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2 SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI- UNIASSELVI CURSO SUPERIOR DE FARMÁCIA RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ANÁLISES CLÍNICAS MAGNA PEREIRA LEITE TUCUMÃ-PA ABRIL/2024 SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI CURSO SUPERIOR DE FARMÁCIA MAGNA PEREIRA LEITE BIOLAB – LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICA E VACINAS SILVIA DALL AGNOL TUTOR DA DISCIPLINA Relatório Parcial de Estágio Curricular Supervisionado, apresentado a UNIASSELVI – SC, como requisito para obtenção do diploma. TUCUMÃ-PA ABRIL/2024 DADOS DO ESTÁGIÁRIO ALUNO: MAGNA PEREIRA LEITE DATA DE NASCIMENTO: 13/03/1995 CONCLUSÃO DO CURSO: 2025 ENDEREÇO: AV. Maranhão, nº 803 Setor Rodoviária FONE: (94) 99104-0403 CURSO: FARMÁCIA - UNIASSELVI ENDEREÇO: Rodovia PA, 279, Quadra 09 BAIRRO: Centro CIDADE: Tucumã-PA CEP: 68385-000 FONE: (94) 99184-7935 DADOS DO ESTÁGIO RAZÃO SOCIAL: BIOLAB – LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLINICA E VACINAS ENDEREÇO: Av. Seringueira, SN, Sala 05 BAIRRO: Industrial CIDADE: Tucumã- PA DATA DA FUNDAÇÃO: 29-09-2012 NATUREZA: Saúde ÁREA DE ATUAÇÃO DA EMPRESA: Saúde, Médica e Hospitalar NÚMERO DE EMPREGADOS: 07 PERÍODO DE ESTÁGIO: 11/03/2024 à 10/05/2024 REPRESENTE LEGAL DA EMPRESA: Clelma Soares Brito e Thiago Costa Freitas SUMÁRIO INTRODUÇÃO................................................................................................2 OBJETIVOS....................................................................................................3 OBJETIVO GERAL........................................................................................3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..........................................................................3 DESENVOLVIMENTO....................................................................................4 HISTÓRICO DA EMPRESA..........................................................................4 3.2. DESCRIÇÃO DOS SETORES....................................................................5 DESCRIÇÃO DE ROTINAS NOS SETORES.............................................6 METODOLOGIAS ANALÍTICAS....................................................................7 RESULTADOS.............................................................................................19 3.6 DESCRIÇÃO DOS CASOS CLÍNICOS......................................................19 4 CONCLUSÃO................................................................................................19 REFERÊNCIAS................................................................................................20 1 INTRODUÇÃO A missão do Farmacêutico em análises clínicas consiste em analisar as amostras biológicas dos pacientes de modo a garantir a qualidade dos resultados nos exames laboratoriais no mais curto período de tempo facilitando o diagnóstico do paciente e contribuindo para a descoberta da patologia dos doentes nas áreas da Bioquímica, Microbiologia, Hematologia, Serologia e Imunologia. (Anvisa, 2011). Por esse motivo, a qualidade dos profissionais que desenvolvem as atividades de Análises Clínicas deve ser considerada como um fator prioritário, pois não adianta equipamentos de primeira qualidade, se o profissional não estiver bem qualificado e não tiver uma boa formação, aliada com o desenvolvimento da prática (Brasil, 1979). O estágio curricular em qualquer curso é uma oportunidade de se colocar em prática os conhecimentos teóricos adquiridos na formação acadêmica. Na área da Farmácia em particular, é fundamental para o desenvolvimento da prática profissional. O desenvolvimento do acompanhamento de atividades, por exemplo, numa empresa, onde se desenvolva procedimentos ligados a alguma área da Farmácia, objetivando, assim, a solidificação dos conhecimentos teóricos, importantes na realização prática da formação farmacêutica (Anvisa, 2011). A estrutura de análises clínicas consiste em é uma das mais importantes, quando se trata no apoio ao diagnóstico de patologias, auxiliando a medicina nos cuidados com a saúde e bem estar do paciente. As principais áreas de um laboratório de análises clínicas são: Hematologia, Bioquímica, Imunologia, Microbiologia, Parasitologia e Urinálise. 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Presenciar e conhecer a realidade do Laboratório de Análises Clínicas, observando a rotina dos biomédicos e técnicos de análises clínicas, e assim, poder ter melhor proveito em absorção de conhecimentos compartilhados no dia-a-dia da empresa. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Proporcionar ao estagiário o acesso a realidade do laboratório de análises clínicas; · A rotina de exames, e o conhecimento de cada setor, sendo possível acompanhar a realização de exames; · Biossegurança: Medidas de segurança adotadas para garantir a proteção dos profissionais e pacientes; · Cores do tubo: Sistema de identificação por cores dos tubos de coleta sanguínea e seu significado relacionado aos exames laboratoriais; · Ordem de coleta sanguínea: Sequência correta de coleta de diferentes tipos de tubos, considerando a estabilidade dos componentes sanguíneos e a qualidade das amostras; · Organização dos tubos de coleta: Procedimentos de identificação, armazenamento e transporte dos tubos para garantir sua integridade e rastreabilidade; · Coleta venosa: Observação de coleta de amostras sanguíneas por punção venosa, incluindo técnicas e preparo do paciente; · Homogeneização do sangue: Técnicas de mistura adequada dos componentes do sangue após a centrifugação; · Centrifugação sanguínea: Processo de separação dos componentes do sangue por meio da centrifugação; 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 HISTÓRICO DA EMPRESA O Laboratório BIOLAB foi inaugurado dia 27 de setembro de 2012, a equipe trabalha com muita seriedade realizando diariamente exames de sangue, bioquímica, parasitologia, urinálise e testes rápidos. Os biomédicos Clelma Soares de Brito e Thiago Costa Freitas gerenciam o laboratório visando sempre a seriedade, qualidade e a rapidez nos exames. A biomédica Clelma Soares é graduada em Biomedicina, patologista clínica de formação, pós-graduada em biomedicina estética, imunologia clínica e mestre em ciências farmacêuticas com ênfase em atividade biológica no sistema cárdio renal. E o biomédico Thiago Costa é graduado em Biomedicina desde 2005 pelo Centro Universitário Lusíada em Santos-SP, tem pós-graduação em banco de sangue pela USP de Ribeirão Preto. É pós-graduada em biomedicina estética pelo Nepuga, pós-graduado em ortomolecular pela Unylea e também, pós-graduado em Citopatologia oncótica pela Unylea, sendo mestrando em Saúde Pública pela Uneatlântico na Espanha. O estágio realizado no Laboratório BIOLAB teve a duração de 230 horas. O estágio envolveu o conhecimento das condições de higiene e segurança no local de trabalho, atendimento ao cliente/paciente, triagem de amostras biológicas, correta identificação e armazenamento de amostras. A equipe do Laboratório BIOLAB é composta por 06 funcionários e 01 estagiário, dentre eles, Os dois biomédicos e proprietárias do laboratório. Desde a sua fundação, o laboratório de análises clínicas tem se destacado pela sua qualidade e precisão de seus serviços. O Laboratório está em constante crescimento, buscando sempre se atualizar com as mais recentes tecnologias e avanços no campo da medicina diagnóstica. Com uma equipe altamente capacitada e um compromisso contínuo com a excelência, o Laboratório BIOLAB está preparado para atender às necessidades de seus pacientes, proporcionando resultados confiáveis e um atendimento de qualidade na região. 3.2 SETORES DA EMPRESA O Laboratório BIOLAB é dividido em vários setores, sendo a recepção, que é por onde começa a primeira fase do atendimento, que é a triagem e captação das primeiras informações dos pacientes. Essa parte de anamnese é de suma importância. Na triagem devemos fornecemos as orientações necessárias para o paciente como: se precisa ficar em jejum, cuidados com a alimentação e horário de coleta, mostrando sempre a transparênciae a segurança no ambiente laboratorial. Temos também a sala de coleta de sangue que é o espaço dedicado à coleta de sangue dos pacientes, garantindo que seja realizada de forma segura e higiênica, temos o setor de hematologia que é o local onde condições relacionadas ao sangue e suas frações são investigadas. Um dos principais exames do setor hematológico é o hemograma pois tem grande capacidade de revelar alterações em diferentes partes do organismo. No setor de bioquímica, local onde investiga o funcionamento dos processos metabólicos do organismo, ou seja, mede e expressa quimicamente as alterações normais e patológicas, sendo que no setor de urinálise é feito análise da urina, que é muito importante para detectar certas substâncias que podem indicar a presença de patologias que podem não apresentar nenhum sintoma. No setor de parasitologia é feita a pesquisa de determinados microorganismos, como vermes e protozoários. Na sala de Alocação Temporária de Amostras são: amostras como escarro, fezes, espermatozóides e urina, são temporariamente armazenadas antes de serem processadas nos setores correspondentes. Na sala de Lavagem é dividida em área suja e área limpa, a sala de lavagem é responsável pela higienização das vidrarias e materiais utilizados nos exames. Na área suja, são realizadas as etapas de limpeza com hipoclorito, água e detergente, enquanto a área limpa é usada para secar os materiais ou realizar métodos específicos, como a coloração de lâminas de preventivo (PapaNicolau). Na refrigeração, o laboratório possui duas geladeiras, uma para armazenamento de amostras e outra para reagentes. Diariamente, é feita a verificação e o registro da temperatura dessas geladeiras para garantir a adequada conservação dos materiais. Nos testes Rápidos: O laboratório realiza diversos testes rápidos, como HIV, dengue, COVID, entre outros, utilizando kits específicos para a detecção rápida de doenças. E por fim, as máquinas do laboratório possuem o Erba Mannhem XL-200, Hemacounter SL, homogeneizador Depram DHM 240, a centrífuga KASVI Table Type Low Speed Centrifuge, o Easy Lyte Plus que é usada para medição de eletrólitos. 3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR E RELACIONAMENTO COM A EQUIPE. Primeiramente realizamos o cadastro do paciente, verificando com atenção todos os exames a serem realizados, para que possa ser coletado de maneira correta. Logo, separamos o material que será utilizado para coleta, bem como os EPI`s a ser utilizado pelo profissional/estagiário. Identificando sempre com nome completo do paciente e data de nascimento nos tubos com amostras, frascos ou potes sempre na frente do paciente. A fase de anamnese é de particular importância, uma vez que, influência todo o processo de obtenção de um resultado assertivo e consequentemente a decisão clínica a ele associada. Nesta fase estão incluídos os procedimentos de análise da requisição do paciente, informação ao cliente/paciente da preparação necessária (jejum, dieta específica, hora apropriada para a colheita, influência de medicamentos, entre outros), coleta e condições de transporte e conservação de amostras. A participação nas tarefas executadas na área de recepção de produtos utilizados no laboratório, também é de grande importância para compreender o complexo circuito de amostras existente entre o laboratório e o envio para laboratórios de apoio. Estas tarefas incluíram a verificação da integridade das amostras (se não foi comprometida durante o transporte), se a temperatura de transporte foi adequada, colocação no sistema informático e separação para os setores específicos. Apliquei também os critérios de rejeição de amostras. Para obter resultados válidos, são necessárias nas amostras corretamente identificadas e de qualidade. As amostras que estão mal identificadas são rejeitadas e é solicitado novas coletas. As amostras de rotina colhidas e/ou recepcionadas no laboratório são registradas no sistema informático e identificadas com etiqueta que permite a leitura de código de barras. Os tubos de coleta com gel de separação são centrifugados. São separadas pelos diferentes setores que efetuam os testes necessários realizados no dia. Todos estes procedimentos são realizados respeitando as regras de segurança. Sendo imprescindível a utilização do equipamento de proteção individual (ex. luvas e jalecos) considerado necessário e de forma segura, minimizando salpicos e formação de aerossóis. 3.4 METODOLOGIAS ANALÍTICAS Procedimento Operacional Padrão (POP) Teste rápido para detecção de Sífilis Fundamento do Método São exames que detectam de forma qualitativa de anticorpos totais (IgG, IgM e IgA) anti-Treponema pallidum em amostras de soro, plasma ou sangue total. Não há contra-indicações para o uso do teste rápido sendo assim, é indicado para homens e mulheres que procurem a unidade de saúde com necessidade de conhecimento de status sorológico, indivíduos com exposição de risco e/ou gestantes. É de total responsabilidade do enfermeiro ou profissional de nível superior capacitado para fazer o teste rápido de Sífilis (Brasil, 2015). INFORMAÇÕES GERAIS DO TESTE RÁPIDO ECO DIAGNÓSTICA Detecção qualitativa de anticorpos especícos para Sílis (Treponema pallidum); Sensibilidade geral: 100% (405/405); Especicidade geral: 99,5% (478/480); Armazenamento: 2 a 30ºC; Amostra: soro, plasma e sangue total; Volume de Amostra: 20μL (sangue total) e 10μL (Soro ou plasma); Tempo de teste: 15 minutos (Não ler após 20 minutos). 1 MATERIAIS PARA REALIZAÇÃO DO TESTE · Kit de Teste Rápido de Sífilis; · Diluente (solução Tampão); · Alças coletoras descartáveis (pipeta); · Lancetas descartáveis; · Álcool 70 %; · Algodão; · Luvas de procedimento; · Cronômetro ou relógio; · Recipiente para descarte para material biológico potencialmente infectante; · Caneta com tinta permanente para escrever; · Impresso para emissão do Laudo; · Folha de trabalho com nome do testador, data, marca do teste, lote e validade. 2 DESCRIÇÃO DA TÉCNICA 2.1 AÇÃO 1. Acolher o paciente, explicando o propósito do exame e as etapas do procedimento; 2. Realizar a entrevista padronizada, individualmente com apresentação de documento oficial com foto e encaminhar para coleta individual; 3. Higienizar as mãos; 4. Retire o suporte de teste do envelope laminado, identifique-o com o nome/número de identificação do indivíduo; 5. Verificar a integridade de todos os componentes do teste de acordo com as orientações do fabricante (bula) (Figura 1). Figura 1. Kit Teste rápido Sífilis Fonte: Brasil (2019) 6. Vestir as luvas de procedimento; 7. Coletar da amostra por punção digital (sangue total); 8. Perfurar a extremidade do dedo com a lanceta fornecida no ki; 9. Encostar a pipeta na gota de sangue a ser testado, recolhendo o sangue de acordo com as orientações de cada bula especifica de cada teste. 10. Depositar a amostra de sangue coletado pela pipeta no poço do dispositivo do teste de acordo com as instruções da bula (Figura 2). 11. Adicionar as gotas da solução necessárias ao poço de acordo com as instruções da bula, mantendo o frasco na posição vertical (Figura 2). Figura 2 – Dispositivo de Teste. Fonte: Brasil (2019) 12. Registrar o horário através do relógio marcando no dispositivo do teste após adicionar a solução tampão; 13. Aguardar o aparecimento da(s) linha(s) colorida(s). Interpretar o resultado. Seguir o tempo necessário para a leitura do resultado segundo as instruções da bula, não devendo realizar a leitura depois de transcorrido esse tempo; 14. Desprezar a lanceta em recipiente para perfurocortante; 15. Desprezar o dispositivo do teste e a pipeta em lixo para descarte de material biológico potencialmente contaminado; 16. Retirar e descartar as luvas de procedimento; 17. Aconselhar o indivíduo quanto às infecções IST, tratamento, janela imunológica, prevenção e sobre os testes rápidos. 18. Interpretar o resultado obtido pelo teste e informar o paciente, mostrando o dispositivo do teste reagente para que sejafeita a conferência junto o mesmo; 19. Preencher o laudo do teste rápido, assinar e entregar para o paciente; 20. Se o resultado obtido for reagente, solicitar titulação por meio do exame VDRL; 21. Se houver titulação, iniciar tratamento com prescrição médica. 3 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS NÃO REAGENTE: apenas uma linha colorida é formada na região da linha controle (C). Nenhuma linha é formada na região teste (T); FONTE: Brasil (2019) REAGENTE: duas linhas coloridas são formadas na janela de resultado. Uma linha colorida é formada na região da linha controle (C) e outra linha colorida é formada na região da linha teste (T); FONTE: Brasil (2019) INVÁLIDO: a linha controle (C) não é formada. Os resultados de qualquer teste que não tenha produzido a linha controle (C) no momento de leitura especificado devem ser descartados. Volume insuficiente de amostra, problemas na migração da amostra ou técnicas de procedimento incorretas são as razões mais prováveis de falha na linha controle (C). FONTE: Brasil (2019) Consulte sempre a bula do teste disponibilizado, pois algumas orientações podem variar de um laboratório para outro; Sempre ofertar para gestantes, visando à diminuição da transmissão vertical; Fornecer o resultado acompanhado do laudo, mediante apresentação de documento com foto; Laudo sempre assinado e carimbado pelo testador; Orientar a necessidade do parceiro (a) realizar o teste rápido para sífilis; Notificar o caso no SINAN caso resultado reagente. Procedimento Operacional Padrão (POP) Teste rápido para detecção de HIV Fundamento do Método Consiste em teste cuja realização não necessita de estrutura laboratorial. Sua utilização é direcionada para profissionais da área de saúde com exposição ocupacional ao HIV, população de difícil acesso e demais rotinas de programas de saúde. Os testes rápidos são práticos e de fácil execução; podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue na ponta do dedo ou ainda pode ser amostra de fluido oral, e fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos (Brasil, 2014). INFORMAÇÕES GERAIS DO TESTE RÁPIDO ECO DIAGNÓSTICA Ensaio imunocromatográfico para detecção qualitativa de anticorpos específicos de todos os isotipos (1, 2 e grupo O) do vírus HIV Sensibilidade: 100% (166/166) Especificidade: 100% (715/715) Armazenamento: 2 a 30ºC Amostra: soro, plasma e sangue total Volume de Amostra: 20μL (Sangue total) e 10μL (Soro e plasma) Tempo do Teste: 10 minutos (não ler após 20 minutos) Validade: 24 meses Apresentação: Cassete 1 MATERIAIS PARA REALIZAÇÃO DO TESTE · Dispositivo de Teste Rápido (TR); • · Solução tampão (cada marca de TR de HIV tem diluente específico); · Pipeta plástica (cada fabricante de TR indica volume diferente da amostra de sangue); · Lanceta; · Luvas de procedimento; · Caneta tipo marcador permanente para escrever no dispositivo de teste; · Algodão; · Álcool a 70%; · Cronômetro ou relógio. 2 DESCRIÇÃO DA TÉCNICA 2.1 AÇÃO Coletar amostra por punção digital para teste inicial presencial (teste rápido 1 – TR1) 1º. Confirmar os dados do pedido do exame; 2º. Apresentar-se à gestante/puérpera dizendo seu nome e função; 3º. Confirmar a identificação da gestante/puérpera (PRT.NSP.001); 4º. Propiciar ambiente de confiança que favoreça vínculo e avaliação de vulnerabilidades; 5º. Ofertar o TR à gestante/puérpera solicitando seu consentimento para a testagem e realizar o aconselhamento pré-teste (POP.DE.UASMP.017); 6º. Informar como será feita a coleta e o tempo que levará até ser possível ler o resultado; - OBS: O tempo de leitura muda conforme a marca do kit. Leia atentamente folheto informativo contido no kit que será utilizado. 7º. Higienizar as mãos (PRT.CCIRAS.001 – Higiene das Mãos); 8º. Reunir o material na bandeja e levar até a gestante/puérpera colocando em superfície nivelada; 9º. Calçar as luvas de procedimento; 10º. Remover o dispositivo de teste da embalagem e usar a caneta permanente para identificá-lo com as iniciais da gestante/puérpera; 11º. Selecionar um dos dedos da gestante/puérpera para punção: indicador, médio ou anelar; 12º. Segurar a mão com a palma voltada para cima e pressionar levemente a mão da gestante/puérpera no sentido do punho para o dedo onde será feita a punção; 13º. Fazer antissepsia na ponta do dedo com algodão umedecido em álcool 70% e esperar secar; 14º. Remover a tampa da lanceta retrátil e pressioná-la na face lateral da polpa digital; 15º. Limpar o primeiro sinal de sangue com algodão seco; 16º. Deixar uma grande gota de sangue se formar no local da punção; 17º. Proceder coleta e testagem conforme orientação de cada fabricante (Tabela 1); 18º. Descartar a lanceta em caixa de perfurocortante e demais resíduos de forma adequada (POP.SHH.001 Gerenciamento de resíduos); 19º. Retirar luvas e higienizar as mãos (PRT.CCIRAS.001 – Higiene das Mãos); 20º. Respeitar o tempo de leitura do teste e interpretar o resultado (Tabela 2); 21º. Comunicar o resultado do exame à gestante/puérpera de forma privada, mediante aconselhamento pós-teste (POP.DE.UASMP.017); 22º. Comunicar o resultado ao profissional solicitante e à equipe que a está assistindo (enfermagem, médico obstetra e pediatra); 23º. Preencher o Boletim de Resultados de Exames (ANEXO 3) para o Laboratório e Planilha de Registro dos Testes Rápidos HIV e Sífilis (ANEXO 4); 24º. Registrar em prontuário eletrônico: - A realização do aconselhamento PRÉ-TESTE; Cuidados durante a testagem rápida presencial • Faça o teste na presença da gestante/puérpera (por punção digital), sempre que possível, prevenindo uma eventual troca de amostras; • Confira o prazo de validade impresso na parte externa da embalagem do kit e garanta que o kit esteja numa temperatura ambiente entre 15-30°C na hora do teste; • Mantenha as embalagens lacradas até o momento da utilização; • Abra somente o dispositivo que vai utilizar naquele momento e use imediatamente; • Não realize vários TR ao mesmo tempo; • Identifique sempre o dispositivo do teste com as inicias do nome da gestante/puérpera; • Use a pipeta ou o capilar específico fornecido com o kit, mesmo que tenha preferência por outra, pois eles aspiram volumes diferentes de amostra e não devem ser trocados; • Não pingue o sangue diretamente do dedo no dispositivo; • Não bata a ponta do capilar ou da pipeta na membrana do dispositivo de teste; • Deixe o sangue coletado descer naturalmente para o poço, em superfície nivelada; • Use o tampão específico fornecido junto com o kit e adicione seu volume exato determinado pelo fabricante (veja tabela 1 acima ou verifique a bula do produto); • Não misture frascos de solução tampão de testes distintos; Procedimento Operacional Padrão (POP) Teste rápido para detecção de BHCG Fundamento do Método O hormônio Gonadotrona Coriônica Humana (hCG) é uma glicoproteína secretada durante o desenvolvimento da placenta logo após a fertilização. No início da gravidez, as concentrações de hCG no soro, plasma e urina aumentam rapidamente, sendo um bom marcador para testes de gravidez. Em uma gestação normal, o hCG pode ser detectado entre sete e dez dias após a concepção, alcançando 10mUI/mL e aumentando gradativamente atingindo 37.000-50.000 mUI/mL entre oito e onze semanas. O pico máximo 100.000-200.000mUI/mL é alcançado entre a décima e décima segunda semanas de gravidez. O aparecimento do hCG no soro, plasma e urina logo após a concepção e o subsequente aumento rápido na concentração durante o início do desenvolvimento gestacional faz com que o hCG seja um excelente marcador para detectar o início da gravidez. O hCG 10mUI ECO Teste é um teste rápido que detecta qualitativamente a presença de hCG em amostras humanas a uma sensibilidade de 10mIU/mL (Morgan, 1975). O teste é usado para detectar hCG em soro, plasma ou urina de acordo com o princípio do método de xação de duplo anticorpo. O hCG presente na amostra forma inicialmente um complexo com o anticorpo monoclonal anti-α-hCG marcado com ouro coloidal. Posteriormente, o complexo formadomigra através da membrana por capilaridade. Quando o complexo alcança a linha teste, ele se liga ao anticorpo monoclonal anti-β-hCG, que recobre a zona de detecção. Se o resultado for reagente, aparecerá uma linha vermelha na região teste. Se o resultado for não reagente, não ocorrerá formação de linha vermelha nessa região (Morgan, 1975). INFORMAÇÕES GERAIS DO TESTE RÁPIDO ECO DIAGNÓSTICA Detecção qualitativa de gonadotrofina coriônica humana (hCG) Sensibilidade: >99% Especificidade: >99% Armazenamento: 2 a 30°C Amostra: soro, plasma e urina Volume de Amostra: 100ul para cassete Tempo do Teste: 5 e 7 minutos (não ler após 7 minutos) Validade: 24 meses Cut-off: 25mUI/mL Apresentação: Tira 1 MATERIAIS PARA REALIZAÇÃO DO TESTE · Tira teste; · Recipiente para coleta da amostra de urina. 2 DESCRIÇÃO DA TÉCNICA 2.1 AÇÃO 01. Acolher a paciente, explicando o propósito do exame e as etapas do procedimento; 02. Entregar o recipiente para mulher, explicando o procedimento a ser realizado para obtenção da amostra de urina; 03. Após a obtenção do material a ser testado (urina), proceder com a separação do teste, verificando as condições e data de validade antes de utilizar o mesmo (Figura 1); Figura 1. Teste rápido de detecção de Hcg Fonte: SMS Batatais (2022). 04. Higienizar as mãos; 05. Abrir o invólucro de alumínio e retirar o teste; 06. Vestir as luvas de procedimento; 07. Submergir a tira reagente no recipiente contendo a urina até a metade da área destinada a este fim, com as setas viradas para baixo apontando para amostra, durante 8 segundos (Figura 2); Figura 2. Submersão do teste na amostra coletada Fonte: SMS Batatais (2022) 08. Remover a tira teste do contato com a amostra e colocá-la sob uma superfície limpa, plana e seca (Figura 3); Figura 3. Tira teste pós-submergida Fonte: SMS Batatais (2022) 09. Aguardar o aparecimento da(s) linha(s) colorida(s). Interpretar o resultado em 5 minutos, não devendo realizar a leitura depois de transcorrido esse tempo (Figura 4); Figura 4. Tiras prontas para interpretação do resultado Fonte: SMS Batatais (2022) 10. Desprezar a urina em vaso sanitário e descartar restante do material em lixo contaminante; 11. Retirar e descartar as luvas de procedimento; 12. Interpretar o resultado obtido pelo teste e informar a paciente, mostrando a tira reagente para que seja feita a conferência junto à mesma; 13. Preencher o laudo do teste rápido disponível no sistema RKM e entregar para a paciente; 14. Se não houver clinicamente dúvida da gravidez, iniciar pré natal. No caso de dúvida seguir rotina pra diagnóstico. Interpretação de resultados (Figura 6): NÃO REAGENTE: apenas uma linha colorida é formada na região da linha controle (C). Nenhuma linha é formada na região teste (T); REAGENTE: duas linhas coloridas são formadas na janela de resultado. Uma linha colorida é formada na região da linha controle (C) e outra linha colorida é formada na região da linha teste (T); INVÁLIDO: a linha controle (C) não é formada. Os resultados de qualquer teste que não tenha produzido a linha controle (C) no momento de leitura especificado devem ser descartados. Volume insuficiente de amostra, problemas na migração da amostra ou técnicas de procedimento incorretas são as razões mais prováveis de falha na linha controle (C). Figura 6. Interpretação de resultados Fonte: Bula teste. Diagnóstica Indústria e Comércio LTDA (2021). Precauções: Falso negativo: ocorre quando os níveis de hCG estão abaixo do nível de sensibilidade do teste (concentração abaixo de 25 mUI/ml). ATENÇÃO: Se a suspeita de gravidez ainda existir, uma nova amostra de urina, sendo esta obrigatoriamente a primeira da manhã, deverá ser solicitada de 48 a 72 horas após a primeira testagem ou ainda solicitado o teste sanguíneo para confirmação ou descarte da suspeita; A ingestão de bebidas alcoólicas antecedendo o exame pode interferir no resultado do teste, não sendo recomendado a realização do mesmo mediante tal situação; Embora não seja necessária a utilização da 1ª amostra de urina do dia, amostras coletadas após ingestão excessiva de líquidos devem ser evitadas, pois há a possibilidade de falso negativo mediante utilização de amostra muito diluída; Uso de medicações contendo hCG na composição podem gerar resultado falso positivo (efeito prozona observado em concentrações acima 100 UI/mL); hCG pode permanecer detectável após alguns dias ou até meses pós parto, abortos espontâneos e injeção contendo a substância; ATENÇÃO: o teste fornece um diagnóstico presuntivo de gravidez, devendo, portanto, a confirmação ser realizada considerando a avaliação de todos achados clínicos e laboratoriais referentes a esse período. OBSERVAÇÕES: CONSULTE SEMPRE A BULA DO TESTE DISPONIBILIZADO, pois algumas orientações podem variar de um laboratório para outro; Ofertar testes rápidos (sífilis, HIV e hepatites virais) de forma imediata quando identificado exposição de risco, considerando ainda períodos de janela imunológica de cada teste, e retorno para reteste (vide POP de testagem rápida para ISTs). 3.5 RESULTADOS Em uma das análises de urina ao microscópio fiquei na dúvida sobre o urato e o fosfato amorfo, pois são muito parecidos. A Dra. Clelma me explicou que quando houver dúvida na hora da análise, olhar no mapa das urinas e verificar o valor do pH que deu nas fitas e se ele for menor que 7 será urato e se for maior que 7 fosfato. Dúvida sanada com sucesso. 3.3 DESCRIÇÃO DE CASOS CLÍNICOS Paciente, homem, 58 anos, chegou ao laboratório com solicitação médica de hemograma, uréia, creatinina. Queixa-se de Poliúria Após a realização dos exames, resultados obtidos. Hemograma sem alteração Uréia: 106mg/dl Creatinina: 4.8 mg/dl O laboratório entrou em contato com o paciente e repetido os exames sendo confirmado com o exame anterior, foi orientado a retornar imediatamente ao médico. 4 CONCLUSÃO Conclui-se que a análise clínica emerge como um pilar indispensável na prática farmacêutica, oferecendo aprendizados fundamentais para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças. A realização de testes e exames laboratoriais constitui uma ferramenta vital na interseção entre teoria e prática, destacando-se como uma área crucial para o profissional farmacêutico. REFERÊNCIAS ANVISA. Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde. RDC n. 63, de 25/11/11. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/rdc0063_25_11_2011.html. Acesso em: 20 set. 2023. BRASIL. Lei nº. 6.684, de 03 de setembro de 1979. Regulamenta as profissões de Biólogo e de Biomédico, cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Biologia e Biomedicina, e dá outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 1979. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais. Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV- Brasília: Ministério da Saúde, 2ª Edição. 2014. image1.jpeg image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png