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N O Ç Õ ES D E A D M IN IS TR A Ç Ã O F IN A N C EI R A E O R Ç A M EN TÁ R IA 353 orçamentário. Está sob supervisão da Secretaria de Orçamento Federal – SOF. O Sidor é responsável pela elaboração da propos- ta orçamentária no âmbito da União, sendo o PLOA – Projeto de Lei Orçamentária o seu produto final. Veja então que se a execução orçamentária é realizada no SIAF, a elaboração do orçamento e modificações pos- teriores fica a cargo do Sidor. O Sidor, assim como o SIAF, possui alguns subsis- temas como por exemplo o Cadastro de pro/gramas e ações, Prioridades e metas anuais, Legislação orça- mentária, Alinhamento da série histórica, Definição dos limites, Elaboração da proposta setorial, Análise da proposta setorial, Simulador de fontes, Compatibi- lização da proposta orçamentária, Formalização do projeto de lei orçamentária, Receita, Pessoal, Dívida, Precatórios, Pleitos e Recursos humanos. Por fim, mencionamos o Siop – Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento, com o objetivo de inte- grar os atuais sistemas utilizados na elaboração, exe- cução e acompanhamento orçamentário. RECEITA PÚBLICA CONCEITO Quando pensamos em serviços que o Estado deve prover à população, pensamos em saúde, educação, transporte, justiça etc. Porém, para esses serviços, cer- tamente existe um custo envolvido a ser sustentado por toda a sociedade, uma vez que tais serviços são públicos. Não é mera coincidência que a Constituição Federal, ao estabelecer diversos deveres de atuação estatal, também preveja os meios disponíveis para cumpri-los. Existem diversas maneiras de o Estado gerar recursos para sustentar suas atividades, como a exploração do seu próprio patrimônio e, principal- mente, a instituição de tributos. Os recursos que entram nas contas do Estado são chamados genericamente de “ingressos” ou “entra- das”, uma vez que nem todos os recursos podem ser chamados de receitas públicas. O Estado, em sua ativi- dade financeira, recebe valores que apenas circulam transitoriamente por suas contas, sem se agregar ao seu patrimônio, como, por exemplo, um depósito rece- bido em garantia para contratação em uma licitação. Se o licitante cumprir devidamente o contrato, o Esta- do é obrigado a devolver o valor depositado, porém, caso não cumpra, haverá aplicação penalidade, cujo valor será descontado do depósito. A Lei nº 4.320/64 regulamenta os ingressos de dispo- nibilidades de todos os entes da federação classificando- -os em dois grupos: orçamentários e extraorçamentários. Ingresso de valores aos cofres Públicos Ingressos extraorçamentários Ingressos orçamentários (Receitas Públicas) Os ingressos extraorçamentários são aqueles que, apesar de pertencerem a terceiros, são arrecada- dos pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devo- lução. Esses recursos financeiros apresentam caráter temporário e não integram o orçamento público, uma vez que o Estado é seu mero depositário desses valores, que constituem passivos exigíveis e cujas restituições não se sujeitam à autorização legislativa. Citamos como exemplos: depósitos em caução, fianças, Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária (ARO), emissão de moeda e outras entradas compensa- tórias no ativo e passivo financeiros. Importante! As Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) são ingressos extraorçamentários. Os ingressos orçamentários são aqueles perten- centes ao ente público arrecadados exclusivamente para aplicação em programas e ações governamentais. Estes ingressos são denominados Receita Pública. De acordo com a definição constante no Manual de Procedimentos das Receitas Públicas (2004, p. 14), “Receitas Públicas são todos os ingressos de cará- ter não devolutivo auferidas pelo poder público, em qualquer esfera governamental, para alocação e cobertura das despesas públicas. Dessa forma, todo o ingresso orçamentário constitui uma receita pública, pois tem como finalidade atender às despe- sas públicas.” (grifo nosso) Receitas públicas são apenas os ingressos orça- mentários, ou seja, aqueles que não têm caráter devolutivo, e que custearão despesas públicas. A receita orçamentária é a fonte de recursos uti- lizada pelo Estado em ações e programas, com fina- lidade de atender às necessidades e demandas da sociedade. Essas receitas integram o patrimônio do Poder Público, aumentam-lhe o saldo financeiro e, por força princípio da universalidade, estão previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA). Para fins contábeis, as receitas orçamentárias podem ser classificadas quanto ao impacto no Patri- mônio Líquido do ente federativo como Receita Orçamentária Efetiva ou Receita Orçamentária Não Efetiva. Segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (2019, p. 31): z Receita Orçamentária Efetiva: é aquela em que os ingressos de disponibilidade de recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações corres- pondentes. Desta forma, a Receita Orçamentária Efetiva altera positivamente o Patrimônio Líqui- do do ente estatal quando a receita é reconheci- da, tratando-se de um fato contábil modificativo aumentativo. As Receitas Orçamentárias Efetivas correspondem às receitas correntes e às transfe- rências de capital; z Receita Orçamentária Não Efetiva: é aque- la em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de registro do reco- nhecimento do direito ou constituem obrigações 354 correspondentes, como é o caso das operações de crédito. Assim, a Receita Orçamentária Não Efeti- va não altera o Patrimônio Líquido do ente estatal, uma vez que há uma simples troca de elementos patrimoniais, tratando-se de simples fato contábil permutativo. Elas correspondem às receitas de capital e às transferências de capital. Não confunda Ingresso Extraorçamentário com Receita Orçamentária Não Efetiva. Apesar de os dois conceitos não provocarem alte- ração no Patrimônio Líquido, o primeiro, conforme explicado acima, não se trata de receita pública. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A NATUREZA Retomando a explicação dada no capítulo anterior, podemos dizer que nem todo ingresso de recursos aos cofres públicos pode ser chamado de receita pública, mas apenas aqueles ingressos que se incorporam no patrimônio público do ente estatal. A classificação da receita orçamentária é defini- da no Manual de Técnico de Orçamento (2020, p. 10) segundo os seguintes critérios: z Natureza de receita; z Indicador de resultado primário; z Fonte/destinação de recursos; e z Esfera orçamentária. Antes de começarmos a explicar cada umas dessas classificações, é necessário conhecer uma outra classifica- ção que foi criada pela doutrina. A doutrina pode ser defi- nida como ideias e ensinamentos de estudiosos do Direito que influenciam e fundamentam as decisões judiciais. Assim, a doutrina classifica a Receita Pública em: z Receitas Públicas Originárias: são aquelas arre- cadadas por meio da exploração de atividades eco- nômicas pelo Estado, principalmente, de rendas do patrimônio mobiliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos, de presta- ção de serviços comerciais e de venda de produtos industriais ou agropecuários; z Receitas Públicas Derivadas: são aquelas obtidas por meio da soberania estatal. Decorrem de norma constitucional ou legal e, por isso, são auferidas de forma impositiva, como, por exemplo, as receitas tributárias e as de contribuições especiais. Vamos iniciar o estudo da classificação da Recei- ta Orçamentária, tópico muito cobrado em provas de concursos públicos. Classificação por Natureza de Receita A classificação por natureza de receita é determi- nada no art. 11, § 4º, da Lei nº 4.320/1964, segundo o qual deve ser obedecido o seguinte esquema: Receitas Correntes: z Receita Tributária � Impostos; � Taxas; � Contribuições de Melhoria; z Receita de Contribuiçõesz Receita Patrimonial z Receita Agropecuária z Receita Industrial z Receita de Serviços z Transferências Correntes z Outras Receitas Correntes. Receitas de Capital: z Operações de Crédito z Alienação de Bens z Amortização de Empréstimos z Transferências de Capital z Outras Receitas de Capital. Baseado no esquema acima a Secretaria de Orça- mento Federal (SOF) padronizou, por meio da Portaria Interministerial nº 5/2015, a classificação da receita, a ser utilizada por todos os entes da Federação. Esta classificação tem o objetivo de identificar a origem do recurso segundo seu fato gerador, ou seja, o acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos. Segundo essa Portaria, a Receita deve ser classificada segundo uma sequência de 8 dígitos, em que cada dígito tem um significado: DÍGITO: SIGNIFICADO 1º Categoria Econômica 2º Origem 3º Espécie 4º ao 7º Desdobramento para identificação de peculiaridades da recita 8º Tipo Apesar de aparentemente complicada, essa codi- ficação está relacionada com a classificação men- cionada acima, do art. 11, § 4º, da Lei nº 4.320/1964. Tomando como exemplo, o imposto de renda de pes- soa física, quando recolhido, é alocado segundo o código “1.1.1.3.01.1.1”, que significa: Para um concurso, não há necessidade de saber, por exemplo, que o código 3.01.1 do Desdobramen- to para Identificação de Peculiaridades se refere ao Imposto de Renda de Pessoa Física, até porque, mes- mo que cobrado, valeria mais a pena ao candidato concentrar seus esforços em outras questões do que N O Ç Õ ES D E A D M IN IS TR A Ç Ã O F IN A N C EI R A E O R Ç A M EN TÁ R IA 355 investir seu tempo em uma que cobra memorização de uma tabela de códigos. No entanto, é importante conhecer as outras classifi- cações decorrentes da classificação da receita pública por sua natureza, conforme passamos a apresentar a seguir. Categoria Econômica Segundo o art. 11 da Lei nº 4.320/1964, a Receita Públi- ca se classifica nas seguintes categorias econômicas: z Receitas Correntes: são aquelas arrecadadas den- tro do exercício, aumentam as disponibilidades financeiras do ente federativo, geralmente com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido e são utilizadas para financiar os objetivos definidos nos programas e ações correspondentes às polí- ticas públicas. Segundo o art. 11, § 1º, da Lei nº 4.320/1964, classificam-se em tributárias; de con- tribuições; da exploração do patrimônio estatal (Patrimonial); da exploração de atividades econô- micas (Agropecuária, Industrial e de Serviços); de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Cor- rentes (Transferências Correntes); e demais recei- tas que não se enquadram nos itens anteriores (Outras Receitas Correntes). z Receitas de Capital: são aquelas que aumentam as disponibilidades financeiras do Estado, entre- tanto, diferentemente das Receitas Correntes, as Receitas de Capital não provocam efeito sobre o Patrimônio Líquido. Conforme o art. 11, § 2º, da Lei nº 4.320/1964, as Receitas de Capital são pro- venientes da realização de recursos financeiros oriundos da constituição de dívidas; conversão, em espécie, de bens e direitos; recebimento de recursos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinados a atender Despesas de Capital; e, superávit do Orçamento Corrente. É importante saber que existe uma denominação que é cobrada nas provas que são as Receitas de Ope- rações Intraorçamentárias. Trata-se de operações realizadas entre órgãos e demais entidades perten- centes à mesma esfera de governo e ao mesmo orça- mento de um ente federativo. Não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas remanejamen- to de receitas entre seus órgãos para evitar a dupla contagem na consolidação das contas governamen- tais. Ao instituir tais dispositivos, a legislação não criou novas categorias econômicas, e nem poderia, já que se trata de matéria fixada na Lei nº 4.320/64, mas apenas criou maior especificação das Receitas Corren- tes e Receitas de Capital. Origem A origem é o detalhamento das categorias econô- micas Receitas Correntes e Receitas de Capital, com o objetivo de identificar a procedência das receitas no momento que ingressam nos cofres públicos. Segundo o Manual de Técnico de Orçamento (2020, p. 13), as origens que compõem as Receitas Corren- tes são: z Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria: são decorrentes da arrecadação dos tributos pre- vistos na Constituição Federal; z Contribuições: são oriundas das contribuições sociais, de intervenção no domínio econômi- co e de interesse das categorias profissionais ou econômicas; z Receita Patrimonial: são provenientes da fruição de patrimônio pertencente ao ente público, tais como as decorrentes de aluguéis, dividendos, com- pensações financeiras/royalties, concessões, entre outras; z Receita Agropecuária: receitas de atividades de exploração ordenada dos recursos naturais vege- tais em ambiente natural e protegido. Compreen- de as atividades de cultivo agrícola, de cultivo de espécies florestais para produção de madeira, celulose e para proteção ambiental, de extração de madeira em florestas nativas, de coleta de produ- tos vegetais, além do cultivo de produtos agrícolas; z Receita Industrial: são provenientes de ativida- des industriais exercidas pelo ente público, tais como a extração e o beneficiamento de matérias- -primas, a produção e a comercialização de bens relacionados às indústrias mecânica, química e de transformação em geral; z Receita de Serviços: decorrem da prestação de serviços por parte do ente público, tais como comércio, transporte, comunicação, serviços hos- pitalares, armazenagem, serviços recreativos, cul- turais etc. Tais serviços são remunerados mediante preço público, também chamado de tarifa; z Transferências Correntes: são provenientes do recebimento de recursos financeiros de outras pessoas de direito público ou privado destinados a atender despesas de manutenção ou funcionamen- to que não impliquem contraprestação direta em bens e serviços a quem efetuou essa transferência. Por outro lado, a utilização dos recursos recebidos vincula-se à determinação constitucional ou legal, ou ao objeto pactuado. Tais transferências ocorrem entre entidades públicas de diferentes esferas ou entre entidades públicas e instituições privadas; z Outras Receitas Correntes: constituem-se pelas receitas cujas características não permitam o enquadramento nas demais classificações da receita corrente, tais como indenizações, restitui- ções, ressarcimentos, multas previstas em legisla- ções específicas, entre outras. Por outro lado, as origens que compõem as Recei- tas de Capital são: z Operações de Crédito: recursos financeiros oriun- dos da colocação de títulos públicos ou da contra- tação de empréstimos junto a entidades públicas ou privadas, internas ou externas; z Alienação de Bens: ingressos financeiros pro- venientes da venda de bens móveis, imóveis ou intangíveis de propriedade do ente público; z Amortização de Empréstimos: ingressos finan- ceiros provenientes da amortização de financia- mentos ou empréstimos que o ente público haja previamente concedido; Embora a amortização do empréstimo seja origem da categoria econômica Receitas de Capital, os juros recebidos associados ao empréstimo são classifica- dos em Receitas Correntes / de Serviços / Serviços e Atividades Financeiras / Retorno de Operações, Juros e Encargos Financeiros, pois os juros representam a remuneração do capital. 356 z Transferências de Capital: recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado destinados a atender despesas com inves- timentos ou inversões financeiras, independente- mente da contraprestação direta a quem efetuou essa transferência. Por outro lado,a utilização dos recursos recebidos vincula-se ao objeto pactuado. Tais transferências ocorrem entre entidades públi- cas de diferentes esferas ou entre entidades públi- cas e instituições privadas; z Outras Receitas de Capital: registram-se nesta origem receitas cujas características não permi- tam o enquadramento nas demais classificações da receita de capital, tais como resultado do Ban- co Central, remuneração das disponibilidades do Tesouro, entre outras. Espécie A espécie representa um nível de classificação sub- sequente e vinculado à classificação da origem, per- mite extrair maiores detalhes acerca do fato gerador das receitas. Por exemplo, dentro da origem “Contribuições”, identificam-se as espécies “Contribuições Sociais”, “Con- tribuições Econômicas” e “Contribuições para Entidades Privadas de Serviço Social e de Formação Profissional”. Desdobramento para Identificação de Peculiaridades Foram reservados 4 dígitos para desdobramentos com a finalidade de identificar peculiaridades de cada receita, caso seja necessário. Desse modo, esses dígitos podem ou não ser utilizados conforme a necessidade de especificação do recurso. Tipo O tipo correspondente ao último dígito na nature- za de receita e tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação a que se refere aquela natureza, sendo: z “0”, quando se tratar de natureza de receita não valorizável ou agregadora; z “1”, quando se tratar da arrecadação Principal da receita; z “2”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da respectiva receita; z “3”, quando se tratar de Dívida Ativa da respectiva receita; e z “4”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa da respectiva receita. Assim, todo código de natureza de receita será finalizado com um dos dígitos mencionados, e as arre- cadações de cada recurso – sejam elas da receita pro- priamente dita, sejam elas de seus acréscimos legais – ficarão agrupadas sob um mesmo código, sendo diferenciadas apenas no último dígito. EXERCÍCIOS COMENTADOS 1. (VUNESP – 2020) As Receitas Correntes a) aumentam as disponibilidades financeiras do Estado. b) constituem instrumento para reduzir programas e ações orçamentários. c) não provocam efeito sobre o patrimônio líquido. d) são arrecadadas dentro do exercício financeiro seguinte. e) são as provenientes da constituição de dívidas. As Receitas Correntes são aquelas arrecadadas dentro do exercício, aumentam as disponibilida- des financeiras do ente federativo, geralmente com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido e são utilizadas para financiar os objetivos definidos nos programas e ações correspondentes às políticas públicas. Resposta: Letra A. 2. (FUNDATEC – 2019) Assinale a alternativa correta em relação às características da Receita Pública. a) As receitas tributárias, bem como as receitas de presta- ção de serviços, são consideradas extraorçamentárias. b) As receitas não efetivas constituem-se de ingressos de recursos financeiros de natureza orçamentária que aumentam o valor do patrimônio líquido público. c) Em relação ao critério de coercitividade, tem-se que as receitas originárias são recursos financeiros prove- nientes do poder que o Estado possui de exigir uma prestação pecuniária sobre o patrimônio, renda e lucro dos particulares. d) A classificação econômica ou de natureza divide a receita orçamentária em três categorias: receitas cor- rentes, receitas de capital e receitas financeiras. e) Os ingressos financeiros oriundos de operações de crédito, alienação de bens e amortização de emprésti- mos são receitas de capital. Segundo o Manual de Técnico de Orçamento (2020, p. 13), as Receitas de Capital são originadas de ope- rações de crédito, alienação de bens, amortização de empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital. Resposta: Letra E. ETAPAS E ESTÁGIOS Estágios da receita pública são as etapas da receita orçamentária que podem ser resumidas em: previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento. Vamos às explicações de cada etapa: z Previsão: a arrecadação da receita deve ser esti- mada na Lei Orçamentária Anual (LOA), com- preendendo duas fases distintas: � A primeira fase compreende a previsão de arrecadação da receita orçamentária constante da Lei Orçamentária Anual (LOA), resultante das metodologias de projeção usualmente ado- tadas, observadas as disposições constantes na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), principal- mente o artigo 12: Art. 12 As previsões de receita observarão as nor- mas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e pre- missas utilizadas. A previsão de receitas é a etapa que antecede à fixação das despesas que constarão na LOA, além de ser base para se estimar as necessidades de financia- mento do governo.