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13:44 20% Consenso_Nutricao_vol_2.pdf Somente leitura K Que dados da AN do paciente crítico Todos os dados coletados da AN devem ser registrados oncológico devo registrar? em formulário específico do SND e EMTN no prontuário Capítulo 1 Paciente Crítico Adulto 21 1.2 NECESSIDADES NUTRICIONAIS Pacientes críticos normalmente encontram-se em estado e, consequentemente apresentam requerimentos nutricionais aumentados (WEBSTER, 2000). As necessidades de energia para pacientes críticos podem ser calculadas através de equações preditivas ou por meio d Calorimetria Indireta (CI) (ASPEN, 2009). De acordo com a ASPEN (2009), a CI é o método recomendado para determinar as necessidades calóricas em pacientes oncológicos críticos. Entretanto, se a CI não estiver disponível, ou não for viável para o cálculo das necessidades calóricas, as equações preditivas, como a de Harris- Benedict, Scholfield, entre outras, devem ser utilizadas, porém com cautela, uma vez que fornecem uma medida menos precisa dos requerimentos de energia do que a CI. Outro método rápido e de grande aplicabilidade e efetividade no cálculo dos requerimentos energéticos é a fórmula simples que utiliza caloria por quilograma de peso atual (ASPEN, 2009). Com o objetivo de não superestimar as necessidades energéticas, durante a fase aguda da doença e na presença de sepse, as recomendações calóricas não devem exceder a 20-25 kcal/kg/dia (ESPEN, 2006). Na fase anabólica, de recuperação, as recomendações podem ser reajustadas chegando-se a 25-30 kcal/kg/dia (ESPEN, 2006). A obesidade grave interfere negativamente no tratamento do paciente crítico, aumentando o risco de comorbidades, como resistência à insulina, sepse, trombose venosa profunda e insuficiência de órgãos; por este motivo, no paciente crítico obeso, a oferta calórica deve ficar em torno de 11-14 kcal/kg de peso atual/dia ou 22-25 kcal/kg de peso ideal/dia (ASPEN, 2009). A maioria dos pacientes críticos apresenta necessidades proteicas proporcionalmente maiores do que as necessidades energéticas. Isto deve-se ao fato de a proteína ser o macronutriente mais importante para a cicatrização de feridas, suporte da função imunológica e manutenção de massa magra (ASPEN, 2009). Diariamente, deve ser ofertado ao paciente entre 1,2 a 2,0 gramas de proteínas/ kg de peso atual (ESPEN, 2006). Com relação ao paciente crítico obeso, a oferta proteica irá variar de acordo com Índice de Massa Corpórea (IMC). Quando este apresentar-se entre 30-40 a oferta deverá ser maior ou igual a 2,0 g/kg de peso ideal/dia; e, quando o IMC encontrar-se maior que 40 a oferta deverá ser maior ou igual a 2,5 g/kg de peso ideal/dia (FONTOURA et al., 2006). Os requerimentos hídricos para os pacientes críticos baseiam-se na oferta de líquidos preconizados para indivíduos normais, variando de acordo com a faixa etária. De 18-55 anos: 35 ml/kg/dia; 55-65 anos: 30 ml/kg/dia; mais de 65 anos: 25 ml/kg/dia; porém, havendo a presença de desidratação, edema, anasarca e/ou falência renal, hepática, ou cardíaca, ajustes nesses cálculos poderão ser necessários (MAHAN et al., 1998; CUPPARI, 2005). Quadro 2 representa as propostas consensuadas sobre necessidades nutricionais no paciente crítico adulto oncológico. 22 de 102

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