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Ferramentas da Qualidade: DIAGRAMA DE ISHIKAWA 1 O que vamos ver no curso? O que é o Diagrama de Ishikawa; Quando usar o Diagrama de Ishikawa; Passo a passo para elaborar o Diagrama de Ishikawa; Como criar Diagramas de Ishikawa nos softwares Excel e Minitab; Exercícios e casos reais de aplicação do Diagrama de Ishikawa. Bem-vindo ao curso de Diagrama de Ishikawa! Neste curso você irá aprender esta que é umas das 7 ferramentas da qualidade ao lado do Fluxograma, do Gráfico de Pareto, do Histograma, da Folha de Verificação, do Gráfico de Controle e do Diagrama de Dispersão. O curso está estruturado de forma que você entenda o que é o Diagrama de Ishikawa, como ele pode ser utilizado, qual o passo a passo para elaborá-lo, como você pode utilizar os softwares Excel e Minitab para criar versões digitais, além de exercícios e casos reais de aplicação. 2 O diagrama de Ishikawa 3 Surgimento do Diagrama de Ishikawa Kaoru Ishikawa (1915-1989); Químico -> Universidade de Tóquio; JUSE (Japanese Union Scientists and Engineers); Ampla participação na qualidade; Qualidade ao longo do ciclo de vida do produto; Controle da qualidade para gerentes e executivos; Ampliação dos conceitos de gestão americanos; Causa e efeito: ferramenta para não especialistas. O nome Diagrama de Ishikawa é utilizado em homenagem ao seu criador Kaoru Ishikawa, japonês que viveu entre 1915 e 1989. Ele graduou-se em Química pela Universidade de Tóquio em 1939, instituição onde lecionou posteriormente na área de Engenharia. Em 1949, Ishikawa se juntou ao grupo de pesquisa de controle de qualidade da Japanese Union of Scientists and Engineers (JUSE). Teve papel chave no desenvolvimento de uma estratégia especificamente japonesa da qualidade: a ampla participação. A qualidade não existe somente de cima para baixo dentro da organização, mas começa e termina igualmente no ciclo de vida de produto. No final dos anos 50 e no início dos anos 60, Ishikawa desenvolveu cursos de controle da qualidade para executivos e gerentes. Ele traduziu, integrou e ampliou os conceitos de gestão americanos de W. Edwards Deming e Joseph M. Juran para o sistema japonês. Em 1943, veio o Diagrama de Causa-e- Efeito: uma ferramenta poderosa que pode ser usada facilmente por não- especialistas para analisar e resolver problemas. 4 O que é o Diagrama de Ishikawa É uma ferramenta da qualidade utilizada para representar a relação entre um efeito (oportunidade de melhoria, defeitos, eventos inesperados, reclamações de clientes, etc) e suas possíveis causas. Esta técnica é utilizada para descobrir, organizar e resumir conhecimento de um grupo a respeito das possíveis causas que contribuem para um determinado efeito. É um diagrama que serve de guia para que uma equipe analise um efeito a fim de entender quais são suas causas. Esses efeitos podem ser, por exemplo, defeitos em um processo, eventos inesperados e oportunidades de melhoria. Você pode encontrá-lo com diversos nomes: • Diagrama de Causa e Efeito; • Gráfico de Ishikawa; • Diagrama 6M; • Diagrama Espinha de Peixe. Ele é muito bom, porque organiza o raciocínio e estrutura as causas potenciais de determinado problema ou oportunidade de melhoria que necessite de resposta de forma gráfica e sintética para melhor visualização. 5 Quando usar o Diagrama de Ishikawa Analisar defeitos e insatisfações do cliente, buscando suas causas; Fornecer uma metodologia inicial para análise de um fenômeno, defeito ou oportunidade de melhoria; Guiar o brainstorming para entendimento de um problema; Identificar possíveis ações para se resolver um problema ou eliminar um evento negativo; Analisar criticamente o processo na fase Analyze do roteiro DMAIC em Projetos de Melhoria. Você pode utilizar o Diagrama para: • Analisar defeitos e insatisfações do cliente, buscando suas causas: o cliente reclamou de algum problema ou defeito num produto ou serviço adquirido por ele; • Fornecer uma metodologia inicial para análise de um fenômeno, defeito ou oportunidade de melhoria: é uma primeira abordagem para entender algum efeito de forma qualitativa; • Guiar o brainstorming para entendimento de um problema: as discussões são direcionadas para um determinado efeito, não se tornam reuniões vazias; • Identificar possíveis ações para se resolver um problema ou eliminar um evento negativo: gerar ideias e propor planos de ação, não ficar apenas na teoria; • Analisar criticamente o processo na fase Analyze do roteiro DMAIC em Projetos de Melhoria: nos cursos de lean seis sigma que seguem o roteiro DMAIC, como os oferecidos pela FM2S, o Diagrama de Ishikawa é utilizado na fase Analyze. No Define são fixados os objetivos do projeto de melhoria, no Measure são feitas a coleta e a análise dos dados para compreender como está o comportamento atual do processo em questão. Na fase Analyze o Diagrama de Causa e Efeito é uma das ferramentas de análise crítica do 6 processo. As principais saídas são planos de ação para desenvolvimento de mudanças que ocorrerão no Improve e serão monitoradas no Control. 6 Como elaborar o Diagrama de Ishikawa 7 A utilização do Diagrama de Ishikawa é dividida em 5 fases: Defina o seu efeito: é a fase em que é definido o defeito e seu contexto através da coleta de informação. A saída será o preenchimento do efeito no diagrama (preencher efeito); Defina a metodologia de início da discussão: definir como o efeito será abordado. O facilitador deve chegar com as causas definidas para evitar debates desnecessários. A saída é o preenchimento da causa no diagrama (preencher causa); Colete as subcausas prováveis: é a fase de geração de subcausas através do brainstorming. Quanto mais subcausas prováveis, mais rica será a proposição de ações corretivas (preencher subcausas); Revise o diagrama: combine subcausas, obtenha dados confiáveis, faça experimentos para saber quais causas são prováveis, priorize causas para atacar; Proponha ações corretivas: aprofunde-se nas causas priorizadas, proponha ações corretivas e execute-as. A definição do efeito O efeito pode ser um defeito, problema, evento inesperado ou oportunidade de melhoria. As informações podem ser fruto de: Fontes ativas: formulários, grupos focais, pesquisas de mercado, etc; Fontes reativas: reclamações dos clientes, SAC, Reclame Aqui. O efeito estudado através do diagrama de Ishikawa pode ser um defeito, problema, evento inesperado ou oportunidade de melhoria observado em um produto ou serviço. Esses efeitos podem ser obtidos através de duas fontes de informação: • Fontes ativas: a empresa busca a informação através de formulários, pesquisas de mercado, grupos focais, entre outros; • Fontes reativas: o cliente traz a informação através do reclame aqui, SAC, intermediadores (exemplo delivery de comida por aplicativo – Ifood recebe as reclamações e repassa) entre outros serviços de reclamação possíveis. São os clientes internos e externos que sugerem o efeito. Dizemos que estamos utilizando a ferramenta VOC (Voice of Customer) para coletar as informações. 9 Metodologia de discussão Dividir as causas principais em: Componentes; Processos; Afinidades; 6M (Mão de Obra, Máquina, Material, Medida, Meio Ambiente e Método); 4P (Procedimentos, Política, Pessoas e Planta). Depois que o efeito é definido, o responsável por conduzir a equipe a desvendar as causas e resolvê-las deve propor as causas antes de reunir a equipe. Isso é feito para que o debate não se prolongue e o tempo de todos seja utilizado da melhor maneira possível. Chamamos este responsável de facilitador. Existem algumas opções que facilitam a busca por causas por parte do facilitador. Ele pode estruturar as causas de algumas formas: • Componentes: dividir as causas do defeito de um produto ou serviço dividindo-os de acordo com seus componentes. Por exemplo, se o efeito é dor abdominal, as causas podemestar relacionadas aos órgãos desta região: esôfago, estômago, fígado, intestino, apêndice, vesícula, etc; • Processos: dividir as causas do defeito de um produto ou serviço dividindo-os de acordo com seus processos. Por exemplo, se o efeito é um molde industrial com defeito, as causas podem estar divididas entre os processos de desenvolvimento e fabricação do molde: projeto, planejamento, usinagem, bancada, etc; • Afinidades: dividir as causas do defeito de um produto ou serviço dividindo-os 10 de acordo com seus processos. Por exemplo, se o efeito é maquiagem craquelando, as causas podem estar relacionadas ao tipo de maquiagem: gel, pó solto, pó compacto, líquido, etc; • 6M: as causas são divididas em 6 categorias de acordo com as relações que tenha com cada uma. É mais utilizado em ambientes industriais: Mão de Obra: causas relacionadas as pessoas e suas atitudes; Máquina: causas relacionadas ao funcionamento de máquinas e equipamentos; Material: causas relacionadas com a conformidade dos materiais utilizados; Medida: causas relacionadas aos indicadores e sistemas de medição; Meio Ambiente: causas relacionadas ao local de trabalho; Método: causas relacionadas aos procedimentos, normas e práticas do trabalho. • 4P: as causas são divididas em 6 categorias de acordo com as relações que tenha com cada uma. É mais utilizado em efeitos da área de gestão: Procedimentos: causas relacionadas aos procedimentos e normas de trabalho; Política: causas relacionadas ao sistema de gestão adotado; Pessoas: causas relacionadas às pessoas envolvidas; Planta: causas relacionadas ao layout do local. 10 Brainstorming Explorar a potencialidade criativa de um grupo; Diversidade de pensamentos e experiências para gerar soluções inovadoras; Sugestão de qualquer pensamento ou ideia que vier à mente a respeito do tema tratado; Reunir o maior número possível de ideias, visões, propostas e possibilidades para solucionar problemas e entraves. Seguir as 4 regras para um brainstorming bem explorado: Críticas são rejeitadas; Criatividade é bem-vinda; Quantidade é importante; Combinação e aperfeiçoamento são necessários. O brainstorming ou tempestade de ideias é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um grupo (criatividade em equipe). A técnica propõe que o grupo se reúna e utilize a diversidade de pensamentos e experiências para gerar soluções inovadoras, sugerindo qualquer pensamento ou ideia que vier à mente a respeito do tema tratado. Com isso, espera-se reunir o maior número possível de ideias, visões, propostas e possibilidades que levem a um denominador comum e eficaz para solucionar problemas e entraves que impedem um projeto de seguir adiante. Para cada causa listada pelo facilitador são sugeridas diversas subcausas prováveis. Quanto mais ideias, maior a chance de encontrar as subcausas mais prováveis e corrigí- la. A equipe vai fazendo o brainstorming para cada causa até que esta se esgote e, assim, passe para a próxima. Uma dica para isso é perceber a diminuição de interação entre os participantes. Ao propor a equipe um brainstorming é importante que sejam seguidas 4 regras para que todas as possíveis causas sejam exploradas: • Críticas são rejeitadas: toda as ideias são importantes e não devem ser julgadas inicialmente; • Criatividade é bem-vinda: esta regra é utilizada para encorajar os participantes a sugerir qualquer ideia que lhe venha à mente, sem preconceitos e sem medo que isso o vá avaliar imediatamente. Quando se 11 segue esta regra, cria-se automaticamente um clima de brainstorming apropriado. Isso aumenta também o número de ideias geradas; • Quantidade é importante: quanto mais ideias forem geradas, maior a probabilidade de encontrar uma boa ideia. Quantidade gera qualidade; • Combinação e aperfeiçoamento são necessários: o objetivo desta regra é encorajar a geração de ideias adicionais para a construção e reconstrução sobre as ideias dos outros. É muito imp ortante contar com uma equipe multidisciplinar e que se sinta confortável em debater e propor ideias para que as causas de um efeito sejam desvendadas. As 4 regras devem estar claras para todos os envolvidos. 11 Passo a passo do Diagrama de Ishikawa Passo 1 Definição do efeito/problema Passo 2 Definição da metodologia pelo facilitador Passo 3 Reunião dos envolvidos Passo 4 Desenho do diagrama Passo 5 Preenchimento do efeito e das causas no diagrama Passo 6 Preenchimento das subcausas (brainstorming) Passo 7 Revisão do diagrama Passo 8 Finalização do diagrama Já vimos o preenchimento do efeito, das causas e das subcausas. Agora vamos entender a sequência lógica de tudo isso através do passo a passo da elaboração do Diagrama de Ishikawa: 1. Definição do efeito/problema: que foi feita pelo responsável através da voz do cliente por fontes ativas ou reativas; 2. Definição da metodologia pelo facilitador: sugestão das causas a partir da escolha da metodologia de estruturação que achar mais adequada; 3. Reunião dos envolvidos: nem todos os envolvidos precisam ser chamados. Opte por pessoas que realmente irão contribuir com as discussões; 4. Desenho do diagrama: o diagrama deve ser desenhado durante a reunião de brainstorming em lugar visível para todos; 5. Preenchimento do efeito e das causas no diagrama: o efeito definido no passo 1 deve ser colocado na “cabeça” do diagrama e as causas do passo 2 nas “pontas das espinhas”; 6. Preenchimento das subcausas (brainstorming): preencha as subcausas conforme for fazendo o brainstorming de cada causa. 7. Revisão do diagrama: combinar e rever as causas que são realmente prováveis. Comprovar com dados é sempre melhor; 8. Finalização do diagrama: definição das ações corretivas e priorização das 12 subcausas atacadas. 12 Diagrama de Ishikawa e outras ferramentas 5 Porquês Gráficos de Pareto Relatórios de não conformidade Como dito anteriormente, além da representação gráfica das possíveis causas o Diagrama permite a discussão sobre quais caminhos seguir e o mais importante: possibilita o desenvolvimento de planos de ação para melhorar o processo. Utilizamos outras ferramentas para auxiliar neste processo: 5 Porquês: é uma técnica de análise que parte da premissa que após perguntar 5 vezes o porque um problema está acontecendo, sempre relacionado a causa anterior, será determinada a causa raiz do problema ao invés da fonte de problemas. Ao ser utilizado com o Diagrama de Ishikawa permite que as causas sejam desdobradas a níveis que possam ser corrigidos de maneira permanente. Gráfico de Pareto: é um gráfico de barras que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, permitindo a priorização dos problemas. Utilizado em conjunto com o Diagrama de Ishikawa ajuda a determinar quais causas devem ser corrigidas prioritariamente. É uma das ferramentas da qualidade e também tem um curso da FM2S. Relatório de Não Conformidades: é uma ferramenta que registra todos os desvios ocorridos na produção, nos processos, nos produtos ou serviços de sua empresa. Indica onde estão os pontos fracos da empresa, no que se refere à excelência em qualidade esperada pelos gestores e pelos clientes. O Diagrama de Ishikawa é uma forma de entender os pontos fracos e priorizar ações corretivas. 13 Exemplos 14 Exemplo 1 - Lavanderia Uma lavanderia estava recebendo muitas reclamações de clientes sobre roupas manchadas e botões arrancados. Os colaboradores da lavanderia se reuniram para fazer um brainstorming e identificar as causas prováveis para estes problemas. Eles chegaram no Diagrama de Ishikawa apresentado a seguir. Preste atenção a versatilidade no uso da ferramenta. Neste exemplo o objetivo é entender as causas das reclamações dos clientes sobre um determinado problema ou efeito numa lavanderia. 15 Exemplo 1 - Lavanderia Note que o efeito é: Roupas manchadas e/ou botões arrancados. Neste caso os colaboradoresutilizaram os 6M para auxiliar na busca por prováveis causas destes problemas. A partir deste gráfico serão desenvolvidas ações sobre as subcausas com o objetivo de eliminar as roupas manchadas e os botões arrancados do processo e, consequentemente, reduzir as reclamações dos clientes da lavanderia. 16 Uma equipe de enfermagem de uma unidade hospitalar está investigando as causas do atraso entre uma cirurgia e outra. Através de uma reunião com os profissionais da área cirúrgica em que discutiram diversas possibilidades por meio da utilização de um brainstorming chegaram ao Diagrama de Causa e Efeito apresentado no próximo slide. Exemplo 2 – Equipe cirúrgica Neste exemplo o objetivo é entender as causas dos atrasos entre uma cirurgia e outra num ambiente hospitalar. 17 Exemplo 2 – Equipe cirúrgica O efeito deste exemplo é: atraso entre cirurgias. Neste caso as causas utilizadas são uma variação do 4P. A partir daqui, é possível que a equipe decida quais ações podem ser tomadas para atuar nas subcausas. Quantos mais dados a equipe tiver sobre os atrasos entre cirurgias, mais fácil será determinar quais subcausas necessitam de ações corretivas com mais urgência. Note que o Diagrama de Ishikawa pode ser utilizado para diferentes abordagens em diferentes áreas. 18 Case Prevenção de acidentes 19 O case a seguir é apresentado ao longo das etapas de utilização do Diagrama de Ishikawa para resolução de um problema. Fase 1– Contextualização e definição do efeito O Supervisor dos serviços de pintura de uma empresa escalou um pintor recém contratado e com pouca experiência para pintar uma sala de treinamento recém construída. Todas as atividades desenvolvidas por esse profissional até então haviam sido realizadas na oficina de pintura, local bem ventilado. Depois de conduzir o pintor até a sala, o supervisor limitou-se a dizer-lhe que usasse o respirador semi-facial, com filtro químico para vapores orgânicos. Como as janelas da sala estavam fechadas, depois de algumas horas a concentração de contaminantes químicos no ambiente havia aumentado bastante. Entretido na tarefa e querendo concluir logo o serviço o pintor não percebeu que o respirador não estava dando selagem, principalmente por causa da barba rala. Intoxicado, começou a passar mal, e foi socorrido pelo supervisor. A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) da empresa investigou o acidente com o objetivo de propor soluções de modo que este tipo de acidente não volte a ocorrer. Eles utilizaram o Diagrama de Ishikawa como ferramenta de auxílio. EFEITO: Fonte reativa: CAT Na fase 1 é feita a contextualização e definição do efeito. A CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) é uma fonte reativa, o problema já aconteceu e foi relatado. Neste caso, o efeito estudado é a Intoxicação. A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) investigou esta situação para entender as causas deste acidente de trabalho e propor ações preventivas. 21 Fase 2 – Metodologia de discussão METODOLOGIA PARA CAUSAS: Agentes responsáveis: Características pessoais; Ambiente de trabalho; Agentes materiais; Organização. CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA Na fase 2, o membro da CIPA responsável por conduzir este caso propôs a metodologia de discussão. Ele investigou o acidente de modo que as causas fossem atribuídas às ações de 4 diferentes agentes: • Características pessoais; • Ambiente de trabalho; • Agentes materiais; • Organização. Note que trata-se de uma variação do tradicional 4P. 22 Fase 3 – Coleta de subcausas Na fase 3, de coleta de dados, o brainstorming feito entre os membros da CIPA gerou um Diagrama de Ishikawa dividido nas 4 categorias definidas na fase 2. 23 Fase 4 – Revisão do Diagrama 1 2 3 4 Na fase 4 as subcausas levantadas na fase 3 foram revisadas. As ideias similares foram combinadas e as pouco prováveis foram descartadas. Nesta empresa, a CIPA utiliza uma FSP (Folha de Solução de Problemas). É um documento semelhante ao RNC (Relatório de Não Conformidades). Ele contém 4 partes: 1. Contextualização: descrição do problema a ser solucionado e identificação dos membros da equipe envolvida na solução deste problema; 2. Brainstorming: lista das ideias sugeridas pelos membros da equipe sobre as prováveis causas do problema; 3. Diagrama de Causa e Efeito: Diagrama de Ishikawa com as causas mais prováveis daquelas listas na parte 2. Este diagrama é a saída da fase 4 deste estudo de caso; 4. 5 Porquês e Planos de Ação: são desdobradas em mais níveis as 3 subcausas mais prováveis com o auxílio da técnica dos 5 porquês e são propostos planos de ação com seus respectivos responsáveis. 24 Causas de acidente Frequência Porcentagem Porcentagem acumulada Negligência instrução 15 36% 36% Falta de EPI 12 29% 64% Materiais perigosos 8 19% 83% Cansaço 3 7% 90% Escorregão 2 5% 95% Altura 1 2% 98% Estresse 1 2% 100% Total 42 100% 100% Causas de acidente de trabalho - 1997 a 2017 Data Registro do funcionário Nome do funcionário Hora do acidente Horas de trabalho Afastamento Parte do corpo Agente causador 10/01/2003 809506 João Chagas 09:30 02:30 Sim Mãos Negligência instrução 15/04/2003 809372 Augusto Moreira 15:15 08:15 Não Pés Falta de EPI 30/04/2004 809955 Darlan Albuquerque 10:45 03:45 Não Pulmão Materiais perigosos 11/07/2004 809756 Alzira dos Santos 16:00 09:00 Não Tronco Falta de EPI 01/07/2005 809456 Donizete Andriete 11:45 04:45 Não Rosto Negligência instrução 29/11/2005 809153 Angelo Clemente 13:15 06:15 Sim Pés Falta de EPI 02/02/2006 809175 Celso Acalá 14:30 07:30 Não Mãos Negligência instrução 31/05/2006 809216 Douglas Ferreira 08:30 01:30 Não Pés Falta de EPI 03/02/2007 809617 Murilo Bezerra 09:00 02:00 Não Pulmão Materiais perigosos 12/08/2007 809285 Carolina Marques 10:30 03:30 Não Tronco Falta de EPI ACIDENTES DE TRABALHO Fase 5 – Ações corretivas Na fase 5 a CIPA foi em busca de dados. Compilou todos os comunicados de acidente de trabalho (CAT) entre 1997 e 2017. Foram 42 acidentes neste período de 20 anos. Destes, 35 foram causados por 3 motivos, ou seja, 83% dos acidentes foram causados por: negligência de instrução, falta de EPI e uso de materiais perigosos. O Gráfico de Pareto foi utilizado para facilitar a visualização da frequência das causas de acidente de trabalho do período citado. A partir desta constatação, a CIPA priorizou ações que envolvessem a eliminação destes tipos de situação. 25 Fase 5 – Ações corretivas Local sem ventilação Fixar normas de procedimentos para ventilar o local Concentração elevada de contaminante químico Alertar para a importância de estar atento aos odores exalados no ambiente Exposição direta a agente químico Estabelecer pausas programadas durante a execução da atividade Uso de tintas e solventes Orientar sobre a necessidade de manter as latas de tinta e solvente fechadas, bem como sobre o uso de luvas de proteção. Alertar sobre riscos de não se adotar estas medidas Uso inadequado do respirador Realizar um programa de treinamentos para pintores sobre o uso adequado dos EPIs Ansiedade de acabar logo o serviço Estabelecer um tempo estimado para a execução do serviço Desconhecimento do risco Pôr em prática um programa de conscientização sobre os riscos da exposição a solventes e tintas Comunicação inadequada Promover curso de reciclagem para o colaborador Falta de treinamento Reforçar a importância da adoção de práticas seguras Ausência de normas e procedimentos de trabalho Estabelecer normas para as tarefas desenvolvidas no setor, incluindo tópicos sobre medidas de segurança Ambiente de trabalho Agentes materiais Características Pessoais Organização Espinha Causas Ações corretivas Na fase 5 foram listadas todas as ações corretivas. Note que a maior parte delas tem relação com melhoria das instruções de trabalho, de uso de EPIs e de armazenagem/utilização de materiais perigosos. O estudo e a implantação das ações corretivas foram realizados entre janeiro e fevereirocarregamento é realizada após o corte pela mesma máquina. Ou seja, a cana não fica mais no chão esperando para ser colocada no caminhão. A colheitadeira sobe a cana após o corte e já a deposita no caminhão que está ao seu lado. Estes avanços nos processos estão relacionados a análises críticas. Uma das ferramentas para este tipo de análise é o Diagrama de Causa e Efeito. 43 Case – Direito patrimonial Para ter uma estrutura padrão de análise crítica dos processos e se preparar para as adversidades de um julgamento, um advogado da área do direito patrimonial criou um Diagrama de Ishikawa para auxiliá-lo. Este caso real chama muito a atenção por tratar de um processo pouco conhecido do grande público. No entanto, os processos jurídicos são muito estudados do ponto de vista crítico e de melhoria. Cada vez mais, os profissionais desta área fazem uso de ferramentas da qualidade e de melhoria de processos para diminuir as burocracias e estruturarem melhor seus argumentos e estudos. 44 Case – Direito patrimonial O Diagrama abaixo foi utilizado pelo advogado num processo sobre cobrança de empréstimo consignado: Note que para cada novo processo ou direito em disputa é elaborado um novo diagrama. 45 Case – Direito patrimonial A partir das causas levantadas em conjunto com outros advogados do escritório, é possível se preparar para os possíveis questionamentos durante as etapas do processo e de seu julgamento; A criação de um banco de dados coletados a partir de diagramas anteriores também permite um preparo melhor em virtude da possibilidade de jurisprudência. O estudo fica mais organizado e direcionado. O advogado pode se concentrar nas áreas que são mais importantes com base nos dados passados e na constância da interpretação da lei. Este case de direito patrimonial foi retirado no dia 23/05/2018 do artigo A abordagem analítica do direito patrimonial com suporte da Tecnologia da Informação que pode ser consultado no site http://e-law.net.br/elaw-direito-civil-Ishikawa. 46 Revisão 47 Revisão Desenvolvido por Kaoru Ishikawa; Organiza o raciocínio e estrutura hierarquicamente as causas potenciais de determinado problema ou oportunidade de melhoria de forma gráfica e sintética; Fornece insumo para a tomada de decisão em relação a elaboração de planos de ação através da análise crítica do processo. De forma resumida, vimos que Kaoru Ishikawa foi quem desenvolveu o Diagrama de Causa e Efeito para que todos os envolvidos pudessem contribuir na resolução de um problema, independente de sua posição hierárquica na empresa. Ele é utilizado para guiar as discussões de uma equipe durante um brainstorming e mostrar de forma gráfica como podem ser desdobradas as causas de um problema ou oportunidade de melhoria num serviço ou produto. A partir dessas discussões serão decididas as ações a serem implantadas para a correção das causas dos problemas. 48 Revisão Defina o efeito e utilize brainstorming para encontrar causas prováveis; Siga as 4 regras do brainstorming para enriquecer o debate; Desenhe o diagrama em local de fácil visualização para todos; Utilize outras ferramentas como os 5 Porquês, o Gráfico de Pareto e a RNC para testar e priorizar as causas e definir os planos de ação; O diagrama de Ishikawa não é um exercícios de chutes numa sala fechada feito em 30 minutos. O efeito escolhido irá nortear todas as discussões, por isso contextualize-o bem e certifique-se de que ele é relevante. Faça o brainstorming com tempo e com calma. Não se esqueça das 4 regras para que ele seja bem explorado. Utilize o Diagrama de Ishikawa como parte de suas análises, mas não esqueça de que ele pode ser integrado com outras ferramentas. No site da FM2S você encontrará mais informações sobre os demais cursos de ferramentas da qualidade, além dos conteúdos sobre melhoria de processos. Lembre-se: O Diagrama de Ishikawa não é um exercício de chutes numa sala fechada feito em 30 minutos! Agora que você aprendeu a elaborá-lo utilize-o para realmente resolver seus problemas e estudar oportunidades de melhoria. 49carregamento é realizada após o corte pela mesma máquina. Ou seja, a cana não fica mais no chão esperando para ser colocada no caminhão. A colheitadeira sobe a cana após o corte e já a deposita no caminhão que está ao seu lado. Estes avanços nos processos estão relacionados a análises críticas. Uma das ferramentas para este tipo de análise é o Diagrama de Causa e Efeito. 43 Case – Direito patrimonial Para ter uma estrutura padrão de análise crítica dos processos e se preparar para as adversidades de um julgamento, um advogado da área do direito patrimonial criou um Diagrama de Ishikawa para auxiliá-lo. Este caso real chama muito a atenção por tratar de um processo pouco conhecido do grande público. No entanto, os processos jurídicos são muito estudados do ponto de vista crítico e de melhoria. Cada vez mais, os profissionais desta área fazem uso de ferramentas da qualidade e de melhoria de processos para diminuir as burocracias e estruturarem melhor seus argumentos e estudos. 44 Case – Direito patrimonial O Diagrama abaixo foi utilizado pelo advogado num processo sobre cobrança de empréstimo consignado: Note que para cada novo processo ou direito em disputa é elaborado um novo diagrama. 45 Case – Direito patrimonial A partir das causas levantadas em conjunto com outros advogados do escritório, é possível se preparar para os possíveis questionamentos durante as etapas do processo e de seu julgamento; A criação de um banco de dados coletados a partir de diagramas anteriores também permite um preparo melhor em virtude da possibilidade de jurisprudência. O estudo fica mais organizado e direcionado. O advogado pode se concentrar nas áreas que são mais importantes com base nos dados passados e na constância da interpretação da lei. Este case de direito patrimonial foi retirado no dia 23/05/2018 do artigo A abordagem analítica do direito patrimonial com suporte da Tecnologia da Informação que pode ser consultado no site http://e-law.net.br/elaw-direito-civil-Ishikawa. 46 Revisão 47 Revisão Desenvolvido por Kaoru Ishikawa; Organiza o raciocínio e estrutura hierarquicamente as causas potenciais de determinado problema ou oportunidade de melhoria de forma gráfica e sintética; Fornece insumo para a tomada de decisão em relação a elaboração de planos de ação através da análise crítica do processo. De forma resumida, vimos que Kaoru Ishikawa foi quem desenvolveu o Diagrama de Causa e Efeito para que todos os envolvidos pudessem contribuir na resolução de um problema, independente de sua posição hierárquica na empresa. Ele é utilizado para guiar as discussões de uma equipe durante um brainstorming e mostrar de forma gráfica como podem ser desdobradas as causas de um problema ou oportunidade de melhoria num serviço ou produto. A partir dessas discussões serão decididas as ações a serem implantadas para a correção das causas dos problemas. 48 Revisão Defina o efeito e utilize brainstorming para encontrar causas prováveis; Siga as 4 regras do brainstorming para enriquecer o debate; Desenhe o diagrama em local de fácil visualização para todos; Utilize outras ferramentas como os 5 Porquês, o Gráfico de Pareto e a RNC para testar e priorizar as causas e definir os planos de ação; O diagrama de Ishikawa não é um exercícios de chutes numa sala fechada feito em 30 minutos. O efeito escolhido irá nortear todas as discussões, por isso contextualize-o bem e certifique-se de que ele é relevante. Faça o brainstorming com tempo e com calma. Não se esqueça das 4 regras para que ele seja bem explorado. Utilize o Diagrama de Ishikawa como parte de suas análises, mas não esqueça de que ele pode ser integrado com outras ferramentas. No site da FM2S você encontrará mais informações sobre os demais cursos de ferramentas da qualidade, além dos conteúdos sobre melhoria de processos. Lembre-se: O Diagrama de Ishikawa não é um exercício de chutes numa sala fechada feito em 30 minutos! Agora que você aprendeu a elaborá-lo utilize-o para realmente resolver seus problemas e estudar oportunidades de melhoria. 49