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APG 3 – DII · Revisar a morfofisiologia do intestino delgado e grosso; · Conhecer as doenças infamatórias do intestino; · Entender a etiologia, epidemiologia, fisiopatologia e fatores de risco das doenças inflamatórias intestinais; · Estudar as manifestações clínicas, diagnósticos e tratamento das doenças inflamatórias intestinais. Morfofisiologia Intestino delgado Intestino grosso DII – doença inflamatória intestinai · É uma condição crônica resultante da ativação imunológica inapropriada da mucosa. Esse distúrbio compreende entre duas doenças que são a colite ulcerativa e a doença de Crohn, onde o que as distinguem é a parte na distribuição do local afetado e na expressão morfológica da doença; · A colite ulcerativa é limitada ao cólon e ao reto e estende-se apenas a mucosa e à submucosa; · A doença de Crohn (ileíte regional), pode comprometer qualquer trecho do trato GI e é tipicamente transmural; Epidemiologia · Apresentam-se frequentemente em adolescentes, mais comum no sexo feminino, e em adultos no começo da 2ª década de vida; · Caucasianos, estadunidenses com uma frequência maior de 3 a 5x, relação com fatores genéticos; · Mais comum na África, Ásia, América do Sul. Hipóteses de higiene sugerem que as condições de armazenamento dos alimentos, queda na contaminação dos alimentos e mudanças na composição da microbiota do intestino estejam relacionadas; Etiologia · Ainda não se conhece a etiologia exata das Doenças Inflamatórias Intestinais, mas acredita-se que se deve a uma incapacidade do organismo em regular efetivamente as respostas imunes contra antígenos aos qual o trato digestivo está constantemente sendo exposto; · Susceptibilidde genética; Os genes CARD15/NOD2, DLG5 e OCTN1, que estão relacionados a uma desregulação da resposta imune. Fatores de risco para DII · Hereditariedade: Ter um parente próximo com a doença aumenta as chances de adquirir a doença. · Idade: A maioria dos pacientes é diagnosticada antes dos 30 anos. · Fumar: O tabagismo está associado à doença de Crohn. · Fatores genéticos, luminais, relacionados à microbiota e à barreira intestinal Fisiopatogenia · A patogênese da Doença de Crohn e da Colite Ulcerativa é complexa e envolve uma interação entre fatores genéticos, ambientais, imunológicos e microbianos. Ambas as doenças são caracterizadas por uma resposta imunológica anormal no trato gastrointestinal, resultando em inflamação crônica. Na Doença de Crohn, o sistema imunológico reage de maneira excessiva a antígenos presentes no intestino, desencadeando uma inflamação transmural que pode afetar qualquer parte do trato digestivo. Já na Colite Ulcerativa, a inflamação é restrita à mucosa do cólon e reto. Estudos sugerem que o desequilíbrio entre as respostas pró-inflamatórias e anti-inflamatórias, com a ativação descontrolada de células T e a produção excessiva de citocinas inflamatórias (como TNF-α e interleucinas), contribui para a lesão tecidual. Além disso, a microbiota intestinal desempenha um papel central na patogênese, uma vez que alterações na composição das bactérias intestinais conhecidas como disbiose, podem desencadear ou agravar a resposta inflamatória. Fatores genéticos, como mutações no gene NOD2, também estão fortemente associados à susceptibilidade à Doença de Crohn, enquanto outros genes relacionados à função da barreira epitelial intestinal e ao sistema imunológico estão implicados em ambas as condições. Histologia Manifestações clínicas RETOCOLITE ULCERATIVA · Episódios de diarreia invasiva (presença de sangue, muco e pus) intercalados; · Diarréia sanguinolenta · Dor abdominal, as vezes acompanhada de febre; · Inicio insidioso: Crescente ugência para defecar; cólicas abdominais; · As vezes constipação; · Anemia ferropriva. DOENÇA DE CROHN · Diarreia crônica invasiva com dor abdominal; · Febre; · Anorexia; · Perda de peso; · Doença periana; · Massa palpavel no quadrante inferior direito Classificação Classificação da DC · COMPLICAÇÕES: Sangramentos; Megacólon tóxico/perfuração/peritonite; Estenoses; Fístulas (na doença de crohn); Câncer. Diagnóstico · RCU: clínica + o diagnóstico é confirmado por colonoscopia com retossigmoidoscopia com biópsia de tecido. · DC: clínica + diagnóstico é confirmado por colonoscopia com ileoscopia e biópsia do tecido. · Sorologia · Antígeno fecal Tratamento · Derivados do ácido 5-aminossalicílico: inibem as enzimas COX-1 e COX-2, bloqueando assim, a síntese de prostaglandinas inflamatórias. Inibe também a produção de citocinas, ao bloquear o NF-KB(Kappa B), o seu factor de transcrição génica nuclear. Sulfazalassina. · Glicocorticoides: · Imunomoduladores: transcrição inibida da interleucina 2 e de seu receptor nos linfócitos T auxiliares. Tiopurinas: azatriopirina e mercaptopurina · Agentes biológicos: anticorpos monoclonais. Anti-TNF e Anti-Integrina. · Ressecção cirurgica image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.png image12.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png