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Fisiologia respiratória E1 - Gustavo Henrique dos Santos Silva Introdução Necessidade de O2 pelos tecidos - dependência para exercer funções normais. CO2 é o principal produto final do uso de O2. Função da respiração: prover O2 aos tecidos e remover CO2. Quatro componentes principais: 1 - Ventilação pulmonar - influxo e efluxo atmosfera-alvéolo 2 - Difusão de O2 e CO2 alvéolo-sangue 3 - Transporte de O2 e CO2 no sangue e sua troca com os tecidos do corpo 4 - Regulação da ventilação e outros aspectos da ventilação Anatomia Do nariz aos alvéolos Laringe Traquéia Brônquios Pulmões Pleura Anatomia - laringe Nível C4-C6 Cartilagens: Tireoide Cricoide Aritenoides Epiglote Anatomia - traquéia e brônquios Abaixo da cricoide até a carina Divide em BE e BD ao nível de T5-T6 Angulação dos brônquios Anatomia - Pulmões e pleura Direito - 3 lóbulos Esquerdo - 2 lóbulos 23 divisões de VA entre traqueia e alvéolos Musculatura lisa Anatomia - Pulmões e pleura Duplo suprimento sanguíneo Circulação pulmonar 25/10mmHg Baixa pressão Baixa resistência Circulação brônquica Hipóxia induz aumento da RVP Mecanismo de respiração Para haver fluxo é necessário haver gradiente de pressão 5 cmH20 para respiração espontânea Expiração: pressão intra alveolar levemente elevada Vias motoras Principal músculo é o diafragma Suprido pelo nervo frênico (C3-C5) Músculos intercostais (T1-T2) Exercício: musculatura da parede abdominal e intercostais externos Controle central Centro respiratório - base encéfalo produz atividade respiratória automática. Principal localizado no assoalho do quarto ventrículo - inspiratório dorsal e expiratório ventral Centro apnêustico - estimula inspiração Centro pneumotáxico - encerra a inspiração - inibe grupo dorsal Controle voluntário - córtex cerebral Quimiorreceptores Localização central e periférica Central - medula - hidrogênio iônico no LCR, determinada pela CO2 que se difunde livremente pela BHE (PaCO2). Corpo carotídeo e aorta - respondem a queda de O2 e elevação do CO2 - ativados em altitudes elevadas, doenças crônicas, cursa com aumento do bic Volumes respiratórios VC x FR = volume minuto Nem todo o volume corrente toma parte na troca respiratória Espaço morto anatômico (150ml/30% VC) Porção que faz troca = ventilação alveolar CRF é o volume que permanece no pulmão após uma expiração normal Volumes respiratórios Volumes respiratórios VC - volume de ar inspirado/expirado em cada respiração normal VRI - volume extra de ar que pode ser inspirado com força total, além do VC normal VRE - máximo volume extra de ar que pode ser expirado na expiração forçada VR - volume de ar que fica nos pulmões após a expiração mais forçada Capacidades pulmonares Capacidade inspiratória - VC + VRI CRF - VRE + VR CV - VRI + VC + VRE CPT - CV + VR Resistência / Complacência Pulmão repousa no ponto da CRF Resistência = ação contrária ao fluxo Complacência = capacidade de distensão/elasticidade. Alteração de volume por unidade de pressão (dV/dP) - normal: 200ml/cm pressão de água transpulmonar Para mover - necessário vencer resistência da VA e complacência do pulmão/parede torácica Trabalho da respiração Energia utilizada para sobrepujar resistência aérea e complacência. Energia utilizada para superar resistência aérea é dissipada em forma de calor Energia utilizada para superar complacência convertida em potencial energético para os tecidos elásticos. Outra parte é usada para efetuar o trabalho da respiração. Três frações: 1 - Trabalho de complacência/elástico - força elástica pulmão e tórax 2 - Resistência tecidual - sobrepujar a viscosidade pulmonar 3 - Resistência das vias aéreas Difusão Troca gasosa alvéolo pulmonar através de uma membrana delgada. Contato de sangue com o alvéolo por 0,75s. Atinge completo equilíbrio em ⅓ do percurso. Ocorre nos alvéolos, sacos alveolares, ductos alveolares e bronquíolos respiratórios Durante exercício o fluxo é mais rápido, diminuindo a quantidade de tempo disponível para a troca. O CO2 tem difusão 20x mais rápida que o O2. Ventilação/perfusão Ventilação e perfusão não são distribuídas uniformemente através da superfície pulmonar As bases recebem quantidades maiores do que os ápices Bases mais complacentes Ventilação / perfusão Desequilíbrios na relação V/Q podem levar a hipóxia ou acúmulo de CO2 Diminuição da relação: perfunde, mas não ventila Aumento da relação: ventila, mas não perfunde - espaço morto fisiológico Shunt> V/Q = 0. Fechamento/bloqueio da passagem aérea - necessidade de restaurar a ventilação nessas áreas (PEEP, por exemplo) Surfactante Substância secretada pelos pneumócitos tipo II responsável por diminuir a tensão superficial da superfície respiratória Aumento da complacência pulmonar, evita colapso alveolar e reduz extravasamento de fluído dos capilares pulmonares Transporte de O2 Índice atmosférico de 159,6 mmHg (21%) Oxigênio transportado pela Hb e uma pequena porção dissolvida no plasma Sofre 3 etapas de declínio até alcançar o sangue arterial 1 - Umidificação no trato respiratório superior (redução para 148) 2 - Troca alveolar por CO2 (redução para 108) 3 - Shunt fisiológico (redução para 100) -> PaO2 alveolar Transporte de O2 1g Hb pode carregar até 1,34 ml O2. PO2 100 mmHg a Hb estará saturada em 97% Conc Hb 150g/l - 200 ml O2/l - 5L/min - 1000 mL/min, sendo usados 259ml/min Sat periférica sangue venoso 75% Exercício Consumo pode se elevar de 250 até 3000 ml/min Ocorre aumento do DC Nível de oxigênio não atingindo as necessidades = início do metabolismo anaeróbio Altitude Baixa PO2 arterial Quimiorreceptores periféricos ocasionam hiperventilação. Ocorre decréscimo na PCO2. Quimiorreceptores centrais limitam a resposta hiperventilatória Causas de hipóxia Hipoxêmica: PO2 inadequada Anêmica: anemia grave, baixo transporte de O2 Circulatória/estagnante: falência circulatória, baixa perfusão tecidual Citopática/histotóxica: processos metabólicos diminuídos, bloqueando o uso de O2 pela célula, mesmo com aporte normal. Causa comum: intox cianeto. Bibliografia Guyton e Hall - Tratado de fisiologia - 13a edição Manual de terapia intensiva - AMIB - cap 17