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Práticas Integrativas e Complementares e seu Desenvolvimento no Brasil 1

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PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES E
SEU
DESENVOLVIMENTO
NO BRASIL
Aula 1
O QUE SÃO AS PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES
O que são as práticas integrativas e
complementares
Olá, estudante! Nossa videoaula irá abordar as PICS, seu conceito e
suas principais características. Mesmo cada prática tendo seus
próprios atributos, todas elas carregam aspectos comuns. Esses
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https://alexandria-html-published.platosedu.io/30aa4f2f-8fba-4d58-a339-d7950d58f2a7/v1/index.html 1/37
aspectos é o que tornam estas técnicas tão especiais! Além disso,
conhecer um pouco da história das PICS poderá te ajudar bastante
a compreender as suas diferentes formas de aplicações. Vamos
nessa?!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Seja bem-vindo à disciplina Aspectos Regulatórios
de Terapias Integrativas e Complementares! Imagino que deva estar
pensando: “Aspectos regulatórios? Será que tem Leis e essas
coisas? Que chato!” E sim! Teremos a parte de legislação, mas não
se assuste ou desanime porque queremos passar estes
conhecimentos para você de forma leve e inserido na história das
Práticas Integrativas e Complementares (PICS) de maneira que
você seja capaz de compreender todos os aspectos que se
relacionam com as PICS. Além disso, a história destas práticas vai
muito além de Leis ou Decretos, elas surgiram da necessidade de
ampliação do olhar e forma de cuidar da saúde das pessoas!
Em nossa primeira aula vamos entender o que são as PICS e suas
principais características. Também vamos conhecer alguns pontos
relevantes da história relacionada ao modo de olhar para o ser
humano e qual seria o modo de tratamento das doenças.
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Você já parou para pensar de onde as PICS vieram e como foram
desenvolvidas? Neste momento, para o ponto de partida,
literalmente, vamos conhecer um pouco sobre as PICS, para então
nos aprofundarmos pouco a pouco sobre seu desenvolvimento não
só em nosso país, mas por todo o mundo. Está pronto? Vamos
começar nossa trilha de conhecimento!
Vamos Começar!
As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são tratamentos
que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos
tradicionais e buscam a prevenção de doenças, a recuperação da
saúde, melhor qualidade de vida e bem-estar de indivíduos e
coletividades. Estas práticas terapêuticas visam o cuidado integral
ao paciente o considerando em seus vários aspectos: físico, mental,
emocional, espiritual e social.
Para isso, são utilizados sistemas, recursos e abordagens que
estimulam os mecanismos naturais de prevenção de agravos e
recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras,
com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo
terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a
sociedade. Além disso, as diversas abordagens das PICS têm visão
ampliada do processo saúde-doença e da promoção global do
cuidado humano, especialmente do autocuidado.
Para o mundo ocidental, até 400 a.C., toda doença era vista como
castigo divino ou possessão demoníaca e os médicos eram
sacerdotes. Hipócrates de Kos (460 – 370 a.C.) foi o primeiro a falar
sobre o poder de cura do próprio indivíduo apontando que o homem
sofria influências climáticas, alimentares, sociais e afetivas, a
depender de sua idade e de onde vivia. Foi o primeiro médico que
sugeriu a relação entre a personalidade humana e a contração de
doenças e que a desarmonia do corpo poderia levar às doenças.
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Mais tarde, a vez foi de Clarissimus Galeno (131 – 200 d.C.), que
preconizava a utilização de medicamentos e procedimentos que
eliminassem o problema de forma rápida. Nessa época, os
procedimentos cirúrgicos passaram a ser aprimorados. Com Platão
e o dualismo, e René Descartes com o racionalismo (século XVII),
veio a visão do corpo como máquina, em que pensamento e matéria
eram separados. Já no século XVIII, Johann Heiroth, trouxe os
termos psicossomático e somatopsíquico, apontando para o
adoecimento da mente com sintomas físicos e a influência que o
corpo pode ter sobre a mente, respectivamente. Associado a este
pensamento, Sigmund Freud trouxe as emoções como peças
fundamentais para a investigação dos estados psicopatológicos.
Apesar de Galeno não dar valor a qual causa ou origem das
doenças, Hipócrates acreditava que estas deveriam ser observadas.
Dessa forma, Galeno é considerado o precursor da medicina
alopática, e Hipócrates, apesar de seus estudos que o levaram a
patrono oficial da medicina, discorreu sobre as bases da medicina
integrativa.
Siga em Frente...
O pensamento dualista com a separação de corpo e mente dominou
a cultura ocidental, principalmente após Descartes. Ainda
percebemos estas marcas na nossa cultura, porém, com os avanços
da neurociência e da ciência contemplativa, a utilização de práticas
de integração corpo-mente para manutenção da saúde começou a
abrir caminho para a visão ampliada do ser humano, o considerando
um ser inteiro em suas várias dimensões.
Interessante ressaltar que quando olhamos para a história,
percebemos como toda a evolução do homem, nas mais diversas
áreas, possui relação muito forte com aspectos culturais. O mesmo
podemos afirmar sobre a evolução da medicina, melhor ainda:
evolução nos conhecimentos e cuidados com a saúde. Seguindo
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este raciocínio, logo vem às nossas cabeças a relação forte da
cultura dos povos orientais com as práticas integrativas. E isso não
é à toa! Muitas destas práticas vêm de conhecimentos milenares, e
orientais. Estes conhecimentos foram passados de geração em
geração e mais tarde, com a globalização, veio a se difundir por todo
o mundo.
Dessa forma, podemos dizer que grande parte dos recursos é
simples e natural, dado pela própria história destas técnicas. Entre
os recursos utilizados pelas PICS podemos citar elementos da
própria natureza, como água, produtos derivados de abelha, argila,
barro, lama medicinal, plantas medicinais, essências derivadas de
flores e óleos vegetais. Além disso, outros recursos podem ser
citados: práticas de expressões artísticas, entre elas a dança e
músicas; práticas advindas de culturas orientais; exercícios e
atividades em grupos; meditações e movimentos corporais para
proporcionar relaxamento e conforto mental; psicoterapias com
abordagens sistêmicas; massagens; relaxamento; acupuntura;
gases medicinais; tratamento manual de disfunções mecânicas do
sistema musculoesquelético; e formação de redes sociais de apoio.
A utilização das PICS proporciona a visão ampliada do processo
saúde-doença, e possibilita aos indivíduos o desenvolvimento de
maior autonomia sobre sua própria saúde, o que contribui para a
promoção do autocuidado e o cuidado da coletividade.
As práticas integrativas possuem diversos benefícios. Entre eles
podemos citar maior relaxamento e bem-estar; melhora da
qualidade do sono, ansiedade e quadros depressivos; redução e
alívio da dor; diminuição de sinais e sintomas de diversas doenças;
fortalecimento do sistema imunológico; estímulo para o contato
profissional interagente; redução do uso de medicamentos bem
como a diminuição de reações adversas à medicação; melhor
qualidade de vida.
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Ainda, estas práticas podem ser aplicadas em qualquer grupo de
pessoas, de diferentesclasses sociais, idades, situação
socioeconômica e profissional, visto que se caracteriza como um
modo complementar nos cuidados com a saúde.
Vamos Exercitar?
Agora que você conheceu alguns fatos históricos que levaram ao
desenvolvimento das PICS vamos retomar nosso questionamento lá
do começo: de onde as PICS vieram e como foram desenvolvidas?
No final da Segunda Guerra Mundial, o modelo de saúde vigente era
insuficiente, além disso, o acompanhamento e os procedimentos
médicos eram caros e inacessíveis para grande parte da população.
Além das doenças que vinham dos regimes sociais e econômicos de
produção, como as epidemias, que demandavam modelo distinto de
atenção à saúde. Dessa forma, muitas comunidades lançavam mão
de práticas naturais e muito antigas que vinham sendo passadas de
geração a geração através do conhecimento popular.
As PICS têm uma história sociocultural antiga, fazendo parte das
tradições de muitos povos. Devido aos seus resultados positivos,
inclusive com relação aos cuidados às doenças crônicas, endêmicas
e mesmo epidêmicas, foram mais tarde acolhidas no setor público
para auxiliar, como o próprio nome diz: complementar, nos cuidados
com a saúde da população. Ainda, por meio da associação dos
saberes populares e conhecimentos científicos, houve grande
crescimento destas práticas, sendo cada vez mais bem aceitas e
utilizadas em todo o mundo.
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
Para entender com mais profundidade a importância da visão que as
práticas integrativas têm do ser humano e sua relação com a
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evolução nos cuidados com a saúde sugerimos a leitura do primeiro
capítulo do livro Práticas integrativas e complementares em saúde,
capítulo Aspectos multiprofissionais das práticas integrativas e
complementares, disponível em nossa Biblioteca Virtual.
MACHADO, M. G. M. et al. Práticas integrativas e
complementares em saúde. Porto Alegre: SAGAH, 2021.
Sugestão de artigo científico
Para conhecer mais sobre a visão das PICS e a visão integral da
saúde, leia o artigo Terapias Integrativas e Complementares:
itinerário terapêutico e espiritualidade, uma possível reflexão.
RODRIGUES, K. M. Terapias Integrativas e Complementares:
itinerário terapêutico e espiritualidade, uma possível
reflexão. Revista Contraponto, v. 2, n. 1, p. 182-196, 2015. 
Outras sugestões
No site da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais
disponibiliza encontramos uma página sobre as Práticas Integrativas
e Complementares em Saúde em que traz informações sobre estas
e perguntas frequentes. Vale a pena explorar a página para
conhecer um pouco mais sobre as PICS.
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE. Práticas integrativas e
complementares em saúde. Minas Gerais. 
Referências Bibliográficas
MACHADO, M. G. M.; et al. Práticas integrativas e
complementares em saúde. Porto Alegre: SAGAH, 2021. 
MASCARENHAS, M. A.; JACOBSON, M. S. Práticas integrativas e
complementares em saúde: fundamentos e aplicabilidades. Porto
Alegre: Editora Universitária Metodista IPA, 2017.
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https://seer.ufrgs.br/index.php/contraponto/article/view/54396/33257
https://seer.ufrgs.br/index.php/contraponto/article/view/54396/33257
https://www.saude.mg.gov.br/pics
https://www.saude.mg.gov.br/pics
NAIFF, N. Curso completo de terapia holística e complementar.
4. ed. São Paulo: Alfabeto, 2022. 
ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN,
R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2021.
SOARES, M. C. R.; GIRONDOLI, Y. M. Orientações em saúde:
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).
Coordenadoria de Atenção à Saúde do Servidor. Instituto Federal,
Espírito Santo. 2021. Disponível em:
https://prodi.ifes.edu.br/images/stories/Pr%C3%A1ticas_Integrativas
_e_Complementares_em_Sa%C3%BAde_PICS.pdf. Acesso em: 7
dez. 2023.
Aula 2
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES E A
MEDICINA TRADICIONAL
BRASILEIRA
Práticas integrativas e
complementares e a medicina
tradicional brasileira
Olá, estudante! Quando falamos de Medicina Tradicional Brasileira
nos referimos às formas de cuidar que foram passadas de geração
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https://prodi.ifes.edu.br/images/stories/Pr%C3%A1ticas_Integrativas_e_Complementares_em_Sa%C3%BAde_PICS.pdf
https://prodi.ifes.edu.br/images/stories/Pr%C3%A1ticas_Integrativas_e_Complementares_em_Sa%C3%BAde_PICS.pdf
em geração. Podemos dizer então que a nossa medicina tradicional
é carregada da nossa história! E juntamente com a medicina popular
encontramos as PICS! Vamos embarcar nessa história!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Agora que você já aprendeu sobre a história das
PICS e suas principais características, vamos seguir nessa jornada
conhecendo como se deu o seu desenvolvimento em nosso país.
Nesse momento, é importante pensar que a nossa história fez de
nós o que somos hoje: um povo miscigenado, riquíssimo
culturalmente e único! E faz parte dessa nossa história as práticas
tradicionais que usamos hoje.
As práticas integrativas utilizadas no Brasil estão inseridas nesse
contexto, em que os intercâmbios culturais realizados aqui
moldaram e enriqueceram tais práticas. Não seria à toa que o Brasil
é considerado referência em PICS!
Além de enraizadas em nossa história, as PICS são amplamente
utilizadas no Brasil. Prova disso foi sua inclusão no sistema público
de saúde e o alto volume de pesquisas na área com grande
qualidade metodológica.
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Agora, antes de começar esta aula, gostaria que você, estudante,
explorasse as PICS que já conhece para entender suas origens e
como chegaram aqui no país. Tenho certeza de que vai se
surpreender!
Vamos Começar!
Cada país possui uma variedade própria de práticas de saúde,
ligadas à cultura local ou importadas de outros costumes,
reconhecidas com base nos aspectos socioculturais e diferentes
graus de integração com a medicina convencional. O conjunto
dessas práticas é chamado de Medicinas Tradicionais,
Complementares e Integrativas (MTCI).
Em muitos países, a Medicina Tradicional é a principal oferta de
serviços à população ou, a forma de inserção nos sistemas de
saúde acontece de forma complementar ao sistema convencional.
Trazendo o tema para o Brasil, não há como falar das PICS, sem
antes fazer um breve apanhado na Medicina Tradicional Brasileira,
de onde várias destas práticas tiveram sua origem.
Como já colocado, nosso povo “misturado” e único (e digo que me
orgulho muito) tem a combinação de elementos indígenas, europeus
e africanos na Medicina Tradicional que constituem os sistemas
médicos locais. Estes se referem ao conjunto de conhecimentos
para identificação e tratamento de doenças que envolvem diferentes
atores sociais, que podem ser benzedeiras, curandeiros, pajés,
xamãs e os “doutores de ervas”. Associado, temos o sistema
biomédico, representado pela medicina moderna, formando um
cenário de pluralismo médico, muito comum no Brasil.
Para entender melhor, a influência da medicina europeia foi muito
forte na fundação do Brasil, em que as práticas indígenas eram
consideradas inferiores. Mais tarde, com os monastérios e seus
hospitais, os receituários traziam remédios e plantas da tradição
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europeia. Porém, apesar de existirem até hoje, ao longo do tempo
sua utilização sofreu adições e diferentes interpretações, além do
nosso resgate cultural. Isso quer dizer que ao se pensar nas plantas
e suas propriedades curativas, muito dos conhecimentos indígenas
e africanos foram associados e utilizados, e a forma de uso foi
sendo modificada ao longo do tempo. Ainda, nosso país é muito
vasto territorialmente e sabemos que cada região possui
particularidades culturais, gastronômicas, religiosas entre outras de
acordo com a forma como se deu seu povoamento. Isso também
influencia na forma como cuidamos de nossa saúde, nas práticas
integrativas mais prevalentes, e nas plantas mais utilizadas.
Ainda, em áreas rurais, no qual o acesso médico é restrito, as
plantas medicinais acabam sendo uma alternativa valiosa. Ainda,
nos centros urbanos também encontramos estas práticas em locais
como mercados públicos e feiras livres.
Nosso país é afro-luso-americano, e, portanto, também possui
influências africanas profundas, desde costumes, tradições, religião,
culinária e também cuidados com a saúde com o uso de recursos
naturais para as preparações medicamentosas.
Além da grande influência durante o período de colonização, nossas
terras calmas e fecundas também atraíram olhares de outras partes
do mundo. Em diferentes momentos históricos, variadas nações
buscaram nosso país como seu novo lar trazendo consigo suas
tradições. Podemos citar a imigração dos povos orientais, que
trouxe consigo, entre outros, as artes marciais e a milenar Medicina
Tradicional Chinesa, incorporando e enraizando seus
conhecimentos em nossa cultura.
O contexto histórico de desenvolvimento das MTCI teve como
referência a Conferência Internacional sobre Cuidados Primários à
Saúde, que aconteceu em 1978, organizada pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações unidas para a
Infância (UNICEF) em Alma-Ata, sendo considerado um importante
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marco para a saúde no mundo todo. Como resultado houve a
adoção da conhecida Declaração de Alma-Ata que reafirmou o
significado de saúde e o seu direito humano fundamental, sendo
considerada uma das metas mundiais mais importantes. Além disso,
nessa Declaração as Medicinas Tradicionais foram reconhecidas e
foi recomendado seu uso nos cuidados primários em saúde. Várias
conferências se sucederam e foi reiterada a necessidade de mais
opções de saúde pública, com implementação de políticas nacionais
e internacionais.
Siga em Frente...
A OMS instituiu, ainda na década de 1970, o “Programa de Medicina
Tradicional” que formulou resoluções a fim de considerar o valor
potencial das medicinas tradicionais para a expansão dos serviços
de saúde regionais, e fornecer informações e orientações técnicas
para propiciar as práticas de MTCI de forma segura e eficaz. Após, a
OMS publicou a “Estratégia da OMS para a Medicina Tradicional”
para os períodos de 2002-2005 e depois, 2014-2023, que abrangem
o diagnóstico, desafios e potencialidades das Medicinas Tradicionais
em cada período, assim como propor uma estratégia mundial de
integração, regulamentação e promoção destas práticas.
No Brasil, estas práticas realizadas por profissionais da saúde, são
baseadas na experiência de diferentes culturas e dados científicos,
para a promoção, prevenção e recuperação da saúde, levando em
consideração a integralidade de cada indivíduo.
Não só no sistema público de saúde, mas também no privado, estas
práticas contribuem para a ampliação de ofertas de cuidados em
saúde, racionalização das ações de saúde e estímulo a alternativas
inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento
sustentável de comunidades.
As Medicinas Tradicionais Brasileiras, como medicinas indígenas, de
matriz africana e dos povos tradicionais e outras práticas populares
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em saúde, fazem parte então de políticas públicas do Ministério da
Saúde e dialogam com a conhecida Política Nacional das Práticas
Integrativas e Complementares (PNPIC): Política Nacional de
Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASP), Política Nacional
de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das
Águas (PNSIPCFA) e a Política Nacional de Educação Popular em
Saúde (PNEP-SUS).
Vamos Exercitar?
Agora que você já viu como as práticas integrativas que utilizamos
possuem passado antigo e rico, vamos pensar em algumas delas e
como chegaram até aqui!
De origem africana, os banhos e defumadores para rituais de
proteção e renovação de energias se relacionam com plantas com
propriedades aromáticas que se combinam para o descarrego de
energias negativas. Seguindo este raciocínio, nossos povos
indígenas também deixaram enraizados em nossa cultura o grande
uso das plantas nos cuidados com a saúde. Muito do que já se
conhecia dessas tradições foram comprovadas cientificamente mais
tarde, com os avanços em fitoterapia e aromaterapia e as
descobertas dos ativos presentes nas plantas.
O yoga é um outro bom exemplo de intercâmbio cultural. De origem
oriental, mais precisamente indiana, é uma filosofia que tem como
princípio fundamental facilitar a conexão do corpo com a mente.
Porém, em nossa cultura é mais realizada sua parte prática, ou
abordagem física dessa filosofia. Apesar da técnica milenar de
origem oriental, há literaturas que apontam a sua chegada em nosso
país através do francês Léo Costet de Mascheville, que, na década
de 1940, organizou o primeiro grupo de estudos de um tipo de yoga,
criado por ele, denominado Sarva Yoga.
Percebemos este intercâmbio cultural em diversas outras práticas,
que foram modificadas ou adaptadas ao longo dos anos para seu
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desenvolvimento em nosso país. E se estiver curioso sobre as
origens da sua prática preferida e como ela chegou ao Brasil não
fique na curiosidade! Faça pesquisas em nossa biblioteca e em
bases de dados confiáveis, pois tenho certeza que não se
arrependerá dessa busca por mais conhecimento.
Saiba Mais
Sugestões de capítulos de livro
Aprimore seus conhecimentos sobre a Medicina Tradicional
Brasileira com a leitura dos capítulos Aspectos das medicinas
indígenas brasileira e Medicina tradicional brasileira (Seção II,
Capítulos 11 e 12, respectivamente) do livro Medicina integrativa na
prática clínica disponível em nossa Biblioteca Virtual.
ROHDE, C. B. S.; MARIANI, M. M. C.; GHELMAN, R. Medicina
integrativa na prática clínica. Santana de Parnaíba: Manole, 2021.
Biblioteca Virtual.
Sugestão de artigo científico
Para entender um pouco sobre a relação das PICS com o
conhecimento popular, leia o artigo Conhecimento popular e
utilização das práticas integrativas e complementares na perspectiva
das enfermeiras.
GOMES, M. P. Conhecimento popular e utilização das práticas
integrativas e complementares na perspectiva das
enfermeiras. Journal of Nursing and Health, v. 11, n. 2, p. 1-14,
2021. 
Outras sugestões
Segue o link para acesso ao material Estratégia da OMS sobre
Medicina Tradicional, 2014-2023.
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https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/enfermagem/article/view/19495/13388
https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/enfermagem/article/view/19495/13388
https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/enfermagem/article/view/19495/13388
https://drive.google.com/file/d/19Xh8wGeqoUjmKEhoEKECK7G_uu2irbBO/view
https://drive.google.com/file/d/19Xh8wGeqoUjmKEhoEKECK7G_uu2irbBO/viewORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD. Estrategia de la OMS
sobre medicina tradicional 2014-2023. OMS, 2013.
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Glossário Temático: práticas
integrativas e complementares em saúde. Secretaria-Executiva,
Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde para os Gestores do SUS. Livreto 1
– Contexto histórico da institucionalização das práticas integrativas e
complementares em saúde no SUS. Departamento de Saúde da
Família. Coordenação Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde. Brasília, Ministério da Saúde, 2020.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2023. Biblioteca Virtual.
MENDES, I. A. C. Desenvolvimento e saúde: a Declaração de Alma-
Ata e movimentos posteriores. Revista Latino-Americana de
Enfermagem, v. 12, n. 3, p. 447-8, 2004. 
ROHDE, C. B. S.; MARIANI, M. M. C.; GHELMAN, R. Medicina
integrativa na prática clínica. Santana de Parnaíba: Manole, 2021.
Aula 3
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES NO
SETOR PRIVADO
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Práticas integrativas e
complementares no setor privado
Olá, estudante! As PICS no Brasil se tornaram mais conhecidas
após sua inserção no SUS. Porém, elas fazem parte do cotidiano de
boa parte da população através do setor privado, seja para
complementar tratamentos de saúde seja para a manutenção ou
melhora da saúde e prevenção de doenças. Neste contexto, é muito
importante que você, estudante, compreenda como está o
desenvolvimento desta parcela dos atendimentos, que diga de
passagem não para de crescer. Vamos para a videoaula!
Ponto de Partida
Olá, estudante! Eu tenho certeza de que uma de suas dúvidas, ou
curiosidades, sobre as PICS é onde podemos encontrá-las. Pois
bem, as terapias integrativas são bastante diversificadas permitindo
uma vasta área de atuação com tais técnicas, em diferentes
profissões.
Estas práticas estão inseridas no setor público de saúde por meio do
Sistema Único de Saúde (SUS), mas também são muito procuradas
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no setor privado. Este, inclusive, vem se tornando cada vez mais
expressivo no mercado e está entre as áreas de maior crescimento.
Alguma vez você já se perguntou em quais locais poderá atuar com
as PICS, e o que precisa para trabalhar com segurança e ética?
Imagine que você, formado em terapias integrativas, vinha
realizando atendimentos a familiares e conhecidos, mas devido ao
sucesso e à falta de espaço adequado para os atendimentos,
resolveu dar mais um passo: abrir seu próprio negócio! Você sabe
quais procedimentos e locais procurar para isso?
Vamos Começar!
O Brasil é referência mundial na área de práticas integrativas e
complementares na atenção básica, modalidade esta que investe
em prevenção e promoção à saúde com o objetivo de evitar que as
pessoas fiquem doentes. Além disso, quando necessário, as PICS
também podem ser usadas para aliviar sintomas e tratar pessoas
que já estão com algum tipo de enfermidade.
A utilização das práticas integrativas no Sistema Único de Saúde
(SUS) vem crescendo a cada ano, como complemento em
tratamentos convencionais de saúde. A quantidade de
procedimentos relacionados a essas práticas, como uma sessão
individual de auriculoterapia ou uma sessão de atividade coletiva,
registrada nos sistemas do SUS entre 2017 e 2018, mais que
dobrou, passando de 157 mil para 355 mil, aumento de mais de
126%. O reflexo desse aumento também pode ser visto no
quantitativo de participantes, que cresceu 36%, de 4,9 milhões de
participantes para 6,67 milhões no mesmo período.
Porém, a atenção à saúde com as práticas integrativas não faz
sucesso somente no setor público. O setor privado tem apontado
grande expansão na área.
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Vários estudos apontam esse fato às mudanças no estilo de vida
provocadas pelo período pandêmico, que aceleraram este
crescimento, com a busca por bem-estar e gerenciamento do
estresse.
O mercado da saúde está em pleno crescimento. É o que diz o
estudo que mostra a grande ascensão no setor, em que
empreendedores têm sido estimulados a focar nas áreas de serviços
de saúde. Essa demanda e oferta do bem-estar e da saúde mostra a
sua importância para o PIB nacional, resultando em oportunidades
nos serviços de assistência à saúde.
Há uma verdadeira alteração atualmente quando se fala em saúde,
os próprios profissionais têm se interessado em empreender e
colocar em prática meios de facilitar a sua vida e dos
pacientes/clientes em questão. Ainda, podemos antever o que será
necessário tanto para os cuidados presentes quanto os que
possivelmente serão posteriormente. Sob essa ótica, o cuidar da
saúde ganha um novo olhar que vai de encontro com a visão das
práticas integrativas: o cuidado global do indivíduo, levando em
consideração suas características pessoais e mais – o cuidar para
não adoecer em vez de se cuidar somente quando a doença está
instalada.
Outras publicações mostram que os gastos dos consumidores com
salões de beleza, massagem e spa cresceram 47,2% em 2021 na
comparação com 2020. E este setor, valendo do padrão do
consumidor por busca de bem-estar, vem sendo explorado para
atrair mais clientes.
A valorização de aspectos relacionados à saúde promove aumento
da demanda por produtos e serviços orientados a uma vida
saudável e melhoria da qualidade de vida. Há uma parcela
crescente da população disposta a investir grande parte do seu
tempo e de seus recursos para viver mais e melhor.
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Siga em Frente...
Contudo, as PICS também são muito procuradas no setor privado,
ganhando cada vez mais adeptos. E os locais para se empreender e
trabalhar com tais práticas são vastos. Podemos citar aqueles mais
conhecidos e comuns como resorts e spas, salões de beleza e
centros de estéticas e clubes esportivos. Porém, com a alta
demanda, cada vez mais estabelecimentos e até mesmo empresas
têm investido na área.
Antes incomum, atualmente não é difícil encontrar empresas que
desenvolvem projetos para a saúde e para o bem-estar de seus
funcionários com serviços semanais, quinzenais ou mensais de
massagens e outras práticas integrativas como meditação, yoga e
práticas em grupo. Isso porque além de fomentar maior satisfação
dos funcionários e um ambiente de trabalho mais agradável, os
índices de abssenteísmo e afastamentos caem drasticamente além
da maior e melhor produção.
Ainda, muitos profissionais da área da saúde têm se dedicado
exclusivamente ao atendimento das práticas integrativas em
estabelecimentos próprios. Mas para isso, é necessário seguir
alguns cuidados legais, éticos e de biossegurança. Para isso é
importante conhecer as regras para abertura de estabelecimento de
saúde junto de sua cidade como categoria do empreendimento de
acordo com a metragem do local (por exemplo, consultório ou
clínica); conhecer as regulamentações e leis locais relativas às
terapias integrativas e normas sanitárias; documentos necessários
para a abertura, tais como alvará da prefeitura, vigilância sanitária e
corpo de bombeiros. Também devemos nos atentar aos valores da
bioética e biossegurança no ambiente de trabalho, incluindo o
respeito e a confidencialidade, vestir-se adequadamente, fazer uso
dos equipamentos de proteção individual(EPIs) sempre que
necessário, realizar o descarte correto de perfurocortantes, seguir
práticas rigorosas de biossegurança incluindo protocolos de limpeza
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do local, de superfícies e equipamentos e manutenção de ambientes
limpos.
Vamos Exercitar?
E então, estudante?! Retomamos o questionamento do início desta
aula e que acreditamos ser dúvida de muitos de vocês: quais os
passos a seguir para abrir o próprio negócio em terapias
integrativas?
O primeiro passo é se dirigir à prefeitura de sua cidade para
conhecer a legislação e as especificações locais. Quem te atender
te direcionará sobre quais documentos providenciar para que fique
tudo legalizado. Outro local muito importante é a vigilância sanitária
municipal. Apesar de muitas pessoas não se sentirem bem com este
órgão e até mesmo ameaçadas, lá você encontrará funcionários que
irão te orientar com relação às leis sanitárias de sua cidade, os
cuidados que deve tomar e todas as providências para que consiga
seu alvará sanitário de funcionamento sem dor de cabeça e com
segurança.
Caso esta seja sua intenção, não se esqueça de que precisa de
planejamento para tudo isso. Construa seu plano de negócios com
calma, pense em cada detalhe e busque mais conhecimento na área
do empreendedorismo para garantir seu sucesso!
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
Para a leitura de capítulo de livro sugerimos Empatia: um roteiro
para empreender (Seção 3, Capítulo 19) do livro Bases da medicina
integrativa, disponível em nossa Biblioteca Virtual.
LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de
Parnaíba: Manole, 2023. Biblioteca Virtual.
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Sugestão de artigo científico
Leia o artigo Empreendedorismo e inovação na saúde: os novos
empreendimentos na economia da saúde no Brasil para conhecer
um pouco mais sobre os investimentos que vêm sendo feitos na
área da saúde.
AVENI, A.; MORAIS, R. S. G. A. Empreendedorismo e inovação na
saúde: os novos empreendimentos na economia da saúde no
Brasil. Revista Processus de Políticas Públicas e
Desenvolvimento Social, v. 3, n. 6, p. 80-97, 2021. 
Outras sugestões
No site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, você
encontrará várias informações interessantes acerca dos cuidados
sanitários na prestação de serviços e afins. Ainda, no site da
prefeitura de sua cidade, procure por Vigilância Sanitária ou
Vigilância em Saúde Coletiva, que irá encontrar informações
direcionadas ao seu município!
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – Anvisa.
Referências Bibliográficas
AVENI, A. Empreendedorismo e inovação na saúde: uma análise
das oportunidades. Revista Coleta Científica, v. 4, n. 8, p. 67-81,
2020.
BITTENCOURT, W. J. M. et al. Práticas integrativas e
complementares em saúde. Porto Alegre: SAGAH, 2021. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Cresce 46% procura por Práticas
Integrativas Complementares no SUS. Conselho Nacional de
Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
CASTRO, A. R. et al. O crescimento do empreendedorismo em
saúde. Revista Amor Mundi, v. 4, n. 8, p. 121-127, 2023.
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https://periodicos.processus.com.br/index.php/ppds/article/view/454/527
https://periodicos.processus.com.br/index.php/ppds/article/view/454/527
https://periodicos.processus.com.br/index.php/ppds/article/view/454/527
https://www.gov.br/anvisa/pt-br
HIRATA, M. H. Manual de biossegurança. 3. ed. Barueri: Manole,
2017. 
SILVA, J. V. Bioética: visão multidimensional. 1. ed. São Paulo:
Iátria, 2010. 
Aula 4
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES NO
SETOR PÚBLICO
Práticas Integrativas e
Complementares no setor público
Olá, estudante! Para que você tenha mais fluidez na aprendizagem
sobre as PICS no setor público, é importante que compreenda as
características do SUS. Vamos pensar juntos: quando vamos
começar a trabalhar em um novo local, precisamos antes de tudo,
entender a estrutura desse lugar, como as coisas funcionam, o que
dá certo e o que não dá, e quais são os objetivos ou as metas a
serem atingidas. Para iniciar um nova Política todos esses cuidados
também são necessários. Então vamos entender o SUS!
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Ponto de Partida
Olá, estudante! Aprendemos sobre as PICS no âmbito do setor
privado. Para o próximo passo vamos compreender como se deu a
sua inclusão no serviço público de saúde, ou seja, no nosso Sistema
Único de Saúde (SUS).
Para isso vamos compreender primeiro sobre nosso sistema de
saúde e suas abordagens na assistência à população para então
inserirmos as PICS nesse contexto. Tenho certeza que entendendo
os princípios fundamentais do SUS e suas maiores demandas,
ficará mais fácil compreender o porquê da inclusão das PICS!
As PICS são regulamentadas pelo Ministério da Saúde por meio da
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares
(PNPIC) no SUS, que estabelece as diretrizes, os objetivos e as
responsabilidades para a implantação e o desenvolvimento das
PICS no SUS. A PNPIC também define os critérios para a inclusão,
a exclusão e a atualização das práticas, bem como para a
capacitação e a habilitação dos profissionais que as realizam. A
implementação desta Política permitiu a abertura de possibilidades
de acesso a serviços antes restritos à prática de cunho privado. Isso
aponta para melhoria dos serviços e o incremento de diferentes
abordagens que configuram prioridade do Ministério da Saúde,
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tornando disponíveis opções preventivas e terapêuticas aos
usuários do SUS.
E antes de começar, deixo aqui uma pergunta para sua reflexão: por
que será que as PICS foram introduzidas no SUS?
Vamos Começar!
O Sistema Único de Saúde (SUS) é considerado um dos maiores e
mais complexos sistemas de saúde do mundo tanto em relação à
cobertura quanto à população atendida, sendo mais de 200 milhões
pessoas assistidas.
Porém, antes dele, a assistência tinha foco médico-hospitalar, a
promoção da saúde era tarefa exclusiva do Ministério da Saúde
(MS) e todas as ações de saúde eram centralizadas no estado,
assim, não havia participação das unidades federativas e dos
municípios.
Nessa época, o acesso dos cidadãos brasileiros à assistência era
restrito. Assim, os cidadãos eram divididos em três grupos: os que
podiam pagar pelos serviços de saúde; os trabalhadores que
contribuíam com o Instituto Nacional de Assistência Médica da
Previdência Social (INAMPS) e tinham direito a assistência prestada
por esse instituto; e os que não tinham nenhum direito à assistência,
chamados de “indigentes”. Estes últimos dependiam totalmente das
ações filantrópicas e da caridade.
Contudo, a realidade social era de exclusão ao direito à saúde a
maior parte da população, e isso passou a ser questionado por
grupos da sociedade civil e por trabalhadores da saúde que, de
forma articulada, começaram a debater sobre qual deveria ser o
futuro da saúde brasileira. A partir dessas discussões surgiu o
movimento da Reforma Sanitária.
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Nesse mesmo período, no âmbito mundialobservavam-se
inclinações para mudanças deste cenário que era comum em todo o
mundo. Entre estas indicações estavam a Declaração de Alma-Ata.
Também ocorreu aqui no Brasil, a 8ª Conferência Nacional de
Saúde, realizada em 1986 que identificou o Estado como
responsável por assegurar o direito à saúde para a população e
aprovou a proposta de criação do SUS.
Em 1990 surgia o SUS, regulamentado pela Lei nº 8.080, que dispõe
sobre as condições para a promoção, a proteção e a recuperação
da saúde e sobre a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes. A criação do SUS foi o maior movimento de
inclusão social da história do Brasil e representou uma afirmação
política de compromisso do Estado brasileiro para com os direitos
dos seus cidadãos. Os serviços que compõem o sistema são:
instituições de pesquisa, institutos de controle de qualidade,
laboratórios farmacêuticos oficiais, agências reguladoras,
laboratórios de análises clínicas, serviços de assistência direta à
saúde e escolas técnicas do SUS.
Para organizar e gerir essa rede grande e complexa de serviços, de
modo que eles funcionem em consonância com os princípios do
sistema, foi preciso uma legislação abrangente, capaz de atender às
necessidades dos gestores e da população. Desse modo, a gestão
pode estar sob o olhar das três esferas de governo (federal,
estadual e municipal), mas cada qual com suas responsabilidades
específicas.
Quando o SUS foi concebido, seus princípios foram discutidos para
guiar e organizar o trabalho de todos os envolvidos na construção e
no funcionamento do sistema. Para isso, os princípios foram
separados em doutrinários: universalidade, integralidade e
equidade; e organizacionais: descentralização, regionalização,
hierarquização e ainda, participação popular.
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De modo simples, a universalidade diz que todo cidadão brasileiro
tem direito a usar os serviços do SUS. A equidade assegura que os
serviços devem ser ofertados de acordo com a necessidade de cada
cidadão/população, com justiça social. A integralidade diz que os
serviços devem ter foco na prevenção de doenças, na promoção da
saúde, na cura e na reabilitação, atendendo às necessidades de
saúde da população como um todo.
A descentralização foi uma estratégia para redistribuição de
responsabilidades pelas ações e pelos serviços tornando as três
esferas responsáveis. Então antes o que era executado à nível
federal, sem grande sucesso, passou a ser distribuído da seguinte
maneira:
Esfera federal – Ministério da Saúde: liderança do conjunto de
ações e desenvolvimento de políticas de saúde, executando
somente em caráter de exceção.
Esfera estadual – Secretaria de Estado da Saúde:
coordenação, desenvolvimento e avaliação das políticas de
saúde, executando ações também em caráter de exceção ou
em áreas estratégicas e de maior complexidade, podendo
também executar ações de saúde em caso de carência do
município ou omissão do gestor municipal.
Esfera municipal – Secretaria Municipal de Saúde: responsável
pela programação, execução e avaliação do atendimento,
envolvendo a gerência das unidades de saúde e recursos
humanos.
A descentralização possibilitou o processo de regionalização, que
deu a possibilidade de trabalhar a realidade local, com seus
determinantes e suas características da comunidade em questão.
Siga em Frente...
Já a hierarquização trata da organização do SUS, partindo da
classificação dos serviços e considerando a complexidade de cada
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um deles. Assim, eles são categorizados de acordo com o tipo de
cuidado prestado e com as tecnologias utilizadas, sendo divididos
em três níveis de atenção à saúde: básico (ou primário), secundário
e terciário, estes últimos conhecidos por média e alta complexidade.
No tocante à participação popular e ao controle social em saúde,
princípio este garantido pela Lei nª 8.142/90, prevê a organização e
a participação da comunidade na gestão do SUS, que ocorre
legalmente por meio dos Conselhos e das Conferências de Saúde
nas três esferas de governo: nacional, estadual e municipal, com
caráter deliberativo, composto de forma igualitária por usuários do
SUS, trabalhadores do SUS e gestores – todos chamados de
conselheiros de saúde.
A implementação do SUS representou grande avanço nos cuidados
com a saúde e na busca por melhorias dos serviços prestados.
Em 2011 foi aprovada a Política Nacional de Atenção Básica,
através da Portaria nª 2.488, estabelecendo a revisão de diretrizes e
normas para a organização da atenção básica, para a Estratégia
Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de
Saúde (PACS).
A atenção básica se caracteriza pelo conjunto de ações de saúde,
de âmbito individual e coletivo, abrangendo a promoção e a
proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o
tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da
saúde. Possui o objetivo de desenvolver atenção integral de forma a
impactar na situação de saúde e autonomia das pessoas e
coletividades. Seguindo os princípios do SUS, é desenvolvida por
meio do exercício de práticas de cuidado e gestão, democráticas e
participativas, por meio do trabalho em equipe, dirigidas às
populações determinadas, observando critérios de risco,
vulnerabilidade, resiliência e ética, considerando que toda demanda,
necessidade de saúde ou todo sofrimento devem ser acolhidos.
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As políticas públicas são diretrizes que servem para nortear as
ações em determina área da vida social. Estas políticas estão
sempre envolvidas com o momento histórico vivenciado e suas
demandas. Em consonância, a PNPIC é um conjunto de normas e
diretrizes com o intuito de incorporar e implementar as Práticas
Integrativas e Complementares no SUS. As práticas integrativas,
mediante abordagem interdisciplinar, proporcionam uma perspectiva
direcionada para o cuidado continuado, humanizado e abrangente
em saúde, ampliando conhecimentos e qualificando os profissionais
de saúde para garantir a oferta segura e de qualidade aos usuários
do SUS.
Dessa forma, esta Política é baseada na perspectiva de prevenção
de agravos e promoção e recuperação da saúde, baseada em
modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do
indivíduo, contribuindo para o fortalecimento dos princípios
fundamentais do SUS. Entre os seus objetivos está a sua
incorporação no SUS, com ênfase na Atenção Básica; o aumento da
resolutividade; a racionalização das ações; e a participação popular
promovendo o envolvimento responsável de todas as instâncias.
A PNPIC, dentro do contexto de política pública de saúde, permitiu
avanços no campo da saúde integrativa ao ampliar o olhar sobre o
cuidado humanizado, continuado e integral de indivíduos e
coletividades. Traz mudanças também na perspectiva
predominantemente medicamentosa, biomédica, dispendiosa e do
poder de decisão exclusivamente dos profissionais de saúde, para
um cenário de promoção da saúde, com autonomia dos sujeitos e
racionalização das ações. Esta Política busca, portanto, concretizar
tal prioridade, oferecendo segurança, eficácia e qualidade na
perspectiva da integralidade da atenção à saúde no Brasil.
Vamos Exercitar?
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Retomando nosso questionamento inicial, as PICS não foram
introduzidas no SUS ao acaso. Houve grande mobilização e
discussões acerca dasdemandas em saúde relacionadas com as
terapias integrativas que vinham sendo apontadas pela OMS como
práticas de grande importância para os cuidados com a saúde, além
de tais possuírem visão em consonância com o olhar que a OMS
havia traçado para o conceito de saúde.
Ainda, a introdução das PICS tinha como objetivos ampliar os
cuidados com a saúde da população brasileira e melhorar os índices
de resolutividade do nosso sistema de saúde, além de fortalecer o
SUS e seus princípios que foram mantidos e reforçados entre as
diretrizes da PNPIC.
Completando, por possuir olhar para atendimento continuado e
integral em saúde, era esperado que com as PICS, associado a uma
maior resolutividade, os gastos com a saúde, por exemplo, com
medicalização, fossem diminuídos, representando economia de
recursos públicos. As PICS também geram redução de gastos
devido ao baixo custo de sua aplicabilidade, em comparação a
outros tipos de tratamentos.
Saiba Mais
Sugestão de capítulo de livro
Para conhecer mais sobre a implantação do SUS e sua relação com
a Reforma Sanitária leia o capítulo Lei Orgânica: Leis 8.080/90 e
8.142/90 (Unidade 4), do Livro Saúde Coletiva, disponível em nossa
Biblioteca Virtual.
MOREIRA, T. C. et al. Saúde coletiva. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
Sugestão de artigo científico
Na mesma entoada segue o artigo Desenvolvimento do SUS, rumos
estratégicos e estratégias para visualização dos rumos, que aborda
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https://www.scielo.br/j/csc/a/bMPrN3XpzGh9mDjVmrXMGGN/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/csc/a/bMPrN3XpzGh9mDjVmrXMGGN/?format=pdf&lang=pt
o desenvolvimento do SUS sob a ótica de seus princípios e da
Reforma Sanitária.
SANTOS, N. R. Desenvolvimento do SUS, rumos estratégicos e
estratégias para visualização dos rumos. Revista Ciências &
Saúde Coletiva, v. 12, n. 2, p. 429-435, 2007. 
Outras sugestões
Apesar da implementação das PICS no SUS, esta Política possui
desafios, entre a formação profissional. Sobre o tema leia o artigo
Formação profissional em Práticas Integrativas e Complementares:
os significados atribuídos pelos trabalhadores da Atenção Primária à
Saúde.
SILVA, P. H. B. et al. Formação profissional em Práticas Integrativas
e Complementares: os significados atribuídos pelos trabalhadores
da Atenção Primária à Saúde. Revista Ciências & Saúde Coletiva,
v. 26, n. 2, p. 399-408, 2021.
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional da Atenção
básica. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção
Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Sistema Único de
Saúde. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sus.
Acesso em: 8 dez. 2023.
BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre
as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a
organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá
outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 1990.
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https://www.scielo.br/j/csc/a/bMPrN3XpzGh9mDjVmrXMGGN/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/csc/a/bMPrN3XpzGh9mDjVmrXMGGN/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/csc/a/bMPrN3XpzGh9mDjVmrXMGGN/?format=pdf&lang=pt
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sus
BRASIL. Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. Dispõe sobre a
participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde
(SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos
financeiros na área da saúde e dá outras providências. Brasília, DF:
Diário Oficial da União, 1990.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº
2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de
Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas
para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da
Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde
(PACS). Brasília, 2011.
MOREIRA, T. C. et al. Saúde coletiva. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
SOARES, M. C. R.; GIRONDOLI, Y. M. Orientações em saúde:
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).
Coordenadoria de Atenção à Saúde do Servidor. Instituto Federal,
Espírito Santo. 2021. Disponível em:
https://prodi.ifes.edu.br/images/stories/Pr%C3%A1ticas_Integrativas
_e_Complementares_em_Sa%C3%BAde_PICS.pdf. Acesso em: 7
dez. 2023.
SOLHA, R. K. T. Sistema Único de Saúde: componentes, diretrizes
e políticas públicas. 1. ed. São Paulo: Érica, 2014.
Encerramento da Unidade
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
COMPLEMENTARES E SEU
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https://prodi.ifes.edu.br/images/stories/Pr%C3%A1ticas_Integrativas_e_Complementares_em_Sa%C3%BAde_PICS.pdf
https://prodi.ifes.edu.br/images/stories/Pr%C3%A1ticas_Integrativas_e_Complementares_em_Sa%C3%BAde_PICS.pdf
DESENVOLVIMENTO NO
BRASIL
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante! Em nossa videoaula você conhecerá sobre as
Práticas Integrativas e Complementares (PICS) e como se deu o
seu desenvolvimento em nosso país, perpassando não só pelo setor
público, mas também pelo nosso Sistema Único de Saúde (SUS) e
sua relação com as práticas em questão. E você sabia que a
participação popular, estimulada nas PICS pelo SUS possuem
relação direta com estas técnicas por meio da nossa medicina
tradicional? Vamos entender como! Venha comigo nessa aula!
Ponto de Chegada
Olá, estudante! As práticas integrativas e Complementares (PICS)
são caracterizadas por um conjunto de recursos terapêuticos, com
base na medicina tradicional e seus conhecimentos populares, que
possuem uma visão ampliada, ou integral, do ser humano,
observando seus aspectos físicos, emocionais e espirituais. Além
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disso, as PICS buscam a prevenção de doenças, a recuperação da
saúde, melhor qualidade de vida e bem-estar de indivíduos e
coletividades.
Devido às suas características, as PICS são capazes de trazer
diversos benefícios, entre eles: maior relaxamento e bem-estar;
melhora da qualidade do sono, da ansiedade e dos quadros
depressivos; redução e alívio da dor; diminuição de sinais e
sintomas de diversas doenças; fortalecimento do sistema
imunológico; estímulo para o contato profissional interagente;
redução do uso de medicamentos bem como a diminuição de
reações adversas à medicação; melhor qualidade de vida.
Também é importante dizer que as PICS podem ser utilizadas por
todos, nas diversas fases da vida. Claro que as necessidades serão
diferentes de pessoa para pessoa e cabe ao profissional qualificado
na área definir qual ou quais as técnicas serão mais indicadas para
cada caso.
Como já foi dito, as PICS possuem relação direta com as medicinas
tradicionais. Estas práticas estão ligadas a aspectos socioculturais
de cada povo e em muitos lugares é a principal forma de acesso a
cuidados com a saúde.
No Brasil, existe uma riqueza cultural muito grande advinda da
miscigenação que temos e da vasta área territorial. Essas
características enriqueceram a nossa medicina tradicional e as PICS
e, consequentemente, somos considerados referência mundial.
Seguindo as recomendações da OMS, nosso país aderiu à inclusão
das PICS nos serviços públicos de saúde. Isso se deu mediante o
uso da Política Nacional das Práticas Integrativas e
Complementares (PNPIC), permitindo avanços na saúde integrativa
e mudanças no olhar, até entãopredominantemente biomédico, ou
medicamentoso.
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Dessa forma, além desta Política alinhar suas diretrizes de acordo
com os princípios do SUS, fortalecendo nosso sistema de saúde,
também oferece mais segurança, eficácia e qualidade na atenção
integral à saúde.
Portanto, as práticas integrativas em nosso sistema público de
saúde, por meio de uma abordagem interdisciplinar, proporcionam
uma perspectiva direcionada para o cuidado continuado,
humanizado e abrangente em saúde, ampliando conhecimentos e
qualificando os profissionais de saúde para garantir a oferta segura
e de qualidade aos usuários.
E não podemos deixar o setor privado de lado. As áreas
relacionadas à saúde e ao bem-estar estão entre as que mais
cresceram nos últimos anos, com estimativas de se desenvolver
ainda mais!
Isso se dá porque, cada vez mais, as pessoas têm se preocupado
com sua saúde e buscado por mudanças no estilo de vida. Sem
dúvidas, as PICS ajudam muito nesse quesito, pois apresentam
ferramentas simples para serem usadas no dia a dia, auxiliam no
gerenciamento do estresse e fortalecem o autocuidado.
É Hora de Praticar!
Seus avós fazem acompanhamento de saúde na Unidade Básica de
Saúde (UBS) do bairro onde moram para controle de diabetes e
hipertensão. Numa dessas visitas você decidiu acompanhá-los e
ficou sabendo que na UBS existem outros idosos com os mesmos
problemas de saúde. Quando estavam indo embora, viu um cartaz
na recepção que falava sobre as PICS, convidando os usuários do
SUS a utilizarem as práticas, e ficou interessado em saber mais.
Seria possível um cidadão participar de deliberações relacionadas à
saúde na sua cidade? E as PICS, todos podem ter acesso?
Reflita
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Com a visão que você já tem das PICS e seus “primeiros passos”
em nosso país, te deixo algumas perguntas para refletir:
Você acha que as PICS ofertadas no SUS são diferentes
daquelas presentes no setor privado?
Será que sem o desenvolvimento da PNPIC as PICS teriam o
mesmo reconhecimento que têm atualmente?
De que forma podemos melhorar ainda mais a qualidade das
PICS no Brasil?
Resolução do estudo de caso
Quando o SUS foi desenvolvido, entre os seus princípios está a
participação popular. Esse direito, garantido pela Lei nº 8.142/90,
que prevê a organização e a participação da comunidade na gestão
do SUS, que ocorre legalmente por meio dos Conselhos e das
Conferências de Saúde nas três esferas de governo: nacional,
estadual e municipal, com caráter deliberativo, composto de forma
igualitária por usuários do SUS, trabalhadores do SUS e gestores –
todos chamados de conselheiros de saúde. Isso quer dizer, que
você poderá participar das reuniões do Conselho de Saúde da sua
cidade, que ocorre sempre de forma aberta à comunidade em que
você possui, inclusive, direito à voto.
Além disso, também são princípios do SUS a universalidade,
integralidade e equidade. Isso quer dizer que todos têm direito aos
serviços de saúde, de igualitária, justa e integral, ou seja,
abrangendo todos os aspectos relacionados à saúde: prevenção,
promoção e tratamento/reabilitação.
Dessa forma, as PICS presentes no SUS também possuem acesso
seguindo suas diretrizes e os princípios do nosso sistema. E caso
perceba que em seu bairro existe uma demanda por determinada
prática, que ainda não esteja presente, isso pode ser levado adiante
mediante contato com gestores de saúde e participação nas
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reuniões do Conselho de Saúde, com posterior desenvolvimento de
projeto para a implementação do serviço.
Dê o play!
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Fonte: elaborada pela autora.
Referências
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