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APG 5 
GUSTAVO MENDES SARMENTO 
. Ascaridíase (ascaridiose, ascaríase ou ascariose ): 
- Conceito 
. Provocada pelo helminto Ascaris lumbricoides, pertencente ao filo Nematoda, são popularmente 
conhecidos como lombriga ou bicha, a qual acomete o intestino delgado humano. 
. É assintomática ou oligossintomática, com evolução benigna. Porém, pode evoluir para casos mais 
graves e com complicações, como naquelas situações nas quais ocorre obstrução intestinal ou biliar. 
- Epidemiologia 
. É encontrado em quase todos os países do mundo e ocorre com frequência variada em virtude das 
condições climáticas, ambientais e, principalmente, do grau de desenvolvimento socioeconômico da 
população. 
. De acordo com a Organização mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de um bilhão de pessoas 
estejam infectadas pelo A. lumbricoides. 
. É frequente em crianças, especialmente naquelas de idade escolar, sejam elas de origem urbana ou 
rural. 
- Agente etiológico: Ascaris lumbricoides 
. As principais características que definem esse helminto são: 
 - Corpo alongado, cilíndrico, fino e com extremidades afiladas; 
 - Cobertura de cutícula lisa, brilhante e que contém duas linhas claras distribuídas 
longitudinalmente; ausência de segmentação e de ventosas; 
 - Coloração que geralmente admite um branco-marfim ou um leve rosado, quando localizado no 
lúmen intestinal do hospedeiro; 
 - Duas extremidades: 
 + Anterior: encontra-se a boca, uma estrutura central com três grandes lábios que estão 
dispostos da seguinte maneira: um dorsalmente e dois lateroventralmente. 
 
 + Posterior: reto, que se abre próximo a região. 
. Machos: 
 - Os vermes adultos apresentam cor leitosa e medem cerca de 20 a 30 centímetros de 
comprimento. 
 - Dois espículos iguais que funcionam como órgãos acessórios da cópula. 
 - A extremidade posterior for temente encurvada para a face ventral é o caráter sexual externo que 
o diferencia da fêmea. 
 - Em sua calda papilas pré e cloacais. 
 
. Fêmeas: 
 - Medem cerca de 30 a 40 cm de comprimento. 
 - Mais robustas que os exemplares machos. 
 - Apresentam dois ovários filiformes e enovelados que continuam como ovidutos, diferenciando 
em úteros que vão se unir em uma única vagina, que se exterioriza pela vulva, localizada no terço 
anterior do parasito. 
 - A extremidade posterior da fêmea é retilínea. 
 
. Ovos: 
 - Originalmente são brancos e adquirem cor castanha devido ao contato com as fezes. 
 - Possui 3 cápsulas, uma pegajosa, uma que confere a capacidade de sobreviver em locais 
inóspitos e uma cápsula espessa, em razão da membrana externa mamilonada ( facilita a aderência dos 
ovos a superfícies propiciando sua disseminação), secretada pela parede uterina e formada por 
mucopolissacarídeos. 
 - Internamente, os ovos apresentam uma massa de células germinativas. 
 - Pode haver ovos inférteis que são mais alongados e com a membrana mais delgada. 
 - Os ovos inférteis são observados quando ocorre a infecção do hospedeiro apenas por fêmeas, 
as que não passaram pelo processo de fecundação iniciam a oviposição e quando o número de fêmeas 
na população parasitária é significativamente maior que o número de machos. 
 - O hábitat preferencial do A. lumbricoides é o lúmen do intestino delgado. 
 - Pode permanecer fixo, aderido à mucosa graças aos seus fortes lábios, causando a espoliação 
do hospedeiro, ou pode se movimentar livremente por toda a extensão do intestino, migrando de um 
local para outro. 
 - O patógeno se alimenta dos macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios) já digeridos em 
sua forma monomérica no lúmen intestinal do hospedeiro; mas, igualmente possuem, caso necessário, 
as enzimas específicas para a digestão dessas substâncias. Outrossim, eles também se nutrem de 
vitaminas, principalmente A e C. 
 
 
- Ciclo de vida do parasita, modos de transmissão e manifestações clínicas: 
. Monoxênico, isto é, envolve apenas um hospedeiro. 
. A fecundação ocorre por meio da cópula com o verme masculino. 
. Os ovos, ainda não embrionados, são liberados através das fezes para o ambiente, onde se tornam 
embrionados caso este ofereça condições favoráveis, como: temperaturas em torno de 27°C, com 
variações de aproximadamente 3°C para cima ou para baixo; umidade e presença de oxigênio. 
. Os ovos embrionados dão origem ao primeiro estágio larval (L1) em cerca de 15 dias; após mais 7 dias, 
acontece a evolução para o segundo estágio larval (L2). 
. Nas duas primeiras fases, elas são rabditoides e ainda não são infectantes. 
. Após a evolução para o terceiro estágio (L3), que é filarioide, as estruturas larvares tornam-se 
infectantes, podendo permanecer no solo por até sete anos. 
. Para que isso aconteça, a larva, ainda no interior do ovo, reduz significativamente seu metabolismo e 
somente completa o seu ciclo quando deglutida. 
. Após a ingestão, os ovos atravessam o tubo gastrintestinal, para eclodir ao chegarem no intestino 
delgado. 
. O rompimento do ovo ocorre devido às condições ambientais encontradas no local: 
 - Substâncias da bile, Temperatura, pH e Concentração de dióxido de carbono 
. Após saírem do ovo, migram para o intestino grosso e alcançam as correntes linfática e sanguínea após 
atravessarem a parede intestinal na altura do ceco. 
. Migram na direção dos pulmões, ao passarem, sequencialmente, pela circulação porta, pelo fígado, 
pela veia cava inferior, pelo coração e pela artéria pulmonar. 
. Nos pulmões, essas larvas sofrem nova mudança e evoluem para L4, estágio que é alcançado em 
média cerca de 8 dias após a ingestão dos ovos. 
. Rompem os capilares pulmonares, ganhando acesso aos alvéolos, local onde elas amadurecem de L4 
para L5. 
. Dos alvéolos, as larvas L5 migram, sequencialmente, em direção à faringe, passando pela árvore 
brônquica, traqueia e laringe. 
. São envolvidas pelo muco local, dando-lhes resistência ao ac. Estomacal. 
* Podem expelidas do hospedeiro, a partir do reflexo da tosse, ou deglutidas. 
. Quando chegam ao intestino delgado, se fixam e amadurecem dando lugar às formas adultas, 
concluindo seu ciclo biológico. 
* Leva 60 para todas essas ocorrências e pode durar de 1 a 2 anos dependendo do ambiente. 
 
. A transmissão ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados com ovos contendo a larva L3. 
. Ovos têm grande capacidade de aderência a superfícies, o que representa um fator importante na 
transmissão da parasitose. 
 
. Já a sua patogenia pode se desenvolver, na maioria dos casos, sem provocar manifestações clínicas no 
hospedeiro. 
. Sua fisiopatologia envolve os danos teciduais, a resposta imunológica desencadeada pelo hospedeiro e 
a obstrução mecânica provocada pelo parasito. 
. Para melhor compreensão usa-se o próprio ciclo para uma melhor visualização da patogenia, tendo 
como base a parte larval e a parte adulta do parasita: 
 - Larval: 
 + Em infecções de baixa intensidade, normalmente não 
se observa nenhuma alteração. 
 + Em infecções maciças podem determinar a ocorrência de lesões hepáticas e pulmonares. 
 + No fígado: focos hemorrágicos e de necrose que futuramente tomam-se fibrosados. 
 + Nos pulmões: vários pontos hemorrágicos na passagem das larvas para os alvéolos, há 
edemaciação dos alvéolos, pode ter quadro pneumônico (síndrome de Lõeffler)... 
 + Nessa fase da infecção a resposta imunológica é normalmente caracterizada pelo 
aumento de eosinófilos sanguíneos e teciduais, bem como anticorpos IgE específicos, responsáveis por 
reações de hipersensibilidade. 
 - Adultas: 
 + Pode causar úlceras ou erosões, que justificam a espoliação por meio de perda de sangue 
e de proteínas. 
 + Também acontece a liberação de substâncias antigênicas no trato intestinal, mas estas 
são mais toleradas pelo sistema imunológico do hospedeiro. + A resposta imunológica dirigida ao 
A. lumbricoides adulto, à semelhança do que ocorre nas fases larvárias. 
 
 
- Fatores de risco associados à Ascaridíase- Manifestações Clínicas 
.Dor ou desconforto abdominal 
.Náuseas e vômitos 
.Diarreia ou prisão de ventre 
.Presença de sangue nas fezes, em alguns casos 
.Cansaço excessivo 
.Perda de apetite 
.Presença de vermes nas fezes. 
 
 . Enterobíase ( oxiuríase, Enterobius vermicularis ): 
- Conceito 
. É um dos poucos parasitas conhecidos pelo homem desde a Antiguidade, visto que o tamanho, a cor 
brancacenta e mesmo as características biológicas desse verme (i.e., a sua capacidade de adesão e 
migração pelo tubo digestivo, podendo ser encontrado inclusive na região perianal do hospedeiro) 
favorecem a sua observação a olho nu. 
. Enterobius (enteron + bios = intestino e vida em grego) 
. O ser humano é o único hospedeiro natural e a infecção pelo patógeno ocorre em todas as classes 
socioeconômicas. 
. Monóxeno, costuma habitar o lúmen intestinal humano, e a infecção, quando sintomática, é 
responsável por causar prurido anal de caráter intenso e produzir complicações locais e/ou em sítios 
ectópicos. 
- Epidemiologia 
. Tem ocorrência comum em crianças na faixa etária de 5 a 10 anos, mas raramente acomete infantes 
antes do segundo ano de vida. 
. Estima-se que a prevalência na população infantil como um todo é pelo menos o dobro da observada 
em adultos. 
. Essa parasitose apresenta alta incidência em países de clima temperado, inclusive naqueles com 
ampla cobertura de saneamento básico. 
- Agente etiológico: Enterobius vermicularis 
. Os parasitos adultos são encontrados aderidos à mucosa ou livre e comumente na região cecal, no íleo 
e no cólon. 
. Alimentam-se de microrganismos e materiais existentes nestes locais. 
. A fêmea do nematoide migra para o ânus do hospedeiro, geralmente no período noturno, para depositar 
seus ovos. 
. O esôfago, composto de válvulas em suas paredes posterior e média ou na junção com o intestino, 
garante um peristaltismo adequado que funciona como uma bomba, o que facilita a nutrição dos 
parasitos. 
. Há caracteres comuns aos dois sexos: cor branca, corpo filiforme e cutícula finamente estriada em 
sentido transversal. 
- Macho: 
 . Significativamente menor que a fêmea, o macho mede entre 0,3 e 0,5 cm. 
 . A cauda é fortemente recurvada em sentido ventral. 
 . Há um único testículo, canal deferente e canal ejaculador, o qual alcança a cloaca do verme. 
 . Por essa mesma abertura o espículo, relativamente longo, é projetado durante a cópula. Não há 
gubemáculo. 
 
- Fêmeas: 
 . Mede cerca de 1 cm de comprimento (0,8 a 1,2 cm). 
 . Extremidade posterior é bastante afilada, sendo a cauda longa e pontiaguda. 
 . Vulva abre-se no terço médio anterior, a qual é seguida por uma vagina que se comunica com 
dois úteros; cada ramo uterino se continua com o oviduto e ovário que apresentam aspecto enovelado. 
 . A medida que o número de ovos intrauterinos nas fêmeas grávidas aumenta, seu corpo 
gradualmente se distende e é tomado quase em sua totalidade pelos ovos do parasito, cujo total pode 
ser de até 16 mil em uma única fêmea( “saco de ovos” ). 
 
- Ovos: 
 . Apresenta, grosso modo, o aspecto da letra “D”, pois um dos lados do ovo é sensivelmente 
achatado e o outro é convexo. 
 .Possui dupla camada, é liso e translúcido. 
 . Quando os ovos deixam o corpo da fêmea, já apresentam no seu interior uma larva formada 
ainda em desenvolvimento. 
 . Na superfície dos ovos se encontra uma substância viscosa de natureza albuminosa que 
favorece a aderência a outros ovos e substratos. 
 
- Ciclo de vida do parasita e modos de transmissão 
. Machos e fêmeas têm o ceco do ser humano, incluindo o apêndice cecal, como hábitat natural, onde 
podem estar livres ou aderidos à mucosa, alimentando-se do conteúdo intestinal do hospedeiro. 
. Fêmeas grávidas, abarrotadas de ovos, são frequentemente encontradas no ânus e na região perianal 
do hospedeiro. 
. Em mulheres, o parasito é mais comumente encontrado em localizações ectópicas, sobretudo na 
uretra e na vagina. 
. Quando grávidas, as fêmeas liberam seus ovos na região perianal do hospedeiro. 
. São maturados em 4 a 6 horas, na temperatura da superfície do corpo (cerca de 30°C). 
. O intenso prurido perianal causado faz com que o paciente coce a região, facilitando a transferência 
dos ovos infectantes para a boca, através das mãos contaminadas (autoinfecção). 
. Um indivíduo suscetível que tenha as mãos contaminadas por ovos de um indivíduo infectado – por 
exemplo, por ocasião de um cumprimento – e que as leve a boca, poderá adquirir o patógeno e 
desenvolver a enterobíase. 
. Ao serem ingeridos, os ovos eclodem no intestino delgado, liberando larvas que irão se desenvolver até 
a forma adulta, enquanto se movem para o ceco. 
. Por fim, os vermes copulam e dão início a um novo ciclo. 
 
* Os ovos podem ficam aderidos no ambiente, como nas roupas de cama da pessoa infectada, o que 
promove intensa disseminação. 
. Sua transmissão pode ocorrer por diferentes mecanismos: 
 • Heteroinfecção: quando ovos presentes em alimentos, poeira ou outros fômites alcançam 
novo hospedeiro. 
 • Indireta: quando ovos presentes em alimentos, poeira ou outros fômites alcançam o mesmo 
hospedeiro que os eliminou. 
 • Autoinfecção externa ou direta: o próprio indivíduo parasitado, após coçar a região perianal, 
leva os ovos infectantes até a boca. É mais frequente em crianças do que em adultos, sendo o principal 
mecanismo responsável pelos casos mais duradouros da infecção. 
 • Autoinfecção interna: as larvas eclodem ainda dentro do reto e depois migram até o ceco, 
transformando- se em vermes adultos. 
 • Retroinfecção: as larvas eclodidas na região perianal do hospedeiro readentram o sistema 
digestivo pelo ânus, ascendem pelo intestino grosso até chegar ao ceco, onde se transformam em 
vermes adultos. 
. A patogenia pode-se designar aos seguintes mecanismos: 
 • Alterações causadas pelos vermes dentro do intestino. 
 • Lesões anais e perianais resultantes da presença de fêmeas grávidas e da deposição de ovos no 
local. 
 • Lesões decorrentes do parasitismo ectópico (i.e., extraintestinal). 
 • Eventos secundários a esses processos. 
- Manifestações Clínicas e Diagnóstico 
. Os principais sintomas são: 
 .Coceira na região anal ou vaginal 
 .Insônia 
 .Irritabilidade e agitação 
 .Dor abdominal intermitente 
 .Náuseas 
. Já o diagnóstico é feito por: 
 .Observação Visual de Vermes Adultos: Cerca de duas a três horas após o paciente adormecer, o 
médico ou especialista examina a região ao redor do ânus em busca de vermes adultos. Essa 
observação direta pode revelar a presença dos parasitas. 
 .Teste da Fita Adesiva (Teste de Graham): Uma fita adesiva transparente é aplicada nas pregas 
cutâneas que rodeiam o ânus, geralmente ao amanhecer. Essa fita é então examinada em laboratório 
para verificar a presença de ovos do parasita. O procedimento pode ser repetido vários dias 
consecutivos para garantir a obtenção dos ovos. 
 . Coleta de Amostras de Pele: Se o paciente apresentar coceira anal, amostras de pele abaixo das 
unhas também podem ser coletadas para análise em laboratório. 
. Ancilostomose (Ancylostoma duodenale e Necator americanos- Amarelão) 
- Conceito 
. A ancilostomíase é uma doença causada por parasitos das espécies, cujo hábitat, no ser humano, é o 
intestino delgado. 
. Também conhecida por “amarelão”, “opilação”, “uncinaríase”, “cloroso”, “mal dos mineiros”, “mal dos 
agricultores”, “doença de Perroncito”, “caquexia africana”, “clorose do Egito”, “anemia tropical” e “mal 
do coração e do estômago da África”. 
. Ficou conhecida por causar problemas intestinais e provocar a tendência de os enfermos comerem 
terra. 
. É característica de regiões tropicais e ocorre em diversos países nessa condição. 
- Epidemiologia da Ancilostomose 
. A ancilostomíase é considerada a segunda helmintíase mais comum no mundo . É mais prevalente em 
áreas tropicais e subtropicais, bem como em regiões rurais e em populações menos abastadas. 
.Cercaé bastante complexo, abrangendo as existências livre e parasitária. O 
helminto apresenta diferentes estágios: fêmeas partenogenéticas (parasitárias), ovos, larvas em 
diferentes fases e adultos machos e fêmeas de vida livre. 
. A fêmea intestinal (parasitária) é ovípara, mede entre 1,7 e 2,5 mm de comprimento e apresenta 
coloração que varia de transparente a branca. Tal forma evolutiva amadurece no intestino delgado, onde 
realiza a oviposição. 
. Os ovos costumeiramente não são vistos nas fezes. 
. A fêmea de vida livre é menor que a parasitária, medindo 1 a 1,5 mm. 
. Cada fêmea libera cerca de 30 ovos por dia. 
. Os machos de vida livre são pequenos e medem cerca de 0,6 a 0,7 mm. 
. As larvas rabditoides têm de 200 a 300 μm, e as filarioides infectantes, 500 μm . 
. Ovos são elípticos, de parede fina e transparente, pratica mente idênticos aos dos ancilostomídeos. 
. Os ovos podem ser observados nas fezes de indivíduos com diarreia grave ou após utilização de 
laxantes. 
 
 
- Ciclo de vida do parasita e formas de infecção 
. Seu hábitat normal localizam-se na parede do intestino, mergulhadas nas criptas da mucosa 
duodenal, principalmente nas glândulas de L:eberkühn e na porção superior do jejuno, onde fazem as 
posturas. 
. Nas formas graves, são encontradas da porção pilórica do estômago até o intestino grosso. 
. O ciclo biológico do S. stercoralis é mais complexo quando comparado ao da maioria dos nematoides. 
. Apresenta alternância entre estilos de vida livre (que ocorre no solo) e parasitário (que ocorre no 
hospedeiro), e potencial para autoinfecção e multiplicação no interior do hospedeiro. 
. As fêmeas ficam aderidas à mucosa do intestino delgado do hospedeiro, onde depositam seus ovos 
não fecundados, desenvolvidos após partenogênese, uma vez que não existem machos adultos 
parasitários. 
. Os vermes adultos podem viver por até 5 anos no intestino e desencadear inflamação crônica, com 
edema e fibrose, e diminuir a superfície absortiva intestinal. 
. Dos ovos emergem larvas rabditoides (rabditiformes) não infectantes, no lúmen intestinal, que são 
excretadas pelas fezes. 
. No solo, quando em temperatura e umidade adequados, transformam-se entre 24 a 30 horas, em 
larvas filariformes (filarioides) infectantes, ou em adultos, machos e fêmeas de vida livre, os quais 
podem produzir larvas rabditoides, sexuadamente, que podem se transformar diretamente em 
filarioides infectantes. 
. A infecção ocorre por penetração ativa das larvas, que posteriormente alcançam os capilares 
sanguíneos, os pulmões, os alvéolos, as vias respiratórias e a faringe, são deglutidas e chegam ao 
intestino delgado, cerca de 18 a 28 dias pós penetração cutânea. 
. Um aspecto importante na biologia do parasito é que um número pequeno de larvas rabditoides 
transforma-se em filarioides dentro do intestino (endoinfecção), penetrando na mucosa colorretal 
(autoinfecção interna) ou na pele perianal (autoinfecção externa) e completam o ciclo sem deixar o 
hospedeiro. 
. Tal processo de autoinfecção explica como o parasito aumenta em número na ausência de reinfecção 
exógena, persistindo a infecção por longos períodos. Geralmente essa forma de autoinfecção está 
associada a fatores como imunossupressão, acloridria, constipação intestinal e outras condições que 
possam reduzir a motilidade intestinal. 
 
 
. Com relação a sua patogenia, as lesões cutâneas consistem em placas eritematosas ou urticariformes 
que surgem próximas ao local de penetração da larva filarioide. 
. Durante a passagem pulmonar (ciclo de Loss), são produzidas pequenas hemorragias 
parenquimatosas e pneumonite difusa, predominantemente eosinofílica, o que se caracteriza na 
síndrome de Löeffler, por vezes com presença de larvas no escarro. 
. As alterações patológicas intestinais podem ser divididas em: 
 - Enterite catarral: associada a infecções brandas, congestão da mucosa, presença de muco, 
pontos hemorrágicos e infiltrado submucoso inflamatório mononuclear. 
 - Enterite edematosa: vista em infecções mais abundantes, caracteriza-se por edema 
submucoso, achatamento das vilosidades intestinais e presença de formas parasitárias na lâmina 
própria. 
 - Enterite ulcerativa: observada nas hiperinfecções, a inflamação crônica leva a atrofia e fibrose 
da parede intestinal. Visualizam-se erosões e ulcerações na mucosa, por vezes associada a conteúdo 
hemorrágico. 
. Imunologicamente, as respostas Th1 e Th2 atuam contra a infecção. 
. Na primeira, há síntese de interferona gama (IFN-γ), ativação macrofágica e de células T citotóxicas e 
produção de IgG2a. 
. Já na resposta Th2, há produção de interleucinas (IL-4, 5, 10, 13) e IgA, IgE e IgG1 e ativação de 
eosinófilos e mastócitos. 
. Em indivíduos normais, ocorre maior ação da resposta Th2. 
. Em indivíduos imunocomprometidos, ou em uso de corticosteroides sistêmicos, há inativação da 
resposta Th2, com exacerbação dos sintomas. 
. Além disso, a resposta inata, sobretudo desencadeada por macrófagos, neutrófilos e células 
dendríticas, é ativada inicialmente, e acredita-se que a resposta imune mediada por linfócitos B seja 
importante durante a infecção. 
. A síndrome de hiperinfecção é uma condição clínica caracterizada por autoinfecção exacerbada e 
proliferação exagerada helmíntica, que leva bactérias entéricas (família Enterobacteriaceae) para a 
corrente sanguínea durante seu ciclo biológico, desencadeando sepse e/ou meningoencefalite e está 
associada a imunossupressão de diversas etiologias. 
. Também tem-se a diferenciação mais rápida de larvas rabditoides em filarioides. 
. O resultado é uma superproliferação larval, o que aumenta o risco de autoinfecção, levando à maior 
disseminação larval e aumentando as chances de hiperinfecção. 
- Sintomas e diagnóstico 
. Seus sintomas estão associados a: 
1. Manchas Vermelhas na Pele: 
o As larvas do Strongyloides penetram na pele ou se movimentam através dela, causando 
manchas vermelhas. 
2. Sintomas Gastrointestinais: 
o Os parasitas habitam o intestino delgado e podem provocar: 
▪ Diarreia 
▪ Flatulência 
▪ Dor abdominal 
▪ Náuseas 
▪ Falta de apetite 
3. Sintomas Pulmonares: 
o Quando as larvas passam pelos pulmões, podem causar: 
▪ Tosse seca 
▪ Falta de ar 
▪ Crises de asma 
. Já o seu diagnóstico é dado por: 
1. Exame Parasitológico de Fezes: 
o O método mais comum é a busca por larvas nas fezes. 
o No entanto, esse teste apresenta uma taxa de falso negativo considerável. 
o As larvas do Strongyloides stercoralis podem não ser detectadas em todas as amostras 
fecais. 
2. Exames de Sangue: 
o Os exames sorológicos podem ser uma alternativa. 
o Eles buscam a detecção de anticorpos específicos no sangue. 
o Esses testes têm taxas de diagnóstico mais elevadas. 
. Diagnóstico e Tratamento infecções por helmintos intestinais 
A. Métodos de diagnóstico laboratorial: 
- Exame Parasitológico de Fezes:Esse método é o mais comum e envolve a busca por ovos de 
helmintos nas fezes. 
- O teste de Kato-Katz é uma variação desse método, permitindo a contagem de ovos por grama 
de fezes. É útil para avaliar a intensidade da infecção. 
- Testes de Sedimentação: Similar aos testes de concentração, esses testes usam processos de 
sedimentação para concentrar os possíveis ovos de helmintos presentes nas fezes. 
- Testes de Formol-Eter: Este método envolve o uso de formol e éter para concentrar e preservar 
possíveis ovos de helmintos para análise microscópica. 
- Swabs Retais: Em casos específicos, especialmente quando se suspeita de infecções por 
helmintos como Enterobius vermicularis (oxiúros), swabs retais podem ser usados para coletar 
possíveis ovos do ânus. 
 
- Observação Visual de Vermes Adultos: A fita gomada ou swab anal (método de Graham) é 
utilizado para observar diretamente os vermes adultos na região perianal. Esse método tem alta 
sensibilidade e pode ser repetido em três amostras consecutivas. 
- Exame Direto com Lugol: Esse método também é utilizadopara a pesquisa de ovos de helmintos 
nas fezes. 
- Testes Moleculares (PCR): A reação em cadeia da polimerase (PCR) pode ser usada para 
detectar material genético de helmintos em amostras de fezes, oferecendo alta sensibilidade e 
especificidade. 
- Testes Sorológicos: Alguns helmintos intestinais podem ser detectados por testes sorológicos, 
que procuram anticorpos produzidos pelo sistema imunológico em resposta à infecção. Esses 
testes podem não ser tão sensíveis quanto os métodos diretos de detecção. 
B. Opções terapêuticas disponíveis para tratamento das infecções: 
1. Albendazol: É um medicamento de amplo espectro que interfere no metabolismo dos 
helmintos, causando a inibição da polimerização dos microtúbulos e consequente bloqueio 
da absorção de glicose, levando à morte do parasita. É eficaz contra uma variedade de 
helmintos intestinais, incluindo Ancilostomídeos, Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, 
Enterobius vermicularis e Strongyloides stercoralis. 
2. Mebendazol: Funciona de maneira semelhante ao albendazol, interferindo na absorção de 
glicose pelos helmintos e levando à sua morte. Também é eficaz contra uma variedade de 
helmintos, incluindo Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermicularis e 
Ancilostomídeos. 
3. Praziquantel: Este medicamento é utilizado principalmente para tratar infecções por cestoides 
(vermes chatos), como Taenia spp. e Hymenolepis spp. O praziquantel aumenta a 
permeabilidade da membrana celular dos parasitas, levando à influxo de cálcio e paralisia 
muscular seguida de morte. 
4. Ivermectina: É um agente antiparasitário usado principalmente para tratar infecções por 
Strongyloides stercoralis e outras filarioses. Sua atividade é mediada pela ligação aos canais 
de cloro controlados pelo glutamato nos músculos dos parasitas, levando à paralisia e morte. 
5. Nitazoxanida: Este medicamento tem atividade contra uma variedade de parasitas, incluindo 
Giardia lamblia, Cryptosporidium spp. e alguns helmintos intestinais. Seu mecanismo de ação 
não é completamente compreendido, mas acredita-se que interfira no metabolismo do 
parasita. 
6. Tiabendazol: É utilizado principalmente no tratamento da ancilostomíase e outras infecções 
por helmintos intestinais. Seu mecanismo de ação envolve a inibição da absorção de glicose 
pelos parasitas, levando à sua morte. 
B. Considerações específicas para cada helminto: 
- Ancilostomíase: 
. Agente Causador: Ancylostoma duodenale e Necator americanus são os principais agentes 
causadores. 
. Tratamento: O tratamento padrão geralmente envolve albendazol ou mebendazol administrado 
por via oral. A dose e a duração do tratamento podem variar dependendo da gravidade da 
infecção. 
. Considerações Específicas: A infecção por ancilostomídeos pode levar a anemia devido à perda 
de sangue decorrente da alimentação dos parasitas. Portanto, em casos de anemia grave, pode 
ser necessária a suplementação de ferro. 
 
- Estrongiloidíase: 
. Agente Causador: Strongyloides stercoralis é o agente causador. 
. Tratamento: A ivermectina é o medicamento de escolha para o tratamento da estrongiloidíase. O 
albendazol também pode ser usado, embora a ivermectina seja geralmente mais eficaz. 
. Considerações Específicas: A estrongiloidíase pode apresentar uma forma crônica com 
sintomas leves ou ser grave em pessoas imunocomprometidas, podendo levar a complicações 
como infecção disseminada (síndrome de hiperinfecção). Portanto, em pacientes 
imunocomprometidos, o tratamento e o acompanhamento devem ser cuidadosos. 
 
- Ascaridíase: 
. Agente Causador: Ascaris lumbricoides é o agente causador. 
. Tratamento: Albendazol e mebendazol são os medicamentos mais comuns usados para tratar a 
ascaridíase. 
. Considerações Específicas: Em casos graves de infecção por Ascaris, pode ocorrer obstrução 
intestinal devido à massa de vermes presentes no intestino. Nesses casos, o tratamento pode ser 
combinado com medidas para tratar a obstrução. 
 
- Oxiuríase: 
. Agente Causador: Enterobius vermicularis é o agente causador. 
. Tratamento: O tratamento geralmente envolve o uso de medicamentos como mebendazol, 
albendazol ou pirantel pamoato. 
. Considerações Específicas: A oxiuríase é altamente contagiosa e pode ser transmitida 
facilmente através da contaminação fecal-oral. Portanto, medidas de higiene, como lavagem 
frequente das mãos e corte curto das unhas, são importantes para prevenir a reinfecção e a 
propagação para outras pessoas no ambiente. 
. Prevenção e Controle 
A. Medidas de prevenção: 
.Higiene das mãos: Lavar as mãos com água e sabão é uma das maneiras mais eficazes 
de prevenir infecções por helmintos. Isso é especialmente importante após usar o 
banheiro, antes de comer, após manusear alimentos e após o contato com animais. 
.Manuseio adequado de alimentos: Lave bem frutas e vegetais antes de consumi-los. 
Certifique-se de cozinhar bem carnes, peixes e frutos do mar para matar quaisquer ovos 
ou larvas de helmintos presentes. 
.Beber água segura: Consuma água potável de fontes seguras. Em áreas onde a água 
potável não está disponível, é essencial ferver, filtrar ou tratar a água antes de beber. 
.Saneamento básico: Promova o acesso a instalações sanitárias adequadas, como 
banheiros e sistemas de esgoto. Evite o uso de fezes humanas como fertilizante em áreas 
onde isso pode contaminar alimentos ou água. 
.Higiene ambiental: Mantenha o ambiente limpo e livre de lixo, que pode atrair insetos 
transmissores de helmintos. Evite o contato direto com solo contaminado, especialmente 
em áreas onde a infecção por helmintos é comum. 
.Desparasitação em massa: Em algumas regiões onde a infecção por helmintos é 
endêmica, programas de desparasitação em massa são implementados para tratar e 
prevenir infecções em comunidades de alto risco. 
.Educação em saúde: Promova a conscientização sobre práticas de higiene pessoal e 
medidas preventivas contra infecções por helmintos por meio de programas educacionais 
em escolas, centros de saúde e comunidades. 
.Controle de vetores: Em áreas onde infecções transmitidas por vetores são comuns, 
como a esquistossomose, é importante implementar medidas de controle de vetores, 
como a eliminação de caramujos de água doce. 
 
Referências: 
Parasitologia - Fundamentos e Prática Clínica Rodrigo Siqueira-Batista 
Parasitologia Humana – David Nevespara a pesquisa de ovos de helmintos 
nas fezes. 
- Testes Moleculares (PCR): A reação em cadeia da polimerase (PCR) pode ser usada para 
detectar material genético de helmintos em amostras de fezes, oferecendo alta sensibilidade e 
especificidade. 
- Testes Sorológicos: Alguns helmintos intestinais podem ser detectados por testes sorológicos, 
que procuram anticorpos produzidos pelo sistema imunológico em resposta à infecção. Esses 
testes podem não ser tão sensíveis quanto os métodos diretos de detecção. 
B. Opções terapêuticas disponíveis para tratamento das infecções: 
1. Albendazol: É um medicamento de amplo espectro que interfere no metabolismo dos 
helmintos, causando a inibição da polimerização dos microtúbulos e consequente bloqueio 
da absorção de glicose, levando à morte do parasita. É eficaz contra uma variedade de 
helmintos intestinais, incluindo Ancilostomídeos, Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, 
Enterobius vermicularis e Strongyloides stercoralis. 
2. Mebendazol: Funciona de maneira semelhante ao albendazol, interferindo na absorção de 
glicose pelos helmintos e levando à sua morte. Também é eficaz contra uma variedade de 
helmintos, incluindo Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermicularis e 
Ancilostomídeos. 
3. Praziquantel: Este medicamento é utilizado principalmente para tratar infecções por cestoides 
(vermes chatos), como Taenia spp. e Hymenolepis spp. O praziquantel aumenta a 
permeabilidade da membrana celular dos parasitas, levando à influxo de cálcio e paralisia 
muscular seguida de morte. 
4. Ivermectina: É um agente antiparasitário usado principalmente para tratar infecções por 
Strongyloides stercoralis e outras filarioses. Sua atividade é mediada pela ligação aos canais 
de cloro controlados pelo glutamato nos músculos dos parasitas, levando à paralisia e morte. 
5. Nitazoxanida: Este medicamento tem atividade contra uma variedade de parasitas, incluindo 
Giardia lamblia, Cryptosporidium spp. e alguns helmintos intestinais. Seu mecanismo de ação 
não é completamente compreendido, mas acredita-se que interfira no metabolismo do 
parasita. 
6. Tiabendazol: É utilizado principalmente no tratamento da ancilostomíase e outras infecções 
por helmintos intestinais. Seu mecanismo de ação envolve a inibição da absorção de glicose 
pelos parasitas, levando à sua morte. 
B. Considerações específicas para cada helminto: 
- Ancilostomíase: 
. Agente Causador: Ancylostoma duodenale e Necator americanus são os principais agentes 
causadores. 
. Tratamento: O tratamento padrão geralmente envolve albendazol ou mebendazol administrado 
por via oral. A dose e a duração do tratamento podem variar dependendo da gravidade da 
infecção. 
. Considerações Específicas: A infecção por ancilostomídeos pode levar a anemia devido à perda 
de sangue decorrente da alimentação dos parasitas. Portanto, em casos de anemia grave, pode 
ser necessária a suplementação de ferro. 
 
- Estrongiloidíase: 
. Agente Causador: Strongyloides stercoralis é o agente causador. 
. Tratamento: A ivermectina é o medicamento de escolha para o tratamento da estrongiloidíase. O 
albendazol também pode ser usado, embora a ivermectina seja geralmente mais eficaz. 
. Considerações Específicas: A estrongiloidíase pode apresentar uma forma crônica com 
sintomas leves ou ser grave em pessoas imunocomprometidas, podendo levar a complicações 
como infecção disseminada (síndrome de hiperinfecção). Portanto, em pacientes 
imunocomprometidos, o tratamento e o acompanhamento devem ser cuidadosos. 
 
- Ascaridíase: 
. Agente Causador: Ascaris lumbricoides é o agente causador. 
. Tratamento: Albendazol e mebendazol são os medicamentos mais comuns usados para tratar a 
ascaridíase. 
. Considerações Específicas: Em casos graves de infecção por Ascaris, pode ocorrer obstrução 
intestinal devido à massa de vermes presentes no intestino. Nesses casos, o tratamento pode ser 
combinado com medidas para tratar a obstrução. 
 
- Oxiuríase: 
. Agente Causador: Enterobius vermicularis é o agente causador. 
. Tratamento: O tratamento geralmente envolve o uso de medicamentos como mebendazol, 
albendazol ou pirantel pamoato. 
. Considerações Específicas: A oxiuríase é altamente contagiosa e pode ser transmitida 
facilmente através da contaminação fecal-oral. Portanto, medidas de higiene, como lavagem 
frequente das mãos e corte curto das unhas, são importantes para prevenir a reinfecção e a 
propagação para outras pessoas no ambiente. 
. Prevenção e Controle 
A. Medidas de prevenção: 
.Higiene das mãos: Lavar as mãos com água e sabão é uma das maneiras mais eficazes 
de prevenir infecções por helmintos. Isso é especialmente importante após usar o 
banheiro, antes de comer, após manusear alimentos e após o contato com animais. 
.Manuseio adequado de alimentos: Lave bem frutas e vegetais antes de consumi-los. 
Certifique-se de cozinhar bem carnes, peixes e frutos do mar para matar quaisquer ovos 
ou larvas de helmintos presentes. 
.Beber água segura: Consuma água potável de fontes seguras. Em áreas onde a água 
potável não está disponível, é essencial ferver, filtrar ou tratar a água antes de beber. 
.Saneamento básico: Promova o acesso a instalações sanitárias adequadas, como 
banheiros e sistemas de esgoto. Evite o uso de fezes humanas como fertilizante em áreas 
onde isso pode contaminar alimentos ou água. 
.Higiene ambiental: Mantenha o ambiente limpo e livre de lixo, que pode atrair insetos 
transmissores de helmintos. Evite o contato direto com solo contaminado, especialmente 
em áreas onde a infecção por helmintos é comum. 
.Desparasitação em massa: Em algumas regiões onde a infecção por helmintos é 
endêmica, programas de desparasitação em massa são implementados para tratar e 
prevenir infecções em comunidades de alto risco. 
.Educação em saúde: Promova a conscientização sobre práticas de higiene pessoal e 
medidas preventivas contra infecções por helmintos por meio de programas educacionais 
em escolas, centros de saúde e comunidades. 
.Controle de vetores: Em áreas onde infecções transmitidas por vetores são comuns, 
como a esquistossomose, é importante implementar medidas de controle de vetores, 
como a eliminação de caramujos de água doce. 
 
Referências: 
Parasitologia - Fundamentos e Prática Clínica Rodrigo Siqueira-Batista 
Parasitologia Humana – David Neves

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