerando conflitos entre as principais partes interessadas. Apesar 
que o desenvolvimento de um projeto será sempre com emoção, o que fazer para evitar 
atrasos? 
Não existe fórmula mágica. Existem boas práticas, lições aprendidas, que quando 
aplicadas adequadamente poderão fazer toda a diferença. Vamos ver algumas dicas para 
evitar atrasos em projetos: 
1. Mantenha sua equipe integrada e motivada ajuda no desempenho, no fluxo de 
trabalho e, consequentemente, reduzindo as falhas de comunicação e evitando 
conflitos. 
 
2. Utilize uma tecnologia disponível para ajudar na comunicação, tais como 
videoconferência, aplicativos de mensagens rápidas, como WhatsApp, Telegram, 
dentre outros. Estabeleça regras no uso dessas ferramentas para que tenha foco 
somente nos assuntos relacionados com o projeto. 
 
3. Realize reuniões rápidas de acompanhamento do projeto também podem ajudar na 
comunicação e na integração da equipe. Essas reuniões não devem ultrapassar 15 
minutos. Devem ser coordenadas de forma que todos tenham a visão do que está 
acontecendo no projeto e, principalmente, se existe algum impedimento. 
 
4. Utilize uma ferramenta de gestão de projetos que permita a criação de um ambiente 
centralizado para planejamento, acompanhamento durante a execução de cada etapa 
do projeto, permitindo que todos os envolvidos estejam alinhados com o progresso do 
projeto. Não decida sozinho na escolha da ferramenta. Siga as orientações do PMO, 
se existir em sua organização. 
5. Avalie qual a abordagem metodológica mais indicada para o projeto. Uma metodologia 
que não esteja adequada às características do projeto e no nível de maturidade de 
gerenciamento de projetos da equipe e da organização, tem grande chance de 
impactar o cronograma do projeto. 
6. Verifique se os membros da equipe do projeto estão realmente capacitados para 
realizar as atividades, caso contrário, planeje e realize os treinamentos necessários 
para que possam realizar as atividades com eficiência. 
7. Não economize tempo para fazer um bom planejamento. Procure envolver os 
principais membros da equipe do projeto na elaboração do cronograma. As 
estimativas de prazo devem ser fornecidas por aqueles que realizarão as atividades. 
8. Oriente a equipe do projeto nas técnicas de estimativas de prazos, evitando as 
famosas “gorduras”. 
9. Não esqueça de fazer um bom gerenciamento de riscos, identificando, analisando, 
priorizando e definindo as respostas aos riscos. Riscos não identificados ou riscos que 
não foram gerenciados, tratados adequadamente,podem ter impactos graves sobre o 
cronograma do projeto. 
10. Mantenha uma boa interação com as principais partes interessadas, principalmente 
com o cliente ou dono do produto. Se não for feito um alinhamento do que eles 
esperam do projeto, das suas necessidades e expectativas dificilmente o projeto será 
encerrado no prazo previsto. 
11. Identifique os requisitos das principais partes interessadas e os seus critérios de 
aceite. Registre o que não fará parte do projeto. 
12. Formalize o aceite de todas as entregas. Mas não deixe para validar as entregas 
somente no final do projeto. Procure obter um feedback do cliente ou do dono do 
produto durante o desenvolvimento. 
13. Evite desenvolver um cronograma começando pelo final do projeto, ao invés de 
começar a identificar as atividades a partir do início. É o famoso “cronograma de trás 
para frente”. Quando isto acontece, diminui as chances de cumprir o cronograma, 
principalmente, porque nesses casos as estimativas são definidas apenas para 
atender a restrição de tempo e não para atender realmente o trabalho necessário. 
14. Procure identificar o(s) caminho(s) críticos do projeto. Fique atento com o andamento 
de todas as atividades que estão no caminho crítico e que não tem folga. Qualquer 
atraso em uma das atividades do caminho crítico, certamente impactará a data final do 
projeto. 
 
As dicas acima não vão garantir que o projeto termine no prazo, pois existem outros 
fatores. É fundamental que se tenha uma boa gestão do projeto, com a aplicação de uma 
metodologia, com um bom planejamento, com a aplicação de boas práticas e que todos 
envolvidos estejam realmente engajados. Desta forma, existe realmente uma grande 
chance do projeto ser concluído dentro do prazo esperado. 
 
Vídeo 
Acesse o material digital para assistir ao vídeo. 
 
Verificando o aprendizado 
1) Você foi designado para gerenciar um projeto. Apesar de ter participado de vários 
projetos como membro de equipe, está será sua primeira experiência e será um bom 
desafio. É importante que você esteja bem familiarizado com alguns conceitos até para 
entender melhor o seu papel e responsabilidade. Sendo assim, escolha abaixo qual é a 
melhor definição de gerenciamento de projetos. 
a) Implementação de projetos de acordo com procedimentos e regras previamente 
definidos. 
 
b) Envolvimento de todos as partes interessadas, com a definição das suas 
responsabilidades no trabalho que precisa ser realizado. 
 
c) Aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades de 
projetos com o objetivo de cumprir todos os seus requisitos. 
 
d) Aplicação de todas as ferramentas e técnicas disponíveis no mercado para realizar 
todo o trabalho necessário para cumprir os objetivos do projeto. 
 
e) Elaboração de um bom cronograma para acompanhamento das atividades do 
projeto. 
2) Uma equipe de técnicos está participando no desenvolvimento de um protótipo de novo 
carro esportivo. Eles estão envolvidos em um: 
a) Programa. 
 
b) Projeto. 
 
c) Portfólio. 
 
d) Processo da operação. 
 
e) PMO. 
 
3) Você reuniu a equipe que vai atuar no seu projeto para alinhamento de alguns 
conceitos e regras. Muitos membros não estão familiarizados com algumas 
nomenclaturas. Qual é a melhor descrição que você deverá passar para eles sobre o que 
representa um cronograma de um projeto? 
a) Relação de todas as atividades de um projeto. 
 
b) Checklist de um projeto. 
 
c) Plano detalhado de como e quando o projeto vai entregar os produtos, serviços e 
resultados definido no seu escopo. 
 
d) Plano de gerenciamento de prazos de um projeto, definido as entradas, saídas e as 
ferramentas e técnicas que serão aplicadas no projeto. 
 
e) Plano com a especificação técnica do produto que será desenvolvido pelo projeto. 
 
Módulo 2 
AS ABORDAGENS PARA CONDUZIR UM 
PROJETO E OS IMPACTOS NO 
GERENCIAMENTO DE PRAZOS 
INTRODUÇÃO 
A partir do momento que o projeto foi aprovado formalmente para ser iniciado, é preciso 
definir qual a abordagem de desenvolvimento que será utilizada. É importante 
conhecermos quais as abordagens que podem ser utilizadas e como elas poderão afetar 
o gerenciamento de prazo do projeto. 
OS CICLOS DE VIDA DE PROJETOS 
Todo projeto tem um ciclo de vida, que é uma progressão de fases por meio de uma série 
de estágios de desenvolvimento. Pode ser orientado por um plano ou orientado a 
mudanças. É na verdade a metodologia que será utilizada no gerenciamento do projeto. 
Uma metodologia é formada por processos, procedimentos, regras que precisamos 
executar para produzir a entrega do projeto. Ela deve ser definida com base em alguns 
fatores tais como o tipo de produto, serviço ou resultado que será desenvolvido, as 
preferências e o nível de maturidade em gerenciamento de projetos da organização. 
Um ciclo de vida de projeto pode ter uma ou mais fases que são denominadas de ciclo de 
vida de desenvolvimento de projeto, para assegurar que o resultado esperado ou 
planejado de cada fase seja realmente alcançado. 
Seguem alguns exemplos de fases de projetos: 
 
Projeto de desenvolvimento de um software: 
Análise, design, desenvolvimento, homologação, implantação, operação assistida. 
 
Projeto de construção de uma plataforma de petróleo: 
Projeto básico, projeto executivo, construção, comissionamento, operação. 
Os projetos que possuem um ciclo de vida orientado por um plano possuem ciclo de 
vida de desenvolvimento preditivo, que também é conhecido como tradicional ou cascata 
(waterfall). São projetos que o escopo, cronograma e os cursos dão detalhados no início 
do projeto, durante o seu planejamento e antes de começar a produzir a(s) entrega(s). Os 
requisitos são identificados e detalhados o mais cedo possível. Como exemplo, um 
projeto de construção de uma plataforma de petróleo e um projeto de construção de uma 
ponte. 
Os projetos que possuem um ciclo de vida orientado a mudanças adotam o ciclo de 
vida de desenvolvimento iterativo, incremental ou adaptativos. Eles possuem níveis 
variáveis de planejamento inicial tanto do escopo, quanto do cronograma e do custo. 
Vamos conhecer cada ciclo de vida de desenvolvimento orientado a mudanças para 
entender, principalmente, quando realizamos as estimativas de tempo: 
Iterativo: Neste ciclo de vida de desenvolvimento o produto é detalhado e criado através 
de sucessivas iterações. Cada nova iteração para a construção do resultado esperado é 
planejada para adicionar mais detalhes até que o produto esteja realmente completo. O 
projeto poderá demorar mais porque são otimizados para a aprendizagem e não para a 
velocidade de entrega. Os prazos são definidos para cada iteração, durante o seu 
planejamento. 
Incremental: As entregas são parciais, mas são possíveis de serem utilizadas. O projeto 
com este ciclo de vida de desenvolvimento, entrega, ao final de cada iteração, um produto 
que poderá ser utilizado. O produto não está finalizado, o que permite o feedback para 
fazer as mudanças necessárias, bem como as melhorias e correções. O planejamento do 
escopo é de alto nível, o suficiente para permitir estimativas preliminares de tempo e 
custo. Quando o negócio não pode esperar que tudo seja concluído, a velocidade de 
entrega pode ser otimizada, permitindo entregar subconjunto da solução completa, 
conhecido como um produto mínimo viável (MVP – Minimum Viable Product). 
Adaptativo: Conhecido como ágil, possui características iterativas e incrementais. 
Envolve um cronograma e custos fixos. O escopo é definido de forma ampla e será 
refinado ao longo do projeto. Os requisitos do cliente são documentados em uma lista de 
pendências, denominada também de backlog do produto, onde são priorizados. Esta lista 
pode ser ajustada ao longo do projeto. O trabalho é planejado em incrementos de curta 
duração, o que permite que o cliente possa fazer mudanças e fazer uma repriorização dos 
requisitos de acordo com as restrições de tempo e custo. Desta forma, o cliente fornecefeedback de forma antecipada, proporcionando maior visibilidade do que está sendo 
construído. Neste tipo de ciclo, o trabalho que agrega maior valor para o negócio pode ser 
entregue mais cedo. 
 
Um projeto pode usar uma combinação de ciclos de vida de desenvolvimento ao longo do 
projeto ou em apenas uma fase. Não é necessário definir uma única abordagem para um 
projeto inteiro. O projeto pode combinar elementos de cada ciclo de vida para atingir os 
seus objetivos. Pode ser uma combinação de abordagens iterativas, preditivas, 
incrementais e/ou ágeis. Está combinação de abordagens é denominada de ciclo de vida 
de desenvolvimento híbrido. Na verdade, este tipo de abordagem é que mais se aplica 
aos diversos tipos de projeto, onde uma parte do desenvolvimento seria mais adequado 
com uma abordagem ágil e em outra parte, cuja fase pode ser bem definida 
antecipadamente, ser tratada de uma forma preditiva. 
 
 
Exemplo 
Um bom exemplo para o uso desta abordagem é de um projeto 
onde será desenvolvido um novo produto usando a abordagem 
ágil, onde ao longo do projeto o dono do produto poderá fazer as 
mudanças à medida que ele vai conhecendo melhor o que está 
sendo desenvolvido. Entretanto, durante a fase de implantação e 
treinamento, usar uma metodologia preditiva, pois as etapas 
para essa fase são conhecidas e deverão ser planejadas no 
detalhe antes de serem realizadas. 
 
Um aspecto importante é que em cada um dos ciclos de vida de desenvolvimento o 
planejamento está sempre presente, incluindo prazos e custos. A diferença que existe 
entre eles é quando e quanto do planejamento será feito. 
 
 
Atenção 
Procure sempre selecionar um ciclo de vida ou uma combinação 
de ciclos de vida que funcionem para o projeto, considerando os 
riscos e a cultura da organização. 
 
QUAL A METODOLOGIA A SER UTILIZADA? 
Essa é uma pergunta que sempre devemos fazer ao iniciarmos um projeto. É uma 
importante decisão que poderá impactar no sucesso do projeto. Vamos entender a 
relevância da metodologia na condução de um projeto, especialmente, no que se refere 
ao gerenciamento de prazos. 
Para aumentar a probabilidade de sucesso de um projeto é importante que seja adotado 
uma metodologia de gestão. A metodologia de gerenciamento de projetos não garante o 
sucesso de um projeto, mas aumenta a probabilidade. Não existe um passo a passo que 
possa garantir o sucesso de um projeto. Entretanto, existem várias recomendações que 
aumentam a chance do sucesso. Portanto, não comece um projeto sem antes definir qual 
a metodologia que mais se adequa ao seu projeto e como você gerenciará os prazos do 
projeto. 
 
Atenção 
Não tente iniciar um projeto aplicando uma metodologia sem 
antes fazer uma boa análise, considerando, principalmente o 
contexto em que o projeto está inserido. 
 
É muito importante, que antes de tudo, pare, pense e defina alguns procedimentos 
padronizados, que é na verdade a metodologia de gerenciamento de projetos. No entanto, 
não deve existir uma única metodologia para ser utilizada em todos os projetos da 
organização. Dependendo do tipo de projeto, do seu grau de complexidade e da 
abordagem que ele melhor se enquadra, devem ficar claro quais os procedimentos, 
regras e a documentação que serão requeridas. 
 
Atenção 
Devemos tratar os projetos de forma diferenciada, de acordo 
com a sua natureza e complexidade. 
 
Mas, afinal, quem é o responsável por definir quais os processos e procedimentos que 
deverão ser executados para conduzir o projeto? 
 
Se existir um Escritório de Projetos, também conhecido como PMO (Project Management 
Office) na organização, geralmente, esta área é a responsável pela implantação, orientação 
e apoio na utilização de uma metodologia. Caso contrário, o gerente de projeto ou líder de 
projeto, juntamente com a sua equipe, devem avaliar e definir os procedimentos, as regras 
e a documentação para realizar uma boa gestão do projeto e consequentemente, uma boa 
gestão de prazos. 
 
Vamos abordar algumas boas práticas, que serão importantes para você ou para a 
organização, criar a sua própria metodologia, como também, algumas abordagens que 
são conhecidas como método. 
1 
O PMI (Project Management Institute) não tem uma metodologia de gerenciamento de 
projetos. A instituição divulga as boas práticas de gerenciamento no Guia PMBOK®, que 
é apenas um guia. São realmente boas práticas que podem ser aplicadas em alguns tipos 
de projetos. Inclusive podem ser aplicadas parcialmente, em conjunto com outras práticas 
conhecidas. Quando a abordagem é totalmente preditiva o Guia PMBOK dará uma boa 
base para você organizar o seu projeto e definir uma metodologia para fazer a gestão. O 
Guia PMBOK trata a gestão de prazos como gerenciamento de cronograma, conhecida 
como uma área de conhecimento ou domínios. 
 
2 
Quando a abordagem mais adequada para o seu projeto é ágil, existem métodos como 
Scrum, Kanban, Extreme Programming, dentre outros. Vamos entender o framework 
Scrum, por ser um método muito conhecido e utilizado no mundo inteiro. O Guia do 
Scrum, cuja última versão publicada em português é de novembro de 2020, define 
algumas regras e procedimentos que devem ser seguidos por um projeto. O objetivo é 
que o framework ajude os times de projetos e as organizações a gerar valor por meio de 
soluções adaptativas. 
 
3 
Um outro método muito conhecido no mundo do gerenciamento de projetos é o PRINCE2. 
Ele nasceu na década de 1970, no Reino Unido, inicialmente como PROMPTII e utilizado 
em projetos de tecnologia da informação do governo. Em 1989 o método foi rebatizado de 
PRINCE2. Desde esta época ele passou a ser adotado, por força de lei, como um padrão 
para todos os projetos do governo do Reino Unido. 
 
4 
Apesar de apresentarmos apenas três fontes de informação para você analisar, existem 
outras que você também pode conhecer. O importante é identificarmos qual é o melhor 
método a ser utilizado e adequá-lo às necessidades do projeto, da equipe e da 
organização. 
 
5 
Extrair o que cada método pode oferecer de melhor é denominado de tailoring. Este 
termo, que não tem uma tradução literal para o português, nada mais é que adaptação. 
Ou seja, adaptação da metodologia que você utilizará para conduzir o projeto, através da 
combinação das melhores práticas, técnicas, metodologias e frameworks e, fazendo uma 
boa gestão dos prazos. 
 
 
AS TENDÊNCIAS E PRÁTICAS PARA O 
GERENCIAMENTO DE PRAZOS 
O profissional de projetos deve estar sempre atento ao que acontece no mercado, quais 
as tendências e as práticas que estão sendo utilizadas. Tudo muda a todo instante, novas 
técnicas, novos métodos, novas experiências estão sempre surgindo. Não podemos 
ignorá-las. 
 
Mercado 
Estamos inseridos em um mercado global cada vez mais competitivo, com um ritmo 
acelerado, onde definir as estratégias de uma organização a longo prazo torna-se 
praticamente impossível, precisamos cada vez mais adotar e adaptar práticas que 
permitem atender as necessidades das constantes mudanças. 
 
 
Vamos conhecer algumas práticas emergentes para a gestão de prazos referenciadas no 
PMBOK®. Essas práticas surgiram para atender os projetos que utilizam uma abordagem 
ágil no seu desenvolvimento. É importante conhecê-las, analisá-las e, se possível, praticá-
las. 
Existem outras práticas, mas vamos destacar duas delas, que são importantes para você 
entender quando e qual a melhor forma de aplicá-las: 
Cronograma elaborado de forma iterativa: Em projeto que usa o método ágil ou 
adaptativo, o cronograma é elaborado em ondas sucessivas (rolling wave), antes de cada 
iteração, com base em uma lista de pendências ou backlog, que são os requisitos do 
dono do produto (product owner). As histórias dos usuários são organizadas na lista de 
pendências (backlog), priorizadas e refinadas antes da iteração que será desenvolvida. 
Este método para elaboração do cronograma facilita as mudanças, que é muito comum 
serem necessárias duranteo desenvolvimento de um produto, serviço ou resultado. Está 
forma de elaborar o cronograma difere quando o projeto é preditivo, onde o escopo é 
detalhado, seus requisitos documentados durante o planejamento do projeto. Com base 
no escopo, o cronograma é elaborado com um nível de detalhamento necessário para a 
realização das atividades e para a sua gestão. Esta forma de elaboração do cronograma 
facilita a implementação das mudanças ao longo do projeto. 
 
Atenção: As mudanças devem ser sempre avaliadas junto com o dono do produto 
(Product Owner), incluindo os impactos nos prazos do projeto. 
 
Cronograma sob demanda: Um cronograma sob demanda é, normalmente, usado em 
projetos que desenvolvem o produto por incrementos, principalmente em ambientes onde 
as atividades possam ser agrupadas e realizadas por tamanho e, também por escopo. 
Um método adaptativo que normalmente usa cronograma sob demanda é conhecido 
como Kanban. Este método é baseado nos conceitos de um sistema puxado de produção 
para limitar o trabalho da equipe. Neste tipo de abordagem o cronograma não é elaborado 
previamente, mas de acordo com a lista de pendências (backlog) ou de uma lista de 
trabalhos que devem ser executados à medida que os recursos estiverem disponíveis. 
Antes de pensar como vamos gerenciar os prazos do projeto e qual é a prática que vamos 
adotar, é importante analisar o tamanho e complexidade do projeto. Considere alguns 
fatores como tamanho da equipe, complexidade técnica e organizacional, dentre outros. 
Lembre-se, não existe uma receita de bolo. Você poderá fazer as adaptações na 
metodologia que será utilizada. Muitas vezes terá que fazer uma combinação de práticas 
e métodos. Mas, o importante que você esteja bem familiarizado com as técnicas e 
ferramentas que utilizará para fazer uma boa gestão dos prazos do seu projeto. 
 
Atenção 
Independente da abordagem, um outro desafio é fazer as 
estimativas de prazo do projeto. É muito comum, em função da 
urgência da realização do projeto, as estimativas são realizadas 
sem considerar vários fatores que podem influenciar nos prazos 
estimados, sem utilizadas técnicas adequadas e sem envolver 
as pessoas que realizaram as atividades. 
Fazer uma estimativa imprecisa gera insatisfação de todos os 
envolvidos. Afinal o cronograma do projeto será uma linha de 
base, uma trilha que deve ser seguida para atender as 
expectativas das principais partes interessadas. 
 
Vídeo 
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Verificando o aprendizado 
1) Você foi designado para gerenciar um projeto onde o escopo do produto será 
detalhado ao longo do projeto. Com certeza muitas mudanças ocorrerão. No entanto, 
existe uma parte do projeto que o escopo já está bem definido, e um planejamento desta 
entrega poderá ser estabelecido desde o início do projeto. Qual seria a abordagem mais 
adequada para este projeto? 
a) Preditivo. 
b) Incremental. 
c) Iterativo. 
d) Híbrido. 
e) Interativo. 
2) Existem no mercado algumas práticas emergentes para o gerenciamento de prazos. 
Dentre elas destacamos a elaboração iterativa de cronograma. Qual é o principal 
benefício dessa prática? 
a) Facilitar a implementação das mudanças ao longo do projeto. 
b) Limitar o trabalho da equipe. 
c) Reduzir a implementação de mudanças durante o projeto. 
d) Limitar o uso de marcos de projeto. 
e) Impedir mudanças no escopo do produto, serviço ou resultado. 
3) Você está gerenciando um projeto que será desenvolvido usando um método 
adaptativo que normalmente usa cronograma sob demanda. Como é denominado esse 
método? 
a) Lean. 
b) Scrum. 
c) Kanban. 
d) Blockchain. 
e) Agile Coaching. 
 
Módulo 3 
AS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DE 
UM PROFISSIONAL DE PROJETOS 
INTRODUÇÃO 
A cada dia o gerenciamento de projetos cresce no mundo, incluindo no Brasil. As 
empresas estão sempre procurando profissionais que tenha conhecimento da teoria e 
com experiência na aplicação das práticas. São profissionais de projetos com capacidade 
de enfrentar desafios para atingir os objetivos dos projetos e, principalmente, agregando 
valor ao negócio. 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES ESSENCIAIS 
O PMI estabelece três conjuntos de habilidades essenciais que um profissional de 
projetos necessita: 
Liderança: 
Ser capaz de lidar e liderar pessoas. Ser capaz de orientar, motivar e conduzir uma 
equipe de projeto. Destacamos algumas capacidades que a liderança pode ser 
demonstrada, dentre elas: comunicação, resiliência, negociação e resolução de conflitos. 
Algumas outras habilidades e qualidades também são essenciais: habilidades 
interpessoais, habilidades de persuasão, ser otimista, ser positivo e ser colaborativo. 
Lembrando que a liderança pode e deve ser aprendida e desenvolvida. 
Gerenciamento Técnico de Projetos 
Ter o domínio específicos de gerenciamento de projetos, programa e portfólios. Dominar e 
saber aplicar as ferramentas e técnicas requeridas para o projeto, adaptando o seu uso 
tanto para projetos preditivos quanto para os projetos ágeis. 
Gerenciamento estratégico e de negócios 
Ter o conhecimento no setor e na organização para que possa contribuir para um melhor 
resultado do negócio. É importante que o profissional de projetos tenha um conhecimento 
da estratégia, missão, metas e objetivos da organização, e também de todas as funções 
da organização, envolvendo a parte financeira, marketing, produção, os clientes, a 
concorrência, todos os produtos e serviços da organização. 
Neste mercado global, extremamente competitivo, possuir um equilíbrio dessas três 
habilidades, é um diferencial para um profissional de projetos. O gerente de projetos tem 
um papel crítico na liderança de uma equipe de projeto. Mesmo que ele tenha as 
habilidades e competências essenciais, a sua atuação no projeto vai depender dos papéis 
e responsabilidades definidos. Os papéis e responsabilidades também estão associados à 
abordagem que será utilizada para o projeto. 
AS ABORDAGENS VERSUS OS PAPÉIS E 
RESPONSABILIDADES 
Pode acreditar: a parte mais complexa no gerenciamento de projetos é que os projetos 
são realizados por pessoas para pessoas (PRINCE2®, p. 69). Para evitar alguns conflitos 
é muito importante, desde o início do projeto, definir os papéis e responsabilidades de 
cada parte interessada. Parece simples, mas não é. Um grande desafio é conseguir obter 
o engajamento de todas as partes interessadas que são relevantes para a realização do 
projeto. Engajamento significa que ela estará comprometida com o resultado do projeto. 
As partes interessadas, também conhecida como Stakeholders, são pessoas, grupo ou 
organização que podem afetar ou serem afetadas por um projeto, tanto de forma positiva 
como de forma negativa. Devem ser identificadas e analisadas desde o início do projeto. 
Você deve descobrir quem são elas e o que elas esperam do projeto. Isso será essencial 
para aumentar a chance de sucesso do seu projeto. Vamos explorar alguns tipos de 
abordagens para entender como são definidas e quem é o responsável pelo 
gerenciamento dos prazos de projetos. 
O método PRINCE2® 
O PRINCE2® é um método integrado de gerenciamento do projeto que fornece um 
conjunto de processos e temas que pode ser aplicado para gerenciar um projeto do 
começo ao fim (PRINCE2®, p. 241). Este método propõe uma estrutura organizacional, 
em que os papéis e responsabilidades são claramente definidos, estabelecendo uma 
estrutura de autoridade e prestação de contas para um projeto. Entretanto, a estrutura 
organizacional do projeto não tem relação com a estrutura funcional da organização 
executora do projeto, não refletindo o nível de autoridade existente. 
São 3 categorias de partes interessadas: usuários, negócio e fornecedores. Vamos 
conhecer os interesses de cada um deles: 
 
Usuários: 
Têm foco no produto do projeto. É importante que o produto atenda todas as suas 
necessidades e expectativas. 
 
Negócio: 
Espera que o investimento agregue valor para o negócio. 
 
Fornecedores:Têm foco no desenvolvimento do produto. 
 
O PRINCE2® define vários papéis e responsabilidades na condução do projeto, tais 
como: gerência corporativa ou de programa, comitê diretor do projeto, executivo, usuário 
principal, fornecedor principal, gerente do projeto, gerente de equipe especialista, garantia 
do projeto, suporte do projeto, autoridade de mudanças. 
De acordo com o método PRINCE2®: 
Gerente de Equipe Especialista: É o responsável pela gestão dos prazos. Este 
profissional de projetos tem como responsabilidade preparar os planos de equipe 
especialista e criar os cronogramas para cada pacote de trabalho que será desenvolvido 
para entregar o produto, serviço ou resultado do projeto. 
 
Gerente de Projetos: É o responsável pela gestão do dia a dia do projeto. Tem como 
principal responsabilidade garantir que o projeto desenvolva todos os produtos requeridos 
de acordo com as especificações de escopo, tempo, custo, qualidade, riscos e, os 
benefícios previstos no business case do projeto. 
 
 
Você sabia? 
Você sabia? O Guia PMBOK® do PMI é um conjunto de boas 
práticas e o PRINCE2® é um método, desta forma, podemos 
dizer que os dois se complementam: Guia PMBOK® apresenta 
“o que” fazer, o PRINCE2® “como” fazer. 
 
 
O framework SCRUM 
Vamos entender os papéis e responsabilidades das partes interessadas envolvidas 
quando usamos a abordagem ágil Scrum. 
Recordando que o Scrum é denominado pelo próprio Guia do Scrum como um framework. 
Este framework ajuda todas as partes interessadas (pessoas, times e organizações) gerar 
valor através de soluções adaptativas para problemas complexos. 
Através de uma abordagem ao mesmo tempo iterativa e incremental, o Scrum envolve 
pessoas que possuem todas as habilidades e conhecimentos necessários para realizar o 
trabalho do projeto. Mas esse time também deve compartilhar ou adquirir novas 
habilidades conforme a necessidade. 
Vamos conhecer como este framework estrutura envolvendo o Scrum Team e as demais 
partes interessadas envolvidas no projeto. 
 
Scrum Team 
O Scrum Team é um pequeno time de pessoas (no máximo 9 membros) formado por um 
Scrum Master, um Product Owner e Developers. Não existindo nenhuma hierarquia entre 
eles. É um time multifuncional, onde todos os membros possuem todas as habilidades 
necessárias para criar valor a cada Sprint (iteração). Eles é que decidem quem faz o quê, 
quando e como, ou seja, são autogerenciáveis. 
 
 
Para compreender melhor o papel de cada membro do Scrum Team, segue um breve 
resumo: 
 
Developers: 
São os desenvolvedores, criando um plano para cada Sprint (Sprint Backlog). 
 
Product Owner: 
Responsável pelo gerenciamento do backlog do produto (lista de pendências). 
 
Scrum Master: 
É um facilitador, ajudando a todos com relação ao entendimento da teoria e prática do 
Scrum. São líderes servidores. 
 
E o papel do gerente de projetos? Em um projeto ágil podemos dizer que o papel do 
gerente de projetos é um tanto quanto desconhecido. Muitos frameworks e abordagens 
ágeis não definem nenhum papel específico para o gerente de projetos. 
 
Papel do gerente de projetos 
Quando em um projeto ágil é definido o papel do gerente de projetos, ele deixa de ter uma 
posição central como acontece nos projetos preditivos. Eles são líderes servidores, 
ajudando a quem precisa de ajuda, promovendo a colaboração no time e, alinhando as 
expectativas e as necessidades das partes interessadas. Ele também incentiva a 
distribuição de responsabilidade pela equipe. 
 
As abordagens ágeis usam ciclos curtos para realizar o trabalho, avaliar o resultado e 
fazer as adaptações necessárias. Os feedbacks são sempre fornecidos rapidamente, 
permitindo a adequação do que está sendo entregue. O que é importante ressaltarmos, 
que neste tipo de abordagem o cronograma é elaborado de forma iterativa e sob 
demanda. O que muitas vezes dificulta a definição de quando o projeto estará concluído. 
Por isso, que a aplicação de uma abordagem ágil, requer mudanças na forma de pensar 
das pessoas envolvidas no projeto e da organização como um todo. 
Você poderá ter uma estimativa de quantas iterações serão necessárias, da duração de 
cada iteração (Sprint) e uma previsão de quando o projeto será concluído. Mas, tudo isso 
dependerá do detalhamento do escopo e das mudanças definidas pelo dono do produto 
(Product Owner). 
 
O Guia PMBOK® 
O Guia PMBOK® define o gerente de projetos como “pessoa alocada pela organização 
executora para liderar a equipe e que é responsável por alcançar os objetivos do projeto”. 
O gerente de projetos, dependendo da estrutura organizacional da empresa, ele pode ser 
um gerente funcional ou estar subordinado a um gerente funcional. Em organizações que 
possuem um PMO (Project Management Officer), ele também pode estar subordinado a 
está área. Ele tem um papel desafiador, fundamental no projeto e na organização. 
 
Gerente de projetos 
Ele é um grande facilitador e integrador, desempenhando uma posição chave junto ao 
patrocinador do projeto, além de ser o responsável por orientar a equipe de trabalho. A 
habilidade de integração é considerada essencial para um bom gerente de projetos. 
 
Uma boa prática é definir a estrutura organizacional do projeto logo no seu início, que 
pode ser composta por: 
 
Patrocinador (Sponsor): 
Fornece suporte e todos os recursos necessários para a realização do projeto. Dono do 
Projeto. Responsável pelo sucesso do projeto. 
 
Gerente do Projeto: 
Normalmente designado pela Patrocinador. Responsável por liderar a equipe e por 
alcançar os objetivos do projeto. 
 
Comitê de Controle de Mudanças: 
Pode existir ou não. Um grupo formado para revisar, avaliar, aprovar, adiar ou rejeitar as 
mudanças no projeto. 
 
PMO dedicado: 
Pode existir ou não. É um escritório de projetos dedicado ao projeto com o objetivo de 
auxiliar o gerente de projetos na elaboração dos planos, monitoramento e controle do 
desempenho do projeto, manutenção de cronograma, elaboração de relatórios, dentre 
outras atividades. 
 
Equipe de gerenciamento do projeto: 
Formados por membros da equipe do projeto e que estão diretamente envolvidos nas 
atividades de gerenciamento de projetos. Esta equipe poderá existir ou não. Normalmente 
é constituída por pontos focais de áreas que serão responsáveis por determinadas 
entregas e, também por membro da equipe de projeto para o qual o gerente de projetos 
delegou alguma responsabilidade de gerenciamento, como por exemplo, riscos e o 
cronograma. 
 
Equipe do projeto: 
Formados por pessoas que estão evolvidos na execução das atividades para alcançar os 
objetivos do projeto. São aqueles que colocarão a “mão na massa”. 
No modelo preditivo o gerenciamento do cronograma está sob a responsabilidade do 
gerente de projetos, que também poderá delegar para algum membro da equipe. No 
entanto, a elaboração do cronograma deve ser feita em conjunto com a equipe de projeto. 
Os responsáveis pelas atividades necessárias para realizar as entregas devem fornecer 
as estimativas de prazo para realizá-las, o sequenciamento requerido e os recursos 
necessários. 
 
 
Atenção 
Lembrando que o ciclo de desenvolvimento preditivo ou 
abordagem tradicional tem como característica um forte 
planejamento. Precisamos fazer um planejamento detalhado 
antes de começar a execução do trabalho do projeto. É 
elaborado e aprovado um plano de gerenciamento do projeto. 
 
 
 
Plano de gerenciamento do projeto 
Este plano é composto de regras e procedimentos de como o projeto será gerenciado, 
executado, monitorado, controlado e encerrado. Neste plano envolve os procedimentos, 
regras, ferramentas e técnicas para o gerenciamento de um cronograma. Esta abordagem 
requer uma formalização com relação às mudanças e ao cronograma. 
 
Abordagem Híbrida 
Vejamos agora um projeto utilizando uma abordagem híbrida. Esta abordagem é uma 
combinação do ágil (adaptativo) com o preditivo (tradicional) para o gerenciamentode 
projetos. 
Existem poucas metodologias ou frameworks que orientam como conduzir um projeto 
utilizando uma abordagem híbrida. Uma dessas abordagens é conhecida como Modelo 
FLEKS. É um modelo extremamente flexível onde você deve adaptar o seu projeto 
considerando principalmente o contexto em que está inserido. 
O Modelo FLEKS define alguns papéis e responsabilidades, vejamos quais são eles: 
 
Gerente de Projeto: 
Responsável pelo planejamento e controle do projeto; 
 
Gerente de Produto: 
Responsável pela gestão do desenvolvimento do produto; 
 
Equipe de desenvolvimento: 
Responsável pela construção dos produtos. 
Existem outros papéis definidos neste modelo que dependem de como a empresa está 
estruturada e o nível de maturidade em gerenciamento de projetos: 
 
Gerente do VMO: 
(Value Management Office): Responsável pela gestão de valor de uma organização. Este 
é uma nova visão de um escritório de projetos ou PMO (Project Management Office); 
 
Analista de Negócio: 
Responsável pela conexão entre o negócio e as iniciativas das áreas; 
 
Gerente de Portfólio: 
Responsável pela coordenação de todas as iniciativas definidas no portfólio da 
organização; 
 
Gerente de Programa: 
Responsável pela coordenação de todas as iniciativas dentro de um programa 
organizacional. 
Independente de qual a abordagem, os papéis e responsabilidades devem ser definidos 
desde o início do projeto, e o profissional responsável pelo gerenciamento do cronograma 
deve ter as competências, as habilidades, conhecimento e experiência no para fazer uma 
boa gestão dos prazos de um projeto. 
Vídeo 
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Verificando o aprendizado 
1) Um profissional de projetos foi designado para atuar em um projeto que será 
desenvolvido utilizando o framework Scrum. Ele atuará como um facilitador, ajudando a 
equipe com relação ao entendimento da teoria e prática do Scrum. Qual será o papel que 
este profissional de projetos irá assumir? 
a) Developers. 
b) Product Owner. 
c) Scrum Master. 
d) Gerente de Produto. 
e) Key User. 
2) De acordo com o método PRINCE2®, que é o profissional de projetos quem a 
responsável em criar os cronogramas para cada pacote de trabalho que será 
desenvolvido pelo projeto? 
a) Gerente de Produto. 
b) Gerente de Projeto. 
c) Scrum Master. 
d) Gerente de Equipe Especialista. 
e) Patrocinador. 
3) Um profissional de projetos foi designado para assumir um projeto que já está em 
andamento, que tem como objetivo automatizar alguns processos da área financeira. São 
processos que atualmente utilizam muitas planilhas para controle. Os requisitos já são 
conhecidos e o escopo já está bem detalhado. Qual é a abordagem que melhor se 
adequa para este projeto? 
a) Híbrida. 
b) Preditiva. 
c) Iterativa. 
d) Adaptativa. 
e) Ágil. 
 
Módulo 4 
As principais etapas para um bom 
gerenciamento de prazos 
INTRODUÇÃO 
Vamos identificar as principais etapas para o gerenciamento de prazos, desde o início até 
o encerramento do projeto. São etapas relevantes para uma boa gestão dos prazos, no 
entanto, não é uma metodologia. Apenas vamos abordar alguns aspectos importantes 
que poderão afetar o gerenciamento de prazos. 
 
AS PRINCIPAIS ETAPAS PARA UM PROJETO 
PREDITIVO 
Considerando um projeto preditivo, existem algumas etapas que não podem ser 
desconsideradas, principalmente, envolvendo o gerenciamento de prazo ou do 
cronograma propriamente dito: 
Iniciando o projeto: 
Ao iniciarmos um projeto um termo de abertura do projeto, que é um tipo de documento 
específico para autorizar o início de um projeto, deve ser elaborado. Neste documento, 
além de outras informações relevantes, com relação aos prazos de um projeto, podemos 
definir os seus principais marcos. 
 
Marcos 
Marcos são eventos ou pontos importantes do projeto, que estão normalmente 
relacionados a uma finalização de entregas do projeto. Cada marco do projeto terá uma 
data para a sua conclusão. No entanto, se o seu projeto ainda não tem informações 
suficientes para definição dos marcos ou não é um requisito, você pode apenas 
apresentar uma estimativa de duração com base nas informações obtidas do business 
case. 
Se não existir um business case ou se não tiver nenhuma informação confiável para que 
possa fazer uma estimativa de prazo do projeto, procure alinhar com o patrocinador se 
deve ou não colocar essas informações no termo de abertura. 
 
 
No documento que formaliza o projeto (termo de abertura do projeto) também registramos 
as restrições e as premissas. Com relação aos prazos, as restrições, se existirem, são 
datas impostas que o projeto deverá cumprir para ser considerado um sucesso. Já as 
premissas são verdades assumidas para efeito de planejamento e que são fundamentais 
na elaboração do cronograma. 
 
Atenção 
O documento que formaliza o projeto deve ser aprovado 
formalmente pelo patrocinador. 
 
 
Após formalizarmos o início do projeto perante a organização, um outro processo 
importante é a identificação das principais partes interessadas. 
Para identificar as partes interessadas existem algumas técnicas que podem ser 
aplicadas, desde brainstorming, entrevistas individuais, entrevistas em grupo, 
questionários, dentre outras. O importante é que você documente todas as informações 
coletadas em uma ferramenta ou em uma planilha. Lembrando que as partes 
interessadas podem, de alguma maneira, afetar o cronograma do projeto. Isto pode 
acontecer, quando, por exemplo, determinada parte interessada se sentir afetada pelo 
projeto, conseguindo, muitas vezes, através de alguma ação judicial, suspender uma 
determinada obra. Antes que isto aconteça em seu projeto, o que pode causar impactos 
no escopo, prazos e custos, gerencie desde o início todas as partes interessadas, seus 
interesses e expectativas. 
Muito bem! Seu projeto já foi formalmente iniciado, agora vamos para uma etapa muito 
importante: Planejamento. 
 
Definindo o escopo do projeto 
Antes de desenvolvermos o cronograma de um projeto, temos que identificar quais são os 
requisitos do projeto. Os requisitos são a base para a definição do escopo do projeto e 
do seu produto, serviço ou resultado. 
 
Requisitos 
Existem requisitos do negócio e requisitos das partes interessadas. Estão relacionados 
com a busca de solução de problemas ou para alcançar os objetivos definidos para o 
projeto. Podem incluir aspectos com relação a qualidade, os processos de negócios, 
padrões de segurança, funcionalidades, procedimentos com relação ao gerenciamento do 
projeto. 
 
 
Não podemos pensar no cronograma sem antes entender os principais requisitos do 
projeto e assim definir o escopo do projeto e do produto. 
Afinal, qual é a diferença entre escopo do produto e o escopo do projeto? Vamos 
entender a diferença básica que existe entre eles: 
Escopo do produto: Descreve todas as funções e características que descrevem o que 
vamos entregar no projeto (produto, serviço ou resultado). 
 
Escopo do projeto: É todo o trabalho necessário para entregar o escopo do produto, 
com todas as suas funções e características. 
Como você pode verificar, não temos como desenvolver um cronograma realista se não 
tivermos o escopo do produto e consequentemente o escopo do projeto bem definidos. 
O processo de coletar ou elicitar requisitos é sempre desafiador. Nem sempre a parte 
interessada, responsável pela definição dos requisitos, sabe exatamente o que ela deseja 
do produto, serviço ou resultado do projeto, principalmente no início do projeto. Ao longo 
do projeto novos requisitos podem surgir, o que certamente, implicará em mudanças. As 
mudanças certamente poderão impactar os custos e os prazos do projeto. 
 
Apesar da importância de uma boa definição do escopo, muitas vezes essa etapa é 
negligenciada pelos profissionais de projetos. O escopo deve ser definido com a 
participação das principais partes interessadas, incluindo o gerente do projeto e o(s) 
cliente(s).É importante que o patrocinador também seja envolvido. Ele precisa estar 
ciente das entregas e seus requisitos. 
 
Não podemos esquecer de entender as prioridades de um projeto. Por isso a importância 
de identificarmos quais as expectativas das partes interessadas em termos de prazo 
(cronograma), custos (orçamentos) e o escopo do projeto. 
 
 
Exemplo 
Por exemplo, pode ser relevante para o negócio que o projeto 
seja entregue dentro do prazo com um custo maior ou então, 
com um escopo menor. Por isso uma informação importante 
com relação aos requisitos é identificarmos se existem 
restrições. 
 
 
Restrições 
As restrições podem ser várias, envolvendo, custos, qualidade e prazos, dentre outras. 
Uma restrição de prazo normalmente é uma data fixa estabelecida e que o projeto deve 
cumprir. Em um projeto que existe uma restrição de prazo o desafio de criar um 
cronograma realista e realizável é ainda maior. 
 
Planejando e gerenciando o cronograma do projeto 
Planejar o projeto é uma etapa fundamental em qualquer projeto, seja de baixa, média ou 
alta complexidade. Nesta etapa é que vamos definir como o projeto será executado, 
monitorado e controlado e, por fim, encerrado. 
O resultado desta etapa é a criação de um plano de gerenciamento do projeto, que 
poderá ser bem detalhado ou resumido. Você deverá definir ou receber orientações do 
Escritório de Projetos (PMO), do nível de detalhamento requerido e quais os documentos 
que você deverá produzir durante o planejamento. 
 
Documentos 
Na prática! Não elabore documentos que não sejam relevantes para o sucesso do 
projeto. Considere também o trabalho necessário para manter a documentação do projeto 
atualizada. Não adianta criar vários artefatos, com várias informações, se depois não tiver 
recursos para manter todos eles atualizados. 
 
 
No plano de gerenciamento do projeto deve ser definido como o projeto será gerenciado, 
quais os procedimentos, as regras, ferramentas e técnicas que serão utilizadas para 
atender os objetivos do projeto. 
 
Plano 
Deverá fazer parte deste plano, um plano de gerenciamento de cronograma ou de prazos, 
onde deverá detalhar como o cronograma será elaborado, qual o modelo de cronograma 
que será utilizado, qual a ferramenta que será utilizada para sua elaboração, com que 
frequência será atualizado, que será responsável pela atualização, dentre outras 
informações. 
 
 
Vejamos algumas informações que podem ajudar na elaboração do plano de 
gerenciamento do cronograma ou de prazos de um projeto: 
 
Elaboração 
Na prática! Não pule etapas do planejamento, caso contrário, certamente, será 
necessário algum retrabalho. 
 
 
 
Termo de abertura do projeto aprovado. 
 
Business Case (se existir, que é o ideal). 
 
Contratos com terceiros (fornecedores, clientes, parceiros). 
 
Fatores ambientais da empresa (internos e externos). 
 
Políticas, processos e procedimentos organizacionais, modelos, informações históricas, 
dentre outras. Conhecidos também como ativos de processos organizacionais. 
 
Lições aprendidas de outros projetos. 
A elaboração do planejamento do projeto é iterativa e interativa, ou seja, a medida que 
você vai construindo o plano do projeto, ajustes certamente serão necessários no que 
você já produziu, principalmente, em termos de prazos, custos, escopo, riscos, qualidade 
e recursos. 
A partir do momento que definirmos como vamos gerenciar o cronograma ou prazo do 
projeto, vamos elaborar o cronograma. A utilização de uma ferramenta que permitirá um 
bom gerenciamento facilitando a atualização e a manutenção do cronograma é muito 
importante. Existem várias ferramentas disponíveis no mercado, tais como: Microsoft 
Project, Primavera, Project Builder, dentre outras. 
 
Ferramentas 
Na prática: Para auxiliar na escolha da melhor ferramenta, não deixe de fazer uma prova 
de conceito, para que a equipe possa conhecer a solução proposta e comparar com 
outros produtos do mercado. 
 
 
Não esqueça de definir o modelo do cronograma, com todas as informações que nele 
devem estar registradas. O projeto pode apresentar um cronograma no formato resumido, 
incluindo por exemplo, somente os marcos do projeto ou ser bem detalhado. Mas, 
cuidado com o micro gerenciamento. Um cronograma muito detalhado vai demandar mais 
tempo para sua atualização. 
A partir do momento que decidimos qual a ferramenta que vamos utilizar para elaborar o 
cronograma do projeto, agora é o momento de envolver a equipe do projeto que realizará 
as atividades e apresentar a EAP (Estrutura Analítica do Projeto). 
EAP (Estrutura Analítica do Projeto) 
A EAP é resultado da definição do escopo do projeto, através da decomposição das 
entregas e do trabalho necessário para o projeto. A partir de que todos entenderam a 
EAP, solicitar para que cada responsável por determinadas entregas relacione todas as 
atividades necessárias para criar a entrega, sequencie as atividades, definindo os 
relacionamentos existente entre ela, estime os recursos necessários para realizar cada 
atividade (recursos humanos, equipamentos e materiais) e estime então as suas 
durações. 
 
 
Atenção 
A boa prática na elaboração de um cronograma é envolver todos 
os responsáveis que realizarão as atividades. São eles que 
devem informar os relacionamentos, os recursos e as durações 
de cada atividade. Se a equipe não tem experiência em projetos 
semelhantes, o ideal é o envolvimento de um recurso 
especialista para ajudar na criação de um cronograma realista e 
realizável. 
 
É importante definir um prazo para que todos os responsáveis apresentem todas as 
informações necessárias para a criação do cronograma e então, reunir todos os 
envolvidos para a criação de um único cronograma com todas as atividades necessárias 
para criar todas as entregas e realizar todo o trabalho do projeto. 
 
Atenção 
Não esqueça de atualizar o(s) calendário(s) do projeto, inclusive 
dos recursos envolvidos em cada atividade, principalmente das 
pessoas que realizarão as atividades. Considere todos os 
feriados, férias e a jornada de trabalho. 
 
É provável que no momento de finalizar a criação do cronograma, algumas técnicas 
poderão ser aplicadas para fazer os ajustes necessários para garantir que o projeto 
atenda as restrições (se existirem) e que seja realmente realista e realizável. Existem 
algumas técnicas, como antecipações e espera, compressão, otimização de recursos, 
Análise da rede do cronograma, método do caminho crítico, dentre outras. 
 
 
Atenção 
Não podemos esquecer que existem outros processos no 
planejamento que poderão afetar diretamente o cronograma. 
Dentre eles, destacamos os riscos, que logo após o 
planejamento das repostas aos riscos, o cronograma deverá ser 
revisado contemplando algumas das respostas definidas. 
 
Ao longo do desenvolvimento do cronograma lembre-se de registrar as premissas que 
foram assumidas ao definir, principalmente, os recursos e as durações de cada atividade. 
Podemos incluir essas informações em alguma coluna do cronograma ou criar um 
documento onde todas as premissas serão registradas. 
 
Cronograma 
A partir do momento que o cronograma do projeto foi validado e aprovado, temos então a 
linha de base do cronograma definida. A linha de base do cronograma nada mais é uma 
versão aprovada de um modelo de cronograma que somente poderá ser alterado através 
de um processo formal de mudança. 
 
 
Agora o projeto iniciará a execução do produto, serviço ou resultado para o qual ele foi 
definido. Temos uma linha de base do cronograma e agora é preciso monitorar o status 
de cada atividade prevista para verificar se está de acordo com a linha de base aprovada. 
 
Controlando o cronograma do projeto 
Durante a execução do projeto o cronograma deve ser constantemente monitorado e 
controlado. Para fazer um bom controle do cronograma, o responsável por esta atividade, 
que pode ser o gerente do projeto ou alguém designado por ele, deveacompanhar o 
desempenho de cada atividade. De acordo com a frequência prevista para fazer as 
atualizações no cronograma, o responsável deve verificar se existe alguma variação entre 
as datas previstas e e o realizado (datas reais). Se existir alguma variação positiva ou 
negativa ela deverá ser analisada e ações serem recomendadas e implementadas. 
 
Encerramento do projeto 
Após a validação de todas as entregas do projeto e a formalização junto ao cliente para o 
encerramento do projeto e hora de comemorar. Não esqueça de registrar as últimas lições 
aprendidas, principalmente com relação ao gerenciamento dos prazos. As lições 
aprendidas devem ser consolidadas e apresentadas para a equipe do projeto. 
A última versão do cronograma será muito útil na elaboração de cronogramas de outros 
projetos, principalmente nos projetos semelhantes. Se existir um escritório de projetos na 
organização (PMO), é bem provável que eles serão os responsáveis por guardarem toda 
a documentação do projeto. 
AS PRINCIPAIS ETAPAS PARA UM PROJETO ÁGIL 
Vamos agora entender o que muda em um projeto usando a abordagem ágil em relação à 
abordagem preditiva. 
As abordagens ágeis ou adaptativas usam ciclos curtos ou iterações para realizar todo o 
trabalho necessário para entregar um produto, serviço ou resultado. Estes ciclos curtos 
têm um grande benefício que é fornecer um feedback rápido sobre o que está sendo 
realizado, permitindo que mudanças sejam realizadas e as entregas sejam adequadas às 
necessidades das partes interessadas. Neste tipo de abordagem o cronograma também é 
elaborado de forma iterativa. 
Independente de qual a abordagem, o profissional responsável pelo gerenciamento do 
cronograma de ter conhecimento e experiência para fazer uma boa gestão dos prazos de 
um projeto. Deve dominar a ferramenta que será utilizada para a elaboração do 
cronograma, bem as técnicas para estimativas e controle dos prazos. 
 
Iterações 
Cada iteração é como se fosse um pequeno projeto, onde é realizado o planejamento da 
iteração (sprint), durante a execução são realizadas reuniões para acompanhamento do 
projeto, conhecida como Daily Meeting. Ao final da iteração (sprint) o resultado é 
apresentado para revisão e ajustes o resultado ou incremento da iteração e por último 
uma reunião de retrospectiva, para identificação e registro, principalmente das lições 
aprendidas. 
 
Vídeo 
Acesse o material digital para assistir ao vídeo. 
 
Verificando o aprendizado 
1) Considerando um projeto preditivo, qual será o principal resultado da etapa de 
planejamento? 
a) Cronograma do projeto. 
b) Requisitos de negócio. 
c) Estrutura organizacional do projeto. 
d) Escopo do produto. 
e) Plano de gerenciamento do projeto. 
2) Você é gerente de um projeto utilizando a abordagem preditiva e finalizou o 
cronograma, juntamente com os responsáveis pelas atividades que serão executadas. 
Um membro da equipe lembrou que o cronograma deverá ser revisado, principalmente, 
logo após: 
a) Planejamento das respostas aos riscos. 
b) Plano de gerenciamento do Escopo do produto 
c) Plano de gerenciamento do projeto. 
d) Registro das partes interessadas. 
e) Plano de gerenciamento de requisitos. 
3) Uma versão aprovada de um modelo de cronograma e que somente poderá ser 
alterada através de um processo formal de mudança é denominada de: 
a) Linha de base de custos. 
b) Matriz de rastreabilidade. 
c) Registro das lições aprendidas. 
d) Linha de base do cronograma. 
e) Linha de base do escopo. 
 
 
Conclusão 
Considerações finais 
Este tema procurou alinhar os principais conceitos de gestão de prazos, chamando a 
atenção para o gerenciamento de projetos e seus benefícios, o que é um cronograma e a 
importância de que ele seja realista e realizável. 
Alertando para os desafios para garantir que os prazos sejam cumpridos, desde a 
concepção, na elaboração do business case até o encerramento do projeto. Com 
destaque para alguns fatores internos e externos que podem afetar um cronograma de 
projetos. Algumas dicas e recomendações sobre como evitar atrasos e se forem aplicadas 
adequadamente poderão fazer muita diferença. 
As abordagens para conduzir um projeto e os seus impactos no gerenciamento de prazos 
permitiu você perceber a importância de desenvolver e aplicar uma metodologia para a 
gestão de um projeto, quais as tendências e práticas para o gerenciamento de prazos. 
As competências e as habilidades de profissional de projetos, além das habilidades 
essenciais, destacam o quanto é importante definir os papéis e responsabilidades em um 
projeto. 
Por fim, uma visão geral das principais etapas para o gerenciamento de prazos, 
considerando aspectos importantes para um projeto preditivo e para um projeto ágil, com 
foco nos pontos que afetam os prazos de um projeto. 
Bibliografia 
Da Angelo, Adalcir Silva; Lukosevicius, Alessandro Prudêncio. PRINCE2® (p. 10). 
BRASPORT. Edição do Kindle. 
Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) / Project 
Management Institute. Sexta edição. Newtown Square, PA: Project Management Institute, 
2017. 
Cruz, Fábio. PMO Ágil: escritório ágil de gerenciamento de projetos / Fábio Cruz – Rio de 
Janeiro: Brasport, 2016. 
Massari, Vítor L. Gerenciamento ágil de projetos: uma visão preparatória para a 
certificação ágil do PMI (PMI-ACP) / Vitor L. Massari – Rio de Janeiro: Brasport, 2014. 
Almeida, Norberto de Oliveira. Gerenciamento de tempo em projetos / Norberto de Olbeira 
Almeira; [Organização André Ricardi]. 1ª. Ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 
Costa, Hélio Rodrigues. Guia do modelo híbrido FLEKS. www.fleksmodel.com. 2020. 
 
Explore + 
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• Para conhecer o método Kanban acesse o link https://www.digite.com/pt-
br/recursos/guia-kanban-oficial/. Você poderá fazer o download gratuito do Guia do 
Kanban – fev.21. 
• Para continuar estudando o Modelo FLEKS acesse o link www.fleksmodel.com. 
• Acesse o link https://scrumguides.org/docs/scrumguide/v2020/2020-Scrum-Guide-
PortugueseBR-2.0.pdf e faça o download gratuito do Guia do Scrum. 
 
Conteudista 
Sueli Moreira Marquet Silva 
Engenheira com pós-graduação em Gestão Corporativa e Análise de Sistemas, com mais 
de 25 anos de experiência em análise de negócios, mapeamento de processos, 
desenvolvimento de metodologia de gerenciamento de projetos, soluções de TI, 
implementação e coordenação de PMOs nas áreas de Tecnologia de Informação, 
construção naval, saúde, financeira e Petróleo & Gás. 
Certificada PMP (Project Management Professional), PMI-SP (Project Scheduling 
Professional), ITIL, PMO-CP e SFC (Scrum Fundamental Certified). Consultora e 
instrutora da P-LAB desde 2007 e docente da Universidade Estácio de Sá desde 2005. 
Autora do capítulo de Gerenciamento de Escopo do livro Guia profissional de 
Gerenciamento de Projetos e revisora técnica do livro MSProject 2003. 
https://www.digite.com/pt-br/recursos/guia-kanban-oficial/
https://www.digite.com/pt-br/recursos/guia-kanban-oficial/
file:///G:/Drives%20compartilhados/YDS_PA/0605_Fabrica_Conteudo/_PUB/Gerenciamento%20de%20Prazos/player/curso/00067/www.fleksmodel.com
https://scrumguides.org/docs/scrumguide/v2020/2020-Scrum-Guide-PortugueseBR-2.0.pdf
https://scrumguides.org/docs/scrumguide/v2020/2020-Scrum-Guide-PortugueseBR-2.0.pdf

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