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Ebook_Gestão de Estoque (Gestão de Estoque, Armazenagem e Movimentação)_SER e Telesapiens (Versão Digital)

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Edval Maia

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<p>gente criando o futuro</p><p>GESTÃO DE ESTOQUE</p><p>Organizador Rodrigo Souza da Costa</p><p>GESTÃO DE ESTOQUE</p><p>(Gestão de Estoque,</p><p>Armazenagem e</p><p>Movimentação)</p><p>Organizador Rodrigo Souza da Costa</p><p>Gestão de Estoque</p><p>GRUPO SER EDUCACIONAL</p><p>C</p><p>M</p><p>Y</p><p>CM</p><p>MY</p><p>CY</p><p>CMY</p><p>K</p><p>Gestão de Estoque</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 1eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 1 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>© by Editora Telesapiens</p><p>Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser</p><p>reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio,</p><p>eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro</p><p>tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia</p><p>autorização, por escrito, da Editora Telesapiens.</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)</p><p>(Bibliotecário responsável: Nelson Oliveira da Silva – CRB 10/854)</p><p>C837g Costa, Rodrigo Souza da.</p><p>Gestão de estoque [recurso eletrônico]/ Rodrigo Souza da</p><p>Costa. – Recife: Telesapiens, 2020.</p><p>176 p. : pdf</p><p>ISBN: 978-65-86073-46-1</p><p>1. Gestão de estoque I. Título.</p><p>CDU 658.56</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 2eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 2 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Gestão de Estoque</p><p>Fundador e Presidente do Conselho de Administração:</p><p>Janguê Diniz</p><p>Diretor‑Presidente:</p><p>Jânyo Diniz</p><p>Diretor de Inovação e Serviços:</p><p>Joaldo Diniz</p><p>Diretoria Executiva de Ensino:</p><p>Adriano Azevedo</p><p>Diretoria de Ensino a Distância:</p><p>Enzo Moreira</p><p>Créditos Institucionais</p><p>Todos os direitos reservados</p><p>2020 by Telesapiens</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 3eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 3 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Sou o professor Rodrigo Souza da Costa e me sinto</p><p>honrado por poder, de alguma forma, contribuir com sua</p><p>formação. A área de gestão é um dos principais problemas (se</p><p>não o principal) para o crescimento socioeconômico do país.</p><p>Dessa forma, a importância de especializar-se fica cada vez</p><p>mais evidente para quem busca uma posição de destaque no</p><p>mercado. Nossa profissão é muito dinâmica. Mudanças nas</p><p>formas de gestão nos coloca em constante uma busca constante</p><p>por aprendizado e adaptação ao ambiente de competição das</p><p>empresas. Quando me foi passada a tarefa de lhe acompanhar</p><p>em parte desse aprendizado, procurei buscar subsídios em minha</p><p>formação e atuação profissional que pudessem ser relevantes</p><p>para o seu aprendizado. Entre os meus passos nessa formação</p><p>destaco: Sou graduado em Administração pela Universidade</p><p>Estadual de Maringá (UEM), realizei meu Mestrado em</p><p>Administração pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)</p><p>e o Doutorado em Administração pela Pontifícia Universidade</p><p>Católica do Paraná (PUCPR). Atuo desde 2007 no ensino na</p><p>graduação e Pós-graduação em diversas instituições do Sul do</p><p>Brasil. Realizo pesquisas na área de Administração, sobretudo</p><p>no que tange a Estratégia Empresarial e Internacionalização de</p><p>Empresas, tendo publicado mais de 40 artigos em periódicos</p><p>e eventos nacionais e internacionais. Ministro as seguintes</p><p>disciplinas: Teoria das Organizações, Estratégias Empresariais,</p><p>Diagnóstico Organizacional, Gestão de Recursos Empresariais,</p><p>Gestão da Produção, Gestão da Cadeia de Suprimentos, dentre</p><p>outras. Espero que possa contribuir significativamente nessa</p><p>etapa de sua formação.</p><p>O AUTOR</p><p>RODRIGO SOUZA DA COSTA</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 4eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 4 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>ICONOGRÁFICOS</p><p>Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem</p><p>significam:</p><p>OBJETIVO</p><p>Breve descrição do objetivo</p><p>de aprendizagem; +</p><p>OBSERVAÇÃO</p><p>Uma nota explicativa</p><p>sobre o que acaba de</p><p>ser dito;</p><p>CITAÇÃO</p><p>Parte retirada de um texto;</p><p>RESUMINDO</p><p>Uma síntese das</p><p>últimas abordagens;</p><p>TESTANDO</p><p>Sugestão de práticas ou</p><p>exercícios para fixação do</p><p>conteúdo;</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Definição de um</p><p>conceito;</p><p>IMPORTANTE</p><p>O conteúdo em destaque</p><p>precisa ser priorizado;</p><p>ACESSE</p><p>Links úteis para</p><p>fixação do conteúdo;</p><p>DICA</p><p>Um atalho para resolver</p><p>algo que foi introduzido no</p><p>conteúdo;</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Informações adicionais</p><p>sobre o conteúdo e</p><p>temas afins;</p><p>+++</p><p>EXPLICANDO</p><p>DIFERENTE</p><p>Um jeito diferente e mais</p><p>simples de explicar o que</p><p>acaba de ser explicado;</p><p>SOLUÇÃO</p><p>Resolução passo a</p><p>passo de um problema</p><p>ou exercício;</p><p>EXEMPLO</p><p>Explicação do conteúdo ou</p><p>conceito partindo de um</p><p>caso prático;</p><p>CURIOSIDADE</p><p>Indicação de curiosidades</p><p>e fatos para reflexão sobre</p><p>o tema em estudo;</p><p>PALAVRA DO AUTOR</p><p>Uma opinião pessoal e</p><p>particular do autor da obra;</p><p>REFLITA</p><p>O texto destacado deve</p><p>ser alvo de reflexão.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 5eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 5 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>SUMÁRIO</p><p>UNIDADE 01</p><p>Introdução à Gestão de Estoques ................................... 12</p><p>Introdução à Gestão de Estoques ....................................... 12</p><p>O Gerente de Estoques ...................................................... 15</p><p>A Moderna Gestão de Estoques ...................................... 17</p><p>A Organização da Gestão de Estoques ............................... 19</p><p>Objetivos da Gestão de Estoques ..................................... 21</p><p>Políticas de Estoque ........................................................ 24</p><p>Controle de Estoques ....................................................... 26</p><p>Métodos de Previsão de Consumo ..................................... 28</p><p>Custos de Estoque ........................................................... 31</p><p>Níveis de Estoque ............................................................. 33</p><p>Outros conceitos que devemos entender são ...................... 37</p><p>Métodos de Determinação do Estoque Mínimo ................. 38</p><p>Giro do Estoque ................................................................ 40</p><p>UNIDADE 02</p><p>Classificação, Codificação e Padronização de Materiais ....44</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 6eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 6 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Classificação de Materiais ................................................. 45</p><p>Codificação de Materiais ................................................. 47</p><p>Principais Sistemas de Codificação ................................... 51</p><p>Outros Sistemas de Codificação ........................................ 55</p><p>Padronização e Redução de Variedade........................... 55</p><p>Materiais, mercadorias, bens e cargas ............................... 64</p><p>Embalagem e Materiais de Embalagem ............................. 68</p><p>Unitização de cargas ....................................................... 78</p><p>UNIDADE 03</p><p>Gestão e Controle de Suprimentos ................................. 90</p><p>Funções e Classificação dos Estoques ............................... 90</p><p>Funções dos Estoques ................................................ 92</p><p>Classificação ABC de estoques: o diagrama de pareto .....94</p><p>Políticas de Controle de Estoques .................................. 97</p><p>Nível de Serviço ........................................................ 98</p><p>Estoque Médio ........................................................... 99</p><p>Estoques: Básico, Em Trânsito e de Segurança .......... 99</p><p>Ponto de Ressuprimento ........................................... 100</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 7eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 7 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Ciclo de Pedido ........................................................ 100</p><p>Giro de Estoque ....................................................... 100</p><p>Custo de estoques e o lote econômico de compras ....... 101</p><p>Custo do Item ...........................................................</p><p>e na quantidade e custo de estoques de materiais,</p><p>semiacabados e produtos acabados;</p><p>h. redução do tempo de espera, do processo contábil,</p><p>de registros e documentos, dos desperdícios e das chances</p><p>de obsolescência dos materiais. Esses resultados permitem a</p><p>redução do preço, maior competitividade dos produtos e poten-</p><p>cial expansão do mercado.</p><p>Uma redução da variação dos produtos, com certeza, é uma</p><p>consequência da boa padronização. Enquanto o pessoal de design</p><p>e da pesquisa e desenvolvimento apreciam a criação de variedade</p><p>de produtos para impressionar a alta administração e exibir</p><p>talento, o pessoal da produção e, em especial, do Departamento</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 59eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 59 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque60</p><p>de Materiais prefere menos variedade devido ao objetivo de</p><p>produzir inúmeros lotes de grandes quantidades para um só ajuste</p><p>do equipamento, reduzindo o custo unitário do produto.</p><p>O contexto da padronização e da redução da variedade</p><p>concentra‑se nos produtos acabados, nos quais predomina a</p><p>variedade devido ao breve ciclo de vida da maioria dos produtos,</p><p>especialmente de alta tecnologia.</p><p>No entanto, é desejável em todos os níveis do processo, incluindo</p><p>de matérias‑primas e componentes, mediante certificação de</p><p>qualidade dos fornecedores e do equipamento de produção,</p><p>gerando custos mais baixos de aquisição, também devido a</p><p>descontos de quantidade.</p><p>EXPLICANDO MELHOR+++</p><p>Como alguns vendedores insistem na variedade de produtos</p><p>para satisfazer o gosto dos clientes, o pessoal da criação deve</p><p>arranjar combinações inteligentes com a sub montagem sem</p><p>alterar a padronização no plano dos componentes.</p><p>O impacto da redução de variedade pode ser significante</p><p>sobre a lucratividade da empresa, gerando prosperidade as</p><p>empresas em particular e à economia como um todo, devido aos</p><p>seguintes fatores (VIANA, 2011):</p><p>a. aumento de produtividade em espiral, em consequência</p><p>da redução nos custos e aumento na demanda pelos produtos</p><p>(Figura 4);</p><p>b. redução no custo de fabricação, aproveitando economias</p><p>de escala com quantidades produzidas por jornada cada vez</p><p>maiores;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 60eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 60 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque 61</p><p>c. redução no nível de estoques e do número de tipos e</p><p>categorias de itens; e do capital investido em estoque;</p><p>d. redução no custo de aquisição, devido à compra de um</p><p>número menor de itens padronizados no atacado com descontos</p><p>de quantidade;</p><p>e. redução no custo de mão de obra devido à maior expe-</p><p>riência e especialização de trabalhadores, pois de acordo com a</p><p>teoria da Curva de Aprendizagem, a cada período que o número</p><p>de peças produzi‑ das é dobrado, o tempo médio acumulado por</p><p>peça é reduzido e o custo de produção é reduzido a certa taxa de</p><p>aprendizagem.</p><p>f. potencialização da competitividade em novos mercados</p><p>através da melhoria na utilização do equipamento de produção e</p><p>na qualidade, com um menor número de ajustes e de jornadas de</p><p>produção, maior especialização dos trabalhadores e maior eficácia</p><p>na promoção de vendas concentrada com o mesmo custo.</p><p>Figura 4 - Espiral da Produtividade</p><p>Fonte: CHITALE; GUPTA (2011)</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 61eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 61 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque62</p><p>Mas, quais são as relações entre padronização, simplificação</p><p>e especialização? Bem, qualquer análise econômica realizada do</p><p>design de produtos deve considerar os efeitos da padronização,</p><p>simplificação e especialização, processos geralmente relacionados</p><p>em um conjunto e desenvolvidos em uma sequência lógica e</p><p>referidos como “Os três S’s” (CHITALE; GUPTA, 2011).</p><p>De acordo com uma ampla quantidade de exigências,</p><p>primeiro precisamos desenvolver a padronização mediante</p><p>classificação, definição e elaboração das características essen-</p><p>ciais, de modo a permitir a variedade mínima requerida para</p><p>satisfazer tais atributos essenciais, processo típico de engenha-</p><p>ria. Dentro de certa faixa, um processo de simplificação pode ser</p><p>realizado com uma visão de reduzir a variedade dos produtos e</p><p>materiais, sendo um processo econômico, como de engenharia, e</p><p>tem a especialização, como um de seus resultados naturais.</p><p>Padronização é o processo de definir e aplicar as condições</p><p>necessárias para assegurar que certa faixa de exigências possa</p><p>normalmente ser satisfeita com um mínimo de variedade e</p><p>de maneira reproduzível e econômica com base nas melhores</p><p>técnicas correntes; portanto, a redução de variedade é a essência</p><p>da padronização com efeito na produção e nos tempos de ajustes</p><p>das máquinas; e neste contexto, deve ser destacada a grande</p><p>importância do sistema ISO 9000 de padrões internacionais, que</p><p>se tornou um sinônimo de qualidade e prestígio, e uma condição</p><p>almejada pela maioria das indústrias para competir globalmente.</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Já em outra situação, a Simplificação é o processo de reduzir</p><p>o número de tipos de produtos dentro de uma faixa definida, uma</p><p>tentativa de reduzir a variedade. E, finalmente, Especialização</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 62eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 62 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque 63</p><p>é o processo em que as empresas privadas se concentram para a</p><p>fabricação de um número limitado de produtos ou tipos de produtos,</p><p>visando ao aumento na participação ou a liderança de mercado.</p><p>É necessário verificar qual será o escopo da padronização,</p><p>pois ela abrange um grande campo de atividades, dentre elas :</p><p>a. dimensão física e tolerâncias dos componentes dentro</p><p>de uma faixa definida;</p><p>b. avaliação das máquinas ou equipamentos (em unidades</p><p>de energia, temperatura corrente, velocidade);</p><p>c. especificação das propriedades físicas e químicas dos</p><p>materiais;</p><p>d. métodos de testar as características de desempenho;</p><p>e. métodos de instalação para obter a conformidade com as</p><p>medidas de precaução mínimas e conveniência de uso. As categorias</p><p>relacionadas à redução de variedade e certos aspectos de qualidade,</p><p>visam a intercambialidade de componentes e conjuntos para</p><p>montagem; e neste contexto, a adoção de padrões de matérias‑primas</p><p>torna‑se um dos fundamentos do design do produto.</p><p>No entanto, padronização e intercambialidade impõem</p><p>certas limitações ao projetista, requer muita experiência e esforços</p><p>no planejamento, devendo ser ressaltado que um dos objetivos</p><p>dos padrões é oferecer soluções para aliviar os projetistas da</p><p>tarefa de ter que resolver novamente alguns problemas básicos,</p><p>concedendo‑lhes mais tempo para se concentrarem nos aspectos</p><p>mais amplos do projeto.</p><p>A precisão requerida pelo processo de fabricação é outro</p><p>pré‑requisito da intercambialidade, a fim de obter produção dentro</p><p>das tolerâncias especificadas. Isto implica que o controle da</p><p>produção tem que ser mais rigoroso de forma que qualquer desvio</p><p>de padrões dados seja imediatamente notificado para que a ação</p><p>adequada seja adotada para evitar que o processo fuja do controle.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 63eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 63 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque64</p><p>Outra questão que temos que ter atenção é sobre o contexto</p><p>da simplificação que se trata de uma fonte constante de desacordos</p><p>entre o Departamento de Marketing, cujos vendedores lutam</p><p>para oferecer várias ofertas de produtos próximas do que os</p><p>clientes desejam e satisfazê-los com uma escolha; e o pessoal do</p><p>Departamento de Produção, que prefere uma pequena variedade,</p><p>o mínimo tempo de preparação de máquina e jornadas mais</p><p>longas para a produção de um mesmo item.</p><p>Pela simplificação,</p><p>o Departamento de Produção melhora</p><p>o planejamento e consegue taxas mais elevadas de produção e</p><p>de utilização da máquina e simplificação dos procedimentos de</p><p>controle. Na área de materiais, pode-se entender padronização</p><p>como sinônimo de simplificação (VIANA, 2011).</p><p>Outra pergunta que devemos nos fazer é quais os efeitos</p><p>da simplificação e da redução de variedade? Bom, de um lado</p><p>a simplificação reduz os estoques de materiais e de produtos</p><p>acabados, o investimento na planta e no equipamento, o pessoal</p><p>técnico necessário e o preço de venda; economiza espaço de</p><p>armazenagem, simplifica o planejamento e controle; e encurta</p><p>ou elimina as filas de pedidos (CHITALE; GUPTA, 2011).</p><p>Por sua vez, a variedade cria demanda e satisfaz uma</p><p>ampla faixa da demanda existente; habilita melhor contato com</p><p>os clientes para estudar gostos e exigências; e evita a perda de</p><p>pedidos para produtos concorrentes.</p><p>Neste contexto a variedade encoraja o consumo e, com</p><p>relação aos bens de consumo, o efeito psicológico da abundância</p><p>cria demanda; por outro lado, a pesquisa de mercado de algumas</p><p>empresas tem sugerido que, em certos casos, produtos similares</p><p>tendem a capturar aproximadamente a mesma parcela do mercado.</p><p>O aumento da variedade até a extensão encontrada</p><p>atualmente na indústria gera perspectivas de aumento da</p><p>demanda total e na participação da empresa no mercado.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 64eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 64 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque 65</p><p>Figura 5</p><p>Fonte: freepik</p><p>Esta situação conquista o cliente, que, em muitos casos,</p><p>deixa de avaliar a fina distinção entre produtos similares e tem</p><p>que fazer uma escolha casual ou de investir mais esforços,</p><p>tempo, estudo e, muitas vezes, dinheiro, para se habilitar a uma</p><p>escolha inteligente.</p><p>Portanto, a redução da variedade, além de indesejável</p><p>para o cliente, é também indesejável para a firma, pois, quando a</p><p>simplificação é aplicada, uma análise do mercado, muitas vezes,</p><p>mostra que a variedade excedeu de longe o ponto de saturação e que</p><p>um aumento na variedade não será sequer notado pelo mercado.</p><p>Além do mais, a divisão do mercado entre um número</p><p>muito grande de produtos torna cada participação tão pequena que</p><p>os preços têm que ser mantidos em altos níveis para evitar perdas.</p><p>Quando temos uma enorme variedade,a análise das</p><p>vendas pode ser realizada para estabelecer a competitividade</p><p>dos produtos. Quando a receita de vendas acumulada é plotada</p><p>contra o número de produtos oferecidos ao mercado, é geralmente</p><p>evidenciado que um número relativamente pequeno de itens</p><p>contribui para o total das vendas, conforme a figura a seguir:</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 65eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 65 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque66</p><p>Gráfico 1 – Natureza do Custo Total antes e depois da Redução de Variedade</p><p>Fonte: CHITALE; GUPTA (2011, p. 75)</p><p>Isto é muitas vezes referido na indústria como relação</p><p>“25%‑75%”, porque em muitos casos, foi observado que 25%</p><p>dos produtos respondem por 75% da receita, embora vários</p><p>estudos tenham revelado uma relação tão pequena quanto</p><p>10%‑90%. Isto leva ao esgotamento desnecessário dos esforços</p><p>da empresa, que devem ser direcionados para promover produtos</p><p>mais lucrativos.</p><p>Uma situação mais desejável se evidencia quando a</p><p>responsabilidade pela receita é distribuída mais equitativamente</p><p>entre os produtos, isto é, quando a curva é plana como a linha</p><p>inferior do gráfico acima, obtida através da redução da variedade.</p><p>Materiais, mercadorias, bens e cargas</p><p>Primeiro, temos que saber quais os conceitos de “materiais”,</p><p>“mercadorias”, “bens” e “cargas”.</p><p>Materiais são “todas as coisas contabilizáveis que entram</p><p>como elementos constituídos ou constituintes na linha de</p><p>atividade de uma empresa” (VIANA, 2011, p. 41). Segundo o</p><p>Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2009), material é</p><p>tudo aquilo “formado de matéria”, portanto, tangível.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 66eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 66 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque 67</p><p>Por sua vez, mercadoria é qualquer produto – matérias-</p><p>primas, gêneros, artigos manufaturados, etc. –, suscetível de ser</p><p>comprado ou vendido; bem é algo suscetível de uma apropriação</p><p>legal; tudo aquilo que é propriedade de alguém. Já carga é aquilo</p><p>que é ou pode ser transportado ou suportado por pessoa, animal,</p><p>veículo, aparelho, estrutura, etc. (DIAS, 2011).</p><p>Em um primeiro momento, os materiais são objetos tangíveis</p><p>e mercadorias, associadas ao comércio, podem incluir serviços;</p><p>bens representam propriedades e cargas abrangem materiais,</p><p>mercadorias e bens preparados ou destinados ao transporte.</p><p>De acordo com a origem, as mercadorias podem ser</p><p>classificadas em originárias do reino animal, vegetal ou mineral.</p><p>Apesar da enorme distinção dessas naturezas, o controle dos</p><p>produtos tende a ser exercido com a mesma intensidade.</p><p>Os produtos de origem animal e vegetal requerem inspeção</p><p>sanitária e fitossanitária, respectivamente. E alguns minerais</p><p>são controlados em virtude de certas propriedades danosas à</p><p>saúde pública ou ao meio ambiente, incluindo radioatividade,</p><p>toxicidade, combustibilidade, etc.</p><p>Figura 6</p><p>Fonte: freepik</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 67eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 67 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque68</p><p>Quanto ao estado físico em que se encontram na natureza,</p><p>ou em que são comercializados, transportados, armazenados ou</p><p>utilizados, os materiais podem ser sólidos, líquidos e gasosos,</p><p>atributo que afeta diretamente as formas de embalagem, acondi-</p><p>cionamento, armazenagem e transporte usado na sua distribuição.</p><p>Em relação ao processo de agregação de valor pela da</p><p>empresa, materiais e mercadorias são tratados como bens</p><p>adquiridos na forma de matérias-primas, secundários e con-</p><p>sumíveis, e expedidas como bens intermediários, semimanu-</p><p>faturados, manufaturados que, se destinados a consumo, ou são</p><p>bens de consumo duráveis ou bens de consumo final.</p><p>Por outro lado, as mercadorias, mas não materiais, como</p><p>máquinas, equipamentos, veículos, embarcações, aeronaves,</p><p>aparelhos, instrumentos são bens de capital ou de produção.</p><p>Os materiais, que incluem matérias-primas, consumíveis,</p><p>embalagens, materiais em processo, produtos acabados, resíduos</p><p>e sucatas, podem ser considerados mercadorias, bens e cargas,</p><p>quando estes termos são aplicados a itens do ciclo produtivo e</p><p>comercial da empresa.</p><p>Também se confundem com mercadorias, quando são</p><p>considerados sob certos aspectos, como origem, estado físico,</p><p>propriedades físicas e químicas, dentre outras.</p><p>Devemos também verificar como os materiais e merca-</p><p>dorias são apresentados para o transporte. Materiais, mercadorias</p><p>ou bens, quando disponibilizados para transporte, são tratados</p><p>como cargas que podem ser classificados de acordo com suas</p><p>características básicas, inclusive: estado físico, estado natural,</p><p>potencial de danos à saúde e ao ambiente, necessidade de</p><p>condições especiais para conservação (POZO, 2011).</p><p>No entanto, tendo consideração as necessidades de emba-</p><p>lagem e acondicionamento, as cargas são padronizadas, para fins</p><p>de transporte, em:</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 68eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 68 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque 69</p><p>Granéis, que não utilizam embalagem, podendo ser:</p><p>a. líquidos, como água, álcool, mentalmente petróleo e</p><p>derivados;</p><p>b. granéis secos que, por sua importância, são denominados</p><p>de primeira ordem (minério de ferro, cereais, carvão, bauxita,</p><p>alumina e fosfatos); e</p><p>c. neogranéis (granéis secos com certo grau de valor</p><p>agregado).</p><p>Cargas</p><p>geral ou convencional, compostas de manufaturados,</p><p>que podem se apresentar:</p><p>a. soltas, fracionárias ou não unitizadas;</p><p>b. unitizadas (conjunto de cargas soltas acondicionadas</p><p>em um dispositivo especial para transporte e movimentação</p><p>(palete ou contêiner), ou amarradas em lotes com cintas metálicas</p><p>prontas para serem içadas (pré-lingadas); e</p><p>c. cargas especiais, aquela com exigências de controles</p><p>de temperatura e pressão (carnes e outros alimentos); segurança</p><p>(perigosas); higiene e alimentação (animais vivos), etc.</p><p>Também devemos verificar a forma de como os materiais</p><p>e mercadorias são tratados legalmente. Para conferir maior</p><p>clareza na análise dos tratamentos administrativos e contábeis</p><p>a que são sujeitos os materiais, mercadorias, bens e cargas, ao</p><p>longo da cadeia de suprimento, foram selecionadas as seguintes</p><p>categorias (DIAS, 2011):</p><p>1. Bens manufaturados: mercadorias que foram processadas</p><p>de alguma maneira (beneficiadas, transformadas etc.), abrangendo</p><p>os bens intermediários e os produtos finais ou acabados.</p><p>2. Bens semimanufaturados: aqueles que ainda reque-</p><p>rem beneficiamento ou transformação, antes de destinados ao</p><p>consumo ou uso.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 69eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 69 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque70</p><p>3. Bens industriais: utilizados na produção de bens ou</p><p>serviços de grande consumo não duradouros ou duradouros ou</p><p>outros bens ou serviços industriais.</p><p>4. Bens complementares: bens econômicos que devem ser</p><p>combinados para satisfazer uma necessidade, tais como café e</p><p>açúcar; automóvel e gasolina; escova e creme dental, etc.</p><p>5. Bens de consumo: aqueles usados por consumidores</p><p>finais; abrangem os bens de consumo duráveis, que têm</p><p>utilidade durante um longo período de tempo, normalmente</p><p>sobrevivendo a várias utilizações, como os eletrodomésticos</p><p>e outros equipamentos para o lar; e os bens de consumo não</p><p>duráveis, aqueles destinados ao consumidor final para consumo</p><p>imediato ou no curto prazo, como os produtos alimentares, de</p><p>higiene pessoal e de limpeza para o lar.</p><p>6. Bens intermediários: bens manufaturados ou matérias</p><p>primas processadas que são empregados para a produção de</p><p>outros bens ou produtos finais.</p><p>7. Bens de capital: aqueles que servem para a produção de</p><p>outros bens, como máquinas e equipamentos, instalações, etc.</p><p>8. Subproduto: produto resultante da fabricação de outro</p><p>produto de maior valor ou importância.</p><p>9. Resíduo: sobra de material, após a fabricação do</p><p>produto, podendo ter valor comercial ou não.</p><p>10. Sucata ou ferro‑velho: ferro ou qualquer outro objeto</p><p>de metal não precioso já usado e considerado inútil, que se</p><p>refunde para poder ser novamente utilizado; ou qualquer peça</p><p>metálica imprestável.</p><p>Embalagem e Materiais de Embalagem</p><p>A embalagem, fazendo parte do conjunto da obra e do</p><p>produto e ainda dos custos de distribuição, exerce uma função</p><p>de cunho econômico e assume maior importância na medida em</p><p>que as estruturas de mercado se tornam mais complexas.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 70eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 70 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque 71</p><p>Figura 7</p><p>Fonte: freepik</p><p>Ela adquiriu um fator que responde direto pelo nível de</p><p>algumas perdas de produtos primários e pela conservação e</p><p>distribuição de alguns produtos industrializados, onde esses são</p><p>obrigatórios no estilo de vida moderna que facilita o uso e o</p><p>consumo (na área de alimentação)</p><p>Além de um ótimo veículo para a redução nas perdas de</p><p>alimentos, a embalagem promove, ao mesmo tempo, mais ocupação</p><p>de mão de obra na maioria dos processos industriais.</p><p>O grande desperdício de comida, pode ser reduzido com o</p><p>desenvolvimento dos tipos de embalagem padronizadas.</p><p>No contexto empresarial, a embalagem tem influência</p><p>imediata nas vendas e lucros da empresa, despertando o interesse e</p><p>conquistando o consumidor na primeira compra; em longo prazo,</p><p>fazendo repetir a compra, devido às características de conveniência</p><p>ou qualidade que a combinação produto-embalagem oferece.</p><p>Devido à abrangência dessa interação no estágio atual a</p><p>produção e as demais atividades envolvidas tornam a decisão de</p><p>embalagem uma tarefa muito complexa (BOWERSOX; CLOSS,</p><p>2001). Em princípio, deve ser considerada a produção dos</p><p>materiais envolvidos – papel, madeira, vidro, metais e plásticos,</p><p>rótulos, adesivos, dispositivos de fechamento, etc.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 71eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 71 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque72</p><p>O capital e a mão de obra, estão relacionadas a produção</p><p>e desenvolvimento das embalagens, com novos projetos e até a</p><p>venda de embalagens. Quase todos os produtos vendidos, possuem</p><p>embalagem apropriada para a adequação do transporte da mesma.</p><p>Sua influência na economia é cada vez mais significativa,</p><p>a ponto de se considerar o nível operacional da indústria de</p><p>material de embalagem como indicador da atividade econômica</p><p>de um país.</p><p>As embalagens surgiram nos primórdios da civilização,</p><p>quando os homens usavam pedaços de árvores, chifres, peles e</p><p>até bexigas de animais, para o acondicionamento de alimentos.</p><p>Há cerca de três mil e quinhentos anos os egípcios já</p><p>produziam garrafas de vidro e os fenícios sabiam fabricar</p><p>barricas de madeira. Entretanto, o grande impulso da indústria</p><p>de embalagens foi dado pela revolução industrial (DIAS, 2010).</p><p>O papel foi a primeira matéria-prima de embalagem feita</p><p>pelo homem, inicialmente à mão. Somente em meados do século</p><p>XIX passou a ser fabricado mecanicamente. As latas de folhas</p><p>de flandres surgiram na época de Napoleão, mas não eram muito</p><p>eficientes. Por isso, o francês Nicholas Appert, “chef” de uma</p><p>confei-taria parisiense, aperfeiçoou um processo de conservação</p><p>de alimentos em embalagens de vidro. A lata como conhecemos</p><p>hoje foi inventada pelo inglês Peter Durant, em 1810.</p><p>Quanto ao plástico, seu aparecimento deu‑se em 1907 com</p><p>as experiências de Leo Bakeland, em New York, com as reações</p><p>de fenol‑formaldeído. O desenvolvimento de usos e aplicações</p><p>do novo material só veio a ocorrer durante a II Guerra Mundial.</p><p>Com o desenvolvimento de novos produtos, marcas e</p><p>métodos de comercialização, durante o século XIX, proliferaram</p><p>materiais e tipos de embalagem, mas a grande arrancada de</p><p>uma indústria específica de embalagens consolidou-se com a</p><p>implantação do sistema de autosserviço, típico de supermercados,</p><p>quando a embalagem passou a conter todas as informações</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 72eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 72 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque 73</p><p>necessárias à decisão de compra e substituiu a presença do</p><p>vendedor. As pessoas passaram a exigir cada vez mais produtos</p><p>pré-embalados, para maior garantia de qualidade e de comodidade.</p><p>A embalagem é a parte do planejamento do produto com-</p><p>posta do recipiente físico, etiqueta e inserções (BOWERSOX;</p><p>CLOSS, 2001). O recipiente físico pode incluir um cartucho (caixa</p><p>de cartolina), invólucro de celofane, saco de plástico, tecido ou</p><p>papel, copo ou frasco de vidro, de plástico, ou de alumínio; forma</p><p>de madeira ou de espuma de isopor, ou uma combinação desses.</p><p>Os produtos geralmente apresentam mais de um recipiente</p><p>físico, por exemplo, o cereal da refeição matinal é individualmente</p><p>embalado em cartuchos, que são acondicionados em grandes</p><p>caixas de papelão ondulado para transporte; os relógios de pulso</p><p>são embalados em estojos plásticos forrados com tecidos macios</p><p>e transportados em caixas de plástico.</p><p>Em outros elementos – etiquetas e inserções – podem ser</p><p>vistos no produto exposto na vitrine ou prateleira; a etiqueta ou</p><p>rótulo é ilustrado com o nome de marca, logomarca da companhia,</p><p>ingredientes,</p><p>mensagens promocionais, instruções para uso ou</p><p>de segurança, estas geralmente exigidas para medicamentos,</p><p>brinquedos e códigos de controle de estoques normalizados</p><p>(gráficos de barras). Por sua vez, as inserções incluem cupons,</p><p>brindes e folhetos de receitas, inclusive as bulas farmacêuticas.</p><p>A embalagem é um atributo, função, arma competitiva,</p><p>propaganda, proteção e parte de um produto. Qualquer que seja</p><p>sua natureza, uma embalagem, apresenta três funções básicas</p><p>para a gestão empresarial: a de promoção e uso do produto, a</p><p>de proteção ao produto e como instrumento para aumentar a</p><p>eficiência da distribuição (BALLOU, 2001).</p><p>REFLITA</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 73eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 73 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque74</p><p>Na realidade, a embalagem é um anúncio gratuito de</p><p>propaganda, com espaço pago pela empresa para conter e</p><p>proteger o produto, é o meio de comunicação de maior audiência,</p><p>onde a marca se repete por milhões de cópias em toda a extensão</p><p>da loja ou do supermercado.</p><p>Muitos consumidores através da televisão, internet,</p><p>revistas, jornais e rádio, em seu domicílio ou por folders e</p><p>displays, seja no ônibus, nos trens e nos metrôs, em plena via</p><p>pública e nos pontos de venda, está em permanente contato com</p><p>a mensagem silenciosa da embalagem.</p><p>Por outro lado, o gerente de logística deve focar a embalagem</p><p>de forma maior e conceber soluções de projeto de acordo com</p><p>a sua finalidade, definindo dimensões, forma, cores, material</p><p>empregado (resistência, flexibilidade etc.), tipo, peso, volume e</p><p>capacidade, para a proteção adequada ao produto, contribuindo</p><p>para a eficácia do sistema de distribuição, conveniência ao cliente</p><p>e minimização dos custos da própria embalagem e da distribuição.</p><p>Os tipos de embalagens são adequados funcionalmente.</p><p>Considerando o contexto funcional, há dois tipos principais</p><p>de embalagem: a unitária ou de apresentação individualizada</p><p>para venda direta ao consumidor e a embalagem de transporte</p><p>(BALLOU, 2001).</p><p>A embalagem unitária é o tipo mais comum que encon-</p><p>tramos no comércio varejista, que deve proteger o produto,</p><p>facilitar a exposição na prateleira, exibir e identificar o produto,</p><p>apresentar formato atraente e mensagem de venda, fornecendo</p><p>ainda informações sobre o conteúdo e formas de uso.</p><p>A embalagem de transporte é utilizada para proteção dos</p><p>produtos durante a armazenagem, movimentação e transporte,</p><p>conforme mostra a figura 8. Estas são quase sempre acondicionadas</p><p>em embalagens coletivas ou de transporte, inclusive caixas de</p><p>papelão ondulado, contentores plásticos, engradados de madeira e</p><p>outras. Porém, no caso de produtos distribuídos a granel, o próprio</p><p>veículo de transporte é a sua embalagem.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 74eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 74 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque 75</p><p>Figura 8</p><p>Fonte: freepik</p><p>Há ainda outros tipos, como a embalagem primária, que</p><p>é o recipiente mais próximo do produto (potes e garrafas) e</p><p>permanece junto ao produto até ser totalmente consumido.</p><p>Já a secundária, que é o acessório que se soma à embalagem</p><p>primária, como tampa, cartucho etc.; a embalagem múltipla, que</p><p>agrupa várias unidades em um só pacote ou volume. Em casos</p><p>especiais, a expositora, que além de facilitar o transporte das</p><p>mercadorias, favorece a exposição do produto na prateleira,</p><p>contendo mensagem de venda e dispondo de uma face aberta</p><p>para mostrar o conteúdo.</p><p>Mas de quais materiais são feitas as embalagens? Bom,</p><p>temos quatro grandes categorias de materiais de embalagem:</p><p>papel e cartão, vidro, metal e plástico, sendo indispensável para o</p><p>gerente de materiais conhecer suas características e propriedades</p><p>para adequar da melhor forma possível o tratamento dispensado</p><p>às embalagens e mercadorias (DIAS, 2010).</p><p>1. Papel: Em folhas finas e secas, é o material mais usado</p><p>na indústria de embalagem por ser muito econômico e versátil,</p><p>sendo obtido pelo entrelaçamento de fibras de celulose obtidas</p><p>de vegetais. Nessa categoria, incluem‑se ainda o cartão resultado</p><p>da colagem de elementos ondulados de papel miolo a elementos</p><p>lisos de papel para capa, usados para caixas de paredes simples</p><p>ou duplas.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 75eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 75 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque76</p><p>2. Metais: Os principais metais usados em embalagens</p><p>incluem o alumínio e suas ligas, o aço revestido com estanho</p><p>ou com aço cromado, o ferro galvanizado e os aços inoxidáveis.</p><p>Para os produtos de consumo popular, as embalagens metálicas</p><p>restringem‑se à folha de flandres e ao alumínio; este, bem mais</p><p>leve que o ferro gozando da vantagem no custo de transporte e por</p><p>sua resistência à corrosão e por não transferir odor ou sabor aos</p><p>alimentos. A folha de flandres – chapa de aço doce recoberta nas</p><p>duas faces por uma camada de estanho – apresenta maior resistência</p><p>e permite dobramento e estampagem sem risco de ruptura, sendo</p><p>mais utilizada na indústria de alimentos, pois permite a esterilização.</p><p>Apesar de não resistir a produtos ácidos, esse material é adequado</p><p>para acondicionar tintas, óleos vegetais e combustíveis, graxas,</p><p>ceras, artigos de beleza e vários produtos secos.</p><p>3. Vidro: com estrutura complexa e fabricação delicada,</p><p>tem a grande vantagem de permitir a visão do conteúdo da</p><p>embalagem devido à sua transparência. É frágil quando se</p><p>aplica um esforço acima do limite de plasticidade e quando a</p><p>temperatura não é uniforme em todo o volume. Deixa passar</p><p>grande parte da luz e absorve os raios ultravioletas. Apresenta</p><p>alta resistência química à maioria das substâncias e é reciclável.</p><p>4. Plásticos: polímeros orgânicos moldáveis, naturais</p><p>ou sintéticos, derivados de celulose, resinas, hidrocarbonetos</p><p>e proteínas, que são classificados em duas grandes categorias:</p><p>termoplásticos, amolecidos pelo calor e endurecidos pelo</p><p>resfriamento e termo‑ fixos, que pela ação do calor se tornam cada</p><p>vez mais infusíveis, isto é, tenazes. Os plásticos mais usados em</p><p>embalagens, incluem o PEBD, PEAD, PPH, PET, PS e PVC.</p><p>As embalagens de papel são as mais usadas devido</p><p>à sua leveza, limpeza, fácil produção, custo, reutilização e</p><p>reciclagem por várias vezes, apresentando as desvantagens de</p><p>serem inflamáveis, fáceis de rasgar e por absorver água e se</p><p>deteriorarem rapidamente (DIAS, 2010).</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 76eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 76 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque 77</p><p>As caixas de papelão, em substituição às de madeira</p><p>economizam carpintaria (mão de obra e espaço), têm selagem</p><p>rápida e fácil, mais limpa e resistente a choques que as de</p><p>madeira, mas não resistem a muito empilhamento.</p><p>Figura 9</p><p>Fonte: freepik</p><p>Os recipientes metálicos mais usados são latas formato</p><p>cilíndrico com tampa e fundo soldado e bisnagas. Os recentes</p><p>desenvolvimentos incluem tampas de abertura parcial, como nas</p><p>cervejas em latas e de abertura total, como nas embalagens de</p><p>alimentos em conservas.</p><p>As latas podem ser litografadas, com impressão diretamente</p><p>sobre o metal ou ter rótulos de papel. A bisnaga metálica é o</p><p>tipo ideal para pastas e cremes, especialmente de alumínio, que</p><p>concorre com aquelas de polietileno ou PVC.</p><p>Os recipientes de vidro com certeza apresentam baixo</p><p>custo e utilização em linhas de envasamento de alta velocidade</p><p>com dimensões bem reduzidas, não se deformam e podem</p><p>resistir a pressões internas e cargas verticais.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 77eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 77 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque78</p><p>São recicláveis e transparentes, possuem inércia química</p><p>e proteção a intempéries, tendo como desvantagens o peso</p><p>elevado e fragilidade (só não resistem a choques). De acordo</p><p>com a situação ecológica, é indicado para bebidas e remédios,</p><p>com utilização crescente no mundo inteiro.</p><p>Já os plásticos apresentam as vantagens do baixo peso,</p><p>baixo custo, facilidade de fabricação e apresentação de emba-</p><p>lagens flexíveis (com filmes plásticos), que tomam a forma dos</p><p>produtos, inclusive em combinações com papel, celofane e folha</p><p>de alumínio formando um número ilimitado de estruturas com</p><p>propriedades de barreira a fluidos, transparência, opacidade,</p><p>facilidade de abertura e economia de espaço, existindo em forma</p><p>de envoltórios, bolsas e sacos.</p><p>Figura 10</p><p>Fonte: freepik</p><p>Suas desvantagens incluem a perda de compatibilidade</p><p>com o produto, baixas qualidades de barreira à umidade, gases</p><p>ou odores, difícil deterioração, pouca resistência ao calor e</p><p>fragilidade em baixas temperaturas.</p><p>Os aerossóis – recipientes valvulados enchidos com</p><p>um produto e um gás propelente – constituem atualmente</p><p>a embalagem mais sofisticada e complexa, podendo ser de</p><p>alumínio, plásticos, folha de flandres ou vidro, com tampas de</p><p>plástico; oferecem maior facilidade na aplicação do produto, e</p><p>têm a desvantagem do custo elevado e o risco de explosão se</p><p>expostos a altas temperaturas.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 78eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 78 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque 79</p><p>Sobre os formatos mais usuais das embalagens, de um modo</p><p>geral, são produzidas para as mais diversas finalidades, nos mais</p><p>diversos materiais, formatos, cores e modelos, fazendo parte de</p><p>nossa vida diária de diversas maneiras, algumas reconhecidas</p><p>e outras de influência bem sutil, todas, porém, proporcionando</p><p>benefícios que justificam a sua existência.</p><p>O produto e a embalagem estão se tornando tão</p><p>inter-relacionados que quase já não são considerados separa-</p><p>damente. O formato das embalagens para consumo é de grande</p><p>importância para a logística, pois a escolha do formato influirá na</p><p>decisão sobre o material a ser usado, embalagem de transporte,</p><p>veículo mais apropriado, etc. (VIANA, 2011).</p><p>Você sabia que os tipos de embalagens mais usuais têm a forma</p><p>de cartuchos? (caixas e cones de cartão ou cartolina); recipientes</p><p>plásticos, de vidro e metálicos; caixas “tetrapack”; aerossóis e</p><p>embalagens flexíveis.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Então, estas são as mais utilizadas, pois podem acondi-</p><p>cionar produtos sólidos ou líquidos, em volumes, cores, formatos</p><p>e dimensões diversas, através de estrutura confeccionada com</p><p>diversos tipos de materiais, associados entre si ou não.</p><p>As embalagens plásticas também são muito utilizadas, pois</p><p>praticamente todos os tipos de recipientes rígidos e semirrígidos</p><p>feitos de cartão, metal ou vidro podem ser substituídos pelo</p><p>plástico e moldados em diferentes formatos e tamanhos.</p><p>As embalagens tetrapack – caixas de cartucho revestidas</p><p>internamente por filme especial aluminizado – foram desenvol-</p><p>vidas em 1963 e obtiveram grande aumento no uso no País em</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 79eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 79 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque80</p><p>meados dos anos 1990, com o aumento do consumo do leite</p><p>longa vida. Incorporando as propriedades das latas, e bem mais</p><p>leves, passaram a ser usadas especialmente em molhos e bebidas,</p><p>admitindo vários tamanhos para dose única ou para consumo</p><p>parcelado.</p><p>Figura 11</p><p>Fonte: freepik</p><p>Unitização de cargas</p><p>A unitização de cargas se trata do agrupamento de volumes</p><p>de cargas gerais soltas, embalagens de variados pesos, tamanhos</p><p>e formatos, em uma unidade indivisível, rígida ou flexível,</p><p>permitindo a racionalização do espaço útil, operações de carga,</p><p>transporte e descarga mecanizadas com maior agilidade, segu-</p><p>rança e eficiência (BALLOU, 2001).</p><p>Este processo, pode ser realizado com a paletização –</p><p>acondicionamento dos volumes em dispositivos de suporte da carga</p><p>denominados paletes; a conteinerização – arrumação em dispositivos</p><p>de suporte de carga e recipientes denominados contêineres; ou</p><p>através de outros métodos elementares (DIAS, 2010).</p><p>Esta preparação prévia das cargas soltas foi desenvolvida</p><p>para superar as inconveniências da movimentação e estocagem</p><p>manual, como as permanências mais longas de navios nos portos,</p><p>devido ao lento manuseio da carga solta, a consequente elevação</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 80eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 80 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque 81</p><p>nos custos operacionais e os riscos de danos, perdas e até mesmo</p><p>pilhagens a que os itens pequenos e avulsos estão sujeitos.</p><p>O uso de cargas unitizadas tem contribuído para facilitar a</p><p>operação de transporte “porta a porta” e o transporte internacional</p><p>multimodal. Embalagens, armações, meios de transporte</p><p>(navios e aviões) e, até mesmo, armazéns foram projetados para</p><p>acomodar estes tipos de dispositivos.</p><p>A Paletização consiste na colocação ou fixação de um lote de</p><p>volumes sobre uma plataforma – o palete, feito de diferentes</p><p>materiais, método que facilita o manuseio mecanizado da carga</p><p>(VIANA, 2011).</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Eles são muito utilizados no transporte intermediário, ou</p><p>seja, entre departamentos ou fábricas, e na estocagem na indústria,</p><p>em redes de distribuição, no transporte doméstico e internacional.</p><p>O palete é definido pela Organização Internacional de</p><p>Padronização (ISO), como uma plataforma de carga que consiste</p><p>fundamentalmente em duas bases separadas por vigas ou uma</p><p>base única sustentada por pés, cuja altura é reduzida ao mínimo</p><p>compatível com a movimentação por empilhadeiras e caminhões</p><p>especiais (DIAS, 2010).</p><p>A principal dimensão do palete típico é a área da base superior,</p><p>onde se distribui o peso das mercadorias e da base inferior que fica</p><p>em contato com o solo ou com as vigas de outros paletes, quando</p><p>empilhados.</p><p>Com relação à sua estrutura para movimentação, ou seja,</p><p>de acordo com as faces de encaixe dos garfos das paleteiras e</p><p>empilhadeiras, esses dispositivos podem ser bidirecionais ou</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 81eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 81 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque82</p><p>de duas entradas, cujas vigas permitem a entrada de garfos ou</p><p>lanças por apenas duas direções opostas; ou quadridirecionais</p><p>ou de quatro entradas, cujas vigas permitem a entrada de garfos</p><p>ou lanças por todas as quatro direções opostas.</p><p>Sobre as principais características e os materiais usados</p><p>nos paletes, eles devem apresentar as seguintes características</p><p>(DIAS, 2010):</p><p>a. Resistência adequada diante do mau uso e danos</p><p>acidentais, para suportar sua carga sem defletir a um grau</p><p>inaceitável e transportar a carga prescrita durante o processo de</p><p>movimentação e estocagem, sem rachar.</p><p>b. Peso suficiente para movimentação manual, relação</p><p>peso‑resistência suficiente para evitar danos em caso de queda.</p><p>c. Ser durável, projetado para consertos econômicos,</p><p>resistente ao fogo e à umidade, pois serão empilhados e transpor-</p><p>tados a céu aberto.</p><p>Por outro lado, os materiais mais comumente utilizados na</p><p>construção de paletes incluem (DIAS, 2010):</p><p>a. metais para uma vida útil mais longa, como no caso do</p><p>aço, ou para serem leves e à prova de ferrugem, caso de ligas de</p><p>alumínio;</p><p>b. plásticos leves, moldados por injeção em poliestireno,</p><p>ou por prensagem a vácuo;</p><p>c. madeira – placas de madeira, placas celulares aglome-</p><p>radas e madeira compensada;</p><p>d. combinações desses materiais de acordo com a carga a</p><p>ser acondicionada – aço‑madeira, aço‑plástico, plástico‑madeira,</p><p>papel‑plástico, plástico‑fibra etc.</p><p>Mas, quais as vantagens da paletização? Bom, a crescente</p><p>utilização de paletes como dispositivo de unitização de</p><p>cargas,</p><p>deve‑se às diversas vantagens, inclusive (BOWERSOX; CLOSS,</p><p>2001):</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 82eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 82 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque 83</p><p>a. Variedade de tipos desenvolvidos para as mais diversas</p><p>aplicações, inclusive empilháveis, retornáveis inclusive descar-</p><p>táveis, colapsáveis, que podem ser desmontados para o retorno</p><p>vazio, etc.</p><p>b. Uso múltiplo no processo de produção, no transporte</p><p>interno das mercadorias nos locais de origem e de destino,</p><p>na estocagem e armazenagem e no transporte intermediário,</p><p>doméstico e internacional, de acordo com a cadeia de distribuição;</p><p>c. Investimentos baixos em unidades e equipamentos,</p><p>principalmente,</p><p>d. Melhor qualidade de transporte e retornos mais rápidos</p><p>dos veículos de transporte;</p><p>e. Mais facilidade nas operações de movimentação na</p><p>armazenagem, em terminais de carga e centros de distribuição,</p><p>de carregamento e descarregamento dos meios de transporte;</p><p>f. Aumento de produtividade da mão de obra em todas as</p><p>operações de transporte.</p><p>Figura 12</p><p>Fonte: freepik</p><p>Os paletes são selecionados de acordo com os atributos</p><p>do sistema de movimentação e estocagem e de distribuição das</p><p>mercadorias; e segundo podendo ser (DIAS, 2010):</p><p>a. retornáveis: devolvidos para novos carregamentos;</p><p>b. descartáveis ou não retornáveis: aqueles que não são</p><p>devolvidos e cujo custo está incluído no preço das mercadorias;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 83eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 83 02/07/2020 17:46:4902/07/2020 17:46:49</p><p>Gestão de Estoque84</p><p>c. empilháveis: sobrepostos nas áreas de estocagem;</p><p>d. colapsáveis: desmontáveis para retorno vazio;</p><p>e. reversíveis: com faces iguais, podem usar como base</p><p>em qualquer das faces, são geralmente de alta resistência e</p><p>durabilidade, de duas entradas e recomendados para uso em</p><p>prateleiras e porta‑paletes;</p><p>f. vazados: que apresentam um vão entre as tábuas superiores;</p><p>g. de movimentação e estocagem: de alta durabilidade e</p><p>geralmente de duas entradas, são usados nas operações internas</p><p>de plantas e armazéns.</p><p>Nos Estados Unidos, Morris (1995), os paletes mais</p><p>usados são fabricados segundo as normas da ISO (International</p><p>Organization for Standardization), e os de uso na Europa,</p><p>denominados europaletes, são construídos segundo as normas da</p><p>Associação Européia de Pallets (EPAL), sendo o mais popular o</p><p>de dimensões 800 x 1200 x 120 mm.</p><p>Há ainda os tipos CP3 e CP2, projetados para a indústria</p><p>química europeia, nas dimensões 1.140 x 1.140 mm (CP3) e 800</p><p>x 1.200 mm chegando ao Brasil com mercadorias importadas.</p><p>No Brasil, segundo a ABRAPAL – Associação Brasileira</p><p>de Fabricantes de Paletes PBR (2015), o dispositivo mais usado</p><p>é o PBR, fabricado em madeiras de reflorestamento (pinus e</p><p>eucalipto) nas dimensões 1000 x 1200 mm com capacidade de</p><p>1.200 kg, de uso padronizado em toda a cadeia produtiva do</p><p>País pela Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS,</p><p>e fabricado segundo as normas da Associação Brasileiras de</p><p>Normas Técnicas – ABNT. Aqui, temos os seguintes tipos:</p><p>a. chato: não dispõe de estrutura superior;</p><p>b. tipo asa: tem bases projetadas além das vigas ou pés, nas</p><p>extremidades opostas; tipo caixa: com ou sem tampa, e superes-</p><p>trutura de pelo menos três lados verticais fixos, removíveis ou</p><p>dobráveis, inteiriços, providos de ripas ou telas.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 84eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 84 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 85</p><p>c. com face superior fechada ou assoalhados: são total-</p><p>mente fechados e usados como caixas de papelão, cujo fundo é o</p><p>próprio assoalho, formando uma embalagem de alto desempenho,</p><p>e do tipo exportação, que podem ser de qualquer tipo, desde que</p><p>sujeitos aos tratamentos fitossanitários exigidos para combate a</p><p>pragas e outros organismos que podem infestar a madeira de sua</p><p>construção, seja por jato de ar quente forçado (HT) – realizado</p><p>em estufas a alta temperaturas, durante certo tempo, seja por</p><p>fumigação com Brometo de Metila (MB), cujo prazo de utilização</p><p>se encerra em 2015. Nas exportações, são exigidos certificados</p><p>de tratamento dos paletes emitidos por empresas especializadas</p><p>credenciadas junto às autoridades aduaneiras.</p><p>Temos também a conteinerização que se trata de um</p><p>método de distribuição física que usa como unidade de carga</p><p>o contêiner e permite o transporte da carga unitizada como una</p><p>e indivisível, segura e inviolável, acondicionada no ponto de</p><p>origem e só sendo armazenada e/ou desmembrada no local de</p><p>destino (VIANA, 2011).</p><p>O contêiner é considerado um dispositivo de transporte,</p><p>de caráter permanente e resistente o suficiente para adequar‑se</p><p>a usos repetidos, que foi projetado especialmente para facilitar</p><p>o transporte de mercadorias por um ou mais meios ou veículos,</p><p>sem recarregamento intermediário (DIAS, 2010).</p><p>Os contêineres são equipados com dispositivos que permi-</p><p>tem a pronta movimentação, principalmente a transferência de</p><p>um veículo para outro, e projetados para fácil carregamento e</p><p>descarregamento, apresenta como principais atributos (VIANA,</p><p>2011):</p><p>a. unidade para transporte combinando dois ou mais</p><p>modais, denominado intermodal;</p><p>b. proteção à carga e contribuição para o desenvolvimento</p><p>do serviço porta a porta;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 85eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 85 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque86</p><p>c. facilitação do empilhamento para armazenagem no</p><p>local de origem antes do transporte, em locais de trânsito ou no</p><p>destino, inclusive por razões de segurança;</p><p>d. facilitação da movimentação ao longo das linhas de</p><p>toda a cadeia de suprimento.</p><p>Mas qual foi o impacto da invenção do contêiner na Logís-</p><p>tica? Bem, podemos dizer que todos os transporte se beneficiaram</p><p>com o uso de contêineres.</p><p>No transporte ferroviário, são adquiridos maiores rendi-</p><p>mentos do material rodante e melhor adaptação às necessidades</p><p>do embarcador, já que os contêineres podem ser empilhados.</p><p>No transporte rodoviário, proporciona importantes econo-</p><p>mias de tempo tanto para os condutores quanto para os caminhões</p><p>e assegura uma regularidade no fluxo da carga. No transporte</p><p>marítimo, permite alta rotatividade nos portos, economia</p><p>nos custos de movimentação, menos congestionamento nos</p><p>armazéns portuários devido ao empilhamento das cargas.</p><p>No transporte aéreo, permite o controle rápido da carga,</p><p>alta eficiência nas operações de movimentação e melhor uso</p><p>do espaço das aeronaves. E, no transporte multimodal, a</p><p>conteinerização é uma das principais razões de sua existência.</p><p>No sentido geral, o usos dos contêineres reduziu o número</p><p>e o custo das operações logísticas, inclusive de embalagem, que</p><p>se tornou desnecessária em algumas situações.</p><p>Com o acúmulo de cargas de diferentes remetentes para</p><p>diversos destinatários em um só dispositivo o transporte em</p><p>navios especializados e a movimentação mecanizada eliminaram</p><p>os serviços de transbordo, ou seja, o transporte de um veículo</p><p>para outro; reduziram e até mesmo evitaram os riscos de perdas</p><p>ou danos, furtos e pilhagens, resultando na redução das tarifas de</p><p>frete e de seguro da carga.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 86eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 86 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 87</p><p>Por outro lado, as inconveniências na utilização de</p><p>contêineres incluem a necessidade de capital para compra, leasing</p><p>ou aluguel por parte do usuário, como para os investimentos em</p><p>instalações portuárias, por parte dos operadores.</p><p>Essa situação faz com que apareçam problemas</p><p>trabalhistas, pois o manuseio de carga conteinerizada não requer</p><p>mão de obra intensiva. Outros inconvenientes são</p><p>as diferenças</p><p>de especificações técnicas devido ao uso de contêineres não</p><p>padronizados pela ISO, especialmente da norma europeia, e</p><p>balanço desigual no fluxo das unidades de carga entre países</p><p>desenvolvidos e em desenvolvimento, gerando o fluxo de retorno</p><p>de contêineres vazios.</p><p>Sobre os tipos de contêineres, os mais usados</p><p>internacionalmente são os marítimos, fabricados segundo as</p><p>normas da Organização Inter- nacional para Padronização –</p><p>ISO (International Organization for Standardi- zation). Os mais</p><p>populares são os do tipo “standard”, de 20 e 40 pés (com altura</p><p>de 8,5 pés) e o “Hicube” ou de alta cubagem (com altura de</p><p>9,5 pés), para carga seca (Dry cargo), empregados no transporte</p><p>intermodal, conforme a figura a seguir:</p><p>Figura 13 – Dimensões externas e capacidades de contêineres selecionados</p><p>Fonte: Dias (2010)</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 87eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 87 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque88</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 88eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 88 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 89</p><p>UNIDADE</p><p>03</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 89eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 89 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque90</p><p>Olá, meu caro aluno! Tudo bem com você? Nesta unidade,</p><p>o essencial é que você compreenda como se dá a gestão e o</p><p>controle de suprimentos, principalmente sabendo qual a função e</p><p>importância dos estoques para a empresa e utilizando técnicas de</p><p>classificação destes estoques, com destaque para a Classificação</p><p>ABC de Estoques, que tem como base o Diagrama de Pareto.</p><p>Além disso, vale ressaltar aqui a importância de você saber</p><p>como são estipuladas as políticas de controle de estoques, bem</p><p>como saber definir os custos relativos em estoque e estabelecer</p><p>qual é o lote econômico de compras.</p><p>Por fim, você verá a importância de saber como a função</p><p>compras é organizada dentro das empresas, bem como entender</p><p>formas alternativas de organização e seleção de fornecedores.</p><p>Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar</p><p>neste universo!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 90eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 90 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 91</p><p>Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo</p><p>é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências</p><p>profissionais até o término desta etapa de estudos:</p><p>OBJETIVOS</p><p>1 Entender as funções e classificações dos estoques;</p><p>2 Analisar as políticas de controle dos estoques;</p><p>3 Elaborar os custos relacionados ao estoque e</p><p>calcular o lote econômico de compras;</p><p>4 Entender a organização da função compras.</p><p>Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao</p><p>conhecimento? Ao trabalho!</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 91eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 91 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque92</p><p>Gestão e Controle de Suprimentos</p><p>Nesta unidade, vamos abordar uma atividade primária da</p><p>Logística Empresarial, e da maior importância para a Gestão de</p><p>Suprimentos em qualquer o organização: o gerenciamento dos</p><p>estoques.</p><p>OBJETIVO</p><p>Os estoques são importantes para qualquer segmento</p><p>industrial, para os produtores agrícolas e pecuários, comerciantes</p><p>atacadistas e varejistas, e quaisquer segmentos da indústria e</p><p>mesmo da economia global.</p><p>Se para alguns produtores é vantajoso esperar a época de</p><p>melhor preço para comercializar sua safra, mantendo-a por alguns</p><p>meses em estoque, em outros casos, como no setor pecuário, manter</p><p>os animais por mais tempo antes do abate significa aumento de</p><p>despesas em alimentação sem o ganho em peso no nível desejado.</p><p>O equilíbrio necessário entre essas duas situações pode ser</p><p>obtido através da gestão e controle de estoques de forma eficaz e</p><p>eficiente. E então? Motivado para desenvolver esta competência?</p><p>Então vamos lá. Avante!</p><p>Funções e Classificação dos Estoques</p><p>Mas o que significam os estoques, na área de suprimentos?</p><p>Bom, nesse caso, estoque ou inventário refere-se a bens</p><p>acumulados para uso ou consumo posterior, abrangendo matérias-</p><p>primas, materiais em processo, peças de manutenção e produtos</p><p>acabados, mantidos em quaisquer quantidades em espera ou</p><p>em trânsito por certo período de tempo, para transformação ou</p><p>consumo na fábrica, ou despacho para entrega ao cliente.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 92eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 92 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 93</p><p>Os investimentos em estoque, envolvem os itens mais</p><p>diversos, geralmente classificados em grupos específicos,</p><p>de acordo com a forma de aquisição ou aplicação em</p><p>matérias-primas, peças e outros itens comprados de terceiros;</p><p>peças e outros itens fabricados internamente; alguns produtos</p><p>em processamento (semielaborados ou parcialmente montados);</p><p>e produtos finalizados, podendo o estoque total de uma empresa</p><p>ser composto de qualquer junção desses grupos básicos.</p><p>E qual seria a importância da gestão de estoques? Preci-</p><p>samos levar em consideração que há dois aspectos principais da</p><p>relevância da gestão de estoques da empresa: o operacional e o</p><p>financeiro.</p><p>Com relação a logística operacional, os estoques ajudam</p><p>na economia da produção e podem estabelecer diferenças de</p><p>ritmo entre o fluxo de recebimento de matérias-primas e alguns</p><p>componentes, de fabricação e de expedição dos produtos para</p><p>distribuição ou consumo.</p><p>Para responder rapidamente a um aumento imprevisto</p><p>de demanda, a indústria precisa manter estoques de produtos</p><p>acabados ou de matérias-primas e semielaborados para rápida</p><p>fabricação e entrega em prazo compatível com o previsto no</p><p>atendimento.</p><p>Porém, se a entrega de matérias-primas ou de embalagens</p><p>não consegue acompanhar as necessidades da produção em</p><p>curto prazo, justifica-se a manutenção de estoques desses itens.</p><p>Por outro lado, se a demanda pelos produtos da empresa</p><p>mostra-se abaixo da esperada, formam-se estoques de produtos</p><p>acabados, de produtos em processo e de matérias-primas e</p><p>embalagens. Em qualquer caso, o estoque faz o papel de elemento</p><p>regulador de velocidade de fluxo para a produção.</p><p>Quando falamos no lado financeiro, o estoque representa</p><p>um investimento de capital da empresa e a manutenção de</p><p>estoques que deve proporcionar retorno de capital à empresa.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 93eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 93 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque94</p><p>Quanto maiores forem os estoques, desde que se mantenha</p><p>todas as condições, menor será a taxa de retorno, que representa</p><p>um dos indicadores de eficiência da gestão financeira.</p><p>Outro indicador básico pode atenuar a eficiência da gestão,</p><p>mesmo quando a taxa de retorno é baixa é o índice de rotatividade</p><p>de estoques, obtido pela divisão do valor da produção anual pelo</p><p>valor médio do estoque total da empresa.</p><p>Vamos imaginar que uma empresa com taxa de retorno de</p><p>5%, parece um indicador baixo para satisfazer os investidores;</p><p>porém, associada ao índice de rotatividade de estoques de 24</p><p>vezes por ano, resultando no efeito acumulado de retorno de</p><p>120% ao ano sobre o investimento em estoques, o que sugere</p><p>um excelente desempenho.</p><p>RESUMINDO</p><p>Portanto, o controle de estoques é tarefa vital da logística</p><p>empresarial, pois os itens respondem por uma parcela substancial</p><p>do capital investido pela empresa e, embora a empresa deva</p><p>sempre ter o produto na quantidade que o cliente necessita,</p><p>nunca deverá ser apanhada com estoque em excesso.</p><p>Funções dos Estoques</p><p>É à administração da empresa quem define os</p><p>níveis de</p><p>estoque adequados à demanda prevista, ao plano de produção</p><p>e ao nível de serviço oferecido ao cliente, considerando os</p><p>recursos requeridos.</p><p>Portanto, o estabelecimento da política de estoques da</p><p>empresa implicará na escolha dos itens, quantidades e montantes</p><p>investidos, local de sua disponibilização e monitoração das</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 94eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 94 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 95</p><p>variações ao longo do tempo, em geral, através de programas de</p><p>computador, que permitem rapidez, precisão e baixo custo.</p><p>Isto poderá ser obtido mediante o desempenho de quatro</p><p>de suas principais funções:</p><p>a. Especialização geográfica, possibilitando a entrega de</p><p>sortimentos de produtos aos diversos mercados e obtendo maior</p><p>cobertura;</p><p>b. Estoques intermediários, acumulando produtos não</p><p>acabados entre operações de produção permitindo quantidades</p><p>fabricadas e distribuídas maiores que a demanda de mercado;</p><p>c. Equilíbrio entre suprimento e demanda, função regula-</p><p>dora para superar variações de demanda devido à sazonalidade e</p><p>outras situações similares; e</p><p>d. Administração de incertezas mediante a manutenção de</p><p>estoques de segurança para cobrir as incertezas de curto prazo</p><p>tanto de demanda quanto de ressuprimento.</p><p>Também temos outras funções importantes para os</p><p>estoques (DIAS, 2011):</p><p>a. Obtenção de economias de escala nas compras e no</p><p>transporte mediante o aumento do tamanho dos lotes de compra;</p><p>b. Obtenção de economias na produção por meio de</p><p>grandes lotes de fabricação de um mesmo produto;</p><p>c. Melhoria do nível de serviço mediante a manutenção</p><p>de estoques mais próximos aos pontos de venda nas quantidades</p><p>adequadas;</p><p>d. Garantia contra contingências na obtenção de</p><p>matérias-primas e outros insumos mediante a manutenção de</p><p>estoques de reserva;</p><p>e. Garantia de uso uniforme da mão de obra por meio da</p><p>manutenção do contingente, da produção estável e aumento de</p><p>estoques;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 95eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 95 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque96</p><p>f. Proteção contra aumentos de preços mediante anteci-</p><p>pação das compras, evitando a redução do ritmo de produção.</p><p>Classificação ABC de estoques: o diagrama de pareto</p><p>Você sabia que hoje existem diversas técnicas de controle</p><p>dos estoques de mercadorias da empresa? Pois é, em todo caso,</p><p>para minimizar o capital investido em estoques e dos custos</p><p>operacionais, cada item deverá ser controlado com base na</p><p>disponibilidade desejada e as quantidades monitoradas, perma-</p><p>nente ou periodicamente.</p><p>Nesta situação, nem todos os itens que estão no estoque,</p><p>requerer a mesma quantidade de matéria prima disponível para</p><p>satisfazer os clientes, merecem a mesma atenção da Administração</p><p>de Materiais, dada a sua essencialidade para o processo.</p><p>Portanto, é necessário que se adote um critério que permita</p><p>distinguir claramente a importância relativa dos itens do estoque,</p><p>ou seja, um método de hierarquização ou de atribuição de</p><p>prioridades.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Devemos ficar atentos, pois precisamos focar a atenção</p><p>sobre as matérias-primas e componentes necessários à fabricação</p><p>dos produtos, podemos concluir que o mais evidente dos critérios</p><p>possíveis é o investimento que se faz de cada um deles.</p><p>Os itens que demandam altos investimentos durante o ano,</p><p>ou outro período qualquer, merecem uma atenção especial, porque</p><p>as economias obtidas no estoque significam recursos disponíveis</p><p>para investimentos em outras necessidades da empresa.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 96eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 96 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 97</p><p>Caro aluno, visto que as exigências de armazenagem não</p><p>são as mesmas para todos os produtos a decisão sobre a política</p><p>de estoques requer uma classificação dos itens de acordo com</p><p>alguns atributos, por exemplo, os mais competitivos, rentáveis,</p><p>que oferecem melhor nível de serviço aos clientes . Temos então,</p><p>o Método da “Curva ABC” estabelece que uma pequena parcela</p><p>dos itens do estoque responde pela maior parte dos investimentos.</p><p>Assim, será provável que menos de 20% dos itens</p><p>respondam por 70% ou até 80% do investimento total (itens</p><p>da Classe A). Um grupo intermediário de itens (da Classe B),</p><p>formado por cerca de 20% dos itens, que respondem por 20%</p><p>dos investimentos. Por fim, um grupo maior de 60% a 70% dos</p><p>itens (da Classe C), que contribuem apenas com cerca de 10%</p><p>do investimento total, podendo esses números variar livremente.</p><p>Os itens classificados como A, são os Itens mais importantes</p><p>monetariamente, que devem receber toda a atenção no primeiro</p><p>momento do estudo e sobre os quais as primeiras decisões serão</p><p>tomadas. Correspondem, em média, a 80% do valor monetário</p><p>total, abrangendo no máximo 20% dos itens estudados.</p><p>Já os itens B, são aqueles intermediários que deverão ser</p><p>tratados logo após as medidas aplicadas aos itens da classe A.</p><p>São os segundos em importância e correspondem, em média, a</p><p>15% do valor monetário total do estoque e abrangem no máximo</p><p>30% dos itens estudados.</p><p>Por fim, os itens C são aqueles de menor importância,</p><p>volumosos em quantidade e com valor monetário reduzidíssimo,</p><p>permitindo maior tempo para sua análise e tomada de decisão.</p><p>São tratados após todos os itens das classes A e B, e constituem</p><p>50% dos itens e participam com 5% do valor total do investimento</p><p>em estoques.</p><p>A curva que representa os itens e valores acumulados</p><p>na ordem de proporção do investimento total é denominada</p><p>Curva ABC, dispondo no eixo horizontal os itens ordenados da</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 97eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 97 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque98</p><p>esquerda para a direita, da maior para a menor porcentagem de</p><p>investimento e no eixo vertical, a porcentagem acumulada do</p><p>investimento.</p><p>Desta forma, alguns critérios podem ser estabelecidos</p><p>a níveis de serviço diferenciados para as diversas classes,</p><p>diminuindo o capital investido em estoques, ou usados métodos</p><p>diferentes para controlar o estoque, diminuindo o esforço total</p><p>de gestão. Veja o exemplo a seguir:</p><p>Os itens do estoque da ABC Ltda. foram organizados por</p><p>relevância, considerando a sua participação no valor monetário</p><p>de todo o estoque e classificados em três grupos: “A”, “B” e “C”,</p><p>conforme a tabela a seguir:</p><p>Tabela 1 – Classificação dos Estoques da Empresa ABC Ltda</p><p>Fonte: Elaborado pelo Autor (2019)</p><p>Os três grupos são constituídos, respectivamente, pela</p><p>Classe A: 17% dos itens com participação de 76% do valor total</p><p>dos estoques; Classe B: 22% dos itens respondendo por 20% do</p><p>valor total e Classe C: 61% dos itens respondendo por 4% do</p><p>investimento em estoques.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 98eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 98 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 99</p><p>A partir das informações sobre as mercadorias em</p><p>disponibilidade, obteve-se a Curva ABC (Figura 4.1) para os itens</p><p>do estoque. Portanto, o Gerente de Materiais deverá priorizar</p><p>os contatos com os fornecedores dos itens de classe A – peças</p><p>RA-10, RA-20 e RB-20 – monitorando os problemas referentes</p><p>aos pedidos e entrega dessas mercadorias. Em seguida, os itens</p><p>da classe B e finalmente os itens mais relevantes da classe C.</p><p>Gráfico 1</p><p>Fonte: CHITALE; GUPTA (2011)</p><p>Esses resultados são de suma importância, pois, remete ao</p><p>fato que o esforço de gestão poderá ser direcionado à negociação</p><p>com os fornecedores dos três itens do grupo A, no sentido de obter</p><p>uma redução de 2% no custo de aquisição dessas mercadorias,</p><p>equivalente a R$ 12.000.</p><p>Para conseguir um bom resultado em relação aos itens</p><p>do grupo B, os esforços seriam empenhados na negociação</p><p>com quatro fornecedores visando a um desconto de 7,74%; e,</p><p>em relação ao grupo C, com onze fornecedores visando a um</p><p>desconto médio de 35,55% sobre o custo desses itens.</p><p>Políticas de Controle de Estoques</p><p>Este tipo de política, consiste em estabelecer normas sobre</p><p>o que comprar e produzir, quando adquirir e em que quantidades,</p><p>e como distribuir geograficamente os estoques em unidades de</p><p>produção e centros de distribuição.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 99eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 99 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque100</p><p>Por sua vez, o nível de serviço ao cliente é uma meta</p><p>estipulada pela alta administração, que compreende os objetivos</p><p>de desempenho esperados da gestão de estoque, sendo uma meta</p><p>estipulada pela alta administração, que compreende.</p><p>Muitas metodologias de controle de estoques, simples ou</p><p>complexos, têm um processo diferenciado e determinado, não</p><p>podendo ser aplicados indistintamente para todas as empresas.</p><p>Em geral, eles visam determinar o nível de serviço, o custo</p><p>de manutenção do estoque, o tempo de ressuprimento, os níveis</p><p>de estoque, os lotes econômicos de compra, o lote padrão de</p><p>requisição, dentre muitos outros.</p><p>O método do controle de estoque, vai depender da empresa</p><p>e do sistema de distribuição que ela tem , porém sempre focando o</p><p>custo de estoque como uma das metas. Mas quais outras variáveis</p><p>devem ser definidas para o entendimento da política de estoques?</p><p>A política de estoque da empresa define o nível de serviço e os</p><p>níveis de estoque adequados a cada departamento de fabricação,</p><p>estabelecendo os valores para o estoque médio, básico, em</p><p>trânsito e de segurança referentes aos itens mais significantes.</p><p>Na sequência, você verá quais são os principais conceitos</p><p>relacionados à gestão de suprimentos. Vamos lá?</p><p>EXPLICANDO MELHOR+++</p><p>Nível de Serviço</p><p>O Nível de Serviço, está relacionado ao atendimento</p><p>das necessidades ou exigências do cliente em relação a datas</p><p>e pontualidade na entrega do pedido, levando em consideração</p><p>os estoques mantidos para o atendimento, definindo um grau de</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 100eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 100 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 101</p><p>atendimento em percentual; por exemplo, nível de serviço de</p><p>90% em uma semana, significa manter estoques para entregar</p><p>90% dos itens nesse prazo.</p><p>Estoque Médio</p><p>O Estoque Médio está ligado a quantidade normalmente</p><p>mantida em estoque de materiais básicos, componentes, materiais</p><p>em processo e produtos acabados, equivalente à soma do estoque</p><p>básico, em trânsito e de segurança .</p><p>Em geral, ele costuma ser calculado pela metade da</p><p>quantidade pedida no ponto de ressuprimento, se for considerado</p><p>apenas o estoque básico.</p><p>Estoques: Básico, Em Trânsito e de Segurança</p><p>O estoque básico é a parcela do estoque médio recomposta</p><p>por um pedido de suprimento, ou seja, pela aquisição de um</p><p>novo lote. Já o estoque em trânsito se trata da parcela que já</p><p>foi pedida e que se encontra no veículo de entrega em trânsito,</p><p>na expedição da fábrica aguardando a partida do veículo em que</p><p>está embarcada, ou na prancha de entrega aguardando a recepção</p><p>pela empresa.</p><p>Do ponto de vista logístico, segundo o estoque em</p><p>trânsito tem representado uma proporção crescente do estoque</p><p>total devido à tendência de redução do tamanho e aumento da</p><p>frequência dos pedidos, e à adoção de estratégias baseadas no</p><p>tempo, como o sistema JIT.</p><p>Por fim, temos o estoque de segurança que é parcela</p><p>destinada a proteger a empresa contra as incertezas de demanda,</p><p>de fornecimento e do tempo de espera do suprimento.</p><p>Ele é utilizado em caso de situações mais elevada que a</p><p>esperada ou de períodos de espera de suprimento mais longos,</p><p>sempre ao final do ciclo de ressuprimento.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 101eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 101 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque102</p><p>Ponto de Ressuprimento</p><p>Com relação ao Ponto de Ressuprimento, é quando um</p><p>novo pedido é emitido ao fornecedor, sendo expresso ou em</p><p>unidades ou em dias de suprimento.</p><p>Em condições de certeza de demanda e de ciclo de</p><p>atividades, o ponto de ressuprimento (PR) é calculado pelo</p><p>produto da demanda diária média (D) pela duração média (T) do</p><p>ciclo de atividades (PR = D x T).</p><p>Quando o estoque de segurança (ES) é necessário em vista</p><p>das condições de incerteza, o ponto de suprimento (PR) é dado</p><p>por (PR = D x T + ES).</p><p>Ciclo de Pedido</p><p>O ciclo de pedido é o tempo gasto desde a verificação</p><p>de que o estoque precisa ser reposto até a chegada efetiva do</p><p>material no almoxarifado da empresa, sendo expresso em dias e</p><p>dado pela soma do tempo de emissão do pedido com o tempo de</p><p>preparação do pedido e o tempo de transporte.</p><p>Giro de Estoque</p><p>O giro de estoque (ou rotatividade do estoque) está</p><p>relacionado entre o consumo anual (ou de certo período) e o</p><p>estoque médio do produto no ano (ou no período considerado),</p><p>expressa em termos de inverso da unidade de tempo, ou em</p><p>vezes por ano.</p><p>Um exemplo claro é, se o consumo anual de um item é de</p><p>4.800 unidades e o estoque médio no mesmo período é de 600</p><p>unidades, o giro do estoque é de 8 vezes por ano.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 102eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 102 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 103</p><p>Custo de estoques e o lote econômico de</p><p>compras</p><p>Um objetivo da política de estoque compatível com os interesses</p><p>de lucro dos proprietários da empresa refere-se à diminuição do</p><p>custo total de estoque.</p><p>OBJETIVO</p><p>Entenda que quanto maior for o volume de estoque, maior</p><p>será o seu custo de manutenção ou carregamento, requerendo</p><p>menor quantidade de pedidos de lotes de compra maiores,</p><p>fazendo em menor custo de aquisição e menores problemas de</p><p>falta ou atraso, para com‑ pensar com um menor custo.</p><p>Os custos associados aos estoques de mercadorias incluem</p><p>os custos do item, do pedido, custo unitário de manutenção e da</p><p>falta de estoque (DIAS, 2010). Na sequência, serão detalhados</p><p>esses custos, bem como os elementos relacionados ao Lote</p><p>Econômico de Compras.</p><p>Custo do Item</p><p>O custo do item está relacionado ao custo de aquisição,</p><p>incorrido para comprar ou produzir internamente uma quantidade</p><p>do item mantida em estoque, obtido pela multiplicação do custo</p><p>unitário pela quantidade comprada ou produzida.</p><p>Custo do Pedido</p><p>O custo do pedido se refere ao custo total da requisição</p><p>de compra, para encomenda da mercadoria se esta for adquirida</p><p>externamente, desde o momento em que o pedido é feito até o</p><p>momento em que a mercadoria é estocada. Estão incluídos aqui:</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 103eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 103 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque104</p><p>� o custo administrativo: custo de manutenção da estru-</p><p>tura da área de compras, envolvendo gastos com pessoal, aluguel,</p><p>comunicação, material de escritório, etc.;</p><p>� custo de processamento das requisições: pedidos de</p><p>compra aos fornecedores, sendo diretamente determina- dos com</p><p>base no volume de requisições ou pedidos ocorridos no período;</p><p>� custo de transporte: despesa de frete e seguro para o</p><p>transporte de entrega da mercadoria nas instalações da empresa;</p><p>� custo de inspeção de qualidade da mercadoria antes</p><p>seguir para o estoque.</p><p>Custo unitário de manutenção do estoque</p><p>Este custo é para manter uma unidade de certo item em</p><p>estoque por determinado período, em geral, um ano (BALLOU,</p><p>2001). É obtido pela soma dos seguintes itens:</p><p>�Custo de capital: custo de oportunidade do capital</p><p>correspondente ao valor do item em estoque;</p><p>�Custo de armazenagem:</p><p>custo do espaço ocupado pela</p><p>mercadoria, seguros, taxas, etc.;</p><p>�Custo de obsolescência, deterioração ou perda, no caso</p><p>de produtos de alta tecnologia, perecíveis, etc.</p><p>Custo de Falta de Estoque</p><p>Já este custo, não é considerado por ser de difícil apropriação.</p><p>Por definição, reflete as consequências econômicas, tais como as</p><p>vendas perdidas ou a perda de futuros negócios quando o item não</p><p>está disponível ou demora a ser entregue ao cliente.</p><p>Lote Econômico de Compras</p><p>O Lote Econômico de Compras é a quantidade perfeita</p><p>que deve ser comprada em um pedido de um item adquirido</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 104eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 104 02/07/2020 17:46:5002/07/2020 17:46:50</p><p>Gestão de Estoque 105</p><p>externamente de um fornecedor que resulta no mínimo custo</p><p>total anual obtido pela soma de dois tipos básicos de custo:</p><p>�Custo de armazenagem, que aumenta à medida que a</p><p>quantidade do material pedido aumenta;</p><p>�Custo do pedido do item, que diminui à medida que a</p><p>quantidade pedida aumenta.</p><p>O Lote Econômico de Compras é importante para</p><p>sabermos se é econômico ou não estocar um item é um problema</p><p>relativamente simples, pois basta analisar se os custos de</p><p>estocagem excedem os custos de compra ou de produção.</p><p>Pode ser demonstrado que não é econômico estocar</p><p>itens quando as necessidades médias, sejam dos clientes ou</p><p>da produção, tenham um excesso correspondente à metade da</p><p>quantidade econômica do pedido.</p><p>Por sua vez, o Custo Total Anual do item é dado pela soma</p><p>do custo anual de compra do item mais o custo dos pedidos</p><p>anuais mais o custo de armazenagem por ano.</p><p>O objetivo deste lote é determinar a quantidade ideal de</p><p>compra que minimiza o Custo Total de estocagem, sem que sejam</p><p>admitidas faltas do material (DIAS, 2010). O Lote Econômico</p><p>de Compras pode ser visualizado quando observamos todos os</p><p>custos envolvidos, conforme a figura a seguir:</p><p>Gráfico 2 – Quantidade do Lote Econômico de Compra</p><p>Fonte: DIAS (2010)</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 105eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 105 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque106</p><p>Devemos saber, em primeiro lugar, como calcular o custo</p><p>total dos nossos estoques. Este custo pode ser definido pela</p><p>seguinte fórmula:</p><p>Onde:</p><p>P = Preço unitário de compra</p><p>C = Consumo do item</p><p>B = Custo de pedido</p><p>Q = Quantidade do lote</p><p>I = Custo de armazenagem</p><p>Depois disso, temos que, no entanto, estabelecer algumas</p><p>suposições que são necessárias para avaliar qual o Lote</p><p>Econômico de Compras ideal (DIAS, 2010; VIANA, 2011):</p><p>a. O consumo mensal do item é determinístico e com uma</p><p>taxa constante;</p><p>b. A reposição é instantânea quando os estoques chegam</p><p>ao nível zero; e o período de análise é de um ano, sem faltas de</p><p>estoque.</p><p>Assim, o cálculo do Lote Econômico de Compras pode ser</p><p>realizado utilizando a seguinte equação (DIAS, 2010; VIANA,</p><p>2011):</p><p>Onde:</p><p>Q = quantidade do lote econômico</p><p>C = taxa de consumo do item</p><p>B = custo do pedido</p><p>I = custo de armazenagem</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 106eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 106 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque 107</p><p>A Função Compras</p><p>Agora, vamos falar sobre o processo de compra. De acordo</p><p>com toda organização industrial, comercial ou de serviços,</p><p>de pequeno, médio ou grande porte, para poder funcionar</p><p>normalmente, precisa comprar, adquirir máquinas, equipamentos,</p><p>instalações, matérias-primas, peças, componentes, embalagens e</p><p>serviços.</p><p>E que antes mesmo do início das operações de fabricação,</p><p>materiais e outros insumos deverão estar disponíveis em</p><p>quantidades estipuladas e atendendo às especificações que</p><p>representam as necessidades do usuário, para que seja mantida,</p><p>com certo grau de certeza, a continuidade do abastecimento a fim</p><p>de atender à demanda prevista e, portanto, às metas programadas</p><p>de produção e distribuição.</p><p>Apesar de ser um processo importante para toda a cadeia de</p><p>suprimento, cabe ao Departamento de Compras a obtenção de um</p><p>fluxo contínuo de suprimentos a fim de atender às necessidades</p><p>de produção, coordenação do suprimento para que o investimento</p><p>seja o mínimo, aquisição de materiais e outros insumos aos</p><p>menores preços, obedecendo aos padrões de qualidade definidos</p><p>e a negociação justa e honesta das melhores condições para a</p><p>empresa, inclusive preço, prazo de entrega e forma de pagamento.</p><p>Estrutura da função de compras</p><p>Sobre as funções do departamento de compras, observamos</p><p>que a função de suprimento apresenta um caráter mais amplo</p><p>que as compras, visto que se destina pôr à disposição da empresa</p><p>todos os produtos, bens e serviços externos necessários para o</p><p>tudo funcione bem.</p><p>Outra expressão associada a essa função é “aquisição”,</p><p>esta abrange não só as compras, como outras formas contratuais</p><p>de obtenção de bens, inclusive empréstimos, aluguéis, arrenda-</p><p>mento e outras concessões.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 107eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 107 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque108</p><p>Assim, cabe à função de suprimento:</p><p>a. Previsão das necessidades de materiais e serviços da</p><p>empresa;</p><p>b. Elaboração de cronograma de abastecimento;</p><p>c. Descrição e especificação em termos quantitativos e</p><p>qualitativos;</p><p>d. Prospecção no mercado dos produtos e fornecedores que</p><p>as satisfaçam;</p><p>e. Aquisição dos itens demandados;</p><p>f. Recepção dos itens adquiridos nas condições demandadas;</p><p>g. Provisão do preço a ser pago ao fornecedor.</p><p>Com isso, a função de compra é mais restrita, tendo por</p><p>objetivo adquirir os bens e serviços que a empresa realmente</p><p>necessita, garantindo o seu abastecimento nas quantidades</p><p>demandadas em termos de tempo, qualidade e preço, e</p><p>abrangendo as funções do suprimento descritas de “d” a “g”.</p><p>Portanto, as atividades típicas de compras incluem:</p><p>� Pesquisa de fornecedores: estudo e análise de mercados,</p><p>materiais, custos, fontes de suprimento, cadastro de fornecedores</p><p>e inspeção de suas fábricas;</p><p>�Aquisição: análise de cotações, conferência de requisi-</p><p>ções, forma de licitação, negociação de contratos, colocação de</p><p>pedidos e recepção de materiais;</p><p>�Administração: controle de estoques, transferência de</p><p>materiais, padronização de materiais;</p><p>�Atividades relacionadas às estimativas de custos, rela-</p><p>ções comerciais e alienação de materiais descartáveis.</p><p>Por envolver a aplicação de grande parte dos investimentos</p><p>da empresa, as compras tornam‑se uma função‑chave e as vezes</p><p>complexa, devido à natureza e diversidade dos produtos e</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 108eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 108 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque 109</p><p>serviços objeto de aquisição e por ter que se adaptar ao ambiente</p><p>dinâmico dos negócios empresariais.</p><p>Os princípios básicos da organização do serviço de</p><p>compras relacionam‑se:</p><p>i) aos níveis de decisão;</p><p>ii) registros de compras, fornecedores, preços, estoques, e</p><p>consumo ;</p><p>iii) às especificações, desenhos, catálogos, etc..</p><p>Além disso, as práticas do Departamento de Compras</p><p>podem variar de acordo com a administração, tamanho e tipo da</p><p>indústria, registrando‑se cinco princípios bem reconhecidos pela</p><p>maioria dos pesquisadores do assunto.</p><p>Primeiramente, temos a qualidade certa. O contrato de</p><p>compra e venda deve conter uma especificação de qualidade</p><p>muito clara, incluindo o nível de qualidade desejável e os</p><p>métodos de teste e inspeção.</p><p>A qualidade particular de um item poderá ser a qualidade</p><p>certa para certo propósito, mas não para outros propósitos.</p><p>Ela deve ser mensurável e entendida até onde for possível.</p><p>A qualidade certa é normalmente aquela que é decidida tendo</p><p>em vista a preferência do comprador e os fatores de custo.</p><p>Também devemos</p><p>101</p><p>Custo do Pedido ....................................................... 101</p><p>Custo unitário de manutenção do estoque ................ 102</p><p>Custo de Falta de Estoque ........................................ 102</p><p>Lote Econômico de Compras ................................... 102</p><p>A Função Compras ........................................................ 105</p><p>Estrutura da função de compras ...................................... 105</p><p>Organizações alternativas para compras .......................... 114</p><p>Seleção de Fornecedores ................................................. 121</p><p>Terceirização: fabricar ou comprar? ................................ 126</p><p>UNIDADE 04</p><p>Abordagem Logística dos Estoques .............................. 138</p><p>Considerações Iniciais .................................................... 138</p><p>Relação da Gestão de Estoques com a Logística e o</p><p>Marketing ....................................................................... 140</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 8eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 8 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Serviço ao Cliente .......................................................... 144</p><p>Valor do Cliente .............................................................. 147</p><p>Valor para o Cliente ........................................................ 149</p><p>Supply Chain Management .......................................... 151</p><p>Da Logística para o Supply Chain Management .............. 155</p><p>Os Sete Princípios do Supply Chain Management .......... 160</p><p>Segmentação Logística............................................. 161</p><p>Customização Logística ........................................... 162</p><p>Gerenciamento da Demanda ..................................... 163</p><p>Postergação .............................................................. 164</p><p>Gerenciamento das Fontes de Suprimento ................ 166</p><p>Tecnologia da Informação ........................................ 167</p><p>Indicadores de Desempenho ..................................... 168</p><p>Conclusão ....................................................................... 169</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 9eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 9 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 10eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 10 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Gestão de Estoque 11</p><p>UNIDADE</p><p>01</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 11eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 11 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Gestão de Estoque12</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, meu caro aluno! Tudo bem com você? A nossa</p><p>disciplina tratará da Gestão de Estoques, onde você verá</p><p>sobre a importância desta área essencial para o aumento da</p><p>competitividade de qualquer empresa, pois trata diretamente de</p><p>um dos principais setores quando o tema é a eficiência de custos.</p><p>Nesta unidade final, o essencial é que você compreenda</p><p>como se os elementos primordiais e as questões relacionadas à</p><p>moderna gestão de estoques, bem como as questões relacionadas</p><p>às políticas de estoques, seus controles e métodos de previsão.</p><p>Além disso, vale ressaltar aqui a importância de você saber</p><p>como são estipuladas as políticas de controle de estoques, bem</p><p>como saber definir os custos relativos em estoque e estabelecer</p><p>qual é o lote econômico de compras.</p><p>Por fim, você verá a importância de saber como a função</p><p>compras é organizada dentro das empresas, bem como entender</p><p>formas alternativas de organização e seleção de fornecedores.</p><p>Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai</p><p>mergulhar neste universo!</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 12eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 12 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Gestão de Estoque 13</p><p>OBJETIVOS</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo</p><p>é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências</p><p>profissionais até o término desta etapa de estudos:</p><p>Entender os elementos básicos da gestão de estoques;</p><p>Analisar as políticas de controle dos estoques;</p><p>Elaborar métodos de previsão de consumo e níveis</p><p>de estoque;</p><p>Entender os custos relacionados aos estoques.</p><p>Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao</p><p>conhecimento? Ao trabalho!</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 13eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 13 02/07/2020 17:46:4202/07/2020 17:46:42</p><p>Gestão de Estoque14</p><p>Introdução à Gestão de Estoques</p><p>Nesta unidade, vamos abordar uma atividade primária e</p><p>de maior importância para a Gestão de Estoques em qualquer</p><p>organização: o gerenciamento dos estoques.</p><p>Os estoques são importantes para qualquer segmento</p><p>industrial, para os produtores agrícolas e pecuários, comerciantes</p><p>atacadistas e varejistas, e quaisquer segmentos da indústria e</p><p>mesmo da economia global.</p><p>Se para alguns produtores é vantajoso esperar a época</p><p>de melhor preço para comercializar sua safra, mantendo-a por</p><p>alguns meses em estoque, em outros casos, como no setor</p><p>pecuário, manter os animais por mais tempo antes do abate</p><p>significa aumento de despesas em alimentação sem o ganho em</p><p>peso no nível desejado.</p><p>O equilíbrio necessário entre essas duas situações pode ser</p><p>obtido através da gestão e controle de estoques de forma eficaz e</p><p>eficiente. E então? Motivado para desenvolver esta competência?</p><p>Então vamos lá. Avante!</p><p>Introdução à Gestão de Estoques</p><p>Como abordagem prática, a Gestão de Estoques deve</p><p>determinar quais os materiais, peças e componentes devem</p><p>ser adquiridos pela empresa; como devem ser adquiridos – se</p><p>comprados de fornecedores ou se fabricados em sua própria</p><p>planta -; quando devem ser adquiridos e, se comprados, de</p><p>que fontes; por quais preços, em que quantidade e de que</p><p>qualidade, para a manutenção do estoque desejável, estabelecido</p><p>em função da demanda prevista para certo período de tempo.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 14eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 14 02/07/2020 17:46:4302/07/2020 17:46:43</p><p>Gestão de Estoque 15</p><p>Figura 01</p><p>Figura 02</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Essas decisões buscam atingir o equilíbrio ideal entre o</p><p>custo dos investimentos em estoques e o consumo, mantendo-se</p><p>as quantidades disponíveis, de forma a evitar a falta de materiais</p><p>e componentes para a produção ou de produtos acabados para</p><p>atendimento aos clientes nos prazos estipulados pela política de</p><p>vendas, mas que não onere significativamente a lucratividade</p><p>com a redução dos recursos financeiros disponíveis para</p><p>alavancar as vendas.</p><p>Em resumo, o foco da Administração de Materiais deve ser</p><p>concentrado, em adquirir os materiais certos, nas quantidades</p><p>certas, da qualidade certa, no momento certo, das fontes certas</p><p>aos preços certos, assim teremos bons resultados.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 15eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 15 02/07/2020 17:46:4302/07/2020 17:46:43</p><p>Gestão de Estoque16</p><p>A Gestão de Estoques foi a expressão cunhada para definir</p><p>o processo de gestão dos recursos materiais envolvidos no</p><p>sistema de produção de uma empresa.</p><p>Segundo Ballou (2006), no desenvolvimento do estudo</p><p>da Logística Empresarial, essa área era concentrada na</p><p>distribuição física e tratada de forma antagônica à Gestão de</p><p>Estoques, que era concentrada no fluxo de suprimento e cujas</p><p>operações envolviam montantes financeiros inferiores ao fluxo</p><p>da distribuição física, devido ao valor agregado pelo pro- cesso</p><p>produtivo aos materiais.</p><p>Em tal contexto, uma boa gestão de estoques significava</p><p>coordenar a movimentação de suprimentos com as exigências</p><p>de operação, mediante a aplicação do conceito de custo</p><p>logístico</p><p>saber a quantidade certa. Como o</p><p>fluxo de materiais para deve garantir a continuidade da produção,</p><p>ou seja, sem qualquer interrupção, a quantidade se torna no</p><p>parâmetro mais importante da compra.</p><p>A decisão da quantidade certa está relacionada ao período</p><p>para o qual a compra deve ser realizada e ao mínimo custo total</p><p>para evitar faltas ou excesso de mercadorias.</p><p>Conceitos como Lote Econômico de Compra, Lote</p><p>Econômico de Produção e outros servem como diretrizes gerais,</p><p>mas o comprador deverá usar seu conhecimento, experiência e</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 109eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 109 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque110</p><p>capacidade analítica para determinar a quantidade do pedido,</p><p>após considerar fato‑ res como estrutura de preços, descontos,</p><p>disponibilidade do item, relações recíprocas favoráveis com o</p><p>fornecedor e decisões de fazer ou comprar.</p><p>Outro fator importante é o momento certo. O material</p><p>deverá ser comprado no momento certo de modo que os custos</p><p>de produção possam ser mantidos sob controle.</p><p>Para determinar o momento certo, o gerente de compra estima</p><p>o tempo de espera (aquele decorrido desde o reconhecimento</p><p>da necessidade do item até o momento em que ele chega e é</p><p>disponibilizado para uso), para todos os componentes, devendo</p><p>também considerar situações de emergência, como greves,</p><p>piquetes etc.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>O ponto de ressuprimento do material é decidido com</p><p>base na demanda durante o tempo de espera mais a duração do</p><p>estoque de segurança.</p><p>Temos também que saber qual o preço certo. É uma</p><p>tarefa difícil determinar o preço certo, aquele que oferece o</p><p>melhor valor final investido na compra do material, sendo uma</p><p>combinação de vários fatores que determinam o preço certo de</p><p>um item a ser comprado.</p><p>A quantidade, qualidade, prazo de entrega, curva de</p><p>demanda e oferta, tendências da concorrência, relações</p><p>comerciais, distâncias, restrições do governo, serviços pós‑venda,</p><p>descontos, termos de compra e outros são importantes fatores</p><p>que orientam a determinação do preço certo de um item.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 110eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 110 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque 111</p><p>Uma análise comparativa das cotações de vários fornece-</p><p>dores deve ser realizada, com base nos preços correntes de</p><p>mercado, servindo de base para as negociações e considerando</p><p>os efeitos da curva de aprendizagem do produto.</p><p>Por fim, temos que definir qual o lugar certo, ou seja, qual</p><p>o local apropriado do suprimento, considerando a localização do</p><p>depósito ou armazém onde o material deverá ficar estocado, bem</p><p>como os custos de transporte e movimentação dos materiais, que</p><p>deverão ser diminuidos.</p><p>Sobre os tipos de compras mais comuns, considerando o</p><p>momento de decisão, incluem as compras normais e as compras</p><p>de emergência.</p><p>Figura 1</p><p>Fonte: freepik</p><p>As normais são feitas quando o prazo for compatível para</p><p>obter as melhores condições comerciais e técnicas na aquisição</p><p>dos materiais, sendo mais vantajosa para o comprador. Já as</p><p>compras de emergência são decididas quando a necessidade</p><p>ocorre devido a uma falha no planejamento ou por problemas</p><p>operacionais, com isso, são eliminadas várias etapas do processo</p><p>de compras normais, trazendo desvantagens para o comprador por</p><p>implicarem em preços maiores que os praticados normalmente</p><p>pelo vendedor.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 111eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 111 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque112</p><p>De acordo com o formato da compra, podem ser progra-</p><p>máveis ou de concorrências repetitivas, realizadas mediante a</p><p>colocação de pedidos para necessidades constantes de itens de</p><p>consumo regular, ou para necessidades eventuais que não se repetem</p><p>na programação, e mediante contratos de longo prazo, em geral</p><p>por um ano, para aquisição de materiais de consumo regular para</p><p>entregas parceladas mediante prévia autorização, obtendo‑se preços</p><p>unitários mais baixos, devido às economias e efeitos favoráveis da</p><p>programação prévia da produção pelos fornecedores.</p><p>Já sobre à frequência da necessidade de suprimento da</p><p>empresa, as compras podem ser constantes e programadas, de bens</p><p>de investimento (incluindo máquinas, equipamentos e veículos);</p><p>de emergência e sofisticadas.</p><p>E quanto ao mercado fornecedor, podem ser de produtos</p><p>de venda corrente, com preços atualizados; sob encomenda,</p><p>com preços pontuais fixados pelo vendedor caso a caso; e em</p><p>regime de escassez, onde há pouco poder de barganha por parte</p><p>do comprador na negociação.</p><p>Quais os métodos de compras industriais mais abrangentes?</p><p>Independentemente do tamanho do pedido, da natureza da</p><p>operação, do montante envolvido o comprador está sempre</p><p>interessado em obter o melhor preço consistente com os requisitos</p><p>de qualidade e prazo de entrega.</p><p>Quando as condições de mercado são estáveis, isto não se</p><p>configura um problema, mas quando está instável, aí sim, é de</p><p>suma importância decidir quando e como as compras deverão</p><p>ser feitas, entre as diversas configurações apresentadas abaixo:</p><p>a. Compra de lote ordinário: pedidos em quantidades</p><p>econômicas somente para necessidades imediatas de certos</p><p>itens, para os quais não são mantidos estoques de segurança,</p><p>requerendo, para sua utilização, a garantia de que o suprimento</p><p>nunca será interrompido. Mesmo nessas circunstâncias, devido</p><p>ao elevado risco, é recomendada a manutenção de um estoque de</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 112eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 112 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque 113</p><p>reserva e a sua adoção somente quando há uma forte expectativa</p><p>de queda do preço de mercado do item.</p><p>b. Compra a termo ou para liquidação futura: compromisso</p><p>de receber e pagar certa quantidade de mercadoria, em geral,</p><p>commodities, em data futura por preço determinado no momento</p><p>da contratação; no caso de contratos futuros padronizados e</p><p>negociados em bolsas, a liquidação pode ser financeira, caso em</p><p>que a empresa paga ou recebe a diferença entre o preço contratual</p><p>e o preço de mercado em vigor na data de liquidação. Em ambos</p><p>os casos, essa modalidade é utilizada como instrumento de hedge</p><p>ou para garantia de abastecimento em data futura</p><p>c. Compra especulativa: é geralmente adotada com o</p><p>propósito de lucro, na expectativa de alta de preço do item em</p><p>médio prazo, e não devido às necessidades imediatas ou futuras</p><p>da empresa. Representa um elevado risco no caso de inversão</p><p>da expectativa, sendo geralmente considerada atitude antiética,</p><p>condenável, fugindo do objetivo social da organização.</p><p>d. Compra recíproca: compra preferencial de um</p><p>fornecedor eleito por fidelidade e não por iniciativa do gerente</p><p>de compras, nem por critérios técnicos (preço e/ou qualidade);</p><p>faz parte da política da empresa e ocorre raramente.</p><p>e. Compra concentrada: compras realizadas junto a um</p><p>pequeno número de fornecedores pré-qualificados, ou até mesmo</p><p>de uma única fonte, sendo diferenciada da compra recíproca</p><p>devido às condições de venda altamente favoráveis, em termos</p><p>de serviço, preço e prazos de entrega e de pagamento. Como</p><p>desvantagens, há o número limitado de itens e a necessidade de</p><p>bancar o fornecedor em caso de dificuldades financeiras.</p><p>f. Compra diversificada: compras realizadas junto a um</p><p>grande número de fornecedores, método flexível e comumente</p><p>usados, em que são garantidos os benefícios da concorrência</p><p>perfeita entre os fornecedores, inclusive melhor serviço e preço</p><p>certo. A necessidade de manutenção de um bom relacionamento</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 113eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 113 02/07/2020 17:46:5102/07/2020 17:46:51</p><p>Gestão de Estoque114</p><p>comercial com vários fornecedores, uma tarefa difícil, é única</p><p>desvantagem indicada.</p><p>g. Compra por oferta: trata-se de concorrência pública</p><p>entre fornecedores registrados, realizada sem qualquer favori-</p><p>tismo. As propostas são apresentadas lacradas, e a melhor</p><p>delas é escolhida em presença dos interessados, para a devida</p><p>contratação.</p><p>h. Contrato anual: método mais usado nas compras e</p><p>aquisições governamentais realizadas por convite direto dos</p><p>executivos em grandes quantidades de diversos itens, com</p><p>preços e outras condições de compra e venda especificadas.</p><p>i. Pedido em branco: ordem de compra com campos em</p><p>branco, por médio e longo prazo, em que itens geralmente de</p><p>baixo valor são envolvidos e o fornecimento é realizado quando</p><p>o vendedor recebe uma requisição de embarque “de boa fé”;</p><p>j. Compra de “bazar”: forma de venda de mercadorias</p><p>até acabar o estoque, com pagamento em dinheiro, pode ser</p><p>utilizada para atendimento de pedidos de vários departamentos.</p><p>Figura 2 – Tipos abrangentes de compras industriais</p><p>Fonte: CHITALE; GUPTA (2011)</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 114eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 114 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque 115</p><p>Os bens e serviços adquiridos por uma empresa são os</p><p>mais diversos, e as principais diferenças estão nos aspectos de</p><p>valor e risco dos itens, fatores críticos para a lucratividade, e até</p><p>mesmo para a sobrevivência da empresa.</p><p>Figura 3</p><p>Fonte: freepik</p><p>O aspecto de valor considera as características que</p><p>reforçam o lucro do produto final e a capacidade de manter</p><p>vantagem competitiva no mercado (POZO, 2001Com isso, o</p><p>aspecto de risco refere‑se à possibilidade de falhas, não aceitação</p><p>no mercado ou fonte de suprimento não disponível.</p><p>De acordo com esses critérios, os materiais, produtos e</p><p>serviços adquiridos podem ser classificados em quatro categorias</p><p>– genéricos, commodities, distintivos e críticos:</p><p>� Itens genéricos: Aqueles que tipicamente não entram</p><p>na composição no produto final, como materiais de escritório,</p><p>de higiene e limpeza, de manutenção, reparo ou operacionais;</p><p>adquiridos através do e-commerce e pagos por cartão de crédito</p><p>para reduzir custos de aquisição, às vezes até mais elevados que</p><p>o preço.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 115eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 115 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque116</p><p>�Commodities. Itens fundamentais para o produto</p><p>da final, como embalagens básicas e serviços logísticos, que</p><p>reforçam a lucratividade da empresa. Com pouca diferenciação</p><p>de marca, o preço é o fator determinante, mas custos de</p><p>transporte e de manutenção de estoques são também relevantes.</p><p>São comprados em volume a preços baixos.</p><p>� Itens distintivos. Itens de engenharia, peças com limi-</p><p>tado número de fornecedores ou com longo tempo de espera,</p><p>representam uma ameaça à continuidade das operações ou elevado</p><p>custo de aquisição. Requerem a contratação de fornecedores e</p><p>transportadores especiais para eliminar a falta de estoque, um</p><p>programa de padronização de insumos para torná-los genéricos,</p><p>ou elevados investimentos em estoques de segurança.</p><p>� Itens críticos. Itens críticos para o produto final, exclu-</p><p>sivos, que conferem vantagem competitiva ao produto final no</p><p>mercado. O foco da aquisição está na inovação (uso de novas</p><p>tecnologias) para que confira mais valor de mercado ao produto.</p><p>Alternativamente, esses itens são tratados com a simplificação,</p><p>relações mais estreitas com os fornecedores e/ou alteração de</p><p>valor agregado.</p><p>Organizações alternativas para compras</p><p>Mas, como pode ser organizado o Departamento de</p><p>Compras? Bem, as compras podem ser centralizadas ou descen-</p><p>tralizadas, de acordo com o tipo de organização.</p><p>A centralização de compras, permite a visão global da</p><p>organização do serviço; poder de negociação dos níveis de preços</p><p>junto aos fornecedores; influência no mercado devido ao nível</p><p>de relacionamento com os fornecedores; análise eficiente do</p><p>mercado devido à especialização do pessoal; controle financeiro</p><p>das obrigações associado ao controle de estoques; economia de</p><p>escala nas compras programadas, gerando custos mais baixos;</p><p>maior facilidade de implantação do sistema de qualidade;</p><p>eliminação da perda de tempo do pessoal da produção.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 116eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 116 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque 117</p><p>Em contrapartida, a descentralização permite a adequação</p><p>da compra devido ao conhecimento da área de atuação do</p><p>comprador; menor estoque e a variedade mais adequada, por</p><p>causa de peculiaridades regionais da qualidade, quantidade,</p><p>variedade; coordenação, em virtude do relacionamento direto</p><p>com o fornecedor, levando a unidade operacional a atuar de acordo</p><p>com as necessidades regionais; flexibilidade proporcionada pelo</p><p>menor tempo de tramitação dos pedidos, resultando em faltas</p><p>menos frequentes.</p><p>Uma forma intermediária é a organização de comitê com</p><p>representantes das áreas funcionais da empresa participando das</p><p>decisões, que se beneficia da ampla experiência aplicada nas</p><p>decisões, que passam a ser tomadas numa esfera mais científica;</p><p>menor pressão e mais harmonia entre compradores, pessoal</p><p>interno, e vendedores; e participação das áreas dentro do espírito</p><p>de engenharia simultânea, construindo um ambiente favorável</p><p>ao melhor desempenho do ponto de vista político e profissional .</p><p>IMPORTANTE</p><p>Por outro lado, a abordagem de sistema integrado da</p><p>Administração de Materiais considera a compra uma função de</p><p>segundo escalão, conforme demonstrado na organização interna</p><p>típica da Administração de Materiais de uma indústria.</p><p>A atividade de compra pode ser dividida em cinco seções,</p><p>cada qual cobrindo uma ampla gama de tarefas encontradas na</p><p>operação de compra:</p><p>a. Administrativa;</p><p>b. Compra;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 117eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 117 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque118</p><p>c. Expedição;</p><p>d. Compras especiais;</p><p>e. Expediente.</p><p>Figura 4 – Organograma da Gerência de Compras</p><p>Fonte: CHITALE; GUPTA (2011)</p><p>� Seção Administrativa abrange todas as tarefas asso-</p><p>ciadas ao processo de gestão, com ênfase no desenvolvimento de</p><p>políticas, procedimentos, controles e a mecânica de coordenação</p><p>das operações de compra com outros departamentos da empresa.</p><p>� Seção de Compras supervisiona uma ampla variedade</p><p>de tarefas, tais como a revisão de requisições, análise de</p><p>especificações, análise informal de valor, desenvolvimento e</p><p>localização de fornecedores, entrevista com pessoal de vendas,</p><p>estudos sobre custos e preços e negociação.</p><p>� Seção de Expedição é responsável pela atividade de</p><p>acompanhamento do pedido, envolve vários tipos de conexões</p><p>de trabalho com os fornecedores, tais como o rastreamento da</p><p>posição do pedido, elaboração de correspondências, contatos</p><p>diretos e eventuais visitas à planta ou escritório dos vendedores.</p><p>� Seção de Compras Especiais elabora estudos e projetos</p><p>que requerem conhecimento especializado e esforços contínuos,</p><p>incluindo análise de valor, estudos de mercado e econômico,</p><p>estudos especiais de custos e pesquisas especiais de vendedores.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 118eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 118 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque 119</p><p>� Seção de Expediente está envolvida com a emissão de</p><p>pedidos, manutenção de arquivos dos processos das operações,</p><p>material de consulta e literatura sobre materiais, catálogos,</p><p>registros para mercadorias, fornecedores, preços, etc.</p><p>As atividades de aquisição das mercadorias ou dos serviços</p><p>nas grandes empresas, atravessam algumas situações</p><p>de suma</p><p>importância no setor de compra e com isso devem ser finalizadas</p><p>com a presença de todas as partes do processo, obedecendo o</p><p>seguinte roteiro:</p><p>Figura 5 – Processo de Compras</p><p>Fonte: COYLE; BARDI; LANGLEY (2003)</p><p>1. Análise das necessidades de compra: Identificação ou</p><p>reavaliação das necessidades do usuário, que pode ser realizada</p><p>por um departamento ou indivíduo da empresa compradora,</p><p>clientes ou outras firmas contratadas para este fim. E definição</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 119eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 119 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque120</p><p>e avaliação dos requisitos do usuário, através de critérios</p><p>mensuráveis simples, como no caso de materiais de consumo,</p><p>ou muito complexos, como no caso de máquinas automáticas,</p><p>robôs, empilhadeiras.</p><p>2. Decisão sobre fabricar ou comprar: mesmo optando</p><p>por fabricar o item, a empresa poderá ter de comprar alguns</p><p>materiais e/ou componentes.</p><p>3. Identificação do tipo de compra: estipulando a</p><p>complexidade e o tempo necessário ao processo, de acordo</p><p>com um dos três tipos de compras – recompra direta ou compra</p><p>rotineira; recompra modificada (que altera o fornecedor ou</p><p>um insumo rotineiro); ou nova compra (devido a uma nova</p><p>necessidade do usuário).</p><p>4. Seleção dos fornecedores: através de análise de</p><p>mercado, em que se avalia o número de fornecedores qualificados</p><p>e se decide sobre o método de compra mais recomendado</p><p>– negociação, proposta competitiva, etc.; identificação dos</p><p>possíveis fornecedores que podem satisfazer as necessidades</p><p>do usuário, considerando novas fontes de suprimento, inclusive</p><p>no exterior; prospecção das fontes possíveis, considerando as</p><p>demandas (características críticas) e os desejos (características</p><p>negociáveis, não críticas) do usuário.</p><p>5. Pré‑seleção: avaliação na base selecionada de</p><p>fornecedores que atende às demandas do usuário, daqueles que</p><p>poderão melhor atender seus desejos, através do uso de propostas</p><p>competitivas, ou, se não for possível, através de processos</p><p>específicos bastante complexos; escolha do fornecedor, que</p><p>determina a relações que existirão entre as partes contratantes</p><p>e com os fornecedores não selecionados; colo‑ cação do pedido</p><p>de compra, realizada mediante emissão da ordem de compra ou</p><p>aceitação da proposta de fornecimento pelo meio mais rápido</p><p>possível; e recepção da entrega do produto ou serviço, desde</p><p>que satisfaça às necessidades do usuário, registrando os dados</p><p>de desempenho da compra para uso nas próximas aquisições.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 120eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 120 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque 121</p><p>6. Avaliação de desempenho pós‑compra: realizada</p><p>para determinar se os itens ou serviços realmente satisfazem as</p><p>necessidades do usuário ou se requerem ações corretivas.</p><p>Essas atividades estão sujeitas a influências de fatores</p><p>internos à empresa, como a experiência do gerente de compras,</p><p>a quem cabe determinar como cada atividade será realizada; e de</p><p>fatores externos, inclusive medidas governamentais.</p><p>O sucesso na finalização dessas atividades, aumenta o</p><p>valor para a cadeia de suprimento, inclusive para a empresa</p><p>que compra e que vende. Por outro lado, podemos considerar</p><p>que nessa atividade da cadeia de suprimento é que as empresas</p><p>mostram‑se mais diferentes, com políticas e processos de</p><p>aquisição de materiais e serviços, os mais diversos possíveis.</p><p>Portanto, a eficiência do processo de aquisição pode ser</p><p>alcançada com a determinação do tipo de compra; determinação</p><p>dos níveis necessários de investimento; execução do processo</p><p>de aquisição e avaliação a eficiência do processo de aquisição.</p><p>Já sobre as principais fontes de informações sobre preços,</p><p>temos quatro fontes genéricas de informações sobre preços em</p><p>situações de compra: mercados de commodities, listas de preços,</p><p>cotações de preços e negociações.</p><p>a. Mercados organizados: Certas mercadorias são</p><p>negociadas em bolsas, como petróleo, grãos, minerais, metais</p><p>e recursos naturais como carvão e madeira. Nesses mercados,</p><p>com a liberdade de oferta e demanda, essas forças determinam o</p><p>preço que todos os fornece‑ dores potenciais irão cobrar.</p><p>b. Listas de preços: São preços publicados geralmente</p><p>para produtos padronizados como materiais de escritório; os</p><p>catálogos dos vendedores, inclusive eletrônicos, descrevem os</p><p>itens disponíveis e listam seus preços, permitindo uma pequena</p><p>margem para descontos aos clientes tradicionais.</p><p>c. Cotação de preço: Método usado por compradores</p><p>tanto para itens padronizados quanto para itens de especialidade,</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 121eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 121 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque122</p><p>sendo particularmente úteis para a promoção de competição</p><p>entre fornecedores. As cotações dos fornecedores são válidas</p><p>por um tempo determinado, devendo ser utilizadas dentro do</p><p>período de validade.</p><p>d. Negociação: Método muito útil quando os outros</p><p>métodos não são aplicáveis ou falharam. Serve principalmente</p><p>para os casos em que o comprador está interessado numa aliança</p><p>estratégica ou relação de longo prazo com o fornecedor. Pode</p><p>demandar tempo razoável, mas os benefícios potenciais podem</p><p>ser significantes em termos de preço e qualidade.</p><p>E como se forma o custo de aquisição de um item? Bom,</p><p>o custo total de aquisição de um item é formado pelos seguintes</p><p>componentes :</p><p>a. Custo básico de entrada ou preço inicial do item, cotado</p><p>pelo fornecedor e cobrado em fatura;</p><p>b. Custos diretos de transação, aqueles incorridos para</p><p>detectar as necessidades de estoque, elaborar e transmitir o</p><p>pedido de compra, e para processar o fluxo de materiais para</p><p>adquirir o item;</p><p>c. Custos de relacionamento com o fornecedor: aqueles</p><p>incorridos para criar e manter o relacionamento com o fornecedor,</p><p>incluindo viagens, orientação do vendedor, consolidação de</p><p>pedidos, inspeção e verificação pelo usuário;</p><p>d. Custos de transporte: inclui o custo de transporte e</p><p>demais despesas até a entrega FOB, inclusive de movimentação</p><p>das mercadorias e de carregamento no veículo de transporte;</p><p>e. Custos de controle de qualidade, incluindo os custos de</p><p>conformidade e de não conformidade;</p><p>f. Custos logísticos e operacionais, incluindo os custos de</p><p>recebi‑ mento, inspeção, registros, desembalagem, contagem e</p><p>movimentação para os locais de uso;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 122eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 122 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque 123</p><p>g. Custos do tamanho do lote, que afetam diretamente as</p><p>necessidades de espaço, fluxo de movimentação, preço unitário</p><p>e fluxo de caixa relacionado;</p><p>h. Custos de produção e logísticos: inclusive os itens que</p><p>podem ser afetados pelos fornecedores de mercadorias aparen-</p><p>temente similares, e custos logísticos afetados pelo tamanho do</p><p>produto, peso, volume e forma, impactando os custos de transporte,</p><p>movimentação, estocagem e danos aos materiais adquiridos.</p><p>Seleção de Fornecedores</p><p>A terceirização tornou‑se a maneira de aumentar a</p><p>flexibilidade de uma empresa para enfrentar rapidamente a</p><p>mudança nas condições de mercado.</p><p>Figura 6</p><p>Fonte: freepik</p><p>Para obter sucesso no fornecimento, com a melhor</p><p>decisão sobre fazer ou comprar é preciso uma boa seleção de</p><p>fornecedores e o completo domínio das técnicas de negociação.</p><p>Um dos instrumentos mais eficazes no relacionamento de uma</p><p>empresa compradora com seus fornecedores é a confiança</p><p>mútua, que permite negociações transparentes e evidências do</p><p>interesse na perpetuação da relação comercial com a priorização</p><p>de ganhos mútuos nas transações.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 123eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque</p><p>- Aberto.indd 123 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque124</p><p>Por isso, não é raro o registro de parcerias entre empresas,</p><p>com investimentos para o desenvolvimento de fornecedores</p><p>associados a projetos de novos modelos ou empreendimentos das</p><p>montadoras de veículos e outras grandes companhias, inclusive</p><p>em mercados internacionais.</p><p>A garantia de uma programação para certo tempo de</p><p>fornecimento, em geral por todo um trabalho operacional e</p><p>contábil (doze meses), é um dos elementos‑chave do sucesso</p><p>desse relacionamento comercial, sendo praticamente renovado</p><p>mediante a atualização dos dados do fornecedor para seu</p><p>desempenho no período vincendo.</p><p>Portanto, depois de feito um cadastro inicial que atende</p><p>a critérios políticos, por exemplo, de apoio político a empresas</p><p>regionais, de pequeno e médio porte, técnicos que garantem a</p><p>disponibilidade de, pelo menos, dois fornecedores para cada</p><p>item, evitando a exclusividade; e legais requeridos para inserção</p><p>no segmento de compras públicas.</p><p>Como fazemos o cadastramento de novos fornecedores? Esse</p><p>procedimento, pré‑qualifica os potenciais fornecedores da empresa</p><p>para as licitações de aquisições em progressão é processado em</p><p>duas etapas. A primeira, da análise preliminar envolve:</p><p>a. Análise social e verificação dos atos constitutivos da</p><p>sociedade, das relações de vínculo da empresa e dos sócios etc.;</p><p>De um lado, o comprador receberá mercadorias de qualidade a</p><p>preços compatíveis com a capacidade financeira e, de outro, os</p><p>fornecedores terão a garantia da continuidade dos negócios com</p><p>clientes fiéis e satisfeitos.</p><p>EXPLICANDO MELHOR+++</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 124eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 124 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque 125</p><p>b. Análise econômico‑financeira com base em demons-</p><p>trativos contábeis, informações bancárias etc. para comprovação</p><p>da solvência da firma;</p><p>c. Análise técnica preliminar, que envolve a linha de</p><p>produtos, capacidade dos equipamentos e certificação de qualidade.</p><p>A segunda etapa, da análise complementar daquelas firmas</p><p>aprovadas na fase preliminar, define ou não o registro e envolve:</p><p>a. Análise jurídica, mediante verificação de certidões</p><p>negativas de atos executivos e de regularidade com o recolhimento</p><p>de tributos federais, estaduais e municipais; e</p><p>b. Análise técnica conclusiva, inclusive envolvendo visitas</p><p>técnicas de especialistas e de acordo com formulário padrão</p><p>abrangendo os seguintes elementos – recursos humanos, recursos</p><p>materiais, organização, produção e controle de qualidade.</p><p>Em relação aos principais critérios de avaliação dos forne-</p><p>cedores, os sistemas recomendados para a avaliação e seleção</p><p>dos fornecedores consideram diversos fatores que se traduzem na</p><p>obtenção de índices de preço, de qualidade e de serviço.</p><p>O índice de preço é representado pela relação percentual</p><p>entre preço mais baixo e preço de mercado; o índice de qualidade,</p><p>pela relação percentual entre lotes aceitos e lotes fornecidos e o</p><p>índice de serviço, pela relação percentual entre pedidos entregues</p><p>no prazo e o total de pedidos.</p><p>Entretanto, os critérios de seleção de fornecedores devem</p><p>incluir a qualidade, confiabilidade, capacidade, aspectos finan-</p><p>ceiros e outros atributos desejáveis:</p><p>a. Qualidade. Esse aspecto refere‑se geralmente às</p><p>especificações desejadas para o item, por exemplo, aspectos</p><p>técnicos, propriedades físico‑químicas, dimensionais, design,</p><p>entre outras. Pode incluir outros fatores, tais como o tempo de</p><p>vida útil do produto, facilidade de uso e/ou de reparo, requisitos</p><p>de manutenção e confiabilidade. A aprovação pode ser concedida</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 125eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 125 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque126</p><p>mediante inspeção prévia, por amostragem ou individual, em</p><p>que se compara a qualidade real do produto do fornecedor com</p><p>as especificações desejadas.</p><p>b. Confiabilidade. Compreende o histórico de entregas,</p><p>desempenho do produto, garantias e atendimento às reclamações,</p><p>aspecto relevante do programa de qualidade total. Os compradores</p><p>exigem entregas pontuais e consistentes, para evitar colapso na</p><p>linha de produção, tempo de espera do pedido mais longo que</p><p>o esperado e impacto negativo na qualidade do pro‑ duto final.</p><p>Em relação ao serviço de transporte, devido às constantes greves</p><p>de operadores rodoviários, por exemplo, a empresa poderá</p><p>contratar parte do frete com ferrovias que servem o percurso,</p><p>que, no impedimento dos caminhões, absorveriam a parcela da</p><p>carga rodoviária não atendida.</p><p>c. Capacidade do fornecedor. Abrange a capacidade de</p><p>produção e das instalações; técnica, gerencial e organizacional;</p><p>e os controles operacionais, indicando a viabilidade de o</p><p>fornecedor suprir o item na quantidade e qualidade demandada,</p><p>com pontualidade e consistência.</p><p>d. Aspectos financeiros. Consideram o preço e a situa-</p><p>ção financeira do fornecedor, visto que finanças instáveis</p><p>podem comprometer os prazos de entrega dos bens adquiridos,</p><p>especialmente no longo prazo. Por outro lado, a produção da</p><p>empresa poderá ser paralisada na ocorrência de concordata ou</p><p>falência do fornecedor de um material crítico para a fabricação</p><p>do produto. Nas considerações sobre suprimento de longo prazo,</p><p>as relações trabalhistas do vendedor devem ser consideradas no</p><p>aspecto qualitativo e quantitativo. No primeiro caso, a ocorrência</p><p>de greves, piquetes etc. poderá provocar colapso no fornecimento</p><p>programado e aumentará o custo de estoques do comprador para</p><p>prevenir eventuais paradas. O aspecto quantitativo refere‑se aos</p><p>direitos de trabalhadores mais antigos da empresa que acumulam</p><p>direitos trabalhistas, tornando excessivamente onerosa a demissão</p><p>sem justa causa.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 126eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 126 02/07/2020 17:46:5202/07/2020 17:46:52</p><p>Gestão de Estoque 127</p><p>e. Outros critérios. Outros atributos desejáveis, mas</p><p>nem sempre necessários, incluem a atitude do vendedor, que</p><p>deve ser sempre positiva; imagem ou impressão que projeta,</p><p>por exemplo, através de embalagem resistente; apoio de</p><p>treinamento no caso de equipamentos, inclusive robôs; e a</p><p>disponibilidade de serviços de assistência técnica para eventuais</p><p>reparos nos equipamentos adquiridos. Considera‑se ainda o</p><p>critério da localização geográfica do fornecedor, confrontando</p><p>fontes domésticas de suprimento com fornecedores do exterior,</p><p>que em geral oferecem preços mais baixos, maior capacidade</p><p>técnica, confiabilidade de suprimento e qualidade mais elevada.</p><p>Porém, grandes distâncias aumentam o custo de transporte; e</p><p>as formalidades , o custo de processamento. Ademais, fatores</p><p>como atendimento de pedidos de emergência, cumprimento</p><p>de prazos de entrega, rápida entrega e maior cooperação nas</p><p>relações com compradores, favorecem os fornecedores locais.</p><p>Porém, a natureza da mercadoria ou serviço objeto da aquisição</p><p>é que definirá a importância relativa dos critérios descritos.</p><p>Apesar de algumas dificuldades, as compras podem ser</p><p>eficientemente administradas quando se desenvolve relações de</p><p>parceria de sucesso com o fornecedor .</p><p>Mediante parcerias, são estabelecidas relações de mútua</p><p>confiança e reciprocidade, e obtidas informações para melhorar o</p><p>design do produto, assistência técnica, controle de qualidade, etc.</p><p>Essa necessidade torna‑se mais crítica quando as empresas</p><p>diminuem o número total de fornecedores, frequentemente em</p><p>conjunto com a gestão de qualidade total ou sistemas de produção</p><p>e estoque Just‑in‑time (JIT).</p><p>Essa estratégia geralmente envolve alianças desenvolvidas</p><p>em toda a cadeia de suprimento, com fornecedores, operadores</p><p>logísticos terceirizados, transportadores e membros do canal.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd</p><p>127eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 127 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque128</p><p>Terceirização: fabricar ou comprar?</p><p>A maioria das empresas encontra na terceirização uma</p><p>estratégia para diminuir os custos, acessar novos talentos e</p><p>capacidades e conseguir maior flexibilidade financeira.</p><p>No entanto, poucas delas conseguem ter sucesso com a</p><p>implantação dessa estratégia para realizar mudanças radicais e</p><p>transformação nos negócios.</p><p>A decisão de fazer ou comprar ficou muito mais simples</p><p>com o auxílio de computadores e afetou fortemente a capacidade</p><p>da empresa de otimizar a utilização de seus recursos.</p><p>Essa nova modelagem, estimula a mudança em relação às</p><p>práticas do passado: grande pressão sobre as margens de lucros,</p><p>utilização mais eficaz dos recursos, especialização das empresas</p><p>em produtos e tecnologia resultando em maiores diferenciais de</p><p>custo entre fazer e comprar para muitos usuários.</p><p>Mas o que é a terceirização? Bom, se trata de uma forma de orga-</p><p>nização estrutural que permite a uma empresa transferir a outra</p><p>suas atividades-meio, proporcionando maior disponibilidade de</p><p>recursos para sua atividade-fim, reduzindo a estrutura operacional,</p><p>diminuindo os custos, economizando recursos e facilitando a</p><p>administração; significa, portanto, uma subcontratação, ou seja,</p><p>a contratação de terceiros, por parte de uma empresa, para a</p><p>realização de atividades geralmente não essenciais.</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>A terceirização, mais que a redução de custos, oferece a</p><p>oportunidade de conseguir inovação, e o reconhecimento dessa</p><p>oportunidade tornou os gerentes defensores dessa atividade, que</p><p>cresce rapidamente tanto nas indústrias manufatureiras como de</p><p>serviços.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 128eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 128 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 129</p><p>Um grande número de funções empresariais está sendo</p><p>subcontratada junto a firmas especializadas que podem usar suas</p><p>experiências para aumentar a eficiência da função subcontratada,</p><p>resultando em níveis de assessoria mais baixos, custos reduzidos</p><p>e mais flexibilidade, e conferindo maior competitividade à</p><p>companhia que tomou tal decisão.</p><p>Nesse caso, podemos ter problemas estratégicos quando</p><p>adotamos a terceirização. A principal questão que as empresas têm</p><p>diante de si, segundo é o desconhecimento da competitividade,</p><p>dos pontos fortes e da excelência da produção do fornecedor</p><p>subcontratada.</p><p>Considerando o que fazer e o que comprar, as decisões</p><p>devem ser tomadas com base nas competências essenciais que</p><p>são reforçadas por ambas as partes, em vez de se lançar em</p><p>tecnologias com que não está familiarizada.</p><p>Esta é uma consideração estratégica fundamental que</p><p>direciona as decisões originais de fazer ou comprar, que funda-</p><p>mentalmente formatam o caráter da empresa.</p><p>Figura 7</p><p>Fonte: freepik</p><p>Fique atento, pois quando uma empresa terceiriza alguma</p><p>coisa, tende a torná‑la mais genérica, pode perder o controle sobre</p><p>ela e a passar uma boa parte de sua tecnologia, particularmente</p><p>na área da fabricação ou da prestação de serviço, para o seu</p><p>produto; em resumo, pode estar suprindo as pessoas que poderão</p><p>também suprir os seus competidores.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 129eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 129 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque130</p><p>Apesar desse risco, a tendência na Administração de</p><p>Materiais é de comprar até 90% dos componentes não críticos e</p><p>de fabricar internamente os 10% críticos.</p><p>As considerações favoráveis à decisão de fabricar interna-</p><p>mente as peças e componentes em vez de comprá‑las incluem as</p><p>seguintes considerações de custo:</p><p>a. quando os custos de qualidade e de manutenção de</p><p>estoques forem baixos; quando o preço das compras mais recentes</p><p>for elevado e se os custos forem incrementais administrativos e</p><p>de capital;</p><p>b. desejo de integrar as operações da planta;</p><p>c. uso produtivo do excesso de capacidade da planta para</p><p>ajudar a absorver os custos administrativos e a operar acima do</p><p>ponto de equilíbrio;</p><p>d. necessidade de exercer controle direto sobre a produção</p><p>e/ou qualidade;</p><p>e. quando é necessário sigilo de design;</p><p>f. desejo de manter a mão de obra estável (evitando</p><p>demissões em épocas de redução de demanda, mesmo que isto</p><p>implique em reduzir os lucros);</p><p>g. ocorrência de fornecedores pouco confiáveis, incapazes</p><p>de satisfazer os padrões de qualidade, entrega com pontualidade</p><p>e normas de preços.</p><p>Já as considerações favoráveis à decisão de comprar peças</p><p>e componentes em vez de fabricá‑las internamente incluem as</p><p>seguintes:</p><p>a. instalações de produção de capacidade limitada;</p><p>b. considerações de custo, quando o preço das compras</p><p>mais recentes for baixo, se os custos de transporte, de recebimento</p><p>e inspeção não são elevados; e se o fornecedor for certificado;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 130eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 130 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 131</p><p>c. necessidade de pequenos volumes;</p><p>d. pesquisa de fornecedores e de especialistas;</p><p>e. Seleção de fornecedores e negociação</p><p>f. desejo de manter a mão de obra estável (evitando novas</p><p>contratações em épocas de aumento de demanda); considerações</p><p>de controle gerencial indireto;</p><p>g. considerações sobre estoques e aquisições, inclusive</p><p>visando a manutenção dos estoques aos níveis mais baixos</p><p>possíveis.</p><p>Mas quais são os riscos da terceirização de atividades da</p><p>empresa? Podemos definir que os principais riscos oferecidos</p><p>pela terceirização incluem:</p><p>a. Perda de controle: confiar o processo inteiro a um</p><p>terceiro pode causar a perda de controle e de talentos, resultando</p><p>em excesso de dependência e perda do recurso da informação</p><p>chave sem a gestão contínua e ativa do contrato de terceirização.</p><p>O sucesso de um programa de terceirização exige profissionais</p><p>de suprimento competentes em gestão de fornecedores.</p><p>b. Perda de foco no cliente: As metas e objetivos do</p><p>fornecedor sub‑ contratado podem diferir daqueles da empresa.</p><p>Eventualmente, o fornecedor perderá contato com o plano de</p><p>negócio e a estratégia da empresa, deflagrando um conflito de</p><p>interesses se o fornecedor desempenhar funções terceirizadas</p><p>similares para outras organizações, levando os recursos chave</p><p>de uma firma para uso de outros clientes.</p><p>c. Perda de claridade: A falta de articular claramente as</p><p>responsabilidades do fornecedor subcontratado deve ser evitada</p><p>com a elaboração e assinatura de um contrato de prestação de</p><p>serviços desenvolvido antes de começar os serviços terceirizados,</p><p>evitando despesas extraordinárias para qualquer mudança ou</p><p>necessidade evidenciada pelo fornecedor.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 131eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 131 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque132</p><p>d. Perda de controle de custo: Muitas decisões de</p><p>terceirização são tomadas em um esforço para baixar o custo</p><p>total; no entanto, mudanças nos objetivos da companhia e a</p><p>elevação dos preços podem elevar os custos além das estimativas</p><p>elaboradas pela análise inicial.</p><p>e. Gestão ineficaz: Um fornecedor subcontratado</p><p>sem cuidadosa pré‑qualificação poderá não desempenhar a</p><p>função terceirizada melhor que a organização que o contratou,</p><p>demonstrando falta de eficiência, eficácia e capacidade. Uma</p><p>terceirização negligente, em última análise, custa mais que</p><p>manter uma função internamente.</p><p>f. Perda de confidencialidade: A terceirização envolve</p><p>o fornecimento de dados sobre as propriedades da corporação,</p><p>havendo possibilidade de perda de controle dessas funções</p><p>e da proteção da informação subjacente, particularmente em</p><p>ambiente onde a invasão de privacidade pode estar servindo à</p><p>espionagem industrial. Portanto, a</p><p>empresa deve se certificar da</p><p>segurança do sistema do fornecedor terceirizado contra ameaças</p><p>internas e externas.</p><p>g. Gestor da terceirização: A terceirização estratégica</p><p>é uma tendência emergente no mundo empresarial, requerendo</p><p>um novo cargo de gestão – o Executivo Chefe de Recursos ‑,</p><p>que deverá iniciar e gerenciar a terceirização para apoio direto à</p><p>linha base da companhia.</p><p>Temos que saber também, quais os fatores que influenciam</p><p>a decisão de fazer ou comprar. Dessa forma, os principais fatores</p><p>que influenciam a decisão de fazer ou comprar incluem:</p><p>a. Tempo. Os cálculos de custos de curto prazo tendem</p><p>a focar nos custos diretos mensuráveis, frequentemente</p><p>subestimando os custos de ferramentas e supervalorizando</p><p>os custos de materiais indiretos, inclusive os incorridos em</p><p>estocagem, compras, inspeção e atividades similares. Além do</p><p>mais, a análise de custos de curto prazo deixa de considerar as</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 132eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 132 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 133</p><p>prováveis mudanças futuras nos custos relativos à mão de obra,</p><p>materiais. Para decidir pela compra, a visão de longo prazo é</p><p>a correta. Os números de custos devem incluir todos os itens</p><p>relevantes, diretos e indiretos, e devem refletir o efeito das</p><p>variações de custos antecipados.</p><p>b. Capacidade. Quando o custo para fabricar uma peça é</p><p>calculado, a determinação dos custos administrativos relevantes</p><p>passa a ser uma tarefa difícil. Como ocorre na maioria das análises</p><p>de custos administrativos, os custos relevantes para a decisão de</p><p>fazer ou comprar são os custo incrementais (aqueles que não</p><p>seriam incorridos se a peça fosse produzida externamente).</p><p>c. Exigências da produção. A necessidade de um estreito</p><p>controle das operações de produção é particularmente aguda em</p><p>algumas empresas. Uma companhia cuja demanda está sujeita a</p><p>extremas flutuações de curto prazo acha que seu departamento de</p><p>produção deve operar programas excepcionalmente apertados.</p><p>Este tipo de companhia geralmente produz um pequeno</p><p>inventário das peças usadas em vários produtos diferentes.</p><p>Entretanto, produz para um cliente individual requisitá‑las.</p><p>Peças exclusivas, portanto, influenciam o planejamento e</p><p>programação de numerosas operações de sub montagem e</p><p>montagem. A condição eficiente das operações de montagem,</p><p>portanto, depende da capacidade da empresa em obter as peças</p><p>exclusivas não estocadas sem notificação;</p><p>d. Exigências de qualidade. As exigências de qualidade</p><p>exclusiva frequentemente representam uma segunda condição</p><p>requerendo controle das operações de produção da peça. Certas</p><p>peças de produtos técnicos são ocasionalmente muito difíceis de</p><p>fabricar. Contornar esta dificuldade, muitas vezes, requer uma</p><p>especificação de qualidade exata não usual que a peça deverá</p><p>atender. Em certos campos tecnológicos ou em áreas geográficas</p><p>particulares, a empresa poderá achar que sua própria firma está</p><p>em melhor condições para realizar uma produção aceitável.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 133eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 133 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque134</p><p>e. Instalações de capacidade limitada. Outra razão para</p><p>compra em vez de fazer certas peças é a limitação física imposta</p><p>pelas instalações de produção da empresa, que a administração</p><p>decide usar o máximo possível na sua produção mais lucrativa.</p><p>Dependerá, então, de fornecedores subcontratados para equilibrar</p><p>suas necessidades totais quando sua capacidade estiver totalmente</p><p>utilizada; e durante os períodos com parte da capacidade folgada,</p><p>suas compras podem ser proporcionalmente reduzidas.</p><p>f. Política de fontes múltiplas. Algumas firmas ocasio-</p><p>nalmente fabricam e compram a mesma peça não padronizada,</p><p>para ter disponível uma segunda fonte experiente e confiável de</p><p>suprimento, para utilizar em eventuais emergências.</p><p>g. Considerações sobre controle gerencial. As empresas</p><p>ocasionalmente compram e fazem a mesma peça com o propósito</p><p>de desenvolver dados de controle gerencial. Algumas empresas</p><p>usam o desempenho de custo e qualidade dos fornecedores</p><p>subcontratados como verificação de sua própria eficiência de</p><p>produção interna. Se os custos internos para uma peça particular</p><p>se elevam acima do custo do fornecedor, a empresa terá</p><p>evidências de um desajuste.</p><p>h. Considerações sobre aquisição e estoques. A decisão</p><p>de comprar produz vários benefícios significativos na gestão</p><p>das atividades de suprimentos e estoques. Para a gerência de</p><p>suprimentos, uma decisão de compra tipicamente significa que</p><p>terá poucos itens para comprar e poucos fornecedores para lidar.</p><p>Usualmente, embora nem sempre, quando um componente é</p><p>fabricado internamente, várias peças ou materiais diferentes</p><p>devem ser compradas externamente para apoiar as operações</p><p>internas. A correspondente decisão de comprar usualmente</p><p>envolve somente um ou dois fornecedores e uma redução relativa</p><p>nas compras, documentação e atividades de acompanhamento</p><p>asso‑ ciadas. A mesma redução relativa na carga de trabalho</p><p>ocorre nos grupos de recebimento, inspeção, estocagem e gestão</p><p>de estoques. A tendência no sentido de favorecer a decisão</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 134eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 134 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 135</p><p>de fabricar internamente a fim de estabilizar a produção e a</p><p>flutuação de mão de obra é usualmente maior em pequenas do</p><p>que nas grandes empresas.</p><p>i. Fabricação própria. As competências essenciais</p><p>mudam e uma reavaliação periódica das decisões de terceirização</p><p>é uma necessidade estratégica. Embora seja geralmente onerosa e</p><p>difícil retomar uma atividade para a fabricação interna, mudanças</p><p>nas atividades essenciais, na tecnologia ou na estratégia podem</p><p>exigir que uma empresa reverta a decisão de fazer ou comprar. O</p><p>envolvimento contínuo é sempre necessário quando a decisão de</p><p>comprar foi adotada. Gerenciar uma relação flexível para uma</p><p>atividade terceirizada permite à empresa a realização dos ajustes</p><p>quando os problemas surgem.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 135eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 135 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque136</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 136eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 136 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 137</p><p>UNIDADE</p><p>04</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 137eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 137 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque138</p><p>Olá, meu caro aluno! Tudo bem com você? A nossa</p><p>disciplina tratou da Gestão de Estoques, onde você viu</p><p>sobre a importância desta área essencial para o aumento da</p><p>competitividade de qualquer empresa, pois trata diretamente de</p><p>um dos principais setores quando o tema é a eficiência de custos.</p><p>Nesta unidade final, o essencial é que você compreenda</p><p>como se dá a gestão e o controle de suprimentos, principalmente</p><p>sabendo qual a função e importância dos estoques para a</p><p>empresa e utilizando técnicas de classificação destes estoques,</p><p>relacionando com a abordagem logística dos estoques.</p><p>Além disso, vale ressaltar aqui a importância de você saber</p><p>como são estipuladas as políticas de controle de estoques, bem</p><p>como saber definir os custos relativos em estoque e estabelecer</p><p>qual é o lote econômico de compras.</p><p>Por fim, você verá a importância de saber como a função</p><p>compras é organizada dentro das empresas, bem como entender</p><p>formas alternativas de organização e seleção de fornecedores.</p><p>Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar</p><p>neste universo!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>eBook Completo</p><p>para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 138eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 138 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 139</p><p>Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo</p><p>é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências</p><p>profissionais até o término desta etapa de estudos:</p><p>OBJETIVOS</p><p>1 Compreender a relação do marketing e a logística e</p><p>as definições típicas de serviço ao cliente;</p><p>2 Definir fatores que contribuem para a importância</p><p>do serviço ao cliente;</p><p>3 Entender o impacto da logística e do serviço ao</p><p>cliente sobre o marketing;</p><p>4 Definir o conceito do Supply Chain Management e</p><p>diferenciar da logística.</p><p>Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao</p><p>conhecimento? Ao trabalho!</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 139eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 139 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque140</p><p>Abordagem Logística dos Estoques</p><p>Nesta unidade, vamos abordar que um dos maiores desafios da</p><p>logística é conhecer corretamente a demanda para planejar a</p><p>produção e o nível de estoque para que se atinja o objetivo de</p><p>redução de custos. O problema é que a demanda está, cada vez</p><p>mais, variável e incerta, pois a grande variedade de produtos e a</p><p>velocidade com que o mercado opera tornam mais complexas as</p><p>operações para disponibilizar os produtos certos, nas quantidades</p><p>certas, nos momentos certos e nas condições adequadas para a</p><p>conveniência do consumidor. E então? Motivado para desenvolver</p><p>esta competência? Então vamos lá. Avante!</p><p>OBJETIVO</p><p>Considerações Iniciais</p><p>A visão sobre a logística mudou recentemente, antes era</p><p>vista como despesa para as empresas, hoje ela é conhecida como</p><p>forma de redução de custos e uma possibilidade de agregar</p><p>valor. As organizações perceberam que todo o processo desde</p><p>a aquisição das matérias primas, a fabricação do produto até</p><p>a distribuição nos pontos de venda deve ser feita com foco na</p><p>satisfação do cliente final.</p><p>Segundo Christopher, a missão do gerenciamento logístico</p><p>é planejar e coordenar todas as atividades necessárias para</p><p>alcançar níveis desejáveis dos serviços e qualidade ao custo mais</p><p>baixo possível. Portanto, a logística deve ser vista como o elo de</p><p>ligação entre o mercado e a atividade operacional da empresa.</p><p>Vale salientar que, por causa da crescente competitividade,</p><p>as empresas estão buscando maneiras de criar vantagens compe-</p><p>titivas que satisfaçam o consumidor. Isto pode ser conseguido</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 140eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 140 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 141</p><p>através da integração da cadeia produtiva, inclusive com quem</p><p>vem “antes” de seu fornecedor e com o consumidor final, uma</p><p>vez que os efeitos da insatisfação do cliente são refletidos em toda</p><p>a cadeia. Desta forma, o objetivo é ligar o mercado, a rede de</p><p>distribuição, o processo de fabricação e a atividade de aquisição,</p><p>de tal modo que os clientes sejam servidos com níveis cada vez</p><p>mais altos e, ainda assim mantendo os custos baixos.</p><p>Portanto, o objetivo principal de um sistema logístico é</p><p>a satisfação dos clientes. Atualmente, com as marcas perdendo</p><p>sua força e os produtos mais parecidos, as empresas precisam</p><p>focam seus esforços para fornecer um pacote de serviços que</p><p>seja capaz de diferencia-las de seus concorrentes.</p><p>Esta preocupação deve estar presente em todas as áreas da</p><p>organização. Como a logística moderna possui a característica</p><p>de ser integradora ela tem se ocupado em disseminar esta visão</p><p>para todos os envolvidos no atendimento ao cliente.</p><p>EXPLICANDO MELHOR+++</p><p>Assim, o sistema logístico de uma cadeia de suprimentos</p><p>precisa construir, ao longo dos elos, uma ligação que os direcione</p><p>todos ao mesmo ponto. Este ponto é o de atender ao cliente com</p><p>o melhor pacote de serviços e ao mínimo custo, agregando o</p><p>máximo de valor e aumentando a lucratividade da cadeia e a</p><p>diferenciando na visão do cliente como a que melhor atende as</p><p>suas necessidades.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 141eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 141 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque142</p><p>Relação da Gestão de Estoques com a</p><p>Logística e o Marketing</p><p>As atividades de marketing estão voltadas para o</p><p>gerenciamento do composto mercadológico do produto. Uma</p><p>das formas mais comuns de defini-lo é através dos “quatro Ps”</p><p>que são: produto, preço, promoção e praça respectivamente.</p><p>Em geral, muitas empresas dão maior ênfase aos três</p><p>primeiros itens por entenderem que estes são mais importantes</p><p>e mais ligados ao Marketing. Com o aumento da concorrência,</p><p>esta visão foi alterada e a ligação da logística com o marketing</p><p>tem sido explorada como fonte de vantagem competitiva.</p><p>O produto certo, no lugar certo, na hora certa, parte de uma</p><p>das definições de logística, tem se tornado uma preocupação do</p><p>marketing para garantir a satisfação do cliente e prover um nível</p><p>de serviço superior.</p><p>Figura 1</p><p>Fonte: freepik</p><p>Com as tendências recentes, o potencial de diferenciação</p><p>proporcionado pelos serviços tem recebido uma atenção</p><p>especial para garantir a posição competitiva da empresa como</p><p>um benefício a mais que não é oferecido pelos seus concorrentes</p><p>e que reforça o produto e a marca na preferência dos clientes.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 142eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 142 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 143</p><p>Um dos princípios básicos no gerenciamento da organi-</p><p>zação deve ser o de que o consumidor final é o verdadeiro</p><p>gerador de receita da cadeia e que as demais operações geram</p><p>apenas repasses de parte deste valor para os elos da cadeia.</p><p>Apesar de óbvio, isto parece ter sido esquecido durante um</p><p>certo tempo e agora foi redescoberto, gerando uma corrida pela</p><p>busca da satisfação do cliente como ponto focal das atividades</p><p>empresariais.</p><p>Uma outra forma de se explicar esta tendência pode ser</p><p>dada pela aproximação entre a visão do marketing e da produção</p><p>possibilitada pela Produção Enxuta.</p><p>Ao propor que o objetivo de um sistema produtivo é</p><p>eliminar desperdícios e que desperdício é tudo o que não agrega</p><p>valor ao consumidor final, a Produção Enxuta pavimentou uma</p><p>ponte entre estas duas áreas, que antes viviam em conflitos, ao</p><p>mostrar um caminho para o alinhamento dos objetivos funcionais</p><p>com os do negócio pela definição de que o importante é produzir</p><p>e fornecer aquilo que o cliente deseja.</p><p>Essa tendência foi ressaltada pelas atuais exigências dos</p><p>clientes que estão mais informados e exigentes e que impõem</p><p>novos patamares de qualidade ao esperar melhores produtos e</p><p>serviços.</p><p>O marketing descobriu que tão importante quanto oferecer</p><p>um produto de alto padrão a um preço justo é assegurar a sua</p><p>disponibilidade nos pontos de venda.</p><p>Não se pode esquecer que fazer uma promoção para levar</p><p>o consumidor ao ponto de venda e permitir a falta do produto</p><p>pode ser um convite a se experimentar a marca do concorrente e</p><p>que esta pode ser uma viagem sem volta.</p><p>Os compradores institucionais, impelidos pela adoção da</p><p>filosofia just in time nas suas compras, exigem níveis de serviços</p><p>mais elevados e a oferta de serviços adicionais, bem como,</p><p>demandam excelência logística de fornecedores para poderem</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 143eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 143 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque144</p><p>reduzir quantidades e aumentar o giro dos estoques sem que haja</p><p>falta de produtos que possam prejudicar suas operações.</p><p>A diferenciação pelas suas características físicas e</p><p>tecnológicas está mais difícil e é mais rapidamente copiada. O</p><p>exemplo dos carros populares no Brasil</p><p>e dos automóveis que</p><p>usam mais de um tipo de combustível provam esta tendência.</p><p>Pesquisas recentes, no mercado automobilístico, mostram</p><p>que dentre os principais fatores de decisão de compra estão a</p><p>qualidade e a variedade de serviços adicionais que os fabricantes</p><p>oferecem, como por exemplo: socorro mecânico, revisões com</p><p>hora marcada e disponibilidade de peças para reparo.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Portanto a oferta de um pacote de serviço sob medida e</p><p>que satisfaça mais plenamente as necessidades de cada nicho de</p><p>cliente é tem se tornado um cada vez mais importante na defesa</p><p>da competitividade.</p><p>Garantir ao cliente disponibilidade, facilidade, agilidade e</p><p>flexibilidade para a compra provam o poder do serviço ao cliente</p><p>como fonte de diferenciação. Isto também está acontecendo em</p><p>outros setores de mercado.</p><p>Os hipermercados exigem entregas frequentes de quanti-</p><p>dades menores com prazos garantidos de seus fornecedores e no</p><p>caso dos perecíveis estes devem estar o mais cedo possível nas</p><p>gôndolas, pois, em geral, produtos que já tenham ultrapassado</p><p>um terço da sua vida útil não serão aceitos.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 144eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 144 02/07/2020 17:46:5302/07/2020 17:46:53</p><p>Gestão de Estoque 145</p><p>Figura 2</p><p>Fonte: freepik</p><p>O mercado de celulares e microcomputadores tem o</p><p>desafio da perecibilidade tecnológica e, portanto, velocidade no</p><p>desenvolvimento, fabricação e distribuição são fundamentais</p><p>para garantir a atualização dos produtos vendidos.</p><p>Figura 3</p><p>Fonte: freepik</p><p>Outro ponto importante é a capacidade de customizar</p><p>produtos de acordo com as especificações dos clientes. Ser</p><p>capaz de disponibilizar inovações mais rapidamente que os</p><p>concorrentes pode ser uma importante vantagem competitiva.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 145eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 145 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque146</p><p>O exemplo da Dell Computer exemplifica a visão que se</p><p>está querendo mostrar. Quando montada uma máquina deste</p><p>fabricante é igual a dos outros produtores, mas a vantagem desta</p><p>empresa está na velocidade com que o faz e na sua capacidade</p><p>de atender plenamente as necessidades do cliente e de lançar</p><p>novidades mais rapidamente que outras marcas.</p><p>Isto se deve a excelência em logística desta empresa. A Dell</p><p>conta com estoques de processadores para sete dias, em média,</p><p>enquanto seus concorrentes possuem material suficiente para</p><p>sessenta dias. Isto que permite que as máquinas da Dell sejam as</p><p>primeiras a serem equipadas com os processadores mais modernos</p><p>do mercado, mas exige maior acerto na gestão da demanda.</p><p>Serviço ao Cliente</p><p>De forma simplista, a logística cria valor ao disponibilizar</p><p>os produtos requeridos, na variedade adequada, nos locais</p><p>desejados, no momento que atenda às necessidades e nos prazos</p><p>estabelecidos pelos clientes.</p><p>Ou seja, os produtos só passam a ter valor quando chegam</p><p>aos pontos de venda nos quais encontram clientes dispostos a</p><p>pagar o preço solicitado por estes. Portanto, serviço é o pacote</p><p>de atividades desempenhado pelo sistema de distribuição física</p><p>no atendimento ao cliente.</p><p>Ao analisar a distribuição física o serviço pode ser exem-</p><p>plificado como: a frequência e a confiabilidade da entrega,</p><p>disponibilidade de estoque e a velocidade e a agilidade no</p><p>atendimento dos pedidos.</p><p>Numa visão ampliada, o serviço é o conjunto de atividades</p><p>logísticas que permitem que os produtos sejam produzidos e</p><p>entregues ao consumidor final nas condições e com as conve-</p><p>niências por ele desejadas, sendo completado com as atividades</p><p>pós-vendas que o fabricante oferece. Todo esse esforço visa a</p><p>plena satisfação do comprador.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 146eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 146 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque 147</p><p>Figura 4</p><p>Fonte: freepik</p><p>O pacote de serviços que uma empresa oferece pode ser</p><p>diferente para cada mercado em que atua, ou mesmo ser feito</p><p>sob medida para seus principais clientes. Portanto, não se busca</p><p>uma definição que abranja todas as possíveis variações, o que se</p><p>quer mostrar é que serviço, de modo abrangente, mostra a forma</p><p>como uma empresa se relaciona com seus clientes.</p><p>O serviço ao cliente poderia ser examinado sob três aspectos:</p><p>1. Elementos da pré-transação.</p><p>2. Elementos da transação.</p><p>3. Elementos da pós-transação.</p><p>Os elementos da pré-transação do serviço ao cliente</p><p>relacionam-se às políticas ou programas de corporação, ou</p><p>seja, declarações escritas da política de serviços, adequação da</p><p>estrutura organizacional e flexibilidade do sistema.</p><p>Já os elementos da transação são aquelas variáveis do</p><p>serviço ao cliente diretamente envolvidas no desempenho da</p><p>função de distribuição física, como a confiabilidade do produto</p><p>e da entrega.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 147eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 147 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque148</p><p>Por fim, os elementos da pós-transação são geralmente</p><p>aqueles que apoiam o produto enquanto este tiver em uso, por</p><p>exemplo, garantia do produto, peças e serviços para assistência</p><p>técnica, procedimentos para reclamações do cliente e substituição</p><p>do produto.</p><p>Como já salientado a variedade de pacote de serviços é</p><p>resultado da necessidade de se atender diferentes mercados e</p><p>clientes e que cada um possui requisitos específicos de serviços e</p><p>a importância de cada um dos fatores varia de cliente para clientes.</p><p>Desse modo, torna-se fundamental a segmentação logística</p><p>que levará a empresa a conhecer as necessidades de seus, agrupar</p><p>aqueles que tem necessidades semelhantes e projetar um sistema</p><p>logístico que possa atender aos requisitos solicitados.</p><p>Infelizmente em logística, muitas vezes, não é possível atender</p><p>a todos os requisitos solicitados, pois isso iria elevar muito o</p><p>custo da operação. Portanto, é necessário que se estabeleça</p><p>com clareza quais serviços serão ofertados para cada mercado.</p><p>Assim, os clientes saberão qual o padrão de atendimento que</p><p>irão receber e se este os atende.</p><p>EXPLICANDO MELHOR+++</p><p>Apesar da importância do serviço logístico, a maioria das</p><p>empresas não possui política de serviço logístico formalizada e</p><p>claramente definida. Muitos sistemas logísticos são projetados</p><p>com foco apenas na eficiência operacional e na redução de custos,</p><p>uma visão interna, e não são alinhados com as expectativas dos</p><p>clientes e com a estratégia do negócio.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 148eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 148 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque 149</p><p>Figura 5</p><p>Fonte: freepik</p><p>Essa é a fórmula para o fracasso, pois, muito provavelmente,</p><p>os concorrentes ao perceberem esta fraqueza irão garantir a</p><p>disponibilidade e a confiabilidade de entrega de seus produtos</p><p>para ganhar a confiança dos clientes e conquistar mercado.</p><p>Em suma, pode se estabelecer que, no momento, em que</p><p>a força da marca e a diferenciação dos produtos diminuem a</p><p>eficiência em logística é um ponto de suporte para a eficiência</p><p>de marketing e que esta relação está cada vez mais presente nas</p><p>estratégias competitivas das empresas vencedoras.</p><p>Valor do Cliente</p><p>O valor a longo prazo da empresa é fortemente determinado</p><p>pelo valor do relacionamento da empresa com seus clientes, que</p><p>é chamado de Valor do Cliente. Valor do cliente é uma medida</p><p>da empresa, de quanto o cliente vale para ela e pode ser definido</p><p>como: o total dos valores de consumo do cliente ao longo de sua</p><p>vida de consumo, naquela empresa.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 149eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 149 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque150</p><p>À medida que os mercados amadurecem e os custos de</p><p>conquistar novos clientes aumentam, uma ênfase maior precisa</p><p>ser dada à retenção dos clientes existentes e à estabilização dos</p><p>negócios fechados com eles.</p><p>Uma maneira para que isto seja possível é construir um</p><p>relacionamento de valor para o cliente, de forma que isso reflita</p><p>em valor para toda a cadeia.</p><p>Algumas empresas ainda não perceberam a importância do</p><p>cliente para o seu sucesso, e não concordam com este enfoque.</p><p>Este tipo de comportamento diminui as possibilidades de ganho,</p><p>porque a empresa faz uma análise “interna” sem se preocupar</p><p>primeiramente com o que o cliente realmente quer.</p><p>Figura 6</p><p>Fonte: freepik</p><p>Um dos caminhos para uma empresa ter sucesso é manter</p><p>uma relação lucrativa e duradoura com seus clientes, mesmo que</p><p>ao longo do tempo seus produtos estejam mudando.</p><p>As necessidades e os desejos de um consumidor mudam e</p><p>isto pode refletir nas suas preferências por marcas. O desafio da</p><p>empresa é manter a relação com o cliente.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 150eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 150 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque 151</p><p>Um axioma do marketing diz que clientes não compram</p><p>produtos, eles compram satisfação. A principal vantagem para a</p><p>empresa em estabelecer uma relação com os clientes é manter um</p><p>relacionamento continuado com a marca, e fazer com que eles</p><p>sempre sintam necessidade ou vontade de comprar novamente.</p><p>Valor para o Cliente</p><p>O valor para o cliente é subjetivo, é o quanto ele considera</p><p>que vale um esforço em relação ao benefício esperado. Em termos</p><p>simples, valor para o cliente é criado quando as percepções dos</p><p>benefícios recebidos em uma transação superam os custos totais</p><p>de propriedade.</p><p>Este custo de propriedade é diferente de preço porque</p><p>envolve todos os custos que o cliente tem ao adquirir uma merca-</p><p>doria, mesmos os não monetários, como a procura, necessidade</p><p>de mobilidade e busca por informações.</p><p>Figura 7</p><p>Fonte: freepik</p><p>Para que o cliente perceba valor em uma empresa, é</p><p>preciso que ele seja o foco do negócio. Para ganhar vantagem</p><p>competitiva sobre seus rivais, uma empresa deve proporcionar</p><p>valor para seus clientes desempenhando atividades de modo mais</p><p>eficiente que seus concorrentes ou desempenhando as atividades</p><p>de forma que crie maior valor percebido pelo comprador.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 151eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 151 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque152</p><p>O serviço ao cliente pode oferecer oportunidades de dife-</p><p>renciar um produto-padrão e de ajustar as ofertas da empresa às</p><p>exigências específicas do cliente. Foi um dos pensadores na área</p><p>de marketing, Theodore Levitt, quem primeiramente disse que “as</p><p>pessoas não compram produtos, elas compram benefícios”.</p><p>Como já citado, apesar de estar pronto ao final da linha de</p><p>produção, o produto ganha valor ao chegar ao cliente. Portanto,</p><p>o serviço de distribuição deve ser uma forma de adicionar valor.</p><p>A figura abaixo desenvolve esta ideia, com o conceito de “envol-</p><p>tório de serviços”.</p><p>No centro, está o produto com suas características tangíveis</p><p>resultantes de sua fabricação. O círculo externo representa todos</p><p>os valores adicionados proporcionados pelo serviço ao cliente e</p><p>pela logística.</p><p>Não é só o serviço ao cliente e as atividades logísticas que</p><p>adicionam valor. Em muitos casos, a propaganda, a marca e</p><p>a embalagem podem aumentar o valor do produto percebido</p><p>pelo cliente. Entretanto, torna-se cada vez mais evidente que é</p><p>necessário algo mais além da marca para diferenciar o produto.</p><p>EXPLICANDO MELHOR+++</p><p>Ao considerar o cliente sensível ao serviço pode se</p><p>estabelecer que ele é menos tolerante à espera e a disponibilidade</p><p>do produto supera a preferência pela marca. Portanto, perder</p><p>uma venda e um cliente em potencial gera uma grande perda em</p><p>volume de receita para a empresa.</p><p>Quanto maior a excelência logística de uma cadeia mais</p><p>eficiente ela será e obterá maior diferenciação do produto, pois o</p><p>cliente será melhor atendido e sua satisfação aumenta.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 152eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 152 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque 153</p><p>Para que isto possa acontecer, é necessária uma grande</p><p>integração de toda a cadeia que deverá estar preocupada em</p><p>conhecer os desejos e necessidades do consumidor final, para</p><p>que todos os seus esforços estão alinhados para que se possa</p><p>reduzir e agregar valor.</p><p>Atualmente, as empresas buscam novas formas de agregar</p><p>valor e os requisitos logísticos que o cliente demanda oferecem</p><p>chances para que sejam ofertados benefícios adicionais.</p><p>Assim, pode ser criado um produto ampliado que propor-</p><p>cione maior satisfação, o que levaria a retenção do cliente que</p><p>irá garantir uma relação duradoura e lucrativa.</p><p>Está cada vez mais difícil e caro conquistar novos clientes</p><p>e a capacidade de reter clientes é fundamental para o negócio.</p><p>Dessa maneira, o serviço logístico tem contribuído muito para</p><p>a retenção e, portanto, empresas que não conseguem oferecer</p><p>um nível de serviço adequado podem estar em desvantagem</p><p>competitiva diante de seus concorrentes.</p><p>Assim, pode-se afirmar que a excelência em logística não</p><p>é mais um benefício, mas sim uma obrigação para quem quiser</p><p>competir e vencer.</p><p>Supply Chain Management</p><p>O aumento da competitividade, em especial nos anos</p><p>90, levou as empresas à uma busca pela melhoria da sua</p><p>produtividade e aumento da eficiência. Neste cenário, a logística</p><p>assume um papel de extrema importância e a sua evolução, para</p><p>fazer frente à complexidade de um mercado em rápida mudança</p><p>e crescente globalização, é o desenvolvimento do conceito do</p><p>Supply Chain Management.</p><p>O Supply Chain Management é uma evolução da logística</p><p>empresarial que aumentou seu escopo de atividades e expandiu</p><p>sua abrangência para fora da empresa, o que a tornou responsável</p><p>pela integração estratégica com os intermediários do canal de</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 153eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 153 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque154</p><p>distribuição e com as fontes de suprimento de modo que todos</p><p>os esforços sejam alinhados para eliminar custos e agregar valor</p><p>ao cliente final para que a empresa seja capaz de se diferenciar</p><p>de seus concorrentes.</p><p>Isto leva as empresas a fazer uma revisão de suas estra-</p><p>tégias e posicionamentos, enquanto clientes e fornecedores,</p><p>redefinindo seus papéis na cadeia produtiva.</p><p>Wood & Zuffo ressaltam sua função como integrador dos</p><p>elos dizendo que “em linhas gerais o Supply Chain Management</p><p>pode ser definido como uma metodologia desenvolvida para</p><p>alinhar todas as atividades de produção de forma sincronizada,</p><p>visando reduzir custos, minimizar ciclos e maximizar o valor</p><p>percebido pelo cliente final por meio do rompimento das</p><p>barreiras entre departamentos e áreas.”</p><p>Isto ilustra as possíveis vantagens e a necessidade da</p><p>integração, tanto logística como de cada uma das áreas funcio-</p><p>nais, das empresas envolvidas.</p><p>Assim, mostra-se fundamental para o sucesso deste modelo</p><p>o estreitamento das relações, internas e externas, e a criação de</p><p>competências distintas pelos seus componentes. Ou seja, cada</p><p>um deve se especializar e ter excelente desempenho em sua área</p><p>de atuação.</p><p>Essa ideia é derivada da premissa segundo a qual a coope-</p><p>ração entre os membros da cadeia de valores reduzirá os riscos</p><p>individuais e poderá, potencialmente, melhorar a eficiência do</p><p>processo logístico, eliminando perdas e esforços desnecessários.</p><p>Não há uma perda da importância dos componentes. Ao</p><p>contrário, para o aumento da competitividade da cadeia, cada elo</p><p>deve representar com excelência seu papel.</p><p>Todos os elementos ou os níveis</p><p>de uma cadeia executam</p><p>funções importantes, cujos respectivos desempenhos determinam</p><p>de forma interdependente o desempenho do sistema como um todo.</p><p>Portanto, trata-se de uma situação constituída por um conjunto de</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 154eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 154 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque 155</p><p>agentes decisores em que o resultado, tanto geral quanto para cada</p><p>um em particular, depende das decisões tomados por todos.</p><p>Assim, o Supply Chain Management leva a um outro</p><p>contexto de competitividade, pois esta passa a existir não mais</p><p>somente entre empresas, mas também entre as cadeias produtivas.</p><p>O modelo enfatiza que cada componente deve preocupar-</p><p>se com a competitividade do produto perante o consumidor final</p><p>e com o desempenho da cadeia produtiva como um todo.</p><p>A crescente utilização deste conceito pode ser explicada</p><p>pela necessidade que as empresas hoje possuem de atender</p><p>simultaneamente a dois objetivos, os quais são aparentemente</p><p>antagônicos.</p><p>O primeiro é o de melhor atender a um número cada vez</p><p>maior de requisitos impostos pelos clientes. O segundo é a</p><p>necessidade de aumentar sua lucratividade. Uma das faces desse</p><p>dilema é o que está acontecendo com o transporte.</p><p>Figura 8</p><p>Fonte: freepik</p><p>Dentre outras exigências, os fornecedores estão sendo</p><p>solicitados a realizar entregas frequentes de pequenos lotes.</p><p>cargas pequenas têm um custo unitário proporcionalmente mais</p><p>caro que as grandes cargas.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 155eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 155 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque156</p><p>Portanto, fragmentação em pequenos lotes tende a</p><p>aumentar os custos logísticos, os quais representam uma parcela</p><p>significativa do custo total, e isto pode afetar negativamente o</p><p>lucro diminuindo, assim, a margem de contribuição dos produtos.</p><p>Para tentar resolver esses dilemas as empresas estão</p><p>maximizando as sinergias entre as partes da cadeia produtiva,</p><p>de forma a atender o consumidor final com maior eficiência,</p><p>tanto pela redução de custos quanto pela adição de mais valor</p><p>aos produtos finais.</p><p>A redução de custos tem sido obtida mediante a diminuição</p><p>do volume de transações de informações e papéis, dos custos</p><p>de transporte e estocagem e da diminuição da variabilidade da</p><p>demanda de produtos e serviços, dentre outros.</p><p>Valor tem sido adicionado aos produtos por meio da</p><p>criação de bens e serviços customizados e do desenvolvimento</p><p>conjunto de competências distintas através da cadeia produtiva</p><p>e dos esforços para que, tanto fornecedores como clientes,</p><p>aumentam mutuamente a lucratividade.</p><p>Isto reforça a possibilidade de utilizar este modelo para criar</p><p>vantagens competitivas realmente sustentáveis e duradouras, pois</p><p>este desenvolvimento só será possível se houver a capacidade de</p><p>reunir alguns fatores importantes, como:</p><p>� pessoal qualificado, motivado e competente</p><p>� um sistema logístico eficiente, que torne viável atingir</p><p>o nível de serviço desejado pelos clientes</p><p>� gestão do conhecimento, bem como, outras caracte-</p><p>rísticas que não possam ser copiadas ou suplantadas pelos</p><p>concorrentes e que agreguem maior valor aos produtos e serviços</p><p>da empresa.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 156eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 156 02/07/2020 17:46:5402/07/2020 17:46:54</p><p>Gestão de Estoque 157</p><p>Da Logística para o Supply Chain</p><p>Management</p><p>Para o desenvolvimento de uma estratégia de Supply Chain</p><p>Management o primeiro passo deve ser o de avaliar a cadeia em</p><p>que se atua e a capacidade desta em atingir seus objetivos.</p><p>Basicamente, os pontos a considerar são os seguintes:</p><p>necessidades do cliente; requisitos do cliente; aptidões internas,</p><p>aptidões dos demais integrantes potenciais, aptidões dos</p><p>concorrentes e os objetivos do negócio.</p><p>Como resultado desta fase, considerando a situação atual</p><p>e as tendências futuras, pode ser feita uma análise, tanto do</p><p>ambiente interno quanto externo, que leva ao descobrimento das</p><p>oportunidades e desafios, bem como, dos pontos fortes e fracos</p><p>que se apresentam.</p><p>Após realizar esta avaliação pode ser estabelecida uma visão</p><p>da cadeia logística e podem ser avaliados os movimentos e</p><p>iniciativas que possam afetar o negócio e o seu futuro.</p><p>REFLITA</p><p>Essa visão, deve nortear o papel da empresa na busca pela</p><p>agregação de valor ao cliente e nas decisões de quais as atitudes</p><p>a tomar para se obter uma posição de vantagem competitiva.</p><p>O elo forte também tem a responsabilidade de influenciar e</p><p>coordenar os componentes da cadeia para que a visão se torne</p><p>uma realidade.</p><p>Devem ser feitas algumas ponderações necessárias para</p><p>a implantação deste conceito. A primeira é a de que, apesar das</p><p>mudanças recentes salientarem a necessidade de se focar no</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 157eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 157 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque158</p><p>cliente, bem como, a crescente percepção das empresas como</p><p>um somatório de processos, a maioria das empresas continua a</p><p>insistir, ignorando as tendências atuais, em empregar orientação</p><p>funcional.</p><p>A segunda é a avaliação dos impactos desta atitude, pois ao</p><p>dar muita importância e poder aos departamentos, a segmentação</p><p>de suas atividades é mantida. Isto propicia, além da existência de</p><p>muitas áreas de atrito, a continuidade de modelos onde a integração</p><p>é muito baixa e o desempenho do sistema logístico é prejudicado,</p><p>uma vez que não se consegue usufruir os benefícios da integração.</p><p>Isto pode ajudar a entender porque muitas empresas brasileiras</p><p>continuam a tratar os subsistemas logísticos, o de abastecimento,</p><p>o de produção e o de distribuição, de forma desagregada e os</p><p>subordina a diferentes áreas da organização.</p><p>Esta decisão, somada a pouca utilização de sistemas de</p><p>informação, mostra um cenário preocupante, mas no qual há</p><p>possibilidade de melhorias significativas.</p><p>O que falta são iniciativas no sentido de reverter este</p><p>quadro, contudo, o aumento do nível de exigência por parte dos</p><p>clientes e a entrada no mercado de concorrentes mais gabaritados</p><p>são as forças motrizes que irão catalisar este processo.</p><p>Este contexto trará como implicações: primeiro a implan-</p><p>tação da logística integrada, através da integração da estruturas</p><p>organizacionais ou dos processos; e segundo o fato de que a</p><p>logística receba um tratamento mais estratégico, no qual estará</p><p>mais presente nas decisões da empresa.</p><p>Somente nesta situação, poderá ser totalmente explorado,</p><p>compreendido e avaliado o real potencial de ganhos que podem</p><p>ser obtidos por uma empresa através da logística.</p><p>Como já salientado, um dos pressupostos do Supply</p><p>Chain Management é o de que exista uma total integração dos</p><p>componentes da cadeia produtiva na busca de uma otimização</p><p>sistêmica.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 158eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 158 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 159</p><p>Este processo se dá em três etapas distintas que serão</p><p>analisados individualmente para um melhor entendimento.</p><p>A primeira etapa é caracterizada pela melhoria das</p><p>transações entre as áreas afins, por exemplo a área de compras</p><p>do cliente relaciona-se intensamente com a de vendas do</p><p>fornecedor, levando a um estreitamento entre as empresas e,</p><p>com o passar do tempo, surge um clima de confiança, os acordos</p><p>são estabelecidos e cumpridos, o que acaba por propiciar as</p><p>condições de que seja iniciada uma parceria.</p><p>Na segunda etapa ocorre a integração dos processos da</p><p>cadeia, ou seja, há uma extrapolação das fronteiras das empresas</p><p>na qual as atividades são executadas conjuntamente.</p><p>O processo de pesquisa e desenvolvimento é uma das</p><p>áreas que pode obter</p><p>total, em que o desempenho logístico é avaliado sem</p><p>considerações sobre minimização de custos de atividades.</p><p>O processo de Gestão de Estoques representa a logística para</p><p>dentro da empresa (inbound), e envolve a movimentação e</p><p>gestão de materiais e produtos a partir da aquisição, portanto, a</p><p>partir dos fornecedores e através do processo de produção.</p><p>Então, para Chitale e Gupta (2011), Gestão de Estoques</p><p>é um conceito total envolvendo uma estrutura organizacional</p><p>unificando numa só responsabilidade o fluxo sistemático e o</p><p>controle de material desde a identificação de sua necessidade até</p><p>a entrega ao cliente.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 16eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 16 02/07/2020 17:46:4302/07/2020 17:46:43</p><p>Gestão de Estoque 17</p><p>Figura 04</p><p>Figura 04</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Estes conceitos abrangem todas as atividades diretamente</p><p>relacionadas com o fluxo de materiais dentro da organização,</p><p>como aquisição, planeja- mento e programação da produção,</p><p>tráfego de entrada, controle de estoque, recebimento e estocagem</p><p>de materiais, movimentação e distribuição de mate- riais,</p><p>abordadas pelas disciplinas de compras, produção e controle de</p><p>estoques e distribuição física.</p><p>O Gerente de Estoques</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 17eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 17 02/07/2020 17:46:4302/07/2020 17:46:43</p><p>Gestão de Estoque18</p><p>A função do gerente de materiais, segundo Gurgel</p><p>(2000), é basicamente econômica, mesmo em organizações</p><p>não governamentais, entidades filantrópicas e cooperativas</p><p>sem objetivo de lucro, sendo a sobrevivência o objetivo mais</p><p>fundamental.</p><p>Porém, mesmo nesses setores que não ao visam lucro, os</p><p>custos não podem ser excedidos por um período prolongado.</p><p>Entre as companhias privadas, os lucros são essenciais para a</p><p>sobrevivência, o gerente deverá contribuir para o aumento da</p><p>lucratividade mediante a obtenção do menor custo de materiais,</p><p>realizado através da otimização do investimento de capital,</p><p>capacidade e pessoal, consistente com o nível de serviço ao</p><p>cliente adequado.</p><p>Por outro lado, toda empresa também tem objetivos</p><p>aparentemente não econômicos que, no longo prazo, passam a</p><p>ser econômicos, visto que se não forem alcançados, a empresa</p><p>deixará de prosperar e pode até mesmo não sobreviver.</p><p>Entre esses objetivos não econômicos estão as relações</p><p>favoráveis com a comunidade, nível de serviço máximo possível</p><p>aos clientes, condições de trabalho agradáveis, oportunidades de</p><p>progresso para os empregados, lide- rança tecnológica.</p><p>A tarefa básica do gerente de materiais é concentrar os</p><p>esforços dos subordinados nos objetivos da empresa, para obter</p><p>o suprimento de materiais ao custo total mais baixo possível.</p><p>Neste sentido, o executivo deve levar em consideração os</p><p>efeitos de curto e longo prazo de suas ações e seu impacto sobre</p><p>os custos de outras atividades dentro da organização.</p><p>Cada função da empresa deve funcionar no sentido de</p><p>conseguir aqueles objetivos, e a função materiais não é uma</p><p>exceção, visto que contribui para a sobrevivência e lucros,</p><p>fornecendo materiais ao custo total mais baixo. Há muitas</p><p>maneiras pelas quais poderá conseguir este objetivo global,</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 18eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 18 02/07/2020 17:46:4302/07/2020 17:46:43</p><p>Gestão de Estoque 19</p><p>sendo a mais óbvia o pagamento de preços mínimos pelos</p><p>materiais.</p><p>Porém, essa função também mantém em foco este objetivo</p><p>quando aumenta a rotatividade dos estoques ou adquire materiais</p><p>de qualidade superior. Em ambos os casos o verdadeiro custo</p><p>de material é reduzido, no primeiro caso devido à redução de</p><p>investimentos em estoques, e no segundo, devido às menores</p><p>rejeições por conta da falta de atendimento das especificações.</p><p>A Moderna Gestão de Estoques</p><p>O objetivo principal de uma empresa é maximizar o</p><p>retorno do capital investido. Assim, os estoques são parte do</p><p>capital investido que funciona como um lubrificante, de modo</p><p>a permitir um bom funcionamento da relação produção/vendas.</p><p>Figura 05</p><p>Fonte: Freepik</p><p>A otimização dos estoques permite que o capital investido</p><p>seja minimizado e o grande desafio é reduzir estoques sem</p><p>comprometer a produção ou as vendas.</p><p>E qual a importância da gestão de estoques? Temos a</p><p>área comercial e área de produção estritamente relacionadas às</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 19eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 19 02/07/2020 17:46:4302/07/2020 17:46:43</p><p>Gestão de Estoque20</p><p>Figura 06</p><p>Adaptado de DIAS (2011)</p><p>atividades finais da empresa e costumam ter maior importância</p><p>no gerenciamento geral.</p><p>No entanto, o grande problema é: quem informa aos</p><p>executivos e investidores o custo de uma parada na produção ou</p><p>da perda de vendas por falta de produtos? A gestão de estoques</p><p>trata do gerenciamento da cadeia de atendimento integrada,</p><p>também chamada de Logística.</p><p>Sob o ponto de vista operacional, devemos entender as</p><p>consequências e benefícios de um sistema logístico integrado.</p><p>Assim, devemos mudar o foco da reposição dos estoques: do</p><p>“quanto” para o “quando”. Ou seja, saber estabelecer o momento</p><p>da reposição se torna mais importante que a quantidade a ser</p><p>comprada.</p><p>Para isso, se faz necessária a ampliação da capacidade</p><p>de comunicação da empresa, tanto no nível tático quanto</p><p>no operacional, bem como da capacidade de ajustamento</p><p>às modificações do ambiente de negócios e estabelecer a</p><p>coordenação das atividades, conforme a figura a seguir:</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 20eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 20 02/07/2020 17:46:4302/07/2020 17:46:43</p><p>Gestão de Estoque 21</p><p>Figura 07</p><p>Fonte: Freepik</p><p>A Organização da Gestão de Estoques</p><p>A organização do processo de gestão de estoques, tendo como</p><p>foco a integração do sistema logístico, passa por (BOWERSOX;</p><p>CLOSS, 2001):</p><p>�Controle de estoques;</p><p>�Compras;</p><p>�Almoxarifado;</p><p>� Planejamento e controle da produção;</p><p>� Importação;</p><p>�Transportes e distribuição.</p><p>Sobre o controle dos estoques, temos que os estoques</p><p>permitem o bom funcionamento da relação produção/vendas. Os</p><p>tipos de materiais em estoque são: matéria-prima, produtos em</p><p>fabricação e produtos acabados. Aqui prezamos pelo controle</p><p>dos níveis de estoque e do investimento financeiro envolvido.</p><p>Já sobre as compras, esta é uma preocupação especial com</p><p>o estoque de matérias-primas e demais insumos necessários à</p><p>produção. Deve-se fazer as cotações de preços e especificações de</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 21eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 21 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão de Estoque22</p><p>todos os itens que vêm de fora da empresa, sendo de fundamental</p><p>importância na minimização dos custos da produção.</p><p>Temos o Almoxarifado, que é responsável pelo</p><p>armazenamento e guarda física dos materiais e o Planejamento e</p><p>Controle da Produção, que estabelece a programação e controle</p><p>do processo produtivo, podendo estar subordinado à área de</p><p>Produção ou de Materiais.</p><p>Figura 08</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Em relação à importação, temos as compras realizadas</p><p>de fornecedores internacionais, onde a legislação extensa e</p><p>complexa. O setor de estoques acompanha todo o processo de</p><p>importação, incluindo o desembaraço aduaneiro. Nas empresas</p><p>exportadores, normalmente é responsável pelo processo legal-</p><p>administrativo das exportações.</p><p>Por fim, temos a atividade de Transportes e Distribuição,</p><p>onde são feitas as entregas das matérias-primas, bem como a</p><p>colocação do produto acabado para os clientes. A principal</p><p>atividade aqui é a administração frota de veículos ou a contratação</p><p>de transportadoras.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd</p><p>resultados melhores neste contexto, pois,</p><p>quanto mais cedo os fornecedores forem inseridos, menor será o</p><p>tempo gasto entre o projeto sair da prancheta e estar disponível</p><p>para o consumidor final.</p><p>Isto é um diferencial importante num mercado onde</p><p>os produtos estão tendo ciclos de vida, cada vez mais, curtos.</p><p>Portanto, ser mais ágil que os concorrentes no lançamento de</p><p>novos produtos é um objetivo que as empresas estão perseguindo.</p><p>A terceira etapa exige que se estabeleça uma aliança na</p><p>qual as estratégias a serem desenvolvidas devem ter foco na</p><p>cadeia como um todo e não nos componentes individualmente.</p><p>A cadeia só atingirá seus objetivos se cada empresa</p><p>conseguir entender e executar o seu papel na criação de valor para</p><p>o cliente. Deverá existir um perfeito alinhamento dos processos-</p><p>chave do negócio para se estabelecer uma cadeia vencedora.</p><p>Inúmeras etapas e desafios devem ser vencidos ao</p><p>trilhar este caminho, no qual se busca evoluir de uma relação</p><p>conflitante entre os componentes até que se consiga estabelecer</p><p>uma filosofia única, aceita e executada por todos, para nortear as</p><p>decisões e o destino de uma cadeia de suprimento.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 159eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 159 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque160</p><p>No ocidente, existe uma grande ênfase ao individualismo</p><p>e o contexto predominante é o da concorrência, onde a vitória</p><p>é uma glória pessoal. Isto, por si só, representa um obstáculo</p><p>que dificulta em muito a mudança para uma cultura onde o</p><p>importante é o coletivo.</p><p>No âmbito das empresas, a história da evolução do pensa-</p><p>mento administrativo, principalmente as duas primeiras escolas,</p><p>a científica de Taylor e a clássica de Fayol, podem ajudar a</p><p>entender esta realidade.</p><p>Inicialmente, a organização foi entendida como sendo um</p><p>sistema fechado que era independente do ambiente externo e no</p><p>qual a busca pela eficiência estava focada exclusivamente no</p><p>ambiente interno.</p><p>Enxergar a empresa como um sistema isolado foi o alicerce</p><p>de muitas das técnicas de gestão da produção encontradas na</p><p>literatura especializada, e consagradas em livros.</p><p>Por essa razão, muitas delas têm se mostrado pouco</p><p>eficazes quando aplicadas no mundo real, onde de fato a empresa</p><p>encontra-se inserida em um contexto organizacional dinâmico e</p><p>complexo.</p><p>A capacidade de estabelecer parcerias será o fator determi-</p><p>nante para a sobrevivência das empresas, mas muitas parecem</p><p>não perceber isto ou não conseguem mudar sua filosofia.</p><p>Há uma opção a ser feita, que não poderá ser postergada</p><p>por muito tempo, que é a de escolher entre continuar tentando</p><p>crescer sozinho e fazer frente às pressões de aumentar o valor</p><p>percebido e reduzir custos de modo individual, que poderá causar</p><p>uma sobrecarga, ou unir esforços para permitir que o esforço a</p><p>ser realizado para atingir estes objetivos seja suavizado, mesmo</p><p>que isto signifique abrir mão de uma parcela da independência</p><p>estratégica da organização e force a sempre difícil mudança da</p><p>cultura organizacional.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 160eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 160 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 161</p><p>Porém esta mudança é imperativa e torna-se necessária</p><p>para que a cadeia consiga obter um padrão de competitividade</p><p>que possibilite o desenvolvimento de aptidões que a qualifiquem</p><p>a disputar o atual mercado global, que as expõem à concorrência</p><p>dos fabricantes de classe mundial.</p><p>Entre os principais benefícios estratégicos da adoção do</p><p>Supply Chain Management obtidos podem ser citados:</p><p>a. reestruturação e consolidação do número de fornecedores</p><p>e clientes, implicando sua redução e aprofundamento das relações</p><p>com as quais realmente se deseja desenvolver relacionamentos</p><p>colaborativos e com resultado sinergético gerando parceiras de</p><p>longo prazo;</p><p>b. divisão de informações e integração da infraestrutura com</p><p>clientes e fornecedores, propiciando entregas just-in-time e redução</p><p>dos níveis de estoques. A integração de sistemas computacionais</p><p>e a utilização de sistemas, como o Eletronic Data Interchange</p><p>(EDI), entre fornecedores, clientes e operadores logísticos, podem</p><p>permitir a prática por exemplo da reposição automática do produto</p><p>na prateleira do cliente. A utilização de representantes permanentes</p><p>(in plant representatives) junto aos clientes, pode facilitar, dentre</p><p>outros aspectos, o melhor balanceamento entre as necessidades dos</p><p>mesmos e a capacidade produtiva do fornecedor;</p><p>c. resolução conjunta de problemas e envolvimento dos</p><p>fornecedores desde os estágios iniciais do desenvolvimento</p><p>de novos produtos permitindo a concepção de produtos que</p><p>facilitem o desempenho da logística da cadeia produtiva e a</p><p>escolha de um operador eficiente para administrá-la;</p><p>d. compatibilização da estratégia competitiva e das</p><p>medidas de desempenho da empresa à realidade e aos objetivos</p><p>da cadeia produtiva.</p><p>O nível de resultados obtidos pela empresas que adotaram</p><p>o Suplly Chain é variável, mas foram constatados ganhos</p><p>significativos no que seguinte:</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 161eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 161 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque162</p><p>a. redução de estoques;</p><p>b. redução da falta de produtos;</p><p>c. aumento das entregas no prazo;</p><p>d. redução dos prazos de entrega;</p><p>e. aumento da receita.</p><p>Uma consideração importante para explicar a tendência</p><p>atual de intensificação da utilização do conceito de Supply</p><p>Chain Management, é a crescente consciência da ineficiência</p><p>das cadeias de valores.</p><p>Se o movimento da qualidade chamou a atenção para as</p><p>perdas relacionadas aos retrabalhos e refugos na produção, o</p><p>novo foco na gestão logística mostra como a ineficiência é ainda</p><p>maior quando olhamos a cadeia como um todo.</p><p>Apesar de, inicialmente, aparentar uma certa complexidade,</p><p>o conceito de Supply Chain Management tem sido muito aceito</p><p>por estar baseado na reunião de pressupostos simples e que já</p><p>eram utilizados, por muitas empresas, porém de forma desconexa</p><p>e sem a orientação dada por este modelo.</p><p>Uma importante referência é de não se esquecer que as</p><p>soluções simples se mostram mais fáceis de implantar, menos</p><p>onerosas e propiciam bons resultados.</p><p>As práticas eficazes de Supply Chain Management</p><p>implementadas em todo mundo têm visado à simplificação e à</p><p>obtenção de uma cadeia produtiva mais eficiente.</p><p>Os Sete Princípios do Supply Chain</p><p>Management</p><p>Para tentar encontrar o caminho que leve a balancear o</p><p>nível de serviço aos clientes e a necessidade do aumento da</p><p>lucratividade da empresa, o que muitas vezes se assemelha a um</p><p>cabo de guerra, pode-se utilizar a combinação entre descobrir</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 162eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 162 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 163</p><p>o que o cliente quer e como coordenar os esforços na cadeia de</p><p>suprimento para atender estes requisitos de modo mais rápido,</p><p>barato e melhor que os concorrentes. Porém, isto não é assim</p><p>tão fácil de se atingir ou sustentar, pois cada companhia deve</p><p>encontrar o melhor modelo para sua cadeia.</p><p>Portanto, não existe uma fórmula pronta ou uma receita de</p><p>bolo que mostre os passos para implantar o Supply Chain. Cada</p><p>empresa e sua respectiva cadeia precisa descobrir o caminho a</p><p>trilhar para que se definam e alcancem os objetivos desejados.</p><p>Ao analisarmos diversos fornecedores, fabricantes,</p><p>distribuidores e varejistas perceberam, naquelas cadeias que</p><p>obtiveram sucesso, uma combinação de sete princípios que,</p><p>quando usados em conjunto, mostram-se eficientes na iniciativa</p><p>de implantar o conceito de Supply Chain Management.</p><p>A intensidade com que cada cadeia deve aplicar cada um</p><p>dos conceitos lhe é particular e deve ser por ela</p><p>mensurada, pois</p><p>não serão encontrados dois casos idênticos.</p><p>Segmentação Logística</p><p>O primeiro princípio é o de segmentar clientes com base</p><p>em grupos de necessidades distintas e adaptar a cadeia para ser</p><p>lucrativa ao atender esses segmentos. O que se apresenta é a</p><p>necessidade de se mudar o modo de segmentação utilizado.</p><p>A correta segmentação, utilizando o critério das necessi-</p><p>dades dos clientes, permite que a empresa desenhe uma gama</p><p>de serviços realmente adequada e sob medida para diferentes</p><p>segmentos.</p><p>Através de pesquisas, entrevistas e outras técnicas pode</p><p>ser determinado quais os requisitos mais importantes para cada</p><p>nicho. A partir disto, pode sem entendidos quais serviços são</p><p>valorizados por todos os clientes e quais são representativos</p><p>somente para certos segmentos.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 163eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 163 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque164</p><p>Faz-se necessário conhecer duas informações, uma delas</p><p>é o custo e a outra é a necessidade de se identificar a quais itens</p><p>de serviço, o cliente atribui maior valor. Desse modo, busca-se</p><p>um equilíbrio entre os custos e os serviços ofertados, que mais</p><p>agreguem valor, para se tentar obter um aumento no lucro.</p><p>Customização Logística</p><p>O segundo princípio é o de customizar o sistema logístico</p><p>aos requisitos de serviço e lucratividade dos segmentos de</p><p>clientes. A consciência de que nem todo cliente precisa ou deve</p><p>ser tratado da mesma forma que outros clientes.</p><p>Como, no geral, muito pouco é sabido a respeito das</p><p>verdadeiras necessidades de serviços dos clientes, muitas firmas</p><p>reagem simplesmente mantendo um elevado nível de serviço.</p><p>Isto resulta em custo de distribuição maior que o necessário e,</p><p>portanto, maior preço final para os clientes.”</p><p>Ao desenhar o sistema logístico devem ser considerados</p><p>fatores como o ramo de negócio, as características dos produtos,</p><p>a localização e as particularidades dos clientes, bem como, é</p><p>importante analisar o estágio da logística em cada segmento.</p><p>Então, é possível definir quais são os fatores realmente</p><p>diferenciadores. Por exemplo, num mercado de commodities</p><p>agregar serviços será muito significativo, principalmente,</p><p>Como o objetivo é o de maximizar o lucro, para se desenhar</p><p>adequadamente o pacote de serviços, um fator importante, mas</p><p>que representa um grave problema para muitas organizações, que</p><p>insistem em permanecer na ignorância e subestimar este assunto,</p><p>é o desconhecimento dos custos incorridos em cada atividade.</p><p>REFLITA</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 164eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 164 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 165</p><p>se isto levar à uma redução do tempo de ressuprimento e à</p><p>uma movimentação mais eficaz de materiais. Por outro lado,</p><p>no segmento de supermercados, onde já se utiliza o Efficient</p><p>Consumer Response, isto é apenas um fator qualificador.</p><p>Ou seja, conforme os fundamentos da qualidade, o</p><p>importante é atender as necessidades dos clientes e para isto é</p><p>indispensável entendê-las com clareza.</p><p>Porém, um nível de qualidade maior, com aumento de</p><p>custos, que não seja percebido pelo cliente como agregação de</p><p>valor, além de ser um desperdício, irá diminuir a lucratividade e</p><p>não terá utilidade alguma.</p><p>Uma qualidade abaixo do esperado irá levar à busca por</p><p>uma outra cadeia que possa oferecer um melhor atendimento.</p><p>Gerenciamento da Demanda</p><p>O terceiro princípio é o de ouvir os sinais do mercado e</p><p>alinhar o planejamento da demanda adequadamente ao longo</p><p>da cadeia, tentando obter previsões consistentes e melhorar a</p><p>alocação dos recursos.</p><p>A importância não só da previsão, mas da percepção da</p><p>demanda pela cadeia é fundamental para seu desempenho e pode</p><p>estabelecer um grande diferencial competitivo.</p><p>A qualidade, a confiabilidade e a rapidez no repasse da</p><p>informação aos componentes são os fatores que irão permitir a</p><p>sincronização da produção com a demanda e, consequentemente,</p><p>suportar decisões mais acertadas. Isto possibilita substituir</p><p>estoques por informações.</p><p>Na teoria isto parece ser fácil e simples, porém, na vida</p><p>real, alguns desafios precisam ser vencidos para se realizar</p><p>uma boa previsão de demanda, pois, por melhor que seja o</p><p>método utilizado, nunca se terá como resultado a certeza, mas</p><p>sim uma maior garantia para o planejamento da produção e das</p><p>necessidades de materiais.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 165eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 165 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque166</p><p>Torna-se fundamental entender que, como se trata de uma</p><p>cadeia, o objetivo a ser atingido é de melhorar a previsão de</p><p>todos os elos e não individualmente.</p><p>Isto só será possível com o estabelecimento de uma</p><p>sincronia perfeita entre os componentes para que todos percebam</p><p>e respondam, de modo adequado e rápido, aos movimentos de</p><p>aumento e decréscimo da demanda. Assim, poderão utilizar</p><p>racionalmente os recursos e melhor atender aos clientes finais.</p><p>Figura 9</p><p>Fonte: freepik</p><p>Apesar das dificuldades, para poder ofertar um nível de</p><p>serviço adequado aos clientes e, principalmente, fazê-lo com um</p><p>nível de estoques ideal ao longo da cadeia, são fundamentais</p><p>uma correta previsão e o gerenciamento da demanda.</p><p>Ou seja, se não se atingir o grau de acerto desejado,</p><p>poderá se optar pela estratégia de se manter elevado índice de</p><p>inventário, consequentemente, aumentando os custos logísticos</p><p>e diminuindo a eficiência e competitividade.</p><p>Postergação</p><p>O quarto princípio é de diferenciar o produto o mais</p><p>próximo do cliente e acelerar a conversão através da cadeia.</p><p>Muitas empresas vêm tentando tornar-se manufaturas enxutas e,</p><p>assim, cortar custos através da redução do tempo de preparação</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 166eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 166 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 167</p><p>das máquinas, da manufatura celular e do emprego de técnicas</p><p>de Just in Time.</p><p>Mas, um campo promissor tem se apresentado para aqueles</p><p>que utilizam a customização em massa, ou seja, ofertar uma</p><p>grande gama de produtos para melhor atender as necessidades</p><p>dos clientes, e que estão descobrindo as vantagens de postergar</p><p>a diferenciação do produto para o mais tarde possível.</p><p>Com a percepção de que a redução do lead time possibilita</p><p>diminuir o nível de estoque, bem como, permite responder</p><p>mais rapidamente ao mercado. Muitas empresas têm aplicado</p><p>esforços em encurtar o tempo de ressuprimento ao longo da</p><p>cadeia e acelerar a conversão das matérias-primas em produtos</p><p>acabados feitos sob medida para os clientes.</p><p>REFLITA</p><p>Este encurtamento permite aumentar a flexibilidade e</p><p>fazer a configuração final do produto mais próxima do momento</p><p>em que a demanda ocorre.</p><p>O desafio de posicionar o ponto onde o produto não possa</p><p>mais ser alterado mais próximo do consumidor, de maneira a</p><p>atender requisições particulares e permitir a oferta de opções</p><p>ao cliente, pode ser alcançado ao se utilizar a postergação, o</p><p>desenho modular e a alteração do processo produtivo. Assim, é</p><p>viável aumentar a flexibilidade e responder a crescente demanda</p><p>por variedade dos consumidores.</p><p>Um bom exemplo, empregado na indústria automobilística,</p><p>é o conceito de plataforma, que é a utilização de uma base</p><p>comum que pode ser convertida em uma gama de produtos</p><p>bastante diversificados para o consumidor.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 167eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 167 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque168</p><p>Por se tratar de uma estrutura comum, a mesma linha de</p><p>montagem pode ser utilizada, sem alterações, para a construção</p><p>de automóveis diferentes que irão atender, muitas vezes, a</p><p>públicos</p><p>com necessidades muito distintas. Isto representa uma</p><p>maneira inteligente de aumentar a flexibilidade, ofertar variedade</p><p>de produtos e, ainda, reduzir de custos de fabricação.</p><p>Figura 10</p><p>Fonte: freepik</p><p>Gerenciamento das Fontes de Suprimento</p><p>O quinto princípio é o de gerenciar estrategicamente</p><p>as fontes de suprimento para reduzir o custo total de possuir</p><p>materiais e serviços. É preciso entender que uma relação só</p><p>continua a existir se houver equilíbrio e, portanto, isso pressupõe</p><p>que as duas partes estejam satisfeitas, bem como, em vez de</p><p>um clima belicoso, é necessário um ambiente favorável para se</p><p>estabelecer a cooperação e ajuda mútua.</p><p>Para trabalhar com o Supply Chain Management a empresa</p><p>deve ter uma mentalidade muito mais aberta e inovadora, pois,</p><p>só assim, irá perceber que é preciso estabelecer relacionamentos</p><p>baseados em parcerias com os seus fornecedores e que, ao invés</p><p>de estar preocupada em obter ganhos individuais, é necessário</p><p>buscar estratégias que propiciem vantagens mútuas e otimizem</p><p>o desempenho da cadeia como um todo.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 168eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 168 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 169</p><p>O foco precisa ser alterado, os elos da cadeia não devem</p><p>competir entre si, mas sim procurar maneiras de se ajudar visando</p><p>aumentar a eficiência do todo. Isto gera uma dinâmica propícia</p><p>para a detecção e correção das falhas, bem como, para a análise</p><p>e questionamento da maneira atual pela qual as operações estão</p><p>sendo realizadas.</p><p>Assim, serão propostas inovações e melhorias que criem</p><p>novos produtos e serviços, ou alavanquem as operações, e que</p><p>sejam capazes de melhorar a capacidade competitiva da cadeia.</p><p>Somente ao alinhar os objetivos dos elos da cadeia, será</p><p>possível a busca, pelas melhorias e racionalizações para torná-</p><p>la mais competitiva. Cabe ressaltar que, está se procurando</p><p>eliminar ou, no mínimo, racionalizar todas as atividades que não</p><p>agregam valor.</p><p>Isto significa um esforço maior e mais difícil do que apenas</p><p>tentar diminuir o preço do fornecedor, pela pechincha na hora da</p><p>compra, que de pouco adianta, pois não irá atacar e eliminar as</p><p>ineficiências e não trará nenhum esforço de melhoria.</p><p>Tecnologia da Informação</p><p>O sexto princípio é o de desenvolver uma estratégia de</p><p>tecnologia de informação que englobe toda a cadeia, dando</p><p>suporte a diferentes níveis de tomada de decisão e permitindo</p><p>uma visão clara do fluxo de produtos, serviços e informações.</p><p>As empresas do mundo todo, tentando garantir sua</p><p>sobrevivência, têm se encontrado frente a frente com o desafio</p><p>de melhorar significativamente a maneira como realizam suas</p><p>operações.</p><p>Está acontecendo uma progressiva interação entre a</p><p>logística e a informação. Atualmente um dos grandes desafios é</p><p>o da substituição de estoques, que são utilizados para proteção</p><p>contra as incertezas e a ineficiência, mas que representam</p><p>pesados custos, por informações que permitam tomar, com maior</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 169eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 169 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque170</p><p>nível de certeza, as decisões de adquirir, produzir e distribuir em</p><p>sincronia com a demanda.</p><p>O gerenciamento da logística global, em verdade, é</p><p>o gerenciamento do fluxo de informações. O sistema de</p><p>informações é o mecanismo pelo qual os fluxos complexos de</p><p>materiais, peças, subconjuntos e produtos acabados podem ser</p><p>coordenados para a obtenção de um serviço a baixo custo.</p><p>Qualquer organização com aspirações a liderança global</p><p>depende da visibilidade que ela possa obter dos fluxos de</p><p>materiais, estoques e demandas, através da cadeia total.</p><p>Em resumo, no Supply Chain Management, é muito impor-</p><p>tante o comprometimento das pessoas. A consciência de que devem</p><p>trabalhar de forma integrada, a visão de que as atividades que</p><p>realizam são parte de um todo e, portanto, a importância do seu</p><p>papel, ao gerar e distribuir informações, bem como, utilizá-las para</p><p>tomar decisões que melhorem desempenho do sistema logístico</p><p>como um todo, são fundamentais para o sucesso do negócio.</p><p>Sem esta postura, os resultados esperados não serão</p><p>alcançados e os investimentos em tecnologia de informação de</p><p>pouco adiantarão.</p><p>Indicadores de Desempenho</p><p>O sétimo princípio é o de adotar indicadores de performance</p><p>do canal de distribuição da cadeia para avaliar o seu sucesso em</p><p>atingir de modo eficiente o consumidor final.</p><p>Portanto, o fundamental é entender, com clareza, o</p><p>processo, seus propósitos, os objetivos desejados e quais</p><p>resultados são esperados, isto sem perder de vista a ótica do</p><p>cliente. Desta forma, será possível elaborar uma metodologia</p><p>de controle e avaliação que mostre o desempenho que se está</p><p>obtendo, quais os pontos fortes e os pontos fracos e enxergar</p><p>os desvios, ou seja, o que está acontecendo de modo diferente</p><p>daquilo que foi planejado.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 170eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 170 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 171</p><p>Se para uma empresa isoladamente isto já é um desafio,</p><p>quando se pensa em medir a performance de uma cadeia a</p><p>dificuldade é ampliada, mas a importância também aumenta na</p><p>mesma proporção.</p><p>Para isto, a cultura das empresas deve estar adaptada ao</p><p>Supply Chain Management, pois é necessário que se abandone</p><p>a ideia de que medir somente o desempenho individual garante</p><p>um bom desempenho da cadeia.</p><p>De fato, é preciso entender que se deve medir a performance</p><p>coletiva e, principalmente, a da interface entre cada um dos elos.</p><p>Só assim, será possível determinar se está havendo sinergia ou</p><p>sobreposição entre estes.</p><p>Apesar da dificuldade em se determinar um conjunto ideal</p><p>e universal, somente a utilização de indicadores comuns irá</p><p>facilitar a detecção dos problemas, o entendimento de onde</p><p>estes estão acontecendo, bem como, permitirá uma análise</p><p>do conjunto de operações e a elaboração de uma política que</p><p>otimize as possíveis sinergias entre os elos da cadeia.</p><p>EXPLICANDO MELHOR+++</p><p>Isto poderá garantir a redução de custos, o aumento da</p><p>lucratividade e, principalmente, o eficiente atendimento ao</p><p>consumidor final.</p><p>Conclusão</p><p>Para entender a crescente aceitação do Supply Chain Mana-</p><p>gement, é preciso lembrar que, recentemente, muitas empresas</p><p>adotaram estratégias baseadas na redução de seus custos, no</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 171eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 171 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque172</p><p>enxugamento de suas operações e na redução de seus quadros de</p><p>pessoal com o objetivo de aumentar sua competitividade.</p><p>Com isto, voltaram a se concentrar em seu negócio, corrigiram</p><p>seus desvios estratégicos, adotaram conceitos de produção enxuta e</p><p>se preparam para competir num mercado globalizado.</p><p>Ao trilhar este caminho doloroso, ficou evidente que</p><p>estas estratégias somente seriam eficientes no curto prazo e que</p><p>deveriam prepará-las para uma próxima fase.</p><p>No longo prazo, para evitar seu desaparecimento, as</p><p>empresas precisariam aumentar suas vendas e lucratividade.</p><p>Portanto, teriam que desenvolver novos produtos, customizar</p><p>os produtos existentes, entrar em novos mercados, ter foco nos</p><p>clientes, criar sinergias com seus fornecedores e agregar mais</p><p>valor aos seus clientes finais. A pergunta que se faziam era: Como</p><p>fazer tudo isto ao tempo?</p><p>Ao possibilitar simultaneamente reduzir o inventário,</p><p>diminuir o custo, cumprir o prazo de entrega, reduzir o ciclo</p><p>logístico, aumentar as vendas, incrementar o giro de estoques,</p><p>agregar mais valor, integrar e alinhar os objetivos de clientes e</p><p>fornecedores, bem como, aumentar a visibilidade do fluxo de</p><p>materiais, o Supply Chain Management tornou-se o caminho para</p><p>que as empresas</p><p>pudessem voltar a crescer e interrompessem um</p><p>ciclo reducionista que poderia levá-las a deixar de existir.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 172eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 172 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 173</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>UNIDADE 01</p><p>BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos.</p><p>4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.</p><p>BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Logística empresarial:</p><p>o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo:</p><p>Atlas, 2001.</p><p>CHITALE, A.K.; GUPTA, R.C. Materials Management:</p><p>Text and Cases (2. edition). Nova Delhi: PHI, 2011.</p><p>DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma</p><p>abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>POZO, H. Administração de recursos materiais e</p><p>patrimoniais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2001.</p><p>VIANA, J. J. Administração de Materiais: um enfoque</p><p>prático. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>UNIDADE 02</p><p>BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos.</p><p>4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.</p><p>BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Logística empresarial:</p><p>o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo:</p><p>Atlas, 2001.</p><p>CHITALE, A. K.; GUPTA, R. C. Materials Management:</p><p>Text and Cases (2. edition). Nova Delhi: PHI, 2011.</p><p>CHRISTOPHER, M. Logística e gerenciamento da cadeia</p><p>de suprimentos. São Paulo: Pioneira, 1997.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 173eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 173 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque174</p><p>DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma</p><p>abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>POZO, H. Administração de recursos materiais e patrimo-</p><p>niais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2001.</p><p>VIANA, J. J. Administração de Materiais: um enfoque</p><p>prático. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>UNIDADE 03</p><p>BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de supri-</p><p>mentos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.</p><p>BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Logística empresarial:</p><p>o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo:</p><p>Atlas, 2001.</p><p>CHITALE, A.K.; GUPTA, R.C. Materials Management:</p><p>Text and Cases (2. edition). Nova Delhi: PHI, 2011.</p><p>DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma aborda-</p><p>gem logística. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>POZO, H. Administração de recursos materiais e patrimo-</p><p>niais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2001.</p><p>VIANA, J. J. Administração de Materiais: um enfoque</p><p>prático. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>UNIDADE 04</p><p>BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos.</p><p>4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.</p><p>BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Logística empresarial:</p><p>o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo:</p><p>Atlas, 2001.</p><p>CHITALE, A. K.; GUPTA, R.C. Materials Management:</p><p>Text and Cases (2. edition). Nova Delhi: PHI, 2011.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 174eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 174 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque 175</p><p>DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma</p><p>abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>POZO, H. Administração de recursos materiais e patrimo-</p><p>niais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2001.</p><p>VIANA, J. J. Administração de Materiais: um enfoque</p><p>prático. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 175eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 175 02/07/2020 17:46:5502/07/2020 17:46:55</p><p>Gestão de Estoque176</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 176eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 176 02/07/2020 17:46:5602/07/2020 17:46:56</p><p>Capa E-Book_Gestão de Estoque_TELESAPIENS</p><p>E-Book Completo_Gestão de Estoque_TELESAPIENS</p><p>22eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 22 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão de Estoque 23</p><p>Figura 09</p><p>Adaptado de: Objetivos primários e secundários da Administração de Materiais BOWERSOX; CLOSS (2001)</p><p>Objetivos da Gestão de Estoques</p><p>Os objetivos típicos da Administração de Materiais devem</p><p>ser enfatizados, por contribuírem, de alguma forma, para a</p><p>conquista de alguns objetivos e metas estratégicas da companhia.</p><p>Se a contribuição for diretamente obtida pela função</p><p>materiais, é denominado objetivo primário; se for indireta,</p><p>caso em que a capacidade de serviço ou a equipe de assessoria</p><p>do departamento de materiais geram resultados para outro</p><p>departamento realizar seus objetivos, é considerado objetivo</p><p>secundário, conforme a fi gura a seguir:</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 23eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 23 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão de Estoque24</p><p>No entanto, o principal objetivo do setor é realizar o</p><p>chamado efeito lubrificante na relação produção/vendas.</p><p>Aumentos repentinos no consumo são absorvidos pelos estoques,</p><p>até que o ritmo de produção seja ajustado para suprir o consumo</p><p>maior.</p><p>Sem estoques, ou com níveis de estoques baixos, um</p><p>aumento rápido do consumo pode não ser atendido plenamente.</p><p>Outro objetivo a ser considerado é a minimização do capital</p><p>investido. Isso porque o capital investido exige retorno, e os</p><p>estoques, por si só, não geram retorno. Uma gestão eficiente</p><p>de estoques aumenta o retorno da empresa como um todo, pela</p><p>diminuição do capital investido nos mesmos.</p><p>IMPORTANTE</p><p>No entanto, mesmo com os objetivos claros, temos que</p><p>estar atentos aos conflitos departamentais sobre estoque. Isso</p><p>ocorre devido ao fato de que a área financeira prefere estoques</p><p>baixos, para reduzir gastos com capital e armazenagem, e para</p><p>melhorar índices de retorno.</p><p>Em relação, as áreas de compras, comercial e de produção</p><p>preferem estoques altos, pois permitem menores preços, uma</p><p>maior margem de manobra e folga na produção, e diminuem o</p><p>risco de faltas.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 24eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 24 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão de Estoque 25</p><p>Figura 10</p><p>Figura 11</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Com isso, um departamento independente assume a</p><p>administração dos estoques, conciliando os conflitos descritos</p><p>anteriormente. Além disso, vai promover a integração das</p><p>atividades aos estoques, controlando-as através de sistemas</p><p>adequados.</p><p>Por fim, vai se preocupar não apenas com o fluxo das</p><p>compras e vendas, mas também com as relações de cada</p><p>integrante da cadeia de produção e distribuição.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 25eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 25 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão de Estoque26</p><p>Temos que saber também, quais são os sintomas de</p><p>deficiência no controle de estoques. Dentre eles, temos os</p><p>seguintes :</p><p>� Frequentes dilatações dos prazos de entrega para os</p><p>produtos acabados e dos tempos de reposição para matéria-</p><p>prima;</p><p>�Quantidades maiores de estoque, com produção</p><p>constante;</p><p>�Elevação dos cancelamentos de pedidos e devoluções</p><p>de produtos acabados;</p><p>�Variação excessiva da quantidade a ser produzida;</p><p>� Produção parada frequentemente por falta de material;</p><p>� Falta de espaço para armazenamento;</p><p>�Baixa rotatividade dos estoques;</p><p>�Altos níveis de obsolescência.</p><p>Políticas de Estoque</p><p>As políticas são fundamentais na gestão dos estoques</p><p>em situações econômicas adversas. Elas exigem uma correta</p><p>implantação, para que não “engesse” a capacidade de resposta</p><p>da empresa às circunstâncias de mercado.</p><p>Além disso, possuem importância vital em períodos</p><p>inflacionários, pois demanda tende a cair e custos aumentam</p><p>constantemente. As principais diretrizes das políticas de</p><p>estoques são :</p><p>�metas quanto ao tempo de entrega dos produtos aos</p><p>clientes;</p><p>� definição do número de depósitos e/ou de almoxarifados</p><p>e da lista de materiais a serem estocados neles;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 26eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 26 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão de Estoque 27</p><p>Figura 12</p><p>Fonte: Freepik</p><p>� até que nível deverão flutuar os estoques para atender</p><p>a uma alta ou baixa das vendas ou a uma alteração de</p><p>consumo;</p><p>� limites na especulação com estoques, em compras</p><p>antecipadas com preços mais baixos ou ao se comprar</p><p>quantidades maiores para obtenção de desconto;</p><p>� definição da rotatividade dos estoques.</p><p>Devemos saber também, como estabelecer o grau de</p><p>atendimento. É ele que indica a quantidade, em percentagem</p><p>sobre a previsão de vendas, que deverá ser fornecida de matéria-</p><p>prima ou produto acabado pelo almoxarifado. Por exemplo: se</p><p>o grau de atendimento foi determinado em 95% e a previsão</p><p>de vendas mensais é de 600 unidades, a quantidade para</p><p>fornecimento vai ser igual à 0,95 x 600, que resultara em um</p><p>atendimento de 570 unidades.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 27eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 27 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão de Estoque28</p><p>Controle de Estoques</p><p>As funções principais dos controles de estoques recaem</p><p>sobre:</p><p>a. determinar “o que” deve permanecer em estoque:</p><p>número de itens;</p><p>b. determinar “quando” se devem reabastecer os estoques:</p><p>periodicidade;</p><p>c. determinar “quanto” de estoque será necessário para</p><p>um período predeterminado: quantidade de compra;</p><p>d. acionar o departamento de compras para executar</p><p>aquisição de estoque: solicitação de compras;</p><p>e. receber, armazenar e guardar os materiais estocados de</p><p>acordo com as necessidades;</p><p>f. controlar os estoques em termos de quantidade e valor,</p><p>bem como fornecer informações sobre a posição do</p><p>estoque;</p><p>g. manter inventários periódicos para avaliação das</p><p>quantidades e estados dos materiais estocados;</p><p>h. identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e</p><p>danificados.</p><p>Também devemos saber quais são os tipos de materiais</p><p>em estoque, que são: Matérias-primas, Produtos em processo,</p><p>Produtos acabados e Materiais auxiliares e de manutenção.</p><p>Matérias-Primas são todos os materiais agregados aos</p><p>produtos acabados e o seu consumo proporcional ao volume</p><p>de produção. O nível dos estoques dependente de: Tempo de</p><p>reposição, Consumo, Custo e Características físicas.</p><p>Os Produtos em Processo são aqueles em estágio</p><p>intermediário de produção, onde o nível dos estoques será</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 28eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 28 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão de Estoque 29</p><p>Figura 13</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Já os Produtos Acabados se tratam do resultado final do</p><p>processo produtivo que “aguardam” a venda. Temos aqui duas</p><p>formas de lidar com este tipo de estoque.</p><p>Primeiro, se a produção por encomenda. Nesse casso,</p><p>teremos baixos níveis de estoques de produtos acabados, visto</p><p>que as vendas são negociadas antes da produção</p><p>Segundo, se a Produção para estoque. Nesse casso, teremos</p><p>altos níveis de estoques, pois a venda ocorre após a produção.</p><p>Aqui, o volume de produção determinado pela previsão de</p><p>vendas e custos de fabricação.</p><p>Por fim, temos os Materiais Auxiliares e de Manutenção</p><p>que não são usados diretamente nos produtos, como ferramentas</p><p>de manutenção, equipamentos de proteção, entre outros. Eles</p><p>são tão importantes quanto os anteriores, visto que podem causar</p><p>interrupção da produção.</p><p>dependente da extensão do processo produtivo e da complexidade</p><p>do processo produtivo.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 29eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 29 02/07/2020 17:46:4402/07/2020 17:46:44</p><p>Gestão</p><p>de Estoque30</p><p>Métodos de Previsão de Consumo</p><p>Na maior parte das organizações, a previsão da demanda é</p><p>responsabilidade dos departamentos de vendas e/ ou marketing.</p><p>É, entretanto, um insumo (input) principal para a decisão do</p><p>planejamento e controle de capacidade, que é normalmente uma</p><p>responsabilidade de gerência de produção.</p><p>Sem uma estimativa da demanda futura não é possível</p><p>planejar efetivamente para futuros eventos, somente reagir a eles.</p><p>Por isso é importante que os gerentes de produção entendam a</p><p>base e os fundamentos lógicos para essas previsões de demanda.</p><p>No que diz respeito a planejamento e controle de capacidade, há</p><p>três requisitos para uma previsão de consumo :</p><p>a. Ser expressa em termos úteis para o planejamento e</p><p>controle de capacidade;</p><p>b. Ser tão exata quanto possível;</p><p>c. Dar uma indicação da incerteza relativa.</p><p>Figura 14</p><p>Fonte: Adaptado de: DIAS (2011)</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 30eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 30 02/07/2020 17:46:4502/07/2020 17:46:45</p><p>Gestão de Estoque 31</p><p>Em muitas organizações, o planejamento e controle da</p><p>capacidade está preocupado em lidar com flutuações sazonais</p><p>da demanda. Quase todos os produtos e serviços têm alguma</p><p>sazonalidade da demanda, e alguns também têm sazonalidade</p><p>de suprimentos.</p><p>Essas flutuações na demanda, ou no suprimento, podem ser</p><p>razoavelmente previsíveis, mas algumas normalmente também</p><p>são afetadas por variações inesperadas no clima e por evolução</p><p>das condições econômicas.</p><p>Assim, para minimizar os prejuízos decorrentes da</p><p>incerteza, temos os chamados Métodos de Previsão de Consumo.</p><p>O mais elementar deles é o Método do Último Período, que</p><p>se trata de um método grosseiro e sem base matemática, que</p><p>consiste em considerar como previsão de consumo para um</p><p>período o consumo realizado no período precedente.</p><p>Temos também o Método da Média Móvel, que se trata de</p><p>um aprimoramento do método anterior e consiste em considerar</p><p>como previsão de consumo para um período a média dos</p><p>consumos realizados em um determinado número de períodos</p><p>precedentes.</p><p>Nesse caso, para padrões de consumo crescentes, a</p><p>previsão será sempre menor que o consumo efetivo, e vice-</p><p>versa. O cálculo pode ser realizado conforme a fórmula a seguir:</p><p>Onde:</p><p>CM = Consumo Médio</p><p>C = Consumo nos períodos anteriores</p><p>n = Número de períodos</p><p>As desvantagens desse método são que as médias móveis</p><p>podem gerar movimentos cíclicos, ou de outra natureza não</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 31eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 31 02/07/2020 17:46:4502/07/2020 17:46:45</p><p>Gestão de Estoque32</p><p>existente nos dados originais. Além disso, são afetadas pelos</p><p>valores extremos, mas isso pode ser superado utilizando-se a</p><p>média móvel ponderada com pesos apropriados.</p><p>Outra desvantagem é que as observações mais antigas têm</p><p>o mesmo peso que as atuais e exige a manutenção de um número</p><p>muito grande de dados.</p><p>Em contrapartida as vantagens do método é a simplicidade</p><p>e facilidade de implantação e a possibilidade de processamento</p><p>manual.</p><p>Como variação da Média Móvel, temos o Método da</p><p>Média Móvel Ponderada, onde os consumos nos períodos mais</p><p>recentes recebem peso maior. Ela pode ser obtida da seguinte</p><p>forma:</p><p>Onde:</p><p>PC = Previsão de Consumo</p><p>C = Consumo nos períodos anteriores</p><p>X = Fatores de importância</p><p>Temos também o Método da Média com Ponderação</p><p>Exponencial, que se trata de um método relativamente simples,</p><p>que precisa de três dados:</p><p>a. Previsão do último período;</p><p>b. Consumo efetivo no último período;</p><p>c. Determinação do coeficiente de ajustamento.</p><p>Este método, busca prever o consumo seguindo sua</p><p>tendência geral e eliminando variações aleatórias. No entanto,</p><p>ele não deve ser utilizado com padrões de consumo de flutuações</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 32eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 32 02/07/2020 17:46:4502/07/2020 17:46:45</p><p>Gestão de Estoque 33</p><p>somente aleatórias, com tendência crescente/decrescente ou</p><p>cíclicos. O seu cálculo pode ser obtido da seguinte forma:</p><p>Onde:</p><p>PC = Previsão de Consumo</p><p>C = Previsão de Consumo no Período Anterior</p><p>P = Consumo Efetivo no Período Anterior</p><p>α = Coeficiente de Ajustamento</p><p>Custos de Estoque</p><p>�Dentre os principais custos relacionados aos estoques,</p><p>temos:</p><p>�Custos de capital: juros e depreciação</p><p>�Custos com pessoal: salários e encargos sociais</p><p>�Custos com edificação: aluguéis, impostos, luz e</p><p>conservação</p><p>�Custos de manutenção: deterioração, obsolescência e</p><p>equipamento</p><p>Além disso, temos outros tipos de custos que são essenciais</p><p>para a definição dos valores de estoque. O primeiro deles são os</p><p>Custos de Armazenagem que são calculados com base no estoque</p><p>médio e indicados como percentagem do valor em estoque.</p><p>Esses custos são proporcionais à quantidade em estoque e</p><p>ao tempo de permanência em estoque e determinados por meio</p><p>de fórmulas e modelos matemáticos.</p><p>A fórmula geral para cálculo dos Custos de Armazenagem é:</p><p>CA = (Q/2) x T x P x I</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 33eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 33 02/07/2020 17:46:4502/07/2020 17:46:45</p><p>Gestão de Estoque34</p><p>Figura 14</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Temos também os chamados Custos de Pedido, onde as</p><p>principais despesas associadas são: Mão-de-obra; Materiais</p><p>utilizados na confecção dos pedidos e; Custos indiretos (telefone,</p><p>energia, custos do departamento). O custo total do pedido é</p><p>calculado da seguinte forma:</p><p>CTP = n x B</p><p>onde:</p><p>n = número de pedidos no período</p><p>B = custo unitário do pedido</p><p>onde:</p><p>Q = Quantidade de material em estoque no tempo</p><p>considerado</p><p>P = Preço unitário do material</p><p>I = Taxa de armazenamento, expressa geralmente em</p><p>termos de percentagem do custo unitário</p><p>T = Tempo considerado de armazenagem</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 34eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 34 02/07/2020 17:46:4502/07/2020 17:46:45</p><p>Gestão de Estoque 35</p><p>Dessa forma, podemos dizer que o Custo Total de Estoque,</p><p>seria a soma dos Custos de Armazenagem com o Custo total do</p><p>pedido, podendo ser calculado da seguinte forma:</p><p>CT = (C/Q) x B + (Q/2) x P x I</p><p>Assim, o grande objetivo da Gestão de Estoque é Determinar</p><p>o Q (quantidade do lote de compra) que vai minimizar o Custo</p><p>Total. Este cálculo e todos os elementos relativos ao Lote</p><p>Econômico de Compras, será tratado em detalhes na Unidade 3.</p><p>Níveis de Estoque</p><p>Os estoques se tratam de recursos ociosos que possuem</p><p>valor econômico, que representam um investimento destinado a</p><p>incrementar as atividades de produção e servir aos clientes.</p><p>Figura 15</p><p>Fonte: Freepik</p><p>O gerenciamento moderno avalia e dimensiona</p><p>convenientemente os estoques em bases científicas, substituindo</p><p>o empirismo por soluções. Toda empresa deve definir a forma</p><p>como administra seus estoques buscando saber quando e quanto</p><p>comprar, obtendo dessa maneira vantagem competitiva.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 35eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 35 02/07/2020 17:46:4502/07/2020 17:46:45</p><p>Gestão de Estoque36</p><p>Figura 16</p><p>Fonte: Adaptado de DIAS (2011)</p><p>Para isso devemos saber como entender e estipular os</p><p>níveis de estoque das empresas, sobretudo, entender os gráficos</p><p>de estoques são uma representação gráfica da variação dos</p><p>estoques em função do tempo.</p><p>O modelo mais utilizado se trata da chamada Curva Dente</p><p>de Serra (figura a seguir), cujas premissas recaem sobre:</p><p>� não existir alteração de consumo durante o tempo T;</p><p>� não ocorrerem falhas administrativas que provoquem</p><p>um atraso ao solicitar compra;</p><p>� o fornecedor da peça nunca atrasar sua entrega;</p><p>nenhuma entrega do fornecedor for rejeitada pelo controle</p><p>de qualidade.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 36eBook Completo para Impressao</p><p>- Gestao de Estoque - Aberto.indd 36 02/07/2020 17:46:4502/07/2020 17:46:45</p><p>Gestão de Estoque 37</p><p>As premissas citadas anteriormente, na prática, são muitas vezes</p><p>quebradas, o que gera um risco considerável de falta de estoque. A</p><p>gestão de estoque deve minimizar esse risco utilizando métodos</p><p>eficazes e que não incorram em aumentos substanciais nos níveis</p><p>de estoque.</p><p>IMPORTANTE</p><p>Também temos que saber qual é o nível de Estoque</p><p>Mínimo, que se trata de uma das alternativas de redução do risco</p><p>de falta de estoque é a adoção de um estoque mínimo.</p><p>Aqui, o estoque de determinado item deve ser reabastecido</p><p>ao atingir o nível mínimo. Essa quantidade será útil na ocorrência</p><p>de imprevistos que atrasem a reposição, suprindo o consumo até</p><p>a efetiva reposição, conforme nos mostra a figura a seguir:</p><p>Figura 17</p><p>Fonte: Adaptado de DIAS (2011)</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 37eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 37 02/07/2020 17:46:4602/07/2020 17:46:46</p><p>Gestão de Estoque38</p><p>Figura 18</p><p>Fonte: Adaptado de DIAS (2011)</p><p>Com o estoque mínimo definido, devemos saber qual é o</p><p>Ponto de Pedido, que se trata do nível de estoque que funciona</p><p>como gatilho do pedido. Aqui se leva em consideração o tempo</p><p>de reposição, que é o tempo gasto desde o início do processo de</p><p>pedido até que o material esteja disponível para consumo.</p><p>Algumas etapas devem ser observadas em relação ao</p><p>tempo de reposição:</p><p>a. Emissão do pedido: emissão do pedido e recebimento</p><p>pelo fornecedor;</p><p>b. Preparação do pedido: tempo para fabricação,</p><p>separação, faturamento e despacho;</p><p>c. Transporte: saída do material do fornecedor até o</p><p>recebimento do mesmo para consumo.</p><p>O processo de reposição do estoque deve ser iniciado</p><p>quando o estoque virtual atingir um nível predeterminado, que</p><p>é o ponto de pedido (PP) que pode ser calculado da seguinte</p><p>forma:</p><p>CA = (Q/2) x T x P x I</p><p>onde:</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 38eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 38 02/07/2020 17:46:4602/07/2020 17:46:46</p><p>Gestão de Estoque 39</p><p>Q = Quantidade de material em estoque no tempo</p><p>considerado</p><p>P = Preço unitário do material</p><p>I = Taxa de armazenamento, expressa geralmente em</p><p>termos de percentagem do custo unitário</p><p>T = Tempo considerado de armazenagem</p><p>Outros conceitos que devemos entender são</p><p>�Consumo médio mensal (CM): média aritmética</p><p>dos consumos realizados em determinado número de meses</p><p>precedentes.</p><p>�Estoque mínimo (E.Mn): quantidade de estoque que só</p><p>será utilizada em caso de exceção; determinado estrategicamente</p><p>�Estoque máximo (E.Mx): é atingido assim que um</p><p>ressuprimento entra no estoque; soma do estoque mínimo com o</p><p>lote de compra (Q), onde a fórmula é E.Mx = E.Mn + Q</p><p>�Estoque médio (EM): nível médio do estoque ao longo</p><p>das operações, cuja o cálculo pode ser realizado pela fórmula</p><p>EM = E.Mn + Q/2</p><p>� Intervalo de ressuprimento: período de tempo entre dois</p><p>ressuprimentos consecutivos; pode ser fixado dentro de qualquer</p><p>limite, dependendo das quantidades compradas</p><p>�Ruptura do estoque: esvaziamento completo do estoque,</p><p>de modo a não se poder atender a pedidos internos da produção</p><p>ou de clientes externos</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 39eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 39 02/07/2020 17:46:4602/07/2020 17:46:46</p><p>Gestão de Estoque40</p><p>O estoque mínimo também é conhecido como Estoque de</p><p>Segurança. Se trata da a quantidade mínima possível capaz de</p><p>suportar um tempo de ressuprimento superior ao programado.</p><p>A fim de se evitar a ruptura no estoque e objetivando o</p><p>funcionamento ininterrupto e eficiente do processo produtivo,</p><p>faz-se necessário a implementação de um estoque mínimo ou de</p><p>segurança.</p><p>Figura 19</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Definir o estoque mínimo é um fator de suma importância</p><p>para o gerenciamento do estoque, pois está diretamente ligada</p><p>ao grau de imobilização financeira da empresa. Estabelecer</p><p>um alto percentual para estoque mínimo a fim de não acarretar</p><p>falta de material em estoque, apresentará um alto custo de</p><p>armazenagem.</p><p>Métodos de Determinação do Estoque Mínimo</p><p>SAIBA MAIS</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 40eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 40 02/07/2020 17:46:4602/07/2020 17:46:46</p><p>Gestão de Estoque 41</p><p>Em contrapartida, definir uma margem de segurança muito</p><p>baixa proporcionaria um alto custo de esgotamento, que é aquele</p><p>custo por não dispor o material quando necessário. As causas</p><p>mais comuns das faltas de estoque são:</p><p>a. Oscilações no consumo;</p><p>b. Tempo de Reposição;</p><p>c. Rejeição por parte do Controle de Qualidade;</p><p>d. Remessa diferente do solicitado;</p><p>e. Diferenças no inventário.</p><p>Temos diferentes formas de estabelecer o estoque mínimo,</p><p>vamos a elas:</p><p>� Fórmula Simples: EMn = C x K , onde</p><p>C = consumo médio mensal</p><p>K = fator de segurança contra risco de ruptura</p><p>O fator K é proporcional ao grau de atendimento desejado</p><p>para o item em questão.</p><p>�Método da Raiz Quadrada: Este método considera que</p><p>o tempo de reposição (TR) não varia mais do que a raiz</p><p>quadrada de seu valor. Só deve ser usado se: o consumo</p><p>durante o tempo de reposição for pequeno, menor que</p><p>20 unidades; o consumo do material for irregular e; a</p><p>quantidade requisitada ao almoxarifado seja igual a 1. A</p><p>fórmula para cálculo é EMn= CxTR</p><p>�Método da Percentagem do Consumo: Este método</p><p>considera os consumos passados, medidos em um gráfico</p><p>de distribuição acumulativa. Pode ser calculado pela</p><p>fórmula EMn = (C.máx – C.médio) x TR</p><p>�Estoque Mínimo com Alteração de Consumo e Tempo</p><p>de Reposição: Com relação aos métodos anteriores, tem a</p><p>vantagem de poder ser aplicado em situações de mudanças</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 41eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 41 02/07/2020 17:46:4602/07/2020 17:46:46</p><p>Gestão de Estoque42</p><p>ou</p><p>no consumo e tempo de reposição, o que é mais compatível</p><p>com os casos concretos. Pode ser calculado por EMn = T1</p><p>x (C2 – C1) + C2 x T4. Se não houver atraso no tempo de</p><p>reposição, a fórmula se reduz para EMn = T1 x (C2 – C1)</p><p>Onde:</p><p>T1 = duração do estoque com o consumo inicial</p><p>C1 = consumo inicial</p><p>C2 = consumo alterado</p><p>T4 = atraso no tempo de reposição</p><p>Giro do Estoque</p><p>O giro do estoque permite comparar efi ciência na</p><p>administração dos estoques entre empresas de um mesmo</p><p>setor. As empresas normalmente determinam a meta do giro de</p><p>estoques e então avaliam o desempenho real.</p><p>A apreciação do índice de rotatividade fornece elementos</p><p>para a aferição do comportamento do estoque, por meio da</p><p>comparação com índices de anos anteriores ou mesmo com</p><p>índices de empresas congêneres, fornecendo subsídios valiosos</p><p>para ações e decisões que se fi zerem necessárias.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 42eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 42 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque 43</p><p>UNIDADE</p><p>02</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 43eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 43 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque44</p><p>Olá, meu caro aluno! Tudo bem com você? A nossa</p><p>disciplina está tratando da Gestão de Suprimentos, Logística</p><p>e Transporte, onde estamos vendo sobre a importância desta</p><p>área essencial para o aumento da competitividade de qualquer</p><p>empresa, pois trata diretamente de um dos principais setores</p><p>quando o tema é a eficiência de custos.</p><p>Nesta terceira unidade, o essencial é que você entenda</p><p>como ocorrem os processos de classificação e codificação</p><p>de materiais. Serão apresentados aqui alguns dos principais</p><p>conceitos e métodos para sistematização da codificação dos</p><p>materiais em nossos estoques.</p><p>Também será apresentado para você como ocorrem os</p><p>processos de padronização e redução da variedade de itens</p><p>do</p><p>estoque, com o objetivo de facilitar o controle dos itens que</p><p>o compõe. Além disso, você verá os critérios utilizados para</p><p>embalagem e unitização de cargas. Entendeu? Ao longo desta</p><p>unidade letiva você vai mergulhar neste universo!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 44eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 44 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque 45</p><p>Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo</p><p>é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências</p><p>profissionais até o término desta etapa de estudos:</p><p>OBJETIVOS</p><p>1 Entender as formas de classificação e codificação</p><p>de materiais;</p><p>2 Analisar o processo de codificação e padronização</p><p>de itens;</p><p>3 Avaliar os materiais, mercadorias, bens e cargas;</p><p>4 Entender o processo de embalagem e unitização de</p><p>cargas.</p><p>Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao</p><p>conhecimento? Ao trabalho!</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 45eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 45 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque46</p><p>Classificação, Codificação e Padronização</p><p>de Materiais</p><p>Toda organização armazena um grande número de itens,</p><p>geralmente mantidos em seus depósitos, armazéns e centros de</p><p>distribuição, requerendo um sistema adequado para a sua identi-</p><p>ficação para evitar falhas e mal-entendidos na hora de localizá-los.</p><p>Qualquer erro no momento da identificação e localização dos itens</p><p>atrasará a entrega dos materiais, desperdiçará tempo na operação</p><p>do almoxarifado, e consequentemente, a produtividade do Departa-</p><p>mento de Materiais será afetada adversamente.</p><p>O Gerente de Materiais, que é responsável pela classificação</p><p>dos materiais ao serem recepcionados, inspecionados, registrados</p><p>e enviados para estocagem nos depósitos, deverá adotar um</p><p>sistema amplo de classificação de materiais de acordo com a</p><p>sua natureza, usabilidade e serviço para que isto não se torne um</p><p>problema crucial para a gestão logística.</p><p>E então? Motivado para desenvolver esta competência?</p><p>Então vamos lá. Avante!</p><p>Mas, em que consiste a classificação dos materiais? Classificar</p><p>os materiais significa agrupá‑los por características semelhantes</p><p>(VIANA, 2002). Para uma excelente classificação de materiais,</p><p>precisamos inserir um sistema que tenha uma capacidade enorme</p><p>de resolução e que tenha uma gama de características e não somente</p><p>materiais a classificar; flexibilidade, permitindo correspondências</p><p>entre os vários tipos de classificação; e praticidade, permitindo</p><p>uma classificação direta e simples.</p><p>REFLITA</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 46eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 46 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque 47</p><p>Classificação de Materiais</p><p>E como podemos classificar os materiais em uma indústria?</p><p>Em uma planta, almoxarifado ou armazém industrial, os materiais</p><p>são classificados nas seguintes categorias (DIAS, 2010):</p><p>a. Matérias‑primas: itens comprados dos produtores</p><p>ou fabricantes originais e usados diretamente ou sujeitos a um</p><p>processo de transformação na fabricação dos produtos da empresa,</p><p>como os plásticos granulados, que são convertidos em peças</p><p>moldadas de plástico que, por sua vez, serão matérias‑primas para</p><p>a montagem de algum produto ao longo da cadeia de suprimento.</p><p>b. Componentes de compra: itens acabados que a</p><p>maioria das indústrias compra de fornecedores e efetua sua</p><p>montagem para obter um produto acabado. Em geral, 95%</p><p>dos componentes comprados não representam a competência</p><p>essencial da compradora, mas os 5% dos componentes fabricados</p><p>internamente e que representam a competência essencial da</p><p>empresa e participam do produto final, sendo usualmente peças</p><p>críticas de elevado valor.</p><p>c. Materiais em processo: categoria representada por</p><p>materiais em estado semiacabado como resultado de operação</p><p>que está sendo realizada com as matérias‑primas adquiridas</p><p>externamente, e que constitui uma grande proporção do</p><p>inventário mantido;</p><p>d. Bens ou produtos acabados: aqueles finalmente</p><p>produzidos e prontos para serem comercializados, e que servem</p><p>de “estoque regulador” entre o Departamento de Produção e o</p><p>de Marketing.</p><p>Considerando a diversidade dos itens mantidos em estoque</p><p>nos depósitos e armazéns para apoio ou uso na produção,</p><p>podemos chamar a atenção das seguintes categorias (CHITALE;</p><p>GUPTA, 2011):</p><p>a. Peças de reposição: itens relevantes que, em geral, repre-</p><p>sentam a reserva de componentes do equipamento de produção</p><p>que converte as matérias‑primas em produtos acabados, sendo</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 47eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 47 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque48</p><p>classificados em três categorias: as vitais, pertencentes às máquinas</p><p>cruciais cuja interrupção no funcionamento leva a uma paralização</p><p>de toda a produção; as essenciais, pertencentes aos equipamentos</p><p>da categoria seguinte, que estão disponíveis em maior número e</p><p>desempenham operações de semi acabamento; e as desejáveis,</p><p>pertencentes equipamento de acabamento, em maior número.</p><p>b. Consumíveis: materiais usados no processo de fabri-</p><p>cação e que não podem ser reusados com o mesmo propósito,</p><p>incluindo carvão, óleo mineral, lubrificantes, estopa de algodão,</p><p>tintas, mate‑ riais de escritório, etc.</p><p>c. Combustíveis: itens do estoque de consumíveis usados</p><p>direta‑ mente na produção como óleo para fornalhas, fornos etc.;</p><p>em certos casos, esses itens são considerados matérias‑primas;</p><p>por exemplo, o carvão é um combustível, mas também</p><p>matéria‑prima para a produção de ferro e aço.</p><p>d. Inflamáveis: itens que, devido à sua natureza perigosa,</p><p>são estoca‑ dos geralmente o mais distante possível do prédio</p><p>principal, com a presença de equipamento de combate a incêndio</p><p>instalado bem próximo, e que incluem tintas, vernizes, solventes</p><p>e filmes plásticos.</p><p>e. Produtos químicos: que devem ser armazenados,</p><p>preservados e despachados com segurança, visto que o seu uso</p><p>poderá pôr em risco até mesmo vidas humanas; e que incluem</p><p>gases tóxicos e ácidos.</p><p>Outro item importante a ser analisado é de como é utilizado</p><p>o material. Sobre a sua condição e usabilidade, esses materiais</p><p>podem ser classificados em (DIAS, 2010):</p><p>a. itens servíveis, que ficam temporariamente fora de</p><p>funcionamento e, após reparo, tornam‑se novamente funcionais;</p><p>b. itens inservíveis, que incluem as sucatas – que já ultra-</p><p>passaram a vida útil e são destinados ao descarte; e os obsoletos</p><p>– itens antiquados e fora de uso devido às novas invenções no</p><p>design, utilização;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 48eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 48 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque 49</p><p>c. itens acabados e semiacabados, sendo acabados aqueles</p><p>prontos para venda e semiacabados os que requerem processamento</p><p>posterior na produção antes de serem postos à venda;</p><p>d. Itens de estoque morto, formado por máquinas e</p><p>equipamentos de vida útil definida, que não podem ser baixados</p><p>da conta patrimonial antes de sua data de validade;</p><p>e. Itens inutilizáveis, que não podem ser usados na</p><p>produção por estarem defeituosos e danificados devido ao uso.</p><p>Codificação de Materiais</p><p>Mas, por que é necessário codificar os materiais? Mesmo</p><p>mantendo estoques de grande número de itens, frequentemente</p><p>ocorrem faltas de itens nas organizações.</p><p>Figura 1</p><p>Fonte: freepik</p><p>Isto se deve, segundo Chitale e Gupta (2011), em grande</p><p>parte, à forma de identificá‑los pela prática comum de descrevê‑los</p><p>por nomes individuais; e visto que vários departamentos usam o</p><p>mesmo item, este poderá receber vários nomes diferentes e ficar</p><p>armazenados em locais distintos.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 49eBook Completo para Impressao - Gestao</p><p>de Estoque - Aberto.indd 49 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque50</p><p>Um exemplo muito rico desta prática, aconteceu no Reino</p><p>Unido, onde uma empresa de eletricidade descobriu que um</p><p>único item (um pino de aço de certas dimensões), havia recebido</p><p>118 denominações, dependendo do tipo de utilização.</p><p>Um sistema de codificação adequado removeu os 118 locais</p><p>de estoque e com eles os inventários, entradas, itens obsoletos</p><p>associados etc.</p><p>A codificação é uma variação da classificação de materiais, que</p><p>consiste na representação dos itens por meio de um conjunto</p><p>de símbolos alfanuméricos, ou simplesmente numéricos, que</p><p>traduzem as características dos materiais, de maneira racional,</p><p>metódica e clara, para se transformar em linguagem universal de</p><p>materiais na empresa (VIANA, 2011).</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Existem alguns sistemas oficialmente padronizados para</p><p>codificar algumas mercadorias, porém, no campo empresarial,</p><p>esse sistema é desenvolvido de acordo com a solicitação da</p><p>empresa, conforme as necessidades do ramo e tamanho da</p><p>empresa.</p><p>Como exemplo, a representação de cada item pode</p><p>ser realizada por um número, cujos dígitos indicam o grupo,</p><p>subgrupo, o tipo e a dimensão do item; ou por uma letra</p><p>associada ao conteúdo de um mesmo metal, digamos, ferrosos,</p><p>não ferrosos etc.</p><p>Nas bibliotecas do mundo inteiro é adotada a classificação</p><p>universal de codificação, com o uso de decimais para identificação</p><p>dos itens.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 50eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 50 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque 51</p><p>Figura 2</p><p>Fonte: freepik</p><p>Os determinados sistemas de codificação, como por</p><p>exemplo o Sistema de Geração de Códigos (SGC) e o Sistema</p><p>para Alimentar Computadores (SAC) são combinados para a</p><p>utilização com gráficos de barras e outras formas de identificação</p><p>por dispositivos de leitura ótica (scanners), permitindo assim, o</p><p>conhecimento do número de lote, série, data de fabricação e de</p><p>validade, e outros dados (DIAS, 2010).</p><p>Mas, quais seriam os objetivos e as características desejáveis</p><p>de um bom sistema de codificação? Então, um bom sistema de</p><p>codificação se apoia em bases técnicas a partir da análise dos materiais</p><p>utilizados pela empresa, visando facilitar a sua identificação e</p><p>especificação na comunicação interna e em documentos comerciais,</p><p>inclusive internacionais, da empresa para:</p><p>a. Evitar a duplicidade de itens;</p><p>b. Facilitar a gestão de estoques e aquisições, o controle</p><p>contábil e a padronização dos materiais;</p><p>c. Permitir a fácil localização e o funcionamento adequado</p><p>do depósito ou armazém.</p><p>Para que este sistema seja eficiente, deve ser simples e</p><p>de fácil entendimento, deve ser também de aplicação rápida e</p><p>que abranja todos os materiais e ter como base que cada código</p><p>represente exclusivamente um item.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 51eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 51 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque52</p><p>Essa codificação deve ser compacta, concisa, consistente</p><p>e flexível o bastante para que todos os novos itens e inteligível e</p><p>orientada no sentido da organização individual.</p><p>Esses agrupamentos devem ser lógicos, mantendo partes</p><p>similares próximas uma da outra. Tanto quanto possível, devem ser</p><p>adotadas dimensões uniformes, por exemplo, segundo o sistema</p><p>métrico decimal e cada dígito deve significante o suficiente para</p><p>representar algumas características ou aspectos dos itens.</p><p>Um sistema de codificação adequado à empresa, deve</p><p>ser desenvolvido de forma a obter os benefícios de descrições</p><p>abreviadas e curtas dos itens; identificação lógica e precisa, com</p><p>cada código indicando o tamanho, qualidade, preço, usabilidade,</p><p>características especiais, especificação do item; prevenção de</p><p>duplicidade, estabelecendo‑se a formação de um vocabulário do</p><p>estoque constituído por um:</p><p>a. código principal, um subcódigo e um código descritivo;</p><p>b. compatibilidade com o sistema de gestão informatizado</p><p>da empresa; padronização e redução da variedade;</p><p>c. facilidade na localização física dos itens;</p><p>d. simplificação no trabalho de preenchimento e atendi-</p><p>mento de pedidos de compra;</p><p>e. melhoria na eficiência de desempenho do almoxarifado</p><p>permitindo o controle do estoque, registro e inspeção mais</p><p>rápidos, custeio e precificação mais precisos e confiáveis, mini-</p><p>mização de fraudes e contribuindo para uma melhor implantação</p><p>do planejamento e programação na produção.</p><p>São solicitações que devem ser cumpridas, por outro lado,</p><p>a codificação apresenta certos problemas e a maioria resulta da</p><p>capacidade humana. Incluímos também alguns erros devido</p><p>à falha humana na solicitação de compra podendo acontecer</p><p>prejuízos ao plano de produção e difícil localização de erros de</p><p>codificação, consumindo tempo e mão de obra nessa tarefa.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 52eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 52 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque 53</p><p>Principais Sistemas de Codificação</p><p>Os principais sistemas de codificação de uso comum</p><p>atualmente são o sistema alfabético, sistema numérico, sistema</p><p>decimal e sistema alfanumérico.</p><p>No sistema alfabético, composto por letras do alfabeto que</p><p>formam os códigos para os materiais, sem relações com números.</p><p>No geral, a primeira letra do nome do material ela não varia o</p><p>ponto de partida da codificação e, com isso as outras letras são</p><p>usadas dependendo de algumas características dos itens.</p><p>Figura 3</p><p>Fonte: freepik</p><p>O sistema é difícil de memorizar, podendo acontecer</p><p>duplicidades e possibilidade de alguns erros e mal-entendidos</p><p>de codificação. Devido ao pequeno número de letras, é difícil</p><p>selecionar as letras adequadas para cada um dos itens do estoque,</p><p>sendo comum a repetição das letras em um único e no mesmo</p><p>código e é impossível expandi‑lo para o nível desejado.</p><p>Porém, este sistema é simples, ele não requer treinamento</p><p>para a alocação do código ou implementação, e é indicado somente</p><p>àqueles almoxarifados de pequeno porte ou com pequeno número</p><p>de itens.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 53eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 53 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque54</p><p>Tabela 3.1 – Exemplo de Sistema de Codificação Alfabético</p><p>Fonte: Elaborado pelo Autor (2019)</p><p>Já no sistema numérico, os números são adotados como</p><p>códigos dos materiais, necessitando provisões para futura</p><p>expansão, de acordo com as seguintes versões:</p><p>a. Único número: cada item recebe um único número;</p><p>b. Bloco: itens de naturezas semelhantes são agrupados e cada</p><p>grupo recebe um bloco de números, que poderá posteriormente ser</p><p>sub‑ dividido de acordo com a necessidade; por exemplo, bloco de</p><p>1 a 500 para matérias‑primas; bloco de 501 a 1.000 para materiais</p><p>de prateleiras e de 1001 a 1.500 para consumíveis etc.; e os grupos</p><p>admitindo subgrupos, como por exemplo, em matérias‑primas, de 1</p><p>a 100, 101 a 200, 201 a 300 etc.</p><p>c. Números com traços ou barras: este é um melhoramento</p><p>no sistema de bloco de números, onde é colocado um traço ou</p><p>uma barra entre certos dígitos para descrever as características</p><p>de variação do item que está sendo codificado. Um exemplo das</p><p>versões da codificação alfabética é apresentado abaixo.</p><p>Tabela 3.2 – Sistemas de Codificação Numérica</p><p>Fonte: CHITALE; GUPTA (2011)</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 54eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 54 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque 55</p><p>Este tipo de sistema numérico é um sistema simples,</p><p>flexível até certa extensão e pode ser ajustado de acordo coma</p><p>necessidade da empresa, mas não tão flexível quanto necessário.</p><p>Ele não está livre de repetições nem é simples para trabalhar</p><p>nem tão pouco memorizar,</p><p>sendo recomendado apenas para</p><p>pequenos depósitos ou almoxarifados, pois pode complicar no</p><p>lugar de ajudar o crescimento da empresa.</p><p>Com relação ao sistema decimal, é amplamente baseado</p><p>no sistema de codificação numérico de traço e barra, envolvendo</p><p>a divisão dos códigos e item ou departamento do estoque em três</p><p>categorias:</p><p>a. classificação principal, como matérias‑primas, materiais</p><p>de embalagem, materiais acabados etc.;</p><p>b. subclassificações da classificação principal de acordo</p><p>com a sua natureza, uso, qualidade, características etc.;</p><p>c. divisões dessas subclassificações materiais em diferentes</p><p>classificações, tais como qualidade do material, componentes,</p><p>aparência, preço, disponibilidade, fonte de fornecimento, comer-</p><p>cialização, pesquisa de uso etc. Neste sistema, cada categoria</p><p>de material indicada é separada de outra por um ponto decimal</p><p>e os dígitos entre pontos decimais podem ser tantos quantos</p><p>necessários (em geral, não mais que quatro).</p><p>Esse método é simples e claro, permitindo a expansão</p><p>até o limite mais amplo, sem risco de duplicidade; porém, ele</p><p>se torna complicado, podendo resultar em erros; é necessário</p><p>ter conhecimento técnico, ele é recomendado neste caso para</p><p>grandes armazéns e considerado a alternativa mais científica de</p><p>todas as abordagens conhecidas.</p><p>O sistema decimal mais conhecido e utilizado globalmente</p><p>é o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de</p><p>Mercadorias, ou simples‑ mente Sistema Harmonizado (SH), que</p><p>engloba a nomenclatura aduaneira, codificação e classificação</p><p>de mercadorias para importação e exportação.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 55eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 55 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque56</p><p>Mantido pela Organização Mundial de Alfândegas (WCO)</p><p>e utilizado pelas alfândegas de mais de duzentos países, classifica</p><p>as mercadorias em ordem crescente de valor agregado na produção,</p><p>contando com 21 seções, que contêm 99 capítulos, três dos quais</p><p>em branco, sendo o 77 para utilização futura quando necessário; e</p><p>98 e 99: destinados ao uso pelo próprio país.</p><p>A nomenclatura é composta de seis dígitos que representam</p><p>o capítulo (os dois primeiros); a posição dentro do capítulo</p><p>(terceiro e quarto); sub posição simples (quinto); e sub posição</p><p>composta (sexto).</p><p>Fique atento, pois alguns países estendem sua estrutura</p><p>para nomenclaturas de oito dígitos, como no caso dos membros</p><p>do Mercosul, para classificação das tarifas e restrições de</p><p>importação, estatísticas de comércio exterior etc.</p><p>Por fim, temos o sistema alfanumérico, onde combinamos</p><p>o sistema alfabético com o numérico. Esse sistema foi</p><p>desenvolvido para aproveitar as vantagens de ambos, mantendo</p><p>a simplicidade e facilidade de identificação e a facilidade de</p><p>expansão em estágio posterior.</p><p>Para aplicar os códigos sob este sistema, os materiais são</p><p>primeiramente agrupados juntos como usualmente e um título é</p><p>concedido para cada um dos grupos então formados. Então, os</p><p>números são adotados ou baseados no sistema de blocos ou no</p><p>sistema de traço e barra.</p><p>IMPORTANTE</p><p>Às vezes, combina o sistema alfabético e o decimal,</p><p>portanto, com os números adotados para os diferentes materiais</p><p>como códigos baseados no sistema decimal.</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 56eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 56 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque 57</p><p>Outros Sistemas de Codificação</p><p>A marcação representa outro método de identificação dos</p><p>itens do almoxarifado, havendo dois tipos usualmente adotados com</p><p>esta finalidade: por cores e a secreta (CHITALE; GUPTA, 2011).</p><p>As marcas de cores em materiais como metais, cabos,</p><p>tambores e itens similares são feitas para suplementar o código</p><p>numérico e facilitar sua identificação, ou para alguns materiais</p><p>que não podem fazer uso do código numérico, sendo um</p><p>método simples e fácil de compreender, porém de baixo uso</p><p>devido ao limitado número de cores disponíveis e de aplicação</p><p>restrita a alguns materiais, visto que não cabem em peças, como</p><p>rolamentos de esferas, molas etc.</p><p>Estas marcas secretas são utilizadas com sucesso em</p><p>itens mecânicos de elevado custo ou valor, sujeitos a furtos e</p><p>pilhagens, de forma a detectá‑los facilmente nas lojas onde são</p><p>vendidos ou em locais onde são usados, essas marcas secretas</p><p>não são visíveis.</p><p>São gravadas em um local dentro do item, permanecendo</p><p>invisíveis e reconhecidas somente por funcionários mais</p><p>graduados do almoxarifado.</p><p>Padronização e Redução de Variedade</p><p>Uma norma é fruto de consenso de acordo firmado entre</p><p>partes (VIANA, 2011). Por outro lado, o significado geral de</p><p>padrão é de um modelo ou um acordo geral estabelecido por</p><p>consenso no setor industrial, acadêmico, especialistas no assunto</p><p>ou por autoridade (CHITALE; GUPTA, 2011).</p><p>Hoje existem vários tipos de normas,inclusive sobre</p><p>procedimento, especificação, padronização, terminologia, simbo-</p><p>logia, método de ensaio, classificação, etc. Por outro lado, os</p><p>padrões e normas, são desenvolvidos nos mais diversos contextos,</p><p>incluindo os seguintes (DIAS, 2010):</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 57eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 57 02/07/2020 17:46:4702/07/2020 17:46:47</p><p>Gestão de Estoque58</p><p>a. industriais, exclusivos de um setor industrial, por</p><p>exemplo, tipos de paletes usados na movimentação de merca-</p><p>dorias em plantas, armazéns e supermercados;</p><p>b. nacionais, quando há exigência de conformidade de</p><p>materiais e processos com as normas brasileiras publicadas pela</p><p>Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);</p><p>c. internacionais, quando os itens deverão estar de acordo</p><p>com normas da Organização para a Padronização Internacional</p><p>– ISO; ou outras entidades internacionais.</p><p>Mas o que significa padronização? Bem, se trata de uma forma</p><p>de normalização que consiste na redução do número do tipo</p><p>de produtos ou componentes, dentro de uma faixa definida, ao</p><p>número adequado para atendimento das necessidades vigentes</p><p>em dada ocasião (VIANA, 2011).</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Em uma análise de materiais, para obter um bom</p><p>intercâmbio e redução de variedade que resulte em economia,</p><p>sendo considerada um eficiente instrumento na produção de</p><p>rentabilidade e competitividade em mercados internacionais,</p><p>eliminando os desperdícios devido à garantia de qualidade e</p><p>estímulo à produtividade e facilidade de absorção de tecnologias</p><p>avançadas.</p><p>A padronização de materiais oferece numerosos benefícios</p><p>à indústria, tais como (VIANA, 2011):</p><p>a. eliminação de descrições detalhadas e desnecessárias</p><p>nas especificações;</p><p>eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 58eBook Completo para Impressao - Gestao de Estoque - Aberto.indd 58 02/07/2020 17:46:4802/07/2020 17:46:48</p><p>Gestão de Estoque 59</p><p>b. obtenção de uma base uniforme e clara para a compa-</p><p>ração precisa das cotações de preços para a mesma mercadoria</p><p>requerida pelo comprador e oferecida por mais de um vendedor,</p><p>com melhor disponibilidade, preço ou prazo de entrega, ou</p><p>contratar fornecimento contínuo com o mesmo vendedor;</p><p>c. redução da variedade e padronização para tamanhos,</p><p>graus, formas, cores, tipos de peças, obtendo peças intercam-</p><p>biáveis e mais econômicas;</p><p>d. redução dos custos de inspeção e de qualidade, com</p><p>eliminação desse processo para fornecedores pré‑qualificados</p><p>e certificados, e uso de amostragem para itens de empresas de</p><p>tradição;</p><p>e. melhoria da qualidade, do tamanho do lote, carregamento</p><p>e programação, aumento da utilização das máquinas e redução</p><p>do custo de produção;</p><p>f. concentração dos esforços na fabricação, portanto,</p><p>simplificação e especialização, e dos esforços de compra,</p><p>redução do trabalho burocrático e do custo de aquisição através</p><p>de compras no atacado;</p><p>g. redução nos custos de reparos e manutenção; de</p><p>embalagem e movimentação de materiais, mediante unitização</p><p>de cargas;</p>

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