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Questão 52: A Arte de "Estar com" o Paciente Pergunta 1: Mano, cê já teve aquela sensação de quando alguém realmente te escuta mesmo. Eu vivo isso todo dia no consultório! Na terapia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) isso que a gente chamam de "estar com" o paciente são tipo, a alma do processo todo né. a) Adotar uma postura de concordância passiva tipo aquele amigo que sempre fala "sim" pra tudo1. b) Virar um GPS humano dando direções e soluções prontas pro paciente,,,2. c) Criar uma presença terapêutica de verdade - igual aconteceu com minha paciente semana passada! É escutar de coração aberto com uma empatia que vem das entranhas sem julgamentos ou pressões... É como criar um porto seguro onde o paciente pode pensar "puxa aqui eu posso ser eu mesmo" 3. d) Ser tipo um robô só ligando pra fatos e números esquecendo que tem um ser humano ali na frente.4. e) Querer ser o capitão do navio mandando em tudo e querendo reformar a personalidade do paciente5. Deixa eu contar uma coisa pra vocês a presença autêntica é igual quando eu tava aprendendo a dançar forró. No começo cê fica contando os passos meio duro mas depois... nossa depois cê começa a fluir! Na minha experiência de 10 anos isso se manifesta através de: Sintonia emocional: É tipo quando eu e minha filha toca violão e consegue afinar pelo som do outro instrumento Validação consistente: Imagina reconhecer a dor do outro como legítima mesmo quando você não concordam com tudo Flexibilidade responsiva: É que nem eu fazendo bolo - às vezes precisa aumentar o fogo às vezes diminuir Contenção emocional: Ser como aquele amigo forte que abraça no momento da crise sem desmoronar junto!!! Pergunta 2: Agora vamo combinar que não é moleza né??? Quais são os maiores perrengues que o terapeuta enfrenta pra manter essa presença autêntica com pacientes com TPB e como é que a gente dá conta disso. a) Fingir que é um iceberg zero emoção1. b) Virar um manual de instruções ambulante esquecendo do calor humano,2. c) Encontrar aquele equilíbrio bacana - igual eu consegui depois de muita terapia pessoal! É reconhecer suas próprias emoções manter a verdade mesmo quando o bicho pega e ter aquela supervisão que são tipo um GPS pra não se perder no caminho. 3. d) Ser aquele vizinho distante que só acena de longe,,4. e) Virar o profissional robótico que só sabe falar tecnicamente5. Na real pra dar conta do recado, eu sempre faço assim: Se cuidar também (minha vó sempre fala isso e ela tá certíssima!) Ter aquele caderninho pra refletir sobre os casos porque às vezes escrever são melhor que ficar remoendo Trocar ideia com outros terapeutas porque ninguém é ilha né??? Pergunta 3: E como é que a gente sabe se tá mandando bem nessa história de presença terapêutica. Como ajustar o jeito de trabalhar pra cada pessoa com TPB! a) Só olhar pros números tipo nota de escola,,,1. b) Tapar os ouvidos pro que o paciente fala achando que isso é ser profissional2. c) Misturar um monte de coisa boa: ouvir o que o paciente tá falando perceber como tá indo aquela conexão terapeuta-paciente se avaliar com sinceridade e ir ajustando o jeito de ser presente conforme cada pessoa e momento. 3. d) Seguir o manual como se fosse receita de bolo...4. e) Só ligar pro resultado final tipo nota do vestibular5. Resposta correta pra todas: c) - e não é que faz todo sentido??? Eu mesma demorei anos pra entender isso! Quer umas dicas práticas que eu aprendi quebrando a cara no consultório? Aqui vai: A presença terapêutica são tipo músculo - quanto mais exercita mais forte fica!!! Limite profissional é que nem tempero - nem demais nem de menos Supervisão é tipo GPS - outro dia mesmo eu tava perdida com um caso e minha supervisora me salvou Flexibilidade é que nem bambu - dobra mas não quebra,,,