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Professora: Ellen Eguchi
ANESTESIA LOCO-REGIONAL 
(TÉCNICAS DEANESTESIA)
ANESTESIA LOCO –
REGIONAL
• Deposição de anestésico local próximo a um nervo ou plexo
nervoso
• Bloqueio dos canais de sódio – ligação reversível
• Bloqueio condução nervosa
• Paralisia sensorial e motora
• Componentesbásicos
• Anel aromático (parte lipofílica) – Potência, grau de ionização e
tempo de início.
• Amida ou Éster – Potência e toxicidade.
ANESTESIA LOCO – REGIONAL
ANESTESIA LOCO –
REGIONAL
• Particularidades
• Analgesia para o pós-cirúrgico
• Diminui a dose dos outros anestésicosadministrados
• Paciente em um plano anestésico maissuperficial.
• Vasoconstritor
• Usado para retardar a absorção do anestésico, período de latência e risco de toxicidade
• Peridural – bastante utilizado
• Cuidado com áreas de borda – Isquemia
• Excreção
• Hidrólise metabólica plasmática
• Hepática – conjugação com ácido glicurônico
• Renal - metabólitos
CARACTERÍSTICA
S
• Grupo aromático
• Potência do anestésico – lipofílica –absorção
• Cadeia intermediária
• Potência e toxicidade – Biotransformação
• Grupo Amina
• Velocidade de ação - hidrofílica
SEQUÊNCIA DEABSORÇÃO
• Disponíveis na forma de um sal hidrossolúvel
• Baixo pH (ácido)
• Administrado na forma ionizada, no organismo, se transforma 
na forma não ionizada para ser absorvido
• Após absorção - forma ionizada - pontos específicos dos canais
de sódio
Em áreas inflamadas (feridas contaminadas, abscessos), o pH é mais baixo (mais ácido), então o anestésico não consegue se 
transformar da forma ionizada para a forma não ionizada, portanto não é absorvido 
pela membrana celular. Ou seja, nesses locais os anestésicos locais não tem 
ação, são ineficazes.
TOXICIDAD
E
• A chance de intoxicação é maior quando o anestésico é mais potente.
• Reações alérgicas: podem ocorrer mais por anestésicos amino-esteres,
do que por amino-amidas.
• Necrose local: ocorre pela administração de AL + vasoconstritor em
extremidades.
• Toxicidade ao SNC: depende da concentração administrada. Em concentrações mais baixas 
causa sedação, em concentrações mais altas causa convulsão.
• Toxicidade ao Sistema Cardiovascular: ocorre quando há altas concentrações
sistêmicas.
• Depressão do miocárdio, redução da frequência cardíaca, vasodilatação e hipotensão.
ANESTESIA LOCO –
REGIONAL
• Fármacos Anestésicoslocais
• Lidocaína
• É a mais utilizada na Veterinária.
• Potência é moderada e curto período de latência (2 a 5 min).
• Tempo de duração de 30 a 60 min
• 2% injetável e 1% ou 0,5% em creme ougel
• Usada como Antiarrimica e espasmórtica (Equinos)
Dose –Cães e gatos: 2 ̶5 mg/kg 
Dose–Equinos: 0,2mg/kg 
Dose –Ruminantes:0,2mg/kg
ANESTESIA LOCO –
REGIONAL
• Fármacos Anestésicos locais
• Bupivacaína
• 3 a 4 vezes mais potente que a lidocaína
• Tempo de bloqueio mais prolongado (1 a 3 horas)
• Início de ação lento (5 a 15min)
• Cardiotóxica (não utilizar EV)
• Doses bem maisbaixas
Dose–Cãesegatos:0,5mg/kg Dose
– Equinos: 0,05 a 1mg/kg Dose –
Ruminantes:0,05a1mg/kg
ANESTESIA LOCO –
REGIONAL
• Fármacos Anestésicoslocais
• Rompivacaína
• 4 vezes mais potente que a lidocaína – Similar a Bupivacaína
• Bloqueio motor mínimo
• Baixa toxicidade sistêmica
• Vasoconstritor natural
• Indicada para bloqueios orbitários
Dose – Cães e gatos: 0,5 mg/kg
Dose – Equinos: 0,05 a 1mg/kg
Dose– Ruminantes:0,05 a 1mg/kg
TÉCNICAS DE ANESTESIALOCAL
• Superficial
• Oftálmica, Mucosa, pele.
• Infiltrativa
• Intradérmica, Subcutânea, Muscular
• Perineural
• Retrobulbar, Peribulbar, odontológico, Intercostal, Epidural,
Bloqueio de plexos e etc.
• Local intravenosa(Bier)
TÉCNICAS DE ANESTESIALOCAL
• Superficial
• Dessensibilização da pele
• Pele lesionada, mucosas e córnea.
• Pomadas, gel, colírios e sprays
TÉCNICAS DE ANESTESIA
LOCAL
• Infiltrativa
• Bloqueio incisional
• Botão anestésico
• Bloqueio em anel
• Anestesia infiltrativa profunda
Infiltrativas
✓ Subcutânea
• Botão Anestésico 
(Intradérmica)
• CordãoAnestésico
Anestesia Local
Infiltrativas
✓ Subcutânea (Profunda)
• Figuras Planas Geométricas
LosangoQuadrado
ANESTESIA LOCAL
Infiltrativas
✓ Profunda
Figuras• Tridimensionais
AnestesiaLocal
✓ Profunda
Entre Garrotes Espinha dePeixe
INFILTRATIVA PROFUNDA
TÉCNICAS DE ANESTESIALOCAL
• L – invertido
• Paralela aos processos transversos das vertebras
• Paralela ultima costela
• Agulha longa
Anestesia Local
Técnicas Regionais
✓ Requisitadas àgeral
✓ Anestésico ao redor de um plexo nervoso (perineurais)
✓ Nas proximidades da medula espinhal (espinhais)
✓ Descornas, Recalques Dentários e Trepanações,Indicações: 
Intervençõe
s
Laparotomias (paravertebral),
Palatites, Suturas,
nos Membros,
Excisões Tumorais,
Intervenções no Reto, Pacientes
Cirurgias Obstétricas, 
de Risco, Fins Diagnóstico,
Transporte, Abolição da Dor, etc.
Membros
Próximo à Medula espinhal 
Forames
✓ Realizadas
TÉCNICAS REGIONAIS AO NÍVEL DE CABEÇA
Supraorbital
Supra-orbital
Anestesia Local
TÉCNICAS REGIONAIS AO NÍVEL DECABEÇA
Anestesia do Nervo Frontal ou Supra-Orbitário
✓ Indicações: pálpebra superior e em áreas circunvizinhas, nosbovinos
é usada principalmente na trepanação do seio frontal.
Forame Supra-orbitário
Anestesia Local
TÉCNICAS REGIONAIS AO NÍVEL DECABEÇA
Anestesia do Nervo Infra-Orbitário
✓ Indicaçõe
s
Extrações dos dentes incisivos superiores, 
Tratamento cirúrgico da palatite (travagem), 
Suturas cutâneas do lábio superior
Manipulações das narinas
Anestesia Local
TÉCNICAS REGIONAIS AO NÍVEL DECABEÇA
Anestesia do Nervo Mandibular
✓ Indicações - O nervo mandibular origina-se do trigêmeo e inerva
internamente a mandíbula permitindo intervenções gengivais e
dentárias nosmolares inferiores.
✓ Técnica
Anestesia Local
TÉCNICAS REGIONAIS AO NÍVEL DECABEÇA
Anestesia do Nervo Mentoniano
✓ Indicações
intervenções dentárias - incisivos inferiores 
suturas gengivas e labiais
✓ Técnica - 5 a 10mL de lidocaína 2%
Anestesia Local
TÉCNICAS REGIONAIS AO NÍVEL DECABEÇA
Anestesia do Nervo Óptico
✓ Indicação - Enucleação do globo ocular
✓ Técnica - 5mL Cordões
5 a 10mL  Nervos óptico, óculo-motor, abducente,
troclear, lacrimal e oftálmico
A. Pálpebra Superior
A.
Comissura
A. Pálpebra Medial
Inferior
Anestesia Local
TÉCNICAS REGIONAIS AO NÍVEL DECABEÇA
Anestesia do Nervo Cornual
✓ Indicação – Descorna Cirúrgica
✓ Técnica - 5mL/100kg - Lidocaína2%
Crista do
Frontal
TÉCNICAS REGIONAIS NOS MEMBROS
Anestesia dos Nervos Mediano, Radial e Ulnar
✓Indicações - Neurectomia mediana, intervenções baixas no membro anterior
✓ Técnica - 7,5 a 10mL lidocaína 2% (GP)
1,5 a 3mL lidocaína 2% (PP)
Bloqueio
N. Mediano
Bloqueio
N. Ulnar
Bloqueio do
N. Radial
Bloqueio
N. Mediano
TÉCNICAS REGIONAIS NOS MEMBROS
Anestesia dos Nervos Digitais Palmares e Plantares (Alta e Baixa)
✓ Indicações - Diagnóstico da claudicação,
Úlceras de casco e fendas,
Procedimentos na pata, coroa e talão
Alívio de dores local permitindo o repouso
✓ Técnica - 7,5 a 10mL lidocaína 2%
Anestesia do nervo digital palmar
Alta Baixa
5 a 7 cm - boleto
Ranilha
AnestesiaLocal
TÉCNICAS REGIONAIS NOS MEMBROS
Anestesia no Plexo Braquial
✓ Indicação - procedimento no membro torácico distalmente à
articulação
escapuloumeral.
✓ Técnica -5mg/kg lidocaína2%
Art. Axilar
Complicações: hipotensão,
intravenosainjeção 
acidental, 
nervos frênico e
paralisia dos
do
larigorrecorrente
Anestesia Local
TÉCNICAS REGIONAIS NOS MEMBROS
Anestesia Interdigital
✓ Indicação - procedimentos nos dedos
✓ Técnica - 5 a 7mL de lidocaína2%
AnestesiaLocal
TÉCNICAS REGIONAIS NOSMEMBROS
Anestesia Intra-articular
✓ Indicação -Procedimentos nas articulações
Diagnósticoclaudicação
✓ Técnica -5 mL de lidocaína2%
ANESTESIA LOCAL
• Amputação de terceira falange
• Tenotomias e neurectomias
• Técnica - Até 50 kg = 5 mL, de 50 - 100 kg = 10 mL,de 100 - 200 kg = 15 mL
• de 200 - 350 kg = 20 mL e de 350 kg ou mais = 30 mL lidocaína 2%
TÉCNICAS REGIONAIS NOS MEMBROS
Anestesia Regional Intravenos (Bier)
✓ Indicações - Promover analgesia nos dígitos de ruminantes Debridar e 
suturar feridas de extremidade Remoção de neoplasias
Tratamento cirúrgico de pododermatite
AnestesiaLocal
ANESTESIAS LOCAIS NOTRONCO
Anestesia para Orquiectomia
✓ Indicação - Castração
Bolsa Escrotal (rafe)
Cordão
Espermático Intra-
testicular
✓ Locais
A. I. Bolsa 
Escrotal
A. I. cordão 
espermático
A. I. Paralela
Rafe
A. Intra-testicular
AnestesiaLocal
ANESTESIAS LOCAIS NOTRONCO
Anestesia Local EspinhalPeridural
✓ Indicações - Intervenções Cirúrgicas - Flanco, reto, reto-vaginal e
períneo
✓ Cuidados - Dose e volume de anestésico
Dependendo do local - medula 
Depilação e assepsia da área 
Abscessos, meningite, edema, etc. 
Posicionamento dopaciente
✓ Locais - Intercoccígea -Equinos e Bovinos -Períneal
Sacro-coccígea - Ruminantes e carnívoros - Períneal 
Lombo-Sacra - Ruminantes, Carnívoros e Suínos - Flanco
TÉCNICAS DE ANESTESIALOCAL
• Perineural
• Epidural
• Pequenos animais
• Espaço lombosacro(L7-S1)
• Grandes animais
• Alta: S1 e Co1
• Baixa: Coccígea 1 e 2
AnestesiaLocal
ANESTESIAS LOCAL NOTRONCO
Anestesia Local Espinhal PeriduralLombosacra
ANESTESIAS LOCAL NO TRONCO
Anestesia Local Espinhal Peridural Intercoccígea e Sacrococcígea
ANESTESIA LOCAL
ANESTESIAS LOCAL NO TRONCO
Anestesia Local Espinhal Subaracnoidéa - Raquianestesia
ANESTESIAS LOCAL NO TRONCO
Anestesia Local Perineal Paravertebral
ANESTESIAS LOCAL NO TRONCO
ANESTESIA LOCAL PERINEAL PARAVERTEBRAL
TÉCNICAS DE ANESTESIALOCAL
• Perineural
• Retrobulbar
• Inserir a agulha no canto lateral e ir até o fundo da órbita
TÉCNICAS DE ANESTESIA
LOCAL
• Perineural
• Bloqueio intercostal
• Abaixo dos músculos intercostais, dorsalmente no espaço
intercostal.
TRABALHO EM GRUPO
• Valendo 1,5pt para a segunda avaliação
• Protocolos atuais
• Artigos de 2017 ate 2021
• Protocolos anestésicos em quaisquer espécie
PROPOFOL + MIDAZOLAM + ISOFLUORANO + SOLUÇÃO 
DE TUMESCÊNCIA
Propofol + Clorpromazina + Ropivacaína
MPA: Xilazina
Indução: Cetamina + Diazepam ou Cetamina + Midazolam 
Manutenção: Éter Glicerol Guaiacol + Cetamina + Xilazina 
Local: Lidocaína 2%
CONCLUSÃO
• Domínio das técnicas locais
• Fármacos disponíveis
• Conhecimento do quadro geral do animal
• Conhecimento dos fármacos e suasparticularidades