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OMINA CONCURSOS Médio APOSTILA DIGITAL FORMATO [PDF] Nível: EDIÇÃO 2025 APOSTILA DIGITAL PDF Quem Somos A Domina Concursos, especialista no desenvolvimento e comercialização de apostilas digitais e impressas para Concurso Públicos, tem como foco tornar simples e eficaz a forma de estudo. Com visão de futuro, agilidade e dinamismo em inovações, se consolida com reconhecimento no segmento de desenvolvimento de materiais para concursos públicos. É uma empresa comprometida com o bem-estar do cliente. Atua com concursos públicos federais, estaduais e municipais. Em nossa trajetória, já comercializamos milhares de apostilas, sendo digitais e impressas. E esse número continua aumentando. MISSÃO Otimizar a forma de estudo, provendo apostilas de excelência, baseados nas informações de editais dos concursos públicos, para incorporar as melhores práticas, com soluções inovadoras, flexíveis e de S"imples utilização e entendimento. 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OMINA CONCURSOS @DominaConcursos O 1 EDIÇÃO 2025 • I NOVA DIDÁTICA CONCURSOS FORMATO [PDF]EDIÇÃO 2025 Conhecimento Específico POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Postura Profissional e Relacão Publica Postura Profissional Tanto para quem ingressa em seu primeiro emprego, quanto para quem está neste caminho há mais tempo, existem na vida profissional algumas regras bastante claras de "sobrevivência". Uma destas regras é a postura profissional. O motivo é simples, deve existir uma postura profissional positiva entre o profissional e a empresa na qual trabalha. As funções que o profissional exerce deve estar em linha com o que a empresa realmente necessita e espera. Não há duvidas; neste "casamento", um fator decisivo para o sucesso é a postura profissional. Pode-se dizer que a postura profissional é parceira da boa educação que recebemos desde cedo: ou seja, quando ouvimos a orientação de respeitar os demais, saber se comportar em público, honrar compromissos e prezar pela organização nem imaginamos o quanto isso será empregado ao longo da nossa vida. Preste atenção à sua volta, onde trabalha. Existe sempre alguém mais despreocupado, sem ligar muito para o que fala, pouco comprometido com a disciplina e com as regras da empresa. Pode ter certeza que esta pessoa, mais cedo ou mais tarde, terá seu crescimento prejudicado justamente por esta postura, ou então será "convidada" a se enquadrar ao perfil esperado. Caso o profissional se questione sempre sobre suas atitudes e tenha uma boa dose de autocrítica, dificilmente terá problemas com relação a sua postura profissional. A preocupação constante em melhorar é ponto mais do que positivo neste caminho. Lembre-se: Você é o maior responsável pelo seu crescimento profissional. Portanto, faça com que ele aconteça com uma boa postura profissional! Para uma postura profissional adequada, é necessário que o trabalhador atenda alguns requisitos e o primeiro deles é a recepção de clientes. A recepção é o primeiro contato com clientes internos e externos e por isso, nada de cumprimentar com atitudes como beijinhos, tapinhas nas costas, abraços, basta um aperto de mão firme. O próximo passo é como desenvolver a conversação com o cliente. Conversas As conversas são capazes de expressar o que as pessoas sentem e pensam como também são capazes de revelar o grau de instrução, cultura e capacidade intelectual. Por isso, para manter um bom nível em conversas e poder evoluir em seu trabalho: – Leia jornais, bons livros e atualize-se. – Evite falar sobre pessoas que não estão presentes – Não fale excessivamente, além de ser perturbador, aprende mais quem ouve mais. – Faça pausas para falar – Não interrompa conversas, pois essa atitude é muito constrangedora. – Não converse apenas para se exaltar ou exaltar suas preferências. – Evite expressões pejorativas que podem ser mal interpretadas, escolha bem as palavras. Lembre- se que as palavras têm poder e podem ser distorcidas. – Mesmo discordando, não atropele e só fale quando a outra pessoa terminar. – Não toque na pessoa enquanto conversa, é deselegante. POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR – Fale de forma clara e olhe para a pessoa, prestando atenção em quem está falando. – Demonstre interesse e não grite. De acordo com a conversa estabelecida os clientes internos ou externos se sentirão bem. Postura no atendimento telefônico também é importante. Ao atender o telefone, seja cordial, educado, fale claro e pausadamente, evite euforia e não se esqueça de dizer o nome da empresa e depois deseje bom dia ou boa tarde. Se precisar dar uma pausa, diga um momento e não um minuto, anote todos os recados de forma precisa e não tome o tempo de quem está do outro lado da linha. Expressões verbais As expressões verbais também é outro ponto que merece atenção de quem quer ter uma boa postura profissional. Ao se expressar não é necessário gritar ou falar baixo demais, tenha uma voz moderada e fale com confiança. Abandone expressões verbais que são gírias como: querido, linda, tio (a). Mencionar estas gírias pode soar como cinismo. A postura profissional requer também um comportamento dedicado em atender com prontidão, qualidade, com um espírito prestativo e voluntário. A primeira etapa para uma postura profissional é aceitar que a postura atual possui defeitos e pontos fracos que podem e devem ser melhorados. Lembre-se que um comportamento positivo e proativo gera outro comportamento semelhante. Por isso, haja com cortesia, honestidade, interesse e tudo mais será solucionado com espontaneidade. Em situações difíceis não se esqueça de manter o equilíbrio e a calma e demonstre interesse em apresentar soluções. Tenha em mente a disposição de ouvir, não perca o bom humor e trabalhe em equipe, afinal, o cotidiano é repleto de desafios. Uma postura profissional proporciona a valorização do trabalhador, uma boa imagem para a empresa e o bem-estar dos clientes. Às vezes nos sentimos tão confortáveis no trabalho, que até pensamos que estamos em casa. E a partir desse excesso de bem-estar, acabamos adotando algumas condutas que nos prejudicam. Acontece que a gente não pode esquecer de que nossa Postura Profissional fala por nós, e que, assim como qualquer hábito, precisamos estar sempre de olho para não exceder os limites. Pesquisas mostram que o mau comportamento no trabalho é a segunda maior causa de demissões nas empresas, vindo atrás apenas do baixo desempenho. O que você entende por POSTURA PROFISSIONAL? É o conjunto de suas características e de atitudes dentro da empresa. Ética, hábitos, habilidades, competências, conhecimentos, comportamentos, tudo isso representa sua postura, e com certeza, essas características servem para avaliação de um bom funcionário. Portanto, fique de olho em seu comportamento durante o expediente. Use-o como um diferencial para se destacar positivamente no ambiente corporativo, agregado a um trabalho de qualidade.o dever do Estado de cumprir com a observância de tais direitos não pode ser desvirtuado, sob pena de descumprimento das clausuras da Constituição da República, de 1988. Por isso, pode-se afirmar que o direito à educação ainda está por se efetivar. Cury esclarece que: [...] em um país como o Brasil, cumpre assinalar a existência de constituições estaduais, as leis orgâ- nicas dos municípios, autônomas na sua competência. Elas podem explicitar um princípio geral, ade- quar à sua realidade e fazer avançar o direito à educação [...]. (CURY, 2011, p. 569-70). A proclamação desse direito, entre outros, demarca o trilho do empenho a ser feito, sabendo-o fruto de constantes embates sociais. Ela impõe reflexão permanente e estímulo para rever o contexto em que as escolas se inserem atualmente. Diante desse desafio constante, cumpre buscar ações para reverter, inovar e criar possibilidades a fim de prevenir e enfrentar a violência escolar, que se contrapõe cotidia- namente à conquista de tais direitos (CURY, 2011). A relação entre a educação e as leis, muitas vezes, ocorre por veredas tortuosas, intrincadas, entre- meadas de contradições, afrontando a dignidade da pessoa humana e impondo limites ao desenvolvi- mento soberano e democrático do país, ao que preconiza o preâmbulo da Constituição da República. (CURY, 2011). O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, estabelece as referências que a educação escolar deve seguir para dar sua resposta à sociedade, para o que os profissionais responsáveis por ela devem voltar seu olhar: [...] à percepção histórica da escola como espaço do castigo – a palmatória e a vara de marmelo, o grão de milho, copiar cem vezes “não devo responder a minha professora”, ficar sem recreio – até muito pouco tempo institucional e reconhecido pela comunidade como recurso didático-pedagógico, mais re- centemente configurado nas manifestações públicas e explícitas de desqualificação: uma violência his- toricamente situada [...]. (GOMES, 2013, p. 73-4). RELAÇÕES INTERPESSOAIS 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A superação dessa pedagogia tradicional demanda a construção de um novo olhar para cumprir o dever constitucional de forma integrada ou articulada com a proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Libertar a educação de características autoritárias e promover relações pessoais colaborativas, sob a luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pode contribuir para processos de mudanças e transformações sociais. Ao reconhecer na criança um sujeito de direito, estará a sociedade incorpo- rando de fato uma nova percepção do aluno. Gomes acredita “[...] ser fundamental que a escola des- cubra o ECA e o incorpore no seu dia a dia” (GOMES, 2013, p. 75). A educação escolar encontra nas leis e no ECA fundamentos para mudar seu olhar a respeito do seu modus operandi. Uma visão mais humanista e solidária, o abandono de vez do autoritarismo e dos velhos métodos didático-pedagógicos condizem com o que a sociedade atual demanda em termos de eficiência social. Mesmo episódicos e pontuais atos de agressão, desrespeito e violência afetam diretamente a vida nas escolas e geram incertezas quanto à possibilidade do desenvolvimento de relações interpessoais equi- libradas. Oferecem, por outro lado, ensejos para propostas de inovação pela e na escola, o que remete a condições diversas de promoção do processo educativo. Abramovay (2004) chama, contudo, a atenção para o fato de que experiências bem-sucedidas ou ino- vadoras correm o risco de serem ineficazes ou ultrapassadas quando os estudos estabelecem termos comparativos controversos sobre qual das experiências pode ser considerada mais inovadora. Nesse sentido, a autora procura resgatar a percepção de inovação que os próprios sujeitos envolvidos têm quando falam de suas experiências/ações/projetos. Ela argumenta que “A inovação não é atemporal nem abstrata, mas adquire significado quando historicizada e contextualizada” (ABRAMOVAY, 2004, p. 34). Porém há ingredientes desse processo escolar inovador que ela faz questão de explicitar: [...] tornarem-se mais abertas à participação dos jovens e da comunidade; interagirem com as práticas curriculares cotidianas da escola; terem caráter sistemático; incorporarem um maior número de alunos e professores e atentarem às especificidades dos jovens, tirando partido de seu potencial criativo e de sua disposição para o novo. (ABRAMOVAY, 2004, p. 56). Entre as estratégias de superação usadas pelas chamadas escolas inovadoras, que integraram a pes- quisa por ela coordenada, Abramovay cita: mecanismos de resolução em conjunto de problemas com a participação dos diversos sujeitos que compõem o ambiente escolar; abertura da escola nos fins de semana, permitindo desenvolver atividades e atrair a comunidade; disponibilização de espaços para jovens, adultos e instituições visando à resolução de conflitos; relação esporádica com o Conselho Tutelar (ABRAMOVAY, 2004). Nas experiências pesquisadas, a autora ainda encontrou como orientação seguida: a habilidade de desenvolver estratégias integradas, participativas, flexíveis; a permissão para que se desenvolva um sentimento positivo de pertencimento ao espaço escolar público; a busca da superação do sentimento derrotista e o fornecimento de uma nova percepção do uso do espaço físico, da sociabilidade e do resgate da imagem da escola; a formação de laços voltados à edificação de uma cultura da não violên- cia (ABRAMOVAY, 2004, p. 91). As atividades realizadas no cotidiano escolar de forma simples, porém, significativa, que permitam en- volver os alunos no compromisso e na busca de soluções para o enfrentamento de problemas na es- cola, podem levar à articulação de projetos, ampliação de parcerias e criação de estratégias, privilegi- ando o coletivo. Esse é um recurso considerado eficaz na superação das dificuldades no ambiente escolar; “[...] elemento essencial de um processo educativo em torno do ser cidadão, ainda concorre para a recuperação da credibilidade das escolas públicas” (ABRAMOVAY, 2004, p. 113). O exercício do diálogo assume papel importante sob esse enfoque que privilegia o coletivo. Ele se torna ferramenta ou instrumento político essencial à reorganização das práticas cotidianas. A gestão desfaz- se de seus traços outrora centralizadores e assume uma lógica mais participativa ao estabelecer rela- ções de respeito e equidade com todos da comunidade escolar e de: [...] diálogo, fator decisivo no processo de transformação da escola em instância de pertencimento e identidade. Freire afirma que não se pode pensar pelos outros nem para os outros nem sem os outros. A significação do diálogo está no fato de que os sujeitos dialógicos crescem um com o outro. (ABRA- MOVAY, 2004, p. 95). RELAÇÕES INTERPESSOAIS 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR No ambiente onde antes imperava a lei do silêncio, surge o diálogo capaz de despertar no jovem a vontade genuína de participar. À medida que descobre mais de si e do outro, o sujeito compartilha saberes com o grupo, estreita as relações de amizade, mostra-se favorável a discutir amplamente ati- tudes que vão repercutir para o bom clima escolar e, consequentemente, para a redução da violência e a revalorização da educação. Ainda que se saiba que uma sociedade violenta produz efeitos nas relações interpessoais que aconte- cem no interior da escola, a partir dos relatos dos achados nas experiências estudadas, depreende-se que uma escola inovadora pode criar condições favoráveis ao desenvolvimento de relações interpes- soais mais harmônicas, já que ela procura lançar um novo olhar sobre o padrão formativo do aluno. Iluminada por propósitos claros, previamente organizados, visando aos anseios da instituição, a escola inovadora define estratégias que permitam condições de participação de todos os sujeitos que com- põem a comunidade escolar. Ela é, assim, fonte motivadora para a transformaçãosocial, a redução e prevenção da violência que interfere no clima escolar, nas relações interpessoais e na qualidade da educação. O professor, ao buscar desenvolver vínculos sociais em sala de aula, depara-se com alunos com per- sonalidades e características diferentes. A percepção que o professor constrói de cada aluno e instin- tivamente transmite a outros por meio de suas ações ou atitudes pode refletir na compreensão que os alunos têm dele, de si, e dos colegas. É comum observar, no cotidiano da sala de aula, que tanto professores como alunos estabelecem, por observação, critérios em relação ao professor favorito, ao que trabalha com afeição, ao que é exigente, ao aborrecido, ao que engabela suas aulas, ao que apenas espera cumprir seu horário... Da mesma forma, os alunos também constroem a percepção sobre seus colegas: aquele de maior destaque na turma, o mais elogiado pelos professores, o mais alegre, o mais amigo, aquele que ninguém quer no grupo, o tímido que conversa pouco, o diferente, o que é tido como grosseiro etc. (MARTINELLI; SCHI- AVONI, 2009). O conjunto das observações formadas pelos alunos mostra que eles desenvolvem sentimentos, racio- cínios sobre como os outros os veem, como o professor observa cada aluno, se ele é aceito ou não etc. Quando o sentimento é negativo, gera baixa autoestima no aluno. Este, quando rejeitado, por vezes busca se livrar dessa condição, aguardando uma possibilidade que lhe permita interagir e novamente fazer parte do grupo e sentir-se aceito. Uma criança que não tem sucesso na escola vai acumulando experiências de fracasso sucessiva- mente, o que pode levá-la a se perceber negativamente em relação aos demais. Sua aprendizagem pode se tornar mais prejudicada à medida que tem dificuldade para fazer amigos, relacionar-se e, aos poucos, pode ficar à margem do grupo, formando uma imagem deformada de si mesma. (MARTINELLI; SCHIAVONI, 2009, p. 334). Os resultados trazidos pela pesquisa realizada por Martinelli e Schiavoni (2009) representam outro ca- minho para se refletir sobre as interações no ambiente escolar, sua relação com o ensino-aprendizagem e como a afetividade se relaciona ao modo de professores e alunos se envolverem com a ampla diver- sidade com que se confrontam no dia a dia da sala de aula. Apagam-se as linhas divisórias traçadas de forma simplista entre os que são bons e os que não o são e se aceita o desafio de reverter situações, desconstruindo o lugar de alguns para reconstruir um lugar de todos (MARTINELLI; SCHIAVONI, 2009). A pesquisa de Insfrán e Souza Filho (2011) procura descobrir possíveis causas psicossociais para o sucesso e insucesso de estudantes, tendo realizado entrevistas com 30 ex-alunos de um pré-vestibular comunitário do interior do Estado do Rio de Janeiro. Os autores constataram a existência de dois mo- delos representacionais: os estudantes bem-sucedidos centrados na ação, e os malsucedidos, nos resultados (INSFRÁN; SOUZA FILHO, 2011, p. 345). Verificou-se na composição de grupos e sua di- nâmica que alunos bem-sucedidos manifestaram apoio aos professores enquanto alunos malsucedidos manifestaram resistência e afastamento nas relações com os educadores. Os autores assim se expri- miram: Sabemos que para muitos brasileiros a experiência educacional é tão relevante para o sucesso pessoal quanto tem sido marcada por adversidades internas e externas. Acreditamos que parte das dificuldades internas resida em superar certo bloqueio ou conduta de retraimento/inibição em relação ao enfrenta- mento da situação ensino-aprendizagem, consigo mesmo, com o professor e os colegas. Estes últimos RELAÇÕES INTERPESSOAIS 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR que eventualmente são mais bem-sucedidos na realização das tarefas, possivelmente gerem ansie- dade e sentimentos desagradáveis de frustração entre os demais, não tão bem sucedidos. Trata-se de constituir uma pedagogia realista de superação gradual de dificuldades, focalizando mais nas ações empreendidas. Ao lado disso, os estudantes bem-sucedidos poderiam aprender a lidar melhor com colegas que têm dificuldades, através de tarefas que permitam atividades comuns [...]. (INSFRÁN; SOUZA FILHO, 2011, p. 358-9). Rodrigues, Dias e Freitas analisaram um grupo homogêneo quanto às características do contexto cul- tural e socioeconômico, com objetivo de dar importância a uma intervenção voltada a minimizar proble- mas e conflitos interpessoais. Para as autoras: [...] Programas promotores de competências socioemocionais infantis são de grande valia para fortale- cer o relacionamento interpessoal, pois a aprendizagem de comportamentos e modos de pensar na infância produz impacto na trajetória da vida adulta. (RODRIGUES; DIAS; FREITAS, 2010, p. 838). Tal como foi encontrado nos trabalhos citados anteriormente, as autoras também concordam que tra- balhar as relações interpessoais na escola por meio do diálogo, da formação e manutenção de grupos que compõem o ambiente escolar é fundamental para superar e solucionar problemas comportamen- tais e promover o desenvolvimento do ser humano. Elas observam a necessidade de se promover programas permanentes de capacitação e educação, levando-se em conta todos os sujeitos que compõem o ambiente escolar. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ REDAÇÃO OFICIAL 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Redação Oficial É todo ato normativo e toda comunicação do Poder Público. Deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Outros procedimentos rotineiros também fazem parte da redação de comunicações oficiais, como as formas de tratamento e de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes etc. 1. Peculiaridades da redação oficial 1.1. Impessoalidade A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade. O tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre: a) da ausência de impressões individuais de quem comunica; b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação; e c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado. 1.2. Linguagem O texto oficial requer o uso do padrão culto da língua. Padrão culto é aquele em que: a) se observam as regrasda gramática formal, b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. A obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial procede do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam. 1.3. Formalidade As comunicações oficiais devem ser sempre formais. Não só ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento, mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez e à civilidade. 1.4. Padronização A clareza de digitação, o uso de papéis uniformes e a correta diagramação do texto são indispensáveis à padronização. 1.5. Concisão A concisão é uma qualidade do texto, principalmente o do oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. A concisão é, basicamente, economia lingüística. Isso não quer dizer economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. Deve-se perceber a hierarquia de idéias que existe em todo texto de alguma complexidade: idéias fundamentais e idéias secundárias. Essas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem também idéias secundárias que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas. 1.6. Clareza REDAÇÃO OFICIAL 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Claro é aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. A clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem: a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam. É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção. A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que não seja seguida por sua revisão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir. 1.7. Pronomes de Tratamento Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução e não com o pronome. “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”. Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”). O gênero gramatical dos adjetivos referidos deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. “Vossa Excelência está atarefado.”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito.” “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”. O emprego dos pronomes de tratamento obedece à secular tradição. São de uso consagrado: Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo Presidente da República Vice-Presidente da República Ministros de Estado Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal Oficiais-Generais das Forças Armadas Embaixadores Secretários-Executivos de Ministérios Secretários de Estado dos Governos Estaduais Chefe da Casa Civil da Presidência da República Chefe do Gabinete de Segurança Institucional Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República REDAÇÃO OFICIAL 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Advogado-Geral da União e o Chefe da Corregedoria-Geral da União Prefeitos Municipais b) do Poder Legislativo Deputados Federais e Senadores Ministros do Tribunal de Contas da União Deputados Estaduais e Distritais Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais c) do Poder Judiciário Ministros dos Tribunais Superiores Membros de Tribunais Juízes Auditores da Justiça Militar O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma: À Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70064-900 – Brasília. DF À Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 70165-900 – Brasília. DF À Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz de Direito da 10 a Vara Cível Rua ABC, n o 123 01010-000 – São Paulo. SP REDAÇÃO OFICIAL 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD). A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal, No envelope, deve constar do endereçamento: Ao Senhor Fulano de Tal Rua ABC, n o 123 12345-000 – Curitiba. PR Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem defendido tese de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Para quem não tem o título de doutor, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor, Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são: Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre, Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos. Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. 1.8. Fechos para Comunicações O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os quinze modelos que vinham sendo utilizados foram simplificados para somente dois fechos diferentes paratodas as modalidades de comunicação oficial: a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente, 1.9. Identificação do Signatário Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte: REDAÇÃO OFICIAL 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR (espaço para assinatura) NOME Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República (espaço para assinatura) NOME Ministro de Estado da Justiça Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. 2. O Padrão Ofício Há dois tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício e o memorando. Nos dois adota-se uma diagramação única. 2.1. Partes do documento no Padrão Ofício O ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede : Exemplos: Mem. 123/2002-MF Of. 123/2002-MME b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita: Exemplo: Brasília, 15 de março de 2007. c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos: Assunto: Produtividade do órgão em 2006. Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço. e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: – introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta; – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que esses estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos. REDAÇÃO OFICIAL 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte: – introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: “Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 2007, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2007, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal.” ou “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama n o 12, de 10 de fevereiro de 2007, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.” – desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. f) fecho g) assinatura do autor da comunicação; e h) identificação do signatário 2.2. Forma de diagramação Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação: a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé; b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-ão utilizar as fontes Symbol e Wingdings; c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página; d) os ofícios, memorandos e anexos poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem espelho”); e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda; f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de largura; g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco; i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento; j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações; l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm; REDAÇÃO OFICIAL 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos; o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + palavras-chave do conteúdo Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2006” 2.3. Ofício Definição e Finalidade Ofício é a comunicação que é expedida exclusivamente para tratar assuntos oficiais entre órgãos da Administração Pública ou a particulares. Forma e Estrutura Quanto à sua forma, o ofício segue o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário, seguido de vírgula. Exemplos: Excelentíssimo Senhor Presidente da República Senhora Ministra Senhor Chefe de Gabinete Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente: – nome do órgão ou setor; – endereço postal; – telefone e endereço de correio eletrônico. 2.4. Memorando Definição e Finalidade O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Forma e Estrutura Quanto à sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos: Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos 2.5. Correio Eletrônico Definição e finalidade REDAÇÃO OFICIAL 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação para transmissão de documentos. Forma e Estrutura Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial. O campo assunto do formulário de correio eletrônico deve ser preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do destinatário quantodo remetente. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo. Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar pedido de confirmação de recebimento. Valor documental Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei. 3. Dificuldades Da Norma Culta 3.1. Ortografia A correção da grafia é requisito elementar de qualquer texto, e ainda mais importante quando se trata de textos oficiais. Muitas vezes, uma simples troca de letras pode alterar não só o sentido da palavra, mas de toda uma frase. Com relação aos erros de grafia, pode-se dizer que são de dois tipos: os que decorrem do emprego inadequado de determinada letra por desconhecimento de como escrever uma palavra, e aqueles causados por lapso de digitação. Assim, toda revisão que se faça em determinado documento ou expediente deve sempre levar em conta a correta escrita. Errado: Ele trabalhou como adido de embaixada. Certo: Ele trabalhou como adido à embaixada. Errado: Ele vai torcer para o clube do irmão. Certo: Ele vai torcer pelo clube do irmão. Errado: Vultuosa quantia foi gasta na campanha daquele vereador. Certo: Vultosa quantia foi gasta na campanha daquele vereador. Errado: A estadia do deputado no Rio de Janeiro será breve. Certo: A estada do deputado no Rio de Janeiro será breve. Errado: Se eu ver o deputado, falarei com ele. Certo: Se eu vir o deputado, falarei com ele. Errado: Quero falar consigo. Certo: Quero falar com você/com o senhor. Errado: Este texto foi desclassificado porque está inteligível. REDAÇÃO OFICIAL 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Certo: Este texto foi desclassificado porque está ininteligível. Errado: Não tenho qualquer vínculo com meus ex-chefes. Certo: Não tenho nenhum vínculo com meus ex-chefes. Errado: Ao meu ver, essas crianças precisam de mais carinho e amor. Certo: A meu ver, essas crianças precisam de mais carinho e amor. Errado: Ele passou muito rápido e desapercebido por todos nós. Certo: Ele passou muito rápido e despercebido por todos nós. Errado: Por que você não troca seu candidato? Ao invés de votar em Mário, vote em Valter. Certo: Por que você não troca seu candidato? Em vez de votar em Mário, vote em Valter. Errado: Os que desejarem maiores informações deverão se encaminhar à sala da coordenação. Certo: Os que desejarem melhores / mais informações deverão se encaminhar à sala da coordenação. Errado: Pediu-me que o ajudasse a descriminar as despesas. Certo: Pediu-me que o ajudasse a discriminar as despesas. 3.2. Sintaxe É a parte da Gramática que estuda a palavra em relação às outras, que com ela se unem para exprimir o pensamento. É a parte mais importante da Gramática, porque contribui de modo fundamental para a clareza da exposição e para a ordenação do pensamento. Os problemas mais freqüentemente encontrados na construção de frases dizem respeito à má pontuação, à ambigüidade da idéia expressa, à elaboração de falsos paralelismos, erros de comparação etc. Decorrem, em geral, do desconhecimento da ordem das palavras na frase. A seguir, citam-se alguns desses deslizes muito recorrentes na construção de frases, registrados em documentos oficiais. 3.2.1. Problemas com o Sujeito O sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na oração. Ele pode ter complemento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas, portanto, construções como: Errado: É tempo do Congresso votar a emenda. Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda. Errado: Apesar das relações entre os países estarem cortadas, (...). Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cortadas, (...). Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim. Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim. Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...). Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...). Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...). Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...). REDAÇÃO OFICIAL 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 3.2.2. Frases Fragmentadas A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma oração subordinada ou uma simples locução como se fosse uma frase completa”. Embora seja usada como recurso estilístico na literatura, a fragmentação de frases devem ser evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes dificulta a compreensão. Ex.: Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. Depois de ser longamente debatido. Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional, depois de ser longamente debatido. Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da República, que o aprovou. Consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da República, que o aprovou, consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. 3.2.3. Erros de Paralelismo Uma das convenções estabelecidas na linguagem escrita “consiste em apresentar idéias similares numa forma gramatical idêntica”, o que se chama de paralelismo. Assim, incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a elementos paralelos. Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministérios economizar energia e que elaborassem planos de redução de despesas. Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios que economizassem energia e (que) elaborassem planos para redução de despesas. Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios economizar energia e elaborar planos para redução de despesas. Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, não ser inseguro, inteligência e ter ambição. Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, segurança, inteligência e ambição. Certo: No discurso de posse, mostrou ser determinado e seguro, ter inteligência e ambição. Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa. Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta última capital, encontrou-se com o Papa. Errado: O projeto tem mais de cem páginas e muita complexidade. Certo: O projeto tem mais de cem páginas e é muito complexo. Certo: O projeto é muito extenso e complexo. Errado: Ou Vossa Senhoria apresenta o projeto, ou uma alternativa. Certo: Vossa Senhoria ou apresenta o projeto, ou propõe uma alternativa. Errado: O interventor não só tem obrigação de apurar a fraude como também a de punir os culpados. Certo: O interventor tem obrigação não só de apurar a fraude, como também de punir os culpados. Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que tem sólida formação acadêmica. Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sólida formação acadêmica. Certo: O novo procurador é jurista renomado, que tem sólida formação acadêmica. REDAÇÃO OFICIAL 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 3.2.4. Erros de Comparação A omissão de certos termos, ao se fazer a comparação – omissão própria da língua falada – deve ser evitada na língua escrita, pois compromete a clareza do texto: nem sempre é possível identificar, pelo contexto, qual o termo omitido. Errado: O salário de um professor é mais baixo do que um médico. Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o salário de um médico. Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o de um médico. Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria. Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da Portaria. Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria. Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os Ministérios do Governo. Certo: O Ministério da Educaçãodispõe de mais verbas do que os outros Ministérios do Governo. Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os demais Ministérios do Governo. 3.2.5. Ambigüidade Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido. Como a clareza é requisito básico de todo texto oficial, deve-se atentar para as construções que possam gerar equívocos de compreensão. Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado que ele seria exonerado. Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu secretariado. Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exoneração desse. Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da República, em seu discurso, e solicitou sua intervenção no seu Estado, mas isso não o surpreendeu. Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente da República. No pronunciamento, solicitou a intervenção federal em seu Estado, o que não surpreendeu o Presidente da República. Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu costumava trabalhar. Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costumava trabalhar. Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costumava trabalhar. Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o funcionário. Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser esse indisciplinado. 3.2.6. Concordância A concordância é o processo sintático segundo o qual certas palavras se acomodam, na sua forma, às palavras de que dependem. Errado: Se houverem dúvidas favor perguntar. Certo: Se houver dúvidas favor perguntar. Errado: Já fazem dez dias que esta Casa Legislativa encontra-se em recesso. Certo: Já faz dez dias que esta Casa Legislativa encontra-se em recesso. REDAÇÃO OFICIAL 12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Errado: Fazem cinco meses que a PF iniciou a apuração de irregularidades. Certo: Faz cinco meses que a PF iniciou a apuração de irregularidades. Errado: Vão fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público. Certo: Vai fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público. Errado: Depois das últimas chuvas, podem haver centenas de desabrigados. Certo: Depois das últimas chuvas, pode haver centenas de desabrigados. Errado: Devem haver soluções urgentes para estes problemas. Certo: Deve haver soluções urgentes para estes problemas. Errado: Aconteceu, naquela época, fatos terríveis. Certo: Aconteceram, naquela época, fatos terríveis. Errado: Vossas Excelências apoiastes a decisão. Certo: Vossas Excelências apoiaram a decisão. Errado: Ainda não chegou os documentos comprobatórios. Certo: Ainda não chegaram os documentos comprobatórios. Errado: Podemos passar-lhe bastante informações sobre o caso. Certo: Podemos passar-lhe bastantes informações sobre o caso. Errado: Se houver dificuldades, qualquer que sejam, avise-nos. Certo: Se houver dificuldades, quaisquer que sejam, avise-nos. Errado: Obedeceram-se aos severos regulamentos. Certo: Obedeceu-se aos severos regulamentos. Errado: Tratavam-se de questões fundamentais. Certo: Tratava-se de questões fundamentais. Errado: Discutiu-se na semana passada os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias. Certo: Discutiram-se na semana passada os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias. 3.2.7. Pontuação Os sinais de pontuação, ligados à estrutura sintática, têm as seguintes finalidades: a) assinalar as pausas e as inflexões da voz (a entoação) na leitura; b) separar palavras, expressões e orações que, segundo o autor, devem merecer destaque; c) esclarecer o sentido da frase, eliminando ambigüidades. No clube que freqüentamos, há um mês houve um incêndio. No clube que freqüentamos há um mês, houve um incêndio. O carro estava percorrendo a estrada solitária, à noite. O carro estava percorrendo a estrada, solitária à noite. REDAÇÃO OFICIAL 13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Ele foi criticado, quando lutava pelos amigos. Ele foi criticado, quando lutava, pelos amigos. A frase a seguir pode ter seu sentido alterado apenas com a colocação da vírgula. “Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria se rastejando à sua procura.” Constitui erro crasso usar a vírgula entre termos que mantêm entre si estreita ligação sintática – p. ex., entre sujeito e verbo, entre verbos ou nomes e seus complementos. Errado: O Presidente da República, indicou, sua posição no assunto. Certo: O Presidente da República indicou sua posição no assunto. Errado: O deputado assistiu, ao pronunciamento do Presidente, em Fortaleza. Certo: O deputado assistiu ao pronunciamento do Presidente em Fortaleza. 3.2.8. SEMÂNTICA A semântica estuda o sentido das palavras, expressões, frases e unidades maiores da comunicação verbal, os significados que lhe são atribuídos. Deve-se verificar sempre o contexto em que as palavras estão sendo utilizadas e procurar sinônimos, ou termos mais precisos para as palavras repetidas. A redação oficial não pode alhear-se às transformações lingüísticas – produto da dinâmica social – nem incorporá-las acriticamente. As novidades vocabulares devem sempre ser usadas com critério, evitando-se aquelas que podem ser substituídas por vocábulos já de uso consolidado sem prejuízo do sentido que se lhes quer dar. Não se concebe que, em nome de suposto purismo, a linguagem das comunicações oficiais fique imune a empréstimos de outras línguas. O importante é usar o estrangeirismo de forma consciente, buscar o equivalente português quando houver, ou conformar a palavra estrangeira ao espírito da língua portuguesa. Expressões a Evitar e Expressões de Uso Recomendável A linguagem dos textos oficiais deve sempre pautar-se pelo padrão culto formal da língua. Não é aceitável, portanto, que desses textos constem coloquialismos ou expressões de uso restrito a determinados grupos, que comprometeriam sua própria compreensão pelo público. Quanto a determinadas expressões que devem ser evitadas, mencionem-se aquelas que formam cacófatos, ou seja, “o encontro de sílabas em que a malícia descobre um novo termo com sentido torpe ou ridículo”. A seguir há uma lista de expressões cujo uso ou repetição deve ser evitado, indicando com que sentido devem ser empregadas e sugerindo alternativas vocabulares a palavras que costumam constar com excesso dos expedientes oficiais. À medida que / na medida em que À medida que (locução proporcional) – à proporção que, ao passo que, conforme: Os preços deveriam diminuir à medida que diminui a procura. Na medida em que (locução causal) – pelo fato de que, uma vez que: Na medida em que se esgotaram as possibilidades de negociação, o projeto foi integralmente vetado. Evite os cruzamentos – bisonhos, canhestros – *à medida em que, *na medida que... REDAÇÃO OFICIAL 14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR a partir de A partir de deve ser empregado preferencialmente no sentido temporal: A cobrança do imposto entra em vigor a partir do início do próximo ano. Evite repeti-la com o sentido de „com base em‟, preferindo considerando, tomando-se por base, fundando-se em, baseando-se em. assim Use após a apresentação de alguma situação ou proposta para ligá-la à idéia seguinte. Alterne com: dessa forma, desse modo, diante do exposto, diante disso, conseqüentemente, portanto, por conseguinte, assim sendo, em conseqüência, em vista disso, em face disso. através de / por intermédio de Através de quer dizer de lado a lado, por entre: A viagem incluía deslocamentos através de boa parte da floresta. Evite o emprego com o sentido de meio ou instrumento; nesse caso empregue por intermédio, por, mediante, por meio de, segundo, servindo-se de, valendo-se de: O projeto foi apresentado por intermédio do Departamento. O assunto deve ser regulado por meio de decreto. A comissão foi criada mediante portaria do Ministro de Estado. bem como Evite repetir; alterne com e, como (também), igualmente, da mesma forma. Evite o uso, polêmico para certos autores, da locução bem assim como equivalente. causar Eviterepetir. Use também originar, motivar, provocar, produzir, gerar, levar a, criar. constatar Evite repetir. Alterne com atestar, apurar, averiguar, certificar-se, comprovar, evidenciar, observar, notar, perceber, registrar, verificar. dado / visto / haja vista Os particípios dado e visto têm valor passivo e concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem: Dados o interesse e o esforço demonstrados, optou-se pela permanência do servidor em sua função. Dadas as circunstâncias... Vistas as provas apresentadas, não houve mais hesitação no encaminhamento do inquérito. Já a expressão haja vista, com o sentido de uma vez que ou seja considerado, veja-se, é invariável: O servidor tem qualidades, haja vista o interesse e o esforço demonstrados. de forma que, de modo que/de forma a, de modo a De forma (ou maneira, modo) que nas orações desenvolvidas: Deu amplas explicações, de forma que tudo ficou claro. De forma (maneira ou modo) a nas orações reduzidas de infinitivo: Deu amplas explicações, de forma REDAÇÃO OFICIAL 15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR (maneira ou modo) a deixar tudo claro. São descabidas na língua escrita as pluralizações orais vulgares *de formas (maneiras ou modos) que... detalhar Evite repetir; alterne com particularizar, pormenorizar, delinear, minudenciar. devido a Evite repetir; utilize igualmente em virtude de, por causa de, em razão de, graças a, provocado por. dirigir Quando empregado com o sentido de encaminhar, alterne com transmitir, mandar, encaminhar, remeter, enviar, endereçar. em face de Sempre que a expressão em face de equivaler a diante de, é preferível a regência com a preposição de; evite, portanto, face a, frente a. enquanto Conjunção proporcional equivalente a ao passo que, à medida que. Evitar a construção coloquial enquanto que. especialmente Use também principalmente, mormente, notadamente, sobretudo, nomeadamente, em especial, em particular. inclusive Advérbio que indica inclusão; opõe-se a exclusive. Evite-se o seu abuso com o sentido de „até‟; nesse caso utilize o próprio até ou ainda, igualmente, mesmo, também, ademais. informar Alterne com comunicar, avisar, noticiar, participar, inteirar, cientificar, instruir, confirmar, levar ao conhecimento, dar conhecimento; ou perguntar, interrogar, inquirir, indagar. no sentido de Empregue também com vistas a, a fim de, com o fito (objetivo, intuito, fim) de, com a finalidade de, tendo em vista ou mira, tendo por fim. onde Como pronome relativo significa em que (lugar): A cidade onde nasceu. O país onde viveu. Evite, pois, construções como “a lei onde é fixada a pena” ou “o encontro onde o assunto foi tratado”. Nesses casos, substitua onde por em que, na qual, no qual, nas quais, nos quais. O correto é, portanto: a lei na qual é fixada a pena, o encontro no qual (em que) o assunto foi tratado. operacionalizar Neologismo verbal de que se tem abusado. Prefira realizar, fazer, executar, levar a cabo ou a efeito, praticar, cumprir, desempenhar, produzir, efetuar, construir, compor, estabelecer. posição / posicionamento Posição pode ser alterado com postura, ponto de vista, atitude, maneira, modo. Posicionamento significa „disposição, arranjo‟, e não deve ser confundido com posição. REDAÇÃO OFICIAL 16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR relativo a Empregue também referente a, concernente a, tocante a, atinente a, pertencente a, que diz respeito a, que trata de, que respeita. ressaltar Varie com destacar, sublinhar, salientar, relevar, distinguir, sobressair. tratar (de) Empregue também contemplar, discutir, debater, discorrer, cuidar, versar, referir-se, ocupar-se de. ________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ REFERÊNCIAS Os links citados abaixo servem apenas como referência. Nos termos da lei brasileira (lei no 9.610/98, art. 80), não possuem proteção de direitos de autor: As ideias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais; Os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios; Os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de informação, cientifica ou não, e suas instruções; Os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais; As informações de uso comum tais como calendários, agendas, cadastros ou legendas; Os nomes e titulos isolados; O aproveitamento industrial ou comercial das ideias contidas nas obras. Caso não concorde com algum item do material entre em contato com a Domina Concursos para que seja feita uma análise e retificação se necessário A Domina Concursos não possui vinculo com nenhuma banca de concursos, muito menos garante a vaga ou inscrição do candidato em concurso. 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Cada compra realizada é um voto de confiançaem nossa equipe, e estamos comprometidos em corresponder a essa confiança através de excelência em produtos e atendimento. Saiba que sua decisão de confiar em nós para sua jornada de estudos é valorizada e respeitada. Estamos sempre empenhados em aprimorar nossos serviços para garantir que sua experiência seja positiva e produtiva. Se houver algo específico que possamos fazer para melhor atendê-lo, por favor, não hesite em nos informar. Agradecemos por fazer parte da nossa comunidade de clientes e por escolher a qualidade e confiabilidade das nossas apostilas. Estamos ansiosos para continuar a servi lo com dedicação e comprometimento. Atenciosamente, Domina Concursos. e contato@dominaconcursos.com. br tNwhatsApp (48) 9.9695-9070 ' Rua Aracatuba, nº Centro, Criciuma/SC - 88810-230 45, CEP @DominaConcursosO ED1ÇÃ02025 Apostila Concurso (Médio) 01 Quem Somos 02 Proibido Copia 04 Específico 01 Postura Profissional 02 Relações Interpessoais 03 Redação Oficial 05 Referencia 06 Contra CapaDessa maneira, você estará contribuindo intensamente para o seu crescimento profissional. Sabe aquele seu colega que adora falar mal da empresa? Fique longe dele! Além desse tipo de comportamento contaminar o ambiente com uma péssima energia, prejudica em muito a motivação, POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR gera insatisfação coletiva e, consequentemente, queda no desempenho. Às vezes nos sentimos tão confortáveis no trabalho, que até pensamos que estamos em casa. E a partir desse excesso de bem-estar, acabamos adotando algumas condutas que nos prejudicam. Acontece que a gente não pode esquecer de que nossa Postura Profissional fala por nós, e que, assim como qualquer hábito, precisamos estar sempre de olho para não exceder os limites. Pesquisas mostram que o mau comportamento no trabalho é a segunda maior causa de demissões nas empresas, vindo atrás apenas do baixo desempenho. Como manter uma boa postura profissional A etiqueta corporativa, as normas de conduta, a cordialidade, a boa educação, o autocontrole, a ética e a sinceridade não são coisa do passado. Pelo contrário: se tornam mais raras conforme aumentam a pressão por resultados e o estresse do ambiente de trabalho. A orientação para manter boas relações interpessoais, melhorar o clima organizacional e manter uma boa postura profissional não vai trazer nada muito complexo. Na verdade, são coisas que certamente você já sabe, mas é sempre bom lembrar. Afinal, quem não quer ter sucesso profissional, não é mesmo? Então, vamos às dicas para manter uma boa postura profissional Seu bom desempenho no trabalho não vai depender somente da sua capacidade técnica, suas competências e habilidades. Saber manter boas relações com os colegas de trabalho, chefes, funcionários de sua equipe, clientes e fornecedores contribui muito para a sua postura profissional. Pesquisas comprovam que 2/3 das demissões ocorrem devido às dificuldades de relacionamento entre funcionários. Então, cuide dessas relações! Como você passa mais tempo no trabalho do que na sua casa, transmita sempre uma impressão positiva: demonstre bom humor, respeite os outros como se fossem membros da sua família, se coloque sempre no lugar da outra pessoa e fuja das brincadeiras que possam ofender. Ouça as opiniões de todos que são importantes para você chegar a conclusões mais acertadas. Nunca ninguém sabe tudo o tempo todo. Pensamentos contrários àquilo que você acredita agregam valor. Seja flexível e, mesmo que não concorde com determinado ponto de vista, explique seus argumentos sem partir para o enfrentamento que só vai comprometer sua postura profissional. Seja pontual. Se você acordou um horário para chegar e sair, cumpra-o, garantindo assim a boa postura profissional! Não chegue atrasado às reuniões e seja disciplinado quanto aos prazos de entrega das suas atividades. Faça um planejamento detalhado da sua rotina e organize seus horários para dar conta de tudo. Lembre-se de deixar espaços para os imprevistos e, quando o atraso for inevitável, não deixe de avisar aos envolvidos, dando seus motivos e já programando um novo prazo de entrega. O bom Senso está Sempre na Moda Cuidado com o que veste para trabalhar. Existe um código de etiqueta corporativa. Do mesmo jeito que você não vai à praia de terno e evita os jeans para ir em um casamento, há roupas mais adequdas para o ambiente de trabalho. Para as mulheres, recomenda-se não exagerar nos decotes, nas saias curtas demais, nas transparências, na maquiagem e nos acessórios extravagantes. Não por moralismo ou preconceito, mas para os conhecimentos chamarem mais atenção do que a aparência. E para os homens, pede-se para evitarem bermudas e camisas desabotoadas demais. Evite fazer ligações e atender chamadas pessoais durante o horário de trabalho. Feche as redes sociais e use o e-mail da empresa para trabalhar. Nas emergências, vá até um local mais reservado, não demore nas ligações e peça desculpas ao retornar para uma reunião, por exemplo. Os notebooks, tablets, smartphones e outros aparelhos pessoais também devem ficar em casa. E cuidado com suas publicações em redes sociais. Não entre em temas polêmicos que podem comprometer sua postura profissional. Falando em polêmica, reflita bem antes de expressar opiniões políticas e religiosas no ambiente de trabalho. Sempre pense: “até que ponto isso pode me prejudicar ou suscitar discussões intermináveis que nada têm a ver com o trabalho?”. POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Cuide para não levantar muito a voz e evite expressões grosseiras. As pessoas têm mapas mentais diferentes e o que para você faz parte do cotidiano, para o outro pode causas estranheza em relação à sua postura profissional. Por fim, cumprimente a todos, agradeça, peça as coisas com delicadeza e olhe sempre nos olhos das pessoas – não tem coisa pior do que falar com alguém que está olhando para o teclado do computador, por exemplo. 13 dicas para melhorar a postura profissional ão comuns às pessoas tratarem com estranheza o termo etiqueta empresarial, não tendo a real noção da importância que os profissionais de uma empresa possuam esse tipo de etiqueta. O impacto da implantação desse tipo de ação é fundamental para a manutenção e o crescimento de uma empresa. Um estudo da universidade americana de Harvard que mostra que dois terços das demissões nas empresas são causadas por dificuldades de relacionamento com os colegas, no que a falta de etiqueta empresarial se mostra fundamental. Isso explica porque pessoas altamente profissionais e competentes no que fazem acabam sendo demitidas de suas empresas e outras – nem tão competentes assim – permanecem, atingindo promoções e melhores oportunidades de carreira. Logo, podemos concluir que competência técnica não é tudo e que aquelas pessoas que não têm uma boa habilidade para criar relacionamentos, ou seja, etiqueta no convívio, acabam tendo menores chances de sucesso. Etiqueta Empresarial é um conjunto de cerimônias usadas no trato entre pessoas empresas, regidas pela boa educação, bom comportamento, convenções sociais, ética profissional e prescrições oficiais. Seu objetivo é reduzir, ao mínimo, os conflitos, preconceitos, atritos, dúvidas, suspeitas e mal entendidos entre o público e as organizações, criando um clima de conhecimento, compreensão, confiança, cooperação e parceria entre as partes que se relacionam. Veja algumas dicas de etiqueta empresarial para melhorar a sua postura: 1. Pontualidade deve ser ponto de honra no ambiente empresarial. Assumindo um compromisso, este se torna sua responsabilidade, principalmente o horário. Organize-se para chegar na hora todos os dias e para cumprir com os prazos propostos. Caso perceba que não será possível cumprir com o compromisso no horário, ligue ou peça para ligarem informando sobre o atraso. 2. A vestimenta diz muito para as outras pessoas assim é recomendável roupas discretas, sem modismos. Decotes e cores berrantes, dentre outros erros devem ser evitados, sob pena de perder com a seriedade. Tome cuidados com higiene pessoal. 3. O ditado a primeira impressão é a que fica deve ser levado a sério, assim, sempre seja cordial e prestativo já em um primeiro contato, saiba ouvir e falar na hora certa e tenha sempre cartões profissionais disponíveis. 4. Sempre ao entrar em um local peça licença, busque cumprimentar todas as pessoas que estiverem no local, mas só estenda a mão se o interlocutor o fizer primeiro, e só se sente se for convidado por ele 5. Se comunique corretamente com as pessoas, busque olhar nos olhos, demonstre atenção no que estão falando, não se distraia durante a conversa e busque estabelecer um diálogo. 6. Mantenha uma postura correta, não cruze os braços, evite se sentar de qualquer jeito, jogando o corpo na cadeira, como também não se sente na beirada da cadeira. É importanteuma boa acomodação, porém ereto e de forma adequada. 7. A maioria das corporações possuem códigos de ética e de conduta a ser seguido. Procure se informar no lugar em que você trabalha onde pode encontrá-lo e leia com atenção. 8. Respeite os colegas e o espaço de trabalho. Não precisa ficar mudo durante o expediente, mas evite ao máximo assuntos que exponham o seu lado pessoal ou o de alguma outra pessoa. Fofocas nunca combinaram com o ambiente profissional. Além disso, adeque a altura da sua voz ao POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR ambiente. 9. Cuidado com a utilização de celulares no trabalho, evite ligações pessoais e caso estas ocorram, busque ir para um local privado. Não fale demasiadamente alto e muito menos utilize termos de baixo calão. Cuidado com o toque do celular, o correto é deixá-lo no modo silencioso. 10. Além do celular, também é necessário cuidados com outras ferramentas tecnológicas e principalmente com as redes sociais. As empresas antenadas possuem políticas para utilização destas, por isso busque saber os limites; 11. Amizades no ambiente de trabalho é um tema delicado. É importante diferenciar amigos de colegas de trabalho, principalmente no ambiente da empresa. Esse limite pode ser útil quando for necessário realizar uma cobrança ou fazer um feedback 12. Bom humor é uma necessidade nas empresas. Quando estiver tendo um dia difícil, reflita se alguém do trabalho tem a obrigação de compartilhar as dificuldades com você. Contudo, cuidado com as brincadeiras. Um ambiente de trabalho descontraído é positivo desde que sejam feitas apenas brincadeiras saudáveis, que promovam um ambiente alegre e equilibrado. 13. Busque ter “jogo de cintura” na hora de imprevistos e ouça a opinião dos outros muitas vezes de opiniões divergentes se chega a um ponto em comum correto. É preciso saber argumentar e também, ceder. O Que é Relacionamento Interpessoal Já ouviu falar que sozinhos não conseguimos chegar a lugar algum em nossa jornada evolutiva? Eu acredito bastante nesta premissa, pois vejo que cada relação que estabelecemos em nossa caminhada, é essencial para nos ajudar a alcançar nossos objetivos, nos fazendo progredir constantemente. Neste sentido, por onde quer que nós passemos, precisamos estabelecer conexões de respeito e empatia, para que assim possamos crescer e também contribuir para o crescimento das pessoas ao nosso redor. Diante disso, hoje decidi falar um pouco sobre relacionamento interpessoal e a sua importância, tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional. Acompanhe-me e confira: Do que estamos falando? O relacionamento interpessoal é a conexão feita por duas ou mais pessoas de um mesmo círculo. Ele tem muito a ver com a maneira como tratamos e nos relacionamos com os outros e a qualidade dessas relações. No núcleo profissional, trata-se da forma como nos relacionamos com os colegas de trabalho. Manter bons relacionamentos profissionais é imprescindível para o sucesso na carreira de qualquer pessoa, tanto para termos um networking qualitativo quanto para contribuir com o clima positivo dentro da equipe. Dessa maneira, é fundamental estabelecer conexões que sejam respeitosas e que se preocupem com a harmonia do ambiente, pois assim, será possível realizar um trabalho em equipe ainda melhor, contribuir para um bom clima organizacional, que faça com que todos sintam-se confortáveis para executar suas atividades, assim como contribuir para o alcance de resultados, tanto para a empresa, quanto para os profissionais que nela estão inseridos. Como estabelecer boas relações interpessoais? Depois de entendermos com mais profundidade a importância das relações interpessoais na vida de todos nós, é chegado o momento de conferir dicas que vão nos ajudar a potencializar nossos relacionamentos, melhorando-os consideravelmente, principalmente no ambiente de trabalho. Desenvolva a empatia Empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Cada indivíduo é único e rico dentro de http://www.ibccoaching.com.br/portal/relacionamento/o-que-significa-networking/ http://www.ibccoaching.com.br/portal/quais-os-tipos-de-clima-organizacional/ https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/como-conseguir-um-bom-relacionamento-no-ambiente-de-trabalho/ POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR suas peculiaridades. Por isso, saber extrair o que existe de melhor em seus colegas e colaboradores e respeitar suas dificuldades é muito importante para o andamento do trabalho. As relações interpessoais no trabalho precisam de empatia para deixar o dia a dia muito mais leve, harmonioso e produtivo. Pratique o respeito ao próximo Toda boa relação se estabelece a partir do momento que nos propomos a respeitar o próximo e o seu jeito de ser. Assim, é fundamental entendermos que cada indivíduo tem seu modo de pensar e agir, tem sua maneira de resolver seus problemas, sua forma de enxergar o mundo ao seu redor, bem como carrega uma bagagem, que precisamos respeitar, independentemente do que aconteça. A partir do momento que levamos estes fatores em consideração e colocamos em prática o respeito ao próximo, as chances de estabelecermos bons relacionamentos interpessoais são imensamente maiores. Boa abordagem Saiba adaptar seu discurso ao público ao qual ele se dirige. Assim, você consegue ser claro e pode cobrar exatamente o que precisa de cada colega. Use linguagens não verbais, como olhar no olho e concordar com a cabeça, para criar confiança e mostrar interesse pelo que o outro expõe. Evite cruzar os braços ou fazer gestos muito repetitivos, pois podem demonstrar insegurança e hesitação, prejudicando as relações interpessoais no trabalho. Ouça na essência Logo no início de sua interação com outra pessoa, esteja atento e aberto a tudo o que ele lhe passar de informação. Isso mostra que você é um bom ouvinte e se preocupa em considerar a opinião dos outros. Isso é importante, pois geralmente temos o hábito de falar muito e não deixar que o outro exponha seus pensamentos e sentimentos, o que pode acabar lhe inibindo. Quando nos disponibilizamos a ouvir verdadeiramente e na essência o que a pessoa que está a nossa frente tem a nos dizer, mostramos que o que ela nos diz tem importância e faz diferença para nós, o que, consequentemente, faz com que ela se sinta mais confortável em nossa presença. Fale mais de si mesmo Exponha suas opiniões, desde que estejam dentro do contexto, e mostre suas ideias e sua preocupação com o outro. Estreite laços com colegas e conheça um pouco da intimidade de cada um. Isso demonstra que você tem interesse efetivo pelas pessoas a seu redor e não somente pelo trabalho que elas prestam. Abrace as diferenças Personalidades diferentes umas das outras podem contribuir de maneira efetiva no ambiente de trabalho. Saiba respeitar o que cada um tem de melhor. Mesmo quando lidamos com alguém que não nos agrada, devemos nos esforçar para manter a tolerância e nunca pensar em prejudicar o trabalho desse colega, pois isso prejudicaria as relações interpessoais no trabalho que foram cultivadas. Relacionamento interpessoal e o Coaching Aqui no IBC nós oferecemos um treinamento de relacionamento interpessoal baseado nas técnicas do Coaching! O Coaching é um poderoso processo de desenvolvimento humano, em que são trabalhadas habilidades e capacidades para conduzir uma pessoa a dar o melhor de si na busca por suas realizações pessoais e profissionais. No Treinamento de Relacionamento Interpessoal, com as técnicas de Coaching, o indivíduo será levado ao autoconhecimento e autodesenvolvimento, além de melhorar alguns aspectos como: • Comunicação: irá desenvolver a habilidade de ouvir na essência, e falar claramente para ser compreendido; POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR • Interação: criaruma relação confiável para que consiga se relacionar cada vez melhor; • Percepção: buscar o que há de melhor nas pessoas; • Reduzirá distâncias: quebrará bloqueios e medos, tanto internos, quanto das pessoas ao redor. Na formação em Coaching serão apresentadas ferramentas e técnicas para o melhor aprimoramento de habilidades e desenvolvimento de capacidades, no sentido de potencializar as relações interpessoais no trabalho e consequentemente alcançar seus objetivos e metas, profissionais e pessoas. É importante ter em mente que tudo isso é válido, não só para melhorar as relações que são estabelecidas no ambiente de trabalho, mas, se você analisar bem, é possível levar tudo isso também para a vida pessoal, para que assim, haja melhorias significativas em todos os contextos de sua vida. Por fim, é importante também que você lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer de deixar de lado todo e qualquer tipo de julgamento sobre o outro que surja em sua cabeça. Saiba, que quando deixamos de julgar o outro, a nossa própria vida passa a ser muito mais leve do que imaginamos QUAL O LIMITE DO RELACIONAMENTO INTERPESSOAIS NO TRABALHO? Saber se relacionar com os colegas de trabalho é uma das habilidades mais valorizadas no universo corporativo. A cultura organizacional de alta performance, inclui também o bom relacionamento interpessoal entre seus colaboradores, considerando que as demandas diárias se tornam muito mais fluidas quando há comunicação efetiva entre os colegas de trabalho e seus respectivos departamentos. Assim como em outros aspectos, extrapolar nos relacionamentos interpessoais no trabalho pode prejudicar o desempenho profissional, ao invés de produzir resultados satisfatórios. Nesse sentido, é preciso estar sempre atento ao próprio comportamento, a fim de que se mantenha uma conduta favorável na empresa em que faz parte. 5 Cuidados para cultivar um bom relacionamento interpessoal no trabalho Confira abaixo algumas sugestões que podem ajudar você a construir boas relações na empresa: 1. Mantenha a formalidade O modo como se relaciona no ambiente de trabalho diz muito sobre você, portanto é preciso ser cauteloso. A proximidade com os colegas de trabalho aumenta com o passar do tempo, e naturalmente, a liberdade também. Justamente neste nível de relacionamento que a atenção deve ser redobrada, para que não haja informalidade em excesso, deste modo, dando abertura para comportamentos inadequados como a falta de respeito, por exemplo. 2. Dialogue no momento certo Fazer amizades no ambiente de trabalho é saudável e bem-vindo, pois cria um senso de aceitação e pertencimento do colaborador junto a empresa. É indispensável portanto, estabelecer limites, para que os laços criados não atrapalhem o foco e a produtividade. Durante o expediente procure abordar apenas assuntos pertinentes a instituição. Separe o horário do almoço e lanche para conversar sobre temas aleatórios. 3. Passe longe da “rádio corredor” Além de não ser ético, as fofocas prejudicam muito a imagem do profissional perante a organização. Nesse sentido, quando alguém vier lhe falar sobre algum colega de trabalho, se posicione e nunca dê abertura para este tipo de comportamento, pois sua credibilidade ficará afetada. 4. Exercite a inteligência emocional Ser inteligente emocionalmente significa que você sabe identificar e conduzir as próprias emoções. Essa habilidade é crucial, principalmente em momentos de estresse e resolução de http://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/importancia-cultura-organizacional-empresa/ http://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching-carreira/atitudes-podem-sabotar-desempenho-profissional/ http://www.ibccoaching.com.br/portal/relacionamento/dicas-para-um-bom-relacionamento-interpessoal/ http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/poder-pertencimento-empresas/ http://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching-e-psicologia/inteligencia-emocional-favor/ POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR conflitos, onde você terá a capacidade de lidar com a situação de maneira adequada. O fato de um profissional estar estressado por alguma razão, não lhe dá o direito de tratar mal seu colega de trabalho. Mantenha sempre a boa conduta e educação, independentemente da situação e procure solucionar o quanto antes o problema que está causando o desconforto. 5. Preserve sua vida pessoal Compartilhar a informações pessoais excessivamente é um dos erros muito frequentes da maior parte dos profissionais brasileiros, devido sua receptividade e abertura em fazer novas amizades, porém, no ambiente corporativo essa prática pode não ser muito bem vista. Essa questão também está alinhada com a primeira dica: manter sempre a formalidade. 6. Seja prestativo, mas não intrusivo Estar disposto a ajudar os colegas de trabalho quando precisarem é uma qualidade fundamental para um profissional nos dias de hoje. Porém, deve-se tomar cuidado para que essa vontade de contribuir não extrapole os limites e você passe a se intrometer demais no trabalho dos outros. Na dúvida, espere que sua contribuição seja pedida ou apenas se coloque a disposição caso necessário. 7. Evite as disputas e conflitos Separar o lado profissional do pessoal é fundamental para ter um ótimo relacionamento interpessoal no trabalho. É comum existirem disputas entre colaboradores, no entanto, é importante evitar que essas pequenas competições extrapolem o ambiente organizacional e possam causar mal-estar e gerar rusgas entre os colegas. 8. Aceite as diferenças Cada ser humano é único, por isso, você encontrará pessoas mais parecidas com você e outras completamente diferentes. Essa pluralidade de personalidades é algo de suma importância para a organização, pois coloca em um mesmo ambiente diversos pontos de vista e formas de enxergar e resolver um mesmo problema. Por isso, é de suma importância que você aceite essas diferenças. Um excelente exercício para evoluir tanto como profissional quanto pessoa é fazer um esforço para entender a visão do outro e a forma com que ele enxerga o mundo. 9. Não seja arrogante: saiba ouvir A humildade é traço bastante apreciado no ambiente de trabalho. Muitas vezes, no ímpeto de querermos mostrar nossos conhecimentos e capacidade de contribuir com o sucesso da organização, desenvolvemos uma aura prepotente e arrogante. Além de criar antipatia de todos os colegas de trabalho, essa atitude faz com que nos blindemos contra o que outros colaboradores mais experientes têm a dizer. Isso faz com que cometemos erros e retrabalho, resultados opostos ao que desejamos. 10. Dialogue, não discuta Muitas pessoas confundem o conceito entre essas duas palavras. Diálogo é a construção de um pensamento realizado por duas pessoas. Discussão é o embate entre duas formas de pensar diferentes. Para dialogar, é preciso estar aberto a opinião e o conhecimento do outro e ter consciência de que você não sabe de tudo, tendo ciência da possibilidade de estar errado. O resultado dessa conversa não será a ideia vencedora, mas algo que surgiu a partir das duas e é bastante superior a elas. 5 PILARES ESSENCIAIS PARA O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL Quando falamos de relacionamento interpessoal, estamos tratando dos relacionamentos que temos ao longo da vida, sejam eles no âmbito pessoal ou na área profissional. Nossos relacionamentos profissionais muitas vezes são os mais complicados, porque não escolhemos as pessoas com quem vamos nos relacionar, seja um chefe, um parceiro, os clientes e até mesmo nossos liderados. http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/proatividade-ambiente-trabalho/ http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/proatividade-ambiente-trabalho/ http://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/influencia-ego-desempenho-profissional/ POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Mesmo quando temos afinidades comas pessoas do nosso convívio profissional, precisamos também cuidar de estarmos todos alinhados no mesmo propósito, para funcionarmos da melhor forma para a organização. Para tornar a situação um pouco mais delicada, os aspectos da convivência no trabalho por vezes não são simples, devido à existência de diversas opiniões, crenças, valores e culturas, com os quais temos de lidar. Para ficar mais viável cuidar dos nossos relacionamentos interpessoais, precisamos aperfeiçoar cinco pilares essenciais: autoconhecimento, empatia, assertividade, ética e cordialidade. Vamos analisar um pouco cada um deles. Autoconhecimento Esse pilar tem se mostrado como um dos principais diferenciais nas relações, pois conhecer a si mesmo facilita lidar com questões emocionais que poderiam comprometer os relacionamentos interpessoais. Com uma boa dose de autoconhecimento, conseguimos analisar o impacto que causamos nos outros, além de termos claro quais são as características que nos incomodam e, assim, possibilitar nos preparamos para lidar com elas. O autoconhecimento nos permite mediar com maior assertividade os possíveis conflitos de personalidades nos relacionamentos com os membros da nossa equipe. Empatia Também conhecida como a arte de colocar-se no lugar do outro, na prática, a empatia nada mais é do que “analisar determinada situação pelo mesmo ângulo de uma outra pessoa que está envolvida nessa mesma situação que você”. É importante perceber que a empatia vai muito além da simples preocupação ou a conscientização da necessidade de se identificar com o outro. Empatia está relacionada com a comunicação assertiva e a perfeita compreensão das motivações dos outros. A pessoa empática está conectada com quem ela se comunica. Ela capta informações que vão muito além do que é falado e identifica emoções e expressões corporais significativas em seu interlocutor. Ser empático é, antes de tudo, ser um bom ouvinte e um excelente observador, além de, é claro, ter um interesse legítimo em ajudar o outro. Por isso, não confunda “empatia” com a conhecida “simpatia”. A simpatia surge de maneira natural e espontânea, mas a empatia exige muito treino e dedicação. Assertividade Assertividade é a habilidade de nos comunicarmos de maneira clara, franca e acima de tudo respeitosa. Desenvolvendo e aplicando essa habilidade, é possível construir relacionamentos saudáveis. Afinal, para sermos realmente assertivos, além de saber ouvir é preciso também saber falar, expressar nossas vontades, opiniões e dificuldades, de maneira que não sejamos agressivos com o próximo. Ética Ética é o conjunto de princípios e valores morais que conduzem o comportamento humano dentro da sociedade. As empresas seguem os padrões éticos sociais, aplicando-os em suas regras internas, visando o bom andamento dos processos de trabalho, o alcance de metas e de objetivos e para criar bons relacionamentos interpessoais. Um bom profissional deve seguir tanto os padrões éticos da sociedade quanto as normas e POSTURA PROFISSIONAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR regimentos internos da organização em que trabalha. A ética profissional proporciona ao indivíduo um exercício diário e produtivo de honestidade, comprometimento, confiabilidade, entre tantos outros valores, que balizam o seu comportamento e as tomadas de decisões em suas atividades. A grande recompensa por se ético é ser reconhecido, não só pelo seu trabalho, mas também por sua conduta. Podemos ter muito autoconhecimento, ser altamente empáticos, assertivos e cordiais, mas, se não nos conduzirmos pela ética, não conseguiremos manter relacionamentos equilibrados. Cordialidade Ser gentil, simpático e solicito é ser cordial com as pessoas. Praticar a cordialidade é demostrar consideração pelo próximo, pela sua equipe, por todos com quem você se relaciona. Cordialidade é aquele “bom dia” entusiasmado e sincero de quando chegamos ao trabalho, é abrir uma porta para um colega com as mãos ocupadas, é dizer “obrigado” olhando nos olhos das pessoas. São as pequenas gentilezas do dia a dia que farão a nossa companhia pessoal ser desejada e tornarão a nossa presença agradável para os que nos cercam. A cordialidade desinteressada, que oferecemos por iniciativa própria, sem esperar nada em troca, é um facilitador do bom relacionamento no ambiente de trabalho. Desenvolvendo e aplicando esses cinco pilares diariamente, trazemos melhorias para nossos relacionamentos nas mais diversas áreas da vida, como a familiar, a amorosa, a social, a de amizades, e tantas outras mais. Invista todos os dias nos “5 Pilares Essenciais para o Relacionamento Interpessoal” e veja a diferença que se processará nos ambientes que você frequenta. Essa é a melhor forma de nos aperfeiçoarmos no nosso desenvolvimento pessoal e criarmos relacionamentos prazerosos e de grande valor. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ RELAÇÕES INTERPESSOAIS 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Relações Interpessoais Relações interpessoais, segundo Antunes (2014, p. 9), são “[...] o conjunto de procedimentos que, fa- cilitando a comunicação e as linguagens, estabelece laços sólidos nas relações humanas”. Para o au- tor, as relações interpessoais têm bases emocionais e psicopedagógicas e podem criar um clima favo- rável na escola, ou não. Ao conceber a formação da individualidade como processo social, Vigotski considera que o modo de ser de um sujeito é influenciado pela relação que ele estabelece com os outros. O autor afirma que “Através dos outros constituímo-nos” (VIGOTSKI, 2000, p. 24). Essa proposição de Vigotski sobre o papel fundante das relações sociais na formação do sujeito tem implicações importantes, pois significa compreender que a personalidade de cada um se faz em soci- edade, um processo que requer igualmente a atividade interna de cada sujeito para se reunir com os demais, sem, contudo, deixar de se diferenciar nas suas atitudes e formas de interpretar normas, direi- tos e deveres que as condicionam e explicam. Nesse sentido, para o autor, a linguagem exerce uma mediação simbólica essencial nas relações do indivíduo com o grupo social, pois ela traz os significados sociais que têm a função de regular as ações humanas. Nesses termos, entende-se que os membros de um grupo social se concernem e se influenciem reci- procamente. Considera-se, ainda, que esse grupo social, não estando fechado em si mesmo, guarda inter-relações com outros, tratos que podem ou não ser de afinidade, afeição ou camaradagem, mas que sempre se fazem presentes na vida de cada sujeito em particular. Logo, as relações sociais, que alicerçam e constituem os processos individuais, são desenhadas por acordos, compatibilidades, simetrias, partilhas e solidariedades, mas também por imposições, coações, tensões, conflitose contradições, o que significa que estão sempre em equilíbrio instável. Tais interações, configuradas pelos diferentes lugares sociais onde se encontram os sujeitos e suas maneiras de se colocar na vida em sociedade, na cultura e na representação de papéis sociais, condi- cionam a construção social deles próprios e dos outros com os quais se relacionam. Elas não se limitam imediatamente à condição do visível, seja com respeito ao que cada um age diante do outro, seja do que é dito nessas interações. Há outras dimensões dessa intervenção mútua, que não se processam de forma palpável, física, presencial, tais como as normas, os códigos, os personagens que são tidos como exemplares do positivo ou negativo, as figuras-tipo de cada cultura. Vigotski se faz, assim, tributário da concepção materialista, histórica e dialética de Marx e Engels apre- sentada n’A Ideologia Alemã (1982), em que deixam registrada esta crítica a Feuerbach: [...] fica-se pela abstracção de “o Homem”, e só consegue reconhecer o “homem corpóreo, individual, real” no sentimento, ou seja, não conhece outras “relações humanas” “do homem com o homem” além de amor e amizade, e mesmo assim idealizados. (MARX; ENGELS, 1982, s.p.). Já nas Teses sobre Feuerbach, Marx diz textualmente naquela que leva o número seis: “[...] a essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações sociais” (MARX, 1982, s.p.). Com base nesses fundamentos, entende-se que é preciso buscar no contexto da estrutura social bra- sileira, no cenário atual das transformações nos campos social, cultural, econômico e político e da forma como alunos e professores estão neles inseridos e se relacionam, os elementos que permitam compreender as questões referentes às relações interpessoais na escola. Trata-se de um quadro histórico-cultural de uma sociedade capitalista, estruturada por relações sociais de produção marcadas pela desigualdade entre classes sociais, que desfrutam de condições díspares para acessar os bens de toda ordem produzidos socialmente. Essa realidade, por si só, é fator da violência estrutural que repercute nas diversas dimensões da vida, inclusive no interior da instituição escolar. Diante desse contexto, profissionais da área de educação têm feito indagações, como as de Friedmann: RELAÇÕES INTERPESSOAIS 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR [...] Quem é o educador para um tempo de mudanças tão rápidas e exigências tão intensas como o nosso? [...] Como levar, através de vivências simples e autênticas, a uma percepção de que o caminho escolhido é possível? (FRIEDMANN, 2004, p. 11). Como tentativas de respostas a essas questões, diferentes propostas educacionais que visam melhorar os relacionamentos interpessoais têm se desenvolvido diante das possibilidades que se apresentam no cotidiano escolar. A seção seguinte procura avançar na discussão dessa problemática, nos concei- tos e abordagens utilizados para analisá-la, bem como algumas tentativas de respostas. 2 CONCEITOS, ABORDAGENS E PROPOSTAS PARA ENFRENTAR OS DESAFIOS DAS RELA- ÇÕES INTERPESSOAIS NA ESCOLA Uma das propostas que têm sido apontadas para enfrentar os desafios das relações interpessoais na escola é a busca de aporte para a ação docente por meio da “[...] interdisciplinaridade como uma abor- dagem epistemológica que nos permite ultrapassar as fronteiras disciplinares e nos possibilita tratar, de maneira integrada, os tópicos comuns às diversas áreas” (MORAES, 2007, p. 39). A prática da interdisciplinaridade tem sido vista como uma estratégia para promover a intercomunicação e a intercompreensão, tendo por base o diálogo e o reconhecimento da legitimidade das diferenças. Com isso, embora não isenta de possibilidades de conflitos, acena para a possibilidade se não das convergências, pelo menos do respeito mútuo. Assim, o tratamento de temas transversais a partir de ângulos diversos poderia abrir as postas para a manifestação do outro. Segundo Moraes (2007, p. 39), “Na prática, a interdisciplinaridade e a transversalidade se fundem, se entrelaçam, numa rede de rela- ções e conexões que ligam os conteúdos disciplinares uns aos outros, inserem estes conteúdos na realidade e no contexto que nos cerca”. Porém, segundo Mentis (1997), professora do Instituto de Educação da Massey University, na Nova Zelândia, é preciso que professores demonstrem interesse sincero pelo educando e busquem se atua- lizar constantemente, caminhem para desvendar mundos ainda não plenamente compreendidos, para a construção da relação entre educador e educando, na perspectiva de propiciar uma convivência sau- dável, de reforço à confiança e à segurança de todos. Ainda, segundo essa autora, divulgadora da teoria da experiência da aprendizagem mediada do ro- meno Reuven Feuerstein, para formar cidadãos críticos capazes de lidar com todo tipo de mudança e de conflitos interpessoais, de desenvolver elos de confiança nos seus relacionamentos e serem asser- tivos em encontrar seu rumo na vida, é fundamental instigar o conhecimento de si mesmo e, também, ter uma boa comunicação em casa. E na escola isso não seria diferente (MENTIS, 1997). O diálogo seria, assim, uma estratégia eficiente como parte do processo de amadurecimento das ações voltadas à supressão das barreiras à comunicação entre os inúmeros desafios enfrentados a cada dia no ambiente escolar. Segundo Mentis, [...] a aprendizagem mediada permite ao indivíduo desenvolver habilidades de pensamento eficientes, possibilitando-o tornar-se aprendiz independente e autônomo. A aprendizagem mediada e a cognição podem fazer o trajeto da aprendizagem efetiva. (MENTIS, 1997, p. 13). Dessa forma, a boa relação entre educador e educando se faz fundamental para o desenvolvimento do aluno. Ela lhes possibilita não se aterem presos aos problemas recorrentes da sociedade em que vivem, mas encontrarem saídas que lhes permitam contribuir para fortalecer os laços sociais, respeitando-se as diversidades individuais e coletivas. Não é simples abandonar antigas rotinas estabelecidas, mas isso pode oportunizar a criação de ambi- entes saudáveis, de colaboração e a reflexão sobre como enfrentar os desafios impostos e como cons- truir espaços sociais coparticipantes, solidários e corresponsáveis. Embora o aluno aprenda com todos os que compõem o ambiente escolar, incluindo seus próprios co- legas, é impossível negar a importância do professor como agente transformador do processo de en- sino-aprendizagem. Antunes ressalta que, para isso, o docente precisa enriquecer suas estratégias didáticas, pois, segundo ele: A aula expositiva convencional é uma estratégia de ensino marcada pela passividade e pela ação ex- tremamente individualista do aluno [...] em que o professor recita em voz alta alguns elementos de seu RELAÇÕES INTERPESSOAIS 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR pensamento interior, como que jogando sementes na esperança de que algumas caiam em solo fértil. A alternância dessa estratégia de ensino com alguns jogos operatórios específicos, altamente coope- rativos [...] pode estimular alguns alunos que se interessem pelo êxito de seus colegas [...] é importante destacar que o sucesso do empreendimento depende muito da natureza do desafio proposto pelo pro- fessor. [...] A ação do professor programando atividades socializadoras, orientando a intervenção dos alunos mais aptos, constitui fundamento indispensável [...]. (ANTUNES, 2013, p. 43-5). A perspectiva proposta é de favorecer o relacionamento e as trocas entre os alunos, estimular formas de interação que ampliam os horizontes da convivência escolar, enriquecer as experiências individuais dos discentes, permitir a realização das expectativas dos alunos e auxiliá-los no aprendizado. Frequentar a escola também é desenvolver a consciência dos valores advindos do compartilhamento das tarefas, da exposição livre de opiniões e pontos de vista, da escuta aos colegas, da amenização dos possíveis conflitos,da cooperação participativa com a coletividade. São habilidades sociais que, dentro ou fora do ambiente escolar, são condições para que todos desfrutem, no contato social, de seus direitos como cidadãos (ANTUNES, 2013). Assim, o tema das relações interpessoais na escola está indissociavelmente conectado à realização das necessidades educativas fundamentais do desenvolvimento pessoal e intelectual de cada aluno. Isso porque a função social e educativa da escola não se reduz ao mero fornecimento de informações, pois requer a formação integral do sujeito na sua dupla dimensão − inseparáveis entre si −, a individual e a social. Nesse sentido, conforme assegura Paro (2007), a qualidade da educação prevê também a formação da personalidade do educando em sua integralidade, para a qual é imprescindível contar com a liberdade, a pluralidade e a democracia: Em síntese, o que parece essencial à escola pública de qualidade é que se refira à educação por inteiro, não apenas a aspectos parciais passíveis de aferição mediante provas e exames convencionais. Como processo de atualização histórico-cultural, a educação envolve dimensões individuais e sociais, de- vendo visar tanto ao viver bem pessoal quanto à convivência social, no desfrute de bens culturais como herança histórica que se renova continuamente. A democracia, como meio para construção da liber- dade em sua dimensão histórica, faz parte desta herança cultural. Entendida como processo vivo que perpassa toda a vida dos indivíduos, laborando na confluência entre ser humano singular e sua neces- sária pluralidade social, ela se mostra imprescindível tanto para o desenvolvimento pessoal quanto à convivência livre entre grupos e pessoas e a solução de problemas sociais, colocando-se, portanto, como componente incontestável de uma educação de qualidade. (PARO, 2007, p. 31-2). Essas observações de Paro dialogam com o atual contexto educacional brasileiro, pelo fato de que muitos jovens consideram desafiador o ambiente escolar. As horas em sala de aula, as constantes avaliações e as muitas lições de casa talvez sejam um campo de testes para sua estrutura mental e emocional, porém essencial para adquirirem habilidades para as diversas situações com que se con- frontam e com que se confrontarão (ANTUNES, 2014). Pais e professores têm, supostamente, como objetivo, incentivar o jovem a se esforçar para atingir todo o seu potencial. Porém, quando ele tem um conceito negativo de si mesmo e dos estudos, isso vem, às vezes, servir de incômodo às suas possibilidades de se sair bem no ambiente escolar. Para articular as relações entre professor e aluno em sala de aula e promover uma atitude diferente nesse espaço, de valorização das relações interpessoais no contexto didático pedagógico, Antunes adverte: Não mais deve existir espaço em sala de aula em cuja porta edifica-se o simbólico cabide onde, ao entrar, o aluno ali deixa penduradas as emoções e sentimentos, posto que lá dentro valerá apenas pela lição que faz, atenção com que ouve e nota que tira. (ANTUNES, 2014, p. 13). É sensato afirmar que, para o aluno, nem todas as matérias do currículo escolar são atraentes, ainda que ele possa ser capaz de compreender que os vários assuntos que lhe são apresentados são meios que lhe permitirão observar melhor o mundo à sua volta, assim como desenvolver as habilidades de raciocinar, descobrir suas potencialidades e explorá-las. Ouvir de alunos, diante de algum fracasso no seu aprendizado, relatos sobre suas angústias e pensa- mentos desfavoráveis a respeito de suas habilidades faz parte do ambiente escolar. Pedroza (2012), em publicação do Ministério da Educação, parte do pressuposto de que o professor pode cooperar para RELAÇÕES INTERPESSOAIS 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR a superação desses sentimentos ao trabalhar a valorização do discente, permitindo que reconheça suas fraquezas e potencialize seus pontos fortes. Diz esse texto que o professor, ao iniciar uma nova situação de ensino-aprendizagem, partindo de uma perspectiva construtivista, deve considerar ser “[...] necessário reconhecer a própria experiência vivida em outros contextos sociais para a construção do conhecimento sobre as relações interpessoais” (PE- DROZA, 2012, p. 28). Isso porque desenvolver bons relacionamentos no ambiente escolar envolve levar em conta o conhe- cimento prévio do aluno e, a partir dele, elucidar o mundo de possibilidades existentes diante do edu- cando. Nesse sentido, o trabalho coletivo efetuado por alunos e professores em sala de aula pode ser fonte transformadora capaz de identificar os saberes, propor a resolução de tarefas e cooperar para a melhoria dos resultados no aprendizado (PEDROZA, 2012). O texto lembra que cada aluno tem características pessoais diferentes. Muitos vão se revelar esforça- dos e com um sentimento favorável em relação ao professor e ao ambiente escolar, com maiores pos- sibilidades para rapidamente desenvolver o desejo de aprender e a facilidade de compreender, meio de sustentação para um ambiente mais saudável em sala de aula. Porém, existem os alunos que revelam ter dificuldade de adaptação e de adequação ao contexto social da escola. Na atualidade, em face das oportunidades oferecidas pelos dispositivos móveis, tendem a ser atraídos pelo que se passa nas redes sociais e na Internet, pelos jogos digitais. Questionados sobre a conveniência de prestar atenção às aulas e realizar as tarefas escolares, podem se mostrar zanga- dos, emburrados, insatisfeitos, tornar-se agressivos e até violentos nas suas reações. O documento produzido por Pedroza e publicado pelo Ministério da Educação (2012) reitera o cresci- mento do interesse por possíveis respostas ao desafio educacional de lidar com comportamentos ina- dequados em sala de aula: [...] percebe-se a grande procura de respostas por parte da educação em diversas áreas para dar conta da complexidade do fenômeno educativo. Por exemplo, em relação ao comportamento dos alunos em sala de aula, os sérios problemas relacionados à violência e à falta de motivação. (PEDROZA, 2012, p. 27). Assim, falar de relações interpessoais na escola implica considerá-las como intimamente conectadas às necessidades educativas fundamentais que visam ao desenvolvimento pessoal e intelectual de cada aluno, e, certamente, essas são comprometidas por situações de intolerância, agressão e violência, quaisquer que sejam suas origens e pretensas justificativas. Michaud define violência considerando a quantidade dos praticantes e dos que a sofrem, o tipo de violência e a extensão causada nas vítimas: [...] há violência quando, numa situação de interação um ou mais atores agem de maneira direta ou indireta, maciça ou esparsa, causando dano a uma ou mais pessoas em graus variáveis, seja em sua integridade física, seja em sua integridade moral, em suas posses, ou em suas participações simbólicas e culturais. (MICHAUD, 1989, p. 11). Ao se reportar ao eventual conflito que possa se estabelecer entre a autonomia da vontade do sujeito e a heteronomia dos valores morais, que lhe são dados como externos porquanto representam os de sua sociedade, Chauí encontra elementos que permitem distinguir o que é violência. Para ela, [...] ética e violência são opostas, uma vez que violência significa: 1) tudo o que age usando a força para ir contra a natureza de algum ser (é desnaturar); 2) todo ato de força contra a espontaneidade, a vontade e a liberdade de alguém (é coagir, constranger, torturar, brutalizar); 3) todo ato de violação da natureza de alguém ou de alguma coisa valorizada positivamente por uma sociedade (é violar); 4) todo ato de transgressão contra o que alguém ou uma sociedade define como justo e como um direito. (CHAUÍ, 1999, s. p). Não datam de hoje os registros bibliográficos sobre o fenômeno da violência e agressividade de jovens, seja no plano familiar, seja no percurso da vida escolar, e seus reflexos na vida adulta. Frase atribuída a Sócrates,que viveu no século V a.C., já relatava: RELAÇÕES INTERPESSOAIS 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Nossos adolescentes atuais parecem amar o luxo. Têm maus modos e desprezam a autoridade. São desrespeitosos com os adultos e passam o tempo vagando nas praças... São propensos a ofender seus pais, monopolizam a conversa quando estão em companhia de outras pessoas mais velhas; co- mem com voracidade e tiranizam seus mestres. (SÓCRATES, V séc. a.C. apud LEITE, 2004, p. 4). A imputação da autoria desse texto a Sócrates precisa, porém, considerar que esse filósofo ateniense não legou obras escritas, quaisquer que sejam. O que se tem hoje em dia como de sua lavra advém de textos de seus discípulos, especialmente de Platão. Seja como for, a citação acima condiz com as informações que retratam a filosofia de Sócrates como de corte axiológico ou moral, fundada na inves- tigação de uma suposta essência humana, em meio a um contexto histórico de profundas mudanças políticas marcadas pela disputa entre Esparta e Atenas, que requeriam da nova geração atitudes ou- tras. No caso dos jovens das camadas populares brasileiras, diferentemente do temor que acometia os das famílias aristocráticas atenienses, há um medo inerente ao seu dia a dia decorrente das ameaças e privações causadas pela situação de pobreza, marginalidade e falta de perspectivas. No Brasil, milhões de jovens acabam sendo vítimas, também, de intimidações na escola. Atormenta- dores passam dos xingamentos para os maus-tratos físicos. Alguns sofrem ameaças por parte de seus colegas de escola. Atualmente, inclusive, com o auxílio da Internet. A maioria das pessoas que intimi- dam outras usa palavras, mas não está afastada a possibilidade do emprego da força física. Por meio de agressões, insultos, zombarias e bullying, promovem o sofrimento alheio (SILVA, 2010). Na publicação com a participação do Ministério da Educação, Pedroza afirma que “[...] a questão da violência na escola vem se constituindo em um problema muito grave. A agressão física, como a verbal, e o desrespeito estão banalizados no cotidiano escolar, como algo consolidado no modo de ser dos jovens” (PEDROZA, 2012, p. 58). Rodrigues diz que “A Psicologia Social define agressão como qualquer comportamento que tem a in- tenção de causar danos, físicos ou psicológicos, em outro organismo ou objeto” (RODRIGUES, 2009, p. 190). Segundo o autor, importa analisar se houve ou não intenção por parte do agente, no caso de querer ou desejar causar dano a outrem, se a ação de agressão ou violência foi premeditada, ou se surgiram fatores alheios à sua vontade. A definição utilizada por Rodrigues (2009) cabe àquele que tem por fi- nalidade causar dano e, de forma concreta comete-o. As explicações teóricas do surgimento de reações agressivas e violentas, segundo Rodrigues (2009), provêm de bases biológicas e psicológicas e têm fatores sociais, ambientais e pessoais como estímulo. O autor aborda, por exemplo, a influência que a diferente formação familiar de cada um pode ter e os conflitos potenciais que a mescla de fatores pode causar. Infelizmente, algumas crianças são agressivas porque receberam incentivo para ter um determinado comportamento, como o de provocar os outros, intimidar ou insultar, imaginando serem essas as me- lhores maneiras de conseguirem o que desejam. Ao apresentar resultados de pesquisas acerca das ações realizadas por escolas brasileiras tendo em vista oferecer aos alunos uma educação mais prazerosa e com a perspectiva de evitar ou mesmo reduzir os índices de violência no território em que se encontram, especialmente entre os jovens, Abra- movay (2004) diz que nas alternativas encontradas foi percebido que: Valores relacionados à qualidade da relação entre aluno, diretor, professor e a comunidade são traba- lhados de forma a incentivar a participação de todos na gestão, segundo uma perspectiva democrática e cidadã. O diálogo mostra-se como peça fundamental nesse processo, que também incorpora à vida escolar expressões culturais dos jovens alunos, freqüentemente ignoradas nas práticas curriculares convencionais. (ABRAMOVAY, 2004, p. 6). Nessas últimas, a violência no ambiente escolar, cenas de desrespeito e a transformação dos insultos verbais e das ameaças em agressões físicas, algumas com registro de óbito, são habituais e atingem, sem privilégio, tanto o espaço público como o privado. Violências com causas múltiplas e que se tra- duzem pela negação do outro e sua exclusão, pela intolerância ao diferente, pela violação dos direitos RELAÇÕES INTERPESSOAIS 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR humanos e que agravam a situação das camadas populares que já sofrem com as desigualdades de renda, com a miséria e as consequências da corrupção endêmica no país. Fenômeno complexo recorrente, a violência escolar tem se tornado cada vez mais um problema central para a escola, fazendo com que ganhem destaque nos noticiários as tragédias envolvendo alunos, professores, famílias, autoridades e sociedade civil. Um dos relatos sobre casos estudados pela pes- quisa coordenada por Abromovay (2004) informa que: A escola defrontava-se, antes de lançar mão de ações inovadoras, com a violência externa, em um contexto marcado pela presença de galeras, em que o envolvimento de alunos era recorrente. Além disso, não eram raros, no interior da escola, os desentendimentos e as agressões verbais e físicas resultantes de brigas originadas externamente. (ABRAMOVAY, 2004, p. 59). Ou seja, nem sempre os problemas no ambiente escolar têm sua origem nos relacionamentos entre professores e alunos, mas uma plateia omissa, que não age e que até pode incitar práticas degradantes reproduz a violência de fora da escola e se submete a ela, contribuindo para solidificar as relações conflituosas que são originárias do ambiente escolar. Gomes (2013) observa gradações; o que inicialmente se apresenta como uma aparente indelicadeza não relevante pode se tornar efetivo ato de violência física, psicológica e social: [...] as pequenas incivilidades, a indisciplina em sala de aula e no ambiente escolar, o desrespeito interpessoal, expresso através dos desafetos, das discriminações e preconceitos étnico-raciais, de gê- nero, [...] religiosos e culturais, que por vezes terminavam em enfrentamentos que deixavam, aos pou- cos, de ser uma simples expressão de agressividade e se transformavam em atos de violência, física, psicológica e social. (GOMES, 2013, p. 10). Problemas corriqueiros têm sido objeto de atenção e até resolvidos internamente nas escolas brasilei- ras pela ação gestora, mediante a colocação de grades, cercas, muros mais altos, trancas e cadeados, mas tais iniciativas têm deixado de ser eficazes. Novas medidas acabam sendo tomadas, entre elas, a contratação de seguranças ou a solicitação da ronda da Polícia Militar. E tudo isso vai até na contramão da tentativa de promover uma cultura de não violência como forma de resolução ou prevenção de conflitos. (GOMES, 2013). Segundo Gomes (2013), essas ações terminam por produzir ou reforçar estigmas que promovem o desdouro de crianças e adolescentes, suas famílias e da própria comunidade escolar como um todo. Com isso, [...] se faz necessária a problematização de ações que revitimizem crianças e adolescentes, ou que reforcem a invisibilidade e estigmatização de sujeitos em situação de violência. A promoção de espaços participativos que envolvam conjuntamente profissionais, crianças, adolescentes e suas famílias, deve se dar a partir da comunicação e de uma escuta sensível ao Outro. Na elaboração ou recriação destes espaços de proteção, deve-se possibilitar a visibilidade destes seres em desenvolvimento como sujei- tos de direitos humanos, ao facilitar o estabelecimento de novas possibilidades para construção de si mesmo. (GOMES, 2013, p. 118). Ao desenvolver uma pesquisa em 24 escolas estaduais e municipais em Salvador, Bahia, Gomes (2013) realizou observações sobre tais problemasdiretamente no contexto escolar. A autora narra di- versas situações de difíceis relacionamentos e de violência com que se deparou e que a marcaram profundamente. Assim, por não terem as escolas pesquisadas tratado de maneira imediata situações envolvendo alu- nos e famílias de alunos, mais problemas foram gerados, tais como o abuso sexual continuado, a pro- liferação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), entre outros. Entre as situações vivenciadas e observadas por Gomes (2013), encontram-se as brigas não só entre meninos, mas também entre meninas, que utilizam as redes sociais para marcá-las nos horários reser- vados às aulas, dentro e fora da escola, chegando a filmar as agressões e divulgá-las, divertindo-se com o que fizeram. Houve casos, segundo a autora, em que: “Professores abandonavam as salas [...] para não serem responsabilizados, [...] diretores não conseguiam dialogar, e sanções, punições e sus- pensões eram insuficientes [...]” (GOMES, 2013, p. 17-18). RELAÇÕES INTERPESSOAIS 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Reportagens veiculadas pela mídia têm revelado o aumento dos índices da violência escolar e disse- minado notícias sobre comportamentos agressivos, massacres, trotes irresponsáveis, bullying e ciber- bullying, tragédias que têm, lamentavelmente, ganhado evidência. Mesmo nas universidades, embora não mais tão frequentes como já o foram, ainda acontecem trotes cruéis (SILVA, 2010). Situações também preocupantes são as das vítimas típicas do bullying. Conforme Silva (2010), os pa- decentes são alunos que apresentam pouca habilidade de se relacionar, por serem tímidos ou reser- vados, e, por isso, são intimidados por seus agressores. Utilizado também com fim de produzir sofrimento, tem crescido o ciberbullying ou bullying virtual. Ele intimida, prejudica adolescentes atacados por agressores que não têm sua identidade revelada. As vítimas sofrem assédio moral e dificilmente denunciam os fatos, alimentando a postura covarde dos autores (SILVA, 2010). Dramas como esses trazem à tona a necessidade de seu enfrentamento, da discussão de ações, de repensar os métodos, de arriscar hipóteses, de serem feitas investigações, sempre com a finalidade de esclarecer, responder questões ligadas à violência, seus vínculos com a fragilidade do tecido social e suas devastadoras consequências (SILVA, 2010) pessoais e para o desenvolvimento local. Porém, nem tudo o que se vê como situação negativa o é necessariamente. Além de ser uma forma de revelar o que está subjacente ao fenômeno, é oportunidade para novas formas de intervir social e educacionalmente. É por isso que o texto de Pedroza (2012) adverte: Não são necessários que a diversidade cultural e os conflitos na escola entre adolescentes e adultos sejam vistos como algo negativo, destruidor. Pelo contrário, são formações particulares e não neces- sariamente hostis a tudo o que é diferente deles. (PEDROZA, 2012, p. 65). Entendendo que o problema das relações interpessoais envolve ações mais amplas na definição do projeto político pedagógico da escola, propõe: É necessário desenvolver no contexto escolar relações interpessoais que permitam uma integração das diversas áreas do conhecimento e das diferentes funções de cada membro da escola, reconhe- cendo a necessidade de superação da fragmentação do saber e dos fazeres, característica da escola tradicional. (PEDROZA, 2012, p. 79). A autora (2012) mostra, assim, a importância de se considerar o contexto mais amplo da escola, inclu- sive as divisões do conhecimento e do saber, toda a diversidade cultural nela existente para se trabalhar as relações interpessoais. Enfatiza a necessidade de se acolher todos de forma democrática e de firmar um compromisso constante de repensar o modo como são desenvolvidas as práticas profissionais, considerando-se que precisam ser “[...] formativas de sujeitos cidadãos mais felizes e envolvidos emo- cionalmente com as mudanças sociais” (PEDROZA, 2012, p. 82). Fritzen (2009), por sua vez, enfatiza técnicas e exercícios práticos de dinâmicas de grupo com vistas a promover nas pessoas um mais alto conhecimento de si próprias e dos outros, relações mais integrati- vas e com os sentidos de solidariedade, credibilidade e interesse interpessoal. Discorre acerca da ne- cessidade de se trabalhar a: [...] modificação de atitudes, comportamento dos membros, relacionamento interpessoal. É preciso de- sinstalar a pessoa de seu individualismo, do seu egoísmo, e relacioná-la com os outros. O homem é essencialmente um SER COM, um ser de relação com os outros, para realizar-se, para amadurecer, e que sofre a pressão dos outros. As pessoas em geral têm pouca consciência disso e é algo que não se adquire através de conceitos teóricos, senão através de vivências que modifiquem essa mentalidade. (FRITZEN, 2009, p. 8). Um desses entendimentos importantes para a mudança das práticas que envolvem as relações inter- pessoais na escola refere-se à questão dos direitos humanos e sociais. Para Cury (2011), Declarar direitos é um recurso político-pedagógico que expressa um modo de conceber as relações sociais dentro de um país. É também um instrumento voltado à memória individual ou coletiva a fim de lembrar ou relembrar quem se esqueceu de tomar ciência do direito. (CURY, 2011, p. 567-8). RELAÇÕES INTERPESSOAIS 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A conquista e a manutenção dos direitos humanos são cada vez mais um grande desafio na sociedade brasileira, o qual tem se tornado, crescentemente, mais penoso no ambiente escolar, resultando, muitas vezes, maior insegurança e perplexidade diante dos fatos adversos. Para enfrentá-los, uma proposta tem sido a oferta de oficinas pedagógicas em Direitos Humanos e a inclusão dessa temática na forma- ção inicial e continuada dos profissionais da educação. Contudo, Monteiro e Pimenta ponderam: O desenvolvimento de uma Educação em Direitos Humanos [...] é uma questão complexa, atravessada por tensões e desafios. Exige problematizar diferentes elementos do modo como hoje, em geral, con- cebemos nossa prática educativa. (MONTEIRO; PIMENTA, 2013, p. 153-4). A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Na- ções Unidas, em 10 de dezembro 1948, estabelece a afirmação da liberdade, da igualdade e da uni- versalidade. Desenvolveu-se tendo como referência básica a perspectiva da modernidade no trata- mento dos Direitos Humanos. Articula questões relevantes sobre o tratamento dos direitos entre pes- soas e diferentes grupos, levando em consideração aspectos socioculturais não observados, despre- zados e relegados ao segundo plano. Problemas que afetam a sociedade como um todo e se mostram cada vez mais nítidos nos processos educativos, com a necessidade de preparo dos profissionais da educação para melhor enfrentá-los (MONTEIRO; PIMENTA, 2013). A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, estabelece em seu preâmbulo os objetivos necessários, que qualificam o Estado Democrático de direito brasileiro. Entre outros: [...] destinando a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fra- terna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias [...]. (BRASIL, 1988). Do ponto de vista conceitual, legal e institucional, houve avanços na concretização dos direitos sociais e individuais, ainda que falte muito para que eles sejam efetivamente uma realidade para todos. Há, por exemplo, ainda um bom número de crianças fora da escola. Problemas de ordem social e econô- mica, déficits de moradia e sua distância física em relação à escola estão na origem de evasões e repetências de alunos, do desinteresse familiar com respeito à educação escolar das crianças. Em que pesem tais desvios,