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Gestão de Suprimentos Organizações que compõe a cadeia de Suprimentos Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Esp. Washington Luís Reis Revisão Textual: Profa. Ms. Rosemary Toffoli V1. 1 5 • Visão Geral da Cadeia de Suprimentos e suas Organizações • Organizações de Fornecimento • Organizações de Produção Para facilitar o seu aprendizado desenvolveremos as seguintes atividades: “Mapa Mental”, em que você terá uma visão geral da disciplina através de uma fi gura, que mostrará o encadeamento dos conteúdos a serem abordados, tais como, gestão dos estoques e transporte; “Contextualizando”, em que você conhecerá, através de textos ou vídeos, algum assunto que tenha relação com o conteúdo estudado nesta unidade; “Texto Teórico”, aqui você se aprofundará nos conceitos propostos nesta unidade, através da leitura de textos, gráfi cos, tabelas, fi guras que contribuirão para o seu aprendizado; “Apresentação Narrada”, depois da leitura anterior você poderá consolidar os conhecimentos ouvindo uma narração dos principais conceitos apresentados; “Sistematização”, nesta atividade você colocará em pratica os conhecimentos adquiridos; “Aprofundamento”, em que faremos uma discussão mais aprofundada dos conceitos aprendidos na unidade; “Avaliação”, nesta atividade você demonstrará os conhecimentos adquiridos através da realização de exercícios; “Material Complementar”, aqui você encontrará fontes de materiais onde poderá se aprofundar nos conhecimentos da disciplina. · O objetivo desta unidade será conhecer as organizações que compõe a cadeia de suprimentos. Dessa forma, vamos entender como funcionam as organizações de fornecimento, identifi car as organizações de produção e defi nir as organizações de distribuição. Organizações que compõe a cadeia de Suprimentos • Organizações de Distribuição 6 Unidade: Organizações que compõe a cadeia de Suprimentos As empresas lutam diariamente para alcançar seus objetivos e, para isso, utilizam-se de diversas técnicas e ferramentas modernas de planejamento e gestão. Mas o ponto de partida para que uma organização obtenha sucesso é o estabelecimento de uma estratégia calcada na visão dos seus principais executivos. Ter um excelente produto não é a garantia de sucesso. A empresa precisa conhecer o mercado que vai atuar, seus concorrentes, fornecedores, clientes. Além disso, precisa saber qual a possibilidade de novos concorrentes e produtos substitutos entrarem neste mercado. Qual o retorno desejado e mínimo, como satisfazer os clientes e colaboradores e como ter processos de trabalho efi cientes e efi cazes, são outras condições básicas que se deve conhecer. Mas a realidade de um grande número de empresas contrasta com estas condições mínimas de planejamento e estratégia, como demonstram as informações a seguir: • Menos de 10% das estratégias formuladas pelas empresas são de fato implementadas. Na maior parte das falhas não é a estratégia que é ruim, e, sim, a sua implementação (Revista Fortune). • No mercado global e competitivo nunca a formulação de uma estratégia empresarial foi tão importante (Business Week). • Mais de 70 % das empresas brasileiras não atrelam incentivos, remuneração e orçamento com suas estratégias. Dentro deste contexto, o que as empresas podem fazer para se destacar e obter sucesso? Como estabelecer uma estratégia que atenda aos acionistas, aos clientes, colaboradores e que diferencie a empresa de seus concorrentes? Como envolver seus colaboradores com os objetivos traçados pela estratégia da empresa e como motivá-los a inovar nos processos e criar novos produtos? A resposta parece estar entre as empresas que compõe as cadeias de suprimentos do setor varejista no Brasil. Supermercados, Home Center´s, lojas de departamento são exemplos de organizações brasileiras que estão se destacando e atraindo investidores internacionais. Pão de Açúcar, Carrefour, Merloy Merlin, C&C, C&A são alguns dos exemplos de empresas que veem atendendo muito bem ao mercado consumidor e dando excelentes resultados aos seus acionistas. Vamos estudar nesta unidade empresas como estas e entender todas as organizações que compõe uma cadeia de suprimentos. Contextualização 7 O principal foco das cadeias de suprimentos no mundo dos negócios atualmente é o cliente fi nal. Nesse sentido, todas as organizações que compõe uma cadeia devem dirigir seus esforços para entregar sempre o melhor produto, a um preço competitivo, no lugar desejado pelo cliente e dar toda assistência que este necessitar. Cada organização deve prestar sua colaboração no sentido de agregar valor ao produto ou ao serviço a ser entregue. Além disso, cada organização deve pensar como suas ações poderão impactar o restante da cadeia. O resultado global, ou seja, o valor agregado do produto fi nal deve ser a meta de todos os componentes da cadeia. Não interessa uma organização alcançar bons resultados nas suas operações se ao fi nal da cadeia o cliente não for atendido. O cliente fi nal não quer pagar contas adicionais para sustentar alguma etapa da cadeia. Com o passar do tempo cada componente da cadeia desempenhou um papel de liderança. Os atacadistas, principalmente na época da alta da infl ação, desempenharam papel de destaque sendo um elo importante entre os produtores e o mercado consumidor. Os fabricantes em outras épocas ditavam os produtos a serem consumidos. Atualmente as grandes redes varejistas, que estão mais próximas dos clientes fi nais, tem desempenhado o papel de liderança. Com o advento da Internet e do comercio eletrônico os papéis de liderança se confundem e dão cada vez mais força ao cliente fi nal que decide com muita facilidade o que, onde e de quem comprar. Neste sentido as estratégias a serem implementadas, pelas organizações que compõe as cadeias de suprimentos, não deve ser a de briga pelo poder, mas sim o modo como colaborar no processo de atendimento do cliente fi nal. As organizações de fornecimento são aquelas que irão disponibilizar serviços e produtos que serão transformados e entregues aos clientes fi nais. Estas organizações estão situadas no inicio da cadeia de suprimentos. São exemplos de organizações de fornecimentos uma siderúrgica que fornece aço para a indústria automobilística, uma transportadora que leva os produtos da siderúrgica para a indústria automobilística e todas as outras empresas que fornecem para a indústria automobilística produtos e serviços que serão utilizados para a fabricação dos veículos. No mundo competitivo existente atualmente cada empresa deve focar no seu papel principal e desenvolver parcerias com fornecedores que irão atender as suas necessidades de produção. No exemplo da cadeia automobilística temos um conjunto de empresas que fornecem para as montadoras uma série de produtos em que são especialistas (pneus, baterias, freios, amortecedores, estofamentos, componentes eletrônicos, etc.). A partir deste conjunto de fornecimentos a 1. Visão Geral da Cadeia de Suprimentos e suas Organizações Organizações de Fornecimento 8 Unidade: Organizações que compõe a cadeia de Suprimentos montadora se dedica a “montar” o veículo a partir de um projeto por ela desenvolvido. Neste cenário as empresas devem dedicar esforços para estabelecer parcerias com seus fornecedores, defi nindo claramente as responsabilidades de cada um quanto ao tipo de produto a ser fornecido, ao volume a ser entregue, aos preços a serem praticados, as garantias concedidas, os prazos de entrega etc. Como o mercado (clientes fi nais) está cada vez mais exigentes, as parcerias mais bem sucedidas são aquelas que reconhecem a necessidade contínua de melhorar todos os aspectos da cadeia de suprimentos com uma visão mais ampla. Em outras palavras, podemos dizer que a gestão da cadeia de suprimentos deve ser feita em função da demanda, ou seja, buscando atender às necessidades do cliente fi nal. As parcerias envolvendo as organizações de fornecimento não devemfocar exclusivamente a questão de preços. Sem dúvida o preço é um dos mais importantes quesitos no estabelecimento de um relacionamento comercial. Mas outras questões, também importantes devem ser consideradas, tais como: qualidade, assistência técnica e garantias, capacidade quanto ao atendimento de grandes volumes, prazos de entrega, prazos de pagamento, etc. Todo este relacionamento deve estar combinado em contratos bem negociados, discriminando responsabilidades e deveres de ambas as parte e até mesmo medidas de desempenho. Para atender as expectativas dos clientes as organizações de fornecimento veem se modernizando e procurando alternativas que melhorem o seu desempenho e o da cadeia de suprimentos. Altos investimentos em tecnologia veem sendo feitos para permitir a troca de informações via internet ou EDI, possibilitando um fl uxo automático e transparente de pedidos e seu rastreamento nos diversos pontos da cadeia. Os produtos também estão sendo identifi cados eletronicamente (códigos de barras, chips etc.), o que facilita os processos de embarque, desembarque, recebimento e conferência, controle de qualidade, controle de estoque etc. Outra questão vital, em que as organizações de fornecimento têm seu desempenho medido e, portanto, veem fazendo grandes investimentos, são os processos de entrega, que devem ser cada vez mais rápidos e em lotes menores. Nesse sentido os investimentos em embalagens, paletização, frota de veículos especializada e dedicada, rastreamento das entregas eletronicamente via internet, roteirização de entregas etc. têm sido amplamente utilizados. Todas estas medidas operacionais visam à redução dos tempos de ciclo dos pedidos, que é o tempo compreendido entre o momento que o cliente faz o pedido até o momento em que ele o recebe, e na redução dos estoques. Lembrando que a redução dos estoques deve ser sempre perseguida, já que geram os maiores custos nas cadeias de suprimentos, desde que a disponibilidade de produtos aos clientes não seja afetada. A perda de uma venda, que pode gerar a perda de um cliente, por falta de estoques, pode trazer perdas de credibilidade altamente danosa para as empresas. As organizações de fornecimento devem dedicar especial atenção ao nível de serviço oferecido aos seus clientes. Os processos devem ser constantemente melhorados para o correto atendimento dos pedidos quanto à data de entrega, local de entrega, tipos e quantidades de produtos, formas de pagamento etc. Entregar um pedido fora do prazo, com produtos errados ou danifi cados, em local errado, pode comprometer todo o relacionamento comercial entre o fornecedor e o cliente. Em 9 algumas situações em que os erros acontecem, a organização de fornecimento será medida pelo tempo e pela forma em que os resolverá. Assumir o erro e corrigi-lo rapidamente e de forma impecável tornará a empresa mais competitiva. A tendência natural é que os clientes estabeleçam parcerias com poucos fornecedores, aproximando-se cada vez mais daqueles mais confi áveis. Os principais critérios pelos quais os fornecedores são medidos podem ser resumidos no “Quadro 1” a seguir: Quadro 1 – Critérios para fornecedores Fonte: adaptado pelo autor de Betaglia 2010 As organizações de produção são aquelas que em seu modelo preveem a entrada de recursos (materiais, mão de obra, equipamentos etc.) e na sua transformação em produtos e serviços que serão oferecidos ao mercador consumidor. Quando pensamos em uma organização de produção logo imaginamos o cenário de uma fábrica, com seus equipamentos, plantas industriais e linhas de montagem, onde diversas técnicas e métodos produtivos são empregados para atividades repetitivas, atualmente robotizadas, sempre buscando a mais produtividade possível (volumes maiores com custos menores). Mas hoje em dia estas técnicas e métodos são empregados em outros segmentos, com em serviços (hotéis, empresas de engenharia e arquitetura etc.), hospitais, bancos, lojas varejistas. As transformações dos recursos em produtos e serviços para o consumo fi nal estão vinculadas a características peculiares, tais como tipos de materiais físicos, processos de informação e características dos consumidores, e estão retratadas na “Quadro 2” a seguir: Quadro 2 – Processor de informação e cracterísticas dos consumidores Características físicas • Nas fábricas as características de peso, volume, composição das materias primas são transformadas. Os recursos de informações, diferentemente das matérias primas, não tem características físicas. Localização Organizações de Produção 10 Unidade: Organizações que compõe a cadeia de Suprimentos • As transportadoras transformam os locais onde estão os produtos, deslocando-os entre os pontos da cadeia de suprimentos. É a capacidade de transportar algo. Armazenagem • Distribuidores e atacadistas tem a capacidade de armazenar produtos. É um ponto de transição entre os estágios da cadeia de suprimentos. Posse • No processo de transformação esta implicito o conceito de posse que é materializado através da compra e venda de produtos , serviços e informações. Estado fi siológico • Os hospitais podem transformar através de cirurgias e tratamentos o estado fi siológico das pessoas. Estado psicológico • A industria de entretenimento (ciinemas, teatros, agencias de turismo) visa transformar o estado psicológico das pessoas lhes proporcionando momentos de prazer. Processamento de materias • As industrias transformam materiais em produtos, as empresas de transporte mudam a localização dos produtos, as empresas comerciais (varejistas, atacadistas) mudam a posse dos produtos. As empresas distribuidoras estocam os produtos. Todas estas organizações trabalham o processamento dos produtos. Processamento de informações • Empresas de pesquisa, de crédito (SERASA), de telecomunicações (VIVO), trabalham com o processamento da informação. Processamento dos consumidores • A industria de cosméticos, da cirurgia plastica e da moda podem mudar as caracteristicas fi sicas dos consumidores. Os hotéis podem acomodar (estocar) os seus clientes. As companhia aereas podem mudar a localização dos consumidores. Fonte: adaptado pelo autor de Betaglia 2010 As saídas dos processos de transformação de bens e serviços obedecem a seguinte classifi cação, como mostra o “Quadro 3”: Quadro 3 – As saídas dos processos de transformação de bens e serviços Tangibilidade (estoque e transporte) • Caracteriza tudo aquilo que pode ser tocado, sentido, estocado e transportado. O produtos de uma forma geral são tangíveis, assim como a energia elétrica (é transportada e armazenada). Já os serviços são intangíveis. Simultaneidade • Caracteriza uma diferença entre produtos e serviços. Os produtos são produzidos antes de o consumidor recebê-los (veículos, roupas, etc.). Já os serviços são produzidos no momento do consumo (cabelereiros, serviços médicos, etc.). Contato com o consumidor • No caso dos produtos o consumidor tem pouco contato com as operações que produzem o bem. Já nos serviços , por conta da simultaneidade, os clientes tem um grande contato com a operação. Quanto à produção, é importante também classifi cá-la, pois, dessa forma, será possível prever 11 ocorrências no processo de produção. O “Quadro 4” a seguir apresenta estas classifi cações: Quadro 4 – Processo de Produção Volume • Quanto mais padronizado for o produto maior será o seu volume de fabricação. Ao contrário, quanto maior for a personilazação do produto, menor será o seu volume de produção. Quanto maior o volume • Maior será a especialização com tarefas repetitivas e funções exercidas por pessoas treinadas intensamente para isso (exemplo: Mc Donald´s). As tarefas são sistematizadas e facilitam os processos de certifi cação. • A produção em massa exige investimentos grandes em equipamentos e requer mão de obra menos especializada. Exemplo: produção de produtos de limpeza, minérios, cosméticos, etc. Por outro ladoa produção em massa gera produtos com baixo valor unitário pois os custos são diluidos pelo maior volume de produtos. Quanto maior a variedade • Maior será a fragmentação da produção, gerando baixos volumes. A produção é em baixa escala, exige mão de obra mais especializada e os custos unitários são maiores. Exemplos: ropuas sob medida, móveis sob medida etc. Sazonalidade • Produtos cuja demanda varia em função da época do ano (materias escolares por exemplo) tem característica de produção distintas principlamente quanto ao volume de estoque. Empresas podem optar por manter estoque elevados e assim atender a demanda concentrada em um deteminado período, ou investir na agilidade de fabricação aumentando a capacidade produtiva. Fonte: adaptado pelo autor de Betaglia 2010 As organizações de produção buscam a chamada “manufatura de classe mundial”, que é uma fi losofi a que objetiva a melhorar técnicas de manufatura. O “Quadro 5”, apresentado a seguir, resume os principais elementos dessa fi losofi a: Quadro 5 – Técnicas de Manufatura Plano de manufatura • Onde os elementos estratégicos, táticos e operacionais são defi nidos, tais como: tecnologias, desenvolvimento organizacionais e de pessoas, gestão da cadeia e da demanda, ferramentas como JIT e Kamban, qualidade, produtividade,automação e novos produtos. Necessidades dos clientes • Entender as necessidades do cliente através de canais de comunicação especifi cos e não se ater apenas na produção dos produtos. Qualidade total • Acesso dos funcionários à ferramentas, equipamentos e treinamento; • Disseminação do conceito de qualidade por toda a organização Simplifi cação dos processos • Revisão constante buscando maior efi ciência; • Utilização de indicadores de desenpenho • Custos baixos e alta qualidade 12 Unidade: Organizações que compõe a cadeia de Suprimentos Inovação em tecnologia • Busca de melhor desempenho, segurança e produtividade • Intensa utilização de computação e robótica Fonte: adaptado pelo autor de Betaglia 2010. As organizações de distribuição são aquelas que se responsabilizam pelas vendas e transferências dos produtos desde o fabricante até o comércio e o consumidor fi nal. São as organizações que estão mais próximas dos clientes fi nais e, portanto estão aptas a captar suas necessidades com muita velocidade. Nesta etapa da cadeia é onde se verifi ca com maior exatidão a variação da demanda, informação de suma importância para toda a cadeia de suprimentos. Essas organizações podem assumir diversos papéis, como de estocagem, transporte, vendas, assistência técnica, devolução de produtos e, portanto, assumem as mais variadas estratégias. A maior novidade neste segmento são as chamadas empresas de comércio eletrônico, também chamadas de e-business, que tendem a aumentar exponencialmente o seu mercado. » Atacadistas: as organizações de atacadistas fazem o papel intermediário entre os fabricantes e os varejistas, usuários comerciais, industriais e institucionais. Trabalham com grandes volumes e, muitas vezes, operam com verdadeiros reguladores do mercado. Podemos citar como exemplo de grandes atacadistas as redes Makro, Martins e outras similares. Através deste canal, as indústrias conseguem distribuir seus produtos nos locais mais distantes e para comerciantes que não têm capacidade operacional e fi nanceira de negociar diretamente com os fabricantes. A grande capacidade de estocagem das organizações atacadistas permite uma rápida reposição dos estoques dos pequenos comerciantes. Além disso, garante também uma grande variedade de produtos que podem ser comercializados em pequenas quantidades. As organizações atacadistas podem ser do tipo: • De serviço completo: atuam como, praticamente, o estoque dos fabricantes. Fazem promoções e, às vezes, conseguem vender com um preço menor do que o oferecido pelos fabricantes ao mercado. Possuem vários depósitos intermediários se aproximando estrategicamente dos varejistas. Possuem grande capacidade fi nanceira e, muitas vezes, dão crédito aos varejistas possibilitando sua operação. • De serviço parcial: atuam com atividades similares ao serviço completo, mas oferecem um número menor de serviços, tais como volume de estoque, variedade, crédito etc. Podem ser divididos em: o Atacadistas de caminhão, que atuam especifi camente com produtos perecíveis (alimentos congelados, frutas, legumes, leite, sorvetes etc.) combinando as funções de venda, transporte e cobrança em uma única operação. Seus principais clientes são padarias, pequenas mercearias, hotéis, restaurantes, lojas de conveniência etc. o Atacadista pegue e leve, são organizações que os varejistas e donos de pequenos Organizações de Distribuição 13 restaurantes e mercearias se dirigem até as suas instalações e se abastecem diretamente em suas prateleiras. Nesse caso, os custos de transporte não existem para o atacadista e, portanto, seus preços são mais competitivos. Um exemplo deste atacadista é a rede Makro. o Atacadistas de entrega, essas organizações atuam praticamente como distribuidores dos fabricantes. Não possuem estoques e operam diretamente dos estoques do fabricante transportando os produtos diretamente para os varejistas. o Promotores, são organizações atacadistas que atuam diretamente nas prateleiras dos varejistas, disponibilizando produtos em consignação, ou seja, o produto é pago se for vendido. A responsabilidade de organização dos espaços e o controle dos estoques são do atacadista. Os principais produtos vendidos são remédios, livros, brinquedos etc. o Cooperativas de produtores, geralmente rurais, organizam-se e comercializam seus produtos diretamente como varejistas. » Varejistas: são as organizações que comercializam diretamente com os consumidores fi nais. Atuam no fi nal da cadeia de suprimentos, sendo o elo entre os fabricantes e os clientes fi nais. O comércio varejista é uma das atividades mais antigas da humanidade. Com o passar do tempo e no mundo atual, desempenha um papel importantíssimo na cadeia de suprimentos. Atua como um verdadeiro termômetro do mercado consumidor, captando suas necessidades e anseios além de medir, como em nenhum outro elo da cadeia, as variações da demanda. Como o cliente fi nal é o elemento mais importante da cadeia de suprimentos e sendo o varejo a organização que esta mais próxima dele, pode- se dizer que o seu papel atualmente é o de liderança, aumentando, signifi cativamente, o seu poder. Podemos destacar também com relação às organizações varejistas: • A origem do comércio varejistas está nos antigos mascates, que vendiam seus produtos, carregados, muitas vezes, em carroças, de porta em porta. Grandes redes atuais, como as Casas Bahia começaram suas atividades dessa forma. Os mascates atuais vendem produtos de marcas renomadas, como Avon, Yakult, Natura, e representam uma parcela expressiva do mercado. • Grandes redes varejistas se tornaram organizações globais, como, por exemplo, o Wal Mart, Carrefour, Pão de Açúcar, agora associado ao grupo francês Cassino e às Casas Bahia, entre outros. A rede Wal Mart desempenha um papel preponderante no seu país de origem, os EUA, e, em muitas oportunidades, foi responsável pelo equilíbrio de preços (controle da infl ação) e pela manutenção do crescimento da economia. • O varejo produz as chamadas marcas próprias a um custo inferior a de outros fabricantes equivalentes, proporcionando melhor margem e baixo risco. Essa prática ajuda a equilibrar as forças entre fabricantes e varejistas permitindo, assim, produtos mais baratos e de qualidade. • A força do varejo advém da perda de controle dos fabricantes sobre os canais de 14 Unidade: Organizações que compõe a cadeia de Suprimentos distribuição. Anteriormente, os fabricantes impunham seus produtos, marcas e modelos. Mas, atualmente, desdobram-se para atender às reais necessidades dos clientes fi nais. • O varejo apresenta forte relacionamento com os consumidores,pois os trata individualmente a cada compra, percebendo suas necessidades e suas tendências. Esse fato representa a posse de informação estratégica do comportamento do mercado consumidor. • As redes varejistas, através da automatização do ponto de venda, obtêm, em tempo real, informações sobre a demanda dos produtos que são repassadas aos fornecedores e atacadistas. Dessa forma, as previsões da demanda são mais precisas e possibilitam a redução dos estoques e, consequentemente, a redução dos custos dos produtos. • Através de programas de fi delização, as redes varejistas premiam os clientes que mais compram com descontos e prêmios. Essas práticas também ajudam a manter os preços mais estáveis e as demandas mais previsíveis. • Outro fator importante nas redes varejistas é a concessão de crédito aos clientes. Apesar de se utilizarem muitas vezes de taxas de juros abusivas, as vendas a crédito permitiram uma grande expansão do mercado, principalmente dos eletrodomésticos, que vem impulsionando a economia como um todo. • Os supermercados atendem amplamente às necessidades dos consumidores com altos volumes, preço baixo e margem baixa. No Brasil, assim com em todo o mundo, a operação dos supermercados esta se concentrando em organizações como o Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart. Através dos hipermercados, a variedade de produtos aumentou signifi cativamente com disponibilização de roupas, eletrodomésticos, computadores, telefones celulares etc. • As lojas de departamento, que oferecem mercadorias divididas por departamento, têm enfrentado difi culdades em concorrer com lojas especializadas em roupas e com os próprios supermercados. Mas, mesmo assim, redes como as Casas Pernambucanas, C&A e Lojas Marisa vêm mantendo um crescimento importante no comércio varejista. • O Homes Center´s, que substituem as antigas casas de material para construção, especializam-se em vender todos os produtos para o lar. Tintas, materiais elétricos e hidráulicos, pisos e revestimentos, artigos de decoração, enfi m, um gama enorme de produtos, além de serviços especializados como corte, projetos e disponibilização de profi ssionais como pedreiros, marceneiros, eletricistas etc. Grandes redes como a Leroy Merlin, C&C etc, consolidam-se nesse mercado promissor, já que a expansão imobiliária no Brasil deve se manter por longos anos. • As lojas de conveniência, localizadas em zonas residenciais, abertas 24h por dia, operam geralmente em postos de combustíveis, fazem o papel das antigas mercearias. Vendem produtos de alto giro, como bebidas e alimentos prontos. Aproveitam-se do alto fl uxo de pessoas nos locais onde se instalam para vender produtos com preços mais elevados. 15 • Artigos: Gestão da Cadeia de Suprimentos Visando o Sucesso do Negócio https://fateclog.com.br/anais/2021/277-295-1-RV.pdf A Importância Da Gestão Da Cadeia De Suprimentos No Setor Público - http://dspace.nead.ufsj.edu.br/trabalhospublicos/bitstream/handle/123456789/289/ TCC%20-%20Vers%C3%A3o%20Final%20-%20Jos%C3%A9%20Fernando. pdf?sequence=1&isAllowed=y A Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos: Um estudo de caso de uma empresa da região do Sul de Minas Gerais https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos15/9122276.pdf Gestão da Cadeia de Suprimentos: Uma Análise da Produção Científi ca https://abepro.org.br/biblioteca/enegep2012_tn_sto_157_915_20596.pdf Material Complementar 16 Unidade: Organizações que compõe a cadeia de Suprimentos BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Estratégia, Planejamento e Operações. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. CHOPRA, Sunil. Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento. São Paulo: Pearson, 2003. FARIA, Ana Cristina de. Gestão de Custos Logísticos. São Paulo: Atlas, 2010. TAYLOR, David A. Logística na Cadeia de Suprimentos uma perspectiva gerencial. São Paulo: Pearson Addison-Wesley, 2005. PORTER, Michael. Vantagem Competitiva. Rio de Janeiro:Campus, 1989. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 1998. SIMONE LETICIA RAIMUNDINI ET AL. Aplicabilidade de custeio baseado em atividades e análise de custos em hospitais. Rausp. São Paulo, v. 41, n. 4, p. 453-465. SCHIER, C. U. Gestão de Custos. 2.ed.rev. e ampl. e atual. – Curitiba: Ibpex, 2011. Referências 17 Anotações www.cruzeirodosulvirtual.com.br Campus Liberdade Rua Galvão Bueno, 868 CEP 01506-000 São Paulo SP Brasil Tel: (55 11) 3385-3000