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Aula 11 - Estudo das Doenças Neoplásicas

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ESTUDO DAS 
DOENÇAS 
NEOPLÁSICAS
NOVO CRESCIMENTO
NEO PLASIA
processo patológico que resulta no desenvolvimento de um 
neoplasma; neoformação.
NEO PLASIA
NOVO CRESCIMENTO
NEOPLASIA 
 significa uma massa 
anormal de tecido cujo o 
crescimento excede e não 
está coordenado, 
persistindo mesmo que 
cessada a causa que o 
provocou.
“Sir Rupert Willis”
“O CÂNCER PODE SER CONSIDERADO UM 
PROCESSO MICROEVOLUCIONÁRIO, 
DOENÇA GENÔMICA PODENDO SER 
HEREDITÁRIO OU NÃO”
oncos = tumor
“Câncer é termo comum 
para todos os tumores 
malignos”
Panorama 
geral do 
Câncer
A arte da Transfiguração e da 
desordem refletindo as 
doenças do corpo. 
Mulher chorando - Barbarismo
(Pablo Picasso - 1937-1946)
O Câncer é uma doença nova?
Diagnóstico 
correto de 
Câncer
2500AC
Uma doença 
que se 
espalha pelo 
corpo
450AC AD
Relatos 
de Câncer 
de mama
250AC
Câncer de 
mama em 
freiras em 
Pádua
1743
Câncer 
testicular em 
limpadores 
de chaminés
1775 1861 1909
Associação 
entre Câncer 
de pulmão e 
tabaco
Associação 
entre Câncer 
e vírus
Fonte: New York Academy of Medicine
Termos 
associados 
à doença
KARKINOS
CARANGEJO
CANCRO 
CÂNCER
Histórico da doença
Sem 
evidências 
significativas
“Quando as doenças têm 
mecanismos e tratamentos 
eficazes elas deixam de ser 
metaforizadas. Então a 
metáfora é uma forma de tratar 
o desconhecido. Criando um 
imaginário intenso diante da 
doença”
“As doenças já foram caracterizadas como pragas divinas e 
algumas como o Câncer e a tuberculose são vistas como 
autojulgamento e auto-traição (visão do paciente)“.
Hércules lutando contra a hidra 
gravura do sec. XV
Morte de Sardanapal, Delacroix, 1827, Museu do 
Louvre
“Deixar de considerar a 
doença como castigo 
adequado ao caráter 
moral. Pois as teorias 
das enfermidades são 
causadas por estados 
mentais que podem ser 
causados pelo poder da 
vontade sempre que 
constituem um índice 
da incompreensão do 
terreno físico da 
doença”.
A influência do romantismo sobre as causas e 
manifestações do câncer
“A mitologia contemporânea 
considera que o indivíduo 
passivo, sem emoções, de 
hábitos regulares, prudente, 
desligado, é um candidato 
ideal ao câncer”
Isso nos faz refletir?
“A ideia de que o Câncer é 
uma doença assassina e 
derivada do próprio indivíduo 
atribuindo dupla culpabilidade 
ao doente, 
isso pode ser sintetizado pela substituição da pessoa pela 
não-pessoa ou seja, através de nossas próprias células 
inteligentes que se multiplicam malignamente contra nós 
mesmos.”
Le tableu, Delacroix, 1827, Museu do Louvre
A doença como metáfora por Susan Sontag
A epidemia modernidade
Atualmente vem aparecendo muito mais casos de Câncer que no passado;
Isso devido a alguns fatores, como:
envelhecimento da população;
Maior número de pessoas e menos mortalidade;
Novos hábitos alimentares e ou outros (mais fatores de risco associados;
Melhor diagnostico.
No entanto, Câncer existe cura?
Divisão celular 
descontrolada 
Invasão tecidual
Conjunto de 
doenças
Câncer como 
síndrome Diferentes 
etiologias
Diferentes 
comportamentos
Diferentes 
sintomas
CARCINOGÊNESE
Define-se como o processo de transformação de uma célula normal em tumoral. 
Em geral se dá lentamente, podendo levar vários anos, para que uma célula 
transformada prolifere e dê origem a um tumor visível, o qual passa por vários 
estágios ates de chegar ao tumor. 
“A MAIORIA DOS CÂNCERES SÃO 
PROVAVELMENTE INICIADOS POR 
MUDANÇAS NAS SEQUÊNCIAS DE ÁCIDOS 
NUCLÉICOS CAUSADAS POR MUTAÇÕES”
o Mutações pontuais 
(deleções, inserções, 
translocações);
o Alterações 
epigenéticas; 
Genes envolvidos com a carcinogênese
São genes que regulam os mecanismos de 
comportamento social das células através de sinais. Dentre 
esses já são mais de 150 genes mapiados. 
Enquanto a sequencia de nucleotídeos permanece integra são 
chamando de Protooncogenes. A partir de uma mudança 
mutacional esses genes passam a ser chamados de 
Oncogenes. Enquanto os genes com promovem a correção e 
mantem a integridade desses genes pertencem ao grupo dos 
Supressores de tumor. 
Fatores de crescimento: PDGF; EGF; FGF; TGF-α
ONCOGENES
Receptores do fator de crescimento: RET; c- MET; HER2/neu; 
Proteínas transdutoras de 
sinais: RAS; ciclinas; CDKs
Fatores de transcrição 
nuclear: MYC; MYB; JUN; 
FOS
Genes supressores de tumor
genes inibidores ciclo celular
RB 13q14.1-2 inibe E2F
TP53 17p13.1 fator transcrição
APC 5q21 inibe transdução
WT-1 11p13 fator transcrição
E-CAD 16q22.1 adesão celular
BRCA-1 17q21 regula Rad
BRCA-2 13q12-133 reparo DNA
PTEN 10q23 inibe via PI-3 quinase/AKT
TGFβ inibe crescimento celular
P16/INK4a 9p21 inibidor CDK4
KLF6 fator transcrição
VHL 3p inibe umbiquitinação 
✓ Químico
✓ Físico
✓ Biológico
Existem 3 classes 
de carcinógenos 
Agentes 
químicos
o Causam mudanças locais nos nucleotídeos 
(substâncias oxidantes, análogos de 
nucleotídeos);
o Geram compostos covalentes com DNA, 
causando erros durante a replicação; 
o Outros agentes são capazes de inativar a ação 
de enzimas de reparo, como efeitos 
ambientais.
MUTAÇÕES CAUSADAS POR 
AGENTES QUÍMICOS
Agente 
endógeno/exógeno
Exposição a 
carcinógenos
DNA adulterado
Reparo de DNA
DNA normal
Apoptose
Excreção
DNA adulterado 
excretado na urina
Replicação 
de DNA
Mutações
Alteração de um gene 
crítico para o controle
do crescimento celular
Câncer
Reparo de DNA
Reparo de 
DNA
Destoxificação
Eventos 
importantes para a 
carcinogênese 
química
Carcinógenos químicos estão 
divididos em duas categorias
Compostos de 
ação direta.
Não requerem 
biotransformação 
para o efeito 
carcinogênico. 
Reagem 
diretamente com 
DNA.
Agentes alquiliantes 
(ciclofosfamida, 
metil-metano e 
sulfonato.
Compostos de 
ação indireta, ou 
pró carcinógenos. 
Requerem 
biotransformação 
para o efeito 
carcinogênico. 
Hidrocarbonetaos 
armáticos policílicos, 
carvão mineral 
(alcatrão), petróleo e 
tabaco.
Outros agentes:
Agrotóxicos;
Amianto (asbesto);
Silica;
Benzeno;
Xileno;
Tolueno.
* ocratoxinas: Aspergillus ochraceous e Penicillium 
viridicatum presentes em cereais, provocam atrofia renal;
 * aflatoxinas: Aspergillus flavus e A. Parasiticus, 
presentes em grãos oleaginosos, provocam Câncer do 
fígado;
 * fumonisinas: Fusarium moniliforme presente em 
milho provocam Câncer do esôfago.
Penicillium sp. Arpergillus flavus Fusarium moniliforme
Micotoxinas
Nitrosaminas são compostos químicos 
cancerígenos de estrutura química R2N-N=O. 
Nitrosaminas são produzidas a partir de nitritos e 
aminas. A sua formação pode ocorrer apenas sob 
certas condições, incluindo condições fortemente 
ácidas tais como a do interior do estômago 
humano.
Nitrosaminas
Nitrosaminas são encontradas em 
diversos géneros alimentícios, 
especialmente cerveja, peixes e 
seus derivados, e nos derivados da 
carne e do queijo preservados com 
conservantes de sal de nitrito (ver 
nitrito de sódio). Eles são 
formados quando a proteínas da 
comida reagem com os sais de 
nitrito no estômago.
✓Bacon frito e carnes 
defumadas
✓leite desnatado
✓Produtos a base de tabaco
✓Produtos de borracha
✓Pesticidas
✓Certos cosméticos
Enlatados e embutidos ricos em conservantes 
principalmente nitrito que quando metabolizado se 
converte em nitrosamiana
Habitos alimentares associados ao Câncer
Presença doalcatrão na superfície da carne queimada 
do churrasco.
Grande consumo de gorduras aumentam o risco de 
Câncer de mama.
Grande consumo de cereais contaminados com 
aflatoxinas (hepatotóxicas).
Por outro lado o consumo de frutas, legumes e 
verduras, ricas em betacaroteno (quimioprotetores) 
previnem a formação desses agentes reativos no 
organismo.
Os três agentes químicos mais descritos e 
também os mais consumidos pela 
população
Agentes 
físicos
o Compreende diversos tipos de radiação, 
que podem transformar células in vitro ou 
in vivo;
o Radiação ultravioleta (UV); 
o Radiação eletromagnética (Raios X e 
Gama);
o Radiação de partículas (partículas alfa e 
gama).
MUTAÇÕES CAUSADAS POR AGENTES 
FÍSICOS
Agente ionizados produzidos 
pelos diversos tipos de radiação 
Promovem ruptura das ligações 
fosfodiéster do DNA
Provoca lesão 
IREVERSÍVEL de DNA
NEOPLASIA
X
Reparo de 
DNA
Eventos importantes para 
a carcinogênese física
✓ Desenvolvimento de leucemias 
nos sobreviventes Hiroshima e 
Nagasaki;
✓ Alta incidência de Câncer em 
indivíduos expostos ao sol;
✓ Desenvolvimento de Câcer de 
tireóide em adultos, que foram 
submetidos a radiação para 
tratar outros turmores, (efeito 
adverso da radioterapia).
✓ Inibição de proliferação celular;
✓ Inativação enzimática;
✓ Indução de mutações;
✓ Morte celular;
✓ Mutações em protoncogenes e 
supressores, como RAS e TPS3.
Relação radiação atividade biológica
Principais raios que estamos mais 
expostos
Biológico
Critérios para um agente 
carcinogênico biológico
o Para considerar um agente etiológico é 
necessário estar relacionado a incidência de 
indivíduos infectados que desenvolvem um 
tumor em relação a não infectados.
o Quanto ao marcador biológicos deve este ser 
anterior ao surgimento do tumor.
o A distribuição geográfica da infecção coincida 
com a da neoplasia primária.
o O agente biológico tem que ser capaz de 
reproduzir a lesão in vitro ou in vivo animal.
Carcinógenos biológicos estão 
divididos em duas categorias
Virais 
Causados por 
infecções 
crônicas de 
oncovírus, os 
quais agem por 
dois mecanismo
Direto
Expressão de 
oncogenes virais 
sem homólogos 
celulares (HPV, EBV, 
HTLV) 
Não virais, 
Causados por 
infecções crônicas 
de bactérias e 
helmintos
Indireto
Ativação crônica de respostas inflamatórias que 
ocorrem durante décadas de infecção promovem um 
ambiente mutagênico como é o caso no fígado com HCV 
e também HIV.
Outra forma de ocorrer é a integralização de genes de 
RNA vírus em supressores produzindo nocaute. 
HTLV-1 (Vírus linfotrópico-1 de células T (CD4+) - RNA vírus) . 
3 a 5% dos indivíduos infectados desenvolvem leucemia. 
Transmissão leite materno, sêmem e sangue.
Principais vírus envovidos na 
carcinogênese
HIV-1 (Vírus da Imunodeficiênca Humana 1 – RNA vírus). 
Carcinógeno indireto, ativa outros vírus que induzem o 
sarcoma de Kaposi. E dano causado ao sistema imune 
reduz a vigilância aumentando a suceptibilidade a outras 
infecções resultando no apareciemento de várias 
neoplasias
HCV-1 (Vírus da Hepatite C 1 – RNA vírus). Carcinógeno 
direto, possui diversos ocogenes homológos produzindo 
transformação do hepatócito. E também pode agir como 
agente indireto induzindo a inflamação crônica hepática 
produzindo um microambiente mutagênico.
HPV (Vírus do Papiloma Humano - DNA vírus) . indivíduos 
infectados desenvolvem lesões no cólo do útero. É um vírus 
mucoepitelio trópico. Transmissão sexual. Ação direta com 
suas próprias proteínas virais oncogênicas.
Principais vírus envolvidos na 
carcinogênese
EBV (Vírus Epistein-Barr – DNA vírus). Pertence a família do 
herpes vírus Kaposi. Ação direta com suas próprias 
proteínas virais oncogênicas, as quais geram a 
imortalização da célula hospedeira por bloqueio da p53.
Helicobacter pylori (Gram-negativa). É tranmitido po
água e comida contaminada. Indivíduos infectados 
desenvolvem lesões pró-inflamatórias no estômago. 
efeito carcinogênico de forma indireta, promovendo o 
microambiente mutagênico.
Principal bactéria envolvida na 
carcinogênese
Opisthorchis viverrini e Clonorchis sinensis (envovidos em 
infecções crônicas). Produzem Colangiocarcinoma (Câncer 
das vias biliares). Forma de transmissãopela ingesta de 
peixes crú ou mal cozidos. O parasita possui tropismo às 
vias hepaticas.
Principais helmintos envolvidos na 
carcinogênese
Schistossoma haematobium (esquistossomose urinária). É 
parasitose endêmica na África e mediterrâneo oriental.
Metilação e nucleotídeos 
CpG em vertebrados
Metilação
 restrita a resíduos de 
Citosina, a maioria 
delas ligadas a 
Guanina, por
uma ligação 
fosfodiéster (CpG)
Mediada pela metil-
transferase citosina-
específica
 Número de CpGs 
diminui evolutivamente, 
mas concentram-se em
regiões específicas... 
ILHAS CpG
Fatores adicionais que podem ser transmitidos a progênie, mas não
diretamente atribuíveis à sequência de DNA
Metilação do DNA e outras alterações relacionadas ao microambiente da 
cromatina
Fatores epigenéticos
↑Acetil ↓Metil → Ativação da transcrição
 ↓Acetil ↑ Metil → Repressão da transcrição
Em nosso fisiologismo ocorrem fenômenos 
automáticos da mesma forma que respiramos 
sem o controle da consciência assim como a 
digestão, o sono, os batimentos cardíacos e 
peristálticos.
Deve também haver, em nosso 
organismo psicológico, 
mecanismos equivalentes. 
Podendo assim haver 
fenômenos que liberem 
transtornos que estão 
arquivados em nosso 
inconsciente.
Existem fatores emocionais ou eles 
somam com outros fatores?
Por que ficamos doentes?
Mente sem limite
As impressões gravadas 
no subconsciente são 
capazes de interferir no 
funcionamento do corpo.
As doenças são a 
manifestação dos 
conflitos 
interiores.
Metabolismo 
tumoral
As duas principais alternativas de produção energética são as vias de 
fosforilação oxidava (produz 36 ATP) e a glicolítica (produz 2ATP)
Considerando o grande consumo de ATP demandado pelas células 
tumorais para manter todas as suas funções alteradas 
Metabolismo energético de células 
tumorais
Devido a grande demanda de energia a via 
glicolítica se destaca por ser mais rápida que a via 
oxidativa, fora isso a célula tumoral necessita 
rapidamente de maior volume de biomassa (lipídeo, 
carboidrato, proteína, nucleotídeo).
Otto Warburg em 1926 descobriu que em células tumorais 
ocorre a alta produção de APT preferencialmente pela via 
glicolítica (contrassenso, pois é a via menos eficiente)
Qual a hipóteses que justifica a proliferação por essa via?
As células tumorais obtém ATP 
pela via menos produtiva (via 
glicolítica), conhecido como efeito 
Warburg. 
✓ Minimiza a quantidade de ROS;
✓ Por aumentar a rapidamente os níveis de ATP, contrabalança a hipóxia;
✓ Com o acúmulo de lactato gerado pela via glicolítica, se tem o excesso 
transportado para o meio extracelular gerando acidose;
✓ O microambiente ácido do tumor, favorece o aumento de VGF 
(angiogênese), metastese, e autofagia e inibição da resposta T citotóxixa. 
Hipótese : Provavelmente para mantes o 
microambiente no envoltório tumoral, favorecendo 
o desenvolvimento e protegendo o tumor contra os 
ataques imunológicos e das formas reativas do 
oxigênio provinda não só das células tumorais mas 
também da armadura pró-inflamatória regional
As células do estroma periférico como os fibroblastos no envoltório da 
massa tumoral também promovem respiração celular pela via glicolítica 
mesmo estando normal 
As células não tumorais 
(estromais) adjacentes do 
parênquima da massa tumoral 
também utilizam a via 
glicolítica) conhecido como 
efeito Warburg reverso
Todos esses 
elementos 
concomitantemente 
promovem uma série 
de 
vantagens 
para a célula tumoral
ANAPLASIA
Células indiferenciadas que não 
chegam ao término da 
diferenciação
DIFERENCIAÇÃO
Células quedesviam da diferenciação 
normal e chegam em tipos anormais, 
às vezes inédito no organismo
Tipo tecidual
Sufixo oma
Lipoma
Tecidos mesenquimais (oriudo 
do mesoderma, são tecidos de 
preenchimento ou parenquimas)
Nomenclatura de doenças neoplásicas 
Benigno Maligno
Sufixo sarcoma
Liposarcoma
Tecidos epitelial não 
glandular
Sufixo sarcoma
Papilosarcoma
Sufixo oma
Papilomas
Sufixo sarcoma
Adenocarcinomas 
+ caract. 
histologicas
Sufixo oma
Adenomas e ou 
Cistoadenoamas
Tecidos epitelial glandular
Tecidos linfo-hetopoético
Sufixo oma
Linfomas e 
Leuceminas
Tecidos germinativos 
(gonadas) (células 
totipoentes) 
Sufixo oma
Teratoma
Tumores 
benignos
✓ Menos agressivos
✓ Mais diferenciados mais 
próximos de tecidos normais;
✓ Tumores expansivos e 
contidos;
✓ Não metastáticos;
✓ Baixo grau de crescimento ao 
longo de um tempo;
Tumores 
malignos
✓ Mais agressivos;
✓ Maior grau anaplásicos;
✓ Pleomorfimos (diferenciação 
anormal);
✓ Tumores invasivos de 
comportamento anárquico;
✓ São metastáticos;
✓ Taxa de crescimento 
acelarado.
BENIGNO MALIGNO
COMPORTAMENTO BIOLÓGICO
EPITELIAIS NÃO-EPITELIAIS
HISTOGÊNESE OU CITOGÊNESE
PROCESSO DA CARCINOGÊNESE
A partir das alterações que interferem no material genético 
celular, ocorrem 5 etapas básicas
ETAPAS
Estímulo carcinogênico inicial
Alterações primárias
Multiplicação celular
Alterações secundárias que ocorrem de acordo com o tempo de 
vida
Tumorização
iniciação promoção tumorizaçãoMucosa
normal
Adenoma
benigno
Adenoma
benigno
tardio
Carcinoma
maligno
em fase
Perda do gene 
abc do 
cromossomo 5 
(deleção) 
Mutação do gene 
Ras do 
cromossomo 12
Perda do 
p53que está 
no 
cromossomo 
17
EVOLUÇÃO TUMORAL
Tumores Benignos e Malignos
Deve haver no mínimo 7 eventos mutacionais no mesmo elemento 
celular.
PROCESSO DETALHADO DA 
CARCINOGÊNESE
ETAPAS
Estímulo carcinogênico inicial
Alterações primárias
Multiplicação celular
Agentes mutacionais
Diversos tipos de mutações
Distúrbios de ciclo celular
Ciclo celular e reparo de 
DNA
Sinalização celular
Os organismos multicelulares 
necessitam de mecanismos de sinalização 
que permite a comunicação entre as 
células presentes em um sistema, com o 
objetivo de coordenar seu comportamento 
em benefício do organismo como um todo. 
 Estes “controles sociais” são 
extremamente importantes para se 
estabelecer regras em um sistema 
pluricelular e controle da função de cada 
célula individualmente.
SINALIZAÇÃO CELULAR
A partir dos sinais extracelulares os receptores 
respondem a estes sinais com os segundos 
mensageiros que enviam uma
informação o que 
o primeiro 
mensageiro está 
pedindo até o 
interior nuclear.
E então dentro do 
núcleo é 
procurado o gene 
específico para se 
produzir a proteína 
que foi requisitada. 
SINALIZAÇÃO PROTEICA
Sinais X Receptores
Primeiros e 
segundos 
mensageiros
Replicação de DNA
Controle do Ciclo Celular [p53]
Mecanismo da replicação molecular
Na maioria dos cânceres apresentam mutações no p53 ou defeitos na sua regulação. Essa 
proteína regula o ponto de checagem de G1, para regulação do reparo de DNA. Grandes 
quantidades de erros e aumento de p53 promove a parada em do ciclo celular.
Metilação
Erros de 
pareamento
A-G T-C
Introdução de 
Uracila no DNA
Ligação cruzada 
ou quebras (por 
radiação) de 
dupla fita, pela 
ação de ROS
Reposição da base 
mal pareada. 
Reconhecido pela 
DNA pol. 
TIPOS DE 
ERROS
Reversão direta do 
dano
Corrige alquilação por 
reconhecimento de 
metil ou etil estranho 
TIPOS DE 
REPARO
Reparo por excisão 
da base. 
Reconhecido pela 
base que perdeu 
amina
Reparo de quebra 
e religação correta. 
Reconhecida pela 
depurinização
Mecanismos de reparo de DNA
Panorama geral
Senescência 
X 
Neoplasia
Morte celular
Autólise
Autólise é o processo pelo qual uma célula se autodestrói 
espontaneamente. É incomum em organismos adultos e normalmente 
ocorre em células danificadas ou em tecido que foi lesionado.
Na autólise, uma instabilidade da membrana lisossômica causada por 
fatores físicos e/ou químicos promove a ruptura da mesma, levando ao 
"derrame" enzimático que irá promover a digestão da parte orgânica 
da célula e, consequentemente, destruição dessa.
Tipos de autólise
Autólise positiva Autólise negativa
Apoptose Silicose doença 
ocupacional 
(mineradores) onde os 
macrófagos fagocitam pó 
de silica e promove a 
ruptura da membrana 
Ativação das vias moleculares 
da apoptose
Via do receptor de morte 
(eliminação agentes 
celulares de risco) 
Apoptose mediada 
por linfócitos T 
citotóxicos
Via mitocondrial 
(controle de qualidade)
Eliminação de 
linfócitos auto-
reativos
Acúmulo de 
proteínas mal 
dobradas
Privação de fatores 
de crescimento
Agentes que 
danificam o DNA
INTRÍNSECA (ativada por 
fatores intracelulares)
EXTRÍNSECA (ativada por 
fatores extracelulares)
As duas vias convertem na ativação 
de caspases (endoproteases)
Enzimas Caspases
Caspases são um grupo de proteases baseadas em 
cisteína, enzimas com um resíduo de cisteína 
capazes de clivar outras proteínas depois de um 
resíduo de ácido aspártico, uma especifidade 
incomum entre proteases. Cuja suas fonações são 
degradar proteínas do citoesqueleto celular e DNA.
Existem dois tipos de caspases com 14 tipos diferentes, 
sendo que em humanos 6 delas estão envolvidas na 
apoptose e as outras com maturação de citocinas
Caspases 
iniciadoras
Caspases 
efetoras 
Caspases 8, 9 e 10
Clivam pró-formas 
inativas de caspases 
efetoras (ativadoras de 
caspases efetoras)
Caspases 3, 6 e 7
Clivam pró-formas 
inativas de caspases 
efetoras (ativadoras de 
caspases efetoras)
Ativação das via Mitocondrial
✓ Privação de sinais de 
sobrevivência; 
✓ Lesão de DNA (toxinas, radiação, 
radicais livres); 
✓ Proteínas irregulares (estresam RE)
Ativação da família das 
Bc4l-2 (Bid, Bok, Bax e 
Bak)
Formam canais 
Mts (pró-
apoptóticos)O nome Bcl-2 deriva, do inglês, "B-cell 
lymphoma 2", "linfoma de células B 2”.
IMORTALIDADE 
CELULAR
Eles identificaram, nas 
células do câncer, o 
aumento da expressão de 
uma enzima chamada 
telomerase.
Em 2009, o Premio Nobel de 
Medicina foi dividido entre três 
pesquisadores norte-americanos. 
Nas células do câncer, a telomerase que vai 
progressivamente repondo o telômero, por um mecanismo 
de transcrição reversa. Um fragmento de RNA é usado como 
modelo para sintetizar continuamente o segmento repetitivo 
de DNA que compõe o telômero. Consequentemente, as 
células do câncer adquirem aparente imortalidade. Este 
fenômeno é também denominado de perda da apoptose.
A célula neoplásica perde seu 
mecanismo de suicídio, ganhando 
assim uma vantagem perante as 
outras
Décima 
primeira etapa 
concluída
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	Slide 16: Genes supressores de tumor genes inibidores ciclo celular
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	Slide 62: Morte celular
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