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clinica 
integrada ||
Odontologia
cirurgia
terapêutica aplicada de antibióticos
A cavidade bucal é um ambiente ideal para o crescimento de 
microrganismos, já tendo sido identificadas mais de 500 
espécies bacterianas, com distintas características 
morfológicas e bioquímicas. 
Antibióticos 
Os antibióticos são substâncias químicas, obtidas de 
microrganismos vivos ou de processos semissintéticos, que 
tem a propriedade de inibir o crescimento de microrganismos 
patogênicos ou destruí-los. 
Classificação bacteriana 
Existem as seguintes classificações: 
• Coloração (gram, ziehl-neelsen) 
• Características da colônia 
• Necessidade de oxigênio 
• Provas metabólicas 
Existem sete principais grupos: 
• Coccus gram positivo e coccus gram negativo; 
• Microbactérias; 
• Riquétsias; 
• Micoplasmas; 
• Espiriquetas; 
• Clamídias (grande vírus). 
Classificação dos antibióticos 
Os antibióticos podem ser classificados com base em 
diferentes critérios, quando se entra nessa classificação 
tem-se vários grupos correlacionados a ele. 
Espectro de ação 
Em termos clínicos, este é um dos melhores critérios de 
classificação dos antibióticos, pois é baseado na eficácia 
terapêutica contra determinadas espécies de 
microrganismos. 
 Pode-se ter: 
• Antibacterianos; 
• Antifúngicos; 
Por exemplo, um paciente que possui prótese total e está 
com a cavidade bucal com cândida, tem-se a necessidade de 
utilizar a nistatina que é um medicamento antifúngico. 
Geralmente o paciente necessita ficar sem a prótese total e 
deve-se utilizar o medicamento por volta de 15 dias fazendo 
bochecho 3 vezes ao dia. 
• Antiparasitários; 
A ivermectina é uma medicação antiparasitária, porém possui 
uma ação antiviral. Ou seja, é uma medicação que possui dupla 
ação. 
• Antiprotozoários. 
Efeitos sobre germes 
• Bactericida 
Preferível fazer o uso do bactericida pois o antibiótico irá 
eliminar a bactéria. 
• Bacteriostática 
O bacteriostático irá bloquear e não haverá multiplicação de 
bactéria, sendo assim, o organismo que irá eliminar essas 
bactérias. Ou seja, depende mais da função do organismo. 
Obs: preferencialmente usa-se mais o bactericida por esse 
motivo, porém, isso não é o fator de escolha principal, existem 
outros fatores cabíveis também. 
Mecanismo de ação 
 
Parede celular (bactericidas) 
Muitos deles irão atuar na parede celular que são os 
bactericidas, como por exemplo, a penicilina, cefalosporina e 
vancomicinas. 
Membrana citoplasmática 
Outros irão atuar na membrana citoplasmática, como por 
exemplo, a anfotericina B, miconazol e cetoconazol. 
 
Como o antibiótico vai atuar eliminando os microrganismos? 
 
Replicação cromossômica 
Na replicação cromossômica, por exemplo o metronizadol, 
quinolonas e aciclovir. 
Obs: o metronizadol é um antimicrobiano, sendo eficientes nas 
doenças periodontais. 
Inibição da síntese proteica 
Tem-se como exemplo a tetraciclina, clorofenicol, gentamicina, 
eritromicina e azitromicina. 
A tetraciclina causa manchamento nos dentes, porém, possui 
uma boa concentração óssea onde os profissionais da 
periodontia acabam utilizando para tratar a doença 
periodontal. 
Normalmente os profissionais da periodontia fazem a cirurgia 
e abre uma cápsula de tetraciclina colocando-a em cima da 
raiz para eliminar bolsa periodontal. 
A gentamicina é muito indicada para microrganismos gram 
negativos. 
A eritromicina e azitromicina são antibióticos de segunda 
eleição na odontologia, pois a de primeira eleição é a penicilina. 
Inibição metabólica 
Tem-se como exemplo o sulfonamidas. 
Penicilinas 
Todas as penicilinas são bactericidas e podem ser de origem 
natural ou semissintética. De uma forma geral não é uma 
droga sintética, as primeira penicilinas que foram as naturais 
são de uso injetável (intramuscular e intravenoso) 
Penicilina natural injetável 
As representantes eram chamadas de penicilinas G sendo elas 
a cristalina, procaína e benzatina e seu espectro de ação é 
representado pelos cocos aeróbios gram positivo / gram 
negativo, anaeróbios e espiroquetas. 
A benzatina é a bezetacil (injeção normalmente em crianças) 
mas que tem excelente espectro de ação para infecção de 
garganta, amigdalite e faringite. Sua vantagem é ter ação 
longa, quando feita fica sendo liberada por um mês. 
Penicilina natural de via oral 
Surgiram as penicilinas naturais de uso oral, onde sua 
representante é a penicilina V, onde terá o mesmo espectro 
de ação. 
Semi-sintéticas amplo espectro 
Dos representantes tem-se a amoxicilina e a ampicilina, a 
amoxicilina é o que mais utilizamos. 
 
Tem como vantagem o amplo espectro abrangendo outras 
classificações de bactérias (bacilos gram negativos aeróbios), 
porém, são sensíveis as betalactamases (enzimas produzidas 
pela bactéria que vão bloquear a ação do antibiótico). 
 
Semi-sintéticas pequeno espectro 
 
Foi produzido as semi-sintéticas resistentes a betalactamase, 
porém, a desvantagem é que foi feito com pequeno espectro, 
ou seja, irá mata um grupo pequeno de bactérias, porém, 
matará as betalactamases resistentes. 
 
Os representantes são oxacilina, cloxacilina, dicloxacilina, 
meticilina e nafcilina. 
 
Obs: o melhor antibiótico é o certeiro para um grupo sensível, 
no caso, que seja específico para aquela bactéria, logo, é 
melhor do que um que seja de amplo espectro. 
 
 
 
 
Exemplo da tabela para maior fixação: 
 
Grupo Representantes Espectro de 
ação 
 
Grupo 1 
 
Naturais 
Injetáveis 
Penicilina G 
Cristalina 
Procaína 
Benzatina 
Cocos aeróbios 
gram + 
Cocos aeróbios 
gram – 
Anaeróbios 
Espiroquetas 
 
 
 
Grupo 2 
 
Naturais 
Via oral 
Penicilina V Cocos aeróbios 
gram + 
Cocos aeróbios 
gram – 
Anaeróbios 
Espiroquetas 
 
 
 
Grupo 3 
 
Semi-sintéticos 
Amplo espectro 
Betalactamase 
sensível 
Amoxicilina 
Ampicilina 
Amplo espectro 
abrangendo 
bacilos gram 
negativos 
aeróbios 
 
Grupo 4 
 
Semi-sintéticos 
Pequeno 
espectro 
Betalactamase 
resistente 
Oxacilina, 
cloxacilina, 
dicloxacilina, 
meticilina nafcilina 
Pequeno 
espectro 
Betalactamase 
resistente 
 
No grupo 3 foi acrescentado inibidores específicos da 
betalactamase e assim surgiu o ácido clavulânico. 
 
O ácido clavulânico, sulbactam e tazobactam são três 
substâncias que atuam inibindo a enzima produzida pela 
bactéria. Logo, associa-se amoxicilina com ácido clavulânico 
sendo administrada a amoxicilina 500mg + ácido clavulânico 
125mg. 
 
Já o subactam e tazobactam são associados à ampicilina de 
uso endovenoso. 
 
É utilizado essa fórmula quando se tem uma infecção mais 
grave ou no caso de por exemplo um terceiro molar, onde o 
paciente já está utilizando amoxicilina por 7 dias e ainda tem 
pus. Neste caso é porque o paciente possui microrganismos 
resistentes, desta forma, é necessário passar mais 7 dias 
com ácido clavulânico junto. 
 
No caso de infecções rotineiras, não há necessidade, mas 
quando já existe algum tipo de comprometimento, é melhor 
prevenir. 
 
Amoxicilina 
 
É um composto semi-sintético (grupo 3), com amplo espectro, 
possui um espectro de ação compatível com os 
microrganismos da cavidade oral, sendo assim é o 
medicamento de eleição na odontologia. 
 
Se apresenta em 250, 500 e 875mg e 1g em comprimido ou 
solução. Lembrando que a quantidade vai depender se é adulto, 
criança e gravidade da infecção. 
 
Ampicilina 
 
É um composto semi-sintético.(grupo 3). É similar a amoxicilina, 
porém de uso endovenoso, tem o mesmo espectro de ação 
da penicilina G, porém ampliado. 
 
A sua concentração é de 250 ou 500mg de no máximo 1g 
por dia. 
 
Obs: as penicilinas são sempre as de primeira eleição, em 
especialmente a amoxicilina em via oral 
 
CEFALOSPORINAS 
 
São bactericidas, com espectro de ação um pouco mais 
aumentado em relac ̧ão às penicilinas. São menos sensíveis à 
ac ̧ão das betalactamases. 
 
Caso o paciente seja alérgico a amoxicilina pode usar por 
exemplo a cefalosporina. Há casos em que o paciente pode 
ter alguma reaçãona inferior 
(reta) ficando assim duas pontas, 
sendo necessário girar uma com 
a outra. 
Isso é feito para evitar uma reinserção errada. 
Técnica cirúrgica com desinserção de 
fibras musculares 
Parte do lábio superior abre muito, é ampla. 
Quando isso acontece não é interessante realizar 
uma frenectomia, em termos de nomenclatura 
seria feito uma frenotomia. 
É mais viável ir passando a lâmina no contorno 
como mostrado na imagem. 
Técnica cirúrgica com tesoura 
Esses tipos de pacientes possuem problemas de fala podendo ser 
encaminhado para fono ou em muitos casos o fono encaminha para 
o cirurgião dentista. 
Imagem 1: foi feito com a tesoura nessa situação, onde em alguns 
casos tem-se um padrão de freio labial inferior, diastema inferior 
e freio lingual. 
Imagem 2: é necessário anestesiar e dar um ponto na língua. 
Imagem 3: coloca-se a tesoura no meio e corta. 
Imagem 4: divulsão tecidual de um lado lado pro outro. 
Imagem 5: suturar, primeiro ponto na divisão entre soalho lingual e 
ventre. (três pontos para cima e três pontos para baixo). 
 
 
 
Técnica cirúrgica com lâmina de bisturi 
Imagem 1: anestesiar e dar um ponto na língua e inserir a lâmina 
rente ao ventre da língua. 
Imagem 2: divulsão tecidual de um lado para o outro. 
Imagem 3: suturar. 
 
Técnica cirúrgica com laser de alta 
intensidade 
Freio labial inferior na gengiva 
ceratinizada, causando retração 
gengival. Esses casos são resolvidos 
com frenectomia e enxerto gengival 
(conjuntivo ou gengival livre). 
Com a lâmina de bisturi, vai da união mucogengival, dividindo o 
retalho e jogando o freio para baixo. Desta forma, deixa-se a área 
cruenta e põe enxerto nessa região. 
Cirurgia labiais 
Tratamento cirúrgico de lábio-duplo 
Quando o paciente tem lábio duplo, a mucosa de dentro everte e 
aparece a mucosa ao sorrir. 
Particularidades: 
• Excesso de tecido na mucosa do lábio. 
• Causa: congênita, adquirida, síndrome de Ascher. 
Obs: pacientes que usam instrumento por sopro, pode estimular 
essa mucosa e ter uma hipertrofia. 
O tratamento é a excisão cirúrgica (bisturi convencional ou laser). 
Imagem 1: paciente com hipertrofia da mucosa do lado direito (do 
paciente). 
Imagem 2: demarcação com corante e pinça o excesso de tecido. 
Imagem 3: bisturi em volta. 
Imagem 4: sutura, a sutura serve para controlar o quanto está 
expondo o lábio, se apertar muito acaba expondo muito o sorriso 
do paciente. 
 
Enxertos de tecido ceratinizado 
Existem várias formas de serem feitos, como por exemplo: 
• Enxertos epiteliais 
• Enxertos de tecido conjuntivo 
• Enxertos mistos (epiteliais e conjuntivos) 
Técnica cirúrgica: enxerto gengival 
livre 
Imagem 1: caso em que o paciente possuía três implantes e com 
presença de dor/inflamação. A proposta foi de um enxerto 
periimplantar para ganhar mucosa ceratinizada. 
Imagem 2: retalho dividido (mucosa para um lado e periósteo para 
o outro). 
Imagem 3: pedaço de papel do fio de sutura para ter o molde do 
tamanho do enxerto que é necessário. 
Imagem 4: é colocado o pedaço de papel no palato e feito a 
marcação da área doadora. 
Obs: isso é chamado de enxerto gengival livre (não é vascularizado), 
faz o acesso com mais ou menos 3 ou 4 mm de profundidade. A 
região mais segura para remover é em região de pré-molares, 
devido a artéria palatina que passa em baixo. 
 
 
 
Imagem 5: com a lâmina, vai soltando o enxerto bem devagar, até 
sair por completo. Quanto mais para a frente será pior, devido as 
rugas do palato. 
Imagem 6: sutura o palato primeiro e coloca o enxerto no soro, 
como não dá para fechar o palato, a ideia é fazer uma sutura 
pressiva para que o coágulo fique retido ali. 
Obs: é necessário fazer uma sutura suspensória em volta de pré-
molar e pode colocar o cimento cirúrgico para fazer uma 
hemostasia local. 
Imagem 7: na área receptora quanto menos ponto, melhor. O ideal 
é fazer com fio 5-0 ou 6-0, dando pontos nas extremidades do 
enxerto e embaixo, a sutura suspensória. 
Imagem 8: resultado, ficando mais fácil de se higienizar. 
 
Em caso de retração gengival com freio labial inferior, é isso que 
é feito: 
- Joga o enxerto na área de um freio ou de uma brida, deslocando 
para baixo onde o enxerto se firma ali, não havendo recidiva. Em 
caso de retração gengival, pode-se reposicionar o tecido de novo. 
 
Técnica cirúrgica: enxerto conjuntivo 
As indicações de cada procedimento serão estudadas pela 
periodontia, em cada situação se pensará na melhor abordagem 
cirúrgica. 
Imagem 1: área de papila interproximal, nesse caso o paciente tinha 
dois implantes onde não teve espaço suficiente para formar papila. 
Obs: ganhar papila é muito complicado, mesmo fazendo enxerto. 
Imagem 2: retalho dividido, entra com a lâmina lá dentro fazendo 
um envelope. 
Imagem 3: área doadora (palato), faz apenas uma incisão e a partir 
dessa, faz uma outra incisão para tirar uma fatia interna. 
Imagem 4: tecido removido e a inserção desse tecido dentro do 
retalho, deve-se suturar com fio absorvível. 
 
Obs: cicatrização por primeira intenção, no conjuntivo tem essa 
vantagem de não deixar a ferida aberta como fica no gengival livre. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O tratamento orto-cirúrgico pretende estabelecer a oclusão 
normal do paciente, na tentativa de reduzir o custo biológico, 
proporcionando uma relação entre cirurgia e ortodontia, 
reabilitando o paciente. 
Diversas mobilidades e técnicas cirúrgicas fazem parte, 
rotineiramente, do rol de procedimentos que integram o plano de 
tratamento ortodôntico dos pacientes. 
Dentre elas a grande maioria (se não todas) são essas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Torna-se importante sempre um adequado diagnóstico e 
planejamento dos procedimentos cirúrgicos que integram esse 
plano de tratamento e que devam ser realizados por adequada 
integração entre as especialidades cirúrgicas e ortodônticas. 
Extrações 
Extrações simples 
Basicamente se recebe a indicação do ortodontista registrando 
tudo o que foi passado e extraindo o elemento dentário proposto 
pelo ortodontista. Necessário ter cuidado para não fraturar a 
tabua óssea e não comprometer lá na frente uma possível 
resseção gengival do permanente. 
O paciente pode ter maloclusão classe 1, classe 2 ou classe 3, 
dependendo de cada caso. 
Exemplo em que foi indicação de extração do primeiro pré-molar 
que o ortodontista solicitou: 
 
Obs: existem casos de extração seriada em dentes deciduos que a 
sequência é o ortodontista que solicita para favorecer os dentes 
permanentes posteriormente. 
Basicamente não tem muito mistério para realização da extração, 
apenas pegar a indicação do ortodontista e realizar. 
Ulotomia/Ulectomia 
A ulotomia é o corte de tecido gengival sobre a coroa do dente não 
erupcionado. 
A ulectomia é a remoção de tecido gengival sobre a coroa do dente 
não erupcionado. 
 
 
Obs: a vontagem da ulectomia é que retira mais tecido. 
É feito sobre a incisal do dente favorecendo a erupção, desde que 
não tenha um dente incluso ou um supranumerario e a causa seja 
apenas um tecido mais fibroso. 
Frenotomia/Frenectomia 
Frenectomia labial 
Exame do paciente: 
• Diastemas localizados x diastemas generalizados 
• Medir tamanho dos dentes/espaço 
• Distender lábio superior (afastar o lábio e ver o tamanho 
do freio e a inserção que ele faz na linha média) 
• Radiografias periapicais (importante para ver a sutura 
intermaxilar) 
Técnicas cirúrgicas: 
• Excisão simples 
• Pinçagem única (muito mais simples, usa-se bastante) 
• Dupla pinçagem 
• Zetaplastia 
• Desinserção da inserção muscular (interessante quando 
o freio é mais largo) 
 
Extração 
Ulotomia/Ulectomia 
Frenotomia/Frenectomia 
Tracionamento cirúrgico 
Minimplantes 
Miniplacas 
Cirurgia ortognática 
Ulotomia Ulectomia 
A época ideal da intervenção cirurgica é na erupção dos caninos 
permanentes. Na epoca de erupção dos caninos é interessante 
pois ajuda a fechar o diastema. 
Há uma polêmica se realmenteo freio causa ou não o diastema, de 
qualquer forma é interessante planejar com o orotodontista e 
seguir as indicações que serão encaminhadas, em especial quando 
tiver o diastema. 
Obs: é uma cirurgia de fácil execução, porém, é necessario ter 
cautela para não infiltrar muito anestesico local (infiltração 
excessiva) na região do freio para não distorcer o local da cirurgia. 
Caso clinico: 
Imagem 1: não se tem duvidas olhando um caso desses que o freio 
está entrando na sutura intermaxilar, só de ver a anatomia e a 
forma do rebordo. 
Imagem 2: após a anestesia, quando é puxado o lábio e pinça o freio 
tem-se uma isquemia. A isquemia acontece pois é puxado o freio 
para vestibular e faz uma tração na palatina, pois a fibra está 
passando ali no meio. 
Obs: no exame clínico só se puxa o lábio, quando é colocado a pinça 
já é para iniciar a cirurgia. 
Imagem 3: feito a anestesia pode-se pinçar no ângulo entre o lábio 
superior que está tracionado e o rebordo alveolar onde estão os 
dentes. 
Imagem 4: entra-se com a lâmina ajudando a delimitar o contorno, 
aonde a ideia e ir imediatamente antes da papila incisiva (pinça 
serve como base de referência para a lâmina passar). 
Imagem 5: é importante certificar que as fibras da sutura 
intermaxilar foram removidas com uma cureta periodontal 
raspando até o osso. 
 
Imagem 6: irriga/aspira e é interessante também utilizar uma gaze 
fazendo movimento de vai e vem. 
Imagem 7: realiza uma divulsão tecidual entrando com o 
instrumento reto e abrindo dos dois lados para mobilizar o retalho 
e fechá-lo (isso só pode fazer na mucosa alveolar). 
Imagem 8: o primeiro ponto é importante que seja feito no fundo 
do vestíbulo, pega-se o periósteo entrando do outro lado do retalho, 
é necessário pegar o periósteo pois quando se fechar o ponto ele 
será jogado para cima definindo o sulco de vestíbulo daquela região. 
Imagem 9: sutura do lábio (para cima) irá fechar corretamente 
(primeira intenção) e em direção ao rebordo não será fechado 
direito pois é tecido ceratinizado. 
Imagem 10: se tiver sangramento é só inserir o cimento cirúrgico 
(semelhante a um chiclete). 
 
Frenectomia lingual 
É indicação de ortodontia e fono para avaliar: 
• Se possui freio curto; 
• Se a criança tem problema de dicção/fala; 
• Se a criança é respirador bucal; 
• Para entender a fisiologia mecânica. 
 
 
 
Obs: cirurgiões pediátricos operam o freio quando as crianças 
nascem. 
Caso de clínico: 
Esse paciente possui anquiloglossia, possuindo um freio labial 
inferior sem muita mobilidade e um diastema. Na cirurgia foi feita 
uma anestesia infiltrativa em volta. 
Imagem 1: foi feito com a tesoura nessa situação, porém, pode 
fazer com lâmina de bisturi também. 
Pode-se fazer de duas formas: no ângulo entre o ventre e o 
assoalho bucal ou rente ao ventre da língua. 
Imagem 2: é necessário anestesiar e dar um ponto na língua. 
Imagem 3: coloca-se a tesoura no meio e corta (no ângulo). 
Lembrando: 
O freio vai desde o ápice da língua até a base 
do processo alveolar da mandíbula. 
https://www.google.com.br/search?sxsrf=ALiCzsajn7BcFWFL-KA5bAP7jNPHX0bN-Q:1652895115739&q=anquiloglossia&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwiwyuWRyun3AhV5jZUCHUUtCW4QkeECKAB6BAgCEDw
Quando se corta no meio dá para observar o músculo geniglosso, 
geralmente não se tem necessidade de cortar esse músculo. 
Imagem 4: divulsão tecidual de um lado para o outro. 
Imagem 5: suturar, primeiro ponto na divisão entre soalho lingual e 
ventre. (três pontos para cima e três pontos para baixo). 
Obs: interessante utilizar fio de seda e ter cuidado para não 
suturar o ducto da glândula submandibular, depois de suturar pode 
ordear a glândula para ver se sai fluxo salivar. 
 
Tracionamento cirúrgico 
Indica-se a realização do tracionamento quando: 
O dente está favorável em relação ao espaço para realização do 
tracionamento, por exemplo, um canino vertical ou pouco 
mesioangulado tende a ter sucesso no tracionamento. Lembrando 
de sempre conversar com o paciente, mesmo quando se tem 
certeza de sucesso. 
Obs: dentes horizontais nem se deve realizar o tracionamento pela 
falta de espaço, sendo mais cabível a extração. 
São basicamente três etapas: 
1. Planejamento 
Requer planejamento em questão da posição do dente (vertical, 
mesioangulado, horizontal, distoangulado, transalveolar, invertido). 
2. Tracionamento ortodôntico 
Por exemplo: se tem um pré-molar incluso geralmente pelo 
tamanho da coroa a indicação é extração. Os tracionamentos ficam 
mais para os caninos, porém, tem situações atípicas em que 
também pode tracionar. 
3. Tratamento cirúrgico 
É um tratamento combinado com ortodontia e cirurgia, pois só se 
vai para cirurgia se o paciente já estiver colocado o aparelho 
anteriormente. 
Caso clínico: 
Imagem 1: caso fácil, pois pode-se observar o dente que será 
tracionado facilmente. 
Imagem 2: ataque ácido. 
Imagem 3: cola a resina no dispositivo (caso de ápice fechado) 
Imagem 4: dispositivo adaptado para realização do tracionamento. 
 
Miniimplantes (pequena peça) 
A técnica de miniimplante com ancoragem 
ortodôntica permite eliminar os movimentos 
indesejáveis nos dentes de ancoragem e 
permite aplicação de forças contínuas, 
diminuindo o tempo de tratamento. 
Ancoragem em ortodontia serve para fazer movimentação, 
geralmente é apoiado fixo nos primeiros molares e o fio irá 
nivelar/alinhar os dentes. 
Porém, o primeiro molar é um dente mais volumoso e não irá ser 
uma ancoragem perfeita, pois tem-se ligamento periodontal e 
consequentemente ele irá movimentar, podendo até causar 
absorção do dente se colocar muita força. 
Por isso, se utiliza os miniimplantes, para aumentar a ancoragem, 
tentando uma ancoragem absoluta, apoiando apenas no osso e 
acelerando/fazendo movimentos que antes não era possível. 
Existe dois tipos de miniimplantes: 
• Alveolares: normalmente são de titânio (um pouco mais 
maleável que o aço), específico para ancoragem 
ortodôntica, projetado para osso alveolar, fácil 
instalação, custo reduzido. 
• Extra alveolares: normalmente são de aço, são para 
estruturas mais basais (por exemplo: o pilar zigomático e 
a linha oblíqua externa), a ideia é conseguir osso ainda 
mais robusto para fazer movimentos maiores. 
Considerações: 
- Deve ser o menor possível dentro das possibilidades; 
- Fase cirúrgica fácil (apenas utiliza parafuso/chave e rosqueia no 
osso, ou seja, miniimplante direto na gengiva); 
- Sem retalho mucoperiostal; 
- Pode ser aplicada força imediatamente (libera o paciente e já 
pode ir para orto dando sequência ao tratamento); 
- Podendo ser em região anterior ou posterior, dependendo de 
onde o ortodontista quiser no tratamento. 
Os miniimplantes geralmente possui três componentes: 
• Rosca: que fica no osso 
• Porção intermediaria: passa pela 
mucosa que é o transmucoso. 
• Cabeça do miniimplante: onde irá 
entrar elástico/fio, o que o 
ortodontista for utilizar. 
Obs: existem vários tamanhos/comprimentos/larguras 
dependendo da marca e pode ser adaptado com o contra-ângulo 
na gengiva ceratinizada ou até a união mucogengival. Na mucosa 
alveolar inflamaria e atrapalharia 
Miniplacas 
É o sistema de fixação interna rígida utilizado em traumatologia e 
usa-se esse princípio para ganhar uma ancoragem maior ainda, 
combinado com a ortodontia para ter um tratamento mais rápido, 
eficaz e previsível. 
Tudo deve ser planejado, com: biomecânica, ortodontia e cirurgia. 
Caso clínico: 
Imagem 1: paciente classe 11, retrognata que seria indicação de 
avanço de mandíbula + cirurgia segmentar de maxila para corrigir 
a mordida aberta. Porém, paciente nunca quis fazer cirurgia, 
apenas quis realizar um tratamento ortodôntico para fechar a 
mordida aberta. 
A proposta do ortodontista foi intruir a região posterior, com isso 
precisa-se de ancoragem. Fazendo isso (intruindo o posterior) a 
mandíbula iria fechar um pouco mais e iria se projetar para frente. 
Ajudaria na oclusão, porém, seria um pacienteperfil classe 11 ainda. 
Imagem 2: incisão na região de pilar zigomático e instalação da 
plaquinha ML. O desgaste ósseo é chamado de corticotomia, é feito 
para retirar a resistência do pilar zigomático ajudando na intrusão, 
ou seja, vai se romper a cortical do pilar zigomático. 
Imagem 3: placas adaptadas cirurgicamente e o ortodontista irá 
adaptar nos respectivos dispositivos. 
 
Cirurgia ortognática 
É um exemplo de maior complexidade, pois é necessário ter muitos 
planejamentos entre o cirurgião e o ortodontista. É feito análise 
cefalometrica, análise facial, tomografias e dentre outros. 
A cirurgia de modelo é como é chamada a 
representação da imagem ao lado, é colocado 
o paciente no articulador e é cortado um 
modelo, medido no paquímetro digital e com 
esse paquímetro é cortado o gesso e feito uma placa de acrílico 
(guia cirúrgico) que serve para transferir todos os movimentos na 
hora da cirurgia. 
Nos últimos anos começou a ser feito a cirurgia virtual, onde o 
computador faz os cálculos de onde irá avançar, recuar e mostra 
uma prévia do resultado do paciente. A impressora 3D que irá 
imprimir o guia cirúrgico. 
Fase pré-operatória 
Etapas Descrição 
1. Preparo ortodôntico Alinhamento, nivelamento e 
coordenação dos arcos 
2. Análise de modelos Viabilidade cirúrgica 
3. Preparo ortodôntico Arco retangular de 
estabilização, ganchos, fio 
de amarrilho nos braquetes 
4. Montagem em 
articulador 
Montagem em RC. 
Articulador SAM, ASA FIX 
5. Análise facial 
6. Análise 
cefalometrica/Traçado 
predictivo 
Tele perfil e PA. Rx em RC 
7. Cirurgia de modelo e 
confecção goteiras 
 
 
Tópicos explicativos da tabela: 
- Pensando na ideia geral de um paciente classe 11 ou 111 onde irá 
usar aparelho por volta de 1 ou 2 anos (depende da situação dele), 
esse tempo é estipulado pois terá que alinhar e nivelar os arcos 
de acordo com sua base óssea. 
- Após 1 ano e meio/2 anos deve-se observar se o modelo está 
encaixando, se tudo estiver certo coloca-se o arco retangular de 
estabilização para que não haja mais movimentação, ganchos 
interproximais, fios de amarrilho e retira os elásticos. 
- Montagem do articulador pode ser feito virtualmente (utilizada 
mais hoje em dia) 
- Análise facial e pede-se documentação ortodôntica completa 
- E a cirurgia de modelo pode ser a virtual também (melhor). 
https://www.google.com.br/search?sxsrf=ALiCzsZflCok-xHmNJOc34hLor8DAyUWyg:1652911331790&q=retrognata&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwjI3JrGhur3AhUMkZUCHW_4BdMQkeECKAB6BAgBEDw
Trans operatório 
Etapas Descrição 
1. Cirurgia maxilar Le Fort 1: 1,2,3 segmentos 
2. Cirurgia mandibular Vertical, sagital 
3. Cirurgia combinada 
maxilar e mandibular 
 
 
 
4. Mentoplastia 
5. Expansão cirúrgica 
maxilar 
 
 
Tópicos explicativos da tabela: 
- Geralmente são as osteotomias le fort 1 em maxila podendo ser 
com 1, 2, 3 segmentos e da mandíbula geralmente é a sagital. 
- Pode-se fazer a cirurgia tanto em maxila quanto em mandíbula, 
cirurgia combinada no paciente. 
- Pode operar o mento (ponta do queixo) ou só fazer a expansão 
cirúrgica maxilar para corrigir mordida cruzada. 
Fase pós-operatória 
Etapas Descrição 
1. Bloqueio pós-
operatório 
Bloqueio elástico no dia 
seguinte, classe 1, por 15 dias. 
2. Reabilitação pós-
operatória 
Elásticos noturnos classe 1,11 
ou 111. Retirar goteira em 40 
dias. 
3. Fisioterapia assistida Após 60 dias se necessário. 
4. Finalização 
ortodôntica 
Após 90 dias. 
5. Radiografia pós-
operatória 
Pós-operatório imediato, após 
1,5 e 10 anos. 
 
Tópicos explicativos da tabela: 
-Após a cirurgia é comum usar elástico durante 15 dias e manter 
um pouco depois para guiar a musculatura. 
- Importante fisioterapia e fono. 
- O ortodontista só irá fazer os ajustes finais após 90 dias, pois o 
osso precisa ser consolidado. 
- Importante acompanhamento radiográfico. 
Diversas modalidades e técnicas cirúrgicas fazem parte, 
rotineiramente, do rol de procedimentos que integram o plano de 
tratamento ortodôntico dos pacientes. Torna-se importante 
sempre um adequado diagnostico e planejamento dos 
procedimentos cirúrgicos que integram esse plano de tratamento 
e que devam ser realizados por adequada integração entre as 
especialidades cirúrgicas e ortodônticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os restos epiteliais de malassez ficam na ponta da raiz sendo as 
estruturas que vão desenvolver os cistos, a causa é o processo 
inflamatório (lá no ápice da raiz). 
Obs: as estruturas tanto de epitélio quanto de tecido conjuntivo 
que vão desenvolver os tumores e cistos. 
Cistos 
Existem dois tipos de cistos, que são: 
• Cistos odontogênicos 
• Cistos não odontogênicos (são os de desenvolvimento, 
como por exemplo, o cisto nasolabial, cisto nasopalatino, 
ducto tireoglosso.) 
Cistos odontogênicos 
1. Patogenia dos cistos 
Cistos odontogênicos são derivadas de estimulação e proliferação 
do epitélio dental residual, após o término da odontogênese, que 
ocorrem na mandíbula e na maxila. 
Apresentam uma incidência maior na mandíbula do que na maxila. 
Quando presentes na maxila, geralmente invadem e comprometem 
o seio maxilar. 
2. Classificação de cistos odontogênicos 
Desenvolvimento: 
• Cisto dentígero 
• Cisto de erupção 
• Ceratocisto odontogênico 
• Cisto gengival do recém-nascido 
• Cisto gengival do adulto 
• Cisto periodontal lateral 
• Cisto odontogênico calcificante 
• Cisto odontogênico glandular 
Inflamatórios (geralmente é de problemas endodônticos): 
• Cisto radicular periapical 
• Cisto radicular residual (extraiu e não curetou e o cisto 
vai desenvolver/aumentar) 
• Cisto paradentário (canal colateral necrosado onde ao 
invés de desenvolver no ápice foi desenvolvido ao lado). 
 
3. Tratamento cirúrgico 
 
• Enucleação 
Remover por inteiro. A técnica de enucleação não se traduz pelo 
termo curetagem, é necessário coloca as costas do instrumento 
na lesão, como se fosse deslocar o periósteo, sendo necessário 
deslocar o cisto das paredes ósseas e assim será solto por inteiro. 
Se tentar enuclear curetando pode fragmentar o cisto ficando 
algum pedaço. 
Obs: até pode fazer curetagem em algum momento, como por 
exemplo, o cirurgião dentista soltou todas as paredes com as 
costas da cureta/molt e no final foi colocado a cureta/molt do 
lado normal para poder puxar a lesão. Pode-se fazer o movimento 
de curetagem adicional no final, mas ficar curetando desde o início 
o tempo todo pode fraturar. 
É indicado em cistos pequenos ou quando não estão pertos de 
estruturas anatômicas importantes. 
• Marsupialização 
Retirar um pedaço da lesão (um fragmento), de forma que faça 
comunicação com o lúmen do cisto (que tem líquido dentro) com a 
cavidade bucal. É feito uma continuidade dessas duas estruturas e 
com essa continuidade a pressão que existe no cisto diminuirá. 
Tanto é que quando se olha em uma radiografia periapical observa-
se um halo radiopaco nos cistos, esse halo representa o líquido 
dentro do cisto que vai acumulando/aumentando fazendo uma 
condensação óssea reacional (halo radiopaco). 
O objetivo da marsupialização é retirar essa pressão (como se 
fosse drenar) pois a tendência é que o cisto não aumente mais e 
com a perda da pressão favoreça a diminuição dele, diminuindo o 
tamanho muita das vezes ele regride totalmente. 
É indicado quando o cisto é grande e está perto de estruturas 
anatômicas importantes 
• Enucleação após marsupialização 
É muito improvável que apenas a marsupialização resolva, na 
grande maioria das vezes é necessário fazer uma enucleação 
depois da marsupialização. 
Exemplo: foi feito a marsupialização e é necessário deixar a 
vascularização por volta de 6/8 meses em que o cisto regride um 
pouco mas estabiliza essa regressão, sendo esse o momento de 
pensar na enucleação seguida da marsupialização. 
Existe um dispositivo chamado carretel que é colocado no meio da 
interface/comunicação para garantir que não feche (afinal, foi 
abertoum buraco/loja ali, que pode fechar) então, é colocado um 
dispositivo para tentar ajudar que essa loja se mantenha. (quando 
se usa isso é usado o termo de descompressão do cisto). 
Obs: descompressão sempre estará ligado a marsupialização e a 
esse dispositivo. 
• Enucleação com curetagem 
Exemplo: imagina que o diagnóstico do cisto é um ceratocisto 
(potencial de recidiva maior) onde a ideia é fazer a enucleação e 
uma margem de segurança com a cureta raspando o osso para 
retirar as células infiltradas que possam existir. 
Para que a margem de segurança seja mais eficiente, é utilizado a 
broca, onde desta forma chama-se de osteotomia periférica. 
Ou seja, pode-se chamar de enucleação com curetagem ou 
enucleação com osteotomia periférica. Os dois são margens de 
segurança. 
Cisto dentígero (desenvolvimento) 
Existem casos que pelo aspecto radiográfico é feito a cirurgia de 
enucleação e depois é feito o exame histopatológico. 
Particularidades desse cisto: 
- Se origina pela separação do folículo da coroa de um dente não 
erupicionado; 
- É um cisto odontogênico de desenvolvimento mais comum; 
- Caracteriza-se histologicamente por ser um cisto que envolve 
uma coroa dental (geralmente fora da coroa/capuz pericoronário), 
sendo esta última geralmente ectópica; 
Um capuz pericoronário normal terá 2 mm (área radiolúcida) e um 
capuz hipertrófico terá até 4 mm. Se for observado um capuz 
acima de 4 mm ele não é mais considerado um capuz e sim um 
cisto dentígero. 
- Podem desenvolver-se precocemente pela degeneração do órgão 
do esmalte. 
Exemplo de um cisto dentígero que foi feito enucleação: 
Imagem 1: do lado direito inferior da mandíbula tem-se um halo 
radiolúcido representando um capuz indo em direção distal do 
elemento dentário. 
Radiograficamente quando se observa essa lesão é necessário 
pensar em um diagnostico diferencial e nas possíveis possibilidades 
que pode vir a ser. 
 
Observando a imagem pode se colocar em questão a 
pericoronarite, ameloblastoma unicístico, ceratocisto e dentre 
outros. Porém, se trata de um cisto dentígero. 
Imagem 2: a conduta foi extrair o dente e acessar a lesão para 
remoção, não sendo necessário uma biopsia pois a lesão é pequena. 
Imagem 3: relaxante/incisão linear. 
Imagem 4: osteotomia. 
Imagem 5: retirada do dente a enucleação do cisto atrás. 
 
Obs: necessário enviar para exame histopatológico, dependendo do 
laboratório não virá escrito cisto dentígero. 
Cistos gengivais/periodontais (desenvolvimento) 
Particularidades desse cisto: 
- São formações císticas de pequenas proporções restritas à 
região alveolar (são mais presentes nas cristas alveolares) 
- São cistos com origem provável de remanescentes da lâmina 
dentária 
Exemplo de um cisto periodontal lateral que foi feito enucleação: 
Imagem 1: primeira coisa a se fazer neste caso é o teste de 
vitalidade pulpar, se houver vitalidade pode-se descartar cisto 
inflamatório, podendo considerar um cisto de desenvolvimento. Por 
se tratar de uma lesão pequena a indicação é enucleação. 
Imagem 2: é feito o acesso/enucleação da lesão. 
Imagem 3: necessário enviar para exame histopatológico, quando 
não é laboratório específico de patologia bucal é necessário que o 
cirurgião dentista interprete o exame. 
 
 
 
 
 
Quando se pega um cisto que está totalmente no osso é mais 
tranquilo de se retirar, utilizando a broca, cinzel ou molt no osso. 
É mais trabalhoso retirar um cisto que já rompeu a cortical e a 
capsula do cisto se misturou com o periósteo e com os tecidos 
moles, neste caso quando for afastar o retalho nas extremidades 
será fácil, mas quando chegar no cisto estará tudo preso, sendo 
necessário ir com a tesoura divulsionando e soltar o que é cisto 
para um lado e o que é retalho para outro lado. 
Cistos inflamatórios 
Particularidades desse cisto: 
- São lesões que vão dar origem ao processo inflamatório, 
geralmente, por necrose pulpar. 
- Clinicamente, estão associados a dentes com necrose pulpar 
(diagnostico diferencial), quando se vê na radiografia que tem uma 
lesão radiolúcida já é necessário fazer o teste de vitalidade pulpar. 
- Os cistos periapicais são caracterizados por uma cápsula de 
tecido conjuntivo revestida por epitélio com um lúmem contendo 
líquido e restos celulares (o que caracteriza um cisto é o líquido 
envolto totalmente por epitélio) 
- A fonte epitelial para sua formação são os restos epiteliais de 
Malassez. 
Exemplo de um cisto inflamatório periapical que foi feito 
enucleação: 
Imagem 1: clinicamente paciente possuía prótese/coroa e 
possivelmente um acesso endodôntico e radiograficamente pode-
se observar obturações insatisfatórias, onde foi tratado um dente 
necrosado e não ficou bem feito, originando o cisto. 
Imagem 2: retalho total e duas relaxantes, foi aberto retalho e o 
osso estava fino. Foi pego o molt (tamanho do instrumento é 
proporcional a lesão) e com as costas dele vai descolando/soltando 
em toda sua periferia, inclusive perto da mucosa nasal. 
Imagem 3: quando for observado que a lesão está bem solta, pode 
ir puxando e tentar terminar de soltá-lo. 
 
Imagem 4: lesão retirada. 
Imagem 5: cisto estava tão grande que ele destruiu todo o canal 
nasopalatino. 
Imagem 6: em casos de dentes que possuem problemas 
endodônticos é feito uma cirurgia parendodôntica (apicetomia, 
cortar 1/3 da ponta da raiz mais ou menos). Nesse caso foi feito 
no incisivo central e no incisivo lateral. 
Imagem 7: ápice cortado (na imagem dá para observar a guta 
percha, sendo considerado uma falha). Nesses casos é necessário 
fazer uma retrocavidade com ultrassom ou broca e descer 3 mm 
e vedar. 
Obs: sutura com ponto simples no final. 
 
Exemplo cisto inflamatório residual que foi feito enucleação: 
Imagem 1: paciente com lesão muito grande, antes de realizar a 
cirurgia foi necessário pedir uma biopsia incisional intraóssea 
(retalho total e uma incisão relaxante). 
Imagem 2: tira osso com broca/cinzel/pinça goiva (o que achar 
mais fácil) e tira-se fragmento da lesão que estava dentro, 
posteriormente enviar para o laboratório para análise. 
Imagem 3: acesso intraoral e lesão removida. 
Imagem 4: loja pós remoção da lesão. 
 
Obs: suturar no final. Não é interessante colocar enxerto em 
lesões grandes pois depois é necessário fazer o acompanhamento 
se essas lesões estão regredindo ou não, pois sobrepõe a 
visualização. Se fosse ameloblastoma a técnica seria ressecção 
(tirar a mandíbula). 
Exemplo de descompressão de um cisto inflamatório periapical que 
foi feito marsupialização: 
Imagem 1: lesão expandiu para vestibular e para o palato. 
Imagem 2: necessário fazer uma descompressão. e verificar 
também o líquido amarelo citrino. 
Imagem 3: nesse caso provavelmente o osso está papiráceo ou 
não existe pois ele expandiu todo, ou seja, quando for feito uma 
incisão circular automaticamente vai se cair dentro do cisto. 
Imagem 4: dispositivo comumente utilizado (cortar 1/3 do tubete 
anestésico de plástico e faz uns furinhos em volta para suturar 
na mucosa e deixar fixo) 
Imagem 5: dispositivo de descompressão adaptado e suturar para 
evitar que a mucosa feche. 
 
 
Obs: o pedaço de tecido que foi retirado é enviado para o exame 
histopatológico para comprovação que é um cisto inflamatório, caso 
não seja, é necessário mudar a conduta dependendo de qual for o 
tipo de cisto. Isso é necessário pois não se tem em mãos a 
biopsia/laudo. 
Tumores odontogênicos 
1. Patogenia dos tumores 
A maioria dos neoplasmas odontogênicos imitam algum estágio do 
desenvolvimento normal dos dente e, especialmente, o efeito 
indutivo dos ameloblastomas nas células mesenquimais adjacentes, 
para diferenciá-los em odontoblastos, e também o efeito indutivo 
da dentina sobre os ameloblastos para formar esmalte. 
Importante ressaltar que quanto mais inicial a forma celular 
mimetizada pelo tumor, maior sua agressividade e pior seu 
prognostico. 
Ou seja, quanto mais inicial for a forma que esse tumorfor imitar, 
mais agressivo ele vai ser e pior prognostico. 
Por exemplo: 
- Se o tumor imita celular primitivas, esse tumor é muito agressivo. 
- Se o tumor imita celular muito diferenciadas/especializadas esse 
tumor não é tão agressivo (por exemplo, odontoma). 
2. Classificação de tumores 
Tumores epiteliais 
• Ameloblastoma 
• Tumor odontogênico escamoso 
• Tumor epitelial odontogênico calcificante (TEOC) 
• Tumor odontogênico de células claras 
Tumores mesenquimais 
• Mixoma odontogênico 
• Fibroma odontogênico central 
• Fibroma cementificante 
• Cementoblastoma 
• Displasia cementaria periapical 
Tumores mistos (epiteliais e mesenquimais) 
• Fibroma ameloblástico e fibrodontoma ameloblástico 
• Odontoma 
• Tumor odontogênico adenomatóide (TOA) 
 
 
 
 
 
 
 
Comportamento 
agressivo 
Ameloblastoma 
TEOC 
Mixoma odontogênico 
Comportamento 
não-agressivo 
TOA 
Displasia cem. periapical 
Fibroma cementificante 
Cementoblastoma 
Fibroma e fibrodontoma 
ameloblástico 
Odontoma 
3. Tratamento cirúrgico 
• Enucleação 
É mais conservador pois só retira o tumor, não precisa ficar tão 
preocupado com margem de segurança. Na cirurgia o instrumento 
vai encostar no tumor soltando-o. (por exemplo, o molt). Manobra 
cirúrgica semelhante ao da enucleação do cisto. 
Normalmente são feitos em tumores benignos, sem potencial de 
recidiva, nada agressivo. Como por exemplo o odontoma. 
• Ressecção marginal 
• Ressecção parcial 
• Ressecção total 
As ressecções são caracterizadas por tumores benignos 
(marginal, parcial e total), no entanto, pode ter um potencial 
agressivo e de recidiva. 
O instrumento não encosta no tumor, é necessário cortar uma 
margem de segurança de 1 cm. Na literatura é descrito que não é 
instrumentado o tumor em si, o instrumento já vai direto na 
margem de segurança. 
 
 
Vai depender do tamanho do tumor. Pensando por exemplo no 
ameloblastoma: 
Se o tumor for pequeno o cirurgião dentista consegue cortar o 
osso por volta de 1 cm e vai sobrar até a base lar da mandíbula, 
virando uma ressecção marginal. 
Se o tumor envolver toda a extensão do osso de oclusal até a 
marginal da mandíbula, deve-se cortar de um lado e de outro 
tirando um pedaço do meio da mandíbula, com margem de 
segurança. Virando uma ressecção parcial que é uma 
hemimandibulectomia ou hemimaxilolectomia. 
Se o tumor pegar toda a mandíbula é necessário retirar toda a 
mandíbula, sendo essa uma ressecção total que é uma 
mandibulectomia ou maxilolectomia. 
Obs: quando se trata de tumor é necessário retirá-lo 
completamente, não dá para retirar apenas um pedaço, exceto 
em casos que precisa fazer uma biopsia para fechar o diagnostico 
e logo em sequência realizar o tratamento completo. 
Odontoma 
Particularidades: 
- Predominantemente na 2° década de vida; 
- Não há predileção por sexo; 
- Maxila é mais afetada; 
- Odontoma composto – vários dentículos (vários dentinhos juntos); 
- Odontoma complexo – massas opacas amorfas (massa 
disforme/calcificada/única). 
Exemplo de um odontoma que foi feito enucleação: 
Imagem 1: observando a radiografia tem-se o elemento 11 
impactado (não se tem a idade da criança, mas provavelmente já 
saiu do período de erupção pois o ápice já está praticamente 
fechado) e tem alguma coisa atrapalhando-o erupcionar, que neste 
caso é um odontoma. 
É necessário colocar em questão também que como o ápice está 
fechado o dente não irá para o seu lugar sozinho, sendo 
interessante na mesma cirurgia remover o odontoma e fazer um 
tracionamento orto-cirurgico. 
Imagem 2: acesso/retalho sobre a crista/intrasulcular. 
Imagem 3: com o acesso feito é necessário desgastar o osso 
(broca esférica e osteotomia em volta). 
Imagem 4: retira com a alavanca, luxando mesmo. Pode usar a 
ponta do molt também. 
Imagem 5: suturar no final (a sutura não atrapalha a erupção do 
dente) 
 
 
Ameloblastoma 
Particularidades: 
- Predominantemente comum na 4° e 5° década de vida (embora 
tenha se visto bastante na 1° e 2° década também); 
- Não há predileção por sexo; 
- Região posterior de mandíbula é a mais acometida; 
Quando eu vou usar as ressecções? 
- Crescimento lento, geralmente assintomático; 
-Deslocamento dentário ou maloclusão, absorção de raiz. 
-Processos osteolíticos uni ou multiloculares (do ponto de vista de 
imagem). 
Observações: 
- Quando se fala no aspecto clínico é ameloblastoma sólido. 
- Quando se fala do sólido pensando na parte histológica tem-se o 
folicular e plexiforme. 
- Se não for sólido, tem-se o unicístico, que é tipo cisto mesmo. 
- Lembrando que o sólido multilocular dá o aspecto de bolha de 
sabão, área radiolúcida. 
Exemplo de ameloblastoma que foi feito ressecção marginal: 
Imagem 1: ao lado do terceiro molar possui uma lesão, porém, 
observando pela radiografia não é tão visível assim, sendo 
necessário fazer outros exames, como tumografia e biopsia 
incisional para se partir para cirurgia. Como se tratava de um 
ameloblastoma a indicação foi fazer a ressecção. 
Imagem 2: neste caso foi feito parestesia geral, acesso intraoral 
e o objetivo foi eliminar tecido mole e osso em volta (pelo menos 1 
cm em volta e preserva a parte inferior da mandíbula). 
Imagem 3: foi feito com broca/cinzel/serra, tudo no osso ao 
redor. E foi retirado 2 dentes pois precisaria pegar o osso da crista 
(1 dente seria possível também, mas não nesse caso). 
 
Obs: imediatamente não é interessante fazer enxerto ósseo. 
Pensando na reabilitação desse paciente, seria interessante 
colocar implante em pelo menos um molar ou enxerto depois de 6 
meses, por exemplo. 
Exemplo de ameloblastoma que foi feito ressecção parcial 
(hemimandibulectomia): 
Imagem 1: foi retirado quase todo o ramo do paciente, porém, 
antes da cirurgia foi feito uma impressão 3D da mandíbula para 
antes da cirurgia observar o tamanho do tumor. 
Imagem 2: foi feito uma marcação na impressão 3D como 
parâmetro, a ressecção foi feita 1 cm a frente e 1 cm atrás para 
preservação do côndilo, pois se fosse tirado o côndilo seria 
necessário ter uma prótese condilar. 
Imagem 3: realizaram também uma mandíbula fake sem o tumor 
(espelhando o lado oposto que estava sem o tumor, como se os 
dois lados estivessem bons) para ter um parâmetro na hora de 
dobrar a placa e adaptá-la corretamente, tendo assim sucesso no 
momento da cirurgia. O ideal é colocar pelo menos 3 parafusos de 
cada lado. 
 
Imagem 4: acesso foi feito por fora (submandibular). Por dentro 
foi feito uma incisão intrasulcular entre os dentes. 
Imagem 5: corta-se no ponto em que foi feito na impressão 3D e 
retira-se o tumor puxando e com o molt vai soltando todo o 
mucoperiosteo por lingual e os tecidos aderidos. 
Imagem 6: depois que se tirou o tumor, o nervo alveolar ficou solto 
(saiu do canal). Então foi necessário suturar na entrada do canal 
mandibular que foi cortado. 
Imagem 7: fixação da placa e posteriormente seria necessário 
fazer enxerto, neste caso, não fez na mesma cirurgia. 
 
Exemplo de ameloblastoma que foi feito ressecção parcial 
(hemimandibulectomia): 
Imagem 1: paciente com lesão enorme (a lesão está indo para tecido 
mole, ou seja, caso de ameloblastoma periférico também). 
Imagem 2: foi programado um acesso na linha média abrindo toda 
a região para ter acesso ao tumor e retirá-lo. 
Imagem 3: posteriormente é necessário reconstruir o paciente na 
mesma cirurgia, nestes casos tem-se um microcirurgião 
juntamente com o bucomaxilo. 
Imagem 4: retirou-se osso, músculo e pele da canela do paciente e 
foi adaptado na sua mandíbula, posteriormente suturou-se. 
 
 
 
 
 
 
Cirurgia parendodôntica
Na literatura existem diversas sinonímias como por exemplo: 
cirurgia periapical, cirurgia endodôntica, endodontia cirúrgica, 
cirurgia perirradicular e dentre outros. 
O conceito está baseado na eliminação de uma lesão periapical, 
porém, conservando o dente causador. 
São procedimentos que visam a resolução de falhas ou acidentes 
ocorridosem tratamentos endodônticos convencionais. 
Lembrando que a cirurgia parendodôntica nunca pode substituir a 
endodontia. Ou seja, se houver uma falha no tratamento 
endodôntico, se não houver possibilidade de retratamento ou se foi 
realizado o retratamento e tem sintoma persistente, pode-se 
pensar na cirurgia parendodontica. 
Desta forma, devem ser realizados somente após esgotadas todas 
as possibilidades de tratamento endodôntico convencional. 
O tratamento endodôntico visa obliterar o sistema de canais 
radiculares e o sucesso da terapia é em 96% dos casos. 
No caso da imagem abaixo não tem como obliterar esses tipos de 
canais, pensando em uma cirurgia parendodôntica. O canal do dente 
do meio está menos ruim comparado aos demais, geralmente se 
faz apicectomia (corte da raiz) em seu terço apical, então cortando 
o terço apical elimina-se grandes ramificações. 
 
A grosso modo dizendo o objetivo da endodontia é eliminar todo o 
tecido orgânico que está dentro dos canais, porém, a zona apical é 
uma zona muito complicada, desta forma, é aonde o cirurgião vai 
atuar (região pericapical). 
A cirurgia parendodontica visa também obliterar o sistema de 
canais radiculares, impedindo que os microrganismos e/ou 
endotoxinas atinjam os tecidos apicais e periapicais. 
Geralmente a cirurgia parendodôntica segue os três passos: 
• Curetagem apical 
• Apicectomia 
• Obturação retrógrada 
Exemplo: 
Tem-se um incisivo central com endodontia feita e lesão 
persistente, geralmente, o cirurgião dentista acessa a lesão 
(retalho mucoperiosteal) e encontra a lesão (pode ser feito uma 
osteotomia). 
O primeiro passo a ser feito após o acesso, é a curetagem apical 
(remover a lesão). 
O segundo passo a ser feito é a apicectomia, depois que é removido 
a lesão, corta-se o ápice. É necessário cortar o ápice para remover 
o delta apical. 
O terceiro passo a ser feito é a obturação retrógrada, onde é 
feito uma cavidade retrograda pelo ápice (cavidade/caixa tipo de 
restauração). 
 
 
 
Obs: em alguns casos, não é necessária uma obturação retrógrada, 
isso acontece quando ao cortar o ápice é visualizado que a guta 
percha está bem vedada. 
Indicações 
- Problemas anatômicos (por exemplo: dente com calcificação 
pulpar/dilaceração radicular); 
- Pinos/núcleos radiculares (por exemplo: quando se faz a prótese 
e tem um pino grande, possuindo risco de fratura); 
- Iatrogenias ou acidentes ocorridos durante a endodontia (fratura 
de instrumento/lima, perfurações do canal, degrau, 
sobreobturação, extravasou guta); 
- Fratura radicular horizontal do terço apical; 
- Elementos irrecuperáveis dentro do canal (por exemplo: se a endo 
não consegue passar pela lima e não se consegue fazer uma boa 
obturação é necessário realizar a cirurgia, lembrando que nessas 
situações é no terço apical); 
- Lesões periapicais refratárias (não se tem melhora da lesão, pois 
regride e progride); 
- Persistência de sintomatologia após retratamento endodôntico 
(continua com dor após a endo e após retratamento é indicação 
1° passo 2° passo 3° passo 
de cirurgia parendodôntica, porém, é interessante antes da 
cirurgia realizar uma tomografia); 
- Presença de sintomatologia peri-radicular ou patologia onde o 
sistema de canais radiculares encontra-se bloqueado e não se 
consegue realizar o tratamento endodôntico convencional; 
- Próteses fixas com pino maior do que 5 mm; 
Tudo isso deve ser conversado com o paciente, dando opções. Ou 
seja, não deve ser encarado como uma tentativa (somente em 
casos que o dente está condenado, porém, tudo deve ser 
explicado), deve ser definido exatamente quais são os 
problemas/suspeitas visualizados. 
Exemplo: 
 
Primeira imagem: foi feito a apicectomia. 
Segunda imagem: dente com calcificação, quase perfurado. 
Indicação: cirurgia parendodôntica. 
Contraindicações 
- Pacientes com comprometimentos sistêmicos; 
- Pacientes submetidos a radioterapia na região da cabeça e 
pescoço; 
- Paciente com boca séptica; 
- Processo em fase aguda; 
- Dentes com problemas periodontais severos com suporte ósseo 
inadequado, avaliar a viabilidade da sua manutenção. 
Anamnese + exame clínico + exames complementares 
- Avaliar o tratamento endodôntico (imagem do dente); 
- Retratamento (se foi feito ou não, se possível deve ser solicitado 
antes da paraendodôntica); 
- Tempo de evolução; 
- Sintomatologia; 
- (In)Ativo (lesão ativa ou não); 
- Suporte ósseo (dente deve ter suporte); 
- Lesão endo-pério; 
- Trauma; 
- Trauma oclusal (pode ter levado a perda óssea); 
- Obstáculos (lima ou calcificação dentro do canal); 
- Extravasamento do material; 
Todos esses tópicos ajudará o cirurgião dentista no momento da 
avaliação de realizar ou não a cirurgia parendodôntica. 
Considerações anatômicas e biológicas 
- Espessura óssea local; 
- Tecidos moles que recobrem o local; 
- Presença de inserções musculares, freios e bridas no local; 
- Canal do nervo alveolar inferior e forame mentoniano; 
- Seio maxilar (sinusite maxilar e comunicação bucosinusal); 
- Soalho de fossas nasais; 
Relembrando que a primeira decisão de quem realizará a cirurgia é 
observar as indicações e em seguida explicar ao paciente se ele 
está de acordo frente as opções existentes. 
Técnica cirúrgica 
- Anestesia; 
- Incisão (retalho total mucoperiosteal) 
- Descolamento do retalho; 
- Trepanação da cortical (osteotomia – muitas lesões estarão 
dentro, sendo assim, ao afastar o retalho, veremos somente osso, 
portanto é necessário usar a broca); 
- Apicectomia; 
- Obturação retrógrada; 
- Limpeza, irrigação e remodelamento ósseo (em alguns casos é 
feito enxerto, por conta de grande perda óssea); 
- Sutura. 
Incisões 
Incisão semilunar (de partsch) 
 
Normalmente se faz na mucosa alveolar, bem em cima. Para 
cirurgias parendodônticas não é tão interessante de se realizar. 
Ou seja, não é indicada pois incisar no local da cirurgia causa mais 
inflamação e sangramento. 
As incisões ideais são as comuns já conhecidas: 
Incisão triangular (neumann) 
 
Necessário realizar uma incisão relaxante e intrasulcular. 
Incisão retangular (novak-peter) 
 
Necessário realizar duas relaxantes (divergentes), a fim de chegar 
ao ápice do dente ou então apical. 
Incisão de ochsenbein-luebke ou submarginal 
 
Seria feito com duas relaxantes, onde na incisão inicial vai na união 
mucogengival (3-5mm). 
É feito em casos de facetas ou coroas, para evitar retração 
gengival, ou seja, excelente opção para casos de prótese. Não é 
um retalho versátil em casos em que se faz necessário uma 
extração. 
Obs: do ponto de vista de visualização a incisão retangular é melhor. 
Trepanação óssea 
Quando for deslocar o retalho e a lesão 
for de um tamanho 
razoável/intermediário é bem provável 
que não se terá osso, quando se deslocar 
o retalho será visualizado a lesão. 
Comum que o periósteo esteja junto a lesão, igual quando se tem 
uma fistula, quando for deslocado o retalho será difícil pois o 
periósteo vai estar preso ao tecido mole da lesão, necessitando 
separar o periósteo da lesão. 
Porém, se após o 
descolamento a lesão não 
for visualizada, o dente deve 
ser medido (radiografia) 
com uma sonda periodontal 
ou lima com cursor para 
saber onde será usado a 
broca ou cinzel. 
 Deve-se fazer uma osteotomia para chegar até a lesão. 
Curetagem 
O termo é curetagem, mas ele 
não espelha o que deve ser 
feito, pois se ficar curetando 
pode fragmentar a lesão e 
não retirar ela toda. Desta 
forma, deve ser feito uma 
enucleação para ir soltando a 
lesão, ou seja, o ideal é vir com 
as costas da cureta, se for uma lesão pequena pode ser a cureta 
de Lucas e se for lesões maiores pode ser o molt n°9 ou redondo. 
Após estar solta, é retirado. 
Pode ser usado cureta 
periodontal para remover 
na região atrás, outra 
opção é avaliar essa região 
após o corte do ápice para 
observar se ficou alguma 
coisa. 
Apicectomia 
A literatura tem mostrado vários instrumentos paraserem 
utilizadas, como: 
 
BROCAS 
 
 
 
 LASER 
(DE ALTA POTÊNCIA): 
 
Parte rosa: retalho 
B: lesão, D: raiz 
Diamantada (ponta de lápis), 
Troncocônica picotada (701, 702 e 703) 
 Zecrya. (corta fácil) 
CO2 
Er:YAG (potencial de corte maior). 
Estudos com microscopia eletrônica de varredura mostraram que 
a lisura de superfície e potencial de corte da broca zecrya é 
melhor do que uma broca tronco-cônica. 
O laser consegue operar tanto tecido ósseo quanto tecido mole – 
porém o custo é alto, consagrou-se usar mais para tecido mole. 
 
 
 
 
O corte ideal é com angulação de 90° graus. Tem-se um menor 
desgaste dentário, menor exposição de túbulos dentinários e 
diminuição da infiltração apical. 
Quando se inclina se expõe mais, ou seja, quanto mais inclinação 
para baixo, maior exposição dos túbulos (tendencia de infiltração é 
maior). 
 
Caso seja necessário uma retrocavidade, deve ser mudado a 
angulação. Até mesmo para melhorar a visualização. 
Retrocavidade 
Será feito uma “caixa” para colocar o 
material. Onde as características consistem 
em: 
- Cavidade classe l de black, (não sendo uma 
obrigatoriedade). 
- 3 mm de profundidade para que possa reter material; 
- Paredes paralelas para reter material (convergente até da, 
porém pode sair material); 
- Coincidência com o canal pulpar; 
Ao cortar a ápice, visualiza-se o canal e a guta 
percha, sendo que é ali que a broca deve ser 
aprofundada para que seja feito a cavidade 
(broca ou ultrassom). 
O preparo da retrocavidade pode ser usado com brocas ou pontas 
ultrassónicas: 
- Broca esférica onde deve ser compatível com o tamanho do 
canal (1012 ou 1013). 
- Broca tronco cônica 301/302/303 de alta rotação, confere a 
cavidade no formado ideal. 
O mais indicado é as pontas 
ultrassónicas – ao encostar ela já 
irá vibrando e removendo a guta na 
profundidade que ela já tem, ao 
passar em volta da parede ela também já vai retirando (retira e 
aprofunda). Sendo mais fácil de manipular. Resultados após cirurgia 
são melhores segundo alguns estudos. 
Concluindo que as pontas ultrassónicas: reduzem o smear layer 
(lama dentinaria), facilidade de acesso ao conduto radicular e 
redução do desgaste dentário. 
- Pontas diamantadas: maior poder de corte e remoção da guta-
percha; 
- Pontas de aço – cavidade limpa e regular; 
Retrobturação 
Materiais retrobturadores: 
- Amalgama de prata (sem zinco) 
- MTA (agregado trióxido mineral) 
- Cimento OZE 
- IRM 
-Guta percha 
 
 
 
- Biocompatível 
- Não reabsorvível 
- Fácil manipulação 
- Radiopaco 
 
Hoje em dia basicamente se usa o MTA. Os estudos têm mostrado 
que quando se coloca ele no ápice ainda é possível crescer cemento 
em cima dele (parcialmente) e ainda formar osso, ou seja, 
biologicamente é ideal. 
Sua manipulação (água destilada + pó) é fácil, porém não faz fio – 
se irrigar após a inserção no ápice, ela irá sair (não deve ser 
irrigado no final). 
Passo a passo: 
- Cortou o ápice/retrocavidade; 
- Irrigação com soro fisiológico; 
QUAL A MELHOR ANGULAÇÃO? 
90°? 60°? 45°? 
TUDO ISSO BUSCANDO UM MATERIAL 
OBTURADOR IDEAL QUE SEJA: 
- Cimento endodôntico 
-Resinas compostas 
- CIV 
- Cianoacrilato 
- Promover selamento adequado 
- Não ser sensível à umidade 
- Estável 
- Não carcinogênico 
- Secagem da cavidade (gaze); 
- Introdução do material; 
- Condensamento; 
- Remoção dos excessos; 
- Limpeza da cavidade (gaze); 
- Suturas: iniciada pelos ângulos, estendida por toda incisão 
horizontal e, por último, suturadas as incisões relaxantes; 
- Raio-x periapical pós-operatório imediato (controle em 6 meses 
e 1 ano); 
Novas tecnologias 
 
 
 
Microscopia – ajuda em questão de diagnóstico, na endo usa muito 
para visualização de trincas. Na cirurgia paraendodôntica não ajuda 
tanto pela posição do microscópio, mas é uma possibilidade. 
Microespelho – é menor, ajuda ao ser colocado atrás no ápice. 
Complicações transoperatórias 
- Hemorragia; 
- Lesão de dentes vizinhos; 
- Lesão do retalho mucoso; 
- Secção nervosa; 
- Comunicação com seio maxilar ou fossas nasais; 
Complicações pós-operatórias 
- Infecções; 
- Deiscência de sutura; 
- Sequestro ósseo (aparecer osso); 
- Necrose pulpar dos dentes vizinhos; 
- Mobilidade dentária progressiva (se tirou muita raiz); 
- Recidiva da patologia periapical (se não fez o corte no nível 
adequado ou não retirou o ápice completamente). 
Obs: caso haja dúvidas de qual raiz está a lesão, o ideal é cortar 
todas. 
Causas de falhas 
- Indicação errada de apicectomia; 
- Retalho mal planejado; 
- Ressecção apical incompleta (ficou algo sobrando, não tirou a 
lesão completamente); 
- Excessiva ressecção radicular; 
- Remoção incompleta da lesão; 
- Falha no remodelamento radicular; 
- Dentes vizinhos com necrose pulpar (errou no início do 
diagnostico); 
- Lesão em dentes vizinhos; 
- Excesso de material obturador (extravasamento de material); 
- Obturação retrógada insuficiente (colocou material insuficiente); 
- Fratura radicular não identificada previamente (principal falha, 
onde o dente apresentava uma trinca e não foi visualizado). 
Remoção incorreta que dizer que ao invés de retirar 1/3, retirou 
metade (2/3), ficando com mobilidade. 
Erro de diagnóstico quer dizer que o dente com necrose era outro 
(não foi feito teste de vitalidade). 
Controle pós-operatório 
Clínico e radiográfico – inicial, 3, 6, 9 e 12 meses. Tem que ser 
periódico no primeiro ano. 
Caso de cistos – controle anual por 5 anos e após esses 5 anos 
pode-se avaliar o caso e aumentar esse prazo, caso necessário. 
Casos clínicos 
Caso 1 
Imagem 1: neste caso tinha uma calcificação onde foi feito o acesso 
com uma broca (quase perfuraram) e tem-se uma fistula. 
Imagem 2: foi feito duas relaxantes, lesão já é visualizada (não tem 
osso na região). 
Imagem 4: enucleação e curetagem; 
Imagem 5: foi feito uma retroinstrumentação pois o dente estava 
calcificado e não havia sido instrumentado e foi feito uma 
retrocavidade e colocado MTA, observa-se que o MTA foi colocado 
dentro do conduto (condensado). 
MICROSCOPIA MICROESPELHO 
 
Caso 2 
Imagem 1: paciente possuía classe III, mordida cruzada posterior 
bilateral, mordida cruzada anterior e trauma oclusal. O canino do 
paciente está inclinado para palatina e a lesão é o ápice dele; 
Imagem 2: endodontia já estava feita no canino, lembrando que foi 
deixado o dente pois não havia mobilidade nenhuma; 
Imagem 3: o mais correto nesse caso seria realizar uma extração 
e ortodontia posteriormente, porém, analisando o caso e 
conversando com o paciente referente sua condição social, se 
resolveu realizar uma raspagem e antibioticoterapia e continuar 
com o tratamento em questão; 
Imagem 4: retalho, incisão relaxante; 
Imagem 5: dente retratado por um endodontista. Ápice já estava 
cortado – MTA colocado; 
Imagem 6: foi feito enxerto ósseo – removido da região de mento 
com osso bovino; 
Imagem 7: membrana de colágeno, suturou em volta; 
Imagem 8: 15 dias pós-operatório.cruzada e acabar tendo alergia a 
cefalosporina, mas isso não é uma regra. 
 
É bom evitar cefalosporina em quem é alérgico a penicilina. Em 
caso de alergia à amoxicilina (penicilina), podemos utilizar 
azitromicina, eritromicina e clindamicina. 
 
Grupos Representantes Espectro de ação 
Primeira geração Cefalexina 
Cefalotina 
Cefazolina 
Cocos aeróbios 
gram positivos 
Segunda geração Cefaclor 
Cefoxitina 
Cefamandol 
Cefuroxina 
Aeróbios gram 
negativos 
Anaeróbios 
Terceira geração Cefotaxima 
Ceftriaxona 
Cefoperazona 
Aeróbios gram 
negativos 
multirresistentes 
Pseudomonas 
 
1ª geração: a cefalexina é via oral, cefalotina e cefazolina 
é endovenosa. 
 
Caso o paciente chegue no médico com dor de garganta/dor 
de ouvido/sinusite é bem provável que o profissional 
prescreverá cefalexina 500mg de 6h/6h ao invés de 
amoxicilina. 
 
Cefalotina é rotina hospitalar e a cefazolina por sua meia vida, 
é usado nas soluções anestésicas (profilaxia antibiótica no 
centro cirúrgico). 
 
Se for prescrever para tratar um abcesso na pele de modo 
injetável é usado a cefalotina e se for via oral é cefalexina. 
 
3ª geração: são infecções mais pesadas. Infecções 
hospitalares e bactérias multirresistentes. 
 
Obs: cefalexina é o medicamento de eleição na medicina. E o 
grupo de 1° e 2° geração são os mais importantes para a 
área odontológica. 
 
Cefalexinas (keflex) 
 
Podem ser administradas por 250mg/5ml e drágeas com 
500 e 1000mg. 
 
A indicação é para streptococcus pneumoniae, streptococcus 
sp e staphylococcus sp e alguns gram negativos (não todos). 
 
Não usar ou evitar os aminoglicosídeos e vancomicina. 
 
Cefalotinas (keflin) 
 
É de modo injetável, sendo utilizado doses usuais 500mg a 1g 
de 6/6 horas. 
Atua na mesma flora que a cefalexina e possui 
incompatibilidade com aminoglicosídeos, eritromicina, 
tetraciclinas, barbitúricos e dopamina. 
Sua administração pode ser intramuscular, mas normalmente 
faz-se por endovenoso. 
 
Cefazolina 
 
Endovenosa, realiza-se a profilaxia antibiótica quando se faz 
uma cirurgia. 
 
Utiliza frasco de ampola com 250, 500 e 1g e atua na mesma 
flora que a cefalotina. 
 
Suas doses usuais são: 0,5 – 1,5g, endovenoso ou 
intramuscular de 6/6 horas ou de 8/8h. Sendo que a dose 
máxima é de 6g ao dia. 
 
Possuindo incompatibilidade com barbitúricos, eritromicina e 
glucagonato de cálcio. 
 
AMINOGLICOSÍDEOS 
 
Os exemplos classificos dos aminoglicosídeos são a 
gentamicina, amicacina e neomicina mais voltadas para 
bactérias gram negativas. 
 
Um exemplo de infecção por gram negativa é a engina de 
ludwig (célulite enorme), onde muitos casos se trata com 
penicilina injetavel G associada com a gentamicina. 
 
Tetraciclinas 
Esses antibióticos atuam nas bactérias intracelulares gram 
positivas e gram negativas, mycoplasma e ricketsia. 
São antibióticos bacteriostático, não sendo o de primeira 
escolha, o ideal é fazer bactericida, como as penicilinas. 
Possuem cápsula de 250/500 mg e suspensão com 125/5ml 
e as doses usuais é de 250 a 500 mg via oral por 6/6 horas 
evitando o uso de concomitante com as refeições. 
Podem ser encontradas comercialmente por ambra-sinto, 
infex, statinclyne e tetrex. 
Obs: Muito utilizada na periodontia, possuindo boa 
concentração óssea e risco de manchamento na fase de 
desenvolvimento. De qualquer forma não é o de primeira 
escolha, raramente o CD vai utilizar, normalmente é mais 
indicada por médicos. 
MACROLÍDEOS 
 
Os exemplos dos macrolídeos são a eritromicina, claritromicina 
e azitromicina. 
 
A azitromicina para uma cirurgia de implante ou terceiro molar 
incluso, onde precisa de fazer profilaxia antibiótica em 
paciente alérgico, é uma boa opção, agora no caso de infecção 
criada, não é uma boa opção. 
 
A administração da azitromicina é 1 por dia, encontrando caixa 
com 3 ou 5 cápsulas com 500 mg via oral. 
 
A administração da eritromicina é com 250 e 500 mg e a 
suspensão com 250mg/5ml. Não penetrando no sistema 
nervoso central. 
 
LINCOSAMIDAs 
 
A clindamicina e lincomicinas são da classe das lincosamidas 
contra gram positivos e anaeróbios. 
 
A dalacin C é o nome comercial de uma glindamicina sendo 
necessário a prescrição de cápsulas de 300 mg e ampolas 
com 300 e 600 mg de 6/6 horas via oral. 
 
As duas drogas que são eficazes para bactérias anaeróbias 
são a clindamicina e metronidazol e a infecção que tem 
microrganismos anaeróbios é em doenças periodontais. 
 
Exemplo e diferença entre abcesso e celulite: 
 
A celulite é mais rápida, incha e tem edema em tudo, não 
formando pus ainda. É mais aguda e a tendência é ter 
microrganismo aeróbios. Podendo abordar com ampicilina 
(amoxicilina com ácido). 
 
Os abcessos, formam pus no meio dele e a tendência é que 
passado o tempo, o perfil da microbiota é fazer uma transição 
de microrganismos mistos aeróbios e anaeróbios, porém, uma 
tendência maior para anaeróbios, assim, nessa situação é 
feito uma medicação para os anaeróbios com a clindamicina e 
metronidazol. 
 
Existem casos de associação de antibióticos como a 
prescrição de amoxicilina e clindamicina, tratando a infecção 
do paciente com dois antibióticos. 
 
Quinolonas 
 
Norfloxacina e ciprofloxacina são indicados para quem tem 
infecção urinária, mulheres que tem cistite e infecção pélvica 
mais alta. Sendo mais usado na medicina. 
 
Na odontologia, é usado o levofloxacina para por exemplo a 
otite e o seio maxilar. 
 
METRONIDAZOL 
 
É anaeróbio atuando nas amebicidas e giargicida, ou seja, um 
exemplo de um anti-microbiano que tem ação anti-bacteriana 
e anti-protozoária. 
 
É encontrado de 250 e 400 mg e geralmente é administrado 
de 6/6 horas. 
 
Medicação antibiótica terapêutica 
 
 
 
É necessário ter em mente: 
 
• Efeitos indesejáveis ou adversos; 
• Custo; 
• Conhecimento da droga (saber o que está sendo 
passado); 
• Disponibilidade da droga; 
• Via de administração (via oral ou injetável); 
• Bactericida X bacteriostática (preferência para 
bactericida); 
• Amplo X limitado espectro; 
 
Obs: na via de administração é necessário ter em mente que 
a tendência das endovenosas são as infecções mais graves, 
por exemplo, o paciente está tomando antibiótico via oral e 
não vê uma melhora, porém fazendo o uso da injetável acaba 
resolvendo, mesmo sendo a mesma droga, pois a injetável vai 
direto para circulação, sendo assim a biodisponibilidade da 
droga naquele tecido será maior do que via oral. 
 
 
Como escolher a droga? 
Via de administração 
 
Enteral: contato com o trato gastrointestinal. Como por 
exemplo: bucal, oral, retal e sublingual. 
 
Parenteral: não entra em contato com o trato 
gastrointestinal. Como por exemplo: injeções, percutânea e 
respiratória. 
 
Baseado nisso pode-se utilizar os termos: tópico, oral, 
transmucoso, oral, retal, transdérmica, subcutânea, 
intramuscular, intravenosa, intraarticular e respiratória. 
 
Por exemplo: o bochecho é de uso interno, pois entra em 
contato com o trato gastrointestinal, sendo enteral. 
 
Obs: é necessário ter cuidado com a forma de escrever, por 
mais que tenha uma formatação básica, o mais importante é 
o paciente entender. 
 
Em uma situação clínica é necessário pensar: 
 
 
 
• Profilático: prevenção; 
• Terapêutico: tratamento de infecção já instalada; 
 
• Localização: é necessário observar se é uma 
infecção nos dentes superiores ou inferiores; 
 
Por exemplo, as infecções gengivais e periodontais tendem a 
ser menos graves do as de origem endodôntica. As infecções 
periodontais já drenam a secreção pelo sulco gengival (bolsa), 
os abcessos de origem endodôntica terão a contaminação e a 
tendência de disseminar de forma mais profunda. 
 
• Antibiograma/cultura: descobrir quais 
microrganismo estão presentes e com qual droga 
vai reagir. 
 
No meio de cultura é observado que quanto 
maior o halo de inibição melhor é a eficiência 
do antibiótico contra determinada bactéria. É 
feito essa etapa, quando é visto que na 
situação clínica tem-se uma infecção grave 
ouquando já entrou com uma medicação e 
não resolveu. 
 
Obs: o resultado desse exame só irá sair por volta de uma 
semana, ou seja, não é necessário esperar pelo resultado 
para passar o antibiótico. Prescreve-se então o antibiótico 
empírico que o CD sabe que irá resolver, dependendo do 
resultado do exame e da melhora do paciente, permanecemos 
ou não com a medicação que foi iniciada. 
 
É indicada para pacientes com celulite aspirante, osteomelite, 
pacientes imunocomprometidos e dentre outros. 
 
• Droga/dose: depende do tipo de infecção. 
 
 
Exemplo de um Caso clínico 
 
 
 
R: Em torno de 7 dias. Ao passar o antibiótico para essa 
paciente e a droga ficar disponível/incorporar nos tecidos e 
matar as bactérias é por volta de 2 dias (48h). A partir do 
segundo dia o paciente irá começar a demonstrar um quadro 
de melhora dos sintomas. No quarto/quinto dia o paciente já 
está bem clinicamente sendo necessário estender mais 2 dias 
(48h) para remissão dos sinais e sintomas. 
 
Por quanto tempo se prescreve amoxicilina 500 mg de 
8/8h para essa paciente com abcesso dentoalveolar de 
origem endodôntica com dente fraturado? 
 
 
O tratamento de um abcesso é com o uso de antibiótico e a 
necessidade de drenar. 
 
É necessário deixar sair a secreção colocando um dreno por 
48h para sair a secreção ativa, entrando com antibiótico 
profilático (1h antes) e remover a causa (extrair o dente 
causador). 
Em casos que não tenham pus, talvez só o antibiótico resolva. 
 
Obs: o mais importante no início é o antibiótico, drenagem e 
remoção da causa se possível. 
 
Em casos de pericoronarite aonde o paciente chegou com 
abcesso e pus, o tratamento é com antibiótico e drenagem 
espontânea. Porém, o mais interessante que seja feito é uma 
raspagem na região do siso auxiliando na drenagem. 
 
ASSOCIAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS 
 
Urgência de infecção: casos em que o paciente está piorando 
e sem respostas; 
 
Visando aos sinergismos: unir os pontos positivos/vantagens 
dos antibióticos; 
 
Infecções mistas: aeróbios e anaeróbios, gram positivo e gram 
negativo, aonde um antibiótico apenas não tem eficácia; 
 
Evitar resistência bacteriana: um antibiótico amplo é pior do 
que dois antibióticos específicos, ou seja, dois especialistas são 
melhores. 
 
Ex: metronidazol com penicilina G, pois mesmo que os dois 
tenham espectro menor, são bons naquilo que fazem, são 
específicos. 
 
Regras básicas para a associação de 
antibióticos 
 
1) Dois antibióticos bactericidas e que tenham 
mecanismos de ação diferentes = efeito sinérgico; 
 
Um vai atuar na membrana celular e outro na parede celular. 
A preferência é que sejam bactericidas, mas que atuem em 
pontos diferentes da bactéria; 
 
2) Evitar associar bactericida + bacteriostático = efeito 
antagônico; 
 
Bactericida tendem a matar a bactéria que estão se 
multiplicando e o bacteriostático faz com que a bactéria pare 
de se multiplicar, então acaba que um atrapalha o outro. 
 
3) Evitar associar bactericidas com o mesmo 
mecanismo de ação = efeito aditivo (penicilinas + 
oxacilinas) 
 
Não faz sentido, associar medicamentos com mesmo 
mecanismo de ação. 
 
4) Evitar bacteriostático + bacteriostático = efeito 
aditivo 
 
Dois antibióticos que vão parar a célula. 
 
Protocolos mais usados 
 
1) Amoxicilina + ácido clavulânico (sinergismo) contra as 
betalactamases; 
 
2) Amoxicilina + metronidazol ou clindamicina (efeito nos 
anaeróbios); 
 
3) Clavulin (amoxicilina com ácido clavulânico) + 
metronidazol ou clindamicina (efeito nos anaeróbios); 
 
4) Penicilinas G naturais + gendamicina (específico para 
gram negativo) 
 
Esses protocolos são utilizados em infecções mais graves ou 
que não teve um efeito somente com amoxicilina. 
 
Obs: os que mais são utilizados é o 1 e 2. 
 
MEDICAÇÃO ANTIBIÓTICA PROFILÁTICA 
 
Profilaxia antibiótica é definida como o uso de 
antibióticos para prevenir infecção em situações de alto risco. 
 
 
Exemplo de tabela que mostra os exemplos de situações 
clínicas de procedimentos que causam bacteremia: 
 
 
 
Se causa bacteremia (bactéria circulando no sangue) tem alto 
poder de infecção. A questão é saber se a bacteremia vai 
gerar infecção ou não. 
 
Exemplos: 
 
• Se for um paciente diabético ou portador de HIV, 
existem altas chances de ocorrer a bacteremia. 
• Se for um paciente que tem lesão na válvula 
cardíaca, tem chances de ter uma endocardite. 
• Se for um paciente com válvula protética (sopro 
com regurgitação) possui chance de endocardite. 
• Se for um paciente que não tem nada, a chance é 
menor, então é necessário começar a analisar onde 
precisar de profilaxia antibiótica ou não. 
 
Obs: a pressão alta não é uma alteração da resposta imune, 
é uma alteração cardiovascular, logo, não precisaria de 
profilaxia pois não aumenta a chance de infecção. 
 
Fatores a serem considerados para 
profilaxia antibiótica 
 
• Defesas imunitárias do organismo; 
• Fatores agressivos do meio (microrganismo que está 
envolvido na microbiota oral); 
• Fatores de risco do paciente; 
• Medidas de biossegurança; 
• Procedimento cirúrgico a ser realizado; 
• Local da cirurgia; 
• Microbiota local. 
 
 
Princípios gerais para profilaxia 
antibiótica 
• Seleção criteriosa dos pacientes; 
• Análise dos procedimentos que se beneficiam da 
profilaxia; 
• Definição do germe prevalente; 
• Seleção do antimicrobiano eficaz contra esse 
germe; 
• Uso de único agente; 
• Aplicação em momento adequado; 
• Duração curta. 
 
Como princípio geral a dose da profilaxia antibiótica é o dobro 
da dose terapêutica sem associação. Se estabeleceu um 
padrão na odontologia que é a amoxicilina, sendo administrada 
em uma única dose 1 hora antes do procedimento. 
 
No entanto nos casos da amoxicilina e penicilina (em casos 
específicos) o dobro não era o suficiente, preconizando então 
o uso de uma dose 4x maior - 2g. 
 
Lembrando que essa questão não é no geral/não é para 
outras drogas, apenas foi protocolado no caso de por exemplo 
o paciente que possui endocardite infeciosa ou febre 
reumática com lesão cardíaca deve ser 4x – 2g de 
amoxicilina. 
 
Na profilaxia cirúrgica de modo geral é avaliado caso a caso, 
como por exemplo em pacientes imunocomprometidos, 
diabéticos, com leucopenia e leucócito baixo é bom fazer para 
não ter uma bacteremia. Vai depender do procedimento 
cirúrgico. 
 
 
 
Porque as cirurgias são potencialmente contaminadas, devido 
a quantidade de bactérias na boca e o risco de infecção é 
geralmente superior a 40% por conta dessa microbiota, isso 
serve para incisões da cavidade oral e faringe. 
 
Exemplo na tabela de categorização de procedimentos 
cirúrgicos segundo grau de contaminação: 
Por que fazer profilaxia cirúrgica? 
 
Limpa: eletiva, risco de infecção muito raro. Exemplo: em 
fratura de úmero sem exposição que não está inflamada. 
 
Potencialmente contaminada: mesmo critério da limpa, porém 
é de urgência. 
 
Contaminada: infecção aguda, não purulenta. 
 
Infectada: presença de pus ou abcesso. 
 
Um corte que já passou de 4 horas a orientação é não suturar 
e a celulite também entra nessa classificação, pois mesmo 
que não tenha pus ela já tem todos os microrganismos 
presentes, só não deu tempo ainda de formar o pus. 
 
Obs: o risco de infecção é deixar em questão que ela pode se 
propagar para outros meios. As nossas cirurgias odontológicas 
ficam na classificação de potencialmente contaminada ou 
contaminada, ou seja, entre 10 a 20%. 
 
Indicações de profilaxia antibiótica em 
procedimentos dentários 
 
 
 
Esquema de profilaxia antibiótica em 
procedimentos cirúrgicos sob anestesia 
local 
 
 
 
 
Tabela geral das doses de penicilina 
 
Legenda: As doses estão em unidades internacionais. A-adulto e C-criança. 
 
Penicilina G cristalina, procaína e benzatina são os naturais (grupo I). 
 
Criança com histórico de faringite/febre reumática precisa fazer injeção de bezetacil todo mês, porque os estreptococos induzem 
uma reação imune no organismoe essa reação é chamada de febre reumática que podem gerar ataques nas estruturas do paciente, 
a exemplo de válvulas cardíacas. 
 
Amoxicilina normalmente para o adulto é de 500mg, para criança é 250mg/5ml em solução. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela das doses de cefalosporina 
1° geração 
 
 
 
Profilaxia de infeção pós-operatória em procedimentos sob anestesia geral (momento da administração: 20-30min antes do 
procedimento, na indução anestésica). 
 
Profilaxia de infeção pós-operatória em procedimentos ambulatórios (momento da administração: 1 hora antes do procedimento). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profilaxia antibiótica 
 
 
Protocolo de uso dos antibioticos 
 
 
Analgésicos e antiinflamatórios
 
Mecanismo fisiopatológico da dor 
A dor pode ser definida como uma experiencia sensorial e 
emocional desagradável, associada à injúria tecidual ou a outro 
tipo de injúria. 
Existem as seguintes causas de dor: 
• Devido à processo inflamatório; 
• Neuralgias (trigêmeo); 
• Enxaquecas (migraine); 
• Neuralgias tipo migraine; 
• Espasmo da musculatura; 
• Desarranjos internos, por exemplo, a depressão. 
No nosso caso podemos relacionar especificamente que a dor 
vai ser de origem devido ao processo inflamatório. 
Dor inflamatória aguda 
A literatura diz que numa intervenção invasiva, alguns fatores 
de ordem física, provocam a estimulação de nociceptores 
(terminações nervosas livres). Isto gera dor de caráter 
inflamatório agudo, que é diretamente proporcional ao grau 
de estimulação. 
Além dos estímulos de ordem física os mediadores podem ser 
ativados por mediadores químicos endógenos, que são 
liberados logo após a lesão tecidual. 
De forma mais simples de se entender os fatores de ordem 
física está ligada a algo que você faz, como por exemplo, 
quando você bate em algum lugar ou quando é beliscado, desta 
forma se faz um estímulo direto nos nociceptores que são as 
terminações nervosas livres que ficam nas extremidades da 
periferia do corpo como um todo e que levam o estímulo de 
dor até a medula/sistema nervoso central. Isso está 
diretamente proporcional ao grau de estimulação, ou seja, 
quanto maior o estímulo maior será a sensação de dor. 
Ou seja, a dor vai ser o estímulo físico e a liberação de 
mediadores químicos, tudo isso gerará sensação de dor. 
 
 
Existem vários mediadores, como: 
• Potássio e ATP 
• Histamina 
• Bradicinina 
• Serotonina 
Todos esses tópicos acima são substâncias que são liberadas 
no processo inflamatório pelas nossas células e que irão 
estimular o nociceptor, edema, vermelhidão, vasodilatação e 
dentre outros. 
 
 
 
• Dor; 
• Rubor (vermelhidão); 
• Calor; 
• Tumor (edema, aumento de volume). 
Obs: O uso de analgésico e antinflamatorio são para diminuir a 
inflamação. É necessário ter a inflamação para combater 
possíveis infecções. 
Exemplo abaixo de um esquema mostrando uma lesão (lâmina 
de bisturi na gengiva/mucosa). Só essa pressão feita na lesão 
já irá estimular os nociceptores (terminações nervosas livres) 
que irão levar até o sistema nervoso central, isso é chegado 
até o paciente onde ele terá uma resposta de dor frente a 
isso. 
 
 
 
Quais são as caraterísticas 
básicas do processo inflamatório? 
Esquema da sequência de formação dos mediadores: 
 
As enzimas chaves que atuam na produção das substâncias 
pré inflamatórias é a fosfolipase A2, lipooxigenase e 
ciclooxigenase. 
A sequência vem da membrana celular juntamente com a 
produção de ácido araquidônico, a partir do ácido araquidônico 
tem-se o leucotrienos, defesas celulares, endoperóxidos 
cíclicos, prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxano (todos 
esses são mediadores inflamatórios que irão causar dor), 
porém, existem as enzimas chaves que vão atuar nesse 
processo. Ou seja, as medicações antiinflamatórias vão atuar 
na fosfolipase A2 ou na lipooxigenase ou na ciclooxigenase. 
 
Classificação dos analgésicos e 
antiinflamatórios 
Normalmente a classificação geral engloba analgésicos e 
antiinflamatórios, dificilmente terá um grupo separado. 
Embora os de ação central seja mais analgésico, geralmente, 
os de ação periférica engloba-se sempre o mesmo grupo 
(medicações analgésicas e antiinflamatórias). 
Dentre as classificações nós temos: 
1) Ação periférica: antiinflamatórias 
não esteróidais (AINES) 
 
• Aspirina e outros salicilatos 
• Acetaminofen/paracetamol 
• Pirazolonas: dipirona 
• Mefenamatos: postan 
• Indometacina e derivados 
• Derivados do ácido propiônico e relacionados: 
ibuprofeno/cetoprofeno 
• Derivados do ácido fenilacético: diclofenacos 
• Oxicans: feldene 
• Deocil 
 
2) Ação periférica: antiinflamatórias 
esteróidais 
 
• Hidrocortizona 
• Cortisona 
• Prednisolona 
• Dexametasona 
• Betametasona 
Obs: os mais usuais na odontologia são a dexametasona e 
betametasona. 
 
3) Ação central: narcóticos 
• Morfina e derivados 
• Codeína e derivados 
• Meperidina 
• Tramadol 
• Propilaminas 
• Benzomorfans 
Basicamente os de uso frequente na odontologia é a codeína 
e tramadol. 
Codeína 
Indicações: dor aguda resistente aos antiinflamatórios não 
esteroidais (AINS). 
Ação: central ( + associado à AINS) 
Potência: menor que morfina 
Doses: tylex adulto 15-30mg – 6/6 horas e em criança 
0,5/1mg/kg/dose. 
Tramadol 
Potente analgésico de ação central e atua da mesma forma 
que as endorfinas e encefalinas. 
 
Em dose terapêutica: 
• Não deprime respiração 
• Não tem efeitos no SCV (sistema cardiovascular) 
• Não causa euforia 
• Não induz à tolerância 
Indicação: dores intensas agudas ou crônicas 
Contra-indicação: potencialização de todas substâncias que 
agem no sistema nervoso central (SNC), por exemplo, 
barbitúricos e hipnóticos. 
Obs: deve se evitar na gravidez. 
Apresentação comercial: 
Tem-se comercialmente 50mg e 100mg, porém, é 
interessante usar a de 100mg de 8/8h. 
Posologia: máximo de 400mg/dia. 
Classificação quanto ao mecanismo de ação 
dos fármacos de ação periférica 
Tem-se na ordem quanto ao mecanismo de ação: 
• Antagonistas de mediadores químicos que causam a 
ativação direta dos nociceptores, ou seja, eles irão 
bloquear os mediadores químicos. É como se o 
mediador químico fosse diretamente no nociceptor 
e fosse estimulado. 
De forma geral, é como se tivesse no nosso nociceptor um 
sítio disponível para os mediadores químicos, onde o fármaco 
entraria no lugar. 
Anti-histamínicos (receptores H1): prometazina, 
dextroclorfeniramina, loratidina ou loratadina, terfenadina e 
dentre outros. 
Dificilmente na odontologia se prescreve um anti-histamínico, 
apenas em pacientes com processo alérgico. Pois esses 
pacientes terão uma potência maior de antagonizar os 
mediadores químicos. 
• Inibidores de cicloxigenase 
Fármacos que previnem a sensibilização dos nociceptores por 
meio da inibição da cicloxigenase, como: 
- Aspirina (ácido acetil salicílico): 
Para se obter uma boa ação antiinflamatória usa-se de 4-5 
gr/dia. Na faixa de 40 a 100 mg/dia ela atua nas 
tromboxanas, sendo desagregador plaquetário. 
Porém dificilmente se prescreve aspirina como ação 
antiinflamatória, usa-se mais para ação analgésica ou 
antiagregante plaquetário. 
Cicloxigenase (COX 1) 
É importante para o organismo, está sempre presente 
fazendo parte da produção de plaquetas e sendo essencial 
para os rins e mucosa gástrica, estando na forma de enzima. 
É necessário ter a cicloxigenase, pois caso ocorra sua inibição 
tem-se problemas gástrico/renal. 
Cicloxigenase (COX 2) 
Geralmente é em pequena quantidade, porém, faz um 
crescimento alto/pico de crescimento de até 80x quando se 
tem um processo inflamatório. 
A grande maioria das drogas irão inibir a cicloxigenase COX 1 
e COX 2 juntos. Porém, nos últimos anos surgiram alguns 
antiinflamatórios que vão ser específicos para COX 2, como 
por exemplo: 
• Celecoxibe 
• Rofecoxibe 
• Valdecoxibe 
• Parecoxibe 
• Etoricoxibe 
A princípio essas drogas seriam ideais pois elas terão altaeficácia e baixa toxicidade, porém, nos últimos anos se viram 
que esses antiinflamatórios estavam causando alguns 
problemas cardiovasculares adversos, incluindo o infarto do 
miocárdio, acidentes vasculares encefálicos, hipertensão 
arterial e falências cardíacas para quem fazia uso 
especificamente da COX 2. 
Isso aconteceu, pois, a COX 2 mesmo que em pequenas 
quantidades também é importante na regulação de processos 
fisiológicos, como: 
• Regulação renal da excreção de sal através da 
renina 
• Homeostasia da pressão arterial 
• Controle da agregação plaquetária pelo endotélio 
vascular 
• Inibição de prostaciclinas 
Tabela da ação farmacológica e nome do genérico: 
 
Nos procedimentos eletivos a dose inicial deve ser 
administrada de 45 a 60 minutos antes da intervenção 
(analgesia preemptiva), por via oral. 
Os intervalos entre as doses deverão ser estabelecidos em 
função da meia vida plasmática de cada medicamento. 
Exemplo da tabela com os intervalos entre as doses: 
 
Tabela com a prescrição do trometamol cetorolaco com nome 
comercial de toragesic e conhecido também como deocil: 
 
É um potente analgésico da classe dos antiinflamatórios não 
esteroidais (AINEs). Seu mecanismo de ação acontece através 
da inibição do sistema enzimático cicloxigenase e, 
consequentemente da síntese de prostaglandinas. Pode ser 
considerado um analgésico de atividade periférica. 
Duração do tratamento: 
Dor: geralmente 24 horas 
Pico da dor: 6-8 horas 
Edema (pico): 36 horas 
Geralmente a duração é de 48 a 72 horas (ressalto em casos 
mais graves onde a duração do tratamento é maior) 
Obs: existem a cicloxigenase COX 3, porém, não abordaremos 
nesse conteúdo. 
• Inibidores da fosfolipase A2 
São os corticoides (corticosteróides) que diminuem a produção 
do ácido araquidônico e não tem ação sobre a COX 1. 
 
 
Nomes comercialmente conhecidos: 
• Dexametasona: decadron 
• Betametasona: celestone 
• Prednisolona: meticorten 
• Triancinolona: oncilon 
Os melhores anti-edematosos são a dexametasona, 
betametasona e prednisolona 
Os melhores anti-alérgicos são a hidrocortisona e cortisona. 
Na odontologia usa-se mais a dexametasona e betametasona 
pois são as drogas sistêmicas de escolha, sua potência de ação 
é por cerca de 24 a 30 vezes maior que a hidrocortisona e 
possuem maior tempo de meia vida plasmática, permitindo ser 
usada em dose única pré-operatória. 
Obs: a triamcinolona (pomada para afta) também é usada na 
odontologia. 
Dexametasona 
Possui potência antiinflamatória 40 vezes maior que a 
hidrocortisona. 
Apresentação comercial: 
• Frasco-ampola de 2,5ml (4mg/ml = 10mg) 
Corticosteróides Duração de 
ação 
Potência 
relativa 
Equivalência 
doses 
Meia vida 
plasmática 
Hidrocortisona Curta 1 20 90 
Predinisona Intermediária 4 5 60 
Predinisolona Intermediária 4 5 200 
Triamcinolona Intermediária 5 4 300 
Dexametasona Prolongada 25-30 0,75 300 
Betametasona Prolongada 25-30 0,6 300 
• Deposito: 8mg 
• Ampolas de 1 ml (2 e 4mg/ml) 
• Comprimidos de 0,5/0,75 e 4mg 
• Elixir: 5ml = 0,5mg 
No hospital quando o paciente está com edema ou no pós-
operatório muito grande pode prescrever uma ampola de 8 
em 8 horas ou de 12 em 12 horas. 
No dia a dia da clínica pode-se prescrever 4mg (comprimido) 
de 12h em 12 horas (pode fazer uma concentração menor ou 
maior, porém, deixamos como padrão essa quantidade). 
Protocolos (lembrando que os protocolos podem ser 
alterados dependendo de cada caso). 
Pré-operatório 
1 comprimido de 4mg – 1 hora antes da cirurgia 
Caso a cirurgia seja grande pode dobrar para 2 comprimidos 
8mg – 1 hora antes da cirurgia 
Pós-operatório 
Para os cirurgiões dentistas nas cirurgias os comprimidos são 
de 4mg de 12/12 horas por 2 dias. 
Injetável são de10mg – 6/6 – 8/8 – 12/12 horas, na 
dependência da extensão e traumatismo da cirurgia. 
Retirada da droga: 
• Aumento dos intervalos 
• Redução da dose – mantendo os intervalos 
• Formulação de depósito 
Betametasona 
Semelhante/potência equivalente a dexametasona. 
Apresentação comercial: 
Comprimidos de 0.5 e 2mg, porém, nós prescrevemos 2mg. 
Ampola de 1ml (4mg/ml). 
Os intervalos são de 6/6 horas. 
• Inibidores de nociceptores 
Quando os nociceptores já estão ativados ou em hiperalgesia 
os inibidores da cicloxigenase e da fosfolipase não são tão 
eficazes. 
Drogas que inibem diretamente o nociceptor: 
• Diclofenaco: pode agir de duas formas, prevenindo 
a sensibilização e inibindo os nociceptores 
• Dipirona: representante deste grupo. 
A dipirona não é comercializada em alguns lugares pois ela 
pode causar agranulocitose. Usa-se 500mg/kg em adultos e 
em criança 12mg/kg, os intervalos são de 4 a 6 horas e não 
há relação com baixa de pressão arterial. 
Protocolo cirúrgico 
Antiinflamatório em cirurgia 
Pré-operatório 
Não esteroidal (AINES): 1 h antes da cirurgia 
Esteroidal (AES): 1 – 4h antes da cirurgia 
Pós-operatório 
Não esteroidal (AINES) 3 – 5 dias 
Esteroidal (AES) 1 – 2 dias 
 
 
 
 
 
 
Protocolos farmacológicos para cirurgias dentoalveolares
Protocolo pré-operatório 
P0) Sem profilaxia 
Cirurgias dentoalveolares de pequeno porte em pacientes 
ASA 1. 
P1) Amoxicilina 
Cirurgias dentoalveolares de pequeno porte em pacientes 
ASA 11 (com risco de infecção). 
Procedimentos invasivos em pacientes com risco de 
endocardite infecciosa. 
P2) Amoxicilina + Nimesulida 
Cirurgias dentoalveolares de médio porte em pacientes ASA 1 
e ASA 11. 
P3) Amoxicilina + Decadron 
Cirurgias dentoalveolares de grande porte em pacientes ASA1 
e ASA 11. 
Protocolo pós-operatório 
P4) Nimesulida + paracetamol 
Cirurgias dentoalveolares de pequeno e médio porte em 
pacientes ASA 1. 
P5) Amoxicilina + nimesulida + paracetamol 
Cirurgias dentoalveolares de pequeno e médio porte em 
pacientes ASA 11 (com risco de infecção 
P6) Amoxicilina + decadron + nimesulida + 
paracetamol 
Cirurgias dentoalveolares de grande porte em pacientes ASA1 
e ASA 11. 
 
 
 
Protocolo medicamentoso 
Porte cirúrgico X Classificação de risco 
 
Pré e pós-operatório 
 
Informações da tabela: SN (se necessário) 
Obs: pode entrar também no pós-operatório o Deocil de 10mg 
sublingual de 6/6 – 8/8h 
Receituário padrão 
 
Receituário controle especial antibióticos 
 
 
Receita branca: indicado para antibióticos, analgésicos opioides 
de ação central (tramal, codeína, tylex) e antidepressivos 
Receita azul: ansiolíticos 
Receita amarela: medicamentos controlados. 
 
Vários autores possuem teorias sobre o dente retido, porém, no 
final de cada opinião a conclusão de cada teoria é a mesma. Esses 
dentes podem ser chamados de retido, impactado ou incluso. 
Peterson, dizia que “um dente impactado é aquele que não 
consegue irromper, no tempo esperado, até sua posição normal 
na arcada.” 
Gregory, dizia que “um dente é denominado incluso quando, mesmo 
estando completamente desenvolvido e com a chegada da época 
normal de seu irrompimento, este ainda permanece imerso no 
interior dos tecidos.” 
Graziani, dizia que “os termos adequados na nomenclatura deste 
tipo de ocorrência são incluso ou inclusão e, nos casos em que os 
dentes não estejam completamente envolvidos pelos tecidos, a 
expressão adotada é semi-inclusão.” 
Causas de retenção 
Acontecem por diversas causas, dentre elas tem-se: 
• Dentes adjacentes muito volumosos; 
É observado no perímetro do arco onde por exemplo, tem-se um 
arco pequeno e um dente volumoso, resultando em um dente que 
não cabe na boca e consequentemente ficando retido. 
• Denso revestimento ósseo; 
A idade avançada resulta em uma pior expansão óssea, tanto é 
que os terceiros molares superiores são mais fáceis de ser 
extraído sem odontossecção e osteotomia, já os terceiros molares 
inferiores caso esteja realmente incluso terá uma dificuldade maior 
de ser realizado a cirurgia. 
• Excesso de tecido mole; 
Por exemplo, um incisivo central de uma criança onde o tecido mole 
está denso e o dente nãoconsegue irromper. Consequentemente 
o dente fica ali parado e a gengiva fica volumosa e inchada, 
necessita-se fazer uma ulectomia (corte na gengiva). 
• Falta de espaço; 
• Dentes muito volumosos; 
• Resistencia do tecido ósseo. 
Obs: lembrando que esse conteúdo engloba não só os terceiros 
molares, engloba tudo. 
 
Ordem de retenção 
O que a literatura descreve sobre a ordem correta de dentes 
retidos são: 
1- 3° molar inferior; 
2- 3° molar superior; 
3- Canino superior; 
4- 2° pré-molar inferior. 
Indicações e contra-indicações 
Peterson, dizia que “sempre que for diagnosticado, o dente incluso 
deve ser extraído ou encaminhado para que ocupe o seu espaço.” 
Ou seja, já parte do princípio que um dente incluso deve ser 
extraído. 
Alguns dentistas são mais conservadores e optam por não extrair 
por não está causando nenhum maleficio, porém, a literatura não 
segue isso, ela descreve que mesmo que o dente incluso não está 
causando nenhum maleficio, ele deve ser extraído. 
A literatura segue esse ponto para prevenção num futuro, como 
por exemplo, de doença periodontal, cárie e tumor. Desta forma, 
faz-se necessário partir do pressuposto do Peterson de ser 
extraído ou encaminhado para que ocupe o seu espaço. 
Mesmo partindo desse pressuposto é necessário sempre avaliar 
cada caso, porém, sempre tendo em mente essa base. 
Indicação para extração 
• Contato com o 2° molar permanente; 
Esse segundo molar pode causar absorção do dente vizinho, 
acúmulo de biofilme bacteriano e com isso causar uma 
pericoronarite que pode ser uma infecção aguda mais grave, além 
disso, pode ocorrer também uma infecção crônica periodontal e 
como consequência uma perda óssea na distal do segundo molar. 
• Relacionamento com o nervo alveolar inferior; 
Se partir do pressuposto que deve extrair o dente e ele está muito 
perto do nervo alveolar inferior é necessário pensar sempre no 
risco e no benefício dessa cirurgia. 
• Prevenção de doença periodontal; 
• Prevenção de pericoronarite; 
• Prevenção de reabsorção radicular; 
• Prevenção de cistos e tumores; 
• Tratamento de dor de origem desconhecida; 
Por exemplo, quando o paciente fala que tem dor na região 
posterior de mandíbula, podendo ser uma pulpite, dor de ATM e 
dentre outros fatores, por isso se faz necessário realizar um 
diagnóstico diferencial para extração. 
• Prevenção de fratura de mandíbula. 
O terceiro molar está no lugar do osso, ou seja, tem-se um dente 
dentro do osso substituindo o tecido ósseo, tanto que quando se 
extrai o dente se tem o alvéolo e uma região fragilizada. Ou seja, 
desta forma se extrai o dente e logo o osso se forma fortalecendo 
a mandíbula. 
Porém, isso pode ser relativo, afinal, a mandíbula pode fraturar 
facilmente por ser uma região de pouco osso. 
Contra-indicações 
• Extremos de idade; 
A tendência de pegar um paciente mais idoso é de não realizar a 
cirurgia, pela dificuldade que a cirurgia apresenta, pós-operatório 
complicado e maiores doenças relacionadas. 
Por exemplo, se o paciente possui por volta de 40/60/70 anos 
de idade e nunca teve problema por ter um dente incluso, pode-
se preservar e não extrair, pois muito provavelmente não terá 
problemas futuros. Porém, é necessário um acompanhamento com 
uma radiografia a cada ano. 
Quando o paciente é jovem pode-se colocar em questão a extração 
do dente incluso, pois a tendência é que a cirurgia seja mais fácil e 
os riscos de danos futuros sanados. 
Se o paciente for novo e o cirurgião dentista queira preservar o 
dente incluso, faz-se necessário o acompanhamento com 
radiografia a cada ano, se não ocorreu nenhuma interferência 
pode aumentar esse intervalo de acompanhamento para 
três/cinco anos. 
Ou seja, é necessário colocar em questão quais são os malefícios 
e os benefícios mesmo sabendo do pressuposto de se extrair. 
• Doença sistêmica; 
 
• Danos excessivos às estruturas adjacentes; 
- Paciente possui um dente supranumerário, consequentemente 
isso atrapalhará a erupção dos outros dentes. Neste caso, faz-se 
necessário a extração desse dente. 
- Paciente está com o dente no meio do nervo e sem nenhuma 
maior complicação, ou seja, é necessário observar os benefícios e 
os malefícios dessa extração, concluindo-se que o que vai pesar 
mais é o risco da extração. 
- Paciente possui uma pericoronarite e uma grande infecção que 
já virou abcesso, porém, o nervo está perto do dente, neste caso 
é necessário retirar o dente pois o benefício de se extrair e 
resolver o problema está pesando mais que o maleficio de ocorrer 
alguma coisa devido ao nervo está perto do dente. 
Classificação 
As classificações são muito importantes pois são elas que 
demonstram quais técnicas cirúrgicas e como será abordado o 
dente. 
São eles: 
Winter 
Relacionado à posição do dente de uma forma geral, podendo variar 
entre vertical, mesioangulado, horizontal, distoangulado, 
vestibularizado/lingualizado/transalveolar e posições anomonas ou 
invertidas. 
Os mais comuns são os de classificação vertical, mesio-angulado e 
horizontal. 
 
 
A classificação vertical que é quando o longo eixo do terceiro molar 
está paralelo ao do segundo molar 
A classificação mesioangular é quando a coroa do terceiro molar 
estiver mais próxima da raiz do segundo molar. 
A classificação horizontal ocorre quando a angulação é tão 
acentuada que fica perpendicular ao longo eixo do segundo molar. 
A classificação transalveolar é quando o terceiro molar inferior 
está inclinado para vestibular/vestibularizado, geralmente 
observa-se o desenho da coroa. 
A classificação invertida é quando o terceiro molar apresenta 
inversão segundo o seu maior eixo, raro de acontecer. 
A classificação distoangulada está em direção ao ramo, sendo difícil 
de extrair. É quando o terceiro molar está angulado no sentido distal 
em relação ao segundo molar. 
 
Pell e gregory 
Possuem duas classificações: relação de altura do dente (altura do 
plano oclusal como referência o segundo molar) e o cemento-
esmalte. 
Em relação ao plano oclusal: 
 
 
 
A: a superfície oclusal do terceiro molar está no plano oclusal do 
segundo molar. 
B: a superfície oclusal do terceiro molar está entre o plano oclusal 
e o cemento-esmalte. 
C: superfície oclusal do terceiro molar está abaixo do cemento-
esmalte. 
Obs: o C é o mais difícil de se extrair por estar mais perto do 
nervo e ter mais osso. 
Em relação à borda anterior do ramo: (distância da distal do 
segundo molar à borda anterior do ramo) 
 
1: terceiro molar no arco normal com posição ideal, é um dente 
erupcionado onde não tem a gengiva cobrindo e geralmente não 
tem indicação de extração. 
11: independente se está profundo ou não o terceiro molar não 
tem espaço, o ramo está no meio. Se o dente conseguir chegar 
em oclusão o osso estará no meio da oclusal e a mucosa cobrirá. 
111: não existe espaço, provavelmente é um paciente classe 11 com 
a mandíbula pequena e que o dente não aparecerá nunca em boca, 
terceiro molar está totalmente dentro do ramo ascendente 
mandibular. 
É mais fácil classificar 1,11,111 e A,B,C quando ele está vertical, 
porém, pode classificar quando está mesio-angular, horizontal 
também. Partindo da ideia de que se ele estivesse na posição certa, 
como ele estaria. 
Por exemplo, na classificação horizontal pode-se ter a referência 
na cúspide distal, pois o dente estará deitado (nível de relação do 
segundo molar). 
Técnica cirúrgica geral 
1. Diérese (acesso cirúrgico) 
2. Exérese (retirar o dente/osso) 
3. Hemostasia (presente em todas as etapas) 
4. Síntese (sutura) 
De forma especifica o que será feito nos terceiros molares ou nos 
dentes inclusos é: 
1. Incisão 
2. Divulsão tecidual 
3. Osteotomia 
4. Odontosecção (quando necessário) 
5. Exodontia 
6. Inspiração/curetagem 
7. Regulação óssea 
8. Hemostasia 
9. Sutura 
Incisão 
Terceiro molar superior 
A incisão será na mesial (nem na papila e 
nem no longo eixo para não fazer retração 
gengival) sendo divergente para a base sermaior e indo até o fundo do vestíbulo de 
2/3 mm, com isso o retalho terá 
mobilidade. Essa seria a melhor indicação 
para o dente incluso. 
 
A intrasulcular é preferível pelos periodontistas, pois se tem a ideia 
que não fazer relaxante é mais conservador. Nas cirurgias 
minimamente invasivas não tem 
necessidade de fazer um acesso grande, 
no entanto para terceiro molar isso não 
funciona. Lembrando que isso vai depender 
de onde estará o dente, por exemplo, se a ponta do dente estiver 
aparecendo talvez essa técnica funcione. 
Terceiro molar inferior 
Semelhante a superior: incisão linear na distal 
do segundo molar,intrasulcular e relaxante 
avançando a mucosa alveolar. 
É necessário palpar antes de fazer a 
incisão linear pois as vezes o osso 
entra e no momento da incisão pode-
se cair no vazio lesando um nervo 
lingual que está 1 cm abaixo do rebordo. 
Apenas depois de palpar e sentir o osso pode incisar, fazendo 
sempre um pouco para vestibular. 
 
Na intrasulcular vai até o primeiro 
molar. Sempre que se preferir 
intrasulcular é necessário andar um 
dente a mais. 
 
Relaxante na distal do segundo molar, 
em forma de um C. Esse tipo de 
relaxante tem como benefício uma 
cirurgia mais rápida com apenas dois 
pontos no local da incisão, porém, é 
mais complicada. 
Incisão no palato 
Se no caso não for terceiro molar e for por exemplo um canino 
ou pré-molar é necessário ter certeza se o dente está por 
vestibular ou lingual/palatina. 
Se estiver por vestibular os princípios são os mesmo de 
retalho/incisão relaxante, o cirurgião decidirá de acordo com o 
caso. 
Se estiver por lingual/palatina geralmente não se faz incisão 
relaxante para não lesar o nervo lingual e a artéria palatina. 
No exemplo ao lado tem-se um 
mesiodente que está no palato, foi 
feito um acesso de pré-molar à pré-
molar deslocando toda a região 
anterior. 
Pode-se fazer uma relaxante também na área de canino (área 
mais segura) que é onde acaba o nasopalatino e o palatina maior. 
Osteotomia 
As osteotomias normalmente são feitas em áreas especificas. 
Terceiro molar inferior 
Deve-se ter em mente que é necessário expor a face oclusal, face 
vestibular e face distal (essas três faces precisam estar 
expostas). 
Na face oclusal é necessário retirar o osso inteiro. 
Na face vestibular e face distal não é necessário retirar todo osso. 
Se faz uma canaleta pela vestibular em volta do dente começando 
do início da mesial e indo até a distal. 
Terceiro molar superior 
O osso é mais mole, muita das vezes é feito o acesso com retalho, 
onde a ponta do molt funciona como se fosse um cinzel, solta-se 
um osso fino mostrando toda a face vestibular. 
Se o osso for realmente mole pode-se expor só a face vestibular, 
se não for mole é necessário expor a face oclusal e face distal, 
dependendo de como está o caso. 
 
Odontosecção 
Impacção vertical 
Se for necessário se faz a odontosecção 
separando o dente no meio, metade mesial e 
metade distal (conjunto inteiro coroa-raiz). 
 
Impacção mesio-angulado 
Na maioria das vezes se faz necessário a 
odontosecção pois a ponta da coroa estará 
travada, pode-se realizar com a broca zecrya 
ou tronco cônica 702. 
Duas formas que podem ser realizadas: 
1. Posiciona a broca paralela ao segundo molar e angula um 
pouco para facilitar a saída do fragmento tornando-o 
mais expulsivo e saindo mais fácil. 
2. Alargar o gap com a broca, faz o corte e passa a broca 
desgastando o resto da coroa e a parte do fragmento 
para deixar o gap largo e o fragmento ficar frouxo no 
meio. 
Obs: sempre que é feito odontosecção não é obrigatório ir com a 
broca zecrya de fora a fora (de vestibular até lingual). 
É aconselhável: 
• Chegar o mais perto possível deixando por volta de 2 a 
3 mm; 
• Se tiver segurança e visualização pode ir com a broca 
sem desgastar o osso, cortando a extensão para mais 
de 2/3; 
• Entra com a alavanca reta o máximo que for profundo 
no gap e gira, fraturando esse fragmento. 
• Remove a porção da coroa e com os movimentos de 
alavanca adequados/habituais se tira o restante do 
dente. 
Obs: geralmente a alavanca vai entrar pela mesio-vestibular e no 
meio da vestibular, é raro entrar pela lingual (apenas em casos 
específicos). 
Impacção horizontal 
Necessário remover a coroa inteira. 
Três formas que podem ser realizadas: 
1. Coloca a broca zecrya paralela ao 
dente (igual no traçado da 
imagem ao lado) indo até a união 
cemento esmalte para retirar a 
coroa toda. 
Obs: vai até a união cemento esmalte por ser mais fácil de cortar 
e já tirar a coroa toda. 
2. Chegar a broca zecrya um pouco mais para trás (mais 
para distal) fazendo assim uma odontosecção nas raízes, 
separação as duas raízes juntas. Depois que cortou a 
coroa, alarga o gap, desgasta de um lado pro outro, usa 
a alavanca e tira a coroa. 
Existem casos em que a coroa pode ficar agarrada por ter muito 
osso, precisando retirar mais osso em volta da coroa para assim 
a coroa ser retirada. 
3. Separar a coroa em 1, 2, 3 ou 4 fragmentos. Depois que 
é feito o primeiro corte (corte de vestibular para lingual 
para separar a coroa inteira) ficará um gap, é 
necessário encaixar a broca no meio desse primeiro 
corte caminhando para mesial e separando-a em dois 
pedaços, ficando assim um pedaço para vestibular e para 
lingual. 
Em seguida, tenta tirar colocando a alavanca, caso não saia é 
necessário fragmentar em mais um pedaço a coroa. Desta forma, 
consegue-se retirar um fragmento folgando o outro até conseguir 
terminar de remover a coroa. 
 
 
 
Impacção disto-angulado 
Ele estará impactado no ramo precisando assim ser retirado na 
porção distal da coroa, vai acabar retirando um pouco mais de osso 
na distal, porém, o ideal é tentar preservar o máximo possível 
dessa região. 
Existem dois padrões de odontosecção: 
O padrão é que seja um corte 
divergente/expulsivo para retirar esse 
fragmento, como representado na imagem 
ao lado. 
 
 
Como opção alternativa, se a situação 
permitir pode separar o dente em dois 
fragmentos, como representado na imagem 
ao lado. 
 
 
 
 
Casos clínicos
Caso 1 
Exodontia do terceiro molar inferior 
1. Foi realizado a 
palpação para não 
cair no vazio e a 
incisão linear, o 
acesso foi indo para 
vestibular. 
 
2. Relaxante até o 
fundo do vestíbulo 
para mobilizar o 
retalho, porém não 
tão fundo pois pode 
pegar a artéria 
facial. 
Detalhe: passou a união muco-gengival por volta de 3 mm já é o 
suficiente. 
 
3. Descolamento muco-
periosteal deixando 
um retalho aceitável. 
 
 
4. Dificuldade maior 
nessa etapa, pois o 
dente pode não 
estar intraósseo e 
está semi-incluso, 
encontrando assim o 
capuz pericoronário unindo a mucosa bucal, onde na hora 
de deslocar terá dificuldade. 
Se o dente estiver todo intraósseo depois que incisar é só raspar 
o osso. Se o dente tiver com a oclusal aparecendo no osso tem-se 
o capuz pericoronário que vai estar misturado com a mucosa. 
5. Padrão de odontosecção: tem 
que mostrar toda oclusal, 
vestibular e distal (se faz uma 
canaleta contornando de 
vestibular até distal.). 
 
A broca ideal é a 4 (dependendo da marca a 6 também) em alta 
rotação esférica carbide e sem água, pois o soro estará ali para 
irrigar. 
Em questão de largura é essa broca que vai dar um tamanho ideal 
à canaleta e uma tabua óssea vestibular. 
Em questão de profundidade é o suficiente para sair da cortical e 
cair no vazio, esse vazio é osso medular que estará sangrando. Se 
for passado a broca, aspirado e irrigado e ainda não estiver 
sangrando é porque está raso, é necessário cair no vazio e ver o 
sangramento em toda extensão. 
 
6. Osteotomia entrando com 
a alavanca, em alguns 
casos não é necessário 
fazer osteotomia e já ir 
entrando com a alavanca, 
sendo necessário ver cada 
caso. 
 
7. Primeiro ponto para tentar 
extrair o dente é pela 
mesio-vestibular, podendo 
deslocar depois pela 
vestibular. 
 
8. Ter cuidado na hora da 
remoção do dente pois o 
paciente pode 
deglutir/aspirá-lo,depois da 
extração pega-se a pinça 
para retirar o dente. 
 
9. Irrigar/lavar e aspirar no 
fundo do alvéolo para ver 
se não tem espiculas 
ósseas. 
 
 
 
10. Se tiver espiculas ósseas 
pode passar broca esférica 
de alta rotação/lima/pinça 
goiva. Pode ter pó de osso no 
fundo do retalho, sendo 
necessário irrigar para não 
infectar. 
 
11. Sutura simples, se estiver sangrando muito pode dar uma 
sutura em U. 
 
Caso 2 
Exodontia do terceiro molar inferior horizontal 
 
No terceiro molar direito tem-se uma perda óssea (o que no caso 
para extração é melhor), está mais longe do segundo molar e tem-
se menos osso em cima dele. Ou seja, dará menos trabalho que o 
terceiro molar esquerdo que está mais próximo do segundo molar 
e possui mais osso em cima dele. 
Foi feito a osteotomia/retirada da 
coroa (com a realizações dos 
fragmentos) e ficou as duas raízes. 
Antes de entrar com a alavanca foi 
feito um gap para posteriormente 
soltar as raízes. 
 
 
Caso 3 
Exodontia de pré-molar inferior impactado 
O pré-molar estava por vestibular, nesses casos o ideal é sempre 
fazer uma tomografia. 
 
Porém nesse caso foi feito a técnica de Clark que não mostrou 
muita coisa, com isso foi feito uma periapical e uma incidência 
oclusal onde deu para tirar qualquer dúvida que o dente estava por 
vestibular. 
Foi feito um acesso semelhante ao terceiro 
molar, porém, sabendo que ele estava numa 
área bem próxima do mesmo. 
 
 
Foi feito a odontosecção com a broca 702 
. 
 
Separar a coroa/tirar a coroa/retirar a raiz/sutura. 
 
 
Caso 4 
Pré-molar superior impactado no palato 
Diagnostico diferencial: tomografia para saber se está por 
vestibular ou palatino. 
 
 
 
 
Neste caso estava por palatino, onde o 
acesso foi feito do segundo molar até a 
linha média (intrasulcular) 
 
 
Descolamento é um pouco complicado 
pois o palato é muito duro/rígido 
precisando ter a mão firme, é 
necessário cautela pois pode lacerar o 
palato atingindo a artéria palatina. 
 
Um detalhe interessante é suturar a borda do retalho no dente do 
outro lado para manter afastado e 
auxiliar na visualização 
Fez a osteotomia e localizou a coroa., 
pode-se fazer a luxação do dente com a 
alavanca ou fazer a remoção da coroa 
(odontosecção). 
Dente removido/observar se tem alguma especula 
óssea/irrigar/suturar. 
Caso 5 
Dente supranumerário (mesiodente) 
Diagnostico diferencial: tomografia é essencial ou técnica de Clark 
para saber se está por vestibular ou palatino 
 
Foi feito um acesso grande, do molar 
até o primeiro pré-molar. 
 
 
 
Realizado a osteotomia/identificado o 
dente/extração do dente/enxerto 
pois seria feito uma orto 
posteriormente/sutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cirurgia pré protética
É toda manobra realizada na cavidade bucal, necessária para 
manter bem adaptada uma prótese. 
O ponto principal é deixar a prótese mais adaptada, ou seja, o 
conceito é bem amplo, indo desde uma cirurgia de tórus palatino 
até uma cirurgia periodontal de coroas clínicas. 
Objetivos 
Área de suporte 
• Ausência de condições patológicas (sem 
inflamação/infecção); 
• Relação apropriada de maxila e mandíbula (sendo assim, 
uma cirurgia ortognática pode ser classificada como pré 
protética) 
• Forma do processo alveolar 
• Ausência do tecido protuberante 
• Mucosa ceratinizada 
• Profundidade vestibular 
• Tecidos de revestimento adequados 
Avaliação e plano de tratamento 
Avaliação dos tecidos 
• História e exame físico 
• Relação dentaria e óssea 
• Contorno ósseo 
• Tecidos moles 
• Profundidade de sulco 
• Presença de condições patológicas 
Terapêuticas cirúrgicas 
As cirurgias são classificadas em tecidos duros e tecidos moles: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tecidos duros 
Alveoloplastias 
Indicações 
• Extração múltiplas 
• Saliências ósseas ou invaginações 
• Rebordo alto 
• Lábio superior curto 
• Rebordos grandes 
• Harmonia facial alterada > protrusão 
• Prognatismos maxilares > não há possibilidade de redução 
cirúrgica 
As alveoloplastias são muito comuns de visualizar uma área com 
saliências ósseas, podendo ser indicadas tanto na mesma cirurgia 
de extração múltipla ou então em um momento futuro quando o 
paciente retorna. 
Obs: alguns pacientes podem ter lábios superiores curtos, podendo 
dar impressão de rebordo alto. 
Classificação 
São divididas em convencionais, intra-septais, alveoloplastia e 
prótese imediata. 
Obs: convencionais é a mais utilizada e a prótese total imediata 
funciona como alternativa para melhorar a estética do paciente. 
- Convencionais: 
• Espículas ósseas salientes 
• Extração de molares 
• Proeminências alveolares 
• Porções anteriores do maxilar 
• Prognatismos maxilares 
A ideia é retirar a ponta de osso, o mínimo 
necessário, não é indicado retirar muito pois o 
osso é importante para o implante, partindo do 
pressuposto que não se sabe se o paciente no 
futuro precise/queira fazer implante, ou seja, é interessante 
preservar. 
As vezes o paciente que possui prótese total sente que está 
machucando no contorno da gengiva, onde essa saliência pode 
incomodar na região de vestíbulo. Desta forma, pode-se desgastar 
a prótese um pouco (desde que não atrapalhe a retenção) ou então 
desgastar osso partindo para cirurgia. 
Tecidos duros 
Alveoloplastias 
Remoção de tórus 
Redução tuberosidade 
Redução crista milo-hióidea 
Redução do tubérculo geni 
Reconstrução óssea 
Cirurgia ortognática 
Tecidos moles 
Redução tuberosidade 
Hiperplasias 
Aprofundamento do sulco 
Frenectomias 
Cirurgias labiais 
Enxertos de tecido 
ceratinizado 
 
Utiliza-se por exemplo, pinça goiva, brocas, lima para osso.. Tantos 
instrumentos manuais, quando rotatórios. De uma forma geral, 
quanto maior a broca, melhor. Fazendo assim, uma regularidade 
melhor do rebordo. 
Depois da extração é interessante remover algumas saliências que 
possam existir, muita das vezes se faz necessário palpar em cima 
da mucosa para observar se tem alguma especula óssea 
espetando no dedo, geralmente nas pontas das cristas para dar 
uma regulada. 
 
Exemplo abaixo de uma alveoloplastia em maxila onde a paciente irá 
utilizar uma prótese parcial removível: 
 
Obs: se fosse implante não teria necessidade dessa cirurgia. Em 
cirurgia pré protética o tipo de prótese que indica a cirurgia. 
Exemplo abaixo de uma alveoloplastia em mandíbula onde foi tirado 
pouco osso durante a extração ficando com algumas 
irregularidades que estavam atrapalhando a prótese total, 
decidindo-se então realizar uma intervenção cirúrgica. 
 
Alveoloplastias intra-septal 
Essa técnica é quando se tem um paciente biprotruso, geralmente 
em raça negra, onde é necessário desgastar os septos deixando 
uma tabua óssea inteira vestibular e palatina. 
Não se desloca retalho, é necessário deixar o periósteo aderido. É 
preciso pressionar para poder fazer uma fratura em galho verde 
reduzindo e deslocando tudo para palatina. 
 
 
 
Alveoloplastias e prótese imediata 
Nesses casos se faz necessário quando o paciente realiza uma 
extração seriada onde precisa desgastar o osso para que uma 
prótese provisória total fique bem adaptada. 
Vantagens 
• Benefícios psicológicos e estéticos 
• Tamponamento 
• Manutenção da dimensão vertical 
Desvantagens 
• Alteração nas dentaduras 
• Confecção de nova prótese 
Pensando melhor na estética, retira-se primeiro os dentes 
posteriores deixando os dentes anteriores para obter uma 
estética razoável. 
Molda-se e tem-se uma área posterior sem dente, quanto menos 
dente melhor para se programar uma prótese total imediata. 
Quando o técnico for realizar a prótese total no laboratório é 
interessante que ele replique a parte da prótese sem os dentes 
em material transparente, tipo a plaquinha de clareamento. Isso 
porque quando for extrair os dentes vão ter algumas áreas que 
não vão encaixar direito e com o 
material transparente será possível 
observar quais áreas estão 
atrapalhandono encaixe de uma 
futura prótese total. 
Remoção de torus 
Existem tórus vestibulares, linguais/palatinos 
sendo uma variação anatômica. Geralmente 
indicada quando se usa uma prótese total ou 
provisória, porém, se o paciente tiver uma 
mucosa fininha o tórus pode dificultar por 
exemplo, na alimentação e até mesmo na fala, 
sendo caso de tirar da mesma forma. 
Indicação 
• Tórus palatino e mandibular 
• Interferência na estabilidade de prótese 
• Dificuldade de dicção 
• Irritações da mucosa 
 
 
 
Dente Desgaste do osso 
osso 
Apertando para 
fraturar 
osso 
Existem três variações de incisões, que 
são: 
• Reta, linear sobre o tórus 
• Em formato de Y 
• Duplo Y, se o faz Y para 
baixo. Usados quando se tem 
um tórus muito volumoso. 
 
As técnicas normalmente são incisão, retalho total, desgaste e 
sutura. 
Torus mandibular 
Pode-se fazer igual ao tórus palatino 
incisando sobre o tórus ou então faz 
como se fosse um retalho 
convencional. 
Obs: evitar passar broca de forma aleatória, é interessante 
realizar canaletas soltando os fragmentos. 
 Tuberoplastia 
É necessário remover irregularidades 
ósseas e criar espaço interoclusal. 
Em paciente desdentado torna-se um 
problema, principalmente na utilização de 
prótese total. Neste caso é necessário realizar diagnostico 
diferencial se é tecido mole ou tecido ósseo no local. 
- Se for tecido ósseo realiza uma incisão linear (retalho 
mucoperiosteal). 
- Se for tecido mole a incisão é em cunha. 
Complicações 
Perfuração do seio maxilar. 
Redução da crista milo-hióidea 
A crista milo-hioidea fica pela face lingual, 
quando o paciente absorve o osso todo a 
crista milo-hioidea fica mais superficial. 
- Ocorre deslocamento pelas inserções 
musculares. 
Obs: técnica em desuso, não se faz hoje em dia. 
 
 
Redução do tubérculo geni 
Localizado na frente da mandíbula. 
• Inserção músculo genioglosso 
• Antes da remoção é importante considerar o aumento 
da porção anterior 
• Incisão bilateral 
• Remoção de brocas ou pinça goiva 
• Reinserção aleatória do músculo 
Obs: técnica informativa pois não é tão usual. 
Reconstrução óssea 
Objetivo 
Manter osso, ser conservador e não desgastar muito. 
 
 
 
 
 
Cirurgia ortognática 
Objetivo 
Adequada relação maxilo-mandibular. 
Exemplo ao lado da paciente que não 
conseguia colocar dentadura, foi preciso 
realizar enxertos e avanço da maxila. 
 
Tecidos moles 
Tuberoplastia 
Objetiva promover espaço adequado, possuindo um diagnostico 
diferencial se é tecido ósseo ou tecido mole. 
Pode-se realizar uma radiografia pré operatória para avaliação, 
por exemplo: se o osso está presente, se é tecido ósseo/tecido 
mole ou se o osso maxilar está para baixo. 
Se tiver tecido ósseo e seio maxilar baixo é necessário realizar uma 
osteotomia segmentada de maxila jogando o órgão para cima, 
semelhante a uma cirurgia ortognática.. 
Se tiver tecido mole, clinicamente se avalia a espessura desse 
tecido, anestesiando o paciente e utilizando uma sonda periodontal 
Reabilitação funcional 
Implantes osseointegrados 
milimetrada aprofundando no tuber. Se der acima de 5/6mm tem-
se a ideia de aumento de tecido mole. 
A ideia é retirar tecido mole que está sobrando fazendo um acesso 
circunferencial elíptico (incisão), pega-se o molt soltando por dentro 
o tecido mole, quando se tira esse tecido é visualizado o osso onde 
na hora de fazer a sutura terá dificuldade, será necessário passar 
uma lâmina na porção interna para conseguir fazer a sutura 
corretamente. 
 
 
Hiperplasias 
São causadas por trauma de baixa intensidade e longa duração. 
Por exemplo, quando uma prótese está 
mal adaptada na porção superior ou na 
inferior, principalmente na inferior 
(sendo a pior), tem-se uma retenção 
prejudicada, ficando mal adaptada e 
larga. 
Resulta em traumas de pequenas intensidades, porém, com passar 
do tempo esses traumas vão formar uma hiperplasia fibrosa 
inflamatória. 
Retira-se essas lesões com excisão cirúrgica com bisturi, 
eletrobisturi, mucoabrasão, crioterapia e laser de alta intensidade. 
Técnica cirúrgica com bisturi 
convencional 
Basicamente pinça-se a lesão/delimita onde está a 
lesão/traciona/acesso com a lâmina de bisturi não indo muito 
profundamente/retira-se a lesão/sutura. 
É necessário ter cuidado com o momento da sutura pois pode 
diminuir a profundidade de vestíbulo, causando um problema na 
retenção da prótese. 
Uma medida interessante é utilizar o bisturi elétrico onde não vai 
ocorrer o sangramento ou então pode-se suturar com fio 
reabsorvível na borda da ferida no plano muscular, realizando assim 
uma hemostasia por sutura em volta e parando de sangrar. 
 
Todo material removido é enviado para o 
exame histopatológico. 
 
Técnica cirúrgica com laser de alta 
intensidade 
A vantagem do laser é que no momento do acesso ele não sangra 
e sua cicatrização é muito mais rápida, porém, a desvantagem é 
que possui um custo muito elevado. 
Tecnicamente é semelhante a técnica tradicional do bisturi, muda-
se apenas o instrumento utilizado. 
Libera-se o paciente da forma que está 
ilustrado na imagem ao lado, não é necessário 
dar ponto (apenas se ocorrer algum 
sangramento) 
 
Técnica cirúrgica com eletrobisturi 
O aspecto necrótico normalmente é realizado 
com bisturi elétrico, precisando ter cuidado se 
utiliza-lo muito profundamente para não expor 
osso. 
 
Técnica cirúrgica com mucoabrasão 
Uso da broca, pois a mesma encaixa 
perfeitamente no palato, já que com o bisturi 
tem-se uma dificuldade maior para encaixar. 
Só ter cuidado ao utilizar a broca para não 
atingir a artéria palatina. 
Aprofundamento de sulco vestibular 
Aumento relativo do rebordo, através do 
rebaixamento de ligamentos, músculo e 
mucosa. 
Técnica em desuso, pois: 
• Os resultados nem sempre são previsíveis e adequados 
• Possui a formação de cordão fibroso, impedindo a 
funcionalidade protética 
• Aumento de recursos protéticos, que suprem algumas 
deficiências anatômicas 
Frenectomias e frenotomias 
Classificando-as: 
Frenectomia: incisar e retirar o freio 
Frenotomias: cortar o freio 
As frenectomias fazem parte de cirurgias ortodônticas e pré 
protéticas, existem: 
• Freios labiais superiores e inferiores 
• Freios linguais 
• Bridas 
Existem grande número de técnicas, como: 
• Dupla pinçagem 
• Pinçagem única 
• Zetaplastia 
• Desinserção da inserção muscular 
Técnica cirúrgica com pinçagem única 
Feito frenectomia no lábio superior, onde o freio pode estar dentro 
da sutura intermaxilar causando diastema, como mostrado na 
imagem. 
Imagem 1: feito a anestesia pode-se pinçar no ângulo entre o lábio 
superior que está tracionado e o rebordo alveolar onde estão os 
dentes. 
Imagem 2: entra-se com a lâmina ajudando a delimitar o contorno, 
onde a ideia e ir imediatamente antes da papila incisiva (pinça serve 
como base de referência para a lâmina passar). 
Imagem 3: é importante certificar que as fibras da sutura 
intermaxilar foram removidas com uma cureta periodontal 
raspando até o osso. 
Imagem 4: Irriga/aspira e é interessante também utilizar uma gaze 
fazendo movimento de vai e vem. 
 
Imagem 5: realiza uma divulsão tecidual entrando com o 
instrumento reto e abrindo dos dois lados para mobilizar o retalho 
e fecha-lo (isso só pode fazer na mucosa alveolar) 
Imagem 6: o primeiro ponto é importante que seja feito no fundo 
do vestíbulo, pega-se o periósteo entrando do outro lado do retalho, 
é necessário pegar o periósteo pois quando se fechar o ponto ele 
será jogado para cima definindo o sulco de vestíbulo daquela região. 
Imagem 7: sutura do lábio (para cima) irá fechar e em direção ao 
rebordo não será fechado direito pois é tecido ceratinizado. 
Imagem 8: se tiver sangramento é só inserir o cimento cirúrgico 
(semelhante a um chiclete). 
 
Técnica cirúrgica com zetaplastia 
Quando tira o freio na região 
superior da boca, pode-se fazer 
uma incisão adicional na parte 
superior (reta) e

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