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Resumo de cardiologia simulado 2: 1. LEMBRAR DA FISIOPATOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍADA E QUE A MESMA PODE GERAR EDEMA AGUDO DE PULMÃO. NA AUSCULTA PULMONAR PARA ESSE PROBLEMA TEREMOS CREPTOS. A Insuficiência Cardíaca é uma condição na qual o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente para atender às necessidades do corpo. Pode ocorrer devido a problemas nos ventrículos direito e/ou esquerdo. Sendo o esquerdo mais grave, pois o esquerdo leva o sangue para o resto do corpo. INSUFICIÊNCIA DIREITA INSUFICIÊNCIA ESQUERDA -Edema em MMII -Hepatomegalia -EDEMA PULMONAR -Dispneia do esforço OBS: O Edema pulmonar pode ocasionar: Aumento da Pressão Pós-Cárdica, Transudação de Líquido e Redução da Capacidade de Troca Gasosa. O que são creptações? Causa Diagnostico As crepitações são sons respiratórios anormais percebidos durante a ausculta pulmonar. No contexto da IC, as crepitações surgem devido à presença de líquido nos alvéolos e nos espaços intersticiais. A presença de crepitações em um paciente com sintomas de insuficiência cardíaca fortalece a suspeita de edema pulmonar agudo. 2. LEMBRAR DAS FASES DE REABILITAÇÃO (I, II, III E IV) REVISEM QUAL DESSAS FASES PRECISA DE MONITORAMENTO E QUAL FASE NÃO PRECISA DE MONITORAMENTO. VEJAM A RELAÇÃO DA QUANTIDADE DE METS EM CADA FASE (I- 1 A 3 METS / II – 4 A 6 METS / III 7 A 9 METS / IV > 9 METS) Fases Cardíacas: · Fase I – Fase Hospitalar (1 a 3 METs) Descrição Monitoramento Nível de Atividade -Esta fase ocorre enquanto o paciente ainda está internado após um evento cardíaco, como infarto do miocárdio ou cirurgia cardíaca. -O foco está na mobilização precoce e na orientação para reduzir o risco de complicações. - Requer monitoramento rigoroso. - Atividades de baixa intensidade. -Com consumo de 1 a 3 METs (equivalente a atividades leves como se vestir ou caminhar em curtas distâncias). -Baixo consumo de oxigênio. · Fase II – Fase Ambulatorial Inicial (4 a 6 METs) Descrição Monitoramento Nível de Atividade -Após a alta hospitalar, o paciente participa de sessões de reabilitação supervisionadas em um ambiente ambulatorial. -O foco é no aumento gradual da capacidade aeróbica e fortalecimento muscular. - É necessário monitoramento. - Atividades moderadas. -Com gasto energético de 4 a 6 METs, como caminhar em uma velocidade moderada ou andar de bicicleta leve. · Fase III Descrição Monitoramento Nível de Atividade - Esta fase envolve exercícios de intensidade mais elevada, com menos supervisão direta. -Focando na manutenção da capacidade física e na adaptação a atividades mais vigorosas. - O monitoramento pode ser reduzido, dependendo do risco individual do paciente. -Muitos pacientes nessa fase não precisam de monitoramento contínuo. - Exercícios mais intensos. -Com 7 a 9 METs, como atividades de resistência moderada e caminhada em ritmo acelerado. · Fase IV Descrição Monitoramento Nível de Atividade - Esta é a fase de manutenção a longo prazo, em que o paciente assume a responsabilidade por seu próprio programa de exercícios e estilo de vida saudável. - Não há necessidade de monitoramento supervisionado nesta fase. - Atividades com mais de 9 METs, como corrida ou exercícios intensos de resistência, ajustadas à capacidade e aos objetivos do paciente. Resumindo: - Monitoramento Necessário: Fases I e II. - Monitoramento Menos Necessário ou Não Necessário: Fases III e IV. 3. LEMBRAR DE CALCULAR A FREQUENCIA CARDÍACA MÁXIMA. Para esse calculo precisamos apenas de um dado, a idade do paciente. A formula é: “FCmáx=220−idade” EX1: Paciente de 40 anos FCmáx = 220 – 40 FCmáx = 180 bpm EX2: Paciente de 21 anos FCmáx = 220 – 21 FCmáx = 199 bpm 4. REVISAR ELETROCARDIOGRAMA (INCLUSIVE COMO IDENTIFICAMOS A FC ATRAVES DO ECG) – LEMBRAR DA FORMULA 1500/QUANTIDADE DE QUADRADINHOS PEQUENOS ENTRE AS ONDAS R). Para esse calculo deve prestar atenção no desenho. A formula do calculo é: FC= ____________________1500________________________ número de quadradinhos pequenos entre as ondas R As ondas R são de uma ponta a outra como mostra no desenho abaixo: No desenho mostra que tinha 15 quadradinhos, logo usando a formula ficaria: 1500 dividido por 15 = 100 bpm. 5. QUAIS OS SINAIS CLINICOS QUE CARACTERIZAM QUADRO DE HIPOTENSÃO POSTURAL? A hipotensão postural, também conhecida como hipotensão ortostática, é caracterizada por uma queda significativa na pressão arterial ao mudar de uma posição deitada para uma posição em pé. Uma queda de 20 mmHg ou mais na pressão arterial sistólica (o número superior). Ou uma queda de 10 mmHg ou mais na pressão arterial diastólica (o número inferior) · Sinais comuns: -Tontura ou vertigem: O sintoma mais frequente, ocorre devido à redução do fluxo sanguíneo cerebral. -Visão turva ou embaçada. -Fraqueza geral ou sensação de desmaio. -Confusão mental ou dificuldade de concentração: Causada pela diminuição temporária da oxigenação cerebral. -Náuseas. · Sinais de Alerta: - Síncope (desmaio) - Taquicardia reflexa: Em algumas pessoas, o coração acelera (taquicardia) como uma resposta para tentar compensar a queda de pressão. 6. REVISAR OS FATORES DE RISCO PARA CARDIOPATAS Demográfico Comportamental Risco Fisiológico Risco Ambiental -Genética -Idade -Sexo -Etnia -Tabagismo -Inatividade física -Estresse -Ansiedade -Hipertensão -Dislipidemia -Diabetes -Obesidade -Baixa demanda nutricional -Poluição do ar -Cenários sociais -Riscos ocupacionais Doenças que podem alterar ou complicar: Diabetes, HAS, renal crônica, pulmonar obstrutiva, DAC, síndrome metabólica, Dislipidemia. 7. FATORES MODIFICAVEIS E NÃO MODIFICAVEIS Fatores de Risco Não Modificáveis Fatores de Risco Modificáveis -Idade -Sexo -Histórico Familiar -Genética - Hipertensão Arterial - Colesterol Alto - Diabetes Mellitus - Obesidade - Sedentarismo - Tabagismo - Consumo Excessivo de Álcool 8. LEMBRAR QUE O MAPA É O EXAME DE ESCOLHA PARA MONITORAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL POR UM PERIODO DE 24 HS ININTERRUPTAS. Esse exame permite uma avaliação detalhada e dinâmica dos níveis pressóricos do paciente em diferentes momentos do dia e da noite, capturando variações que podem não ser observadas em uma medição isolada no consultório. Monitora continuamente a pressão arterial por um período de 24 horas. Este exame permite a detecção de padrões como a hipertensão noturna e a ausência de queda noturna da pressão arterial. O MAPA ajuda a diferenciar esses tipos de hipertensão ao monitorar a pressão fora do ambiente clínico. O exame também é útil para verificar o controle da pressão arterial em pacientes em tratamento anti-hipertensivo. · Indicações para MAPA: -Suspeita de hipertensão do avental branco ou hipertensão mascarada. -Avaliação de hipertensão resistente (não controlada com três ou mais medicamentos). - Pacientes com hipertensão secundária ou com alto risco cardiovascular. 9. REVISEM CALCULO DE FCT. Questão exemplo: Carla tem 22 anos, para realizar um treino físico controlado, foi definido que ela deverá manter sua frequência cardíaca em 50% da sua frequência cardíaca máxima (FCTM), calculada com base na sua idade. A frequência cardíaca de repouso de Carla foi medida e registrada como 60 bpm. RESPOSTA: a) Coleta de dados do enunciado: Idade de Carla = 22 anos Intensidade desejada = 50% ou 0,5 Frequência cardíaca de repouso = 60 bpm b) Calcular a Frequência Cardíaca Máxima: É calculada subtraindo a idade por 220, ou seja: 220 – 22 = 198 bpm c) Agora o cálculo final, seguindo essa formula: “FCT=FC_Repouso+(FCTM−FC_Repouso)×Intensidade” FCT = 60 + (198 – 60) x 0,5 FCT= 60 + 138 x 0,5 FCT = 60 + 69 = 129bpm image1.jpeg