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RESUMO PARA PROVA
HAS no Paciente Idoso – Atendimento Odontológico
1. O que é a hipertensão arterial sistêmica (HAS)?
A HAS é uma condição caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial.
É muito frequente em idosos e sua prevalência aumenta com a idade, chegando a 62,1% em pessoas
com 75 anos ou mais.
No consultório odontológico, ansiedade, dor e estresse podem aumentar a PA e elevar o risco
cardiovascular.
Para atender com segurança, é fundamental saber se a HAS está controlada, quais medicamentos o
paciente usa, como está a PA no momento e se existem sintomas ou comorbidades.
2. Anamnese – o que perguntar?
• Qual é o valor habitual da PA?
• Qual foi a última consulta médica?
• Faz uso regular dos medicamentos?
• Quais medicamentos utiliza? Tomou os medicamentos hoje?
• Possui outras doenças?
• Apresenta ansiedade, estresse ou dor?
• Está com falta de ar, dor no peito, tontura ou mal-estar?
Importante: aferir e registrar a PA atual. Se estiver muito elevada ou houver sinais de emergência, o
atendimento eletivo deve ser adiado e o paciente encaminhado.
3. Exame clínico
Histórico da HAS: conhecer o diagnóstico, controle e possíveis complicações.
Histórico medicamentoso: saber quais medicamentos utiliza para identificar riscos e possíveis
interações.
Comorbidades: atenção principalmente para diabetes, doença renal e doenças cardiovasculares, que
podem aumentar o risco durante o atendimento.
4. Sinais de alerta ■
• Cefaleia intensa • Tontura • Visão turva • Falta de ar • Dor no peito • Palpitações • Alteração da
consciência • Mal-estar • PA muito elevada.
Conduta: interromper o atendimento → manter o paciente em repouso → reavaliar a PA → buscar
avaliação médica quando necessário.
5. PA e frequência cardíaca
PA de referência apresentada no material: sistólica 90–120 mmHg; diastólica 60–80 mmHg.
FC de referência: 60–100 bpm em repouso.
Valor importante: PA ≥ 180/110 mmHg indica PA muito elevada e exige atenção especial, com
adiamento do atendimento eletivo conforme a situação.
6. Manifestações bucais
A HAS isoladamente geralmente não causa manifestações bucais específicas.
As alterações observadas podem estar relacionadas aos medicamentos anti-hipertensivos:
• Xerostomia • Aumento gengival • Alterações do paladar • Reações liquenoides.
Pegadinha: as manifestações bucais podem estar relacionadas principalmente ao uso dos
medicamentos, e não à HAS isoladamente.
7. Exames complementares
São solicitados de acordo com a necessidade odontológica e o procedimento planejado, considerando
estado geral, comorbidades, medicamentos, procedimento e necessidade de avaliação médica.
• Hemograma: avaliação da condição geral e risco de sangramento/infecção.
• Creatinina: pode influenciar a escolha e o ajuste de medicamentos.
• Coagulograma: avaliação do risco hemorrágico e planejamento de procedimentos invasivos.
• ECG: pode auxiliar na avaliação do risco cardiovascular.
• Exames cardiovasculares: podem ser necessários para estratificação de risco e segurança do
atendimento.
8. Anestésico + vasoconstritor ■
No paciente hipertenso controlado, o material informa que podem ser utilizadas soluções com epinefrina
1:100.000 ou 1:200.000.
Limites apresentados:
Vasoconstritor Limite apresentado
Epinefrina 1:100.000 até 2 tubetes
Epinefrina 1:200.000 até 4 tubetes
Felipressina 0,03 UI/mL até 3 tubetes
Cuidados: aspiração negativa; injeção lenta; evitar injeção intravascular; garantir anestesia eficaz;
controlar ansiedade/estresse; monitorar PA quando indicado.
Alternativa apresentada: prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI/mL.
9. Medicamentos e interações ■
AINEs – evitar quando possível: podem reduzir o efeito dos anti-hipertensivos e favorecer aumento da
pressão arterial.
Maior cautela em pacientes que usam IECA, diuréticos ou betabloqueadores.
Analgesia preferencial no material: dipirona ou paracetamol.
10. Como deve ser o atendimento?
Antes: anamnese completa; verificar PA e FC; conhecer histórico e medicamentos; avaliar ansiedade,
estresse e dor.
Durante: manter ambiente tranquilo; reduzir ansiedade e estresse; explicar o procedimento; monitorar
sinais vitais quando necessário; fazer procedimentos minimamente invasivos quando possível.
Planejamento: preferir procedimentos de menor duração; evitar dor e estresse; usar anestesia eficaz e
vasoconstritor de maneira adequada.
Depois: acompanhar o paciente; orientar cuidados pós-operatórios; manter acompanhamento médico
quando necessário; reforçar higiene bucal e controle da PA.
11. O que NÃO fazer?
• Não atender sem conhecer o histórico médico.
• Não ignorar a PA.
• Não aumentar ansiedade desnecessariamente.
• Não fazer procedimentos desnecessários.
• Não utilizar anestésicos com vasoconstritor de forma inadequada.
• Não prescrever medicamentos sem avaliar possíveis interações.
• Não ignorar sinais de alerta.
• Não esquecer o acompanhamento médico.
12. Intercorrências – o que fazer?
PA elevada sem sintomas: avaliar a situação, manter o paciente em repouso e repetir a PA.
PA muito elevada (ex.: ≥180/110 mmHg): suspender/adiar procedimento eletivo; manter em repouso;
repetir PA; considerar avaliação médica.
PA muito elevada + sintomas: suspender atendimento; manter paciente em repouso; buscar
atendimento de emergência (SAMU 192).
■ RESUMÃO PARA DECORAR
ANAMNESE → AFERIR PA → VERIFICAR SINTOMAS → DECIDIR A CONDUTA → ATENDER
COM CONTROLE DA DOR/ANSIEDADE → MONITORAR.
PA controlada + sem sintomas: pode atender com planejamento e monitoramento.
PA muito elevada: adiar atendimento eletivo + repouso + reavaliar + encaminhar quando necessário.
PA muito elevada + sintomas: interromper + buscar atendimento de emergência.
Decore os limites: epinefrina 1:100.000 = 2 tubetes | 1:200.000 = 4 tubetes | felipressina = 3 tubetes.
HAS isoladamente: geralmente não causa manifestações bucais específicas; medicamentos podem
causar xerostomia, aumento gengival, alteração do paladar e reação liquenoide.
AINEs: evitar quando possível por poderem interferir no controle da PA.

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