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clinica integrada || Odontologia cirurgia terapêutica aplicada de antibióticos A cavidade bucal é um ambiente ideal para o crescimento de microrganismos, já tendo sido identificadas mais de 500 espécies bacterianas, com distintas características morfológicas e bioquímicas. Antibióticos Os antibióticos são substâncias químicas, obtidas de microrganismos vivos ou de processos semissintéticos, que tem a propriedade de inibir o crescimento de microrganismos patogênicos ou destruí-los. Classificação bacteriana Existem as seguintes classificações: • Coloração (gram, ziehl-neelsen) • Características da colônia • Necessidade de oxigênio • Provas metabólicas Existem sete principais grupos: • Coccus gram positivo e coccus gram negativo; • Microbactérias; • Riquétsias; • Micoplasmas; • Espiriquetas; • Clamídias (grande vírus). Classificação dos antibióticos Os antibióticos podem ser classificados com base em diferentes critérios, quando se entra nessa classificação tem-se vários grupos correlacionados a ele. Espectro de ação Em termos clínicos, este é um dos melhores critérios de classificação dos antibióticos, pois é baseado na eficácia terapêutica contra determinadas espécies de microrganismos. Pode-se ter: • Antibacterianos; • Antifúngicos; Por exemplo, um paciente que possui prótese total e está com a cavidade bucal com cândida, tem-se a necessidade de utilizar a nistatina que é um medicamento antifúngico. Geralmente o paciente necessita ficar sem a prótese total e deve-se utilizar o medicamento por volta de 15 dias fazendo bochecho 3 vezes ao dia. • Antiparasitários; A ivermectina é uma medicação antiparasitária, porém possui uma ação antiviral. Ou seja, é uma medicação que possui dupla ação. • Antiprotozoários. Efeitos sobre germes • Bactericida Preferível fazer o uso do bactericida pois o antibiótico irá eliminar a bactéria. • Bacteriostática O bacteriostático irá bloquear e não haverá multiplicação de bactéria, sendo assim, o organismo que irá eliminar essas bactérias. Ou seja, depende mais da função do organismo. Obs: preferencialmente usa-se mais o bactericida por esse motivo, porém, isso não é o fator de escolha principal, existem outros fatores cabíveis também. Mecanismo de ação Parede celular (bactericidas) Muitos deles irão atuar na parede celular que são os bactericidas, como por exemplo, a penicilina, cefalosporina e vancomicinas. Membrana citoplasmática Outros irão atuar na membrana citoplasmática, como por exemplo, a anfotericina B, miconazol e cetoconazol. Como o antibiótico vai atuar eliminando os microrganismos? Replicação cromossômica Na replicação cromossômica, por exemplo o metronizadol, quinolonas e aciclovir. Obs: o metronizadol é um antimicrobiano, sendo eficientes nas doenças periodontais. Inibição da síntese proteica Tem-se como exemplo a tetraciclina, clorofenicol, gentamicina, eritromicina e azitromicina. A tetraciclina causa manchamento nos dentes, porém, possui uma boa concentração óssea onde os profissionais da periodontia acabam utilizando para tratar a doença periodontal. Normalmente os profissionais da periodontia fazem a cirurgia e abre uma cápsula de tetraciclina colocando-a em cima da raiz para eliminar bolsa periodontal. A gentamicina é muito indicada para microrganismos gram negativos. A eritromicina e azitromicina são antibióticos de segunda eleição na odontologia, pois a de primeira eleição é a penicilina. Inibição metabólica Tem-se como exemplo o sulfonamidas. Penicilinas Todas as penicilinas são bactericidas e podem ser de origem natural ou semissintética. De uma forma geral não é uma droga sintética, as primeira penicilinas que foram as naturais são de uso injetável (intramuscular e intravenoso) Penicilina natural injetável As representantes eram chamadas de penicilinas G sendo elas a cristalina, procaína e benzatina e seu espectro de ação é representado pelos cocos aeróbios gram positivo / gram negativo, anaeróbios e espiroquetas. A benzatina é a bezetacil (injeção normalmente em crianças) mas que tem excelente espectro de ação para infecção de garganta, amigdalite e faringite. Sua vantagem é ter ação longa, quando feita fica sendo liberada por um mês. Penicilina natural de via oral Surgiram as penicilinas naturais de uso oral, onde sua representante é a penicilina V, onde terá o mesmo espectro de ação. Semi-sintéticas amplo espectro Dos representantes tem-se a amoxicilina e a ampicilina, a amoxicilina é o que mais utilizamos. Tem como vantagem o amplo espectro abrangendo outras classificações de bactérias (bacilos gram negativos aeróbios), porém, são sensíveis as betalactamases (enzimas produzidas pela bactéria que vão bloquear a ação do antibiótico). Semi-sintéticas pequeno espectro Foi produzido as semi-sintéticas resistentes a betalactamase, porém, a desvantagem é que foi feito com pequeno espectro, ou seja, irá mata um grupo pequeno de bactérias, porém, matará as betalactamases resistentes. Os representantes são oxacilina, cloxacilina, dicloxacilina, meticilina e nafcilina. Obs: o melhor antibiótico é o certeiro para um grupo sensível, no caso, que seja específico para aquela bactéria, logo, é melhor do que um que seja de amplo espectro. Exemplo da tabela para maior fixação: Grupo Representantes Espectro de ação Grupo 1 Naturais Injetáveis Penicilina G Cristalina Procaína Benzatina Cocos aeróbios gram + Cocos aeróbios gram – Anaeróbios Espiroquetas Grupo 2 Naturais Via oral Penicilina V Cocos aeróbios gram + Cocos aeróbios gram – Anaeróbios Espiroquetas Grupo 3 Semi-sintéticos Amplo espectro Betalactamase sensível Amoxicilina Ampicilina Amplo espectro abrangendo bacilos gram negativos aeróbios Grupo 4 Semi-sintéticos Pequeno espectro Betalactamase resistente Oxacilina, cloxacilina, dicloxacilina, meticilina nafcilina Pequeno espectro Betalactamase resistente No grupo 3 foi acrescentado inibidores específicos da betalactamase e assim surgiu o ácido clavulânico. O ácido clavulânico, sulbactam e tazobactam são três substâncias que atuam inibindo a enzima produzida pela bactéria. Logo, associa-se amoxicilina com ácido clavulânico sendo administrada a amoxicilina 500mg + ácido clavulânico 125mg. Já o subactam e tazobactam são associados à ampicilina de uso endovenoso. É utilizado essa fórmula quando se tem uma infecção mais grave ou no caso de por exemplo um terceiro molar, onde o paciente já está utilizando amoxicilina por 7 dias e ainda tem pus. Neste caso é porque o paciente possui microrganismos resistentes, desta forma, é necessário passar mais 7 dias com ácido clavulânico junto. No caso de infecções rotineiras, não há necessidade, mas quando já existe algum tipo de comprometimento, é melhor prevenir. Amoxicilina É um composto semi-sintético (grupo 3), com amplo espectro, possui um espectro de ação compatível com os microrganismos da cavidade oral, sendo assim é o medicamento de eleição na odontologia. Se apresenta em 250, 500 e 875mg e 1g em comprimido ou solução. Lembrando que a quantidade vai depender se é adulto, criança e gravidade da infecção. Ampicilina É um composto semi-sintético.(grupo 3). É similar a amoxicilina, porém de uso endovenoso, tem o mesmo espectro de ação da penicilina G, porém ampliado. A sua concentração é de 250 ou 500mg de no máximo 1g por dia. Obs: as penicilinas são sempre as de primeira eleição, em especialmente a amoxicilina em via oral CEFALOSPORINAS São bactericidas, com espectro de ação um pouco mais aumentado em relac ̧ão às penicilinas. São menos sensíveis à ac ̧ão das betalactamases. Caso o paciente seja alérgico a amoxicilina pode usar por exemplo a cefalosporina. Há casos em que o paciente pode ter alguma reaçãona inferior (reta) ficando assim duas pontas, sendo necessário girar uma com a outra. Isso é feito para evitar uma reinserção errada. Técnica cirúrgica com desinserção de fibras musculares Parte do lábio superior abre muito, é ampla. Quando isso acontece não é interessante realizar uma frenectomia, em termos de nomenclatura seria feito uma frenotomia. É mais viável ir passando a lâmina no contorno como mostrado na imagem. Técnica cirúrgica com tesoura Esses tipos de pacientes possuem problemas de fala podendo ser encaminhado para fono ou em muitos casos o fono encaminha para o cirurgião dentista. Imagem 1: foi feito com a tesoura nessa situação, onde em alguns casos tem-se um padrão de freio labial inferior, diastema inferior e freio lingual. Imagem 2: é necessário anestesiar e dar um ponto na língua. Imagem 3: coloca-se a tesoura no meio e corta. Imagem 4: divulsão tecidual de um lado lado pro outro. Imagem 5: suturar, primeiro ponto na divisão entre soalho lingual e ventre. (três pontos para cima e três pontos para baixo). Técnica cirúrgica com lâmina de bisturi Imagem 1: anestesiar e dar um ponto na língua e inserir a lâmina rente ao ventre da língua. Imagem 2: divulsão tecidual de um lado para o outro. Imagem 3: suturar. Técnica cirúrgica com laser de alta intensidade Freio labial inferior na gengiva ceratinizada, causando retração gengival. Esses casos são resolvidos com frenectomia e enxerto gengival (conjuntivo ou gengival livre). Com a lâmina de bisturi, vai da união mucogengival, dividindo o retalho e jogando o freio para baixo. Desta forma, deixa-se a área cruenta e põe enxerto nessa região. Cirurgia labiais Tratamento cirúrgico de lábio-duplo Quando o paciente tem lábio duplo, a mucosa de dentro everte e aparece a mucosa ao sorrir. Particularidades: • Excesso de tecido na mucosa do lábio. • Causa: congênita, adquirida, síndrome de Ascher. Obs: pacientes que usam instrumento por sopro, pode estimular essa mucosa e ter uma hipertrofia. O tratamento é a excisão cirúrgica (bisturi convencional ou laser). Imagem 1: paciente com hipertrofia da mucosa do lado direito (do paciente). Imagem 2: demarcação com corante e pinça o excesso de tecido. Imagem 3: bisturi em volta. Imagem 4: sutura, a sutura serve para controlar o quanto está expondo o lábio, se apertar muito acaba expondo muito o sorriso do paciente. Enxertos de tecido ceratinizado Existem várias formas de serem feitos, como por exemplo: • Enxertos epiteliais • Enxertos de tecido conjuntivo • Enxertos mistos (epiteliais e conjuntivos) Técnica cirúrgica: enxerto gengival livre Imagem 1: caso em que o paciente possuía três implantes e com presença de dor/inflamação. A proposta foi de um enxerto periimplantar para ganhar mucosa ceratinizada. Imagem 2: retalho dividido (mucosa para um lado e periósteo para o outro). Imagem 3: pedaço de papel do fio de sutura para ter o molde do tamanho do enxerto que é necessário. Imagem 4: é colocado o pedaço de papel no palato e feito a marcação da área doadora. Obs: isso é chamado de enxerto gengival livre (não é vascularizado), faz o acesso com mais ou menos 3 ou 4 mm de profundidade. A região mais segura para remover é em região de pré-molares, devido a artéria palatina que passa em baixo. Imagem 5: com a lâmina, vai soltando o enxerto bem devagar, até sair por completo. Quanto mais para a frente será pior, devido as rugas do palato. Imagem 6: sutura o palato primeiro e coloca o enxerto no soro, como não dá para fechar o palato, a ideia é fazer uma sutura pressiva para que o coágulo fique retido ali. Obs: é necessário fazer uma sutura suspensória em volta de pré- molar e pode colocar o cimento cirúrgico para fazer uma hemostasia local. Imagem 7: na área receptora quanto menos ponto, melhor. O ideal é fazer com fio 5-0 ou 6-0, dando pontos nas extremidades do enxerto e embaixo, a sutura suspensória. Imagem 8: resultado, ficando mais fácil de se higienizar. Em caso de retração gengival com freio labial inferior, é isso que é feito: - Joga o enxerto na área de um freio ou de uma brida, deslocando para baixo onde o enxerto se firma ali, não havendo recidiva. Em caso de retração gengival, pode-se reposicionar o tecido de novo. Técnica cirúrgica: enxerto conjuntivo As indicações de cada procedimento serão estudadas pela periodontia, em cada situação se pensará na melhor abordagem cirúrgica. Imagem 1: área de papila interproximal, nesse caso o paciente tinha dois implantes onde não teve espaço suficiente para formar papila. Obs: ganhar papila é muito complicado, mesmo fazendo enxerto. Imagem 2: retalho dividido, entra com a lâmina lá dentro fazendo um envelope. Imagem 3: área doadora (palato), faz apenas uma incisão e a partir dessa, faz uma outra incisão para tirar uma fatia interna. Imagem 4: tecido removido e a inserção desse tecido dentro do retalho, deve-se suturar com fio absorvível. Obs: cicatrização por primeira intenção, no conjuntivo tem essa vantagem de não deixar a ferida aberta como fica no gengival livre. O tratamento orto-cirúrgico pretende estabelecer a oclusão normal do paciente, na tentativa de reduzir o custo biológico, proporcionando uma relação entre cirurgia e ortodontia, reabilitando o paciente. Diversas mobilidades e técnicas cirúrgicas fazem parte, rotineiramente, do rol de procedimentos que integram o plano de tratamento ortodôntico dos pacientes. Dentre elas a grande maioria (se não todas) são essas: Torna-se importante sempre um adequado diagnóstico e planejamento dos procedimentos cirúrgicos que integram esse plano de tratamento e que devam ser realizados por adequada integração entre as especialidades cirúrgicas e ortodônticas. Extrações Extrações simples Basicamente se recebe a indicação do ortodontista registrando tudo o que foi passado e extraindo o elemento dentário proposto pelo ortodontista. Necessário ter cuidado para não fraturar a tabua óssea e não comprometer lá na frente uma possível resseção gengival do permanente. O paciente pode ter maloclusão classe 1, classe 2 ou classe 3, dependendo de cada caso. Exemplo em que foi indicação de extração do primeiro pré-molar que o ortodontista solicitou: Obs: existem casos de extração seriada em dentes deciduos que a sequência é o ortodontista que solicita para favorecer os dentes permanentes posteriormente. Basicamente não tem muito mistério para realização da extração, apenas pegar a indicação do ortodontista e realizar. Ulotomia/Ulectomia A ulotomia é o corte de tecido gengival sobre a coroa do dente não erupcionado. A ulectomia é a remoção de tecido gengival sobre a coroa do dente não erupcionado. Obs: a vontagem da ulectomia é que retira mais tecido. É feito sobre a incisal do dente favorecendo a erupção, desde que não tenha um dente incluso ou um supranumerario e a causa seja apenas um tecido mais fibroso. Frenotomia/Frenectomia Frenectomia labial Exame do paciente: • Diastemas localizados x diastemas generalizados • Medir tamanho dos dentes/espaço • Distender lábio superior (afastar o lábio e ver o tamanho do freio e a inserção que ele faz na linha média) • Radiografias periapicais (importante para ver a sutura intermaxilar) Técnicas cirúrgicas: • Excisão simples • Pinçagem única (muito mais simples, usa-se bastante) • Dupla pinçagem • Zetaplastia • Desinserção da inserção muscular (interessante quando o freio é mais largo) Extração Ulotomia/Ulectomia Frenotomia/Frenectomia Tracionamento cirúrgico Minimplantes Miniplacas Cirurgia ortognática Ulotomia Ulectomia A época ideal da intervenção cirurgica é na erupção dos caninos permanentes. Na epoca de erupção dos caninos é interessante pois ajuda a fechar o diastema. Há uma polêmica se realmenteo freio causa ou não o diastema, de qualquer forma é interessante planejar com o orotodontista e seguir as indicações que serão encaminhadas, em especial quando tiver o diastema. Obs: é uma cirurgia de fácil execução, porém, é necessario ter cautela para não infiltrar muito anestesico local (infiltração excessiva) na região do freio para não distorcer o local da cirurgia. Caso clinico: Imagem 1: não se tem duvidas olhando um caso desses que o freio está entrando na sutura intermaxilar, só de ver a anatomia e a forma do rebordo. Imagem 2: após a anestesia, quando é puxado o lábio e pinça o freio tem-se uma isquemia. A isquemia acontece pois é puxado o freio para vestibular e faz uma tração na palatina, pois a fibra está passando ali no meio. Obs: no exame clínico só se puxa o lábio, quando é colocado a pinça já é para iniciar a cirurgia. Imagem 3: feito a anestesia pode-se pinçar no ângulo entre o lábio superior que está tracionado e o rebordo alveolar onde estão os dentes. Imagem 4: entra-se com a lâmina ajudando a delimitar o contorno, aonde a ideia e ir imediatamente antes da papila incisiva (pinça serve como base de referência para a lâmina passar). Imagem 5: é importante certificar que as fibras da sutura intermaxilar foram removidas com uma cureta periodontal raspando até o osso. Imagem 6: irriga/aspira e é interessante também utilizar uma gaze fazendo movimento de vai e vem. Imagem 7: realiza uma divulsão tecidual entrando com o instrumento reto e abrindo dos dois lados para mobilizar o retalho e fechá-lo (isso só pode fazer na mucosa alveolar). Imagem 8: o primeiro ponto é importante que seja feito no fundo do vestíbulo, pega-se o periósteo entrando do outro lado do retalho, é necessário pegar o periósteo pois quando se fechar o ponto ele será jogado para cima definindo o sulco de vestíbulo daquela região. Imagem 9: sutura do lábio (para cima) irá fechar corretamente (primeira intenção) e em direção ao rebordo não será fechado direito pois é tecido ceratinizado. Imagem 10: se tiver sangramento é só inserir o cimento cirúrgico (semelhante a um chiclete). Frenectomia lingual É indicação de ortodontia e fono para avaliar: • Se possui freio curto; • Se a criança tem problema de dicção/fala; • Se a criança é respirador bucal; • Para entender a fisiologia mecânica. Obs: cirurgiões pediátricos operam o freio quando as crianças nascem. Caso de clínico: Esse paciente possui anquiloglossia, possuindo um freio labial inferior sem muita mobilidade e um diastema. Na cirurgia foi feita uma anestesia infiltrativa em volta. Imagem 1: foi feito com a tesoura nessa situação, porém, pode fazer com lâmina de bisturi também. Pode-se fazer de duas formas: no ângulo entre o ventre e o assoalho bucal ou rente ao ventre da língua. Imagem 2: é necessário anestesiar e dar um ponto na língua. Imagem 3: coloca-se a tesoura no meio e corta (no ângulo). Lembrando: O freio vai desde o ápice da língua até a base do processo alveolar da mandíbula. https://www.google.com.br/search?sxsrf=ALiCzsajn7BcFWFL-KA5bAP7jNPHX0bN-Q:1652895115739&q=anquiloglossia&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwiwyuWRyun3AhV5jZUCHUUtCW4QkeECKAB6BAgCEDw Quando se corta no meio dá para observar o músculo geniglosso, geralmente não se tem necessidade de cortar esse músculo. Imagem 4: divulsão tecidual de um lado para o outro. Imagem 5: suturar, primeiro ponto na divisão entre soalho lingual e ventre. (três pontos para cima e três pontos para baixo). Obs: interessante utilizar fio de seda e ter cuidado para não suturar o ducto da glândula submandibular, depois de suturar pode ordear a glândula para ver se sai fluxo salivar. Tracionamento cirúrgico Indica-se a realização do tracionamento quando: O dente está favorável em relação ao espaço para realização do tracionamento, por exemplo, um canino vertical ou pouco mesioangulado tende a ter sucesso no tracionamento. Lembrando de sempre conversar com o paciente, mesmo quando se tem certeza de sucesso. Obs: dentes horizontais nem se deve realizar o tracionamento pela falta de espaço, sendo mais cabível a extração. São basicamente três etapas: 1. Planejamento Requer planejamento em questão da posição do dente (vertical, mesioangulado, horizontal, distoangulado, transalveolar, invertido). 2. Tracionamento ortodôntico Por exemplo: se tem um pré-molar incluso geralmente pelo tamanho da coroa a indicação é extração. Os tracionamentos ficam mais para os caninos, porém, tem situações atípicas em que também pode tracionar. 3. Tratamento cirúrgico É um tratamento combinado com ortodontia e cirurgia, pois só se vai para cirurgia se o paciente já estiver colocado o aparelho anteriormente. Caso clínico: Imagem 1: caso fácil, pois pode-se observar o dente que será tracionado facilmente. Imagem 2: ataque ácido. Imagem 3: cola a resina no dispositivo (caso de ápice fechado) Imagem 4: dispositivo adaptado para realização do tracionamento. Miniimplantes (pequena peça) A técnica de miniimplante com ancoragem ortodôntica permite eliminar os movimentos indesejáveis nos dentes de ancoragem e permite aplicação de forças contínuas, diminuindo o tempo de tratamento. Ancoragem em ortodontia serve para fazer movimentação, geralmente é apoiado fixo nos primeiros molares e o fio irá nivelar/alinhar os dentes. Porém, o primeiro molar é um dente mais volumoso e não irá ser uma ancoragem perfeita, pois tem-se ligamento periodontal e consequentemente ele irá movimentar, podendo até causar absorção do dente se colocar muita força. Por isso, se utiliza os miniimplantes, para aumentar a ancoragem, tentando uma ancoragem absoluta, apoiando apenas no osso e acelerando/fazendo movimentos que antes não era possível. Existe dois tipos de miniimplantes: • Alveolares: normalmente são de titânio (um pouco mais maleável que o aço), específico para ancoragem ortodôntica, projetado para osso alveolar, fácil instalação, custo reduzido. • Extra alveolares: normalmente são de aço, são para estruturas mais basais (por exemplo: o pilar zigomático e a linha oblíqua externa), a ideia é conseguir osso ainda mais robusto para fazer movimentos maiores. Considerações: - Deve ser o menor possível dentro das possibilidades; - Fase cirúrgica fácil (apenas utiliza parafuso/chave e rosqueia no osso, ou seja, miniimplante direto na gengiva); - Sem retalho mucoperiostal; - Pode ser aplicada força imediatamente (libera o paciente e já pode ir para orto dando sequência ao tratamento); - Podendo ser em região anterior ou posterior, dependendo de onde o ortodontista quiser no tratamento. Os miniimplantes geralmente possui três componentes: • Rosca: que fica no osso • Porção intermediaria: passa pela mucosa que é o transmucoso. • Cabeça do miniimplante: onde irá entrar elástico/fio, o que o ortodontista for utilizar. Obs: existem vários tamanhos/comprimentos/larguras dependendo da marca e pode ser adaptado com o contra-ângulo na gengiva ceratinizada ou até a união mucogengival. Na mucosa alveolar inflamaria e atrapalharia Miniplacas É o sistema de fixação interna rígida utilizado em traumatologia e usa-se esse princípio para ganhar uma ancoragem maior ainda, combinado com a ortodontia para ter um tratamento mais rápido, eficaz e previsível. Tudo deve ser planejado, com: biomecânica, ortodontia e cirurgia. Caso clínico: Imagem 1: paciente classe 11, retrognata que seria indicação de avanço de mandíbula + cirurgia segmentar de maxila para corrigir a mordida aberta. Porém, paciente nunca quis fazer cirurgia, apenas quis realizar um tratamento ortodôntico para fechar a mordida aberta. A proposta do ortodontista foi intruir a região posterior, com isso precisa-se de ancoragem. Fazendo isso (intruindo o posterior) a mandíbula iria fechar um pouco mais e iria se projetar para frente. Ajudaria na oclusão, porém, seria um pacienteperfil classe 11 ainda. Imagem 2: incisão na região de pilar zigomático e instalação da plaquinha ML. O desgaste ósseo é chamado de corticotomia, é feito para retirar a resistência do pilar zigomático ajudando na intrusão, ou seja, vai se romper a cortical do pilar zigomático. Imagem 3: placas adaptadas cirurgicamente e o ortodontista irá adaptar nos respectivos dispositivos. Cirurgia ortognática É um exemplo de maior complexidade, pois é necessário ter muitos planejamentos entre o cirurgião e o ortodontista. É feito análise cefalometrica, análise facial, tomografias e dentre outros. A cirurgia de modelo é como é chamada a representação da imagem ao lado, é colocado o paciente no articulador e é cortado um modelo, medido no paquímetro digital e com esse paquímetro é cortado o gesso e feito uma placa de acrílico (guia cirúrgico) que serve para transferir todos os movimentos na hora da cirurgia. Nos últimos anos começou a ser feito a cirurgia virtual, onde o computador faz os cálculos de onde irá avançar, recuar e mostra uma prévia do resultado do paciente. A impressora 3D que irá imprimir o guia cirúrgico. Fase pré-operatória Etapas Descrição 1. Preparo ortodôntico Alinhamento, nivelamento e coordenação dos arcos 2. Análise de modelos Viabilidade cirúrgica 3. Preparo ortodôntico Arco retangular de estabilização, ganchos, fio de amarrilho nos braquetes 4. Montagem em articulador Montagem em RC. Articulador SAM, ASA FIX 5. Análise facial 6. Análise cefalometrica/Traçado predictivo Tele perfil e PA. Rx em RC 7. Cirurgia de modelo e confecção goteiras Tópicos explicativos da tabela: - Pensando na ideia geral de um paciente classe 11 ou 111 onde irá usar aparelho por volta de 1 ou 2 anos (depende da situação dele), esse tempo é estipulado pois terá que alinhar e nivelar os arcos de acordo com sua base óssea. - Após 1 ano e meio/2 anos deve-se observar se o modelo está encaixando, se tudo estiver certo coloca-se o arco retangular de estabilização para que não haja mais movimentação, ganchos interproximais, fios de amarrilho e retira os elásticos. - Montagem do articulador pode ser feito virtualmente (utilizada mais hoje em dia) - Análise facial e pede-se documentação ortodôntica completa - E a cirurgia de modelo pode ser a virtual também (melhor). https://www.google.com.br/search?sxsrf=ALiCzsZflCok-xHmNJOc34hLor8DAyUWyg:1652911331790&q=retrognata&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwjI3JrGhur3AhUMkZUCHW_4BdMQkeECKAB6BAgBEDw Trans operatório Etapas Descrição 1. Cirurgia maxilar Le Fort 1: 1,2,3 segmentos 2. Cirurgia mandibular Vertical, sagital 3. Cirurgia combinada maxilar e mandibular 4. Mentoplastia 5. Expansão cirúrgica maxilar Tópicos explicativos da tabela: - Geralmente são as osteotomias le fort 1 em maxila podendo ser com 1, 2, 3 segmentos e da mandíbula geralmente é a sagital. - Pode-se fazer a cirurgia tanto em maxila quanto em mandíbula, cirurgia combinada no paciente. - Pode operar o mento (ponta do queixo) ou só fazer a expansão cirúrgica maxilar para corrigir mordida cruzada. Fase pós-operatória Etapas Descrição 1. Bloqueio pós- operatório Bloqueio elástico no dia seguinte, classe 1, por 15 dias. 2. Reabilitação pós- operatória Elásticos noturnos classe 1,11 ou 111. Retirar goteira em 40 dias. 3. Fisioterapia assistida Após 60 dias se necessário. 4. Finalização ortodôntica Após 90 dias. 5. Radiografia pós- operatória Pós-operatório imediato, após 1,5 e 10 anos. Tópicos explicativos da tabela: -Após a cirurgia é comum usar elástico durante 15 dias e manter um pouco depois para guiar a musculatura. - Importante fisioterapia e fono. - O ortodontista só irá fazer os ajustes finais após 90 dias, pois o osso precisa ser consolidado. - Importante acompanhamento radiográfico. Diversas modalidades e técnicas cirúrgicas fazem parte, rotineiramente, do rol de procedimentos que integram o plano de tratamento ortodôntico dos pacientes. Torna-se importante sempre um adequado diagnostico e planejamento dos procedimentos cirúrgicos que integram esse plano de tratamento e que devam ser realizados por adequada integração entre as especialidades cirúrgicas e ortodônticas. Os restos epiteliais de malassez ficam na ponta da raiz sendo as estruturas que vão desenvolver os cistos, a causa é o processo inflamatório (lá no ápice da raiz). Obs: as estruturas tanto de epitélio quanto de tecido conjuntivo que vão desenvolver os tumores e cistos. Cistos Existem dois tipos de cistos, que são: • Cistos odontogênicos • Cistos não odontogênicos (são os de desenvolvimento, como por exemplo, o cisto nasolabial, cisto nasopalatino, ducto tireoglosso.) Cistos odontogênicos 1. Patogenia dos cistos Cistos odontogênicos são derivadas de estimulação e proliferação do epitélio dental residual, após o término da odontogênese, que ocorrem na mandíbula e na maxila. Apresentam uma incidência maior na mandíbula do que na maxila. Quando presentes na maxila, geralmente invadem e comprometem o seio maxilar. 2. Classificação de cistos odontogênicos Desenvolvimento: • Cisto dentígero • Cisto de erupção • Ceratocisto odontogênico • Cisto gengival do recém-nascido • Cisto gengival do adulto • Cisto periodontal lateral • Cisto odontogênico calcificante • Cisto odontogênico glandular Inflamatórios (geralmente é de problemas endodônticos): • Cisto radicular periapical • Cisto radicular residual (extraiu e não curetou e o cisto vai desenvolver/aumentar) • Cisto paradentário (canal colateral necrosado onde ao invés de desenvolver no ápice foi desenvolvido ao lado). 3. Tratamento cirúrgico • Enucleação Remover por inteiro. A técnica de enucleação não se traduz pelo termo curetagem, é necessário coloca as costas do instrumento na lesão, como se fosse deslocar o periósteo, sendo necessário deslocar o cisto das paredes ósseas e assim será solto por inteiro. Se tentar enuclear curetando pode fragmentar o cisto ficando algum pedaço. Obs: até pode fazer curetagem em algum momento, como por exemplo, o cirurgião dentista soltou todas as paredes com as costas da cureta/molt e no final foi colocado a cureta/molt do lado normal para poder puxar a lesão. Pode-se fazer o movimento de curetagem adicional no final, mas ficar curetando desde o início o tempo todo pode fraturar. É indicado em cistos pequenos ou quando não estão pertos de estruturas anatômicas importantes. • Marsupialização Retirar um pedaço da lesão (um fragmento), de forma que faça comunicação com o lúmen do cisto (que tem líquido dentro) com a cavidade bucal. É feito uma continuidade dessas duas estruturas e com essa continuidade a pressão que existe no cisto diminuirá. Tanto é que quando se olha em uma radiografia periapical observa- se um halo radiopaco nos cistos, esse halo representa o líquido dentro do cisto que vai acumulando/aumentando fazendo uma condensação óssea reacional (halo radiopaco). O objetivo da marsupialização é retirar essa pressão (como se fosse drenar) pois a tendência é que o cisto não aumente mais e com a perda da pressão favoreça a diminuição dele, diminuindo o tamanho muita das vezes ele regride totalmente. É indicado quando o cisto é grande e está perto de estruturas anatômicas importantes • Enucleação após marsupialização É muito improvável que apenas a marsupialização resolva, na grande maioria das vezes é necessário fazer uma enucleação depois da marsupialização. Exemplo: foi feito a marsupialização e é necessário deixar a vascularização por volta de 6/8 meses em que o cisto regride um pouco mas estabiliza essa regressão, sendo esse o momento de pensar na enucleação seguida da marsupialização. Existe um dispositivo chamado carretel que é colocado no meio da interface/comunicação para garantir que não feche (afinal, foi abertoum buraco/loja ali, que pode fechar) então, é colocado um dispositivo para tentar ajudar que essa loja se mantenha. (quando se usa isso é usado o termo de descompressão do cisto). Obs: descompressão sempre estará ligado a marsupialização e a esse dispositivo. • Enucleação com curetagem Exemplo: imagina que o diagnóstico do cisto é um ceratocisto (potencial de recidiva maior) onde a ideia é fazer a enucleação e uma margem de segurança com a cureta raspando o osso para retirar as células infiltradas que possam existir. Para que a margem de segurança seja mais eficiente, é utilizado a broca, onde desta forma chama-se de osteotomia periférica. Ou seja, pode-se chamar de enucleação com curetagem ou enucleação com osteotomia periférica. Os dois são margens de segurança. Cisto dentígero (desenvolvimento) Existem casos que pelo aspecto radiográfico é feito a cirurgia de enucleação e depois é feito o exame histopatológico. Particularidades desse cisto: - Se origina pela separação do folículo da coroa de um dente não erupicionado; - É um cisto odontogênico de desenvolvimento mais comum; - Caracteriza-se histologicamente por ser um cisto que envolve uma coroa dental (geralmente fora da coroa/capuz pericoronário), sendo esta última geralmente ectópica; Um capuz pericoronário normal terá 2 mm (área radiolúcida) e um capuz hipertrófico terá até 4 mm. Se for observado um capuz acima de 4 mm ele não é mais considerado um capuz e sim um cisto dentígero. - Podem desenvolver-se precocemente pela degeneração do órgão do esmalte. Exemplo de um cisto dentígero que foi feito enucleação: Imagem 1: do lado direito inferior da mandíbula tem-se um halo radiolúcido representando um capuz indo em direção distal do elemento dentário. Radiograficamente quando se observa essa lesão é necessário pensar em um diagnostico diferencial e nas possíveis possibilidades que pode vir a ser. Observando a imagem pode se colocar em questão a pericoronarite, ameloblastoma unicístico, ceratocisto e dentre outros. Porém, se trata de um cisto dentígero. Imagem 2: a conduta foi extrair o dente e acessar a lesão para remoção, não sendo necessário uma biopsia pois a lesão é pequena. Imagem 3: relaxante/incisão linear. Imagem 4: osteotomia. Imagem 5: retirada do dente a enucleação do cisto atrás. Obs: necessário enviar para exame histopatológico, dependendo do laboratório não virá escrito cisto dentígero. Cistos gengivais/periodontais (desenvolvimento) Particularidades desse cisto: - São formações císticas de pequenas proporções restritas à região alveolar (são mais presentes nas cristas alveolares) - São cistos com origem provável de remanescentes da lâmina dentária Exemplo de um cisto periodontal lateral que foi feito enucleação: Imagem 1: primeira coisa a se fazer neste caso é o teste de vitalidade pulpar, se houver vitalidade pode-se descartar cisto inflamatório, podendo considerar um cisto de desenvolvimento. Por se tratar de uma lesão pequena a indicação é enucleação. Imagem 2: é feito o acesso/enucleação da lesão. Imagem 3: necessário enviar para exame histopatológico, quando não é laboratório específico de patologia bucal é necessário que o cirurgião dentista interprete o exame. Quando se pega um cisto que está totalmente no osso é mais tranquilo de se retirar, utilizando a broca, cinzel ou molt no osso. É mais trabalhoso retirar um cisto que já rompeu a cortical e a capsula do cisto se misturou com o periósteo e com os tecidos moles, neste caso quando for afastar o retalho nas extremidades será fácil, mas quando chegar no cisto estará tudo preso, sendo necessário ir com a tesoura divulsionando e soltar o que é cisto para um lado e o que é retalho para outro lado. Cistos inflamatórios Particularidades desse cisto: - São lesões que vão dar origem ao processo inflamatório, geralmente, por necrose pulpar. - Clinicamente, estão associados a dentes com necrose pulpar (diagnostico diferencial), quando se vê na radiografia que tem uma lesão radiolúcida já é necessário fazer o teste de vitalidade pulpar. - Os cistos periapicais são caracterizados por uma cápsula de tecido conjuntivo revestida por epitélio com um lúmem contendo líquido e restos celulares (o que caracteriza um cisto é o líquido envolto totalmente por epitélio) - A fonte epitelial para sua formação são os restos epiteliais de Malassez. Exemplo de um cisto inflamatório periapical que foi feito enucleação: Imagem 1: clinicamente paciente possuía prótese/coroa e possivelmente um acesso endodôntico e radiograficamente pode- se observar obturações insatisfatórias, onde foi tratado um dente necrosado e não ficou bem feito, originando o cisto. Imagem 2: retalho total e duas relaxantes, foi aberto retalho e o osso estava fino. Foi pego o molt (tamanho do instrumento é proporcional a lesão) e com as costas dele vai descolando/soltando em toda sua periferia, inclusive perto da mucosa nasal. Imagem 3: quando for observado que a lesão está bem solta, pode ir puxando e tentar terminar de soltá-lo. Imagem 4: lesão retirada. Imagem 5: cisto estava tão grande que ele destruiu todo o canal nasopalatino. Imagem 6: em casos de dentes que possuem problemas endodônticos é feito uma cirurgia parendodôntica (apicetomia, cortar 1/3 da ponta da raiz mais ou menos). Nesse caso foi feito no incisivo central e no incisivo lateral. Imagem 7: ápice cortado (na imagem dá para observar a guta percha, sendo considerado uma falha). Nesses casos é necessário fazer uma retrocavidade com ultrassom ou broca e descer 3 mm e vedar. Obs: sutura com ponto simples no final. Exemplo cisto inflamatório residual que foi feito enucleação: Imagem 1: paciente com lesão muito grande, antes de realizar a cirurgia foi necessário pedir uma biopsia incisional intraóssea (retalho total e uma incisão relaxante). Imagem 2: tira osso com broca/cinzel/pinça goiva (o que achar mais fácil) e tira-se fragmento da lesão que estava dentro, posteriormente enviar para o laboratório para análise. Imagem 3: acesso intraoral e lesão removida. Imagem 4: loja pós remoção da lesão. Obs: suturar no final. Não é interessante colocar enxerto em lesões grandes pois depois é necessário fazer o acompanhamento se essas lesões estão regredindo ou não, pois sobrepõe a visualização. Se fosse ameloblastoma a técnica seria ressecção (tirar a mandíbula). Exemplo de descompressão de um cisto inflamatório periapical que foi feito marsupialização: Imagem 1: lesão expandiu para vestibular e para o palato. Imagem 2: necessário fazer uma descompressão. e verificar também o líquido amarelo citrino. Imagem 3: nesse caso provavelmente o osso está papiráceo ou não existe pois ele expandiu todo, ou seja, quando for feito uma incisão circular automaticamente vai se cair dentro do cisto. Imagem 4: dispositivo comumente utilizado (cortar 1/3 do tubete anestésico de plástico e faz uns furinhos em volta para suturar na mucosa e deixar fixo) Imagem 5: dispositivo de descompressão adaptado e suturar para evitar que a mucosa feche. Obs: o pedaço de tecido que foi retirado é enviado para o exame histopatológico para comprovação que é um cisto inflamatório, caso não seja, é necessário mudar a conduta dependendo de qual for o tipo de cisto. Isso é necessário pois não se tem em mãos a biopsia/laudo. Tumores odontogênicos 1. Patogenia dos tumores A maioria dos neoplasmas odontogênicos imitam algum estágio do desenvolvimento normal dos dente e, especialmente, o efeito indutivo dos ameloblastomas nas células mesenquimais adjacentes, para diferenciá-los em odontoblastos, e também o efeito indutivo da dentina sobre os ameloblastos para formar esmalte. Importante ressaltar que quanto mais inicial a forma celular mimetizada pelo tumor, maior sua agressividade e pior seu prognostico. Ou seja, quanto mais inicial for a forma que esse tumorfor imitar, mais agressivo ele vai ser e pior prognostico. Por exemplo: - Se o tumor imita celular primitivas, esse tumor é muito agressivo. - Se o tumor imita celular muito diferenciadas/especializadas esse tumor não é tão agressivo (por exemplo, odontoma). 2. Classificação de tumores Tumores epiteliais • Ameloblastoma • Tumor odontogênico escamoso • Tumor epitelial odontogênico calcificante (TEOC) • Tumor odontogênico de células claras Tumores mesenquimais • Mixoma odontogênico • Fibroma odontogênico central • Fibroma cementificante • Cementoblastoma • Displasia cementaria periapical Tumores mistos (epiteliais e mesenquimais) • Fibroma ameloblástico e fibrodontoma ameloblástico • Odontoma • Tumor odontogênico adenomatóide (TOA) Comportamento agressivo Ameloblastoma TEOC Mixoma odontogênico Comportamento não-agressivo TOA Displasia cem. periapical Fibroma cementificante Cementoblastoma Fibroma e fibrodontoma ameloblástico Odontoma 3. Tratamento cirúrgico • Enucleação É mais conservador pois só retira o tumor, não precisa ficar tão preocupado com margem de segurança. Na cirurgia o instrumento vai encostar no tumor soltando-o. (por exemplo, o molt). Manobra cirúrgica semelhante ao da enucleação do cisto. Normalmente são feitos em tumores benignos, sem potencial de recidiva, nada agressivo. Como por exemplo o odontoma. • Ressecção marginal • Ressecção parcial • Ressecção total As ressecções são caracterizadas por tumores benignos (marginal, parcial e total), no entanto, pode ter um potencial agressivo e de recidiva. O instrumento não encosta no tumor, é necessário cortar uma margem de segurança de 1 cm. Na literatura é descrito que não é instrumentado o tumor em si, o instrumento já vai direto na margem de segurança. Vai depender do tamanho do tumor. Pensando por exemplo no ameloblastoma: Se o tumor for pequeno o cirurgião dentista consegue cortar o osso por volta de 1 cm e vai sobrar até a base lar da mandíbula, virando uma ressecção marginal. Se o tumor envolver toda a extensão do osso de oclusal até a marginal da mandíbula, deve-se cortar de um lado e de outro tirando um pedaço do meio da mandíbula, com margem de segurança. Virando uma ressecção parcial que é uma hemimandibulectomia ou hemimaxilolectomia. Se o tumor pegar toda a mandíbula é necessário retirar toda a mandíbula, sendo essa uma ressecção total que é uma mandibulectomia ou maxilolectomia. Obs: quando se trata de tumor é necessário retirá-lo completamente, não dá para retirar apenas um pedaço, exceto em casos que precisa fazer uma biopsia para fechar o diagnostico e logo em sequência realizar o tratamento completo. Odontoma Particularidades: - Predominantemente na 2° década de vida; - Não há predileção por sexo; - Maxila é mais afetada; - Odontoma composto – vários dentículos (vários dentinhos juntos); - Odontoma complexo – massas opacas amorfas (massa disforme/calcificada/única). Exemplo de um odontoma que foi feito enucleação: Imagem 1: observando a radiografia tem-se o elemento 11 impactado (não se tem a idade da criança, mas provavelmente já saiu do período de erupção pois o ápice já está praticamente fechado) e tem alguma coisa atrapalhando-o erupcionar, que neste caso é um odontoma. É necessário colocar em questão também que como o ápice está fechado o dente não irá para o seu lugar sozinho, sendo interessante na mesma cirurgia remover o odontoma e fazer um tracionamento orto-cirurgico. Imagem 2: acesso/retalho sobre a crista/intrasulcular. Imagem 3: com o acesso feito é necessário desgastar o osso (broca esférica e osteotomia em volta). Imagem 4: retira com a alavanca, luxando mesmo. Pode usar a ponta do molt também. Imagem 5: suturar no final (a sutura não atrapalha a erupção do dente) Ameloblastoma Particularidades: - Predominantemente comum na 4° e 5° década de vida (embora tenha se visto bastante na 1° e 2° década também); - Não há predileção por sexo; - Região posterior de mandíbula é a mais acometida; Quando eu vou usar as ressecções? - Crescimento lento, geralmente assintomático; -Deslocamento dentário ou maloclusão, absorção de raiz. -Processos osteolíticos uni ou multiloculares (do ponto de vista de imagem). Observações: - Quando se fala no aspecto clínico é ameloblastoma sólido. - Quando se fala do sólido pensando na parte histológica tem-se o folicular e plexiforme. - Se não for sólido, tem-se o unicístico, que é tipo cisto mesmo. - Lembrando que o sólido multilocular dá o aspecto de bolha de sabão, área radiolúcida. Exemplo de ameloblastoma que foi feito ressecção marginal: Imagem 1: ao lado do terceiro molar possui uma lesão, porém, observando pela radiografia não é tão visível assim, sendo necessário fazer outros exames, como tumografia e biopsia incisional para se partir para cirurgia. Como se tratava de um ameloblastoma a indicação foi fazer a ressecção. Imagem 2: neste caso foi feito parestesia geral, acesso intraoral e o objetivo foi eliminar tecido mole e osso em volta (pelo menos 1 cm em volta e preserva a parte inferior da mandíbula). Imagem 3: foi feito com broca/cinzel/serra, tudo no osso ao redor. E foi retirado 2 dentes pois precisaria pegar o osso da crista (1 dente seria possível também, mas não nesse caso). Obs: imediatamente não é interessante fazer enxerto ósseo. Pensando na reabilitação desse paciente, seria interessante colocar implante em pelo menos um molar ou enxerto depois de 6 meses, por exemplo. Exemplo de ameloblastoma que foi feito ressecção parcial (hemimandibulectomia): Imagem 1: foi retirado quase todo o ramo do paciente, porém, antes da cirurgia foi feito uma impressão 3D da mandíbula para antes da cirurgia observar o tamanho do tumor. Imagem 2: foi feito uma marcação na impressão 3D como parâmetro, a ressecção foi feita 1 cm a frente e 1 cm atrás para preservação do côndilo, pois se fosse tirado o côndilo seria necessário ter uma prótese condilar. Imagem 3: realizaram também uma mandíbula fake sem o tumor (espelhando o lado oposto que estava sem o tumor, como se os dois lados estivessem bons) para ter um parâmetro na hora de dobrar a placa e adaptá-la corretamente, tendo assim sucesso no momento da cirurgia. O ideal é colocar pelo menos 3 parafusos de cada lado. Imagem 4: acesso foi feito por fora (submandibular). Por dentro foi feito uma incisão intrasulcular entre os dentes. Imagem 5: corta-se no ponto em que foi feito na impressão 3D e retira-se o tumor puxando e com o molt vai soltando todo o mucoperiosteo por lingual e os tecidos aderidos. Imagem 6: depois que se tirou o tumor, o nervo alveolar ficou solto (saiu do canal). Então foi necessário suturar na entrada do canal mandibular que foi cortado. Imagem 7: fixação da placa e posteriormente seria necessário fazer enxerto, neste caso, não fez na mesma cirurgia. Exemplo de ameloblastoma que foi feito ressecção parcial (hemimandibulectomia): Imagem 1: paciente com lesão enorme (a lesão está indo para tecido mole, ou seja, caso de ameloblastoma periférico também). Imagem 2: foi programado um acesso na linha média abrindo toda a região para ter acesso ao tumor e retirá-lo. Imagem 3: posteriormente é necessário reconstruir o paciente na mesma cirurgia, nestes casos tem-se um microcirurgião juntamente com o bucomaxilo. Imagem 4: retirou-se osso, músculo e pele da canela do paciente e foi adaptado na sua mandíbula, posteriormente suturou-se. Cirurgia parendodôntica Na literatura existem diversas sinonímias como por exemplo: cirurgia periapical, cirurgia endodôntica, endodontia cirúrgica, cirurgia perirradicular e dentre outros. O conceito está baseado na eliminação de uma lesão periapical, porém, conservando o dente causador. São procedimentos que visam a resolução de falhas ou acidentes ocorridosem tratamentos endodônticos convencionais. Lembrando que a cirurgia parendodôntica nunca pode substituir a endodontia. Ou seja, se houver uma falha no tratamento endodôntico, se não houver possibilidade de retratamento ou se foi realizado o retratamento e tem sintoma persistente, pode-se pensar na cirurgia parendodontica. Desta forma, devem ser realizados somente após esgotadas todas as possibilidades de tratamento endodôntico convencional. O tratamento endodôntico visa obliterar o sistema de canais radiculares e o sucesso da terapia é em 96% dos casos. No caso da imagem abaixo não tem como obliterar esses tipos de canais, pensando em uma cirurgia parendodôntica. O canal do dente do meio está menos ruim comparado aos demais, geralmente se faz apicectomia (corte da raiz) em seu terço apical, então cortando o terço apical elimina-se grandes ramificações. A grosso modo dizendo o objetivo da endodontia é eliminar todo o tecido orgânico que está dentro dos canais, porém, a zona apical é uma zona muito complicada, desta forma, é aonde o cirurgião vai atuar (região pericapical). A cirurgia parendodontica visa também obliterar o sistema de canais radiculares, impedindo que os microrganismos e/ou endotoxinas atinjam os tecidos apicais e periapicais. Geralmente a cirurgia parendodôntica segue os três passos: • Curetagem apical • Apicectomia • Obturação retrógrada Exemplo: Tem-se um incisivo central com endodontia feita e lesão persistente, geralmente, o cirurgião dentista acessa a lesão (retalho mucoperiosteal) e encontra a lesão (pode ser feito uma osteotomia). O primeiro passo a ser feito após o acesso, é a curetagem apical (remover a lesão). O segundo passo a ser feito é a apicectomia, depois que é removido a lesão, corta-se o ápice. É necessário cortar o ápice para remover o delta apical. O terceiro passo a ser feito é a obturação retrógrada, onde é feito uma cavidade retrograda pelo ápice (cavidade/caixa tipo de restauração). Obs: em alguns casos, não é necessária uma obturação retrógrada, isso acontece quando ao cortar o ápice é visualizado que a guta percha está bem vedada. Indicações - Problemas anatômicos (por exemplo: dente com calcificação pulpar/dilaceração radicular); - Pinos/núcleos radiculares (por exemplo: quando se faz a prótese e tem um pino grande, possuindo risco de fratura); - Iatrogenias ou acidentes ocorridos durante a endodontia (fratura de instrumento/lima, perfurações do canal, degrau, sobreobturação, extravasou guta); - Fratura radicular horizontal do terço apical; - Elementos irrecuperáveis dentro do canal (por exemplo: se a endo não consegue passar pela lima e não se consegue fazer uma boa obturação é necessário realizar a cirurgia, lembrando que nessas situações é no terço apical); - Lesões periapicais refratárias (não se tem melhora da lesão, pois regride e progride); - Persistência de sintomatologia após retratamento endodôntico (continua com dor após a endo e após retratamento é indicação 1° passo 2° passo 3° passo de cirurgia parendodôntica, porém, é interessante antes da cirurgia realizar uma tomografia); - Presença de sintomatologia peri-radicular ou patologia onde o sistema de canais radiculares encontra-se bloqueado e não se consegue realizar o tratamento endodôntico convencional; - Próteses fixas com pino maior do que 5 mm; Tudo isso deve ser conversado com o paciente, dando opções. Ou seja, não deve ser encarado como uma tentativa (somente em casos que o dente está condenado, porém, tudo deve ser explicado), deve ser definido exatamente quais são os problemas/suspeitas visualizados. Exemplo: Primeira imagem: foi feito a apicectomia. Segunda imagem: dente com calcificação, quase perfurado. Indicação: cirurgia parendodôntica. Contraindicações - Pacientes com comprometimentos sistêmicos; - Pacientes submetidos a radioterapia na região da cabeça e pescoço; - Paciente com boca séptica; - Processo em fase aguda; - Dentes com problemas periodontais severos com suporte ósseo inadequado, avaliar a viabilidade da sua manutenção. Anamnese + exame clínico + exames complementares - Avaliar o tratamento endodôntico (imagem do dente); - Retratamento (se foi feito ou não, se possível deve ser solicitado antes da paraendodôntica); - Tempo de evolução; - Sintomatologia; - (In)Ativo (lesão ativa ou não); - Suporte ósseo (dente deve ter suporte); - Lesão endo-pério; - Trauma; - Trauma oclusal (pode ter levado a perda óssea); - Obstáculos (lima ou calcificação dentro do canal); - Extravasamento do material; Todos esses tópicos ajudará o cirurgião dentista no momento da avaliação de realizar ou não a cirurgia parendodôntica. Considerações anatômicas e biológicas - Espessura óssea local; - Tecidos moles que recobrem o local; - Presença de inserções musculares, freios e bridas no local; - Canal do nervo alveolar inferior e forame mentoniano; - Seio maxilar (sinusite maxilar e comunicação bucosinusal); - Soalho de fossas nasais; Relembrando que a primeira decisão de quem realizará a cirurgia é observar as indicações e em seguida explicar ao paciente se ele está de acordo frente as opções existentes. Técnica cirúrgica - Anestesia; - Incisão (retalho total mucoperiosteal) - Descolamento do retalho; - Trepanação da cortical (osteotomia – muitas lesões estarão dentro, sendo assim, ao afastar o retalho, veremos somente osso, portanto é necessário usar a broca); - Apicectomia; - Obturação retrógrada; - Limpeza, irrigação e remodelamento ósseo (em alguns casos é feito enxerto, por conta de grande perda óssea); - Sutura. Incisões Incisão semilunar (de partsch) Normalmente se faz na mucosa alveolar, bem em cima. Para cirurgias parendodônticas não é tão interessante de se realizar. Ou seja, não é indicada pois incisar no local da cirurgia causa mais inflamação e sangramento. As incisões ideais são as comuns já conhecidas: Incisão triangular (neumann) Necessário realizar uma incisão relaxante e intrasulcular. Incisão retangular (novak-peter) Necessário realizar duas relaxantes (divergentes), a fim de chegar ao ápice do dente ou então apical. Incisão de ochsenbein-luebke ou submarginal Seria feito com duas relaxantes, onde na incisão inicial vai na união mucogengival (3-5mm). É feito em casos de facetas ou coroas, para evitar retração gengival, ou seja, excelente opção para casos de prótese. Não é um retalho versátil em casos em que se faz necessário uma extração. Obs: do ponto de vista de visualização a incisão retangular é melhor. Trepanação óssea Quando for deslocar o retalho e a lesão for de um tamanho razoável/intermediário é bem provável que não se terá osso, quando se deslocar o retalho será visualizado a lesão. Comum que o periósteo esteja junto a lesão, igual quando se tem uma fistula, quando for deslocado o retalho será difícil pois o periósteo vai estar preso ao tecido mole da lesão, necessitando separar o periósteo da lesão. Porém, se após o descolamento a lesão não for visualizada, o dente deve ser medido (radiografia) com uma sonda periodontal ou lima com cursor para saber onde será usado a broca ou cinzel. Deve-se fazer uma osteotomia para chegar até a lesão. Curetagem O termo é curetagem, mas ele não espelha o que deve ser feito, pois se ficar curetando pode fragmentar a lesão e não retirar ela toda. Desta forma, deve ser feito uma enucleação para ir soltando a lesão, ou seja, o ideal é vir com as costas da cureta, se for uma lesão pequena pode ser a cureta de Lucas e se for lesões maiores pode ser o molt n°9 ou redondo. Após estar solta, é retirado. Pode ser usado cureta periodontal para remover na região atrás, outra opção é avaliar essa região após o corte do ápice para observar se ficou alguma coisa. Apicectomia A literatura tem mostrado vários instrumentos paraserem utilizadas, como: BROCAS LASER (DE ALTA POTÊNCIA): Parte rosa: retalho B: lesão, D: raiz Diamantada (ponta de lápis), Troncocônica picotada (701, 702 e 703) Zecrya. (corta fácil) CO2 Er:YAG (potencial de corte maior). Estudos com microscopia eletrônica de varredura mostraram que a lisura de superfície e potencial de corte da broca zecrya é melhor do que uma broca tronco-cônica. O laser consegue operar tanto tecido ósseo quanto tecido mole – porém o custo é alto, consagrou-se usar mais para tecido mole. O corte ideal é com angulação de 90° graus. Tem-se um menor desgaste dentário, menor exposição de túbulos dentinários e diminuição da infiltração apical. Quando se inclina se expõe mais, ou seja, quanto mais inclinação para baixo, maior exposição dos túbulos (tendencia de infiltração é maior). Caso seja necessário uma retrocavidade, deve ser mudado a angulação. Até mesmo para melhorar a visualização. Retrocavidade Será feito uma “caixa” para colocar o material. Onde as características consistem em: - Cavidade classe l de black, (não sendo uma obrigatoriedade). - 3 mm de profundidade para que possa reter material; - Paredes paralelas para reter material (convergente até da, porém pode sair material); - Coincidência com o canal pulpar; Ao cortar a ápice, visualiza-se o canal e a guta percha, sendo que é ali que a broca deve ser aprofundada para que seja feito a cavidade (broca ou ultrassom). O preparo da retrocavidade pode ser usado com brocas ou pontas ultrassónicas: - Broca esférica onde deve ser compatível com o tamanho do canal (1012 ou 1013). - Broca tronco cônica 301/302/303 de alta rotação, confere a cavidade no formado ideal. O mais indicado é as pontas ultrassónicas – ao encostar ela já irá vibrando e removendo a guta na profundidade que ela já tem, ao passar em volta da parede ela também já vai retirando (retira e aprofunda). Sendo mais fácil de manipular. Resultados após cirurgia são melhores segundo alguns estudos. Concluindo que as pontas ultrassónicas: reduzem o smear layer (lama dentinaria), facilidade de acesso ao conduto radicular e redução do desgaste dentário. - Pontas diamantadas: maior poder de corte e remoção da guta- percha; - Pontas de aço – cavidade limpa e regular; Retrobturação Materiais retrobturadores: - Amalgama de prata (sem zinco) - MTA (agregado trióxido mineral) - Cimento OZE - IRM -Guta percha - Biocompatível - Não reabsorvível - Fácil manipulação - Radiopaco Hoje em dia basicamente se usa o MTA. Os estudos têm mostrado que quando se coloca ele no ápice ainda é possível crescer cemento em cima dele (parcialmente) e ainda formar osso, ou seja, biologicamente é ideal. Sua manipulação (água destilada + pó) é fácil, porém não faz fio – se irrigar após a inserção no ápice, ela irá sair (não deve ser irrigado no final). Passo a passo: - Cortou o ápice/retrocavidade; - Irrigação com soro fisiológico; QUAL A MELHOR ANGULAÇÃO? 90°? 60°? 45°? TUDO ISSO BUSCANDO UM MATERIAL OBTURADOR IDEAL QUE SEJA: - Cimento endodôntico -Resinas compostas - CIV - Cianoacrilato - Promover selamento adequado - Não ser sensível à umidade - Estável - Não carcinogênico - Secagem da cavidade (gaze); - Introdução do material; - Condensamento; - Remoção dos excessos; - Limpeza da cavidade (gaze); - Suturas: iniciada pelos ângulos, estendida por toda incisão horizontal e, por último, suturadas as incisões relaxantes; - Raio-x periapical pós-operatório imediato (controle em 6 meses e 1 ano); Novas tecnologias Microscopia – ajuda em questão de diagnóstico, na endo usa muito para visualização de trincas. Na cirurgia paraendodôntica não ajuda tanto pela posição do microscópio, mas é uma possibilidade. Microespelho – é menor, ajuda ao ser colocado atrás no ápice. Complicações transoperatórias - Hemorragia; - Lesão de dentes vizinhos; - Lesão do retalho mucoso; - Secção nervosa; - Comunicação com seio maxilar ou fossas nasais; Complicações pós-operatórias - Infecções; - Deiscência de sutura; - Sequestro ósseo (aparecer osso); - Necrose pulpar dos dentes vizinhos; - Mobilidade dentária progressiva (se tirou muita raiz); - Recidiva da patologia periapical (se não fez o corte no nível adequado ou não retirou o ápice completamente). Obs: caso haja dúvidas de qual raiz está a lesão, o ideal é cortar todas. Causas de falhas - Indicação errada de apicectomia; - Retalho mal planejado; - Ressecção apical incompleta (ficou algo sobrando, não tirou a lesão completamente); - Excessiva ressecção radicular; - Remoção incompleta da lesão; - Falha no remodelamento radicular; - Dentes vizinhos com necrose pulpar (errou no início do diagnostico); - Lesão em dentes vizinhos; - Excesso de material obturador (extravasamento de material); - Obturação retrógada insuficiente (colocou material insuficiente); - Fratura radicular não identificada previamente (principal falha, onde o dente apresentava uma trinca e não foi visualizado). Remoção incorreta que dizer que ao invés de retirar 1/3, retirou metade (2/3), ficando com mobilidade. Erro de diagnóstico quer dizer que o dente com necrose era outro (não foi feito teste de vitalidade). Controle pós-operatório Clínico e radiográfico – inicial, 3, 6, 9 e 12 meses. Tem que ser periódico no primeiro ano. Caso de cistos – controle anual por 5 anos e após esses 5 anos pode-se avaliar o caso e aumentar esse prazo, caso necessário. Casos clínicos Caso 1 Imagem 1: neste caso tinha uma calcificação onde foi feito o acesso com uma broca (quase perfuraram) e tem-se uma fistula. Imagem 2: foi feito duas relaxantes, lesão já é visualizada (não tem osso na região). Imagem 4: enucleação e curetagem; Imagem 5: foi feito uma retroinstrumentação pois o dente estava calcificado e não havia sido instrumentado e foi feito uma retrocavidade e colocado MTA, observa-se que o MTA foi colocado dentro do conduto (condensado). MICROSCOPIA MICROESPELHO Caso 2 Imagem 1: paciente possuía classe III, mordida cruzada posterior bilateral, mordida cruzada anterior e trauma oclusal. O canino do paciente está inclinado para palatina e a lesão é o ápice dele; Imagem 2: endodontia já estava feita no canino, lembrando que foi deixado o dente pois não havia mobilidade nenhuma; Imagem 3: o mais correto nesse caso seria realizar uma extração e ortodontia posteriormente, porém, analisando o caso e conversando com o paciente referente sua condição social, se resolveu realizar uma raspagem e antibioticoterapia e continuar com o tratamento em questão; Imagem 4: retalho, incisão relaxante; Imagem 5: dente retratado por um endodontista. Ápice já estava cortado – MTA colocado; Imagem 6: foi feito enxerto ósseo – removido da região de mento com osso bovino; Imagem 7: membrana de colágeno, suturou em volta; Imagem 8: 15 dias pós-operatório.cruzada e acabar tendo alergia a cefalosporina, mas isso não é uma regra. É bom evitar cefalosporina em quem é alérgico a penicilina. Em caso de alergia à amoxicilina (penicilina), podemos utilizar azitromicina, eritromicina e clindamicina. Grupos Representantes Espectro de ação Primeira geração Cefalexina Cefalotina Cefazolina Cocos aeróbios gram positivos Segunda geração Cefaclor Cefoxitina Cefamandol Cefuroxina Aeróbios gram negativos Anaeróbios Terceira geração Cefotaxima Ceftriaxona Cefoperazona Aeróbios gram negativos multirresistentes Pseudomonas 1ª geração: a cefalexina é via oral, cefalotina e cefazolina é endovenosa. Caso o paciente chegue no médico com dor de garganta/dor de ouvido/sinusite é bem provável que o profissional prescreverá cefalexina 500mg de 6h/6h ao invés de amoxicilina. Cefalotina é rotina hospitalar e a cefazolina por sua meia vida, é usado nas soluções anestésicas (profilaxia antibiótica no centro cirúrgico). Se for prescrever para tratar um abcesso na pele de modo injetável é usado a cefalotina e se for via oral é cefalexina. 3ª geração: são infecções mais pesadas. Infecções hospitalares e bactérias multirresistentes. Obs: cefalexina é o medicamento de eleição na medicina. E o grupo de 1° e 2° geração são os mais importantes para a área odontológica. Cefalexinas (keflex) Podem ser administradas por 250mg/5ml e drágeas com 500 e 1000mg. A indicação é para streptococcus pneumoniae, streptococcus sp e staphylococcus sp e alguns gram negativos (não todos). Não usar ou evitar os aminoglicosídeos e vancomicina. Cefalotinas (keflin) É de modo injetável, sendo utilizado doses usuais 500mg a 1g de 6/6 horas. Atua na mesma flora que a cefalexina e possui incompatibilidade com aminoglicosídeos, eritromicina, tetraciclinas, barbitúricos e dopamina. Sua administração pode ser intramuscular, mas normalmente faz-se por endovenoso. Cefazolina Endovenosa, realiza-se a profilaxia antibiótica quando se faz uma cirurgia. Utiliza frasco de ampola com 250, 500 e 1g e atua na mesma flora que a cefalotina. Suas doses usuais são: 0,5 – 1,5g, endovenoso ou intramuscular de 6/6 horas ou de 8/8h. Sendo que a dose máxima é de 6g ao dia. Possuindo incompatibilidade com barbitúricos, eritromicina e glucagonato de cálcio. AMINOGLICOSÍDEOS Os exemplos classificos dos aminoglicosídeos são a gentamicina, amicacina e neomicina mais voltadas para bactérias gram negativas. Um exemplo de infecção por gram negativa é a engina de ludwig (célulite enorme), onde muitos casos se trata com penicilina injetavel G associada com a gentamicina. Tetraciclinas Esses antibióticos atuam nas bactérias intracelulares gram positivas e gram negativas, mycoplasma e ricketsia. São antibióticos bacteriostático, não sendo o de primeira escolha, o ideal é fazer bactericida, como as penicilinas. Possuem cápsula de 250/500 mg e suspensão com 125/5ml e as doses usuais é de 250 a 500 mg via oral por 6/6 horas evitando o uso de concomitante com as refeições. Podem ser encontradas comercialmente por ambra-sinto, infex, statinclyne e tetrex. Obs: Muito utilizada na periodontia, possuindo boa concentração óssea e risco de manchamento na fase de desenvolvimento. De qualquer forma não é o de primeira escolha, raramente o CD vai utilizar, normalmente é mais indicada por médicos. MACROLÍDEOS Os exemplos dos macrolídeos são a eritromicina, claritromicina e azitromicina. A azitromicina para uma cirurgia de implante ou terceiro molar incluso, onde precisa de fazer profilaxia antibiótica em paciente alérgico, é uma boa opção, agora no caso de infecção criada, não é uma boa opção. A administração da azitromicina é 1 por dia, encontrando caixa com 3 ou 5 cápsulas com 500 mg via oral. A administração da eritromicina é com 250 e 500 mg e a suspensão com 250mg/5ml. Não penetrando no sistema nervoso central. LINCOSAMIDAs A clindamicina e lincomicinas são da classe das lincosamidas contra gram positivos e anaeróbios. A dalacin C é o nome comercial de uma glindamicina sendo necessário a prescrição de cápsulas de 300 mg e ampolas com 300 e 600 mg de 6/6 horas via oral. As duas drogas que são eficazes para bactérias anaeróbias são a clindamicina e metronidazol e a infecção que tem microrganismos anaeróbios é em doenças periodontais. Exemplo e diferença entre abcesso e celulite: A celulite é mais rápida, incha e tem edema em tudo, não formando pus ainda. É mais aguda e a tendência é ter microrganismo aeróbios. Podendo abordar com ampicilina (amoxicilina com ácido). Os abcessos, formam pus no meio dele e a tendência é que passado o tempo, o perfil da microbiota é fazer uma transição de microrganismos mistos aeróbios e anaeróbios, porém, uma tendência maior para anaeróbios, assim, nessa situação é feito uma medicação para os anaeróbios com a clindamicina e metronidazol. Existem casos de associação de antibióticos como a prescrição de amoxicilina e clindamicina, tratando a infecção do paciente com dois antibióticos. Quinolonas Norfloxacina e ciprofloxacina são indicados para quem tem infecção urinária, mulheres que tem cistite e infecção pélvica mais alta. Sendo mais usado na medicina. Na odontologia, é usado o levofloxacina para por exemplo a otite e o seio maxilar. METRONIDAZOL É anaeróbio atuando nas amebicidas e giargicida, ou seja, um exemplo de um anti-microbiano que tem ação anti-bacteriana e anti-protozoária. É encontrado de 250 e 400 mg e geralmente é administrado de 6/6 horas. Medicação antibiótica terapêutica É necessário ter em mente: • Efeitos indesejáveis ou adversos; • Custo; • Conhecimento da droga (saber o que está sendo passado); • Disponibilidade da droga; • Via de administração (via oral ou injetável); • Bactericida X bacteriostática (preferência para bactericida); • Amplo X limitado espectro; Obs: na via de administração é necessário ter em mente que a tendência das endovenosas são as infecções mais graves, por exemplo, o paciente está tomando antibiótico via oral e não vê uma melhora, porém fazendo o uso da injetável acaba resolvendo, mesmo sendo a mesma droga, pois a injetável vai direto para circulação, sendo assim a biodisponibilidade da droga naquele tecido será maior do que via oral. Como escolher a droga? Via de administração Enteral: contato com o trato gastrointestinal. Como por exemplo: bucal, oral, retal e sublingual. Parenteral: não entra em contato com o trato gastrointestinal. Como por exemplo: injeções, percutânea e respiratória. Baseado nisso pode-se utilizar os termos: tópico, oral, transmucoso, oral, retal, transdérmica, subcutânea, intramuscular, intravenosa, intraarticular e respiratória. Por exemplo: o bochecho é de uso interno, pois entra em contato com o trato gastrointestinal, sendo enteral. Obs: é necessário ter cuidado com a forma de escrever, por mais que tenha uma formatação básica, o mais importante é o paciente entender. Em uma situação clínica é necessário pensar: • Profilático: prevenção; • Terapêutico: tratamento de infecção já instalada; • Localização: é necessário observar se é uma infecção nos dentes superiores ou inferiores; Por exemplo, as infecções gengivais e periodontais tendem a ser menos graves do as de origem endodôntica. As infecções periodontais já drenam a secreção pelo sulco gengival (bolsa), os abcessos de origem endodôntica terão a contaminação e a tendência de disseminar de forma mais profunda. • Antibiograma/cultura: descobrir quais microrganismo estão presentes e com qual droga vai reagir. No meio de cultura é observado que quanto maior o halo de inibição melhor é a eficiência do antibiótico contra determinada bactéria. É feito essa etapa, quando é visto que na situação clínica tem-se uma infecção grave ouquando já entrou com uma medicação e não resolveu. Obs: o resultado desse exame só irá sair por volta de uma semana, ou seja, não é necessário esperar pelo resultado para passar o antibiótico. Prescreve-se então o antibiótico empírico que o CD sabe que irá resolver, dependendo do resultado do exame e da melhora do paciente, permanecemos ou não com a medicação que foi iniciada. É indicada para pacientes com celulite aspirante, osteomelite, pacientes imunocomprometidos e dentre outros. • Droga/dose: depende do tipo de infecção. Exemplo de um Caso clínico R: Em torno de 7 dias. Ao passar o antibiótico para essa paciente e a droga ficar disponível/incorporar nos tecidos e matar as bactérias é por volta de 2 dias (48h). A partir do segundo dia o paciente irá começar a demonstrar um quadro de melhora dos sintomas. No quarto/quinto dia o paciente já está bem clinicamente sendo necessário estender mais 2 dias (48h) para remissão dos sinais e sintomas. Por quanto tempo se prescreve amoxicilina 500 mg de 8/8h para essa paciente com abcesso dentoalveolar de origem endodôntica com dente fraturado? O tratamento de um abcesso é com o uso de antibiótico e a necessidade de drenar. É necessário deixar sair a secreção colocando um dreno por 48h para sair a secreção ativa, entrando com antibiótico profilático (1h antes) e remover a causa (extrair o dente causador). Em casos que não tenham pus, talvez só o antibiótico resolva. Obs: o mais importante no início é o antibiótico, drenagem e remoção da causa se possível. Em casos de pericoronarite aonde o paciente chegou com abcesso e pus, o tratamento é com antibiótico e drenagem espontânea. Porém, o mais interessante que seja feito é uma raspagem na região do siso auxiliando na drenagem. ASSOCIAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS Urgência de infecção: casos em que o paciente está piorando e sem respostas; Visando aos sinergismos: unir os pontos positivos/vantagens dos antibióticos; Infecções mistas: aeróbios e anaeróbios, gram positivo e gram negativo, aonde um antibiótico apenas não tem eficácia; Evitar resistência bacteriana: um antibiótico amplo é pior do que dois antibióticos específicos, ou seja, dois especialistas são melhores. Ex: metronidazol com penicilina G, pois mesmo que os dois tenham espectro menor, são bons naquilo que fazem, são específicos. Regras básicas para a associação de antibióticos 1) Dois antibióticos bactericidas e que tenham mecanismos de ação diferentes = efeito sinérgico; Um vai atuar na membrana celular e outro na parede celular. A preferência é que sejam bactericidas, mas que atuem em pontos diferentes da bactéria; 2) Evitar associar bactericida + bacteriostático = efeito antagônico; Bactericida tendem a matar a bactéria que estão se multiplicando e o bacteriostático faz com que a bactéria pare de se multiplicar, então acaba que um atrapalha o outro. 3) Evitar associar bactericidas com o mesmo mecanismo de ação = efeito aditivo (penicilinas + oxacilinas) Não faz sentido, associar medicamentos com mesmo mecanismo de ação. 4) Evitar bacteriostático + bacteriostático = efeito aditivo Dois antibióticos que vão parar a célula. Protocolos mais usados 1) Amoxicilina + ácido clavulânico (sinergismo) contra as betalactamases; 2) Amoxicilina + metronidazol ou clindamicina (efeito nos anaeróbios); 3) Clavulin (amoxicilina com ácido clavulânico) + metronidazol ou clindamicina (efeito nos anaeróbios); 4) Penicilinas G naturais + gendamicina (específico para gram negativo) Esses protocolos são utilizados em infecções mais graves ou que não teve um efeito somente com amoxicilina. Obs: os que mais são utilizados é o 1 e 2. MEDICAÇÃO ANTIBIÓTICA PROFILÁTICA Profilaxia antibiótica é definida como o uso de antibióticos para prevenir infecção em situações de alto risco. Exemplo de tabela que mostra os exemplos de situações clínicas de procedimentos que causam bacteremia: Se causa bacteremia (bactéria circulando no sangue) tem alto poder de infecção. A questão é saber se a bacteremia vai gerar infecção ou não. Exemplos: • Se for um paciente diabético ou portador de HIV, existem altas chances de ocorrer a bacteremia. • Se for um paciente que tem lesão na válvula cardíaca, tem chances de ter uma endocardite. • Se for um paciente com válvula protética (sopro com regurgitação) possui chance de endocardite. • Se for um paciente que não tem nada, a chance é menor, então é necessário começar a analisar onde precisar de profilaxia antibiótica ou não. Obs: a pressão alta não é uma alteração da resposta imune, é uma alteração cardiovascular, logo, não precisaria de profilaxia pois não aumenta a chance de infecção. Fatores a serem considerados para profilaxia antibiótica • Defesas imunitárias do organismo; • Fatores agressivos do meio (microrganismo que está envolvido na microbiota oral); • Fatores de risco do paciente; • Medidas de biossegurança; • Procedimento cirúrgico a ser realizado; • Local da cirurgia; • Microbiota local. Princípios gerais para profilaxia antibiótica • Seleção criteriosa dos pacientes; • Análise dos procedimentos que se beneficiam da profilaxia; • Definição do germe prevalente; • Seleção do antimicrobiano eficaz contra esse germe; • Uso de único agente; • Aplicação em momento adequado; • Duração curta. Como princípio geral a dose da profilaxia antibiótica é o dobro da dose terapêutica sem associação. Se estabeleceu um padrão na odontologia que é a amoxicilina, sendo administrada em uma única dose 1 hora antes do procedimento. No entanto nos casos da amoxicilina e penicilina (em casos específicos) o dobro não era o suficiente, preconizando então o uso de uma dose 4x maior - 2g. Lembrando que essa questão não é no geral/não é para outras drogas, apenas foi protocolado no caso de por exemplo o paciente que possui endocardite infeciosa ou febre reumática com lesão cardíaca deve ser 4x – 2g de amoxicilina. Na profilaxia cirúrgica de modo geral é avaliado caso a caso, como por exemplo em pacientes imunocomprometidos, diabéticos, com leucopenia e leucócito baixo é bom fazer para não ter uma bacteremia. Vai depender do procedimento cirúrgico. Porque as cirurgias são potencialmente contaminadas, devido a quantidade de bactérias na boca e o risco de infecção é geralmente superior a 40% por conta dessa microbiota, isso serve para incisões da cavidade oral e faringe. Exemplo na tabela de categorização de procedimentos cirúrgicos segundo grau de contaminação: Por que fazer profilaxia cirúrgica? Limpa: eletiva, risco de infecção muito raro. Exemplo: em fratura de úmero sem exposição que não está inflamada. Potencialmente contaminada: mesmo critério da limpa, porém é de urgência. Contaminada: infecção aguda, não purulenta. Infectada: presença de pus ou abcesso. Um corte que já passou de 4 horas a orientação é não suturar e a celulite também entra nessa classificação, pois mesmo que não tenha pus ela já tem todos os microrganismos presentes, só não deu tempo ainda de formar o pus. Obs: o risco de infecção é deixar em questão que ela pode se propagar para outros meios. As nossas cirurgias odontológicas ficam na classificação de potencialmente contaminada ou contaminada, ou seja, entre 10 a 20%. Indicações de profilaxia antibiótica em procedimentos dentários Esquema de profilaxia antibiótica em procedimentos cirúrgicos sob anestesia local Tabela geral das doses de penicilina Legenda: As doses estão em unidades internacionais. A-adulto e C-criança. Penicilina G cristalina, procaína e benzatina são os naturais (grupo I). Criança com histórico de faringite/febre reumática precisa fazer injeção de bezetacil todo mês, porque os estreptococos induzem uma reação imune no organismoe essa reação é chamada de febre reumática que podem gerar ataques nas estruturas do paciente, a exemplo de válvulas cardíacas. Amoxicilina normalmente para o adulto é de 500mg, para criança é 250mg/5ml em solução. Tabela das doses de cefalosporina 1° geração Profilaxia de infeção pós-operatória em procedimentos sob anestesia geral (momento da administração: 20-30min antes do procedimento, na indução anestésica). Profilaxia de infeção pós-operatória em procedimentos ambulatórios (momento da administração: 1 hora antes do procedimento). Profilaxia antibiótica Protocolo de uso dos antibioticos Analgésicos e antiinflamatórios Mecanismo fisiopatológico da dor A dor pode ser definida como uma experiencia sensorial e emocional desagradável, associada à injúria tecidual ou a outro tipo de injúria. Existem as seguintes causas de dor: • Devido à processo inflamatório; • Neuralgias (trigêmeo); • Enxaquecas (migraine); • Neuralgias tipo migraine; • Espasmo da musculatura; • Desarranjos internos, por exemplo, a depressão. No nosso caso podemos relacionar especificamente que a dor vai ser de origem devido ao processo inflamatório. Dor inflamatória aguda A literatura diz que numa intervenção invasiva, alguns fatores de ordem física, provocam a estimulação de nociceptores (terminações nervosas livres). Isto gera dor de caráter inflamatório agudo, que é diretamente proporcional ao grau de estimulação. Além dos estímulos de ordem física os mediadores podem ser ativados por mediadores químicos endógenos, que são liberados logo após a lesão tecidual. De forma mais simples de se entender os fatores de ordem física está ligada a algo que você faz, como por exemplo, quando você bate em algum lugar ou quando é beliscado, desta forma se faz um estímulo direto nos nociceptores que são as terminações nervosas livres que ficam nas extremidades da periferia do corpo como um todo e que levam o estímulo de dor até a medula/sistema nervoso central. Isso está diretamente proporcional ao grau de estimulação, ou seja, quanto maior o estímulo maior será a sensação de dor. Ou seja, a dor vai ser o estímulo físico e a liberação de mediadores químicos, tudo isso gerará sensação de dor. Existem vários mediadores, como: • Potássio e ATP • Histamina • Bradicinina • Serotonina Todos esses tópicos acima são substâncias que são liberadas no processo inflamatório pelas nossas células e que irão estimular o nociceptor, edema, vermelhidão, vasodilatação e dentre outros. • Dor; • Rubor (vermelhidão); • Calor; • Tumor (edema, aumento de volume). Obs: O uso de analgésico e antinflamatorio são para diminuir a inflamação. É necessário ter a inflamação para combater possíveis infecções. Exemplo abaixo de um esquema mostrando uma lesão (lâmina de bisturi na gengiva/mucosa). Só essa pressão feita na lesão já irá estimular os nociceptores (terminações nervosas livres) que irão levar até o sistema nervoso central, isso é chegado até o paciente onde ele terá uma resposta de dor frente a isso. Quais são as caraterísticas básicas do processo inflamatório? Esquema da sequência de formação dos mediadores: As enzimas chaves que atuam na produção das substâncias pré inflamatórias é a fosfolipase A2, lipooxigenase e ciclooxigenase. A sequência vem da membrana celular juntamente com a produção de ácido araquidônico, a partir do ácido araquidônico tem-se o leucotrienos, defesas celulares, endoperóxidos cíclicos, prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxano (todos esses são mediadores inflamatórios que irão causar dor), porém, existem as enzimas chaves que vão atuar nesse processo. Ou seja, as medicações antiinflamatórias vão atuar na fosfolipase A2 ou na lipooxigenase ou na ciclooxigenase. Classificação dos analgésicos e antiinflamatórios Normalmente a classificação geral engloba analgésicos e antiinflamatórios, dificilmente terá um grupo separado. Embora os de ação central seja mais analgésico, geralmente, os de ação periférica engloba-se sempre o mesmo grupo (medicações analgésicas e antiinflamatórias). Dentre as classificações nós temos: 1) Ação periférica: antiinflamatórias não esteróidais (AINES) • Aspirina e outros salicilatos • Acetaminofen/paracetamol • Pirazolonas: dipirona • Mefenamatos: postan • Indometacina e derivados • Derivados do ácido propiônico e relacionados: ibuprofeno/cetoprofeno • Derivados do ácido fenilacético: diclofenacos • Oxicans: feldene • Deocil 2) Ação periférica: antiinflamatórias esteróidais • Hidrocortizona • Cortisona • Prednisolona • Dexametasona • Betametasona Obs: os mais usuais na odontologia são a dexametasona e betametasona. 3) Ação central: narcóticos • Morfina e derivados • Codeína e derivados • Meperidina • Tramadol • Propilaminas • Benzomorfans Basicamente os de uso frequente na odontologia é a codeína e tramadol. Codeína Indicações: dor aguda resistente aos antiinflamatórios não esteroidais (AINS). Ação: central ( + associado à AINS) Potência: menor que morfina Doses: tylex adulto 15-30mg – 6/6 horas e em criança 0,5/1mg/kg/dose. Tramadol Potente analgésico de ação central e atua da mesma forma que as endorfinas e encefalinas. Em dose terapêutica: • Não deprime respiração • Não tem efeitos no SCV (sistema cardiovascular) • Não causa euforia • Não induz à tolerância Indicação: dores intensas agudas ou crônicas Contra-indicação: potencialização de todas substâncias que agem no sistema nervoso central (SNC), por exemplo, barbitúricos e hipnóticos. Obs: deve se evitar na gravidez. Apresentação comercial: Tem-se comercialmente 50mg e 100mg, porém, é interessante usar a de 100mg de 8/8h. Posologia: máximo de 400mg/dia. Classificação quanto ao mecanismo de ação dos fármacos de ação periférica Tem-se na ordem quanto ao mecanismo de ação: • Antagonistas de mediadores químicos que causam a ativação direta dos nociceptores, ou seja, eles irão bloquear os mediadores químicos. É como se o mediador químico fosse diretamente no nociceptor e fosse estimulado. De forma geral, é como se tivesse no nosso nociceptor um sítio disponível para os mediadores químicos, onde o fármaco entraria no lugar. Anti-histamínicos (receptores H1): prometazina, dextroclorfeniramina, loratidina ou loratadina, terfenadina e dentre outros. Dificilmente na odontologia se prescreve um anti-histamínico, apenas em pacientes com processo alérgico. Pois esses pacientes terão uma potência maior de antagonizar os mediadores químicos. • Inibidores de cicloxigenase Fármacos que previnem a sensibilização dos nociceptores por meio da inibição da cicloxigenase, como: - Aspirina (ácido acetil salicílico): Para se obter uma boa ação antiinflamatória usa-se de 4-5 gr/dia. Na faixa de 40 a 100 mg/dia ela atua nas tromboxanas, sendo desagregador plaquetário. Porém dificilmente se prescreve aspirina como ação antiinflamatória, usa-se mais para ação analgésica ou antiagregante plaquetário. Cicloxigenase (COX 1) É importante para o organismo, está sempre presente fazendo parte da produção de plaquetas e sendo essencial para os rins e mucosa gástrica, estando na forma de enzima. É necessário ter a cicloxigenase, pois caso ocorra sua inibição tem-se problemas gástrico/renal. Cicloxigenase (COX 2) Geralmente é em pequena quantidade, porém, faz um crescimento alto/pico de crescimento de até 80x quando se tem um processo inflamatório. A grande maioria das drogas irão inibir a cicloxigenase COX 1 e COX 2 juntos. Porém, nos últimos anos surgiram alguns antiinflamatórios que vão ser específicos para COX 2, como por exemplo: • Celecoxibe • Rofecoxibe • Valdecoxibe • Parecoxibe • Etoricoxibe A princípio essas drogas seriam ideais pois elas terão altaeficácia e baixa toxicidade, porém, nos últimos anos se viram que esses antiinflamatórios estavam causando alguns problemas cardiovasculares adversos, incluindo o infarto do miocárdio, acidentes vasculares encefálicos, hipertensão arterial e falências cardíacas para quem fazia uso especificamente da COX 2. Isso aconteceu, pois, a COX 2 mesmo que em pequenas quantidades também é importante na regulação de processos fisiológicos, como: • Regulação renal da excreção de sal através da renina • Homeostasia da pressão arterial • Controle da agregação plaquetária pelo endotélio vascular • Inibição de prostaciclinas Tabela da ação farmacológica e nome do genérico: Nos procedimentos eletivos a dose inicial deve ser administrada de 45 a 60 minutos antes da intervenção (analgesia preemptiva), por via oral. Os intervalos entre as doses deverão ser estabelecidos em função da meia vida plasmática de cada medicamento. Exemplo da tabela com os intervalos entre as doses: Tabela com a prescrição do trometamol cetorolaco com nome comercial de toragesic e conhecido também como deocil: É um potente analgésico da classe dos antiinflamatórios não esteroidais (AINEs). Seu mecanismo de ação acontece através da inibição do sistema enzimático cicloxigenase e, consequentemente da síntese de prostaglandinas. Pode ser considerado um analgésico de atividade periférica. Duração do tratamento: Dor: geralmente 24 horas Pico da dor: 6-8 horas Edema (pico): 36 horas Geralmente a duração é de 48 a 72 horas (ressalto em casos mais graves onde a duração do tratamento é maior) Obs: existem a cicloxigenase COX 3, porém, não abordaremos nesse conteúdo. • Inibidores da fosfolipase A2 São os corticoides (corticosteróides) que diminuem a produção do ácido araquidônico e não tem ação sobre a COX 1. Nomes comercialmente conhecidos: • Dexametasona: decadron • Betametasona: celestone • Prednisolona: meticorten • Triancinolona: oncilon Os melhores anti-edematosos são a dexametasona, betametasona e prednisolona Os melhores anti-alérgicos são a hidrocortisona e cortisona. Na odontologia usa-se mais a dexametasona e betametasona pois são as drogas sistêmicas de escolha, sua potência de ação é por cerca de 24 a 30 vezes maior que a hidrocortisona e possuem maior tempo de meia vida plasmática, permitindo ser usada em dose única pré-operatória. Obs: a triamcinolona (pomada para afta) também é usada na odontologia. Dexametasona Possui potência antiinflamatória 40 vezes maior que a hidrocortisona. Apresentação comercial: • Frasco-ampola de 2,5ml (4mg/ml = 10mg) Corticosteróides Duração de ação Potência relativa Equivalência doses Meia vida plasmática Hidrocortisona Curta 1 20 90 Predinisona Intermediária 4 5 60 Predinisolona Intermediária 4 5 200 Triamcinolona Intermediária 5 4 300 Dexametasona Prolongada 25-30 0,75 300 Betametasona Prolongada 25-30 0,6 300 • Deposito: 8mg • Ampolas de 1 ml (2 e 4mg/ml) • Comprimidos de 0,5/0,75 e 4mg • Elixir: 5ml = 0,5mg No hospital quando o paciente está com edema ou no pós- operatório muito grande pode prescrever uma ampola de 8 em 8 horas ou de 12 em 12 horas. No dia a dia da clínica pode-se prescrever 4mg (comprimido) de 12h em 12 horas (pode fazer uma concentração menor ou maior, porém, deixamos como padrão essa quantidade). Protocolos (lembrando que os protocolos podem ser alterados dependendo de cada caso). Pré-operatório 1 comprimido de 4mg – 1 hora antes da cirurgia Caso a cirurgia seja grande pode dobrar para 2 comprimidos 8mg – 1 hora antes da cirurgia Pós-operatório Para os cirurgiões dentistas nas cirurgias os comprimidos são de 4mg de 12/12 horas por 2 dias. Injetável são de10mg – 6/6 – 8/8 – 12/12 horas, na dependência da extensão e traumatismo da cirurgia. Retirada da droga: • Aumento dos intervalos • Redução da dose – mantendo os intervalos • Formulação de depósito Betametasona Semelhante/potência equivalente a dexametasona. Apresentação comercial: Comprimidos de 0.5 e 2mg, porém, nós prescrevemos 2mg. Ampola de 1ml (4mg/ml). Os intervalos são de 6/6 horas. • Inibidores de nociceptores Quando os nociceptores já estão ativados ou em hiperalgesia os inibidores da cicloxigenase e da fosfolipase não são tão eficazes. Drogas que inibem diretamente o nociceptor: • Diclofenaco: pode agir de duas formas, prevenindo a sensibilização e inibindo os nociceptores • Dipirona: representante deste grupo. A dipirona não é comercializada em alguns lugares pois ela pode causar agranulocitose. Usa-se 500mg/kg em adultos e em criança 12mg/kg, os intervalos são de 4 a 6 horas e não há relação com baixa de pressão arterial. Protocolo cirúrgico Antiinflamatório em cirurgia Pré-operatório Não esteroidal (AINES): 1 h antes da cirurgia Esteroidal (AES): 1 – 4h antes da cirurgia Pós-operatório Não esteroidal (AINES) 3 – 5 dias Esteroidal (AES) 1 – 2 dias Protocolos farmacológicos para cirurgias dentoalveolares Protocolo pré-operatório P0) Sem profilaxia Cirurgias dentoalveolares de pequeno porte em pacientes ASA 1. P1) Amoxicilina Cirurgias dentoalveolares de pequeno porte em pacientes ASA 11 (com risco de infecção). Procedimentos invasivos em pacientes com risco de endocardite infecciosa. P2) Amoxicilina + Nimesulida Cirurgias dentoalveolares de médio porte em pacientes ASA 1 e ASA 11. P3) Amoxicilina + Decadron Cirurgias dentoalveolares de grande porte em pacientes ASA1 e ASA 11. Protocolo pós-operatório P4) Nimesulida + paracetamol Cirurgias dentoalveolares de pequeno e médio porte em pacientes ASA 1. P5) Amoxicilina + nimesulida + paracetamol Cirurgias dentoalveolares de pequeno e médio porte em pacientes ASA 11 (com risco de infecção P6) Amoxicilina + decadron + nimesulida + paracetamol Cirurgias dentoalveolares de grande porte em pacientes ASA1 e ASA 11. Protocolo medicamentoso Porte cirúrgico X Classificação de risco Pré e pós-operatório Informações da tabela: SN (se necessário) Obs: pode entrar também no pós-operatório o Deocil de 10mg sublingual de 6/6 – 8/8h Receituário padrão Receituário controle especial antibióticos Receita branca: indicado para antibióticos, analgésicos opioides de ação central (tramal, codeína, tylex) e antidepressivos Receita azul: ansiolíticos Receita amarela: medicamentos controlados. Vários autores possuem teorias sobre o dente retido, porém, no final de cada opinião a conclusão de cada teoria é a mesma. Esses dentes podem ser chamados de retido, impactado ou incluso. Peterson, dizia que “um dente impactado é aquele que não consegue irromper, no tempo esperado, até sua posição normal na arcada.” Gregory, dizia que “um dente é denominado incluso quando, mesmo estando completamente desenvolvido e com a chegada da época normal de seu irrompimento, este ainda permanece imerso no interior dos tecidos.” Graziani, dizia que “os termos adequados na nomenclatura deste tipo de ocorrência são incluso ou inclusão e, nos casos em que os dentes não estejam completamente envolvidos pelos tecidos, a expressão adotada é semi-inclusão.” Causas de retenção Acontecem por diversas causas, dentre elas tem-se: • Dentes adjacentes muito volumosos; É observado no perímetro do arco onde por exemplo, tem-se um arco pequeno e um dente volumoso, resultando em um dente que não cabe na boca e consequentemente ficando retido. • Denso revestimento ósseo; A idade avançada resulta em uma pior expansão óssea, tanto é que os terceiros molares superiores são mais fáceis de ser extraído sem odontossecção e osteotomia, já os terceiros molares inferiores caso esteja realmente incluso terá uma dificuldade maior de ser realizado a cirurgia. • Excesso de tecido mole; Por exemplo, um incisivo central de uma criança onde o tecido mole está denso e o dente nãoconsegue irromper. Consequentemente o dente fica ali parado e a gengiva fica volumosa e inchada, necessita-se fazer uma ulectomia (corte na gengiva). • Falta de espaço; • Dentes muito volumosos; • Resistencia do tecido ósseo. Obs: lembrando que esse conteúdo engloba não só os terceiros molares, engloba tudo. Ordem de retenção O que a literatura descreve sobre a ordem correta de dentes retidos são: 1- 3° molar inferior; 2- 3° molar superior; 3- Canino superior; 4- 2° pré-molar inferior. Indicações e contra-indicações Peterson, dizia que “sempre que for diagnosticado, o dente incluso deve ser extraído ou encaminhado para que ocupe o seu espaço.” Ou seja, já parte do princípio que um dente incluso deve ser extraído. Alguns dentistas são mais conservadores e optam por não extrair por não está causando nenhum maleficio, porém, a literatura não segue isso, ela descreve que mesmo que o dente incluso não está causando nenhum maleficio, ele deve ser extraído. A literatura segue esse ponto para prevenção num futuro, como por exemplo, de doença periodontal, cárie e tumor. Desta forma, faz-se necessário partir do pressuposto do Peterson de ser extraído ou encaminhado para que ocupe o seu espaço. Mesmo partindo desse pressuposto é necessário sempre avaliar cada caso, porém, sempre tendo em mente essa base. Indicação para extração • Contato com o 2° molar permanente; Esse segundo molar pode causar absorção do dente vizinho, acúmulo de biofilme bacteriano e com isso causar uma pericoronarite que pode ser uma infecção aguda mais grave, além disso, pode ocorrer também uma infecção crônica periodontal e como consequência uma perda óssea na distal do segundo molar. • Relacionamento com o nervo alveolar inferior; Se partir do pressuposto que deve extrair o dente e ele está muito perto do nervo alveolar inferior é necessário pensar sempre no risco e no benefício dessa cirurgia. • Prevenção de doença periodontal; • Prevenção de pericoronarite; • Prevenção de reabsorção radicular; • Prevenção de cistos e tumores; • Tratamento de dor de origem desconhecida; Por exemplo, quando o paciente fala que tem dor na região posterior de mandíbula, podendo ser uma pulpite, dor de ATM e dentre outros fatores, por isso se faz necessário realizar um diagnóstico diferencial para extração. • Prevenção de fratura de mandíbula. O terceiro molar está no lugar do osso, ou seja, tem-se um dente dentro do osso substituindo o tecido ósseo, tanto que quando se extrai o dente se tem o alvéolo e uma região fragilizada. Ou seja, desta forma se extrai o dente e logo o osso se forma fortalecendo a mandíbula. Porém, isso pode ser relativo, afinal, a mandíbula pode fraturar facilmente por ser uma região de pouco osso. Contra-indicações • Extremos de idade; A tendência de pegar um paciente mais idoso é de não realizar a cirurgia, pela dificuldade que a cirurgia apresenta, pós-operatório complicado e maiores doenças relacionadas. Por exemplo, se o paciente possui por volta de 40/60/70 anos de idade e nunca teve problema por ter um dente incluso, pode- se preservar e não extrair, pois muito provavelmente não terá problemas futuros. Porém, é necessário um acompanhamento com uma radiografia a cada ano. Quando o paciente é jovem pode-se colocar em questão a extração do dente incluso, pois a tendência é que a cirurgia seja mais fácil e os riscos de danos futuros sanados. Se o paciente for novo e o cirurgião dentista queira preservar o dente incluso, faz-se necessário o acompanhamento com radiografia a cada ano, se não ocorreu nenhuma interferência pode aumentar esse intervalo de acompanhamento para três/cinco anos. Ou seja, é necessário colocar em questão quais são os malefícios e os benefícios mesmo sabendo do pressuposto de se extrair. • Doença sistêmica; • Danos excessivos às estruturas adjacentes; - Paciente possui um dente supranumerário, consequentemente isso atrapalhará a erupção dos outros dentes. Neste caso, faz-se necessário a extração desse dente. - Paciente está com o dente no meio do nervo e sem nenhuma maior complicação, ou seja, é necessário observar os benefícios e os malefícios dessa extração, concluindo-se que o que vai pesar mais é o risco da extração. - Paciente possui uma pericoronarite e uma grande infecção que já virou abcesso, porém, o nervo está perto do dente, neste caso é necessário retirar o dente pois o benefício de se extrair e resolver o problema está pesando mais que o maleficio de ocorrer alguma coisa devido ao nervo está perto do dente. Classificação As classificações são muito importantes pois são elas que demonstram quais técnicas cirúrgicas e como será abordado o dente. São eles: Winter Relacionado à posição do dente de uma forma geral, podendo variar entre vertical, mesioangulado, horizontal, distoangulado, vestibularizado/lingualizado/transalveolar e posições anomonas ou invertidas. Os mais comuns são os de classificação vertical, mesio-angulado e horizontal. A classificação vertical que é quando o longo eixo do terceiro molar está paralelo ao do segundo molar A classificação mesioangular é quando a coroa do terceiro molar estiver mais próxima da raiz do segundo molar. A classificação horizontal ocorre quando a angulação é tão acentuada que fica perpendicular ao longo eixo do segundo molar. A classificação transalveolar é quando o terceiro molar inferior está inclinado para vestibular/vestibularizado, geralmente observa-se o desenho da coroa. A classificação invertida é quando o terceiro molar apresenta inversão segundo o seu maior eixo, raro de acontecer. A classificação distoangulada está em direção ao ramo, sendo difícil de extrair. É quando o terceiro molar está angulado no sentido distal em relação ao segundo molar. Pell e gregory Possuem duas classificações: relação de altura do dente (altura do plano oclusal como referência o segundo molar) e o cemento- esmalte. Em relação ao plano oclusal: A: a superfície oclusal do terceiro molar está no plano oclusal do segundo molar. B: a superfície oclusal do terceiro molar está entre o plano oclusal e o cemento-esmalte. C: superfície oclusal do terceiro molar está abaixo do cemento- esmalte. Obs: o C é o mais difícil de se extrair por estar mais perto do nervo e ter mais osso. Em relação à borda anterior do ramo: (distância da distal do segundo molar à borda anterior do ramo) 1: terceiro molar no arco normal com posição ideal, é um dente erupcionado onde não tem a gengiva cobrindo e geralmente não tem indicação de extração. 11: independente se está profundo ou não o terceiro molar não tem espaço, o ramo está no meio. Se o dente conseguir chegar em oclusão o osso estará no meio da oclusal e a mucosa cobrirá. 111: não existe espaço, provavelmente é um paciente classe 11 com a mandíbula pequena e que o dente não aparecerá nunca em boca, terceiro molar está totalmente dentro do ramo ascendente mandibular. É mais fácil classificar 1,11,111 e A,B,C quando ele está vertical, porém, pode classificar quando está mesio-angular, horizontal também. Partindo da ideia de que se ele estivesse na posição certa, como ele estaria. Por exemplo, na classificação horizontal pode-se ter a referência na cúspide distal, pois o dente estará deitado (nível de relação do segundo molar). Técnica cirúrgica geral 1. Diérese (acesso cirúrgico) 2. Exérese (retirar o dente/osso) 3. Hemostasia (presente em todas as etapas) 4. Síntese (sutura) De forma especifica o que será feito nos terceiros molares ou nos dentes inclusos é: 1. Incisão 2. Divulsão tecidual 3. Osteotomia 4. Odontosecção (quando necessário) 5. Exodontia 6. Inspiração/curetagem 7. Regulação óssea 8. Hemostasia 9. Sutura Incisão Terceiro molar superior A incisão será na mesial (nem na papila e nem no longo eixo para não fazer retração gengival) sendo divergente para a base sermaior e indo até o fundo do vestíbulo de 2/3 mm, com isso o retalho terá mobilidade. Essa seria a melhor indicação para o dente incluso. A intrasulcular é preferível pelos periodontistas, pois se tem a ideia que não fazer relaxante é mais conservador. Nas cirurgias minimamente invasivas não tem necessidade de fazer um acesso grande, no entanto para terceiro molar isso não funciona. Lembrando que isso vai depender de onde estará o dente, por exemplo, se a ponta do dente estiver aparecendo talvez essa técnica funcione. Terceiro molar inferior Semelhante a superior: incisão linear na distal do segundo molar,intrasulcular e relaxante avançando a mucosa alveolar. É necessário palpar antes de fazer a incisão linear pois as vezes o osso entra e no momento da incisão pode- se cair no vazio lesando um nervo lingual que está 1 cm abaixo do rebordo. Apenas depois de palpar e sentir o osso pode incisar, fazendo sempre um pouco para vestibular. Na intrasulcular vai até o primeiro molar. Sempre que se preferir intrasulcular é necessário andar um dente a mais. Relaxante na distal do segundo molar, em forma de um C. Esse tipo de relaxante tem como benefício uma cirurgia mais rápida com apenas dois pontos no local da incisão, porém, é mais complicada. Incisão no palato Se no caso não for terceiro molar e for por exemplo um canino ou pré-molar é necessário ter certeza se o dente está por vestibular ou lingual/palatina. Se estiver por vestibular os princípios são os mesmo de retalho/incisão relaxante, o cirurgião decidirá de acordo com o caso. Se estiver por lingual/palatina geralmente não se faz incisão relaxante para não lesar o nervo lingual e a artéria palatina. No exemplo ao lado tem-se um mesiodente que está no palato, foi feito um acesso de pré-molar à pré- molar deslocando toda a região anterior. Pode-se fazer uma relaxante também na área de canino (área mais segura) que é onde acaba o nasopalatino e o palatina maior. Osteotomia As osteotomias normalmente são feitas em áreas especificas. Terceiro molar inferior Deve-se ter em mente que é necessário expor a face oclusal, face vestibular e face distal (essas três faces precisam estar expostas). Na face oclusal é necessário retirar o osso inteiro. Na face vestibular e face distal não é necessário retirar todo osso. Se faz uma canaleta pela vestibular em volta do dente começando do início da mesial e indo até a distal. Terceiro molar superior O osso é mais mole, muita das vezes é feito o acesso com retalho, onde a ponta do molt funciona como se fosse um cinzel, solta-se um osso fino mostrando toda a face vestibular. Se o osso for realmente mole pode-se expor só a face vestibular, se não for mole é necessário expor a face oclusal e face distal, dependendo de como está o caso. Odontosecção Impacção vertical Se for necessário se faz a odontosecção separando o dente no meio, metade mesial e metade distal (conjunto inteiro coroa-raiz). Impacção mesio-angulado Na maioria das vezes se faz necessário a odontosecção pois a ponta da coroa estará travada, pode-se realizar com a broca zecrya ou tronco cônica 702. Duas formas que podem ser realizadas: 1. Posiciona a broca paralela ao segundo molar e angula um pouco para facilitar a saída do fragmento tornando-o mais expulsivo e saindo mais fácil. 2. Alargar o gap com a broca, faz o corte e passa a broca desgastando o resto da coroa e a parte do fragmento para deixar o gap largo e o fragmento ficar frouxo no meio. Obs: sempre que é feito odontosecção não é obrigatório ir com a broca zecrya de fora a fora (de vestibular até lingual). É aconselhável: • Chegar o mais perto possível deixando por volta de 2 a 3 mm; • Se tiver segurança e visualização pode ir com a broca sem desgastar o osso, cortando a extensão para mais de 2/3; • Entra com a alavanca reta o máximo que for profundo no gap e gira, fraturando esse fragmento. • Remove a porção da coroa e com os movimentos de alavanca adequados/habituais se tira o restante do dente. Obs: geralmente a alavanca vai entrar pela mesio-vestibular e no meio da vestibular, é raro entrar pela lingual (apenas em casos específicos). Impacção horizontal Necessário remover a coroa inteira. Três formas que podem ser realizadas: 1. Coloca a broca zecrya paralela ao dente (igual no traçado da imagem ao lado) indo até a união cemento esmalte para retirar a coroa toda. Obs: vai até a união cemento esmalte por ser mais fácil de cortar e já tirar a coroa toda. 2. Chegar a broca zecrya um pouco mais para trás (mais para distal) fazendo assim uma odontosecção nas raízes, separação as duas raízes juntas. Depois que cortou a coroa, alarga o gap, desgasta de um lado pro outro, usa a alavanca e tira a coroa. Existem casos em que a coroa pode ficar agarrada por ter muito osso, precisando retirar mais osso em volta da coroa para assim a coroa ser retirada. 3. Separar a coroa em 1, 2, 3 ou 4 fragmentos. Depois que é feito o primeiro corte (corte de vestibular para lingual para separar a coroa inteira) ficará um gap, é necessário encaixar a broca no meio desse primeiro corte caminhando para mesial e separando-a em dois pedaços, ficando assim um pedaço para vestibular e para lingual. Em seguida, tenta tirar colocando a alavanca, caso não saia é necessário fragmentar em mais um pedaço a coroa. Desta forma, consegue-se retirar um fragmento folgando o outro até conseguir terminar de remover a coroa. Impacção disto-angulado Ele estará impactado no ramo precisando assim ser retirado na porção distal da coroa, vai acabar retirando um pouco mais de osso na distal, porém, o ideal é tentar preservar o máximo possível dessa região. Existem dois padrões de odontosecção: O padrão é que seja um corte divergente/expulsivo para retirar esse fragmento, como representado na imagem ao lado. Como opção alternativa, se a situação permitir pode separar o dente em dois fragmentos, como representado na imagem ao lado. Casos clínicos Caso 1 Exodontia do terceiro molar inferior 1. Foi realizado a palpação para não cair no vazio e a incisão linear, o acesso foi indo para vestibular. 2. Relaxante até o fundo do vestíbulo para mobilizar o retalho, porém não tão fundo pois pode pegar a artéria facial. Detalhe: passou a união muco-gengival por volta de 3 mm já é o suficiente. 3. Descolamento muco- periosteal deixando um retalho aceitável. 4. Dificuldade maior nessa etapa, pois o dente pode não estar intraósseo e está semi-incluso, encontrando assim o capuz pericoronário unindo a mucosa bucal, onde na hora de deslocar terá dificuldade. Se o dente estiver todo intraósseo depois que incisar é só raspar o osso. Se o dente tiver com a oclusal aparecendo no osso tem-se o capuz pericoronário que vai estar misturado com a mucosa. 5. Padrão de odontosecção: tem que mostrar toda oclusal, vestibular e distal (se faz uma canaleta contornando de vestibular até distal.). A broca ideal é a 4 (dependendo da marca a 6 também) em alta rotação esférica carbide e sem água, pois o soro estará ali para irrigar. Em questão de largura é essa broca que vai dar um tamanho ideal à canaleta e uma tabua óssea vestibular. Em questão de profundidade é o suficiente para sair da cortical e cair no vazio, esse vazio é osso medular que estará sangrando. Se for passado a broca, aspirado e irrigado e ainda não estiver sangrando é porque está raso, é necessário cair no vazio e ver o sangramento em toda extensão. 6. Osteotomia entrando com a alavanca, em alguns casos não é necessário fazer osteotomia e já ir entrando com a alavanca, sendo necessário ver cada caso. 7. Primeiro ponto para tentar extrair o dente é pela mesio-vestibular, podendo deslocar depois pela vestibular. 8. Ter cuidado na hora da remoção do dente pois o paciente pode deglutir/aspirá-lo,depois da extração pega-se a pinça para retirar o dente. 9. Irrigar/lavar e aspirar no fundo do alvéolo para ver se não tem espiculas ósseas. 10. Se tiver espiculas ósseas pode passar broca esférica de alta rotação/lima/pinça goiva. Pode ter pó de osso no fundo do retalho, sendo necessário irrigar para não infectar. 11. Sutura simples, se estiver sangrando muito pode dar uma sutura em U. Caso 2 Exodontia do terceiro molar inferior horizontal No terceiro molar direito tem-se uma perda óssea (o que no caso para extração é melhor), está mais longe do segundo molar e tem- se menos osso em cima dele. Ou seja, dará menos trabalho que o terceiro molar esquerdo que está mais próximo do segundo molar e possui mais osso em cima dele. Foi feito a osteotomia/retirada da coroa (com a realizações dos fragmentos) e ficou as duas raízes. Antes de entrar com a alavanca foi feito um gap para posteriormente soltar as raízes. Caso 3 Exodontia de pré-molar inferior impactado O pré-molar estava por vestibular, nesses casos o ideal é sempre fazer uma tomografia. Porém nesse caso foi feito a técnica de Clark que não mostrou muita coisa, com isso foi feito uma periapical e uma incidência oclusal onde deu para tirar qualquer dúvida que o dente estava por vestibular. Foi feito um acesso semelhante ao terceiro molar, porém, sabendo que ele estava numa área bem próxima do mesmo. Foi feito a odontosecção com a broca 702 . Separar a coroa/tirar a coroa/retirar a raiz/sutura. Caso 4 Pré-molar superior impactado no palato Diagnostico diferencial: tomografia para saber se está por vestibular ou palatino. Neste caso estava por palatino, onde o acesso foi feito do segundo molar até a linha média (intrasulcular) Descolamento é um pouco complicado pois o palato é muito duro/rígido precisando ter a mão firme, é necessário cautela pois pode lacerar o palato atingindo a artéria palatina. Um detalhe interessante é suturar a borda do retalho no dente do outro lado para manter afastado e auxiliar na visualização Fez a osteotomia e localizou a coroa., pode-se fazer a luxação do dente com a alavanca ou fazer a remoção da coroa (odontosecção). Dente removido/observar se tem alguma especula óssea/irrigar/suturar. Caso 5 Dente supranumerário (mesiodente) Diagnostico diferencial: tomografia é essencial ou técnica de Clark para saber se está por vestibular ou palatino Foi feito um acesso grande, do molar até o primeiro pré-molar. Realizado a osteotomia/identificado o dente/extração do dente/enxerto pois seria feito uma orto posteriormente/sutura. Cirurgia pré protética É toda manobra realizada na cavidade bucal, necessária para manter bem adaptada uma prótese. O ponto principal é deixar a prótese mais adaptada, ou seja, o conceito é bem amplo, indo desde uma cirurgia de tórus palatino até uma cirurgia periodontal de coroas clínicas. Objetivos Área de suporte • Ausência de condições patológicas (sem inflamação/infecção); • Relação apropriada de maxila e mandíbula (sendo assim, uma cirurgia ortognática pode ser classificada como pré protética) • Forma do processo alveolar • Ausência do tecido protuberante • Mucosa ceratinizada • Profundidade vestibular • Tecidos de revestimento adequados Avaliação e plano de tratamento Avaliação dos tecidos • História e exame físico • Relação dentaria e óssea • Contorno ósseo • Tecidos moles • Profundidade de sulco • Presença de condições patológicas Terapêuticas cirúrgicas As cirurgias são classificadas em tecidos duros e tecidos moles: Tecidos duros Alveoloplastias Indicações • Extração múltiplas • Saliências ósseas ou invaginações • Rebordo alto • Lábio superior curto • Rebordos grandes • Harmonia facial alterada > protrusão • Prognatismos maxilares > não há possibilidade de redução cirúrgica As alveoloplastias são muito comuns de visualizar uma área com saliências ósseas, podendo ser indicadas tanto na mesma cirurgia de extração múltipla ou então em um momento futuro quando o paciente retorna. Obs: alguns pacientes podem ter lábios superiores curtos, podendo dar impressão de rebordo alto. Classificação São divididas em convencionais, intra-septais, alveoloplastia e prótese imediata. Obs: convencionais é a mais utilizada e a prótese total imediata funciona como alternativa para melhorar a estética do paciente. - Convencionais: • Espículas ósseas salientes • Extração de molares • Proeminências alveolares • Porções anteriores do maxilar • Prognatismos maxilares A ideia é retirar a ponta de osso, o mínimo necessário, não é indicado retirar muito pois o osso é importante para o implante, partindo do pressuposto que não se sabe se o paciente no futuro precise/queira fazer implante, ou seja, é interessante preservar. As vezes o paciente que possui prótese total sente que está machucando no contorno da gengiva, onde essa saliência pode incomodar na região de vestíbulo. Desta forma, pode-se desgastar a prótese um pouco (desde que não atrapalhe a retenção) ou então desgastar osso partindo para cirurgia. Tecidos duros Alveoloplastias Remoção de tórus Redução tuberosidade Redução crista milo-hióidea Redução do tubérculo geni Reconstrução óssea Cirurgia ortognática Tecidos moles Redução tuberosidade Hiperplasias Aprofundamento do sulco Frenectomias Cirurgias labiais Enxertos de tecido ceratinizado Utiliza-se por exemplo, pinça goiva, brocas, lima para osso.. Tantos instrumentos manuais, quando rotatórios. De uma forma geral, quanto maior a broca, melhor. Fazendo assim, uma regularidade melhor do rebordo. Depois da extração é interessante remover algumas saliências que possam existir, muita das vezes se faz necessário palpar em cima da mucosa para observar se tem alguma especula óssea espetando no dedo, geralmente nas pontas das cristas para dar uma regulada. Exemplo abaixo de uma alveoloplastia em maxila onde a paciente irá utilizar uma prótese parcial removível: Obs: se fosse implante não teria necessidade dessa cirurgia. Em cirurgia pré protética o tipo de prótese que indica a cirurgia. Exemplo abaixo de uma alveoloplastia em mandíbula onde foi tirado pouco osso durante a extração ficando com algumas irregularidades que estavam atrapalhando a prótese total, decidindo-se então realizar uma intervenção cirúrgica. Alveoloplastias intra-septal Essa técnica é quando se tem um paciente biprotruso, geralmente em raça negra, onde é necessário desgastar os septos deixando uma tabua óssea inteira vestibular e palatina. Não se desloca retalho, é necessário deixar o periósteo aderido. É preciso pressionar para poder fazer uma fratura em galho verde reduzindo e deslocando tudo para palatina. Alveoloplastias e prótese imediata Nesses casos se faz necessário quando o paciente realiza uma extração seriada onde precisa desgastar o osso para que uma prótese provisória total fique bem adaptada. Vantagens • Benefícios psicológicos e estéticos • Tamponamento • Manutenção da dimensão vertical Desvantagens • Alteração nas dentaduras • Confecção de nova prótese Pensando melhor na estética, retira-se primeiro os dentes posteriores deixando os dentes anteriores para obter uma estética razoável. Molda-se e tem-se uma área posterior sem dente, quanto menos dente melhor para se programar uma prótese total imediata. Quando o técnico for realizar a prótese total no laboratório é interessante que ele replique a parte da prótese sem os dentes em material transparente, tipo a plaquinha de clareamento. Isso porque quando for extrair os dentes vão ter algumas áreas que não vão encaixar direito e com o material transparente será possível observar quais áreas estão atrapalhandono encaixe de uma futura prótese total. Remoção de torus Existem tórus vestibulares, linguais/palatinos sendo uma variação anatômica. Geralmente indicada quando se usa uma prótese total ou provisória, porém, se o paciente tiver uma mucosa fininha o tórus pode dificultar por exemplo, na alimentação e até mesmo na fala, sendo caso de tirar da mesma forma. Indicação • Tórus palatino e mandibular • Interferência na estabilidade de prótese • Dificuldade de dicção • Irritações da mucosa Dente Desgaste do osso osso Apertando para fraturar osso Existem três variações de incisões, que são: • Reta, linear sobre o tórus • Em formato de Y • Duplo Y, se o faz Y para baixo. Usados quando se tem um tórus muito volumoso. As técnicas normalmente são incisão, retalho total, desgaste e sutura. Torus mandibular Pode-se fazer igual ao tórus palatino incisando sobre o tórus ou então faz como se fosse um retalho convencional. Obs: evitar passar broca de forma aleatória, é interessante realizar canaletas soltando os fragmentos. Tuberoplastia É necessário remover irregularidades ósseas e criar espaço interoclusal. Em paciente desdentado torna-se um problema, principalmente na utilização de prótese total. Neste caso é necessário realizar diagnostico diferencial se é tecido mole ou tecido ósseo no local. - Se for tecido ósseo realiza uma incisão linear (retalho mucoperiosteal). - Se for tecido mole a incisão é em cunha. Complicações Perfuração do seio maxilar. Redução da crista milo-hióidea A crista milo-hioidea fica pela face lingual, quando o paciente absorve o osso todo a crista milo-hioidea fica mais superficial. - Ocorre deslocamento pelas inserções musculares. Obs: técnica em desuso, não se faz hoje em dia. Redução do tubérculo geni Localizado na frente da mandíbula. • Inserção músculo genioglosso • Antes da remoção é importante considerar o aumento da porção anterior • Incisão bilateral • Remoção de brocas ou pinça goiva • Reinserção aleatória do músculo Obs: técnica informativa pois não é tão usual. Reconstrução óssea Objetivo Manter osso, ser conservador e não desgastar muito. Cirurgia ortognática Objetivo Adequada relação maxilo-mandibular. Exemplo ao lado da paciente que não conseguia colocar dentadura, foi preciso realizar enxertos e avanço da maxila. Tecidos moles Tuberoplastia Objetiva promover espaço adequado, possuindo um diagnostico diferencial se é tecido ósseo ou tecido mole. Pode-se realizar uma radiografia pré operatória para avaliação, por exemplo: se o osso está presente, se é tecido ósseo/tecido mole ou se o osso maxilar está para baixo. Se tiver tecido ósseo e seio maxilar baixo é necessário realizar uma osteotomia segmentada de maxila jogando o órgão para cima, semelhante a uma cirurgia ortognática.. Se tiver tecido mole, clinicamente se avalia a espessura desse tecido, anestesiando o paciente e utilizando uma sonda periodontal Reabilitação funcional Implantes osseointegrados milimetrada aprofundando no tuber. Se der acima de 5/6mm tem- se a ideia de aumento de tecido mole. A ideia é retirar tecido mole que está sobrando fazendo um acesso circunferencial elíptico (incisão), pega-se o molt soltando por dentro o tecido mole, quando se tira esse tecido é visualizado o osso onde na hora de fazer a sutura terá dificuldade, será necessário passar uma lâmina na porção interna para conseguir fazer a sutura corretamente. Hiperplasias São causadas por trauma de baixa intensidade e longa duração. Por exemplo, quando uma prótese está mal adaptada na porção superior ou na inferior, principalmente na inferior (sendo a pior), tem-se uma retenção prejudicada, ficando mal adaptada e larga. Resulta em traumas de pequenas intensidades, porém, com passar do tempo esses traumas vão formar uma hiperplasia fibrosa inflamatória. Retira-se essas lesões com excisão cirúrgica com bisturi, eletrobisturi, mucoabrasão, crioterapia e laser de alta intensidade. Técnica cirúrgica com bisturi convencional Basicamente pinça-se a lesão/delimita onde está a lesão/traciona/acesso com a lâmina de bisturi não indo muito profundamente/retira-se a lesão/sutura. É necessário ter cuidado com o momento da sutura pois pode diminuir a profundidade de vestíbulo, causando um problema na retenção da prótese. Uma medida interessante é utilizar o bisturi elétrico onde não vai ocorrer o sangramento ou então pode-se suturar com fio reabsorvível na borda da ferida no plano muscular, realizando assim uma hemostasia por sutura em volta e parando de sangrar. Todo material removido é enviado para o exame histopatológico. Técnica cirúrgica com laser de alta intensidade A vantagem do laser é que no momento do acesso ele não sangra e sua cicatrização é muito mais rápida, porém, a desvantagem é que possui um custo muito elevado. Tecnicamente é semelhante a técnica tradicional do bisturi, muda- se apenas o instrumento utilizado. Libera-se o paciente da forma que está ilustrado na imagem ao lado, não é necessário dar ponto (apenas se ocorrer algum sangramento) Técnica cirúrgica com eletrobisturi O aspecto necrótico normalmente é realizado com bisturi elétrico, precisando ter cuidado se utiliza-lo muito profundamente para não expor osso. Técnica cirúrgica com mucoabrasão Uso da broca, pois a mesma encaixa perfeitamente no palato, já que com o bisturi tem-se uma dificuldade maior para encaixar. Só ter cuidado ao utilizar a broca para não atingir a artéria palatina. Aprofundamento de sulco vestibular Aumento relativo do rebordo, através do rebaixamento de ligamentos, músculo e mucosa. Técnica em desuso, pois: • Os resultados nem sempre são previsíveis e adequados • Possui a formação de cordão fibroso, impedindo a funcionalidade protética • Aumento de recursos protéticos, que suprem algumas deficiências anatômicas Frenectomias e frenotomias Classificando-as: Frenectomia: incisar e retirar o freio Frenotomias: cortar o freio As frenectomias fazem parte de cirurgias ortodônticas e pré protéticas, existem: • Freios labiais superiores e inferiores • Freios linguais • Bridas Existem grande número de técnicas, como: • Dupla pinçagem • Pinçagem única • Zetaplastia • Desinserção da inserção muscular Técnica cirúrgica com pinçagem única Feito frenectomia no lábio superior, onde o freio pode estar dentro da sutura intermaxilar causando diastema, como mostrado na imagem. Imagem 1: feito a anestesia pode-se pinçar no ângulo entre o lábio superior que está tracionado e o rebordo alveolar onde estão os dentes. Imagem 2: entra-se com a lâmina ajudando a delimitar o contorno, onde a ideia e ir imediatamente antes da papila incisiva (pinça serve como base de referência para a lâmina passar). Imagem 3: é importante certificar que as fibras da sutura intermaxilar foram removidas com uma cureta periodontal raspando até o osso. Imagem 4: Irriga/aspira e é interessante também utilizar uma gaze fazendo movimento de vai e vem. Imagem 5: realiza uma divulsão tecidual entrando com o instrumento reto e abrindo dos dois lados para mobilizar o retalho e fecha-lo (isso só pode fazer na mucosa alveolar) Imagem 6: o primeiro ponto é importante que seja feito no fundo do vestíbulo, pega-se o periósteo entrando do outro lado do retalho, é necessário pegar o periósteo pois quando se fechar o ponto ele será jogado para cima definindo o sulco de vestíbulo daquela região. Imagem 7: sutura do lábio (para cima) irá fechar e em direção ao rebordo não será fechado direito pois é tecido ceratinizado. Imagem 8: se tiver sangramento é só inserir o cimento cirúrgico (semelhante a um chiclete). Técnica cirúrgica com zetaplastia Quando tira o freio na região superior da boca, pode-se fazer uma incisão adicional na parte superior (reta) e