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• Isabel de Castela e Fernando de Aragão aceitam patrocinar uma 
expedição para as Índias com a obrigação de catequizar e levar 
o evangelho aos territórios ocupados;
• Nina, Pinta e Santa Maria são os navios que rasgaram o Oceano 
Atlântico em direção às Índias Orientais, lideradas por Colombo;
• Chegada no Caribe;
• Colombo tinha certeza de haver chegado às Índias. Foi somente 
com seu retorno à América (1498), que começou a entender 
que se tratava talvez de um novo continente;
• O desbravamento dos mares pelos espanhóis obrigou a deter-
minação de um tratado que definiria a área de navegação e ex-
ploração para espanhóis e portugueses; 
• 1493: Tratado da Bula Inter Coetera – 100 léguas a partir de 
Cabo Verde; 1494: Tratado de Tordesilhas – 370 léguas a partir 
de Cabo Verde.
• Francisco I, da França: “Quero ver o Tratado de Adão que divide o 
mundo entre portugueses e espanhóis”. 
Portugal se volta para a América, mas nem tanto
• Expedições piratas invadiram o território americano em busca 
de riquezas, além de confrontar as determinações dos tratados 
de divisão e exploração marítima do mundo;
• Espanhóis encontram grandes jazidas de ouro na América; 
• Em meio à tentativa de circundar a África e chegar às Índias (fei-
to conseguido em 1498), Pedro Álvares Cabral chega, em 1500, 
ao Brasil, para garantir a tomada do território que até então lhe 
pertencia apenas no mapa. Vale ressaltar que Cabral era nave-
gador experiente, que já havia estado nas Índias;
• Carta de Pero Vaz de Caminha e primeiro contato com os índios; 
• Período Pré-Colonial (1500-1530): Estabelecimento de Feitorias 
e expedições de reconhecimento;
• Desinteresse da Metrópole na ocupação da Colônia;
• Primeiro ciclo econômico: Exploração do pau-brasil. Utilização da 
mão de obra indígena, primeiramente com o uso de escambo, 
depois a imposição da escravidão. 
Formação do Estado Português
• Desde o século VIII, os reinos de Leão, Castela, Navarra e Ara-
gão empregavam meios para expulsar os mouros da Península 
Ibérica. Esses esforços eram, entretanto, sem efeito, pois eram 
isolados;
• Afonso VI, rei de Castela, ofereceu terras e a mão de suas filhas 
para aqueles que expulsassem os islâmicos da Península. Os ir-
mãos Raimundo e Henrique de Borgonha alcançaram sucesso 
na empreitada;
• Henrique de Borgonha recebe o Condado Portucalense e casa-
-se com Teresa. O casal tem um filho, D. Afonso Henrique;
• A morte de Henrique de Borgonha cria instabilidade no reino e 
Afonso Henrique reúne meios militares para garantir a unidade 
do Reino, emancipando o Condado Portucalense. Era a funda-
ção de Portugal;
• Unidade do Estado Português proporciona vantagens competi-
tivas, como definição territorial, impostos, exército e identidade 
nacional definida.
• De 1383 a 1385 ocorre a Revolução de Avis, que dá fim à dinas-
tia de Borgonha e alavanca a mentalidade burguesa na adminis-
tração do Estado; 
• 1415, início da Expansão Marítima com a tomada de Ceuta, no 
norte da África.
• Emprego de grande capacidade financeira no avanço para o 
mar; 
• Constituição de feitorias e colônias ao longo da Costa Africana; 
• Além do domínio de técnicas navais, Portugal tinha capital para 
investir na empreitada marítima e encontrou navegadores com 
espírito suficientemente aventureiro para encarar o desafio de 
se lançar ao desconhecido.
A Concorrência espanhola
• Cristóvão Colombo, italiano, busca patrocínio para provar que 
as Índias Orientais ficavam mais próximas da Europa se a nave-
gação fosse feita em direção ao Oriente; 
AULA O1
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01. (UEL) Por volta do século XVI, associa-se à formação das monar-
quias nacionais europeias:
a) a demanda de protecionismo por parte da burguesia mercantil emer-
gente e a circulação de um ideário político absolutista.
b) a afirmação político-econômica da aristocracia feudal e a sustentação 
ideológica liberal para a centralização do Estado.
c) as navegações e conquistas ultramarinas e o desejo de implantação 
de uma economia mundial de livre mercado.
d) o crescimento do contingente de mão de obra camponesa e a pre-
sença da concepção burguesa de ditadura do proletariado.
e) o surgimento de uma vanguarda cultural religiosa e a forte influência 
do ceticismo francês defensor do direito divino dos reis.
 
02. (PUC-MG) A Revolução do Mestre de Avis (1383-1385) possibilitou 
a ascensão de uma nova dinastia em Portugal, com d. João I, estenden-
do-se até 1580, quando ocorreu a União Ibérica. A vitória de d. João I, 
o mestre de Avis:
a) implicou uma reorientação da política expansionista portuguesa, 
ameaçando os interesses espanhóis na região de Flandres.
b) proporcionou o alargamento territorial com uma política agrária 
agressiva, visando à obtenção de recursos destinados à colonização ul-
tramarina.
c) contou com o apoio da França contra a Inglaterra e a Espanha, países 
rivais de Portugal nas disputas ultramarinas.
d) deu uma nova orientação à política expansionista, voltando-se para o 
ultramar, sendo a conquista de Ceuta seu marco inicial.
e) viabilizou a organização da expedição de Vasco da Gama, com o Erá-
rio Real destinando somas elevadas para o empreendimento.
 
03. (UFPE) Durante toda a Baixa Idade Média, a península Ibérica es-
teve envolvida:
a) em guerras entre os reinos de Portugal e de Navarra.
b) na Guerra de Reconquista, em que os reinos cristãos lutaram contra 
os muçulmanos.
c) na guerra contra a formação dos Estados modernos europeus.
d) com a conquista da África e da Ásia. 
 
04. (UFC-CE) Dispostos a participar do lucrativo comércio de especia-
rias, realizado pelos portos do Levante Mediterrâneo e controlado 
pelos venezianos, os portugueses buscaram um caminho alternativo. 
Em 1498, Vasco da Gama conseguiu chegar à Índia:
a) através dos portos do Poente Mediterrâneo.
b) utilizando as antigas rotas terrestres do Meio Oriente.
c) utilizando o canal do Panamá.
d) circunavegando a África.
05. (Cesgranrio-RJ) O descobrimento do Brasil foi parte do plano im-
perial da Coroa portuguesa, no século XV. Embora não houvesse inte-
resse específico de expansão para o Ocidente:
a) a posse de terras no Atlântico Ocidental consolidava a hegemonia 
portuguesa neste oceano.
b) o Brasil era uma alternativa mercantil ao comércio português no 
Oriente.
c) o desvio da esquadra de Cabral seguia a mesma inspiração de Colom-
bo para chegar às Índias.
d) a procura de terras no Ocidente foi uma reação de Portugal ao Trata-
do de Tordesilhas, que o afastava da América.
 
06. (UFMG) Todas as alternativas apresentam fatores que explicam 
a primazia dos portugueses no cenário dos grandes descobrimentos, 
exceto:
a) a atuação empreendedora da burguesia lusa no desenvolvimento da 
indústria náutica.
b) a localização geográfica de Portugal, distante do Mediterrâneo Orien-
tal e sem ligações comerciais com o restante do continente.
c) a presença da fé e o espírito da cavalaria e das Cruzadas que atribuíam 
aos portugueses a missão de cristianizar os povos chamados “infiéis”.
d) o aparecimento pioneiro da monarquia absolutista em Portugal, res-
ponsável pela formação do Estado moderno.
 
07. (Fuvest-SP) “Antigamente, a Lusitânia e a Andaluzia eram o fim 
do mundo, mas agora, com a descoberta das Índias, tornaram-se o 
centro dele”. Essa frase, de Tomás de Mercado, escritor espanhol do 
século XVI, referia-se: 
a) ao poderio das monarquias francesa e inglesa, que se tornaram cen-
trais desde então.
b) à alteração do centro de gravidade econômica da Europa e à impor-
tância crescente dos novos mercados.
c) ao papel que os portos de Lisboa e Sevilha assumiram no comércio 
com os marajás indianos.
d) ao fato de a América ter passado a absorver, desde então, todo o 
comércio europeu.
e) ao desenvolvimento da navegação a vapor, que encurtava distâncias.
08. (Fuvest-SP) Sobre o Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de ju-
nho de 1494, pode-se afirmar que objetivava:
a) demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendocomo 
elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial maríti-
ma.
b) estimular a consolidação do reino português, por meio de exploração 
das especiarias africanas e da formação do exército nacional.
c) impor a reserva de mercado metropolitano, por meio da criação de 
um sistema de monopólios que atingia todas as riquezas coloniais.
d) reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Medi-
terrâneo para o Atlântico, depois das expedições de Vasco da Gama às 
Índias. 
 
09. (UEL-PR) Para compreender a expansão marítima nos séculos XV 
e XVI, é necessário considerar a importância da cartografia. Sobre o 
tema, é correto afirmar que os cartógrafos representaram o mundo:
a) valendo-se de conhecimentos acumulados e transmitidos por meio 
da filosofia, da astronomia e da experiência concreta.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
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b) desconhecendo o valor político de sua arte de cartografar para os 
rumos da rivalidade castelhano-portuguesa.
c) ignorando a hagiografia medieval e as crenças na existência de mons-
tros marinhos e de correntes de ventos nos oceanos.
d) confirmando os conhecimentos estáticos sobre o planeta, resultan-
tes da observação direta dos espaços desconhecidos.
 
10. (Espcex (Aman) 2015) “Os primeiros trinta anos da História do 
Brasil são conhecidos como período Pré-Colonial. Nesse período, a 
coroa portuguesa iniciou a dominação das terras brasileiras, sem, no 
entanto, traçar um plano de ocupação efetiva. […] A atenção da bur-
guesia metropolitana e do governo português estavam voltados para 
o comércio com o Oriente, que desde a viagem de Vasco da Gama, no 
final do século XV, havia sido monopolizado pelo Estado português. 
[…] O desinteresse português em relação ao Brasil estava em confor-
midade com os interesses mercantilistas da época, como observou 
o navegante Américo Vespúcio, após a exploração do litoral brasilei-
ro, pode-se dizer que não encontramos nada de proveito”. (Berutti, 
2004.)
Sobre o período retratado no texto, pode-se afirmar que o(a) 
a) desinteresse português pelo Brasil nos primeiros anos de coloniza-
ção, deu-se em decorrência dos tratados comerciais assinados com a 
Espanha, que tinha prioridade pela exploração de terras situadas a oes-
te de Greenwich. 
b) maior distância marítima era a maior desvantagem brasileira em re-
lação ao comércio com as Índias. 
c) desinteresse português pode ser melhor explicado pela resistência 
oferecida pelos indígenas que dificultavam o desembarque e o reco-
nhecimento das novas terras. 
d) abertura de um novo mercado na América do Sul, ampliava as possi-
bilidades de lucro da burguesia metropolitana portuguesa. 
e) relativo descaso português pelo Brasil, nos primeiros trinta anos de 
História, explica-se pela aparente inexistência de artigos (ou produtos) 
que atendiam aos interesses daqueles que patrocinavam as expedições.
Gabarito
1. A 2. D 3. B 4. D 5. A
6. B 7. B 8. A 9. A 10. E

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