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Cirurgia de dentes erupcionados___________________ __________ Maristela M .__ 
 
 Exames complementares 
- anamnese; -exame físico; - laboratoriais e 
radiográficos; - controle de dor e ansiedade. 
 Anamnese 
- queixa principal; - histórico da doença atual; 
- história médica e familiar. 
-> conduta quanto ao manejo do paciente. 
 Exame Físico (intrabucal) 
- Acesso ao dente: trismo, posição e localização; 
- Mobilidade: Anquilose x Doença periodontal; 
- Condições da coroa: cárie extensa, grandes 
restaurações ou raízes residuais. 
-> conduta quanto ao ato cirúrgico. 
 Exames imaginológicos 
- divergência das raízes; 
- dilaceração radicular; 
- proximidade com extruturas nobres (canal 
mandibular e seio maxilar); 
- espaço do ligamento periodontal; 
- dentes decíduos: relação germe x permamente 
(o decíduo pode prejudicar o permamente 
durante um trauma). 
-> grau de dificuldade cirúrgico: planejamento. 
 Tumografia computadorizada 
- Padrão ouro! 
- Elementos inclusos (caninos, 3ºs molares, 
supranumerários), que no exame físico não 
consigo ver sua localização; 
- Proximidade com estruturas importantes; 
- Localização vestibular x lingual/palatino; 
- Planejamento para implantes. 
 
 
 Região de retenção eixo de saída do dente 
 
 Controle de dor e ansiedade 
Anesteisa local: elimina dor e sensibilidade dos 
tecidos; 
Controle de ansiedade: quanto maior a 
ansiedade menor o limiar de dor; 
- farmacológico x não farmacológico; 
- ansiolítico pré-op (avaliar necessidade); 
- oral, inalatório ou EV. 
 
 
 
 
 Indicações para extração 
- cáries extensas; 
- necrose pulpar; 
- doença periodontal avançada; 
- raízes ou fragmentos dentários; 
- razões ortodôntica (1PM ou C); 
- dentes mal posicionados; 
- fraturas dentárias; 
- razões protéticas; 
- dentes supranumerários; 
- dentes inclusos; 
- dentes associados a lesões patológicas; 
- dentes em áreas a sofrerem radioterapia; 
- dentes envolvidos em traços de fraturas; 
- fatores socioeconômicos. 
 Contraindicações relativas 
Locais: danos excessivos a estruturas vizinhas; 
- áreas submetidas a radioterapia; 
- dentes associados a lesões malignas; 
- inflamação aguda (pericoronarite grave); 
- infecções (trismo severo). resolver quadro primeiro! 
Sistêmicas: Doenças metabólicas não 
controladas ( diabetes, cardio-vascular, 
discrasias sanguíneas, hepática); 
Cirurgia de dentes erupcionados___________________ __________ Maristela M .__ 
 
- Gestantes: esperar 2° trimestre ou após a 
gravidez; 
- Uso de medicamentos: corticoides sistêmicos, 
imunossupressores, bifosfonato (altera 
metabolismo ósseo - retarda a perda óssea 
impedindo que o osteoclasto cresca, o osso não 
cicatriza não chega sangue, causando 
osteonecrose) e agentes quimioterápicos para 
câncer - baixa a imunidade. 
 PRINCÍPIOS MECÂNICOS 
 ALAVANCA 
É um mecanismo para transmitir uma força 
modesta com a vantagem mecânica de um 
braço de alavanca longa e braço efetor curto 
(pequeno movimento contra grande resistência) 
- grande força para pequeno movimento. 
 
 
 
 CUNHA 
Expandir, dividir e descolar porções onde ela é 
usada: quando entra com a alavanca ela 
preenche o espaço que era da raiz, ou seja, a 
alavanca entra expande a parede óssea e o 
dente é avulsionado. 
 
 
 
 
 RODA E EIXO 
Movimento de giro. 
 
 
ELEVADORES: 
- luxação dentária; 
- alavanca e cunha (reta); 
- roda e eixo (curva), 
FÓRCEPS: 
- cunha. 
 TÉCNICAS DE EXTRAÇÃO 
 
 
 
 TÉCNICA FECHADA 
Apenas o deslocamento periosteal e removo o 
dente, diferente da aberta que será necessário 
fazer os retalhos. 
 1- SINDESMOTOMIA 
- incisão intrasulcular prévia (lamina 15); 
- Descolamento mucoperiosteal ao redor do 
dente (desinserção das fibras gengivais) 
- melhor visualização: descolar as duas papilas 
adjacentes; Alavanca e Fórceps 
- permitir a adaptação do forcéps 
mais apical possível sem lacerar a 
gengiva; 
- bisturi > descolador de Molt 
 2 - LUXAÇÃO COM ELEVADORES 
- expansão e dilatação do alvéolo (M,D..);- rompimento do ligamento periodontal; 
- elevador reto (seldin,apexo..). 
* a parte reta da alavanca fica 
voltada para o dente que desejo 
extrair SEMPRE! 
 3- ADAPTAÇÃO DO FÓRCEPS AO DENTE 
 
 
Cirurgia de dentes erupcionados___________________ __________ Maristela M .__ 
 
- Ponta ativa nas faces vestibular e 
lingual/palatina; 
- Mordente do fórceps paralelo ao longo eixo do 
dente; 
- Posicionar primeiro por lingual ou palatina (por 
não enxergar bem); 
- Ponta ativa mais apical possível. 
Papel da mão oposta: 
- percepção sensorial: expansão 
da tábua óssea; 
- estabilização da maxila/ 
mandíbula. 
 4- LUXAÇÃO DO DENTE COM FÓRCEPS 
- expansão e dilatação das paredes do alvéolo; 
- rompimento das fibras do ligamento 
periodontal; 
- movimentos progressivos, aumentando a força 
lente e gradualmente; 
- forças mais pra a tábua óssea mais fina; (S:V/ I:L) 
- recolocar o fórceps mais apical e continuar os 
movimentos de luxação (princ. de cunha). 
OBS: cuidado com os lábios do paciente!!!! 
 TIPOS DE MOVIMENTOS DO FÓRCEPS 
1- Pressão apical: rompe as fibras apical do 
ligamento periodontal. 
- melhora a adaptação do mordente do fórceps 
ao dente. 
- desloca o centro de rotação do dente para 
apical, melhorando transmissão de força. 
 
 
 
 
2- Pressão V - L ( lateralidade) : expansão das 
corticais por pressão firme, controlada e de 
velocidade lenta. 
- realiza de forma lenta e gradual; 
- aumento progressivo da força, ampliando o 
movimento; 
- deslocar mais para o lado da tábua óssea mais 
fina. 
- vestibular e lingual (molares inferiores). 
 
 
 
3- Rotação: somente em dentes unirradiculares; 
- promove pouca dilatação das paredes do 
álveolo (ILS pode ter discrepâncias - cuidado); 
- rompimento das fibras do ligamento p.; 
- dentes unirradiculares, com raízes cônicas, 
sem dilalacerações apicais. 
* NÃO fazer em dentes MULTIRRADICULARES: 
risco de fratura radicular - aumenta a 
dificuldade cirúrgica. 
 
 
 
4- Tração: tracionamento do dente para 
fora do alvéolo. 
 
 Etapas da exodontia à fórceps 
1- Anestesia; 
2- Incisão; 
3- Descolamento mucoperiosteal 
(sindesmotomia); 
4- luxação dos dentes com elevadores; 
5- Adaptação do fórceps ao dente; 
6- Luxação e exodontia do dente com fórceps; 
7- Cuidados com o alvéolo (irrigar); 
8- sutura. 
Cirurgia de dentes erupcionados___________________ __________ Maristela M .__ 
 
 Etapas da exodontia com elevadores 
1- Anestesia; 
2- Incisão; 
3- Deslocamento mucoperiosteal; 
4- Luxação do dente com elevadores; 
5- Exodontia do elemento com elevadores; 
6- Cuidados com o alvéolo; 
7- Sutura. 
 Ponto de apoio (princípio de uso) 
1- lâmina da parte ativa voltada para o dente a 
ser extraído; 
2- força aplicada preferencialmente na distal e 
mesial evitando V e P (V as vezes da); 
3- Empunhadura digito-palmar (dedo indicador 
sobre a haste); 
 
 
4- inserir o elevador no espaço do ligamento 
periodontal; 
5- evitar usar o dente vizinho como apoio: 
- risco de luxação indesejada; 
- fraturar restaurações de outros dentes. 
 
 
a ponta redonta pode fazer pressão no vizinho. 
 Cuidados com o Alvéolo 
1- Inspeção do alvéolo com a cureta: não ficar 
raspando as paredes do alvéolo e remover 
fibras do ligamento periodontal; 
2- Curetar o alvéolo somente se houver lesão 
periapical (vista em RX); 
3- Regularização das espículas ósseas com a 
lima para osso ou alveolótomo; 
4- remoção do tecido mole em excesso/papilas; 
5- Irrigação com soro fisiológico: limpeza do 
alvéolo e remoção de corpos estranhos. 
Manobra de CHOMPRET: compressão digital 
das paredes do alvéolo dilatadas após remoção 
para as paredes voltarem a sua posição anterior 
e ser melhor a sutura; 
- obs: caso haja possibilidade de uma posterior 
reabilitação com implantes evitar comprimir 
demais. 
Formação do COÁGULO: preenchimento total 
do alvéolo com sangue. Não deixae o alvéolo 
seco ou preenchido com soro ou saliva por tem 
risco de Alveolite (inflamação); 
> Sutura: nylon ou seda 4-0/5-0; 
- remover de 5 a 7 dias. 
> Compressão com gaze. 
- a não formação do coágulo causa exposição das paredes 
ósseas a cavidade oral não ocorrendo cicatrização e junção 
dos rebordos gengivais - inflamação. 
 Sequência de exodontias múltiplas 
1- dentes maxilares primeiro que os 
mandibulares; 
2- remoção dos posteriores primeiro; 
3- remoção dos anteriores depois para o sangue 
não atrapalhar remoção dos posteriores;4- caninos por último. 
 Papel do auxiliar 
- Ajuda a visualizar e ter acesso à área 
operatória; 
- Afasta bochecha e língua; 
- Succção de sangue, saliva e solução de 
irrigação (soro); 
- Protege dentes do lado oposto; 
- Apoia a mandíbula quando necessário; 
- Apoio psicológico ao paciente. 
 TÉCNICA ABERTA 
 
 
 
Cirurgia de dentes erupcionados___________________ __________ Maristela M .__ 
 
 Retalho 
- Secção de tecido mole que é delimitado por 
uma incisão cirúrgica; 
- Contém seu próprio suprimento sanguíneo; 
- Permite acesso cirúrgico aos tecidos profundos 
- Pode ser recolocado em posição original; 
- Mantido com suturas. 
 Indicações 
1- Raízes residuais sem apoio para 
fórceps/elevadores; 
2- dentes anquilosados (sem ligamento); 
3- Dentes com raízes volumosas ou divergentes; 
4- Ddentes com hipercementose; 
5- Dentes inclusos. 
 Tipos de Retalhos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se eu não faço parapapilar posso ter retração da cicatrização 
ficando mal posicionada podendo causar retração gengival. 
 
 
 
 
 
 
 Osteotomia 
Remover osso em quantidade suficiente para se 
obter apoio para fórceps e elevadores. 
- desgaste ósseo sempre será realizado com 
irrigação de soro fisiológico 
 
 
 Odontossecção 
Dividir o dente diminuindo a resistência óssea. 
 
 
 
 A divisão será na coroa e na raiz! 
Arsenal: broca de alta rotação/peça reta: broca 
esférica 06 e 702. 
 Preparo da Cirurgia 
1. Separar o exame de imagem e deixa-lo à vista 
2. Antissepsia intraoral com clorexidina 0,12% 
(periogard); 
3. Paramentação do cirurgião e montagem da 
mesa cirúrgica; 
4. Antissepsia extraoral do paciente com 
clorexidina 2% ou PVPI; 
5. Aposição de campos cirúrgicos estéreis 
6. Paramentação do auxiliar; 
7. INÍCIO DA CIRURGIA 
 
 
 
Cirurgia de dentes erupcionados___________________ __________ Maristela M .__ 
 
 Após a Cirurgia 
•LIMPAR O ROSTO DO PACIENTE ; 
•Descartar perfuro cortantes na caixa adequada 
•Materiais contaminados sangue e saliva - LIXO 
BRANCO; 
•Materiais não contaminados – LIXO COMUM 
•Instrumental sujo – depósito com detergente 
enzimático; 
•Orientar o paciente a ficar deitado e não se 
levantar bruscamente; 
•Erguer o encosto da cadeira lentamente 
 Orientação Pós- Operatória 
1. Dieta líquida/pastosa e gelada nos primeiros 
03 dias; 
2. Compressa gelada em face no lado operado 
(20 min 4/4h); 
3. Repouso, evitando esforço físico; 
4. Higiene bucal frequente e cuidadosa (3-5x ao 
dia); 
5. Medicação domiciliar. 
- Orientar o paciente verbalmente e por escrito 
 ACIDENTES E COMPLICAÇÕES 
Acidente: imprevisto, casual e durante. 
Complicação: pós cirurgia. 
 Prevenção das complicações 
- Planejamento: técnica cirúrgica, estruturas 
nobres; 
- Execução cuidadosa; 
- Experiência (previnir, resolver, autoconfiança). 
 Acidentes 
- lesões dos tecidos moles; 
- durante a extração; 
- Lesão a dentes adjacentes; 
- Lesão a estruturas ósseas; 
- Comunicação oroantrais (bucosinusais). 
 Complicações 
- Sangramento pós operatório; 
- Cicatrização retardada; 
- Infecção; 
- Fratura da mandíbula; 
- Fratura de instrumentos. 
 Lesões dos tecidos moles 
- tamanho inadequado do retalho; 
- força de tração > (maior) resistência tecidual; 
- Feridas perfurantes: uso incontrolado da força 
- Abrasão: uso incontrolado da força. Pode 
ocorrer na comissura, contato da broca com o 
lábio… (arranhado). 
 
 
 Complicações Transoperatórias 
- Fratura da raiz: raiz curva, longa, divergente 
 
 
- Deslocamento da raiz/dente: 
- Seio maxilar; 
 
 
 Espaço infratemporal. hospital 
 
 
Área de incisão em tecido mole, podendo lesionar artéria bucal, por ex 
 Lesões à estruturas ósseas 
- Fratura do processo alveolar; 
- Fratura da tuberosidade maxilar. 
* força excessiva! 
Cirurgia de dentes erupcionados___________________ __________ Maristela M .__ 
 
 Lesões à estruturas nervosas 
Mais comum em dentes com comunicaçãocom 
o canal mandibular. 
NEUROPRAXIA: 
-lesão sem perda de continuidade do axônio; 
- compressão do nervo; 
- recuperação ocorre em poucos dias. 
AXONOTMESE: 
- lesão com perda de continuidade do axônio; 
- preservação do endoneuro (parte interna); 
- recuperação em torno de 6 meses. 
NEUTORMESE: 
- lesão com perda de continuidade do axônio e 
do endoneuro; 
- Secção total do nervo: parestesia. 
- recuperação dificilmente ocorre. 
 
 
 
 
 Comunicação Oroantrais 
Pneumatização do seio maxilar: comunicação 
 
 
 
 Hemorragia pós-operatória 
- História médica; 
- Técnica cirurgica atraumática; 
- boa hemostasia. 
* compressão com gaze e controle com 
agente hemostáticos. 
 
 
 Alveolite Seca 
Atraso na cicatrização de etiologia desconhe-
cida. Não é infecção e sim INFLAMAÇÃO (mas 
pode vim a infeccionar). 
- quando não tem a formação do coagulo ou 
tem a sua perda, o osso fica exposto acumula 
bactérias e inflama. 
 Sinais e Sintomas 
- alvéolo vazio “seco”; 
- dor moderada/intensa no 3 ou 4° no pós; 
- dor latejante que pode irradiar para o ouvido; 
- odor ruim e gosto ruim. 
 Tratamento 
Irrigação e inserção de medicação alveolar e as 
vezes até estimular um novo sangramento com 
curetagem para formação de novo coagulo. 
- orientar a não fazer sucção. 
“uso de antissépticos como o gluconato de clorexidina 0,12% 
e profilaxia antibiótica, para reduzir o número de bactérias 
presentes na cavidade bucal. Os antifibrinolíticos podem ser 
utilizados para evitar a desintegração do coágulo”. 
 
 
 Alveolite purulenta 
quando o alveolo é infectado. O pus se prolifera 
dentro do alvéolo provocando dor 
forte, difusa e mal cheiro ou odor 
fétido - podre (halitose). 
 
 Infecções odontogênicas 
 
 Fratura da mandíbula 
- força excessiva; 
- dentes profundos (desgasta muito osso); 
- mandíbulas atróficas (idade avançada). 
 Fratura de instrumentais