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1ºAula Analogia entre dados, informação e conhecimento Vamos fazer uma analogia sobre dados, informação e conhecimento? Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês poderão saná- las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Bons estudos! Objetivos de aprendizagem Esperamos que, ao término desta aula, você seja capaz de: • Conhecer os conceitos sobre dados e como transformá-los em informações; • Conhecer os conceitos sobre informação e como transformá-las em conhecimentos; • Conhecer os conceitos sobre conhecimento e quais os tipos de conhecimento • Observar como ocorre a interação entre os dados, informações e conhecimentos. 167 6 2.1 O que é “informação”? A informação é a extração de significado dos dados, gerando uma mensagem. Se a mensagem verdadeiramente informa o receptor então é uma informação, caso contrário é apenas um conjunto de dados sem significado. O termo “informação” é conceituado por vários autores, entendem que esse termo só pode ser aplicado a “aquilo que leva à compreensão (...) O que constitui informação para uma pessoa pode não passar de dados para outra”. Páez Urdaneta apud Ponjuán Dante (1998, p.3) também descreve o conceito de informação como dados ou matéria informacional relacionada ou estruturada de maneira potencialmente significativa. Da mesma maneira, Miranda (1999) conceitua informação como sendo “dados organizados de modo significativo, sendo subsídio útil à tomada de decisão”. Segundo Druker, “informação são dados dotados de relevância e propósito”. 1 - Conceitos sobre dados e sua transformação em informação 2 - Conceitos sobre informação e sua transformação em conhecimento 3 - Conceitos de conhecimento e a interação entre dados, informação e conhecimento Seções de estudo 1 - Conceitos sobre dados e sua transformação em informação Saber Mais Vamos conhecer mais alguns conceitos? Vamos em frente. Para Re etir Observaram os passos para transformar dados em informações? Esses passos são muito importantes para que esse processo de transformação seja realizado com êxito. Os termos, “dados”, “informação” e “conhecimento”, serão conceituados neste momento, uma vez que se confundem pela proximidade do seu significado. 1.1 O que é “dado”? O termo “dado” aparece muito na literatura da área de Ciência da Informação e de Informática. É definido como um conjunto de registros qualitativos ou quantitativos conhecidos que organizados, agrupados, categorizados e padronizados adequadamente transforma-se em informação (Miranda 1999, p.285).Segundo Stair (1998), “dados são fatos em sua fonte primária, como por exemplo, o nome de um empregado e o número de horas trabalhadas em uma semana, número de peças em estoque, ou pedidos de venda”. Quando os dados são organizados ou arrumados de uma maneira significativa, eles se tornam uma informação. Os dados representam as coisas reais, apenas fatos primários, assim regras e relações podem ser estabelecidas para organizar os dados em informação útil e valiosa. 1.2 Transformação de dados em informação Segundo Stair (1998), a transformação dos dados em informação é um processo, ou uma série de tarefas logicamente relacionadas, executadas para atingir um resultado definido. Segundo Rezende e Abreu (2001), para que os dados se transformem em informações oportunas deve-se seguir alguns passos: • contextualização: extração de significado dentro de um contexto; • categorização: identificação dos componentes essenciais dos dados; • cálculo: tratamento estatístico dos dados; • correção: eliminação de dados com erros; • condensação: apresentação dos dados de forma concisa, resumida e sintética. 2 - Conceitos sobre informação e sua transformação em conhecimento Segundo Stair (1998), a informação é um conjunto de fatos organizados de tal forma que adquirem valor adicional além do valor do fato em si, e o tipo de informação criada depende da relação definida entre os dados existentes. McGarry (1999) considera que o termo “informação” possui os seguintes atributos: • considerada como um quase sinônimo do termo fato; • um reforço do que já se conhece; • a liberdade de escolha ao selecionar uma mensagem; • a matéria-prima da qual se extrai o conhecimento; • aquilo que é permutado com o mundo exterior e não apenas recebido passivamente; • definida em termos de seus efeitos no receptor; • algo que reduz a incerteza em determinada situação. Como exemplo um cliente abastecendo seu automóvel num posto de gasolina: Dados: • Quando? (hora/dia/mês/ano) • Quanto? (litros/valor) • Como pagou? (cash/cheque/vale) • Qual veículo? (marca/ano/placa) • Quem? (nome do cliente) Informação: • Porque o cliente escolheu o posto? • O cliente é assíduo? • O cliente tem crédito? As informações podem ter várias características, ou seja, ela pode ser “onipotente”, pois quem tem informação pode tudo, ou quase tudo, pode ser “onisciente”, ou seja, quem tem informação sabe tudo, ou quase tudo. Pode ainda ser “onipresente”, pois a informação tem o dom da ubiquidade e pode estar em vários lugares ao mesmo tempo, e ainda pode ser inconsumível, pois a informação pode ser reutilizada. 2.2 Transformação de informação em conhecimento Segundo Rezende e Abreu (2001), para que informações 168 7 3 - Conceitos de conhecimento e a interação entre dados, informação e conhecimento São vários os conceitos de conhecimento, mas a base de todo conhecimento são os dados e as informações e como os transformamos em conhecimentos. oportunas se transformem em conhecimento deve-se seguir alguns passos: • comparação: de que forma as informações relativas a uma dada situação se comparam a outras situações conhecidas; • consequências: que implicações essas informações trazem para as decisões e as tomadas de ações; • conexões: quais as relações deste novo conhecimento com o conhecimento já acumulado?; • conversação: o que as outras pessoas pensam desta informação. 3.1 Conceitos de conhecimento Para Davenport & Prusak (1998), conhecimento é uma “mistura fluída de experiência condensada, valores, informação contextual e insight experimentado, a qual proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e informações”. É o único recurso ilimitado,ou seja, é o ativo que aumenta com seu uso. Explicam as autoras Lastres e Albagli (1999, p.30), que: “informação e conhecimento estão correlacionados, mas não são sinônimos. Também é necessário distinguir dois tipos de conhecimentos: os conhecimentos codi cáveis - que, transformados em informações, podem ser reproduzidos, estocados, transferidos, adquiridos, comercializados etc. - e os conhecimentos tácitos. Para estes a transformação em sinais ou códigos é extremamente difícil já que sua natureza está associada a processos de aprendizado, totalmente dependentes de contextos e formas de interação sociais especí cas”. Segundo Stair (1998), conhecimento é o corpo ou as regras, diretrizes e procedimentos usados para selecionar, organizar e manipular os dados, para torná-los úteis para uma tarefa específica. 3.2 Tipos de conhecimento Miranda (1999, p.287), também distingue três diferentes tipos de conhecimentos: • conhecimento explícito é o conjunto de informações já elicitadas em algum suporte (livros, documento etc.) e que caracteriza o saber disponível sobre tema específico; • conhecimento tácito é o acúmulo de saber prático sobre um determinado assunto, que agrega convicções, crenças, sentimentos, emoções e outros fatores ligados à experiência e à personalidade de quem detém; • conhecimento estratégico é a combinação de conhecimento explícito e tácito formado a partir das informações de acompanhamento, agregando-se o conhecimento de especialistas. Dessa maneira pode-se dizer que a única vantagem sustentável que uma empresa tem é: • aquilo que coletivamente ela sabe; • a eficiência com que ela usa o que sabe; • a prontidão com que ela adquire novos conhecimentos.Como no exemplo anterior, os dados e as informações sobre o cliente do posto geraram um conhecimento para o proprietário do posto referente ao seu cliente. Sabe-se que o mesmo possuí um Gol/ano 2006 de cor branca, abastece em média 35 litros a cada 03 dias, pagos sempre no cartão de crédito e que o mesmo morra a duzentos metros do posto sendo caminho para seu trabalho. O seu nome é Joaquim da Silva e é representante comercial de distribuidora de alimentos. 3.3 Interação entre “dado”, “informação” e “conhecimento” Davenport e Prusak (1998, p.18) conceituam dados, informação e conhecimento (Figura 01). Contudo, “informação, além do mais, é um termo que envolve todos os três, além de servir como conexão entre os dados brutos e o conhecimento que se pode eventualmente obter”. Figura 01 - Dado, informação e conhecimento. Dado Informação Conhecimento Simples observação sobre o estado do mundo Dados dotados de relevância e propósito Informação valiosa da mente humana; Inclui re exão, síntese, contexto. • Facilmente estruturado • Facilmente obtido por máquinas • Freqüentemente quanti cado • Facilmente transferível • Requer unidade de análise • Exige consenso em relação ao signi cado • Exige necessariamente a mediação humana • De difícil estruturação • De difícil captura em máquinas • Freqüentemente tácito • De difícil transferência FONTE: Adaptado de Davenport, Prusak (1998). Retomando a aula Parece que estamos indo bem. Então, para encerrar essa aula, vamos recordar: 1 - Conceitos sobre dados e sua transformação em informação Nessa seção foram apresentados os conceitos sobre dados e os passos a serem seguidos para transformar os dados em informação. Os passos são contextualização, categorização, cálculo, correção e condensação. 2 - Conceitos sobre informação e sua transformação em conhecimento Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos sobre informação e suas características, e como se transforma as informações em conhecimento. Os passos são comparação, 169 8 consequências, conexões e conversação. Também foi apresentado um exemplo de dados e informação. 3 - Conceitos de conhecimento e a interação entre dados, informação e conhecimento Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos sobre conhecimento. Foi apresentado os tipos de conhecimentos e como se da a interação entre os dados, informação e conhecimento. CANONGIA, C. “Sistema de inteligência: uso da informação para dinamização, inovação e competitividade”. In: SIMPÓSIO I NTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA, 1, 1998, Florianópolis, Anais eletrônicos... Florianópolis: UFSC, 1998. Disponível em: . Acesso em: 08 de mar. 2001. DAVENPORT, T., PRUSAK, L. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998. 316p. LASTRES, H. M. M., ALBAGLI, S. (Org.). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 318p. MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 857001924-6) MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 206p. MIRANDA, R. C. da R. “O uso da informação na formulação de ações estratégicas pelas empresas”. Ciência da Informação, Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999. OLIVEIRA, D. P. R. 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