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Fotossíntese Reações de Carboxilação Helena Maura Torezan Silingardi Bibliografia básica para estudo: • Raven, P. H. 2007. Biologia Vegetal. Guanabara Koogan. • Kerbauy, G. B. 2008. Fisiologia Vegetal. Guanabara Koogan. • Taiz, L. & Zeiger, E. 2013. Fisiologia Vegetal. Artmed. Taiz & Zeiger (2013) Produção de O2 e moléculas carregadas de energia na fase de absorção luminosa = 1ª fase da fotossíntese vermelha v. distante REAÇÕES DEPENDENTES DA LUZ E REAÇÕES DE CARBOXILAÇÃO Taiz & Zeiger (2013) NADPH: nucleotídeo reduzido de ferredoxina e piridina; ATP: adenosina trifosfato 2ª fase da fotossíntese • Aproveitamento da E proveniente das reações de claro ou 1ª fase da fotossíntese • Responsável pela fixação do carbono em moléculas orgânicas • Depende indiretamente da luz • Ocorre no estroma do cloroplasto → Ciclo de Calvin-Benson Experimento da equipe de Calvin (1950→) • Forneceu CO2 radioativo a alga verde fotossintética Chlorella • O C radioativo foi incorporado pela Ribulose 1,5 bifosfato (RuDP) • A Ribulose 1,5 bifosfato se fragmenta rapidamente • Formando 2 moléculas de 3 fosfoglicerato (PGA) • Uma das molécula de PGA contém o C radioativo Raven Características do Ciclo de Calvin-Benson • É a mais importante rota de fixação do C nos autótrofos • Há uma enzima específica para cada etapa • A cada ciclo uma molécula de CO2 é incorporada e uma de Ribulose 1,5 bifosfato (RuDP) é regenerada • São necessárias 6 ciclos para reduzir 6 átomos de C e produzir 1 hexose • Pode ser chamado de Ciclo Redutivo da Pentose Fosfato • O carbono inorgânico é ligado covalentemente a uma molécula que já contém carbono (RuDP) • Formação de 2 moléculas de 3-fosfoglicerato (PGA) • Uma delas assimilou o novo átomo de C CICLO DE CALVIN Estágio 1: CARBOXILAÇÃO CICLO DE CALVIN Estágio 2: REDUÇÃO - Formação de carboidratos a partir do fosfoglicerato usando E proveniente das reações luminosas da fotossíntese - São carboidratos precursores de amido e de sacarose CICLO DE CALVIN Estágio 3: REGENERAÇÃO • Regeneração do aceptor de CO2 (RuBP) a partir de Triose-fosfato • Com quebra de ATP em ADP + P fornecendo E para a reação • Em equilíbrio: Quantidades de CO2 = de triose-fosfato Taiz & Zeiger (2013) Ciclo de Calvin-Benson Taiz & Zeiger (2013) Ribulose 1,5 bifosfato 3 fosfoglicerato Triosefosfato Taiz & Zeiger (2013) Enzimas que promovem as reações: 1.1: Ribulose 1,5 bifosfato carboxilase/oxigenase OU Rubisco 1.2: Fosfoglicerato cinase 1.3: NADP gliceraldeído 3 fosfato desidrogenage 1.4: Triose fosfato isomerase 1.5: Aldolase 1.6: Frutose 1,6 bifosfatase 1.7: Transcetolase 1.8: Aldolase 1.9: Sedoheptulose 1,7 bifosfatase 1.10: transcetolase 1.11a: Ribulose 5 fosfato epimerase 1.11b: Ribulose 5 fosfato isomerase 1.12: Ribulose 5 fosfato cinase Enzimas que promovem as reações: 1 Reação de Redução produz 6 moléculas de triose-fosfato Delas, - 5 vão para fase de regeneração, - 1 carboidrato a ser armazenado ou que vai para processos metabólicos das células 1 Reação de Regeneração: 5 moléculas de triose-fosfato Restauram 3 moléculas de Ribulose-bifosfato E liberada do ATP→ ADP + P Como o ciclo de Calvin-Benson é regulado? • Pela quantidade de substrato para as reações, • Quantidade de enzimas presentes, • Mudanças nas ligações covalentes das enzimas, • Mudanças nas interações entre moléculas devido à ligação com metabólitos ou à alterações na composição iônica da célula. Regulação das enzimas presentes no cloroplasto Enzimas no estroma do cloroplasto são produzidas e reguladas por mecanismos que controlam a expressão conjunta dos genomas do núcleo e do cloroplasto Rubisco → ativada pelo CO2 e estimulada pela luz → inativada por tipo específico de açúcar de algumas plantas Enzimas codificadas no núcleo Traduzidas nos ribossomos 80S citoplasmáticos Proteínas codificadas no plastídeo Traduzidas nos ribossomos 70S do estroma do cloroplasto DNA do núcleo e DNA do cloroplasto trabalham juntos! Metabolismo fotossintético • As plantas podem ser divididas em 3 grandes grupos, dependendo de seu metabolismo fotossintético: plantas C3 (falado nessa aula até agora), plantas C4 e plantas CAM. O ciclo C3 do Carbono • 1º produto da fixação do Carbono: composto com 3 carbonos → 3 fosfoglicerato • Dependem da Rubisco para o Ciclo de Calvin- Benson / Reação de Carboxilação • Comum para a maioria das plantas (não suculentas) • C3 atinge taxas máximas de fotossíntese já em intensidades de radiação solar relativamente baixas → gasta muita água 21 Diferença C3 X C4 X CAM • C3: a reação de carboxilação depende da Rubisco e forma 1º composto de 3 Carbonos • C4 e CAM: há duas reações de carboxilação - Carboxilação promovida pela enzima fosfoenolpiruvato carboxilase (PEPcase), - Carboxilação promovida pela Rubisco. • Plantas C4: a 1ª reação de carboxilação resulta em um composto de 4 carbonos (o ácido oxaloacético), produto da reação da PEPcase. • Plantas CAM: estômatos ficam fechados durante o dia - A carboxilação é muito semelhante ao das plantas C4 22 O ciclo C4 do Carbono • É um processo fotossintético mais eficiente pois gasta menos água durante a fotossíntese • Mais frequente em áreas áridas e ensolaradas, pois toleram alta incidência luminosa • Produtos iniciais: malato e aspartato 23 O ciclo C4 do Carbono • Em 18 famílias, incluindo as gramíneas tropicais (milho, cana de açúcar, sorgo, ervas daninhas... 24 O ciclo C4 do Carbono • Células do mesófilo foliar (PEPcase, diurno): Açúcares de 4 C • Céls. da bainha vascular (Rubisco): Açúcares de 3 C • A luz regula a atividade das enzimas • Nas cél. da bainha a [ ] O² pode ser até 10X maior que na atmosfera • Plantas KRANZ: anatomia diferente 25 Taiz & Zeiger (2013) 27 (Nabors, 2005) http://fisiolvegetal.blogspot.com.br/2012/11/fotosintesis-c4.html Plantas C3 - Dicotiledôneas - São melhores adaptadas em climas frios Plantas C4 - Anatomia Kranz - Monocotiledôneas e algumas Dicotiledôneas - Adaptadas a regiões ensolaradas - Estas plantas gastam energia para acumular CO2 - Ex.: cana-de-açúcar, milho, ervas daninhas... 28 Face superior ou adaxial Face inferior ou abaxial Estômato Estômato Bainha do feixe vascular com CLOROPLASTOS Metabolismo ácido das Crassuláceas (CAM) • Concentra C em ambientes terrestres áridos e em ambientes aquáticos ou salinos • Plantas suculentas: Agaváceas, Bromeliáceas, Cactáceas, Crassuláceas, e Orquidáceas. 29 Metabolismo ácido das Crassuláceas (CAM) • Características anatômicas diminuem a perda de água • Há separação temporal na captação e fixação de CO2 Estômatos abrem a noite e o CO2 entra na folha e é armazenado sob a forma de ácido málico; de dia o C é incorporado em moléculas de glicose com a fotossíntese • Há grande influência de fatores ambientais e genéticos na expressão do metabolismo CAM 30 Taiz & Zeiger (2013) Acumulação de AMIDO e SACAROSE • Produtos formados pela fotossíntese • Local de acúmulo mais comum: – Sacarose: no citoplasma – Amido: no cloroplasto • Amido: DIA- forma grânulos no cloroplasto, NOITE- é quebrado em moléculas menores e fornece esqueletos de C para a síntese de sacarose no citoplasma • Sacarose: NOITE- é sintetizada no citoplasma DIA- vai das folhas para o Floema • Muitos açúcares nas folhas → estocar em órgãos de reserva → passagem pelo Floema • Baixa quantidade de açúcares nos vasos → estimula a fotossíntese e/ou a retirada dos açúcares guardados nos órgãos de reserva Acumulação de AMIDO e SACAROSE Moléculas que armazenam energia Taiz & Zeiger (2013) luz 6 H2O + 6CO2 6O2 + C6H12O6 clorofila Objetivos: Observar como acontece o processo da Aula Prática 3: FOTOSSÍNTESE, fase de carboxilação Procedimentos: 1. Coloque o béquer com álcool em banho-maria (dentro do béquer com água) até a fervura. 2. Enquanto issoselecione folhas com áreas brancas e verdes e (A) desenhe ou fotografe a face adaxial (superior) evidenciando as áreas de cores diferentes. 3. Coloque as folhas na fervura no álcool por cerca de 20 minutos. 4. Retire a folha do álcool, reidrate-a na água em temperatura ambiente, seque e (B) fotografe. 5. Coloque a folha na placa de Petri com o Lugol e deixe por cerca de 5 minutos, então fotografe novamente (C). 6. Compare as três fotos ou desenhos. Questões: 1. Para que serviu a fervura no álcool? 2. Explique o que aconteceu depois da folha ser colocada no Lugol. 3. Porque as áreas verdes iniciais correspondem às áreas escuras finais? Materiais utilizados: • 2 béqueres de água destilada (de 1 L com 400 ml e de 3 L com 400 ml) • 1 béquer de 1 L com 400 ml de álcool etílico • Placa aquecedora • Folhas de Coleus (Solenostemon sp) Lamiaceae da variedade verde e branca • 1 funil • Pinça • Máquina fotográfica ou papel transparente para desenhar • Placa de Petri • Lugol (solução reveladora de amido) • Papel absorvente