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HAM PED - CUIDADOS PÓS-PCR @leocboliveira Após uma parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria, os cuidados pós-ressuscitação desempenham um papel fundamental na otimização da recuperação do paciente e na prevenção de danos secundários. Esta fase crítica, conhecida como pós-PCR pediátrica, envolve uma série de intervenções integradas destinadas a manter a estabilidade hemodinâmica, garantir uma oxigenação e ventilação adequadas, monitorar continuamente o estado neurológico e cardiovascular, além de iniciar tratamentos específicos conforme necessário, como resolução de causas subjacentes ou intervenções cardíacas. O objetivo principal desses cuidados é consolidar os ganhos alcançados durante a fase inicial de ressuscitação e minimizar potenciais complicações, oferecendo assim as melhores perspectivas para a recuperação neurológica e cardiovascular da criança. Isso inclui estratégias adaptadas à anatomia e fisiologia pediátrica, bem como protocolos específicos para assegurar a adaptação e resposta eficaz às necessidades únicas dos pacientes pediátricos após uma PCR. Metas do tratamento · Fornecer oxigenação e ventilação adequados · Fornecer suporte a perfusão tecidual e à função cardiovascular · Evitar hipotensão · Corrigir desequilíbrios de ácido-base e eletrolíticos · Manter glicose adequada · Proporcionar controle direcionado de temperatura: considerar hipotermia terapêutica e evitar hipertermia · Assegurar analgesia e sedação Duas fases de tratamento pós-PCR imediato · Tratamento pós-PCR imediato · A: Via aérea · B: Respiração – avalie e mantenha a via aérea, oxigenação e ventilação (monitore o CO2 pelo capnógrafo, analise a gasometria arterial) · C: circulação – avalie o lactato, mantenha a pressão sanguínea e a perfusão adequadas · 2 fase: tto de suporte mais amplo · Controle Direcionado da Temperatura (CDT) e outros Cuidados pós-PCR Modulação terapêutica de temperatura · Deve-se resfriar pacientes que se apresentem comatosos (sem resposta significativa a comandos verbais), visando temperaturas centrais entre 32 a 36º C por 12 a 24 horas. · Para alcançar essa meta, devem-se usar mantas térmicas, pacotes de gelo e infusão de solução salina de 4 graus célsius · A monitorização de temperatura deve ser central, ou seja, por meio de termômetros no esôfago, bexiga ou em cateteres de artéria pulmonar. Otimização hemodinâmica e de ventilação Quadros de hipotensão no pós-PCR devem ser tratados com ressuscitação volêmica e, quando necessário, noradrenalina ou outras drogas vasoativas a depender do caso clínico específico. · O objetivo é manter a PAS ≥ 90 mmHg ou PAM ≥ 65 mmHg. · A ventilação deve objetivar saturação de O ≥ 94%, sem, no entanto, haver hiperóxia. · A PCO2 deve ser mantida entre 40 a 45 mmHg (valor normal-alto), já que a hipocapnia pode causar vasoconstrição cerebral. Reperfusão coronariana imediata Reservada para os pacientes que apresentem evidências de que a causa da PCR foi um IAM com supra de ST, por exemplo, quando há supra de ST no ECG após o retorno da PCR. Controle glicêmico e metabólico Considerar estratégias visando um controle glicêmico moderado (144 a 180 mg/dL). · Corrigir distúrbios hidroeletrolíticos, atenção especial às alterações de potássio para evitar recidiva de arritmias. Componentes dos cuidados pós-PCR Ventilação e respiração · Oxigenação · normoxemia entre 94 e 99% (ou saturação adequada) · Medir ETCo2: entre 35 a 45 mmHg · Ofertar O2 a 100% · IOT se necessário · Observe se o tórax se eleva adequadamente e igualmente dos dois lados e ausculte se há sons respiratórios anormais ou assimétricos. · Monitore quanto a evidências de comprometimento respiratório (p.ex. taquipneia, maior esforço respiratório, agitação, menor capacidade de resposta, troca de ar deficiente, cianose) ou esforço respiratório inadequado. · Se possível, obtenha uma amostra arterial para análise da gasometria arterial. Se a criança estiver ventilada mecanicamente, faça a gasometria arterial 10 a 15 minutos depois de estabelecer os ajustes iniciais do ventilador; preferencialmente, correlacione as gasometrias com o CO2; capnógrafico ao final da expiração, para permitir a monitorização não invasiva da ventilação. · Faça uma radiografia do tórax para verificar a correta profundidade de inserção do tubo ET e a posição no meio da traqueia e para identificar quadros pulmonares que possam exigir tratamento específico (p. ex., pneumotórax, aspiração) Circulação Monitorização hemodinâmica · Frequência e ritmos cardíacos, por meio do monitor cardíaco · Pressão arterial e pressão de pulso · Usar vasopressores ou reposição volêmica para manter a PAS maior que o quinto percentil para idade (para crianças de 1 a 10 anos, calcula-se pela fórmula → 70mmHg + ( idade em anos X 2)) · SpO2 por oximetria de pulso · Débito urinário, por meio de cateter urinário · Temperatura · Exames laboratoriais: · Gasometria arterial ou venosa · Ver o ph · Hemoglobina e hematócritos · Glicose sérica, eletrólitos, Creatinina, cálcio · Lactato e satO2 · Para identificar acidose metabólica (láctica) O que fazer? · Pegar acesso IV (2 cateter) · Realizar bolus de fluido (10 ml/kg a 20ml/kg de cristaloide isotônico a 5 a 20 min) · Se ocorrer bradicardia, assegure, primeiramente, a oxigenação e a ventilação adequadas; se a FC permanecer