Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

OMINA
CONCURSOS
Médio
APOSTILA DIGITAL
FORMATO [PDF]
Nível:
EDIÇÃO 2025
APOSTILA DIGITAL PDF 
Quem Somos 
A Domina Concursos, especialista no desenvolvimento e comercialização de apostilas 
digitais e impressas para Concurso Públicos, tem como foco tornar simples e eficaz a 
forma de estudo. Com visão de futuro, agilidade e dinamismo em inovações, se 
consolida com reconhecimento no segmento de desenvolvimento de materiais para 
concursos públicos. É uma empresa comprometida com o bem-estar do cliente. Atua 
com concursos públicos federais, estaduais e municipais. Em nossa trajetória, já 
comercializamos milhares de apostilas, sendo digitais e impressas. E esse número 
continua aumentando. 
MISSÃO 
Otimizar a forma de estudo, provendo apostilas de excelência, baseados nas 
informações de editais dos concursos públicos, para incorporar as melhores práticas, 
com soluções inovadoras, flexíveis e de S"imples utilização e entendimento. 
VISÃO CONCURSOS 
Ser uma empresa de Classe Nacional em Desenvolvimento de Apostilas para Concursos 
Públicos, com paixão e garra em tudo que fazemos. 
• Respeito ao talento humano
• Foco no cliente
VALORES 
• Integridade no relacionamento
• Equipe comprometida
• Evolução tecnológica permanente
• Ambiente diferenciado
• Responsabilidade social
HABILITADA P/ IMPRESSÃO 
@DominaConcursos O 1 EDIÇÃO 2025 • I 
APOSTILA DIGITAL PDF 
PROIBIDO CÓPIA 
Não é permitida a revenda, rateio, cópia total ou parcial sem autorização da Domina 
Concursos, seja ela cópia virtual ou impressa. Independente de manter os créditos ou 
não, não importando o meio pelo qual seja disponibilizado: link de download, 
Correios, etc ... 
Caso houver descumprimento, o autor do fato poderá ser indiciado conforme art. 184 
do CP, serão buscadas as informações do responsável em nosso banco de dados e 
repassadas para as autoridades responsáveis. 
OMINA 
CONCURSOS 
@DominaConcursos O 1 EDIÇÃO 2025 • I 
NOVA DIDÁTICA
CONCURSOS
FORMATO [PDF]EDIÇÃO 2025
Conhecimento
Específico
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Postura Profissional e Relacão Publica 
Postura Profissional 
Tanto para quem ingressa em seu primeiro emprego, quanto para quem está neste caminho há mais 
tempo, existem na vida profissional algumas regras bastante claras de "sobrevivência". Uma destas 
regras é a postura profissional. 
 
O motivo é simples, deve existir uma postura profissional positiva entre o profissional e a empresa na 
qual trabalha. As funções que o profissional exerce deve estar em linha com o que a empresa 
realmente necessita e espera. 
Não há duvidas; neste "casamento", um fator decisivo para o sucesso é a postura profissional. 
 
Pode-se dizer que a postura profissional é parceira da boa educação que recebemos desde cedo: ou 
seja, quando ouvimos a orientação de respeitar os demais, saber se comportar em público, honrar 
compromissos e prezar pela organização nem imaginamos o quanto isso será empregado ao longo 
da nossa vida. 
 
Preste atenção à sua volta, onde trabalha. Existe sempre alguém mais despreocupado, sem ligar 
muito para o que fala, pouco comprometido com a disciplina e com as regras da empresa. Pode ter 
certeza que esta pessoa, mais cedo ou mais tarde, terá seu crescimento prejudicado justamente por 
esta postura, ou então será "convidada" a se enquadrar ao perfil esperado. 
Caso o profissional se questione sempre sobre suas atitudes e tenha uma boa dose de autocrítica, 
dificilmente terá problemas com relação a sua postura profissional. A preocupação constante em 
melhorar é ponto mais do que positivo neste caminho. 
 
Lembre-se: Você é o maior responsável pelo seu crescimento profissional. Portanto, faça com que ele 
aconteça com uma boa postura profissional! 
Para uma postura profissional adequada, é necessário que o trabalhador atenda alguns requisitos e o 
primeiro deles é a recepção de clientes. A recepção é o primeiro contato com clientes internos e 
externos e por isso, nada de cumprimentar com atitudes como beijinhos, tapinhas nas costas, 
abraços, basta um aperto de mão firme. 
O próximo passo é como desenvolver a conversação com o cliente. 
Conversas 
As conversas são capazes de expressar o que as pessoas sentem e pensam como também são 
capazes de revelar o grau de instrução, cultura e capacidade intelectual. Por isso, para manter um 
bom nível em conversas e poder evoluir em seu trabalho: 
– Leia jornais, bons livros e atualize-se. 
– Evite falar sobre pessoas que não estão presentes 
– Não fale excessivamente, além de ser perturbador, aprende mais quem ouve mais. 
– Faça pausas para falar 
– Não interrompa conversas, pois essa atitude é muito constrangedora. 
– Não converse apenas para se exaltar ou exaltar suas preferências. 
– Evite expressões pejorativas que podem ser mal interpretadas, escolha bem as palavras. Lembre-
se que as palavras têm poder e podem ser distorcidas. 
– Mesmo discordando, não atropele e só fale quando a outra pessoa terminar. 
– Não toque na pessoa enquanto conversa, é deselegante. 
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
– Fale de forma clara e olhe para a pessoa, prestando atenção em quem está falando. 
– Demonstre interesse e não grite. 
De acordo com a conversa estabelecida os clientes internos ou externos se sentirão bem. 
Postura no atendimento telefônico também é importante. Ao atender o telefone, seja cordial, educado, 
fale claro e pausadamente, evite euforia e não se esqueça de dizer o nome da empresa e depois 
deseje bom dia ou boa tarde. 
Se precisar dar uma pausa, diga um momento e não um minuto, anote todos os recados de forma 
precisa e não tome o tempo de quem está do outro lado da linha. 
Expressões verbais 
As expressões verbais também é outro ponto que merece atenção de quem quer ter uma boa postura 
profissional. 
Ao se expressar não é necessário gritar ou falar baixo demais, tenha uma voz moderada e fale com 
confiança. Abandone expressões verbais que são gírias como: querido, linda, tio (a). Mencionar estas 
gírias pode soar como cinismo. 
A postura profissional requer também um comportamento dedicado em atender com prontidão, 
qualidade, com um espírito prestativo e voluntário. 
A primeira etapa para uma postura profissional é aceitar que a postura atual possui defeitos e pontos 
fracos que podem e devem ser melhorados. Lembre-se que um comportamento positivo e proativo 
gera outro comportamento semelhante. 
Por isso, haja com cortesia, honestidade, interesse e tudo mais será solucionado com 
espontaneidade. 
Em situações difíceis não se esqueça de manter o equilíbrio e a calma e demonstre interesse em 
apresentar soluções. 
Tenha em mente a disposição de ouvir, não perca o bom humor e trabalhe em equipe, afinal, o 
cotidiano é repleto de desafios. 
Uma postura profissional proporciona a valorização do trabalhador, uma boa imagem para a empresa 
e o bem-estar dos clientes. 
Às vezes nos sentimos tão confortáveis no trabalho, que até pensamos que estamos em casa. E a 
partir desse excesso de bem-estar, acabamos adotando algumas condutas que nos prejudicam. 
Acontece que a gente não pode esquecer de que nossa Postura Profissional fala por nós, e que, 
assim como qualquer hábito, precisamos estar sempre de olho para não exceder os limites. 
Pesquisas mostram que o mau comportamento no trabalho é a segunda maior causa de demissões 
nas empresas, vindo atrás apenas do baixo desempenho. 
 
O que você entende por POSTURA PROFISSIONAL? 
É o conjunto de suas características e de atitudes dentro da empresa. Ética, hábitos, habilidades, 
competências, conhecimentos, comportamentos, tudo isso representa sua postura, e com certeza, 
essas características servem para avaliação de um bom funcionário. 
Portanto, fique de olho em seu comportamento durante o expediente. Use-o como um diferencial para 
se destacar positivamente no ambiente corporativo, agregado a um trabalho de qualidade.o dever do Estado de cumprir com a observância de tais direitos não pode ser 
desvirtuado, sob pena de descumprimento das clausuras da Constituição da República, de 1988. 
Por isso, pode-se afirmar que o direito à educação ainda está por se efetivar. Cury esclarece que: 
[...] em um país como o Brasil, cumpre assinalar a existência de constituições estaduais, as leis orgâ-
nicas dos municípios, autônomas na sua competência. Elas podem explicitar um princípio geral, ade-
quar à sua realidade e fazer avançar o direito à educação [...]. (CURY, 2011, p. 569-70). 
A proclamação desse direito, entre outros, demarca o trilho do empenho a ser feito, sabendo-o fruto de 
constantes embates sociais. Ela impõe reflexão permanente e estímulo para rever o contexto em que 
as escolas se inserem atualmente. Diante desse desafio constante, cumpre buscar ações para reverter, 
inovar e criar possibilidades a fim de prevenir e enfrentar a violência escolar, que se contrapõe cotidia-
namente à conquista de tais direitos (CURY, 2011). 
A relação entre a educação e as leis, muitas vezes, ocorre por veredas tortuosas, intrincadas, entre-
meadas de contradições, afrontando a dignidade da pessoa humana e impondo limites ao desenvolvi-
mento soberano e democrático do país, ao que preconiza o preâmbulo da Constituição da República. 
(CURY, 2011). 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, 
estabelece as referências que a educação escolar deve seguir para dar sua resposta à sociedade, para 
o que os profissionais responsáveis por ela devem voltar seu olhar: 
[...] à percepção histórica da escola como espaço do castigo – a palmatória e a vara de marmelo, o 
grão de milho, copiar cem vezes “não devo responder a minha professora”, ficar sem recreio – até muito 
pouco tempo institucional e reconhecido pela comunidade como recurso didático-pedagógico, mais re-
centemente configurado nas manifestações públicas e explícitas de desqualificação: uma violência his-
toricamente situada [...]. (GOMES, 2013, p. 73-4). 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A superação dessa pedagogia tradicional demanda a construção de um novo olhar para cumprir o dever 
constitucional de forma integrada ou articulada com a proteção dos direitos de crianças e adolescentes. 
Libertar a educação de características autoritárias e promover relações pessoais colaborativas, sob a 
luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pode contribuir para processos de mudanças e 
transformações sociais. Ao reconhecer na criança um sujeito de direito, estará a sociedade incorpo-
rando de fato uma nova percepção do aluno. Gomes acredita “[...] ser fundamental que a escola des-
cubra o ECA e o incorpore no seu dia a dia” (GOMES, 2013, p. 75). 
A educação escolar encontra nas leis e no ECA fundamentos para mudar seu olhar a respeito do 
seu modus operandi. Uma visão mais humanista e solidária, o abandono de vez do autoritarismo e dos 
velhos métodos didático-pedagógicos condizem com o que a sociedade atual demanda em termos de 
eficiência social. 
Mesmo episódicos e pontuais atos de agressão, desrespeito e violência afetam diretamente a vida nas 
escolas e geram incertezas quanto à possibilidade do desenvolvimento de relações interpessoais equi-
libradas. Oferecem, por outro lado, ensejos para propostas de inovação pela e na escola, o que remete 
a condições diversas de promoção do processo educativo. 
Abramovay (2004) chama, contudo, a atenção para o fato de que experiências bem-sucedidas ou ino-
vadoras correm o risco de serem ineficazes ou ultrapassadas quando os estudos estabelecem termos 
comparativos controversos sobre qual das experiências pode ser considerada mais inovadora. Nesse 
sentido, a autora procura resgatar a percepção de inovação que os próprios sujeitos envolvidos têm 
quando falam de suas experiências/ações/projetos. Ela argumenta que “A inovação não é atemporal 
nem abstrata, mas adquire significado quando historicizada e contextualizada” (ABRAMOVAY, 2004, 
p. 34). Porém há ingredientes desse processo escolar inovador que ela faz questão de explicitar: 
[...] tornarem-se mais abertas à participação dos jovens e da comunidade; interagirem com as práticas 
curriculares cotidianas da escola; terem caráter sistemático; incorporarem um maior número de alunos 
e professores e atentarem às especificidades dos jovens, tirando partido de seu potencial criativo e de 
sua disposição para o novo. (ABRAMOVAY, 2004, p. 56). 
Entre as estratégias de superação usadas pelas chamadas escolas inovadoras, que integraram a pes-
quisa por ela coordenada, Abramovay cita: mecanismos de resolução em conjunto de problemas com 
a participação dos diversos sujeitos que compõem o ambiente escolar; abertura da escola nos fins de 
semana, permitindo desenvolver atividades e atrair a comunidade; disponibilização de espaços para 
jovens, adultos e instituições visando à resolução de conflitos; relação esporádica com o Conselho 
Tutelar (ABRAMOVAY, 2004). 
Nas experiências pesquisadas, a autora ainda encontrou como orientação seguida: a habilidade de 
desenvolver estratégias integradas, participativas, flexíveis; a permissão para que se desenvolva um 
sentimento positivo de pertencimento ao espaço escolar público; a busca da superação do sentimento 
derrotista e o fornecimento de uma nova percepção do uso do espaço físico, da sociabilidade e do 
resgate da imagem da escola; a formação de laços voltados à edificação de uma cultura da não violên-
cia (ABRAMOVAY, 2004, p. 91). 
As atividades realizadas no cotidiano escolar de forma simples, porém, significativa, que permitam en-
volver os alunos no compromisso e na busca de soluções para o enfrentamento de problemas na es-
cola, podem levar à articulação de projetos, ampliação de parcerias e criação de estratégias, privilegi-
ando o coletivo. Esse é um recurso considerado eficaz na superação das dificuldades no ambiente 
escolar; “[...] elemento essencial de um processo educativo em torno do ser cidadão, ainda concorre 
para a recuperação da credibilidade das escolas públicas” (ABRAMOVAY, 2004, p. 113). 
O exercício do diálogo assume papel importante sob esse enfoque que privilegia o coletivo. Ele se torna 
ferramenta ou instrumento político essencial à reorganização das práticas cotidianas. A gestão desfaz-
se de seus traços outrora centralizadores e assume uma lógica mais participativa ao estabelecer rela-
ções de respeito e equidade com todos da comunidade escolar e de: 
[...] diálogo, fator decisivo no processo de transformação da escola em instância de pertencimento e 
identidade. Freire afirma que não se pode pensar pelos outros nem para os outros nem sem os outros. 
A significação do diálogo está no fato de que os sujeitos dialógicos crescem um com o outro. (ABRA-
MOVAY, 2004, p. 95). 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
No ambiente onde antes imperava a lei do silêncio, surge o diálogo capaz de despertar no jovem a 
vontade genuína de participar. À medida que descobre mais de si e do outro, o sujeito compartilha 
saberes com o grupo, estreita as relações de amizade, mostra-se favorável a discutir amplamente ati-
tudes que vão repercutir para o bom clima escolar e, consequentemente, para a redução da violência 
e a revalorização da educação. 
Ainda que se saiba que uma sociedade violenta produz efeitos nas relações interpessoais que aconte-
cem no interior da escola, a partir dos relatos dos achados nas experiências estudadas, depreende-se 
que uma escola inovadora pode criar condições favoráveis ao desenvolvimento de relações interpes-
soais mais harmônicas, já que ela procura lançar um novo olhar sobre o padrão formativo do aluno. 
Iluminada por propósitos claros, previamente organizados, visando aos anseios da instituição, a escola 
inovadora define estratégias que permitam condições de participação de todos os sujeitos que com-
põem a comunidade escolar. Ela é, assim, fonte motivadora para a transformaçãosocial, a redução e 
prevenção da violência que interfere no clima escolar, nas relações interpessoais e na qualidade da 
educação. 
O professor, ao buscar desenvolver vínculos sociais em sala de aula, depara-se com alunos com per-
sonalidades e características diferentes. A percepção que o professor constrói de cada aluno e instin-
tivamente transmite a outros por meio de suas ações ou atitudes pode refletir na compreensão que os 
alunos têm dele, de si, e dos colegas. 
É comum observar, no cotidiano da sala de aula, que tanto professores como alunos estabelecem, por 
observação, critérios em relação ao professor favorito, ao que trabalha com afeição, ao que é exigente, 
ao aborrecido, ao que engabela suas aulas, ao que apenas espera cumprir seu horário... Da mesma 
forma, os alunos também constroem a percepção sobre seus colegas: aquele de maior destaque na 
turma, o mais elogiado pelos professores, o mais alegre, o mais amigo, aquele que ninguém quer no 
grupo, o tímido que conversa pouco, o diferente, o que é tido como grosseiro etc. (MARTINELLI; SCHI-
AVONI, 2009). 
O conjunto das observações formadas pelos alunos mostra que eles desenvolvem sentimentos, racio-
cínios sobre como os outros os veem, como o professor observa cada aluno, se ele é aceito ou não 
etc. Quando o sentimento é negativo, gera baixa autoestima no aluno. Este, quando rejeitado, por vezes 
busca se livrar dessa condição, aguardando uma possibilidade que lhe permita interagir e novamente 
fazer parte do grupo e sentir-se aceito. 
Uma criança que não tem sucesso na escola vai acumulando experiências de fracasso sucessiva-
mente, o que pode levá-la a se perceber negativamente em relação aos demais. Sua aprendizagem 
pode se tornar mais prejudicada à medida que tem dificuldade para fazer amigos, relacionar-se e, aos 
poucos, pode ficar à margem do grupo, formando uma imagem deformada de si mesma. (MARTINELLI; 
SCHIAVONI, 2009, p. 334). 
Os resultados trazidos pela pesquisa realizada por Martinelli e Schiavoni (2009) representam outro ca-
minho para se refletir sobre as interações no ambiente escolar, sua relação com o ensino-aprendizagem 
e como a afetividade se relaciona ao modo de professores e alunos se envolverem com a ampla diver-
sidade com que se confrontam no dia a dia da sala de aula. Apagam-se as linhas divisórias traçadas 
de forma simplista entre os que são bons e os que não o são e se aceita o desafio de reverter situações, 
desconstruindo o lugar de alguns para reconstruir um lugar de todos (MARTINELLI; SCHIAVONI, 2009). 
A pesquisa de Insfrán e Souza Filho (2011) procura descobrir possíveis causas psicossociais para o 
sucesso e insucesso de estudantes, tendo realizado entrevistas com 30 ex-alunos de um pré-vestibular 
comunitário do interior do Estado do Rio de Janeiro. Os autores constataram a existência de dois mo-
delos representacionais: os estudantes bem-sucedidos centrados na ação, e os malsucedidos, nos 
resultados (INSFRÁN; SOUZA FILHO, 2011, p. 345). Verificou-se na composição de grupos e sua di-
nâmica que alunos bem-sucedidos manifestaram apoio aos professores enquanto alunos malsucedidos 
manifestaram resistência e afastamento nas relações com os educadores. Os autores assim se expri-
miram: 
Sabemos que para muitos brasileiros a experiência educacional é tão relevante para o sucesso pessoal 
quanto tem sido marcada por adversidades internas e externas. Acreditamos que parte das dificuldades 
internas resida em superar certo bloqueio ou conduta de retraimento/inibição em relação ao enfrenta-
mento da situação ensino-aprendizagem, consigo mesmo, com o professor e os colegas. Estes últimos 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
que eventualmente são mais bem-sucedidos na realização das tarefas, possivelmente gerem ansie-
dade e sentimentos desagradáveis de frustração entre os demais, não tão bem sucedidos. Trata-se de 
constituir uma pedagogia realista de superação gradual de dificuldades, focalizando mais nas ações 
empreendidas. Ao lado disso, os estudantes bem-sucedidos poderiam aprender a lidar melhor com 
colegas que têm dificuldades, através de tarefas que permitam atividades comuns [...]. (INSFRÁN; 
SOUZA FILHO, 2011, p. 358-9). 
Rodrigues, Dias e Freitas analisaram um grupo homogêneo quanto às características do contexto cul-
tural e socioeconômico, com objetivo de dar importância a uma intervenção voltada a minimizar proble-
mas e conflitos interpessoais. Para as autoras: 
[...] Programas promotores de competências socioemocionais infantis são de grande valia para fortale-
cer o relacionamento interpessoal, pois a aprendizagem de comportamentos e modos de pensar na 
infância produz impacto na trajetória da vida adulta. (RODRIGUES; DIAS; FREITAS, 2010, p. 838). 
Tal como foi encontrado nos trabalhos citados anteriormente, as autoras também concordam que tra-
balhar as relações interpessoais na escola por meio do diálogo, da formação e manutenção de grupos 
que compõem o ambiente escolar é fundamental para superar e solucionar problemas comportamen-
tais e promover o desenvolvimento do ser humano. 
Elas observam a necessidade de se promover programas permanentes de capacitação e educação, 
levando-se em conta todos os sujeitos que compõem o ambiente escolar. 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Redação Oficial 
É todo ato normativo e toda comunicação do Poder Público. Deve caracterizar-se pela 
impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. 
Outros procedimentos rotineiros também fazem parte da redação de comunicações oficiais, como as 
formas de tratamento e de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes etc. 
1. Peculiaridades da redação oficial 
1.1. Impessoalidade 
A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade. O tratamento impessoal que 
deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre: 
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica; 
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação; e 
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado. 
1.2. Linguagem 
O texto oficial requer o uso do padrão culto da língua. Padrão culto é aquele em que: 
a) se observam as regrasda gramática formal, 
b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. 
A obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial procede do fato de que ele está acima 
das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das 
idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por 
todos os cidadãos. 
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam. 
1.3. Formalidade 
As comunicações oficiais devem ser sempre formais. Não só ao correto emprego deste ou daquele 
pronome de tratamento, mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez e à civilidade. 
1.4. Padronização 
A clareza de digitação, o uso de papéis uniformes e a correta diagramação do texto são 
indispensáveis à padronização. 
1.5. Concisão 
A concisão é uma qualidade do texto, principalmente o do oficial. Conciso é o texto que consegue 
transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. A concisão é, 
basicamente, economia lingüística. Isso não quer dizer economia de pensamento, isto é, não se 
devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se 
exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já 
foi dito. 
Deve-se perceber a hierarquia de idéias que existe em todo texto de alguma complexidade: idéias 
fundamentais e idéias secundárias. Essas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, 
exemplificá-las; mas existem também idéias secundárias que não acrescentam informação alguma ao 
texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas. 
1.6. Clareza 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Claro é aquele texto que possibilita 
imediata compreensão pelo leitor. A clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende 
estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem: 
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um 
tratamento personalista dado ao texto; 
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a 
vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; 
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; 
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam. 
É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a 
indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e 
de erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção. 
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas 
comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto 
que não seja seguida por sua revisão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a 
máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir. 
1.7. Pronomes de Tratamento 
Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades. Embora se refiram à segunda pessoa 
gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância 
para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução e não com o 
pronome. “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”. 
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da 
terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”). 
O gênero gramatical dos adjetivos referidos deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e 
não com o substantivo que compõe a locução. “Vossa Excelência está atarefado.”, “Vossa Senhoria 
deve estar satisfeito.” “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”. 
O emprego dos pronomes de tratamento obedece à secular tradição. São de uso consagrado: 
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: 
a) do Poder Executivo 
Presidente da República 
Vice-Presidente da República 
Ministros de Estado 
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal 
Oficiais-Generais das Forças Armadas 
Embaixadores 
Secretários-Executivos de Ministérios 
Secretários de Estado dos Governos Estaduais 
Chefe da Casa Civil da Presidência da República 
Chefe do Gabinete de Segurança Institucional 
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Advogado-Geral da União e o Chefe da Corregedoria-Geral da União 
Prefeitos Municipais 
b) do Poder Legislativo 
Deputados Federais e Senadores 
Ministros do Tribunal de Contas da União 
Deputados Estaduais e Distritais 
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais 
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais 
c) do Poder Judiciário 
Ministros dos Tribunais Superiores 
Membros de Tribunais 
Juízes 
Auditores da Justiça Militar 
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo 
Senhor, seguido do cargo respectivo: 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. 
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa 
Excelência, terá a seguinte forma: 
À Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Ministro de Estado da Justiça 
70064-900 – Brasília. DF 
À Sua Excelência o Senhor 
Senador Fulano de Tal 
Senado Federal 
70165-900 – Brasília. DF 
À Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Juiz de Direito da 10
a
 Vara Cível 
Rua ABC, n
o
 123 
01010-000 – São Paulo. SP 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD). A dignidade é 
pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. 
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado 
é: 
Senhor Fulano de Tal, 
No envelope, deve constar do endereçamento: 
Ao Senhor 
Fulano de Tal 
Rua ABC, n
o
 123 
12345-000 – Curitiba. PR 
Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento 
de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. 
Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como 
regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem 
defendido tese de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os 
bacharéis em Direito e em Medicina. Para quem não tem o título de doutor, o tratamento Senhor 
confere a desejada formalidade às comunicações. 
Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de 
universidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor, 
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são: 
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: Santíssimo 
Padre, 
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. 
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos. 
Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e 
superiores religiosos. 
Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. 
1.8. Fechos para Comunicações 
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar 
o destinatário. Os quinze modelos que vinham sendo utilizados foram simplificados para somente 
dois fechos diferentes paratodas as modalidades de comunicação oficial: 
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: 
Respeitosamente, 
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: 
Atenciosamente, 
1.9. Identificação do Signatário 
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações 
oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua 
assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte: 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
(espaço para assinatura) 
NOME 
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República 
(espaço para assinatura) 
NOME 
Ministro de Estado da Justiça 
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. 
Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. 
2. O Padrão Ofício 
Há dois tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício e 
o memorando. Nos dois adota-se uma diagramação única. 
2.1. Partes do documento no Padrão Ofício 
O ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: 
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede : 
Exemplos: 
Mem. 123/2002-MF 
Of. 123/2002-MME 
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita: 
Exemplo: 
Brasília, 15 de março de 2007. 
c) assunto: resumo do teor do documento 
Exemplos: 
Assunto: Produtividade do órgão em 2006. 
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. 
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício 
deve ser incluído também o endereço. 
e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve 
conter a seguinte estrutura: 
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que 
motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me 
informar que”, empregue a forma direta; 
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o 
assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; 
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o 
assunto. 
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que esses estejam organizados 
em itens ou títulos e subtítulos. 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte: 
– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a 
remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da 
comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado 
(tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo 
encaminhado, segundo a seguinte fórmula: 
 “Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 2007, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, 
de 3 de abril de 2007, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor 
Fulano de Tal.” 
ou 
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama n
o
 12, de 10 de fevereiro de 
2007, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização 
de técnicas agrícolas na região Nordeste.” 
– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do 
documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, 
não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. 
f) fecho 
g) assinatura do autor da comunicação; e 
h) identificação do signatário 
2.2. Forma de diagramação 
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação: 
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, 
e 10 nas notas de rodapé; 
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-ão utilizar as fontes 
Symbol e Wingdings; 
c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página; 
d) os ofícios, memorandos e anexos poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste 
caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem 
espelho”); 
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda; 
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de largura; 
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; 
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se 
o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco; 
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, 
relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do 
documento; 
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser 
usada apenas para gráficos e ilustrações; 
l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou 
seja, 29,7 x 21,0 cm; 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para 
consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos; 
o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo 
do documento + número do documento + palavras-chave do conteúdo 
Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2006” 
2.3. Ofício 
Definição e Finalidade 
Ofício é a comunicação que é expedida exclusivamente para tratar assuntos oficiais entre órgãos da 
Administração Pública ou a particulares. 
Forma e Estrutura 
Quanto à sua forma, o ofício segue o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que 
invoca o destinatário, seguido de vírgula. 
Exemplos: 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República 
Senhora Ministra 
Senhor Chefe de Gabinete 
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente: 
– nome do órgão ou setor; 
– endereço postal; 
– telefone e endereço de correio eletrônico. 
2.4. Memorando 
Definição e Finalidade 
O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, 
que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de 
uma forma de comunicação eminentemente interna. 
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve 
pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário 
aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio 
documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. 
Forma e Estrutura 
Quanto à sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu 
destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. 
Exemplos: 
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração 
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos 
2.5. Correio Eletrônico 
Definição e finalidade 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma 
de comunicação para transmissão de documentos. 
Forma e Estrutura 
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa 
definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível 
com uma comunicação oficial. 
O campo assunto do formulário de correio eletrônico deve ser preenchido de modo a facilitar a 
organização documental tanto do destinatário quantodo remetente. 
A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo. 
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, 
deve constar pedido de confirmação de recebimento. 
Valor documental 
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor 
documental, isto é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário 
existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei. 
3. Dificuldades Da Norma Culta 
3.1. Ortografia 
A correção da grafia é requisito elementar de qualquer texto, e ainda mais importante quando se trata 
de textos oficiais. Muitas vezes, uma simples troca de letras pode alterar não só o sentido da palavra, 
mas de toda uma frase. 
Com relação aos erros de grafia, pode-se dizer que são de dois tipos: os que decorrem do emprego 
inadequado de determinada letra por desconhecimento de como escrever uma palavra, e aqueles 
causados por lapso de digitação. 
Assim, toda revisão que se faça em determinado documento ou expediente deve sempre levar em 
conta a correta escrita. 
Errado: Ele trabalhou como adido de embaixada. 
Certo: Ele trabalhou como adido à embaixada. 
Errado: Ele vai torcer para o clube do irmão. 
Certo: Ele vai torcer pelo clube do irmão. 
Errado: Vultuosa quantia foi gasta na campanha daquele vereador. 
Certo: Vultosa quantia foi gasta na campanha daquele vereador. 
Errado: A estadia do deputado no Rio de Janeiro será breve. 
Certo: A estada do deputado no Rio de Janeiro será breve. 
Errado: Se eu ver o deputado, falarei com ele. 
Certo: Se eu vir o deputado, falarei com ele. 
Errado: Quero falar consigo. 
Certo: Quero falar com você/com o senhor. 
Errado: Este texto foi desclassificado porque está inteligível. 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Certo: Este texto foi desclassificado porque está ininteligível. 
Errado: Não tenho qualquer vínculo com meus ex-chefes. 
Certo: Não tenho nenhum vínculo com meus ex-chefes. 
Errado: Ao meu ver, essas crianças precisam de mais carinho e amor. 
Certo: A meu ver, essas crianças precisam de mais carinho e amor. 
Errado: Ele passou muito rápido e desapercebido por todos nós. 
Certo: Ele passou muito rápido e despercebido por todos nós. 
Errado: Por que você não troca seu candidato? Ao invés de votar em Mário, vote em Valter. 
Certo: Por que você não troca seu candidato? Em vez de votar em Mário, vote em Valter. 
Errado: Os que desejarem maiores informações deverão se encaminhar à sala da coordenação. 
Certo: Os que desejarem melhores / mais informações deverão se encaminhar à sala da 
coordenação. 
Errado: Pediu-me que o ajudasse a descriminar as despesas. 
Certo: Pediu-me que o ajudasse a discriminar as despesas. 
3.2. Sintaxe 
É a parte da Gramática que estuda a palavra em relação às outras, que com ela se unem para 
exprimir o pensamento. É a parte mais importante da Gramática, porque contribui de modo 
fundamental para a clareza da exposição e para a ordenação do pensamento. 
Os problemas mais freqüentemente encontrados na construção de frases dizem respeito à má 
pontuação, à ambigüidade da idéia expressa, à elaboração de falsos paralelismos, erros de 
comparação etc. Decorrem, em geral, do desconhecimento da ordem das palavras na frase. A seguir, 
citam-se alguns desses deslizes muito recorrentes na construção de frases, registrados em 
documentos oficiais. 
3.2.1. Problemas com o Sujeito 
O sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na oração. Ele pode ter 
complemento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas, portanto, construções como: 
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda. 
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda. 
Errado: Apesar das relações entre os países estarem cortadas, (...). 
Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cortadas, (...). 
Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim. 
Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim. 
Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...). 
Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...). 
Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...). 
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...). 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
3.2.2. Frases Fragmentadas 
A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma oração subordinada ou uma simples locução 
como se fosse uma frase completa”. Embora seja usada como recurso estilístico na literatura, a 
fragmentação de frases devem ser evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes dificulta a 
compreensão. Ex.: 
Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. Depois de ser longamente 
debatido. 
Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional, depois de ser longamente debatido. 
Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. 
Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da República, que o 
aprovou. Consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. 
Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da República, que o 
aprovou, consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. 
3.2.3. Erros de Paralelismo 
Uma das convenções estabelecidas na linguagem escrita “consiste em apresentar idéias similares 
numa forma gramatical idêntica”, o que se chama de paralelismo. Assim, incorre-se em erro ao 
conferir forma não paralela a elementos paralelos. 
Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministérios economizar energia e que elaborassem 
planos de redução de despesas. 
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios que economizassem energia e (que) 
elaborassem planos para redução de despesas. 
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios economizar energia e elaborar planos para 
redução de despesas. 
Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, não ser inseguro, inteligência e ter ambição. 
Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, segurança, inteligência e ambição. 
Certo: No discurso de posse, mostrou ser determinado e seguro, ter inteligência e ambição. 
Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa. 
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta última capital, encontrou-se com o Papa. 
Errado: O projeto tem mais de cem páginas e muita complexidade. 
Certo: O projeto tem mais de cem páginas e é muito complexo. 
Certo: O projeto é muito extenso e complexo. 
Errado: Ou Vossa Senhoria apresenta o projeto, ou uma alternativa. 
Certo: Vossa Senhoria ou apresenta o projeto, ou propõe uma alternativa. 
Errado: O interventor não só tem obrigação de apurar a fraude como também a de punir os culpados. 
Certo: O interventor tem obrigação não só de apurar a fraude, como também de punir os culpados. 
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que tem sólida formação acadêmica. 
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sólida formação acadêmica. 
Certo: O novo procurador é jurista renomado, que tem sólida formação acadêmica. 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
3.2.4. Erros de Comparação 
A omissão de certos termos, ao se fazer a comparação – omissão própria da língua falada – deve ser 
evitada na língua escrita, pois compromete a clareza do texto: nem sempre é possível identificar, pelo 
contexto, qual o termo omitido. 
Errado: O salário de um professor é mais baixo do que um médico. 
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o salário de um médico. 
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o de um médico. 
Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria. 
Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da Portaria. 
Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria. 
Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os Ministérios do Governo. 
Certo: O Ministério da Educaçãodispõe de mais verbas do que os outros Ministérios do Governo. 
Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os demais Ministérios do Governo. 
3.2.5. Ambigüidade 
Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido. Como a clareza é 
requisito básico de todo texto oficial, deve-se atentar para as construções que possam gerar 
equívocos de compreensão. 
Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado que ele seria exonerado. 
Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu secretariado. 
Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exoneração desse. 
Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da República, em seu discurso, e solicitou sua 
intervenção no seu Estado, mas isso não o surpreendeu. 
Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente da República. No pronunciamento, solicitou 
a intervenção federal em seu Estado, o que não surpreendeu o Presidente da República. 
Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu costumava trabalhar. 
Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costumava trabalhar. 
Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costumava trabalhar. 
Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o funcionário. 
Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser esse indisciplinado. 
3.2.6. Concordância 
A concordância é o processo sintático segundo o qual certas palavras se acomodam, na sua forma, 
às palavras de que dependem. 
Errado: Se houverem dúvidas favor perguntar. 
Certo: Se houver dúvidas favor perguntar. 
Errado: Já fazem dez dias que esta Casa Legislativa encontra-se em recesso. 
Certo: Já faz dez dias que esta Casa Legislativa encontra-se em recesso. 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Errado: Fazem cinco meses que a PF iniciou a apuração de irregularidades. 
Certo: Faz cinco meses que a PF iniciou a apuração de irregularidades. 
Errado: Vão fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público. 
Certo: Vai fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público. 
Errado: Depois das últimas chuvas, podem haver centenas de desabrigados. 
Certo: Depois das últimas chuvas, pode haver centenas de desabrigados. 
Errado: Devem haver soluções urgentes para estes problemas. 
Certo: Deve haver soluções urgentes para estes problemas. 
Errado: Aconteceu, naquela época, fatos terríveis. 
Certo: Aconteceram, naquela época, fatos terríveis. 
Errado: Vossas Excelências apoiastes a decisão. 
Certo: Vossas Excelências apoiaram a decisão. 
Errado: Ainda não chegou os documentos comprobatórios. 
Certo: Ainda não chegaram os documentos comprobatórios. 
Errado: Podemos passar-lhe bastante informações sobre o caso. 
Certo: Podemos passar-lhe bastantes informações sobre o caso. 
Errado: Se houver dificuldades, qualquer que sejam, avise-nos. 
Certo: Se houver dificuldades, quaisquer que sejam, avise-nos. 
Errado: Obedeceram-se aos severos regulamentos. 
Certo: Obedeceu-se aos severos regulamentos. 
Errado: Tratavam-se de questões fundamentais. 
Certo: Tratava-se de questões fundamentais. 
Errado: Discutiu-se na semana passada os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias. 
Certo: Discutiram-se na semana passada os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias. 
3.2.7. Pontuação 
Os sinais de pontuação, ligados à estrutura sintática, têm as seguintes finalidades: 
a) assinalar as pausas e as inflexões da voz (a entoação) na leitura; 
b) separar palavras, expressões e orações que, segundo o autor, devem merecer destaque; 
c) esclarecer o sentido da frase, eliminando ambigüidades. 
No clube que freqüentamos, há um mês houve um incêndio. 
No clube que freqüentamos há um mês, houve um incêndio. 
O carro estava percorrendo a estrada solitária, à noite. 
O carro estava percorrendo a estrada, solitária à noite. 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Ele foi criticado, quando lutava pelos amigos. 
Ele foi criticado, quando lutava, pelos amigos. 
A frase a seguir pode ter seu sentido alterado apenas com a colocação da vírgula. 
“Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria se rastejando à sua procura.” 
Constitui erro crasso usar a vírgula entre termos que mantêm entre si estreita ligação sintática – p. 
ex., entre sujeito e verbo, entre verbos ou nomes e seus complementos. 
Errado: O Presidente da República, indicou, sua posição no assunto. 
Certo: O Presidente da República indicou sua posição no assunto. 
Errado: O deputado assistiu, ao pronunciamento do Presidente, em Fortaleza. 
Certo: O deputado assistiu ao pronunciamento do Presidente em Fortaleza. 
3.2.8. SEMÂNTICA 
A semântica estuda o sentido das palavras, expressões, frases e unidades maiores da comunicação 
verbal, os significados que lhe são atribuídos. 
Deve-se verificar sempre o contexto em que as palavras estão sendo utilizadas e procurar sinônimos, 
ou termos mais precisos para as palavras repetidas. 
A redação oficial não pode alhear-se às transformações lingüísticas – produto da dinâmica social – 
nem incorporá-las acriticamente. As novidades vocabulares devem sempre ser usadas com critério, 
evitando-se aquelas que podem ser substituídas por vocábulos já de uso consolidado sem prejuízo 
do sentido que se lhes quer dar. 
Não se concebe que, em nome de suposto purismo, a linguagem das comunicações oficiais fique 
imune a empréstimos de outras línguas. O importante é usar o estrangeirismo de forma consciente, 
buscar o equivalente português quando houver, ou conformar a palavra estrangeira ao espírito da 
língua portuguesa. 
Expressões a Evitar e Expressões de 
Uso Recomendável 
A linguagem dos textos oficiais deve sempre pautar-se pelo padrão culto formal da língua. Não é 
aceitável, portanto, que desses textos constem coloquialismos ou expressões de uso restrito a 
determinados grupos, que comprometeriam sua própria compreensão pelo público. 
Quanto a determinadas expressões que devem ser evitadas, mencionem-se aquelas que 
formam cacófatos, ou seja, “o encontro de sílabas em que a malícia descobre um novo termo com 
sentido torpe ou ridículo”. 
A seguir há uma lista de expressões cujo uso ou repetição deve ser evitado, indicando com que 
sentido devem ser empregadas e sugerindo alternativas vocabulares a palavras que costumam 
constar com excesso dos expedientes oficiais. 
À medida que / na medida em que 
À medida que (locução proporcional) – à proporção que, ao passo que, conforme: Os preços 
deveriam diminuir à medida que diminui a procura. 
Na medida em que (locução causal) – pelo fato de que, uma vez que: Na medida em que se 
esgotaram as possibilidades de negociação, o projeto foi integralmente vetado. 
Evite os cruzamentos – bisonhos, canhestros – *à medida em que, *na medida que... 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
a partir de 
A partir de deve ser empregado preferencialmente no sentido temporal: A cobrança do imposto entra 
em vigor a partir do início do próximo ano. 
Evite repeti-la com o sentido de „com base em‟, preferindo considerando, tomando-se por base, 
fundando-se em, baseando-se em. 
assim 
Use após a apresentação de alguma situação ou proposta para ligá-la à idéia seguinte. Alterne 
com: dessa forma, desse modo, diante do exposto, diante disso, conseqüentemente, portanto, por 
conseguinte, assim sendo, em conseqüência, em vista disso, em face disso. 
através de / por intermédio de 
Através de quer dizer de lado a lado, por entre: A viagem incluía deslocamentos através de boa parte 
da floresta. 
Evite o emprego com o sentido de meio ou instrumento; nesse caso empregue por intermédio, por, 
mediante, por meio de, segundo, servindo-se de, valendo-se de: 
O projeto foi apresentado por intermédio do Departamento. 
O assunto deve ser regulado por meio de decreto. 
A comissão foi criada mediante portaria do Ministro de Estado. 
bem como 
Evite repetir; alterne com e, como (também), igualmente, da mesma forma. Evite o uso, polêmico para 
certos autores, da locução bem assim como equivalente. 
causar 
Eviterepetir. Use também originar, motivar, provocar, produzir, gerar, levar a, criar. 
constatar 
Evite repetir. Alterne com atestar, apurar, averiguar, certificar-se, comprovar, evidenciar, observar, 
notar, perceber, registrar, verificar. 
dado / visto / haja vista 
Os particípios dado e visto têm valor passivo e concordam em gênero e número com o substantivo a 
que se referem: 
Dados o interesse e o esforço demonstrados, optou-se pela permanência do servidor em sua função. 
Dadas as circunstâncias... 
Vistas as provas apresentadas, não houve mais hesitação no encaminhamento do inquérito. 
Já a expressão haja vista, com o sentido de uma vez que ou seja considerado, veja-se, é invariável: 
O servidor tem qualidades, haja vista o interesse e o esforço demonstrados. 
de forma que, de modo que/de forma a, de modo a 
De forma (ou maneira, modo) que nas orações desenvolvidas: Deu amplas explicações, de forma que 
tudo ficou claro. 
 
De forma (maneira ou modo) a nas orações reduzidas de infinitivo: Deu amplas explicações, de forma 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
(maneira ou modo) a deixar tudo claro. São descabidas na língua escrita as pluralizações orais 
vulgares *de formas (maneiras ou modos) que... 
detalhar 
Evite repetir; alterne com particularizar, pormenorizar, delinear, minudenciar. 
devido a 
Evite repetir; utilize igualmente em virtude de, por causa de, em razão de, graças a, provocado por. 
dirigir 
Quando empregado com o sentido de encaminhar, alterne com transmitir, mandar, encaminhar, 
remeter, enviar, endereçar. 
em face de 
Sempre que a expressão em face de equivaler a diante de, é preferível a regência com a 
preposição de; evite, portanto, face a, frente a. 
enquanto 
Conjunção proporcional equivalente a ao passo que, à medida que. Evitar a construção 
coloquial enquanto que. 
especialmente 
Use também principalmente, mormente, notadamente, sobretudo, nomeadamente, em especial, em 
particular. 
inclusive 
Advérbio que indica inclusão; opõe-se a exclusive. Evite-se o seu abuso com o sentido de „até‟; nesse 
caso utilize o próprio até ou ainda, igualmente, mesmo, também, ademais. 
informar 
Alterne com comunicar, avisar, noticiar, participar, inteirar, cientificar, instruir, confirmar, levar ao 
conhecimento, dar conhecimento; ou perguntar, interrogar, inquirir, indagar. 
no sentido de 
Empregue também com vistas a, a fim de, com o fito (objetivo, intuito, fim) de, com a finalidade de, 
tendo em vista ou mira, tendo por fim. 
onde 
Como pronome relativo significa em que (lugar): A cidade onde nasceu. O país onde viveu. Evite, 
pois, construções como “a lei onde é fixada a pena” ou “o encontro onde o assunto foi tratado”. 
Nesses casos, substitua onde por em que, na qual, no qual, nas quais, nos quais. 
O correto é, portanto: a lei na qual é fixada a pena, o encontro no qual (em que) o assunto foi tratado. 
operacionalizar 
Neologismo verbal de que se tem abusado. Prefira realizar, fazer, executar, levar a cabo ou a efeito, 
praticar, cumprir, desempenhar, produzir, efetuar, construir, compor, estabelecer. 
posição / posicionamento 
Posição pode ser alterado com postura, ponto de vista, atitude, maneira, modo. 
Posicionamento significa „disposição, arranjo‟, e não deve ser confundido com posição. 
 REDAÇÃO OFICIAL 
 
 
16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
relativo a 
Empregue também referente a, concernente a, tocante a, atinente a, pertencente a, que diz respeito 
a, que trata de, que respeita. 
ressaltar 
Varie com destacar, sublinhar, salientar, relevar, distinguir, sobressair. 
tratar (de) 
Empregue também contemplar, discutir, debater, discorrer, cuidar, versar, referir-se, ocupar-se de. 
________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
REFERÊNCIAS 
Os links citados abaixo servem apenas como referência. Nos termos da lei brasileira 
(lei no 9.610/98, art. 80), não possuem proteção de direitos de autor: As ideias, 
procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos 
como tais; Os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou 
negócios; Os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de 
informação, cientifica ou não, e suas instruções; Os textos de tratados ou convenções, 
leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais; As informações 
de uso comum tais como calendários, agendas, cadastros ou legendas; Os nomes e 
titulos isolados; O aproveitamento industrial ou comercial das ideias contidas nas 
obras. 
Caso não concorde com algum item do material entre em contato com a Domina 
Concursos para que seja feita uma análise e retificação se necessário 
A Domina Concursos não possui vinculo com nenhuma banca de concursos, muito 
menos garante a vaga ou inscrição do candidato em concurso. O material é apenas um 
preparatório, é de responsabilidade do candidato estar atento aos prazos dos 
concursos. 
A Domina Concursos reserva-se o direito de efetuar apenas uma devolução parcial do 
conteúdo, tendo em vista que as apostilas são digitais, isso, [e, não há como efetuar 
devolução do material. 
A Domina Concursos se preocupa com a qualidade do material, por isso todo 
conteúdo é revisado por profissionais especializados antes de ser publicado. 
@DominaConcursos O EDIÇÃO 2025 e 
Prezado cliente, 
É com imensa satisfação que expressamos nossa profunda gratidão pela sua 
escolha em adquirir suas apostilas de estudos conosco. A preferência pelo nosso 
serviço é motivo de grande alegria e reforça nosso compromisso em fornecer 
materiais de alta qualidade para contribuir efetivamente em seu caminho 
educacional. 
Aqui na nossa loja, dedicamo-nos diariamente para oferecer produtos que 
atendam não apenas às suas necessidades de aprendizado, mas que também 
superem suas expectativas. Cada compra realizada é um voto de confiançaem 
nossa equipe, e estamos comprometidos em corresponder a essa confiança através 
de excelência em produtos e atendimento. 
Saiba que sua decisão de confiar em nós para sua jornada de estudos é valorizada e 
respeitada. Estamos sempre empenhados em aprimorar nossos serviços para garantir que 
sua experiência seja positiva e produtiva. Se houver algo específico que possamos fazer 
para melhor atendê-lo, por favor, não hesite em nos informar. 
Agradecemos por fazer parte da nossa comunidade de clientes e por escolher a 
qualidade e confiabilidade das nossas apostilas. Estamos ansiosos para continuar a servi­
lo com dedicação e comprometimento. 
Atenciosamente, Domina Concursos. 
e contato@dominaconcursos.com. br 
tNwhatsApp (48) 9.9695-9070 
' 
Rua Aracatuba, nº
Centro, Criciuma/SC -
88810-230 
45, 
CEP 
@DominaConcursosO ED1ÇÃ02025 
	Apostila Concurso (Médio)
	01 Quem Somos
	02 Proibido Copia
	04 Específico
	01 Postura Profissional
	02 Relações Interpessoais
	03 Redação Oficial
	05 Referencia
	06 Contra CapaDessa 
maneira, você estará contribuindo intensamente para o seu crescimento profissional. 
 
Sabe aquele seu colega que adora falar mal da empresa? Fique longe dele! Além desse tipo de 
comportamento contaminar o ambiente com uma péssima energia, prejudica em muito a motivação, 
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
gera insatisfação coletiva e, consequentemente, queda no desempenho. 
Às vezes nos sentimos tão confortáveis no trabalho, que até pensamos que estamos em casa. E a 
partir desse excesso de bem-estar, acabamos adotando algumas condutas que nos prejudicam. 
Acontece que a gente não pode esquecer de que nossa Postura Profissional fala por nós, e que, 
assim como qualquer hábito, precisamos estar sempre de olho para não exceder os limites. 
Pesquisas mostram que o mau comportamento no trabalho é a segunda maior causa de demissões 
nas empresas, vindo atrás apenas do baixo desempenho. 
Como manter uma boa postura profissional 
A etiqueta corporativa, as normas de conduta, a cordialidade, a boa educação, o autocontrole, a ética 
e a sinceridade não são coisa do passado. Pelo contrário: se tornam mais raras conforme aumentam 
a pressão por resultados e o estresse do ambiente de trabalho. A orientação para manter boas 
relações interpessoais, melhorar o clima organizacional e manter uma boa postura profissional não 
vai trazer nada muito complexo. Na verdade, são coisas que certamente você já sabe, mas é sempre 
bom lembrar. Afinal, quem não quer ter sucesso profissional, não é mesmo? 
Então, vamos às dicas para manter uma boa postura profissional 
Seu bom desempenho no trabalho não vai depender somente da sua capacidade técnica, suas 
competências e habilidades. Saber manter boas relações com os colegas de trabalho, chefes, 
funcionários de sua equipe, clientes e fornecedores contribui muito para a sua postura profissional. 
Pesquisas comprovam que 2/3 das demissões ocorrem devido às dificuldades de relacionamento 
entre funcionários. Então, cuide dessas relações! 
Como você passa mais tempo no trabalho do que na sua casa, transmita sempre uma impressão 
positiva: demonstre bom humor, respeite os outros como se fossem membros da sua família, se 
coloque sempre no lugar da outra pessoa e fuja das brincadeiras que possam ofender. 
Ouça as opiniões de todos que são importantes para você chegar a conclusões mais acertadas. 
Nunca ninguém sabe tudo o tempo todo. Pensamentos contrários àquilo que você acredita agregam 
valor. Seja flexível e, mesmo que não concorde com determinado ponto de vista, explique seus 
argumentos sem partir para o enfrentamento que só vai comprometer sua postura profissional. 
Seja pontual. Se você acordou um horário para chegar e sair, cumpra-o, garantindo assim a boa 
postura profissional! Não chegue atrasado às reuniões e seja disciplinado quanto aos prazos de 
entrega das suas atividades. Faça um planejamento detalhado da sua rotina e organize seus horários 
para dar conta de tudo. Lembre-se de deixar espaços para os imprevistos e, quando o atraso for 
inevitável, não deixe de avisar aos envolvidos, dando seus motivos e já programando um novo prazo 
de entrega. 
O bom Senso está Sempre na Moda 
Cuidado com o que veste para trabalhar. Existe um código de etiqueta corporativa. Do mesmo jeito 
que você não vai à praia de terno e evita os jeans para ir em um casamento, há roupas mais 
adequdas para o ambiente de trabalho. Para as mulheres, recomenda-se não exagerar nos decotes, 
nas saias curtas demais, nas transparências, na maquiagem e nos acessórios extravagantes. Não 
por moralismo ou preconceito, mas para os conhecimentos chamarem mais atenção do que a 
aparência. E para os homens, pede-se para evitarem bermudas e camisas desabotoadas demais. 
Evite fazer ligações e atender chamadas pessoais durante o horário de trabalho. Feche as redes 
sociais e use o e-mail da empresa para trabalhar. Nas emergências, vá até um local mais reservado, 
não demore nas ligações e peça desculpas ao retornar para uma reunião, por exemplo. Os 
notebooks, tablets, smartphones e outros aparelhos pessoais também devem ficar em casa. E 
cuidado com suas publicações em redes sociais. Não entre em temas polêmicos que podem 
comprometer sua postura profissional. 
Falando em polêmica, reflita bem antes de expressar opiniões políticas e religiosas no ambiente de 
trabalho. Sempre pense: “até que ponto isso pode me prejudicar ou suscitar discussões intermináveis 
que nada têm a ver com o trabalho?”. 
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Cuide para não levantar muito a voz e evite expressões grosseiras. As pessoas têm mapas mentais 
diferentes e o que para você faz parte do cotidiano, para o outro pode causas estranheza em relação 
à sua postura profissional. 
Por fim, cumprimente a todos, agradeça, peça as coisas com delicadeza e olhe sempre nos olhos das 
pessoas – não tem coisa pior do que falar com alguém que está olhando para o teclado do 
computador, por exemplo. 
13 dicas para melhorar a postura profissional 
ão comuns às pessoas tratarem com estranheza o termo etiqueta empresarial, não tendo a real 
noção da importância que os profissionais de uma empresa possuam esse tipo de etiqueta. O 
impacto da implantação desse tipo de ação é fundamental para a manutenção e o crescimento de 
uma empresa. 
Um estudo da universidade americana de Harvard que mostra que dois terços das demissões nas 
empresas são causadas por dificuldades de relacionamento com os colegas, no que a falta de 
etiqueta empresarial se mostra fundamental. Isso explica porque pessoas altamente profissionais e 
competentes no que fazem acabam sendo demitidas de suas empresas e outras – nem tão 
competentes assim – permanecem, atingindo promoções e melhores oportunidades de carreira. 
Logo, podemos concluir que competência técnica não é tudo e que aquelas pessoas que não têm 
uma boa habilidade para criar relacionamentos, ou seja, etiqueta no convívio, acabam tendo menores 
chances de sucesso. 
Etiqueta Empresarial é um conjunto de cerimônias usadas no trato entre pessoas empresas, regidas 
pela boa educação, bom comportamento, convenções sociais, ética profissional e prescrições oficiais. 
Seu objetivo é reduzir, ao mínimo, os conflitos, preconceitos, atritos, dúvidas, suspeitas e mal 
entendidos entre o público e as organizações, criando um clima de conhecimento, compreensão, 
confiança, cooperação e parceria entre as partes que se relacionam. 
Veja algumas dicas de etiqueta empresarial para melhorar a sua postura: 
1. Pontualidade deve ser ponto de honra no ambiente empresarial. Assumindo um compromisso, 
este se torna sua responsabilidade, principalmente o horário. Organize-se para chegar na hora todos 
os dias e para cumprir com os prazos propostos. Caso perceba que não será possível cumprir com o 
compromisso no horário, ligue ou peça para ligarem informando sobre o atraso. 
2. A vestimenta diz muito para as outras pessoas assim é recomendável roupas discretas, sem 
modismos. Decotes e cores berrantes, dentre outros erros devem ser evitados, sob pena de perder 
com a seriedade. Tome cuidados com higiene pessoal. 
3. O ditado a primeira impressão é a que fica deve ser levado a sério, assim, sempre seja cordial e 
prestativo já em um primeiro contato, saiba ouvir e falar na hora certa e tenha sempre cartões 
profissionais disponíveis. 
4. Sempre ao entrar em um local peça licença, busque cumprimentar todas as pessoas que 
estiverem no local, mas só estenda a mão se o interlocutor o fizer primeiro, e só se sente se for 
convidado por ele 
5. Se comunique corretamente com as pessoas, busque olhar nos olhos, demonstre atenção no que 
estão falando, não se distraia durante a conversa e busque estabelecer um diálogo. 
6. Mantenha uma postura correta, não cruze os braços, evite se sentar de qualquer jeito, jogando o 
corpo na cadeira, como também não se sente na beirada da cadeira. É importanteuma boa 
acomodação, porém ereto e de forma adequada. 
7. A maioria das corporações possuem códigos de ética e de conduta a ser seguido. Procure se 
informar no lugar em que você trabalha onde pode encontrá-lo e leia com atenção. 
8. Respeite os colegas e o espaço de trabalho. Não precisa ficar mudo durante o expediente, mas 
evite ao máximo assuntos que exponham o seu lado pessoal ou o de alguma outra pessoa. Fofocas 
nunca combinaram com o ambiente profissional. Além disso, adeque a altura da sua voz ao 
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
ambiente. 
9. Cuidado com a utilização de celulares no trabalho, evite ligações pessoais e caso estas ocorram, 
busque ir para um local privado. Não fale demasiadamente alto e muito menos utilize termos de baixo 
calão. Cuidado com o toque do celular, o correto é deixá-lo no modo silencioso. 
10. Além do celular, também é necessário cuidados com outras ferramentas tecnológicas e 
principalmente com as redes sociais. As empresas antenadas possuem políticas para utilização 
destas, por isso busque saber os limites; 
11. Amizades no ambiente de trabalho é um tema delicado. É importante diferenciar amigos de 
colegas de trabalho, principalmente no ambiente da empresa. Esse limite pode ser útil quando for 
necessário realizar uma cobrança ou fazer um feedback 
12. Bom humor é uma necessidade nas empresas. Quando estiver tendo um dia difícil, reflita se 
alguém do trabalho tem a obrigação de compartilhar as dificuldades com você. Contudo, cuidado com 
as brincadeiras. Um ambiente de trabalho descontraído é positivo desde que sejam feitas apenas 
brincadeiras saudáveis, que promovam um ambiente alegre e equilibrado. 
13. Busque ter “jogo de cintura” na hora de imprevistos e ouça a opinião dos outros muitas vezes de 
opiniões divergentes se chega a um ponto em comum correto. É preciso saber argumentar e também, 
ceder. 
O Que é Relacionamento Interpessoal 
Já ouviu falar que sozinhos não conseguimos chegar a lugar algum em nossa jornada evolutiva? Eu 
acredito bastante nesta premissa, pois vejo que cada relação que estabelecemos em nossa 
caminhada, é essencial para nos ajudar a alcançar nossos objetivos, nos fazendo progredir 
constantemente. 
Neste sentido, por onde quer que nós passemos, precisamos estabelecer conexões de respeito e 
empatia, para que assim possamos crescer e também contribuir para o crescimento das pessoas ao 
nosso redor. 
Diante disso, hoje decidi falar um pouco sobre relacionamento interpessoal e a sua importância, tanto 
na vida pessoal, quanto na vida profissional. Acompanhe-me e confira: 
Do que estamos falando? 
O relacionamento interpessoal é a conexão feita por duas ou mais pessoas de um mesmo círculo. Ele 
tem muito a ver com a maneira como tratamos e nos relacionamos com os outros e a qualidade 
dessas relações. No núcleo profissional, trata-se da forma como nos relacionamos com os colegas de 
trabalho. 
Manter bons relacionamentos profissionais é imprescindível para o sucesso na carreira de qualquer 
pessoa, tanto para termos um networking qualitativo quanto para contribuir com o clima positivo 
dentro da equipe. 
Dessa maneira, é fundamental estabelecer conexões que sejam respeitosas e que se preocupem 
com a harmonia do ambiente, pois assim, será possível realizar um trabalho em equipe ainda melhor, 
contribuir para um bom clima organizacional, que faça com que todos sintam-se confortáveis para 
executar suas atividades, assim como contribuir para o alcance de resultados, tanto para a empresa, 
quanto para os profissionais que nela estão inseridos. 
Como estabelecer boas relações interpessoais? 
Depois de entendermos com mais profundidade a importância das relações interpessoais na vida de 
todos nós, é chegado o momento de conferir dicas que vão nos ajudar a potencializar nossos 
relacionamentos, melhorando-os consideravelmente, principalmente no ambiente de trabalho. 
Desenvolva a empatia 
Empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Cada indivíduo é único e rico dentro de 
http://www.ibccoaching.com.br/portal/relacionamento/o-que-significa-networking/
http://www.ibccoaching.com.br/portal/quais-os-tipos-de-clima-organizacional/
https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/como-conseguir-um-bom-relacionamento-no-ambiente-de-trabalho/
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
suas peculiaridades. Por isso, saber extrair o que existe de melhor em seus colegas e colaboradores 
e respeitar suas dificuldades é muito importante para o andamento do trabalho. As relações 
interpessoais no trabalho precisam de empatia para deixar o dia a dia muito mais leve, harmonioso e 
produtivo. 
Pratique o respeito ao próximo 
Toda boa relação se estabelece a partir do momento que nos propomos a respeitar o próximo e o seu 
jeito de ser. Assim, é fundamental entendermos que cada indivíduo tem seu modo de pensar e agir, 
tem sua maneira de resolver seus problemas, sua forma de enxergar o mundo ao seu redor, bem 
como carrega uma bagagem, que precisamos respeitar, independentemente do que aconteça. 
A partir do momento que levamos estes fatores em consideração e colocamos em prática o respeito 
ao próximo, as chances de estabelecermos bons relacionamentos interpessoais são imensamente 
maiores. 
Boa abordagem 
Saiba adaptar seu discurso ao público ao qual ele se dirige. Assim, você consegue ser claro e pode 
cobrar exatamente o que precisa de cada colega. Use linguagens não verbais, como olhar no olho e 
concordar com a cabeça, para criar confiança e mostrar interesse pelo que o outro expõe. Evite 
cruzar os braços ou fazer gestos muito repetitivos, pois podem demonstrar insegurança e hesitação, 
prejudicando as relações interpessoais no trabalho. 
Ouça na essência 
Logo no início de sua interação com outra pessoa, esteja atento e aberto a tudo o que ele lhe passar 
de informação. Isso mostra que você é um bom ouvinte e se preocupa em considerar a opinião dos 
outros. 
Isso é importante, pois geralmente temos o hábito de falar muito e não deixar que o outro exponha 
seus pensamentos e sentimentos, o que pode acabar lhe inibindo. Quando nos disponibilizamos a 
ouvir verdadeiramente e na essência o que a pessoa que está a nossa frente tem a nos dizer, 
mostramos que o que ela nos diz tem importância e faz diferença para nós, o que, 
consequentemente, faz com que ela se sinta mais confortável em nossa presença. 
Fale mais de si mesmo 
Exponha suas opiniões, desde que estejam dentro do contexto, e mostre suas ideias e sua 
preocupação com o outro. Estreite laços com colegas e conheça um pouco da intimidade de cada 
um. Isso demonstra que você tem interesse efetivo pelas pessoas a seu redor e não somente pelo 
trabalho que elas prestam. 
Abrace as diferenças 
Personalidades diferentes umas das outras podem contribuir de maneira efetiva no ambiente de 
trabalho. Saiba respeitar o que cada um tem de melhor. Mesmo quando lidamos com alguém que não 
nos agrada, devemos nos esforçar para manter a tolerância e nunca pensar em prejudicar o trabalho 
desse colega, pois isso prejudicaria as relações interpessoais no trabalho que foram cultivadas. 
Relacionamento interpessoal e o Coaching 
Aqui no IBC nós oferecemos um treinamento de relacionamento interpessoal baseado nas técnicas 
do Coaching! O Coaching é um poderoso processo de desenvolvimento humano, em que são 
trabalhadas habilidades e capacidades para conduzir uma pessoa a dar o melhor de si na busca por 
suas realizações pessoais e profissionais. 
No Treinamento de Relacionamento Interpessoal, com as técnicas de Coaching, o indivíduo será 
levado ao autoconhecimento e autodesenvolvimento, além de melhorar alguns aspectos como: 
• Comunicação: irá desenvolver a habilidade de ouvir na essência, e falar claramente para ser 
compreendido; 
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
• Interação: criaruma relação confiável para que consiga se relacionar cada vez melhor; 
• Percepção: buscar o que há de melhor nas pessoas; 
• Reduzirá distâncias: quebrará bloqueios e medos, tanto internos, quanto das pessoas ao redor. 
Na formação em Coaching serão apresentadas ferramentas e técnicas para o melhor aprimoramento 
de habilidades e desenvolvimento de capacidades, no sentido de potencializar as relações 
interpessoais no trabalho e consequentemente alcançar seus objetivos e metas, profissionais e 
pessoas. 
É importante ter em mente que tudo isso é válido, não só para melhorar as relações que são 
estabelecidas no ambiente de trabalho, mas, se você analisar bem, é possível levar tudo isso também 
para a vida pessoal, para que assim, haja melhorias significativas em todos os contextos de sua vida. 
Por fim, é importante também que você lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer de 
deixar de lado todo e qualquer tipo de julgamento sobre o outro que surja em sua cabeça. Saiba, que 
quando deixamos de julgar o outro, a nossa própria vida passa a ser muito mais leve do que 
imaginamos 
QUAL O LIMITE DO RELACIONAMENTO INTERPESSOAIS NO TRABALHO? 
Saber se relacionar com os colegas de trabalho é uma das habilidades mais valorizadas no universo 
corporativo. A cultura organizacional de alta performance, inclui também o bom relacionamento 
interpessoal entre seus colaboradores, considerando que as demandas diárias se tornam muito mais 
fluidas quando há comunicação efetiva entre os colegas de trabalho e seus respectivos 
departamentos. 
Assim como em outros aspectos, extrapolar nos relacionamentos interpessoais no trabalho pode 
prejudicar o desempenho profissional, ao invés de produzir resultados satisfatórios. Nesse sentido, é 
preciso estar sempre atento ao próprio comportamento, a fim de que se mantenha uma conduta 
favorável na empresa em que faz parte. 
5 Cuidados para cultivar um bom relacionamento interpessoal no trabalho 
Confira abaixo algumas sugestões que podem ajudar você a construir boas relações na empresa: 
1. Mantenha a formalidade 
O modo como se relaciona no ambiente de trabalho diz muito sobre você, portanto é preciso ser 
cauteloso. A proximidade com os colegas de trabalho aumenta com o passar do tempo, e 
naturalmente, a liberdade também. Justamente neste nível de relacionamento que a atenção deve ser 
redobrada, para que não haja informalidade em excesso, deste modo, dando abertura para 
comportamentos inadequados como a falta de respeito, por exemplo. 
2. Dialogue no momento certo 
Fazer amizades no ambiente de trabalho é saudável e bem-vindo, pois cria um senso de aceitação 
e pertencimento do colaborador junto a empresa. É indispensável portanto, estabelecer limites, para 
que os laços criados não atrapalhem o foco e a produtividade. Durante o expediente procure abordar 
apenas assuntos pertinentes a instituição. Separe o horário do almoço e lanche para conversar sobre 
temas aleatórios. 
3. Passe longe da “rádio corredor” 
Além de não ser ético, as fofocas prejudicam muito a imagem do profissional perante a organização. 
Nesse sentido, quando alguém vier lhe falar sobre algum colega de trabalho, se posicione e nunca dê 
abertura para este tipo de comportamento, pois sua credibilidade ficará afetada. 
4. Exercite a inteligência emocional 
Ser inteligente emocionalmente significa que você sabe identificar e conduzir as próprias 
emoções. Essa habilidade é crucial, principalmente em momentos de estresse e resolução de 
http://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/importancia-cultura-organizacional-empresa/
http://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching-carreira/atitudes-podem-sabotar-desempenho-profissional/
http://www.ibccoaching.com.br/portal/relacionamento/dicas-para-um-bom-relacionamento-interpessoal/
http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/poder-pertencimento-empresas/
http://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching-e-psicologia/inteligencia-emocional-favor/
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
conflitos, onde você terá a capacidade de lidar com a situação de maneira adequada. 
O fato de um profissional estar estressado por alguma razão, não lhe dá o direito de tratar mal seu 
colega de trabalho. Mantenha sempre a boa conduta e educação, independentemente da situação e 
procure solucionar o quanto antes o problema que está causando o desconforto. 
5. Preserve sua vida pessoal 
Compartilhar a informações pessoais excessivamente é um dos erros muito frequentes da maior parte 
dos profissionais brasileiros, devido sua receptividade e abertura em fazer novas amizades, porém, 
no ambiente corporativo essa prática pode não ser muito bem vista. Essa questão também está 
alinhada com a primeira dica: manter sempre a formalidade. 
6. Seja prestativo, mas não intrusivo 
Estar disposto a ajudar os colegas de trabalho quando precisarem é uma qualidade fundamental para 
um profissional nos dias de hoje. Porém, deve-se tomar cuidado para que essa vontade de 
contribuir não extrapole os limites e você passe a se intrometer demais no trabalho dos outros. Na 
dúvida, espere que sua contribuição seja pedida ou apenas se coloque a disposição caso necessário. 
7. Evite as disputas e conflitos 
Separar o lado profissional do pessoal é fundamental para ter um ótimo relacionamento interpessoal 
no trabalho. É comum existirem disputas entre colaboradores, no entanto, é importante evitar que 
essas pequenas competições extrapolem o ambiente organizacional e possam causar mal-estar e 
gerar rusgas entre os colegas. 
8. Aceite as diferenças 
Cada ser humano é único, por isso, você encontrará pessoas mais parecidas com você e outras 
completamente diferentes. Essa pluralidade de personalidades é algo de suma importância para a 
organização, pois coloca em um mesmo ambiente diversos pontos de vista e formas de enxergar e 
resolver um mesmo problema. Por isso, é de suma importância que você aceite essas diferenças. Um 
excelente exercício para evoluir tanto como profissional quanto pessoa é fazer um esforço para 
entender a visão do outro e a forma com que ele enxerga o mundo. 
9. Não seja arrogante: saiba ouvir 
A humildade é traço bastante apreciado no ambiente de trabalho. Muitas vezes, no ímpeto de 
querermos mostrar nossos conhecimentos e capacidade de contribuir com o sucesso da organização, 
desenvolvemos uma aura prepotente e arrogante. Além de criar antipatia de todos os colegas de 
trabalho, essa atitude faz com que nos blindemos contra o que outros colaboradores mais 
experientes têm a dizer. Isso faz com que cometemos erros e retrabalho, resultados opostos ao que 
desejamos. 
10. Dialogue, não discuta 
Muitas pessoas confundem o conceito entre essas duas palavras. Diálogo é a construção de um 
pensamento realizado por duas pessoas. Discussão é o embate entre duas formas de pensar 
diferentes. Para dialogar, é preciso estar aberto a opinião e o conhecimento do outro e ter 
consciência de que você não sabe de tudo, tendo ciência da possibilidade de estar errado. O 
resultado dessa conversa não será a ideia vencedora, mas algo que surgiu a partir das duas e é 
bastante superior a elas. 
5 PILARES ESSENCIAIS PARA O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL 
Quando falamos de relacionamento interpessoal, estamos tratando dos relacionamentos que temos 
ao longo da vida, sejam eles no âmbito pessoal ou na área profissional. 
Nossos relacionamentos profissionais muitas vezes são os mais complicados, porque não 
escolhemos as pessoas com quem vamos nos relacionar, seja um chefe, um parceiro, os clientes e 
até mesmo nossos liderados. 
http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/proatividade-ambiente-trabalho/
http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/proatividade-ambiente-trabalho/
http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/influencia-ego-desempenho-profissional/
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Mesmo quando temos afinidades comas pessoas do nosso convívio profissional, precisamos 
também cuidar de estarmos todos alinhados no mesmo propósito, para funcionarmos da melhor 
forma para a organização. 
Para tornar a situação um pouco mais delicada, os aspectos da convivência no trabalho por vezes 
não são simples, devido à existência de diversas opiniões, crenças, valores e culturas, com os quais 
temos de lidar. 
Para ficar mais viável cuidar dos nossos relacionamentos interpessoais, precisamos aperfeiçoar cinco 
pilares essenciais: autoconhecimento, empatia, assertividade, ética e cordialidade. Vamos analisar 
um pouco cada um deles. 
Autoconhecimento 
Esse pilar tem se mostrado como um dos principais diferenciais nas relações, pois conhecer a si 
mesmo facilita lidar com questões emocionais que poderiam comprometer os relacionamentos 
interpessoais. 
Com uma boa dose de autoconhecimento, conseguimos analisar o impacto que causamos nos 
outros, além de termos claro quais são as características que nos incomodam e, assim, possibilitar 
nos preparamos para lidar com elas. 
O autoconhecimento nos permite mediar com maior assertividade os possíveis conflitos de 
personalidades nos relacionamentos com os membros da nossa equipe. 
Empatia 
Também conhecida como a arte de colocar-se no lugar do outro, na prática, a empatia nada mais é 
do que “analisar determinada situação pelo mesmo ângulo de uma outra pessoa que está envolvida 
nessa mesma situação que você”. 
É importante perceber que a empatia vai muito além da simples preocupação ou a conscientização 
da necessidade de se identificar com o outro. Empatia está relacionada com a comunicação assertiva 
e a perfeita compreensão das motivações dos outros. 
A pessoa empática está conectada com quem ela se comunica. Ela capta informações que vão muito 
além do que é falado e identifica emoções e expressões corporais significativas em seu interlocutor. 
Ser empático é, antes de tudo, ser um bom ouvinte e um excelente observador, além de, é claro, ter 
um interesse legítimo em ajudar o outro. 
Por isso, não confunda “empatia” com a conhecida “simpatia”. A simpatia surge de maneira natural e 
espontânea, mas a empatia exige muito treino e dedicação. 
Assertividade 
Assertividade é a habilidade de nos comunicarmos de maneira clara, franca e acima de tudo 
respeitosa. Desenvolvendo e aplicando essa habilidade, é possível construir relacionamentos 
saudáveis. 
Afinal, para sermos realmente assertivos, além de saber ouvir é preciso também saber falar, 
expressar nossas vontades, opiniões e dificuldades, de maneira que não sejamos agressivos com o 
próximo. 
Ética 
Ética é o conjunto de princípios e valores morais que conduzem o comportamento humano dentro da 
sociedade. 
As empresas seguem os padrões éticos sociais, aplicando-os em suas regras internas, visando o 
bom andamento dos processos de trabalho, o alcance de metas e de objetivos e para criar bons 
relacionamentos interpessoais. 
Um bom profissional deve seguir tanto os padrões éticos da sociedade quanto as normas e 
 POSTURA PROFISSIONAL E 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
regimentos internos da organização em que trabalha. 
A ética profissional proporciona ao indivíduo um exercício diário e produtivo de honestidade, 
comprometimento, confiabilidade, entre tantos outros valores, que balizam o seu comportamento e as 
tomadas de decisões em suas atividades. 
A grande recompensa por se ético é ser reconhecido, não só pelo seu trabalho, mas também por sua 
conduta. 
Podemos ter muito autoconhecimento, ser altamente empáticos, assertivos e cordiais, mas, se não 
nos conduzirmos pela ética, não conseguiremos manter relacionamentos equilibrados. 
Cordialidade 
Ser gentil, simpático e solicito é ser cordial com as pessoas. Praticar a cordialidade é demostrar 
consideração pelo próximo, pela sua equipe, por todos com quem você se relaciona. 
Cordialidade é aquele “bom dia” entusiasmado e sincero de quando chegamos ao trabalho, é abrir 
uma porta para um colega com as mãos ocupadas, é dizer “obrigado” olhando nos olhos das 
pessoas. 
São as pequenas gentilezas do dia a dia que farão a nossa companhia pessoal ser desejada e 
tornarão a nossa presença agradável para os que nos cercam. 
A cordialidade desinteressada, que oferecemos por iniciativa própria, sem esperar nada em troca, é 
um facilitador do bom relacionamento no ambiente de trabalho. 
Desenvolvendo e aplicando esses cinco pilares diariamente, trazemos melhorias para nossos 
relacionamentos nas mais diversas áreas da vida, como a familiar, a amorosa, a social, a de 
amizades, e tantas outras mais. 
Invista todos os dias nos “5 Pilares Essenciais para o Relacionamento Interpessoal” e veja a 
diferença que se processará nos ambientes que você frequenta. Essa é a melhor forma de nos 
aperfeiçoarmos no nosso desenvolvimento pessoal e criarmos relacionamentos prazerosos e de 
grande valor. 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Relações Interpessoais 
Relações interpessoais, segundo Antunes (2014, p. 9), são “[...] o conjunto de procedimentos que, fa-
cilitando a comunicação e as linguagens, estabelece laços sólidos nas relações humanas”. Para o au-
tor, as relações interpessoais têm bases emocionais e psicopedagógicas e podem criar um clima favo-
rável na escola, ou não. 
Ao conceber a formação da individualidade como processo social, Vigotski considera que o modo de 
ser de um sujeito é influenciado pela relação que ele estabelece com os outros. O autor afirma que 
“Através dos outros constituímo-nos” (VIGOTSKI, 2000, p. 24). 
Essa proposição de Vigotski sobre o papel fundante das relações sociais na formação do sujeito tem 
implicações importantes, pois significa compreender que a personalidade de cada um se faz em soci-
edade, um processo que requer igualmente a atividade interna de cada sujeito para se reunir com os 
demais, sem, contudo, deixar de se diferenciar nas suas atitudes e formas de interpretar normas, direi-
tos e deveres que as condicionam e explicam. Nesse sentido, para o autor, a linguagem exerce uma 
mediação simbólica essencial nas relações do indivíduo com o grupo social, pois ela traz os significados 
sociais que têm a função de regular as ações humanas. 
Nesses termos, entende-se que os membros de um grupo social se concernem e se influenciem reci-
procamente. Considera-se, ainda, que esse grupo social, não estando fechado em si mesmo, guarda 
inter-relações com outros, tratos que podem ou não ser de afinidade, afeição ou camaradagem, mas 
que sempre se fazem presentes na vida de cada sujeito em particular. 
Logo, as relações sociais, que alicerçam e constituem os processos individuais, são desenhadas por 
acordos, compatibilidades, simetrias, partilhas e solidariedades, mas também por imposições, coações, 
tensões, conflitose contradições, o que significa que estão sempre em equilíbrio instável. 
Tais interações, configuradas pelos diferentes lugares sociais onde se encontram os sujeitos e suas 
maneiras de se colocar na vida em sociedade, na cultura e na representação de papéis sociais, condi-
cionam a construção social deles próprios e dos outros com os quais se relacionam. Elas não se limitam 
imediatamente à condição do visível, seja com respeito ao que cada um age diante do outro, seja do 
que é dito nessas interações. Há outras dimensões dessa intervenção mútua, que não se processam 
de forma palpável, física, presencial, tais como as normas, os códigos, os personagens que são tidos 
como exemplares do positivo ou negativo, as figuras-tipo de cada cultura. 
Vigotski se faz, assim, tributário da concepção materialista, histórica e dialética de Marx e Engels apre-
sentada n’A Ideologia Alemã (1982), em que deixam registrada esta crítica a Feuerbach: 
[...] fica-se pela abstracção de “o Homem”, e só consegue reconhecer o “homem corpóreo, individual, 
real” no sentimento, ou seja, não conhece outras “relações humanas” “do homem com o homem” além 
de amor e amizade, e mesmo assim idealizados. (MARX; ENGELS, 1982, s.p.). 
Já nas Teses sobre Feuerbach, Marx diz textualmente naquela que leva o número seis: “[...] a essência 
humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações 
sociais” (MARX, 1982, s.p.). 
Com base nesses fundamentos, entende-se que é preciso buscar no contexto da estrutura social bra-
sileira, no cenário atual das transformações nos campos social, cultural, econômico e político e da 
forma como alunos e professores estão neles inseridos e se relacionam, os elementos que permitam 
compreender as questões referentes às relações interpessoais na escola. 
Trata-se de um quadro histórico-cultural de uma sociedade capitalista, estruturada por relações sociais 
de produção marcadas pela desigualdade entre classes sociais, que desfrutam de condições díspares 
para acessar os bens de toda ordem produzidos socialmente. Essa realidade, por si só, é fator da 
violência estrutural que repercute nas diversas dimensões da vida, inclusive no interior da instituição 
escolar. 
Diante desse contexto, profissionais da área de educação têm feito indagações, como as de Friedmann: 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
[...] Quem é o educador para um tempo de mudanças tão rápidas e exigências tão intensas como o 
nosso? [...] Como levar, através de vivências simples e autênticas, a uma percepção de que o caminho 
escolhido é possível? (FRIEDMANN, 2004, p. 11). 
Como tentativas de respostas a essas questões, diferentes propostas educacionais que visam melhorar 
os relacionamentos interpessoais têm se desenvolvido diante das possibilidades que se apresentam 
no cotidiano escolar. A seção seguinte procura avançar na discussão dessa problemática, nos concei-
tos e abordagens utilizados para analisá-la, bem como algumas tentativas de respostas. 
2 CONCEITOS, ABORDAGENS E PROPOSTAS PARA ENFRENTAR OS DESAFIOS DAS RELA-
ÇÕES INTERPESSOAIS NA ESCOLA 
Uma das propostas que têm sido apontadas para enfrentar os desafios das relações interpessoais na 
escola é a busca de aporte para a ação docente por meio da “[...] interdisciplinaridade como uma abor-
dagem epistemológica que nos permite ultrapassar as fronteiras disciplinares e nos possibilita tratar, 
de maneira integrada, os tópicos comuns às diversas áreas” (MORAES, 2007, p. 39). 
A prática da interdisciplinaridade tem sido vista como uma estratégia para promover a intercomunicação 
e a intercompreensão, tendo por base o diálogo e o reconhecimento da legitimidade das diferenças. 
Com isso, embora não isenta de possibilidades de conflitos, acena para a possibilidade se não das 
convergências, pelo menos do respeito mútuo. Assim, o tratamento de temas transversais a partir de 
ângulos diversos poderia abrir as postas para a manifestação do outro. Segundo Moraes (2007, p. 39), 
“Na prática, a interdisciplinaridade e a transversalidade se fundem, se entrelaçam, numa rede de rela-
ções e conexões que ligam os conteúdos disciplinares uns aos outros, inserem estes conteúdos na 
realidade e no contexto que nos cerca”. 
Porém, segundo Mentis (1997), professora do Instituto de Educação da Massey University, na Nova 
Zelândia, é preciso que professores demonstrem interesse sincero pelo educando e busquem se atua-
lizar constantemente, caminhem para desvendar mundos ainda não plenamente compreendidos, para 
a construção da relação entre educador e educando, na perspectiva de propiciar uma convivência sau-
dável, de reforço à confiança e à segurança de todos. 
Ainda, segundo essa autora, divulgadora da teoria da experiência da aprendizagem mediada do ro-
meno Reuven Feuerstein, para formar cidadãos críticos capazes de lidar com todo tipo de mudança e 
de conflitos interpessoais, de desenvolver elos de confiança nos seus relacionamentos e serem asser-
tivos em encontrar seu rumo na vida, é fundamental instigar o conhecimento de si mesmo e, também, 
ter uma boa comunicação em casa. E na escola isso não seria diferente (MENTIS, 1997). 
O diálogo seria, assim, uma estratégia eficiente como parte do processo de amadurecimento das ações 
voltadas à supressão das barreiras à comunicação entre os inúmeros desafios enfrentados a cada dia 
no ambiente escolar. Segundo Mentis, 
[...] a aprendizagem mediada permite ao indivíduo desenvolver habilidades de pensamento eficientes, 
possibilitando-o tornar-se aprendiz independente e autônomo. A aprendizagem mediada e a cognição 
podem fazer o trajeto da aprendizagem efetiva. (MENTIS, 1997, p. 13). 
Dessa forma, a boa relação entre educador e educando se faz fundamental para o desenvolvimento do 
aluno. Ela lhes possibilita não se aterem presos aos problemas recorrentes da sociedade em que vivem, 
mas encontrarem saídas que lhes permitam contribuir para fortalecer os laços sociais, respeitando-se 
as diversidades individuais e coletivas. 
Não é simples abandonar antigas rotinas estabelecidas, mas isso pode oportunizar a criação de ambi-
entes saudáveis, de colaboração e a reflexão sobre como enfrentar os desafios impostos e como cons-
truir espaços sociais coparticipantes, solidários e corresponsáveis. 
Embora o aluno aprenda com todos os que compõem o ambiente escolar, incluindo seus próprios co-
legas, é impossível negar a importância do professor como agente transformador do processo de en-
sino-aprendizagem. Antunes ressalta que, para isso, o docente precisa enriquecer suas estratégias 
didáticas, pois, segundo ele: 
A aula expositiva convencional é uma estratégia de ensino marcada pela passividade e pela ação ex-
tremamente individualista do aluno [...] em que o professor recita em voz alta alguns elementos de seu 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
pensamento interior, como que jogando sementes na esperança de que algumas caiam em solo fértil. 
A alternância dessa estratégia de ensino com alguns jogos operatórios específicos, altamente coope-
rativos [...] pode estimular alguns alunos que se interessem pelo êxito de seus colegas [...] é importante 
destacar que o sucesso do empreendimento depende muito da natureza do desafio proposto pelo pro-
fessor. [...] A ação do professor programando atividades socializadoras, orientando a intervenção dos 
alunos mais aptos, constitui fundamento indispensável [...]. (ANTUNES, 2013, p. 43-5). 
A perspectiva proposta é de favorecer o relacionamento e as trocas entre os alunos, estimular formas 
de interação que ampliam os horizontes da convivência escolar, enriquecer as experiências individuais 
dos discentes, permitir a realização das expectativas dos alunos e auxiliá-los no aprendizado. 
Frequentar a escola também é desenvolver a consciência dos valores advindos do compartilhamento 
das tarefas, da exposição livre de opiniões e pontos de vista, da escuta aos colegas, da amenização 
dos possíveis conflitos,da cooperação participativa com a coletividade. São habilidades sociais que, 
dentro ou fora do ambiente escolar, são condições para que todos desfrutem, no contato social, de 
seus direitos como cidadãos (ANTUNES, 2013). 
Assim, o tema das relações interpessoais na escola está indissociavelmente conectado à realização 
das necessidades educativas fundamentais do desenvolvimento pessoal e intelectual de cada aluno. 
Isso porque a função social e educativa da escola não se reduz ao mero fornecimento de informações, 
pois requer a formação integral do sujeito na sua dupla dimensão − inseparáveis entre si −, a individual 
e a social. Nesse sentido, conforme assegura Paro (2007), a qualidade da educação prevê também a 
formação da personalidade do educando em sua integralidade, para a qual é imprescindível contar com 
a liberdade, a pluralidade e a democracia: 
Em síntese, o que parece essencial à escola pública de qualidade é que se refira à educação por inteiro, 
não apenas a aspectos parciais passíveis de aferição mediante provas e exames convencionais. Como 
processo de atualização histórico-cultural, a educação envolve dimensões individuais e sociais, de-
vendo visar tanto ao viver bem pessoal quanto à convivência social, no desfrute de bens culturais como 
herança histórica que se renova continuamente. A democracia, como meio para construção da liber-
dade em sua dimensão histórica, faz parte desta herança cultural. Entendida como processo vivo que 
perpassa toda a vida dos indivíduos, laborando na confluência entre ser humano singular e sua neces-
sária pluralidade social, ela se mostra imprescindível tanto para o desenvolvimento pessoal quanto à 
convivência livre entre grupos e pessoas e a solução de problemas sociais, colocando-se, portanto, 
como componente incontestável de uma educação de qualidade. (PARO, 2007, p. 31-2). 
Essas observações de Paro dialogam com o atual contexto educacional brasileiro, pelo fato de que 
muitos jovens consideram desafiador o ambiente escolar. As horas em sala de aula, as constantes 
avaliações e as muitas lições de casa talvez sejam um campo de testes para sua estrutura mental e 
emocional, porém essencial para adquirirem habilidades para as diversas situações com que se con-
frontam e com que se confrontarão (ANTUNES, 2014). 
Pais e professores têm, supostamente, como objetivo, incentivar o jovem a se esforçar para atingir todo 
o seu potencial. Porém, quando ele tem um conceito negativo de si mesmo e dos estudos, isso vem, 
às vezes, servir de incômodo às suas possibilidades de se sair bem no ambiente escolar. 
Para articular as relações entre professor e aluno em sala de aula e promover uma atitude diferente 
nesse espaço, de valorização das relações interpessoais no contexto didático pedagógico, Antunes 
adverte: 
Não mais deve existir espaço em sala de aula em cuja porta edifica-se o simbólico cabide onde, ao 
entrar, o aluno ali deixa penduradas as emoções e sentimentos, posto que lá dentro valerá apenas pela 
lição que faz, atenção com que ouve e nota que tira. (ANTUNES, 2014, p. 13). 
É sensato afirmar que, para o aluno, nem todas as matérias do currículo escolar são atraentes, ainda 
que ele possa ser capaz de compreender que os vários assuntos que lhe são apresentados são meios 
que lhe permitirão observar melhor o mundo à sua volta, assim como desenvolver as habilidades de 
raciocinar, descobrir suas potencialidades e explorá-las. 
Ouvir de alunos, diante de algum fracasso no seu aprendizado, relatos sobre suas angústias e pensa-
mentos desfavoráveis a respeito de suas habilidades faz parte do ambiente escolar. Pedroza (2012), 
em publicação do Ministério da Educação, parte do pressuposto de que o professor pode cooperar para 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
a superação desses sentimentos ao trabalhar a valorização do discente, permitindo que reconheça 
suas fraquezas e potencialize seus pontos fortes. 
Diz esse texto que o professor, ao iniciar uma nova situação de ensino-aprendizagem, partindo de uma 
perspectiva construtivista, deve considerar ser “[...] necessário reconhecer a própria experiência vivida 
em outros contextos sociais para a construção do conhecimento sobre as relações interpessoais” (PE-
DROZA, 2012, p. 28). 
Isso porque desenvolver bons relacionamentos no ambiente escolar envolve levar em conta o conhe-
cimento prévio do aluno e, a partir dele, elucidar o mundo de possibilidades existentes diante do edu-
cando. Nesse sentido, o trabalho coletivo efetuado por alunos e professores em sala de aula pode ser 
fonte transformadora capaz de identificar os saberes, propor a resolução de tarefas e cooperar para a 
melhoria dos resultados no aprendizado (PEDROZA, 2012). 
O texto lembra que cada aluno tem características pessoais diferentes. Muitos vão se revelar esforça-
dos e com um sentimento favorável em relação ao professor e ao ambiente escolar, com maiores pos-
sibilidades para rapidamente desenvolver o desejo de aprender e a facilidade de compreender, meio 
de sustentação para um ambiente mais saudável em sala de aula. 
Porém, existem os alunos que revelam ter dificuldade de adaptação e de adequação ao contexto social 
da escola. Na atualidade, em face das oportunidades oferecidas pelos dispositivos móveis, tendem a 
ser atraídos pelo que se passa nas redes sociais e na Internet, pelos jogos digitais. Questionados sobre 
a conveniência de prestar atenção às aulas e realizar as tarefas escolares, podem se mostrar zanga-
dos, emburrados, insatisfeitos, tornar-se agressivos e até violentos nas suas reações. 
O documento produzido por Pedroza e publicado pelo Ministério da Educação (2012) reitera o cresci-
mento do interesse por possíveis respostas ao desafio educacional de lidar com comportamentos ina-
dequados em sala de aula: 
[...] percebe-se a grande procura de respostas por parte da educação em diversas áreas para dar conta 
da complexidade do fenômeno educativo. Por exemplo, em relação ao comportamento dos alunos em 
sala de aula, os sérios problemas relacionados à violência e à falta de motivação. (PEDROZA, 2012, 
p. 27). 
Assim, falar de relações interpessoais na escola implica considerá-las como intimamente conectadas 
às necessidades educativas fundamentais que visam ao desenvolvimento pessoal e intelectual de cada 
aluno, e, certamente, essas são comprometidas por situações de intolerância, agressão e violência, 
quaisquer que sejam suas origens e pretensas justificativas. 
Michaud define violência considerando a quantidade dos praticantes e dos que a sofrem, o tipo de 
violência e a extensão causada nas vítimas: 
[...] há violência quando, numa situação de interação um ou mais atores agem de maneira direta ou 
indireta, maciça ou esparsa, causando dano a uma ou mais pessoas em graus variáveis, seja em sua 
integridade física, seja em sua integridade moral, em suas posses, ou em suas participações simbólicas 
e culturais. (MICHAUD, 1989, p. 11). 
Ao se reportar ao eventual conflito que possa se estabelecer entre a autonomia da vontade do sujeito 
e a heteronomia dos valores morais, que lhe são dados como externos porquanto representam os de 
sua sociedade, Chauí encontra elementos que permitem distinguir o que é violência. Para ela, 
[...] ética e violência são opostas, uma vez que violência significa: 1) tudo o que age usando a força 
para ir contra a natureza de algum ser (é desnaturar); 2) todo ato de força contra a espontaneidade, a 
vontade e a liberdade de alguém (é coagir, constranger, torturar, brutalizar); 3) todo ato de violação da 
natureza de alguém ou de alguma coisa valorizada positivamente por uma sociedade (é violar); 4) todo 
ato de transgressão contra o que alguém ou uma sociedade define como justo e como um direito. 
(CHAUÍ, 1999, s. p). 
Não datam de hoje os registros bibliográficos sobre o fenômeno da violência e agressividade de jovens, 
seja no plano familiar, seja no percurso da vida escolar, e seus reflexos na vida adulta. Frase atribuída 
a Sócrates,que viveu no século V a.C., já relatava: 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Nossos adolescentes atuais parecem amar o luxo. Têm maus modos e desprezam a autoridade. São 
desrespeitosos com os adultos e passam o tempo vagando nas praças... São propensos a ofender 
seus pais, monopolizam a conversa quando estão em companhia de outras pessoas mais velhas; co-
mem com voracidade e tiranizam seus mestres. (SÓCRATES, V séc. a.C. apud LEITE, 2004, p. 4). 
A imputação da autoria desse texto a Sócrates precisa, porém, considerar que esse filósofo ateniense 
não legou obras escritas, quaisquer que sejam. O que se tem hoje em dia como de sua lavra advém 
de textos de seus discípulos, especialmente de Platão. Seja como for, a citação acima condiz com as 
informações que retratam a filosofia de Sócrates como de corte axiológico ou moral, fundada na inves-
tigação de uma suposta essência humana, em meio a um contexto histórico de profundas mudanças 
políticas marcadas pela disputa entre Esparta e Atenas, que requeriam da nova geração atitudes ou-
tras. 
No caso dos jovens das camadas populares brasileiras, diferentemente do temor que acometia os das 
famílias aristocráticas atenienses, há um medo inerente ao seu dia a dia decorrente das ameaças e 
privações causadas pela situação de pobreza, marginalidade e falta de perspectivas. 
No Brasil, milhões de jovens acabam sendo vítimas, também, de intimidações na escola. Atormenta-
dores passam dos xingamentos para os maus-tratos físicos. Alguns sofrem ameaças por parte de seus 
colegas de escola. Atualmente, inclusive, com o auxílio da Internet. A maioria das pessoas que intimi-
dam outras usa palavras, mas não está afastada a possibilidade do emprego da força física. Por meio 
de agressões, insultos, zombarias e bullying, promovem o sofrimento alheio (SILVA, 2010). 
Na publicação com a participação do Ministério da Educação, Pedroza afirma que “[...] a questão da 
violência na escola vem se constituindo em um problema muito grave. A agressão física, como a verbal, 
e o desrespeito estão banalizados no cotidiano escolar, como algo consolidado no modo de ser dos 
jovens” (PEDROZA, 2012, p. 58). 
Rodrigues diz que “A Psicologia Social define agressão como qualquer comportamento que tem a in-
tenção de causar danos, físicos ou psicológicos, em outro organismo ou objeto” (RODRIGUES, 2009, 
p. 190). 
Segundo o autor, importa analisar se houve ou não intenção por parte do agente, no caso de querer ou 
desejar causar dano a outrem, se a ação de agressão ou violência foi premeditada, ou se surgiram 
fatores alheios à sua vontade. A definição utilizada por Rodrigues (2009) cabe àquele que tem por fi-
nalidade causar dano e, de forma concreta comete-o. 
As explicações teóricas do surgimento de reações agressivas e violentas, segundo Rodrigues (2009), 
provêm de bases biológicas e psicológicas e têm fatores sociais, ambientais e pessoais como estímulo. 
O autor aborda, por exemplo, a influência que a diferente formação familiar de cada um pode ter e os 
conflitos potenciais que a mescla de fatores pode causar. 
Infelizmente, algumas crianças são agressivas porque receberam incentivo para ter um determinado 
comportamento, como o de provocar os outros, intimidar ou insultar, imaginando serem essas as me-
lhores maneiras de conseguirem o que desejam. 
Ao apresentar resultados de pesquisas acerca das ações realizadas por escolas brasileiras tendo em 
vista oferecer aos alunos uma educação mais prazerosa e com a perspectiva de evitar ou mesmo 
reduzir os índices de violência no território em que se encontram, especialmente entre os jovens, Abra-
movay (2004) diz que nas alternativas encontradas foi percebido que: 
Valores relacionados à qualidade da relação entre aluno, diretor, professor e a comunidade são traba-
lhados de forma a incentivar a participação de todos na gestão, segundo uma perspectiva democrática 
e cidadã. O diálogo mostra-se como peça fundamental nesse processo, que também incorpora à vida 
escolar expressões culturais dos jovens alunos, freqüentemente ignoradas nas práticas curriculares 
convencionais. (ABRAMOVAY, 2004, p. 6). 
Nessas últimas, a violência no ambiente escolar, cenas de desrespeito e a transformação dos insultos 
verbais e das ameaças em agressões físicas, algumas com registro de óbito, são habituais e atingem, 
sem privilégio, tanto o espaço público como o privado. Violências com causas múltiplas e que se tra-
duzem pela negação do outro e sua exclusão, pela intolerância ao diferente, pela violação dos direitos 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
humanos e que agravam a situação das camadas populares que já sofrem com as desigualdades de 
renda, com a miséria e as consequências da corrupção endêmica no país. 
Fenômeno complexo recorrente, a violência escolar tem se tornado cada vez mais um problema central 
para a escola, fazendo com que ganhem destaque nos noticiários as tragédias envolvendo alunos, 
professores, famílias, autoridades e sociedade civil. Um dos relatos sobre casos estudados pela pes-
quisa coordenada por Abromovay (2004) informa que: 
A escola defrontava-se, antes de lançar mão de ações inovadoras, com a violência externa, em um 
contexto marcado pela presença de galeras, em que o envolvimento de alunos era recorrente. Além 
disso, não eram raros, no interior da escola, os desentendimentos e as agressões verbais e físicas 
resultantes de brigas originadas externamente. (ABRAMOVAY, 2004, p. 59). 
Ou seja, nem sempre os problemas no ambiente escolar têm sua origem nos relacionamentos entre 
professores e alunos, mas uma plateia omissa, que não age e que até pode incitar práticas degradantes 
reproduz a violência de fora da escola e se submete a ela, contribuindo para solidificar as relações 
conflituosas que são originárias do ambiente escolar. 
Gomes (2013) observa gradações; o que inicialmente se apresenta como uma aparente indelicadeza 
não relevante pode se tornar efetivo ato de violência física, psicológica e social: 
[...] as pequenas incivilidades, a indisciplina em sala de aula e no ambiente escolar, o desrespeito 
interpessoal, expresso através dos desafetos, das discriminações e preconceitos étnico-raciais, de gê-
nero, [...] religiosos e culturais, que por vezes terminavam em enfrentamentos que deixavam, aos pou-
cos, de ser uma simples expressão de agressividade e se transformavam em atos de violência, física, 
psicológica e social. (GOMES, 2013, p. 10). 
Problemas corriqueiros têm sido objeto de atenção e até resolvidos internamente nas escolas brasilei-
ras pela ação gestora, mediante a colocação de grades, cercas, muros mais altos, trancas e cadeados, 
mas tais iniciativas têm deixado de ser eficazes. Novas medidas acabam sendo tomadas, entre elas, a 
contratação de seguranças ou a solicitação da ronda da Polícia Militar. E tudo isso vai até na contramão 
da tentativa de promover uma cultura de não violência como forma de resolução ou prevenção de 
conflitos. (GOMES, 2013). 
Segundo Gomes (2013), essas ações terminam por produzir ou reforçar estigmas que promovem o 
desdouro de crianças e adolescentes, suas famílias e da própria comunidade escolar como um todo. 
Com isso, 
[...] se faz necessária a problematização de ações que revitimizem crianças e adolescentes, ou que 
reforcem a invisibilidade e estigmatização de sujeitos em situação de violência. A promoção de espaços 
participativos que envolvam conjuntamente profissionais, crianças, adolescentes e suas famílias, deve 
se dar a partir da comunicação e de uma escuta sensível ao Outro. Na elaboração ou recriação destes 
espaços de proteção, deve-se possibilitar a visibilidade destes seres em desenvolvimento como sujei-
tos de direitos humanos, ao facilitar o estabelecimento de novas possibilidades para construção de si 
mesmo. (GOMES, 2013, p. 118). 
Ao desenvolver uma pesquisa em 24 escolas estaduais e municipais em Salvador, Bahia, Gomes 
(2013) realizou observações sobre tais problemasdiretamente no contexto escolar. A autora narra di-
versas situações de difíceis relacionamentos e de violência com que se deparou e que a marcaram 
profundamente. 
Assim, por não terem as escolas pesquisadas tratado de maneira imediata situações envolvendo alu-
nos e famílias de alunos, mais problemas foram gerados, tais como o abuso sexual continuado, a pro-
liferação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), entre outros. 
Entre as situações vivenciadas e observadas por Gomes (2013), encontram-se as brigas não só entre 
meninos, mas também entre meninas, que utilizam as redes sociais para marcá-las nos horários reser-
vados às aulas, dentro e fora da escola, chegando a filmar as agressões e divulgá-las, divertindo-se 
com o que fizeram. Houve casos, segundo a autora, em que: “Professores abandonavam as salas [...] 
para não serem responsabilizados, [...] diretores não conseguiam dialogar, e sanções, punições e sus-
pensões eram insuficientes [...]” (GOMES, 2013, p. 17-18). 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Reportagens veiculadas pela mídia têm revelado o aumento dos índices da violência escolar e disse-
minado notícias sobre comportamentos agressivos, massacres, trotes irresponsáveis, bullying e ciber-
bullying, tragédias que têm, lamentavelmente, ganhado evidência. Mesmo nas universidades, embora 
não mais tão frequentes como já o foram, ainda acontecem trotes cruéis (SILVA, 2010). 
Situações também preocupantes são as das vítimas típicas do bullying. Conforme Silva (2010), os pa-
decentes são alunos que apresentam pouca habilidade de se relacionar, por serem tímidos ou reser-
vados, e, por isso, são intimidados por seus agressores. 
Utilizado também com fim de produzir sofrimento, tem crescido o ciberbullying ou bullying virtual. Ele 
intimida, prejudica adolescentes atacados por agressores que não têm sua identidade revelada. As 
vítimas sofrem assédio moral e dificilmente denunciam os fatos, alimentando a postura covarde dos 
autores (SILVA, 2010). 
Dramas como esses trazem à tona a necessidade de seu enfrentamento, da discussão de ações, de 
repensar os métodos, de arriscar hipóteses, de serem feitas investigações, sempre com a finalidade de 
esclarecer, responder questões ligadas à violência, seus vínculos com a fragilidade do tecido social e 
suas devastadoras consequências (SILVA, 2010) pessoais e para o desenvolvimento local. 
Porém, nem tudo o que se vê como situação negativa o é necessariamente. Além de ser uma forma de 
revelar o que está subjacente ao fenômeno, é oportunidade para novas formas de intervir social e 
educacionalmente. É por isso que o texto de Pedroza (2012) adverte: 
Não são necessários que a diversidade cultural e os conflitos na escola entre adolescentes e adultos 
sejam vistos como algo negativo, destruidor. Pelo contrário, são formações particulares e não neces-
sariamente hostis a tudo o que é diferente deles. (PEDROZA, 2012, p. 65). 
Entendendo que o problema das relações interpessoais envolve ações mais amplas na definição do 
projeto político pedagógico da escola, propõe: 
É necessário desenvolver no contexto escolar relações interpessoais que permitam uma integração 
das diversas áreas do conhecimento e das diferentes funções de cada membro da escola, reconhe-
cendo a necessidade de superação da fragmentação do saber e dos fazeres, característica da escola 
tradicional. (PEDROZA, 2012, p. 79). 
A autora (2012) mostra, assim, a importância de se considerar o contexto mais amplo da escola, inclu-
sive as divisões do conhecimento e do saber, toda a diversidade cultural nela existente para se trabalhar 
as relações interpessoais. Enfatiza a necessidade de se acolher todos de forma democrática e de firmar 
um compromisso constante de repensar o modo como são desenvolvidas as práticas profissionais, 
considerando-se que precisam ser “[...] formativas de sujeitos cidadãos mais felizes e envolvidos emo-
cionalmente com as mudanças sociais” (PEDROZA, 2012, p. 82). 
Fritzen (2009), por sua vez, enfatiza técnicas e exercícios práticos de dinâmicas de grupo com vistas a 
promover nas pessoas um mais alto conhecimento de si próprias e dos outros, relações mais integrati-
vas e com os sentidos de solidariedade, credibilidade e interesse interpessoal. Discorre acerca da ne-
cessidade de se trabalhar a: 
[...] modificação de atitudes, comportamento dos membros, relacionamento interpessoal. É preciso de-
sinstalar a pessoa de seu individualismo, do seu egoísmo, e relacioná-la com os outros. O homem é 
essencialmente um SER COM, um ser de relação com os outros, para realizar-se, para amadurecer, e 
que sofre a pressão dos outros. As pessoas em geral têm pouca consciência disso e é algo que não se 
adquire através de conceitos teóricos, senão através de vivências que modifiquem essa mentalidade. 
(FRITZEN, 2009, p. 8). 
Um desses entendimentos importantes para a mudança das práticas que envolvem as relações inter-
pessoais na escola refere-se à questão dos direitos humanos e sociais. Para Cury (2011), 
Declarar direitos é um recurso político-pedagógico que expressa um modo de conceber as relações 
sociais dentro de um país. É também um instrumento voltado à memória individual ou coletiva a fim de 
lembrar ou relembrar quem se esqueceu de tomar ciência do direito. (CURY, 2011, p. 567-8). 
RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A conquista e a manutenção dos direitos humanos são cada vez mais um grande desafio na sociedade 
brasileira, o qual tem se tornado, crescentemente, mais penoso no ambiente escolar, resultando, muitas 
vezes, maior insegurança e perplexidade diante dos fatos adversos. Para enfrentá-los, uma proposta 
tem sido a oferta de oficinas pedagógicas em Direitos Humanos e a inclusão dessa temática na forma-
ção inicial e continuada dos profissionais da educação. Contudo, Monteiro e Pimenta ponderam: 
O desenvolvimento de uma Educação em Direitos Humanos [...] é uma questão complexa, atravessada 
por tensões e desafios. Exige problematizar diferentes elementos do modo como hoje, em geral, con-
cebemos nossa prática educativa. (MONTEIRO; PIMENTA, 2013, p. 153-4). 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Na-
ções Unidas, em 10 de dezembro 1948, estabelece a afirmação da liberdade, da igualdade e da uni-
versalidade. Desenvolveu-se tendo como referência básica a perspectiva da modernidade no trata-
mento dos Direitos Humanos. Articula questões relevantes sobre o tratamento dos direitos entre pes-
soas e diferentes grupos, levando em consideração aspectos socioculturais não observados, despre-
zados e relegados ao segundo plano. Problemas que afetam a sociedade como um todo e se mostram 
cada vez mais nítidos nos processos educativos, com a necessidade de preparo dos profissionais da 
educação para melhor enfrentá-los (MONTEIRO; PIMENTA, 2013). 
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, estabelece 
em seu preâmbulo os objetivos necessários, que qualificam o Estado Democrático de direito brasileiro. 
Entre outros: 
[...] destinando a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o 
bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fra-
terna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e 
internacional, com a solução pacífica das controvérsias [...]. (BRASIL, 1988). 
Do ponto de vista conceitual, legal e institucional, houve avanços na concretização dos direitos sociais 
e individuais, ainda que falte muito para que eles sejam efetivamente uma realidade para todos. Há, 
por exemplo, ainda um bom número de crianças fora da escola. Problemas de ordem social e econô-
mica, déficits de moradia e sua distância física em relação à escola estão na origem de evasões e 
repetências de alunos, do desinteresse familiar com respeito à educação escolar das crianças. Em que 
pesem tais desvios,

Mais conteúdos dessa disciplina